A Força do Espiritismo - Os mitos de Platão e o Espiritismo - 10ª parte - Thiago Barbosa
"A Força do Espiritismo" é ao vivo e traz convidados para discutir aspectos relevantes da Doutrina Espírita, sempre às quintas-feiras, às 20h30. Vamos estudar e debater juntos? Uma produção do Espiritismo.NET em parceria com o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ e a FEBtv.
Boa noite, meus queridos e minhas queridas amigas. Sejam todos muito bem-vindos a mais uma edição do programa A Força do Espiritismo, que é uma produção do canal Espiritismo Net em parceria com a TV Serge e com a FEB TV e que também é retransmitido pelos canais parceiros. Mais uma quinta-feira 20:30, graças a Deus, né? E hoje um episódio em torno do estudo dos mitos de Platão. E vamos para a 10ma parte desse tema. muito interessante que aguça a nossa curiosidade e que vem sendo abordado pelo nosso querido amigo Thigo Barbosa, a quem eu faço o convite agora para nos fazer companhia. Oi, minha amiga, boa noite para nós, né? Boa noite. Boa noite para nós com esse friozinho gostoso. Thago, tá tudo bem com você? Joia tudo joia, minha amiga, tudo joia. Passando frio, Jio de Fora. Ei, que coisa boa. Nós aqui também, Félixlândia. Thaago, você tem 40 minutos para sua exposição e eu já aproveito, né, para convidar os nossos queridos amigos e amigas que estão nos acompanhando nesse momento pelo chat, né, para contribuir com seus comentários, com suas perguntas sobre este tema. Ao final da exposição voltaremos e o Thiago com certeza vai ter muita alegria de estar respondendo a pergunta e os e fazendo os comentários de todos vocês. Tá certo, Thago? Tá ótimo. Vamos lá, minha amiga. Vamos lá. Vamos lá, então. Boa noite, amigos, amigas. Eh, boa noite a Railine, a Célia, Emanuele, que a nossa noite possa ser de paz e de boas reflexões, né? Bom, eh, já estamos na terceira semana. Terceira é terceira semana, analisando a alegoria do da caverna, né? Tá aqui na obra A República no livro sétimo, né? Eh, Sócrates, ele está em um franco diálogo com Glauco, né? Só para retomarmos, Glauco é um dos eh personagens que comumente aparece, né, na obra eh de Platão, porque afinal de contas era o irmão, se eu não tô enganado, o irmão mais velho de Platão, né, e também discípulo de Sócrates. Enfim, a alegoria da caverna, como nós já estamos acompanhando, eh, e nós naturalmente iremos retomar de onde, eh, nós fechamos na semana
rmão mais velho de Platão, né, e também discípulo de Sócrates. Enfim, a alegoria da caverna, como nós já estamos acompanhando, eh, e nós naturalmente iremos retomar de onde, eh, nós fechamos na semana passada, a alegoria da caverna é uma metáfora da busca eh pelo conhecimento e pela verdade. né? A ascensão que o homem e a ascensão, claro, os esforços que o homem deve prender na busca da verdade. E para isso, né, eh Sócrates, ele se utiliza eh de uma metáfora dualista, né, que trata eh da luz e da sombra, da ignorância e da verdade, né, do mal e do bem, enfim. E e é interessante, o primeiro ponto que eu gostaria de de analisar é o seguinte. Muit das vezes nós desprezamos essa parte mais sombria, mas ninguém alcança a luz sem passar pelas sombras, não é? Eh, já dizia o nosso querido Car Gustavo Jung, né? Jung, ele trata muito bem dessas questões. Enfim, e no nosso processo de ascensão espiritual, o nosso caminho espiritual, ele é marcado por essas experiências mais sombrias. E é justamente essas experiências que vão motivar o homem na busca pela luz, pela verdade e pelo bem, não é? Então, na semana passada nós tratamos e nós continuaremos tratar disso porque aparece novamente no na alegoria da caverna da força da lei, ou seja, como que a lei interage com o homem justamente para tirá-lo eh da da sua experiência mais cômoda, né? e fazer com que ele encontre em si, no seu caminho, a luz, não é? Essa é justamente a proposta da lei do progresso. É aquilo que Allan Kardec vai analisar, e nós vamos tratar disso um pouquinho hoje, a lei do progresso, né? Aí ele tem eh uma algumas questões específicas sobre a marcha do progresso. Ele fala do arrastamento do progresso, né? Ou seja, boa noite, Lina. Eh, ou seja, muit das vezes é através da de experiências mais difíceis que nós acendemos espiritualmente, né? que isso num momento é impactante, é dolorido, mas depois, sem dúvida nenhuma, isso tem eh uma uma tem um valor espiritual muito grande. Mas enfim, paremos as divagações e entremos no texto e iremos fazer os
o num momento é impactante, é dolorido, mas depois, sem dúvida nenhuma, isso tem eh uma uma tem um valor espiritual muito grande. Mas enfim, paremos as divagações e entremos no texto e iremos fazer os comentários, né, tentar pelo menos fazer os comentários à luz do Espiritismo. Bom, então, eh, só a título de a título de ã a título de contextualização, nós, né, o Sócrates tá narrando a a Glauco eh criando um cenário que acontece na caverna. Na caverna há vários eh várias pessoas sentadas viradas fixamente para a parede que está ao fundo desta caverna. E essas pessoas não se movimentam, né? Nem a cabeça, nem um tronco, nada. Elas, a única coisa que elas fazem é observar as cenas que se desenrolam ao fundo da caverna. E por que que há cenas? Porque atrás dessas pessoas há um platô e atrás desse platô, né, há pessoas. E