T8:E17 • Desperte e seja feliz • Técnicas de reabilitação

Mansão do Caminho 28/08/2025 (há 7 meses) 1:01:45 106 visualizações

No décimo sétimo episódio, Gelson Roberto, Tiago Rizzotto e Marluce Renz analisam o capítulo 17 de Desperte e Seja Feliz, intitulado "Técnicas de reabilitação". Um estudo sobre métodos e abordagens para a transformação interior e o resgate do equilíbrio emocional e espiritual. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #despertardaconsciencia

Transcrição

Queridos amigos, mais uma vez muito bem-vindos ao nosso encontro no estudo da té psicológica Joana deângeles nesse momento precioso onde podemos refletir um pouquinho mais sobre o material que ela nos oferece. Hoje conosco a Marlúcio Thaago para trabalharmos capítulo 17. técnicas de reabilitação. Então, é um tema bastante prático, né? Ela vai nos dar vários elementos, né, desse trabalho da alma, né? É um trabalho incessante que é um trabalho de todos nós. E é interessante que ela eh começa a trazer a metáfora dos metais, né? metal que é gelado, que é duro. E para poder mudar esse trabalhado, precisa então da fornalha quente, né, ardendo para poder ser moldado conforme a necessidade, que não há mudança, né, tem esse trabalho. Então, mas também ela inicia eh trazendo essa imagem rica do quanto nós também na nossa dureza de coração, temos muitas vezes que enfrentar, né, essas fornalhas da vida para poder ser tocados profundamente e despertar alguma mudança em nossas vidas. Como é que isso vê isso, né, Thago e Malut? As damas primeiro, Thago. >> As amigas primeiro. >> As amigas. Tá bom. Pois é, eu achei muito linda essa metáfora aqui dos dos metais, das gemas preciosas, do barro, né? desses processos de transformação de algo bruto que tá ali e pela ação do homem, aquilo vai sendo transformado em algo de valor, né? Então, me lembrei muito do Yong quando ele fala do nosso processo de desenvolvimento psicológico, né? Ele diz, "É esse trabalho contra a natureza, né?" Então, que implica nesse esforço, né? onde o metal entra ali nesse fogo ardente para ser modelado. O homem vai lapidar aquela pedra bruta para poder extrair, né, e dar e dar visibilidade aquilo que já tá ali, né, esse barro que vai ser sovado, cozido, né, então para se transformar num objeto, em algo de valor. Então, eu achei muito interessante isso, porque a Joana trabalha ao longo de toda a série, né, eh, esse esforço que a gente faz o desenvolvimento no sentido de despertar aquilo que já tá em nós ali enquanto

eu achei muito interessante isso, porque a Joana trabalha ao longo de toda a série, né, eh, esse esforço que a gente faz o desenvolvimento no sentido de despertar aquilo que já tá em nós ali enquanto potencialidade, né? Então, eh, e aí ela vai trabalhar ao longo desse capítulo, né, como que a gente deve deveria assim, poderia olhar paraa enfermidade, paraa incompreensão, para coisas que são dolorosas, né? São esses processos assim difíceis. mas que no fundo eh trazem a capacidade de desvelar, de trazer algo muito rico que tá ali coberto, né? Eh, a gente pode dizer que a vida, por excelência é atrito, a vida é relação, é contato, é movimento, é construção, desconstrução, né, nesse movimento dialético e pensamos em reformulação, transubstanciação, então aparece, ela pega essas representações metafóricas que são processos da natureza. para de fato trazer elementos sobre verdades também que acontecem na interioridade da alma e também no movimento da vida em elaboração constante. Então, a constância, movimento, eh, atrito, necessidade deste movimento, eh, traz uma uma imagem muito representativa de que a vida ela precisa de coragem. Nós precisamos ter esse movimento, né, de de compreensão na sabedoria da natureza, elementos lívidos pelos quais está ali exposta as transubstanciações pelas quais também passam a alma. Eh, existe uma representação muito interessante que aparece em vários em vários eh eh textos de Emmanuel na Conção Evangélica, que é a a ideia do trigo, trigo macerado, o trigo em sofrimento para virar pão. E aí uma metáfora bonita em torno da alma, né, sendo esculpida, passando por esses processos que são às vezes desafiadores, mas que tem o seu sentido, tem sua utilidade e tem sua avalia nosso crescimento. interessante realmente que ela tá trazendo essa ideia de eh transformação, de transmutação, né, que é muito comum em várias eh filosofias, né? No ocidente tem alquimia, que também essa metáfora da transformação da matéria. E ela diz aqui, eu queria reforçar a questão do

ção, de transmutação, né, que é muito comum em várias eh filosofias, né? No ocidente tem alquimia, que também essa metáfora da transformação da matéria. E ela diz aqui, eu queria reforçar a questão do barco, ela diz para o barco para adquirir resistência na modelagem. eh e manter a forma necessita de eh de cozimento cuidadoso. Eh, então, a a na alquimia, né, eles têm essa ideia que quem dita o processo de transformação é a própria matéria, né? A matéria vai pedir o que ela precisa, se ela precisa do fogo, se ela precisa da água, o tempo da imersão para fazer uma lavagem da matéria, o tempo de cozimento da daquele metal, o tempo é que ele possa realmente ser aproveitado e aquele cozimento possa surtir o efeito necessário. Então, tem a matériapra e tem as as operações, né, que que são feitas para transformar essa matéria-pra. Então, de uma certa maneira, é isso que a J tá colocando, mas a gente vê assim o quanto para poder realmente fazer esse trabalho, né, de aproveitamento eh dessa ciência e essa arte da vida que tempera a alma. Nós somos temperados a todo momento, né, pelos embates da vida. Nós temos que conhecer a nossa matéria prima. É, eu tenho, tô tô fazendo agora a cerâmica já faz alguns meses e é muito interessante que a gente à quer apretar o barro ou mudar o barro de qualquer jeito e o barro dita, né, a sua forma adequada. Porque, por exemplo, se tu não so direitinho e não bate ele, fica a bolha. Se fica bolha, na hora de botar no forno, estoura e tu perde todo o trabalho que tu teve. Se tu eh dobra o barco que já tá um pouquinho mais firme de uma maneira descuidado, aquilo vai dar um uma microrrachadura, vai dar hora de também. A temperatura do forno também, dependendo do barro, né? O tempo de secagem também. que tem cá muito rápido o barro pode gerar pão. Eh, são vários elementos que entram em cena, então isso mostra o quanto a alma tem que tá atenta a se acompanhando esse processo. Não basta só o movimento da vida, na temperagem, dos processos internos. E aí ela usa o título t de

