T8:E7 • Desperte e seja feliz • Três inimigos

Mansão do Caminho 28/08/2025 (há 7 meses) 1:02:47 110 visualizações

No sétimo episódio, Gelson Roberto, Marluce Renz e Tiago Rizzotto exploram o capítulo 7 de Desperte e Seja Feliz, intitulado "Três inimigos". Uma análise profunda sobre os desafios internos que dificultam o crescimento pessoal e espiritual, oferecendo reflexões valiosas à luz da psicologia e da espiritualidade. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #despertardaconsciencia

Transcrição

Meus irmãos, que as bênçãos de Jesus nos envolvam nesse momento. Nossa gratidão, nossa alegria de estarmos juntos mais uma vez para estudo no livro Desperto. Seja feliz, obra da FI Psicológica da Prefeitora Joana de Ângeles. Hoje com estudo capítulo 7, três inimigos. E conosco a Marlúcio e o Thaago para cooperar nas reflexões sobre o capítulo. Bem-vindos, Thaago Marlúci, nesse capítulo tão rico, né, como sempre o é, né, da da da prefeitora. Mas esse especial achei muito interessante, já que ela traz eh elementos eh profundos da dinâmica da alma, né, e as as implicações que envolvem esses elementos. Eh, vocês querem começar falando um pouquinho do da impressão do capítulo antes da gente começar a aprofundar? >> Eu posso começar então? >> OK. Eu me, existe uma expressão que é a rush of blood to the head, né? um fluxo de sangue ao cérebro, a cabeça. E eu penso muito da maneira como nós às vezes reagimos à vida, reagimos à situações, às circunstâncias e o que às vezes é um pequeno rastreo de fogo, os conflitos, das circunstâncias, das relações, pode se tornar numa tormenta, tá? pode virar um incêndio. E temos que pensar então na ideia de que como lidar com os impulsos, com as nossas dificuldades às vezes emocionais no manejo das circunstâncias, né, dos problemas e que podem levar a cataclismas emocionais, relacionais, sociais e que Joana trata como escolhe três, né? Existem outras aí nessa história, mas a escolhe três inimigos que são dimensões de como a alma eh se relaciona com a vida. Temos que ter cuidado com as consequências, tendo em vista já as condições e a própria história humana em torno da nossa ainda ignorância em relação à própria alma e o seu mundo interior. Então, são as minhas palavras iniciais. Eh, me chamou muita atenção eh imagens fortes que ela faz aqui. Interessante essa forma como tu começa falando, Thaago, porque eu disse, por que será que ela coloca três inimigos, né? Ela trata como inimigos já. Inimigo não é pouca coisa. E aí ela ainda diz que são

nteressante essa forma como tu começa falando, Thaago, porque eu disse, por que será que ela coloca três inimigos, né? Ela trata como inimigos já. Inimigo não é pouca coisa. E aí ela ainda diz que são cruéis, né? que são cruéis na sordidez dos seus processos perseguidores. E eu fiquei pensando, bom, ela tá trazendo a depressão, ressentimento, exaltação com esses inimigos e ela fala que eles são cruéis, né? Então, eu achei interessante a forma como ela vai conduzindo aqui no capítulo a forma muito que às vezes a gente pode até não se dar conta de como esses processos vão começando e que podem terminar com essa imagem que tu tá trazendo, né, Thaago, de terra arrasada. Então, uma coisa que começa às vezes de uma forma que a gente eh considera normal, tal, quando ela vai aprofundar ali da depressão, por exemplo, né? A gente vai dando guarida para coisas no nosso coração, nos nossos pensamentos e aquilo vai tendo consequências às vezes, de uma dimensão eh bastante grave. Foi aí que eu conectei com esses inimigos, né? né? E achei o título extremamente adequado na forma como ela vai levando a gente a pensar, né? uma coisa que começa ali e daqui a pouco tem uma dimensão muito grande na nossa encarnação. >> E eu achei interessante que no texto que introduz o capítulo, né, o texto anterior, que sempre ela traz antes de cada capítulo um texto inicial, ela começa falando da harmonia, né, da vida, né, que a mensagem da vida é harmonia. Então, eh, tem todo um de de uma certa maneira tem todo um dinamismo do universo, eh, que se dá por forças que interagem às vezes a antagônicas, né, e, e de uma certa maneira essas forças interagindo vão mobilizando e e abrindo possías novas, né? Então, mas tudo isso eh dentro de uma autorregulação que não foge na sua totalidade a essa harmonia, né? Então, eh, é o grande desafio da gente é como, eh, aceitar que a vida tem conflitos, vai ter momento de dificuldades, de, eh, dúvidas, mas sem perder essa harmonia da da importância de estar ligado ao

Então, eh, é o grande desafio da gente é como, eh, aceitar que a vida tem conflitos, vai ter momento de dificuldades, de, eh, dúvidas, mas sem perder essa harmonia da da importância de estar ligado ao pensamento divino. E aí quando ela traz esses três inimigos, realmente eu falar, não, quando a gente tá tocando nesses pontos, nessas realidades, eh, a gente não tá falando de um simples conflito ou de um de uma questão que nos desafia e que pode, de uma certa maneira gerar em algum momento algum tipo de desorientação ou confusão. Tô falando de processos que destabilizam um nível mais profundo, ou seja, a estrutura da alma, né, mexe no nosso campo a de harmonia interna, aonde perdendo essa harmonia eh começa um desarranjo perigoso, porque eh a as estruturas que mantém a nossa capacidade de gerenciar, de dialogar com a vida, começa a ser eh prejudicado. Então, eh, ela tá falando de um nível de de processo que rompe mesmo com com eh uma capacidade do que representa a nossa autoimagem de se reconhecer capaz e e com recursos de lidar com a realidade, né? E de alguma forma, né, Gelson, nós estamos falando de dimensões parece que tensionam a alma num ponto de separatividade, né, de desequilíbrio, né, de aturdimento. E daqui a pouco vão adentrar quais são esses três inimigos, mas são processos que se dão na interioridade da alma, mas com suas particularidades, mas que evocam muito uma ideia disruptiva de como se a gente pensa na ideia de levar a um fracasso, por exemplo, né? É como se a vida ou o significado da vida estivesse acontecendo em uma perspectiva que leva a sofrimento, a mais desequilíbrio, a problemas. E interessante ela destacar esses três eh inimigos eh como adversários. E a imagem do adversário ou do inimigo na simbologia evangélica é sempre alguém que adentra a história ou a parábola num processo de tirar vida, tirar as coisas, tomar, provocar separação e levar processo de ruína. Então, não traz a unidade, não traz o processo que consolida, que agrega, que qualifica no sentido positivo. Então,

