T8:E11 • Desperte e seja feliz • Vida social

Mansão do Caminho 28/08/2025 (há 7 meses) 1:01:25 81 visualizações

No décimo primeiro episódio, Gelson Roberto, Adriana Lopes e Tiago Rizzotto analisam o capítulo 11 de Desperte e Seja Feliz, intitulado "Vida social". Um estudo profundo sobre a importância das relações interpessoais e do equilíbrio entre convivência, autenticidade e evolução espiritual. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #despertardaconsciencia

Transcrição

Alô a todos, bem-vindos a mais um encontro da série psicológica deângeles, nosso estudo das obras psicológicas prefeitor nos oferece. Nós que nesse momento estamos estudando, desperte seja feliz. Capítulo hoje 11, vida social. E é muito, é uma alegria muito grande compartilhar com vocês mais um capítulo que a prefeitura nos oferece, ainda mais com Adriano e o Thago aqui nos ajudando a a trabalhar esse capítulo tão importante, já que eh esse capítulo faz relação com a lei de sociedade, né, que no livro dos espíritos, na terceira parte, Kardec faz uma análise sobre a vida em sociedade e ele vai justamente questionar os espíritos em relação a isso. Eh, e aí os realmente afirmam, né, que que a vida social faz parte da natureza e que Deus fez o homem para viver em sociedade. Então é um tema bem importante, né? A questão da vida social, a vida de relação que envolve a dinâmica e as trocas em vários setores da vida que fazem parte do da vitalidade, do sangue, né, que circula e promove o progresso de todos. Então, é um tema bastante significativo. Eu convido o Adriano e o Thiago para trazerem as suas primeiras eh contribuições, impressões do capítulo pra gente poder pensar então um pouquinho a partir desse material da benfeitora. >> Olá a todos. É uma grande alegria estarmos aqui novamente para discutir um tema tão profundo onde Joana amplia, né, ela traz um panorama psicológico para esse essa reflexão de Kardec, que já trabalhava, né, a importância eh dessa questão da vida social. e ela vai ampliando no decorrer desse capítulo questões que estão ali, né, eh, que Kardec já trouxe, mas ela vai trazer desse aspecto, eh, emocional. E aí a gente vai ver, né, porque é que nós nascemos humanos e vamos nos tornando indivíduos na relação, né? Então, é a somente a partir do outro que eu vou me tornando um indivíduo até então eu sou um ser humano. Então é interessante olharmos, né, Thaago, essas questões tão importantes, tão profundas e tão bonitas, né, da da relação enquanto o ser consigo mesmo, com com o próximo e

então eu sou um ser humano. Então é interessante olharmos, né, Thaago, essas questões tão importantes, tão profundas e tão bonitas, né, da da relação enquanto o ser consigo mesmo, com com o próximo e com Deus, né? Tudo isso é relação, tudo isso é vida social, né? Eh, quando nós vamos estudando a doutrina espírita, pelo menos foi assim uma experiência, né? É como se precisássemos de tempo para ir amadurecendo, né, os seus valores, as suas ideias. E talvez esse seja um dos pontos que mais me cativam na proposta espírita e que traz traz a luz, né, do evangelho numa perspectiva da ética cristã, que por excelência nos coloca na relação como um caminho para nos realizarmos. Então, ao iniciar as ideias, a amada mentora já faz um convite, é não se afastem, convivam, congreguem-se, reúnam-se. E se nós recuperarmos, por exemplo, a mensagem do Antigo Testamento, lá consta nos primeiros livros em que aparecem as primeiras comunidades, a presença dos espíritos dizendo a eles: "Reúnam-se em torno de uma mesa e façam uma refeição". É interessante que para além apenas do do contato pelo alimento, já existe o estímulo a uma troca, a uma convivência e que ao sabor agora do texto da amada mentora, nós vamos perceber como é uma condição imprescindível. Nós precisamos uns dos outros. E esse movimento, mesmo diante das circunstâncias mais difíceis, quando as circunstâncias mais doces e leves das relações humanas, é nesse atrito, é nesse contato que a alma tá sendo trabalhada, macerada no bom sentido, para que se lapide, para que desenvolva arlores, para que desenvolva virtudes e amadureça intelecto e moralmente, né? Uhum. é fundamental esse processo, né, de de quanto eu não consigo me conhecer, né, e e e poder realmente me descobrir se não tiver o outro. Então, o próprio egoísmo, o mesmo egoísmo, que é que é a base dos primórdios evolutivos e que representa o máximo de individualismo, né, esse máximo de um de um auto centramento em mim, onde o mundo não é percebido ainda, né? Eu tô muito centrado nas minhas

base dos primórdios evolutivos e que representa o máximo de individualismo, né, esse máximo de um de um auto centramento em mim, onde o mundo não é percebido ainda, né? Eu tô muito centrado nas minhas necessidades, mesmo o egoísmo precisa do outro, né? Porque o mesmo chama o outro para que para que eu possa me olhar. Me olhem, eu preciso que me olhem, eu preciso ser reconhecido. Valorizado. E e na e na relação daí a partir do egoísmo, eu vou saindo de mim mesmo. Eu sou obrigado a sair de mim mesmo, né? Então eu acho eh eh nessa as formas pedagógicas de de Deus agir, né? a questão da família, a questão do do relacionamento, a questão da necessidade da troca e da permuta, né, na dependência de um e do outro, né? Eh, ela realmente é de uma, eu não, eu não vou dizer genialidade porque seria redundante dizer que Deus é genial, né? mas reflete a perfeição dele, né, na na provocação que ela que ele faz, que eh cria, né, na nessa relação cooperativa e de dependência, né, do convívio necessário, essa noção da existência, né, e daí, acima de tudo, mais tarde, né, a claro, sempre presente, mas mais tarde tarde cada vez mais consciente do amor, né, como fonte da vida. Então, a lei da sociedade é justamente esse movimento que permeia esse isso amoroso e necessário para todos nós. >> Eu acho curiosa a frase quando o Jung traz, né, ele diz assim que ninguém se individua em cima do Monte Evereste. Então, quando ele diz monte Evereste, ele tá trazendo uma metáfora, tá trazendo uma imagem do nosso mecanismo de fuga, né? Muitas vezes, para evitar o desconforto das relações, para evitar esses atritos que sabemos que todos trazemos no no dia a dia, né, Thaago? Quando a gente fala dessa eh fazer essa refeição com outro, se relacionar com outro, se alimentar com outro, não apenas do alimento, mas da sua energia, do seu convívio, da sua sombra, né? Então não são fáceis essas relações e a primeiro momento a gente tem uma tendência ao isolamento. Então se a gente pensar a construção de Kardec

