T8:E15 • Desperte e seja feliz • Sucesso e sucesso
No décimo quinto episódio, Gelson Roberto, Cláudia Semeghini e Tiago Rizzotto analisam o capítulo 15 de Desperte e Seja Feliz, intitulado "Sucesso e sucesso". Uma reflexão sobre as diferentes dimensões do verdadeiro sucesso e como ele se relaciona com a evolução espiritual. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #despertardaconsciencia
Bem-vindos, meus irmãos. Um grande abraço a todos em mais um encontro da série psicológica Joana deângelas. É sempre alegria estarmos juntos nesse estudo que nos ajuda a encontrar esse caminho espiritual na busca do autoconhecimento e da plenitude do nosso ser. Estamos estudando o livro Desperte Seje Feliz. Hoje o capítulo 15, Sucesso e Sucesso. Conosco Tiago e Cláudia para podermos trabalhar esse tema. Bem-vindos. Então, também Cláudia e Thaago nessa provocação de Joana, né? Ela fala em sucesso e sucesso. Então ela tem as duas conotações diferentes para essa palavra, né? Eu acho que a gente pode começar a pensar naquilo que nos move, né, nesse sucesso que que a gente vê que todos nós somos somos movido por uma busca, né, de um ideal, algo que nos dê sentido, né, todos nós eh somos ligados àquilo que chamou do mito do significado. tem algo que sustenta a nossa vida, que busca dar sentido e orientação, então, a nossa caminhada e naquela proposta onde tá meu meu coração também tá meu tesouro. Então, o sucesso não deixa de estar ligado a essa busca, né, de algo que eu almejo enquanto ideal, enquanto sentido. E o quanto isso pode ser diferente, né? quanto essa realidade se manifesta em suas várias facetas. Como é que você vê isso? Como é que você vê essa proposta aqui que a prefeitura coloca no a partir do capítulo 15? >> Eu acho que a ideia de um paradigma, né, Gelson? Estamos diante de um de de uma circunstância em que nós espíritas somos apresentados por uma perspectiva de compreensão e leitura do que é a nossa realidade e do que é a própria significação existencial. Em torno desses processos, nós construiremos o nosso próprio sentido. do livro dos espíritos. É interessante que quando Kardec pergunta aos espíritos de que maneira o espiritismo eh poderia contribuir pro progresso, e aqui o progresso de forma ampla, ele fala que é de fato eh cooperar paraa destruição do materialismo, que os espíritos chamam como uma chaga, uma das chagas da sociedade e que na verdade ajudem o homem a enxergar quais
e forma ampla, ele fala que é de fato eh cooperar paraa destruição do materialismo, que os espíritos chamam como uma chaga, uma das chagas da sociedade e que na verdade ajudem o homem a enxergar quais são seus verdadeiros interesses. Então, nós temos interesses reais a partir dessa perspectiva e interesses transitórios ou aparentes que são profundamente sedutores. Então, nós não podemos subestimar a força expressiva e até mesmo ideológica de certos construtos que nós temos hoje no mundo. E o próprio espiritismos comentam, quando o espiritismo começar a mexer em certos aspectos, o problema não é de convencimento das ideias espíritas, o problema são os interesses. É todo o sustentáculo que dá suporte a uma compreensão e leitura eh do que é a vida. Então, a mudança de um paradigma envolve também a reelaboração de sentido existencial. E talvez esse texto inicial, né, essa essa parte inicial desse encontro de hoje traz justamente esse dilema, essa encruzilhada em que inclusive nós espíritas nos encontramos muitas vezes temos dificuldades de vencer certas tentações, certos movas fantasias, certas necessidades que são construídas culturalmente e que nos constrangem. Imagina para quem na verdade compreende a vida na sua finitude material, é muito mais difícil. Então, me parece que isso é um ponto chave, desdobramentos filosóficos de compreensão da vida e construção de um novo sentido para além daquilo que o mundo hoje nos oferece, né? >> Pois é, amigos, grande reflexão essa, né? Eh, nesse momento que a gente atravessa, né, num momento assim de eh penso eu, que mais ressaltada a a diferenciação do joio do tri, né, mas ainda tá tudo muito misturado. E a gente com essa percepção, né, de espíritas reencarnacionistas, muitas vezes a gente ainda escapa, né, e a gente esquece o que a a Joana nos traz nessa primeira frase aí antes de iniciar o o texto, a ilusão em torno da realidade da matéria, né, responde pelo afã tormentoso de se conquistar o mundo. Então é é isso, essa realidade da
ana nos traz nessa primeira frase aí antes de iniciar o o texto, a ilusão em torno da realidade da matéria, né, responde pelo afã tormentoso de se conquistar o mundo. Então é é isso, essa realidade da matéria que nós já sabemos, né, que é é a matéria é simplesmente esse involtório, esse corpo físico, essa aglutinação de de moléculas, de células que fazem com que dê essa densidade que a gente vê, porque a física atômica já derrubou isso faz tempo, né? Eh, e Kardec também já trouxe isso lá atrás, né, que a realidade não é aquilo que a gente vê, né? Então assim, ainda é difícil, inclusive para nós em muitos momentos, a gente parar, e eu já trouxe aqui essas essa reflexão em algumas vezes e pensar: "Opa, pera lá, mas eu sou o espírito num corpo de matéria, né, neste capítulo da vida, né, chamada Cláudia, no caso, né, pera lá, né, e a vida é muito maior que isso. Então assim, esse peralá, esse opa, é que muitas vezes a gente nem pratica, né? Nós, nesse automatismo, nós falamos muito na vez passada, no capítulo anterior, sobre o automatismo que nos leva a agir, né, a a seguir padrões ainda inadequados, né, eh, de consumo pro nosso corpo e pra nossa mente. Então, ainda é muito difícil, mesmo que a gente já tenha derrubado esse vel, né, que já tendo nós trazido para paraa nossa realidade sermos um espírito, ainda é muito difícil, né? E e antes que a gente chegue, eu fui olhar, antes de que a gente chegue nesse título, eu fui olhar o que que a Joana nos trouxe antes, né? Então, assim, no três, ela diz edificações duradoras. Então ela vem numa preparação, né, desse tijolinho para que a gente possa entender o que é necessidade verdadeira e o que é necessidade fugidia, né? E no capítulo anterior, n na na na semana que passou, a gente viu o comportamento, então padrões de comportamento. E agora a gente vai começando a separar, como eu falei, esse joio do trigo, né? O que é sucesso e o que é sucesso, né? Entre aspas, né? E e é muito bonito quando ela nos traz, né, essa essa realidade aí
