#08 Fome zero e agricultura sustentável | Conscientização Ecológica

FEBtv Brasil 26/09/2025 (há 7 meses) 32:08 116 visualizações

🌟 Live Conscientização Ecológica 🌿 📅 Toda quinta-feira, às 19h30 (horário de Brasília). 💚 Tema desta semana: "Fome zero e agricultura sustentável". ✨ Convidados especiais: Carol Abreu, Letícia Klein e Patrícia Cunha. Vamos juntos refletir sobre a importância da preservação ambiental sob a ótica espírita! 🌎💙 Não perca! Acesse FEB Lives no horário marcado e participe com suas dúvidas e reflexões. Acesse a playlist completa: https://febtv.live/playlist_conscientizacao_ecologica 🔔 Ative o l...

Transcrição

เฮ Boa noite, boas-vindas ao programa da campanha espírita permanente de consciênciaológica. Hoje estamos Patrícia, Carol. Tudo bem com vocês? >> Tudo bem, Letícia. Oi, Patrícia. Muito bom estar com vocês mais uma semana. >> Sim, muito bom. Pat, só liga teu microfone aí. é que diz que eles são muitos microfone. Obrigado. Boa noite, meninas Letícia. Carol, boa noite a todos. >> Boa noite, quem nos assiste. Eh, olá, boa noite, bom dia, boa tarde para quem vai nos assistir depois. A Ivani já tá aqui com a gente. Boa noite, Ivanir. Eh, hoje nós vamos falar sobre o segundo ODS, que é fome zero e agricultura sustentável. Esse ODS busca acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável. Fernandinha, consegue compartilhar com a gente? O que a gente precisa entender, que é bem importante até do ponto de vista espírita, é que o nosso corpo físico ele precisa de uma boa alimentação. é, sem uma boimentação, sem exercícios físicos, sem uma boa rotina, inclusive questão de saúde mental, todos esses esse conjunto ele promove a saúde que a gente precisa pra gente cumprir o nosso planejamento reencarnatório, né? Na nossa condição atual de seres reencarnantes, a gente precisa de um corpo com saúde pra gente conseguir fazer tudo que a gente se planejou, né? Eh, só que o que que acontece? A falta de acesso regular e permanente à alimentação em qualidade e quantidade adequadas leva à insegurança alimentar e isso compromete a continuidade da vida no corpo. Eh, como diz o Carlos Rolando Vilarraga no livro Desenvolvimento Sustentável, Papel dos Espíritas na Agenda 2030, que é um livro que a gente usa de base aqui nos programas sobre os ODS. Quando a gente fala de insegurança alimentar, a gente fala de três níveis. tem a insegurança alimentar leve, que é quando existe alguma preocupação na rotina daquela pessoa ou daquela família com a quantidade ou a qualidade dos alimentos disponíveis. Existe também a insegurança alimentar moderada, que é uma restrição contínua

e alguma preocupação na rotina daquela pessoa ou daquela família com a quantidade ou a qualidade dos alimentos disponíveis. Existe também a insegurança alimentar moderada, que é uma restrição contínua na quantidade de alimento. Então, a pessoa sempre come menos do que deveria. E existem também as pessoas que sofrem com insegurança alimentar grave, que é quando elas passam por privação, elas não tem o que comer. E isso pode chegar a um quadro de fome, né, quando a pessoa não tem o que comer por um longo período. Eh, numa sociedade organizada, segundo a lei de Jesus Cristo, ninguém deve morrer de fome. Essa frase tá no livro dos espíritos, na questão 930. Em 2024, no ano passado, 673 milhões de pessoas passaram fome. Essa é uma média que é calculada eh pela Organização das Nações Unidas. E todos os anos cerca de 3 milhões de crianças morrem no morrem, mas mais de 190 milhões de crianças sofrem com a desnutrição e em algum nível em algum momento da sua infância. Esse é um quadro muito triste, né, Carol? >> Não é é muito difícil. E assim, dando um passo para trás para entender dessa insegurança alimentar que coloca essas pessoas numa situação tão vulnerável. Eu como brasileira, às vezes a gente, principalmente aqui no Brasil, que a gente vê fartura de alimentos, fartura de terra, abundância, variedade, eh, às vezes a gente esquece que tem tanta gente assim passando fome no no mundo. Mas uma pergunta que a gente precisa fazer é: falta alimento para essas pessoas? Porque na verdade não, se a gente pega os resultados das balanças comerciais, a quantidade de alimentos que é produzida no mundo é suficiente para alimentar todos os seres humanos da Terra. E aí fica uma pergunta, né? Se é assim, se a gente produz o suficiente para alimentar todo mundo, por que que ainda tem gente passando fome? Porque que ainda 1/3 do planeta tá sujeito a essas essas inseguranças alimentares e e fome, na verdade? E aí eu sempre lembro dessa pergunta que é a que a gente projetou aí, que é a pergunta 705 do livro dos

