T8:E21 • Desperte e seja feliz • Dor-reparação
No vigésimo primeiro episódio, Gelson Roberto, Cláudia Semeghini e Tiago Rizzotto refletem sobre o capítulo 21 de Desperte e Seja Feliz, intitulado "Dor-reparação". Um estudo profundo sobre o papel da dor como instrumento de aprendizado e transformação, revelando sua função reparadora na trajetória evolutiva do Espírito. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #despertardaconsciencia
Queridos amigos, nosso alô, nosso abraço para todos que nos assistem aqui pelo canal da Manão do Caminho Espiritismo Play, nesse estudo maravilhoso da série psicológica Joana de Angeles. Hoje aqui a Cláudo Thiago para dar continuidade nosso estudo. Hoje em especial o capítulo 21. Tu desperte, seja feliz, dor, reparação. Então, eh, essa é uma questão que nos afeta a todos, né? A dor é um tema que a psicologia, a filosofia, os poetas, né? né? Uma um tema que eh tem sido a todo a todo momento, né, palco da atenção e da vivência de todos nós como realmente um elemento que participa da nossa vida. E Joana então vem trazer algumas reflexões, eh, não só sobre a dor, mas para um para para um tipo de dor que é a dor reparação, né, Cláudia Thaago, né, ela começa a falar da dor de uma maneira geral para depois ir desdobrando esse tema em processos específicos na vida da gente, né? Eh, e ela começa justamente falando nisso, né, que que a dor tem uma função específica e ela fala até extraordinária, né? Como é que vocês entendem isso? >> Posso começar? >> Claro. >> As damas primeiro, Thaago. >> Oi, pessoal. sempre uma alegria estar com todos vocês. Eh, ela fala dessa, pensando na tua provocação, Gelson, extraordinária, né? Extraordinário é é que não é ordinário, né? Vamos pensar exatamente, né? No que a palavra quer dizer. Então, ela tem realmente uma função especial, específica, né? que que não atravessa essa ordinariedade da nossa vida, que é auxiliar o progresso da criatura humana, né? Então é é uma é bem uma missão nobre, né? Uma função nobre da dor, né? Que que passa por esse viés extraordinário, né? A Joana no livro Plenitude, volume 3, que nós já passamos, ela diz assim: "A dor propele o ser para outros planos, outros patamares mais elevados". Então ela é um trampolim, né? A a partir e através da dor a gente visita muitos lugares eh eh adoecidos nossos, né? muitos lugares necessários para esse olhar, para que a gente possa então eh nessa visitação sanar, sanear e avançar, né? Dar esse pulo, esse salto,
te visita muitos lugares eh eh adoecidos nossos, né? muitos lugares necessários para esse olhar, para que a gente possa então eh nessa visitação sanar, sanear e avançar, né? Dar esse pulo, esse salto, né, quântico que nós precisamos fazer. Então ela é esse trampolim, né, importante. Oi, amigos. Muito bom tá aqui de novo. Eu gosto de pensar essa palavra do extraordinário até seguindo já no texto, mas lembrando, por exemplo, as grandes descobertas do campo farmacêutico para certos quadros clínicos. Então, por exemplo, até os meados, meados do século in século X, não existia, como a gente compre compreende hoje, os métodos anestésicos. Então, a maneira de suprem dor física diante de lacerações, lesões provocadas por acidentes, pelo fenômeno da guerra, era necessário buscar outros artifícios. como forma de suprimir isso quando possível. Lembro que quando descoberto os neuros transmissores na década de 30, 20 do século XX, eh foi uma descoberta, olha, descob algo que nós não sabíamos. Além da anatomia, existe algo que regula, né, neuroquimicamente o cérebro. E vamos descobrindo, amigos, no curso da história, várias medicações que vieram auxiliar em tratamentos diversos e elas vêm com esse movimento extraordinário, populas são revolucionárias. Aqui Joana parece tá buscando, usando essa essa linguagem, mas mostrando não há nada mais extraordinário no fenômeno da dor do que nos auxiliar na nossa na nossa evolução, né? Isso parece um paradigma muito importante para nós no sentido de como nós nos relacionamos com a própria dor, que eu acho que esse vai ser o mote de todo esse capítulo, uma ressignificação em torno de como é a nossa relação tão particular e única com o sofrimento, a dor, né? Então ela começa já trazendo uma nova proposta, um novo ideário paraa compreensão do que seja dor para nós. É bem interessante isso colocando porque realmente ela vai falar, né, aqui da dor que vai ser auxiliar, né, ao progresso evolutivo. E aí junto com isso, embutido nessa nessa ideia de Joana tem essa
s. É bem interessante isso colocando porque realmente ela vai falar, né, aqui da dor que vai ser auxiliar, né, ao progresso evolutivo. E aí junto com isso, embutido nessa nessa ideia de Joana tem essa ideia de dinamismo, né? Então, em vários momentos da obra dela, ela vai falar da luta, né? Que a vida é uma luta. Isso tem muito a ver com o Heráclito, né? Que que é o filósofo que falava de desse dinamismo Jung também que fala da atenção dos opostos. Então essa ideia, né, que a vida é uma luta, ou seja, que é um movimento de tensões de forças necessária para que justamente a o movimento da vida se dê e se crie consciência, né? Porque de uma certa maneira se for pensar, né, a gente vem construindo a partir da nossa animalidade, né, um passado muito sólido que vai que que fomos cristalizando em hábitos, em formas, né, e padrões. Então, de uma certa forma, isso ainda é o reflexo da da da matéria regida pelo pela força do instinto como força organizadora e segura desse centro dinâmico que tá começando, né, a a caminhada. Então, chega um momento que o espírito começa a ter a primazia de de com a sua a liberdade, né, de começar a se testar e não mais o instinto fazer essa autorregulação, mas nós começar a criar recursos, né? Então, então é necessário que o espírito se arrisque e busque novos caminhos, né? Eh, há um um esforço que é todo nosso, né? E então todo esse processo exige a dor para poder mobilizar, né? Porque de uma certa forma que a dor meio que desacomoda esse espírito que ainda tá de uma certa maneira condicionado muito por esses padrões automáticos do passado, né? Então a co você tem que despertar, tem que refletir, tem que se realizar, tem que se expandir, né, e poder, eh, gerar eh esses pressentimentos, essas vocações, essas eh potências que nós trazemos dentro da gente. Então, a dor ela vai obrigando o espírito a se dobrar sobre ele mesmo, né? Quando uma dor, como diz ali o Thiago, eu tenho que buscar uma solução, né? Eu tenho que ser, tenho que lidar com aquilo, a vida me impõe. Eu tenho
