A Força do Espiritismo - Platão e o Espiritismo - 15ª parte - Thiago Barbosa
"A Força do Espiritismo" é ao vivo e traz convidados para discutir aspectos relevantes da Doutrina Espírita, sempre às quintas-feiras, às 20h30. Vamos estudar e debater juntos? Uma produção do Espiritismo.NET em parceria com o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ e a FEBtv.
Olá pessoal boa noite boa noite sejam bem-vindos a mais uma edição do programa A Força do Espiritismo que tem uma produção do espiritismo.net em parceria com a TV cerge e a FEB TV e estamos numa sequência de estudos em torno do tema Platão e o espiritismo hoje é o 15º episódio e quem está conosco hoje é o nosso amigo Thiago Barbosa que aparece aqui para dividir a tela comigo nesse momento Thiago Boa noite seja bem-vindo boa noite meu amigo boa noite aos amigos e amigas que estão nos acompanhando e vão acompanhar depois isso aí com toda a certeza bom Tago eu vou te passar então a palavra para você dar continuidade a esse tema bem interessante já deixando aqui o convite para todos que estão nos acompanhando para que possam fazer os seus comentários que possam fazer as suas perguntas porque logo depois desse primeiro período aqui né de uns 40 minutos mais ou menos aí eu retorno e aí apresento os comentários e as perguntas que o nosso noss querido público fizer lembrando também que quem tá assistindo depois pode deixar os seus comentários que quem sabe o nosso companheiro Thiago depois não possa responder também bom palavra é tua então meu amigo vamos lá e até daqui a pouquinho vamos lá bom minhas amigas meus amigos novamente Boa noite eh nós estamos nessa série de estudo sobre Platão e E hoje vamos dar continuidade àquilo que já iniciamos há algum tempo que é a questão da virtude né da ética e da moral na obra de Platão semana passada nós tratamos da questão do egoísmo que segundo Platão e como nós vimos é o principal impecílio para a conquista eh das virtudes não é um outro Ponto Central na questão da virtude é se ela pode ser ensinada ou não se a virtude ela pode ser ensinada né talvez a princípio eh vai soar um pouco estranho as reflexões de Platão mas depois nós veremos que faz bastante sentido mas antes de entrarmos no texto nós vamos eh nos utilizarmos da República mas principalmente de Menon né um diálogo Platônico é preciso entender que a educação no contexto em que Sócrates e
te sentido mas antes de entrarmos no texto nós vamos eh nos utilizarmos da República mas principalmente de Menon né um diálogo Platônico é preciso entender que a educação no contexto em que Sócrates e Platão estão vivendo esse Conce eh estava digamos assim em disputa porque havia uma tradição que inclusive foi em Oposição a essa tradição que Sócrates eh realizou boa parte do seu trabalho em oposição justamente aos sofistas os sofistas eram eh educadores né eles tinham eh eh eram educadores itinerantes quem lhes pagasse mais eles se prontificam a ensinar né E só que os sofistas eles não tinham exatamente um compromisso ético e moral eh assim de maneira geral eles queriam eles primavam por valores muito mais imediatos do que exatamente a algo mais perene e profundo então eles queriam instrumentalizar os jovens para que eles pudessem por exemplo na política né nós sabemos que a época Grécia eh graava uma democracia né uma democracia ainda primeva que estava iniciando a já visto que eram só eh os verdadeiramente gregos e homens que poderiam eh que tinham melhor dizendo voto né na Ágora as decisões eram tomadas nas praças públicas né claro que eh eh a Grécia ela M das vezes muito embora regendo eh melhor dizendo muito embora havendo né uma proposta de democracia em vários momentos teve momentos de tirania né enfim Então os sofistas eles ensinavam por exemplo a arte da retórica da oratória um método de persuadir o outro Independente se essa persuasão por trás disso estava algo Virtuoso Às vezes o interesse era muito mesquinho mas se utilizava de técnicas muito próprias para contrapor argumentar né e desta forma conquistar aquilo que se almejava e Sócrates tinha Digamos um horror a isso né ele repugnava isso e para ele isso não Era exatamente educação a educação de maneira geral do jovem grego né ela se dava através da ginástica do do ensino de aritmética geometria poesia né Eh alguns princípios muito rudimentares né entre aspas de ciências né de algumas ciências por exemplo Aristóteles né ele que
