T9:E22 • Vida: Desafios e Soluções • A busca da realidade (parte 1)
Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis • Temporada 9 Temporada 09 – Vida: desafios e soluções Episódio 22 – A busca da realidade (Capítulo 10, parte 1) Nesta primeira parte do estudo do capítulo “A busca da realidade”, o foco recai sobre o subitem “Necessidades humanas”. A reflexão aborda como, segundo Joanna de Ângelis, as necessidades que movem o indivíduo — físicas, emocionais, sociais e espirituais — revelam o estágio evolutivo e orientam o caminho para uma vida mais consciente. O episódio destaca a importância de reconhecer tais necessidades com discernimento, evitando ilusões que afastam o ser da realidade interior e, por consequência, da própria paz. 📖 Obra: Vida: Desafios e Soluções, Joanna de Ângelis – psicografia de Divaldo Franco 🎙️ Apresentação: Gelson Roberto 👥 Convidados: Tiago Rizzotto e Adriana Lopes #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #VidaDesafiosESoluções #ABuscaDaRealidade #NecessidadesHumanas #Autoconhecimento #DivaldoFranco #Espiritismo #EspiritismoPLAY #TVMansãoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Alô a todos que nos assistem nesse momento especial, nosso abraço e carinho desse convite que a prefeitora Joana Dian nos faz no estudo da série psicológica. E finalmente estamos chegando, né, no capítulo 10, né, depois dessa jornada tão rica e profunda até aqui e que tem como título A busca da realidade. Então, Thago e Adriana estão aqui comigo pra gente poder trabalhar esse tema, em especial esse primeira parte do capítulo, que é essa introdução e o subitem necessidades humanas, né? a gente vem vendo ao longo do tempo esse despertar do self, esse desafios que envolvem, né, essa busca de consciência e de realização. E ela então nos convoca, né, de do compromisso com a realidade. que é essa realidade, né? que a gente fala muito em realidade, mas a Joana aqui tá eh trazendo e sublinhando eh uma noção de realidade que muitas vezes escapa, né, a compreensão das vezes mais pessoas, né, dessa diferença entre aquilo que é impermanente e que tá em transformação e muda. e aquilo que realmente é permanente e essencial como realidade, né, da da existência e da dimensão espiritual. Então, a gente pode começar a olhar um pouquinho para isso, né, pra gente poder avançando aqui no estudo desse início do capítulo. >> Esse capítulo é muito importante, né? É uma alegria estar aqui com vocês para esse para essa provocação que a Joana nos faz dessa realidade, o que é uma realidade, né? E depois a necessidade, o que são, quais são as nossas necessidades e e pra gente trazer isso, né? Provocar para trazer paraa nossa vida mesmo, né? Então eu gostaria assim de rapidinho começar tomando, pedindo a permissão para um, né, contando uma historiazinha particular, só para que a gente veja na vida como isso acontece, né? Então, quando eu me formei, eu e mais três amigas resolvemos abrir um instituto de psicologia e aí aquela coisa e vai atrás de uma coisa e vai atrás de outra coisa. E a primeira coisa que eu resolvi que eu queria pro instituto era um filtro assim de inox muito bonito, né? E aí uma amiga muito
e aí aquela coisa e vai atrás de uma coisa e vai atrás de outra coisa. E a primeira coisa que eu resolvi que eu queria pro instituto era um filtro assim de inox muito bonito, né? E aí uma amiga muito amorosamente chegou, Adriana, olha, a gente tá construindo um instituto, né? Nós precisamos de da recepção, a gente precisa de poltrona, a gente precisa de telefone, a gente precisa de computador, né? Ah, que não dá pra gente eh ter algo mais simples no início e depois a gente compra quando sobrar, né? tempo e dinheiro, enfim, isso. Então, eh, com esse pequeno exemplo, eh é importante da gente pensar em coisas tão pequenas da vida, a gente pensar o que é a realidade, qual quais são as minhas necessidades e se eu tenho clareza, né, disso. Porque ela começa, nesse primeiro parágrafo dizendo: "O ser humano em razão dos atavismas, do adoecimento adormecimento da consciência, não tem sabido eleger o que é fundamental paraa existência transitória e nem pra realidade como imortal". Então, veja, no pequeno exemplo, eu não tava conseguindo nem eleger o que é de transitório como prioridade, né? Quanto mais um ser num determinado momento da vida, eh eh começar eh escolher a realidade espiritual em detrimento da da material, não em detrimento, mas além, né, da conta de todas essas questões materiais e além de tudo poder então olhar para essa realidade espiritual como uma a como uma meta, como um objetivo, né? Então o que que você acha, né, Thaago? uma coisa assim tão eh tão do dia a dia, mas o quanto a gente ainda não sabe escolher, não sabe eleger prioridades na vida e isso leva a um sofrimento, né? >> Olá, amigos, sou Adriana Gelson. Eh, eu gostei de ler com essa né, relendo esse capítulo e até me permitiria pensar que a busca da realidade, pensando aqui na proposta da mentora, seria a busca entre realidades, né? Quais são as realidades que nos perpassam numa existência? Temos uma dimensão bastante objetiva. Nós temos um corpo físico, né? esse ente material que serve como veículo e por meio do qual se expressam,
ais são as realidades que nos perpassam numa existência? Temos uma dimensão bastante objetiva. Nós temos um corpo físico, né? esse ente material que serve como veículo e por meio do qual se expressam, né, o espírito, mas também se expressam toda essa jornada multimilenar do espírito. Então, todas as nossas heranças, todas as nossas possibilidades. Então, se nós eh pensarmos então que existe uma busca entre realidades que coexistem em nós, qual é a realidade que tem predominado na nossa busca e qual é aquela que a mentora vai fazer essa ampla divagação no curso de toda a sua obra psicológica como um convite, exaltação de uma realidade última que sobrevive, né, que é permanente, né? Então eu também começo minhas palavras pensando eh nessa jornada em que nós estamos existindo, sentindo, experienciando e vivendo a vida onde nós estamos alocando as nossas necessidades e que de alguma forma eh alojamos em certas necessidades, sejam aquelas que nós construímos por nós mesmos, mas também referenciadas naquilo em que o mundo, né, valora como importante. e estamos dirigindo o nosso desejo. É como se a governança daquilo que nós desejamos imprime quais são as nossas necessidades. Agora, para pensarmos então uma busca de realidade ou de uma realidade nova, verdadeira para nós, no sentido de sentido e de realização, nós precisamos começar a pensar sobre que para além daquilo que temos de comum e ordinário na experiência humana, que às vezes todos nós estamos aí vivenciando, o que que nós temos para além disso, o que que nós que estamos aí nos debruçando nas obras espíritas, nas obras de Joana de Angeles, de Emmanuel, o que que de fato para nós nos instiga a pensar o que que essa realidade nova, verdadeira, imortal, que é o espírito, de fato nos faz pensar sobre aonde destinamos o nosso desejo. Então, são essas palavras iniciais. É interessante que de uma certa maneira quando eh a gente pensa em Deus, né, que Deus é o amor e Deus também é a verdade, porque tudo principia nele e toda a verdade então tá