que ainda 1/3 do planeta tá sujeito a essas essas inseguranças alimentares e e fome, na verdade? E aí eu sempre lembro dessa pergunta que é a que a gente projetou aí, que é a pergunta 705 do livro dos espíritos. Kardec já já pergunta pro espírito de verdade, né? Por que a Terra nem sempre produz bastante para fornecer o necessário ao homem? Ou seja, Kardec fome no porque nem por que que não produz o bastante? E aí a resposta dos espíritos é fenomenal, porque ele coloca que é que o homem a negligencia, é ingrato e, no entanto, é ela uma excelente mãe. Frequentemente, ele ainda acusa natureza pelas consequências da sua própria imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário se o homem soubesse contentar-se. Se ela não supre a todas as necessidades, é porque o homem prega no suérflo o que se destina ao ao necessário. Gente, essa pergunta não podia ser mais clara. Eh, estamos, a gente sofre hoje, vários eh irmãos nossos encarnados sofrem de fome por causa do nosso egoísmo, por causa da nossa imperícia, da nossa imprevidência. E quando a gente para para pensar, ou seja, a gente tá vendo essa essa explicação do ponto de vista espiritual, ou seja, tem muito do nosso egoísmo, mas quando a gente pensa de um ponto de vista mais da vida material, a gente entende que essa escassez ela resulta de problemas no nosso sistema econômico, sistema socioeconômico, como a gente tem se organizado como sociedade. E aí isso, gente, deriva uma série de problemas, porque eh o primeiro é que eu produzo alimentos como produtos, ou seja, eu exploro indiscriminadamente eh esse a natureza, esses vegetais, os as vidas animais, os recursos naturais e mesmo assim isso não é o suficiente, gente. Hoje 1/3 do que é produzido, 1/3 ele é desperdiçado. 1/3 de tudo que é produzido não chega na mesa de de alguém. E isso é tá muito alinhado com o que a gente falou na semana passada do ODS anterior, que é o relativo à pobreza. Então essa desigualdade gera efeitos nas pessoas, ou seja, tem

a na mesa de de alguém. E isso é tá muito alinhado com o que a gente falou na semana passada do ODS anterior, que é o relativo à pobreza. Então essa desigualdade gera efeitos nas pessoas, ou seja, tem pessoas com fome e gera muitos efeitos pro planeta. Então eu tenho devastação, devastação de floresta, desmatamento, destruição do solo, eh contaminação da água, sofrimento animal, mudanças climáticas, isso tá tudo associado a esse panorama, né? Mas o que a gente tem que saber é que não é o único caminho. Então a gente já tem alternativas, o que o ODS coloca como agricultura sustentável. A gente tem práticas agroflorestais que são mais respeitosas, que trabalham e respeitam a biodiversidade, respeitam o ciclo da natureza, não usam veneno, os agrotóxicos que a gente fala tanto hoje em dia, né, e e estão mais em harmonia com o ecossistema. E aí a segunda visão que eu queria eh trazer é que além desse ponto de vista eh mais prático da vida material, a gente tem uma visão um pouco mais paradigmática, que é como a gente enxerga a natureza. Então hoje, se a gente tem a visão da natureza, dos animais e dos vegetais como recursos, ou seja, da vida como um mercadoria e não como uma criatura o criada por Deus, essa loja lógica transforma esse alimento numa mercadoria, num produto, numa commodity. E e até o termo commodity é interessante, né? Porque é uma mercadoria primária que deve ser homogenizada para ser distribuída no mundo inteiro. Então, se eu tenho qualquer variabilidade, eu tenho uma cenoura um pouquinho mais diferente, ela já não serve pro mercado internacional, eu já descarto, sendo que ela é propriamente eh útil para pra nossa alimentação. Então, uma reflexão que eu proponho agora pr pra nossa discussão é enquanto o que que a gente entende por alimento, porque enquanto a gente enxergar a comida como um produto de uma prateleira ou sem relação e conexão com a vida, com a criação divina, a gente vai perpetuar esse ciclo de destruição do ambiente, das vidas e de desigualdade.

