T6:E3 • Transtornos Mentais • Fobias
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 – Transtornos Mentais Episódio 03 – Fobias Neste episódio, exploramos o universo das fobias à luz da psicologia espírita, compreendendo suas origens profundas e os mecanismos inconscientes que alimentam o medo desproporcional. A proposta terapêutica de Joanna de Ângelis nos conduz a caminhos de superação e equilíbrio emocional, com base no autoconhecimento e na renovação interior. 📘 Referências bibliográficas: • Triunfo Pessoal, cap. 8 • Conflitos Existenciais, cap. 17 🎙️ Apresentação: Cristiane Beira #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Fobias #SaúdeMental #TranstornosMentais #Autoconhecimento #CristianeBeira #DivaldoFranco #SériePsicológica #Espiritismo
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Nessa sexta temporada, nós nos desafiamos a estudar, a refletir, a compartilhar com vocês essas reflexões sobre os vários e diversos transtornos mentais. Esse é o nosso roteiro para essa temporada. Vamos em cada encontro tentar trazer aqui uma das eh questões que t nos atormentado. Procurei escolher aqueles que mais me perguntam, que mais nos interessam e o tormento, eh, a o transtorno, melhor dizendo, o transtorno mental que nós falaremos hoje é com relação às nossas fobias. Para falarmos sobre a fobia, eu acho interessante nós resgatarmos a mitologia. Por quê? Joana de Angeles desenvolve a sua psicologia espírita com base na psicologia profunda, aquela que vasculha o inconsciente, que convida ao mergulho no inconsciente. Gustav Jung trabalha com o inconsciente, eh, tendo encontrado com Freud, que é quem, entre aspas, descobriu o desvendou o desvelou esse esse conceito do inconsciente, mostrando pra gente que existem áreas psicológicas que a gente não acessa pela nossa consciência, mas que fazem parte de nós e mais do que fazem parte de nós, participam da nossa vida sem que a gente entenda. sem que a gente se dê conta, sem que a gente perceba, a gente não controla. Então, a gente costuma dizer, são as nossas áreas sombrias, não sombrias no sentido de terror, mas no sentido de sombra, de escuro, de não conhecido, de não iluminado. São aqueles registros de vidas passadas na linguagem espírita. Freud dizia a respeito dos conteúdos reprimidos, daquilo que a gente esqueceu ou que a gente escondeu, porque nos amedrontou. eung vem na sequência, eh, tirando um certo proveito dos dos textos de Freud, mas continuando com seus próprios pensamentos, ele amplia e ele traz, além do inconsciente que Freud descreve, ele descreve também e Jung descreve também o inconsciente coletivo, mostrando que a humanidade compartilha de um de um ambiente comum em termos psíquicos. É como se tivéssemos o conceito das nuvens, né, das clouds hoje, onde nós em
reve também o inconsciente coletivo, mostrando que a humanidade compartilha de um de um ambiente comum em termos psíquicos. É como se tivéssemos o conceito das nuvens, né, das clouds hoje, onde nós em diferentes lugares do do mundo podemos acessar o mesmo arquivo que é comum a várias pessoas que compartilham. Então eu posso fazer um upload na rede, na nuvem, na cloud e alguém lá do outro lado do do planeta faz o download do arquivo que eu fiz upload. Então é um lugar comum em que a gente compartilha. Então, mais ou menos isso que Jung descreve como esse inconsciente coletivo, um lugar de compartilhamento da própria humanidade. E o espiritismo vem também explicar, Joana de Angeles, traz que dentro desse inconsciente coletivo estão nossas próprias recordações, ou melhor, eh eh registros das vidas anteriores. Elas não dizem respeito a essa personalidade atual, mas são conteúdos nossos, espiritualmente falando, não são conteúdos dessa personalidade atual, mas são conteúdos de outras vidas que nós já vivemos. Então, estão distantes e nos dão a sensação de não ser não serem nossos. Por quê? Porque o eu que eu reconheço é esse que está aqui hoje. E se de repente um registro do inconsciente lá de trás, de três vidas para trás, ele se aproxima da minha consciência, pode me dar a sensação de algo estranho. Parece que não sou eu. E muitas vezes a gente fala: "Será que é espírito? Será que é obsessão? Pode até ser, ou não, pode ser conteúdo meu". Que esse essa consciência o ego não reconhece como seu, porque não diz respeito a essa vida atual. Então, para falarmos sobre as fobias e qualquer um dos transtornos mentais, nós vamos sempre mergulhar nesse inconsciente, nesse lugar espiritual de onde emanam todos os nossos dons, conflitos, talentos, recordações, reminiscências. Então, para falar de inconsciente, por que que eu que eu proponho que a gente comece com a mitologia? Porque o inconsciente, a linguagem do inconsciente é simbólica, ela não é lógica, ela não é racional. a razão, o raciocínio, a capacidade de
que eu que eu proponho que a gente comece com a mitologia? Porque o inconsciente, a linguagem do inconsciente é simbólica, ela não é lógica, ela não é racional. a razão, o raciocínio, a capacidade de ponderar, de de elaborar eh teses pelo modelo eh científico, pela metodologia científica. Eh, as elaborações lógicas literais, elas estão no ambiente consciência. Isso é razão, é mente, é consciência. Quando nós falamos, quando é o inconsciente que conversa com a gente, ele conversa de forma metafórica, ele conversa de forma simbólica. Por exemplo, os nossos sonhos. Os sonhos são produtos do inconsciente. Por quê? Porque a consciência está desligada momentaneamente pro sono. Então, não estamos conscientes. Estamos num numa fase do nosso dia, né? O sono é uma fase em que estamos inconscientes. Ah, eu tava inconsciente, eu não vi o que aconteceu, não vi a chuva dessa noite, porque eu não estava acordada, eu não estava consciente, eu estava dormindo, eu estava inconsciente. E o o os sonhos são produtos do inconsciente. E como são nossos sonhos? Eles são literais, eles são lógicos, eles são racionais? Nem sempre. Na maioria das vezes a gente fala assim: "Nossa, eu tive um sonho, gente, que não tem nem pé nem cabeça, porque olha que coisa esquisita. Tinha bichos que não existem na vida real, tinha pessoas que eram uma pessoa, depois ela virava outra pessoa. Eu tava no lugar, mas eu não tava no lugar. Então é estranho pra consciência essa linguagem. E é uma linguagem então simbólica. Ela nos apresenta um símbolo que precisa ser decifrado, precisa ser descoberto. É uma linguagem metafórica, é como ser. É assim que a gente tem que procurar entender a mensagem que o inconsciente nos oferece quando ele nos envia um sonho. Nossa, eu sonhei que alguém morreu. Eu sonhei que um parente meu morreu. Ah, estou prevendo o futuro? Muito provavelmente não. Ah, não quer dizer que isso não aconteça. Pode acontecer sonhos premonitórios, mas na grande maioria não. É metafórico. Então é como se a gente falasse, é como se