essas palavras iniciais. É interessante que de uma certa maneira quando eh a gente pensa em Deus, né, que Deus é o amor e Deus também é a verdade, porque tudo principia nele e toda a verdade então tá tá contida nele. Então, chegar em Deus é chegar na verdade, é chegar no amor, né? Eh, e de certa maneira e isso nos coloca naquela proposta da Joana no capítulo oito, da consciência de sono e da consciência desperta. Então, chegar nos objetivos reais da existência é chegar realmente no caminho do si, do self, né? Ou seja, né, de uma realidade condizente, não ao ego, né? ao ego e limitado eh pela sua forma de pensar, de se reconhecer, mas eh nessa dimensão transpessoal da realidade, que é o espírito, né? E o que implica então uma caminhada aonde a gente não nega o corpo, como o Thiago falou, né? a gente tem realidades e realidades, mas a gente não coloca essas realidades transitórias, né, na frente dessas outros da realidade maior que é do self, ou seja, o próprio corpo e outras realidades tem que estar a serviço dessa realidade maior, né, dos objetivos que realmente são essenciais e que determinam, né, esse processo que ela já coloca de uma sintonia de uma harmonia cósmica, né? Uma harmonia entre eu, né? O enquanto self e o infinito enquanto a a dimensão do divino que abarca eh enquanto a harmonia uma compreensão, né, dessa lógica amorosa e do sentido que sustenta a minha existência. E aqui a gente vê, né, ela dizendo do corpo que enquanto a gente está anestesiado, né, preso nessa questão material do corpo, que serve de escafandro especial, né? Então o escafandro, não sei se vocês já viram, é algo tão pesado, né, tão denso. Então esse corpo seria essa matéria densa que a gente tá aqui preso, né? eh como isso dificulta que o espírito milenar possa eh desenvolver outras questões além da matéria, né? Então ele passa, um fala, né, praticamente essa primeira metade da vida psíquica, eh, tentando então colocar, né, investir eh, psiquicamente nesse mundo externo, onde ele vai
tões além da matéria, né? Então ele passa, um fala, né, praticamente essa primeira metade da vida psíquica, eh, tentando então colocar, né, investir eh, psiquicamente nesse mundo externo, onde ele vai construir uma uma identidade, uma família, uma casa, um meio de trabalho, né? Então ele tá com essa energia para fora nessa questão de construir essa essa personalidade, essa identidade, mas o corpo ele vai trazer a questão dos instintos, né? E aqui eu me lembro de uma passagem do do da do da Bíblia que diz, né? onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração. Então, quando ela fala dessa desse estágio do adormecimento da consciência, o ser que não tem essa consciência desperta, ainda ele elege questões muito primitivas, porque ela vai dizer aqui, né, ele ainda não, ele tem dificuldade de ensaiar para as emoções superiores porque ele tá preso nessas emoções ainda muito primitivas. ele tá preso nessa questão ainda dos desejos muito muito muito primários do ser. Então, toda essa questão do corpo vai despertando, né, as paixões, segundo Kardec, que são as emoções, né, mais eh na linguagem da psicologia atual, que seria essa questão de umas emoções ainda referente ao nosso estágio evolutivo. Então, o corpo ele vai dificultar para essa busca da realidade, porque ele vai fazer busca dentro do que ele entende como realidade, né? Então ele vai buscar alter, ele vai buscar possuir, ele vai buscar bens, mas ele vai estar longe de uma realidade maior, né, que que nos engloba a todos. Gosto de pensar nas obras espíritas que descrevem o trabalho espiritual, né, nos mentores com Bezerra de Menezes, André Luiz e outros tantos que eh estão em constante trabalho de auxílio e socorro, né, no mundo. E é interessante que nós percebemos que os espíritos num grau de consciência e lucidez mais aprimorada, eles não julgam, eles entendem a faixa consciencial que as pessoas se encontram. É como se a nossa capacidade numa noite muito escura, acendemos uma lanterna e o alcance desse faixo de luz podia representar
ão julgam, eles entendem a faixa consciencial que as pessoas se encontram. É como se a nossa capacidade numa noite muito escura, acendemos uma lanterna e o alcance desse faixo de luz podia representar simbolicamente até onde nossa consciência consegue compreender a nossa realidade. Então, a medida que vai se ampliando ou a capacidade consciencial de compreensão da existência da vida, nós passamos também a experienciar dimensões novas e até superiores do que seja prazer, que seja uma experiência de gozo, né? Prazer e gozo são conceitos próximos, mas o gozo, é só apresentar esse conceito importante porque é uma dimensão que transcende o prazer, né? até uma representação psicológica da das pessoas às vezes presas a certos comportamentos, certas atitudes, a certas compulsões, tem um gozo ali. Ele representa algo que oferece, né, um estado, uma condição muito particular. E nós observamos isso tanto numa criança muito pequena, né, vinculada a um objeto ou numa mamadeira e nas representação psicológica de como essa busca intensa por prazer alcança um estágio bem mais intenso, né, que é sentir e tentar representar e alcançar algo que parece que é impossível, uma dimensão de gozo. De alguma forma, nós, num grau de consciência humana muito mundana e pouca vinculada perspectiva mais espiritual, eh, possivelmente o que nós observamos, vamos representar um grau de realização de sentido da vida a partir do gozo e desses prazeres. Então, um convite, uma perspectiva de pensarmos realidades existenciais em que a gente possa permanecer experienciando os prazeres, mas vendo nos prazeres possibilidades de alcançar aquilo que Joana diz. Existem emoções superiores e para viver essas emoções, nós temos muitas dificuldades e constrições psicológicas, porque para nós ainda é muito difícil compreendermos o que é isso. Então ela faz esse convite para que a gente amadurecendo consciencialmente, amadurecendo psicologicamente, nós passamos a passamos a tatear certas experiências, né, em zonas mais
