T6:E4 • Transtornos Mentais • Transtorno do Pânico
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 – Transtornos Mentais Episódio 04 – Transtorno do Pânico Neste episódio, o transtorno do pânico é analisado sob a ótica da psicologia espírita, revelando os conflitos interiores que desencadeiam crises de medo intenso e descontrole. A abordagem de Joanna de Ângelis, à luz do Espiritismo, oferece esclarecimento e acolhimento, promovendo recursos terapêuticos baseados na consciência espiritual e no autoconhecimento. 📘 Referências bibliográficas: • Amor, Imbatível Amor, cap. 10 • Autodescobrimento: Uma Busca Interior, cap. 9 🎙️ Apresentação: Cristiane Beira #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #TranstornoDoPânico #SaúdeMental #Autoconhecimento #CristianeBeira #DivaldoFranco #SériePsicológica #Espiritismo
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. Neste quarto episódio em que estamos desenvolvendo nessa sexta temporada vários transtornos mentais. Estamos dedicando nossos estudos para compreender um pouco sobre esses dramas que têm nos atrapalhado, o espírito, tem nos perturbado a mente. E propomos então reflexões buscando em Joana de Angeles e no próprio Espiritismo algumas respostas, algumas possibilidades de caminho para tentar acalmar um pouco o nosso coração e nos oferecer também algumas possibilidades de conduta, de busca, de entendimento. É, como eu tenho falado nos episódios anteriores, eu conto com a compreensão de vocês, porque nós não vamos trazer aqui uma abordagem científica, não é esse o objetivo, nem tenho condição para isso. Eh, tampouco conseguiremos abordar tudo que o tema precisa, mas é apenas a nossa pequena contribuição com aquilo que somos capazes de oferecer. Conto com a participação de vocês. Conversem, tragam suas considerações, suas experiências, seu conhecimento, sempre agrega. Eh, na próxima semana vamos dedicar um episódio para perguntas e respostas. Então, eu vou trazer a voz de vocês, aquilo que vocês contribuírem, o que vocês souberem, o que vocês quiserem saber também. É uma oportunidade de troca sempre muito rica. Para conversarmos hoje, nós vamos eh trazer o tema do pânico, o transtorno do pânico. Como eu fiz a semana passada sobre a fobia, eu vou começar trazendo a origem mitológica, que nada mais é do que uma compreensão de dentro para fora a respeito do transtorno. A mitologia sempre se refere ao nosso mundo interno. Às vezes a gente briga, quem tem a mente mais lógica e mais racional, a gente costuma dizer: "Ah, eu não entendo nada dessa mitologia. Tem um monte deuses. Esses deuses são malucos. Eu nunca vi Deus que fica com raiva e esses que eh eh que trai a própria esposa. É porque nós estamos querendo compará-lo com o Deus criador, esse nosso pai perfeito, essa inteligência suprema, essa força de vida, esse amor não tem nada a ver com a
eh eh que trai a própria esposa. É porque nós estamos querendo compará-lo com o Deus criador, esse nosso pai perfeito, essa inteligência suprema, essa força de vida, esse amor não tem nada a ver com a mitologia. Então, quando nós falamos de Deus com letra com com letra maiúscula, a palavra Deus com letra maiúscula, é esse Deus Pai, criador do universo, inteligência primeira do de tudo que já existiu. E então, não é disso. A mitologia ela está trazendo forças. Esses deuses são forças instintivas, naturais. São aspectos de nós próprios. Então, quando nós falamos, por exemplo, como a semana passada nós trouxemos o Deus da guerra, não é um Deus que está lá fora e que faz guerra. É nossa função, é nosso aspecto bélico, é a raiva que eu deixo se transformar em violência. Eu estou