enxergar a comida como um produto de uma prateleira ou sem relação e conexão com a vida, com a criação divina, a gente vai perpetuar esse ciclo de destruição do ambiente, das vidas e de desigualdade. E e talvez a gente até nós próprios repensarmos essa noção de alimento seja um caminho pra gente chegar num uma agricultura mais respeitosa, mais justa e mais em sintonia com as leis divinas. Não sei se se eu falei demais, Patrícia, mas o que que você acha disso? >> Olha, eu acho de isso tudo que você falou, Carol, e mais uma porção de coisa, é o que nós estávamos conversando antes nos bastidores, que assunto complexo, né? A gente vai colocar aqui a ponta do iceberg, porque a fome ela tá conectada com tantas coisas que a gente não pode nem imaginar. Por exemplo, você tava falando do que é plantado na terra. A nossa terra tá produzindo para quem? Então, se a gente olhar aqui esses dados, a gente vai ver que para consumo humano no mundo, só 40% é utilizado para alimentar os seres humanos e 53% é ração para alimentar animais. como você falou, tem uma vida de sofrimento, são tratado como produtos e alimentam a poucas pessoas. Então, nós estamos retirando o que a Terra produz e poderia estar alimentando seres humanos para uma produção desnecessária de animais para consumo de alguns humanos. Olha, no Brasil, gente, 79% do que a gente planta não é para consumo humano. A soja que a gente planta, um alimento riquíssimo, né? Riquíssimo. Ele é quase todo utilizado para alimentar animais. Então, a gente poderia estar alimentando 10 pessoas por hectar, estamos alimentando seis. Tem um desvio aí dessa produção de de alimento, né? Então aqui no no slide a gente colocou, considerando o padrão e a média de consumo da dieta ocidental, né, nos países desenvolvidos, seriam necessário pelo menos três vezes mais para alimentar uma pessoa. Por quê? Por causa do consumo de carne, leite e ovos. Então, sempre que a gente pensa nisso, né, que nós estamos desviando alimentos. E aí eu trouxe um pedacinho que eu vou

para alimentar uma pessoa. Por quê? Por causa do consumo de carne, leite e ovos. Então, sempre que a gente pensa nisso, né, que nós estamos desviando alimentos. E aí eu trouxe um pedacinho que eu vou até até ler aqui, não sei se eu vou sair da ordem do slide, mas eu acho que vai encaixar certinho agora. Por que que a gente consome tanto carne, leite, ovos? Porque culturalmente nós julgamos que as proteínas dependem desse consumo animal. Aí se a gente pegar o livro Mensageiros no capítulo 42, o instrutor fala uma coisa muito bacana. Ele fala que sempre que a gente volta paraa Terra, a palavra que ele usa é: "Levamos muito longe a aquisição de nitrogênio, que é a base da proteína. E por incrível que pareça, gente, olha que coisa incrível. Eu fico às vezes pensando, cara, o quanto tempo eu li isso, Letícia, que eu não entendi isso e eu sou nutricionista. Eu lia e não não captava a grandeza disso. Na Terra, aonde a gente tá cheio de nitrogênio no ar, nenhum ser vivo é capaz de absorver e metabolizar esse nitrogênio. Os únicos seres aqui nos dizeres do instrutor, eh, somente as plantas infatigáveis operárias do ORB conseguem retirar nitrogênio do solo. E aí ele fala uma coisa até poética, fixando, né, para o entretenimento das vidas. Cada grão de trigo é uma bênção nitrogenada para o sustento das criaturas. Cada fruto da terra é uma bolsa de açúcar e albumina repleta de nitrogênio indispensável ao equilíbrio dos seres orgânicos. Então tá aqui, os espíritos já nos falaram, com tudo que tem na Terra consegue obter a proteína que a gente precisa. Até porque os gorilas, os elefantes, as girafas, os bois, eles se alimentam apenas de vegetais. Os vegetais são os únicos seres vivos que têm a capacidade de absorver e metabolizar o nitrogênio da Terra. Não é uma coisa fantástica isso? Isso é muito interessante. E inclusive trazendo uma questão ali sobre esses números, né, que a gente passou antes, que uma média de 670 milhões de pessoas passam fome de fato, mas mais de 2 bilhões, 2, bilhões de seres humanos