atrás dessas pessoas há uma fogueira. de maneiras que essa fogueira capturando, né, eh eh as pesso eh essas pessoas que passam ali atrás desse platô é refletido, né, eh é refletido eh no final da caverna, ou seja, na parede. E essas pessoas que estão presas olhando fixamente pra parede, vem essas cenas das pessoas passando, né, as sombras dessas pessoas passando ali na parede. Ou seja, a única coisa que essas pessoas conhecem são essas sombras. Nada mais do que isso, né? São somente a essas sombras. Bom, o fato é que num determinado momento um desses que estão eh sentados a ver as cenas que se desenrolam ali pelas sombras na parede, ele é arrancado o seu lugar e ele movimenta, né, inicialmente o pescoço e depois ele é liberto e é forçado aí e conhecer, digamos assim, o que há por trás daquilo que até então ele conhecia. Aqui já, claro, é uma provocação de Sócrates e naturalmente Platão, porque ele tá tratando da natureza das coisas e de um conhecimento que se dá em aparência e em essência, né? Até então, esse sujeito que é liberto, ele só tinha uma única verdade, provavelmente, não é? provavelmente e ele tinha muita certeza que a realidade era somente
e se dá em aparência e em essência, né? Até então, esse sujeito que é liberto, ele só tinha uma única verdade, provavelmente, não é? provavelmente e ele tinha muita certeza que a realidade era somente aquilo, ou seja, um jogo de sombras, nada mais do que isso. E aí então há esse primeiro movimento em torno do conhecimento da verdade. E aí, eh, Platão narra que Sócrates diz a Glauco que esse personagem que não tem nome, ele ele é ferido com a luz da fogueira. Por até então ele nunca tinha visto a luz, somente a sombra, né, que emanava dessa fogueira. Então, eh eh inclusive nós vamos aproveitar bastante isso que é a ferida que a luz provoca em nós. E se nós não nos sentimos feridos, é que talvez, muito provavelmente, né, nós não entendemos a luz. Mas enfim, avancemos aqui no texto, então, e aí a gente comenta isso, né? Daqui a pouco, eh, nós vamos trazer o comentário eh da Heiline, muito interessante, uma frase da nossa querida Clarice Lpector, né? Que bacana. Bom, mas vamos lá. Ele diz assim: "E se e se o forçam afitar a própria luz, não ficarão os seus olhos feridos? Não tirará dela a vista para retornar às coisas que pode olhar? e não crerá que estas são realmente mais distintas do que as outras que lhe são mostradas. Então, vejam vocês, esse aqui é o primeiro movimento eh diante da verdade, que é o quê? A ferida da luz. A verdade aqui naturalmente é eh metaforicamente trazida como a luz dessa fogueira. né? A fogueira é uma pequena porção da luz que depois nós vamos ver qual é essa luz eh real, né, que onde eh demana toda a verdade. Isso é interessante porque é inclusive uma metáfora que vai aparecer em várias tradições espirituais, não é? eh, a exemplo da metáfora que nós vamos encontrar na Torá, né, lá no livro de Gênesis, eh, quando é narrado a expulsão do paraíso de Adão e Eva, Adão e Eva, né, eles foram expulsos do paraíso, né? Claro que aquilo ali é uma metáfora, né? Nunca existiu um ser rastejante eh, que conversou com a Eva, né? Bem, porque Eva e Adão nunca
e Adão e Eva, Adão e Eva, né, eles foram expulsos do paraíso, né? Claro que aquilo ali é uma metáfora, né? Nunca existiu um ser rastejante eh, que conversou com a Eva, né? Bem, porque Eva e Adão nunca existiram, né? É, é uma é uma força de expressão, uma um mito, né, para compreensão eh de um processo eh evolutivo, que é justamente, nós podemos dizer assim, o início da tomada de consciência do homem, né? Eh, Adão e Eva. Eva tava, né, no jardim eh que ficava no centro, né, ali do paraíso. E ali no centro desse jardim havia a árvore, né, do bem e do mal. E quando ela come do fruto, não é, a consequência disso que ela que ambos, né, eh Adão e Eva, que na verdade é a representação metafórica, não é, eh, da razão, da razão e do sentimento, né? Eh, eles são o quê? expulso. Então, quando nós conhecemos a verdade, nós sempre seremos expulso de alguma tipo de paraíso que, na verdade, é a representação da ignorância. Da mesma forma que esse sujeito, nós vamos ver, em etapas, ele vai ser expulso dessa condição de ignorância. A primeira é ver como que se dava aquelas projeções. Ainda é a verdade total? Ainda não. Mas o que que há ali? Uma ferida, né? Da mesma forma que eh eh metaforicamente em Adão e Eva eles são expulsos. Aqui há uma ferida, a ferida que a luz provoca em nós. A ferida que a luz provoca em nós. E e como é que se dá essa essa essa ferida? O a primeira coisa aí, aí nós eh é preciso retornarmos ao item D, eh, que é quando ele fala do ofuscamento. Ofuscamento, ou seja, a primeira o primeiro movimento quando nós temos contato com um conhecimento, digamos assim, num certo sentido libertador, era nos sentíamos ofuscados, ou seja, confusos. Por quê? Nós tínhamos uma verdade que nós imaginávamos ser a uma grande verdade e aí nos é mostrado uma outra realidade. E este é um movimento justamente da lei do progresso, né? Eh, há um grande filósofo, eu tenho uma admiração profunda, o Heigel, e ele se utiliza de um processo, eh, que é um processo dialético para explicar justamente esse movimento eh do
