T8:E5 • Desperte e seja feliz • Enfrentando tentações
No quinto episódio, Gelson Roberto, Cláudia Semeghini e Tiago Rizzotto abordam o capítulo 5 de "Desperte e Seja Feliz", intitulado "Enfrentando tentações". Um estudo esclarecedor sobre como superar desafios e manter o equilíbrio à luz da psicologia e espiritualidade. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #despertardaconsciencia
Meus irmãos, nossa alegria de estarmos juntos novamente. Nosso abraço a todos que nos assistem. Desperte e seja feliz. Essa é a proposta da prefeitora desse estudo da sede psicológica, volume 7, né, que leva esse título que estamos então estudando e com alegria aqui junto com o Thiago e a Cláudia para trabalharmos o capítulo C, Enfrentando Tentações, né? Algo que todos nós conhecemos, né? Porque a vida é repleta de desafios, de tentações, como diz a benfeitora aqui no no na página anterior ao capítulo, que ela sempre faz uma introdução, né, de cada capítulo, né, que o a vida é de crescimento, né, e todo crescimento, então por não cessar, exige, né, de uma conquistas a partir de desafios e tentações. Então, que que faziam parte, né? Então, as tensões da vida, né, o choque, né, a contrariedade, né, tudo isso são provocações necessárias em benefício da nossa caminhada. Então, a gente vai ter que conviver com tentações, né? Enfrentar tentações. Então, como é que vocês veem isso, né? Essa essa questão das tentações que se apresentam na vida de todos nós? >> Bom, é, há uma interessante tem uma passagem e em que Paulo na carta aos Hebreus ele fala sobre o lugar dos impedimentos, que também tem a ver com o lugar das tentações, né? a linguagem usada é pecado, mas um lugar de colocar eh de lado todo esse impedimento e mantermos nossa perseverança no caminho, na rota, a nossa proposta. E claro, aqui a gente não pode pensar o deixar de lado a o impedimento no sentido de de fugirmos da do do confronto, né? De fugirmos com dos conflitos, de fugirmos do bom combate, né? a ideia de de colocarmos de lado esses impedimentos na ideia de valorizarmos o que aquilo que chega a nós pode ser uma crítica, pode ser um julgamento, pode ser uma dimensão afetiva, conflitiva, pode ser uma atitude de alguém que a gente ama e que não corresponde ao que o nosso ego deseja ouvir ou sentir. Então, os impedimentos eles são matéria viva da experiência humana. Não tem como escapar disso, tendo em vista, né, que o
e a gente ama e que não corresponde ao que o nosso ego deseja ouvir ou sentir. Então, os impedimentos eles são matéria viva da experiência humana. Não tem como escapar disso, tendo em vista, né, que o há um há uma perspectiva da das leituras que o ego faz em relação à suas próprias experiências. Então, às vezes, o que para alguém é algo eh tormentoso, para outro pode ser uma situação de não tanta exasperação e para outra é uma situação tranquila, como eu vi ontem alguém me dizendo assim, por acaso lembrei da história agora, viu filho chegando no mesmo lugar que eu ia jantar e mandei mensagem para ele: "Meu filho, você tá nesse lugar aqui também?" Tô. "É, mas tá fazendo o que aqui?" "Ah, eu vim encontrar o teu, eu vi, vim encontrar meu pai. o caso é separado, ela não deu conta, ela não deu conta, ela precisou ir embora do lugar. Então é como o de de alguma forma essa modulação da experiência, dos impedimentos, né, das tentações, elas têm esse lugar de como que o ego faz essa leitura e como ele assimila e interpreta esses processos, né? Então, acho que primeira primeira coisa que a gente pode pensar é: temos metas, mas há obstáculos e a gente precisa saber como lidar com isso, né? >> Eh, olá, amigos, muito bom estar com vocês também. nós juntos aqui novamente, eh, e esse, essas contrariedades, né, e essas esses imprevistos que a vida nos traz, né, ela nos pega de assalto, as situações nos pegam de assalto. Eh, a forma como a vida nos conduz é muito interessante. a gente consegue olhar de uma forma distanciada. Se a gente fizer uma uma um exercício de observa de ser observador da vida de si próprio, a gente às vezes consegue ir vendo a forma como nós estamos sendo conduzidos nesse rio da vida, né? o que muitas vezes, lógico, eh, não é possível, porque nós somos seres que temos emoção, sentimento, e a gente fica envolvido pelos nossos complexos, né, pelas situações que nos pegam de assalto, né, de forma imprevisível. Mas é interessante, né, Gelson foi trazendo a contrariedade, você trouxe a palavra
gente fica envolvido pelos nossos complexos, né, pelas situações que nos pegam de assalto, né, de forma imprevisível. Mas é interessante, né, Gelson foi trazendo a contrariedade, você trouxe a palavra impedimento, né? E a benfeitora, ela nos diz assim que isso de certa forma vai nos apressando, né, a manifestação dos recursos adormecidos. Então, quanto esses remédios amargos, né, eles são importantes para que a gente possa se transformar a duras penas, né? Ninguém sai, ninguém entra eh eh de um jeito e sai igual. Você sai de igual, não viveu, né? Viveu a margem da a margem da sua própria vida. E a gente não pode viver a margem da nossa própria vida, né? Como acho que você tocou, né, Thaago? Eh, nos esquivando, nos protegendo tanto a ponto de não sofrermos, porque aí se chega ao final e não se passou pelo percurso de que adiantou, né? Nós sabemos que a gente tem aquele programa estabelecido, a gente vai passar por dificuldades já combinadas antes da gente chegar aqui. Então, não adianta a gente se esquivar nesse momento, porque em algum momento a gente vai ter que retomar essa estrada, né? Eh, e aí então a a prefeitura, ela nos coloca, né, a possibilidade de manifestação desses recursos adormecidos, porque é nesse enfrentamento, é nesse confronto, né, conosco e com essas situações que a gente vai eh se experimentando, passando na peneira, se espremendo, coando, né, e fazendo esse processo alquímico dentro de nós, né? E é interessante que ainda nessa introdução aqui ela coloca por eis porque muitos desafios se expressam como convites traço tentações para os embates perversos e perigosos, né? E aí ela vai discorrendo o que que é necessário pra gente ter serenidade, né? como você trouxe, né, Thago, a a as diversas formas da gente olhar e enfrentar a situação. Então, como é importante a serenidade nesse papel fundamental. Mas eu queria voltar ainda nessa frase que eu li, que muitos desafios se expressam como convites, tentações. E aí eu pensei, convites podem ser positivos também. A vida nos provoca,