possuída por esse deus ares quando eu parto para ignorância e luto eh de forma violenta e bélica. Mas aquele Deus quando bem compreendido, aquele Deus da guerra, o Ares, ele vai nos ensinar a trazer a força da ação, mas sem a gente se perder em violência, em atitude antiéticas, simplesmente para sermos justos, para lutarmos por uma causa nobre, de uma forma que a gente vá com a espada, como disse Jesus, sem eh levar o orgulho, o egoísmo e as e as paixões juntas. Então, a mitologia sempre vai nos convidar para uma reflexão dentro de nós próprios. Onde está Afrodite em mim? Onde está Era em mim? Onde está Zeus em mim? E para falarmos sobre o o transtorno do pânico, nós vamos trazer o deus pan. Quem que é esse deus pan? Patil no nosso português, né? Quem que é esse deus pan ou p a n? Ele é o Deus tido como Deus da totalidade. Ele ele é o Deus tudo. Ele ele traz pra gente um convite pra gente pensar a respeito desse eh dessa desse excesso. Então, quando a gente fala assim, jogos pan-americanos, ou seja, de todas as as de todos os países da das Américas, sempre que a gente traz esses esse prefixo pan, a gente tá dizendo aquilo que vier depois, a gente tá dizendo de tudo, é de todos, né? Então, eh, o pan, quem era esse deus? Ele era
es da das Américas, sempre que a gente traz esses esse prefixo pan, a gente tá dizendo aquilo que vier depois, a gente tá dizendo de tudo, é de todos, né? Então, eh, o pan, quem era esse deus? Ele era filho de Hermes, o deus mensageiro, e filho da ninfa Driupe. O que acontece quando ele nasce? A própria mãe fica com medo dele. Então nós vamos ver pânico. A a história mitológica conta, a mãe fica com medo, a mãe se assusta. O pânico tem a ver com esse susto. E ela se assusta porque ele nasce metade homem e metade bod. Ele tinha os chifres do bod, ele tinha os membros, as patas, as pernas de bod. E é uma figura então grotesca, é uma figura que que foge da naturalidade e isso nos amedronta entre parênteses. Vamoser fazer um parênteses antes de continuar a história do mito. Quantas vezes a gente não se assusta com a gente mesmo? não reconhecendo o nosso lado humano. E a gente diz assim: "Nossa, tô parecendo um bicho aqui, não um bicho animal, porque o animal tá OK, ele tá lá programado pela lei do instinto, fazendo o que Deus planejou que ele fizesse, que ele foi programado. Bicho no sentido de monstro, no sentido de um aspecto ruim, negativo da nossa parte. Então, muitas vezes a gente olhando pra gente, a gente se vê, parece que eu estou metade ser humano e metade monstro. Isso nos assusta. Ninguém quer ser assim. Então, a a mãe dele, a ninfa se assusta, metade homem, metade bode, e ela o abandona. Então, esse pânico vai trazer alguma questão de uma criança interna abandonada. O transtorno do pânico vai mexer em lugares nossos, onde nós nos sentimos vulneráveis, esquecidos, excluídos, sozinhos, solitários, abandonados mesmo numa palavra. Então, ele vai para onde? Ele vai pro para dentro de florestas densas, escuras. Ele vai se esconder em cavernas. Então, ele fica lá nesses lugares eh eh imperceptível. Ele não está visível, ele fica escondido. E o pânico não é assim. A gente tá bem até que não tá bem. De repente surge não sei da onde, surge de nossas entranhas, surge de nosso mundo