entram em cena, então isso mostra o quanto a alma tem que tá atenta a se acompanhando esse processo. Não basta só o movimento da vida, na temperagem, dos processos internos. E aí ela usa o título t de reabilitação, que também achei muito interessante. Por que que ela usa esse título técnico de reabilitação e não outro título? Porque é como se fosse algo que já tá em nós e que nós perdemos também. Isso também é um outro uma ideia interessante no capítulo, né, que é a questão de que ah reabilitar eh voltar a a a deixar aquela pessoa, aquele aquele processo eh funcional, né, e em condições, né, que habilitou aquilo tá apto agora para voltar a funcionar. E me parece que tem duas questões aí em tema desse título. Uma que é o que ela coloca ali, que nós já temos um anjo dentro de nós, ou seja, a a lei divina já tem tá dentro de nós, né? O conhecimento já existe e o anjo já tá à espera da nossa da da do despertar da de uma consciência que vai desvelando. E de outro lado a gente vai se perdendo de nós mesmos, né? a gente vai se confundindo, se se deixando a ilus e eh nos deixar um jogo de ilusão. E aí tem que eh buscar o na disciplina que ela vai falar aí, reabilitar, né, essa consciência que acompanha o movimento das vindas e tira o melhor de si para que a realização dessa alma, né, divina, desse anjo, desse diamante ali possa despertar paraa sua luz, para para toda a radiência, né, da sua natureza essencial. Eu fiquei também pensando nesse título, né? Poxa, ela botou técnicas de reabilitação aqui, né? E e aí eu também entendi num de um outro jeito assim dentro disso que tu tá colocando já, né? Nesse sentido de recuperar, né? Quando a gente se machuca e precisa reabilitar aquele órgão, né? A gente faz exercícios e tal. E ela vai pontuando uma série de coisas aqui com relação a como a gente entende às vezes de uma forma equivocada esses processos de transformação que a vida vai trazendo, né? Então, por exemplo, na enfermidade ali, ela vai dizendo que às vezes a gente se considera desamparado,

de às vezes de uma forma equivocada esses processos de transformação que a vida vai trazendo, né? Então, por exemplo, na enfermidade ali, ela vai dizendo que às vezes a gente se considera desamparado, né? Então, não, e aí uma das das da das técnicas de reabilitar é não te considera desamparado, porque tu não tá desamparado, né? Se tu tem esse anjo, se tu tem essa proteção, se tu tem essa instância divina dentro de você, né? Na realidade, a enfermidade pode ser esse, como ela tá dizendo ali, do mármore, né? Esse martelo, esse cinzel que vai querendo e desvelar toda essa força que a gente acha que não tem, né? Então, se eu tô na enfermidade e fico preso achando que eu tô desamparado, eu perco a chance então daí de descobrir, nossa, como eu tenho resiliência, né? Como eu tenho essa capacidade de eh suportabilidade, como eu tenho paciência. Então, eu também fiquei pensando nessas situações que ela traz aqui, né? e e essa a reabilitação como essa mudança de ótica em relação às situações que a vida tá nos trazendo. >> É, gostei, querido. Pensei como tu, sabia? É interessante que quando a gente olha o título, ela vai passar umas receitinhas pra gente. Ela vai passar o como fazer, ela passa um como fazer, mas é como se fôssemos buscar algo que talvez tenha um significado de alento, de algo bom. E aí vem isso. Não é tão bom no sentido da forma como nós recebemos as experiências. Então ela vai trazer elemento da experiência humana. que de alguma forma eu fui fui lento e fui encadeando uma representação que parece que ela quis deixar algo muito muito próximo da experiência crística, né? O arquétipo cristão em torno das experiências que vão fustigando o ego, né? representações muito dramáticas da experiência humana que nos testam emocionalmente, seja a enfermidade, seja a incompreensão, seja a injustiça, seja o abandono, que são marcas e representações muito vívidas e doloritas quando nós as experienciamos. Mas ela diz assim, e é justamente essas as técnicas, é a partir desse processo,

ja a injustiça, seja o abandono, que são marcas e representações muito vívidas e doloritas quando nós as experienciamos. Mas ela diz assim, e é justamente essas as técnicas, é a partir desse processo, quase como o grão que vai paraa moagem da experiência, que ele possa que ele possa compreender dimensões mais profundas. E é interessante quando ela faz analogia entre o que a matéria, o elemento da natureza, representações minerais das plantas que passo por esses processos de transubstanciação, ela também tá se referindo aos processos de transubstancia na complexidade do que a experiência do espírito. E eu não sei se vocês conhecem essa obra, existe uma biografia do Michelângelo chamada Uma vida épica. do Peter Gford. E é um livro incrível porque conta a saga desse espírito. E algo que me parece é um metáforo muito importante para esse nosso encontro. Ele tinha uma capacidade de sentir as peças de mar. Ele se aproximava, batia nelas e o que ele ouvia, essa peça que é boa. É como se pelas enfermidades, pelas experiências, nós também somos capazes de alcançar dimensões novas de compreensão sobre quem nós somos. essa matériapra, né, que nos testa e parece quase o cálice amargo constante sendo sobrevido as experiências, mas que tem o seu sentido e a gente passa a compreender melhor essas dimensões profundas das experiências. Então, eh, eu gosto da maneira como ela tá trazendo essas dimensões da experiência como uma imagem vívida de que é por aí que a alma vai se reabilitar. É, nos exemplos que ela coloca, né, a gente vê que tudo pode ser fonte de reabilitação, né? Ela fala do sofrimento, ela fala da enfermidade, ela eh cita a incompreensão, as calúnias e difamação, as angústias do desencarnas queridas, o abandono dos amigos e dos afetos próximos. ão tudo que parece difícil e complicado para o ego, né? Porque o ego se perde nesses movimentos, né? Ele se atrapalha, né? eh atenta para o bem da alma, né? E aí quando quando eu falo da reabilitação é que ela vai colocar depois a a