brigando o espírito a se dobrar sobre ele mesmo, né? Quando uma dor, como diz ali o Thiago, eu tenho que buscar uma solução, né? Eu tenho que ser, tenho que lidar com aquilo, a vida me impõe. Eu tenho que buscar profundas introspecções, eu tenho que penetrar na realidade, eu tenho que eh eu sou chamado a reconhecer que aquilo é algo que que que eu não não tenho como negar. Então, de uma certa forma, a dor vai provocando esse dinamismo espiritual e vai também ajudando a gente desapegar e libertar, né, esses processos densos, né, ligado aos aos elementos mais primários dessa vida animal dentro da gente, né, para se dilatar em favor de uma dimensão mais ampla, mais profunda, que é a própria realiza ação do espírito, né? Então, realmente essa frase de Joana, ela é uma síntese maravilhosa desse processo dinâmico que o espírito vai construindo ao longo da sua jornada evolutiva. >> Sim. E ela aqui, ela traz esse referencial da ciência e da moralidade, porque ela logo diz: "As admiráveis conquistas da ciência têm tido por objetivo diminuir-lhe a intensidade, né, ou mesmo suprimi-la." Então, conforme a ciência avança, o Thigo trouxe, né, o descobrimento dos neurotransmissores, conforme a ciência avança, né, novas novas ferramentas, né, eh, instrumental, né, o conhecimento também nos possibilita poupar de muita coisa, mas ela diz, não obstante, apesar disso, a inferioridade moral em predomínio torna-se responsável pelo surgimento de novas doenças e de disturbios. Então, é como se fosse uma eh a imagem que me vem é de secar gelo, né? Se a gente não adianta ter uma ciência evoluída, né? Eh, se a gente não observa isso que a Joana trouxe, traz, né? Então, abastece-te nas fontes inesauríveis do bem e organiza a tua vida moral e mental. Então, se nós não fazemos isso e ela já traz aí a a o a solução, né, a gente vai ficar apagando gelo, porque é cuidar de algo que tá que o cerne não foi cuidado, né? E aí por isso eu acho que ela entra, né? Eu fico pensando que ela entra no tema, né? A do reparação, que é o que
ai ficar apagando gelo, porque é cuidar de algo que tá que o cerne não foi cuidado, né? E aí por isso eu acho que ela entra, né? Eu fico pensando que ela entra no tema, né? A do reparação, que é o que ela vem trazer para nós, né? E eu fiquei, fui lá buscar o que significa reparar, né? reparação, né? Foi lá no no nosso dicionário, a gente sempre busca, né? E aí diz assim: "Reparar é restaurar, consertar, recuperar e restabelecer." Porque o que a Joana precisa, ela também fala nessa introdução, né? É harmonia pessoal e de equilíbrio. O que ela que nós precisamos é restabelecer essa harmonia interna, essa organização interna tão necessária, né? que por muitas vezes fica caótica, né, e nos bagunça tudo, né? Então aí vem a dor para restabelecer a ordem, né, a partir desse caos. >> Eh, e fica subentendido, né, amigos? Isso que eu acho que é a beleza, da maneira como ela vai desdobrando, nos apresentando essas obras. Ela tá resgatando não só a perspectiva histórica, da maneira como o homem busca conforto e busca afastar a dor, né, da da experiência, mas ela resgata também algo que é central, que é a ideia da integralidade do ser. Porque ela tá dizendo, por mais que eu não gosto da minha imagem facial e eu sinto uma dor em ver o feio, por exemplo, eu vou lá e mexo, aí eu percebo que o meu lábio também não tá bem. E a ideia de, ah, mas eu não tô me sentindo, eu tô triste, eu tô uma medicação. Todas as ferramentas, procedimentos e processos possíveis em que nós buscamos manejar as dores diversas, físicas, psíquicas, ela tá dizendo assim: "Por mais que você mexa no aparato físico, se você não contemplar o ser integral, que é o espírito, não será possível compreender como que esses processos interconectados, eh, como eles se interrelacionam e como que, na verdade, a alma eh se expressa por meio do equilíbrio ou do desequilíbrio, né? E a dor é esse processo que parece que chama esse chamamento pro reencontro com nós mesmos e esse reencontro com a busca por um equilíbrio. Mas que equilíbrio é esse? É
líbrio ou do desequilíbrio, né? E a dor é esse processo que parece que chama esse chamamento pro reencontro com nós mesmos e esse reencontro com a busca por um equilíbrio. Mas que equilíbrio é esse? É esse é o equilíbrio da aparência tradutória. É uma satisfação de supressão de dores qualquer que sejam para que a gente não tenha contato com ela? Existe um autor que agora eu não tô me recordando qual é, mas ele lança a seguinte hipótese. Quando nós, seres humanos, pela ciência descobrimos caminhos para suprimir a dor, é possível que nós temos nos condicionado culturalmente, que é possível viver sem dor. E por isso é tão difícil pra gente lidar com a dor, que se vende a ideia de uma vidaem que é possível tirar isso e vivermos apenas uma suposta felicidade, um suposto bem-estar. Quando na verdade dor faz parte da vida. Acho que o Gelson disse uma vez isso, disse assim: "Viver dói". Que às vezes é tão difícil acolher essa imagem, né? Essa ideia do viver dói, mas viver dói, dói. E é parte, né? Linda. >> Sem amigo. >> Também dói, né, Thaago? Só não também tem outras coisas boas, né? Mas também dói. Mas é legal isso que estão trazendo, porque essa de integralidade ela ela vai começar como uma frase impactante aqui no nesse capítulo que a tua é uma dor pessoal intransferível. Olha só. a gente cria uma identidade na nossa própria dor, ou seja, né? Não é qualquer dor, é minha dor. É a dor justa, perfeita, adequada, que tem a minha cara, né? ela é ela reflete uma história, ela então ela reflete um percurso, ela reflete um objetivo, ela expressa uma essa dinâmica minha. Então, né, eu não posso se vend querer largar ela, né, e dizer não, peguem para vocês, né, ou querer comparar a tua dor, a dor do outro, né? Então não tem como compartir nem comparar. A dor é tua diz, né? E ela é intransferível. Acho tão interessante essa forma dela começar trazendo, né, e esse tema, né? Eh, e ela fala assim, pode até gostar que os amigos, familiares tivessem uma dimensão do que te aflige, da prova do teu sofrimento.