do o futuro? Muito provavelmente não. Ah, não quer dizer que isso não aconteça. Pode acontecer sonhos premonitórios, mas na grande maioria não. É metafórico. Então é como se a gente falasse, é como se alguém da minha família tivesse morrido. Não é que ela morreu literalmente, é simbolicamente ela morreu. É muito comum, por exemplo, o adolescente sonhar que a mãe morreu. Então eu lembro que eu tinha esse sonho, eu acordava apavorada, porque a última coisa do mundo que eu queria que acontecesse, eu tinha pânico de imaginar essa situação, porque imagina perder a mãe, mas não é a mãe literal que morre, a mãe concreta, a mãe material, a mãe pessoa que morre. Na adolescência, a mãe simbólica começa a morrer para que o adulto apareça. Se essa mãe simbólica não morre, em certas, de certa forma algo não morre, eu não saio de casa psicologicamente falando. Eu não me torno adulto como eu precisaria ser para me tornar mãe de mim mesma. Eu preciso que aquela mãe, aquele estilo de maternidade morra para que o meu materno comece a tomar conta de mim. A minha mãe fisicamente falando, materialmente falando, continua lá. Eu continuo ligando para ela quando eu preciso de uma receita. Eu peço ajuda, eu choro no colo dela, mas ela já não é essencial para mim. Eu já consigo ser mãe de mim mesma. Isso é ser adulto. Eu consigo cuidar de mim, me proteger, me alimentar, me dar segurança, me dar colo. Esse é o o o esperado para um adulto. Mas se ele continua arrastando a mãe, se ele não faz a quebra desse segundo cordão umbilical emocionalmente falando, ele não consegue se desenvolver na vida de adulto inteiro, porque ele algo dele, uma parte dele ainda está preso naquele adolescente, naquela criança. Então o inconsciente ele vai conversar com a gente de forma simbólica. E assim é a mitologia. A mitologia é para aquele período da humanidade em que a razão, a consciência ainda não estava bem elaborada, ainda não tínhamos métodos científicos para analisar de forma a eh eh racional a vida, a Terra. Nós tentávamos
quele período da humanidade em que a razão, a consciência ainda não estava bem elaborada, ainda não tínhamos métodos científicos para analisar de forma a eh eh racional a vida, a Terra. Nós tentávamos compreender a nossa existência de forma simbólica, procurando entender como funciona a vida. eu, a minha relação com o outro, a minha relação com o divino, a gente fazia isso de forma simbólica, metafórica. Então, a mitologia nos ajudou a desenvolver nossa psique. Enquanto não tínhamos ainda a razão, ela nos ajudou a desenvolver de forma inconsciente. Que pena que a gente se distanciou um pouco disso e hoje a gente só quer se desenvolver racionalmente, cientificamente. Isso fez com que a gente se distanciasse de dentro, porque o mundo de dentro, o mundo inconsciente, que é onde está o âmago do ser, que é onde está o o o centro do self, do espírito, é simbólico. Quando eu me apego demais à matéria, à ciência, eu me distancio desse lugar e eu acabo me identificando com ideias materialistas, utilitaristas, imediatistas, que dizem respeito só a esta vida. Então, que pena que a gente se distanciou desse mundo simbólico da da mitologia, porque a gente se distanciou também do próprio espírito, da própria alma. E hoje, muitas vezes, a gente faz inclusive uma religiosidade, a gente expressa, pratica uma religiosidade de forma científica, só, só raciocinando. Aí nossas orações, por exemplo, elas são metálicas, como Paulo descreveu naquele poema lindo aos coríntios, sou como um sino que bate, que retumba, só faz barulho. As minhas preces são elaboradas raciocinando. Eu não consigo acessar o espírito lá dentro, a alma. Eu não deixo com que a minha essência se expresse. Então, o ideal é a gente equilibrar razão e emoção, lógica e símbolo. Se a gente conseguisse isso, a gente integraria esses opostos e teríamos uma qualidade de vida muito melhor. Então, para falarmos sobre a fobia, eu convido para que a gente primeiro mergulhe na mitologia para entender a fobia pelo olhar simbólico,
esses opostos e teríamos uma qualidade de vida muito melhor. Então, para falarmos sobre a fobia, eu convido para que a gente primeiro mergulhe na mitologia para entender a fobia pelo olhar simbólico, pelo olhar mitológico do inconsciente. Então, para falarmos sobre fobia, nós vamos falar sobre o deus fobos. Quem era esse deus fobos? na hierarquia, na árvore genealógica lá, eh, eh, dos deuses, eh, gregos, o Fobos aparece como filho gêmeo. Ele tinha um irmão gêmeo, a gente vai ver que interessante isso, filho gêmeo de Áries e Afrodite. Então, vamos lá. Primeiro que esse casamento ele já é assim sensacional pra gente como convite à tomada de consciência, porque Afrodita é a deusa do amor. Afrodita é a deusa do amor e ela se casa. O é um dos casamentos mais bonitos da da grande família de deuses gregos. é um dos casamentos mais bonitos, porque e era e Zeus é um casamento que dura para sempre, mas é muito atrapalhado, tribulado, é uma é um ciúme, é uma perseguição, é uma traição atrás da outra. Afrodite e Áries passa muito pra gente a sensação de que existia algo profundo e verdadeiro ali, realmente uma comunhão, uma troca. A união ela era mesmo do que Jung diz, uma conúncio, quer dizer, é uma comunhão. Eles se procuram, eles querem estar juntos, não tem disputa, existe realmente uma parceria. Então, Afrodite é a deusa do amor e Áries é o deus da guerra. E a gente diz, mas como que a deusa do amor casa com o deus da guerra? Não combina. É a nossa visão lógica da consciência que quer categorizar. Quem é do amor fica aqui nesse quadradinho, quem é da guerra fica naquele quadradinho. E a gente tem feito isso. A gente tá pondo cada um num quadradinho, como se a gente fosse só uma coisa. A gente entra no quadradinho que mais nos interessa e começa a jogar pedra no outro quadrado, como se a gente não tivesse nada a ver com ele. A gente esqueceu que a gente é de tudo um pouco. Se a gente tivesse mais consciência que a gente é de tudo um pouco, a gente não brigaria com essas polaridades que nós
não tivesse nada a ver com ele. A gente esqueceu que a gente é de tudo um pouco. Se a gente tivesse mais consciência que a gente é de tudo um pouco, a gente não brigaria com essas polaridades que nós estamos vendo. Quem é desse lado e quem é daquele, quem acredita nisso ou quem é oposto a isso. Ah, você é a favor do fulano ou contra fulano? Quando a gente começa a categorizar tanto no preto branco, preto branco, preto branco, a gente abre mão de todas as cores que estão ali entre todas as nuances, todas as diversidades. Então, pra gente é esquisito guerra e amor no mesmo lugar. Só que o ser humano traz em si a potência do amor, como ele traz também a potência da guerra. Mas não é essa guerra imoral que a humanidade pratica a serviço do egoísmo, do orgulho, da busca pelo poder louco. Não é a guerra que Jesus disse quando ele falou: "Não vim trazer a paz, mas a espada". Jesus sinalizou, precisa da energia, da função que nos leva à luta, à batalha. Alguém aqui é capaz de dizer que conquistou alguma coisa sem luta, sem guerra, nesse sentido de que eu fui, eu não desisti, eu batalhei, eu tentei, ah, cansei, acordei, no dia seguinte fui, consegui de novo. É luta, é batalha, é energia, é ação, é atitude. Esse é o Deus da guerra. Não é um Deus da guerra que está ali para tirar proveito do outro, para submeter o outro e escravizá-lo. Não é nesse sentido. É uma função da própria natureza humana, que é a função de lutar pelo seu ideal, lutar pela sua evolução, lutar pelo bem da humanidade. É enérgico, é esse Deus. E ainda voltando a esse capítulo eh 13 lá de Coríntios, que Paulo fala desse texto lindo, ainda que eu falasse a língua dos homens, sem amor, nada teria, nada seria, ele traz ali essa energia, porque o que que ele fica dizendo? que não basta você ficar fazendo aior, amor, eu sou a santinha, eu sou a religiosa, não falto do centro, da igreja, do templo. Ai, não adianta você ficar só com essa melação. É preciso ação, é preciso energia, é preciso luta, senão eu fico hipócrita,