plicado para o ego, né? Porque o ego se perde nesses movimentos, né? Ele se atrapalha, né? eh atenta para o bem da alma, né? E aí quando quando eu falo da reabilitação é que ela vai colocar depois a a adiante, né, quando ela vai fitando tudo isso, que que o que o que o Senhor ali tá nos convocando para labores mais elevados, né? E por isso a solidão, por isso esse trabalho de fêncio, né, para que nosso mundo íntimo possa ser temperado e consiga alcançar uma capacidade para os voos da alma, né, para as conquistas superiores e as tarefas também mais importantes que vão eh ser nos oferecidos. Então, que que adianta de lev querer fazer uma tarefa? Se eu não consigo levantar um copo d'água, como é que eu quero carregar uma bacia, né, um um balde cheio, né? Então, primeiro eu tenho que eh aprimorar, né, minha musculatura, minha habilidade de de poder equilibrar aquela água e assim por diante para que depois eu possa avançar na minha capacidade de recurso e de cooperação na obra divina. Então, eh, acho que essa reabilitação envolve, né, na na minha percepção aqui do texto, é realmente esse reencontro, né, através justamente dessas técnicas, né, que ela tá falando aí, desses desses desses exercícios, é a minha natureza eh bela que eu que eu tendo a esquecer, que eu tendo a não reconhecer, que eu tendo a a me perder em função das ilusões que o ego e anestesiado e entorpido pela matéria, acaba muitas vezes nessa identificação eh perdendo a conexão com com essa essência maior. E aí a vida tem dizer: "Olha, tu não é só isso, né? tu a tua natureza é mais do que isso. A tua o a o teu motivo de da tua existência não é essa aqui. Ela é mais profunda. Ela diz respeito a uma transformação verdadeira da tua alma e assim por diante, né? Então acho que é todo esse movimento que ela vem trazendo aqui ao longo do capítulo. >> E ela usa imagens lindas, né, gente? Ela diz assim, né? Também o espírito para desvelar o anjo que ele dorme no hino não prescinde dos instrumentos de lapidação, do calor, do sofrimento, das aspirezas

E ela usa imagens lindas, né, gente? Ela diz assim, né? Também o espírito para desvelar o anjo que ele dorme no hino não prescinde dos instrumentos de lapidação, do calor, do sofrimento, das aspirezas eh provacionais. E depois ela diz, né, quando surpreendido pelo sofrimento de qualquer matiz, lembra-te do divino educador. Então ela traz com letra maiúscula o divino educador que tá corrigindo, né, as imperfeições. E aí dentro do que tu tá colocando já, como ela fala dessa parte, né, que o Senhor está convocando, eh, é interessante que daí ela coloca o foco, né, juntando o anjo, o divino educador e o senhor, né, qual é o sentido profundo das experiências que a gente vive aqui, que é bem isso, né, a gente esquece realmente a nossa, esse daimon, né, esse anjo, a parte que nos toca, né, aquilo que a gente veio aqui para realizar, não só em termos práticos, eu penso, mas em realizar em termos do nosso desenvolvimento espiritual mesmo, né, daquilo que a gente tem enquanto potencial e que eh Deus acredita potencial da gente, né? E aí todas essas situações vêm eh para nos habilitar mesmo, né, para que a gente possa eh ir manifestando no mundo, então esse essa pedra, né, que tem essas facetas, né, essa essa pedra preciosa que vai se formando, né, e que tem um sentido mesmo que é fundamental também pro pro, né, porque nossa presença aqui no mundo, ela é fundamental também, né? E quando pensamos nessa na própria na própria identidade da alma, né, um código, vamos colocar assim, né, o código do ser tá inscrito já o divino. Então, a ideia da lembrança do Divino Educador, trazendo elementos paraas nossas eh o nosso trabalho de reparação, de reconstrução, de aprimoramento. Eh, eh, já tá em nós isso, né? A lei divina por meio da própria psique, ela vai trazer o seu movimento natural como a lei da natureza e que promove esses necessários ajustes e que nos apontam caminhos e possibilidades. Então, sempre que pensarmos na ideia de Deus, lembremos que o divino já tá gente. Ele tá precisando apenas de

ureza e que promove esses necessários ajustes e que nos apontam caminhos e possibilidades. Então, sempre que pensarmos na ideia de Deus, lembremos que o divino já tá gente. Ele tá precisando apenas de escuta mais cuidadosa. E é nesse ponto que esse trecho, quando nós nos sentimos muito sozinhos e que Joana chama atenção para que que trabalhos elevados são esses que parece que a condição de solidão e que às vezes dói, né, estar sozinho, né? Solidão não é mesmo que solitude. Solidão é um um lugar emocional de fato desafiador, mas ela traz a ideia de que olha, essa é uma oportunidade única para que você possa então olhar para si e compreender o que que não tá bem encontrar nesse é aquilo, né? Quem sabe preparar um bom, uma boa farinha a partir de um grão, quem sabe a partir de um de uma pedra bruta lapidar algo belo, né? Eh, o mesmo diz a respeito se o nosso mergulho no mundo íntimo é eu vou nos escaninhos da alma encontrando às vezes elementos difíceis, dolorosos e que nia esse trabalho às vezes de solitário, de solidão, eh, vamos encontrar eh gemas importantes, mas que vão ter que ser trabalhadas por nós. gosto desse desse movimento que ela faz comparativo e ela emenda algo que traz em seguida no no parágrafo seguinte que é a ideia de que a autoanálise é um processo necessário para todos nós para nos conhecermos, mas que muitas vezes elas precisam ter um sentido prospectivo, não apenas de exposição de feridas ou de autociação a partir daquilo que se encontra Mas que a gente se permita um caminho de autoconciliação, autoronhecimento, autocuidado para de fato sairmos de um espaço de ignorância e que possa ser um espaço de promoção de saúde e de consciência. Mas muitas vezes esse encontro com a autoanálise, ele pode ser de fato difícil e ela traz a perspectiva, né, do como que o membro espiritual também se faz presente de forma perniciosa diante dos nossos dramas, né? É interessante que isso nos faz lembrar de um filme do Iasugiro Ozu, é um filme japonês, claro, ele é um gestor japonesa que chamado As

