T9:E21 • Vida: Desafios e Soluções • Relacionamentos saudáveis (Parte 2)

Mansão do Caminho 23/01/2026 (há 2 meses) 1:01:53 235 visualizações

Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis • Temporada 9 Temporada 09 – Vida: desafios e soluções Episódio 21 – Relacionamentos saudáveis (Capítulo 9, parte 2) Dando continuidade ao capítulo “Relacionamentos saudáveis”, este episódio dedica-se aos itens “Conceitos incorretos e perturbadores” e “Estabilidade de comportamento”. Joanna de Ângelis explica como certas ideias equivocadas, muitas vezes herdadas da cultura ou da educação emocional deficiente, comprometem a construção de vínculos equilibrados. A análise destaca, ainda, que a estabilidade de comportamento não é fruto do acaso, mas de disciplina interior, lucidez moral e esforço constante para harmonizar sentimentos e atitudes. Um estudo que reforça a importância de fundamentos sólidos para relações verdadeiramente saudáveis. 📖 Obra: Vida: Desafios e Soluções, Joanna de Ângelis – psicografia de Divaldo Franco 🎙️ Apresentação: Gelson Roberto 👥 Convidados: Tiago Rizzotto e Marluce Renz #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #VidaDesafiosESoluções #RelacionamentosSaudáveis #Autoconhecimento #EquilíbrioEmocional #DivaldoFranco #Espiritismo #EspiritismoPLAY #TVMansãoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Queridos amigos, bem-vindos a mais esse encontro da série psicológica Joana deângeles. É uma grande alegria estarmos juntos para dar continuidade ao nosso estudo. estudo esse que está sendo feito do capítulo que é do livro soluções. E hoje, né, a gente vai trabalhar justamente o final do capítulo o item conceitos incorretos e perturbadores e por fim estabilidade do comportamento sente encerra capítulo 9. E hoje conosco a Marlúcio e o Thaago para compor esse trabalho para refletir um pouquinho o pensamento da benfeitora. São bem-vindos também Thaago e Marlúci. Vamos então pensar um pouquinho sobre esse material precioso que a prefeitura nos coloca e justamente agora, né, ela ela vem vindo, né, no capítulo que é o que o título é Relatamentos saudáveis. Ela fala sobre isso, né, sobre esse tema do relamento saudável. Depois el ela passa por influência dos mitos da na formação da personalidade. E agora ela entra nos conceitos incorretos e perturbadores, que é justamente, né, essa caminhada de conflitos, de desafios que todos nós, em alguma medida, vivenciamos, que reflete ainda a nossa imaturidade psicológica, né, e o quanto, né, isso gera de efeitos emocionais. Ela aqui fala da angústia, né, e comportamentos que refletem essa imaturidade. E não só isso, mas a partir disso, o o que que isso gera em termos de comportamento ou de tentativa de lidar com essas questões de imaturidade, né? Então esse é o movimento que ela tá fazendo aqui. E nessa tentativa do ser humano, que no final das contas é a tentativa de todos nós de sermos amados, né? De buscarmos o pertencimento, o reconhecimento dos demais e assim por diante. Então vamos pensar um pouquinho sobre isso. Como é que vocês vem essa proposta aqui da benfeitora? Eu que começo, Thago. [risadas] Pois é, ela falando de relacionamentos saudáveis aqui, né? E aí ela começa já a nos nos instigar a pensar conceitos incorretos e perturbadores. E à medida que eu fui lendo aqui, eh, eu fiquei pensando, eh, ela já começa para mim a me despertar assim, o quanto das

ela começa já a nos nos instigar a pensar conceitos incorretos e perturbadores. E à medida que eu fui lendo aqui, eh, eu fiquei pensando, eh, ela já começa para mim a me despertar assim, o quanto das nossas crenças, da como a gente se comporta, do quão pouco a gente conhece da gente mesmo, acaba influenciando e determinando muitas vezes a qualidade das relações que a gente tem. E ela traz então uma das questões que tu tava levantando, que é essa questão da maturidade psicológica, né? E ela vai trazendo exemplos que que eu acho que muitos de nós vão se vão se reconhecer, né? Eh, por exemplo, nessa nessa questão da da imaturidade psicológica, onde aparece então as nossas inseguranças, isso que tu estavas dizendo, né, já nossa necessidade de ser amado e muitas vezes, então, por essa imaturidade a gente pode tender a querer agradar o outro, o que não seria um problema, mas a gente vai agradar o outro até as últimas consequências a ponto da gente se perder da gente mesmo. né? Então eu acho que ela vai nos desacomodando aqui a pensar as relações, a trazer a responsabilidade das relações para nós, né? O que que vai dentro do nosso mundo íntimo e que se a gente não tem consciência, porque ela vai trazer essa questão da consciência também, isso vai determinando a qualidade das relações sem que a gente perceba, né? Isso fica naturalizado, né? Eh, interessante como nós vamos socialmente, né, nos subjetivando, né? a mentora começa o capítulo falando sobre a necessidade da da vida social como um caminho pro nosso desenvolvimento psicológico, mas nessa parte agora, ela vai tratar de fato de uma dimensão eh árdua e desafiadora da experiência psicológica, que é quando o indivíduo não conhece a si próprio, não acredita em si próprio, mas ele precisa encontrar uma maneira de se fazer presente nessas relações. e ser acolhido, ser bem recebido, ser valorizado, ser estimado e como disse muito bem, né, Gelson, em última instância é a conexão entre as almas que se ve que permeia por meio dos afetos, de sentir-se amado, né,

do, ser bem recebido, ser valorizado, ser estimado e como disse muito bem, né, Gelson, em última instância é a conexão entre as almas que se ve que permeia por meio dos afetos, de sentir-se amado, né, conectado nas relações. E ela traz de fato a imagem eh desta da da alma, né, perambulando a vida e tentando encontrar essa inscrição na relação como forma de sentir-se cuidado, alentado, protegido, mas que esconde essa dimensão muito inconsciente de si próprio, de quem não conhece os pró o próprio valor, não descobriu o próprio valor ainda e vai precisar de alguma forma buscar no mundo, né, essa referência do que é o próprio valor. Então, ela usa imagem de espelho, né, uma representação daquilo que a gente não compreende em nós mesmos, nós não valorizamos em nós mesmos, não conhecemos em nós mesmos, ainda não descobrimos como um tesouro e a gente precisa de alguma forma encontrar esses elementos. Então ela inicio o texto trazendo, algo que me parece na minha minha singela leitura, talvez um dos tópicos em que ela mais destaca a força da cultura na forma como nós nos subjetivamos. Então, como é forte os valores, as crenças na cultura como forma de de nós nos construirmos psicologicamente. E esse homem ainda deriva, né? O ser humano aderiva num lugar ainda de muito desconhecimento e ele vai buscar no mundo essa referência para tentar encontrar satisfação, conhecimento e valor de si próprio, né? >> Uhum. É, eu queria trazer, já que esse capítulo fala da da influência dos mitos na formação da personalidade, né? E o próprio Freud, e ela vai citar aqui, né? eh faz referência ao narcisismo. E eu queria trazer justamente a questão do mito de eco e Narciso que refletem de uma certa forma a dinâmica que a benfeitora tá apresentando aqui nesse item. Eh, porque o narcisismo, né, que o Freud propõe é justamente essa relação especular de espelhamento, né, que tu tava falando, né, Thaago, aonde eu tenho a necessidade de me colocar no centro do mundo e o mundo eh contemplar, refletir minhas necessidades.