agora a gente vai começando a separar, como eu falei, esse joio do trigo, né? O que é sucesso e o que é sucesso, né? Entre aspas, né? E e é muito bonito quando ela nos traz, né, essa essa realidade aí necessária para nós, né? >> Uhum. Eh, eu acho que isso que o T colocando a proposta de Kardec, do espiritismo, que a Cláudia reforça a partir também do que a prefeitura traz e ela realmente em toda sua obra vai falar da importância, né, do autoconhecimento, como uma forma de eh realmente desvelar a nossa essência e e buscar um os elementos que são realmente os valores que sustentam. a jornada do espírito, mas como, né, esse processo é delicado, né, e aí o quanto a gente pode ficar tanto tempo eh con armadilhas e caindo nelas, né, iludidos, como ela fala assim, na ilusão em torno da realidade de uma matéria que ofusca a realidade espiritual e acaba acaba criando necessidades eh ilusórias, né? Necessidades que em vez de que sustentar e alimentar a alma, dão uma falsa ideia de realização, né? esses jogos que o ego faz, aonde ele troca eh a o trabalho, né, da conquista, de realmente eh amar, né, amar e se reconhecer na sua essência espiritual e divina para esses caminhos rápidos, mas que nos aprisiona durante séculos desse jogo onde o podira, a vaidade, né, e os anseios coletivos de uma sociedade ainda muito voltado, né, para ostentação, para essa essa imagem, né, essa desse ego, né, que quer forçar a autossuficiência da de uma identidade ilusória eh permeia, né, e a gente fica aí nessa essa voracidade, né? Mas diz Joana, né? O tempo passa, a vida é sábia, né? Deus é paciencioso, mas chega o momento, né, que eh a gente vai ter que enfrentar a morte, a doença, os amigos que nos abandonam, o fracasso econômico por gastar demais, as dívidas que a gente faz, o gosto amargo das sensações de uma imagem grandiosa que não sustenta, gerando vazio compensado por álcool drogas que nos levam ao suicídio, né? A falsidade dos jogos de interesse da sociedade. Tudo isso é o que o pessoal
nsações de uma imagem grandiosa que não sustenta, gerando vazio compensado por álcool drogas que nos levam ao suicídio, né? A falsidade dos jogos de interesse da sociedade. Tudo isso é o que o pessoal chama de sucesso, né? É interessante, né? E as pessoas não se questionam, elas são tomadas de uma maneira tão eh sedutora por isso, que mesmo a realidade se mostrando em várias casos clínicos, a gente podia dizer, né, situação de pessoas que, né, as pessoas não conseguem eh fazer uma uma crítica e tomar consciência, né, do preço amar do do tamanho de desespero que tem lá ou do desamparo que habita os corações, apesar de de desse jogo de sucesso no campo social, econômico, a partir dessa perspectiva eh material. É impressionante isso, né? E a ideia de que, hum, a ideia de que tudo possa ser precificado, né? Tudo possa ser uma mercadoria, tudo possa ser quantificado em um valor finito no sentido da da métrica humana, ela torna o ser humano um objeto de si próprio. seja aquele que se percebe nesse lugar. Porque quando eu eh desejo uma felicidade, quando eu de fato tenho uma fantasia, no âmago parece que há um movimento de ser amado, de ser querido, de ser reconhecido, de ser admirado. E a ideia do tempo, o tempo de fato, né, Gelson, é a nós nós lançamos súplicas ao mundo ou desemos inscrever nossa presença no mundo de uma forma em que nós estejamos sendo admirados, né, em que nós sejamos às vezes um objeto de gozo do outro. E basta qualquer pessoa ligar uma televisão ou conectar um programa de televisão em que essa exposição é vívida para entendermos o que o que que a alma tá ali desejando, o que que ela tá buscando nesse processo. Eu quero antecipar algo que daqui a pouco vai aparecer no texto, que os espíritas nós não repetimos, né, amigos, a ideia de separar nós do mundo. Joana vai destacar em um momento texto dizendo que não, temos que estar presentes no mundo. Nós temos que viver a vida, está na realidade objetiva, mas é a forma como nós nos permitimos estar nesse espaço.
vai destacar em um momento texto dizendo que não, temos que estar presentes no mundo. Nós temos que viver a vida, está na realidade objetiva, mas é a forma como nós nos permitimos estar nesse espaço. Então, a ideia de nos tornarmos eh representações a serem admiradas, ela corrói algo que é muito caro para nós no etos cristão, que é a perspectiva de que se eu sou solidário, o outro não é um competidor, né? O outro não é alguém que vai querendo tomar o meu lugar. Eh, eu eu vou tentando romper a cadeia do individualismo e de que eu preciso do outro, assim como tu precisa de mim, paraa construção da nossa vida comum, partilhada. Mas o problema é que o movimento contrário ele é sedutor de quinta, de que não. Primeiro é você, primeiro é o teu anseio, primeiro é o seu desejo. E a ideia do tempo que Joana coloca no texto, né? Eu queria só fortalecer isso. A gente esquece que o tempo fará os cabelos ficarem brancos, fará a pele deixar de estar lisa, fará que a forma que às vezes possa ser muito atrativa e que atenda um padrão. E o quanto isso é forte no mundo ainda, né? A gente esquece que o tempo captura isso, o tempo leva embora essa aparência. E o que que vai nos restar? O que que fica para nós, né? eh o tesouro valioso de virtudes, que é a ideia da construção de uma vida mais virtuosa, como ela tá nos trazendo, ou uma ferrugem, muitas vezes de mais escolhas, sentimentos que nos arvoram, que nos ferem em torno de um passado em que nós fizemos escolhas eh de maneira muito pouco refletidas e que teve um custo emocional muito alto. Então, nós estamos diante de um de um de um dilema que todos nós temos que pensar sobre o nosso lugar, da forma como a gente se relaciona no mundo e como nós estamos em contato com essas realidades, com esses valores, numa perspectiva que seja transformadora. Por, amigos, quando nós desejamos algo a partir desse paradigma materialista ou um paradigma do consumo ou paradigma do individualismo, nós estamos repetindo, na verdade, nós somos duplicatas de um processo. A gente
