#14 Trabalho digno e crescimento econômico | Conscientização Ecológica

FEBtv Brasil 07/11/2025 (há 5 meses) 32:35 132 visualizações

🌟 Live Conscientização Ecológica 🌿 📅 Toda quinta-feira, às 19h30 (horário de Brasília). 💚 Tema desta semana: "Trabalho digno e crescimento econômico". ✨ Convidados especiais: Carol Abreu, Letícia Klein e Nara Mattos. Vamos juntos refletir sobre a importância da preservação ambiental sob a ótica espírita! 🌎💙 Não perca! Acesse FEB Lives no horário marcado e participe com suas dúvidas e reflexões. Acesse a playlist completa: https://febtv.live/playlist_conscientizacao_ecologica 🔔 Ative o l...

Transcrição

เฮ Uh. Boa noite, boas-vindas ao programa de conscientização ecológica da FEB. E bom dia, boa tarde, dependendo do horário que você esver vendo também. Eu sou Letícia, tô aqui hoje com a Náia Carol. Tudo bem, queridas? Boa noite. >> Boa noite. Tudo bem, Letícia? Tudo bem, Carol? >> Boa noite, pessoal. Boa noite, Letícia. Boa noite, Nara. Muito feliz de estar aqui. >> Nós somos da equipe de facilitação da campanha e hoje a gente vai falar sobre o ODS8, objetivo de desenvolvimento sustentável, que fala sobre sobre trabalho digno e desenvolvimento econômico, crescimento econômico. Esse ODS, especificamente, busca promover o crescimento econômico inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todas as pessoas. Fernandinha, coloca pra gente a imagem dele, por favor. Ele tem essa carinha aqui. E antes da gente começar então nossa conversa, a gente pede como sempre que vocês comentem, compartilhem essa live no WhatsApp, nas redes sociais, coloca no chat o que que você tá achando do conteúdo e também a resposta pra seguinte pergunta: se o trabalho é uma lei divina, o que será que Deus espera de cada um de nós? como trabalhadores da criação. Olha que essa essa dá pano paraa manga, né? É uma pergunta muito boa essa. Então, a gente vai começar falando hoje sobre o desenvolvimento econômico. A forma mais clássica que existe eh na sociedade de uma forma geral para se medir crescimento econômico é o PIB, o produto interno bruto, né? Ele é uma um valor de mercado de todos os bens e serviços produzidos dentro de um país durante o período de um ano. Eh, em diversos países do mundo, o PIB ele tem aumentado nas últimas décadas. Eh, até se espera que o PIB sempre aumenta, né, do ponto de vista da economia. Só que ele também tem aumentado junto com o crescimento do PIB, tem aumentado o número de crimes, o o a questão da poluição, as doenças. E esses números eles ficam um pouco mascarados no cálculo do PIB, porque o produto interno bruto, o cálculo dessa medida ignora os custos ambientais e

de crimes, o o a questão da poluição, as doenças. E esses números eles ficam um pouco mascarados no cálculo do PIB, porque o produto interno bruto, o cálculo dessa medida ignora os custos ambientais e sociais. O que tá no PIB são os gastos que uma sociedade tem, ou seja, o fluxo de dinheiro, sem considerar o destino desse dinheiro e por que ele tá sendo gasto. Então, mais gastos de saúde, por exemplo, independente das causas dessa saúde, pode ser mais poluição, eh, por exemplo, vão gerar um aumento no PIB. Então, necessariamente, não necessariamente um aumento no PIB quer dizer exclusivamente coisas boas. E é por isso que outras medidas eh começaram a surgir, né? Eh, que não dê tanta prioridade assim aos índices puramente econômicos, mas que também incluam índices sociais e ambientais. Eh, alguns desses índices são, eh, tem o genuine progress index, tem o índice de saúde social fordão, o índice de desenvolvimento humano e o índice de felicidade interna bruta, que inclusive é usado no botão o país asiático para medir. Eles não têm o PIB, né? Eles têm o índice de felicidade interna que contempla questões sociais, questões ambientais, que é o que deveria acontecer, né? Porque a gente não é só feito de ã de capital, né, dessa ideia de girar a vida em torno puramente do dinheiro e de tudo o que está aliado a essa visão. Esses outros índices, eles consideram indicadores ecológicos, culturais, econômicos e sociais para avaliar o progresso da humanidade. Então, conforme a humanidade avança, existem vários pilares para esse avanço, né? a gente não pode considerar só questão financeira como um pilar, todo o restante também deveria ser incluído. E é isso que esses índices propõem, essa inclusão integral da sociedade, né? Então, o que que tem acontecido? O foco da economia, ele está gradualmente mudando, ou assim deveria, do crescimento exclusivamente econômico, com foco em quantidade, em dinheiro, em valor monetário, para um desenvolvimento que considere tanto as pessoas quanto o