ndermos o que é isso. Então ela faz esse convite para que a gente amadurecendo consciencialmente, amadurecendo psicologicamente, nós passamos a passamos a tatear certas experiências, né, em zonas mais superiores e profundas da alma que nós comumente não experienciamos. Então, me parece que a linguagem aqui pode ser muito bem representada na história do jovem rico que tá no evangelho. É a ideia de que ele entende que ali existe um tesouro muito importante, existe algo muito precioso naquilo que Jesus traz para ele, mas ele ainda tem dúvida por conta daquilo que ainda representa como verdade o que ele vive na terra. Então, na própria linguagem do espírito Amélia Rodriguez, ele diz a Jesus: "Eu, olha, eu quero seguir. Eu sei que eu traz uma coisa especial paraa minha alma, mas antes eu preciso lá, eu preciso atender a uma sede de prazer e de gozo. E aqui num campo amplo da cultura, né, mérito, reconhecimento, status, riqueza, poder. E que depois eu volto. Mas a gente sabe que às vezes essas oportunidades podem ser adiadas e vezes perdidas. Então é interessante a gente pensar, né, como nós, esses moços e moças ricas, fluindo a vida e sendo chamados, tendo convintes como esses de Joana. E muitas vezes nós ficamos pensando, será que vale a pena? Será que isso é o que eu quero? Porque eu me sinto tão seguro nesse lugar em como experiencio a minha vida, me satisfencio minha vida hoje. É um desafio, né, amigas? É, aí eu acho que tem essa questão que ela vai realmente colocar, né, Thago, se por um lado o jovem rico representa a riqueza do mundo, né, e a compreensão limitada do ego nesse jogo de busca de poder, sensações e sucesso, né? E ela traz outras coisas que que realmente são eh que fazem parte da gente, né? E e como eu disse, independe da concretude e do lugar que tu que tu ocupa no mundo. E aí ela fala da beleza, da harmonia, da cultura, da arte, da religião e da entrega espiritual, né? como sendo realmente grandes elementos que possam nortear e orientar esse esse e essa busca, né, de uma realidade que
beleza, da harmonia, da cultura, da arte, da religião e da entrega espiritual, né? como sendo realmente grandes elementos que possam nortear e orientar esse esse e essa busca, né, de uma realidade que seja realmente eh algo que fala diretamente a a ao caminho eh da plenitude da alma, né? E e ela e ela vai dizer mais ainda que esse processo então não é teórico, né? Não é uma visão teórica. Eh, mas tem uma conduta, uma postura, né, e todos nós fazemos eh servimos a algo e todos nós elegemos algo e todos nós então assumimos um lugar, né, e fazemos escolhas. E é isso que ela tá de uma certa maneira questionando. Quais são o teu foco, quais são as tuas escolhas, quais são os teus interesses, né? E aí realmente a gente poder ter critérios lúcidos, mesmo que estejam ser dividido, né? Como é o ali o a personagem do evangelho do homem rico, né? Eu quero Jesus, mas eu eu tô aqui querendo ainda viver essa coisinha boa aqui, aparente, né? E não quero abrir mão nesse lugar. Então nós somos ser dividido, mas a gente pode dizer assim: "Puxa, eu tenho ainda uma natureza bélica, eu gosto de coisa agressiva, eu gosto de filmes violentos, eu ainda tenho fantasias que são muito, né, primitivas, eu tenho interesse, mas eu posso me alimentar de coisas boas, de um outro filme, né, de de, né, espiritual, de ter leituras, de que o que que alimenta a minha alma, né? Então, eu posso eh fazer escolhas, mesmo que eu ainda esteja um ser dividido e possa reconhecer que parte minha tá aberto a a a isso, mas eu posso aprender, né? Posso me aguçar a minha capacidade de de, né, como uma pessoa que educa, né, a e tem como a ter gosto por outras coisas que antes não tinha. E acho que isso que ela ela não ela não tá propondo uma perfeição aqui e não um uma consciência que já é plena de tudo, mas sim de ter objetivos bem definidos, como ela coloca aqui, sustentados por esses valores e essa realidade maior, que é a lógica da alma, a lógica do espírito, a lógica do amor. E é interessante que ela traz também eh
tivos bem definidos, como ela coloca aqui, sustentados por esses valores e essa realidade maior, que é a lógica da alma, a lógica do espírito, a lógica do amor. E é interessante que ela traz também eh um um outro paradoxo, ela traz ali a questão do corpo. Então, na primeira parte ela coloca esse corpo, um escafandro que dificulta por essa questão até instintiva. Eh, por um lado, mas ela vai falar que por outro lado esse corpo que ela chama de forma, né? Essa forma, esse corpo que tá sempre em transformação, o próprio corpo em algum momento vai adoecer. Olha que lindo. Então, existe em nós um mecanismo autorregulador que se por um lado ele desperta as paixões da alma, né, as questões tão difíceis de transpor, por outro lado, esse corpo que também é frágil, vai em algum momento ter uma enfermidade e esta dor, essa, né, insatisfação que o ser vai sentir em decorrência da dor e do sofrimento, e ele acaba, de certa forma se harmon harmonizando com esse cosmo e vai superando essas constrições do corpo, né? Olha que lindo, como se obrigando ser a desabrochar, né? E aí ele vai fazendo com que ele descubra esses, né? Para que eh um outro gozo, né? O gozo interior. É isso que o, né, que que o Thiago fala do gozo, mas um gozo interior que é que modifica o que ela chama. Isso aqui eu achei genial, uma escala axiológica, né? Eh, axiológica, que quer dizer o quê? Essa é uma escala de sentidos e de valores que vai ajudar a gente hierarquizar o que é prioritário do não prioritário. Por isso que no início eu dei aquele exemplo meu, né? Puxa, eu queria um detalhe perto de um universo que eu tinha, eu não sabia. e eh categorizar, el não sabia o que que era mais importante. Então aqui o próprio sofrimento, que por um lado o corpo desperta paixões, por outro lado, pelo sofrimento, ele leva esse homem a buscar esse contato com o Pai, com a natureza, com a divindade. E isso vai fazer com que essa escala que nos que nos faz hierarquizar os valores, que nos faz avaliar o que é mais relevante, né, essa