papel fundamental. Mas eu queria voltar ainda nessa frase que eu li, que muitos desafios se expressam como convites, tentações. E aí eu pensei, convites podem ser positivos também. A vida nos provoca, né, não só as tentações de uma forma negativa, terrível, os convites da vida são aqueles convites que nos fazem nos envolver com a vida, né? E por isso eu olho eles eh de forma positiva também. A benfeitora olha, né, dessa forma de manifestação, mas eu olho que há convites gostosos da vida também, né? E que a gente muitas vezes nessa coisa de de ficar envelopado para se proteger não se relaciona, né? Não sai do do casulo. Então eu só queria levantar essa parte que também é importante. >> Eu acho bem importante, realmente, Cláudia, essa parte acho genial aqui a benfeitora, porque ela aí ela dá realmente a direção, porque uma coisa é os desafios ou os impedimentos, como já falava, né? Então, os desafios e entendimentos são inerentes às faturas da vida. Agora, cada desafio, cada impedimento gera o quê? Gera esses convites tentações. Então, quando ela traz convite tentação, ela põe para dentro da gente. Então, o problema da tenta, a tentação não tá fora, né? A tenta, então, eh, os com eh a a vida, né, é uma é uma provocadora. E como provocadora de possibilidades, ela é um convite e ao mesmo tempo uma tentação. Por quê? Porque vai mexer, tocar dentro da gente como convite, vai mobilizar os nossos potenciais e as possibilidades da gente descobrir novas saídas, recursos e outros eh possibilidades positivas que nós temos ou vamos desenvolver. E como tentação vai também despertar a os nossos medos, a nossa preguiça, como ela coloca aqui, a nossa indolência, o nosso orgulho. Então, a tentação aí, né, tá dentro da gente. Então, a vitória e o processo não é sobre o mundo, é sobre nós mesmos, né? São sentações daqueles ecossa sombra que nos habita, da qual a gente vai ter que enfrentar. né, como forma de uma vitória real, como ela coloca aqui no final da página inicial, né, que só a vitória
é? São sentações daqueles ecossa sombra que nos habita, da qual a gente vai ter que enfrentar. né, como forma de uma vitória real, como ela coloca aqui no final da página inicial, né, que só a vitória real após, né, a luta vencida. Mas a luta vencida é a luta contra a gente mesmo, a gente vencer a nós mesmos, não o mundo. O mundo é o que é, né, gente? É interessante quando a gente pensa nos passos da luta humana mesmo, como disse a Cláudia muito bem, né? Às vezes algo positivo, né? Ah, eu queria tanto ser uma pessoa que me sinto inteligente, eu queria tanto que esse conhecimento, né, pudesse ser utilizado para dignificar a vida. Só que às vezes eles se corrompem, né? o lugar em que o o conhecimento se torna uma um lugar de manipulação ou até de um investimento muito narcísico em si próprio. Ao mesmo tempo, eh, o mundo de virtudes está cercado de vícios. Eu acho que isso é a a dificuldade desse grande símbolo da alma como um trigo ainda eivado, mesclado e muito joio, em que às vezes esse joio ele é valorado como algo virtuoso, só que não é. Então, no campo da no campo da das tentações, a gente não pode deixar eh de pensar que existe essa lente ou cortina de como que o eu valora as coisas. Então, a ideia de que algo é tentador, normalmente nós e colocar cada um de nós, né, num num num ponto médio da evolução espiritual do do orb, né, nós somos tentados a encontrar ou buscar aquilo que é meu, o que o eu quer, né? eu vou buscar e realizar aquilo que o eu quer. Só que esse movimento de gravitar em torno do próprio desejo, da própria vontade, nos faz apenas eh repetir certos padrões ou nos enovelarmos mais ainda em certos tipos de movimento da alma relacionados a certos hábitos, a certos vícios e que não nos faz buscar o que é o que é de mais profundo. Então, de alguma forma, o movimento da alma em torno das tentações é uma repetição. Mas o convite e a tela coloca ao final, né, de uma vitória real, de uma luta de fato a ser vencida, é ultrapassarmos essa dimensão ordinária, me parece, da experiência
o das tentações é uma repetição. Mas o convite e a tela coloca ao final, né, de uma vitória real, de uma luta de fato a ser vencida, é ultrapassarmos essa dimensão ordinária, me parece, da experiência espiritual, muito em torno do que eu desejo, para avançarmos para certos sacrifícios que são muito difíceis paraa alma, mas são sacrifícios necessários. Eh, não sei se valeria a pena também a gente começar a dizer que a maneira como ela vai construindo o texto depois, agora quando começa o texto, ela vai trabalhando em imagens em torno de como o indivíduo se vê, a alma se vê e como muitas vezes ela reage a esses processos, né? >> É por isso que as coisas boas também são pode gerar tentações difíceis pra gente, né? Uma pessoa com saúde pode abusar do álcool, do fumo, porque tem saúde. Pessoa rica pode abusar do poder do que o dinheiro dá. Uma pessoa bonita cai na tentação, de repente de ser ofuscado pela própria beleza, né, e se perder nela. Então, tudo pode ser elemento de de tentação, né? Porque, como tu mesmo disseste, né, Thaago, a tentação tenta o quê? tentar aquilo que de uma certa maneira implica em questões que desafiam a nós mesmos, né? Seja nossos desejos e coisas mal resolvidas, né? Que que nos chamam para ser olhadas, reconhecidas e trabalhadas em nós. >> Eh, de fato, né? a gente sabe que a beleza e a riqueza são grandes eh grandes problemas, né, para paraas pessoas que têm, porque justamente isso, né, elas se desviam de conceitos, né, importantes e de vivências importantes. Elas se deixam contaminar e se deixam também ser projeção de muita coisa, né? E aí elas vivem num mundo fantasioso, né, num mundo assim imperecível, né, né, uma coisa eterna, né, fantasiosa. Mas antes da gente passar lá para o o o início propriamente, eu gostei dessa desse capítulo que ela diz que ela traz essa essa esse esses esses lados diferentes que dizem sobre relação, mundo de relação, né? Então ela diz: "Por quem chameiam ao lado dos operosos aqueles que se permitem a preguiça, né?