u a santinha, eu sou a religiosa, não falto do centro, da igreja, do templo. Ai, não adianta você ficar só com essa melação. É preciso ação, é preciso energia, é preciso luta, senão eu fico hipócrita, eu fico só contando um monte de historinhas bonitas, mas de fato eu não sou capaz por lutar por uma causa, por uma pessoa, por um grupo, por uma ideia que seja boa para o coletivo. Eu não sou capaz de me doar pela humanidade, de arregaçar as mangas e de ir como Jesus veio. Jesus não veio batalhar. Jesus veio, ele enfrentou uma grande batalha. Ele batalhou contra a ignorância, a acomodação, a hipocrisia, o orgulho, o egoísmo. Então, é nesse sentido que eles precisam estar junto. A caridade, segundo o apóstolo Paulo, é aquela que tem o amor e a ação junto. O espiritismo fala, não é fora do amor no sentido só utópico que não tem salvação. É fora da caridade que a gente diz, é o amor em ação, é o amor gerando, transformando, movimentando. Senão a gente se torna o lá no livro dos espíritos fala: "E se eu me insular lá no no monte e ficar lá orando pela humanidade?" Os espíritos falam: "Não foi isso que você foi fazer na terra. Na terra você foi pros embates, pros enfrentamentos, para se conhecer, para se testar, para se superar, para andar, para caminhar, para se movimentar. Então, Fobos é filho de Afrodite com Áes. Aí nasce o Fobos e ele é irmão gêmeo de ã Deimos. Deimos, quem que era Deimus? Fobus era o temor e Deimus era o terror. Então, o que que o o mito conta? O mito conta assim: quando Áries ia pra guerra, ele ia acompanhado dos seus filhos. Esse casamento que eu falei que que é bonito da gente conhecer, Áries e Afrodite, eles geraram outros. Eles geraram, por exemplo, a harmonia, a deusarmonia. Olha que lindo você falar que quando o amor se junta com a energia, com a função da guerra, nesse sentido que eu acabei de explicar, a gente encontra a filha harmonia. Harmonia é o equilíbrio. É o equilíbrio dos dois lados, da luz e da sombra. do claro e do escuro, do alto e
unção da guerra, nesse sentido que eu acabei de explicar, a gente encontra a filha harmonia. Harmonia é o equilíbrio. É o equilíbrio dos dois lados, da luz e da sombra. do claro e do escuro, do alto e do baixo, do amor e da ação. A harmonia é uma filha deles também. E ele tem, eles têm outros filhos. Mas vamos aqui falar sobre fobos e deimos. Fobos era o temor, Deimos era o terror. Bom, quando Ares ia pro campo de batalha, ele ia defendendo causas nobres, ele ia defendendo a justiça dele. Ele não ia lá para prazerosamente sair destruindo, matando, violentando, não. Ele tinha um uma ética divina em termos de função psicológica. Não estamos falando de Deus. Deus é único, é o criador de tudo, é o é a inteligência suprema do universo, é nosso pai amoroso. Nós estamos não estamos falando de uma entidade. Nós estamos falando, quando nós falamos sobre deuses na mitologia e tentamos trazê-los para nossa para nosso entendimento da psique, nós estamos falando em aspectos nossos, nós estamos falando em funções psicológicas. Então, nós trazemos a Afrodite em nós porque todos nós temos potência pro amor. Nós trazemos em nós o Áries, porque todos nós temos a energia para sair pela luta. E quando nós conseguimos juntar Afrodite com Áries, nós fazemos brotar em nós um outro deus ou outros deuses, por exemplo, o Deus do terror e do temor. E quando o Áries vai pra batalha, quando ele entra no campo da batalha, ele leva esses dois filhos. E qual que é a função de cada um desses filhos? O temor vai fazer com que Áries seja prudente. Porque quando eu tenho medo, e aí a gente começa a entrar no nosso tema de hoje, quando eu tenho medo, eu sou mais previdente, eu sou mais cauteloso. Quando eu tenho temor, eu valorizo mais a vida. Eu penso antes de sair fazendo as coisas. Então, o temor é protetivo. Fobos é protetivo. Fobos nos afasta dos perigos desnecessários, dos riscos inconsequentes que a gente não precisaria se colocar. Fobos é o medo, é uma emoção natural. Então, Fobos me faz ir paraas batalhas
é protetivo. Fobos nos afasta dos perigos desnecessários, dos riscos inconsequentes que a gente não precisaria se colocar. Fobos é o medo, é uma emoção natural. Então, Fobos me faz ir paraas batalhas me protegendo, fazendo valer a lei de conservação, que faz com que eu não me ponha em risco desnecessário. Esse é fobos. E ao mesmo tempo que Áries usa fobos para ser previdente, cauteloso, prudente nos nas batalhas, ele usa deimos para quê? Para colocar o terror no outro. no inimigo, porque quando ele coloca terror no outro, ele afasta, ele afugenta. Então, esses dois garantem que Áries tenha batalhas cautelosas, ou seja, só vou batalhar se eu precisar mesmo, e eu consigo evitar muitas batalhas simplesmente afugentando o inimigo, simplesmente demarcando o meu território. Aí faz com que a guerra quando ela aconteça ela seja mais inteligente, porque a gente vai guerrear pro que realmente interessa. Eu evitei riscos desnecessários, então eu não vou me pôr em violência que vai me matar, matar o outro. E ao mesmo tempo, antes de sair paraas batalhas, eu tentei pôr as coisas no lugar. Inimigo, vai embora daqui pra gente não precisar brigar. Então o Deimos evitava muitas guerras porque ele afogentava o inimigo. Se afasta, vai no seu campo, eu fico no meu. Assim a gente não briga. A gente briga quando a gente tá muito junto e a gente quer impor um ao outro. Se eu afugento o meu inimigo, já não tô próximo suficiente. Às vezes só isso já basta para não se criar realmente uma guerra, uma briga e uma violência. Então, a gente vai falar de fobos resgatando essa função primária dele. O fobus é quem vai nos ajudar a, que nem Jesus disse, pegar a minha espada e ir batalhar a minha vida. Batalhar a minha vida significa enfrentar as minhas questões do passado, resgatar o que eu preciso resgatar, colocar justiça onde antes eu deixei a injustiça predominar, fazer valer as minhas os meus princípios, conquistar o meu espaço, defender os necessitados. Tudo isso é ação. É ação, é luta, é batalha.