e faz presente de forma perniciosa diante dos nossos dramas, né? É interessante que isso nos faz lembrar de um filme do Iasugiro Ozu, é um filme japonês, claro, ele é um gestor japonesa que chamado As irmãs Munacata. E tem uma frase que é dita no filme, diz: "A verdadeira novidade é aquilo que não envelhece apesar do tempo". Acho tão bonita essa frase, a verdadeira novidade é aquilo que não envelhece apesar do tempo. Porque há um grande equívoco, ainda mais no nosso mundo ocidental que é a gente busca sempre novidades, né? E essa novidade é fora da gente. Então não é um homem ocidental, é um homem muito heróico, muito tarefeiro. E como você a grande questão da vida é um trabalho para conquistar ou para resolver uma questão ou para chegar em alguma meta, né, um resultado e como se o resultado fosse a gratificação desse movimento que é a próprio desafio da vida. E aqui o processo é para dentro. Não é o resultado de fora, não são as novidades do mundo, não são as questões que vão ser resolvida. E aí de mais certa maneira o Jung vai colocar uma coisa que eu acho fundamental, né, que as grandes questões da do da alma são intemporais, não envelem, são eternas, né? a questões do da vida e da morte, as questões dos do sofrimento, a questão das paixões abacoladoras. Então isso de uma certa maneira são questões essenciais que todos nós vamos ter que enfrentar, né, e que não envolve solução. E aí a gente vai vai ele ele comentando sobre isso, né, o próprio Yum e ele diz que que a vida não implica a gente pagar o preço, né, e e e levar experiência, né, da sua própria vida. Ou seja, né, o embate conosco mesmo até o amargo fim de dear que sua vida não é uma continuação do passado, mas sim sempre a possibilidade de um novo começo. E ele vai mais além, né, nessa proposta dele que ele diz que todos os maiores, então, e mais importantes problemas da vida são insolúveis. Olha só que interessante. Então, esses embates que essas técnicas de reabilitação que Joan tá colocando não é para serem resolvidas,

aiores, então, e mais importantes problemas da vida são insolúveis. Olha só que interessante. Então, esses embates que essas técnicas de reabilitação que Joan tá colocando não é para serem resolvidas, é para serem suportadas, é para serem superadas a partir do da transformação interna. Ah, tem um problema de uma uma doença que eu não tenho como resolver. tem problema de uma questão econômica da minha família, de uma dívida que eu herdei, que vou passar a vida toda lidando com isso. Ou seja, essas questões elas são necessárias, né, justamente como o autorregulador do do próprio dia da vida de Jung, né, para poder movimentar justamente as questões da alma. E ali e o problema e a questão não é uma coisa para ser resolvida, é uma questão pra gente poder ser atravessado justamente por aqueles desafios para que a solução não não seja fora, mas seja na nossa transformação interna. Esse é o resultado, né? Esse é o processo que tá em jogo, né? E por isso que que é que que que a grande matériapra somos nós mesmos, né? Nós somos e essa o nós somos o artista ao mesmo tempo >> e ao mesmo tempo a matéria que sendo trabalhada pelo pelo artista onde tem um artista maior que é Deus, né? Ele é um grande realmente artista, né? Que vai esculpando nossa alma. Nós nós somos cocriador dele, então a gente tem compromisso de trabalhar nossa matéria para que essas esses processos que J tá colocando efetivamente possam nos reabilitar, porque eh isso isso não é uma eh essa condição, não é, que se apresenta enquanto desafios não é uma garantia, né, gente? Eu posso sofrer muito e a única coisa que eu consegui é ter raiva, ter ódio, ter revolta no coração e pouca transformação, né? Então a grande questão é como isso vai nos atravessar e afetar enquanto processo que a gente tá vivendo eternamente. >> Isso me fez lembrar assun. James Hillman analista indiano americano, né? Ele escreveu um livro chamado Código do Ser, onde ele trabalha essa ideia de que cada um de nós tem um don, né? Tem uma parte que é única, né,

brar assun. James Hillman analista indiano americano, né? Ele escreveu um livro chamado Código do Ser, onde ele trabalha essa ideia de que cada um de nós tem um don, né? Tem uma parte que é única, né, e que já tá em potencial. Mas o que é muito interessante que ele coloca, ele analisa biografias de várias pessoas assim, né? E e ele mostra que cada um tem um caminho pensando nessa ideia que tu tá trazendo já da, né, da da matéria prima que cada um tem, do caminho que cada um tem. Então ele pega, me me recordei de duas de duas histórias diametralmente opostas, onde ele diz assim, ó, que em determinadas pessoas muito cedo as coisas se manifestam enquanto facilidades, né, enquanto um ambiente propício. Ele conta a história da Shirley Temple, né, que é aquela atriz americana que desde pequenininha ela ela já veio numa família de artistas de que incentivaram. Então ela teve todo um ambiente que propiciou que o diamond dela se manifestasse. Mas aí ele conta a história do Manolete que foi o maior toureiro na espanhol que faleceu aos 30 anos. E aí ele diz: "Olha, o Manolete era um menino eh raquítico, magrinho, se escondia na saia da mãe, ninguém diria que ele seria um toureiro famoso, né? Ele falando ali, né?" E daí ele ele traz essa ideia de que que para algumas pessoas existe uma espécie de proteção, vamos dizer assim, a vida dificultando as coisas para que aquele diamond só se manifeste no momento que ele tem que se manifestar. Eu acho muito linda essa essa imagem eh psicológica assim, né, de que essa coisa heróica que tu tava dizendo ali, né, que às vezes a gente acha, né, que precisa tá fazendo muita coisa e tem que tá vencendo e tem que tá cumprindo, às vezes aquilo não tá de acordo com a nossa nossa trajetória, né? e o quanto então ter essa compreensão do tempo das coisas, né, e dessa manifestação e e e desse divino educador que tá presente em todas as circunstâncias que a vida nos traz, eu acho que tem a capacidade de nos dá uma certa tranquilidade às vezes de aceitar

né, e dessa manifestação e e e desse divino educador que tá presente em todas as circunstâncias que a vida nos traz, eu acho que tem a capacidade de nos dá uma certa tranquilidade às vezes de aceitar processos, como ela diz ali, que são difíceis mesmo, né, mas que podem estar ajudando a lapidar e e deixar que esse que essa potencialidade se expresse cada um no seu tempo. com cada um na sua particularidade. Por isso que é muito complicado a gente ficar se comparando com o outro, né, com a história do outro. Interessante isso, né, amigos? Eu tava aqui pensando a maneira como ela tá trabalhando dimensões que comumente interpretamos como ruins, pereniciosas, desagradáveis e que desmos às vezes arrancar, tirar de nós. E como disse muito bem o Gelson, né, é a ideia de que isso faz parte de uma condição, de um processo que é importante para nós. Então, mais do que simplesmente uma dimensão eh de uma radicalidade expositiva, se corte, tire fora ou simplesmente vire uma página, algo mais profundo na alma, sendo curtido, né, sendo maturado a partir dessas experiências. Eu me recordo uma experiência do Frei Beto e ele trabalhou por muito tempo no Espírito Santo. Ele morou numa favela, no Espírito Santo por muitos anos. e vivi em condições bastante precárias e por opção. Caseb muito miserável, mas junto com pessoas também que estavam em condições de necessidade. E alguém podia pensar assim: "O que que leva a pessoa a fazer uma escolha do Senhor? Não tem sentido, né? tirar o conforto, deixar de ter acesso a uma vida materialmente mais estável, talvez não passando por escassez ou condições adversas. Que que leva isso? A lógica do mundo, ela opera de uma forma muito egóica. E quando Joana diz, né, que às vezes, preste atenção, o teu êxito, ser conhecido, ser bonito, ser aplaudido, né, ser glorificado, nós comumente traduzimos isso de uma maneira que pode comumente nos levar a caminhos de desequilíbrio, né? Então, ela traz essas próprias condições transitórias e que o mundo aplaude,