se dava através da ginástica do do ensino de aritmética geometria poesia né Eh alguns princípios muito rudimentares né entre aspas de ciências né de algumas ciências por exemplo Aristóteles né ele que fundou o Liceu que era uma escola né ele ensinava um uma certa biologia né e ensinava a astronomia ensinava geometria ensinava arte poética enfim tantas outras coisas então Além disso né Eh eh além dessa educação mais voltada digamos assim para a política claro que o sofista poderia ensinar outras questões e ensinava também né mas mas não era uma educação que buscava primordialmente a verdade era uma educação que hoje nós chamaríamos de utilitarista Então esse é o ponto e Sócrates voltando a Sócrates ele tinha um verdadeiro horror a isso né E para ele a educação tinha um sentido muito próprio né A do sére que era Tirar de dentro é preciso que tenhamos em mente que Sócrates para Sócrates o homem né ou melhor dizendo a alma ela já era dotada de todos os valores que a emancipar da matéria né todos os valores espirituais já estavam ali presentes portanto naturalmente a virtude A sabedoria já estava dentro então É nesse sentido que ele entendia a educação vejamos aqui primeiro ponto em a república que ele diz assim a educação não é o que alguns apregoam o que ela é aqui ele tá dando uma digamos assim uma alfinetada né nos sofistas dizem que e dizem eles que arranjam a introduzir a ciência numa alma em que ela não existe como se introduzissem a vista em olhos cegos a presente discussão indica sim a existência dessas faculdades na alma ou seja já tem na alma né Essa digamos essa ciência a ciência da virtude já tem na isso aqui é importante para aquilo que nós vamos ver um pouco mais adiante e assim a educação seria a maneira mais fácil e mais eficaz de fazer a alma voltar-se a mane mais ativa e desembaraçada para si mesmo a educação seria a arte do Desejo do bem Então veja inclusive para para Sócrates não era possível exatamente ensinar o que nós o dever do educador seria de fazer a alma relembrar
araçada para si mesmo a educação seria a arte do Desejo do bem Então veja inclusive para para Sócrates não era possível exatamente ensinar o que nós o dever do educador seria de fazer a alma relembrar relembrar né então a educação seria Por conseguinte a arte de fazer Recordar relembrar né Porque nós já teríamos já tivemos melhor contato eh eh melhor dizendo já tivemos contato com todo o mundo das ideias né Eh com esses valores enriquecedores isso vai ao encontro daquilo que a doutrina espírita prega na questão 621 Alan Kardec Ele pergunta uma coisa né Muito interessante nós já falamos sobre isso aqui que ele pergunta assim Onde está inscrito as leis de Deus e o os espíritos são bem sintéticos em responder na consciência na consciência então a alma Ela já tem se esses valores cabe portanto eh o papel da educação é fazer Recordar agora eh bom deixa eu só ler um trechinho aqui de xenofonte E aí a gente já entra no menom certo diz assim xenofonte nos memoráveis né aquele livro ditos e feitos memoráveis de Sócrates do seu discípulo xenofonte ele diz assim tudo que o homem chama de virtude né né tudo que o homem chama de virtude converter-se a pela reflexão aumentado pelo estudo e pelo exercício bom Então como que o homem pode se tornar Virtuoso Como que o homem pode tornar Virtuoso ele pode se tornar Virtuoso através do exercício constante da própria virtude e isso vale né para qualquer área do conhecimento e da experiência qualquer área né alguém que queira por exemplo tem essa tela aqui que eu até falei pro jájá que eu esse fundo né que eu não acho tão bonito mas enfim tem ali um piano né tem ali piano como vocês podem ver algém para se tornar Virtuoso né para ser um pianist Virtuoso el tem que exercitar isso todos os dias então para que a alma ela se torne virtuosa primeiro ponto ela tem que saber naquilo que ela é e naquilo que ela não é virtuosa claro que de um ponto de vista relativo porque nós sempre seremos mais virtuosos que alguém e menos virtuosos que alguém concordo isso nunca será pelo