, colocar justiça onde antes eu deixei a injustiça predominar, fazer valer as minhas os meus princípios, conquistar o meu espaço, defender os necessitados. Tudo isso é ação. É ação, é luta, é batalha. Então, quando eu for para essas batalhas, é bom que eu leve fobos comigo, porque ele vai me ajudar a não correr risco desnecessário, ele vai me ajudar a ser prudente. Então, quando a gente fala de fobia, nós estamos falando não de fobos, nós estamos falando de um fobus que se adoentou. Nós estamos falando de um medo que se perdeu em si e ficou exagerado. Então vamos imaginar esse fobos perturbado. Vou eu para minha batalha, pego a minha espada que nem disse Jesus e vou pra batalha da minha vida. Fobos tá aqui comigo e ele me diz assim: "Cris, ó, não pisa nesse terreno porque ele é muito inseguro e você pode cair, não precisa pisar nesse terreno, você não tem nada que fazer nesse terreno, então não vale a obrigada, Fobos. Você me livrou de um risco desnecessário. Agora vamos supor que o Fobos fica assim, ó, mas não pisa aqui, mas também não pisa ali. E pensando bem, é melhor você não pisar nem na frente. Aí quer saber? É melhor você não sair do lugar porque assim você não corre risco. Pronto, esse fobo tá neurótico. Esse fobus já não está mais me ajudando, já não está mais me protegendo. Sabe o que ele tá fazendo? Ele está me super protegendo. E quando a gente super protege, a gente abafa, a gente aprisiona, a gente escraviza. Então, quando o meu medo me alerta, evitando danos desnecessários, ele me protege. Quando o meu medo não me deixa conhecer uma coisa nova, ai não, melhor não. Fica aqui, não me deixa testar a minha força. Aí se você se machucar, melhor você ficar onde você tá. Não me deixa eh conhecer lugares novos. Para quê? Você já tá bem onde você tá. Ele inibe minha vida, ele me cerceia, ele me castra, ele castra o meu desenvolvimento. Então o fobos quando ele adoece ele se torna fobia. E a fobia é aquela que vai privar me privar da minha própria vida. A fobia, aquela que vai me eh cercear, me
stra, ele castra o meu desenvolvimento. Então o fobos quando ele adoece ele se torna fobia. E a fobia é aquela que vai privar me privar da minha própria vida. A fobia, aquela que vai me eh cercear, me castrar, é aquela que não vai me deixar experimentar coisas que possam me fazer crescer. Ah, mas e se eu cair, levar um tombo e doer? levanta, levanta, põe um bandeid onde machucou, passa uma uma pomadinha, limpa e vamos pra frente. Porque se eu quiser evitar dor, sofrimento, desastre, frustração, tédio, então ficar protegida dentro do seu quarto, nem assim você vai conseguir se proteger de verdade, né? Então, fobos neurotizado, fobos adoentado, fobos perturbado, é aquele que não me deixa ir para as batalhas. E se eu não batalhar, eu não vou crescer, eu não vou me superar, eu não vou aprender. Então, é sobre isso que nós vamos falar hoje. Imagina Áries indo para uma grande batalha e fobos assim: "Ai, não, não sobe aí na sua big porque vai que você caia. Ai não, ó, não vai nesse lugar aqui porque vai que raio de guerreiro vai ser esse? Um medroso. Um medroso não. O Fobos tem que dar dica na hora certa. Vai, Áries, vai paraas suas batalhas, mas, ó, evita aquele lugar. Isso sim é algo que me ajuda a me desenvolver num sentido bom de proteção. Então, quando nós falamos sobre fobia, nós estamos falando sobre o exagero do medo, sobre aquele medo irracional, sem sentido, desnecessário. E por que que a gente tem esses medos de vez em quando? Por que que de vez em quando o medo adoece na nossa vida e acaba nos castrando, acaba nos impedindo, acaba nos limitando, porque esse medo ele está relacionado com uma história passada muito traumática. Sabe como chama isso na linguagem yunguiana e que Joana de Angeles também usa? complexo. É a teoria dos complexos que Carl Gustavo Jung descreveu. A teoria dos complexos fala de registros do inconsciente. Eu não sei que eles estão lá. Vivos com alta carga emocional vivos e que dependendo do que eu viva no meu dia a dia, eles são acionados,
eveu. A teoria dos complexos fala de registros do inconsciente. Eu não sei que eles estão lá. Vivos com alta carga emocional vivos e que dependendo do que eu viva no meu dia a dia, eles são acionados, estimulados. a gente costuma dizer, eles constelam, eles criam vida e rompem na nossa consciência. Só que eles irrompem, não de uma forma, eles não chegam e falam assim: "Cris, ó, eu sou o complexo tal, eu fui criado na terceira vida sua passada ou na sua infância da vida atual, eu estou Ele não traz informações claras, lógicas e racionais, porque ele não vem desse lugar. Ele traz símbolos. Ele traz símbolos para eu decifrar. Então, a gente fica tomado por uma emoção sem entender o que tá acontecendo. E a gente age de jeitos estranhos que não tem relação com o que a gente está vivendo. E a gente pode muitas vezes ser tido com: "Nossa, mas que que você tem? Nossa, que estranho, tá doida, que tá acontecendo aí?" E é isso, porque nem eu sei o que que eu tô, que que eu tô fazendo. Muitas vezes a gente fala: "Acho que é uma obsessão, pode ser de mim mesma". Às vezes é uma obsessão de fora, às vezes é um complexo que constelou e traz a sensação de uma neurose, de uma esquizofrenia, seja lá do que for, de um transtorno mental, mas ele não é, ele é só um complexo que constelou. Então, vamos voltar na fobia. Fobos nos protege. É o medo. O medo é bom pra gente. Quando esse medo está relacionado com alguma história do meu passado que eu já nem lembro, que pode até nem ser dessa vida, e ele ficou armazenado com aquela tensão que eu tive. Isso virou o que a gente chama na nossa linguagem de trauma. Ah, eu tenho um trauma com isso, né? Às vezes eu não sei o trauma mesmo desse inconsciente, eu nem sei que eu tenho. Eu só vejo o fenômeno dele. Eu só vejo ele se manifestando em mim. Mas eu não sei porque eu tenho, da onde eu tenho, desde quando eu tenho, do porque que eu não sei explicar dele, porque ele é inconsciente para mim. Então eu vou vou criar aqui um exemplo bem simplório que