mas da sua energia, do seu convívio, da sua sombra, né? Então não são fáceis essas relações e a primeiro momento a gente tem uma tendência ao isolamento. Então se a gente pensar a construção de Kardec também foi genial, porque ele traz, né, na primeira parte a necessidade da vida social. Então, Kardec vai fazer toda essa construção. Aí em seguida, ele vai falar da vida em isolamento, que sim, né, há uma tendência humana de se buscar o isolamento quando essas relações são tão difíceis, são tão duras, são tão, né, agressivas e entre si. E aí no final ele termina com os laços de família, porque se nós pensarmos da família não tem como fugir, né? Então, é nessa, nesse cadinho, nesse laboratório, que vão se encontrar ali espíritos, eh, para poder fazer um ajustamento maior, né? Então, eh, essa construção desse capítulo, assim como Deus é genial, Kardec não ficou para trás, né? Ele também foi genial em trazendo nessa sequência a questão da necessidade de desenvolvermos. E quando e quando Jung vai falar, né, de que ninguém se individua em cima do Monte Evereste, ele vai falar que é exatamente no enfrentamento dessas tensões e desses conflitos que vão sendo desencadeado por meio da relação, é que o ser tem a possibilidade de se conhecer e de se transformar, né? Então, é nesse, nessa tensão, o Jung usou uma imagem também que eu gosto, eh, que ele fala assim que é como Cristo crucificado entre os dois ladrões, né? Às vezes a gente se rasga ali no meio, naquela crucificação mesmo de desses conflitos que vão sendo levantados, mas exatamente ali. E aí ela começa o ter do texto falando da família universal, né? aquela parte do macro e vem voltando pro micro, onde fala que todos os seres em um só grupo, né, ele ele forma ele ele eh todos os seres fazem parte dessa família universal. Então veja, então nós temos que aprender nos relacionarmos não apenas com a espécie humana, mas os animais, as plantas, o planeta, né? Essa fumaça toda que tá aí fora, obrigando a gente a se relacionar de uma forma melhor com o

que aprender nos relacionarmos não apenas com a espécie humana, mas os animais, as plantas, o planeta, né? Essa fumaça toda que tá aí fora, obrigando a gente a se relacionar de uma forma melhor com o planeta Terra e assim por diante. Então, a relação faz parte do nossa transformação moral e por isso que está lá nas leis morais, né? Kardec coloca dentro das leis morais a lei de sociedade. Eh, interessante que quando fui lendo essa introdução que a mentora faz, eu lembrei do texto Jesus e Justiça na primeira obra da coleção evangélica, né, da psicológica, desculpe, né, Jesus e atualidade, em que ela escreve que Jesus sempre teve uma postura de uma justiça equânime perante qualquer que fosse a pessoa com quem ele cruzava. E aqui a ideia de ser justo em uma relação me sempre soou no na capacidade de lucidez e iluminação que ele se encontrava de ser capaz de acolher qualquer pessoa, ser capaz de estar disposto a ouvir qualquer pessoa. É um senso de justiça e de acolhimento e na relação em que ele não fazia distinções. Então, como você colocou muito bem, querida, ah, a ideia de uma família universal que se inicia no clã doméstico é a ideia que a gente possa encontrar essa universalidade sem as fraturas, sem os preconceitos, sem a os males que castas, eh, preconceitos sociais, etc., provocam, né, no tecido social e provocam e provocaram muitos dramas na história humana. Então, a ideia na simplicidade da imagem, todos somos irmãos. Todos somos irmãs. É um movimento ético que a gente transcenda certas características que muitas vezes nos isolam, nos insulam de certos processos e que reafirma o que ela disse. A partir do momento que a gente consegue compreender esse movimento e e nós nos conectamos, quando ela fala, ah, nos sentimos tocados, impregnados pelo psiquismo divino, nós seremos capazes de participar de todos os movimentos que acontecem no seio da da coletividade. E isso é interessante porque há um sentido mais profundo de cooperação, assim como essa imagem do Cristo com

emos capazes de participar de todos os movimentos que acontecem no seio da da coletividade. E isso é interessante porque há um sentido mais profundo de cooperação, assim como essa imagem do Cristo com qualquer quem com quem quer que ele estivesse, ele estava presente de alma, acolhia de alma. Acolher não significa concordar, mas ele era capaz de oferecer uma justiça de presença equânime a quem quer que seja. E isso mostra as possibilidades de conquistas que nós, como Brasil e o mundo, como terra, podem vir alcançar a seu tempo, né? >> É por isso que ela coloca aqui, né, na nessa nessa parte introdutória, nesse texto preliminar, que que ninguém deve se afastar desse do convite com o seu próximo diz aberfeitor aqui, né? ele é a oportunidade para se testar a tolerância e o amor, a gentileza e a fraternidade. Então, e realmente ele fomenta, né, eh, muito do que é necessário, né, em favor dos valores da conquista que envolve a lei do amor e da caridade. Mas é interessante perceber que esse isolamento, né, que o Thigo terminou com essa questão do isolamento, né, ah, como o isolamento adoece, né, as pessoas ficam muito sozinhas. A gente vê nas sociedades onde as pessoas, os grandes centros urbanos, os idosos muito sozinhos, as pessoas muito solitárias, como isso aumenta o índice de sofrimento psíquico, em especial de depressão, ou quando as crianças são eh eh a raras crianças que são que não têm a relação humana no desenvolvimento da personalidade, né? No caso de crianças que foram achadas no mato, por exemplo, né? Toda aquela potência do espírito que tá dentro dela, mesmo que ela já tenha já tenha uma caminhada evolutiva, não é despertada. É como se o software, os arquivos não são ativados para que ela possa realizar o processo dela. Ela precisa do outro, né? Do olhar do outro, do da compreensão do estímulo do outro. e tem várias pesquisas, né? O Kennig é um dos pesquisadores que trabalham com estudos sobre a questão da do suporte social, né? E e ele ele apresenta uma pesquisa de de