de tirar vida, tirar as coisas, tomar, provocar separação e levar processo de ruína. Então, não traz a unidade, não traz o processo que consolida, que agrega, que qualifica no sentido positivo. Então, temos até uma dimensão de representação de como isso não só desarvora a integridade da alma, né, mas também que leva a processos sérios dos campos relacionais, né? É interessante que quando ela apresenta no texto inicial, ela ela ela dá três nomes, né? Depois dá outros três nomes que se equivalem, né? Então, ela tá iniciando assim a introdução do do capítulo dizendo, né, que que dentro desse campo harmônico, né, da qual a gente tá saudado, o amor, a gente vai encontrar nos caminhos que a gente percorre como no como desafio paraa evolução, eh, eh, questões, problemas, eh movimentos, os fenômenos que se que nos desgastam, ela fala, né? Tem que situações que são desgastantes realmente, que esse trabalho da alma envolve muitas vezes superação e desafios delicados, né? Tudo bem? E aí que ela inicia, né, do cuidado que isso tudo não chegue numa dimensão que possa me colocar em jogo, em questão a mim mesmo. E ela fala então que quando isso acontece, tu para de crescer, tu fica intoxicado e tu pode enloquecer. Então, olha só, realmente a gravidade quando a a Malúci eh reforça, né, essas questões de do perigosamente, né, no coração, na mente, né, que ela fala de coisas que são cruéis, né, elementos cruéis, realmente tá falando de de elementos que têm um um significado importante do ponto de vista desse processo de desestabilizar realmente a alma. nas suas bases, né? E ela fala então do do desalento, da mágoa e da violência, que então o desalento depois ela vai falar da depressão, a mágoa ela vai falar do ressentimento e a violência ela vai ver da vai falar da exaltação. São três elementos que ela tá chamando atenção do quanto isso isso são processos perigosos para todos nós. Fiquei pensando, né? Quem aqui não sente desalento ou se sente desalentado, quem não tem mágoas, né, e não se coloca e e

tá chamando atenção do quanto isso isso são processos perigosos para todos nós. Fiquei pensando, né? Quem aqui não sente desalento ou se sente desalentado, quem não tem mágoas, né, e não se coloca e e e enfrenta questões que envolvem violência ou impulsos agressivos que vêm da gente, né? E e é muito sério isso que ela tá dizendo, porque daí ela diz logo adiante ali do que você tava lendo, Gelson, a conduta recomendada é a que se deriva da vigilância que se mantém atenta aos primeiros sinais do desajuste, logo restabelecendo o ritmo da ação. Então isso me tocou muito aqui, o quanto às vezes a gente é desatento ao início de alguma coisa, a gente, né? Então tá, eu vou ficando, tá? Tô desalentado, mas tudo bem, a vida que segue, mas segue. Já fiquei pensando o que que tem em comum entre essas três questões, né? O desalento, amo e violência, porque pensando que são processos realmente que eh dão uma parada na vida da gente, impede o fluxo, né? E aí ela vai dizer que acontece uma coisa gravíssima depois, porque são estados muito difíceis, né, da gente, como ela vai dizer, só com muito esforço. Depois que isso se instala, é que a gente consegue sair disso. Então, eh, e eu fiquei pensando nesses desalentos, né? Quantas tristezas que a gente vai cultivando, às vezes não consegue trabalhar aquilo que tá nos movendo. Às vezes a nossa postura um pouco pessimista em relação às coisas, né? Um um um tom muito negativista em relação à vida e a gente não se dá conta que aquilo ali tá fermentando, aquilo tá indo, pode ir para um lugar muito difícil da gente sair depois. Eu acho que é nesse sentido que eu senti assim que ela chama de inimigos. Olha, a gente tem que identificar isso no início, que depois tem tratamento, tem, mas aí já houve uma série, né, de de desdobramentos em relação a isso, que se a gente tivesse uma certa tensão antes, né, poderia ser eh evitado, porque em algum momento ela fala de vacina. Eu fiquei pensando na na nessa ideia de evitar, né, a gente toma vacina para

sso, que se a gente tivesse uma certa tensão antes, né, poderia ser eh evitado, porque em algum momento ela fala de vacina. Eu fiquei pensando na na nessa ideia de evitar, né, a gente toma vacina para fortalecer o nosso sistema imunológico para evitar que algo mais grave, não é que não vá acontecer, né, não é porque a gente tá vacinado, que não vai ter, mas a gente fica mais protegido, né? Então eu achei muito, muito, profundo ela trazer três inimigos que fazem parte da nossa do, não sei se do nosso cotidiano, mas que estão muito próximos de de qualquer experiência humana, né? >> Uhum. Muito bom. E eu lembrei, sabe quanto tu falava, querida, que na parábola, né, do joio e o trigo, né, é interessante que o momento em que depois de haver a semeadura da boa semente, né, o homem dorme. Esse adormecimento, esse entorpecimento é o que permite simbolicamente a chegada do inimigo e a semeadura do joio. E é interessante, então assim, em em momentos em que nós menos esperamos, algo também pode estar ali germinando sem que nós conscientemente percebamos. Então, a ideia de que a gente precisa entender de que estarmos atentos a esse processos e Joana tá destacando isso, estejam atentos a si mesmos, né? Prestem atenção a si próprios, no que tá acontecendo dentro de vocês, naquilo que vocês estão sentindo, porque eu vejo muitos corações, inclusive o nosso aqui, às vezes a gente tá tentando entender o que tá se processando e nós damos um nome para isso. Ah, tô chateado. Eu só tô chateado, logo passa. Aí de repente você percebe que aquilo não tá passando. Aí eu tô sentindo, na verdade é muita raiva. Ah, mas eu não posso sentir raiva assim. Tem que superar isso. E às vezes essa conotação de não compreensão e de fato uma avaliação honesta do que esses processos estão se dando dentro de nós levam a cadeia as outras em que a alma seria tomada em processos muito difíceis. E gosto quando Joana fala da ideia de assim que ela qualifica a depressão, associa o desalento, mágoas ou ressentimento e a violência,