radualmente mudando, ou assim deveria, do crescimento exclusivamente econômico, com foco em quantidade, em dinheiro, em valor monetário, para um desenvolvimento que considere tanto as pessoas quanto o meio ambiente. E aí, nessa linha tem ganhado força eh um em diversos lugares do mundo um modelo de economia chamado economia donut, que é uma alternativa ao modelo econômico de crescimento que é vigente na maior parte do mundo de crescimento a qualquer custo. Essa economia donet, ela foi proposta por professora e pesquisadora da Universidade de Oxford, a economista Kate Rawworth. E esse modelo ele prevê como um don, né, uma rosquinha. Então ele prevê um alicerce social de direitos humanos, que seria o círculo do meio, e um teto ecológico de limites planetários, que seria o círculo externo, que criam os limites internos e externos do Donut. Então, a sociedade deveria operar dentro desses limites para que todos tenham prosperidade e um ambiente saudável, né? Eh, a economia dono te fala muito sobre pessoas, mas a gente precisa também incluir a questão dos animais, dos vegetais, né, dos outros seres vivos além da gente. E aí, quando a gente fala de desenvolvimento econômico, a gente tá falando, claro, sobre trabalho, que é o outro pilar desse ODS. Carol, você fala um pouquinho pra gente sobre isso, por favor. Claro. Eh, é interessante, né? Falando sobre o que você falou, Letícia, sobre crescimento, eh, tem um ditado que diz que crescimento por crescimento é a mentalidade da célula cancerígena, né? A gente tem que olhar para alguma coisa, a gente tá crescendo para quê? Tem que tá bom pra gente, tem que tá bom pro pro planeta. Exat. >> Falando de trabalho, eh, é interessante a gente fazer essa distinção que o que que é emprego e o que que é trabalho, porque todo emprego é um trabalho, mas nem todo trabalho é um emprego. Emprego é definido como uma atividade laboral com intuito de obter renda. E essa ODS, a ONU olha só pro emprego, ou seja, eh tem o objetivo ter o emprego pleno, ou

mas nem todo trabalho é um emprego. Emprego é definido como uma atividade laboral com intuito de obter renda. E essa ODS, a ONU olha só pro emprego, ou seja, eh tem o objetivo ter o emprego pleno, ou seja, todos os habitantes do nosso planeta teriam uma atividade que lhe proporcionassem uma renda necessária para suprir as suas necessidades. Mas quando a gente fala de emprego, a gente pensa nesse vínculo formal. a gente pensa em remuneração, eh, jornada de trabalho definida, carteira assinada, mas a gente sabe muito bem que a gente tem várias outras dimensões de trabalho. Então, cuidar dos filhos, cuidar de idosos, eh pessoas enfermas, fazer toda a manutenção doméstica, cuidar dos vizinhos, ajudar a sua comunidade, tudo isso também é trabalho. E aí entra o que eles chamam de economia do cuidado. O que que seria isso? são atividades que são essenciais paraa vida social, paraa nossa vida em sociedade. Eh, e mas nem sempre são contabilizadas como emprego. E isso é importante porque quase 76,5% de todo o trabalho de cuidado que é feito no planeta são feito pelas mulheres. Elas são responsáveis pela maior parte desse cuidado não remunerado no mundo. E tem uns economistas que fazem umas estimativas. A Organização Internacional do Trabalho estima que se fosse pagar todo esse trabalho não remunerado de cuidar das crianças, cuidar do lar, cuidar da família, a gente já tá falando de mais ou menos 11 trilhões de dólares por ano, cerca de 9% do PIB global. Então assim, é muito trabalho e é um trabalho que não tem sido remunerado. E outro ponto importante quando a gente fala de trabalho decente é a gente falar de desigualdade. Por quê? a gente vivencia esse desenvolvimento tecnológico. A gente criou ferramentas, tecnologias, aumentou produtividade, a gente se comunica com mais facilidade, as distâncias do planeta se diminuíram e a gente vê que a nossa produtividade aumentou muito e o lucro das empresas também aumentou muito, mas o que os estudos mostram é que esse crescimento