i do progresso, né? Eh, há um grande filósofo, eu tenho uma admiração profunda, o Heigel, e ele se utiliza de um processo, eh, que é um processo dialético para explicar justamente esse movimento eh do progresso, né, que é, na verdade, é dividido em três etapas, a síntese, perdão, a tese, a antítese e a síntese. né? Então, a tese é a representação das nossas verdades. Ah, eu tenho esta e aquela verdade, né? Quantos de nós não é não é cheio de verdades? E aí nós somos confrontados por uma outra verdade que é a antítese. E naturalmente, né, nesse confronto das ideias vai nascer uma nova síntese. Foi o que aconteceu metaforicamente com Adão e Eva. Eles viviam no paraíso, né? Aí num determinado momento, né? E novamente, Adão e Eva, na verdade, são expressões metafóricas de razão e sentimento, né? Então, eh eh conhecendo uma nova verdade, eles são expulsos para um novound eles são expulsos desse paraíso para um novo mundo. Que que é esse novo mundo? Boa noite, Ana Léo. Eh, boa noite, Lourdes. Que que é esse novo mundo? é a síntese, né? E nós fazemos isso muit das vezes eh eh por vezes ao longo da vida, né? Nós temos essas crises de identidade, crises variadíssimas que depois que nós atravessamos, nós formulamos uma nova síntese para nós. Esse é o movimento. Então essa é a ferida da luz. Se a quando somos feridos pela luz, o que que acontece conosco? Ao ofuscamento. Na semana passada, né, nós eh dissemos que eh a melhor expressão disso, a melhor expressão disso, a melhor síntese disso é justamente a relação entre Saulo e Paulo, né? Ou seja, Saulo. Olha só aqui como eh isso encaixa perfeitamente nessa lógica da dialética do Heigo. Saulo era alguém que tinha algumas verdades. A verdade dele repousava na Torá, numa interpretação muito rígida da lei e ele foi confrontado pelas verdades do cristianismo, né? O ápice desse momento é justamente quando ele as portas de Damásco ele vê o Cristo e literalmente e simbolicamente ele fica ferido da luz, né? E aí ele cai em si e ele faz uma pergunta muito muito
né? O ápice desse momento é justamente quando ele as portas de Damásco ele vê o Cristo e literalmente e simbolicamente ele fica ferido da luz, né? E aí ele cai em si e ele faz uma pergunta muito muito curiosa, né? Jesus diz a ele: "Saulo, Saulo, por que me persegues? Isso também tá narrado, né, tanto eh no ato dos apóstolos, mas também naquela joia da literatura espírita, que é a obra Paulo Estevan, né? E aí ele responde, eh, e, e aí ele indaga, Senhor, o que queres que eu faça? E aí ele tá formulando uma nova síntese. Ele, ele fica num momento confuso, ele foi confrontado, né? Então ele tinha uma tese. A tese dele era o quê? Bom, eh, essa essa essa verdade repousava justamente ali na Torá, na lei moisa. E ele é confrontado, antítese, né, pela pela eh pela experiência cristã, porque até então ele não havia lido nada, ele só havia testemunhado a grandeza do cristianismo por seus eh seguidores, no caso, principalmente e aí quando ele cai em si, literalmente ele cai do cavalo, ele Ele se vê ofuscado, ele se vê cego. Então essa é a ferida da luz. E aí ele fica em dúvida assim, ó, o que queres que eu faça? Então, o primeiro ponto, o primeiro ponto inclusive, gente, nossa, muito embora não seja uma obra espírita, as reflexões de José Saramago, né, Nobel de literatura, um grandes gênios da literatura universal, né, eh ele escreveu duas obras que tem muita relação com isso, ensaio sobre a cegueira e a caverna, que na verdade é um romance eh que faz alusão justamente à caverna de Platão, né? Eh, e é interessante porque ele diz que teve um insite para escrever essa obra. Ele disse que tava no porto, num restaurante jantando sozinho. Aí e aí ele se indagou, será que todos nós não estamos cegos? Imaginando que enxergamos, que vemos e na verdade estamos cegos. E na verdade, gente, todos nós temos cegueiras, porque enquanto nós não alcançarmos a perfeição, nós somos cegos. Cegos para uma enormidade de verdades que nós ainda sequer imaginamos e muit das vezes negamos. Vejam vocês, muitas coisas que por vezes
rque enquanto nós não alcançarmos a perfeição, nós somos cegos. Cegos para uma enormidade de verdades que nós ainda sequer imaginamos e muit das vezes negamos. Vejam vocês, muitas coisas que por vezes nós negamos durante a nossa vida é muito mais por medo do que por algo racional. A maioria dos nossos medos, eles são irracionais, eles não são eh fruto de uma eh experiência factual. né? E muita, mas gente, uma se pararmos para pensar assim, a quantidade de coisas, sem dúvida é interessante porque o homem hoje ele tem condições de conhecer muito e já conhece muito. Entretanto, por outro lado, o que ele ignora é muito grande, muito grande. Então, é preciso ter a coragem de se deixar ser ferido pela luz, né? Mas sigamos. E se e se prosseguir o arrancarem a força aqui no caso Sócrates falando, a o arrancarem a força da caverna, até então havia arrancado ele da cadeira onde ele estava olhando fixamente para a parede. E agora da caverna, olha só que interessante, o compelem a escalar a rude escarpada. encosta e não o soltam antes de arrastá-lo até a luz do sol. Não sofrerá ele vivamente e não se queixará destas violências? E quando houver chegado à luz, poderá, com os olhos completamente deslumbrados pelo fugor, distinguir um só das coisas que agora chamamos verdadeiras. Olha só que interessante, gente. Então, primeiro, para sair dessa caverna, né, é preciso entender que é uma escalada rude e escarpado, ou seja, tem que subir bastante, né? Você tem que subir bastante. Boa noite, Soraia. O conhecimento da verdade, sem dúvida alguma, exige esse esforço. Agora, antes desse esforço, teve o quê? a força da lei. Quando, né, na semana passada nós já falamos sobre isso, a lei do progresso, muit das vezes ela exerce esse essa força para que naturalmente nos movimentemos, não é? É preciso ver. Vamos ler aqui, gente, a questão 783 de livro dos espíritos, como nós dissemos, trata da lei do progresso, a marcha do progresso. O que que eh Allan Kardec indaga aos espíritos? Segue sempre marcha