eh imperceptível. Ele não está visível, ele fica escondido. E o pânico não é assim. A gente tá bem até que não tá bem. De repente surge não sei da onde, surge de nossas entranhas, surge de nosso mundo interno, das nossas cavernas escuras. Ele rompe e ele nos assusta. Então esse deus Panido nas cavernas, no interior das florestas escuras, ele assustava, ele botava terror nos aventureiros que estavam lá, né, passando desavisados, esquecidos da vida. E ele aparecia então e causava terror. Então o pânico vai ter a ver com isso também. vai ter a ver com você tá desavisada na vida, você tá esquecida, tá alegrinha, superficial e de repente você se vê tomada de pânico. Então é como se ele tivesse dando um chacoalhão e dizendo: "Acorda, como é que vocês passam aqui no interior de uma floresta sem estar preparado, sem estar atento, sem estar vigilante, sem estar consciente?" Nós podemos de novo fazer um parênteses aqui na história e trazer isso paraa nossa jornada na terra. A gente mergulha na carne, é como se estivéssemos entrando numa grande aventura, numa aventura que vamos passar, onde vamos passar por lugares e escuros, difíceis, desconhecidos, sombrios, nada amigáveis. E quantas vezes a gente vê pessoas, a grande maioria de nós mergulha na na carne, vem pra terra como se tivesse num parque de diversões e vai desavisado, achando que vai de diversão em diversão, de festa em festa, de alegria em alegria e de repente a vida nos dá um chacoalhão e a gente se assusta. Uma doença, uma perda, um tombo. Que que é isso? É esse Deus Pan dizendo pra gente: "Que que você tá? Acorda pra vida, minha filha". É Jesus dizendo: "Vigiai e orai." Não, você não vai saber a hora, a hora que o ladrão chega no meio da noite, a hora que o, numa das parábolas, a hora que o noivo abre a porta para te chamar paraa comunhão. Jesus eh com a parábola das 10 virgens. Em vários momentos Jesus nos chama atenção, que é para estarmos vigilantes, porque não vamos saber a hora, a hora da expiação, a hora do
chamar paraa comunhão. Jesus eh com a parábola das 10 virgens. Em vários momentos Jesus nos chama atenção, que é para estarmos vigilantes, porque não vamos saber a hora, a hora da expiação, a hora do chamado, a hora do convite para a grande oportunidade da nossa vida. Vigiai, orai, desperta, ó tu, que dormes na nas palavras do apóstolo. Acorda paraa vida. Presta atenção. Você não tá aqui de no recreio da escola. Você não tá aqui num parque de diversões? Pega a espada, não vem trazer a paz, mas a espada. Fique atento. Mente vigilante. É isso. Então, percebe que o Deus Pan é fundamental e ele nos ajuda porque ele nos dá um chacoalhão para dizer: "Você tá dormindo? Presta atenção, porque você acabou de perceber que do jeito que você tá vivendo não vai dar certo. Não vai dar certo. Então a gente acha que é um problema que deveria ai deu errado, eu eu desenvolvi o transtorno de pânico. Ou seja, tá tá errado isso. Não tinha que não, pelo contrário. Aí finalmente você foi convidada a acordar pra vida, a prestar atenção, a olhar o que que você tava, que que lugar que você tava desavisada. Então você entrou numa floresta e achou que tava bem e que seria facinho de passar por essa floresta e precisou que Deus, que o deus pan viesse dar um susto para você acordar pra vida. Eu sei que para quem tem a a o transtorno do pânico, isso que eu estou dizendo é cruel. Eu eu consigo perceber em mim que se eu tivesse me ouvindo, eu tivesse, eu tinha vontade de me esganar. É, Cris, você tá falando porque é fácil. Agora vai passar. Não tô dizendo que é fácil e nem tô dizendo que onde já se viu, não. Eu estou trazendo só um outro convite para que a gente amor, né? Tudo bem, Cris, você não é perfeita. Se você fosse perfeita, você mergulharia na terra, na carne, como Jesus. Mas eu não sou Jesus. Então, certamente eu vou ser em algum momento da minha vida desavisada que entra numa floresta sombria achando que tá passeando no parque de diversões. Então, primeira coisa, vamos nos incluir todos nós em todos os transtornos.