as outras em que a alma seria tomada em processos muito difíceis. E gosto quando Joana fala da ideia de assim que ela qualifica a depressão, associa o desalento, mágoas ou ressentimento e a violência, né, a esse a essa exaltação muitas vezes toma conta do divído ou das massas. Então, a ideia da vigilância, que é uma palavra muito querida no evangelho, reaparece aqui também como uma necessidade do nosso desenvolvimento de consciência para que a gente esteja atento a esses sinais primeiros, porque aquela história, né, como na parábola do joio do trigo, depois que enraizou, começou a se desenvolver, eh, ele pergunta para um mestre, então a gente pode arrancar? Não espera, deixa que as coisas estejam mais diferenciadas para que você às vezes não destrua ou afete processos que possam ser positivos nesse momento, né? Então, eh, vigilância e atenção, né? >> É interessante. Queria juntar e a tua fala com a fala da Marlci, Thaago, quando ela fala do da do da da vacina, né? e aqui pelo sistema imunológico, porque essa vigilância não não não impede da gente ser eh afetado pelas situações da vida, né? Então, como na na vacina, na vacina o corpo ele é apresentado, né, a um vírus num grau, né, num num princípio não eh não muito forte, intenso. O corpo procur reconhecer, olha, isso aqui não é legal para mim, então eu vou criar recursos, eu reconheço e aí o meológico cria uma vigilância. aonde ele discrimina e pode reconhecer quando alguma coisa está errada, né? Então ela fala aí, né, da questão da sintonia com pensamento universal divino, né, a confiança em Deus, né, e aprender com o tempo. Então, essa questão da vigilância, né, ela envolve tudo isso, me parece, né? A vigilança envolve realmente o meu compromisso com a proposta divina, né, naquilo que eu sou da minha natureza, né? Ah, e a então essa confiança em Deus, poder com um tempo ir reconhecendo justamente, né, essas esses elementos que podem ser perigosos para que o seu imunológico possa interagir e criar e criar realmente uma defesa, porque o pior

em Deus, poder com um tempo ir reconhecendo justamente, né, essas esses elementos que podem ser perigosos para que o seu imunológico possa interagir e criar e criar realmente uma defesa, porque o pior problema realmente, como a Marus falou lá antes, é se eu e tu falou agora, se eu durmo, né, na na palavra do se eu durmo ou se eu se eu não consigo eh ter de prontidão uma atitude adequada. Eh, isso acontece realmente na doença, né? Quando tu tá gripado, se tu percebe sinal de gripe e tu consegue buscar fortalecer teu imunológico, tu aborta o processo, tu consegue ter força. Agora, se tu não cuida e a e a coisa se instala, depois que instalada, é muito mais difícil de, né? E se seu tá realmente afetado, isso pode te levar ao óbito, né? Porque isso danificou tanto a tua estrutura que não tem mais recurso eh suficiente para fazer frente àele processo que te invadiu e desestabilizou a tua a tua identidade, né? Porqueó tá reforçando a minha aquilo que eu sou, né? Ele então eh me parece aí, né? que que quando ela ela começa a alertar para esses três elementos, né? A depressão como essa esse desalento, como a forma de desistir, de se perder, de desacreditar, né? O ressentimento, né? Tomado, intoxicado de mágoa e preso, né? esse passado infeliz, a questão da da exaltação que h de maneira impulsiva e violenta. Isso realmente é uma um caminho de se perder, de se uma gente se perder de nós mesmos e aí comprometer todo o nosso sistema psíquico, espiritual em função disso. E ela fala aqui, né, que é tão sério isso, que até sentimentos enobrecidos, capacidades invulgares de lutas, espíritos corajosos, quando por eles alcançados tombam, deixando escombros onde antes operavam com alegria. Então isso fala de uma realidade que todos estamos sujeitos, né? E essa vigilância que você estava falando, porque uma das questões que mais me tocou é mais adiante ali, vou ler só mais uma frase, né? Quando ela diz assim, ó, sutis ou violentos utilizam-se de façanhas perversas e alojam-se perigosamente no coração e na

as questões que mais me tocou é mais adiante ali, vou ler só mais uma frase, né? Quando ela diz assim, ó, sutis ou violentos utilizam-se de façanhas perversas e alojam-se perigosamente no coração e na mente, engendrando estados de turbação, de raciocínio e de desinteresse pela vida. Em muitos momentos a Joana fala, né, que essa indiferença em relação às coisas é terrível, né, e é terrível a gente perder o interesse pela vida, pelo pelos, né, pelo que nos nos conecta aqui, né? Então, realmente pode comprometer muito todo um projeto, né, que é pensado antes da gente reencarnar. E e aí eu fico pensando assim nessa questão que o Thigo levantou, né, e que tem a ver agora com essa metáfora que o Gelson aprofundou tão tão bonito do sistema imunológico, eh, da nossa dificuldade mesmo de lidar com aquilo que que tá dentro de nós, né, de reconhecer mesmo os nossos sentimentos e se relacionar. Não é só reconhecer, é se relacionar mesmo, né? Porque é como tu tava dizendo, às vezes tem coisas que a gente vai achando que, ah, não vou dar bola e vai botando num cantinho ali e aquilo vai tomando uma proporção que daqui a pouco eu já não já já me perdi daquilo, né? Então, eh me chamou muita atenção assim essa essa questão, né, de que mesmo pessoas que que em tese estão mais preparadas, elas também podem estar sujeitas a isso, né? Tem uma tem um ponto que me chama atenção, quando a gente pensa nesses três, né, depressão, ressentimento e exaltação, eles de alguma forma atingem com uma cor muito particular o ego. Tem algo muito relacionado a como que o ego tá manifesto nesses processos e reagindo a essas questões. Então, tem uma passagem conhecida da história da vida do Chico, me chama atenção, acredito que vocês já conhecem, mas quero compartilhar aqui, que é quando ele teria recebido uma psicografia de um filho de uma senhora. Esse rapaz já havia falecido e que parece que quando ela lê a psicografia ou não sei se ela chegou na casa espírita exigindo um passe, ela cuspiu no rosto do Chico

