T9:E20 • Vida: Desafios e Soluções • Relacionamentos saudáveis (Parte 1)

Mansão do Caminho 23/01/2026 (há 2 meses) 57:22 470 visualizações

Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis • Temporada 9 Temporada 09 – Vida: desafios e soluções Episódio 20– Relacionamentos saudáveis (Capítulo 9, parte 1) Iniciando o estudo do capítulo “Relacionamentos saudáveis”, este episódio investiga o item “A influência dos mitos na formação da personalidade”, no qual Joanna de Ângelis ressalta como as narrativas simbólicas, presentes desde tempos antigos, moldam percepções, emoções e comportamentos. A autora espiritual demonstra que os mitos, longe de serem apenas histórias, funcionam como referências estruturantes da vida psíquica, influenciando a maneira como o indivíduo se relaciona consigo mesmo e com o outro. Compreendê-los é passo essencial para fortalecer vínculos mais conscientes e maduros. 📖 Obra: Vida: Desafios e Soluções, Joanna de Ângelis – psicografia de Divaldo Franco 🎙️ Apresentação: Gelson Roberto 👥 Convidados: Tiago Rizzotto e Cláudia Semeghini #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #VidaDesafiosESoluções #RelacionamentosSaudáveis #MitosEA personalidade #Autoconhecimento #DivaldoFranco #Espiritismo #EspiritismoPLAY #TVMansãoDoCaminho *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Meus amigos, meus irmãos, é uma alegria estarmos juntos novamente hoje com a Cláudia, com o Thago, para continuarmos o nosso estudo desse trabalho maravilhoso que a Benfeit nos deixou, que é sua obra psicológica. estão estudando o capítulo 9. Hoje iniciamos capítulo 9 do livro Vida, Desafio e Soluções, que é o volume oito da série psicológica, né? Em especial, hoje a gente vai começar a introdução do capítulo que fala sobre relacionamentos saudáveis e entrar também no outro item que é a influência dos mitos na formação da personalidade. Então são assuntos bastante interessantes, né? Até porque, né, isso lembra uma frase do Jungo, não há individuação, né? A Joana falou da individuação no capítulo sete da dessa caminhada de se tornar uma pessoa inteira, íntegra, na eh madura, na busca da sua conquista espiritual. E o vai dizer que para chegar nesse nesse caminhada, não tem como fazer isso sozinho, né? a a troca, a interação, ou seja, o relacionamento é fundamental para esse processo de individuação, né? E a Jona vai também colocar aqui, né, da importância das relações sociais, das relações afetivas e que o o o isolamento acaba tendo muitas vezes um tipo de eh perturbação, de desajuste emocional. Então, já tá começando a falar sobre isso e eu queria convidar então aqui lá do Thaago, a gente poder eh refletir um pouquinho sobre essas questões que a prefeitura tá trazendo. >> Oi, pessoal, bom estar com vocês aqui novamente. Sempre bom. Eu fiquei pensando, Gelson, que ela sai do capítulo oito, né? E nos últimos dois itens, principalmente, ela faz aquele caminho de da vontade, né, e do exercício naquele tripé que nós vimos antes, paciência, perseverança e autoconfiança. E depois no final do capítulo anterior, ela ela vai expandindo pro mundo, né, esse autoconhecimento, essa essa conquista desses valores, né, eh a partir da da conquista da vontade, da ação operante a partir desses valores internos trabalhados se expande pro mundo. Ela coloca isso no último. E achei muito interessante que agora ela

res, né, eh a partir da da conquista da vontade, da ação operante a partir desses valores internos trabalhados se expande pro mundo. Ela coloca isso no último. E achei muito interessante que agora ela parece que coagula então esse esse tema. Então, o mundo é isso, né? O relacionamento social, né? Eh, né? Eh, somos animais gregários, precisamos estar em em conjunto com o outro, em em comunhã em vivenciando experiências com o outro, né? e ela nos fala que é de grande importância para desenvolver os valores que se encontram adormecidos, porque através dessas relações, dos embates, né, da da como do diálogo da com o social, com as pessoas, que nós vamos reconhecendo o que nos falta, né? nós vamos trabalhando todas essas potências que estão adormecidas, todas essas eh aptidões que trouxemos ainda inapropriadas ou tendências positivas a serem colocadas em ação. Então é através desse relacionamento, como você bem trouxe, né, da do conceito de de individuação. Mas eu já queria trazer assim dessa que eu achei bem interessante que é depois desse trabalho interno a gente devolve mais e ela que reforça no início desse desse capítulo, né, a importância de realmente estarmos no coletivo, né, em ação, interagindo com esse coletivo, com todo o nosso coletivo, né, que nós somos um coletivo e com o coletivo, né, do social, muito importante. né? E só para complementar, ela diz: "Na convivência com o próximo, o ser humano lima as arestas interiores e se ajusta ao grupo." Então, é exatamente isso que eh acabamos de falar, né, dessa desenvolvimento nosso, né, do de limar, tudo fica mais redondo, né, a nossa nossa caminhada também, né? >> Olá, amigos. Vamos aqui de novo. Eu vou puxar esse fiozinho do capítulo anterior porque de fato ele costura várias ideias e conceitos sobre como nos fazermos presentes na vida e como darmos um sentido mais profundo paraa nossa vontade e pro nosso estar na relação com os outros. Então, é como se Joana preparasse o terreno sobre o qual a alma eh busca florescer pros relacionamentos.