ser glorificado, nós comumente traduzimos isso de uma maneira que pode comumente nos levar a caminhos de desequilíbrio, né? Então, ela traz essas próprias condições transitórias e que o mundo aplaude, como também circunstâncias que têm o seu sentido de estímulo para o crescimento do espírito. Eu me lembro que quando a primeira vez que a Ópera Guarani foi apresentada na Itália, o o Carlos Gomes eh as pessoas amam um é uma ópera de um brasileiro e e ao final da ópera as pessoas ficaram tão assim: "Meu Deus, o que é isso? Uma beleza disso". E as pessoas saíram pelas portas do teatro. Onde é que tá o homem? Fez isso aqui no teatro. Ele não está. E caçaram aí pelos cafés. pelos bares, pelos locais públicos, como aquele vitorioso que tá esperando o reconhecimento. Ele tava no hotel dele deitadinho, descansando, porque ele sabia o alcance que teria aquela ópera pro espírito humano. Então, às vezes, a gente valoriza certas questões de uma maneira equivocada. Então, pensar que tudo é instrumento, tudo é caminho, tudo é meio para esse aprendizado da alma, faz com que a gente ressignifique muitas vezes aquilo que é transitório, que nós desejamos de maneira egóica que fossem permanentes para sempre, mas não é. E aí também tá o aprendizado, outro polo, outro lado, né? E às vezes os cálices mais doces, eles na verdade trazem muitas vezes um travo à alma que a gente não tá antevendo, né? Pode vir, né? Nossas escolhas nem. >> É interessante. Tem uma tem um parágrafo dela aqui que eu acho belíssimo que complementa isso tudo que tá trazendo, né? diz as dores que chegam, isso aqui na minha na minha página 76, as dores que chegam aos corações em luta de redenção, falá em luta de redenção para nos redimir, não tem caráter punitivo. Antes constitui técnicas de educação de que se utiliza o pai amoroso convocando o filho rebelde à edificação interior, a reparação dos próprios erros. Então vê ele desafiou tem duas dois objetivos, né? Redimir a gente do passado eh culposa, ou seja, transformar o que

o convocando o filho rebelde à edificação interior, a reparação dos próprios erros. Então vê ele desafiou tem duas dois objetivos, né? Redimir a gente do passado eh culposa, ou seja, transformar o que tá o antigo e limpar, né, eh essa eh essas cargas emocionais, né, drenando esse passado e ao mesmo tempo desvelando a alma paraa redenção do espírito naquilo que é a nossa essência, né? Então, me parece que essa dificuldade, né, e Yung vai dizer isso, né, tudo que é que é bom é difícil, porque é isso que vai favorecer o desenvolvendo a personalidade. Então, essa esse desafio é como se eh de uma maneira forçasse a gente dizer um sim ou não para nós mesmos, né? Então, eh, eu vou eu vou negar a vida e fugir da vida ou eu vou dizer sim a mim mesmo como a tarefa de um confronto com a minha realidade, me tando consciente de todo o que que eu faço, né, e poder de uma certa maneira eh olhar para minhas contradições, paraas minhas eh dificuldades, para meus para para me encantar também com aquilo que se revela, como algo precioso dentro de mim. E nesse jogo, né, de encanto e desencanto, né, poder aos pouquinhos assim conquistando, né, essa gema preciosa que sou eu mesmo, que sendo lapidado vai encontrando, né, o seu viço, né, vai encontrando o seu brilho, né, sua a sua beleza que todos nós trazemos como alma. Então eu acho que realmente como é difícil a gente compreender isso, né? que nossa atitude infantil quer ficar na na nessa visão, né, agradável da vida, acomodada, né, assim como um bebê que tá sendo acalentado pela mãe e ganha tudo, né, o leite materno, o trabalho de de de alguém limpar ele, ele não e não ele não precisa fazer nenhum esforço para poder estar ali. E ela traz daí, né, Gelson, pensando nessa coisa infantil, que até as coisas boas elas têm um preço, elas tem uma repercussão, porque ela diz ali, né, júbilos, facilidades, conforto, beleza e saúde são concessões espirituais de que os seus possuidores terão que prestar contas conforme o uso que deles façam, né? Então, tudo implica

e ela diz ali, né, júbilos, facilidades, conforto, beleza e saúde são concessões espirituais de que os seus possuidores terão que prestar contas conforme o uso que deles façam, né? Então, tudo implica numa relação eh consciente, né, com as coisas que a gente recebe. Até com isso a gente acha, então, que a pessoa que tem facilidade, beleza, tá tudo bem, ela não se, né, a vida já tá ganha, o jogo já tá ganha, não precisa mais se envolver não. Ali também tem responsabilidade, ali também tem algo precioso que você ganhou, né, que se tu não tiver consciência disso, é como tu tava dizendo, achei genial isso. pode sofrer um monte e só ficar amargura, né? E aí sofrimento servia o quê? E tu pode ganhar um monte disso aqui e não aproveitar isso como enriquecimento e não entender que isso é um presente divino, né? e também perder essa chance daí de transformar essa experiência da da beleza, da saúde, do conforto, da facilidade, eh, como uma oportunidade da vida de desenvolver, né, outras potencialidades em ti? É >> interessante. Me lembra as nossas avós e mães quando começa da puberdade e apaixonar, minhas primas, eu mesmo, né? a gente se apaixona e de repente vem aquele desapontamento, né? Aquele mundo todo maravilhoso, cheio de possibilidades, de promessas, eles fazem assim que nem a areia, o vento, né? E é um choque pra gente. Daí aquele drama terrível, choro, desespero, parece que a gente vai morrer, o mundo acabou pra gente, não tem mais perspectiva, né? E e a e as nossas avós e mãe, né? ri da da que é isso, minha filha, que isso meu filho, né? Porque eh que ingenuidade é tua, né? aquela coisa ingênua, nossa, infantil, de dar uma importância para aquilo. E justamente aquele desapontamento vai criar uma diferenciação do nosso sentimento pra gente poder acordar paraa vida, a poder lidar com a realidade, a poder perceber os sinais, né, das pessoas que se aproximam da gente, a tirar aquele velório infantil da ingenuidade e assim por diante. Então essas decepções, né, o fracasso às vezes de um de um projeto