cilidade, as distâncias do planeta se diminuíram e a gente vê que a nossa produtividade aumentou muito e o lucro das empresas também aumentou muito, mas o que os estudos mostram é que esse crescimento das empresas não se converteu num crescimento dos rendimentos da classe trabalhadora. Então, um estudo americano da Economic Policy Institute, ela fala que em 40 anos de 73, 1973 a 2013, a produtividade das empresas subiu 74%, enquanto os rendimentos dos trabalhadores subiram apenas 9%. Então, há um iato, um um distanciamento entre a gente tá sempre produzindo mais, a gente tá o tempo todo com celular prestando atenção, mas isso não tem se revertido para benefícios nosso como sociedade, eh, pros trabalhadores. Então, a gente tem que pensar também nessa dimensão ética. eh preciso partilhar eh esses lucros de uma forma mais digna, reconhecer a importância desse trabalhador. E e essa desigualdade ela aparece em várias funções, em vários setores, porque por exemplo, como a gente tá vendo aí projetados os funcionários de frigoríficos e matadouros, ele tem altos índices de lesões eh documentados vários problemas psicológicos, transtornos desenvolvidos, aumento da violência até a violência familiar. Então é uma uma profissão que ela é muito precarizada e aí a gente não pensa nessas pessoas, nesses trabalhadores, porque a gente precisa que alguém faça o ideal. A gente pode até repensar esse sistema, mas hoje alguém tem que fazer esse trabalho, a gente não pensa nesses trabalhadores. E aí tem uma série de outros problemas que essa ODS pode nos trazer. Então, quando a gente fala de trabalho, a gente pode pensar em desigualdade salarial entre homens e mulheres, que ainda é uma realidade, eh, trabalho infantil que é que deve ser condenado, assim como o trabalho análogo à escravidão. Eh, essas são algumas coisas que a gente já comentou em ODSs anteriores, mas que a gente também fixa um pouco nesse ODS. Eh, mas assim, o espiritismo traz um outro olhar para essas questões que a gente tá falando. Letícia, que que você

gente já comentou em ODSs anteriores, mas que a gente também fixa um pouco nesse ODS. Eh, mas assim, o espiritismo traz um outro olhar para essas questões que a gente tá falando. Letícia, que que você acha sobre isso? >> Isso mesmo, o espiritismo, ele vai ampliar a ideia de trabalho para além das condições materiais, né, incluindo propósito, ética, solidariedade e utilidade social. Então, qual que é o nosso papel na sociedade, né? Eh, o espírito de verdade define a lei do trabalho como uma das leis morais, uma atividade de cocriação com Deus. Tá? Inclusive na pergunta 674 de o livro dos espíritos, em que Kardec questiona se a necessidade do trabalho é uma lei da natureza. E os espíritos respondem que sim e por ser uma lei da natureza é uma necessidade, né? E como resultado do nosso trabalho é que a gente produz o que é necessário para atender as nossas necessidades no dia a dia, em termos individuais, pessoais, coletivos, né, sociais, enfim. E durante esse processo de aprendizagem, de aperfeiçoamento do trabalho, a gente vai desenvolvendo a nossa inteligência. Na questão 685, na parte da explicação, Kardec vai comentar o seguinte: "Não basta se diga ao homem que lhe ocorre o dever de trabalhar. É preciso que aquele que tem de prover a sua existência por meio do trabalho encontre em que se ocupar, o que nem sempre acontece. Quando se generaliza, a suspensão do trabalho assume as proporções de um flagelo qual a miséria. Então ele diz que sim, o trabalho ele é necessário e que não faz bem nem a pessoa fisicamente, mentalmente, nem a sociedade, a questão de ficar sem trabalhar, sem exercer alguma atividade útil. E aqui a gente pensa naquelas questões que a Corol comentou antes, não é só o trabalho profissional, são todas as dimensões do trabalho. Então aqui, eh, o que tá sendo criticado é a postura da omissão, né? Não fazer absolutamente nada para o bem-estar dos que estão à nossa volta, né, Nara? Entrando nessa questão do trabalho, mais aprofundamente assim sobre eh as vertentes do trabalho, quais