darmos um sentido mais profundo paraa nossa vontade e pro nosso estar na relação com os outros. Então, é como se Joana preparasse o terreno sobre o qual a alma eh busca florescer pros relacionamentos. E percebam, não é relacionamento no número do capítulo relações saudáveis. ela já direciona para como qualificar a relação em relação a este lugar do nosso pertencimento. Eh, já é dito por muitos estudiosos, nós precisamos uns dos outros neste lugar formativo, né, da nossa personalidade, da nossa estruturação psicológica por meio do outro, é que eu modulo quem eu sou. é como eu construo uma noção do meu desejo, é como eu referencio na construção dos meus próprios valores. Então, é indissociável a ideia de individuação e de alcance psicológico no campo da alma. Eh, isso se faz eh imprescindível à presença desse outro. As imagens representativas de Jesus para além das paisagens magníficas da Palestina da sua época, traz sempre uma representação de uma alma iluminada em movimento e em contato com outra, né? É representativo essa ideia de Jesus sempre em contato, ele sempre na relação, quase o self luminoso, a alma realizada. buscando cativar aqueles egos frágeis, aquelas almas ainda perdidas por um caminho de reencontro consigo mesmos a partir da palavra, da orientação e do cuidado. Então, a ideia de uma relação saudável me parece que também agrega um valor sobre viver de forma saudável, amar de forma saudável. E eu acho que isso é promove profusão de vida. por excelência, relacionar-se saudavelmente envolve naturalmente a ideia de amarmos de forma mais saudável, nos engajando em relacionamento de forma mais saudável e isso sem dúvida um desafio paraa vida contemporânea, né? >> Com certeza. Eh, é interessante que ela faz a imagem de de um eh ligado à questão de um conjunto de instrumentalistas, né? Não, tipo eh assim fazer uma orquestra, né? E o quanto a uma nota dissonante pode arruinar o conjunto da obra, né? dela fala da da reforçar a importância dessa dessa dinâmica relacional, dessa

as, né? Não, tipo eh assim fazer uma orquestra, né? E o quanto a uma nota dissonante pode arruinar o conjunto da obra, né? dela fala da da reforçar a importância dessa dessa dinâmica relacional, dessa ressonância e dessa conexão que temos um com o outro e o quanto isso afeta. A gente não imagina o quanto a nossa vida é é afetada e afeta a vida do outro. uma vez uma orientação espiritual que um amigo meu ainda, eu era bem novo ainda, ele foi numa casa espírita e aí ele recebeu umação espiritual para ter muito cuidado para não se perturbar e cair espiritualmente. Porque eu e aí a a entidade ou o espírito amigo falou que se tu cair, meu filho, cair muitos contigo também. né? E quando ele me colocou aquilo, né, relatou aquela experiência dele que aquilo me tocou muito, puxa, como a gente tá interligado mesmo, né? Assim, como a gente é motivado pelo outro que nos sustenta, a gente vê um Divaldo aí como uma força vigorosa, né? Que nos estimula, que com seu exemplo é algo que nos motiva a prosseguir, né? Então, mas ao mesmo tempo o contrário também é verdadeiro, né? Às vezes a nossa despricência, nosso biscuido, a nosso jogo de interesse acaba seduzindo e e empurrando outras pessoas para queda também. Então, é bem importante, bem sério essa essa questão que Joana tá trazendo aqui. >> É verdade. E ela fala assim: "O seu crescimento é conquista geral. O seu fracasso é desastre coletivo. Exatamente o que você trouxe aí, né, de como a gente arrasta com o nosso exemplo e, né, a a muitas pessoas, a o nosso coletivo privado, né, a forma que a gente conduz eh na vida. E ela vai além e diz assim: "Assim, portanto, há uma necessidade ética, psicológica, moral em favor do relacionamento entre as criaturas, particularmente quando este pode ser saudável, né? Então, a sua proposta se faz mediante o intercâmbio fraternal, aspirações culturais, doações dignificadoras que se convertem em esforço de construção de momentos enriquecedores. Então, ela coloca como uma necessidade e essa necessidade do

o intercâmbio fraternal, aspirações culturais, doações dignificadoras que se convertem em esforço de construção de momentos enriquecedores. Então, ela coloca como uma necessidade e essa necessidade do trabalho individual e de ir ao encontro do coletivo, né? devolvendo pro coletivo todo aquele trabalho e nos nutrindo, né, dessa força, dessa potência, porque sozinhos somos folhas ao vento. juntos, né, num grupo afim, nós somos muito fortes, né, e podemos então nos nutrir e nutrir todo o nosso entorno, né, de acordo com aquilo que nós realmente aquilo que a nossa alma deseja, né, aquilo que a nossa alma deseja de de completude, de sentir fraterna, né, de estar podendo vivenciar na Terra momentos de fraternidade genuína. Então, e exatamente, >> diga >> e não, e exatamente isso que a gente não vê atualmente, né? A proposta do benfeitor é oposto a lógica, a ética do coletivo dia, porque é uma ética muito individualista, muito egocêntrica, muito narcisista. Eu, eu, eu, meu, meu, meu, eu me promovo. Azar no outro. O outro é grandinho. Se ele não quer entrar na história, eh, problema dele. Se entrou também, problema dele. Não tem nada que ver com isso. As pessoas t um pensamento muito dissociado realmente do compromisso com o coletivo, dessa ética que a Jun tá propondo aqui, que é uma ética solidária, né? uma ética tá comprometida, responsável pelo outro, cuidadosa, né? e não a ética a gente vive hoje em dia, que é uma ética muito centrada no individualismo. Então, e aí me lembra uma frase do CIC de Barros, que é um um padre que fez um asilo aqui em Porto Alegre, e ele deu uma orientação espiritual, eh, uma vez que ele diz assim: "Se unidos fortalecemos o grupo, no grupo unido, cada um será mais forte". Então, a importância, né, de que cada um fortalece o grupo e o grupo unido nos torna mais forte também esse compromisso de correspondência e de apoio mútuo, né? Gostei da dessa ideia da construção de uma necessidade, como ela colocou, né, como Cláudia já nos comentou, uma necessidade ética, psicológica e moral