r em algum momento da minha vida desavisada que entra numa floresta sombria achando que tá passeando no parque de diversões. Então, primeira coisa, vamos nos incluir todos nós em todos os transtornos. Ninguém está isento, a não ser que aqui entre nós tenha algum missionário vindo dos alteplanos da esfera evolutiva, dos mundos felizes, se não é esse o caso. E nós nos reconhecemos como espíritos imperfeitos do nível do grau de evolução da nossa terra, estamos todos no mesmo barco. E nesse barco, vez outra, nós seremos convidados a a experimentar algum transtorno. E esse transtorno vem não porque eu sou pior, não porque eu dei errado, é simplesmente um despertador da vida. Todos nós costumamos colocar o despertador para nos acordar em algum momento em que a gente não tem certeza se vai dar conta de acordar sozinho. Se eu já sei que todo dia 7 da manhã, faça chuva, faça sol, eu estou acordado e eu preciso acordar às 7, eu não preciso pôr despertador. Mas se tiver algum dia que eu preciso ir acordar às 5 e eu sei que sozinha eu não acordo às 5, eu preparo o quê para mim? Um susto. Eu preparo um susto. Tem gente que põe aquele susto para valer mesmo, que você põe uma música que é um, né, pá pá e você acorda já em pânico. E tem gente que não precisa disso. Pode pôr uma musiquinha que vai começando devagarzinho e vai te preparando para acordar. Você vai percebendo que tem alguma coisa no ambiente. Você vai sendo despertado. Cada um vai receber o acorda que precisa, que precisa. Então, a gente prepara sustos. para nos acordar. Literalmente, quando nós colocamos o nosso relógio, nosso despertador para nos acordar, eles nos dão um susto porque a gente estava dormindo e a gente desperta. Pois é, a vida prepara despertadores ao longo do nosso caminho. vez ou outra vai tocar algum alarme, seja na forma de uma perda, perda financeira, perda de emprego, seja na forma de uma desilusão amorosa, afetiva, um amigo que nos decepciona ou que vai embora, seja na forma de uma morte, realmente enfrentar a
orma de uma perda, perda financeira, perda de emprego, seja na forma de uma desilusão amorosa, afetiva, um amigo que nos decepciona ou que vai embora, seja na forma de uma morte, realmente enfrentar a desencarnação de alguém, uma grande doença, um desafio, algo que a gente precisa lidar na vida e que a gente não sabe muito bem, são todos despertadores que Deus planejou para nos acordar. Qualquer transtorno que estamos falando pode ser visto como esse despertador e todos nós em algum momento podemos ser acessados por algum desses despertadores. Então, precisa ter essa empatia de todos nós. Não estamos aqui apontando o dedo para quem tem sim o transtorno do pânico, o transtorno do fóbico, seja lá o que for, não. Estamos todos juntos. Mas vamos estudar de uma maneira mais leve e às vezes até brincalhona para que a gente também possa respirar um pouco. Então, por isso que eu estava dizendo que quando nós formos visitados pelo transtorno do pânico, a gente pode brincar com a gente: "Ai, meu despertador chegou. Ixe, agora quero ver que que esse Deus tá me chacalhando. Eu estava desavisada em que sentido? Eu estava passando pela vida achando o quê? É preciso parar para rever, para revisitar. Joana deângeles desenvolve na sua, nos seus livros, em alguns dos seus livros, o conceito de crise. Ela faz um estudo lindo sobre o conceito de crise. E ela, estudando a palavra crise, ela traz o o prefixo cri ou kir do grego, do sânscrito. E ela diz que isso se refere eh eh é a um conceito que engloba a transformação. Então, kir ou cri quer dizer transformação. E aí a gente vai pensar na crisálida, né, que vai a, ela é a lagarta, entra nessa, nesse casulo, nessa crisálida, no estado de crisálida, ela está lá dentro do casulo. E o resultado é uma transformação em uma borboleta. Ela sai de um animal que rasteja 2D, né? tá ali com a com a fuça na terra se arrastando, não consegue nem pular para sair um pouquinho do chão, vai se arrastando. Aí ela tem a oportunidade de passar pela criálida.