r. Vamos ler aqui, gente, a questão 783 de livro dos espíritos, como nós dissemos, trata da lei do progresso, a marcha do progresso. O que que eh Allan Kardec indaga aos espíritos? Segue sempre marcha progressiva e lenta o aperfeiçoamento da humanidade? Olha só a resposta. ao progresso regular e lento, que resulta da força das coisas. Quando, porém, um povo não progride tão depressa quanto deveria, Deus o sujeita de tempos em tempos a um abalo físico ou moral que o transformará. E aí Allan Kardec comenta: "O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade a que a providência lhe assinou". Ele se esclarece pela força das coisas. As revelações morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas ideias pouco a pouco, dormitam durante séculos, depois rompem subitamente e produzem o desmoronamento do carrunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações. Nessas comoções, o homem muitas vezes não se percebe senão a desordem e a confusão momentânea que o ferem, olha só, que o ferem nos seus interesses. Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade, admira os desígnios da providência, que do mal faz sair o bem. São a procela, a tempestade que semeiam a atmosfera depois de terem agitado violentamente, né? Então, gente, percebam aqui quando nós eh tratamos dessa força da lei, né, que é o arranca a força de sua caverna, é justamente isso. Todos nós estamos cegos em uma determinada caverna, com medo justamente da luz. Entretanto, a nossa destinação, o por nós fomos criados é justamente com a finalidade da de atingirmos a perfeição e a pureza espiritual. Naturalmente que naturalmente que muit das vezes eh e isso demanda um tempo, claro. Entretanto, quando em demasia nós paralisamos, o progresso tem que fazer sua força. E aqui Allan Kardec diz que é como se fosse aquela tempestade, né? que ela agita as coisas, entretanto, ela semeia e ela, de certa forma purifica,
nós paralisamos, o progresso tem que fazer sua força. E aqui Allan Kardec diz que é como se fosse aquela tempestade, né? que ela agita as coisas, entretanto, ela semeia e ela, de certa forma purifica, né, a atmosfera. Eh, e e por que que ela semeia? Porque os ventos delas é tão forte, né, que arranca a semente dos frutos que se eh que tocam o chão e naturalmente ali depositando essas sementes num determinado tempo vai fazer com aquilo com que aquilo frutifique. Ou então a outra metáfora que Allan Kardec utiliza é o edifício antigo que é derrubado para que em cima dele se construa em bases mais sólidas um novo edifício, né? Eh, ou seja, o que que é isso? É a lei do progresso imperando, né? eh muuit das vezes sobre a digamos a paralisia, a inanição, né, espiritual que muit das vezes o espírito cultiva em si. a gente não percebe isso. Eh, para quem gosta de história, né, nós vamos observar esses movimentos ao longo do do, né, dos milênios. Ao longo dos milênios. Geralmente, quando vamos paraa história antiga, a sucessão dos impérios que eh que eclodiam, né, nasciam, se desenvolvia, depois morriam. E a partir disso nasciam um novo império, né, com bases mais sólidas. Assim foi. Claro que eu particularmente sou completamente antiimperialista, mas enfim, né? Eh, não é não é possível negar a história. A coisa foi assim. Quando Roma estava se deteriorando, né? Veio à invasão dos chamados bárbaros e varreu o império e o transformou. E depois disso nasceu aquilo que nós chamamos na idade média de a cristandade, né, que foi o que deu unidade para a Europa, aquilo que nós conhecemos hoje como Europa. E assim vai, né, gente? É uma sucessão. Então, vamos ver. necessitará. E aí ele falando, né, quando ele saiu da caverna, então aqui ele saiu da caverna, necessitará, penso, de hábito, ou seja, de hábito aqui é de tempo, né, para se habituar. Tempo para se habituar. Eh, essa tradução é bem erudita, gente, para ver os objetos da região superior. Ou seja, gente, olha só que fantástico isso. Para que consigamos