aquilo que ela é e naquilo que ela não é virtuosa claro que de um ponto de vista relativo porque nós sempre seremos mais virtuosos que alguém e menos virtuosos que alguém concordo isso nunca será pelo menos na terra absoluto nós só alcançaremos eh eh esse estado absoluto de virtude quando nos tornarmos perfeitos e puros enquanto espíritos né E aí sim mas do contrário né Nós já somos atrasados em relação a algum ponto e somos adiantados igualmente a algum ponto não é Então a primeira coisa é um processo de análise no que eu sou Virtuoso aquilo que eu não sou Virtuoso naquilo que eu não sou Virtuoso é um exercício né por isso que diz aqui ó tudo que o homem chama de virtude converter-se à pela reflexão pelo estudo e pelo exercício então reflexão né que passa bom eu não sou Virtuoso ou seja um alto exame eu não sou Virtuoso na paciência então o que que eu tenho que fazer bom o que é a paciência parece Evidente mas quando estudamos um valor nós percebemos que não é exatamente né Eh quem gosta de filosofia grega e e já é provável que já tenha ou lido Ou pelo menos ouvido falar da obra ética a nicômaco nicômaco era filho de Aristóteles né Então essa obra foi dedicada a seu filho e o que que acontece há um capítulo muito interessante que é o Aristóteles diz bom às vezes uma virtude ela pode descambar para sua oposição né vejamos a virtude do amor o amor de uma mãe pegos que eu acho que o o exemplo fica mais fácil Se ele não tiver um ponto de equilíbrio se não houver um equilíbrio essa mãe em função daquilo que ela imagina Ser Amor Então se aquele amor que sempre tá passando a mão na cabeça né não tudo que o filho faz Tá certo pode descambar em vício e não em virtude então por isso que tem que haver o quê um equilíbrio e nós só vamos entender esse equilíbrio através do estudo então é preciso estudar e isso é uma coisa que nós vamos encontrar no Evangelho Segundo espiritismo recomendação dos Espíritos em vários momentos dizendo que nós precisava precisamos aprender a estudar
ntão é preciso estudar e isso é uma coisa que nós vamos encontrar no Evangelho Segundo espiritismo recomendação dos Espíritos em vários momentos dizendo que nós precisava precisamos aprender a estudar sobre as virtudes né muit das vezes ten como exemplo grandes homens virtuosos e homens também imperfeitos hoje é uma matéria que muit das vezes está meio que relegada os princípios éticos estéticos né da virtude é uma coisa que inclusive precisa ser recuperada não é e é um estudo que todos nós temos que fazer porque se veja se nós não somos por exemplo pacientes então nós precisamos entender o que é como que eu vou ser alguma coisa que eu não sei exatamente o que é claro que né Há coisas que nós vamos estudando vivendo e com isso naturalmente aprendendo mas minimamente nós temos que ter uma noção daquilo que nós estamos almejando então nós precisamos da dessa desse estudo e aí claro né o exercício o empenho qualquer qualquer conquista no campo do espírito é imprescindível o exercício disciplinado então se há alguma coisa que eu preciso exercer eu tenho que rotineiramente fazer aquilo para que Pouco a Pouco aquilo seja incorporado a virtude da caridade por exemplo de início talvez vai ser alguma coisa tedioso algumas vezes ex exemplo sem coração mas pouco a pouco aquilo vai tomando forma em mim né por vezes nos primeiros movimentos aquilo vai se dar em aparência mas pouco a pouco a semelhança da semente que está ali invisível no solo ela vai vai fazendo o seu trabalho e quando menos esperamos nós sentimos um impulso já não mais pela disciplina mas pela espontaneidade pela espontaneidade depois nós vamos voltar nisso aqui novamente mas vamos entrar no meno no Menon diz assim o Sócrates amenon caro meno os bons infelizmente não não são bons por natureza logo só podem ser pela educação não é É uma pergunta não é uma afirmação do Sócrates até ler novamente né porque a entonação que eu dei Talvez possa ter parecido uma afirmação caro meno os bons infelizmente não são bons por
educação não é É uma pergunta não é uma afirmação do Sócrates até ler novamente né porque a entonação que eu dei Talvez possa ter parecido uma afirmação caro meno os bons infelizmente não são bons por natureza logo só podem ser pela educação não é uma pergunta e ele mesmo vai responder vou dizer-te caro meno não duvido que é virtude seja ensinável se ela é uma ciência ou seja ele não duvida que a virtude possa ser ensinada se ela for uma ciência que ela for uma ciência mas ex examina se não tenho razão em duvidar que a virtude que a virtude seja ciência ou seja para ele a virtude não é uma ciência diz se possív ensinar ccia qualquer e não só virud é certo de que deve haver professores que ensinem tal ciência