amente essa relação especular de espelhamento, né, que tu tava falando, né, Thaago, aonde eu tenho a necessidade de me colocar no centro do mundo e o mundo eh contemplar, refletir minhas necessidades. a a natureza narcisista da criança, que é essa essa natureza mais egoísta, dela se sentar se sentir no centro do mundo e poder, de uma certa maneira eh eh se colocar nesse valor especial para poder se autoafirmar, né? Então é a construção da identidade iguais. E claro, eh, eh, essa dinâmica narcisista, ela encontra no mito não só a figura de Narciso, mas a figura de Eco, que que contrapõe de Narcismo, que Eco é um personagem do mito de Narcismo, ela se apaixona por Narcismo e a característica de eco é justamente na história dela, é uma jovem eh que ninfa, né, que tinha um dom da palavra, o dom de contar história e contava histórias para Era, a esposa de Zeus, que que são os deuses que regem o e nesse momento que era tá ouvindo a história de Eco, Zeus aproveita os momentos para ter suas escapadinhas conjugais e quando ela descobre, ela culpa eco, como se ego tivesse eh em num certo conio com Zeus para justamente enganar ela e ele poder fazer os movimentos dele. E que não é verdade, apenas ela tava ali feliz, contente, vivendo esse dom dela. E era então castiga e tirando justamente a voz dela. E a única coisa que ela pode então realizar é repetir a última palavra que o outro disse. E aí ela fica triste e sai cabes baixa, né? Eh, sozinha, se isola e ela ela encontra narciso e fica trêmula de de de paixão, de amor. E e o tremor dela agita as moitas onde ela tá escondida vendo ele. E ele tá ali, escuta esse barulho e pergunta: "Quem tá aí?" E ela disse: "Tá aí, tá aí". Porque ela não consegue falar, não consegue se expressar por ela mesmo. Ela consegue repetir a última palavra dele e ele, como faz sempre, né? Ele rejeita, ela, afasta ela e ela vai petrificando, ela vai se isolando num processo de infelicidade, se torna um rochedo e a única coisa que sobra justamente é a voz dela que ecoa quando

sempre, né? Ele rejeita, ela, afasta ela e ela vai petrificando, ela vai se isolando num processo de infelicidade, se torna um rochedo e a única coisa que sobra justamente é a voz dela que ecoa quando as pessoas passam e ela repete então a as palavras que são faladas quando as pessoas eh estão presentes na frente desse rochedo. Então, eh, eco Narciso faz um par de opostos que a Jonas tá colocando aqui. Então, essa tem essa natureza eco nossa de refletir o outro pro outro nos reconhecer. Então, tenho essa necessidade de poder, eh, fazer a vontade do outro, preencher o desejo do outro, eh eh corresponder à imagem que o outro tem de mim e eu perco a minha voz, né, simbolicamente a minha capaz de me expressar, de ser eu mesmo, né, e me relacionar com o mundo a partir de mim. Eu se torno, como diz a Joana, né, essa esse ser, né, que é um tipo de de eh robozinho, né, como falou, assim, eu tô tomado pela consciência da de uma cultura da qual eu vivo a consciência coletivo e não uma consciência própria, esquecendo de mim mesmo. Então esse é um padrão eco que contrapõe ao padrão egoísta e agressivo que ela vai falar depois, né, das pessoas que reagem com agressividade, né, e e e acabam cobrando do mundo quando elas não são frustradas. que eco pega pessoas narcisista e e quando elas correspondem e eles não já perderam interesse porque aquilo não satisfaz eles e aí de uma certa maneira eles mudam de interesse que o narcisista muda de interesse muito facilmente também porque os dois e narcismo tem uma personalidade infantil superficial e pouco estruturada e fala e aí fica esse jogo, né, de interesses, de imagens da qual muitos de nós ou a grande maioria de nós está preso. Isso somado também ao que o Thiago tava dizendo da questão eh da cultura, né, dos papéis sociais, porque aqui eu fiquei me lembrando do Jung, quando o Jung dizia, né, que tinham pessoas que não conseguiam se adaptar, né, as as questões sociais tinham pessoas que se adaptavam demais, né, então e que a gente pra gente se reconhecer e pra

ung, quando o Jung dizia, né, que tinham pessoas que não conseguiam se adaptar, né, as as questões sociais tinham pessoas que se adaptavam demais, né, então e que a gente pra gente se reconhecer e pra gente se encontrar nesse processo que ele vai chamar de individuação, é justamente eu achar o meu lugar ali sem me perder naquele coletivo, né? Mas também tendo a capacidade de de adaptar. E aí esses dias assim bem despretenciosamente vi um um filmezinho, uma comédia romântica, né? Que ela que exemplifica bem estereotipado isso que a Joana tá dizendo aqui, né? Então, ela entra num casamento onde ela pensa, ela assume todos os papéis que imaginavam que uma boa esposa deveria ter. E aí ela tá cumprindo aquilo, mas a relação é uma relação muito superficial com aquele marido e tal, até que ela descobre que ela tem uma doença terminal e que ela vai viver só se meses. Aí ela diz: "Bom, então agora vou viver como eu quero", né? E aí ela começa desde a mudar o jeito dela se comportar até o jeito dela vestir. E aí a relação deles vai mudando completamente porque daí então ela começa a poder manifestar aspectos que antes ela tinha medo, né? E ele também. Então eu fiquei pensando além das nossas questões emocionais, existe também esses papéis sociais, né, que muitas vezes a gente assimila muito mais e acaba meio que se perdendo aí também. Eu gosto, não há tempo pra gente trabalhar essa dimensão hoje, sabe? Mas existem três autores que eu gosto muito de ler sobre, que é um é um filósofo que é o Estevan Mesarus Íngaro, o Raymond Williams, que é um um filósofo da cultura, e a nossa querida brasileira filósofa Marilena Shaui, que é a ideia da força, como que o discurso na cultura vai moldando os papéis e como que nós vamos temos que aglutinando em nós mesmos essa essas representações quando muitas vezes não é o nosso desejo. Então a Joana traz essa ideia do desejo do outro e que vai conformando em nós o que que a gente deseja, o que que a gente quer, o que que a gente acredita, o que que a