E inclusive trazendo uma questão ali sobre esses números, né, que a gente passou antes, que uma média de 670 milhões de pessoas passam fome de fato, mas mais de 2 bilhões, 2, bilhões de seres humanos encarnados sofrem com a insegurança alimentar diariamente do nível leve ao grave. E isso é um pouco menos do que a quantidade de alimento que é desperdiçado no mundo, né, que é cerca de 30 a 40%. Então assim, daria para alimentar todo mundo e ainda sobraria alimento. E isso é muito importante ter em mente, né, que um dos grandes problemas tá na logística, tá na estrutura dos sistemas econômicos alimentares que a gente tem hoje, né? Isso. E aí tem uma outra coisa que a gente precisa relacionar, né? A fome e a obesidade. E uma coisa que eu não sei se vocês têm familiaridade com esse termo que se chama fome oculta, que é um mal não só das classes menos favorecidas, como de toda a humanidade. Que que é fome oculta? é a fome de nutrientes. A pessoa tem um consumo calórico que às vezes até superior à sua necessidade diária, o que vem causar a obesidade, mas ela tem um organismo empobrecido, porque ela não consome alimentos que nutrem o corpo, consome alimentos muito processados que desvitalizam o corpo e trazem uma infinidade de doenças crônicas. Então, como que a gente pode estar numa mesa? Quando a gente vai paraas comunidades, a gente observa que ao lado da fome tem a obesidade e a fome oculta tá em tudo. E que você vai olhar o entorno, essas pessoas têm um uma baixa oferta de alimentos naturais por um preço acessível. Então eu sempre aqui em casa a gente come muito vegetal. Todo dia quando eu acabo de almoçar eu falo: "Gente, é uma bênção negado a muitos". Às vezes tem seis a oito tipos diferentes de legumes e verduras na minha mesa. Pro brasileiro, isso é um benefício negado a muitos, porque é caro, porque não tá disponível, são os desertos alimentares, né? só tem produto ultraprocessado e isso aumenta a desigualdade social, porque se você não tem acesso a boa alimentação, você vai comprometer todo o

ue não tá disponível, são os desertos alimentares, né? só tem produto ultraprocessado e isso aumenta a desigualdade social, porque se você não tem acesso a boa alimentação, você vai comprometer todo o desenvolvimento dessa classe de pessoas que fica presa, né, com isso e com gastos de saúde. Gente, eu acho que é 50 eh 10,3 milhões por ano que se gasta com doenças crônicas não transmissíveis. ocasionadas pelo consumo excessivo de alimentos industrializados. Imagina o investimento desse dinheiro em cozinhas solidárias, em políticas que favorecessem o nossa a nossa alimentação saudável, né? Então é um dinheiro que ele é utilizado porque se faz necessário as pessoas vão passar, vão acabar parando nas UPAs, nos postos de saúde, né? Por quê? Porque vão ter doenças que são associadas a esse consumo de alimentos empobrecidos. E aí eu queria falar um pouquinho dessas cozinhas comunitárias. Eh, para quem não conhece, né, eu sou de Petrópolis e aqui em Petrópolis a gente coordena um projeto chamado A paz no Prato. E esse projeto ele ele trabalha com a alimentação à base de plantas como uma ferramenta de transformação socioambiental e nutricional. Então a gente leva as pessoas o conhecimento de como com os ingredientes da cesta básica é possível ter uma alimentação nutritiva, saborosa e variada, né? Então a gente faz com aquele feijãozinho com arroz, a gente transforma aquilo em diversos pratos diferentes, atrativos, gostosos, sempre à base de vegetais. E eu vejo muito pela experiência que a gente tem, né? a gente atende uma média de 100 a 120 famílias por mês e oferece curso profissionalizante de alimentação vegetariana. E nesse contato com essas famílias, o que que a gente observa? É uma coisa até meio cruel. A maioria das famílias são sustentadas por mulheres, né? A maioria delas. E essas mulheres trabalham muito e elas trabalham longe de casa. E quando elas chegam em casa, elas estão cansadas. Então aquilo que a gente deseja que elas parem de consumir, que é o ultraprocessado, elas vêm como