cografia de um filho de uma senhora. Esse rapaz já havia falecido e que parece que quando ela lê a psicografia ou não sei se ela chegou na casa espírita exigindo um passe, ela cuspiu no rosto do Chico e pediu que ele desse passe nela. E naquele momento, depois de limpar o rosto, ele foi pra cabine e ele não conseguia se concentrar por conta do que tinha acontecido com ele. Eu diz assim: "Eu entendo que você tem razão, mas essa senhora tem uma necessidade. Então, em algum momento, quando nós cedemos num movimento egóico reativo, pensando particularmente no campo do ressentimento e da exaltação, a gente traz um outro que possa estar envolvido, uma circunstância e a gente parece que elabora melhor isso como forma de não dar o ímpeto ao nosso ego. e o Chico conseguiu dar o passe nela verdadeiramente. Então é uma espécie de um deslocamento em que a gente talvez desanovir um pouco o fluxo que o ego tem reativo para que ele se descentre um pouco de si próprio nesse movimento e consiga agregar uma reflexão que impede ou atenua a forma como eh a gente reage à vida. mais equilíbrio. É isso que a João tá trazendo isso. A vida tem uma harmonia e um equilíbrio, então do qual é difícil paraa alma encontrar isso. No próprio início do texto, quando ela comenta, né, que é indispensável essa sintonia, eh, mesmo diante das situações difíceis, né? Esse é um grande desafio da vida. Como conseguir manter o equilíbrio ou uma pacificidade mínima para que a gente não repita padrões associados às questões relacionadas, então, à depressão ou estados de desalento ou a mágoa e a própria violência. É uma é um convite e é difícil. É para nós estamos aqui, né? E para quem tá nos ouvindo, nós sabemos que viver é difícil, amigos, mas temos que tentar. Isso me lembro outra outra passagem, Thago do Divaldo, daí que ele tá passando uma prova muito séria, uma das pior que me passou, justamente eh diante do do trabalho, do empenho, da indicação, ele acaba sendo injustiçado, né, por maledicência, uma série de de

que ele tá passando uma prova muito séria, uma das pior que me passou, justamente eh diante do do trabalho, do empenho, da indicação, ele acaba sendo injustiçado, né, por maledicência, uma série de de julgamentos e condenações que acabam ferindo o coração dele, né, deficiente injustiçado, né? E ele cai, né, num estado também de desalento e Joana aparece para ele, né, e explica, né, que ele tá dando mais valor para as pessoas do que paraa obra divina e pergunta se aquilo tinha razão de ser, né, e ele falou que não. Então, por que que tu tá tão envolvido, né, com embuído com essas questões dos outros, né? E é dela, ela fal da importância dele não não se deixar levar, né, e focar naquilo que importa em relação ao projeto dele. Então, realmente esse ego, né, a gente quer ser amado, a gente quer ser compreendido, a gente quer tem a gente injustiçado, né? a gente também se sente muitas vezes assim eh dolorido, né, pela pela incompreensão do mundo. Então, e essas questões que realmente acabam sendo fatores importantes que mexem com a nossa estrutura. E aí que a Jona fala da da da da da transcender, né? É um uma oportunidade abençoada, né? Apesar de difícil de transcender realmente essa dimensão transitória do ego e das particularidades infelizes e focar, como ela coloca aqui, né, no pensamento universal, né, e e na confiança em Deus, né? E ela fala do uso da oração, da meditação e da disciplina como elementos essenciais para tu poder realmente conseguir te manter centrado e fazer frente a esses desafios da vida. E com isso a gente chega a um ponto que a gente trabalha assim, né, que a Joana trabalha ao longo de toda a série, que a gente fala muito aqui, que é qual é o sentido maior da gente tá aqui, né, que quando a gente fica muito focado nessa perspectiva egoica, né, já tavas colocando, às vezes a gente perde o referencial maior, né, e e eu fico pensando que fiquei com a imagem ali do desalento, né, de um desalento que depois vira, que pode virar uma depressão, né? às vezes a nossa própria forma assim

erde o referencial maior, né, e e eu fico pensando que fiquei com a imagem ali do desalento, né, de um desalento que depois vira, que pode virar uma depressão, né? às vezes a nossa própria forma assim automática de tá na vida, né? uma rotina às vezes muito desgastante, uma vida assim com pouca reflexão, com pouco contato, né, interno ou vinculado a esse pensamento divino. Isso vai gerando, fico pensando às vezes até, né, que a gente pode até ter um sistema hoje de vida bastante adoecedor e que vai levando esses desalentos, porque é tudo muito pautado realmente nessas eh realizações externas, né? E isso pode gerar depois o que ela vai falar ali do fracasso, né? Então, hã, como é importante essa essa questão, né, da gente sempre lembrar, né, tá, mas o que que eu tô fazendo aqui, né? Tem um sentido maior, senão é muito é muito fácil a gente perder o interesse pelas coisas e entrar nesse lugar complicadíssimo de desinteresse da vida, né? Eu acho que isso é que é e que a gente vê como sintoma hoje no jeito que a gente tá vivendo na nossa sociedade, né? >> E aí eu fico pensando assim, Marus, queria também ver que o Thiago pensa sobre isso. Eh, a gente pode ver cada um desses três elementos, né? o o desalento ou depressão, o ressentimento, a mágoa, a exaltação ou a violência como formas diferentes de reagir à mesma coisa. A gente pode pensar que cada um tem um núcleo diferente, gerador de de desse tipo de resposta, ou o núcleo que causador pode ser o mesmo, mas a resposta depende da natureza de cada um. >> Interessantíssima pergunta, né? como eventos similares ou eventos aparentemente iguais incidem sobre cada um de nós e o que isso desperta em nós, que tipo de reação isso evoca de nós. Às vezes eu tendo a pensar na segunda opção, Gelson, pensando aqui um pouco na algumas pessoas que conheço, em especial trabalhando com adolescentes, vejo que às vezes falar sobre certas questões deflagam reações muito diferenciadas sobre temas parecidos. Então, talvez estejamos falando, né, da

que conheço, em especial trabalhando com adolescentes, vejo que às vezes falar sobre certas questões deflagam reações muito diferenciadas sobre temas parecidos. Então, talvez estejamos falando, né, da maneira como, eh, a alma, né, em si, eh, qualifica, como ela apreende, como ela interpreta e como ela pode reagir a esses estados, né? Então, eu pensei assim, e você, Marú, que que tu acha? >> É muito interessante essa provocação do Gelson, né? Porque ela ela fala aqui, eu também tendo a pensar, né, que cada um de nós eh pode reagir de uma forma diferente. Ela fala aqui das pessoas que têm temperamentos de constituição mais delicada, que caem em depressão, né? Mas aí eu fico pensando também que a pessoa que reage com violência, ela também tem pouco recurso, né? Ela não consegue achar um outro jeito de resolver aquilo do que ir pela violência, né? Então, h, talvez o que esteja em comum, né, Gelso, seja realmente a incapacidade de achar um outro caminho num primeiro momento, né, de achar uma solução assim, né? >> Uhum. É, porque eu fiquei pensando, né, que que do que essas coisas, né, esses estados de alma, né, perturbadores, perturbados, refletem elementos da nossa natureza. né? Então, acho que são uma boa oportunidade da gente poder se perceber e e gerar consciência de um jeito de funcionar e de lidar com a vida. Eh, eu tento pensar também que seja essa segunda opção, né, que cada um tem uma natureza e a nossa natureza reage de acordo com os elementos e o grau de consciência que cada um tem, né? Então, né? Ou seja, eu vou usar os meus recursos, eu não posso usar e eu sou aquilo que eu sou, né? Porque eu fiquei pensando que cada um deles, né, é uma forma, uma variação de um certo padrão que pode ser em algum grau associado um ao outro. Porque quando ela vai falar da da dos recursos para superar isso, né? E e a depressão, ela fala que usa a vacina da coragem pela prece, né? O pelo para o ressentimento, o raciocínio lúcido mediante o amor que não espera nada. E para a exaltação