itas vezes não é o nosso desejo. Então a Joana traz essa ideia do desejo do outro e que vai conformando em nós o que que a gente deseja, o que que a gente quer, o que que a gente acredita, o que que a gente pensa e que no campo desses teóricos cria aquilo que eles chamam de uma falsa consciência, né? né? Nós temos uma consciência de de nós e do mundo e do outro, mas que ela é falseada por crenças e ideias que na verdade elas camuflam, na verdade a realidade em si verdadeira. E isto vale para nós psicologicamente. Então, a a fantasia, atendendo adolescência, eu vejo isso, né? a fantasia de que se eu me vestir assim, se eu atender a esses caprichos, se eu fizesse eh se eu fizer certos desafios, né? Tá no tá tá contemporâneo isso, né? em situações mais difíceis, mas a ideia de uma de uma identidade informação na adolescência em que se permite muito em torno da construção de uma espécie de uma amálgama de valores e ideias para se buscar pertencimento a um grupo. E isso de alguma forma se estende pra vida adulta quando o indivíduo não foi capaz de descobrir a si próprio. Então, Joana fala, eh, ficamos tão condicionados a atender o desejo e a vontade do mundo. E nós, quando nós nos perguntamos, tá, mas o que que eu desejo? O que que eu quero para mim, paraa minha vida? Às vezes nós não sabemos responder essa pergunta. Então, esse processo de retomada de um lugar, né, eh, associado a mais lucidez de si, para compreendermos o que a gente deseja, parece ser um um percurso urgente, necessário para que a gente saia da teia dessas circunstâncias, sejam elas numa dimensão ideológica, sociais e culturais, que fazem parte da vida, mas que a gente possa se assenhorar do que eu verdadeiramente desejo. Porque quantas vezes nós não traímos a nós mesmos para atender o desejo do outro? Ah, porque se eu disser não, essa pessoa pode se afastar de mim. Se eu não quiser, essa pessoa pode não gostar de mim. Se eu não fizer parte disso, eu posso perder essa pessoa. Então, há uma fantasia poderosa de um

eu disser não, essa pessoa pode se afastar de mim. Se eu não quiser, essa pessoa pode não gostar de mim. Se eu não fizer parte disso, eu posso perder essa pessoa. Então, há uma fantasia poderosa de um lugar de que o outro tem uma força psicológica estruturante como presença na minha vida. Então, a ideia é subverter essa lógica e inscrevermos a nossa presença e a nossa marca na nossa história e na história do mundo para que possamos ser de fato protagonistas saudáveis, psicologicamente falando na vida, né? >> Eh, ela chama eh eh de consciência de sono em vários momentos da obra dela, né? Que essa cons esse falso eu, essa consciência que é coletiva, né? e da necessidade de eu chegar em mim, essa grande dificuldade de eu ter que suportar mim mesmo, né, e poder me reconhecer a partir de mim e gostar desse ser, né, que sou eu, né? Esse é é o grande desafio. E quando a gente espera que esse desejo que habita em nós, a gente abdiga do desejo nosso, eh, e, e como falou, né, Thago, que ela comenta aqui, a gente nem sabe eh que que temos desejo, quais são os nossos desejos. E a gente abdica, né, desse desejo, porque o desejo maior é esse pertencimento, né? Então a gente tem essa de ser amado e para ser amado, isso para dar um eco, então eu abdico de mim mesmo e o o mundo, necessidade do outro, porque eu eu respondendo ao outro eu vou ser aceito, eu vou ser integrada nesse mundo, sou mais um e que é uma falsidade na verdade porque o outro também tá num desespero, né? Só que tá numa postura muitas vezes narcisista, né? Ele tá, ele contou uma mentira e o mundo acreditou. Eu sou bom, eu valo por isso. E aí outro diz: "Ah, então então tá, então vamos acreditar nessa fantasia. Eu quero ser também o que você é". E aí todo mundo entra numa fantasia ilusória e a gente vê os valores do mundo sustentado por crenças extremamente nocivas, prejudiciais, mas são dados a contas de algo maravilhoso. As pessoas perdem a saúde, perde a qualidade de vida em nome dessas imagens fantasiosas que a gente

stentado por crenças extremamente nocivas, prejudiciais, mas são dados a contas de algo maravilhoso. As pessoas perdem a saúde, perde a qualidade de vida em nome dessas imagens fantasiosas que a gente cria, tudo em cima, né, dessa necessidade de autoafirmação, de reconhecimento de si e, acima de tudo, de se sentir amado, porque por trás disso tudo é essa necessidade, né? E aí a Juda fala do quanto eh é perigoso o quanto eh esse esquecer de si mesmo, né? eh acaba gerando não só um impedimento de uma construção saudável de mim, mas consequências terríveis, seja no de me mutilar ou seja no sentido de eu às vezes depois agredir o mundo ou agredir o mundo eh por ou me culpa ou culpo o mundo por essa condição que eu me encontro, né? Então ela vai propor aqui, né, eh, esse despertar, né, o despertar real que ela coloca aqui, né, que começa justamente por esse espelhamento, não do outro, não do outro em relação a mim, mas de eu refletir a mim mesmo, ou seja, eu refletir, eu questionar, eu avaliar, eu me perguntar, eu me perceb. Eu eu me escutar, eu poder realmente eh me dar o direito de ter dúvidas, né, e e avaliar se aquilo realmente é válido, é bom para mim. Ou seja, esse eh se em vez de se tornar um ser reativo, se tornar um um ser reflexivo >> e que isso passa aí pelo que ela tá trazendo, eh, que é essa questão de compreensão da função existencial, como ela diz aqui, né? E e compreender essa função existencial, ela vai dizer que é indispensável o despertar real. Só aí já tem um passo, um movimento muito grande, muito importante, eh, de sair de uma consciência coletiva, né? Só que como é que a gente sai de algo que tá tão naturalizado e eu nem percebo que eu faço parte? Então, começa, ela vai dando alguns alguns passos aqui desse processo de libertação, né? Como é que eu chego em mim, que para mim uma das grandes características que ela tá trazendo aqui é a coragem, né? que ela diz: "Olha, a primeira coisa é tu começar a indagar, indagar de si mesmo o que realmente tu quer da tua existência