promisso de correspondência e de apoio mútuo, né? Gostei da dessa ideia da construção de uma necessidade, como ela colocou, né, como Cláudia já nos comentou, uma necessidade ética, psicológica e moral que torne esse movimento coletivo embído de dimensões virtuosas para a saúde coletiva. Então, a própria definição da Organização Mundial da Saúde no Estratificação sobre Saúde, ela traz uma dimensão de saúde relacional e de saúde social como componentes paraa integralidade do conceito de saúde. Existe uma dimensão ontológica de definição de que é do que é esse ente humano na filosofia que eu gosto muito e que se casa muito bem com a ética espírita cristã. A ideia de que a ética ela é inseparável da figura do sujeito que é racional, sensível, voluntário, livre e responsável. a ideia de promoção que o outro tem espaço para ser racional, exercer sua vontade, a sua liberdade, a sua responsabilidade e tratá-lo como humano e não como coisa. Se pensarmos hoje a maneira como se coesifica o humano, a gente percebe então que essa ética que é inseparável dessas características, que essa proposta filosófica espinosiana, né, ela nos mostra que é uma grande relevância do resgate de uma condição humana que precisa ser cuidada, protegida, né, tanto no campo individual como coletivo. Joana não trata diretamente de um ponto aqui no texto, mas que parece que é muito sensível para nós. Quando nós resgatamos, por exemplo, as palavras do espírito aô na Gênese, ele comenta sobre aescência dos tempos de transformação e que se nós humanos pudéssemos ver as representações, as conexões entre nós, os fios invisíveis, né, as correntes fluídicas que nos interconectam, nós compreenderíamos o que são esses movimentos coletivos que acontecem tanto no campo físico com campo espírit. espiritual. Então esse movimento que nós psiquicamente parecemos, né, conectados e que mobilizam coletividades ao custo da história, nos revela que isso pode ter tanto movimento que é positivo quanto negativo. Então isso pode levar grandes quedas e

amente parecemos, né, conectados e que mobilizam coletividades ao custo da história, nos revela que isso pode ter tanto movimento que é positivo quanto negativo. Então isso pode levar grandes quedas e ruínas civilizatórias, como já aconteceram, mas também que quando, com na confluência dessa necessidade, dessa urgência ética, psicológica e moral, pode construir bases novas para uma sociedade em que a gente de fato compreenda as verdades mais clarificadas do evangelho, constituindo, né, o tecido social e as relações. Então, Joana parece muito eh muito esclarecida, muito, né, muito lúcida em relação às necessidades de como o indivíduo se interconecta com o coletivo e como que as coletividades precisam buscar caminhos comuns para que possam sobreviver em curto da história. Eu achei bem interessante que você trouxe, Thago, quando você fala dessa conexão e desses grupos, né, tanto de uma forma favorável, que é o que nós já vimos falando, quanto num grupo que se conecta de uma forma com com eh uma ética desfavorável, né? E hoje nós vemos muito como os jovens estão se se agrupando, né, com uma distorção ética, moral, conceitual, desrespeitosa, né? Vemos aí nas várias eh nas várias informações que temos. Então, como é realmente um mundo que que um momento que se apresenta ainda bastante eh conflituoso? né, onde cada vez mais, e aí eu me lembro, né, eh cada vez mais a gente precisa eh eh eh olhar paraa responsabilidade que cada um tem nesse caminho de eh de eh continência desse lugar, observação desse lugar, desses grupos eh completamente distoantes, né, de uma ética né, de um conceito respeitoso, principalmente as mulheres, e olhar para isso, observar, cuidar, né, e e crescer também uma força, porque as forças elas vão vão vão trabalhando em si, né, para que a gente possa despotencializar esse lugar e realmente trazer para esse mundo que tá eh vindo a ser um lugar de maior eh um lugar mais favorável, né, de habitação, que é o que a Joana vem trabalhando conosco, né? >> E ela coloque daí, né, Cláudia, a

mente trazer para esse mundo que tá eh vindo a ser um lugar de maior eh um lugar mais favorável, né, de habitação, que é o que a Joana vem trabalhando conosco, né? >> E ela coloque daí, né, Cláudia, a importância do trabalho, nossa vibração, né? Porque se o comportamento é a resposta do que a gente conquistou, essa resposta inicia internamente na mente, né? Então ela fala que tem meus relacionamentos, eu vou refletir os padrões vibratórios de cada um pela simpatia, pela sintonia, pela atitude que vai influenciar o outro de maneira simpática, antipática, favorável, desfavorável. Então, eh, há um propósito agasalhado de benfeitora, né, que trabalha em favor de um bom encontro ou de um mau encontro, né? Então, que ela fala da importância, então, de gente ter aspirações nobres, né, teores elevados de pensamento para que a nossos relacionamentos também expressam e componha a partir desse lugar. Então, eh, tu vê que o relacionamento de uma certa maneira nos responsabiliza e implica no trabalho conosco mesmo. Achei interessante essa dupla desse desse diálogo com o outro que a gente tá olhando pra gente também a todo momento. Eu vou me permitir compartilhar com vocês uma experiência de talvez uns 28 anos atrás. Eu não era espírita ainda e lembro que eu ainda cursava, eu fazia medicina veterinária aqui na Universidade de Brasília antes de virar psicólogo e lembro que eu era muito envolvido em movimentos sociais e me recordo que eu sempre me vi como uma pessoa pacífica, mas me recordo que participando uma vez de uma manifestação, eu comecei a sentir um tensionamento, uma espécie de uma animosidade. E era algo tão intenso que eu me percebi apenas repetindo o que as pessoas estavam dizendo nos cânticos, quase numa espécie de uma dança, né, psíquica, comum em torno de certas ideias. Eu narro isso porque um dado momento eu lembro que eh eu tô contando isso vocês como um exemplo pra gente entender da gravidade de como que nós individual muitas vezes nos comprometemos em situações coletivas