es trabalham muito e elas trabalham longe de casa. E quando elas chegam em casa, elas estão cansadas. Então aquilo que a gente deseja que elas parem de consumir, que é o ultraprocessado, elas vêm como uma salvação. Eu faço um miojo com salsicha e posso descansar. Mas esse miojo com salsicha vai dar aos filhos dela condições tão abaixo da necessidade nutricional que vão trazer outros problemas, que ela vai ficar mais cansada lá na frente por outras coisas. Então, é até complexo pra gente mostrar para essas pessoas como a alimentação de verdade vai libertar ela de um ciclo de doenças, de alergias, de baixo aproveitamento escolar, de crianças com transtorno de atenção. É muita coisa que a alimentação proporciona quando tá em desequilíbrio, né? Então, eu vejo a cozinha comunitária como a possibilidade de transformar isso pro ano que vem, se Deus quiser, nós vamos iniciar numa comunidade aqui de Petrópolis. Isso, levar paraa comunidade essa alimentação para plantar um núcleo ali. Então você vai chegar em casa cansada e vai ter uma comida boa esperando pros seus filhos jantarem para você se alimentar e todo mundo vai aprender ali e as pessoas vão se organizar para que aquele grupo, aquele coletivo possa sair dessa bolha sufocante de restrição alimentar qualitativa e quantitativa, né? >> Vocês pensam, meninas? Nossa, perfeito, P tudo que tu falou. E tem até pegando alguns comentários bem bacanas aqui, o Biratão Almeida ali em 1944 falou que a terra cura tudo, que é bem essa ideia, né, de tudo que a gente precisa vem do plantil, né, vem dos vegetais, de fato, Deus já criou pensando nisso assim, né, tudo que a gente precisa para curar nosso corpo tá ali na base vegetal. A Raquel eh, Poltronier em 19:49 disse, né? Acho que são também os hábitos que trazemos, nossa cultura, o meio e as oportunidades que influenciam de forma gigantesca. E tens total razão, Raquel. E é por isso que a gente entra agora em algumas soluções que existem para reduzir até eliminar esse problema da fome, né? Eh,

tunidades que influenciam de forma gigantesca. E tens total razão, Raquel. E é por isso que a gente entra agora em algumas soluções que existem para reduzir até eliminar esse problema da fome, né? Eh, uma delas é a redução eh de agrotóxicos e agricultura regenerativa e vários outros tipos de agricultura eh que vão melhorar a saúde do solo, porque a quantidade de agrotóxicos e o modo como a terra usada vem diminuindo a quantidade de nutrientes que a gente ingere. Existem muitos estudos que comprovam isso. Eh, frutas e vegetais estão ficando com menos nutrientes por causa do mau uso da terra. Eh, segundo o relatório, o estado da segurança alimentar e nutrição no mundo de 2025, com dados do ano passado, né, da ONU, eh, existe também uma combinação de medidas políticas que a gente precisa usar para enfrentar a inflação dos alimentos, que é outro aspecto que prejudica a boa alimentação das famílias, porque os alimentos, sim, estão ficando mais caros desde a pandemia, por conta da própria questão de decisões políticas dos países e questão de reestruturação desses países, né? E algumas políticas, por exemplo, em entre as que podem ser usadas são as fiscais direcionadas, com prazo definido como programas de proteção social para proteção de famílias vulneráveis, políticas monetárias e transparentes para contemplação e investimentos estratégicos em pesquisa e desenvolvimento agroalimentar, infraestrutura de transporte, logística e produção, que a gente tá comentando antes, né? e sistemas de informação de mercado para melhorar a produtividade e a resiliência, então, produzir mais em menos espaço, porque a gente também precisa regenerar ecossistemas, né? Eh, aproveitar melhor o que já existe. Eh, pensando no nosso dia a dia, nós como indivíduos, é muito importante variar a alimentação. A pai falou que tem de 8 a 10 tipos de vegetais no prato cada dia, né? Nossa, que maravilha isso. E quanto mais, melhor. >> É. Quanto mais melhor, né? E em termos eh de casa espírita, o que que a gente