der perceber os sinais, né, das pessoas que se aproximam da gente, a tirar aquele velório infantil da ingenuidade e assim por diante. Então essas decepções, né, o fracasso às vezes de um de um projeto infantil, né, favorito, o a decepção diante de uma pessoa amada, a a realidade que se mostra bem diferente do que a gente imaginava, tudo isso, né, eh são forças que impulsionam a alma justamente a superar si mesmo e a desenvolver habilidades para lidar com a realidade. Essa é a proposta. Mas às vezes a gente não quer realmente enxergar, né? A gente desperdiça o tempo ou fica teimosamente ou ficamos revoltados e aí vamos perdendo tempo e e complicando a nossa vida. É o campo da vida, né? Nós precisamos passar pelas experiências e acredito que de forma geral nós ainda eh aprendides no campo dos afetos, né? no campo das emoções, nós ainda uma dimensão e reconhecemos muito delicada e frágil a experiência humana que ainda é pouco aprendida ou amadurecida. Sem dúvida, temos muito ainda a desenvolver e conquistar neste campo. Eu lembro que que essas experiências que todos temos, né, Nelson, elas parecem experiências últimas, parecados, né? o mundo vai acabar, a vida não tem mais sentido. E o que mostra para nós quando nós conseguimos relembrar dessas histórias e rirmos delas de uma forma saudável, de que o mundo não acabou e que nós aqui, né, a gente reuniu elementos, uma experiência que nos mostrou a importância de se ouvir um não, a importância de sermos frustrados no nosso desejo, a importância de compreendermos que o fato de amarmos alguém e essa pessoa não nos amar Não significa que o nosso amor não tem qualidade, que ele não tem validade, né? Introditamos normalmente, se algo deu errado, o problema foi comigo. Quando na verdade essa equação era muito mais complexa, simplesmente o quanto de amor eu oferto, quanto de presentes eu dou, o quanto debarco uma presença amorosa que às vezes pode ser muito saudável, mas tudo isso é um processo de aprendizagem para todos nós. Eh,

ente o quanto de amor eu oferto, quanto de presentes eu dou, o quanto debarco uma presença amorosa que às vezes pode ser muito saudável, mas tudo isso é um processo de aprendizagem para todos nós. Eh, voltando a um ponto que o texto traz e parece muito valioso, é essa ideia de que Joana tá nos tá nos instigando a sempre ressignificarmos o sentido da dor, né? E ela própria Evangelho segundo o Espiritismo, né, assinando como um espírito amigo, ela é muito, ela é muito lúcida ao escrever que a dor, eu gosto muito dessa frase, né? A dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos. >> E pode parecer assim: "Nossa, como assim alguém pode reconhecer uma bênção no sofrimento?" no caso nas dores da vida, né? E a ideia de ser eleito me parece que é alguém que já consegue fazer um processo de se permitir pensar sobre as possibilidades do por aquele evento se sucede na minha vida, né? >> Porque se o evento aconteceu, aconteceu, tá aí, ele tá posto na vida, o que que eu vou fazer com ele agora, né? Às vezes nós negamos, nós lutamos contra, nós não aceitamos, mas Joana tá nos convocando a uma reflexão para que a gente amadureça quanto a um lugar de suportar, de nos relacionarmos com essa experiência e encontrarmos às vezes eh dimensões transcendentes nesse processo. E tem uma mensagem que eu adoro do Emanuel, tá no livro Fonte Viva chamada A Palavra da Cruz, e que ela destaca sobre essa imagem da aparência de Jesus crucificado como a significação dolorosa de um processo que em si se fecha e que a gente sabe que na historicidade cristã é uma imagem representativa na qual se cristaliza às vezes a própria representação do que é a experiência religiosa, espiritual, mas se esquece que, na verdade, é um caminho próximo, que é o caminho da ressurreição. E Emmanuel, ao final diz assim: "Quando nós passamos a compreender o sentido da dor ou da palavra da cruz, da sua significação psicológica mais profunda que nos reivindica amadurecimento, ele diz assim: "Repetamos essa mensagem da cruz pro irmão que tá se afogando na

o sentido da dor ou da palavra da cruz, da sua significação psicológica mais profunda que nos reivindica amadurecimento, ele diz assim: "Repetamos essa mensagem da cruz pro irmão que tá se afogando na carne, ele vai nos classificar a conta de loucos. Como é que você pode? Como assim você tá isso? Não, você tá maluco, isso não faz sentido. Mas a gente sabe que esse é um sentido que a alma precisa cultivar. Ela precisa, né? E aos poucos maturando pela pelo senso da experiência um sentido que transcenda a dor no seu na sua condição última, né? E ele fala, né, que nos supremos testemunhos que todos nós vamos passar, independente de quem sejamos, é da vida passar por essas experiências, eh nós vamos seguindo como discípulos ao mestre, que Jesus é a nossa referência e assim como o mestre subiu pela crucificação o pai. Então, é uma imagem muito representativa dos processos em que nós vamos sendo testados para chegar um locus de aprimoramento espiritual. É, >> é que aí, Thago, eu fico pensando nessa nessa ideia que ela traz inicialmente ali, né, quando a gente tá na enfermidade, na incompreensão, na calúnia e onde tem um sentimento de desamparo. E depois ela fala, né, que o Senhor tá te convocando a labores mais elevados que te exigem solidão, né, para melhor melhor trabalhares o mundo índio. Eu fiquei pensando nessa nessa nessa dicotomia assim do quantas vezes a gente se sente desamparado, quanto que a gente poderia, ao invés de sentir desamparado, entender esse momento, não como desamparo, mas como momento em que eu preciso carregar minha cruz ali, fazer esse esse sacrifício, porque isso é, como tu disse, é um anseio da minha alma, né? Mas às vezes é complicado a gente estabelecer isso, né? Porque o sentimento e desamparo, ele fala do quanto eu também não me sinto conectado com o divino, né? O quanto eu não me sinto pertencente a uma realidade maior, né? Então, e essa tua colocação me fez pensar sobre isso, né? Eh, desses momentos às vezes que a gente e carregar a cruz, ela é um movimento muito