de tempo, né, para se habituar. Tempo para se habituar. Eh, essa tradução é bem erudita, gente, para ver os objetos da região superior. Ou seja, gente, olha só que fantástico isso. Para que consigamos alcançar as verdades superiores, naturalmente o o fato de vermos ela não significa que absorvemos. Querem ver o melhor exemplo para isso? Gente, nós estamos há 2000 anos praticamente lendo os evangelhos e ainda não alcançamos, ainda estamos nos habituando a essa experiência. Hã, ainda não alcançamos. Então, e e isso não é só pros evangelhos, os diálogos de Platão, né? Eh, as nobres verdades de Buda, os ensinos de Krishna no Bagavaguita, né? o os grandes filósofos do estoicismo, Cêeca, Epiteto, Marco Aurélio, nós ainda lemos isso e muito embora feridos com essa luz, nós temos dificuldade. Por quê? Uma coisa, gente, isso inclusive tá na lei do progresso, uma coisa que que inclusive Allan Kardec na própria lei do progresso, ele questiona o que vem primeiro, né, o conhecimento intelectual ou a vivência moral? Aí os espíritos vão, a a pergunta não é exatamente essa, mas o sentido é esse. E aí os espíritos vão responder. Bom, é a, digamos assim, a teoria, a teoria, né? E depois que nós vivemos aquilo que em teoria nós conhecemos, nós conhecemos os evangelhos, não é? as cartas de Paulo, enfim, a tradição judaica, a filosofia, né, sublime de Platão. Eh, mas ainda vivemos isso, não? Então, e esse habituar do homem que saiu da caverna e viu a luz? Então, vou até reler aqui, necessitará, penso, de hábito para ver os objetos da região superior. Primeiro, distinguirá mais facilmente as sombras. Primeiro movimento. Então, primeiro ele vê o quê? as sombras de maneira bruxoleante. Ele não vê a coisa em si, ele vê a sombra dessas coisas, a semelhança do que acontecia, que veja, é uma repetição daquilo que ele estava vivendo na caverna. Por isso que Leoneni, em um grande enigma e também no problema do ser, ele vai dizer que a evolução ela se dá em espiral. Nós vamos e voltamos, só que de maneira ascensional e cada vez
ndo na caverna. Por isso que Leoneni, em um grande enigma e também no problema do ser, ele vai dizer que a evolução ela se dá em espiral. Nós vamos e voltamos, só que de maneira ascensional e cada vez mais larga, né? Então, se antes ele tá dentro da caverna e via as coisas de maneira bruxileante, agora fora da caverna, a luz do sol, ele ainda vê as coisas bruxiliantes. E para isso ele precisa de quê? de tempo, de hábito. Primeiro distinguirá mais facilmente as sombras, depois as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas. Ou seja, depois ele precisa de eh eh de uma filtragem que é feita pelo pela pelo reflexo que se dá na água, né, no lago, porque ele não consegue ainda ver a coisa em si. Percebe? Então, gente, uma coisa é, se nós não podemos ficar parados, nós temos que ter a noção também, por outro lado, que eh que esse processo ele obedece a etapas, a ciclos. Ninguém da a semelhança de Saulo, muito embora talvez o exemplo de Saulo neste contexto não seja o mais interessante, porque sem dúvida nenhuma Saulo já era um espírito preparado, né, gente? Não nos iludamos imaginando que ele eh eh aquilo foi assim foi eh um start. Ele viu, né, aquela figura do Cristo indagando e pronto. Não, ele já era um missionário, ele só caiu em si. Muitos missionários acontece isso. Pegamos o exemplo Francisco de Assis, ele foi pra guerra, muito provavelmente matou pessoas na guerra. Quando ele ele se vê prisioneiro, né, na cela, ele pronto, tem aquele insight. E aí ele se transforma completamente. Mas vamos combinar, Francisco de Assis, meus amigos e minhas amigas, já era, né, um grande missionário. Ele só recordou. Por isso que eu disse que talvez o exemplo de Saulo não seja o melhor. Mas o o fato é que Saulo para se transformar aquele ar alto do evangelho, o vaso escolhido, ele passou também pel um processo. Concorda? Primeiro ele se viu ferido pela luz, depois ele ficou o quê? Eh, ofuscado, né? E aí, nesse processo, ele vai volta para Jerusalém. o pai dele o
escolhido, ele passou também pel um processo. Concorda? Primeiro ele se viu ferido pela luz, depois ele ficou o quê? Eh, ofuscado, né? E aí, nesse processo, ele vai volta para Jerusalém. o pai dele o expulsa de casa, aquela coisa toda, até que ele chega, então ele começa a ver a coisa de maneira o quê? Obtus ainda. Até que ele chega, eh, ele vai para o deserto como um tecelão, né? Na verdade, ele tecia aquelas o tecido para as tendas coma ála e Prisca. E ali ele começa a ler as anotações de Levi, né, de Mateus, eh, que fora trazido por Gamaliel, que ele fora dado por Gamaliel. E aí ele lê aquilo e aí ele começa a enxergar de uma de a partir de um ponto muito mais distinto, que aí já é essa segunda etapa, que ele diz assim: "Depois as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas." Então, Saulo, ele começa a ver o Cristo, que é a representação simbólica dessa luz solar da verdade, eh, através dos evangelhos, através do evangelho, dos evangelhos, nós podemos dizer que os evangelhos, então, era esse lago que refletia a luz do Cristo, mas o reflexo nunca é a coisa em si. Concordam? Quando enxergamos um reflexo, né? Eh, eh, eh, aquilo que eh aquele instrumento que tá refletindo tem condições de capturar. Então, essa segunda etapa, né? As imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem na água. a seguir os próprios objetos. Após isso, poderá eh poderá, enfrentando a claridade dos astros e da lua, contemplar mais facilmente durante a noite os corpos celestes e o céu mesmo do que durante o dia, o sol e sua luz. Olha só, interessante. Então, voltando paraa vida de Saulo Paulo, nós podemos dizer que Saulo, então, na verdade agora Paulo, né, renovado em Cristo, ele se tornando Paulo, ele vê o Cristo através do seu próprio testemunho. Então, todas as vezes nas mais variadas viagens, Antioquia, a É, a a Roma, né, ali pela Grécia, não é? eh dando testemunho, às vezes prisioneiro, por vezes sendo enxotado, outras vezes sendo apedrejado. Até o testemunho final em Roma, quando ele é