os para superar isso, né? E e a depressão, ela fala que usa a vacina da coragem pela prece, né? O pelo para o ressentimento, o raciocínio lúcido mediante o amor que não espera nada. E para a exaltação refrigério da meditação que recompõe as energias, a recompõe as energias. Então, se a gente for aprofundar e se atentar melhor a a isso que a Jana tá tá dizendo, são todos processos onde tu tem que parar e quebrar, né, e eh essa essa forma de de lidar através de um campo de reflexão e de elaboração, seja meditação, seja o raciocínio lúcido, seja a prece, né? Então são estratégias de para e reavalia, né? Então, de uma certa maneira, o nós temos uma cegueira espiritual que a gente não consegue digerir aquela realidade e damos uma resposta conforme a nossa natureza. o depressivo. A resposta me parece é: "Então eu desisto de brincar, né? tá difícil, eu fui injuriado, eu fui fiquei decepcionado, eu ou eu não me acredito, então eu me recolho, eu regro, né, na e aí eu me coloco nesse lugar de, né, de realmente de de existência no ressentimento, na mágoa, eu não desisto, eu fico preso lá na dor, né? Ah, não. O pessoa disse aquela coisa, olha só como ela pode dizer aquilo, né? E aí é que é a questão do amor, né? Ele me me infringiu em mim uma um uma uma atitude que me doeu, né? Não me reconheceu, não me valorizou e eu fico na dor do desprezo ou da injustiça e não largo, né, o o osso, né? E eu fico no ressentimento, né, revivendo aquilo, né, para como uma forma de tentar elaborar, mas não elaboro. Sou sendo, sou cada vez mais envenenado com a fantasia do desamor. E no outro eu eu faço que nem Pedro, né? Eu pego a espada e salto na frente, né, na exaltação, né, eu reajo, eu sou reativo de maneira a a a trazer minha agressividade e ter um descontrole, né, uma impulsividade, né, uma certa inflação e, né, porque a exaltação tem muito a ver também com a raiva, com uma certa eh reação, né, de de cólera, né? Então eu eu eu reajo, né? Então são todas formas de lidar com a vida, mas que me faz me perder da do meu eixo,

ltação tem muito a ver também com a raiva, com uma certa eh reação, né, de de cólera, né? Então eu eu eu reajo, né? Então são todas formas de lidar com a vida, mas que me faz me perder da do meu eixo, né? dessa harmonia, dessa capacidade de suportar, de conter, de elaborar e me manter em condições dessa lucidez ou dessa confiança em mim ou confiança na vida ou de uma certa maneira eh de poder eh acreditar na lógica da vida que tudo encontra um caminho, né? >> Sim. E é interessante que me recordo eh quantas vezes a gente recebe almas estão já desencarnadas e que trazem as suas histórias, né, pela psicofonia nas casas espíritas, para um atendimento de cuidado, de atenção. E a gente vê essas almas desvalidas, né, entregues a estados, né, de desalento, estados de falta de esperança. Não dou conta, não vejo capacidade que e a depressão é isso, né? O Teandre Solomon, no livro dele fala sobre isso, nesse lugar profundo que há muitas vezes se lança e é difícil, né? E ao mesmo tempo eu penso muito desse dessas almas que chegam quando foram feridas seus sentimentos, quando foram traídas ou se sentiram traídas, né, nos seus interesses e elas se ressentem. E é interessante como isso é o que conecta e vincula, né? E eu tenho razão. Eu tenho razão. Eu quero justiça. Eu quero justiça. E interessante como uma estratégia que eu lembro era sim, você tem razão, porque se você se sentiu ferido, há uma razão para você tá assim. Mas perceba o quanto isso desgastou você, o quanto isso consumiu sua vida, né? Onde é que estão os seus amores? Onde é que estão os interesses? Onde tá a sua saúde? E aí são panoramas novos para trazer essas almas de volta com perspectiva de recomeço, né? Mas elas têm que ser validadas no sentido de acolhidas naquilo que trazem, né? Porque de alguma forma mesmo que egoicamente se sentirem injustiçadas, feridas, né? Então é um grande desafio, né? >> Aí eu queria trazer as imagens lindas que a Joana traz e que me tocou, né? do que ela diz. A depressão, ela é semelhante à noite inopinada em pleno

adas, feridas, né? Então é um grande desafio, né? >> Aí eu queria trazer as imagens lindas que a Joana traz e que me tocou, né? do que ela diz. A depressão, ela é semelhante à noite inopinada em pleno dia. Eu fui procurar o que era inopinado. É inesperada, súbita. Então, a depressão é uma noite súbita em pleno dia. Estamos aqui maravilhosos daqui a pouco, aqueles dias que dá tormenta, que a gente fica com medo quando o escurece. Para mim me veio isso aqui. E é nuvem ameaçadora que cobre o sol. né? Tolda o sol é tóxico que envenena lentamente as mais belas florações do ser. Então, olha só, tem algo já florescendo ali, mas é envenenado e não nasce mais. Então, eu achei muito muito linda essas imagens assim significativas, porque realmente eu me lembrei desses desses dias, né? Nós aqui no sul tivemos muitas chuvas, né? Então aquele sol bonito e daqui a pouco vem aquelas nuvens negras. E a gente fica, né, assim, sobressaltado. E o ressentimento, ela diz, é parecido com o mofo, que faz apodrecer o sustentáculo onde se apoia. Aí vou pedir a licença poética porque eu recentemente passei por uma experiência de mofo da minha casa, num como da minha casa. E é terrível o mofo, gente, porque a gente vai lá, se a gente não lida com ele adequadamente, se tu não sabe os produtos que tu tem que usar, quais as técnicas tem que fazer, ele vai impregnando e ele vai tomando uma um um lugar que a gente não consegue mais nem entrar no ambiente, né? Então tem que saber como tratar o mofo. A gente acha que é só passar um paninho molhadinho na parede, não funciona assim. chega um determinado momento que tem que saber o que fazer com ele, que eu acho que aí essa imagem do ressentimento, ela é linda, porque eu não sei o que fazer com aquilo que eu tô sentindo, com isso que a pessoa me fez, com a tristeza que eu tô, eu não tô achando no lugar e eu fico envolto daquilo e eu não trato adequadamente, quando eu vejo aquilo vai impregnar tudo. E daí é terrível isso, né? Então, eh, porque ela diz, né, utilizando-se de causas