interessante essa forma dela começar trazendo, né, e esse tema, né? Eh, e ela fala assim, pode até gostar que os amigos, familiares tivessem uma dimensão do que te aflige, da prova do teu sofrimento. Mas não é possível. ninguém vai poder eh reconhecer, entender, compreender o que vai para para dentro de ti e o significado da dor para ti. Então, ela tá chamando atenção para um para que eh na dor eu tô me revelando, não revelando quem eu sou, mas eu tô eh contatando com profundidades importantes da minha alma que ninguém vai poder conseguir reconhecer e por isso mesmo é de um valor muito grande. E aí eu me lembrei do mito de Kir, né, que é tão um mito tão importante pra psicologia unguiana, né, que é justamente que que reflete que a gente é por causa da nossa dor. Então a gente, né, no de Kiron, a gente vê que a nossa vocação, né, o o Kiron é o curador ferido, ele é o grande eh eh mestre dos heróis, né? E e a história dele é justamente essa, né? Ele é ele é imortal e é flechado, né, por éxito de uma flecha que é mortal. Aí ele fica, né, por não por não poder morrer com uma ferida aberta que nunca se cura, né? Eh, então uma filha que era muito dolorosa, que não cicatizava porque ele era imortal e a flecha era mortal. Então ele carrega no arquétipo de Kiro, do que exatamente essa marca, né, de algo que ele não vai resolver, mas que ele vai suportar e elaborar. Então essa ideia realmente da sociedade que a dor tem que ser eliminada, né, ou que a gente tem que ser curado, né, eh, é uma ideia equivocada, porque na na própria questão da psicologia, se for pro consultório, quer que a gente tira a dor da pessoa, né, como se a cura fosse um uma questão de de tirar a dor, né, mas de uma certa maneira, como diz o Jung, né, a muita a gente tem que carregar a nós mesmos e nem tudo Eh, podemos superar em termos de uma resolução, mas sim em termos de um suporte. Suportar é uma forma de gerar consciência de quem somos, né? E aquela daí que tem aquela outra fase do Jung, né? Só aquilo que somos tem o poder de
s de uma resolução, mas sim em termos de um suporte. Suportar é uma forma de gerar consciência de quem somos, né? E aquela daí que tem aquela outra fase do Jung, né? Só aquilo que somos tem o poder de nos curar. Então, a primeira ideia, né, é que se a gente não conseguir nos acolher, nos suportar e de uma certa maneira reconhecer quem é esse, que que sou eu mesmo, nada acontece. E isso parte também na nossa relação com com a nossa dor, né? ela é um convite para gente poder realmente eh contatar conosco mesmo. E a Joana, ela você citou eh Gelson, em algum momento você diz do julgamento, né? A minha dor é maior que a sua, né? Então a Joana traz aí essa faceta infantilizada também, né, da pessoa, né, de que a dor dela é maior, né, e que ninguém tem uma vida tão sofrida quanto a dela, né? E a Joana ela passa, né, ela ela passeia por isso, né, ela diz que cada criatura precisa conduzir, né? E aí ela nos traz um sentido coletivo, que a dor é coletiva, guardadas as suas individualidades, né, de cada vida. A dor é coletiva, ou seja, todos nós estamos neste barco, né, carregando as nossas próprias dores, né? Então, é como se ela dissesse, eh, não, não atrapalha muito o outro, porque ele também tá com o seu calvário particular, né? E não torna o teu calvário, ela diz assim: "Supõe que o teu é um calvário demasiado, né?" Não, todos têm um calvário demasiado. Então assim, eh, se a gente começa a respeitar mais o outro nesse sentido de que ele também carrega uma dor, carrega a sua cruz e que é muito difícil para ele também, a gente começa a a viver com mais respeito, né? Eh, se o o o amiguinho, às vezes as crianças, né, estão com machucadinho no joelho e o outro também tá, ele sabe, né, que aquela dor que o outro carrega, né, não mexe no meu joelho, mas o outro também tá. Então, é uma reflexão e ela nos coloca nesse lugar de observar que o outro também está numa caminhada, numa trajetória, né? E isso é muito importante nos dias de hoje, né? porque as pessoas tão tão muito eh isoladas, egocêntricas, né? Eh,
nesse lugar de observar que o outro também está numa caminhada, numa trajetória, né? E isso é muito importante nos dias de hoje, né? porque as pessoas tão tão muito eh isoladas, egocêntricas, né? Eh, caminhando sempre no sentido de privilegiar o que sente, né? Potencializar o seu vitimismo, né? Em detrimento do que os outros estão sentindo. Então, ela diz, né? Olha, né? Tá todo mundo nesse lugar de carregar a tua cruz, mas é importante que você suporte a sua cruz, né? Porque se a gente suporta a nossa cruz, a gente para de eh se justificar diante do outro, né? E e aí se recolhe para esse lugar, né, de de respeito, né, e que cada um traz esse seu próprio inferno, né? Se nós pensarmos assim que cada um tem o seu próprio inferno, o mundo fica um pouco mais tranquilo, né? Porque a gente deixa de atacar o outro, porque o outro também está em sofrimento, né? E e a gente esquece mesmo que a gente é um um espírito e que cada um carrega muitas, inúmeras dificuldades, né? >> E essa é a sabedoria, né, do arquestro curador ferido. Ele não é não porque o Kiro não é nem só curador e não é nem só o ferido, né? A a cura, a ideia da cura vem vem junto com a ferida. né? Então, eh, o Jung vai justamente comentar sobre isso, né? Que os curadores foram feridos para se proteger da inflação. >> Uhum. >> Do do do risco de serem seduzidos a uma identificação com o arquétipo do curador. Então, eu só posso curar a partir da dimensão da ferida, né? Ou seja, há que haver uma humildade aí. Então, a a ferida nos protege da onipotência, da inflação, da tendência nossa a inflacionar e nos gera humildade, nos d contata com a nossa vulnerabilidade, com a nossa pequeneza, que é tão importante para que a gente possa construir realmente, né, essa caminhada, eh, mais consistente da nossa dimensão espiritual. Eu gosto do trecho em que ela comenta, né, de como que a alma ali lavrada na dor, né, lavrada em sofrimentos, em dificuldades. Esse lugar é uma experiência comum em que nós todos de uma forma temos, né?