mim uma das grandes características que ela tá trazendo aqui é a coragem, né? que ela diz: "Olha, a primeira coisa é tu começar a indagar, indagar de si mesmo o que realmente tu quer da tua existência física". Então, só aí a gente já começa a quebrar um padrão, né? Poxa, não, que que eu quero para mim? Será que eu quero isso que a minha família diz que tem que ser assim ou que os outros dizem que tem que ser assim ou que sempre foi assim, né? Eh, a segunda coisa, o desóprio tem que prosseguir sem medo, né? encarando as consequências daquilo que tu decide. Então, não é só, não basta só a gente, tá? O que que eu quero para mim? É assumir isso. Isso não é uma coisa fácil, porque muitas vezes se assumir eh pressupõe a gente eh ter que romper com padrões que não são fáceis de romper. E ela vai falar dessa libertação, né, de se libertar dessas bengalas psicológicas. Isso aqui é muito sério também, que a gente sem perceber, porque é difícil muito esse autoencontro. E aí que é lindo o trabalho da Joana de Angeles, né, nesse processo de trazer essa ideia de autodescobrimento, de olhar para si. É um movimento contra a corrente normal, né? Então para mim aqui, ela tá trazendo como base para todo esse processo uma coragem mesmo, né? ela destaca, né, uma dessas maneiras de ser perante a vida, que é essa autociseração ou uma espécie de uma eh identificação com essa fragilidade, né, que é que faz parte de todos nós, tá presente em nós, né, tem que ser trabalhada, cuidada, mas ela fala que esse lugar eh nas relações, né, sociais, ele é um lugar muito proveitoso por alguém que deseja atenção, o afeto alheio. Então, ela diz que esse lugar psicológico ele é muito prejudicial pro espírito, né? Porque de alguma forma, se nós nos colocamos numa posição vitimista ou nessa posição de fragilidade, eu sou assim mesmo. E esperamos a atenção e o afeto do mundo a uma espécie de uma passividade meio patológica aí, né? algo que a pessoa eh retroalimenta ou ou cultiva com forma de manter esse lugar

e, eu sou assim mesmo. E esperamos a atenção e o afeto do mundo a uma espécie de uma passividade meio patológica aí, né? algo que a pessoa eh retroalimenta ou ou cultiva com forma de manter esse lugar no mundo para ter infantilmente, né, o desejo e o olhar do mundo para si. Então ela diz que é necessário enfrentar isso, né? Ela até destaca, né, a a a timidez em excesso, né, a insegurança como características que precisam ser trabalhadas em nós para que a gente possa de fato eh essa palavra que eu gostei que tu usou, querida, coragem. Acho que a gente quando tem coragem de olhar para nós mesmos, talvez é isso que a gente qualifica como uma espécie de uma virtude negativa, né? Sou fraco, sou frágil e isso é um caminho para que eu seja amado, para que as pessoas percebam a mim, que as pessoas venham e cuidem, me tutelem. Ela diz que isso é eh isso é substancialmente pernicioso paraa alma. Então, identificar esses processos fazem parte de todos nós e trabalharmos não com desculpas, mas como possibilidades de desenvolvimento, né? e saímos dessa posição para sermos mais protagonistas, mais verdadeiros com nós mesmos, né? Mais justos e honestos com nós mesmos. Acho que esse é o grande desafio que estão trazendo, que é realmente conquistar nossa liberdade. E como é difícil, até porque eh a gente compactua com essa mediocridade e prefere abdicar da liberdade em nome desse comodismo infantil, em nome dessa condição de não ser protagonista e não assumir o compromisso conosco mesmo, porque a liberdade realmente é uma convocação à dignidade e a responsabilidade. E e acho que um fator difícil justamente de de a a fazer esse movimento de crescimento e assumir por nós mesmos aquilo que somos e se ocupar verdadeiramente de nós, é porque existe indignidade, um autoestima, um alto valor e responsabilidade. E aí eu acho que essa é a grande questão. é muito infantil. A gente quer ter as coisas, mas não quer pagar o preço por ela. A gente quer esse lugar de valor e de e de sucesso, de reconhecimento,

dade. E aí eu acho que essa é a grande questão. é muito infantil. A gente quer ter as coisas, mas não quer pagar o preço por ela. A gente quer esse lugar de valor e de e de sucesso, de reconhecimento, mas sem as implicações necessárias para isso. É um jogo, né? Isso a Jana fala em um momento da astúcia, né? esse jogo de mentira, de tu falsear e criar imagens, eh, para poder, eh, chegar nessa falsa impressão de ser amado e ser também feliz, né? Tem fantasia de felicidade que nos sustenta. E aí, às vezes a gente sabe que aquilo é uma mentira. No fundo, muitas vezes a gente sabe que aquilo é uma mentira. Mas por que que eu vou pensar nisso, né? que faz de conta que é que é assim mesmo, porque isso tem um ganho secundário aí, um ganho que envolve uma falsa imagem que enquanto colar colou, né? E aí realmente tem esses pontos que ela vai trabalhar aqui no capítulo, esse item que é as bengalas psicológicas que a gente usa de vários artifícios, a gente mascara, a gente não enfrenta, a gente deposita a a nossa responsável um no outro, projeta, né, elege, né, figuras eh para para nomear aquilo que é cabe a nós realizar. a gente de uma certa maneira faz jogos de sedução, a gente chama atenção por a partir de processos psicológicos que muitas vezes nos aprisionam em padrões que que não ajudam a crescer. E outro ponto, como o Thigo citou depois, essa pena, né, essa compaixão equivocada na compaixão no sentido negativo, não positivo, né, dessa atitude paranóica, como diz a Joana, né, que é porque o paranóico ele eh se sente perseguido, né, eh e com medo, né, de ser avaliado, julgado, todo mundo, mas ao mesmo tempo eh então sendo no centro do mundo, mas emocionalmente é um sentimento de inferioridade muito grande. Então, tem uma fantasia de que todo mundo tá percebendo ele, que na verdade esconde eh a vontade de valor que que é sustentada a partir, no fundo, de um sentimento muito grande de desvalor, de fragilidade emocional. Então, e aí que tá eh essa coragem que a Manu citou para mim começa com uma