ando nós desejamos algo a partir desse paradigma materialista ou um paradigma do consumo ou paradigma do individualismo, nós estamos repetindo, na verdade, nós somos duplicatas de um processo. A gente replica algo que é esperado num processo que nos massifica. Mas cadê a nossa individualidade nesse processo? Cadê a nossa diferenciação nesse processo que nos qualifica para um lugar para além disso tudo? Eu acho que isso é um chamamento do evangelho e isso é um chamamento espírita. Podemos, devemos ser mais, né? Eh, Thago, você falou aí algumas coisas que me fizeram refletir. Primeiro, esse espelhamento, né? Eh, a gente segue o script, muitas vezes as pessoas seguem o script e elas vão espelhando exatamente o que o mundo deseja, né? e a gente de fato vai se desconectando de nós mesmos, né? E e uma outra coisa que me fez refletir, né, quando você trouxe, né, dessa necessidade de atenção, né, de eu pensei na palavra reconhecimento, né, né, e o quanto eh as pessoas precisam ser reconhecidas em alguma coisa que seja, por menor que seja, porque para elas esse menor já é muito diante de tanta carência. Então, no fundo, isso tudo se conecta com uma imensa carência. né, uma imensa carência de de conhecimento de si mesmo, carência de afeto, né, de autoestima, né, de acolhimento por si próprio. Então, essa busca desse reconhecimento é séria e é grave, é gravíssima, porque conecta essas pessoas a esse mundo convencional, nesse mundo de triunfo exterior, como ela diz, né? As eh as primeiras eh eh ela ela ela coloca sucesso e sucesso, né? O sucesso comum, né? Que é o mundo deseja, e o outro sucesso, que é aquele que é o sucesso de nós mesmos, né? o homem vence a si próprio, né, nas suas dificuldades, né, nas suas eh limitações, ultrapassando, né, na medida do possível aquilo que ele precisa vencer. Então, é esse o sucesso. Então, esse caso de sucesso, ele não é visto por fora, né? Eh, aquelas mudanças, modificações vão acontecendo e as pessoas não vão se dando conta. Só quando em um momento mais adiante alguém
sucesso. Então, esse caso de sucesso, ele não é visto por fora, né? Eh, aquelas mudanças, modificações vão acontecendo e as pessoas não vão se dando conta. Só quando em um momento mais adiante alguém olha pr pra pessoa e diz assim: "Você tá diferente, né? Tô te sentindo diferente, né? O que que tá acontecendo? Não é a roupa, não é o cabelo, não é, tá diferente. É, é quando aquela modificação nossa, né, de de acolhimento nosso e de entendimento qual é o verdadeiro sucesso, começa a refletir no coletivo. E aí é que é bonito isso, né? Porque a gente vai realmente na contramão desse mundo que reflete só o brilho do ouro de tolo, né? Aquele brilho vulgar, né? E a gente passa então a refletir o brilho do sucesso interior. Então é essa busca que a gente precisa, né? E como a Joana vem trabalhando, ela falou das edificações, depois ela falou do comportamento e a gente chega aí, né? Essas alterações emocionais e comportamentais proporcionadas pela paz, pela sensibilidade afetiva, pela docilidade no trato, né? No capítulo anterior, ela fala muito da gentileza, né? dessa sutileza, desse ser, que não precisa refletir um brilho vulgar para para ser reconhecido, né? Mas ele mesmo já encontrou um lugar de reconhecimento dentro de si. E aí ele pode então refletir essa mudança. Você tá diferente, eu não sei o que tá acontecendo, que que foi, né? É a mudança que a gente precisa refletir no mundo, né? Porque o mundo ele ele trabalha muito com esses espelhamentos. vulgares, né? Então é realmente um movimento coletivo de começar a a expressar pouco a pouco esse triunfo interior, né? Esse verdadeiro sucesso, né? >> É interessante, né, Cláudia, que realmente pensando são totalmente antagônicos. É uma diferença brutal realmente entre esse sucesso do mundo que é situado aqui, segundo ela, na no destaque da personalidade, né? envolvendo poder e e esse e essa vitória sobre si mesmo, que é esse sucesso espiritual como tu trouxeste, né, que realmente não é reconhecido pelo mundo, não é valorizado
estaque da personalidade, né? envolvendo poder e e esse e essa vitória sobre si mesmo, que é esse sucesso espiritual como tu trouxeste, né, que realmente não é reconhecido pelo mundo, não é valorizado nem percebido. E quando é percebido ainda a gente é criticado, ah, o fulano tá diferente. Antes ele ia em festa, antes ele, né, eh, era companheiro de trago, agora não quer saber de mais de festa, só quer saber de fazer a caridade, ir na casa espírita, sei lá o quê, né? Então as pessoas criticam, né, porque realmente eh não só é estranho como é uma ameaça ao status qu deles, né? Porque isso faz querer pensar, então é é mais fácil que ninguém se incomoda com projeto de sucesso, né? Quando é material. Ah, pessoa, ah, eu vou abandonar a família porque eu quero ganhar milhões de dólares em lá em tal país, porque eu vou eh fazer o casamento dos sonhos e vou eh ir para uma eh um uma viagem, tá tá tal, e todo mundo acha maravilhoso. Agora, quero dizer, ah, eu vou lá paraa África pro movimento da fratera sem fronteira. O pessoal disse: "Ah, já se viu? né? Gastar dinheiro com isso ou se é para uma missão, ela tá abandonando a família ou como a pessoa se, né? Eh, então o esforço naquilo que é espiritual, naquilo que é valoroso do ponto de vista de uma ética construtiva, né? É, é desqualificado, não é reconhecido, né? Agora, quando é um esforço em nome dessas questões aí do mundo, pessoal prude, é reconhecido, né? E é bem isso que tu falaste, né, Cláudia? Tem essa questão de uma carência muito grande. Aliás, o desejo do ponto de vista psicológico, né, é movido pela fal. Isso já tá na psicanálise, já tá na na tradição do cristão no Platão, né, que que toma o desejo como uma critica dos seres finitos e imperfeitos, né? Então o desejo sempre tá para preencher uma falta da gente, né? Então eh esse sucesso é uma compensação eh da insegurança e da carência do do do ser humano. Daí entra essa questão que o Thiago falou do precificar tudo, né? quando não consegue diferenciar desejo de prazer e de sucesso material, né? A