mpreensão do estímulo do outro. e tem várias pesquisas, né? O Kennig é um dos pesquisadores que trabalham com estudos sobre a questão da do suporte social, né? E e ele ele apresenta uma pesquisa de de pessoas de 40 e 70 anos e que mostra que aquelas pessoas que apresentam um isolamento social tiveram uma mortalidade de 50% maior do que aquelas que não tiveram isolamento social ou tiveram 80% mais de risco. de doença cardiovascular do que aquelas que não estavam isoladas, né? Então, o quanto o suporte social ele é eh um elemento eh fundamental paraa saúde, né? E apaziguando os efeitos do estress, a depressão, entre outros tipos emocionais, né? Eh, então há uma relação entre relacionamento social e saúde e isolamento e sofrimento e distúrbo emocional. E isso é muito interessante que nós podemos podemos observar bem isso, né, Gelson, na pandemia, quando as pessoas tiveram que fazer esse isolamento, né, a força não tinha outro recurso, eh, o sofrimento que que isso ocasionou, não apenas pelo risco, né, da doença em si, mas pelo próprio movimento do isolamento. Então, o isolamento afasta pessoas dessa energia do outro, né? Então nós precisamos desse convívio, dessa energia, porque aqui quando ela fala, ó, impregnado pelo psiquismo divino. Então o psiquismo divino é uma energia de atração. Eh, João disse, né, Deus é amor. Então, esse amor que é uma energia de conexão, que é uma energia de atração, ele também está presente nas relações. Por isso que ela diz, ó, tende a participar de todos os movimentos sociais. optando pela edificação de um grupo saudável e harmônico, no qual desenvolve os recursos, os valiosos recursos que lhe jáem latentes. Então, quando ele se impregna dessa energia divina, que é esse psiquismo divino que envolve a todos os animais, as plantas, ele já vai se tornando aquele ser que já vai trazendo em si aquela possibilidade de transformação também social. Porque ele já vai desenvolver em si e ele vai perceber, como a sequência do texto fala, a presença desses seres

quele ser que já vai trazendo em si aquela possibilidade de transformação também social. Porque ele já vai desenvolver em si e ele vai perceber, como a sequência do texto fala, a presença desses seres espirituais, desses nossos espíritos protetores, né? Protetores do planeta, protetores de todas as coisas. e eles já vão se conectar também com essa eh esse psiquismo desses benfeitores amigos que estão ao nosso lado, nos estimulando, nos amparando. Então nós precisamos da energia deles, né, né? É aqui ela disse, para que alcances as comeadas do progresso, dependes do teu irmão. Nós dependemos deles. Não são eles que dependem da gente. Nós precisamos desse para poder eh evoluir. E me lembra muito naquela primeira frase do livro Pensamento e Vida, quando Emanuel fala, né, a mente é um espelho, né? Portanto, aí ela já quebra aquele pensamento de Freud de que a projeção é o mecanismo de defesa e traz a projeção como algo natural de uma psique humana e que nós precisamos desse espelho para que a gente se reconheça, para que a gente veja a nossa sombra, para que a gente veja, né, inclusive depois as estruturas mais profundas, como a imagem de ânimos e ânima. Depois, eh, eh, Jung fala, né? Se lidar com a sombra é a obra do aprendiz, lidar com ânimos e ânimas é obra prima. Então, eu só vou conseguir perceber a estrutura de ânimos e de ânima na relação. Não tem como. Ela está muito eh topograficamente falando, muito distante do ego. E então eu preciso desse outro como um espelho para que possa eh despertar em mim essa necessidade eh de olhar para mim, né? H, quando trazemos então esse aspecto importante e fundamental do nosso processo de subjetivação, eh, no campo da relação, eh, eu me recordo, por exemplo, puxando um pouquinho que vocês trouxeram, tá? Mas pra gente trazer isso mais como um aspecto importante de que o próprio conceito de saúde que entrega integra várias dimensões, né, da eh social, ambiental, espiritual, etc. física. É interessante que como nós temos o corpo físico e se um

pecto importante de que o próprio conceito de saúde que entrega integra várias dimensões, né, da eh social, ambiental, espiritual, etc. física. É interessante que como nós temos o corpo físico e se um bebê não for nutrido, né, o desenvolvimento neurológico vai ser pode ser severamente prejudicado. Então o equipamento físico, ele pode sofrer danos e que leva a problemas a forma como o espírito pode se expressar na corporeedade. ao mesmo tempo, se o afeto ou os afetos não surgirem, né, uma vida afetiva não surgir nesse movimento de troca entre esse que chega e desembarca, né, no nascimento e eh não for amado, cuidado ou nas situações de prejuízos, de precariedade dos afetos. Todas essas condições levam também as suas consequências relacionadas à capacidade de amar, a capacidade de sentir segurança, capacidade de se entregar a relacionamentos, a capacidade de conseguir entender o que é, por exemplo, um abraço, o que é de fato ser amado e poder amar quando é valorizado. E todas essas questões, elas estão intermediadas pela presença de um outro. Então, se certas espécies, nós sabemos que em certas condições, né, na vida selvagem, por exemplo, é tudo muito distintivo, muito rápido. O bebê humano não é assim e a gente sabe a vulnerabilidade desse lugar, mas a ideia de vitalidade ou de uma morte psicológica, ela pode se inscrever se eh tratarmos, por exemplo, um um infante, um um ser muito pequeno, sem um cuidado afetivo. Então, e é um processo que os espíritos destacam no livro dos espíritos como um dos momentos mais sensíveis pro espírito nesse processo dessa nova impregnação subjetiva na qual tá se desenvolvendo. Então, a ideia de precisamos uns dos outros e esse movimento cooperativo de aprendizagem pro amor, ele já começa nessa fase primeira e ela pode ser definidora de muitos aspectos, né, saudáveis ou não saudáveis desse processo de desenvolvimento, né? É, então é interessante que ela vai colocar daí a a o quadro da pessoa que se isola, né? Tem duas frases aqui que eu acho