omissão, né? Não fazer absolutamente nada para o bem-estar dos que estão à nossa volta, né, Nara? Entrando nessa questão do trabalho, mais aprofundamente assim sobre eh as vertentes do trabalho, quais que elas são? >> Olha, então, ouvindo vocês falar sobre trabalho, me veio a questão que o todo trabalho feito com amor, ele é mais prazeroso, né, meninas? Tão importante isso, né? o amor e o cuidado. Então ali nas formas de trabalho útil, segundo o livro dos espíritos, a questão 675, o espírito trabalha assim como corpo. Toda culpação útil é trabalho. Entre os tipos de trabalho temos então o trabalho espiritual. Allan Kardec, comentando a questão 685 de O livro dos Espíritos, esclareceu que a educação moral é o elemento faltante na economia que permitirá ao ser humano incorporar ao mundo hábitos de ordem e de previdência, com inuto de intuito de alcançar o bem-estar e a segurança de todos neste planeta. Então, este processo de autoeducação moral ocorre mediante o exercício diário do conhecimento de si mesmo. Deveríamos dedicar todos os dias um tempo para esse trabalho de autoconhecimento. Também temos aí o trabalho de educação dos filhos, né? Eh, devemos seguir os ensinamentos de Pestalose, o professor de Allan Kardec, que se preocupava com o equilíbrio que deveria existir na educação das crianças. Pestalose estabeleceu três princípios básicos para a educação. A educação do coração, a educação da inteligência e a educação das mãos, que são os pilares que usamos na nossa campanha de conscientização ecológica, né? Inclusive também temos o trabalho voluntário, né? Este sim, né? O trabalho voluntário que a gente sabe que ele realizado com amor, com com vontade, né? Porque é um trabalho que a gente não tem remuneração, né? Sem remuneração econômica. Então, por uma causa, por uma causa causa nobre. Então, dados da última pesquisa de voluntariado no Brasil feita pelo desenvolvendo o investimento social IDES. E a data Folha realizada em 2021 mostrou que mais de 55 milhões de brasileiros fazem trabalho

o, dados da última pesquisa de voluntariado no Brasil feita pelo desenvolvendo o investimento social IDES. E a data Folha realizada em 2021 mostrou que mais de 55 milhões de brasileiros fazem trabalho voluntário. O estúdio é feito a cada 10 anos e mostrou que 56% da população adulta disse fazer ou já ter feito alguma atividade de voluntária na vida. Olha que bacana isso, né? E isso é de encher os olhos e enche os corações, né? E este trabalho desse voluntariado, ele se trabalha no setor, no terceiro setor, né? Estima-se que existem existam mais de 40 mil organizações não governamentais, internacionais e várias milhões de ONGs locais trabalhando espalhadas pelo mundo, com objetivo de melhorar a condição social, econômica, ambiental e espiritual da sociedade. Nessa zombie, nós podemos citar, gurias, os clubes de, os lions, então várias nes instituições, né, que eles fazem um trabalho voluntariado muito bonito, né? O mercado de organizações do terceiro setor, que inclui essas ONGs, fundações, associações e cooperativas, deve movimentar 443, bilhões adicionais até 2029. Segundo o relatório da NGOs and Charable organizações, ã, o Brasil possui mais de 897.000 organizações da sociedade civil ativas. segundo o mapa das organizações da sociedade civil de 2024. Então tem muitos trabalhando, né, com amor, porque um trabalho voluntário ele tem que ser uma trabalho com amor, com dedicação, né, com o tempo, né, dispendido nessa nessa atividade, né, e a gente que trabalha no movimento espírita, bom, é majoritariamente um trabalho voluntário, assim como muitas instituições religiosas, né, fazem esse trabalho voluntário, assim que leva benefícios para muitas pessoas, não só na questão religiosa em si, mas toda a questão da assistência, né, do engajamento profissional, de ajudar na preparação, na capacitação. Então, é um trabalho que é muito bonito, que movimenta várias, acaba movimentando vários setores, né, da economia mesmo. Por isso que até isso se coloca um número, né? Porque é um