gosto do trecho em que ela comenta, né, de como que a alma ali lavrada na dor, né, lavrada em sofrimentos, em dificuldades. Esse lugar é uma experiência comum em que nós todos de uma forma temos, né? E mas você avalia que esse teu calvário ele é ele é sombrio, ele é dolorido, ele é demasiado, né? Mas porque você ignora a dor que o outro tá passando e de uma forma, né, amigos? Quando nós estamos sofridos, doloridos, fomos feridos de sentimento, ou porque nos sentimos traídos, ou porque um reverbo econômico ou qualquer que seja a situação de precariedade que somos colocados, nos provoca a dor, é compreensível que ainda no nosso grau imaturo, desenvolvimento psicológico, faça com que nós passemos a ficar gravitando em torno da dor. que é em torno de nós mesmos e a dificuldade de enxergarmos o mundo para além disto que tá nos consumindo. Gostei disso que vocês trouxeram. De alguma forma, a experiência de entrar em contato com o sofrimento do outro nos faz reavaliar muitas coisas. E eu acho um ponto importante é compreender que essa experiência partilhada da dor, ela é comum como experiência humana, mas que a gente pode, estando uns com os outros tentar mesmo carregando cada um dentro de si essa cruz, né? Essa cruz simbólica às vezes pedra e que é difícil, mas não tem que ser uma jornada solitária. Então eu gosto muito das palavras do professor Milton Santos, que diz assim: "Toda vez que uma comunidade experiencia uma condição de muita precariedade material, eh esse constrangimento faz com que as pessoas busquem laços de cuidado múo. tendo em vista que eu tenho só um pouquinho de feijão, eu não tenho nada. Ah, eu tenho um pouco de arroz. E a ideia de que às vezes, né, a maneira como no meu sofrimento, eh, eu olho o sofrimento do outro e esse outro me reconhece. E isso é uma dimensão muito bela de uma ética existencial de reconhecimento e cuidado uns dos outros e que é fundamental. Nós vamos chegar daqui a pouco na parte sobre a questão do amor, né, como um caminho para esse
ensão muito bela de uma ética existencial de reconhecimento e cuidado uns dos outros e que é fundamental. Nós vamos chegar daqui a pouco na parte sobre a questão do amor, né, como um caminho para esse processo. Mas perceba que nós precisamos sair de um lugar em que a gente se vê aprisionado nesse lugar e a gente passa a demandar muito uma atenção para a minha dor que de alguma forma seja ela verbalizada ou sentida ou representada, ela é a maior dor do mundo. Mas não quer dizer que a gente não possa estar em contato com a dor do outro para vez ressignificando muitas coisas em relação ao nosso lugar na vida, né? Sem que isso desmereça o que a gente sente, mas me parece que estar em contato com os outros eh nos ajuda a pensar outras formas de lidarmos com esse sofrimento e pensarmos: "Eu não estou sozinho, eu não sou o único e parece que com o outro é mais fácil". Não, não precisa ser tão tão sofrido e tão tão solitário, né? Eh, eu eu eu vejo uma coisa interessante, me lembrei de uma pessoa eh que tem um livrinho, né, Raquel Naomi eh Rem e Histórias que curam conversas saibas ao pé do fogão. É o título do livrinho dela. E ela fala justamente disso, né, que que a gente consegue curar porque a gente tem ferida, né? E só que tem ferida, eh, a consegue compreender a ferida do outro. Então, são as pessoas sofredoras pode compreender o que é necessário para criar o sofrimento que que o outro tem. Então, é a questão da compaixão, né? a gente pode ser ter um monte de conhecimento, um monte de especialidade, um monte de recurso, mas acima de tudo para lidar com o sofrimento, né? Até porque, como já falou, né, todo mundo, todo mundo que tá vivo já sofreu. A gente tem que contratar com o nosso sofrimento para sensibilizar nossa alma e chegar ao outro, né? Então, como o sofrimento é um caminho de encontro, né, necessário, né, e e de então a gente não consegue partilhar a nossa dor, que a dor de cada um, mas a gente pode partilhar a experiência e partilhar a sensibilidade, que isso
m caminho de encontro, né, necessário, né, e e de então a gente não consegue partilhar a nossa dor, que a dor de cada um, mas a gente pode partilhar a experiência e partilhar a sensibilidade, que isso pertence a todos e nos fazer mais humanos e mais eh cuidadores e cuidadosos um com o outro. É, e a Joana, ela nos lembra novamente, né, quando quando vocês estão trazendo esse percurso, né, da humildade, né, do eh da diluição dessa dor individual numa dor maior coletiva, né, nas tragédias. A gente vê muito isso, né, eh, onde todos se mobilizam, né, e um self coletivo é ativado ali restaurador, né? Eh, mas aí a Joana lembra, né, que eh eh a gente não tá aqui por acaso, né, quando ela começa uma frase dizendo: "Ninguém passa pela Terra sem a presença da agonia", né? Então, faz parte do nosso percurso, né? Sempre a agonia sempre surge para um uma necessidade de resgate, né? Desse do que do que é necessário, né? Então é instaurado então esse compromisso, né, de restauração. Mas eh aí ela eh por mais ela vem caminhando no sentido de olha, diminui esse olhar, a gente precisa chorar a nossa dor. Isso é importante também dizer, né? Nós somos humanos, a gente precisa entrar em contato com a nossa dor, né? e e sentir o quanto tá pesado naquele momento que a pessoa tá atravessando, o quanto tá difícil, quanto tá doloroso, o quanto até não gostaria de estar passando por uma determinada situação. E isso é eh eh isso é natural, né? O que a gente não pode é ficar na dor, né? Então aí ela nos lembra, olha, faz parte desse processo, né? e que vocês se encontram na Terra passar pela agonia. Então ela ela é esse movimento, né, de chorar a nossa dor, mas sair daquele lugar que muitas pessoas não conseguem e ficam orbitando e todo mundo que se aproxima, ela vai fala da dor dela e o outro vai começa a falar, ela diz: "Mas a minha é maior", né? Então assim, são pessoas que não conseguem sair daquele lugar, né? E e a ela nos diz isso, né? que olha, faz parte. E aí ela nos traz eh eh a sua frase pontual, né, uma delas, mantém-te