H alunos que a estudem mas muitas e repetidas vezes excelente meno Tenho procurado encontrar quem ensine a virtude mas em vão pois jamais encontrei Tais professores e tenho buscado em companhia daqu eles a quem considero como os mais ilustres nessa matéria então isso aqui é só uma introdução e aí eu preciso fazer uma pequena pausa para dizer o seguinte como nós sabemos Sócrates e Por conseguinte Platão ambos eram reencarnacionistas ou seja eles acreditavam que a alma Peregrina em vários corpos em várias vidas com vistas ou seja eh eh o o porquê da reencarnação é que a alma né alcance a perfeição a sabedoria Suprema então por que que eu tô dizendo isso porque esse discurso vai se ampliar e nós vamos ver até aqui com alguns exemplos exemplos que inclusive Allan Kardec e Leon Deni trazem para nós em suas obras quando trata dessa questão por exemplo de pais que são extremamente virtuosos e os filhos são degenerados e o contrário também pais que são degenerados e filhos que são altamente virtuosos né um exemplo que me ocorre aqui é o caso de Marco Aurélio foi imperador romano um sujeito extremamente Virtuoso tanto do ponto de vista intelectual quanto moral que nossa né Foi um um grande filósofo filósofo histório famoso por suas meditações né e tinha um filho completamente
um sujeito extremamente Virtuoso tanto do ponto de vista intelectual quanto moral que nossa né Foi um um grande filósofo filósofo histório famoso por suas meditações né e tinha um filho completamente degenerado que foi um verdadeiro tirano n um verdadeiro tirano Então como é que a gente explica isso bom será que Marco Aurélio não teve a competência necessária para ensinar o seu filho a virtude não não é esse o caso Então vamos com calma mas eu só quis fazer essa introdução né porque é por mais ou menos por onde a reflexão aqui de Sócrates né barra Platão vai culminar deixa eu só beber uma ver mas de que modo explicas isto Então já te aconteceu ouvir da boca de alguém jovem ou velho que Cleanto f poss mesas quides que deram a f do P dele se a virtude pesse ser ensinada supor que Quisi a fil todas asis exeto a virtude que era o que em mais alto gra prezava ou seja temistocles era uma alma extremamente Virtuoso mas Cleanto não era então será que seu pai não foi competente nisso e na coisa que ele mais prezava que eram as virtudes então primeiro ponto não obstante toda a sua sabedoria não soube ser melhor do que o comum dos outros né Devemos Crer em tal e ele foi todavia um mestre de virtude Mas vejamos outro Aristides filho de lisimaco negam negam lhes a virtude Este também tinha um filho de nome lisímaco como avô a quem instruiu tanto quanto podia e não obstante e não obstante isso crês que lisímaco se tornou melhor do que qualquer outro ateniense sabe que Péricles né O pai da democracia grega mandou instruir um foi um homem extremamente Virtuoso um homem muito né sábio mandou instruir seus filhos em equitação em música em ginástica e em tudo quanto se relaciona com a arte a tal ponto que nenhum ateniense o suant cres Todavia que no o que se refere à virtude não quis ser bons para mim parece evidente que o que quisesse mas suspeito que esse assunto não era daqueles que se pudesse ensinar ou seja aqui a gente entra no cerne da questão nós podemos ensinar a virtude assim como a gente ensina a
idente que o que quisesse mas suspeito que esse assunto não era daqueles que se pudesse ensinar ou seja aqui a gente entra no cerne da questão nós podemos ensinar a virtude assim como a gente ensina a matemática português né fiquemos aqui com as coisas que Péricles né Eh ensinou a seus filhos aqui equitação ginástica né música então vejamos vamos com calma pode ser que a virtude não seja uma ciência mas se não houver nenhum bem que não seja abrangido pela ciência segue-se que esta eh que está certa a nossa hipótese de que a virtude não é uma ciência não te parece podemos concluir portanto ao que me parece que tudo aquilo que diz respeito à alma tudo aquilo que diz respeito à alma quando é submetido à razão conduz a felicidade quando a razão aí não está a dirigir dá seu contrário Então aqui a gente tem um novo elemento né bom para então resumindo até aqui para Sócrates para Platão aqui na obra meno a virtude Ela não é uma ciência Ela não é uma ciência né Eh e tudo aquilo que está relacionado a alma precisa ser conduzido pela razão pela razão né então para que