u não sei porque eu tenho, da onde eu tenho, desde quando eu tenho, do porque que eu não sei explicar dele, porque ele é inconsciente para mim. Então eu vou vou criar aqui um exemplo bem simplório que vocês me permitam só para efeito de estudo, não é regra, não é lei, só pra gente entender o que eu tô querendo explicar, que exemplo talvez facilite. Vamos supor que eu sou uma criancinha, eu tenho dois aninhos e sei lá, o meu irmãozinho mais velho resolve me pregar uma peça. Eu estou lá com dois aninhos sentado no tapete da sala brincando com minhas coisinhas e o meu irmãozinho vem por trás e ele adora, por exemplo, bichinhos. Ele tem lá os seus seis aninhos, ele não tem medo dos bichinhos. Ele acabou de capturar no jardim uma aranha que é eh que não é hã fugiu as palavras, né? perigosa, não tem veneno. Enfim, ele tá lá com a aranha e ele brinca com a aranha, ele gosta de aranha, seja lá o que for. E daí ele chega e joga a aranha na minha frente. Eu que não sei de nada, não entendo de nada, não tenho consciência, tenho do anos, vejo aquele bicho, eu faço uma história a respeito, eu crio uma história. Esse medo não vai ser um medo OK, vai ser um medo exagerado. E aí eu junto tudo isso numa história. Aranha, bicho, peludo, preto, eh, e susto. Eu tava desatenta, medo, medo, medo. Eu crio toda uma história, encapsulo ela. Isso vira um registro. Aí pode ser que lá na frente se alguém, sei lá, alguém vier com uma brincadeira comigo, nem é um bicho de verdade, mas algo em mim fizer referência àquela situação, de alguma forma eu percebi certa similaridade, pode ser que eu reviva aquela emoção de quando eu era criança e eu sinta tudo de novo. Não sei por, porque dois anos eu nem lembro do que aconteceu. E eu vivo tudo de novo e me dá pânico e eu fico com fobia. Meu Deus do céu, tira. Não posso nada que seja eh fofinho e preto. Sim. Que que tem isso a ver? Porque você Ah, se for branco tudo bem, se for laranja tudo bem, pode. Mas se for fofinho e preto, não tem não tem sentido
ira. Não posso nada que seja eh fofinho e preto. Sim. Que que tem isso a ver? Porque você Ah, se for branco tudo bem, se for laranja tudo bem, pode. Mas se for fofinho e preto, não tem não tem sentido lógico e racional. É porque a minha associação quem fez foi eu. Eu associei um negócio gordinho e fofinho, seja lá eu preto. Eu é que associei. Agora isso existe em mim e eu não sei exatamente de onde vem. Só que vem carregado daquela emoção que era um terror. Então hoje quando eu estou frente a alguma coisa que tenha essa pareça com isso, eu revivo aquela emoção e eu não sei controlar porque eu não sei de onde ela vem. Eu não sei por que ela vem. Ela brota. Então, quando a gente vai falar de fobia, a gente vai falar de complexo. É mais ou menos a mesma coisa. Isso que eu acabei de descrever. Tanto pode ser um complexo quanto pode ser uma fobia. A fobia é um tipo de complexo. Então, a fobia é um registro que me descontrola em termos de medo, que passa do limite, é um exagero, e que tem relação com a experiência passada. Na psicologia da Terra, nós vamos investigar o inconsciente pessoal desta vida. Qual é a grande questão que Joana de Angeles nos traz? Ela traz que essa experiência traumática que hoje se expressa no símbolo de uma fobia, muito provavelmente tem a ver com alguma experiência do passado e que foi alguma experiência traumática pra gente. E ela fala, inclusive que são experiências eh que muitas vezes tem relação com culpa nossa. São muitas vezes situações em que a gente se arrependeu do que fez, estava numa situação em que não gostou da escolha que fez. Então, ela vai trazer esse esse viés que muitas vezes a fobia fobia mesmo de hoje tem relação com vidas passadas. Eu exagerei na minha explicação inicial hoje, ainda não trouxe os textos, mas também hoje nós vamos usar apenas dois livros. Por quê? Porque esses dois livros, se vocês têm interesse, vocês leiam o capítulo inteiro, porque ela detalhou o capítulo. Ela escreveu especificamente sobre fobias, tanto no livro Triunfo
ois livros. Por quê? Porque esses dois livros, se vocês têm interesse, vocês leiam o capítulo inteiro, porque ela detalhou o capítulo. Ela escreveu especificamente sobre fobias, tanto no livro Triunfo Pessoal, capítulo 8, quanto no livro Conflitos Existenciais, capítulo 17. Ela traz um texto longo a respeito. Vamos começar com o triunfo pessoal, capítulo oito. Capítulo oito, triunfo pessoal. Joana diz: "Entre as perturbações desencadeadas pela ansiedade, destacam-se invariavelmente as fobias que se tratam de um medo irracional de determinado objeto, situação ou circunstância. Irracional quer dizer não é da consciência, é o medo que eu não sei explicar porque eu tenho. Ah, eu tenho medo de altura, tenho fobia de altura, que é diferente de ter medo de altura. O medo é controlável. A fobia é incontrolável. Eu tenho fobia de altura, ou seja, eu não posso estar numa situação em que eu esteja num lugar alto. Não posso porque eu surto, eu entro em pânico, eu tenho reação fisiológica. Isso é a fobia. Então é irracional. Por que que é irracional? Porque ela vem, a origem é do inconsciente. O inconsciente é irracional. Consciência que é racional. Então já mostra que o registro que desencadeou isso está no inconsciente. Ela continua: "Em face da variedade de objetos e circunstâncias que a desencadeiam, passaram a constituir um capítulo denominado como de fobias específicas. Então, lá paraa psiquiatria são transtornos descritos especificamente. Aí ela dá alguns exemplos a que se refere às alturas, né, que eu acabei de de falar, tenho tenho fobia de altura, se chama acrofobia. De recintos fechados, não posso ficar no lugar, por exemplo, elevador, né? Não posso. Claustrofobia. Eh, fobia de multidões. Não posso lugar que tenha muita gente começo a passar mal, me dá ansiedade. Oilofobia. Difíceis esses nomes, né, gente? Eh, fobia de gatos, por exemplo. Não sabia nem que existia. Ailurofobia, fobia de micróbios, bacilofobia. Então, tem fobias de todos os tipos. Eu compartilhando uma questão pessoal,
nomes, né, gente? Eh, fobia de gatos, por exemplo. Não sabia nem que existia. Ailurofobia, fobia de micróbios, bacilofobia. Então, tem fobias de todos os tipos. Eu compartilhando uma questão pessoal, quando fiz o estudo da série psicológica aqui na nossa na minha cidade, no nosso grupo de estudos de Joana de Angeles e que eu mergulhei nesse estudo da fobia, isso há anos e anos e anos atrás, eu descobri uma fobia que eu não sabia que eu tinha, que se chama tripofobia. É uma fobia, é como se fosse uma forma geométrica. Tem que imaginar o casulo da abelha, que é geometricamente um monte de buraquinhos. Ou pode ser, às vezes tem pessoas que têm tripofobia, por exemplo, e não consegue olhar para uma para uma árvore carregada de jabuticabas, aquele monte de pontinho. A minha questão não é tanto com o volume para fora, as bolinhas pretas da Jupticaba não me incomodam, mas uma uma uma superfície que tenha muitos buraquinhos, né, de pressão, todos iguaizinhos, isso me causa, eu não, eu preciso parar de olhar, me causa uma reação na hora. fisiológico, só de imaginar minha mão já tá começando a suar. Então, estudando Joana, eu descobri que eu tinha essa tal de tripofobia e aí eu descobri que alguns amigos queridos meus também t. Aí eu brinco com eles, eu falo: "O que que a gente aprontou em vidas passadas para criar um registro que nós associamos com essa forma geométrica, que para nós é como se fosse aquilo. Não consigo imaginar o que eu possa ter feito aí pra humanidade para hoje ter pânico, ter fobia. de algo que tem a ver, que é como se fosse, que simbolicamente se remete a essa forma geométrica de buraquinhos. Joana continua: "O que chama a atenção é o medo em si mesmo, porque destituído de qualquer racionalidade". Não se explica por eu tinha na minha casa, antes de descobrir, eu não tinha prestado atenção na planta, mas eu tinha uma flor de lótus. Não é essa comum bonita que a gente vê que tem em todos os lugares, muitos lugares, não. A verdadeira flor de lótus, ela dá uma uma bola assim e o