é maior", né? Então assim, são pessoas que não conseguem sair daquele lugar, né? E e a ela nos diz isso, né? que olha, faz parte. E aí ela nos traz eh eh a sua frase pontual, né, uma delas, mantém-te em paz íntima na tua dor. Então assim, busca não sair do teu referencial de paz, né, de de de equilíbrio mínimo possível para que essa dor não te desestruture, porque ela diz assim: "Olha, quantos enlouquecem de um para outro momento, né? Não suportaram manter o equilíbrio tão necessário diante das fragilidades da vida, né? a fragilidade da dessa resistência que a pessoa tem. Então ela diz: "Mantém-te em paz íntima". Então assim, reconhece a tua dor, né? Visita esse coletivo onde muitos estão. Nós todos temos os nossos calvários particulares. E aí o remédio, mantente-te em paz íntima para que você não se desorganize, se desestruture, né? E aquela dor, então, ela nos traz a rebeldia, a desesperação, o desânimo e a mágoa, né? Um dos mecanismos, né, do luto é a rebeldia contra Deus, né? Por eu Então ela diz: "Cuidado com esse processo, se recolhe, mantém-te em equilíbrio, né, e suporta, né?" Então, é esse caminho, né? que ela diz, né, pra gente, e ela diz assim: "Se aceitares, né, se aceitar a dor como fenômeno natural, logo a vencerás com tronfos de luz, né? Então, não é como vocês já trouxeram, não é uma primazia, não é um privilégio, né? Eh, todo mundo passa por isso." Então, eh, são auxílios que ela nos traz. Vocês percebem que ela tá se versando de conceitos que até parecem se eu seriam postos. Como é que eu posso ter paz se está doendo? Como conciliar a ideia de pacificação da alma para um lugar em que a dor tá presente, às vezes latejando. Não pode parecer não fazer sentido, né? Mas é interessante que é esse lugar do suportar. E a ideia de que exige um sentido. Quando ela traz a ideia de compromissos de restauração, nós estamos falando de uma proposta reencarnacionista, transxistencial e que as nossas jornadas experi, né, como espíritos, elas vão se conectando e
do ela traz a ideia de compromissos de restauração, nós estamos falando de uma proposta reencarnacionista, transxistencial e que as nossas jornadas experi, né, como espíritos, elas vão se conectando e vão plasmando possibilidades futuras, seja no campo do desequilíbrio daquilo que a gente semeou, seja o campo da virtude daquilo que foi muito bem semeado. e elaborado por nós. Agora, uma vez perguntaram sempre para Emanuel, para Chico, o que que Emanuel, como Emanuetaria fora da caridade numa salvação? essa frase tão importante, o espiritismo. E olha, o irmão tá dizendo que para ele significaria fora da caridade não há reparação. Então, a ideia de que os processos de reparação, de restauração, para novamente reencontrar equilíbrio no campo da alma, eles muitas vezes passam pelo fenômeno da dor, né, pelas necessidades que cada um tem no campo dos resgates. Então, ah, aceitar, como é que eu posso aceitar isso como uma coisa natural? É da natureza porque é da vida, né? E isso tanto é da vida no sentido dos fenômenos que às vezes se inscrevem no vaso físico por meio de de estudos e etc, seja aqueles do campo da psique, seja o campo dos relacionamentos. Em todos esses espaços, todos esses blocos, a dor vai aparecer em algum sentido, né? Até porque a nossa leitura dos fenômenos, da experiência, muitas vezes ela ela tá nublada pela nossa miopia de compreensão de certos fenômenos. Então, se eu pensar na dor processo que é da vida, que é natural da vida, mas que ele pode produzir vida, a gente encontra, voltando à primeira frase que você estudi hoje, né? por excelência a dor é esse instrumento, é esse caminho, né? Muchas vezes a ideia da dor como um lugar de aprionamento, sem dúvida, produz, né, eh, quadros de ansiedade, quadros depressivos, quadros de angústia, mas se a gente pensar na dor como um caminho de elaboração de algo que ainda nós ainda não alcançamos agora no imediato, mas que vai trazer para nós experiências importantes, eu acho que nós estamos tratando esse lugar. A
na dor como um caminho de elaboração de algo que ainda nós ainda não alcançamos agora no imediato, mas que vai trazer para nós experiências importantes, eu acho que nós estamos tratando esse lugar. A experiência da natureza está se elaborando, ela tá se processando para produzir quando nós somos capazes de acolher e aceitarmos. Gosto da passagem do Evangelho de que eh o consentimento da razão campo da disciplina e o o consentimento como uma ideia relacionada ao a esqueci a palavra agora, mas é disciplina e esqueci, mas a ideia de consentimento do sentimento. A gente não apenas raciocinoução. >> Isso, amigo. resignação, que é uma conquista difícil, particularmente campo do das dores, né? Mas a ideia de a alma consente e aí a gente talvez consiga suportar e pensando como trabalhar esse sofrimento a partir dessa jornada nova, dessa marcha nova no campo da ideia da aceitação. Isso me lembra outra frase aqui da Joana que ela diz: "Ninguém passa pela Terra sem a presença da agonia que sempre surge para cada um, consoante a necessidade do resgate em que se encontram imers." Então, eh, a resignação é oposagonia. E essa agonia que o dó o que dói não é tanto a dor em si, mas é o sofrimento vivenciado pela dor, né? Ou seja, né? E o sofrimento é a tua postura interna existencial. Então essa agonia me parece que é um eco, uma ressonância de elementos que tão pedindo para serem olhados em favor de um resgate. Quanto mais aqui um teva sala, é porque tem alguma coisa que tá sendo pedido para que não foi compreendida e não e não sendo compreendida, não não foi assimilada. E aí a resposta é agonia, né? Então, eh, e por isso que a ideia de aceitar que a Cláudia tá falando, né, quando ela disse, né, manterse em paz íntima, né, a sua dor e depois a falta de aceitares é justamente esse caminho, então, de reconhecer bem isso tudo, calma, calma aí. Isso tudo tem um tem alguma coisa que tem ser reconhecida, olhada. Então eu posso me manter em paz, porque isso não é por acaso. Isso tá na medida daquilo que eu
nhecer bem isso tudo, calma, calma aí. Isso tudo tem um tem alguma coisa que tem ser reconhecida, olhada. Então eu posso me manter em paz, porque isso não é por acaso. Isso tá na medida daquilo que eu necessito pro meu resgate. Então, se eu conseguir olhar para isso desse outro lugar, né, e da aceitação, do reconhecimento, que é um grito interno meu para mim mesmo, daí eu começo a ter realmente um caminho de aproveitamento e de mudança a partir dessa dor. Eh, e se por um lado tem esse ego, né, que ela diz da rebeldia, da desesperação, do desânimo e da mágoa, né? Um ego, eh, que tenta manter o controle e se o controle não tá do jeito que ele gosta ou se ele perde o controle, ele tem essa revolta, né? Então, agonia-se é realmente é algo agônico, né? eh eh vivendo esse caos. Por outro lado, esse suportar ele se remete a uma entrega, né? Senhor, seja feita a vossa vontade, né? Então, é quando a gente sai do controle e deixa e confia e entrega, né, que algo está no controle, alguém, né, as forças maiores estão no controle. Então, eh eh é um outro olhar paraa dor, né, para aquele sofrimento que se está passando, aquela, aquela revira volta, aquela situação onde não se encontra uma solução, né? Então, a desesperação é justamente a a tentativa de encontrar uma solução que ela não vem assim, né? Então essa entrega no Senhor seja feita a vossa vontade, entrega, se aquiieta e aí mesmo e aí é por isso que ela diz: "Mantém-te em paz íntima". Porque assim, muito já não pode mais ser feito, né? E confiado que aquilo que se podia ser feito se fez. Confiar no movimento, né? Confiar no movimento na vida e e e aguardar. Então essa entrega muitas vezes se revela nas nossas vidas, né, na vida daquelas pessoas que a gente acompanha. Quando a pessoa não, no auge da sua desesperação, ela diz: "Não tenho mais o que fazer". E aí sim algo acontece, né? Então essa entrega faz com que a gente saia desse lugar de agonia, né? e e se eh e se poupe desse dessa perigo do desequilíbrio, né, e do enlouquecimento,