tenhamos êxito e e e aí vejam antes da gente entrar nesse outro ponto quando se trata eh eh Quando se diz que a virtude não é uma ciência né E aí a gente nós vamos ver que ela é uma arte né Eh isso significa e e e e ele e ele chega a essa conclusão pela observação né Por exemplo a equitação a música A matemática Enfim tudo isso são ciências né claro que nós estamos falando dentro do contexto helênico contexto grego né ciência não ciência como nós entendemos hoje né E aí o que que acontece gente por que que ele chegou nessa conclusão pais amente virtuosos por vezes não consegue ensinar ensinar isso a seus filhos por mais que M das vezes assim se esforce muito o filho não cons não consegue incorporar esses valores claro isso significa dizer que nós não vamos ensinar os nossos filhos esses valores porque não não é isso que ele tá querendo dizer vamos com calma vamos com calma aí ele tá introduzindo um novo elemento que é a razão nós precisamos da
não vamos ensinar os nossos filhos esses valores porque não não é isso que ele tá querendo dizer vamos com calma vamos com calma aí ele tá introduzindo um novo elemento que é a razão nós precisamos da razão para a conquista da virtude isso na semana passada Nós também estudamos né Nós também estudamos mas eu vou trazer mais um trechinho aqui é por meio da virtude que somos bons e se somos bons obtemos vantagens ou seja benefícios pois tudo o que é bom É vantajoso também não é logo a virtude é uma coisa útil na verdade é uma pergunta tá gente logo a virtude é uma coisa útil Ou seja é alguma coisa que nós temamos podemos ganhar benefícios e aí avancemos ele diz o seguinte logo se a virtude é uma qualidade da Alma logo se a virtude é uma qualidade da alma e necessariamente útil ela só pode ser razão pois todas as qualidades espirituais não são em si mesmas úteis nem nocivas mas se tornam uma ou outra coisa quando exercidas em juízo ou sem juízo e conforme este raciocínio a virtude sendo em si mesma útil só pode ser uma espécie de juízo não apenas assim né que é basicamente porque veja se nós não tiver ou seja nós não bizos a virtude pela razão nós a semelhança do que Aristóteles trata em é pode descambar para o vício n Ah eu vou fazer todas as vontades do meu filho porque isso é bom a gente tem que amar o próximo faz o que eles gostam se formos fazer assim nós podemos descambar em vício então nós precisamos o quê da razão a virtude nós já tratamos disso em Platão ela prescinde de três elementos aquilo que é justo né aquilo que é Belo e aquilo que é verdadeiro a virtude ela tem que contemplar essas três coisas n aquilo que é justo aquilo que é belo aquilo que é verdadeiro aquilo que é verdadeiro podemos portanto dizer que de um modo geral que no homem tudo depende da Alma que a própria alma depende da Razão condição indispensável para que ela seja boa ora com consequência disto temos que ser o útil e temos que o útil é o racional mas não dissemos que virtude é o que é útil logo podemos concluir que a
zão condição indispensável para que ela seja boa ora com consequência disto temos que ser o útil e temos que o útil é o racional mas não dissemos que virtude é o que é útil logo podemos concluir que a virtude é a razão no todo P em parte por que fazer o bem não ah não perdão então gente veja virtude sem razão né aquilo que em aparência pode ser virtude sem razão novamente pode escambar para o vício pode escambar para o viço então em todas as As Nossas ações Elas têm que ser eh digamos assim raciocinada né Eh claro que um homem verdadeiramente Virtuoso ele já passou por essa fase eh essa digamos assim essa primeira etapa da racionalidade então ele tem um impulso Generoso e que talvez naquele momento não foi tão racional mas que isso em outras vidas ou ao longo das dessa mesma vida Aquilo já foi meditado já foi refletido já foi racionalizado Lembrando que razão em Platão não é exatamente aquilo que nós entendemos hoje né a razão é o reflexo dessa dessa consciência primordial que todos nós temos né as leis divinas estão inscritas na consciência Então seria razão seria isso né trazendo paraa obra de André Luiz só para ficar mais claro né André Luis através do instrutor caldear na obra no Mundo Maior eh ele trata da casal eu acho que é no capí Cap 3 se não tô enganado né e aíe divide a cas mental em departamentos né em como se fosse diferentes pisos então nós temos a zona da consciência nós temos o inconsciente e temos aquilo que o instrutor caldeiro chama de superconsciente o superconsciente Então essa razão em Platão é como se fosse esse superconsciente né a aquele simples poder de de racionalizar as coisas de entender as coisas né e eh bem porque hoje razão ela é dissociada muit das vezes da dessa esfera da virtuosidade uma alma pode ser nesse sentido né contemporâneo alguém pode ser racional e não ser Virtuoso mas para Platão não né então é aquela coisa é por isso que nós temos que ler a coisa com cuidado e no contexto próprio do seu tempo né porque às vezes no mesmo termo para