isso porque um dado momento eu lembro que eh eu tô contando isso vocês como um exemplo pra gente entender da gravidade de como que nós individual muitas vezes nos comprometemos em situações coletivas e que são muito sérias. E eu lembro que eh contra o movimento veio a cavalaria do a cavalaria da Polícia Militar. E eu na hora vendo as pessoas no chão catando mangas, era uma época de muita manga aqui em Brasília em dezembro eu peguei uma manga verde no chão também com o intuito de jogar. E nessa hora até me assustei, eu ouvi uma voz me dizendo: "Não faça isso, largue agora essa manda". E eu assustado, larguei e o rapaz do meu lado lançou. No momento que ele lançou, eu vi que tinha um policial civil a paisana e prendeu o rapaz. Eu pensei, ia ser eu. Nesse esse primeiro bloco desse capítulo, ela tá destacando a emergência desse lugar, da necessidade de nós construirmos, né, de eh vivermos relações muito saudáveis. Isso é muito importante para nós espiritualmente, até como um sentido de vida, né? E isso nos leva a pensar de uma forma diferente. Isso nos faz a buscar formas novas de sentir experiências, ter experiências emocionais, né, em em dimensões mais profundas. E isso, sem dúvida, agrega valor à experiência coletiva. De alguma forma, ah, isso está descrito, por exemplo, na na obra aquele livro Paulo Estevão de Emanuel, a um momento em que Emanuel relata que era comum as a experiência na Casa do Caminho da comunidade que participava das atividades terem um momento de partilha sobre suas vidas, quase uma espécie de uma catarse sobre os dramas vividos. E havia algo muito terapêutico ali. As pessoas eram acolhidas, eram ouvidas, eram estimuladas. Então é interessante esse lugar da onde nós podemos pensar numa coletividade que de fato eh se inspira num movimento de saúde, de proteção, de cuidado e e autocuidado, né? Isso é muito importante. Eu acho que a gente já pode entrar no segundo item, né, que é justamente essa questão da coletividade enquanto eh essa memória, né, essa necessalidade

ado e e autocuidado, né? Isso é muito importante. Eu acho que a gente já pode entrar no segundo item, né, que é justamente essa questão da coletividade enquanto eh essa memória, né, essa necessalidade da caminhada que vai construindo ao longo da nossa evolução que eh diz Joana, né, fica presente no nosso inconsciente, os panéis do inconsciente trazendo, né, eh, aspectos básicos que justamente também nas relações e no momento da vida vão se desabrochando. E ela fala então dos mitos eh que tão na base, né, da formação desses painéis inconscientes mais coletivos, né? E aí lembra a proposta do Jung no livro Simolo da transformação, que ele fala de dois tipos de pensamento, né? o pensamento dirigido e o pensamento metafórico, né, ou simbólico, né? Então que pensa dirigido é o pensamento mais da consciência, né, que se dá para linguagem e de mais manera movimenta esse processo eh que que é muito do ego, eh, e que e que tem de ser um uma proposta mais lógica, eh, de se adaptar à realidade do mundo, né, e poder tentar entender de maneira a realidade de maneira objetiva. Esse pensamento metafórico é aquele que trabal de maneira inconsciente, né, ou a serviço do inconsciente, é mais espontâneo, né, e realmente revela conteúdos herdados que são os arquétipos. Então, existe dois tipos de de pensamento, né? E aí a Juna tá introduzindo exatamente essas eh o quanto esses mitos influenciam na construção da personalidade. E ela vai falar uma série de de questões dos mitos, algumas positivas e algumas negativas em relação à ideia de mito. Só queria para mim distinguir, não sei se vocês entenderam assim, né, no texto que ela apresenta aqui, mas para mim tem três dimensões de mito que sutilmente permeia aqui a o trabalho da mensageira, da benfeitora, né? a ideia de mito como fantasia infantil, essa fantasia mais arcaica, da qual a mente não se desprendeu e usa dessa fantasia arcaica de maneira eh pouco elaborada por impressões emocionais que ficam e que de uma certa maneira independe das

l, essa fantasia mais arcaica, da qual a mente não se desprendeu e usa dessa fantasia arcaica de maneira eh pouco elaborada por impressões emocionais que ficam e que de uma certa maneira independe das condições sociais, econômicas, mas que fala ainda de certas padrões de funcionamento atávicos e e e primários que ainda habitam de nós, mito como eh símbolo, né, como essa linguagem simbólica, criativa e e e imagética da da imagem, né, do o que remontam nessa organização arquetípica para explicar a realidade psicológicas, sociais e da e cosmológicas de como o mundo foi criado, porque os mitos são histórias eh primordiais, extraordinárias, com seres sobrenaturais, deuses, este, ão, que revelam esses padrões arquetípicos, e tem uma dimensão também espiritual por trás disso. E uma terceira dimensão de mito que eu que eu vejo aqui, que não é tão presente, mas dá para para perceber também a ideia de mito como o meu mito, o a como a o mito como aquilo que me move enquanto significado eh reencarnatório, que é o mito do significado, né? que dá sentido à minha vida, mito que constitui a minha realidade pessoal enquanto aquilo que me configura, me compromete nessa existência. Então, a ideia do mito também como algo maior que orienta e regula a minha vida para além das posições transitórias do mundo, né? Então, para mim tem esses três dimensões de mito que ela vai dançando e vai trazendo na medida que ela vai trabalhando aqui o texto. Essa impressão que me ficou, não sei se ficou para vocês também essa impressão >> tão elaboradinha assim [risadas] é você, né, como você elaborou. Mas de fato ela toca aqui, né, eh, inicialmente nesse mito do temor a Deus, essa coisa eh infantil, né, despreparada do ego ainda de enfrentamento dessas fantasias todas, né, que eh que ele tem de eh do medo de sucumbir, no medo de não dar conta, né, o medo dessa autoridade, né, onde ele ainda não se reconhece, ele não reconhece ainda o self como uma autoridade. ade dialógica, ele ele ainda tá nesse lugar de de uma autoridade