, Antioquia, a É, a a Roma, né, ali pela Grécia, não é? eh dando testemunho, às vezes prisioneiro, por vezes sendo enxotado, outras vezes sendo apedrejado. Até o testemunho final em Roma, quando ele é degolado, ele vê o Cristo em si. E quando nós falamos do Cristo, sem dúvida, se trata de um personagem, né? um ser, que é o ser mais perfeito que já, né, esteve aqui na terra. Mas também existe aquele Cristo ideia que ou o Cristo interior que todos nós temos. Então, muit das vezes, o Cristo faz com que vejamos o Cristo que há em nós, porque todos nós temos esse Cristo em nós. Todos nós, né, temos esse Cristo em nós. A grande questão, deixa eu só marcar aqui onde paramos. Eu achei que iríamos avançar mais hoje, mas acabou que não, né? Mas, mas então, gente, eh todos nós temos esse Cristo interior, todos nós. Eh, a, e é justamente saindo dessa caverna, tendo contato com a luz do mestre, que nós descobrimos a nossa própria luz, né? Mas fiquemos por aqui. Vamos chamar a nossa querida Elô para passarmos pro segundo momento, né? Chamou. Cheguei, Thaago. Que interessante. Enquanto você falava, eu me remeti aqui à cura do cego de nascença. Eu peguei o simbolismo, né, de tudo que você falou aí e levei pra cura do cego de nascença, né, a escuridão, a cegueira, a falsa luz, a fogueira, né, essa cura, essa libertação, a rejeição da verdade, esse símbolo da luz, né? Tudo isso assim foi aflorando aqui na minha minha cabeça. Eu tô com no caminho certo ou eu elaborei demais? Certíssimo, minha amiga, né? Certíssimo. Eh, certíssimo. Não, nos evangelhos nós, inclusive na na semana que vem nós vamos fazer isso. Nós encontramos outras eh tanto no sentido das parábolas, mas também da das curas do Cristo, que é representação disso, né? que é representação disso. Eh, então aí eu quando Jesus indaga, né, o que queres que eu veja, né, e e o ato de ver, né, eh não é só uma cura, né, do corpo, é uma cura da alma mesmo. Eh, e é interessante, Elô, porque é o seguinte, é essa cura, de certa forma
ndaga, né, o que queres que eu veja, né, e e o ato de ver, né, eh não é só uma cura, né, do corpo, é uma cura da alma mesmo. Eh, e é interessante, Elô, porque é o seguinte, é essa cura, de certa forma ela abre uma nova ferida, né? E e porque assim, isso é muito interessante, essa ferida da luz, né, que é diferente da ferida da ignorância, muit das vezes nós não imaginamos, mas nós estamos feridos pela ignorância. A grande questão que o primeiro movimento que a luz faz é nos ferir, porque é impactante, é muito impactante, né? Até que a gente absorva aquilo, né? É todo um processo, né? Enfim, o Walter tá dando boa noite aí, Thaago, para você. Meu amigo, boa noite, querido. Ó, dando boa, boas notícias para nós, né, do lançamento do Espiritismo na arte do nosso amado Deni. Que bacana, que bacana. O que será que ele lembrou de você, hein? É impossível desvincular. É meu amor, né? É, com certeza. E deixa eu te falar, Thago, tem uns comentários aqui, né? O primeiro que foi feito pela Riline aqui, a nossa querida Riline, você quer ler? Ah, sim. Os girassóis sabem que o segredo da felicidade é seguir a luz, mesmo nos dias mais nublados. Que beleza, né? Uma frase da nossa querida Clariss e é verdade, tudo na vida, gente, isso é interessante, né? Mira a luz, né? Eh, eh, e tanto no sentido, né? eh, natural da coisa, mas no sentido metafórico também. A alma ela está sempre procurando a luz, né? A alma ela sempre tá buscando eh assim como o girassol eh se inclinar, né, para a luz, porque ele sabe que é ali que repousa, né, tudo aquilo que ele tem necessidade para a sua existência, né? Eu acho que a Clarice, eh, Lispector, né, naquelas frases maravilhosas que ela tem, ela soube muito bem capturar isso. Fonte de vida, né, Thaago? Exato. Rail eh trouxe aqui pra gente também, né, eh de acordo com sua suas falas, né, que sair do comodismo para buscar a verdade. É fundamental dar o primeiro passo, mesmo que machuque. Isso. Isso. É, é são eh no no grande enigma do nosso Deni, lá na terceira
o com sua suas falas, né, que sair do comodismo para buscar a verdade. É fundamental dar o primeiro passo, mesmo que machuque. Isso. Isso. É, é são eh no no grande enigma do nosso Deni, lá na terceira parte, a lei circular, ele fala isso, as dores do crescimento, né? Não adianta, gente, eh, para crescer, por vezes, é, é um pouco sofrido, um tanto quanto sofrido. Entretanto, entretanto, eh, muito mais dolorido é a da innição espiritual, da paralisia espiritual, né? Então, eh, é preciso, é preciso caminhar, é, é preciso buscar o progresso de diversas formas, né? O progresso no sentido moral, intelectual, né? Eh, e hoje nós vivemos um momento muito embora, né? O Saramaga até diz assim que nesse livro A caverna, né? que nunca vivemos tanto dentro dessa caverna, mas curiosamente e eu diria paradoxalmente, nós ao mesmo tempo temos muitas oportunidades de conhecimento, né? Eh, a grande questão que a enchurrada de informação é tão grande que é difícil você filtrar o conhecimento, né? Eh, mas é preciso fazer esse esforço, se empenhar, né, ainda mais nesse momento em que a distração ela é