ntade de valor que que é sustentada a partir, no fundo, de um sentimento muito grande de desvalor, de fragilidade emocional. Então, e aí que tá eh essa coragem que a Manu citou para mim começa com uma honestidade, um encontro honesto comigo, né? Nesse momento assim, puxa, eu não sou tudo isso. Eu não tenho tanto, ou eu acho que não tenho tanto para oferecer, ou eu necessito disso. Ou seja, eh, eu só a caminhada, só processo de individuação, de planificação, para eu poder realmente viver a totalidade do meu ser. e e tá implicado com todas as partes que que habitam dentro de mim. E isso que a Jona tá tentando aqui, né, eh, propor na medida que ela fala da da da questão de tu se fortalecer e começar a refletir mais profundamente sobre a realidade da vida e de ti mesmo. Ela diz ali, né? O indivíduo faz-se forte porque tem fortaleza interior aguardando desabrochar da possibilidade, né? Então, eh, e eu me lembrei quando o Jung falava, né, que a gente paga um preço muito grande quando tu não deixa que todo o teu potencial criativo, que tudo que tu tem em ti que tá na sombra e não é liberado, né? o quanto isso vai se manifestar em algum momento na tua vida, seja em forma de uma doença ou de uma neurose, de alguma coisa assim, né? Então, quantos potenciais que a gente tem que a gente só vai descobrir se tiver essa honestidade, né, e essa coragem de de se questionar mesmo, né? O que que eu tô fazendo aqui? Qual é o sentido da minha existência aqui? Será que eu tô aqui só para replicar esses papéis ou que que eu quero para mim, né? Então, eh, eu achei bonito ela dizer, né, já tem uma fortaleza interior, tá dentro de nós, só que precisa ser, precisa vir, né, ser desabrochado. Isso. Uhum. Eh, e ela faz uma referência que no momento em que o indivíduo fizer este movimento de redescoberta ou de conhecer-se cada vez mais, ele vai conseguir começar a deixar que essa energia psíquica, essa energia de vida, flua para outros processos. E ela de alguma forma diz aqui eh como que muitas vezes as pessoas vão precisar

ez mais, ele vai conseguir começar a deixar que essa energia psíquica, essa energia de vida, flua para outros processos. E ela de alguma forma diz aqui eh como que muitas vezes as pessoas vão precisar educar esse processo, né, de conhecer-se e desdobrar novas possibilidades e ter um cuidado ético consigo e com o mundo, né, como forma de mediando isso. É, eu lembrei de uma passagem de uma da uma passagem de de um livro do Jung, citou Jung, Jung também, que eu lembrei que eu tava lendo esses dias, em que ele faz uma ele faz uma referência a à última ceia, em que ele diz assim, né, nós que comum estamos projetando ou descontando no mundo nossas frustrações ou demandando do mundo, né, ele fala sobre a necessidade desse conflito que foi projetado voltar para uma origem, né, que é uma dimensão mais inconsciente, onde tá, né, a fonte desse processo. E ele fala de forma muito bonita, né, celebrarmos uma última ceia em que nós vamos simbolicamente, claro, né, comer nossa própria carne, beber nosso próprio sangue, o que significa nos reconhecermos e aceitarmos deste outro que tá lá, né? esse esse outro que tá lá dentro, que tá instigando esse movimento nosso consciente, né? E ele diz que não seria isso o ensinamento do Cristo de cada um carregar sua própria cruz. E ele encerra dizendo que nós, quando formos capazes de suportarmos a nós mesmos, nós vamos ser capazes de ferir menos o outro. Então, esse personagem que nós estamos eh eh acompanhando a jornada dele nesse item do capítulo de Joana, é alguém que em algum momento assim depositou no outro demais a expectativa nessa fantasia do amor que vai vir, do acolhimento que vai vir. Ele vai se frustrar porque o outro é que nem ele, só que ele não sabe. Ele pode querer se vingar, ele pode querer agredir frustrado, ele pode querer se apequenar, ele pode querer eh se ver frágil e independente do outro, mas para sair desse percurso, ele vai ter que encontrar a si próprio. Então, gosto da ideia, cada um tem a sua última ceia ou mais uma ceia, né, a ser

querer eh se ver frágil e independente do outro, mas para sair desse percurso, ele vai ter que encontrar a si próprio. Então, gosto da ideia, cada um tem a sua última ceia ou mais uma ceia, né, a ser nesse processo de conhecer-se e desdobrar-se, né, em possibilidades novas, né? >> E essa última seia marca o m sacrifício da morte, né? Sacrificial do ego para que haja ressurreição depois, né? Ou seja, eh, sair de estatuto infantil, como a gente coloca muitas vezes aqui em em psicologia, a gente exige muito e se vende fácil. tem esse esse jogo emocional da criança vigente, mas que facilmente, né, se perde si mesma e aí romper, como diz a Joana aqui, a a a a postura do que parece ser em favor do que se é realmente essa é, né, tá na hora de não mais fugir, não mais criar subterfúgio, essas essas bengalas psicológicas, essas imagens falseadas, né? E realmente buscar essa afirmação da identidade como ela qual que seja a começar a partir de quem você realmente é, te reconhecendo, né? E aí ela começa a entrar no item da estabilidade do comportamento, tá? a gente poder realmente tomar consciência de nós mesmos, eh poder de uma certa forma se ocupar então com valores e objetivos que possam realmente sustentar uma vida hum que dá dê significado à nossa existência, né, de uma inteira que ela fala assim que começa a comandar a nossa essa atitude e de uma certa maneira lidando com os traços neuróticos que ainda existe dentro da gente, né? Ou seja, num diálogo que é realmente sair da estado de sono para um estado de consciência desperta. É interessante que ela fala da estabilidade de comportamento aqui e nenhum momento ela ela vai dizer que que não vai ter conflito, né, as relações, mas justamente é a capacidade daí a maturidade que a gente tem de poder eh suportar o conflito, de administrar o conflito, que muitas vezes a gente acha que uma relação boa é aquela que não tem conflito, né? ao contrário, uma relação que é madura, é aquela que suporta aquele conflito ali. Vamos ver essas

strar o conflito, que muitas vezes a gente acha que uma relação boa é aquela que não tem conflito, né? ao contrário, uma relação que é madura, é aquela que suporta aquele conflito ali. Vamos ver essas diferenças, né? Então, achei muito interessante assim, ela fala muito assim de enfrentar com naturalidade essas dificuldades que tem, né? E esse essa estabilidade vem justamente desse amadurecimento que tem a ver com a capacidade que a gente tem da gente se responsabilizar, porque isso é uma das outras coisas da relação, é que a gente tende sempre a botar no outro, né? né? Porque é o outro, a projetar no outro e uma dificuldade dessa autorreflexão, né? Mas que que isso diz respeito a mim também, né? Que eu acho que é isso que as relações instigam em nós, né? O outro sempre nos nos instiga a a aspectos nossos, né? Mas por às vezes, por essa falta de maturidade nossa, fica tudo muito projetado fora, né? Ela faz uma uma costura entre duas ideias que parecem ser estruturante para esse novo ser psicológico, né, que descobre que tem responsabilidades com qualquer outra pessoa. Então, a ideia de ter responsabilidade envolve a ideia de que você é responsável por alguma coisa, né? tem compromissos perante a vida, então já adquire uma uma dimensão de uma madureza necessária para entender essas perspectivas, mas ela trabalha de uma dimensão afetiva emocional aqui, trabalhando em alguém que é capaz de ter autoestima, de reconhecer o seu valor, né? saber, na verdade, né, a base que se encontra, nem mais seestimando, nem se subestimando, ele ele é consciente em relação à posição que ocupa no mundo, como se enxerga, como se valora e e as potências futuras, mas também eu trabalho na ideia da da alofetividade, seja a maneira como eu me relaciono, né, afetivamente com o outro e assim como eu também acolho e lido saudavelmente com afeto do outro. Então ela tá mostrando que é um indivíduo que não só se assenhora, tem uma dimensão intelectiva formal perante a vida, compromissos e tal, mas alguém também tá emocionalmente

