T8:E9 • Desperte e seja feliz • Arrependimento e reparação
No nono episódio, Gelson Roberto, Adriana Lopes e Tiago Rizzotto analisam o capítulo 9 de Desperte e Seja Feliz, intitulado "Arrependimento e reparação". Uma reflexão essencial sobre a importância do reconhecimento dos erros e do compromisso com a transformação moral. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #despertardaconsciencia
Meus queridos irmãos, minhas queridas irmãs, é com alegria que estamos aqui reunidos mais uma vez para nosso estudo da série psicológica Joana deângeles, estudando o livro Desperte e Seja Feliz. Hoje trabalhando o capítulo 9, arrependimento e reparação. Então, nosso agradecimento a todos, nosso abraço junto aqui com a Adriana e com Thago, para podermos pensar um pouco esse material que a benfeitura nos nos oferece. É um tema bem importante, né, gente, né, Adriana, Thago, eh, a a a tradição judaica cristã, né, ao longo dos seus séculos, vem baseando, né, a estrutura muito das das questões humanas na culpa e no arrependimento, né? Então, a questão do arrependimento e da reparação, né, é um tema que a que o espiritismo vai se ocupar diretamente, né, até dentro da dinâmica de um processo de caminhada evolutiva, de compromisso, eh, a através da reencarnação, da gente poder redimir o do o passado, né, mas é um tema bastante complexo, tem muitas questões que que estão em jogo aí, né, E tem até uma frase de muito impacto que que eu achei que daitora uma frase assim e muito bonita, né, mas que requer um um cuidado, um cuidadoso olhar paraa gente poder, traçar a dimensão que ela quer nos trazer em relação a ao que ela coloca, que é arrepender-se, é abrir-se para o bem, né? Olha só, né? Então, esse essa esse pré-texto dela aqui, esse capítulo já anuncia, né, um movimento interessante aí em cima do tema. Como é que vocês acharam aí esse esse capítulo? >> Bom, olá a todos. Uma alegria estarmos aqui novamente para discutir um assunto tão importante, né, e tão profundo. E ela retoma, o importante é que ela retoma e aprofunda Kardec. Kardec trabalha esse tema especificamente na obra o Céu e Inferno, né, Código Penal da Vida Futura. ele vai aprofundar, ele traz esse tema e ela parte dessa linha de raciocínio de Kardecreo, expiação e reparação são as três condições necessárias, né, para apagar esses traços de uma falta e suas consequências. Então, a gente consegue pensar que é um processo longo, que
ocínio de Kardecreo, expiação e reparação são as três condições necessárias, né, para apagar esses traços de uma falta e suas consequências. Então, a gente consegue pensar que é um processo longo, que exige o que ela trabalha muito, que é a maturidade do ser. Portanto, não é algo assim tão simples e tão fácil de realizar, mas por outro lado é algo necessário, né, para que a gente possa prosseguir na nossa vida. Que que você acha, né, Thago, dessa questão tão importante de conseguir reparar, né, aquele passado tão difícil que tivemos e às vezes o próprio presente, né, quando a gente se eh se equivoca diante de alguma questão, né, do nosso erro? >> Sim, querida. Eh, curiosamente essa frase também me chamou atenção, Gelson. Ela é muito impactante e ela é muito ela é simbólica, porque ela ela abre um leque de possibilidades interpretativas, mas pra proposta espírita e no na perspectiva da ética cristã, a gente precisa agregar um valor que é o que Jesus quis entender como bem. Então, se nós recuperarmos os evangelhos, nós vamos entender que o conceito de bem e mal em Jesus, ele se afasta um pouco da dicotomia tradicional maniqueísta e passa a fazer uma espécie de uma comunicação entre bem e mal na seguinte perspectiva, né? O conceito é que todas as experiências humanas, inclusive aquelas chamadas vinculadas ao mal, elas trazem consigo a possibilidade de um processo de libertação do ser. Porque quando algo ruim nos acontece ou quando nós fazemos algo que fere os sentimentos de alguém e nós nos percebemos em erro, a essa condição, ela é uma possibilidade para que a gente possa produzir o bem. Então, acho que o primeiro ponto é isso, é começarmos a reavaliarmos as circunstâncias e as singularidades da experiência humana para que a gente entenda que inclusive o mal ele pode ser um caminho para se produzir um bem. Agora, existe uma definição interessante em torno do que seja bem e mal e que congrega junto ao que os espíritos respondem dos espíritos, que eu acho muito importante e é da é da mentora
duzir um bem. Agora, existe uma definição interessante em torno do que seja bem e mal e que congrega junto ao que os espíritos respondem dos espíritos, que eu acho muito importante e é da é da mentora Joana de Angeles. Tudo que contribuir contribuir pra vida, tudo que for para desenvolvimento ético e moral do espírito, tudo que for edificante e proporcionar saúde, satisfação emocional e sentido mais profundo é bem. Então, tudo que une, tudo que congrega, tudo que agrega, tudo que integra e tudo que simboliza na experiência interior e exterior relacional é o bem. O que então separa, desú, confronta, evitando e diaboliza nesse sentido mais profundo que separa e aparta tanto interiormente nossa relação com o nosso inconsciente quanto na relação com o outro é o mal, porque gera aflição, eh, se transforma em problemas e traz vários prejuízos para nós e pro outro. Então, é interessante a forma como a mentora trabalha essa dicotomia, mas que revela a perspectiva de que, voltando à frase inicial, arrepender-se abrir-se para o bem é a ideia de que nós precisamos ter coragem de enfrentar o que aconteceu e conseguirmos dar outra face ou possibilitarmos um caminho que não seja esse de afastar, de nós não conseguirmos perdoar. Então, acho que no primeiro momento é interessante pensar nessas duas perspectivas, né, de como abrir-se para o bem é um caminho ético para que a alma consiga eh suportar e transcender essa condição do que muitas vezes tem o peso do arrependimento por uma falta cometida, né? Eh, e eh depois ela ela acrescenta algo que eu acho que vai ajudar a compreender melhor isso que que a pessoa que não se arrepende é ela tá numa consciência adormecida. Então eu eu junto as duas coisas. Então para mim abrir-se para o bem é despertar a consciência. Para mim é uma correlação daí entre uma coisa e outra. E e o e o que que é despertar essa consciência? É reconhecer a lógica divina. Então, abrirse para o bem e é poder acreditar que a lógica de Deus é de amor e que ele quer o melhor para mim. É acreditar que