ção, na capacitação. Então, é um trabalho que é muito bonito, que movimenta várias, acaba movimentando vários setores, né, da economia mesmo. Por isso que até isso se coloca um número, né? Porque é um trabalho que às vezes a gente não vê, que não é palpável porque não tá registrado o salário de ninguém, né, numa folha de pagamento, mas que gera muitos benefícios. Sim, >> assim, ninguém entre aspas, né? Porque as ONGs, as fundações têm o seu corpo profissional registrado, né? Mas além deles existem uma série de eh trabalhadores voluntários que querem contribuir paraa causa. Mas aí por fim, agora sim, a gente entra no profissional. >> Pois é. Vou aproveitar para dar boa noite pro pessoal que eu que eu tô vendo que tá comentando aí no chat. Gente, quando a gente pensa em trabalho, a gente pensa em trabalho profissional, né? A gente pensa na nossa atividade eh principal. Eh, e geralmente para muitas pessoas o trabalho ele dá o sentido à vida. Isso isso gente vem lá de da Gênesis que diz que com o suó do teu corpo você vai comprar o seu pão, você vai conseguir o seu pão. Ou seja, quando a gente fala que o trabalho dignifica o homem, já tem uma herança, inclusive cristã que que nos traz esse esse sentimento. Mas, eh, tem alguns fatores pra gente pensar. Eu quero que todo mundo agora reflita no próprio trabalho profissional, porque assim, a gente precisa verificar o propósito do nosso trabalho, se é um um trabalho que é útil à sociedade, se eu tenho se eu sinto que eu tenho autonomia no meu trabalho para tomar as decisões, se eu me sinto eficiente, se é um trabalho que me deixa feliz, que me dá prazer, que é divertido, que o dia passa e a gente nem vê, se me proporciona algum tipo de emoção positiva, se eu tenho um ambiente que é um ambiente de compartilhar, de crescimento, de colaboração, que eu tenho amigos eh no meu ambiente de trabalho. Mas do ponto de vista da dignidade, a gente precisa garantir que eu tenho uma remuneração justa, que eu tenho um trabalho que me fornece eh um pagamento em dia, se eu

s eh no meu ambiente de trabalho. Mas do ponto de vista da dignidade, a gente precisa garantir que eu tenho uma remuneração justa, que eu tenho um trabalho que me fornece eh um pagamento em dia, se eu tenho uma segurança, um ambiente de trabalho seguro, se eu tenho a segurança de que eu vou receber, isso também tá na dimensão dessa ODS. A gente também tem que pensar em termos de de direitos e de liberdade. Ou seja, eu tenho uma carga horária razoável que me permite viver uma vida digna e e viver além do trabalho. Eu tenho a algum tipo de proteção, eh, proteção que pode ser sindical ou proteção contra assédios, discriminações. tem um ambiente de igualdade, de oportunidade, de tratamento nesse lugar onde onde eu trabalho. Eh, pensando em bem-estar, eu tenho uma possibilidade de crescimento profissional, pessoal. eu consigo organizar minha vida junto com o trabalho, tem algum tipo de de flexibilidade, eh, eu consigo combater práticas irregulares, então, trabalho forçado, eh, hora extra que não não se paga, até chegar no nos casos mais extremos de escravidão moderna, de tráfico de pessoas, de trabalho infantil. Isso tudo tá nessa nessa definição. Então, eh é importante lembrar que o espiritismo fala que o trabalho reminorado ou não é sempre veículo de renovação, processo dignificante, em cujo exercício o homem se eleva, elevando a humanidade com ele. Então, Joana deângeles nos faz esse convite pra gente fazer essas reflexões e pensar principalmente sobre os limites do trabalho. Então, a gente sabe que a gente cresce e progride com o trabalho, mas é importante lembrar que o espírito de verdade na lei de trabalho também estabelece na pergunta 682 que o repouso faz parte da lei de trabalho. Ou seja, ele pergunta: "É uma necessidade da da para todo aquele que trabalha o repouso?" O repouso também é da lei da natureza. O espírito de verdade fala, sem dúvida, o repouso serve paraa reparação das forças do corpo e também é necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, a fim de que se eleve