mente com afeto do outro. Então ela tá mostrando que é um indivíduo que não só se assenhora, tem uma dimensão intelectiva formal perante a vida, compromissos e tal, mas alguém também tá emocionalmente se reconstruindo com uma forma de se fazer presente de forma mais saudável perante a vida. Então, é interessante que é um processo, mas ela traz essas características de autoestima e de como que eu me relaciono com o afeto do outro, como que eu acolho, como que eu demando, como que eu oferto, né? Então, eh, é interessante isso, é muito importante a gente ir conceituando este essa jornada, né, de descobrir-se, né, neste caminho. É, isso é uma questão importante, Thago, porque eu tenho uma uma uma imagem bonita aqui que é sair da clausura da concha do ego, do ego, né? E e achei tão bonito porque realmente nessa alienação emocional a gente fica preso na nossas dores, nossas visões de torcida, nossas fantasias onipotente, mas que na verdade reflete essa infantilidade e essa estima abaixo, né? Insegurança, incerteza, fragilidade e se autodefendendo da vida. Então a proposta realmente é de seá movimento de ir paraa vida, de a vida é um campo de experimentação necessária pro espírito. E ela fala daí de de começar a enxergar o mundo de moda moda correta, ou seja, enxergar o mundo de maneira objetiva, né? Ou seja, eu tenho que reconhecer as coisas como são, reconhecendo que não existe coisas mágicas nem idealizadas. nem ruim, nem boas, assim como eu imagino, né? e poder entender o seu sentido espiritual que permeia a cada experiência da vida enquanto um um objetivo, enquanto um arranjo necessário para minha proposta de crescimento, porque todos esses desafios aí de uma certa forma eles se encontram nesse jogo harmônico e perfeito da justiça, da lei dentro da misericórdia divina. e o convite que ela faz de viver então a vida por inteiro. Tu me lembra aquela uma frase alquímica que diz: "A arte requer o homem inteiro". Eh, é essa proposta da gente poder realmente abrir nosso coração, né? E dizer: "Puxa, eu tô

então a vida por inteiro. Tu me lembra aquela uma frase alquímica que diz: "A arte requer o homem inteiro". Eh, é essa proposta da gente poder realmente abrir nosso coração, né? E dizer: "Puxa, eu tô aqui inteiro". E essa interesa implica o melhor e e o que é mais limitado em mim como forma de me suportar, como vocês falaram, de poder aprender, de poder crescer, de me descobrir, de me surpreender comigo, né? E viver esse processo que estou comentando aqui de crescimento, que envolve luta, que envolve às vezes momento de incerteza, tudo isso é natural. Agora eu fiquei com a imagem da Era, né, que a Era ficou projetando toda a culpa na Eco e ela não foi cuidar do casamento dela, né? Não adiantou nada ela ter >> ferrado a eco porque o Zeus continuam atraído ela, né? Não, ela não entendeu o significado das ocorrências, como a Joana tá dizendo aqui. >> E daí ela tá trazendo, né, essa questão da lição oculta em cada experiência, né, e não, e isso é um estado já, eu acho, quando a gente começa na vida da gente a se perguntar, né, tá, mas qual é o sentido disso que eu tô vivendo? Eu acho que a gente já chegou num lugar bem interessante assim de autorreflexão, né? que daí a gente começa a refletir mesmo, deixa só de eh reagir, né, e começa a trazer paraa reflexão. E isso me lembrou um dos textos mais difíceis, intrigantes que eu já li, que foi o do James Hilman, que é um analista americano, que quando ele fala sobre traição, né, me lembro que a primeira vez que eu li, eu disse: "Nossa, o que que ele quer dizer com isso?", né? Porque ele começa a trazer a traição a partir assim, ó. o que é que você traiu em você mesmo, né? Que foi necessário que o outro te traísse de uma forma concreta. E aquilo me estigou muito, porque é uma forma de pensar, né? Olha, essas coisas estão acontecendo na minha vida, mas qual é o sentido disso? O que que parte minha tá envolvida nisso, né? Então, mostrando o quão eh profundo é isso que a Joana tá dizendo aqui, né? que é procurar descobrir a lição oculta em

a vida, mas qual é o sentido disso? O que que parte minha tá envolvida nisso, né? Então, mostrando o quão eh profundo é isso que a Joana tá dizendo aqui, né? que é procurar descobrir a lição oculta em cada experiência, né? O que que me que me cabe aqui? O que que tem de mim aqui que eu ainda não entendi, né? >> E essa questão da traição que o Ro coloca, Marlú, também envolve a nossa criança infantil. Quanto mais tu deposita no outro uma expectativa infantil, mais a chance de ser atraído na tua expectativa, porque tu não vai dar conta. Então, tu depositou e responsabilizou o outro de algo que não é do outro. E aí, quanto mais tu abdica da tua responsabilidade, né, da felicidade, de de construção, de vida e depois é no outro, mais a chance de tu ser frustrado ou traído pelo outro, porque o outro não vai dar conta desse lugar que eu coloquei nele. E muitas vezes a tradição é isso, né? essa questão dessa fantasia que tu fez, porque se tu sabe quem é o outro, sabe o que que é a vida, sabe qual é a realidade, tu não vai esperar mais o que o mundo pode te dar. E tu pode realmente dialogar de maneira criativa e favorável dentro dos limites que compõem cada situação, cada pessoa, cada realidade que se apresenta. Nessa nessa parte final do texto, ela ela eu vi muito uma imagem para mim da da destacando assim: o mundo está aí, o mundo é o que é, o mundo tem seus desafios, tem suas imposições, tem suas dores, tem suas lutas. Você tá aí, tá posto e a ideia de sabe o reclamão, ah, não, de novo isso, né? de novo esse problema e essa ideia reativa, né? Não aceito, não, não quero saber, né? Que saco, que horror, que na verdade é sempre um eco, né? Um eco deste lugar de que nós não aceitamos as coisas ou não queremos lidar com elas ou que nós estamos cansados de ter que lidar com isso, estamos estressados. e ela mostra eh eh eh essa personagem, né, esse esse ser humano, eh começando a encontrar caminhos de fato mais saudáveis de lidar com essas intercorrências, né, com os problemas do do viver, né, os caminhos