de não dar conta, né, o medo dessa autoridade, né, onde ele ainda não se reconhece, ele não reconhece ainda o self como uma autoridade. ade dialógica, ele ele ainda tá nesse lugar de de uma autoridade destrutiva, né, assim como no início, né, o Deus punitivo. Então, ela coloca esse inicialmente esse esse mito dessa maneira aqui do temor a Deus, né? E aí vamos vendo também eh nesse paralelo, a gente vai buscando eh movimentos de algumas pessoas onde se colocam ainda nesse lugar, né, desse Deus punitivo, desse Deus intolerante, né, que não é um Deus de amor, um Deus de compreensão, onde ainda a intolerância até muito forte. E aí, por conta disso, vemos algumas situações desastrosas, né? E já falávamos há pouco da coletividade. E aí vemos situações desastrosas onde um grupo coletivo, pessoas vão se colocando a mercer desse lugar. E cada vez mais esse mito é interessante, porque quando trazia os mitos, ele trazia os mitos, como você falou, né, no sentido de simbolizar, né, de ver o que que aquele mito estava sendo representado na vida da pessoa, né, que que situação eh tava acontecendo, se era de abandono, insegurança, eh enfim, incesto, várias coisas, né? estava num momento regressivo. E só que nesse momento aqui não é um momento de elaboração, né? Esse momento infantil é um momento onde realmente fica muito unilateralizado, né? e e e e desproporcional, não tem o diálogo. Então, realmente esse lugar aqui é o lugar de manutenção de uma dependência e não de uma libertação, que é o que a Joana prega na na no série psicológica dela, né, que é criar consciência. Esse aqui é um lugar ainda muito a quem representado eh por esse momento bíblico, né, que nós sabemos, né, de um Deus punitivo que não. Então esse lugar aqui infantil ele não busca o desenvolvimento, né, apropriação de si próprio, o enfrentamento das suas sombras, né? E e aí ela diz, só para finalizar, ela diz: "Sua personalidade experimenta deformação constitutiva e apresenta-se com sinais de morbidez. de acordo com essa fuga, né, de de um

to das suas sombras, né? E e aí ela diz, só para finalizar, ela diz: "Sua personalidade experimenta deformação constitutiva e apresenta-se com sinais de morbidez. de acordo com essa fuga, né, de de um grupo de de autoenfrentamento e de um outro grupo que que mantém essa autoridade distorcida, que não é uma autoridade fidedigna, porque ele não tá indo uído dele próprio, né? ele tá embuído de poder e de submissão. Eh, é que de uma certa maneira o mito, por trabalhar com histórias primordiais, ele nos coloca em contato com eh essa organização e estruturação das forças arquetípicas, né, muito grandiosa, ainda mais para aquela época onde o homem ainda era um serzinho assustado diante do da imensidão da vida do universo, né? Então, de uma certa maneira, a tinha uma função de despertar o indivíduo paraa experiência do sagrado, do extraordinário, de criar uma certa reverência e uma e um reconhecimento desse mistério que tá presente na vida, né? Eh, mas aí que tá, tu pode daí a partir disso ficar no medo, né? e e nessa amizade infantil ou se conectar e fazer parte desse mistério como pessoa, como alguém atuante junto, né? E e com parte integrado dessa coisa, desse processo maior que é o sagrado, né? Então, eh, aí claro, vai dependendo de como esses processos vão acontecendo ao longo do tempo, né? Porque a individuação ela eh exige superar tanto a consciência coletiva, que é o jogo de interesse da coletividade, a persona, quanto do inconsciente coletivo que está dimensão arquetípica. não pode se identificar com o arquétipo, ele atravessa a gente. >> Eu gosto muito esse esse momento em que ela traz essa perspectiva que perguntando por que que ela tá falando sobre eh mitos justamente nesse capítulo que trata de relacionamentos, né? Me parece que aqui ela ela volta a uma dimensão antropológica formativa psíquica nossa humana, né? Eh, eh, para nós hoje, racionalmente, ou para alguém que racionalmente eh possivelmente condena, julga, fala que isso é irracional, que isso não faria sentido,

ica formativa psíquica nossa humana, né? Eh, eh, para nós hoje, racionalmente, ou para alguém que racionalmente eh possivelmente condena, julga, fala que isso é irracional, que isso não faria sentido, mas nós estamos falando, né, amigos, de um período da etapa da evolução do espírito na condição humana, em que estamos numa alma que ela é préconsciente, então ela não trabalha intelectualmente num campo científico. Então, interessante que o Jung agora, eu eu me falho a memória em qual foi a obra que ele disse isso, mas ele afirma que essa mentalidade primitiva, ela não tá inventando o mito. Na verdade, a alma dela tá vivenciando essas experiências, né? são representações profundas da própria alma, mas estão sendo, né, lançadas, projetadas para uma realidade com uma forma, né, de de tornar suportável esses acontecimentos e isso leva a essa produção das mitologias diversas que estão presentes na historicidade humana. Mas ao mesmo tempo, eh, Joana não deixa de trazer uma contribuição no em seguida no sentido de como que essas questões passam por transformações do campo, né, das religiosidades já constituídas. E eu gosto muito da expressão o temor a Deus, porque se nós formos pensar psicologicamente a a mensagem de Jesus, ela ela ela nos convoca a uma a transformação da ideia do temor a Deus para uma ideia de amor ao Pai, né? Há uma há uma transformação de de relação com esse divino, né? Mas ao mesmo tempo ela diz, a historicidade humana permanece muito vinculada a essa representação e quem sabe, né, amigos, muito de nós mesmos espíritas ainda talvez nos relacionamos com a divindade a partir desse paradigma medo ou como ela diz, né, às vezes nós somos muito impressionáveis ou às vezes nós somos muito rígidos, né? Então, eh, é interessante esse movimento psicológico da forma como nós nos relacionamos com essas imagens arquetípicas ou essas representações arquetípicas, no caso, por exemplo, de Deus, né? E ela pede, nos convoca essa reflexão sobre um amadurecer psicológico em que