o e o que que é despertar essa consciência? É reconhecer a lógica divina. Então, abrirse para o bem e é poder acreditar que a lógica de Deus é de amor e que ele quer o melhor para mim. É acreditar que eu posso, né? e acreditar que a vida eh eh é é é é um jogo eh que que beneficia o nosso engrandecimento, que que que joga em favor eh de nós naquela proposta do que o que o Cristo fala, eu não vim eliminar o o o pecador, mas o pecado, né? que então eu consumo uma consciência que fui criado para a luz, para ser feliz e para realizar a minha natureza essencial. Então, para mim, o arrependimento é uma chance que eu tô me dando, uma oportunidade que tô me dando, porque eu eu eu consigo vislumbrar a esperança e as e e a capacidade de eu poder dizer: "Sim, eu posso funcionar de uma maneira. Sim, eu eu não sou um ser desprezível e nem tô fadado a ficar preso numa identidade com com essa falta. Tem tem um caminho novo e diferente aí. >> E ela dá dá continuidade no texto, né? quando ela coloca que arrepender-se e abrir-se para o bem, ela começa colocando de forma prática como nós devemos fazer diante destas questões, né? Então, quando ela diz, "Quando descubras que erraste, de imediato começa a ação reparadora, além das palavras que pedem desculpa e perdão, a atitude de recomposição dos danos, reparando o mal praticado de forma que permaneçam os resultados felizes, é o passo a seguir." Então, veja, eh eh o erro ele é parte do processo educativo, né? quando nós estamos aprendendo um idioma, aprendendo uma língua ou mesmo na escola convencional, né, que nós estamos aprendendo, é natural o erro. E aqui ela coloca uma questão de imediato, né? Então, a partir do momento que nós percebemos que algo não saiu como eh o esperado, porque o eh o pecado, eu gosto da definição que é errar o alvo, né? Então, às vezes nós não temos essa intenção de fazer algo ruim, mas é como se a gente tivesse um plano e de repente a gente erra o alvo, né? A gente não consegue fazer aquilo pelo qual a gente
vo, né? Então, às vezes nós não temos essa intenção de fazer algo ruim, mas é como se a gente tivesse um plano e de repente a gente erra o alvo, né? A gente não consegue fazer aquilo pelo qual a gente pensava. E aí e ela não dá espaço se a gente observar paraa culpa, né? Ela fala: "Não, nem ela nem cita a culpa aqui." Ela já fala quando você eh percebe o erro de imediato, ou seja, automaticamente começa num movimento ativo de uma ação reparadora, né? E aí você pode então reparar, reconstruir, né? Repassar o mal. E aí eu me lembro muito de Santo Agostinho naquelas definições que ele coloca, né? Como que a gente vai fazer para não ser arrastado pelo mal? Não, eu vou deitar, eu vou repassar o meu dia e a partir daí eu vou identificar o ponto pelo qual eu me equivoquei e aí eu posso então recuperar. Por isso essa questão da consciência, né? Quando eu tomo consciência de onde eu errei, eu posso reparar. Então, realmente, eu também vejo como esse abrir-se para o bem como a possibilidade de tomar consciência a o ponto exato onde eu preciso melhorar e trabalhar. >> Eh, eu acho que o lugar mais difícil do descobrir que nós erramos é que nós perdemos certas certezas de que nós temos certas verdades, né? certos atos praticados por nós, pelos pela nossa capacidade de consciência, pela forma como compreendemos a vida, como a gente entende que a gente conduz as nossas os nossos dias, as nossas relações. O erro vem mostrar que nós não estamos sempre tão certos e é preciso saber, né, pedir desculpas. É importante esse lugar de de que nossas verdades vão estar sempre sendo lapidadas, sendo contrastadas com as verdades do outro para que a gente construa na relação uma perspectiva de verdades mais absolutas no sentido pro bem, né, no sentido mais sentido único que a gente compreende como verdades da vida. Mas esse lugar de descobrir-se é o que vai tá em seguida, né, da do texto de que se eu estou descobrindo que erro, é porque de alguma forma existe uma consciência aí que tá sendo >> instigada, né, a reconhecer o que houve