ostra eh eh eh essa personagem, né, esse esse ser humano, eh começando a encontrar caminhos de fato mais saudáveis de lidar com essas intercorrências, né, com os problemas do do viver, né, os caminhos insondáveis da vida que vão se desdobrando para nós todos os dias nas intercorrências, nas relações, nos adoecimentos, né, e naquilo que a gente pode fazer. não conseguir resolver. Isso acontece, né? Não sei o que fazer com uma situação, mas ela diz, eh, não se desespere, né? Acolha. E como disse muito bem você, né, querida, a busca por sentido. Há sempre um sentido nas coisas. a gente pode não capturar o olhar consciente, ainda não alcança, mas a há um vislum de sabedoria na vida que nos convida a esse lugar também de amadurecermos e também eh eh sovermos essas taças. pode ser um um fruto doce das experiências de júbilo, de sucesso, de trocas, mas também tem a simbologia do cálice amargo, né, daquilo que nós precisamos que é da vida ainda, né, e que nos faz impulsionar esse crescimento psicológico, espiritual. Então, ela traz muito isso, né, a demarcação de uma espécie de uma resiliência psicológica. o tecido, né, o tecido da maturidade, né, vai se esticando, mas ao mesmo tempo vai eh conflui para um para um lugar emocional de mais maturidade, né, que a gente consiga desenvolver isso, né, >> Marlúci, tu não acha que uma imagem viva disso que o Thigo tá falando é a própria situação dele, né? Porque ele, o Thiago hoje substitu aqui, foi impedida e ele tá superando uma gripe, né? [risadas] Então, né, ele tá vivendo o que tem de pior, né, n nos limites e e desafios que essa gripe impõe, mas ao mesmo tempo tá podendo oferecer o melhor dele também aqui colaborando com a nossa proposta. Então acho que isso é muito eh a nossa própria realidade, né, Thaago? Às vezes a gente tá um pouquinho melhor, às vezes tá um pouquinho pior, mas a gente não deixa de viver e fazer a nossa parte nesse eh nessa proposta amorosa do conjunto de esforço e cooperação, que todos somos eh convidados a a colaborar.

r, às vezes tá um pouquinho pior, mas a gente não deixa de viver e fazer a nossa parte nesse eh nessa proposta amorosa do conjunto de esforço e cooperação, que todos somos eh convidados a a colaborar. Linda mesmo essa imagem, Gelson, porque a gente não tem ideia do que acontece no invisível também, né? Qual é o sentido desses movimentos da vida e tudo que tá envolvido aí, né? Isso é um outro aspecto também, né? E e ela traz aí essa imagem que o Thago tava trazendo, né? Que mesmo perante essas tensões, né? Ela vai dizer que são parte das lutas humanas. não conseguem gerar estados estressantes, mostrando-se eh momentâneas e logo passando ao equilíbrio e a confiança na própria capacidade de enfrentar problemas e solucioná-los de forma saudável, né? Então ela traz muito essas imagens de naturalidade, de equilíbrio, né? Como o nosso querido Thago aqui tomando uma aguinha, né? tá fazendo essas reflexões lindas, com muita tranquilidade. Então, é uma ótima imagem mesmo para o que nós estamos falando. >> E é interessante que Joana ela não exige e nem propõe perfeição nesse momento, porque isso é um processo a a longos passos e e caminhadas paraa frente, né? O que ela pede é lucidez. Olha só, né? Ela fala assim: "Não, o importante é a pessoa ser uma pessoa bem lúcida". Ela diz assim, pessoas do bem a lúcida, pessoa que realmente é uma pessoa que tá ali consciente, né? Eh, olhando a realidade, né? Para dentro e para fora, né? E e aí fala, sabe reconhecer os seus limites, mas também conhece as possibilidades infinitas que habitam o nosso ser. Então é essa condição de interesse que falava antes, né, da gente poder realmente nos reconhecemos de maneira lúcida, para que a gente possa eh também saber como compor com a realidade, quando é que a gente precisa, quando a gente pode oferecer, quando a gente tá na luta e não temos como fugir da luta, quando a gente tem que recolher da trégua e assim vai, né? todas essas questões que implica eh diversas reações e estratégias e e e movimentos

quando a gente tá na luta e não temos como fugir da luta, quando a gente tem que recolher da trégua e assim vai, né? todas essas questões que implica eh diversas reações e estratégias e e e movimentos necessários que a vida vai, né, impondo como parte do nosso exercício. é uma é uma é uma essa ideia é muito importante, né, da gente entender que subja esse texto também a ideia de cada um de nós tá num no seu ritmo, no seu movimento. Eh, ele sendo lúcido, cada um vai ter a sua, o seu tôus, a sua força, a sua intensidade, né? Então, que cada um também entenda seus próprios limites para não se exigir, né, aquilo que ainda talvez não consiga oferecer. E eu acho que isso faz parte da vida, né? A gente entender até onde vai a minha paciência, né? até onde vai a minha tolerância, até onde vai minha capacidade de de ser amoroso, de ser cuidadoso, atencioso. E a gente é importante saber o lugar onde a gente se encontra, porque é a partir desta base que a gente constrói o ápice da montanha nesse processo, né, da montanha da alma, né? Então, que a gente seja humilde no sentido de sabermos onde os nossos pés estão, mas também que a gente tenha o olhar e a cabeça nas estrelas no sentido das possibilidades vendouras que nos aguardam, né? Porque quando nós tentamos copiar, né, alguém, a gente tente a se frustrar se a gente forçar muito, porque uma descoberta tão pessoal, né, cada um de nós tem a sua trajetória espiritual e a gente a gente bebe nessas fontes, nessas histórias, nessas biografias, nomes importantes da história do Espiritismo, por exemplo, mas que a gente entenda qual o nosso ritmo para que a gente possa eh nos mantermos lúcidos sem perturbações e estresses, né? Quando a gente estica demais alguma coisa, a gente pode às vezes tá exagerando numa cadência que ainda não é do nosso ritmo da nossa alma, né? Então que a gente vá no nosso caminho, no nosso ritmo, nas nossas possibilidades, né? >> E dá uma trabalheira, né, Thaago? Dá é um gasto de energia tão grande quando a