z que ela traz essa essa esse esses esses lados diferentes que dizem sobre relação, mundo de relação, né? Então ela diz: "Por quem chameiam ao lado dos operosos aqueles que se permitem a preguiça, né? Então esse mundo de relação tanto com o outro como você tanto consigo próprio, né, como vocês falaram, mas como o outro, né, como como eh depois ela vai dizer, aquele que se mantém, se tenta estar no meio do caminho, perseverar no caminho da verdade, da sua ética pessoal, ele consegue sobreviver aí esses ataques, né, desse mundo de relação, porque é justamente no mundo de relação que a gente vai se testar, né, a gente se testa, né, quando quando aquele tá operoso e tem um preguiçoso ao lado que puxa, né, aquela parte preguiçosa dele, né, tem o idealista que tem um outro pessimista, né, que põe por terra todos aqueles desejos bons, aquelas aquelas criações que surgem na nossa mente primeiro, né, naquele impulso para que a gente coloque em prática, né, os bons eles têm junto os anárquicos, né? Eh, então aí ela vai dizendo como esse mundo de relação é difícil mesmo, né? E que é pra gente cuidar desse mundo de relação, né? Das pessoas que estão à nossa volta para que a gente não se perca nessa provocação, né? Nessa tentação de de nos trazer, de nos relembrar aquele lado preguiçoso que nós temos, né? Aquele lado anárquico também que não quer eh prosseguir e criar, né? Então ela ela disse pra gente cuidar disso, né? Porque todos nós temos, é o que vocês falaram, né? Esse esse esse confronto com o ego que está a caminho é é um confronto muito delicado, muito sério também, né? E ela nos alerta para esse mundo de relação. >> Muito bem. E aí, como o Thiago coloca, ela começa a fazer várias imagens realmente, né, desse desse universo de tentações. Tu quer trazer alguma alguma chamar atenção para algumas delas? quando eu comecei a ler, né, a maneira como ela construiu esses parágrafos, fazendo uma uma espécie de uma de uma imagem que vai se contrapondo a outra, né, ela traz a ideia, né, da, se você
as delas? quando eu comecei a ler, né, a maneira como ela construiu esses parágrafos, fazendo uma uma espécie de uma de uma imagem que vai se contrapondo a outra, né, ela traz a ideia, né, da, se você for ver os os assim, ela usa adjetivos, né, perseguido, acusado, incompreendido, abandonado, difamado. E ela vai numa sequência interessante e vai contrapondo um movimento emocional e um lugar em que muitas vezes nós nos sentimos inseguros, onde nós nos s nos sentimos feridos, ultrajados e sempre é a imagem do ego, o ego que ainda eh recebe isso de uma forma em que ele se melindra, ele se ultraja. E a ideia de que ou ele eh introjeta no sentido ele recua, né, e covardemente evita o a ou uma maneira em que ele consiga se posicionar eticamente perante aquilo que tá acontecendo, ou ele reage de forma primitiva no sentido da pouca elaboração, né, emocional, psicológica, em que ele reage de forma intempestiva. Aí ela vem com os verbos, né? Quer agredir, revida, reage, quer se vingar, quer investir contra, quer também desmoralizar. E aí tem uma ideia aqui tem uma ideia interessante da se a gente pegar a o Emanuel tem uma mensagem que é uma mensagem que sempre marcou muito a mim no sentido da da imagem de Jesus e da representação simbólica da Via Cruces, do seu martirológio, que são é esse mesmo movimento aqui, né? E a mensagem diz assim, né? abandono dos mais amados, a sede angustiosa, a capitulação, é o sarcasmo e o ridículo entre ladrões, a derrota defensiva, a morte infamante. E aí eu mando emenda assim, tudo isso, amigos, é um fracasso aparente, porque é algo mais vitorioso que vai ser, que vai ressurgir nesse processo com uma lição da forma como o ego que perpassa todas as circunstâncias. de pensar no momento em que ele é preso, né, até o momento em que ele é crucificado e expira a uma sequência de imagens que a gente percebe que acontece com Jesus e que de alguma forma é uma referência a esses mesmos verbos e adjetivos que ela usa aqui de como é esse processo de maceração experiencial
uência de imagens que a gente percebe que acontece com Jesus e que de alguma forma é uma referência a esses mesmos verbos e adjetivos que ela usa aqui de como é esse processo de maceração experiencial em que nós precisamos encontrar caminhos de de lidarmos com essas circunstâncias. Eu gosto muito da ideia de que a concepção de felicidade e salvação que se inscreve na perspectiva espírita, ela por excelência é uma proposta que reivindica uma uma ação para uma obra individual, mas que tá vinculado, como disse muito bem a Cláudia, a uma perspectiva que é relacional. Então, a ideia de que eu ser um serético e o outro ser um serético abre um campo para que a tinta muitas vezes da forma como a gente tempera as nossas reações perante outro pode parecer alguém quer me destruir, essa pessoa quer apenas me humilhar a a esse lugar muito contrastado em que nós colocamos o outro, a gente possa adornar essa pessoa também como outro. outro como eu, né? Não, aqui eh subestimando e desvalorizando circunstâncias graves. Tô dizendo do daquilo que todos os dias nós vivemos nas intercorrências da fila do pão, dos problemas de trânsito, dos conflitos chegar em casa cansado e os filhos demandarem você não ter energia e paciência com eles, das dificuldades da conjugalidade, dos problemas no trabalho. Então, cada uma dessas imagens, elas de alguma forma colocam um ego nesse campo experiencial e que vai fazendo que olha, tu precisa sair deste lugar apenas reativo. Tu não pode apenas se colocar nessa posição de que você é o centro do mundo e que você não pode ser ferido, que é um lugar muito infantil. Então essa sequência de adjetivos e verbos ela vai trazendo é muito singular e para mim eu fiz muito uma conexão em torno dessas imagens da via cruzes de Jesus como uma representação simbólica de como que a alma ela vai ser constrangida no campo egóico para que algo mais profundo, mais maduro possa florescer e nascer, né? >> Eu acho que a gente tem aí a questão dos vícios, né? Os hábitos, né? Então, a