ais o que fazer". E aí sim algo acontece, né? Então essa entrega faz com que a gente saia desse lugar de agonia, né? e e se eh e se poupe desse dessa perigo do desequilíbrio, né, e do enlouquecimento, né, se poupe muitas vezes também de agir de forma equivocada, tomar atitudes equivocadas, né, atos insanos que a gente vê muito. Então é isso, é esse recolhimento, né, de algo que eu não posso mais fazer e entender, como Jana nos fala, que tudo tem um sentido, uma finalidade, né? E muitas vezes a gente não se pergunta, porque no auge de se debater e tentar resolver, a pessoa não para e pergunta: "Para que está servindo isso? Para que serve isso que eu tô passando agora, né? Eh, e que é uma pergunta importante que nós precisamos fazer, né? >> Eh, prosseguindo, né, a partir desta reflexão tão bonita, Cláudia, ele traz algo que é muito importante, que parece ser uma característica de muitos de nós espíritas. Ela diz assim: "Não te consideres, ou não consideres que sofres porque foste o pior dos seres do passado espiritual. Tem um que às vezes, né, às vezes nós escutamos de alguns de alguns amigos e amigas espíritas uma justificação autodepreciativa sobre as condições de hoje. Com certeza foi porque aprontei, mas não é algo que apenas uma tentativa de racionalizar um processo, de conectar com o passado, é quase uma justificação. Então, me recordo do Divaldo, em vários momentos dizer assim que nós merecemos ser felizes na do possível, que a gente busque ser pessoas felizes, né, ainda que com sofrimento, às vezes com dores, né, mas que existe essa dimensão, parece uma imagem tanto quanto masoquista de que a gente passa quase a nos flagelarmos por conta do que nos do que se passa hoje conosco. eh, trazendo essas imagens um suposto passado e que justifica esse sofrimento e que às vezes bota esse processo de autodescobertas. estou discutindo aqui a partir da dor, a dor como um movimento que deflagra novas possibilidades. Então, a ideia de que eh quem fomos ou deixamos de for, já tá
s bota esse processo de autodescobertas. estou discutindo aqui a partir da dor, a dor como um movimento que deflagra novas possibilidades. Então, a ideia de que eh quem fomos ou deixamos de for, já tá inscrito na presença do hoje. Quem eu sou hoje, ele é uma manifestação, da síntese de vários processos, inclusive aqueles perturbadores. Então, que a gente possa sair um pouco se deslocar deste lugar e que muitas vezes, pensando até numa ideia de uma psique cristã, é nos nos aprisiona numa imagem muito passiva perante a vida, como se não nos coubesse agora fazer alguma coisa assim, é inevitável agora o que acontecer comigo tem a ver com esse passado e fica desse ciclo vicioso quando na verdade a tá nos convidando para, como né, olharmos para essa dor e pensarmos nas possibilidades do que é educativo nesse processo. Eu me recordo de vários corações que chegavam para tratamento do obsessivo e a fala mais comum era essa: tira isso de mim que eu não aguento mais, né? como se a causalidade que tá acontecendo fosse apenas externa, como se não existissem elementos na matriz da própria alma que precisassem de cuidados, de questões serem elaboradas. Então, eh, a gente precisa talvez nos assenhorar mais essa nossa nossa responsabilidade. Isso aqui não quer dizer, né, amigos, subestimarmos as dores que às vezes nos fazem curvar os joelhos, nos fazem chorar muitas vezes e é terapêutico chorar. Nós precisamos chorar mais, né? uma sociedade pouco habituada a esse lugar, mas um choro que pode ser promotor de de despertares também, né? Então, eh acho que é um é muito importante a gente pensar nas perspectivas, né, do nosso lugar na construção disso a partir da dor. Esse sentido psicológico, né, que a própria Luana, Evangelho Segundo Espiritismo, já dissemos isso no encontro, a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos. Olha que interessante. Quem for capaz de compreender e ler a dor com um processo de libertação, de renovação, já compreende melhor a vida, já tem mais consciência de si, dos processos, né,
us eleitos. Olha que interessante. Quem for capaz de compreender e ler a dor com um processo de libertação, de renovação, já compreende melhor a vida, já tem mais consciência de si, dos processos, né, que nos visitam. Aqueles que às vezes estão se afogando na carne, nas dores, talvez apenas querem que isso passe, que isso seja tirado, que isso seja extinto, mas a gente sabe que não é assim. a gente tem que ser mais, a gente tem que ser mais conscientes desse processo, né? É. E é, e ela vai daí a partir disso, fazendo essa distinção, né? Fazendo eh uma classificação das dores, né? Eh, então ela vai falar de duas dores que se move a partir de um outro lugar, que é a dor elevação e a dor conquista, e a dor resgate, que é essa que a grande maioria de nós vivencia, né? Mas antes de falar um pouquinho sobre essas dores, né, eu queria falar de uma quarto uma quarta classificação de dor, que é a dor neurótica. que é também muito comum, porque é o que ela tá falando antes, né, que a a aquilo de criar dor e sofrimento hoje não precisa, né? A gente tem a gente eh eh tem um ataque histérico, porque em vez de ganhar 20.000, a gente ganhou 15.000 em relação a um projeto lá que eu tinha para receber, a gente tem um ataque esté porque a viagem que eu queria não saiu como exatamente como eu desejava. E ou a gente tem ou a gente aumenta a história que é simples, né? Eu tô com probleminha, aquilo torna, né, um probleminha físico, aquilo gera fantasias e eu fico me torturando. T t t tal tal tal t tal tal tal tal. Então de uma certa maneira, né? E e onde vai postular que a neerose é um sofrimento sem sentido, né? Então tem tem aquele sofrimento legítimo da alma, né? Da dor que enquanto como eu vou viver essa dor que me pertence e tem essas dores e sofrimento que a gente crava, a gente voca, a gente provoca com uma forma de não se responsabilizar. como uma forma de chamar atenção, como uma forma de de incompetência por questões de não da não querer olhar paraa paraa minha realidade e dimensionar verdadeiramente o que ela é.