ção eh da insegurança e da carência do do do ser humano. Daí entra essa questão que o Thiago falou do precificar tudo, né? quando não consegue diferenciar desejo de prazer e de sucesso material, né? A gente começa então a incorrer num erro de estabelecer relações objetais. Tudo é um objeto do meu prazer ou do desejo de reconhecimento para preencher essa carência. E aí o outro começa a ser também descartável. Outro se torna um elemento que se associa aos meus interesses pessoais, egoístas naquilo que me promove enquanto interesse de reconhecimento, de ser um cara eh respeitado pelo pelo ganho, pela pelos, sei lá, o pelos valores do corpo físico, pela riqueza, pelo número de seguidores na internet. assim vai, né? Então, a gente tem uma série de de atributos e e conquistas que são valorizados e que, na verdade, por trás disso, tá justamente esse jogo de desejo e prazer no anseio do reconhecimento por carência e afirmação desse ego e inseguro, né? Então, e o mundo, né, continua, né, se movendo eh nisso, né, isso que eu acho impressionante, né, que a gente tá no século XX com tantas informações e as pessoas ainda tá tão eh tomadas, né, como a gente tem pouca consciência do que seja realmente a felicidade. e a realidade da do do da dimensão espiritual da existência. E se me permite, Thago, só para complementar um instantinho, né? Eh, como a gente o mundo tá tomado mesmo, né, Gelson? Isso é bastante preocupante, né? Como ainda estamos muito a quem, né, desse movimento mais salutar, né? E aí essa carência das pessoas, é sabendo valia, essa necessidade de reconhecimento, de um olhar, né? Faz com que, exatamente a a Joana fale aqui nessa introdução, né? Eh, causam impacto às pessoas felizes, né? Despertam a inveja, uma juventude louçã, beleza física, né? produzem emoções fortes as conquistas dos lugares de relevo e projeção na política, na sociedade, nos negócios, né? Então assim, o quanto isso é danoso para aquele que é ainda é tão frágil, né, e que eh fica eh envolvido com esse sucesso errado, né, mas que eh
e projeção na política, na sociedade, nos negócios, né? Então assim, o quanto isso é danoso para aquele que é ainda é tão frágil, né, e que eh fica eh envolvido com esse sucesso errado, né, mas que eh para ele é o tico que ele pode receber, né, é o tico de atenção, né, o tiquinho de atenção, de olhar. Então, o quanto essa visão distorcida faz com que ele almeje esse lugar. porque ainda tá muito afastado do que ela nos traz como sucesso interno. Ele busca o status que ele julga que aquelas pessoas têm, mas é um status totalmente fugidio, totalmente eh eh com tempo para acabar, né? Porque é tudo muito volátil, né? Eh, tanto é que as mídias sociais elas causam muita ansiedade, porque a partir do momento que a pessoa faz aquilo, ela já tem que publicar alto e outro e outra coisa, né? Então, eh, é muito muito rápido e muito muito é um o tempo para essas pessoas é um algós, né? um goste terrível e vai muito na contramão, que era só para o que eu queria complementar da outra da minha fala anterior, que que é o sucesso interno, onde torna-se gentil, o indivíduo se torna gentil, afável, irradiando bondade e conquista em profundidade sem excentricidades. É na sutileza, é no silêncio, é no recolhimento. ele conquista aqueles que lhe cercam, né? Então, eh é é muito desto mundo o mundo, o sucesso desse mundo gritante que grita, que grita o tempo todo daquele sucesso silencioso, né, sem excentricidades, né, no seu recolhimento. E eu queria trazer isso aí que eu eu achei tão bonito. Desculpa, viu, Thaago? Se eu se eu te atrapalhei no raciocínio. >> Não, eu adorei te ver, querida. sempre muito bom. Eh, é como se o mundo instigasse. Eu falando que o ideário, né? O ideário do mundo hoje, ele fortalece um fluxo de sentido que agrega sempre algo relacionado ao ego, né? sempre algo relacionado ao ego. E a Joana vai contrapondo os parágrafos, mostrando um movimento que gira em torno do ego, que é essa da glória, da atenção, né, da focalização de si pro mundo e uma dimensão que gravita em
ado ao ego. E a Joana vai contrapondo os parágrafos, mostrando um movimento que gira em torno do ego, que é essa da glória, da atenção, né, da focalização de si pro mundo e uma dimensão que gravita em torno da alma e o sentido mais completo. É, é interessante que existem alguns estudos, e eu gosto de citá-los, que mostram que as pessoas estão de fato ávidas por relacionamentos, né? Elas idealizam encontrar alguém com que elas possam partilhar e terem relações estáveis. O problema é que a maneira como nós somos estimulados a gozar a vida faz com que estar em movimento para essa idealização ou esse projeto de relação exige que a gente conviva verdadeiramente, que a gente se entenda, que a gente se suporte, que a gente se cuide. Então, é um movimento que me parece que é uma expressão por excelência de dimensões que seja o amar. É, são expressões do amor, né? Mas parece o contraponto nesse processo é uma dimensão de poder, porque de alguma forma exaltar-me e ser reconhecido está numa posição. Existiu, existia uma pessoa muito importante na nossa história que quando passou alguns anos ocupando um cargo, né, num governo, ele disse assim: "O que ele mais percebia é que as pessoas estavam eh ansiosas em ter espaços para exercício de poder. Parece que isso captura a alma. O problema é que o poder ele tem um ele ele exerce uma ética que é uma ética negativa porque ele verticaliza as relações. Ele não torna o outro na sua alteridade um reconhecimento horizontal junto a mim numa relação ética verdadeira, né, amorosa. Então, a poder e amor eles vão eh eh seja o amor que busca equilibrar e o amor e o poder que desequilibra, é um movimento em torno como nós nos relacionamos conosco e nos relacionamos com a vida. A Jonal falar sobre uma vitória real, ela também tá chamando atenção pro oposto, que são as vitórias eh ilusórias que não são verdadeiras. Mas o que a gente percebe é que isso é de fato essas conquistas, né, são bem características desse mundo que nós chamamos, né, na pós-modernidade,