to eu não me sinto pertencente a uma realidade maior, né? Então, e essa tua colocação me fez pensar sobre isso, né? Eh, desses momentos às vezes que a gente e carregar a cruz, ela é um movimento muito solitário mesmo, né? Cada um vai ter que fazer o seu caminho, né? Mas não precisa ser sozinho no sentido de que a gente tem sempre o amparo, né? Aí não precisaria ter esse sentimento e desamparo. Então, >> eu acho que então uma outra questão que ela coloca aqui no capítulo, no final que é que é que é a as dificuldades, os infortúnios que são gerados pela nossa própria insensatez, né, pela nossa atitude. Esses processos da vida na dinâmica complexa deos efeitos que vem como forma de justamente temperar a alma. Então ela fala desses desses dois elementos que se apresentam e que que ela fala assim, então até vou ler aqui que eu acho importante, né? Eh, as ocorrências consideradas como infortúnios, quando não provocados pela incúria ou pela intensatez, constitui recurso salvador oferecido a todo aquele que se encontra em débito, para que mais facilmente supere as próprias dificuldades e recupere a paz íntima, avançando para o bem, para a bem-aventurança que ele se está reservado. Então tem o efeito da inconsequência que que que persiste enquanto uma insensatezminha. Então gero dor, né, e tem a dor como efeito do que já foi foi uma insensateza antigamente e que retorna como espelho para mim para poder me reorientar e me despertar para essa eh dimensão mais profunda da minha alma, né? Então, acho que tem essas duas coisas aí que que se apresentam, mas eu acho que independente do que se se se a ocorrência eh falta de uma de uma teimosinha minha sensata que eu posso modificar, se é algo que eu tô que eu tenho que viver e suportar até ser superado, né? A atitude nossa vai ser sempre a a grande questão, né? E isso me lembra uma uma crente do Yum estava deprimida porque ela tinha ido morar numa num outro país e não tinha se adaptado a esse país. E perguntou para Yung o que ela que que

grande questão, né? E isso me lembra uma uma crente do Yum estava deprimida porque ela tinha ido morar numa num outro país e não tinha se adaptado a esse país. E perguntou para Yung o que ela que que que ela poderia fazer para curar a depressão dela. E eu disse: "Olha, eu não posso te orientar porque eu não conheço tua história e não tô eh não consigo compreender todo o processo. Mas eu posso falar com vocês muito gerais. Primeiro, eu eu eu buscaria me aliar a uma ou duas pessoas, a Mar e cooperar com ela. Noron, sai de ti, cooper que a libido a energia pudesse eh se renovar e a energia de fora pudesse trazer para ti uma renovação. E mais adiante eu disse, eu eu eu quando a escuridão se tornasse eh mais densa, diz ele, né? Eu me pedaria meu próprio centro e terreno e não descansaria até uma que essa luta, né, eh, pudesse gerar uma luz que aparecesse depois dessa dor, desse embate, né? Porque diz que a natureza reverte a si próprio, né? Então ele se voltaria a contestar ele mesmo, né? E até de ter esse chumbo e renuncia a tudo aquilo que eh pudesse evitar esse confronto, né? E e e para levar depressão ao processo de embate e compromisso de luta com ele mesmo, né? Ele, ele fala de mesmo que eu deslocasse quadril de tanto esforço que eu faço, né? Eh, esse ser adversário, porque a luz e o céu, né? Eh, tá ali e tem alguma coisa que me impede de mim ver essa luta que e e o céu azul que reina ainda apesar da minha escuridão. Então, eu acho que é isso. luta é com a nossa escuridão, independente se é a partir dos embatees da vida que opera em favor de nós ou da nossa ignorância que gera essa dor e que impede a gente de ser feliz ou de lidar com a realidade de maneira mais proveitosa. >> E pegando essa sua essa sua reflexão, Gelson, nós não podemos esquecer, sabe, por sermos espíritas. que a a a proposta filosófica espírita, ela traz uma uma destinação pro espírito que não mais está locada fora, né? Não é Deus que resolverá as nossas vidas. Ah, não é Jesus que virá nos salvar de

as. que a a a proposta filosófica espírita, ela traz uma uma destinação pro espírito que não mais está locada fora, né? Não é Deus que resolverá as nossas vidas. Ah, não é Jesus que virá nos salvar de nós mesmos e não serão espíritos que resolver as nossas questões. O texto, assim como podemos dizer a coleção de todos os livros de Joana, é um chamamento a uma autorresponsabilidade por essa condução. E isso exige de nós, talvez um primeiro passo amadurecimento de nos reconhecermos como autores desse processo. Então, no na página inicial desse texto, no seu último no seu último parágrafo, como ela fala, de nos elevarmos, de nos alçarmos a um a um a um locus de de sentimento, de de pármos de luz, de entendimento, de buscar uma sintonia com essa transcendência. E ela diz por meio de seus pensamentos e suas aspirações mais profundas, ela diz assim: "E os espíritos sublimes te manterão em processo feliz de libertação". Isso aqui tem uma profundidade nesse sentido, porque estão dizendo: "Eles vão manter você, eles não vão tirar você, eles vão não vão resolver isso para você. Eles vão te ajudar, te sustentando, te apoiando. Mas quem vai beber o cálice? na experiência cada um de nós, porque poderia ser assim, ter no sentido teológico distinto, e os espíritos sublimes te libertarão em processos feliz. E não é isso. Eles vão sustentar você para que você consiga pela sua própria força de autorrenovação, de autoconhecimento, de autertação, encontrar um processo em que você se sinta feliz ou como tá final do texto, bem-aventurado, tá? Então, há um há um chamamento que toda vez que a gente se encontra conversar sobre Luana é um lugar que remonta ao ideário da proposta espírita. Nós somos os responsáveis pelo nosso postinho. Nós temos que ter a maturidade de entendermos que não haverá ninguém que resolverá as nossas questões. Como escudo bem você, querida. Eh, nós temos Amparo, a gente tem a nossa família, temos os nossos amigos, temos filhos que nos acompanham, mas em última análise,