cobrir-se é o que vai tá em seguida, né, da do texto de que se eu estou descobrindo que erro, é porque de alguma forma existe uma consciência aí que tá sendo >> instigada, né, a reconhecer o que houve de de equívoco. E parece que a ideia de não arrepender-se, já seguindo no texto, né, é a ideia que o Gelson trouxe, né, uma consciência adormecida que não é capaz de perceber, que não é capaz de estar eh conectado com a realidade com o outro, até num campo ético de empatia, de compreender o efeito da daquilo que se provoca. Então, me parece que o primeiro passo, e esse passo é muito difícil, eu não sei se para vocês, talvez todos nós, né, eh estar numa posição que nós acreditamos verdadeiramente corretos e nos percebemos equivocados, quando dói egoicamente, eh, há uma resistência de muitas vezes de querer admitir esse equívoco, mas ele é um passo necessário para descentrar um pouco o ego nesse lugar de presunção. em torno do que ele acredita ser verdade para si e pro mundo. É uma grande lição de humildade, né? >> Uhum. Eu acho também bem importante essas colocações de vocês. Eu acho interessante aprofundar isso um pouquinho mais, né? Eh, qual é desses dois dois aspectos polares que da qual o arrependimento tá envolto, né? De um lado, a culpa e de outro lado, a a indiferença, né? A incapaz de se arrepender. Qual é qual é a diferença entre arrependimento e culpa? E qual é e o que tem em jogo quando a pessoa não consegue arrepender? Que que questão é essa que leva a uma das mais graves patologias transtornos psicológicos que é a psicopatia? né? Então, acho que a gente podia tentar entender melhor isso, né? O que que acontece? Eu queria ver com vocês qual é a diferença entre culpa e arrependimento. Para mim, a culpa é você ficar preso no erro, né? Porque a partir do momento que a pessoa tem um ato equivocado, ele tem duas reações. Ou ele com uma determinada consciência ele já consegue olhar o erro e ter essa coragem de enfrentamento e pensar como ele pode reparar isso. ou
ue a pessoa tem um ato equivocado, ele tem duas reações. Ou ele com uma determinada consciência ele já consegue olhar o erro e ter essa coragem de enfrentamento e pensar como ele pode reparar isso. ou ele por uma falta, como lá mais à frente ela cita o caso de Judas, né, que por uma questão eh de uma dificuldade até moral, né, uma uma um processo de ficar preso no no ato em si, ele ele tem um adoecimento eh e moral mesmo, e ele acaba por culpa indo a a à busca que ele tenha pelo suicídio. parece que ele não encontra força moral para superar e entender que ele pode reparar isso, né? Claro que não nessa encarnação enquanto Judas, mas aí a gente pode ver depois, né, que na encarnação de como Joana Dark, ele acabou sendo o espírito protetor de Paris, né? Então veja, então a gente vê também que esse perdão, essa compreensão, ela pode acontecer ainda nessa encarnação, quando a pessoa percebe o ato e não se prende na culpa e vai além. Mas quando ele fica preso na culpa, isso se estende um pouco mais, podendo levar até uma vida ou várias encarnações, que lá na frente ele possa então reparar essa questão, né? arrepender-se e reparar-se posteriormente ou no mundo espiritual, mas com certeza ele vem pro mundo material para poder então testar se realmente ele já passou, né? Então para mim, a minha forma de ver é a culpa prende o indivíduo na situação, né? O arrependimento leva a quase uma função transcendente, né? faz ele olhar para aquilo, ele entrar nesse conflito e transcender o conflito. Eu tava que pensativa na pergunta, mas parece que a essa essa esse trecho final que tu trouxe, Adriana, eh me recorda de fato o que é o construto da culpa na psique cristã, né? né? É um lugar parece de captura, porque de alguma forma o conceito ou construto da culpa na historicidade cristã, ele se vincula à ideia de passividade, de um lugar em que o indivíduo se inscreve e se encapsula. É quase como um processo em que ele é instigado a espiar até que ele seja redimido por um ente, por uma figura
incula à ideia de passividade, de um lugar em que o indivíduo se inscreve e se encapsula. É quase como um processo em que ele é instigado a espiar até que ele seja redimido por um ente, por uma figura eclesiástica. e que todos nós trazemos isso, né, e de forma estruturada nossa coleção psíquica por conta da possivelmente da nossa passagem por esses períodos da da do cristianismo. >> Então esse lugar mesmo que constrange, né, a própria palavra culpa, por exemplo, no alemão, a palavra culpa e dívida é a mesma palavra. E na tradição de cristante vem um lugar de que é um lugar de de captura, >> de capsulamento. E a ideia parece o arrependimento, eu sigo um pouco esse caminho que tu traz, que é a ideia de uma perspectiva do que fazer com isso e construir um caminho de saída e de reparação. E aí, professor Gelson, como é que tá ainda? não é? Eu acho interessante, eh dando que gente lê, né, o que a benfeitura nos traz, porque ela é a nossa grande referência, né? Me parece que a culpa eh tem dois aspectos aí, né? Eh, porque eh o o todo esse processo, tanto que envolve culpa, arrependimento, é um confronto com a nossa consciência, né? consciência ética que nos habita, que é a própria presença da lei divina, eh, que rede, né, de maneira harmônica e perfeita, toda a dinâmica do universo, né, da vida interna, da vida externa e assim por diante. Então, quando a gente toma consciência eh e tá em desacordo, né, com com essa lei divina, há esse choque, né, natural, onde a culpa é uma catarse, né, um despertar de de um confronto com alguma coisa que não não tá legal. Eh, então a culpa é esse desencontro, né? Mesmo que seja uma culpa neurótica, né, familiar, os pais impõem uma moral equivocada e o filho sente culpado de não corresponder de maneira a respectiva do que eles pais e aquilo é neurótico, não é verdadeiro, mas ele acredita naquilo. Então, de uma certa forma, a culpa é esse esse desencontro com algo que eu eh percebo que aggi mal, né? E e para mim, quando a gente fica na culpa, a diferença bem a básica da culpa