a buscar esse contato com o Pai, com a natureza, com a divindade. E isso vai fazer com que essa escala que nos que nos faz hierarquizar os valores, que nos faz avaliar o que é mais relevante, né, essa escala habitual vai se transformar e vai fazer com que a gente comece a eleger o que é duradouro eh eh em detrimento desses, levando, né, a buscar questões da imortalidade da alma. Então, veja, o próprio processo em si, ele vai se autorregulando para que o ser possa fazer o que ela diz, né? Buscar essa nova realidade. >> E eu gostei do que tu disse, né, querida. a gente passa a experienciar emoções, sentimentos, estados espirituais que levam a um tipo de gozo que é interior. E eu lembrei de uma fala do Divaldo que eu vi esses dias de um vídeo antigo dele dizendo assim: "Quando você verdadeiramente experiencia o amar, é como se esse combustível, ao ser consumido e experienciado, ele se retroalimenta, ele vai se potencializando. Então, é como se quanto mais bebêsemos, quanto mais vivêssemos e ofertássemos, é um movimento em que a alma vai se reabastecendo continuamente. E identificado aqui no vejo nessa linguagem de que manifestações elevadas de um gozo interior. E isso é um contraponto as ideias que ela traz que assim quando os gozos permane os gozos permanecem, os prazeres permanecem numa esfera de emoções que ela chama de inferiores, vamos colocar assim, né, mais mundanas, eh eles vão se esca em termos de representação de sentido, a gente vê que existe uma fantasia, existe um lugar de ser alcançado, uma demanda que que acredita ser alcançada por meio do fluir desses desse gozo. Só que é uma demanda impossível de ser atendida, porque é quase como se existe uma falta originária, existe uma, né, um vazio interior e se crê na consciência que se tem que quanto mais for comendo, né, praticando sexo, bebendo todos os prazeres possíveis, isso de alguma forma vai suprir essa falta. O problema é que esse excesso não vai conseguir atender essa demanda que é impossível de ser atendida e de alguma
sexo, bebendo todos os prazeres possíveis, isso de alguma forma vai suprir essa falta. O problema é que esse excesso não vai conseguir atender essa demanda que é impossível de ser atendida e de alguma forma gera o seu inverso que é o quê? O adoecimento. Então a gente percebe que essa busca incessante levará a frustrações, a problemas e transtornos diversos associados a esses quadros. O que ela diz é: então busquemos a nova realidade experiencial. Nós temos caminhos novos para que a gente possa sentir a vida de uma outra maneira. E aqui eu queria deixar apenas como sugestão, né, pros nossos queridos que estão em casa, dois filmes recentes 2024. Um chama-se um homem diferente que conta a história de um ator que sofre de uma doença chamada neurofibromatose. Ele tem o rosto todo deformado. Aí ele passa para procedimento experimental para mudar o rosto e ele passa ser um homem muito bonito. O problema é que essa reconfiguração estética dele faz com que a expectativa de uma vida nova, né, sendo alguém belo pro mundo, traz de volta inseguranças do passado, emocionais que ele tem e novos problemas aparecem na vida dele. E o outro filme é esse filme recente chamado A substância, em que uma celebridade em decadência usa uma substância do mercado negro para que ela possa, pera substância replicar-se e criar temporariamente uma versão mais jovem de si própria. Eu gosto da simbologia dos dois filmes como este lugar da busca por uma eterna juventude, por uma imortalidade do corpo, por uma referência de status de fortalecimento das nossas personas no mundo a serem reverenciadas e que são representações dentro de consciências que estão buscando algo no mundo que o mundo não pode oferecer da forma como ele tá configurado. Então fica o convite paraa gente pensar uma nova realidade que é a realidade. E é interessante isso, né Thiago? Porque realmente não vai muito além das da da do gozo sensório, né, do prazer, mas também Jana coloca que é a armadilha dessa lógica da sobrevivência em cima de um controle egóico, né?
sso, né Thiago? Porque realmente não vai muito além das da da do gozo sensório, né, do prazer, mas também Jana coloca que é a armadilha dessa lógica da sobrevivência em cima de um controle egóico, né? Porque ela falou assim que a gente tem esse atavismo, né, esse essa herança antropológica dos automatismos básicos da sobrevivência. E a gente acaba eh preso numa sobrevivência eh coroada pro do que representa essa fantasia pro mundo, né? Ah, então eu vou eh eh o excesso de de proteção aos filhos, eh propriedades, mas ter ter para poder ter a uma ideia de segurança, de controle, né? eh eh buscar em vez de uma saúde, eu busco maneiras artificiais de conservar, né, essa imagem, como tu falou do filme, a substância, né? Então, a gente vai criando eh mecanismos dentro desse instinto de conservação que é focado numa visão ainda muito limitada e primária da realidade, né? E aí a gente começa a encontrar nesse processo as matrizes do sofrimento, né? Porque, né, a gente acaba, eh, gerando um excesso de zelo, de interesse no controle do ego, na dependência dessa segurança, nesse jogo, né, que que é basicamente um comportamento muito primário do ser humano, que é controle e segurança, né? E todo o comportamento que baseado nisso faz com que eu fique, né, eh, muito centrado num esforço, eh, de botar muita energia em processos muito elementares. E aí isso vai, em vez de trazer eh a paz, o me trazer realmente satisfação no sentido mais profundo, acaba muitas vezes tendo eh o lugar do martírio, do sofrimento, do medo, da insegurança, do excesso que gera preocupação e assim por diante. Então, toda matriz de sofrimento que que advém disso. E a gente vê daí também a partir dessa dessa questão que Jon coloca, eh, essa mente é muito literal, né? a gente fica numa identificação muito literal, né, do ego sobrevivência e essa sobrevivência ainda literal no corpo ou na coisa concreta, né, do dinheiro, né, da das coisas, a gente realmente vai experimentar uma série de de frustrações, como ela vai colocar aqui,