tô achando no lugar e eu fico envolto daquilo e eu não trato adequadamente, quando eu vejo aquilo vai impregnar tudo. E daí é terrível isso, né? Então, eh, porque ela diz, né, utilizando-se de causas propiciatórias, tem o o o ponto ali de início, né, desenvolve-se, então vai se criar. Se eu não cuidar, ele se cria e invariavelmente alcança poder destruidor onde se fixa. E é isso mesmo, né? Tem coisas que às vezes a gente precisa descartar porque não tem mais o que fazer. Então, eh, bom, aí deixo a terceira para vocês aí da exaltação, porque >> pode falar, pode continuar, tá bonito. >> Na exaltação, ela fala dessa imagem, né? Então, vamos ver. A exaltação idêntica à faísca de eletricidade devoradora, atinge os nervos e produz relâmpagos de loucura com trovoadas carregadas de impropérios e rebeldias que estiolam os ideais da vida e despedaçam aqueles que lhes estombam nas malhas, né? Isso também quando ela traz aqui, né, que produz relâmpagos e essa eletricidade, eu presenciei uma cena de vir um raio e e destruir um gerador na rua e aí é aquele clarão e aí a a destrói ali, né? Fica todo mundo sem energia e tal. Então é uma coisa muito intensa que provoca um dano muito grande, né? E e essa exaltação, eu fiquei um tempo aqui, né, que eu acho que é esses momentos ali que estava trazendo, né, já de raiva, de que vem aquele impulso e e quando a gente vê, a gente toma uma decisão, toma uma atitude que depois pode gerar um um eh uma repercussão muito grande, né? Então, realmente são inimigos mesmo, né? Tô concordando com a Joana aqui com o título. >> É, e é interessante porque aqui ela tá falando da depressão, não como como quadro psiquiátrico, né? a depressão aqui como um estado, né, emocional de desalento. Mas se a gente for pegar o quadro psiquiátrico, né, com toda as os sintomas eh possíveis da depressão, todos esses elementos, desalento, ressentimento, exaltação, fazem parte da depressão. Ou seja, tudo leva a um processo degeneração psíquica que pode provocar um quadro depressivo grave, né? Porque

ão, todos esses elementos, desalento, ressentimento, exaltação, fazem parte da depressão. Ou seja, tudo leva a um processo degeneração psíquica que pode provocar um quadro depressivo grave, né? Porque na na depressão tem o desalento, na depressão tem a mágoa, ressentimento, tem muita raiva por trás muitas vezes, né, da depressão, raiva escondida, não trabalhada e tem muita e tem também muita alteração de humor. Mas carist da depressão é irritação, é é também, né, a humor, né, incômodo, né, irritativo, a pessoa, né, fica. Então, de uma certa forma, a gente podia pensar, né, que que que são facetas que podem promover um quadro muito sério do ponto de vista mental e psicológico, né, e e realmente invalidar o o a condição da pessoa de administrar a vida dela, dependendo do do grau que isso isso vai tomando, né, a a a dimensão interna. esse indivíduo, isso realmente gera processos muito graves do ponto de vista da saúde mental. Eh, tem um trechinho aqui que me lembrou esse trechinho quando ela diz assim: "Prosseguindo que a Luz estava explicando também e colocando também e os recursos salvadores, então para esses para essas paisagens, para esses cenários difíceis da alma, ela diz novamente, é oração, né, prosseguimento trabalho e o amor desereçado e incessante. A oração, nós já tivemos uma oportunidade de de estudar, né, em uma emissões nessa mesma obra, a força e a conexão direta com o divino e air forças, né, que nos ajudam a suportar os elementos difíceis, né, prosseguir no trabalho, isso é manter a alma em movimento, vinculado aquilo que tem sentido e valor na vida. E muitas vezes a gente cansada a gente abdica desse processo, né, desses processos, dessas atividades. E o amor desinteressado, e isso é difícil, né? Como viver o amor na vida sem não esperá-lo de volta. Nós ainda somos muito infantis nesse processo. De alguma forma aparece a nossa não me agradeceu. Poxa, eu levei, eu levei pra janta, eu levei as minhas mais gostosas rabanadas e ninguém comeu, né? Eu fiz isso pela

os muito infantis nesse processo. De alguma forma aparece a nossa não me agradeceu. Poxa, eu levei, eu levei pra janta, eu levei as minhas mais gostosas rabanadas e ninguém comeu, né? Eu fiz isso pela pessoa, ela nem me agradeceu. H, o interesse ainda, algo que se espera nesse processo. Eu lembrei na obra Paulo Estev no momento em que Paulo tá no deserto com aquele casal Aquila e Prisca e estão conversando sobre as lições do evangelho. E aí o Áila explica. Paulo passou no fim do casal conversando sobre as lições que havam aprendidos com Pedro. E ele fala assim: "Muitas vezes, para esclarecer nosso espírito fraco no perdão, Pedro nos ensinava a considerar um implacável rabino. Tá se referindo a a Saulo, que tá ali anônimo, né? >> Uhum. >> Considerar esse implacável rabino como a de um irmão que as violências obscureciam. Tá falando das exaltações, das exaltações dele, né? Que levou é o sofrimento de muitas almas. inclusive Estevam para que nós eh para que os nossos ressentimentos mais vivos se desfizessem. Historia o seu passado. Isto é, a história do rabino de Paulo, dizendo que também ele por ignorância, desculpa, Pedro ao se referenciando, eu também neguei Jesus três vezes, né? e salient salientava as nossas fraquezas humanas, induzindo-nos induzia-nos a melhor compreensão sobre as nossas vidas. Certo dia, chegou a declarar que toda a perseguição de Saulo era útil, porque as nos levava a pensar em nossas próprias misérias, a fim de estarmos vigilantes nas responsabilidades com Jesus. Isto é, os aguilhões das experiências revelam as nossas fragilidades dentro de alma que têm que ser melhor qualificadas. temos que nos fortalecer e para que a gente sustente as nossas responsabilidades. Acho que é uma passagem interessante sobre esse lugar da gente ter muito cuidado da maneira como a gente se relaciona com as intercorrências que nos fazem reativos. Ou às vezes a gente abandona, a gente desiste, a gente descrê quando na verdade a vida tá nos chamando, não, vamos lá, continue. Vamos