r racional e não ser Virtuoso mas para Platão não né então é aquela coisa é por isso que nós temos que ler a coisa com cuidado e no contexto próprio do seu tempo né porque às vezes no mesmo termo para autores diferentes né aquilo que a gente chama de polissêmico né Eh eh eh tem um sentido diferente então várias palavras tem sentidos polissêmicos né ao longo do tempo elas vão ganhando vão incorporando sentidos às vezes até distintos daquilo que era Originalmente né então é preciso que tenhamos isso aqui em mente gente vamos ficando por aqui aí na semana que vem nós vamos continuar nós não iremos parar né em função das de final de ano nós vamos continuar e enfim Então eu tinha que dar esse recadinho também né então vamos para o momento das questões se tiver alguma né Ah E até comprimentar aqui os nossos amigos que estão aqui né já já a Teresa o Anderson boa noite para todos nós Vamos questes só gente do bem só a gente que tem eh virtudes em desenvolvimento meu amigo a Alina fez alguns comentários Mas deixou uma pergunta aqui ao final e que seria interessante apesar de você já Ter comentado Mas você dá uma aprofundada né ela ela até com tou que ela caiu né A internet dela não tava boa então ela Pergunta assim as virtudes são natas do próprio indivíduo ou não então Eh eh para Platão as virtudes como é que eu vou explicar isso elas não são natas no sentido que eh da sua manifestação mas são natas no sentido que elas já estão em nós elas estão incorporadas em nós mas elas mas isso não significa dizer que elas se manifestem através de nós isso vai se dando com tempo ou seja é como se fosse alguém que tem uma herança né peguemos a peguemos a parábola do filho pródigo ele tinha uma herança né do seu pai ele sabia usar a herança não não sabia usar demorou um tempo para que ele caísse em si e entendesse a dimensão da do que representava a herança do seu pai a casa do seu pai E aí ele retorna à casa do pai né Então seria mais ou menos isso ou seja nós possuímos mas nós não sabemos
e em si e entendesse a dimensão da do que representava a herança do seu pai a casa do seu pai E aí ele retorna à casa do pai né Então seria mais ou menos isso ou seja nós possuímos mas nós não sabemos usar n então num certo sentido ela é Nata e no outro não mas eh na verdade é mais a assim tá tá mais relacionada eh eh a essa questão né de não saberemos ainda utilizarmos isso por qu nós temos o amor em nós né a caridade a humildade por isso que ele diz que isso não é ensinado mas é desenvolvido aí eu acho são né acho não são coisas distintas né a semelhança da semente que tá no solo já tem uma árvore ali tem mas ela precisa ser o qu desenvolvida existe a promessa né da árvore na semente Mas ela precisa do tempo né E aí qual é o papel da educação nisso tudo é de cultivar mas no sentido filosófico não é ensinar mas é cultivar é fazer com que digamos tenhamos as condições propícias para que aquilo de fato se desenvolva né e e consiga eh seguir seu curso né natural das coisas enfim muito bem thago eh ela até tá dizendo que deu para entender e tá agradecendo eh pegando aqui uma coisa que você falou é sobre o entendimento eh da do desenvolvimento das virtudes eh sobre ser uma ciência ou não né E aí em algum momento na tua fala você colocou não é uma ciência é uma arte e aí eu eu gostaria de que você se pudesse fizesse um uma eh comparação com que Sócrates pensava lá na época dele e o que Kardec também tinha de entendimento nessa questão E aí eu trago para cá eh dois comentários de Kardec que são muito interessantes e são bem semelhantes né no Livro dos Espíritos eh um tá lá no na questão 685 a outra tá na 917 né então são em momentos distintos mas que Kardec traz e a mesma o mesmo pensamento são em comentários de Kardec não são respostas dos Espíritos né então lá na 685 a no comentário e lá pras tantas ele fala da educação moral e ele diz que não se refere a educação moral pelos livros e sim a que consiste na arte de formar os caracteres então ele tá falando aqui na educação como uma arte também né Eh aqui