acredita naquilo. Então, de uma certa forma, a culpa é esse esse desencontro com algo que eu eh percebo que aggi mal, né? E e para mim, quando a gente fica na culpa, a diferença bem a básica da culpa arrependimento, é que na culpa ainda não existe o amor, né? Porque não há redenção, né? Né? E no arrependimento tu já abre esse para esse bem que é a prenda divina amorosa. Então na culpa, tu fica num jogo perverso, como se não tivesse saída ou tu não merecesse, né? Eh, então é um julgamento que tu tem contigo ou mesmo do mundo com em relação a você que faz sentir culpado, onde não há afeto, não há acolhimento, tu não te acolhe. tu não te permite, né, dizer, eu posso ser diferente ou tem ou a vida eh me perdoa, né, em nome desse amor. Então, na culpa eh tem essa culpa autopunitiva que que quando a Adriana citou Judas eh para mim é é muito essa imaturidade infantil nossa, né? Eh, que onde a culpa se forma uma defesa para não assumir responsabilidade diante da vida, porque na medida que eu me me culpo, eu não cresço, não vou adiante, né? Eu não, eu não me não assumo que eu posso fazer novas novos movimentos, me redimir, né, me transformar a partir de de novas eh novos projetos, novos compromissos. Então, para mim, a culpa tem muito a ver com enredamento, é que é falta de amor, né? falta da consciência amorosa. >> E é interessante, por isso que ela fala, né, que o arrependimento sincero, ele constitui essa elevada conquista do sentimento humano. Então, é necessário ter já esse amadurecimento necessário para conseguir ir além e não ficar aprisionado pela culpa. Porque o ser que é é como você coloca, né, Gelson, quando esse ser ainda é muito imaturo, ele fica nessa prisão como mecanismo de de defesa. Eu nunca tinha pensado por esse ponto, né? Porque a partir do momento que eu tô preso num processo de culpa, eu não preciso ir além. Eu eu fico ali me mortificando por um tempo muito longo, um tempo determinado, né? E aí a gente fica perdendo tempo. Eu gosto daquela frase, né? Não perca tempo no
so de culpa, eu não preciso ir além. Eu eu fico ali me mortificando por um tempo muito longo, um tempo determinado, né? E aí a gente fica perdendo tempo. Eu gosto daquela frase, né? Não perca tempo no tempo que passa. E aí o tempo vai passando, passando. Então é necessário esse amadurecimento da razão e da emoção para conseguir então fazer essa análise, entender que sim, se eu errei, eu me equivoquei, eu posso fazer um movimento de reparação. Mas para isso precisa dessa evolução do sentimento, né? não é só do pensamento, como ela coloca em várias obras dessa evolução, né, do eh antropo sócio psicológico, né, nossa, mas também uma evolução do sentimento. E o amor, esse sentimento eh por excelência, capaz de do auto perdão e do da reparação. Então, por isso que é sim um é uma conquista e uma um desafio, né? Se pegarmos o primeiro volume da série, quando ela traz vários desafios, né, da atualidade, eu acho que esse também é um grande desafio da gente conseguir olhar para trás, olhar para nós e automaticamente entendermos esse movimento de aprendizagem que ela traz a Terra como um planeta escola, não como um vale de lágrimas, né? Is >> então é um processo educativo esse erro e a reparação propriamente dito. >> É por isso que o arrependimento não basta, ela vai colocar, né? Tem que tem que ver realmente essa esse processo de reparação, porque se tu fica só no arrependimento, tu pode ficar realmente daí na culpa e naquilo que é terrível, que é o remorço, né? que a culpa vai gerando remorço e aí tu abre espaço para uma despotencialização de ti mesmo, né? processo de paralisação espiritual, ainda mais que às vezes tem processos obsessivos junto que reforçam, né, um quadro de desvalia, de de eh que te faz ficar nesse lugar amaldiçoado. E e a vida para a vida realmente ela mostra a todo momento, né, que as coisas têm redenção, né, que as coisas podem se transformar, pode se modificar, pode ter um outro caminho. Eh, eh, existem existem estudos que mostram que traumas coletivos
a todo momento, né, que as coisas têm redenção, né, que as coisas podem se transformar, pode se modificar, pode ter um outro caminho. Eh, eh, existem existem estudos que mostram que traumas coletivos eh antes de qualquer conciliação é necessário que seja precedido pela verdade do que aconteceu, tá? E o mesmo vale para nós. Nós somos capazes de fato buscarmos caminhos conciliatórios conosco e relacionalmente se de fato nós dispusermos os fatos, a verdade dos fatos e observarmos e analisarmos e compreendemos o que aconteceu. E a Joana. E talvez esse fio, sabe, Gelson, tem a ver um fio que conecta a ideia do arrependimento com a ideia da possibilidade de salvação e de redenção, com uma questão que é tão particular e tão comum a nós todos, que é acolhermos a nossa humanidade. A dificuldade que temos de acolhermos que nós vamos errar e vamos errar às vezes, mesmo querendo acertar, não é? Não, não é só a má intenção, né, a ignorância, mas a ideia de que os nossos julgamentos e as nossas decisões pode ter algumas consequências que não são positivas. E ela comenta que temos o direito de errarmos por sermos humanos. É uma condição importante em torno desse amadurecimento que nós temos que ter em relação a quem nós somos. Eh, a culpa, eu lembrei de um aspecto importante, é que a alma circunscrita, por exemplo, nos tempos da Idade Média, ela era obrigada a tá num numa numa cadência e num ritmo de contínua análise de si própria sobre os seus pequenos erros. E tudo era registrado, tinha tinha que ser comunicado como sempre o vislumbre. Se eu assim eu não fizer, eu estarei em pecado e eu perderei a minha salvação. Hoje nós entendemos que a vida não funciona assim. Então, a ideia de uma transição da culpa para um processo psicológico de que sou capaz de acolher os meus erros, eh, sou capaz de entender que eu sinto arrependimento. E para citar o o passo seguinte, que a ideia, né, eu acolho a verdade >> e agora eu parto para um caminho de conciliação, de reparação. Acho que isso