animal que rasteja 2D, né? tá ali com a com a fuça na terra se arrastando, não consegue nem pular para sair um pouquinho do chão, vai se arrastando. Aí ela tem a oportunidade de passar pela criálida. E essa crisálida faz com que ela possa mudar de categoria. Agora ela voa, ela ganha o volume, ela tá no 3D, ela não fica rastejando. Agora ela está voando, ela ganha asas. Então, a crise ali da crise, ela é transformadora. A crise pra gente, quando a gente termina de estudar Joana apresentando a crise, a gente torce, cadê a minha crise? Porque eu quero logo essa tal da crise. É que nem quando a gente estuda o livro Plenitude e e e modifica o ponto de vista com o sofrimento. Eu quero sofrer logo, porque ela muda nosso ponto de vista. Ela mostra a utilidade, a finalidade do sofrimento. E ela mostra a finalidade da crise, que é como se fosse uma porta que a gente entra para um outro mundo, para um para uma outra instância, para uma elevação, para um outro lugar. Então, o pânico, quando a gente fala, eu tive uma crise de pânico, eu sofro de síndrome de pânico, de transtorno de pânico, esse momento da crise é uma oportunidade para transformação, ampliação, eh, elevação, ascensão. É, é esse o convite que tem por trás. A vida não gosta de pregar peças na gente para se divertir. Deus não fica torcendo pra gente errar, para ele aplicar uma punição e se divertir com isso. Que absurdo. Por trás daquilo que o ego diz que é ruim, que ele não queria, existe uma grande ação amorosa da divindade. Então, eu estou passando pela crise, pelo transtorno do pânico. Na verdade, lá no fundo existe uma mão divina querendo levar a gente para um outro plano. Lá no fundo existe um colo dizendo: "Chega de, você não merece mais ficar andando desavisadamente. Você merece crescer, se conhecer, se transformar". Mas é que a gente para passar por essa porta precisa se estreitar. Tente imaginar a dificuldade ou a ansiedade que dá para essa lagarta ficar dentro de um casulo. Que que aflição que dá, que pânico, que
s é que a gente para passar por essa porta precisa se estreitar. Tente imaginar a dificuldade ou a ansiedade que dá para essa lagarta ficar dentro de um casulo. Que que aflição que dá, que pânico, que fobia. Pois é, porque o crescer precisa desse, precisa dessa constção. O bebê tá confortável no ventre, ele está protegido, ele tem comida na hora que ele precisa, ele está num lugar macio, acolhedor, é um útero. É tão gostoso que quando a gente está no ápice de uma de uma de um medo, a gente tende a fazer a posição fetal, que é como se eu quisesse voltar para aquele lugar quentinho, acolhedor e macio e protetivo. Mas uma hora ele precisa sair dali, senão ele não cresce mais, senão ele vai morrer ali dentro. Ele precisa sair, ele precisa passar pela crise. Qual crise? E a crise de passar pelo canal estreito, ele primeiro passa por esse túnel para depois ganhar a amplitude, a amplitude da vida. Então, faz parte da natureza. A gente tá bem desavisado, leva um susto, fica como se tivesse ansioso, constringido aqui dentro. É um convite para parar, rever, pensar, para se transformar e sair maior, maior espiritualmente, mais consciente, mais fortalecido, mais sábio. Toda vez que a gente enfrentar algum transtorno ou alguma dificuldade ou algum obstáculo, qualquer coisa, é um convite para que a gente passe por aquilo que vai doer no princípio, vai incomodar, vai faltar o ar, mas depois a gente sai fortalecido, crescido, ampliado. Então é sempre esse o convite da vida. Mas vamos lá, então, eh, entrar no transtorno do pânico. Eh, sintomas que costumam, alguns, né, porque são vários. A gente percebe o batimento cardíaco como se fosse acelerar, parece que o coração vai sair pela boca. Eh, a gente também passa a ter dificuldade para respirar. Respiração curta, ofegante. Quando eu faço essa respiração curta e ofegante, eu causo depois uma sensação de tontura. Eu mesma acabo gerando tontura. E aí, como eu não conheço esse lugar e eu tava bem, de repente eu estou nesse lugar, me dá muito a sensação de onde eu vou