guém que resolverá as nossas questões. Como escudo bem você, querida. Eh, nós temos Amparo, a gente tem a nossa família, temos os nossos amigos, temos filhos que nos acompanham, mas em última análise, aquele momento de solidão e tá lidando com a cruz interior, com as dores interiores, é é a gente com a gente mesma. A gente tem que ter maturidade para isso. >> E que amorosidade, né, Thaago? Assim, essa ideia de que alguém nos sustenta, né, me vê a imagem assim de quando a criança tá aprendendo a caminhar, né, que a gente só vai dando uma seguradinha, né, e aquela criança tá louca para ir, né, e o pai e a mãe ficam cuidador fica ali simplesmente dando aquele suporte porque acredita que aquela criança pode fazer aquele movimento, né? espera o tempo da criança, né? A gente não, a a criança vai mostrando quando ela começa a gatinhar, depois ela quer começar a andar, né? Eu fico pensando nisso, no nosso próprio desenvolvimento. Então, essa ideia desses espíritos sublimes nos mantendo no processo que é necessário para nós, né? Cada um vai estar num momento. E o quanto a gente também às vezes me emocionei com esta fala, porque muitas vezes a gente é sustentado também por por amigos, por pessoas que estão do nosso lado, né? Quando a gente se abre para isso também, né? Aí vem essa essa ideia da fraternidade, né? O quanto nós juntos podemos nos sustentar uns aos outros, né? E se cada um de nós temos a sua cruz para carregar juntos, certamente a gente vai eh se sentir mais forte em condições, né? Entendendo aí começa toda essa esse desenvolvimento da empatia, da compaixão, né? Então, mas o quantas vezes nós não somos abertos a isso, né? A gente fica mesesmados às vezes na nossa vida, as nossas dificuldades e acha que tá sozinho e tem esse sentimento e desamparo que ela começa a falar aqui, né? Então, achei linda essa imagem de sermos sustentados, não porque alguém tá nos carregando, mas tá simplesmente, né, segurando ali, dando aquela forcinha que a gente precisa. >> Isso vale também para nossos obsessores,

a essa imagem de sermos sustentados, não porque alguém tá nos carregando, mas tá simplesmente, né, segurando ali, dando aquela forcinha que a gente precisa. >> Isso vale também para nossos obsessores, né, já que o processo ele é único e solitário enquanto questões que nos nos habitem internamente, mas tem implicações sempre nessa relação coletiva, né? Então, uma pessoa que cai, muitas vezes ela leva muita gente junto. Uma pessoa que se transforma e se reabilita, ela também transforma, favorece a transformação de muitos. Então, eh, e a questão da da dos obsessores também faz parte desses processo de reabilitação, porque são almas muitas vezes eh muito ligadas a nós, né, de outros do passado, com com os seus dramas, com suas dores, com as seus vínculos, né, de emocionais afetivos que estão sustentados no ódio, mas por incompreensão, Porque querem que querem muito ser amadas e não encontraram em nós este lugar do amor, pelo contrário, encontrar ingratidão, a traição, entre outras coisas. Então, a proposta do espiritismo é educacional. Então, tem algumas técnicas espiritualistas que querem amarrar o espírito, mandar para Júpiter e fazer não sei o quê, né? Como se fosse uma coisa assim de uma magia, né? e libertar a pessoa força. E não é isso que é o propósito do espiritismo, né? às vezes é tomada de consciência, é educação. Então, muitas vezes a gente tem que suportar a presença incômodo desses irmãos, porque as questões deles eh são questões nossas e que e a dor deles eh temperam nossa alma, nos ajudando a nos transformar, que por sua vez ajuda eles também a compreender e e e sanando a dor que habita seus corações. Então, e eh como é bonito esse processo, essa dinâmica ocorre, né? E então, mais do que culpar o mundo com os obsessores, né? Vamos tirar proveito de cada situação, de cada momento, justamente para poder eh oportunizar esse encontro, né, com a nossa alma naquilo que tem de pior e melhor, a fim de que na reconciliação conosco mesmo a gente pode se superar e convidar aos

a momento, justamente para poder eh oportunizar esse encontro, né, com a nossa alma naquilo que tem de pior e melhor, a fim de que na reconciliação conosco mesmo a gente pode se superar e convidar aos irmãos que nos acompanham a também fazer o mesmo caminho, assim como Jesus, né, que eh serviu de exemplo e testemunhou para nós, que a gente possa pudesse encontrar também, né, através do seu exemplo, essa jornada libertadora para para nossas almas. >> E aí, mais alguma coisa, gente? Vamos. >> Gostei muito tuas palavras finais, Elson. Eu acho que esse texto ele ele pode ser uma carta para todo mundo que gosta e desejo trabalhar na dialogação com os espíritos, uma forma de cuidada de quem chega enfermo, de quem chega injustiçado, de quem chega perdido, de quem chega, né, incompreendido, que para além daquela imagem ou da categoria ou da identidade ou busas, tem alguém com a história, tem alguém com suas afetos, E eu sempre digo isso, alguém é sempre o amor de alguém. Essa pessoa é amada por alguém, pelo menos uma pessoa ama essa pessoa. Então a gente pode ser a caminho para isso, né? >> Com certeza. Alguma coisa mais? Vai, Lúcia. >> Não fiquei com essa atmosfera, né, do que é isso que Jesus traz, né, da do poder transformador do amor, né, não é a palavra ali que tu diz, né? Fico pensando assim, espíritos sofredores quando são recebidos com amor, né? Só aquele choque amoroso ali já produz algo, né? Então, realmente, né? E o quanto a gente perde, né? Quando não se abre pro outro, não entra nessa coisa da, né, de de que podemos nos sustentar uns aos outros, né? Então, lindo esse capítulo. Adorei tá aqui com você. É muito bom mesmo. Então, como diz a prefeitora, aqui a gente possa não desperdiçar o nosso tempo e oportunidade, né, e poder realmente fazer de cada momento, de cada fato que a gente coloca uma experiência enriquecedora para nossa alma. Agradeço a Marlúcio, Thago, esse momento precioso. Agradeço a prefeitura Jon de Angeles por nos oferecer material tão rico em favor dessa compreensão do que é

xperiência enriquecedora para nossa alma. Agradeço a Marlúcio, Thago, esse momento precioso. Agradeço a prefeitura Jon de Angeles por nos oferecer material tão rico em favor dessa compreensão do que é a proposta do evangelho do Cristo. E agradeço a todos que nos assistem, convidamos a estarmos juntos para o próximo encontro, capítulo 18, autorrealização. Nosso grande abraço a todos e que Jesus nos abençoe.

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