sou capaz de entender que eu sinto arrependimento. E para citar o o passo seguinte, que a ideia, né, eu acolho a verdade >> e agora eu parto para um caminho de conciliação, de reparação. Acho que isso é um percurso psicológico fundamental paraas nossas experiências de vida, né? É, tem uma uma frase de Lucas bem interessante, né, que ele diz que ninguém que lança a mão no arado e olhe para e olha para trás é apto para o reino de Deus, né? Então, né, a proposta dos mensageiros, a gente vê assim, é nunca ficar na na na no ruim, no que passou, né, no ficar reforçando a a o equívoco, a aquele momento de ignorância ou de eh de aprisionamento em certas eh visões eh erradas, né? Eles querem promover a alma, né? o se a gente vê qualquer e estudo de caso aí nos livros espíritas, nos romances, né, ou nos próprios eh textos que eles nos trazem, a gente vê que realmente eles estão ali para promover a alma, né, para para fazer um convite para ir à frente, né, de poder. Então, realmente a o arrependimento e a reparação, como coloca aqui a benfeitora, né, é eh o uso, né, a da nossa dignidade, né, e da nossa consciência que a gente foi feito para para vencer, né, para para ir em frente, né, e não de ficar paralisado nesse passado que foi um passado de, como tu mesmo Thago disse que leu da pitora, que é é óbvio que a gente vai em algum momento se perder, que é natural que em algumas coisas a gente seja ainda muito limitados e que muitas vezes a gente vai se equivocar ou vai agir de maneira eh eh imprecisa e isso, né, que é inerente a nossa nossa condição atual evolutiva, a questão toda é aonde tá o nosso foco. E é interessante aqui nessa parte quando ela fala a ela diz assim: "A medida que o discernimento propele o ser, a visão correta sobre a vida, o arrependimento parece como uma forma de conscientização de responsabilidade. Aqui é importante a gente enfatizar a palavra visão correta. Porque é isso, quando a gente está num estado de consciência adormecida, o ego, ele tem uma visão embaçada de uma
ação de responsabilidade. Aqui é importante a gente enfatizar a palavra visão correta. Porque é isso, quando a gente está num estado de consciência adormecida, o ego, ele tem uma visão embaçada de uma realidade, né? Então ele interpreta os fenômenos da vida com uma ótica distorcida, né? Por isso que ela vai fazendo aqui uma uma um uma linha de pensamento, colocando isso como fruto de uma evolução, já de uma aquisição desse espírito. Até porque a a o processo da tomada de consciência vai instrumentalizar esse espírito a poder olhar para uma realidade de forma mais limpa, sem tantas projeções, né, sem tantas eh coisas do seu mundo interno. que quando ele não consegue, ele não tem o autoconhecimento, esses conteúdos internos são projetados no mundo externo e aí a visão que ele vai tendo é distorcida. Por isso que aqui é é importante falar dessa visão correta, né? Eh, que esse discernimento vai estar sendo provocado a partir do momento que ele vai eh tendo essa tomada de consciência. E ela acima fala, né, que OK, errar é humano, mas persistir nesse erro, que seria o problema quando a pessoa tomando aquela falsa ideia, né, essa visão distorcida que ele tem razão, sim, né, porque o problema de uma pessoa sem consciência é que ele acha que ele tá certo, né? E aí ele fica insistindo, insistindo numa coisa que ele não compreende, que na realidade é apenas uma visão distorcida dessa realidade que ele ainda não compreende. >> É, acho que tem duas coisas aí, Adriana, né, nessa nessa questão que tu tá trazendo. A primeira é realmente o julgamento, que a pessoa que se culpa tá se julgando, né? E ela não tá compreendendo. Compreender é diferente de julgar. E a pessoa que não quer mudar, que tá preso naquela atitude equivocada, também tá se julgando, mas daí de maneira onipotência. Então, de uma eu junto aí um julgamento e um orgulho. Eh, então, eh, lendo a pentora, fica claro para mim que o arrependimento é um ato de humildade também, né? humildade no sentido de dizer: "Puxa, eh, eu sou pequeno, eu não posso
lgamento e um orgulho. Eh, então, eh, lendo a pentora, fica claro para mim que o arrependimento é um ato de humildade também, né? humildade no sentido de dizer: "Puxa, eh, eu sou pequeno, eu não posso tudo e aceito a minha pequenez, né, e e e me abro na minha humildade de poder dizer: "Pai, eu eu quero eu quero aprender, eu quero tua ajuda, eu quero, né, que tu me diga algum caminho, então, né, eu me me coloco, me coloco no lugar de alguém que tá aprendendo e me e me e me se permite aprender." E aí realmente eu eu não só rompo com orgulho, mas eu paro de me julgar, né, de maneira teimosa e e aprisionante em certas concepções limitadoras. Então, parece que nós temos o seguinte movimento, né? O arrependimento, ele de alguma forma é um movimento saudável, vamos pensar assim. Porque ele abre portas para um lugar de o que fazer agora com isso, né? Quando a benfeitora traz a ideia de conscientização e responsabilidade, ela traz algo que é um nosso protagonismo. Se nós assim interpretarmos a ideia de que agora eu sou responsável em sustentar. Um pouquinho mais abaixo do texto, só vou puxar esse verbo quando ela traz a ideia de sopesar os danos causados. O grande drama é que quando nós fazemos certas escolhas ou eh tomamos certas atitudes e que provocam um sofrimento, muitas vezes nós não conseguimos sustentar os efeitos disso psicologicamente, né? Uhum. E a ideia de sustentarmos isso já mostra um processo em que nós estamos nos maturando, né, egoicamente, consciencialmente e de fato trazendo para nós essa o estandarte. Sou responsável por isso, que eu tenho que agora levar adiante isso, né, como forma de buscar um caminho. O caminho oposto com uma uma toxicidade desse processo é o remorço. Porque eu acho que o remorço é uma captura da alma. com perspectiva de que é quase como o arrepender-se, mas algo que algo se perde no processo e se transforma numa emoção tóxica. E eu tô tentando lembrar aqui, ó, me vem com a história num dos livros do André Luiz, quando a alma é capturada por um