são as vitórias eh ilusórias que não são verdadeiras. Mas o que a gente percebe é que isso é de fato essas conquistas, né, são bem características desse mundo que nós chamamos, né, na pós-modernidade, né, ou há uma ruptura entre a se perde o horizonte de um futuro, não há perspectivas por um futuro, ao mesmo tempo se perde os alicerces que relacionam e orientam relação ao que foi o passado. E a circunscrição em torno do presente torna a vida no agora. E eu acho nada mais eh egoísta e mais individualista nesse sentido de desse movimento. Eu lembro uma vez vendo um documentário sobre o 11 de setembro, quando as torres gêmeas caíram em Nova York, um analista bolsa de valores em Nova York na entrevista ele disse quando nós estávamos lá e vimos caindo na televisão, a primeira coisa que eu pensei foi assim: "O preço do ouro vai aumentar". E ele se deu conta que ele não tava assim, ele não se preocupou quando as pessoas morreram aqui, o que tá acontecendo aqui? Ele se preocupou com aquilo que ele tava habituado e condicionado a pensar, que era o valor da vida em torno do quê? De mercadorias, de bens. Então, a maneira como nós então vamos desenvolver o nosso amor envolve um uma dimensão dessa que é de aproximação e reconhecimento do outro ou um lugar em que a gente prefere se afastar, manter distância, porque assim é mais fácil conquistar aquilo que eu desejo alcançar na vida. Então é desafiante, né? É desafiante paraa alma. E tem um padrão que é muito infantil, porque a ideia de eh nos versarmos uns dos outros de uma maneira muito eh objeticável, né, isso tem uma dimensão muito de que é algo que eu lembro muito dessa fase primária da subjetividade, né? criança que deseja, que quer, que quer tomar para si e esquece que ela não sabe ainda. Mas o adulto, em certa noção, psicologicamente deveria saber que o outro é um outro, não é alguém apenas que se ver, se manipula. Então, eh, tempos desafiadores, né? >> É interessante tudo isso, né, gente? Porque realmente o que a a benfeitor tá
e deveria saber que o outro é um outro, não é alguém apenas que se ver, se manipula. Então, eh, tempos desafiadores, né? >> É interessante tudo isso, né, gente? Porque realmente o que a a benfeitor tá trazendo em última instância é um questionamento, né, que o o que nós pensamos que somos e o que sustenta essa fantasia do que somos, né? Então, nós somos espíritos realmente imortais, sustentados pelo amor, movidos nesse amor em direção a esse amor, né? aonde a realidade da das virtudes sustentam isso que a gente chama de amor. Ou nós somos matéria sensória do gozo eh transitória da existência da qual a gente tem que gozar o máximo possível, porque a morte nos nos apresenta, nos avizinha tão rápido e num corpo que vai envelhecendo, né, e que vai gerando decadência para todos nós. Então, de uma certa maneira, a gente tem essas duas referências, né? E e aí realmente se mostra, né, o quão diferente é também o resultado desses dois tipos de sucesso, né? esse sucesso que dá essa um certo delírio, eu diria um certo delírio de uma imagem que fascina da cor se dissocia da realidade e tenta eh permanecer nessa imagem o mais eh o mais tempo possível, mesmo que a vida vai nos tirando disso, né? E aí o resultado que ela fala aqui é a a solidão, o vazio, as frustrações e o tédio, que é bem os sintomas da nossa sociedade consumista, porque a sociedade pós-moderna e se baseia no consumo, né, no consumo e nesses anseios aí que que a gente sabe desse sucesso baseado no poder, no ganho, na beleza e assim. projet, né? Enquanto que as pessoas que buscam, né, esse sucesso enquanto uma jornada espiritual, né, a gente chega num momento que que nos dá umas inteereza, né, uma inteza que resulta nessa plenitude, né, e a Juda fala assim, eh, de um, de uma dimensão de paz. paz, serenidade, alguém que se dominou, diz ela, e trabalha pelo crescimento íntimo, sem pressa nem perturbação. Olha que maravilha, né? Então, uma serenidade, uma paz, uma consistência daquilo que eu sou. Então, se eu realmente me reconheço
iz ela, e trabalha pelo crescimento íntimo, sem pressa nem perturbação. Olha que maravilha, né? Então, uma serenidade, uma paz, uma consistência daquilo que eu sou. Então, se eu realmente me reconheço e e e me acolho verdadeiramente, eu vou construindo uma base dentro de mim, né? Então essa isso que tô trabalando, né, Thago, que que a alma, né, enquanto o encontro comigo, o encontro com o outro, né, ou seja, a verdade da alma, né, que envolve cuidado, observação e participação do ser para poder que seja nutrido, né, envolve realmente eh essa intimidade verdadeira que esse caráter e essa substância idade, né, do ser possa se constituir e não a superfacilidade, né, do jogo de interesse, das aparências que movem a dinâmica da sociedade atual, né? Então, é realmente é um contraste muito grande, né, entre uma realidade e outra, né, e e as pessoas ainda continuam achando mais fácil ou mais vantajoso, né, o sucesso do mundo, né? Eh, eh, por que você acha que que isso ainda é tão marcante, né? Eh, apesar do vazio existencial, do índice de suicídio, apesar do uso abusivo de substância, apesar do aumento de agressividade e e e hostilidade das pessoas, apesar do grande medo e insegurança que avastar a humanidade, as pessoas ainda estão presos nessa fantasia desse sucesso superficial. que que os acham, por que que que acontece isso? Por que que a gente ainda não conseguiu despertar e reconhecer o grande erro que que a gente nutriu esses anos todos? >> É, uma palavra que me vem é a gratificação, né? Ainda há uma necessidade grande de gratificação, porque assim, voltar-se para dentro dá muito trabalho, né? E o que que você tem dentro? Nada, né? Então, eh, a completude com o que vem de fora, com o olhar do outro, com reconhecimento do outro, né? Com esse sucesso fugido, né? Gratificando a pessoa, eh, para ela é vital, né? Mesmo que seja a banca rota, né? A derrota, né? Porque há o esse essa gratificação momentânea, imediata, né? Então, uma palavra que me vem é essa, né, Thaago? complemente.