ivência e essa sobrevivência ainda literal no corpo ou na coisa concreta, né, do dinheiro, né, da das coisas, a gente realmente vai experimentar uma série de de frustrações, como ela vai colocar aqui, né, ou um se atormentar em busca dessa dessa fantasia. ia e de uma série de carências da alma que não são reconhecidas, que vão ali sendo projetadas aí nesse mundo literal e concreto que não vai ser saciado e a gente acaba criando aí problemas para nós de cidades, essas outras que acabam sendo armadilhas de uma de uma fantasia de realização de de conquistas, mas que no fundo acaba apenas eh eh trazendo mais menos alegria, mais insatisfação e realmente não preenchendo verdadeiramente os meus ancos maiores que estão láem no nosso inconsciente, né? que o fato de eu não reconhecer as minhas mensagens da alma e ficar preso à necessidade do mundo e das coisas concretas não quer dizer que essas necessidades não existam, né? E o self tá ali gerando movimentos em favor da alma e gerando da consequentemente um conflito dentro de mim. E é interessante que ela fala, né, que precisa de um movimento ativo nessa busca, né, quando ela fala da busca. Então ela fala que essa realidade, né, dessas emoções superiores que dizem respeito ao espírito, essa beleza, harmonia, né, ela deve ser buscada. Não é ficar esperando que isso chegue para nós, não. Mas é um movimento em que a gente precisa de forma ativa buscar como uma necessidade básica. Aí me lembrou muito, né, a pirâmide da das necessidades básicas de Maslow, que ele coloca aquela pirâmide, mas aí de manhã, hoje eu tava lendo, fiquei pensando: "E qual será a nossa pirâmide?", né? Como o próximo item que ela vai tá falando agora, quais são as necessidades humanas, as minhas necessidades. Se eu tiver que construir a minha pirâmide das necessidades da Adriana, não de Maslow, como seria a construção dessa pirâmide, né? porque ela fala que é uma necessidade de buscar essa como uma necessidade básica do meu processo de evolução. Então, o meu processo é
driana, não de Maslow, como seria a construção dessa pirâmide, né? porque ela fala que é uma necessidade de buscar essa como uma necessidade básica do meu processo de evolução. Então, o meu processo é necessário que eu tenha consciência quais são as minhas necessidades. Por isso que eu fiz aquela provocação com aquele exemplo de um filtro, né, que naquele momento era tão pequeno diante de tanta coisa que tinha que ser feito em termos materiais, mas agora transpondo para essas emoções da alma quais os meus reais anseios espirituais para que a gente possa, né, ou seja, essa nossa escala axiológica deve hierarquizar esses nossos valores, né? Quais são as minhas eh a qual é a minha forma de hierarquizar? Quais são os valores, né? Colocando sempre a evolução em primeiro plano, eh, e buscada de forma consciente, ter consciência do que eu busco e somente no segundo plano, né, colocando essas questões materiais, que é que a gente faz tudo ao contrário, né? a gente tenta só coloca isso, as as materiais e poucos da, né, poucas pessoas começam por si, né, sozinhos, fazer esse movimento de buscar realmente o que a traça não corrói e nem a ferrugem, né? Então, é importante de forma consciente estabelecer essas prioridades e identificar de forma consciente as nossas necessidades. >> Gostei quando tu citou a o Maslon, né? Oi. Gostei quando você citou o Maslon, porque o próprio Maslon, ele se dá conta dado momento que, apesar de dar um foco a uma hierarquia de necessidades e chegar a um patamar de mais altos valores humanos, faltava alguma coisa nesse processo de autorrealização, né, do ser humano. E aí surge ele, além de outros pesquisadores, em particular o Stalisdov, a psicologia transpessoal, que para nós apenas aqui é importante citar, mas não se dá conta que existe alguma coisa que tá além desse processo. É como se existisse um impulso que transcende as considerações importantes sobre as necessidades humanas, seus vários patamares, mas faltava aquilo que eles identificavam como espiritualidade,
ocesso. É como se existisse um impulso que transcende as considerações importantes sobre as necessidades humanas, seus vários patamares, mas faltava aquilo que eles identificavam como espiritualidade, como uma dimensão psíquica nossa, né? que tem a ver com esse impulso transcendente muito bem compreendido e estudado por Iung. Então, a gente pode dizer simbolicamente, existe uma ideia de fome de pão, né, e existe uma fome de beleza. Fome de pão, de alguma forma sacia as nossas necessidades referenciais a uma dimensão material da vida. Mas a experiência na cultura, na beleza, na estética, elas são representações de algo que tá eh matando a fome ou alimentando uma dimensão nossa, que a gente pode chamar de espírito. E aqui que é importante a gente fazer uma conjunção de uma questão que parece às vezes para nós espíritas pouco compreendida. Kardec, no último item do capítulo de perfeitos, ele destaca a importância de cuidarmos do corpo e do espírito. Esta dicotomia muitas vezes ao desprezo ao corpo e um reverenciamento apenas na vida do espírito, eh, não faz luz ao que é importante em relação o que a mentora tá se dedicando aqui a destacar. Todas essas necessidades são justas e necessárias. Elas organizam a vida coletiva, elas fomentam segurança, ergonomia, bem-estar e atendem necessidades corpóreas e, claro, sociais que surgem no campo da cultura, mas ela diz, por meio dessas necessidades é possível alcançar dimensões e necessidades novas. Então é como se, como já um dia pensamos, né, prazer, o prazer pode ser um instrumento de caminho paraa expressão do amor, mas não necessariamente, né? Então, é como se o vaso, as experiências corpóreas e aquilo que nós desenvolvemos nos permite acessar e experienciar dimensões de caráter superior, como ela fala, harmonia, cultura, arte, religião. E essa entrega espiritual que são necessidades humanas do humano, necessidades espirituais e que atende essa simbologia que eu gosto muito, que Leonardo Bof e Frey Beto usam. fome de pão e fome de beleza. Nós precisamos
ritual que são necessidades humanas do humano, necessidades espirituais e que atende essa simbologia que eu gosto muito, que Leonardo Bof e Frey Beto usam. fome de pão e fome de beleza. Nós precisamos buscar mais a sociedade da beleza espiritual nossa. Uhum. É, de um lado tem as necessidades fisiológicas, de outro lado tem as necessidades psicológicas e e de outro lado tem as necessidades eh espirituais, né? Eh, e e de uma e e eu eu penso assim que essas necessidades elas têm uma correlação e e e de uma certa forma elas brincam com o sentido da existência eh na medida que hum eh num certo grau elas se equivalem dentro de dessas dimensões de realidade diferente, né? Então, eh quando fala em alimento, né, eu preciso me alimentar, né? Então, tem alimento do corpo, né? Mas às vezes eu busco no alimento do corpo uma necessidade psicológica, né? Às vezes eu tô carente e como chocolate, né? às vezes eu tô ansioso e preencho minha ansiedade com algum tipo de alimento. Então, como essas coisas começam a permutar na nossa grande confusão interna por não ter clareza. Então, quando a Juna propõe essa busca de realidade, é justamente a gente poder entender que muitas vezes os anseios não são do corpo, não são do poder de conquistar aquele cargo ou de ter mais dinheiro ou de subjugar o outro, ser, né? Mas é um anseio por amor, é um anseio por compreensão, é um anseio por ser aceito, é um anseio para reconhecer valor, mas que eu me perco justamente nessa literalidade que eu falava antes, né? E aí eu fico tomado por uma realidade que é primária, né, que existe, mas que não contempla outras realidades que fazem parte do meu mundo. E a Joana falou: "Vamos expandir", né? E ela coloca aqui no detalado momento, né? que a grande preocupação deverá ser de referência a como conduzir-se diante dos desafios da sua realidade. Então, nós temos que estamos na vida, vamos ter que viver esse corpo, vão ser desafiados a realidade que a vida impõe. Ah, mas a questão é aonde tá esse desejo, né? Essa necessidade, onde tá o