da natureza. O espírito de verdade fala, sem dúvida, o repouso serve paraa reparação das forças do corpo e também é necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, a fim de que se eleve acima da matéria. Olha que interessante. Se a gente fica preso excessivamente nas coisas materiais, na na prática eh do nosso dia a dia, às vezes a gente esquece de refletir, de parar e de até elevar a consciência, elevar o nosso pensamento. E a gente precisa de um tempo para isso. Às vezes a gente não consegue fazer essas reflexões porque a correria do dia a dia, da nossa rotina tá tudo tão eh acelerado que a gente não tem tempo nem de refletir sobre as coisas que estão acontecendo conosco. Então é muito importante a gente demarcar que para ser, pra lei de trabalho ser isso que dignifica o homem, é preciso que seja um trabalho digno. Então, é preciso que tenha limites para esse trabalho, que eu tenho tempo para existir, para cuidar dos meus filhos, para viver fora do ambiente laboral, para eu aprender coisas novas, para eu cuidar de mim, cuidar da minha saúde, cuidar do planeta, aprender coisas novas, me divertir, refletir. Eh, eu preciso de tempo. E a gente sabe que no mundo de hoje tá faltando é tempo, né, gente, para pra gente conseguir. Eh, a gente tem jornadas de trabalho muito extenuantes, então faz, é muito importante que a gente pense também no, nesses horários de repouso, eh, pra gente conseguir refletir sobre essa ODS. Mas tem algumas coisinhas que a gente pode fazer mais práticas, né, Nara? >> Isso. Isso mesmo, meninas. Olha só, incluir, podemos incluir na nossa rotina diária um tempo de descanso adequado. Inclu o tema do trabalho e da dignidade humana nos estudos do Centro Espírita. Procure saber onde foi fabricado e que tipo de trabalho foi empregado para produzir o que você está consumindo. Então isso é importante, né? A gente que tem esse cuidado com o meio, nosso meio ambiente, a gente precisa ter esse olhar para quando a gente adquirir um algum produto com consumo, se realmente aquilo

Então isso é importante, né? A gente que tem esse cuidado com o meio, nosso meio ambiente, a gente precisa ter esse olhar para quando a gente adquirir um algum produto com consumo, se realmente aquilo é necessário, né? Então, incentive também a capacitação e autonomia. Incluas de assistência social a capacitação profissionalizante dos assistidos e apoia a economia do cuidado. Olha só o que é a economia do cuidado. Reconheça e valorize o trabalho de quem cuida. Então, as mães, cuidadoras, trabalhadoras da saúde, educação e assistência. Então, seja oferecendo apoio, visibilidade ou compartilhando responsabilidades. São tarefas nes, né? São muitas, mas são um pequeno pequenas coisas que a gente pode fazer diferente. >> E o interessante, já caminhando, gente, paraa conclusão da dessa desse bate-papo que a gente tá tendo hoje à noite, é que a gente faça alguns questionamentos eh tanto na casa espírita quanto em relação à nossa vida, pra gente refletir um pouco. Então, assim, a gente vai soltar umas perguntas, eu espero que a gente consiga pensar nelas ao longo da dessa semana. Então, dentro da minha esfera de atuação, eu consigo fazer alguma coisa para contribuir nessa geração de emprego ou pensando em outros tipos de trabalho, quando é que eu vou começar o meu próprio trabalho de autoconhecimento e algumas pra gente pensar se a gente tá equilibrado ou não. Então, trabalhar demais é virtude ou é um desequilíbrio? Como é que eu consigo conciliar a produtividade que me exigem com a dignidade que eu preciso ter? Eh, outra coisa, o seu trabalho apenas ocupa o seu tempo ou é um trabalho que te transforma? Transforma o mundo, transforma o planeta? E por fim, será que a gente já parou para pensar eh se o meu trabalho, o trabalho que a gente desenvolve em qualquer esfera que seja, contribui pro equilíbrio? paraa lei de progresso do planeta ou apenas pro meu sustento material. Eu acho que essa é uma reflexão que a gente pode cada um eh fazer e é bem rica, >> com certeza. E dessa vez a gente trouxe