a, eh, para ela é vital, né? Mesmo que seja a banca rota, né? A derrota, né? Porque há o esse essa gratificação momentânea, imediata, né? Então, uma palavra que me vem é essa, né, Thaago? complemente. >> Eh, a Joana em algum outro momento, eh, ela vai trazer uma uma reflexão em torno de estágios pelo qual nós vamos experienciando dimensões do amar, inclusive experiências aí um tanto quanto mais ainda sensórias, fisiológicas, elas têm o seu sentido, né? né? Ela tem um sentido em torno, né, da forma como a alma se expressa, mas e são estágios pelos quais nós já estivemos por muito tempo, né? Eles têm eles criam condicionamentos, né? Eles criam uma teia eh vigorosa em torno de padrões que nós temos. E particularmente a gente pode dizer isso em relação ao campo da sexualidade, por exemplo. Mas o o que a própria mentora nos traz é que a vida tá ali, a vida pode ser algo além disso. Esse para além dessa questão, vamos colocar assim, ordinária que os homens e mulheres fisiológicos repetem como um padrão, parece ainda um grande desafio. que eu me lembro uma vez um tem um famoso músico brasileiro, ele é espírita, ele disse assim: "Eu fui conquistando tudo que eu queria, né? Eu queria ter um sítio, eu comprei o sítio. Eu cheguei lá, hum, tá faltando alguma coisa. E ele foi buscando uma referência muito material em torno da expressão do que era sentir satisfação, sentir felicidade, sentir amor, né? E ele diz que chegou um momento que ele tinha tudo que ele queria, mas tinha uma espécie de um vazio, faltava alguma coisa. E parece que a alma se instiga a desejar algo para além daquilo quando não encontra satisfação. E ele fala que no momento em que ele pode estar em um trabalho, em que ele pode servir um prato de comida, em que ele pode estar dando algum tipo de assistência, ele percebeu, encontrei alguma coisa que eu nunca havia sentido antes. Então, ah, a isso envolve um movimento que eu percebo que é importante, que é um lugar do sacrifício. Viver a vida no sentido ético envolve
eu, encontrei alguma coisa que eu nunca havia sentido antes. Então, ah, a isso envolve um movimento que eu percebo que é importante, que é um lugar do sacrifício. Viver a vida no sentido ético envolve uma dimensão de sacrifício em relação a certas ideias, a certos princípios que às vezes estão em voga em relação a um lugar. Então, como disse o Gelson há algum momento atrás, às vezes eh fazer algo, agir de certa maneira, eh poderá nos colocar na posição de sermos vistos como tolos, como pessoas, né, bobas, né, quando na verdade tem algo mais profundo acontecendo que esse outro não percebe. Então, a o fluir a vida no campo das emoções, né, no campo da das sensações, envolve um amadurecimento para expressões mais profundas de uma amorosidade. E a gente sabe que isso demanda um envolvimento com a vida e também de um autoconhecimento que talvez seja a grande jornada ainda que nós ainda enfrentamos, bastando ver o paisagens do mundo hoje pra gente perceber o quanto ainda nós estamos distantes de nós mesmos e o nós não conseguimos de fato compreender em profundidade que podemos ter mais gozos mais profundos relacionados à experiência do que é o viver e do que é o amar, né? Não sei se ajuda aí, Gelson. >> Eu acho que sim. Acho que esse falar faz muito sentido, porque acho que existe realmente um anseio muito grande de reconhecimento, de valor, de ser amado, né? Mas acho que a humanidade não sabe ainda o que que é realmente amar, né? Verdadeiramente amar. Então, as pessoas querem ser amadas, mas não querem amar. Então, a gente falava da carência, né? Cláud falar da carência antes. Então, o ser humano se move pela carência na busca desesperada de reconhecimento, de autoafirmação. Então, a a a ideia de valor de de de valor afetivo ainda realmente é projetado fora, né, nesse medo de se entregar e se doar, né, porque o amor envolve doação, o amor envolve renúncia. O amor envolve ser os últimos e não os primeiros. E isso é muito estranho numa numa sociedade onde o estilo de vida é baseado na
r e se doar, né, porque o amor envolve doação, o amor envolve renúncia. O amor envolve ser os últimos e não os primeiros. E isso é muito estranho numa numa sociedade onde o estilo de vida é baseado na competição, né? Onde onde eu tenho que aparecer melhor, eu tenho que ser ser além dos outros. Então, a ideia de valor e de ser amado é o seu é é uma imagem narcisista. Eu quero, tem que ser o centro do mundo. O mundo tem que me olhar, né? E quanto mais eu não fazer nada e o mundo me admirar, né, e me dou nessa nessa nessa visão egoísta, mas parece que eu tenho um valor, né, para que para que o valor tá em o mundo me dá porque se o mundo me dá atenção, reconhecimento, eh eh retribui com com eh lisonjas, parece que eu encontro realmente um valor e só que realmente, né, como diz a Joana, há um gosto amargo nisso tudo, né, e não há uma garantia firme e confiável de estarmos certos, né? Então, o que a gente tem é uma grande exaustão, né? Uma exaustão terrível que a gente vive um dia como sintoma, né? Mas me parece que a gente insiste nisso, porque esse vazio existencial que a gente em vez de parar e o vazio se transformar numa crise necessária para que emerja esse ser interior, né, a gente busca, a gente fica no desespero de de de preencher esse vazio, né? Eu me lembro de um filme chamado Acomilança, um filme antigo, mas que mostrava justamente isso, pessoas de sucesso que tinham dinheiro, que podia ter as mulheres mais bonitas que eles queriam, porque se compra também, né, companhia, se compra prazer, se compra tudo, né, que o dinheiro pode. E eles eles tinham jatinhos, helicópteros, mansões e tinha um vazio existencial muito grande. Então a o o a questão deles era comer comer. Então eles tinha um se encontrava para lá para para laudos jantares regados a a mestres refinados de da gastronomia que saia tudo que era do mundo. E o filme é isso. Começa começa a comer, comer, comer até morrer. E a consegue parar nesse desespero de preencher isso que é profitado na comida, que sustenta e que