ós nos relacionamos com essas imagens arquetípicas ou essas representações arquetípicas, no caso, por exemplo, de Deus, né? E ela pede, nos convoca essa reflexão sobre um amadurecer psicológico em que nós não mais estamos submetidos a uma lógica de relação com essas potências, né, mas que nós também temos a capacidade de enfrentarmos esses conflitos, essas dificuldades. Existe um historiador eh judeu que é interessante que quando ele explica o advento da religião israelita, ele coloca que a ideia de um Deus único que traz uma perspectiva de uma dimensão ética da vida não existia antes. A relação com natureza, os deuses, nas mitologias, isso não era regulado por uma ética. É até estranho pensarmos isso, né? Existia bem mal, mas não existia uma ideia, né, de consagração de uma ética superior. E essa, segundo esse historiador, é um contributo importante do matriciamento israelita, que vai contribuir para nós também na ideia de um Deus e de uma perspectiva ética perante a vida, de que os nossos atos têm consequências éticas. Então eu tô puxando essa essas reflexões históricas antropológicas para mostrar que Jola tá desenvolvendo essas ideias do texto porque ela quer chegar num lugar em que nós precisamos ser protagonistas e autores da construção da nossa história e que nós precisamos vencer, né, essas eh essas representações ou essas imagens que são muito poderosas dentro de nós para que a gente possa nossa construir o nosso mito, a nossa história, construir o nosso destino, né, espiritual. E acho isso muito bonito da parte dela, porque é uma é uma síntese muito bem elaborada, sucinta, mas que revela como é difícil para nós sairmos muitas vezes vees a posição da forma como nos relacionamos com essas dimensões arquetípicas em nós mesmos, nos amedrontam, porque elas são muito poderosas, né? elas são energeticamente muito intensas em certas circunstâncias. Então, que a gente possa, ela diz, né, o indivíduo buscar o seu valor moral, o seu valor cultural e demitizar-se. Interessante essa

é? elas são energeticamente muito intensas em certas circunstâncias. Então, que a gente possa, ela diz, né, o indivíduo buscar o seu valor moral, o seu valor cultural e demitizar-se. Interessante essa expressão, né? Demitizar-se como forma de assumir a sua realidade espiritual. Novamente é uma reafirmação filosófica de um ponto capital da proposta espírita. Nós somos senhores do nosso destino, nós construímos a nossa história e temos que nos eh responsabilizar por este caminho. Desculpe ter me estendido tanto. >> Acho que é isso mesmo. Acho que interessante, né, isso tudo, porque realmente a Joana vai colocar em determinado momento, né, da obra dela, que o mito tem uma tentativa de sair da dimensão biológica da vida. Assim como o instinto organiza biologicamente a vida comportamento animal, os arquétipos organizam coletivamente a vida psíquica, né? Então, o mito ele tem um recurso pedagógico, tem um valor eh pedagógico, tem uma eles oferecem um apoio psicológico diante da realidade de David, explicações, eh eh configurações, eh eh organizações da da mente enquanto uma busca de autoconsciência, né? Mas a gente não pode esquecer que a verdade do mito é acessível apenas a a visão simbólica. Se tu perde o simbólico, tu perde o sentido do mito. E aí que a Joana tá tá dizendo essa mente literal que acredita, né, de maneira infantil nas histórias míticas, né, doendes e não sei o quê e poder especial. E ela fala de dessa metade infantil, então mágica, do pensamento mágico, né, que acaba criando um mercado de ilusões, como diz a a Jana aqui, né? E fica uma pessoa que estão presa nisso, dependente disso, né? Eh, e não é isso, né? Então, é o mito literal. Tu queria tá identificado de literal, que é a própria mente infantil. Tu tem que sair do literal para entender o sentido simbólico do mito e entender que por trás daquela história eh grandiosa, daquelas histórias primordiais, né, tem um um uma sabedoria ali, né, mas que não pode ser ser colocado de maneira tão concreta assim, senão realmente perde o

ue por trás daquela história eh grandiosa, daquelas histórias primordiais, né, tem um um uma sabedoria ali, né, mas que não pode ser ser colocado de maneira tão concreta assim, senão realmente perde o sentido. >> Exatamente. Eu fiquei pensando no mito e no rito, né? O ritual daquele mito, né? E se é um ritual vazio ou se é um ritual com sentido e significado, né? Tem uma simbologia querendo chegar ao a um entendimento, ao a harmonia interna, né? Porque eh fiquei pensando nisso e que vocês foram trazendo e também vi aqui tem uma frase da Joana que retrata bem isso, quando ela diz: "Na raiz de muitos comportamentos estranhos encontram-se mitos não diluídos, comandando o indivíduo que prossegue maturo." E aí eu fiquei pensando no transtorno obsessivo compulsivo, aquele ritual vazio, né? sem sentido, numa busca de organização, mas o quanto o rito ali é eivado de valor de de de sentido, né, da busca de de um de uma criação de consciência. Há há uma necessidade, mas não tá tá esvaziado, né? E me veio também a lembrança um mito que você contou, Gelson, em algum momento sobre eh a fertilização da terra e que os, né, os povos originários ficavam em volta, os homens, né, naquele momento de fertilização, dançando em volta, fazendo um buraco na terra para que a terra fosse fertilizada, para que a agricultura pudesse florescer, né, e é um ritual sem as mulheres. Me veio isso agora. Então, diferença de ritos, né? O ritual vazio, né, da do do transtorno obsessivo compulsivo e um ritual cheio de sentido e significado, né? Eh, mas isso tudo, né, como nós vimos no capítulo anterior, todo é um processo, né, onde para se adquirir uma vontade direcionada, bem direcionada, nós vimos ali etapas aqui também ela traz, né, que primeiro tem esse momento nosso, né, que que é é a história, né, é a história, mas também é o momento de cada um, onde fica naquela naquele ritual sem sentido, sem sentido, né? Eh, até que venha, então, comece a simbolizar, né, na sua vida, começa a simbolizar e encontrar essa libertação do medo que do