er-se, mas algo que algo se perde no processo e se transforma numa emoção tóxica. E eu tô tentando lembrar aqui, ó, me vem com a história num dos livros do André Luiz, quando a alma é capturada por um processo desse, ela de fato muitas vezes entra num circuito fechado do qual ela que era a qualquer custo tentar voltar a uma temporalidade como se tentasse desfazer o que aconteceu, né? E ela fica no lugar da dor que causou, da dor que causou a si e pro próximo. E ela fica nesse circuito e eh aproxima da culpa. Então, culpa e remorço, de alguma forma se aproximam mais em um processo de adoecimento, de clausura e de maturidade psicológica, porque isso é uma forma o ego ainda inabilitado para um processo de madureza e e de uma confrontação saudável frente a ser responsável pelas suas escolhas. E a ideia do arrependimento. Então, na sequência, vou até passar para vocês, né? Ela traz alguns signos do que é uma alma que faz escolhas equivocadas e leva a um lugar muito difícil, né? E aí ela exemplifica, né, Thaago, de forma tão linda, trazendo Simão Pedro, Maria de Magdala, né, Zaqueu e o próprio Judas, que tiveram todos eles, né, grandes erros, né, se a gente pensar, próprio Pedro, né, ele de certa forma negava Jesus, ele questionava Jesus, ele trazia, duvidava de Jesus, ele não acreditava em Jesus ainda. Mas a partir do momento que ele toma consciência e ele compreende, né, parece um pasto de mágica ali, ele se arrepende desse comportamento imaturo dele, né, que se a gente lê a história dele, parece que ele é tão infantilizado ainda, né? Mas de repente ele se torna um pilar, né, do próprio cristianismo futuro ali, né, depois da morte de Jesus. é um pilar de segurança da da da construção desse cristianismo primeiro ali, né? A própria Maria de Magdala, que tinha toda essa questão das loucuras, paixões, dessa questão da luxúria, né? Mas aí com esse arrependimento ela repara e aí passa, né? Como ela coloca um processo de ranceníase, de lepra, né? Eh, para como se fosse uma forma, né? Aí ela usa essa
, dessa questão da luxúria, né? Mas aí com esse arrependimento ela repara e aí passa, né? Como ela coloca um processo de ranceníase, de lepra, né? Eh, para como se fosse uma forma, né? Aí ela usa essa expiação uma forma de limpeza desse perespírito dessa dessas imagens, né, que trazem. Então são importantes exemplos que a gente vê no espir no na história, né, Zaquador de impostos e assim vai. É interessante que a gente vê que as pessoas que viveram uma vida, né, que foram tocadas, né, por momentos de muita dor, eh, por tomarem consciência que tiveram uma vida errônea, né, uma escolha não feliz ou que foram muito julgadas pelos outros em função das suas faltas. Depois que elas despertam, parece que elas tem uma força para para se redimir, né? E tem duas coisas que que eu vejo nessas nesses exemplos que Joana coloca, uma força e uma entrega grande de de de lutar, né, de de encontrar um novo caminho e ao mesmo tempo são pessoas que acolhem também os demais, né, que não julgam, né, que conseguem também ter um olhar compreensível. Então, eh, eu eu acho que o arrependimento nos dá isso, né? Nos dá e eh essa essa reconciliação com a sombra. E é uma reconciliação não no sentido de eh de eu me ser conivente com a sombra ou passar a mão e não e achar que aquilo não foi importante. Não é um reconciliamento dizer: "Puxa, eh nós somos todos irmãos e estamos todos aprendendo e estamos e temos uma dívida de amor um com os outros". Não, não cabe aqui eu culpar ninguém, nem julgar ninguém. Cabe agora eu fazer a minha parte em nome dessa dívida, em nome em nome desse amor que me redimiu, né? Porque fez o contato de Jesus com Magdala, com lá com a com a mulher do poço, né, que que da adúltera com qualquer situação, né, de dessas figuras, Zaqueu, né, e eh o próprio Judas, quando ele ele ele então eh vence a morte, a primeira coisa que Jos faz é descer lá nas regiões umbralinas e a e e consolar Judas, né? Então, a gente vê a a atitude, né, amorosa de Jesus que não condena. Não há condenação por parte do amor. O
a primeira coisa que Jos faz é descer lá nas regiões umbralinas e a e e consolar Judas, né? Então, a gente vê a a atitude, né, amorosa de Jesus que não condena. Não há condenação por parte do amor. O amor não tem a ver com mérito. O amor não tem que não tem a ver com, ah, porque eu tô com o rosto lavado e fiz a lição de casa. Então eu eu sou amado. Deus Jesus ama apesar de então não há condenação. Há a mão que se estende, né? A mão amiga que diz: "Olha, eu sei, é difícil, mas eu sei que alguma coisa aconteceu para tu que tu alguma coisa difícil na tua vida aconteceu para tu tomar esse caminho. Não tem problema nenhum. né? Porque tu não é isso, né? Então tem um outro caminho, né? Então essa é a postura do Cristo, né? Ele acredita e ele acolhe e e nós temos essa mania e isso até visto da das religiões do passado, né? Tá muito arraigado em nós e no nosso jogo de divisões, de criticar, né? de de projetar a sua no outro e e isso causa divisão, né, que não favorece a conciliação nem com um conosco mesmo, nem com o outro. Então, a gente tá num mundo que divide, né, e diábolos é eh, né, é que então o diabólico é o que é o dividido, que é o seu neurótico ao mesmo tempo, né? Então, há uma grande divisão dentro de nós que impede justamente esse trabalho de arrependimento e redenção, né, de reparação. Eu gosto de pensar os esses personagens do evangelho e para além da dimensão histórica que eles representam para nós, a gente pode pensar que psicologicamente eles podem ser considerados arquétipos, né, de estado de consciência, né, ou estágios evolutivos de existência, né, e que representam dimensões de nós mesmos, né, se aprofundarmos um pouco mais sobre Pedro e a sua singularidade, Maria de Madalena, Zaqueu, Judas e além de outros. Eles eles parecem estampar sobre representações de nós mesmos. Então, há um pegando Pedro, por exemplo, a gente pode pensar que ele tinha medo, medo de morrer, medo de perder a vida, né? Então, é o ego renegando o selfie, né? Há uma literalidade, ele renegando a