gente se relaciona com as intercorrências que nos fazem reativos. Ou às vezes a gente abandona, a gente desiste, a gente descrê quando na verdade a vida tá nos chamando, não, vamos lá, continue. Vamos tentar mais uma vez, prossiga, né? >> Uhum. E essa figura do Saulo, né, doutor da lei, exaltado, né, que testa, né, os os cristãos, né, que provoca esse eh esse exercício de poder sustentar, né, a sua fé e dar seu exemplo. É o que ela vai falar mais embaixo, né? Olha, gente, que vocês esperem da terra, né? Então, o cristão decidido, diz ela, né? É óbvio que vai enfrentar uma série de dificuldades, né? Porque o mundo é um mundo onde a crueldade, ela coloca aqui, né, que busca aplausos de uma maneira eh superficial, insensata, num culto, a as vaidades, né, de um de uma de uma corrupção, dos interesses mesquinhos da vida. onde o egoísmo e orgulho ainda tingem a nossa paisagem de maneira muito marcante. Então, não dá para esperar compreensão, não dá para esperar, né, facilidade, não dá para esperar eh estímulos positivos. a gente tá realmente numa condição de luta. E ela muitas vezes na obra dela vai falar da coragem e da luta, que a vida é luta, que nós temos que aprender a lutar, aprender a enfrentar e não ficar se condoendo, se justificando ou reclamando, até porque tudo tá na medida da nossa força e daquilo que a gente necessita, porque na obra divina não há injustiça, né? Então, se se a gente sabe que não há injustiça e que a vida se configura no lugar certo, na real, na dentro dos dos elementos certo que de uma certa forma eh me asseguram a o meu aprendizado. Então, que a gente possa recolher e eh essas experiências de maneira positiva, né, e não ceder, né, a essas provocações que tangenciam e muitas vezes tocam também na nossa inferioridade, que a gente tá falando disso, na verdade, né? E esses inimigos que a Jana tá falando aqui não são os de fora, né? São os de dentro que são os piores, são os mais desafiantes. Os de fora estão ali, vão e vem e passam, né? Mas esse a

a verdade, né? E esses inimigos que a Jana tá falando aqui não são os de fora, né? São os de dentro que são os piores, são os mais desafiantes. Os de fora estão ali, vão e vem e passam, né? Mas esse a gente tem que conviver e suportar ele dentro da gente. Esse que é o grande desafio. >> E aí, que bonita essa imagem do Paulo, né? que aquele homem exaltado, então que daí me veio duas imagens de exaltação, aquele homem exaltado vai pro deserto, ele fica lá 3 anos tendo que consumir esse fogo todo, né, nesse sentido de reagir daquela maneira eh intempestiva, agressiva. E e aí eu me lembrei depois quando ele diz, né, quando sou fraco, então é que sou forte. Daí ele exalta, ele exalta daí o divino, né? Então é é toda essa esse trabalho, né, de dobrar essa instância mais ligada realmente ao ego, ao orgulho, né, ao que a gente quer para que o para que o divino possa ser exaltado mesmo e não nós, né, nessa exaltação aqui como relâmpago que pode destruir, né? Achei bonito isso, né? Essa metáfora do deserto, desse trabalho paciencioso que a gente tem que ter. nós não vamos, nós não mudamos essas coisas de uma hora para outra, né? E que ela fala, né, que esses adversários eles acabam eh também trabalhando contra a paz. E esses dias eu tava lendo um texto da Joana que ela diz que a paciência é a ciência da paz, né? Então pra gente trabalhar a a paz, né? A gente precisa dar paciência, né? Então para trabalhar essas coisas, nossas frustrações, né? tá nesse mundo que a gente tá vivendo, tava falando, né? Já precisa ter muita paciência conosco mesmo, inclusive, né? Então, a gente não sai de um estado pro outro sem passar um tempinho no deserto, né? Que é esse momento de paciência aí, de tecer muito, né, Thaago? É interessante que a Joana nesse texto mais uma vez mostra, né, quanto ela é lúcida em relação ao diagnóstico dos dramas contemporâneos, né, da vida contemporânea, da economia média espiritual no mundo, né? E ela diz assim: "É natural que a ganância, a soberba e a violência gracem

da em relação ao diagnóstico dos dramas contemporâneos, né, da vida contemporânea, da economia média espiritual no mundo, né? E ela diz assim: "É natural que a ganância, a soberba e a violência gracem dominadores, né? A fim que se preserve o status pó, né?" E a iniquidade do mundo leva pessoas, muitas vezes interessadas em injustiça, a se perderem e praticarem justiçamentos, né? >> Usar a mesma >> né? >> A mesma resposta negativa do mundo, né? em nome da >> acaba sumindo. E aí eu lembrei aqui o falou, lembrei para quem não conhece a obra A hora e a vez de Augusto Matrarga de Guimarães Rosa. É isso. E curiosamente é quase, eu até acredito que ele fez algo para inspirada na vida de Paulo, porque a história é muito parecida, é um homem violento, um jagunço e ele acredita aquilo é a verdade dele é um jagunço. Ele persegue, ele rouba as mulheres dos outros. Até que um dia a mulher dele foge com outro homem, a filha, vai embora. E aí ele acaba sendo indo atrás da mulher, ele acaba capturado por antigos agunços, quase perde a vida e ele é recolhido quase sem vida por um casal que leva ele para um outro lugar, ele é cuidado, tratado, ele começa a renovação daquele homem. E a partir da mensagem cristã, ele vai se reerguendo, vai ressignificando muita coisa até que o dado momento, ele tem que reencontrar essa verdade interior da violência. E ele se percebe que ele vai ter que agir não mais pela violência, mas por justiça para defender pessoas e vai ter que atuar para que essas pessoas não pereçam. E é interessante isso, né? ele vai perder a vida em nome de uma justiça, mas que antes era uma energia, uma agressividade que fomentava violência apenas pela violência. são as ressignificações. Então, se nós temos uma um desafio no campo da depressão ou no campo, né, das nossas exasperações, das nossas exaltações, das nossas violências que às vezes são tem que ser contidas pela nossa agressividade pela palavra, né, o nosso ressentimento de não levar desarão de ninguém, o nosso trabalho de trabalhar nessas