spectos, né, saudáveis ou não saudáveis desse processo de desenvolvimento, né? É, então é interessante que ela vai colocar daí a a o quadro da pessoa que se isola, né? Tem duas frases aqui que eu acho interessante trazer na primeira página do capítulo, que diz: "Enquanto o indivíduo se insula ou evita o convívio com as demais pessoas, permanece sob o o assodar das paixões primevas, na quais predomina o egoísmo responsável por inúmeras distúbos de comportamento psicológico." Depois ela coloca aqui: "A solidão propicia a visão desfocada da realidade ao tempo que embrotce, alienando o homem que perde o contato com os valores sociais dos quais se expressam as leis de progresso moral." Então é isso, reforça tudo isso que tá trazendo, né, Thago, e o quanto a nossa sociedade atual baseada no individualismo, né, que é um dos grandes sintomas, eu acho, de todo o mal que a gente vive atualmente, né, ele é causador de muitos problemas, né? Eh, então a gente vê que a sociedade tá doente em parte em função desse individualismo, porque a gente tá indo ao contrário da lógica necessária, inerente nossa, que é justamente a troca, a cooperação, a interação e o apoio múo que nos dá suporte, né? A gente sabe que que mais do que a depressão, o o a solidão contagia muitos outros. pesquisas que fizeram mostram contra solidão, mas depois vão ver a felicidade e a felicidade contagia mais do que a solidão e mais do que a depressão. E e mesmo assim mesmo contagiando, o mundo tá triste. O mundo tá por quê? é por causa do individualismo. Então, eh, é um momento sofrido que a gente vive justamente por insistir numa numa lógica de poder, de autoafirmação sobre os outros, no egoísmo, de poder só pensar em si. E aí a gente vê toda a a sociedade colocada em risco por causa disso. Eu queria retomar um pouquinho antes desses dois parágrafos, quando ela fala que eh essa vida em sociedade, ela é uma conquista do processo de evolução. Porque é tão lindo observarmos na na no reino animal, na na espécie animal

nho antes desses dois parágrafos, quando ela fala que eh essa vida em sociedade, ela é uma conquista do processo de evolução. Porque é tão lindo observarmos na na no reino animal, na na espécie animal ainda, a questão do instinto gregário, né? Eu acho muito bonito quando, por exemplo, num cardume de peixes, eles por meio desse instinto, grigaram, instinto de viver juntinho, o cardume quando tá se aproximando de um predador muito grande, eh o comportamento deles de se juntarem todos e fazerem um movimento sincrônico entre si, eh, utilizado para proteção, porque aí aquele predador observa aquele movimento, aquela massa que se aproxima. cima e ele interpreta como um animal só, né? Então veja o instinto gregário, o instinto de viver em grupos, de viver em sociedade, podendo ser utilizado nesse momento ainda eh instintivo como defesa, né? Então veja como é belo o instinto e ele vai por si, ele traz uma inteligência que depois vai sendo evoluída, aprimorada até chegar deixando um pouco essa questão. o instinto gregário continua, mas aí o ser vai vir nesse estado de consciência de sono, onde ainda ele vai seguir esse grupo, né, que ele não tem tanta consciência desperta e ele vai eh se tornar massa, né, até que ele vai conquistando então a razão. Então veja, então aí esse meio social, o relacionamento, podendo ser até como uma âncora ali para cuidar desse indivíduo por meio até dos símbolos sociais, dos símbolos coletivos, até que esse e esse ser possa desenvolver em si a consciência individual, né? Então essa consciência de uma pátria mãe, né? eh desses símbolos mais coletivos até eh compreendendo depois que na nossa própria psique ela tem uma base coletiva, portanto nós não somos solitários, né? A nossa psique, ela tem uma base onde é formada por todos nós. Então, o próprio desenvolvimento psíquico traz essa beleza, né, do da vida em sociedade. o o último o último parágrafo em que ela escreve nesse nesse nessa página, ela faz uma síntese muito bonita de que nesse processo dialético, né, em que nós

az essa beleza, né, do da vida em sociedade. o o último o último parágrafo em que ela escreve nesse nesse nessa página, ela faz uma síntese muito bonita de que nesse processo dialético, né, em que nós estamos na relação social, nós estamos, né, temperando a alma por meio desses processos que envolvem afetos, envolvem sentimentos, envolvem emoções, envolve o nosso intelecto, né, ela Ela traz que eh eh o trabalho desse processo de socialização, de relação, eh tem um movimento bonito que é trabalhar os nossos sentimentos. E a gente imagina um processo de burilamento em perspectiva mais nobres da forma como nós conseguimos expressar o que sentimos. E ao mesmo tempo ela traz esses construtos, né, do campo civilizatório, arte, cultura, tecnologia, ciência e religião, como representações do que é possível fazer por meio do de por sermos seres sociais. Eh, tem um ponto que tu trouxe, Geelson, que é muito importante. O colega participou recentemente de um de um evento e ele disse que duranteas apresentações o psicólogo disse alguma coisa que inquietou o público, mas há uma inquietação que ele disse que se transformou num rast pólvora em que uma ideia ela não foi trabalhada ou discutida na relação no campo das ideias partiu-se para uma aspereza de uma intolerância, de uma agressividade, de uma reatividade. E esse amigo disse assim: "Olha, eh, estamos vivendo tempos muito difíceis, porque até no campo das ideias há uma intolerância que leva quase que a rupturas relacionais, né? Então, acho que tem que ter um resgate aí da maneira como nós eh estamos, como disse a mentora no início desse desse desse desse capítulo, né? Existem dimensões e posidades psicológicas que se desenvolvem, que se qualificam, que florescem a partir da vida de relação. Mas o que é esse movimento que parece eh tensionar, como tu disse, né, Adriana, tensiona e às vezes provoca fraturas. Então, tem algo que não está bem nesse processo. Eh, sabe-se pesquisas feitas na pandemia que vários dramas familiares,