pai falou que tem de 8 a 10 tipos de vegetais no prato cada dia, né? Nossa, que maravilha isso. E quanto mais, melhor. >> É. Quanto mais melhor, né? E em termos eh de casa espírita, o que que a gente pode fazer, né? A gente pode melhorar as condições eh das famílias atendidas para que elas possam garantir seus salários uma boa alimentação, oferecendo, né, serviços de alfabetização, profissionalização, capacitação técnica, orientação familiar, atendimento psicológico, encaminhamento profissional, né? são ações fundamentais pra gente, do ponto de vista espiritual nas nossas ações, na nas casas e no movimento espírita acabar com a fome e a miséria, né? Também é muito importante as palestras, as campanhas, os cursos, seminários e as aulas de evangelização sobre nutrição funcional, alimentação integral, aproveitamento dos alimentos como um todo, benefícios do exercício físico e do autoconhecimento, né, pra gente poder eh dar mais suporte para essas famílias, né? Como é que a gente também pode agir? Isso a gente pode pensar dentro da casa espírita e também na nossa vida. Eliminar o consumo de refrigerantes e alimentos ultraprocessados, ter uma dieta rica e variada em frutas e vegetais. Cultivar alguns alimentos em casa, mesmo que seja num vasinho na janela, começando com um temperinho, né? Já tá valendo. Começa assim, depois tenta aumentar. Preparar as refeições em casa, né, Pat? Quero que você, justamente que você tava falando sobre a importância disso, né? ensinar outras pessoas, ensinar filhos, netos, eh parentes, vizinhos a fazer o mesmo, consumir produtos orgânicos e locais sempre que possível, fazer compostagem dos resíduos orgânicos também. Eh, Carol, que que você acha que a gente pode discutir sobre essa questão da fome nas nossas casas espíritas? Eu vou, o nosso tempo aqui dá vontade da gente ficar conversando muito mais, mas eu vou fazer três perguntas básicas assim, elas são para instigar, pra gente pensar e ficar matutando aí durante essa semana. Então, quando a gente fala eh

e da gente ficar conversando muito mais, mas eu vou fazer três perguntas básicas assim, elas são para instigar, pra gente pensar e ficar matutando aí durante essa semana. Então, quando a gente fala eh em acabar com a fome, será que eh a as práticas assistenciais que a gente já faz, será que são suficientes ou então a gente precisa repensar a forma de apoio a essas famílias, né? Eh, que tipo de alimento que a gente oferece para essas pessoas que estão com fome, que estão sendo atendidas na nossa casa espírita. Eh, são alimentos que vão de fato nutrir o corpo físico ou são ultraprocessados, mas que são fáceis da gente resolver e da gente distribuir. Eh, será que sem querer, pensando em ajudar, a gente não pode estar contribuindo com a obesidade e com a desnutrição dessas pessoas mais vulneráveis? Isso é algo que a gente até eticamente precisa pensar na prática da casa espírita. E uma outra questão, eh, será que na evangelização a gente tem discutido esses temas? Fome, desnutrição, sobrepeso? Eu não sei se a gente tem conversado sobre isso com as nossas crianças. Eh, e uma outra questão assim até um pouco mais profunda, será que nas aulas de evangelização a gente não tá repetindo essa prática mercantilista de enxergar a natureza e os animais como produtos de uma maneira utilitarista? Ou seja, no que que eles podem nos fornecer, que é coisa mais egoísta que isso, né? A gente pensar na vida do que que ela pode me dar. A árvore me traz oxigênio. O o que que o animal pode me oferecer? Eh, e não dando valor inerente à vida dos animais, à vida dos vegetais e a importância dessa harmonia entre os seres criados por Deus. Gente, eu eu sempre penso nas crianças e eu acho que depois da gente ter essa breve conversa, eu acho que vocês vão ficar pensando também nessas questões. >> Sim. Eh, e tem um tem um comentário bacana da Cláudia eh em 19:49 que ela fala valores que podem ser utilizados na educação, né? a gente tá falando de evangelização justamente nisso, né, para retornar em forma de conhecimento a ser