mia que saia tudo que era do mundo. E o filme é isso. Começa começa a comer, comer, comer até morrer. E a consegue parar nesse desespero de preencher isso que é profitado na comida, que sustenta e que alimenta a minha vida, né? Então eu acho que realmente há uma inconsciência muito grande ainda da mensagem do Cristo, né? O que que é realmente essa proposta amorosa e desse movimento que vem para dentro e aí sim ir para dentro. e buscar a vitória sobre mim mesmo me compromete, né? É, é pesado, né? É poder eh assumir meu fracasso, é poder realmente me responsabilizar, sair da do meu infantilismo, é poder realmente eh abrir mão de mim mesmo e se voltar pro outro. E tudo isso ainda é difícil de ser compreendido pelas pessoas. eh essa gratificação eh infindável, né, esse desejo de gratificação que você traz, né, Gelson, e essa volúia, né, de sempre preencher ainda esse vazio existencial com coisas, né, objetos, com pessoas, né, é que vai fazendo eh eh esse contraponto grande, né, que Você também trouxe a palavra eh você falou em competição, né? Me parece, né? Acho que você falou competição. E eu fiquei pensando competição, eh, concorrência vai ao é vai ao oposto da solidariedade e o quanto o mundo tá muito pouco solidário, né? E tá muito concorrente ainda, né? haja vista as guerras que estão acontecendo em pleno século XX ainda, né? Uma concorrência brutal de força, de poder, né? Eh, de sucesso sobre o outro e não sucesso sobre si mesmo, né? Então, esses contrapontos é que a Joana vai levantando pra gente, né? E ela diz assim: "O sucesso sobre si mesmo acentua a harmonia e aumenta a alegria do ser. Porque aquele ser que tá alegre, né, tá sentindo uma paz, né, ele não quer guerra, né? Quem tá feliz não quer guerra, não busca guerra, ele tá em paz, né? O outro vai futucar ele e diz: "Ah, que preguiça, né? Preguiça de brigar com aquela pessoa, de falar, né? Ai, então assim, ele tá em paz com ele mesmo, né? Então esse sucesso sobre si mesmo se candidata, essa pessoa que se
e e diz: "Ah, que preguiça, né? Preguiça de brigar com aquela pessoa, de falar, né? Ai, então assim, ele tá em paz com ele mesmo, né? Então esse sucesso sobre si mesmo se candidata, essa pessoa que se candidata a contribuir em favor do grupo social, mais equilibrado, mais feliz, levando o indivíduo a doar-se, né, que é o que o Json acabou de dizer, né? É muito pouca doação e muito muita fome, né? Muita volúia, muita necessidade de de de nutrição. É um contraponto muito grande, né? E e esse ser é muito inseguro, muito vulnerável, né? O que ele conquista é o que que Thago trouxe. O que conquista ainda deseja mais, ainda deseja mais, porque vai perdendo o aterramento. E a gente vê muito isso nas pessoas que conquistam lugares, posições. É muito fácil ser vilipendiado, né? se eh deixar o o se deixar levar, porque é tudo muito fácil e muito comum, né? Então aquilo que é comum, né? Eh, no coletivo, lutar contra aquilo é um é um é um esforço muito grande, né, de lutar contra isso. E aí por medo, né, vamos vai tocando naquelas naqueles arquivos nossos, né, de medo, de insegurança, vai tocando ali, vai começando a a a fotucar coisas, né? Então, é muito importante que a gente mantenha o nosso pé aterrado, né? Eu eu posso isso, mas é importante, né? Isso é importante. Isso vai me fazer bem, porque aí a gente mantém os pés aqui grudados, né, num solo bem seguro para que a gente não seja levado com papel, porque é muito fácil isso, né? É uma, é uma, acho que há um ano atrás, né, o padre Júlio Lancelote, né, faz aquele trabalho importante com comunidade, né, que vivem nas ruas, em São Paulo. Ele disse algo muito potente e que é uma perspectiva ética cristã. Ele disse assim que ele eh foi perguntado quanto como é que ele via essa luta dele, né, junto com esses desvalidos, né? Ele disse algo assim, que ele sabia que não tinha chance de vencer a luta. Ele tem consciência que não é possível quebrar a estrutura que ainda produz essa miserabilidade social, essa exclusão social, porque tem uma
assim, que ele sabia que não tinha chance de vencer a luta. Ele tem consciência que não é possível quebrar a estrutura que ainda produz essa miserabilidade social, essa exclusão social, porque tem uma consciência em torno da conjuntura que é complexa. Mas o que que é interessante é que ele fala assim: "Então, eu não tô lutando para vencer". Olha que interessante. E essa perspectiva de ter sucesso em que sentido? Eu não luto para vencer, né? Eu sei que eu vou perder. Parece um contrassenso, né? Eu sei que eu vou perder, mas olha a parte mais bonita agora que eu acho que ele diz assim, né? Eu luto para ser fiel até o fim. É uma fidelidade em todo aquilo que a gente acredita. Por uma analogia, algo parecido fez Sócrates. Sócrates aceitou morrer bebendo si cuta em torno de um ideário que ele via consciente de si próprio. Eu eu não fiz nada de errado. E se eu aceitar o exílio ou se eu aceitar ser preso ou o que for, eu estaria meio que dando dando elementos para configurar o do que me acuso como verdade e não é verdade. Então, a ideia de perder ou ter sucesso, ela adquire uma característica que ela é relativa, depende do ângulo de como você enxerga uma luta empreendida. E vale dizer, por exemplo, que naquela mensagem, a palavra da cruz, em que faz uma reflexão em torno do significado do martirológico do Cristo, ele puxa uma passagem de Paulo e diz assim: "Para muitas pessoas, é uma loucura". Como assim? A cruz é uma loucura, né? sacrificar-se, eh, dedicar-se a uma população de rua, dedicar-se, por exemplo, a criminosos, dedicar-se aos marginalizados ou empreender e continuar sendo fiel no trabalho que você sente consciente, vinculado e você manter essa luta até o fim, mesmo que você possa ter um fracasso, mas ele é aparente, porque nós somos espíritos e nós sabemos que essas conquistas elas transcendem uma encarnação. Então, certas lutas me parece que são, como tá no texto, é o engajamento, o envolvimento da alma que se percebe contribuindo conscientemente em favor da
sas conquistas elas transcendem uma encarnação. Então, certas lutas me parece que são, como tá no texto, é o engajamento, o envolvimento da alma que se percebe contribuindo conscientemente em favor da coletividade, mas que ela consegue perceber às vezes que tá sendo testada ali. Até onde eu vou com isso? Até que até que ponto eu consigo sustentar esse embate, né? É interessante isso porque realmente eh eh nesse campo de saturação, exaustão que a gente vive, né? Eh, o que tá em jogo é justamente isso. Eh, eh, porque esse mundo do sucesso material, coletivo que se vive, ele é baseado numa superfcialidade. Eu eu no individualismo, né? Então, o individualismo eh que comentaram aí, né? e a personalidade de uma vida que não toca a alma, né, não toca a profundidade do ser. E e aí eu me lembro do Mafessoli, né, o sociólogo francês, que eu acho interessante, acho que já citei uma aqui já, né, que ele fala que a a essa negação, né, da da da realidade espiritual eh resulta e é é fruto da abundância do consumo, ele disso, né, que as pessoas querem consumir e consumir e essa abundância do consumo, né? Eh, nos coloca que nada é necessário, porque tu pode ter tudo hoje em dia, né? E e aí quando nada é necessário, porque falta o que é essencial e verdadeiro pro espírito, o supérfor essencial, torna importante, né? Porque se eu tenho tudo, uma criança que tem tudo, né? e não falta nada do ponto de vista material, ela vai querer o quê? O supérflo, porque ela perdeu a noção de essencial, que que é essencial, que que justifica realmente a minha vida. Então eu vejo que as pessoas estão muito confusas do ponto de vista de direção, né, de de de consciência. E e aí eu acho que essa fidelidade trazia, né, eh eh quando o Jung fala de pistes, né, de paz, pistes como como se fosse como se fosse um resultado desse homem que se sustenta nessa nessa profundidade de alma, né, e que fez o caminho de derrota do ego em favor de uma consciência. Então, mais plena. Ele diz que o resultado é pistes e pistes é paz.