eh tensionar, como tu disse, né, Adriana, tensiona e às vezes provoca fraturas. Então, tem algo que não está bem nesse processo. Eh, sabe-se pesquisas feitas na pandemia que vários dramas familiares, né, que foram viv que eram vividos em uma dinâmica por conta da vida fora, né, e de repente a família aglutinada em torno de um campo em que elas escassamente se hindruzavam, os problemas explodem, né, as violências explodem, os dramas são expostos. Então, a ideia de uma tolerância, compreensão e bondade no campo das relações sociais parece ainda um desafio imenso para todos nós, né? >> Interessante que na revista Espesa de março de 58 é o Kardec entrevista um espírito que falhou. Ele eh partir foi paraa criminalidade, ele, né? E aí e car perguntou: "O pendor para o mal já estava em você ou foi influenciado pelo meio que tu viveu?" E o e o espírito ele comenta, né, que que ele era de natureza inferior e que a natureza do mal tava na própria na na sua própria condição, mas que ele eh eh quis testar ele mesmo, né, e e e e escolheu um ambiente desfavorável. E como ele não tinha recurso interno, né, eh, ele acabou eh eh indo além das suas forças e e entrando numa vida criminosa. E C perguntou: "Mas se tu tivesse então nascido num ambiente mais favorável e recebido princípio de educação, eh, tu acha que seria diferente? tu teria superado parte desse teu, da tua inclinação negativa, né? Eh, ele disse sim, ele ele e ele diz que se ele tivesse escolhido eh uma condição ou outra que ele falou que não podia culpar ninguém porque a condição de nascimento foi de acordo com o momento relade dele, mas que a condição de nascimento muito contribui para as escolhas e os caminhos eh que vão se seguindo, né? e o quanto pode ser diferente a nossa história. Então, a importância desse vínculo de imandade, né? E Calec depois comenta, né, que que nós temos uma obrigação eh um com os outros no cenário social. E e aí ele diz que da necessidade que eu me tem de viver em sociedade, eh, nasceu obrigações especiais.

Calec depois comenta, né, que que nós temos uma obrigação eh um com os outros no cenário social. E e aí ele diz que da necessidade que eu me tem de viver em sociedade, eh, nasceu obrigações especiais. E a primeira delas, de todas, diz Kardecar os direitos dos seus semelhantes. Daí entra nessa questão que tava trazendo, né, e quer dizer, aquele que respeitar esses direitos pode procederar sempre com justiça. Então, eh, essa proposta de Joana, né, que ela tá fazendo aqui, né, que a a falou assim que que é o desenvolvimento do instito gregário, né, eh, é justamente essa esse princípio, né, que que envolve a lei da justiça e do amor, que tá justamente nas obrigações de relacionamento social, que principia no respeito. a a e no direito do outro sem quem quem ele é, né? E eu não querer impedir, né, hoje de ser. E e Joana vai colocar justamente aqui no no pará do final do primeiro segmento, diz: "A União do conjunto social se converte em campo especial de educação em razão da força que o mesmo exerce sobre o indivíduo, passando a que ha hábitos, comportamentos e atitudes. Mas para que haja esse eh campo especial de de educação, tem que ver esse princípio de respeito, né, pelo semelhante, pelo direito do outro. >> E é interessante que esse princípio de respeito, ela vai dizer que ele vai surgir à medida do do que o indivíduo vai se autodescobrindo, né? Então, quando ela trabalha a questão do autodescobrimento, lá na série psicológica, ela vai mostrar todo esse processo pelo qual o indivíduo vai passar para que ele possa desenvolver todo esse processo de respeito ao próximo, né? Porque ele pela lei do amor, que é que a Joana coloca, né, que é essa essência de e centelha divina que nos perpassa. Então o indivíduo gradativamente, ele por meio do instinto, ele vai aprendendo a amar. Então ele começa, ela ainda fala, eu inverto didaticamente isso ou seja, ele começa a se conhecer e se amar. Aí por meio desse auto amor, ele começa a amar o próximo e aí então ele realmente consegue amar a Deus. Então esse

inda fala, eu inverto didaticamente isso ou seja, ele começa a se conhecer e se amar. Aí por meio desse auto amor, ele começa a amar o próximo e aí então ele realmente consegue amar a Deus. Então esse autodescobrimento vai favorecer que gradativamente ele consiga buscar e intercambiar essas experiências, né, eh, de contribuir em favor ao outro, ao próximo. Então, somente a partir do momento que ele se conhece, ele se autodescobre e se e vai trabalhando esse autoamor possibilita ele a levar esse amor para a sociedade. E aí ele vai se tornar um elemento catalisador de transformações. Ele vai impulsionar, né, ao outro para que o outro também busque a sua mudança, o seu autoconhecimento e a sua transformação. É por isso, né, gente, quando a gente pensa do porquê numa terapêutica de cuidados em alguém que se encontra com algum quadro clínico que a conduza a isolamento social, é importante que ela retome na medida do tempo o contato social. E quando nós imaginamos e sugerimos a alguém, quem sabe se você se envolver em alguma atividade em que você consiga se perceber ser inútil, quem sabe estar ali com alguém ajudando a preparar um almoço social em algum lugar. Quem sabe você pode estar servindo a água para as pessoas. É interessante que esse processo retoma essa ideia do espírito estar na relação. E quando tu cita, né, querida, esse momento do autoescobrimento e mais perceber a necessidade do relacionamento social, eu imagino muito, mais se adquire consciencialmente o sentido que é assim, é por este caminho que a alma se felicita. É dessa forma que se expressa a nossa capacidade de amar as pessoas, de compreender as pessoas e que esse lugar relacional ele é muito importante pro nosso crescimento. E não é à toa que quando ela vai seguir no texto, ela vai trazer: "Então, e quem são esses mais elevados? Que almas são essas que reencarnam?" E eu lembro uma vez aqui em Brasília uma obra social que eu participava e um colega de estudo dizer: "Nossa, mas aquele senhor ele entrega o pão de