Então, há um pegando Pedro, por exemplo, a gente pode pensar que ele tinha medo, medo de morrer, medo de perder a vida, né? Então, é o ego renegando o selfie, né? Há uma literalidade, ele renegando a Jesus, mas é o ego com medo de morrer, e que renega o selfie. Então, eh, mas eu não conheço, eu nego, eu negligencio você, mas para depois encontrar os caminhos, né, dele para sua própria redenção. Eh, eu acho especial a gente sempre amadurecer a ideia de que a alma sempre vai encontrar um caminho paraa sua redenção, mesmo os estados mais difíceis ou condições de alma que nos pareçam na transitoriedade, almas muito comprometidas, todas elas em algum momento, como disse muito bem o Gelson, né? Eu vi uma vez eh alguém fazendo o seguinte comentário: espíritos muito perversos quando se dão conta eh que estão equivocados e passam por processos de reparação e regeneração, eles têm aquele ímpeto, aquela impetuosidade que eles têm para fazer o que fazem é convertida paraa construção do bem. Então, perceba que a gente pode imaginar uma dimensão em que algo que pareça sombrio, perturbador, no sentido de um de um influxo de vida, pode se tornar em algo construtor do bem, da paz, da amorosidade. E são essas singularidades que transitam dentro da nossa alma, né? E a gente precisa saber acolher essas dimensões, né? E aí ela vai partindo pro final do texto. E essa parte eu acho brilhante quando ela traz, né, ela diz somente através da meditação diária dos atos praticados, é que o indivíduo se pode precatar das ações infelizes e quando alguma ocorrer de imediato, dando-se conta e arrependendo-se, logo se põe a repará-la, impedindo que as labaredas do ódio devorem as possibilidades de reharmonização interior. Então aqui vem essa questão do Santo Agostinho, né? Quando Kardec pergunta: "Como que eu vou fazer para não ser arrastado pelo mal? O verbo arrastado para mim ele é muito forte." E aí vem Santo Agostinho e fala desse momento de meditar sobre as ações. Então, como uma forma, né, de poder mais
fazer para não ser arrastado pelo mal? O verbo arrastado para mim ele é muito forte." E aí vem Santo Agostinho e fala desse momento de meditar sobre as ações. Então, como uma forma, né, de poder mais rápido possível identificar o nosso equívoco e não entrar no ódio contra o outro, porque o outro disparou isso em mim, mas isso é meu. E a partir daí, então, eu posso partir por um momento de reparar isso que em mim ainda gera esse essa sensação, né? Então, não tomar nenhuma atitude violenta e refletida, disciplinar esse meu sentimento adoecido ainda, né? Eh, e ter essa questão da vigilância do amor para que a gente possa então ir para esse momento do do da reparação. Sem isso, a gente não consegue reparar, a gente só arruma o que é nosso, né? Então isso para mim, ela encerra o texto de uma forma linda, com esse convite de renovação, né, onde ela vai chamar a gente para enfrentar os nossos vícios, a enfrentar as nossas imperfeições sem as fulgas psicológicas, né? Então, muito bonito a forma como ela vai conduzindo para esse fechamento do texto, né? um convite à tomada de consciência e olhar sem máscaras para nós mesmos, né? Com certeza. É interessante que que essa meditação é realmente também eh não é um um trabalho só de confronto, né? é um trabalho de acolher e se aprofundar nas razões que movem tal comportamento. Eu vejo assim em alguns pacientes que tende a ter algum comento compulsivo, né, seja na comida ou sexual, ou seja algum tipo de uma necessidade afetiva de que que acaba sendo ansiogênica, né? Eh, e aí aquilo vem de uma forma muito realmente muito pouco elaborada, né? vem como uma forma de preencher um um uma densidade interna e aí eles se atrapalham e vão atropelando a eles e as pessoas às vezes em função dessas necessidades internas. E às vezes basta parar de dizer, mas por que tu quer mesmo, né? E isso, né? E e se a pessoa consegue parar e acolher a necessidade, porque a necessidade às vezes ela é ela é autêntica, né? Ela tem um sentido, ela não é desprovida de uma lógica, só que o