a da educação moral e ele diz que não se refere a educação moral pelos livros e sim a que consiste na arte de formar os caracteres então ele tá falando aqui na educação como uma arte também né Eh aqui incute hábitos porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos e lá na 917 ele diz assim nessa mesma linha né até como se fosse um complemento disso que a gente acabou de ler na 185 a né ele diz assim quando se conhecer a arte de manejar os caracteres como se conhece a de manejar as inteligências conseguir-se a corrigi-los do mesmo modo que se aprum plantas novas essa arte porém exige muito Tato muita experiência e profunda observação é grave erro pensar-se que para exercê-la com proveito baste o conhecimento da ciência aí se você puder fazer um comentário então Ótimo então porque vamos lá ciência e arte no pensamento grego pra gente entender essa questão A ciência é seria um digamos assim uma estrutura rígida que sempre vai ter o mesmo resultado né então eh eh 1 + um é dois então fazendo desse jeito você vai ter esse resultado né E se tratando da alma não é possível porque a alma ela tem caracteres diferentes cada uma é de uma forma muito distinta né esse é um primeiro ponto a é uma técnica disciplinada né Eh para a conquista de algum valor de algum resultado eh eh mas é uma arte que exige principalmente a disciplina no sentido que muit das vezes você vai ter a frustração de não conseguir aquele resultado você vai ter que recomeçar recomeçar refazer refazer até conseguir né né e eh Além disso e para Sócrates portanto a a conquista das virtudes né ela se dá através da arte não da ciência porque não tem uma uma um um uma fórmula né para todos os espíritos que vão alcançar o mesmo resultado né mas você tem uma você tem assim uma um método disciplinado né que você pode empenhar que é o que tá no xenofonte deixa eu até buscar aqui né cadê Aqui tudo que o homem chama de virtude converter converte as pela reflexão aumentado pelo estudo e pelo exercício né ou seja
pode empenhar que é o que tá no xenofonte deixa eu até buscar aqui né cadê Aqui tudo que o homem chama de virtude converter converte as pela reflexão aumentado pelo estudo e pelo exercício né ou seja então é uma arte disciplinada que você vai passar por etapas até alcançar esse resultado eh Além disso né é preciso dizer que tanto para Platão Mas isso também pro espiritismo o o as virtudes elas não estão eh fora do homem elas estão no homem o que o homem precisa Então a arte da educação é de Lemar de Recordar né e eh de fazer com que ele entre cada vez mais para dentro de si e encontre ali eh essas virtudes né É por isso que a gente sabe muito embora não sendo digamos assim não exercendo Não não vou utilizar não sendo mas não exercendo por exemplo a caridade a gente sabe o que é concorda comigo a gente olha uma fal Nossa Fulano foi muito caridoso Nossa Fulano Foi muito humilde Por isso tá em nós mas muita das vezes nós não estamos o qu exercendo e qual é a mhor for de inspirar virtudes esse o ponto né que é o que também tá nessa questão em O Livro dos Espíritos eh não de maneira objetiva mas subjetiva que é o quê através do exemplo se eu quero que uma pessoa seja caridosa às vezes não preciso falar nada mas se eu for sistematicamente caridosa essa pessoa vai Pouco a Pouco incorporando isso através da lei de sociedade a lei de sociedade como que Nós aprendemos isso a própria sociologia né Principalmente a sociologia de dur uma coisa que ele chama de coersão social né quando alguém e eh como que são passados os valores para nós né através da escola através de várias coisas mas também através e primordialmente através dos exemplos se gente for parar para pensar assim ah por que que a gente por exemplo no Brasil não come sei lá alguma coisa que é muito própria de um país asiático lá por exemplo tem país que come eh Come até alguns insetos não é isso por que que a gente não faz isso por que que a gente acha tão estranho nunca vimos aqui alguém fazendo isso né então o exemplo ele tem um poder