mais elevados? Que almas são essas que reencarnam?" E eu lembro uma vez aqui em Brasília uma obra social que eu participava e um colega de estudo dizer: "Nossa, mas aquele senhor ele entrega o pão de qualquer jeito, ele não sorri". Que coisa mais estranha. Eu falei: "Olha que bom que ele tá aqui, né? Ele tá tentando. Nós não nos habilitamos, tendo em vista que o amor é um aprendizado paraa alma". Às vezes começa assim. às vezes eu entrega como fosse uma obrigação, daqui a pouco ele já sorri. Ah, aqui o seu pão. E interessante que é isso e isso é um um locus de desenvolvimento da capacidade de sentir a experiência, não só ser algo mecânico, né? Mas isso é uma descoberta individual, mas nós temos que começar a fazer esse processo, porque em seguida ela vai dizer sobre esses espíritos, almas que já conquistaram uma maneira muito especial e particular de se fazerem presentes. E são as almas que, como disse uma vez, acho que a a Adriana vai lembrar, são as almas que brilham tanto que elas incendeiam a vida em torno, capazes de por amarem muito, cuidarem muito, né? Então é isso, >> é, ela vai, el vai dizendo a questão da renúncia, né, Thaago, na medida que a gente vai compreendendo, né, esse amor e conquistando esses valores espirituais, o outro se torna minha razão, né? E eu eu posso renunciar a mim mesmo, né? A gente vê, vamos pensar em Francisco de Assis, né? e renunciou à casa, a o recurso material que o pai podia oferecer de viagem, estudos, experiências diversas, o conforto do de de uma vida arregrada a poesia, a cantos, né, toda. Eh, eh, mas ele não renunciou de viver eh e de ser irmão dos outros, né? mesmo que ele renunciou à vida da daqu daquela eh daquele núcleo social que era a cidade onde ele ele reencarnou, né, que mas ele expandiu na lei de sociedade, na vida social, os demais irmãos. não ficou restrito numa visão pequena eu e os meus iguais aqui, meus iguais do ponto de vista econômico, racial da minha cidade, eh, eu vou viver, né, essa vida social numa forma plena, né, meus irmãos,

o ficou restrito numa visão pequena eu e os meus iguais aqui, meus iguais do ponto de vista econômico, racial da minha cidade, eh, eu vou viver, né, essa vida social numa forma plena, né, meus irmãos, a os animais, a natureza, a irmã morte, as estrelas, né, irmã lua, irmã sol, ou seja, ele se abriu para essa experiência do do do convívio e da dedicação plena a a a essa esse hino de comunhão, né, de irmandade e de e do convite de cooperação com os outros, né? E e tu v ele não precisou de mais nada, ele não precisou de roupa, de dinheiro, não precisa preciso de juntar e de se ocupar disso tão diretamente. Hum. Porque o foco dele foi nas relações, né? E a partir disso tudo se deu e a vida dele foi esse hino, né, de de alegria, de esperança e de comunhão entre todos nós, da qual ainda a gente não consegue compreender, né, profundamente o significado disso. Quando eu li essa parte, eu me veio muito à imagem de Francisco mesmo, né, que quando fala de afastar-se da sociedade tradicional, então ele como um homem eh rico, né, a família tinha muitos bens, ele rompeu com essa sociedade tradicional que era, né, seguia aquela vida que a família oferecia para ir em busca, né, e acolher os doentes, porque depois no final da vida ele realizava curas, né? Desde a vivência de João Evangelista lá na época de Jesus, eh, quando ele foi pra ilha de Pátimos, ele era, eu acho que é, para mim, pelo menos, eh, o exemplo máximo de conexão, né? Porque ele se conectava aos aos peixes. Eh, ele dizia que para que ele pudesse exercitar o amor. Olha que bonito, né? Então, os soldados vendo aquilo, mas que homem maluco lá conversando com os pássaros, com os peixes, que que é isso, né? E aí ele eh eh seria para ele precisava dess desse exercício do amor. Então ele ele se conectava com esses eh seres também da natureza e de natureza a natureza ele dialogava. Olha que lindo isso é conexão, né? Então, se eu pensar aqui, quando eu li desses espíritos, né, missionários de amor, que vieram com essa função, com essa tarefa de acolher

a a natureza ele dialogava. Olha que lindo isso é conexão, né? Então, se eu pensar aqui, quando eu li desses espíritos, né, missionários de amor, que vieram com essa função, com essa tarefa de acolher os doentes, as enfermidades degenerativas, né, nós vemos tantos profissionais da saúde ali anônimos, eh, se dedicando a estudar essas síndromes novas, essas doenças que vêm chegando, essas crianças com tantas dificuldades, né, físicas, mentais, os presídios, né, a gente vê as pessoas que trabalham com essa área que difícil, né? Uma área muito delicada, muito difícil, mas que olha quantos anônimos estão lá por amor, né? acreditando na educação. Kardec fala que é pela educação muito mais do que a instrução que nós vamos transformar a humanidade. Então, estes missionários do amor, sim, fizeram e fazem e vão continuar fazendo essa tarefa do amor nessa vida em sociedade. Então, a importância de sair sim dessa sociedade tradicional para poder então galgar a uma consciência lúcida, onde cada um é uma porta, uma peça importante para essa engrenagem de evolução nesse planeta de eh nesse momento da transição planetária. Um momento tão delicado e tão importante, né? Então, começar agradecendo pela própria oportunidade de hoje estarmos aqui encarnados, que é um momento em sociedade que nós precisamos de cada um, né? Cada um se faz importante nas suas preces, na sua meditação, pedindo para que essas dores possam ser minimizadas, né? Então, olha a importância de estarmos aqui encarnados, trabalhando nesse momento de transição planetária. É uma coisa importante, né, Adrena, porque quando ela sita que Jesus na sua condição de espírito excelo, jamais se isolou e interagiu com toda as camadas sociais, né? Inclusive ele acolheu até aqueles que eram rejeitados, né? Ele ficou com aqueles que eram dava margem. Isso é interessante porque não basta tu conviver eh com grupos, né? Que a gente tá lá no no desencarnado, a gente tá mais ou menos numa numa faixa eh de relação eh afim, né? Num campo