ções, das nossas violências que às vezes são tem que ser contidas pela nossa agressividade pela palavra, né, o nosso ressentimento de não levar desarão de ninguém, o nosso trabalho de trabalhar nessas dimensões fará que a vida, a Vamos ver se o Thago, se a Marl se o, né, se o Gelson estão de fato, estão preparados, estão cuidando disso. Aí vem alguém, vem uma situação para de fato expor essa questão e a gente vê em que lugar, em que degrau a gente tá nesse amadurecimento. Então não tem como fugir, tá em nós e cabe a gente trabalhar essas dimensões com a gente, né? >> Com certeza, né? E realmente ela vai ser bastante positiva na forma de colocar aqui, né? né? Como é que a gente pode querer justamente sair, né, encontrar um caminho repetindo os métodos e costumes dessa sociedade contemporânea, desse toda essa lógica, né, que tu trouxe, né, Thaago, né? Então, a gente tem que realmente encontrar um caminho que não é a lógica do mundo, que essa lógica heróica do ego inflado, eh, pautado no poder, né, na no controle, na na subjulgação do outro, na na resposta violenta, né? E então, a a o caminho tá em Cristo, né? Tá no evangelho, né? E e justamente tudo isso nos leva a a a ter que buscarmos, né, né, esse esse manancial maravilhoso que a gente tem que acreditar, mesmo que a gente já tá mesmo que a gente tá acostumado ao homem velho, né, que repete padrões e que parece que é mais fácil e parece que é o mais certo, porque o mundo faz assim, parece que funciona lá. Eu vou lá em mato, eu vou lá e em milho e parece que isso dá uma ênfase, puxa, né, de de de superação. E na verdade não, nada disso acontece. É uma armadilha que só reforça, né, cada vez mais a nossa sombra. E aí realmente a gente tem que realmente lutar contra esses inimigos internos que querem te fazer tu realmente paralisar e te perder desse desse eixo essencial que é realmente a luz do evangelho e da realização dos valores divinos que habitam em nosso coração, né? e conquistar realmente uma condição plena do ser. Então, o quanto, né, a gente

e eixo essencial que é realmente a luz do evangelho e da realização dos valores divinos que habitam em nosso coração, né? e conquistar realmente uma condição plena do ser. Então, o quanto, né, a gente precisa realmente eh trazer à tona essa lucidez que a Juna propõe, né, e se manter comprometidos com essa luz que nos guia, que é essa luz divina do nosso mestre maior. E aí ela termina com uma frase linda, né, dizendo: "Tem tento e vigia, mantendo-te jovial interiormente e tranquilo, considerando a honra de estares cumprindo um dever que rogaste e que atenderás sobre as bênçãos de Deus". Jovial interiormente, né, gente? Então, ela traz Joana fala muito de alegria, né, de leveza e tranquila, tranquilidade, né? independente, ela não tá, né, dizendo que não vai ter essas esses desafios. É, qual é a postura perante as coisas e como é difícil a gente ficar na nessa postura de tranquilidade, né? Eu acho que isso aqui é um é um grande desafio para nós aqui. >> Eh, mas eu acho que de uma certa maneira, né, eh, quando uma criança que vem e nos agride, né, do jeitinho dela, né, com um palavrão ou um tapinha, né, porque tá berrenta um animal à pra gente, aquilo não tem um significado para nós, né? a gente consegue contextualizar e dizer, puxa, eh, né, tem até uma certa, eh, eh, ã, não só uma compaixão, mas um certo forma de de de rir até da situação, né, e não pegar para si aquela história, porque a gente sabe que não faz sentido, né, e que não há um uma verdadeira intenção de nos agredir, a gente não sente ameaçado e e nem violentado. Então eu acho que é é isso. A gente reconhece que somos crianças espirituais e que na resposta do outro do outro a gente possa poder reconhecer, né? Tá? E e sair desse ego infantil nosso também e poder ter essa tranquilidade que ela fala. Alguma coisa mais, Thaago, para encerrar. Para encerrar, compartilhar que a linguagem da cruz ou do suportar a vida, manejar as dificuldades, acolher os sabores, né? Beber nessa taça diária das intercorrências

isa mais, Thaago, para encerrar. Para encerrar, compartilhar que a linguagem da cruz ou do suportar a vida, manejar as dificuldades, acolher os sabores, né? Beber nessa taça diária das intercorrências é a linguagem da cruz. E não diz assim, né? Mas essa mesma linguagem da cruz, ela é loucura para aqueles que permanecem em certas formas de viver as suas encarnações e que se malcomunam em problemas, repetem situações e muitas vezes terminam as mais belas florações do sentimento que precisa nascer para melhor se relacionar com essas mesmas novas experiências de físicas. Ele diz assim: "Estes dominam a muitos incapazes do próprio domínio, ajuntam tesouros que a imprudência desfaz e tecem fios escuros de paixões obsecantes em que sucumbem a maneira da aranha encarcerada nas próprias teias." Então, repetir essa mensagem diante da dificuldade da vida e que comumente reagimos. Esses três inimigos, eles são representações de fato de como a alma se interfõe ou ela se afirma perante a existência, mas que leva muitas vezes a mais dificuldades, mais desafios. Então, que a gente possa viver os nossos testemunhos, as nossas experiências. Eh, lembrando que se Jesus do seu martirológio foi da sua captura até a sua crucificação para os céus, né, e a alma se libertar desses processos, nós também temos a nossa própria crucificação diária, que a gente possa ressignificar o sentido dela para melhor vivermos com mais amor, mais justiça, mais pacificidade e mais perto de Deus, né? >> Com certeza. Muito bem, então são algumas reflexões desse texto maravilhoso e da qual já convidamos pro próximo capítulo, capítulo oito, diante da luta, né? Então, agradece a todos que nos acompanham nesse estudo abençoado que a prefeitura nos possibilita e então possamos contar com todos pra gente poder continuar esse estudo então no próximo encontro, o capítulo oito, diante da luta. Obrigado, Marlúci. Thaago, um abraço a todos e até a próxima. Então,

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