desse homem que se sustenta nessa nessa profundidade de alma, né, e que fez o caminho de derrota do ego em favor de uma consciência. Então, mais plena. Ele diz que o resultado é pistes e pistes é paz. Mas e mas é mais do que paz. Ele usa o termo fidelidade. Isso é interessante. Tu fala fidelidade. E essa fidelidade é se eu sou fiel a mim mesmo e aos meus princípios, eh, eu tenho também inteza e paz. Então ela ela vem junto. E aí a minha paz é fruto do meu compromisso também com com isso, com com com esse princípio. E a mesma fidelidade é a certeza que eu tô realmente no caminho certo, que tô sustentado. Então, essa paz e essa fidelidade, elas coexiste como uma coerência dessa substancialidade eh fundamental, que é essa vida que me realiza verdadeiramente nesse sucesso que Jana propõe, né, de que não é abandonar a luta, como o Thago falou, né, nem o convívio social. a gente tá aqui realmente trabalhando na família, na na no trabalho com a inteligência, na criatividade, na arte, né, nesse processo de de despertar, de trocar, de interagir, né, e mas reconhecendo que tudo isso são forma do espírito se experimentar nessa conquista de natureza interior que ela tá colocando aqui. E essa é a a proposta que a nos faz, né, de sermos vitoriosos, né, como diz Jesus, não adianta ganhar o mundo e perder a alma, né? Essa é a ideia. É por isso que ela fala tão bonitinho, né? Avalia de tua parte qual o sucesso mais valioso, aquele que realmente merece a tua entrega total. Aonde você vai colocar a tua alma, né? Uhum. >> É naquilo que perece, que fica, né? Porque a gente a gente várias vezes a gente fala, né? Eh, na minha mala eu vou levar o quê? Eu não vou levar nenhum livro que tá aqui, né? Nada, nada. Não vou levar nada das coisas que eu tenho materiais, mas o que que eu tô botando na minha mala, né? Então, essa entrega da onde tá a minha alma é que é importantíssimo, né, Gelson, que você trouxe, né? Eh, eh, eh, não é se se lotar de superérfluos, né, porque já tá por aqui de material, né, de
, né? Então, essa entrega da onde tá a minha alma é que é importantíssimo, né, Gelson, que você trouxe, né? Eh, eh, eh, não é se se lotar de superérfluos, né, porque já tá por aqui de material, né, de necessidades eh eh supridas, né? Então, não é eh se lotar de supérfluos, né, é se lotar mesmo de tesouros da nossa alma. E é são esses tesouros que a gente vai levar. Então, onde é que a gente põe a nossa alma no dia a dia, né? Onde a gente tá botando alma, tá botando energia, tá botando esse olhar atencioso, né? Eh, para aquilo que realmente importa, né? E a e aí a gente lembra da segunda metade da vida que Yung nos traz, né? Assim, na primeira metade a gente vai para fora, na segunda metade a gente vem para dentro. Talvez seja essa metade aí que o amigo do do Thiago fez, né? Conquistou, conquistou, mas tava vazio. E aí ele volta para dentro para conquistar o que realmente é necessário. E essa conquista do que realmente é necessário é que a gente, muitas pessoas estão longe e para nós também, né? sempre trago para mim, né, todas as lições, é um grande desafio do dia a dia, né, e colocar a minha alma naquilo que é bom, naquilo que é importante, não colocar minha alma naquela conversa chata que não vai levar a lugar nenhum, naquela discussão já sem sentido, né, que já se falou várias vezes, é não gastar a nossa energia eh em coisas que não são importantes, né? Porque assim, eh, estudando gerontologia, eu vi que desde os 25 anos a gente começa a envelhecer e a gente não se dá conta disso. Então, a nossa reserva, o nosso quantum energético, ele vai se acabando e a gente tá pondo a nossa alma aonde, né? A nossa energia aonde? Isso aqui é um exercício que Joana nos faz pensar, né? >> Muito bem. Quem alguma coisa para encerrar, Thago? Queira colocar alguma coisa mais? >> Só inspirar as pessoas no sentido de juntos sempre lembrarmos a passagem de Mateus, né? Lá no Evangelho de Mateus, Jesus diz: "O campo é o mundo e a boa semente são os filhos do reino". Nós todos podemos ser os filhos e filhas do
tido de juntos sempre lembrarmos a passagem de Mateus, né? Lá no Evangelho de Mateus, Jesus diz: "O campo é o mundo e a boa semente são os filhos do reino". Nós todos podemos ser os filhos e filhas do reino no sentido quando instrumentalizamos o amor como uma postura ética e revolucionária perante a vida. as grandes transformações profundas no campo da alma, como também no campo das relações e na coletividade, precisam estar inspiradas nesse processo. Então, eh, é uma canção, eu gosto de citar isso, né? Amar é um ato de coragem. Então, que a gente tenha coragem em amar mais. >> Muito bem. E terminando com Joana, quando ela nos dá a dica, né? Se tu quer sucesso, segue o cara. que mais sucesso trouxe para nós, que é o mestre, não o sucesso do mundo, mas o sucesso de que daquele que mesmo traído soube perdoar e amar e sacrificar por todos nós. Então, né, o caminho do sucesso tá aí, é Jesus e vamos em frente, né, gente? OK. Então, com isso, a gente termina o capítulo 15, termina enquanto o momento de reflexão, porque ele eh essas leituras sempre são boas a gente voltar e e repensar, sempre tem material farto, né, para pra gente meditar. E dando seguimento, então, ao nosso estudo, eh, pro próximo encontro, capítulo 16, luta pela pela conquista da paz. Agradeço então o Thago, a Cláudio, agradeço a participação de todos que nos acompanham aqui no Speed do Play, ficando o convite de estarmos juntos no próximo encontro. Então, um abraço, que Jesus nos abençoe.
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