ram dava margem. Isso é interessante porque não basta tu conviver eh com grupos, né? Que a gente tá lá no no desencarnado, a gente tá mais ou menos numa numa faixa eh de relação eh afim, né? Num campo vibratório mais ou menos parecido, né? E a gente tem que reencarnar. Então não precisa a gente podia aprender tudo lá. A gente tem que reencarnar justamente que a vida social nessa nesse campo heterogêneo, né, nessa multiplicidade de realidades que oferecem justamente um desafio, mas ao mesmo tempo a oportunidade de aprendizado, né? Quer dizer, eh, eu tô numa condição inferior, aquele que tá mais à frente de mim me suporta, né, e me ajuda a a entender algumas coisas que eu não entendo. E ele ganha suporte dos espíritos de luz, né, que estimulam ele a avançar. Então, eh, quão quão bonita, né, e rica é essa diversidade estampada, né, na na dinâmica da vida, que que onde a experiência do outro é fundamental para mim, mesmo esse outro sendo o arquétipo do estranho e mesmo às vezes o arquétipo do inimigo, que ele reflete uma faceta minha também ou desafia questões que habitam dentro do de mim, né? Então, eh, não temos como, eh, viver sem sem esse campo social e da e da dinâmica da vida relacional, por ela ser fundamental, como diz a Jana de Angeles aqui, para o pro evolução de todas as criaturas, né? Então, eh, e a gente vê isso em experiências quando isso se opõe, né, no caso do livro libertação, né, onde a pessoa se isola da questão do poder, né, o poder como o substitu amor, o poder como uma tentagem desesperada de ter essa experiência e essa realização, eh, querendo controlar e forçando o outro, submeter a sua vontade e que eu só o que eu ganho com isso é só dor e e mais eh desamparo e mais solidão ainda, né? Então, o desespero eh para mim o poder é o desespero do solitário que não se abriu ainda paraa vida, pro outro, né? Então nós temos dois caminhos, o poder e a solidão numa fantasia, eh, num delírio, né, numa doença mental de achar que tu pode ser o o o maior, o único e o centro da vida, ou o amor que

pro outro, né? Então nós temos dois caminhos, o poder e a solidão numa fantasia, eh, num delírio, né, numa doença mental de achar que tu pode ser o o o maior, o único e o centro da vida, ou o amor que nos convida à troca, ao diálogo, a experiência com o outro, ao relacionamento e vivência social, como a prefeitura tá colocando aqui. >> Eu, tu foi falando essas palavras, sabe, Gelson? E eu lembrei dos longos anos em que eu trabalhei aqui em Brasília, ainda era estudante de psicologia, né? E também ao mesmo tempo o o o dirigente lá do nosso grupo, Thago, vamos começar a dialogar com os espíritos. E aí o que é interessante é que quando a gente entende que quando grupos no mundo espiritual, até mesmo na Terra, se aglutinam em torno de poder, né, ou alguém é temido pelo poder que tem e ele dobra os outros não por respeito, mas pela ameaça, né, pela disciplina, pelo medo. Quando esse poder se perde nessa figura, não existe uma coesão de respeito e cuidado a esse que cai ou se perde. Ele é só substituído. >> Uhum. E então eu pensava sempre nisso. O espírito chegava sofrido e a ideia, eu sei que tá difícil para ti, porque você percebe um movimento que só de interesses e interesses que tão quando você perder a coesão em torno de um interesse que não seja múo, você perde a sua lealdade, você vai ser traído. Então por que continuar vivendo assim? Mas não temos o outro lado, que é a congregação de almas que passam a se respeitar e cuidar a partir de uma ideia de construir amorosidade na relação. E isso estabelece em amorosidade, em cuidado mútuo e não interesses. Então essa dupla face da experiência, ela é importante como uma reflexão para nós mesmos no lugar que a gente ocupa das nossas relações, daquilo que a gente observa no mundo e que todos nós de alguma forma estamos expostos. A questão do inimigo, eu lembrei que as passagens em Mateus, em Lucas, que são citadas em Evangelho Segundo o Espiritismo, que introduzem o capítulo "Amai os vossos inimigos, Jesus alerta: "Se você apenas ama e se aproxima e se

mbrei que as passagens em Mateus, em Lucas, que são citadas em Evangelho Segundo o Espiritismo, que introduzem o capítulo "Amai os vossos inimigos, Jesus alerta: "Se você apenas ama e se aproxima e se relaciona com aqueles que você ama, o que que diferencia você daqueles que você não gosta, mas também amam a outros? Tem que ter um movimento diferente nesse processo que destaque você como sendo capaz de perambular nessa imagem até crística, né, de Jesus andando por toda aquela região da Palestina, encontrando grupos, pessoas tão diversos e sendo capaz de estar com aquelas pessoas e de se relacionar. Eu não queria deixar de contar para vocês uma coisa interessante. Quando eu era adolescente ou um pré-adolescente, meu pai me contou uma história que tem a ver com essa questão dos missionários. Eles eles não cativam só pelo exemplo, né? Eles emitem um campo fluídico de amor e que eh aproxima, a congrega, né? acolhe, protege. E ele me disse assim uma vez, eu nunca es esqueci essa história, não sei se você tava lá, Gelson, mas vou te contar o que que foi. Meu pai foi no Araújo Viana, na auditória em Porto Alegre e ver o Divaldo anos 80. >> Uhum. E o pai me disse uma coisa assim que era tão cativante a maneira como o Divaldo ia relatando, que o mais impressionava é que ele disse que naquele dia era um domingo e dia de sol, passarinhos ficavam pousando no Divaldo. Pousavam nele, andavam um pouquinho, depois voavam. Eu pensei, eh, que doçura deve ser uma alma capaz de sensibilizar os animais. Eu lembrei de Francisco, mas capaz de não impor medo nos animais, eles se aproximarem, né? Quem sabe um dia a gente consiga, mas eu acho que isso começa aqui, começa na família, na relação, na conjugalidade com os filhos e vai e vai se expandindo para essa família universal, mas que floresce inicialmente no ninho doméstico, né? É >> bonito. Eu tava lá sim, é o Jevina. Foi muito bonito. Se eu não me engano, o tema era vida de Chico Xavier, mas eu não sei se foi exatamente na lá ou não,