ário bacana da Cláudia eh em 19:49 que ela fala valores que podem ser utilizados na educação, né? a gente tá falando de evangelização justamente nisso, né, para retornar em forma de conhecimento a ser aplicado na qualidade de vida, qualidade alimentar que resultará em saúde. Eh, muito importante quando a gente fala dessas questões de repassar o conhecimento mesmo. Isso precisa ser eh tema comum na clase espírita, né, nas conversas, eh na prática da eh na prática da evangelização, porque quanto mais a gente disseminar esse conhecimento, conhecimento é poder, né? é a é o primeiro ponto da mudança. Então, a gente precisa de fato distribuir eh esse e são valores que vão ajudar a gente a construir de fato eh uma sociedade melhor, né? A Cláudia comentou depois também, a nação que destrói seu solo destrói a si mesma, segundo Franklin Roosberg. E é exatamente isso, porque o solo nos dá a base, né? A base da nossa alimentação, tá? num solo bem cuidado, eh, a base da nossa perpetuação quando espécie está num ambiente bem cuidado, né? E a gente precisa pensar nisso e pensar do ponto de vista solidário, né? Nós não somos a única espécie aqui neste planeta, nem no universo. Todas as espécies merecem eh viver num ambiente saudável. Existe falar só uma coisa. Queria falar só uma coisa antes da gente encerrar que já tá no nosso tempo. Uma coisa que eu acho muito importante, eu acho que foi a Fernanda que tava colocando ali uma sugestão, né, para pra gente dar ideia às pessoas de cozinharem antes, aproveitar o final de semana. São ideias. Então, para que a gente possa eh oferecer alternativas, é muito importante que a gente também vá até a comunidade, que a gente conheça a realidade das pessoas, porque com certeza nós poderemos ajudá-las a organizar aquela logística do dia de uma forma mais produtiva, aproveitando melhor os alimentos, usando de forma integral, sem desperdício ou adiantando, como a Fernanda sugeriu ali, os alimentos que vão ser utilizados. Às vezes já tem uma criança de 15, 16 anos

aproveitando melhor os alimentos, usando de forma integral, sem desperdício ou adiantando, como a Fernanda sugeriu ali, os alimentos que vão ser utilizados. Às vezes já tem uma criança de 15, 16 anos que pode estar se interessando em aprender a cozinhar, que é uma coisa que é uma prática que encanta, né? Você produzir uma coisa que você vê ficar pronta. Então, a gente estando na comunidade a gente conhece a realidade das pessoas e com as informações que nós possuímos, a gente pode fazer a diferença nessas rotinas eh que estão tão desconectadas das necessidades reais, né? Exatamente. Antes de acabar, só queria trazer o comentário da Tatiane Bernardo ali em 1958, que diz que na casa espírita mesmo, Tatiane. E inclusive dá para engajar as fazer a comida, solidariedade para com os outros, né? Muito bacana. Então esse foi nosso papo de hoje sobre fome zero e agricultura sustentão das Nações Unidas. Patrícia Carol conversar hoje >> pessoal foi ótimo conversar com vocês pena que passa rápido, né? >> Obserto. Deixa eu gostinho de quero mais. Gente, vamos pensar sobre isso. >> Entrem no site da campanha que tem sempre material lá. >> Sim. Na semana que vem a gente tá para falar do terceiro DS que tem muita relação com esses dois primeiros, que é saúde e bem-estar. Então a gente agora abriu o caminho com base na alimentação para poder falar disso na semana que vem. Boa semana para você e até quinta-feira que vem. Ah.

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