a alma ela vai ser constrangida no campo egóico para que algo mais profundo, mais maduro possa florescer e nascer, né? >> Eu acho que a gente tem aí a questão dos vícios, né? Os hábitos, né? Então, a tentação é ficar preso num passado que não funciona, passado já conhecido e da qual de uma certa maneira eu me reconheço, me reconheço prisioneiro lá, né? Tanto do ponto de vista eh daquilo que parece eh essas tendências de repetir padrões, como tu falaste antes, né? a repetir o padrão de de revidar, né, como ela coloca aqui, de acusar também, de me acomodar, de de abandonar, né? Então são padrões eh emocionais e padrões eh de de traço do da minha natureza que são tentados a a serem utilizados novamente e que a gente já sabe que não não não funciona, né? não é o melhor, mas a qual a gente tá identificado. Então, e ela fala, né, que essas sensações que leva a irritação e ao revide não são maiores do que aquelas outras que fazem arder as emoções profundas nos tormentos ocultos do sentimento, ou seja, o sexo, os vícios, a ambição desmedir. Então, tu vê que que as tentações elas elas se movimentam nesses dois grandes processos. De um lado, esse passado que é a gente é tentado a repetir mesmo reconhecendo o que é ruim, né? Puxa, eu não quero eh a não ser que a pessoa seja realmente eh uma pessoa perversa, né, que tá identificado com aquilo, mas eh é geral a gente tem uma certa crítica, né? Olha, eh eu falei mal da pessoa, não queria, mas que ainda, né? Ou seja, a gente repetir esses padrões do passado que ainda vivem e aqueles vícios da qual eu não quero me libertar porque porque me gratifica. Então, tem a tentação da repetição de padrões equivocados que geram dor e sofrimento imediato, né? Eh, como eh e aqueles que geram prazer, né? mas que também são uma desgraça espiritual no sentido também vão gerar mais tarde dor ou ou que vão eh reforçar a minha infelicidade. Então, eh asentações tem dois tipos de apelo, né? Aquilo que eu gostaria de fazer e não faço e e aquilo que eu não devia fazer, mas
gerar mais tarde dor ou ou que vão eh reforçar a minha infelicidade. Então, eh asentações tem dois tipos de apelo, né? Aquilo que eu gostaria de fazer e não faço e e aquilo que eu não devia fazer, mas eu gosto de fazer. Então tem eh essa essas duas facetas aí da da tentação, né, da que envolve o nosso movimento da vida, né? >> Eh, fiz algumas associações, mas eh acabaram, não sei se eu consigo resgatar, né? Eh, é interessante, Gelson, quando você traz agora esses do essas duas tentações, porque eh uma é bem é o padrão inconsciente, né, que se repete, né, que também é pra gente transformar através do sofrimento. E a outra é o descaso, né, e aquele soberbo, né, que continua naquele caminho que ele acha que é que é o o viável, né? E ambos estão, como ela diz aqui no final, no final da introdução, estão ela fala na palavra verdade, né? Estão eh ambos eh desconectos com a verdade, com a ética própria, né? Então, eh, quando ego, o, desculpe, quando, quando o Thiago trouxe a questão desse ego que vai se transformando, né, que é necessário, né, para que algo melhor suceda, e ele traz eh eh a passagem de Jesus no martírio, né? Eu fiquei pensando o quanto Jesus foi mestre até o final, né? Porque ele foi mostrando para nós como o ego precisa se depurar, né? a partir de todas aquelas eh situações que o Thago relembrou, o quanto o ego é precisando sair, né, eh ser submisso diante, né, eh de algo muito maior. Essa submissão é que eh faz parte desse caminho, né, para que a gente possa encontrar a verdade, né, diminuir, ser cada vez menos, né, como Paulo disse, que ele cresce ou diminua, que a gente possa ir diminuindo mais, né, eh, para que para que a gente possa então entender, chegar naquele outro lugar que é o que é o que a gente sabe que precisa chegar. que é, olha, o que acontece é muito, diz muito mais em respeito a mim do que ao outro, né? Então, esse autoexercício de de esse exercício de autoobservação, mas é preciso que a gente realmente seja, como ela diz, seja tenha esse
é muito, diz muito mais em respeito a mim do que ao outro, né? Então, esse autoexercício de de esse exercício de autoobservação, mas é preciso que a gente realmente seja, como ela diz, seja tenha esse aguilhão do espinho que nos fira, né, que nos desinfle, que nos coloque numa situação de vulnerabilidade, né, que a gente experimente, né, esse lado frágil, né, para que a gente possa eh encontrar a força É lógico que eh e quando a gente se relaciona com essas pedras no caminho, como ela fala, né, dos do de todos esses entraves, esses impedimentos ou essas tentações, não é fácil, né? Então, eh, e aí tem um animal ainda dentro de nós que é ação e reação, ação e reação, que a gente precisa ir cada vez mais fugindo disso, né? Mas eu queria tocar nesse nessa frase que ela diz assim: "Ifizmente, né, depois que ela passa por todas essas elaborações contraditórias, ela diz: "Felizmente as tentações não te deixaram piorar o quadro das provações redentoras, né? Porque eu acho que o grande exercício que a gente tem que fazer nessa vida agora é não piorar, né? Não piora o que já tá ruim, né? Aquilo que a gente já veio cuidar. Então, cuidado pra gente não piorar, né? >> Eh, me parece que existem e esse esse momento do texto, sabe, Cláudia? Ela traz já uma perspectiva otimista e problematizando em torno do sentido da do porqu essas intercorrências existem na vida, mas como podemos tirar proveito em torno dessa circunstância. O que comumente nós fazemos é não é não conseguir ver isso, né? A gente vê como eu gostei muito dessa dessa divisão apenas pedagógica que tu fez, Gelson, que ela é muito ela é muito lucidativa. Eu me deixo levar e faço coisas que não gosto, depois me arrependo, me sinto mal. E tem aquelas que eu acabo cedendo, mas que são boas, elas são prazerosas, elas produzem gozos. Mas ao mesmo tempo eu penso, mas isso já não me satisfaz. Esses dois tipos de arrastamento ou esses dois tipos de de instigamentos da almas que nos levam a essas posições, me parece que elas trazem algumas
o mesmo tempo eu penso, mas isso já não me satisfaz. Esses dois tipos de arrastamento ou esses dois tipos de de instigamentos da almas que nos levam a essas posições, me parece que elas trazem algumas representações desse lugar que a alma ocupa ainda, que é certas fixações, né, em certos medos. Há um medo muitas vezes, né? O que que é esse novo que possa surgir? Então, há um lugar falso de uma segurança de permanência nesse lugar ordinário em que a vida é fruída. Eh, muitas vezes quando o indivíduo se comprazou a alma se compraz uma posição de fato se identificada e e vivencia as tentações porque tá nesse lugar, eh evidencia uma infantilidade, né, uma recusa a amadurecer. E aí a a mentora traz a perspectiva assim, né? Porque quando ela comenta: "Felizmente as tentações não te deixaram". Mas ao contraponto, infelizmente existem muitas almas que de fato se deixam agravar no curso de uma existência, mas com a proposta dela é eh nos instigar a mudança na perspectiva, ela já emenda. Olha, felizmente tua alma tá tentando lidar com isso e tá conseguindo não agravar o processo. Agora, perceba que nada acontece que não seja para melhor, né? que quando se sabe retirar o bom proveito da situação, há algo de um paradigma aqui em torno daquilo que já conversamos sobre o lugar das dores, das próprias tentações, né, da das dores da alma, dos processos em que nós somos consumidos, das dores morais, porque junto com o processo conflitivo das tentações, há dores morais de de sustentar esse embate. Isso é difícil muitas vezes, né? às vezes, eh, irritações, agressividade, conter o o movimento como quando Pedro para proteger Jesus, né, no momento da em que Judas leva os soldados e ele decepa a orelha do do centurião com a espada, Jesus intercede, olha, esse não é o movimento, esse não é o lugar em que você tem que estar se colocando nessa posição agora. E acho já imaginando que a alma que a que apenas reflete ou apenas eh eh repete um padrão ao qual ela tá ali sendo eh envolvida, eh acho que apenas amarra mais em