lidade. Então, nós temos que estamos na vida, vamos ter que viver esse corpo, vão ser desafiados a realidade que a vida impõe. Ah, mas a questão é aonde tá esse desejo, né? Essa necessidade, onde tá o meu gozo, né? Meu gosto tá no prazer, o meu gosto tá no valor, que também me gera um outro tipo de prazer que não, né, a a a esse sensório, por exemplo, né? Então, né, eh, eh, porque a gente tende a entender o valor como uma imposição desagradável pra gente, como se isso nos tirasse o prazer, como se tivesse a satisfação, é porque pela nossa má compreensão e o quanto do gozo dos espíritos elevados tem nos valores da vida a ponto de alguns espíritos encarnas na terra, né, como São João da Cruz, a Teresa Dávra entrar em êxtase, né, num gozo espiritual que é difícil da gente compreender o que significa, né, mas que é de uma dimensão de alegria, de uma dimensão de de prazer e de realização muito maior, de repente do que isso que a gente tem como nesse momento. né? O nossa meta e experiência de gozo e prazer aqui no mundo. E aqui tem uma coisa importante no parágrafo quatro que ela diz assim, ó: "Desenhadas no seu mundo interior estas necessidades básicas indispensáveis à vida, entrega-se a uma luta incessante, feita muitas vezes de sofrimento sem termos, por lhes faltarem reflexão e capacidade de identificação do real e do secundário." Aqui vai entrar a escala axiológica que o ser vai conseguir entender o que que é real e o que é secundário. E aqui começam os sofrimentos. Então, quando eu não tenho consciência das minhas necessidades básicas, quando eu não sei identificar o que é necessário para mim nesse momento e eu começo me perder nisso tudo, eu começo a sofrer. Então, veja, muitos dos nossos conflitos, muitas das nossas dificuldades são porque eu não sei identificar o real do secundário. E aí me lembra, claro, né, Alice, no País das Maravilhas, quando é o gato fala para ela: "Olha, quando você não sabe para que lado, vai, qualquer lado serve, porque é isso, não tem uma escala de
ário. E aí me lembra, claro, né, Alice, no País das Maravilhas, quando é o gato fala para ela: "Olha, quando você não sabe para que lado, vai, qualquer lado serve, porque é isso, não tem uma escala de valores, ele não sabe eleger o que que para ele eh eh vem em primeiro plano." Então, é importante nesse momento, nessa nesse capítulo, começar assim, hoje a gente deita e começa a pensar, mas quais são os meus valores? Por que que eu tô vivo? Eu tô dormindo para acordar e depois eu como porque eu acordei, depois eu eu vou dormir porque eu comi ou realmente eu sei, eu tenho consciência, né, de de do que é real e o que é secundário na minha vida. Então, um dos motivos de sofrimento é por não ter consciência dessa escala, né, de de necessidades básicas. E claro, nós eh existe uma dimensão, tava aqui te ouvindo, sabe, querida, tem uma dimensão que não cabe aqui uma análise porque o estudo dele limitou para nós um um material muito rico, mas que são as consequências desta forma de pensar, desta maneira de identificarmos o que é a nossa prioridade e como isso obt sofrimentos profundos individual e coletivamente. Eu lembro uma vez um entrevistador da BC perguntando para uma ex, pessoa importante de um país muito rico no mundo, falou assim: "Você tem consciência de que a escolha que vocês fizeram provocou a morte de 1 milhão de crianças naquele outração? Você acha que valeu a pena pelos objetivos econômicos que você Sim, valeu. Então a gente percebe que há uma forma em que nós estabelecemos necessidades, prioridades e identificação do que nós chamamos de real para nós, que que são verdades para nós. Então, a o estudo da mentora aqui nos convoca individualmente a uma reflexão sobre o alcance dessas ideias paraas nossas vidas e que naturalmente na dialética da existência nos fará repensar nossas atitudes perante a família, relacionamentos, coletividades. Mas perceba quando a humanidade passa a estabelecer uma governança de significação sobre que é verdade e nos convoca ao consumo, né,
nossas atitudes perante a família, relacionamentos, coletividades. Mas perceba quando a humanidade passa a estabelecer uma governança de significação sobre que é verdade e nos convoca ao consumo, né, desenfriado, nos convoca a não pensarmos por, por exemplo, o grande drama ecológico que nós vivemos no mundo, eh nós estamos percebamos o grau de vulnerabilidade consciencial que nós nos encontramos individual, coletivamente. Então o exercício aqui ele é revolucionário porque não é apenas uma questão de um ajuste nosso à vida própria cotidiana, é uma dimensão de uma reflexão que se alcança um campo mais amplo da vida. Então, eh, precisamos pensar sobre esse lugar. E gostei quando disse, né, Gelson, às vezes nós vamos buscar substitutos ou formas compensatórias para aquilo que em nós não tá bem. E eu me recordo, uma pessoa me dizendo assim: "Eu vivo muito sozinho nessa cidade, né? Me separei e o meu prazer semanal é na sexta-feira à noite colocar um filme e comer quantos biscoitos e chocolates forem possíveis. Eu adoro fazer isso, isso me faz muito bem. Veja, e se consagra uma experiência, um sentido e é um sentido que vai sustentando a experiência psicológica, a vida da pessoa, enquanto ela não compreende outras possibilidades para si. Então, que a gente eh comece a pensar que às vezes demarcamos eh zonas de segurança na experiência humana. Poxa, tem minha casa, tenho meu emprego, tenho isso, isso, isso e aquilo. E e aí? E aí? E se a pessoa não se dá conta, o tempo tá passando, a existência tá passando e às vezes você perde oportunidade para se ampliar as possibilidades sobre o que é real de verdade, que que de fato subsiste a isso tudo de uma encarnação para outra, o três passar dos séculos, o que que sobrevive é a nossa intimidade, a alma que nós vamos construir dentro de nós mesmos, né? E a grande ironia, né, que a gente vê é que justamente isso que a gente elege como eh a a o esperado, o almejado para realizar nossa vida, que nos dá a fantasia de prazer, de realização,