sce inicialmente no ninho doméstico, né? É >> bonito. Eu tava lá sim, é o Jevina. Foi muito bonito. Se eu não me engano, o tema era vida de Chico Xavier, mas eu não sei se foi exatamente na lá ou não, mas eu me lembro da do Doral Jovan esse momento. Foi muito especial, realmente. E aí tô falando em Divaldo, né? Eu lembro da experiência dele, eh, acolhendo as pessoas que estão morrendo lá no em Salvador, né? de noite, ele ia lá as pessoas recolhia pessoas que estavam em processo terminal para dar uma morte digna, né? Olha só quem é que vai se culpar da pessoa que tá morrendo, né? como se ela fosse: "Puxa, por que que eu vou investir numa pessoa que já tá numa situação, né, de E o relato da experiência que ele teve com essas pessoas foi tão profundo, né, e que de uma certa maneira eh reflete o que a prefeitura coloca aqui e Kardec também na um dos seus pronunciamentos na sociedade de de estudos espíritas, né, da da da do da convocação para sermos bons, né? E essa bondade se dá pela união, pelo esforço, né? Eh, que começa no nossos pensamentos, mas que vai nas atitudes, os exemplos salutares, né? nossas atitudes, eh, que nós fazemos em nome do grande Senhor, né, o Cristo, que exemplificou para nós, acima de tudo, o que representa essa vida social plena, né? Então, temos aí realmente uma oportunidade abençoada, né, tão rica na interação, na troca com o outro. E muitas vezes a gente tá tão preso na nossa dor, nossas questões que a gente não aproveita as oportunidades das pessoas que atravessam o nosso caminho, né, seja de um jeito ou de outro. Eu acho que eu quero trazer ainda a máxima de Kardec, que para mim é o estarte da doutrina espírita que remete esse tema, que é a frase, né? fora da caridade não há salvação. Então eu acho que essa caridade é muito mais do que você só dá o pão, só dá essa questão material, só dá, né, o o bem mais um sorriso, uma palavra de conforto, uma palavra amiga, você perceber que a pessoa não tá bem e você ir perguntar e conversar. Então, eu

dá o pão, só dá essa questão material, só dá, né, o o bem mais um sorriso, uma palavra de conforto, uma palavra amiga, você perceber que a pessoa não tá bem e você ir perguntar e conversar. Então, eu acho que eh eh essa frase do Kardec, que se torna para mim a o o ponto inicial da doutrina, ele remete muito à lei de sociedade, essa vida social e que nos coloca que eu preciso da caridade, não é o outro que precisa da minha caridade. E aí lembrando Jung, né, que quando nós soubermos que o pobre mais pobre que precisa da nossa caridade sou eu mesmo que preciso do meu amor, né? Ou seja, então essa vida social ela perpassa para o outro, mas a relação também com os meus componentes mais precários, né? A nossa sombra, os nossos instintos que precisam ser eh educados também, né? Intelectualizar o instinto, né? Então nós precisamos dessas questões. Então seria isso. >> Uhum. Eh, eu gosto de pensar que eh caminhar a rota, caminhar o o caminho, a jornada sozinho é árduo. E se a gente pensar na ideia, numa tradução da experiência de partilha, de caminharmos juntos, é muito uma ideia representativa do que é o cristianismo na sua presença, na sua, na sua pureza mais cristalina, né? A ideia é juntos, vamos lá, né? E isso com uma síntese dessa experiência da alma que vai amadurecendo, vai compreendendo o seu valor e valora o outro na sua posição como parceiro ou uma parceira da jornada. Eu acho que isso é fundamental. Eh, se não me engano, a própria experiência da da travessia, né? diz que a hebreu, se não me engano, significa travessar ou travessia, né? E a ideia da do de estar no deserto e que a sobrevivência de de todos dependia de todos. Então, o pouco do pão que você tinha é o pão que era partido para todos. A água que se era muito pouco era partida para todos. E é parece que isso é um é um lugar que o próprio, lembro muito disso, marcou muito o geógrafo Milton Santos, dizia, né, que a experiência da escassez, ela tem o potencial de fortalecer laços e inspirar solidariedade, porque a gente

gar que o próprio, lembro muito disso, marcou muito o geógrafo Milton Santos, dizia, né, que a experiência da escassez, ela tem o potencial de fortalecer laços e inspirar solidariedade, porque a gente precisa sozinhos, é muito difícil viver a escassez, a dificuldade e que a gente se auxilie, né, por excelência, >> né? Eu termino então com quando ela a professora fala dessas pessoas que conseguem já, né, abrir mão e ao encontro da dor dos outros, né, das dos das aqueles que necessitam, e eles ali organizam a sua vida social, tornando-se plenos edificadores da verdadeira fraternidade, que é o primeiro passo para viver essa justa, portanto feliz. Então, acho que a o convite é que a gente possa sair um pouquinho de nós, nós mesmos, né? Seja na escassez que nos obriga a contar um com o outro, mas seja acima de tudo na consciência já amorosa da da do desse despertar, né, desse movimento espontâneo ao encontro do nosso irmão necessitado. Então, fica essa reflexão aqui do capítulo 11. vida social e já o convite para o nosso próximo estudo no capítulo 12, Advertência de Amor. Eu agradeço aí o Thaago, Adriana, a todos vocês que nos acompanham nesse estudo oferecido de maneira tão bondosa pela prefeitura Juna de Anges. Até a próxima, então. Grande abraço a todos. Ah.

Vídeos relacionados