o nosso ritmo da nossa alma, né? Então que a gente vá no nosso caminho, no nosso ritmo, nas nossas possibilidades, né? >> E dá uma trabalheira, né, Thaago? Dá é um gasto de energia tão grande quando a gente se afasta muito da gente, né? Quando tu quer eh eh imitar alguém ou achar que tu já tá lá naquele lugar e tu não tá ainda, é um desgaste muito grande, né? É tão mais aí que a gente vê os espíritos mais evoluídos assim na na simplicidade deles, né? De chegar chegar ali no simples, né? É o que as coisas são como elas podem ser agora, né? Isso é que é possível agora, né? Isso requer também eh um grau de humildade, né, de saber o nosso lugar mesmo, né? Nem mais nem menos. Aí é que tá, né? A humildade começa parando, nem mais e nem menos, né? Eu tá ali fazendo o que me cabe mesmo, colocando no mundo, porque apesar de cada um eh ser um indivíduo, nós somos cada um, né, únicos, né? Cada um tem um lugarzinho ali, né? Então, chegar nessa lucidez assim mesmo, eu não preciso ocupar o lugar do outro ou se o outro, basta que eu me encontre, eu já tô fazendo uma coisa extraordinária, né, que eu tô ocupando aquele lugar que é meu. >> É, e eu acho que uma coisa bem importante que a professora coloca para finalizar aqui o capítulo é que não há sentido em ter medo. diz assim: "Não se atemoriza, né? Esse homem lúcido, esse homem que já tá nessa caminhada, não se atemoriza antes propostas de aperfeiçoamento, não porque a gente não tenha limite, fragilidade, nós temos, mas a gente foi colocado aqui nesse momento, nesse lugar, nessa circunstância, nesse momento histórico que a gente vive, com as questões do mundo atual, com tudo que implica essa realidade, é porque isso não, isso não só diz respeito para nós, como também nós temos recursos para lidar com isso. Senão não teria lógica e e justiça divina se Deus impusesse coisas pra gente que fosse maior do que a nossa capacidade. Então, de uma certa maneira, a Jona propõe uma postura realmente também de confiança em Deus, de confiança na vida

divina se Deus impusesse coisas pra gente que fosse maior do que a nossa capacidade. Então, de uma certa maneira, a Jona propõe uma postura realmente também de confiança em Deus, de confiança na vida e de confiança em nós. Ou seja, posso demorar, posso ser que eu tô indo meio desajeitado aqui, mas se isso tá me desafiando e tá me levando a lidar com as minhas eh situações ainda não trabalhadas, é porque isso cabe e é possível, né? Então, por que que eu vou eh agir com temor e e essa tendência de fugir da realidade? a gente tem uma tendência de mecanismos de fugas, né, de evitamento de fuga, que envolve disfarce, que envolve eh distorcer, que envolve criar, né, subterfúgios. E e aí isso mostra o quanto a gente não acredita no amor de Deus em nós mesmos. que se a gente acreditasse verdadeiramente, né, em nós, no me do pai, não tem por [risadas] a gente fazer isso, porque a gente vai reconhecer que o que vem de Deus é bom, é justo, é perfeito e é em favor de nós. Mas e a gente não consegue ainda assimilar isso. >> Eu acho que a gente vai com medo mesmo, né? Porque sempre tem uns amigos que nos desincentivam além do nosso mentor, nosso anjo da guarda. Então, enquanto a gente não chega nesse patamar e não se atemoriza, a gente vai. O que não pode é é cair nesse jogo de evitar mesmo, né? De evitar a vida, de evitar as coisas. >> Muito bem, mas tá encerrando o nosso encontro de hoje, né? Então, de uma certa maneira, eh, o importante, acho que na mensagem aqui da benfeitora é que é dessa da gente poder reunir transpondo os limites, tanto internos como externo, sabendo que há caminhos possíveis. Ia falar alguma coisa, Thago para que paralisou um pouquinho a tua imagem. Não sei se tinha >> paralisou. deu uma deu uma piscadinha aqui. Não sei se vocês eh eu eu lendo esse último parágrafo, ela parece fazer uma síntese desse movimento relacionado à individuação do espírito em torno das camadas psíquicas, né? Os limites internos, uma dimensão mais pessoal. Ela traz a ideia da das dimensões externas

fazer uma síntese desse movimento relacionado à individuação do espírito em torno das camadas psíquicas, né? Os limites internos, uma dimensão mais pessoal. Ela traz a ideia da das dimensões externas convencionalistas, que são dimensões da da coletividade e da cultura. as heranças míticas, algo mais profundo, né, do inconsciente coletivo e a ideia de uma uma parte ativa num todo universal, como se conseguíssemos, né verdade, estar abrangendo essas dimensões todas, né, da forma que elas vão surgindo para nós nesse processo de autodescobrimento e encontrar um caminho de um manejo egóico mais harmônico para essas coisas, né, de fortalecermos essa instância psíquica. que, né, que coordena atividade consciente e como um grande trabalhador, né, conseguindo dar conta dessas coisas e organizando isso, mais lúcido, mais consciente paraa expressão do espírito mortal, imortal, né? Então, muito bonito a forma como ela encerra esse capítulo nos chamando, né? Vamos viver. Exatamente. E esses três elementos aí que tu citou, né, direto e indiretamente, eh, comunhão, harmonia e alegria, né, que ela diz assim no final do do do livro, do capítulo, eh, que tudo isso propria viver, como tu tá falando, ou seja, né, na medida que a gente tá nessa comunhão, a gente vai sentir, né, a vida divina circulando em nós. o que ela vai desenvolver em todo o livro, no último livro da série psicológica, que é a psicologia da gratidão. Então, tudo isso vai se desdobrar no volume 16, né, da da série psicológica que encerra, né, esse esse projeto. Não encerra os livros psicológicos, mas encerra essa série, né, psicológica e que vai ser bem interessante quando a gente poder chegar até lá. >> Uhum. >> Muito bem. E aí, então é interessante que encerrando o capítulo 9, o capítulo 10, o título é a busca da realidade. Então, o que vem ser essa realidade? Eu convido vocês a estarmos conosco para poder descobrir o que que ela põe, propõe quando ela eh nos convoca nesse 10o capítulo à busca da realidade. Obrigado, Thago, Marluz, por esse

essa realidade? Eu convido vocês a estarmos conosco para poder descobrir o que que ela põe, propõe quando ela eh nos convoca nesse 10o capítulo à busca da realidade. Obrigado, Thago, Marluz, por esse momento especial. Obrigado a todos que nos acompanham. Muita paz. Que Jesus nos abençoe.

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