tar se colocando nessa posição agora. E acho já imaginando que a alma que a que apenas reflete ou apenas eh eh repete um padrão ao qual ela tá ali sendo eh envolvida, eh acho que apenas amarra mais em processos mais difíceis psicológicos de conseguir se libertar desses processos. Então eu acho que retirar a o sentido dos processos, das situações, é um caminho muito importante que ela tá nos apontando aqui, né? >> Eh, eu acho que isso fica bem sintetizado na frase de Paulo, né, quando ele diz que eh tudo me é permitido, mas nem tudo me convém, né? Então eu acho que e é legal que realmente a tentação ele mexe com a nossa liberdade, né? Ter tentado é dizer: "Eu tenho escolha, eu tenho escolha. Eu posso fazer ir pra direita e paraa esquerda. O mundo me acena, isso mexe comigo. Eu tenho vontade de fazer tal coisa. Mas será que me convém, né? Eu vou repetir, vou me oportunizar um outro caminho, vou Então, de uma certa maneira a tentação dinamiza a vida, né? Ela, por isso que ela ela coloca logo nisso que tá falando justamente isso. Ninguém cresce moral espiritualmente sem a presença mortificadora da tentação, como tu tu lembrou, né, Thaago, né? E e mais adiante ela falar, ó, a vida sem tentações ou testes de avaliação moral, então ela equivale tentação ao teste, ou seja, são mesma coisa. Isso que a gente tá chamando de tentações são provocações, são testes que avaliam a a nossa natureza, nossos recursos, né? E sem isso, né, a vida perderia o seu colorido e suas motivações de crescimento. Olha só como ela valoriza. Ela não vê negativamente a sensação, ela vê realmente como fazendo parte do colorido da vida. A vida é dinâmico, a vida provoca, a vida te envolve, a vida te reduz, a vida te devolve para ti mesmo, né? E aí tua alma é chamada para se reconhecer. Ou seja, o colorido da vida é isso, né? brindar com a vida e se reconhecer na vida para poder então a partir disso, eh, nos comprometer, ou seja, eh nos responsabilizar, porque se a gente tem escolhas, nós somos responsáveis por ela. Então, acho
ar com a vida e se reconhecer na vida para poder então a partir disso, eh, nos comprometer, ou seja, eh nos responsabilizar, porque se a gente tem escolhas, nós somos responsáveis por ela. Então, acho muito bonita essa frase aqui de Joana e profunda, né, em todo sentido que ela gera em tempo de reflexão. Eh, porque se se ela coloque a verdade com V maiúsculo lá no início, então equivalando a ideia de Deus, né? A verdade é Deus e Deus é amor e Deus e em outro momento a obra dela falou que que vida é movimento e vida com V maiúsculo. Então, vida, verdade, amor, equivale a Deus. Então, a vida é uma incessante, né, eh, dinamismo provocativo para que, eh, se movimentem dentro de nós as possibilidades em favor da verdade, ou seja, em favor da nossa plenitude, da vida que é em nós, que habita em nós e tem que ser realizada através do quê? Do amor, né? Então tudo isso tá tá de uma certa maneira interligado nesse movimento aqui que ela tá trazendo, né? É, eu gostei, gostei muito do que vocês falaram, né? E aí eu eu ouvindo vocês, eu lembro novamente, né, dessa mensagem que ela traz, como o Thiago trouxe, né? Ela traz as dificuldades e diz: "Felizmente vocês não estão piorando o seu estado, né?" Então, é como se ela nos tirasse daquele lugar, né, eh, espelhasse para nós o nosso melhor lado, né, nos tirando daquele lugar animalesco de ação e reação, dizendo: "Olha, né, que bom que vocês estão nesse outro lugar, né?" né? Eh, então ela nos provoca mesmo, ela nos ela nos ela pesca a gente, né, desse dessa confusão ególatra, né, de mistura, de caos. E ela diz: "Olha, mas vocês têm um lado bom. Que bom que vocês eh não estão, né, tão tão lutando e não estão piorando mais." E é isso que que é gostoso, né? Porque assim, nessa vida de relação que eu falei, quando ela também nos traz no início todo esse dilema, né, do convívio, ela também se relaciona com a gente dessa forma muito mais eh bem muitíssimo bem elaborada, né, de nos mostrar esse lado bom, né, olha que bom que vocês tão lutando, perseverando e
a, né, do convívio, ela também se relaciona com a gente dessa forma muito mais eh bem muitíssimo bem elaborada, né, de nos mostrar esse lado bom, né, olha que bom que vocês tão lutando, perseverando e não estão eh sucumbindo aos desejos do ego, né, as fraquezas, né? E aí ela confirma isso quando ela diz que tudo é estímulo para essa transformação. Todos esses espinhos, né? Ela diz o aguilhão, né? Que a gente vai padecendo. Tudo isso é estímulo para que a gente saia desse lugar infantiloide, né? Egocêntrico, né? Eh, e possa se ver de um de um lugar mais bem elaborado. E aí eu vou usar uma palavra que o Gelson adora, né? Ela nos desacomoda, a vida também nos desacomoda, né? Já ouvi falando várias vezes, essa desacomodação que nos tira de um lugar confortável, né? Protegido de nós mesmos e da vida, dos embates, para que a gente possa se colocar a serviço, né, desse caminho novo, né? E é por isso que ela nos fala, sem isso não há vitória, né? Porque se a gente fica nessa redoma, né, ou nessa justificação, não, eu fiz porque ele fez, né, de ação a reação, a gente não sai vitorioso, a gente patina no mesmo lugar, na mesma lugar enlameado que a gente que a gente vem, né, trazendo de longas vidas, né? É isso. Me lembra, Cláudia, um termo de Platão que é ipstrofé. Estrofé é um termo que ele usa porque ela diz que que que a vida da alma é circular, então almas se repete e nessa repetição ela encontra possibilidade nova de aprofundamento para buscar o arqué, né? O arqué, ou seja, a essência das coisas, né? Então, às vezes a gente tem que repetir várias vezes a mesma experiência, né? E nessa circularidade eh cair de novo, levantar de novo, eh ser provocado novamente ou ou como tu diz, desacomodado, né? Para que a gente possa realmente extrair o sentido essencial daquela experiência e poder realmente promover o nosso melhor, né? esse encontro com a verdade, esse encontro conosco mesmo, né, de uma certa maneira, né? Então, eh, então eu acho que realmente tem essa circularidade, as tentações e realmente