do atenção na planta, mas eu tinha uma flor de lótus. Não é essa comum bonita que a gente vê que tem em todos os lugares, muitos lugares, não. A verdadeira flor de lótus, ela dá uma uma bola assim e o que que ela é cheia de depressão, cheia de buraquinho. Eu precisei tirar essa essa flor de casa porque eu não conseguia. Constelou essa tripofobia de um jeito que eu levei meses para voltar a esquecer que ela existe, né? Então é uma coisa muito doida, né? Muito irracional. Então, o que chama atenção é medo de si mesmo porque é destituído de qualquer racionalidade. Não adiantava falar para mim, Cris, para com isso. Que bobagem. Uma florzinha. Não era uma florzinha, era uma florzinha que mexia comigo. Então não é racional pela impossibilidade da ocorrência de qualquer mau prejuízo. Não vai me fazer mal a florzinha, né? No entanto, é irresistível. Eu não consigo me controlar, levando ao desespero aqueles que lhe sofrem um aguilhão. Em face dessa irracionalidade, o paciente está préocupado com algo. Ele fica sempre: "Ai, mas será que tem um lugar alto? Ai, mas será que eu vou entrar?" E aí é um lugar muito fechado? "Ai, mas será que vai ter gato nesse lugar? Ah, mas será que vai ter muita gente?" Ele sofre antes, né? né? Ele sofre com antecipação, com algo que lhe aconteça ou infelicite, gerando-lhe de sabor, sofrimento, mesmo que todas as análises dos fatos demonstre a total impossibilidade de socorrer. Então, ela é fobia e ela é ã tormento, ela é ela é um é um trauma, ela é ruim. Eh, por quê? Por que que ela é pra gente um transtorno? Porque ela dificulta a nossa vida, ela rouba a nossa vida, ela nos escraviza, ela atrapalha a nossa funcionalidade, o nosso desenvolvimento. Então, por exemplo, eu digo assim, alguém diz assim para mim: "Ah, vamos em tal lugar, vai ter uma palestra de uma pessoa que eu sei que você vai gostar. Ai, eu tô doida para ir. Ah, e vai ter tanta gente? Pronto, vai ter tanta gente quanta gente, ah, vai ter mais de 1000 pessoas. Ah, não consigo. Lugar com 1000
a pessoa que eu sei que você vai gostar. Ai, eu tô doida para ir. Ah, e vai ter tanta gente? Pronto, vai ter tanta gente quanta gente, ah, vai ter mais de 1000 pessoas. Ah, não consigo. Lugar com 1000 pessoas, não consigo. Ou seja, eu fui convidada, eu tava com vontade de ir a me fazer bem, eu ia aprender, eu ia me realizar e a fobia me sequestrou, a fobia me impediu. Ela atrapalha o meu desenvolvimento, a minha fluidez. Eu não fluo, porque a hora que eu tô indo, a fobia me sequestra, a fobia me interrompe, a fobia me castra. Então, por isso que ela é ruim, prejudicial. Embora existam outras teorias para explicarem as fobias, como a teoria da prontidão não conheço, sempre surgem críticas em em razão dos casos que se deslocam das matrizes iniciais, os traumas, aquele que eu tô falando, esses complexos, as experiências passadas, no caso. E aí ela vai dizer, ah, ela tá explicando essa teoria da prontidão, já lembrei. Ela vai dizer que essa teoria da prontidão e algumas outras parecidas dizem que a fobia tem relação com, agora Joana de abre aspas, a herança dos medos do homem primitivo em relação a serpentes, aranhas baratas e outros motivos que foram transferidos através das gerações ao ser humano. Assim sendo, concluem alguns estudiosos, que há uma tendência inata no ser humano em em assimilar determinados estímulos mais do que outros, o que daria surgimento aos fóbicos. Então, alguns tentam explicar as fobias como se a gente tivesse herdado dos nossos antepassados, porque vamos imaginar o que que já não a gente já não sofreu, sei lá, 500 anos atrás, 1000 anos atrás, quando a gente não tinha recursos, quando a gente não tinha soros que salvavam das picadas de aranha, de cobra, de escorpião, seja do que for. Imagina os traumas quando a gente não sabia, não conseguia se proteger, porque hoje a gente tem uma casa que a gente protege, eles não entram. Imagina quando a gente tinha que viver ao relento e que uma hora ou outro poderia parecer um leão para me devorar. Então, esses registros eh como se fosse
ma casa que a gente protege, eles não entram. Imagina quando a gente tinha que viver ao relento e que uma hora ou outro poderia parecer um leão para me devorar. Então, esses registros eh como se fosse da da humanidade a gente acessa. Então, alguns dizem é que a gente tá lá num num inconsciente tão profundo que a gente está vivendo algo que tem relação com essa herança dos nossos antepassados lá lá lá de trás. É, acho que isso também conta, porque de alguma forma nós éramos os nossos antepassados, então ainda assim faz parte do nosso registro. Imagina se a gente viveu alguma vida e passou por uma experiência desesperadora com relação a algum bicho específico. Então, não é difícil de imaginar que hoje a gente tem a fobia desse bicho porque a gente morreu por causa dele, por exemplo, né? E nesse ainda nesse livro Triunfo Pessoal, capítulo 8, Joana, mais um trecho que eu destaquei, mas eu não trouxe o trecho, o texto todo, não. Dá para ir lá e ler ele inteiro. As fobias estão associadas espiritualmente a condutas incorretas. Esse acho que é o ponto central pra gente, é o que mais dói. Estão associadas espiritualmente a condutas incorretas anteriormente vivenciadas quando se permitiram os indivíduos abusos. crueldades ou sofrer um sepultamento em vida, considerados mortos e estado estando apenas em estado cataléptico, despertando depois e vindo a falecer em situação deplorável, desenvolvendo então a claustrofobia ou foram vítimas de crueldades em praças públicas e ambientes abertos diante de massa alucinada, desencadeando a a agorafobia, a fobia social, etc. etc. Nutros aspectos, ocorrências traumáticas não superadas transferiram os estímulos geradores e sofrimentos que h se converteram em fobias específicas. Então, olha, dois exemplos que ela dá, que podem ser, não é regra, cada espírito é um espírito e a gente lida com as nossas fobias, cada um de um jeito. A gente cria fobias ou registros do inconsciente, cada um de um jeito. Mas ela deu dois exemplos para ilustrar.