se responsabilizar. como uma forma de chamar atenção, como uma forma de de incompetência por questões de não da não querer olhar paraa paraa minha realidade e dimensionar verdadeiramente o que ela é. Então, tem essa dor que é neurótica, né, que também é muito comum. Então eu vejo assim que nós somos atravessados de um lado pela neurose, né, para provocarmos dores sem sentido na gente e de outro lado pela dor resgate, né, que são são as dores mais comuns na nossa vida, né? Eh, e aí tem a dor elevação e a dor conquista, que são dores de um outro quilate, né, gente? Cláudia, fala um pouquinho sobre as dores, a dorção, a dor conquista. berberando na dor, na dor neurótica. Eh, eh, o que me vem nessa dor elevação, na dor conquista, né, essa sublimação, essa sutileza, né, quanto mais a alma se eleva, mais ela fica sutil, né, e mais ela escolhe isso, né? Então, o que me vem a palavra renúncia, né? É até um romance com esse nome, né? O quanto se renuncia em favor desse coletivo, desse amor, desse resgate de terceiros, né? Então, já são outros patamares de dor, né? Mais sutilizadas, né? E a nossa é esse dor esgate, eh, que nós todos temos, né? E, e aí são aquelas perguntas, né? eh, para que serve a dor, né? Porque isso me surge? Eh, e importante a tua reflexão sobre esse essa dor neurótica, né? Porque muitas vezes a gente fica circambulando num tema onde não é mais necessário, né? Eh, vamos falar um pouco mais sobre isso, mas eu queria retomar sim o que o exemplo que o Thiago trouxe, né, daquela culpabilização, né, infantil, de e até de uma forma de tamponar. É, é isso, não, né? Quando a pessoa diz, foi uma pessoa terrível em outras vidas, então é isso, né? Mas o quanto também esse olhar ele é judicativo, né? Ele olha pro outro e aponta o outro, né? Quantas tá passando por isso, mas não deve ter sido fácil, né? Então agora aguenta. Então assim, o quanto a gente julga ainda, né, o caminho do outro, né, o quanto a gente é malvado em algumas situações, né? E assim um outro exemplo que me que me
sido fácil, né? Então agora aguenta. Então assim, o quanto a gente julga ainda, né, o caminho do outro, né, o quanto a gente é malvado em algumas situações, né? E assim um outro exemplo que me que me veio à mente, né, quando Thiago trouxe o exemplo foi de Chico quando o avião tava entrando numa pan, né? E aí ele com medo chamou a ajuda de Emanuel e diz: "Vou morrer, vou morrer, faço alguma coisa". E Emanu diz: "Olha, não só você, todos que estão aqui, morrer faz parte, né? Então, todo mundo aqui não morre com dignidade. Então é esse coletivo que a gente precisa respeitar, né? tão importante. E aí ela diz assim, voltando à tua provocação, né, Gelson, né, eh, a dor, a dor resgate muitas vezes eh pode vir também com que ela não trouxe aqui, porque a tua resgate sim, que o teu amor não conseguiu evitar, mas também tem aquela provação em que é imposta, né? Então, parece que essa dor da aprovação é uma dor que que vem muito do íntimo, porque é eh eh ela vem provocada por fora porque o íntimo não se transformou, né? E a dor resgate, eu fico pensando que é uma forma de mobilizar o nosso íntimo para que a gente possa então eh restaurar esse equilíbrio e conquistar então outros patamares, né? Eh, tu deu sorte, Claudinho, porque essa essa é esse trecho do dor, elevação, dor conquista e dor desgate a gente ficar pensando muito. Mas eu eu vou fazer vou vou arriscar aqui algo que eu pensei a partir do próprio texto. Ela vai seguir o texto dizendo que a solução ou o caminho para do resgate passa necessariamente pelo amor. Então é como se a leitura ou a assimilação e devoção perante a vida quando destilada com o amor, a amorosidade traz novas significações, interpretações do prador, tá? Então, é como se em um dado momento observássemos uma experiência de alguém que é, não sei, um cuidador ou alguém que tá num processo e como é que essa pessoa pode est passando por isso e ela não resmunga, ela não reclama, eh, ela parece até mesmo ativa. Na minha primeira casa espírita, trabalhei aqui em Brasília no ano de
processo e como é que essa pessoa pode est passando por isso e ela não resmunga, ela não reclama, eh, ela parece até mesmo ativa. Na minha primeira casa espírita, trabalhei aqui em Brasília no ano de 2001. Lembro, nós tínhamos uma senhora que era muito amada por todos, né? E um dia assim, de uma reunião para uma quarta-feira para outra ela faleceu. Amigas, como assim faleceu? Ela tinha um câncer que vinha consumindo ela muito tempo e a gente não é possível porque nós não sabíamos e ela parecia tão jovial, ela parecia tão, né, devotada ao trabalho, dedicada a todos nós, tão jovens da época. E não fazia sentido, não faz pela leitura como a gente interpreta o que seja dor. Então arrisco dizer que até que ponto a alma quando já embida em processos de uma amorosidade paraa vida, passa muitas vezes a passar por essas elaborações da dor em processos que já conduzem a elevação, né? E como tá aqui no texto, né, esses processos já de conquistas, então não sei, eu pensei dessa maneira. Eh, que que tu o que que vocês acham? >> Posso completar? >> Eu fiquei pensando também que são níveis, né? A elevação, a conquista e o resgate, né? Eu acho que são são níveis para que a gente alcance. Fiquei pensando em Bezerra de Menezes, né? O quanto ele está entre nós, né? E é e essa elevação dele, né? Ele sente uma dor nossa, mas ele ele tá ele é ele tá sutilizado e possibilita estar junto sem e ir nos auxiliando, né? Eh, pensei nesses patamares assim, né? De uma espiritualidade avançada, né? Agora, de fato, se a gente pensa, né, cubrando ainda um pouco mais, né? De fato, se a gente pensa que a dor ela é um trampolim, né, foi a palavra que eu usei lá no início, né? Então ela é um trampolim para o resgate, ela é um trampolim para uma conquista, né, de um outro estágio, né? E ela uma um trampolim, então, para essa elevação, né, desse ser espiritual. Aí, Gelson, a bola tá contigo, >> não é? Não, acho que é só para complementar que realmente, né, a dor levação é é realmente eh a expressão da