over o nosso melhor, né? esse encontro com a verdade, esse encontro conosco mesmo, né, de uma certa maneira, né? Então, eh, então eu acho que realmente tem essa circularidade, as tentações e realmente são esse movimento circularonde eu repasso as questões que são minhas, né, e posso olhar de novo para elas. Tô nem sempre é um rerro achar que a gente vai superar e vencer todas as tentações, né? mais importante é eh não fugir de um confronto honesto com com essa realidade, né? e ver o que que eu posso tirar de proveito daquele momento, quanto eu consigo superar e quanto ainda me falta ainda de recurso da qual eu tenho que prestar atenção ou buscar elementos novos para justamente poder me confrontar em em algum momento, porque Deus na sua eh eh bondade, né, ele eh dá tempo pra gente dá fogo. Calma aí, meu filho. Respira. Toma ali um cafezinho, um suquinho, né? Lê uma coisinha e vamos de novo, né? E vamos e e dessa vez eu vou fazer o seguinte, vamos dividir em prestações, né? Faz uma parte. Então, a vida ela não ela não joga contra a gente, a gente que é desconfiado e ingrato, né? Então essas tentações, como diz aqui, né, a Joana, né, elas justamente são uma ajuda, né, ela fala isso, né, elas te ajudam a vencer as limitações, o egoísmo, a jactância e a presunção orgulhosa. Olha só que interessante. Ela é um instrumento em teu favor, mesmo que essa provocação seja perigosa, né? Seça, né? Porque o perigo tá na gente mesmo, né? Perigoso porque nessa repetição às vezes tu fica tolado ali, né? E não sai do buraco. Mas, né? Em algum momento tu cansa, em algum momento te dá um em algum momento alguma coisa acontece, ele com tudo daí tu sai daquele lugar, mas tu precisa nesse movimento circular muitas vezes confrontar uma, duas, três vezes até eh eh trazer para ti, né, eh elementos favoráveis para que tu possa ir avançando. Então é uma é uma mais uma espiral, né? Eh, então é uma circularidade, mas que avança, né, em numa dimensão, numa oitava acima, né, e a gente vai indo cada vez mais em
para que tu possa ir avançando. Então é uma é uma mais uma espiral, né? Eh, então é uma circularidade, mas que avança, né, em numa dimensão, numa oitava acima, né, e a gente vai indo cada vez mais em direção à nossa condição essencial, que é chegar e a ser um espírito puro em algum momento. >> Não sei se vocês se recordam, tem um tem um filme muito bonito chamado Primavera, Verão, Outono, Inverno Primavera. Vocês já viram esse filme? Esse filme conta a história de um, né, de um, de um monge que ele começa um processo, né, na na relação de transmissão do conhecimento e do burilar de uma alma de um de um de um menino, mas que quando chega na idade de jovem adulto, ele toma uma decisão de abandonar aquilo tudo para viver a vida. e que é uma imagem, né, da da parábola do filho pródigo. E o que é interessante na história é que depois dele viver tudo que ele viveu no campo das tentações, ele retorna para assumir o lugar que era esperado dele, mais numa atitude de decisão consciente dele, né? Ele retorna porque ele resgata a ideia de que aquilo que ele havia sido iniciado tinha um sentido mais profundo do que tudo que ele viveu anteriormente. E é bonito, né? primavera, verão, outono, inverno, primavera. Então, é o ciclo que se recomeça eh na obra Primícias do Reino, primeira obra, se não me engano, da do espírito Omélia Rodriguez, ela conta a história lé do jovem rico. E é interessante que quando esse jovem rico encontra Jesus, ele ele tá encantado por Jesus. Ele fala: "Olha, eu tô disposto a abdicar de todos os bens materiais e mas, né, tem sempre um no processo, né?" E aí quando Jesus diz a ele, ele pergunta: "Mas vem cá, eh, mestre, eu vou ter que abdicar da minha juventude, das relações, do meio do meio que a vaidade me convida jovem a tá ali sendo admirado, amado. Eh, sim. E aí ele percebe que é um peso muito forte para ele. E aqui é interessante nós pensarmos que nós estamos para além de uma dicotomia rasa e superficial de certo, errado e bem mal. Aqui é o movimento da alma inexperiente
ue é um peso muito forte para ele. E aqui é interessante nós pensarmos que nós estamos para além de uma dicotomia rasa e superficial de certo, errado e bem mal. Aqui é o movimento da alma inexperiente que precisa por si passar por processos de maturação, de experiência para que possa por si encontrar esse caminho, né? Essas questões não podem ser eh elas não podem ser infligidas a nós nem a ninguém. E a história é bonita porque ele fala assim: "Me desculpe, eu não posso. Se você me ama, me perdoe e vai embora". E a gente sabe o que acontece depois da história, né? Mas eh é interessante esse lugar de que a decisão e puxando um pouco o fio do que vocês trouxeram, isso é uma questão que tem a ver com a sabedoria da alma, né? Toda vez que a alma fizer um movimento assim, eu quero, então eu quero tentar ser um pouco melhor, eu quero tentar seguir um novo caminho, parece que umas gavetinhas do fundo lá se abrem e surgem questões que a alma vai ter que estar trabalhando. Então, junto com o desejo, com a vontade e junto com as realizações novas que vão surgindo no campo da virtude, no campo da relação, da melhor qualificação da alma conscientemente perante a vida, surgem essas pedras da estrada. E eu quero fazer o link dessas questões com o o próximo parágrafo em que é a mentora diz assim: "Aí nós nos descobrimos frágeis e aí a gente precisa olhar para quem realmente a gente é, adquirindo a partir de então forças contra o mal que ainda existe em mim, que existe em nós." A ideia de que se nós não tivermos uma medida adequada e consciente do lugar que nós estamos em vida, em vida, se nós superestimarmos quem somos, a gente em algum momento vai cair nesse processo. Quando a gente subestima quem nós nos quem nós somos, a gente deixa de viver a vida, né? Então, há um ponto aí de um lugar em que a pessoa toma como base referência uma consciência de si, ok, eu entendo os meus desafios, eu tenho uma noção, né, já tô tateando melhor quem eu sou de fato, até onde eu consigo ir. E ela coloca isso de que essa fragilidade