a, cada espírito é um espírito e a gente lida com as nossas fobias, cada um de um jeito. A gente cria fobias ou registros do inconsciente, cada um de um jeito. Mas ela deu dois exemplos para ilustrar. Vamos imaginar que eu tenha sido enterrada viva por um ato de crueldade ou porque alguém achou que eu tivesse morrido, eu não tinha morrido. Tava lá que nem Lázaro, cataléptica. Imagina o que é acordar dentro de um caixão e não ter como sair e você vai morrer ali de falta de ar. Imagina o que é essa experiência. Aí a gente vem numa próxima vida e tem quando você tá no lugar fechado, é como se você tivesse revivendo. Tá vendo? Aquela experiência se constela. Aí eu vivo hoje como se eu tivesse revivendo aquela. Aí alguém diz: "Crist, tá tudo bem, ó, a gente pode sair, não tá trancado. Não adianta, não adianta, porque a minha emoção é aquela daquele dia que não tava tudo bem e que eu morri dentro de um caixão. Ou eu posso ter feito o contrário, eu posso ter enterrado gente viva e depois em espírito caiu minha ficha e eu me arrependi do que eu fiz. E eu posso ter gerado agora então naquela ocasião que eu me dei conta do que eu fiz, da cruodade que eu pratiquei, eu posso ter gerado um registro de arrependimento do que eu fiz e eu tenho medo de passar por aquilo, por exemplo. Não porque eu passei, mas porque eu fiz passar. Então, tanto um quanto o outro. A mesma coisa. Vamos supor que eu tivesse infringido como um governante crueldades para as pessoas em praças públicas. Vamos, vamos imaginar o que nós fizemos com Jesus em praça pública. Se eu tivesse sido responsável por aquilo que eu fiz, talvez eu tivesse desenvolvido uma baita fobia de estar em lugares públicos, principalmente quando tem algum tipo de debate. Isso me dá fobia. Por quê? Porque da última vez que eu passei por isso, eu me dei muito mal, né? ou o contrário, ou eu fui um que foi vitimizado em praça pública, seja justamente, injustamente, enfim, seja injustamente, nunca é, porque eu nunca passo por aquilo que eu não deveria
i muito mal, né? ou o contrário, ou eu fui um que foi vitimizado em praça pública, seja justamente, injustamente, enfim, seja injustamente, nunca é, porque eu nunca passo por aquilo que eu não deveria passar pela lei divina, mas aquela experiência para mim pode ter sido traumática. Então, eu não gosto de estar em lugar que as pessoas ficam olhando para mim, porque da última vez que isso aconteceu foi horrível. Então, a Joana vai trazer essas essas relações, ou seja, a fobia que eu tenho hoje, ela simboliza uma experiência traumática no passado e que me dá que me deu esse desespero, esse baita medo. E vamos, porque eu estou atrasada agora pro conflitos existenciais, capítulo 17. Eu trouxe também alguns ã trechos e a gente vai ver que mais ou menos ela passa pelo mesmo caminho, né? Os transtornos fóbicos ou medos exagerados constituem sintomas neuróticos compulsivos, né, automáticos, nos quais surgem esses pavores destituídos de motivos reais em relação a determinados objetos ou situações, encarregando-se de restringir ou perturbar o comportamento. Tá vendo? É fobia porque restringe meu comportamento. É fobia porque perturba meu comportamento. Se não perturba e não restringe, não é fobia, é só medo. Eu tenho medo, mas eu encaro. Eu tenho medo, mas eu enfrento. Então não é fobia. Certamente agem como fatores causais ou desdobramentos das fixações dos registros em vivências reais já experimentadas. Quais? a que diz respeito à angústia no peito. Então, algum momento eu tive aquele desespero, aquele criou um trauma. Esse trauma pode voltar e pode voltar de uma forma que não me impede de viver. Então, é só um medo ou pode me impedir de viver, de me desenvolver. É, acaba sendo um transtorno, huma fobia. Noutras circunstâncias pode decorrer de medos infantis não superados, que nem o exemplo que eu dei lá de um de um irmãozinho brincando com o outro e tendo gerado um trauma, né, em relação a roedores, araquenídeos, a rptis ou a escuridão com seus fantasmas. Então, a gente tem que respeitar muito a criança,
m de um irmãozinho brincando com o outro e tendo gerado um trauma, né, em relação a roedores, araquenídeos, a rptis ou a escuridão com seus fantasmas. Então, a gente tem que respeitar muito a criança, tem que acolher. A gente não tem que julgar o medo da criança, nem o nosso. Se a criança fala assim: "Eu tenho medo porque tem um bicho papão no meu quarto", não adianta falar para ela: "Não existe, fecha a porta, vai embora e você aprenda a superar". Não. Acolhe. Acolhe. Faz com que ela se sinta segura, converse a respeito. Olha, não tem. Mas independente de qualquer coisa, o papai e a mamãe estão sempre aqui. Você vai estar sempre protegido. Se você precisar de ajuda, nós vamos acolha, acalma, agasalha. E e é assim, a gente não cria um trauma. Agora imagina que a criança fala: "Ah, eu tô com medo do bicho papão. Isso não existe. Eh, fique, você já não é mais bebê, enfrente aí, vai embora". Aí a gente gera realmente um trauma, porque ele não vai conseguir lidar com a emoção que ele tá sentindo. Ela não é racional, senão eu escolheria. Ai, acho que agora eu quero ficar alegre. Ninguém ia escolher ficar com raiva, ficar triste. Ela é, ela é irracional, ela vem do inconsciente. Então não adianta falar pra criança: "Não tenha medo". Se fosse assim fácil, ninguém teria, porque quem que ia querer ter medo sendo que ele poderia escolher não ter, né? Do ponto de vista psicanalítico, decorre de um perigo interno pulsional ou medo, da explosão da pulsão e sua planificação no objeto que se fixa. Trata-se de uma atitude de deslocamento da pulsão do objeto originário para um outro ou de qualquer situação que eu substitua. Esse aqui é mais ou menos que a gente tá falando, mas ela trouxe uma uma linguagem teórica da psicanálise, né? Eu lembrei daquele exemplo clássico eh do caso de Hans, do pequeno Hans que Freud descreve. O pequeno Hans desenvolveu uma fobia por cavalos e Freud explicou como deslocamento. Ele não tinha fobia do cavalo que caía, do cavalo que não sei o que o cavalo