nte, eu causo depois uma sensação de tontura. Eu mesma acabo gerando tontura. E aí, como eu não conheço esse lugar e eu tava bem, de repente eu estou nesse lugar, me dá muito a sensação de onde eu vou parar, será que eu vou morrer? Então, dá uma sensação de uma expectativa como se tivesse prestes a morrer ou enlouquecer. Então, é mais ou menos isso que a gente sente quando a gente eh enfrenta uma crise de pânico, quando a gente é visitado pelo transtorno do pânico. Então, é como se estivéssemos desavisados, levando a vida numa boa. O pânico pan aparece, nos assusta e a gente dá conta que a gente estava numa floresta escura. Eu não tinha percebido até então. Eu não sei para onde eu vou. Eu não sei como eu saio daqui. Eu não percebi que eu estava num lugar tão perigoso, desconhecido. E aí eu começo a ficar com medo. Coração acelera. Ai meu Deus. Ai meu Deus. Que que vai acontecer? Eu vou morrer. Eu não vou sair daqui? Que que tá? Eu não sei o que que eu tô passando. Eu vou enlouquecer. não sei para onde eu saio e aí me dá tontura, me dá essa angústia, me dá esse pânico. Então é mais ou menos esse o contexto. Então uma coisa que a gente já pode fazer na hora é trazer a consciência a isso. Tá tudo certo. Apesar de tá horrível esse lugar, está tudo certo pra lei divina. Deus continua no comando e nada mais é do que um convite para eu acordar. Ele continua me amparando. Eu não vou morrer se não tiver na hora de eu morrer. Se eu tiver na hora de eu morrer, eu morro sem pânico, com pânico, seja do que for. Então, é uma chance que eu tenho de trazer a consciência para eu começar me acalmar, eu a mim mesma, para eu começar a trazer a sensação de que, apesar do controle não estar comigo, não quer dizer que não exista controle. A situação está controlada por ninguém melhor do que Deus. Então o pânico ele vai trazer também uma questão de descontrole. Eu perco o controle, mas que ilusão, porque eu achei que eu tivesse. Eu não tenho controle. Eu tenho controle só para usar o meu livre arbítrio. Agora,
le vai trazer também uma questão de descontrole. Eu perco o controle, mas que ilusão, porque eu achei que eu tivesse. Eu não tenho controle. Eu tenho controle só para usar o meu livre arbítrio. Agora, para colher o resultado do que eu fiz com o livre arbítrio no passado, eu já não tenho mais controle de evitar, porque a lei de causa e efeito é uma roda que roda. A lei do progresso faz com que eu ande e eu não vou ter como desviar do caminho que eu mesmo escolhi. Então, nessa hora eu quero controlar o efeito daquilo que eu causei. Não dá, não dá. Se eu pegar uma um tijolo e jogar para cima e ficar olhando para ele cair, não dá pra hora que ele tá caindo eu falar: "Não caia, não caia, para, para, para, não vai". Eu não tenho esse poder de contra a lei da gravidade porque eu quero, né? Então, eu não devia ter jogado o tijolo se eu não queria que ele caísse em mim, pelo menos sai de baixo. Isso eu posso fazer agora. querer que o efeito se interrompa. Não, o próprio Jesus disse: "Não vim destruir as leis. Eu não vim contra as leis. Eu estou dentro das leis. Não tem como, inclusive, né? Então a gente eh a questão do controle é também um convite pra gente se dar conta de que a gente o nosso controle vai até a página dois. E quando eu perco o controle e o controle volta a eu me dou conta de que o único controle agora está na mão de Deus. Que que que que eu sou convidada a a experimentar? A fé. Se ali eu entender que ninguém melhor do que Deus para cuidar do que está acontecendo, eu relaxo, tá tudo certo. Deus está cuidando. Ah, quer dizer que o pânico vai embora e eu vou voltar a ser Não, quer dizer, não sei, pode ser que eu sofra que nenhum cão, que possa, horrível, mas lá no fundo eu não duvido de que eu estou amparada. Eu não duvido de que o melhor para mim está sendo feito. Eu não duvido que eu vou dar conta, como todo mundo dá e como eu já dei também nas vidas passadas, de enfrentar a dor, o sofrimento. Eu consigo pacificar o meu coração. Não quer dizer que eu vou ir para um lugar