s mesmos, né? E a grande ironia, né, que a gente vê é que justamente isso que a gente elege como eh a a o esperado, o almejado para realizar nossa vida, que nos dá a fantasia de prazer, de realização, é tudo isso estô falando que são essas matrizes de sofrimento, né? Então eu quero juntar, né? Eu eu eu me canso, eu fico estressado, eu eu perco a vida relacional, porque, né, a fantasia de juntar é uma fantasia que vai me dar umação de de sucesso, de poder e de valor pessoal, né? Então, a gente vai eh nos confundindo nesse movimento, nessa busca, né, de de um anseio, né, e que no fundo é o anseio de ser amado, é um sonho de ser reconhecido, de pertencimento, mas de uma maneira tão desastrosa, tão tão eh pouco elaborada que a gente o que a gente tem é desencontro. cansaço, né, estress, né, e destruição, né, olha, olha o nosso mundo com a guerra, com milhão de prão de fogo, ele precisa disso, né, né? O que que tá, o que que acontece em nossa vida que o homem criou tanto recurso tecnológico e continua infeliz e bárbaro na sua forma de agir? Tem alguma coisa aí que que não tá bem, que não tá realmente certo, né? E quanto a gente tem essa dificuldade de compreender isso e e e reconhecer que às vezes as coisas podem ser mais simples do que a gente imagina. Mas parece que ainda é um grande desafio para nós chegar nesse lugar, que aí ela vai tá citando, né, que esse conflito ou é pelo excesso ou é pela carência. Então, aqueles que têm muito vai ter o medo de perder tudo aquilo, o medo de ser usurpado. Então, ele fica trabalhando 24 horas para ele ter a segurança necessária e aí ele precisa, esse império precisa aumentar ainda mais e mais. E aí aquele que tá em carência absoluta vai precisar tá aflito também, porque ele precisa ter o mínimo do recurso possível paraa sobrevivência, né? Então ele precisa aí de certa forma de metas para poder alcançar isso tudo. Então claro que a gente precisa ter o mínimo possível para essa sobrevivência, mas ela diz aqui, né? Mas esse mínimo de
né? Então ele precisa aí de certa forma de metas para poder alcançar isso tudo. Então claro que a gente precisa ter o mínimo possível para essa sobrevivência, mas ela diz aqui, né? Mas esse mínimo de recursos pode sustentar outros valores psicológicos. E essa é a proposta de Joana, né? Que seriam esses valores superiores que se situam, que situam o ser acima do ter. Aí entra essa pirâmide ao contrário, né, que eu também vi do Maslow, aquele complementar da pirâmide, né, onde começa essas novas necessidades transcendentais aí eh em detrimento do o ser em detrimento do ter, né? Então, o ter é importante. Nós precisamos do da matéria porque nós estamos na matéria, mas isso não basta, né? eu preciso desses valores psicológicos superiores para que a minha vida tenha sentido existencial. Então, a maioria dos conflitos atuais eh contemporâneos é porque o homem não tem sentido, né? O homem perdeu sua alma no sentido de que ele está sem significado, sua vida se torna vazia. eh aquilo que ela coloca aqui, né, que a realidade do ser está além da sua forma, né, essa roupagem concreta, literal, né, e que a gente possa então eh enxergar além, né, não ficar preso nas formas, né, como se diz no dito popular, que vem cara não vê coração, né? Então, é que a gente possa realmente eh enxergar a alma em todas as coisas, né, e promover a alma e não ficar preso na superfície da forma. E é interessante que ela já, mas assim se encaminhando para um encerramento desse tópico, né, ela começa a fazer um exercício reflexivo sobre aquilo que o mundo pode referenciar como a importância no sentido material e ela faz um contraponto do ponto de vista psicológico, espiritual, né? Uma propriedade rica pode oferecer comodidade e tranquilidade e conforto, mas meditar enriquecerá sua paz interior, o que é o conforto espiritual interior. E ela se referencia, né, no mundo autoridades e possibilidades de segurança social e coletiva. Eh, mas ao mesmo tempo sua consciência reta envolve como resultado a ideia de
nforto espiritual interior. E ela se referencia, né, no mundo autoridades e possibilidades de segurança social e coletiva. Eh, mas ao mesmo tempo sua consciência reta envolve como resultado a ideia de que você poderá ter tranquilidade. Então ela vai indo num numa reflexão mostrando, né, de que nós estamos encarnados, nós vamos continuar vivendo, nós teremos experiências estéticas, experiências materiais, mas ela diz, precisamos prosseguir a um sentido para além disso que pode ser experienciado por isso, né? Então, eu gosto muito de uma simbologia que a ideia de que a última ceia, ela tem três verbos interessantes acontecendo aqui. Eu queria compartilhar com vocês, né? O ato do comer, o ato do amar e o ato do rezar. Então, perceba a simbologia do comer, uma ideia material, mas que tem uma representação de comunhão por meio do comer. Nós chegamos ao outro e partilhamos com o outro. O amar como uma experiência relacional e o rezar também uma experiência individual de transcendência, mas também partilhada. E vem três perguntas que eu acho que é importante sobre as nossas necessidades, sejam elas materiais e espirituais. a partir dessa simbologia eh eh singela que eu trago, o que que eu como, com quem que eu como e pelo que que eu estou comendo, que que mobiliza com mim, o que que eu amo, como que eu amo, com quem que eu amo e pelo que que eu amo, o que que eu rezo, como rezo, com quem rezo e pelo que rezo no equilíbrio que ela nos convoca do ponto de vista psicológico. Só comer sem rezar e sem amar não dá certo. Só rezar, não comer e não amar também não vai dar certo. E só amar sem rezar e sem comer não vai dar certo. Então, a ideia de que rezar envolve os nossos gestos também em vida, como a adoração a criação divina na partilha da vida, a partilha do pão como um gesto de amor e de adoração à vida, e a ideia de comer o pão do corpo, o pão da beleza, da vida eterna e da vida da alma. Eu acho bonito pensar dessa forma, como amamos, como rezamos e como que a gente ama, como a gente come.