referência uma consciência de si, ok, eu entendo os meus desafios, eu tenho uma noção, né, já tô tateando melhor quem eu sou de fato, até onde eu consigo ir. E ela coloca isso de que essa fragilidade constitutiva da condição humana é um ponto de partida para reunir forças e começar de fato nesse movimento, né, de relação com este mal e o manejo do noss das nossas sombras interiores, né? Então é um percurso que começa no lugar da humildade e tem que ser mais humilde, né? para que a gente possa fazer um trabalho mais sincero, corajoso, honesto, verdadeiro e amoroso com as tentações, né? >> É exatamente isso que eu tava pensando, né? E aí você eh eh chega nesse parágrafo que ela traz, né? Porque quando você conta a história desse rapaz, pensei exatamente isso, quanto era importante para ele ainda viver esse espaço mundano, né? desse espaço de autodescobrimento para que ele possa eh se colocar num patamar mais eh acima, né, um patamar mais elaborado. E e é importante, né, essa essa autoavaliação nossa, né, do que que a gente dá conta, do que que a gente ainda não tá dando conta, né? Porque essa autoobservação e elaboração, ela nos prepara justamente para essas tentações que vão surgir, né? Eh, esse rapaz, ele ainda continuou nesse campo mundano, né, ordinário de ter que viver, né, a juventude dele e tal, mas o quanto a gente precisa colocar o tijolinho em cima de tijolinho, né? E essa é uma constatação séria e responsável de nós, né? Porque se a gente avança num passo grande, a gente não vai dar conta e pode até contrair muito mais dívidas, né? e ficar muito mais perdido ainda do que a gente estava naquele lugar. Então, essa essa eh essa autoavaliação, né, se eu dou conta, se eu não dou, se eu quero isso e essa eh comunicação com esse estado nosso, né? Por isso que muitas vezes a gente fala do silêncio, né? De aquiietar, né? e pensar isso é bom para mim agora, não é, né? Eh, esse enfrentamento é bom para mim, eu tô preparada para ir para esse mundo, né, acompanhar Jesus, né, ou não? Ou é
do silêncio, né? De aquiietar, né? e pensar isso é bom para mim agora, não é, né? Eh, esse enfrentamento é bom para mim, eu tô preparada para ir para esse mundo, né, acompanhar Jesus, né, ou não? Ou é importante que eu ainda me segure um pouco? Porque esse mundo pode estar muito ligado à inflação do ego, né? E essa inflação do EVO, a gente já viu que a gente não não vai chegar num lugar bom, não é? E aí sim vamos cair nesses nessas armadilhas de ser perseguida e agredir, de ser acusado e revidar, né? Então o quanto é importante aí a benfeitora também fala isso, né? Se acalma, fica no lugar onde você tá e se você ficar nesse lugar eh já é melhor do que você avançar e se perder, né? Então, ela também eh ela tá ela traz muito aqui aquela frase onde que ela nos diz: "Começa da onde está, então se acalma autocompaixão, né? E e observe-se de onde você está, porque mesmo não acompanhando, ele foi vitorioso, porque olha, diz: "Cada vitória nesta área será conquista para mais valioso tentam". Então, essa aceitação de que ainda não dou conta de seguir naquele lugar já é uma vitória, né? Já é uma vitória porque ele já se coloca mais humano, né? Menos inflado e mais humano. Eu não dou conta disso, né? Eu achei bem bom o que ela traz, né? Lembrando aí, eh, seguindo aí, né? Pegando, puxando, pegando a toalhinha, como você falou, né? Puxando a toalhinha. Achei muito bom, né? >> É isso. Me lembra um outro filme também muito interessante que é Sanara, né? Que que é história do monge budista, né? que que o pessoal fica impressionado porque ele fica em meditação e fica sem comer e numa posição que fica enrejecido, as as unhas crescem, então ele ele fica e e as pessoas ficam muito impressionado, né, com com a capacidade de meditar, né? Então ele meio um herói ali dos outros, né, monges ali que estão ali. E até que ele vê um uma mulher amamentando um filho, né, e ele sente uma atração, ele tem uma ereção, né, né? E aí ele se dá conta que há uma contradição aí muito grande e o mestre se dá conta que ele não
é que ele vê um uma mulher amamentando um filho, né, e ele sente uma atração, ele tem uma ereção, né, né? E aí ele se dá conta que há uma contradição aí muito grande e o mestre se dá conta que ele não tem condições de se manter no né, que falta muitas que então o que o caminho dele é viver no mundo. Olha, a tua história não é ser monge, vai viver a tua vida lá, né? E ele vai, ele casa, ele vai ter uma vida dita mundana, né? mais digna, né? E aí tem toda uma questão ali que ele se perde também aí nesse mundo, né? Não vou contar assim, né? Eh, os detalhes, né? E e aí tem um contraste entre a mulher dele, né? que não tem nenhuma conhecimento mais espiritual, mas que reflete, né, uma uma riqueza eh de alma, né, em um conhecimento. E a gente vê essas tentações acontecendo com ele, né? E ela vivendo a vida com as dificuldades e e fazendo valer, né, os objetivos e ele eh realmente em conflito, né, perdido numa série de coisas, né? Eh, então, eh, e aí tem várias frases, né? Eh, uma delas é: "O que o que o que é mais importante? satisfazer mil desejos ou conquistar apenas um. Então, o filme é cheio de provocações, né, de, né, eh, como eh está no no no todo, né, sendo você, não me lembro bem a frase, né, mas tem ver com a questão de tu ser uma gota no oceano, tá partilhando na comunhão com com o universo e ao mesmo tempo sendo você. Então, de uma certa maneira, né, me parece que eh tudo, tudo na vida, funciona como uma tentação, né? Então tá protegido, né? Eh, tem gente que quer quer se proteger das tentações, não? Então eu vou virar monte, eu vou virar médium cardista, não vou sair da casa espírita, eu vou virar celibatário e essas coisas de seigir muito, né, Cláudia? numa numa idealização fantasiosa, né, como uma com a ilusão que tu possa fugir das tentações. Tu não vai fugir dentro da gente. Então, na verdade a tentação é um convite para tu se conhecer. Eu acho que acima de tudo é isso, né? Eu acho que em vários momentos da história em que quando a alma foi constrangida