tem país que come eh Come até alguns insetos não é isso por que que a gente não faz isso por que que a gente acha tão estranho nunca vimos aqui alguém fazendo isso né então o exemplo ele tem um poder assim muito forte porque eh o meio vai nos influenciando muito não significa dizer que de maneira insofismável porque novamente há pessoas que convivem com pessoas muito boas e ainda assim são pessoas más a gente par para pensar Jesus conviveu com quantas pessoas se se E aí a gente parar para pensar nessa nesse ponto daquilo que Platão diz porque que a a a virtude não é uma ciência ela não pode ser ensinada mas pode ser inspirada né mas ensinada não a gente estaria dizendo que Jesus foi um grande mestre não sabia ensinar concorda comigo por quê né mas é porque primeiro isso é resultado de muitas vidas muitas vidas e e e é um trabalho lento né que é o trabalho justamente da semente né a semente ela tem todo um caminho até se transformar árvore Então mas isso não significa dizer portanto que a gente não deva dizer olha faça o bem não é isso né mas entender que o melhor caminho sempre vai ser o exemplo masas vezes meso bons exemplos a os nossos filhos ou outras pessoas não vão seguir então o nosso papel é de sermos bom sermos bons e não exatamente buscar com que as pessoas sejam boas porque isso é um trabalho do tempo e da reencarnação é um trabalho lento né enfim é verdade meu amigo aí a lina comentou né que o exemplo ensina muito e durante um bom trecho aí da sua fala ela comentou né os pais têm papel importante nesse instante né e os pais eles têm também esse entendimento que você falou né que não adianta você eh dar a mesma lição a mesma regra porque se tem para um filho às vezes vai funcionar pro outro filho pode não funcionar daquela maneira né então é uma questão de observação constante né é muito interessante isso a gente observa aliás quem é professor sabe disso também né como é que as coisas funcionam não consegue ser igualzinho né para todo mundo meu amigo é uma pena que
onstante né é muito interessante isso a gente observa aliás quem é professor sabe disso também né como é que as coisas funcionam não consegue ser igualzinho né para todo mundo meu amigo é uma pena que o horário está nos convidando ao encerramento então eu peço que você possa fazer então uma uma conclusão né esse episódio de hoje Lembrando que semana que vem continuaremos com o tema Platão e o espiritismo muito bem eh bom sigamos sempre pelo exemplo né ensinando entre aspas pelos exemplos espalhando bem espalhando a justiça espalhando eh o belo não é através das nossas ações Sem dúvida nenhuma é é preciso quando tratamos da educação falar mas principalmente demonstrar né Principalmente demonstrar por fim meus amigos eh um bom Natal para todos nós né que esse seja o momento de renascimento de valores espirituais mais elevados que nos foi ensinados vividos por Jesus nos nossos corações Lembrando que o nosso coração é uma verdadeira manjedoura e é sempre a oportunidade Renascer ali Jesus no nosso coração e eh é preciso que lembremos sempre sempre mesmo da grandeza do amor do Cristo por todos nós né Ele nos ama e é por isso que ele renasceu isso aí meu amigo feliz Natal para todo mundo e que o exemplo de Jesus possa nos estimular né a sermos também esses que buscam desenvolver as virtudes em nós bom meus amigos forte abraço fiquem com Deus até a semana que vem tchau tchau tchau tchau o espiritismo surgiu como uma ciência de investigação das relações do mundo espiritual com o mundo material Allan Kardec o sábio mestre leonz se utilizou das luzes do seu tempo para iluminar o mundo invisível e aclarar uma realidade nova não mais vus e Mistérios sobrenatural e nada uma Perpétua continuidade entre os dois mundos pesquisando a mediunidade lógica e razão Allan Kardec pavimentou uma estrada segura entre o Além Túmulo e o plano físico demonstrando que o espírito triunfa sobre a morte e que céu e inferno são apenas estados de consciência é pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade
Túmulo e o plano físico demonstrando que o espírito triunfa sobre a morte e que céu e inferno são apenas estados de consciência é pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade Espírita A se debruçar sobre o tema invisível ciência investigativa como instrumento ético no sexto congresso do espiritismo.net nos dias 27 e 28 de setembro de 2025 no Rio de Janeiro informações e inscrições no site www.espiritismo.net bar congresso
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