s, do pequeno Hans que Freud descreve. O pequeno Hans desenvolveu uma fobia por cavalos e Freud explicou como deslocamento. Ele não tinha fobia do cavalo que caía, do cavalo que não sei o que o cavalo fazia. Ele tinha fobia de algo relacionado com o pai dele. E aí tinha a ver com a irmãzinha que nasceu, tinha a ver com o fato dele ter pipi, a irmãzinha não ter pipi. É um caso que não dá tempo aqui de explorar. Mas Freud explicou um caso de deslocamento quando ele conta o o pequeno Hans lá, o conto do pequeno Hans. Ele tinha a fobia de cavalo, mas na verdade era um deslocamento. A fobia não era do cavalo, era do que o cavalo simbolizava, como se ele tivesse projetado o pai no cavalo. Então não era do cavalo, mas era do que o cavalo significava para ele naquela questão da associação que ele fez. Então é isso que ele tá dizendo, que a gente desloca. E é isso. Eu eu não tenho medo daquilo. Eu tenho medo da situação que aquilo simboliza para mim internamente. Como decorrência da teoria da aprendizagem, qualquer forma, objeto, situação, pode transformar-se em fator de medo, dando lugar a inumeráveis estados fóbicos, cujos nomes correspondem à aqueles mecanismos pulsionais que geram. Ah, ela vai citar e, por exemplo, claustrofobia e ela vai citar aquilo que a gente já falou. Eh, fobia de gato, de animais, de luz solar, fotofobia a qualquer tipo de animal, zoofobia, necrofobia, que é fobia cadáveres, tem fobia para dar e vender, né? Aí ela continua: aprofundando-se, porém, a sonda investigativa em torno da psicogênese, da origem, né, dos transtornos fóbicos, encontrar-seão no espírito os fatores causais, tudo vem lá, né? Quando houve comprometimentos morais, emocionais, decorrentes de situações lamentáveis, de ações deploráveis contra o próximo ou a sociedade, mediante atos criminosos ou odiendos experimentados, que é aquilo que a gente falou. Ou é porque eu me senti injustiçada, passei por alguma coisa que hoje eu desenvolvo uma fobia, ou porque eu fiz passar, eu fiz, eu
riminosos ou odiendos experimentados, que é aquilo que a gente falou. Ou é porque eu me senti injustiçada, passei por alguma coisa que hoje eu desenvolvo uma fobia, ou porque eu fiz passar, eu fiz, eu impulso sofrimento ao outro e a hora que caiu minha ficha, eu também fiquei com medo do que eu fiz, medo de fazer de novo, porque eu sei do sofrimento que gerou para mim, pro outro. Então eu tenho fobia de passar por isso de novo, né? Então, mais ou menos o que a gente já tinha comentado, os processos psicoterápicos, psicoterapêuticos são de grande eficiência para restabelecer a saúde emocional do paciente fóbico, trabalhando-lhe o inconsciente de forma a demonstrar-lhe a inutilidade do receio, que jamais se transforma em acontecimento prejudicial à sua saúde, à sua vida. Então, é uma conscientização. Olha, não tem esse risco, o gato não vai fazer nada para você. É, é, é um, é um, é uma coisa irracional, mas não tem sentido. É o que a gente chama de dessensibilização. A gente vai tentando conversar, a gente vai tentando se aproximar devagarzinho, ó, vamos ficar no mesmo recinto de um gato, você aqui ele lá longe. E aí você vai ficando, v, ó, não, não tá acontecendo nada. Ele, ele tá lá, você é maior que ele. Se ele fizer alguma coisa para você, você consegue se é conscientizando, dessensibilizando, conscientizando, dessensibilizando quando é possível. às vezes é tão forte que não dá para ir por esse caminho. Aí precisa um pouco de terapia eh para poder ir tirando camadas até chegar nesse registro, né? Mas normalmente essa dessensibilização, conversa, conscientização, dessensibilização vai acostumando. Isso ajuda muito. Eh, novas associações, ela continua explicando, novas associações podem auxiliar na representatividade que faculte o equilíbrio, proporcionando bem-estar e confiança. Então, a gente pode fazer novas. Olha, tá vendo? Olha que fofura do gatinho. Veja ele cuidando do filhotinho dele. Olha como ele é carinhoso. Olha, eu começo a associar o gato também com outras coisas. Ou seja,
ente pode fazer novas. Olha, tá vendo? Olha que fofura do gatinho. Veja ele cuidando do filhotinho dele. Olha como ele é carinhoso. Olha, eu começo a associar o gato também com outras coisas. Ou seja, eu vou des eh eh dissolvendo, esvaziando uma história única que tinha a respeito de gato, como se o gato fosse. Ah, o gato de vez em quando me dá essa sensação, mas eu já tenho um outro símbolo de gato que também é carinhoso e é fofinho e cuida do seu filhotinho. Então eu vou diluindo um pouco a força que aquele símbolo tava carregando, que o gato tava carregando, né? E o paciente, por sua vez, deve trabalhar-se interiormente, procurando introjetar a coragem, o bom senso e vencendo a pouco e pouco os medos mais simples e avançando no rumo das fobias mais perturbadoras. Então, que a gente se procure se regular, a autor regulação. Vai se aproximando, vai conversando, vai procurando, vai entendendo entender, vai tentando entender o que que esse símbolo está tentando me trazer, por que eu tenho medo disto, o que que será que deve ser. É sempre uma carta do inconsciente. É uma carta enigmática. o inconsciente nos oferece para que a gente consiga saber mais da gente mesmo. Então, ele nos oferece sonho, ele nos oferece complexo, ele nos oferece eh transtornos, sempre dando dicas de que que a gente carrega no inconsciente para que a gente possa mergulhar e se conhecer um pouco mais em direção da reforma íntima e do desenvolvimento espiritual. Desculpe de ter avançado hoje e até a próxima semana, se Deus quiser. E se tiverem perguntas, deixa para mim que a gente oportunamente vai falar a respeito. Um beijo para vocês.
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