r dentro da gente. Então, na verdade a tentação é um convite para tu se conhecer. Eu acho que acima de tudo é isso, né? Eu acho que em vários momentos da história em que quando a alma foi constrangida por certos códigos, certos ritos, certos mandamentos, eh certos códigos normativos em que a alma foi castrada de tal forma, eh, nós percebemos em várias em várias em vários momentos como que essas almas em algum momento não deram conta de sustentar isso, né? Tem uma passagem, acho que Paulo ele fala sobre se você não conseguir, se vocês, não conseguir se controlar ou não conseguir dominar nos seus próprios impulsos, é prefiro que você se caseem do que passar. Eh, é melhor você se casar do que você tá ardendo, do que você tá sendo embebido num lugar em que você não consegue lidar, controlar. Então acho que cada um tem que fazer a sua reflexão em torno deste lugar, né, da forma como, porque tu disse muito bem, não é o ato em si, né? É a maneira como a gente lida com a alibido ou o fluxo da libido em relação ao à vivência dos prazeres, das possibilidades que vi. E são possibilidades muito ricas, se vividas com dignidade, com respeito, com cuidado, com ética. Mas é isso, né? Nós ainda somos muito frágeis egoicamente, porque a fronteira entre bem viver e partir para o um transbordar é é muito delicado esse lugar, né, subjetivamente, né? E aí agora ela traz Jesus, né? Ela traz Jesus, né, amigos, no final aqui, né, >> como um lugar, né, de um espírito que por excelência também passou por um processo de tentação, né? Mas eu queria passar para vocês a palavra para não falar sozinho aqui sobre isso. >> Quer ler para nós, Cláudia, essa última frase maravilhosa da Jana? Eh, sim mesmo Jesus, o sábio por excelência, ela coloca sábio com letra maiúscula, foi tentado ensinando-nos que se a tentação é fenômeno humano, a resistência contra o mal é conquista divina. é esse humano, né, que tá em nós, né, e que a gente tá lidando e lutando. Eu gostei e do que vocês trouxeram, porque assim, tentando ser
fenômeno humano, a resistência contra o mal é conquista divina. é esse humano, né, que tá em nós, né, e que a gente tá lidando e lutando. Eu gostei e do que vocês trouxeram, porque assim, tentando ser quem não se é, se descambem tantas coisas ruins, né? a gente vê aí tantos escândalos, né, de de uma persona, né, mas que não sustenta porque dentro dela há um furacão, né, de emoções, de de de energias bagunçadas e as e a pessoa não sustenta aquilo, o quanto é prejudicial tanto para o caminho dela, né, dessa pessoa que se coloca nesse lugar de atrás. caso moral, né? Quanto ela vai se atrasar e quanto ela danifica tanto aqueles outros que que projetam na pessoa uma pessoa espiritualizada, um um guia, um mentor, né? Mas tão tão desajustado. E é exatamente isso que vocês falaram, né? E então assim, se a gente se colocar de uma forma humana menor, né, reconhecendo as nossas fragilidades, né, reconhecendo eh e e se questionando, né, a pergunta que Gelson fez, eu não lembro, mas se questionando, né, o que que se quer viver, né, que escolha é, né, não precisa ter todas, mas uma só já importante, a gente vai atravessar essa tentação do fenômeno humano e Vamos caminhando cada vez mais para essa conquista, né, desse espaço divino. Posso colocar assim, né, que a gente vai chegar lá na frente no mundo de perfeição, mas ainda falta para a muito, né? Mas a gente vai conquistando esse espaço divino cada vez mais um pouquinho ampliado dentro de nós, né? Interessante que no final ela chama de conquista divina, né? Eh, resistência contra o mal é é revelação da nossa essência divina. Quando resiste, né, e supera a nossa animalidade, a nossa pequeneza, a nossa ignorância, tu vai ao encontro do divino, né? Aí eu me lembrei exatamente da da questão do filme. É como se faça uma gota não secar, né, junto ao sol? E aí a resposta é fazendo parte do mar, né, do todo, né? Então, de uma certa maneira, que a nossa mente tá em comunhão com a divindade e compreende essa verdade que ela colocou ali, né? tu
nto ao sol? E aí a resposta é fazendo parte do mar, né, do todo, né? Então, de uma certa maneira, que a nossa mente tá em comunhão com a divindade e compreende essa verdade que ela colocou ali, né? tu consegue então eh encontrar esse caminho de superação e resistir, né, esse mal que é um mal enquanto uma condição de ignorância, não é um mal enquanto, né, eh, algo perverso, é o mal da nossa condição daqueles que não sabem ainda, né, que não sabe que pode ser divino, né, que a gente pode conquistar essa natureza divina. Então, tem uma é uma frase belíssima, muito profunda essa que ela termina aqui, né? Quer comentar mais alguma coisa, Thaago, dessa frase? Não, só deixar uma reflexão assim que ao pesquisar alguns materiais, eu gostei muito de uma de de um pequeno trecho de um de um de um livro do Yung em que ele fala sobre esse lugar em que Jesus conscientemente se permitiu eh conversar, entrar em contato com esse com essa imagem, essa representação simbólica, né, do do demônio ou do diabo, né, mas que é uma representação dessa dessa condição interior humana e que tá nos instigando, que nos tenta, que nos provoca. E ele eh diz, como diz o no texto, né? diz um sim consciente. OK, eu vou eu vou eu vou estar contigo, eu vou tratar contigo, eu quero entender, eu quero trazer você para esse lugar para estar comigo. E a ideia de que ele deve vontade acatou se expor a esse lugar, né, de contato com essa imagem demoníaca que o tentava. E é interessante porque é importante, só para deixar um ponto importante pra gente pensar sobre a hoje nós na contemporaneidade somos testados em em condições eh da cultura e de representações do que é felicidade, do que é gozo, que de alguma forma permeia toda a psique de uma coletividade em que nós somos instigados muitas vezes a a responder aos mesmos mesmos paradigmas, aos mesmos aquilo que nos instiga a a repercutir e alimentar as nossas tentações. De alguma forma época, na imagem representada no evangelho, existe uma uma oferta a Jesus de uma presunção dele ter todos os
smos aquilo que nos instiga a a repercutir e alimentar as nossas tentações. De alguma forma época, na imagem representada no evangelho, existe uma uma oferta a Jesus de uma presunção dele ter todos os reinos do mundo e que era uma representação de uma imagem do reino do império romano. Que assim, você quer ter a presunção, como os romanos têm a presunção de serem o povo, de serem o império, você pode ter isso, mas ao contraponto do poder oferecido a ele, ele dá o quê? Ele dá o amor, ele contrapõe esse poder ao amor como um caminho de realização mais profundo. Então Jesus, de alguma forma ele se ele ele tem finaliza esse texto como uma representação psicológica, um protótipo psicológico de uma vida plenamente dotada, de um sentido mais profundo e que nos inspira a caminhar como ele, a buscar caminhos de realização como ele. Isso. >> Muito bem. É, a gente pode esquecer também que Jesus antes de vir pregar e ter com os homens, ele foi tentado. Então isso foi também um processo necessário, iniciático, para poder depois dar o testemunho dele para conosco, né? Bem, fica então esse convite, né, pra gente poder refletir sobre essas questões que são de fundamental importância para todos nós, né, e no próximo encontro poder trabalhar aí o capítulo seis, reclamações indevidas, dando continuidade ao nosso estudo. Obrigado, né, a Cláudia, ao Thaago por esse momento precioso. Um grande abraço a todos e até mais. Então, gente.
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