e cada um, onde fica naquela naquele ritual sem sentido, sem sentido, né? Eh, até que venha, então, comece a simbolizar, né, na sua vida, começa a simbolizar e encontrar essa libertação do medo que do mito que a Joana diz, né? Então, assim, de fato, aquele ritual fazer sentido, né? Aniela e fé naquele livro e mito do significado, ela fala assim: "Na obra de Jung, o mito do significado trata da ampliação da consciência humana". Então é esse terceiro ponto onde nós vamos buscar realmente qual é o nosso mito individual, né? Que sentido é esse paraa nossa vida. E ela diz assim: "O sentido da vida é a experiência da totalidade". Então, cada vez mais que a gente encontre, que vivencie esses pequenos momentos de simbolizar, né, de trazer, sair do concreto, do litoral e ficar na simbolização, o que isso significa, né? Eh, buscando, eh, libertar esse ritual, transformar esse ritual vazio em algo com sentido, nós vamos encontrando, nos apropriando desse sentido que ela nos traz para Jung, né? que é ir nos experimentando essa totalidade, né? Gosto de pensarmos esse ponto que vocês estão trazendo, que é também transformar, né, a os mitos em uma ferramenta terapêutica. Nós sabemos que hoje existem caminhos, né, eh, em certas propostas especializadas particular psicologia, porque os mitos de alguma forma eles estão falando sobre a problemática psicológica humana. De uma forma os esses modelos relacionados, eles estão tratando os conflitos humanos, né? Então, é possível a gente focar nos mitos como caminhos para encontrar soluções em um contexto terapêutico, né? Então, como disse o Gelson, né? Sair de literal e partir para uma coisa mais simbólica, então se ampliam símbolos em torno de quadros psicológicos e que dialogam com certas mitologias e que promovem um percurso autorreflexivo de autoconhecimento, uma proposta psicoterápica, né? Então me parece muito saudável também a nós nos valermos da riqueza, né, destes >> eh desses desse conhecimento, dessas histórias, né? Eh, também me parece

onhecimento, uma proposta psicoterápica, né? Então me parece muito saudável também a nós nos valermos da riqueza, né, destes >> eh desses desse conhecimento, dessas histórias, né? Eh, também me parece que existe uma uma ponto importante eh no sentido de que é quase como se estivéssemos de fato eh valorizando e nos gratificando em torno desse conhecimento que é ancestral, né, como forma de nos conhecermos, né? Então, a ideia de uma proposta ou de uma ferramenta terapêutica por meio da mitologia, ela pode nos ajudar a explorar os nossos sonhos, os nossos conteúdos e encontrarmos aquilo que Joana tem destacado, inclusive nos estudos dessa obra que estamos fazendo, que é encontrar sentido e significado paraa vida. Então a gente pode encontrar isso de maneira muito profunda, né, na compreensão dos mitos, entendendo os nossos problemas psíquicos, as nossas dificuldades e desenvolvemos estratégias a partir das histórias para compreendermos a nossa história, né? Eu acho isso muito bonito. >> É, então tu vê que o problema não é o mito, mas a pessoa que vive o mito, né? Ou seja, se ela vai viver de maneira infantil, né? ou ele vai tirar dali algum significado proveitoso, porque justamente, né, a a a mitologia, né, o mito faz parte das redes psicológicas, né, do, né, e realmente são as matrizes e desencadeadoras do comportamento humano. Então, ali tem eh elementos realmente muito ricos, né? Eh, mas a nossa mente infantil eh fica mergulhada nesse coisa mítico e preso ou ou distorcendo, mas ainda ou usando isso de uma maneira desfavorável. E aí a Joana vai colocar aqui na página 131 e no início da 132 que na medida que o ser se desenvolve psicologicamente, os mitos que nele se encontram em forma arquetípica sofre transformações e adaptações aos mecanismos dos diferentes períodos de crescimento e amadurecimento. Ou seja, a gente não vai perdendo o mito, ele vai sendo transformado, ele vai sendo elaborado, e vai sendo assimilado de maneira melhor, né, e podendo eh gerar, né, eh processos que e de forças

mento. Ou seja, a gente não vai perdendo o mito, ele vai sendo transformado, ele vai sendo elaborado, e vai sendo assimilado de maneira melhor, né, e podendo eh gerar, né, eh processos que e de forças criativas que nos ajudam a encontrar realmente um um um caminhada, positiva, né, rica, né, e ela continua, né? E as leves construções fantasistas vão sendo substituídas por novas aspirações realistas que se fundem na imaginação, abrindo espaço para um desenvolvimento equilibrado e saudável, né? Então, com certeza, né? Eh, e ela vai colocar mais adiante, né? que essa libertação do mito então oferece um um terceiro aspecto, né, que é justamente eh o essa libertação em favor do valor moral e cultural. Ou seja, aquele princípio fantasio do mito tem que se transformar num significado moral e cultural que nos ajude a seguir em frente a nossa caminhada e não para nos aprisionar, né, e ficar nessa mente infantilizada, mágica, que se perde em jogos, eh, que é uma forma de fugir da nossa responsabilidade e do nosso compromisso de crescimento espiritual. Exatamente. A, e aí ela coloca a diferença, né, na página 133, quando ela diz assim: "A posse de uma dessas personificações, que é gnomos, fadas, anjos, qualquer personagem, né, da fantasia, que representam imagens arquetípicas das antigas fobias e aspirações. Então, a posse disso força e poder, né, pro indivíduo superar a sorte, as dificuldades, os sofrimentos, mas o indivíduo não sofre as injunções naturais do processo de crescimento interior. Então aí ela tá falando de fuga, de utilização desses personagens como fuga, como anteparo, né? Por outro lado, nós sabemos que utilizar os aspectos, os personagens, né, das dos contos de fadas até quando quando o mito se apresenta, trazem uma informação que a pessoa pode integrar naquele momento, ela pode dialogar com aquilo. Então, há uma diferença entre usar aquilo como anteparo ou escudo e se debruçar sobre aquele conteúdo que tá sendo trazido, né? E muitas vezes, por exemplo, um conto de fada, um conto tão comum que