ão à vida, e a ideia de comer o pão do corpo, o pão da beleza, da vida eterna e da vida da alma. Eu acho bonito pensar dessa forma, como amamos, como rezamos e como que a gente ama, como a gente come. É importante pensar quais são os sentidos implicados nesses atos singelos que fazem parte de qualquer experiência cultural, né, em que religiosidade, espiritualidade se congregam nessas representações do comer, do amar e do rezar, né? É interessante quando tu usa a questão do termo como, como eu faço, como eu como, como eu rezo, como eu amo, tu tá trazendo essa questão para para paraa minha atitude mesmo, né? Eh, para para que para dimensão interna, mesmo que a realidade se dê também externamente, né? E essa acho que a professora Joana quando a fala da da casa, né? você fal, não adianta ter uma casa bonita, se a minha casa interna tá tá vazia ou ou tá suja, tá cheia de pó. Eh, naquela proposta que Jesus coloca quando diz que o reino de Deus tá dentro de nós, né? E que a proposta é conquistar esse reino, né? Então não adianta conquistar esse reino fora. Eh, o movimento é poder realmente eh reconhecer que o e como agimos determina eh justamente essa postura interna, né? e o quanto a gente tem que tá eh realmente eh vivendo a vida eh no cultivo desse reino interior dentro de nós. Esse eu acho que é o grande desafio nosso. Mais alguma questão, gente, em relação a esse primeira parte do capítulo? Eu queria só partilhar uma, você foi falando uma coisa que me chamou atenção no finalzinho do texto, quando ela diz de irmos ao encontro ou buscarmos valores intrínsecos em nós a serem descobertos e que ela diz para isso, nesse garimpo de autodescoberta eh vai exigir esforço emocional e moral. É quase como um autoenfrentamento, né? No garimpo do ouro, né? Não se encontra só ouro para chegar às vezes o que é precioso, muito suor, muita lágrima, muita fome, muita solidão, né? Mas que elevam lugar de sermos capazes de nos identificarmos sobre quem nós somos de verdade. E como hoje nós estamos fazendo
que é precioso, muito suor, muita lágrima, muita fome, muita solidão, né? Mas que elevam lugar de sermos capazes de nos identificarmos sobre quem nós somos de verdade. E como hoje nós estamos fazendo muitas referências evangélicas, né? Eu gosto da ideia eh representativa psicológica na expressão e o semeador saiu a semear. É interessante que não é qualquer pessoa, é alguém que é capaz de identificar-se como apto a ser semedador. É consciente desse lugar, do que ele possa estar fazendo, né? Então, esse identificar-se, esse descobrir-se como espírito nas possibilidades que a gente pode ser capaz de realizar de vida por nós e pelos outros, eh, há um lugar muito especial nessa. Eu não sei se sou capaz de oferecer algo a alguém. Eu não sei se sou capaz de identificar em mim esse potencial. Mas quando conscientemente nos descobrimos e nos percebemos, sim, eu acho que eu posso ser um semeador, uma decisão de vontade e de autoconsciência e a gente partilha a vida com mais qualidade, com mais amorosidade, com mais verdade e mais comunhão, né? Então acho que esse é o a necessidade verdadeira da vida em mais profundidade em essência, né? Amarmos mais e como de longe mais compromissos de amor realizados. >> E isso implica a não ter medo dessa verdade, da realidade, né? Porque a gente acaba agindo na ansiedade e fugindo da vida, eh, por medo, por não acreditar ou por não nos oportunizar, né? Então, acho que o convite aqui de Joana é para um pouquinho, né? E olhe, olha o que tu tá fazendo, olha tuas escolhas. Não tenha medo de olhar a realidade e e possa enxergar um pouquinho além, um pouquinho mais do que tu já enxergou, né? E porque assim vai ser melhor, né? que assim as coisas vão ficar mais claras e assim outros outros recursos vão aparecer e outras oportunidades vão vão se apresentar e outras questões que antes não eram importantes, estando importante, que enquanto que o outro era importante, tu vê que tu botando, travando energia demais tem sentido. Ou seja, né, ela tava no convite de tu poder realmente
tes não eram importantes, estando importante, que enquanto que o outro era importante, tu vê que tu botando, travando energia demais tem sentido. Ou seja, né, ela tava no convite de tu poder realmente fazer consciência, né, ô para e perceba, né, como tá lá no ser consciente. Ser consciente não se desculpa e nem se culpa, se descobre, né? Então, que a gente possa realmente dar uma chance em favor dessa busca da realidade, né, gente? e pro próximo encontro poder então, né, pensar em o próximo item, que são as lutas conflitivas, porque não há vida sem luta. Então, fica aqui o nosso convite a estarmos juntos novamente no próximo encontro. A gente agradece aqui ao Thiago Adriana e a todos vocês que nos acompanham nesse projeto maravilhoso que a benfeitura nos oferece. Paz e luz. Que Jesus nos abençoe.
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