graça, né? Nós temos uma crise que nós podemos dizer que é de identidade, que tá sendo gerado justamente pela dificuldade, pela distração, né? Nós meio que estamos perdidos nesse emaranhado, né? nesse nesse eh agora me fugiu o termo labirinto do Falmo, né? Enfim, eh mas é preciso, é preciso, sem dúvida nenhuma. A nossa querida Lina, a minha querida parceira Lina C, trouxe uma pergunta para você aqui. Poderia dizer também que luz e sombras em seu conjunto pode nos trazer a lembrança o de que tudo é relativo absoluto é que tudo é relativo. Acho que é isso mesmo, né? Isso, isso é interessante. Eh, há uma, uma questão bem bem interessante. Olha, sim, eh, nós podemos dizer que a grande eh e isso tem muito a ver com um filósofo pré-socrático, o Heráclito, né? Ele falava muito da impermanência. O Heráclito nós não conhecemos muito bem o pensamento dele porque nós só temos fragmentos. Mas o fragmento mais
a ver com um filósofo pré-socrático, o Heráclito, né? Ele falava muito da impermanência. O Heráclito nós não conhecemos muito bem o pensamento dele porque nós só temos fragmentos. Mas o fragmento mais conhecido dele é aquele do rio, né? Ninguém entra no rio duas vezes porque nem um rio é o mesmo, nem a pessoa que entrou é a mesma, né? Porque nós estamos mudando e naturalmente as águas do rio eh, né? eh pela pelo arrastamento, pela correnteza, ela se tá em constante renovação. Então, a grande lei da vida, eu concordo com Heráclito, isso tem a ver com a pergunta da Lina, é impermanência. O o absoluto, né, o que rege, digamos assim, eh, eu acho que ela tá querendo dizer com absoluto, é assim, a única grande verdade é que nada permanece, né? Tudo tá em constante transformação, né? e e sem dúvida, eh, e isso acaba, eh, eh, confluindo para o progresso, essa mudança, essa transformação, né, enfim. E aí disso aí a Rail faz até um complemento. Nos sentimos feridos por causa do nosso orgulho e da ignorância. Busquemos o progresso da moral cristã. É, então, eh eh o orgulho e a ignorância, né? Eh, a própria a própria questão do orgulho, muit das vezes nós temos assim, de maneira geral, nós temos muita vaidade do nosso conhecimento. Nós julgamos assim dotados de uma verdade que na verdade nós não temos condição de suportar, né? Por isso que é tão difícil mudar, porque nós julgamos que aquilo que nós fazemos, aquilo que nós pensamos, né, aquilo que nós consumimos é o melhor. Só que a a o o barato da doutrina espírita é que ela nos mostra que a nossa destinação é a perfeição. E se nós não somos perfeitos, isso significa que há muito ainda para conhecer. Isso significa também que aquilo que nós julgamos conhecer como uma grande verdade vai chegar em algum momento que nós precisaremos revisar e inclusive transformar isso, né? Dar um novo significado ou às vezes mudar completamente, não é? Mas eh então é preciso ter humildade, né? Por isso que, né, aquela famosa passagem de Sócrates, eh, no templo de Apolo, né,
ar isso, né? Dar um novo significado ou às vezes mudar completamente, não é? Mas eh então é preciso ter humildade, né? Por isso que, né, aquela famosa passagem de Sócrates, eh, no templo de Apolo, né, quando, eh, um sofista foi questionar ao deus Apolo qual era o homem mais sábio de toda a Grécia, que tem muito a ver com o espelho, né, da lá da bruxa da Branca de Neve, da Branca de Neve, não é? É que ela achava a mulher mais bela. Aí o espelho, né? Diz que não, não é a Branca de Neve. é um um conto dos irmãos Green, que na verdade é uma meio que uma uma é um uma repaginada nessa passagem da vida de Sócrates que e aí o Apolo diz, né, para para através da Pitonas que o homem mais sábio de toda a Grécia era Sócrates. E aí quando Sócrates eh fica sabendo disso, ele fica até indignado, porque ele sabia que ele não era sábio. E aí ele vai até o templo e questiona o Deus. Aí o Deus diz assim o que que ele é você é o homem mais sábio porque você sabe daquilo que você não sabe. Ou seja, você tem consciência da sua ignorância. E muit das vezes o que nos falta é justamente isso, ter consciência da nossa ignorância. Nós nos achamos muito sábios, né? muito inteligentes, eh, muito bons e que, sem dúvida nenhuma, não precisamos nos sentir a pessoa mais ignorante, a pessoa mais ruim, a pessoa, né, mas há um ponto de equilíbrio. E esse ponto de equilíbrio, ele ele é alcançado pela pela consciência que precisamos buscar algo a mais. eh esse sair e essa consciência de que precisamos sair da caverna, que há algo, né? Inclusive há uma frase maravilhosa da Clarice Lispector também, né? Que ela diz assim: "Após o medo vem o mundo." Ou seja, nós temos medo de sair da caverna. A grande questão que depois desse medo tem o mundo, né? Quando o sujeito eh eh ele sai da caverna, ele descobre outra coisa que nossa ele não imaginava. Então, além da do orgulho, o orgulho muit das vezes ele é disfarçado pelo nosso medo também, né? Enfim. E Linda trouxe mais uma pergunta aqui para você, Thaago. Eh, ela coloca o