o. Então, há uma diferença entre usar aquilo como anteparo ou escudo e se debruçar sobre aquele conteúdo que tá sendo trazido, né? E muitas vezes, por exemplo, um conto de fada, um conto tão comum que todos conhecem, que é do patinho feio, aquele conto diz sobre o pertencimento e o não pertencimento. Então, em algum momento da daquela daquele eh processo terapêutico e que aquele conto é apresentado ou que ela mesma traz e que ela se identifica, né, e se diferencia. Então eu me identifico com essa história, mas então eu vou me diferenciar, né? Então eu vou buscar o meu pertencimento que não é ali naquele lugar. Então assim, a Joana traz essa o o a eh daí eu eu fico traduzindo assim, né? Vamos, vamos pensar o que ela tá dizendo. A importância da gente usar e não abusar, se colocar de forma simbólica, utilizando que mensagem é aquilo que o conto, o mito tá sendo trazido, ao invés de se anteparar naquilo, colocar aquilo como anteparo, né, e ficar lá naquele lugar de não crescimento, né, de não enfrentamento, né? >> Uhum. Eu acredito que vocês lembram disso, né? E vamos compartilhar com os nossos amigos estão nos assistindo. O último volume da coleção, chama-se volume 16, psicologia da gratidão. E ela começa, né, o prefácio dela, ela fala sobre os mitos. Interessante, né? Ela resgata essa temática como forma de fazer um fio que conduz da experiência mitológica, psicológica humana, chegando nas parábolas de Jesus e mostrando de forma simbólica como é possível despertar do indivíduo quando ele se permite psicologicamente entrar em contato com esse com esses recursos pessoais e inconsciente dele a partir dessas imagens, dessas histórias. em favor de si mesmo. E não não vou falar aqui, vamos deixar por dia que esse encontro chegar, né? Mas interessante que ela vai explorar, amigos, aqui essa simbologia do mito de Perceu na ideia de alguém que busca pelos valores morais, né? defender os seres amados, a busca pelo perdão, a construção de harmonia e felicidade para o coletivo. E ela vai contar essa

gia do mito de Perceu na ideia de alguém que busca pelos valores morais, né? defender os seres amados, a busca pelo perdão, a construção de harmonia e felicidade para o coletivo. E ela vai contar essa história de Perseu nesse prefácio, se valendo desse recurso terapêutico, elucidativo, mitológico, como forma de mostrar o processo de individuação do espírito, né? Então ela fala que as várias representações arquetípicas, né, amor, coragem, gratidão, maturidade, proteão, proteção aos fracos, compaixão, são imagens representativas que todos nós temos em nós, né, alicerçadas de forma arquetípica e que promovem esse lugar da exaltação do movimento de individuação ou de como que o espírito amadurece, se se conscientiza, se realiza. perante a vida, mas chegaremos lá em dado momento, né? >> É, com certeza, né? De uma certa maneira, os símbolos, né, que que são contidos no mito eh estimulam e dão um certo direcionamento, né, um caráter significativo e ordenador em si, numa visão prospectiva e além, né? Então, nesse caso, o o mito e e o símbolo acaba sendo um um algo de sabedoria, algo que pode ser do ponto de vista emocional um fator protetor, eh, como um dominante que me vem diante de um momento de fragilidade ou de dúvida, né? Mas o que a Jona tá propondo aqui é que a gente não não fique preso como na mente supersticiosa, né? Ela quer sair dessa supersticiosa que fica encantada de maneira infantil nas histórias e nos mitos, né? e e e perde a capacidade de discriminar, de usar racionalidade, de poder, né, eh eh se movimentar eh com com nossos próprios pés eh ao encontro desse que dessa caminhada realmente profunda e proveitosa do ponto de vista dos exercícios que a gente tem que realizar aqui, como eh construção de consciência, de decisão, de responsabilidade e assim por diante, né? Então, é essa questão que ela tá colocando aqui nesse item. Então, eh eh realmente depois a gente vai ver que em vários momentos a obra dela, ela vai retomar, né, esse tema do mitos de outras perspectivas, né? Então, dessa

que ela tá colocando aqui nesse item. Então, eh eh realmente depois a gente vai ver que em vários momentos a obra dela, ela vai retomar, né, esse tema do mitos de outras perspectivas, né? Então, dessa aqui, a foco maior é realmente desar estado infantil e não deixar que que a nossa mente fica fique eh mistificada, né, digamos assim, não mitificada, mistificada por fantasias que sejam empobrecedoras da alma, né? Mas em outros momentos ela dá outros outras ênfas em relação a esse tema. Muito bem, gente. Então, eu agradeço ao Thago e a Cláudia por mais esse momento que estamos juntos aqui, tendo esse privilégio junto a nossão do caminho de poder se ocupar da obra da prefeitora e convidar todos, né, para nos continuar nos acompanhando, né, na no próximo encontro, que é continuação do capítulo 9 com item constitor e perturbadores. Tá bom? Então, nossa alegria, nossa gratidão a a Jesus, a Joana e a todos vocês que estão conosco nessa empreitada e até o próximo encontro. Ah.

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