lim, então, para essa elevação, né, desse ser espiritual. Aí, Gelson, a bola tá contigo, >> não é? Não, acho que é só para complementar que realmente, né, a dor levação é é realmente eh a expressão da renúncia, né? Aqueles que muito amam e pagam o preço de estar com a gente, não só tá com a gente, mas dá o testemunho, dá o exemplo e assumem pesados fardos em nome desse amor, né? Então é uma dor de elevação. A dor conquista é aquele que já consegue transitar no mundo, né, perante essas dores, né, sem se queixar, sem se debater, né, conquistaram esse lugar a Juda falou, né, que conseguem aceitar coisa natural, tira já proveito dela, já consegue lidar com a realidade de uma maneira digna, né, sem se perturbar. E tem a dor resgate, que é essa que que é um embate, né, que nós vivemos e que precisa do trabalho da gente para que essa dor se torne realmente um processo de elaboração e superação do passado, né, e e de ensinar acima de tudo que existe duas forças que regula o universo, né? a dor e o amor, né? E que se a gente sofrer, a gente pode entender: "Puxa, mas eu não quero mais esse caminho." Ah, então começo a a descobrir novos caminhos. Então, descubro que eu posso realmente viver a partir de uma outra proposta que é o amor. Então, é ela que você traduzir justamente, né, a questão do amor como esse caminho que a dor nos leva também a encontrar uma outra lógica e sair desse círculo vicioso de bater a cabeça na parede e sentir dor. Bater cabeça na parede, sentir dor. Vai bater depois tratar a parede de maneira diferente, me tratar de maneira diferente, né? Encontrar um caminho de respeito, de relação mais favorável com a parede, comigo mesmo, né? Que é esse caminho do amor, >> é a dor como uma aliada. E aí, por isso ela fala do amor, né? Parece um paradoxo muito grande, né? Mas amar a dor, né? É algo bastante, né? Impactante, né? E e aí ela nos lembra que a gente não tá sozinho, né, que ninguém tá sozinho. Nós temos os nossos amigos espirituais, nosso anjo guardião, aquelas pessoas que
né? É algo bastante, né? Impactante, né? E e aí ela nos lembra que a gente não tá sozinho, né, que ninguém tá sozinho. Nós temos os nossos amigos espirituais, nosso anjo guardião, aquelas pessoas que nos acompanham nessa encarnação, né? E aí ela nos fala nova, uma nova chacoalhada, né? quando ela diz assim: "Num balanço justo, a tua coleta de fatores, de favores divinos é muito maior, né, do que o testemunho de lágrimas e dores." Então, ela dá uma outra chacoalhada na gente e diz: "Olha, é menos, muito menos, quase nada. Baixa isso, né? Esse limiar de reclamações, né? Muda a paisagem mental, né? Muda forma de ver a coisa, né? Ama a tua dor, né? né? E busca, né? E e aí ela fala, muda essa paisagem mental e começa a agradecer a dor, a a dor e a Deus, né? Começa a agradecer porque eh eh é amar essa dor, né? e saber que não se está sozinho. Interessante, né, amigos, que a gente quando passa a compreender que a dor também é um processo dinâmico, nesse momento do texto Joana chama atenção para você permanecendo no seu caminho, permanecendo no seu caminho de compreensão de sim, compreendendo que a mesma lei que te convoca ao reajuste e ao resgate é a mesma lei que vai estar te adornando de cuidados. a gente passa a entender que cabe muito a nós movimento, né? E essa ideia de não estarmos sós se conecta com os capítulos que já estudamos sobre o lugar da oração com uma conexão direta e mais eficaz, né, para buscarmos o divino e buscarmos alívio, força. Eu acho que esse é o ponto, a ideia de que a gente tá em conexão com seja os amigos espirituais, sejas aqueles que nos tutelam, mas a ideia de encontrarmos força para continuarmos suportando, porque a ideia não é novamente tirar a dor, é suportar, existir e conduzindo a vida. a ideia de os grandes, as almas que renunciaram, as almas que nos mostram pelo sacrifício o caminho de lidar com com o sofrimento de uma forma mais sublime e elevada. Eu lembro um caso de um de um trabalhador da época do Chico Xavier, era ele era um contemporâneo antigo, ele numa
acrifício o caminho de lidar com com o sofrimento de uma forma mais sublime e elevada. Eu lembro um caso de um de um trabalhador da época do Chico Xavier, era ele era um contemporâneo antigo, ele numa entrevista ele ele chorava, dizia assim: "Eu não fui capaz de ser como ele porque eu não era capaz de amar como ele amava. é um lugar de entrega, capacidade entrega nossa. Dor é um espinho, que quando a gente entra em contato com o sofo, a a desilusão ou que for associado à ideia da dor, a gente tem um a gente tem um movimento de não querer o contato. A ideia desses luminários é que eles prosseguem, continuam ali presentes. Parece que isso é muito importante a gente pensar nessa nossa busca transcendente de eh é possível sustentar essa luta e não estar sentindo sozinho, né? Muito bem, passou rápido, né? Já estamos, já transbordou um pouquinho o horário, né? Então acho importante é isso, né? a gente poder realmente reconhecer que a nossa dor não é por acaso e não brigar e gerar mais dor desnecessária, mas poder tirar melhor proveito dela como uma forma de de um caminho de resignação. Tran Não, isso não é passividade, né? é assim um trabalho de aceitação ativo no resgate desse passado que pertence a todos nós, né? Então fica para nós esse esse maravilhoso material aqui, né? Que o pessoal possa olhar de novo com calma, que tem muita coisa interessante aqui pra gente poder refletir, tá bom? Então eu agradeço a Cláudia, o Thaago e convido a todos a estarem conosco novamente para o próximo capítulo que é maravilhoso, capítulo 22, que é justamente amorterapia, dando continuidade ao nosso estudo aqui do livro Desperto e Seja Feliz. Paz e luz. Um grande abraço a todos. Ah.
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