ssa ele não imaginava. Então, além da do orgulho, o orgulho muit das vezes ele é disfarçado pelo nosso medo também, né? Enfim. E Linda trouxe mais uma pergunta aqui para você, Thaago. Eh, ela coloca o seguinte: "A luz está lá, mas a cegueira nos impede de vê-la". Essa cegueira é devido ao nosso pouco esforço, Thago. Aí ela complementa ou seria questão de tempo, pois tudo tem seu tempo? Olha, Lina, eu diria que pode ser as duas coisas, melhor dizendo, pode ser uma coisa ou outra e pode ser as duas coisas, né? Pode ser uma questão eh eh de tempo, mas pode ser também uma uma porque isso demanda tempo, né? Eh, ninguém vai, isso é, gente, isso é uma jornada. Evolução é uma jornada que, nossa, nós, infelizmente, nós não temos condições de apurar quanto tempo demora da ignorância e a perfeição. Nós só sabemos que existe, né? Eh, eh, agora, por outro lado, podemos também muit das vezes eh muit das vezes estarmos um tanto quanto preguiçosos. não tá fazendo muitos esforços. A grande questão, gente, que o barato da vida é que Deus sempre provê tudo, inclusive e para nos tirar desse processo de inanição. E aí ele se utiliza de uma coisa chamada dor, que é muito ruim, mas que funciona, né? Que funciona. Eh, então, eh, eu, pode ser uma coisa ou outra e pode ser as duas coisas. Por que as duas coisas? Porque muit das vezes é um pouco de cada coisa, né? Não podemos ser apressados, mas também não podemos ser acomodados. Temos que encontrar o caminho do meio. Muito importante. A nossa querida Maria Cristina Casarote, que tá lá no Facebook nos assistindo, fez um comentário aqui, Thago, pensamos que os outros têm que pensar como nós. Às vezes penso nisso. Sim, sim, minha amiga, com certeza. É, é uma boa questão, gente. Ninguém tem que pensar como nós. Por quê? A a nós caminhamos da diversidade para uma unidade, gente. Para pensar, vamos pensar na criação. Não há um peixe igual, muito embora exista o cardo. Não existe uma folha igual, muito embora exista árvore, não existe, né, uma árvore igual, muito embora exista a
ara pensar, vamos pensar na criação. Não há um peixe igual, muito embora exista o cardo. Não existe uma folha igual, muito embora exista árvore, não existe, né, uma árvore igual, muito embora exista a floresta. E isso significa dizer que a vida ela ela está entre a diversidade e a unidade, né? As pessoas elas têm experiências muito diversas. Por isso que as grandes almas elas têm uma virtude que é fundamental, eh, que revela a grandeza delas, que é a tolerância. Todas as vezes que nós nos achamos superior, eh, tanto individualmente quanto coletivamente, ah, tal país é melhor que o outro, ah, tal cultura é melhor que a outra, tal, gente, isso é, me desculpe, mas uma tolic, né? Eh, eh, porque tudo, nós temos que ter isso em mente, tudo, né? Como antigamente todos os caminhos levam a Roma. Todos os caminhos levam a Deus, não é? Todos os caminhos. Claro que há o caminho da maldade, da ignorância, mas que como nós vimos na questão 793 aqui de O livro dos Espíritos, Deus tira do mal o bem. Vai chegar um momento que todas essas experiências elas são transformadas. Veja, Saulo matou Estevão e depois transformou no vaso escolhido, o campeão do evangelho. E aí, né? Então, muit das vezes, a pessoa que a gente tá julgando, que a gente acha que ela não sabe nada ou, enfim, às vezes é a pessoa que vai acender muito mais rápido do que nós, porque nós estamos preso à nossa vaidade, né? Enfim, então é fundamental ter essa compreensão, né? É, complementando o que o Walter tá falando aqui, todos somos livres no campo do pensamento. Sem dúvida nenhuma. Sem dúvida nenhuma. Então, Thago, chegamos ao final do nosso programa A Força do Espiritismo de hoje. Já te agradecendo pelo seu carinho, pela sua atenção com todos aqui, agradecendo a todos aí que estão no chat, que contribuíram, aqueles que estão aí só assistindo, que a gente espera que tenham absorvido bem o programa de hoje e nas próximos programas que se manifestem também, tragam também as questões, que é muito bom, né, fazer o estudo em conjunto. Já agradecendo a
gente espera que tenham absorvido bem o programa de hoje e nas próximos programas que se manifestem também, tragam também as questões, que é muito bom, né, fazer o estudo em conjunto. Já agradecendo a vocês, aguardando vocês na próxima quinta-feira na força do espiritismo. A gente não sabe se vai ser o Thago, né, se vai ser o Fabinho, mas com certeza vamos estar aqui com vocês agradecendo imensamente o carinho de todos. Fiquem com Deus, um bom final de semana para todos e até quinta-feira que vem. Tchau, Thaago. Tchau, pessoal. Pronto. Tchau. Tchau. O Espiritismo surgiu como uma ciência de investigação das relações do mundo espiritual com o mundo material. Allan Kardec, o sábio mestre lionês, se utilizou das luzes do seu tempo para iluminar o mundo invisível e aclarar uma realidade nova. Não mais véus e mistérios, sobrenatural e nada, mas uma perpétua continuidade entre os dois mundos. Pesquisando a mediunidade com lógica e razão, Allan Kardec pavimentou uma estrada segura entre o além túmulo e o plano físico, demonstrando que o espírito triunfa sobre a morte e que céu e inferno são apenas estados de consciência. É pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade espírita a se debruçar sobre o tema invisível, ciência investigativa como instrumento ético. O sexto congresso do espiritismo.net nos dias 27 e 28 de setembro de 2025 no Rio de Janeiro. Informações e inscrições no site www.espiritismo.net. espiritismo.net/congresso Congresso.
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