mesmo, né? E isso, né? E e se a pessoa consegue parar e acolher a necessidade, porque a necessidade às vezes ela é ela é autêntica, né? Ela tem um sentido, ela não é desprovida de uma lógica, só que o impulso vem de uma maneira pouco trabalhado. Então, muito dessas coisas que a gente chama de pecado, né? E a gente não pode esquecer que pecado é errar o alvo, né? são anseios genuínos da alma, mas que por ser pouco elaborado a acabam em nome da ansiedade ou mesmo do egoísmo infantil se colocando de uma maneira negativa e destrutiva. E então eu acho que essa meditação aí diária para mim tem a ver com essa ideia do do arrependimento que envolve aceitação e reconciliação consigo mesmo, né? que é porque a responsabilidade que que adivém de um trabalho de reparação, de redenção, se dá justamente porque eu tô conseguindo tá em paz comigo novamente, né? e acreditando. Então, eh para ver responsabilidade tem que haver um ato amoroso de de reconciliamento comigo mesmo e e aceitar essa minha pequenez e reconhecer nela um anseio que que pode ser abraçado, mesmo que tu não concorde com a forma como isso quer se expressar na tua vida, né? Eu fizer um pequeno comentário que eu lembrei de uma poesia que eu penso como um diálogo da nossa alma com nós mesmos. Nós sabemos que a alma ela é essa esse Deus interno que estamos perdidos egoicamente. A gente se a gente se percebe às vezes sem saída, sem respostas pros nossos caminhos e sustentar muitas vezes essas romagens são tão difíceis. Mas se a gente pensar que a alma ela tem conexão com algo que é transcendente, algo que vai nos inspirar encontrar as respostas, essa poesia tem algumas dimensões, são alguns versos que dizem assim, como se fosse a alma nos falando: "Vê em ti, há tudo que você quiser, dá coragem até a própria hesitação. Ama tudo que chegar nas tuas mãos. Não te deixa derrubar. A hora é já, meu amor. Vem cá, eu vou te dar tudo de mim e o amor irá nos acompanhar até o fim. O amor é um elixir, né? O amor é um caminho. O amor
udo que chegar nas tuas mãos. Não te deixa derrubar. A hora é já, meu amor. Vem cá, eu vou te dar tudo de mim e o amor irá nos acompanhar até o fim. O amor é um elixir, né? O amor é um caminho. O amor é um ato. O amor é o descobrimento de nós mesmos frente ao bem possível para nós, nos cuidando, não nos ferindo e ao mesmo tempo nos perdoando e oferecendo a possibilidade também de cuidar, perdoar e recomeçar com outro, né? Acho que a vida gravita em torno desses >> muito lindo, né, Thaago, essa essa poesia, um grande fechamento, né? Muito lindo, >> né? Com certeza. E aí tem essa última frase dela, né? Eh, que que o arrependimento é a luz na consciência, a reparação é a consciência do dever em ação. Eu achei belíssima. Ela abre lá o pré-capítulo dizendo: "Arepender-se e abrirse para o bem". E agora ela fecha o capítulo com essa eh pérola maravilhosa, né? que o arrependimento é a luz na consciência, né? E e tu e essa luz não é a luz que que acusa, não é a luz que julga, é a luz que desperta para o bem, como tá lá no início do do do texto dela, né? É a luz geradora de vida, né? de de esperança, de renovação, que que é a própria movimento de reparação, onde ela vai dizer que é pressão é consciência do dever em ação. Bem, então eu me arrependi, né? Ou seja, tomei consciência, eu aceito a minha realidade, minha pequeneza, meu limite, mas o meu compromisso é de ir em frente, né, de fazer a minha parte, de cuidar, de ser cuidadoso e o dever, então o compromisso de mudar isso em mim, né, e de poder eh me conciliar, né, me reconciliar com os adversários, né, sejam eles fora ou dentro de mim. Então, achei muito bonito essa essa esse fechamento que ela dá e e ela não ilude a gente no texto. Olha, eh, tu vai cair no erro novamente, né? Não, né? A gente tá aqui pensando sobre essa questão. A gente vai, é bom, é, a gente tem que tentar se renovar no bem. a cada momento, mas em algum momento também tu vai cair e tá tudo bem, né? Vai dizer assim, examina, olha, né? Não fica ali caído, levanta,
nte vai, é bom, é, a gente tem que tentar se renovar no bem. a cada momento, mas em algum momento também tu vai cair e tá tudo bem, né? Vai dizer assim, examina, olha, né? Não fica ali caído, levanta, né? E vamos de novo, né? Então essa é a proposta da benfeitora. Alguma coisa mais, gente, em relação ao texto? >> Não, eu acho que ela encerra, né, com tão de forma tão linda que para mim >> ela encerrou por si. >> É verdade. Muito especial. É só lembrar, né, no Evangelho Segundo Espiritismo, eh, no capítulo, se eu não me engano, é o capítulo C ou oito, capítulo C, item oito, na verdade, né, que que ali tá colocando que que a gente possa render graças a Deus na sua bondade que concede a nós homens, né, a faculdade da reparação. né? É, e não a e não nos condena de maneira irrelegável, né? Então, a gente vê assim que a proposta espírita, né, é uma proposta realmente de de que que não tem não tem condenação na dinâmica da vida, né? Tem eh responsabilidade, tem compromisso, né? E todo e toda a culpa e e persistência no equívoco é jogo de paralisia, né? E a proposta é romper a paralisia em favor justamente desse potencial divino, dessa luz que nos habita e que de invarelmente caminha em direção a Deus. Nós caminhamos em direção a Deus. Então, por que evitar isso? Então a gente não é filho da culpa, né? A gente é filho do amor, né? né? O amor nos nutre, o amor nos sustenta e o amor que nos inspira a continuar caminhando. Acho que isso que é o importante e a benfeitura nos traz isso de uma maneira muito clara, muito positiva, muito profunda para que a gente possa compreender a necessar a coragem de se reconhecer e a dignidade de ir avançando na nossa trajetória espiritual. Muito bem. E com isso então a gente encerra o capítulo 9, arrependimento e reparação e convidando a todos então que possam permanecer conosco, né, fazendo esse estudo com o próximo capítulo que é fé e vida, capítulo 10. Então vamos ver o que mais a benfeitura vai nos apresentando e o nosso nossa alegria de estarmos com
am permanecer conosco, né, fazendo esse estudo com o próximo capítulo que é fé e vida, capítulo 10. Então vamos ver o que mais a benfeitura vai nos apresentando e o nosso nossa alegria de estarmos com todos, com Thago, Adriana, com todas as pessoas que acompanham aí o canal da Nação do Caminho e nossa gratidão e voto que Jesus nos abençoe cada vez mais nessa nossa caminhada espiritual. Um abraço a todos. Так.
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