íbrio? paraa lei de progresso do planeta ou apenas pro meu sustento material. Eu acho que essa é uma reflexão que a gente pode cada um eh fazer e é bem rica, >> com certeza. E dessa vez a gente trouxe algumas recomendações de leitura além do livro que serve sempre de base pra gente, né, que é o desenvolvimento sustentável, papel dos espíritas na agenda 2030, que vão pouco além do espiritismo e que vão explicar esse alguns conceitos que a gente trouxe hoje aqui, né? trabalho além do profissional, a questão eh das jornadas excessivas, como que a pandemia influenciou na forma como a gente trabalha hoje. Então, a gente recomenda aqui três leituras. O primeiro é a Sociedade do cansaço do filósofo sulcoreano. Eh, eu não sei pronunciar o nome dele, gente, é Ban. Tá escrito aqui. >> Tô lendo aqui, viu, pessoal? Ó, >> esse esse é bom. É pequenininho, mas é dá é dá para pensar bastante. >> Pois é. Ele descreve nesse livro uma sociedade contemporânea marcada pelo excesso de positividade e pela pressão autoimposta por desempenho e produtividade. Então ele vai fazer uma crítica essa questão da sociedade que tá sempre trabalhando, então a gente tá sempre cansado, né? Eh, tem também a vida não é útil do Aíton Crenac no sentido de, né, dessa utilidade, a gente tem que tá sempre produzindo. Então, ele vai fazer uma crítica também aos modos vigentes de economia, produção e consumo. E por fim, tem o Domênico de Masi, que fala sobre o trabalho no século XX, fadiga ócio e criatividade na sociedade pós-industrial. Ele ficou famoso com um livro na década de 90 chamado Óscio Criativo, eh, no que é um conceito que ele criou para descrever como o ócio, né, ou seja, o descanso longe de ser negativo, é um fator que estimula a criatividade pessoal. E a criatividade a gente negligencia, mas ela é fundamental eh para própria questão do propósito humano, né? E a gente tá sempre criando e não se dá conta disso. A criatividade ela não é algo que precisa, que que é que é inato, né? Ah, não, eu tenho que

mental eh para própria questão do propósito humano, né? E a gente tá sempre criando e não se dá conta disso. A criatividade ela não é algo que precisa, que que é que é inato, né? Ah, não, eu tenho que nascer com criatividade, senão eu não sou criativo. Quanto mais a gente vivencia a vida, experiencia a vida, a gente vai fazendo conexões, né? E quando a gente faz essas conexões, a gente tá usando da criatividade, né? Então, quando a gente cria um alimento novo, quando a gente cria uma brincadeira com os filhos, a gente tá exercendo essa criatividade, né? e ela é fundamental para esse respiro, esse ânimo, eh, da nossa vida cotidiana, além do daquela estrutura maçante, né, casa, trabalho, trabalho, casa. Então, fica aqui essas três recomendações. Eh, tem também o nosso site onde tem muito material sobre como praticar a a conscientização ecológica nas nossas vidas, no centro espírita. A gente agradece muito a participação eh das pessoas que comentaram. Teve vários comentários aqui. Eh, >> tem um que eu achei genial, a Mari Joli, desculpa se eu pronunciei errado. Ela falou que, infelizmente vivemos em uma sociedade de desigualdade em todos os níveis. Muitas vezes você precisa se desdobrar para complementar sua renda, mesmo tendo todos os conhecimentos que estão sendo abordado. Mas e essa é realmente um algo que a gente vê que é bastante difundido. Todo mundo sente um pouco isso, né? A gente tem que lutar pela nossa dignidade material. Será que a gente não pode pensar como mudar a sociedade? Eh, usar o espiritismo como essa ferramenta de progresso para mudar essas estruturas? Eu acho que a gente tem que ser corajoso de tentar dar esses grandes passos estruturais, mas de fato é bem difícil. >> Exatamente. E por mais que a gente mude individualmente, a sociedade como um todo só vai mudar a partir de infraestrutura, né, ou de estruturas político-econômicas que permitam uma mudança em massa, né? Então sim, a gente precisa trabalhar para essa mudança social também, não só individual, né?

a partir de infraestrutura, né, ou de estruturas político-econômicas que permitam uma mudança em massa, né? Então sim, a gente precisa trabalhar para essa mudança social também, não só individual, né? Não só nossa reforma íntima. Então, esse foi o nosso programa de hoje. Muito obrigada pela sua participação, por estar aqui com a gente. Semana que vem tem mais, vai ser sobre o ODS9, indústria, inovação e infraestruturas, que é uma continuação do ODS8. São temas bem relacionados. Então, a gente espera você na semana que vem. Boa noite. Tchau. Boa noite, pessoal. Até semana que vem.

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