do que eu vou dar conta, como todo mundo dá e como eu já dei também nas vidas passadas, de enfrentar a dor, o sofrimento. Eu consigo pacificar o meu coração. Não quer dizer que eu vou ir para um lugar que eu desejo, que é fora do pânico, não. Mas eu sou capaz de passar por ele menos perturbada. Sou capaz de passar com ele sentindo o amparo de Deus, se eu permitir que a fé surja nesse momento, né? Mas é um grande desafio, né? Difícil isso. Bom, vamos então eh paraa Joana de Angeles. Eu trouxe, como a semana passada, eu trouxe apenas dois livros hoje, porque nesses dois livros ela faz um estudo detalhado do assunto. Eu trouxe muitos trechos e não trouxe todos. Então, ainda tem coisas interessantes para vocês procurarem ler o texto na íntegra. Mas como eu peguei bastante, eu fiquei neles dois. E fica então a dica. Um, eu vou começar pelo livro, pelo volume 9, pelo livro Amor imbatível Amor, capítulo 10. Amor, imbatível Amor, capítulo 10. Joana faz um passeio, né, trazendo aquilo que a gente já adiantou. Então eu vou ler. Em 1980 foi estabelecido como uma entidade específica o transtorno do pânico. Diferente de outros transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome do pânico. Então o a síndrome do pânico ou transtorno do pânico, ela foi ela ganhou uma categoria específica dentro do estudo da psiquiatria em 1980. Antes ela tava misturada com outros. Então, passou-se a estudar especificamente o transtorno do pânico desde 1980, ou melhor, elucidando como transtorno do pânico em razão das suas características serem diferentes dos conhecidos distúrbios. Então, ela passou a ser olhada como como um transtorno específico. A designação tem origem no deus Pan, da mitologia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma grotesca, parte homem, parte cabra, e que se comprazia em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitate nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo, que é aquilo que a gente falou. É como se ele falasse, acorda, desperta, ô, ô, você pensa que
em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitate nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo, que é aquilo que a gente falou. É como se ele falasse, acorda, desperta, ô, ô, você pensa que você vai entrando numa floresta escura? Ou seja, você pensa que você vai vivendo uma vida, achando que você tá num parque de diversões, de passeio? Não. Acorda, a vida vai te trazer desafios, situações difíceis, dores, aflições. Na vida tereis aflições. Então, é esse a corda que esse Deus grego oferece, que esse lado do nosso interior nos traz, né? Então veja, tem um lado meu que tá lá desavisado e tem um outro lado, o Pan que fala: "Cris, que você tá pensando da vida? Então sou eu mesma que gera o pânico em mim. Ele não vem de fora, é lá de dentro que vem. Porque é como se um aspecto meu tivesse falando: "O que que a Crist tá fazendo que ela tá dormindo pra vida? Se ela não está acordando conscientemente por si só, eu preciso gerar algo que acorde, que a desperte." Então, a gente costuma falar ego, consciência, ego, aquilo que eu sei, que eu sei. Self, espírito, é o nosso eu profundo, é a verdadeira identidade. E de vez em quando a gente fala assim: "Ih, levei um tombo do self. O self me deu um tombo." Ah, isso tem cara de tem cara de selfie, de coisa de selfie. O que que eu quero dizer? Eu quero dizer que, por exemplo, eu fiz um plano e eu mesma sem querer boicotei meu plano. Então, é como se o ego tivesse feito um plano e o self, sem o ego perceber, o self boicotou o plano. Por exemplo, um exemplo bobo. Ai, eu quero ir naquele show, não sei de quem. O ego tá doidão para ir lá porque ele gosta, porque ele, enfim, porque ele e o self tá pensando assim: "Putz, mas e lá não era hora de ir, tem coisa mais importante para fazer. Aquele lugar lá talvez seja risco." Então, inconscientemente algo me diz que eu não deveria ir. Conscientemente eu quero ir. E aí, por exemplo, eu fico, eu fico de comprar o ingresso, mas eu achei que não sei o quê. esqueci de comprar um ingresso.
nscientemente algo me diz que eu não deveria ir. Conscientemente eu quero ir. E aí, por exemplo, eu fico, eu fico de comprar o ingresso, mas eu achei que não sei o quê. esqueci de comprar um ingresso. Quando eu me lembro, não tem mais ingresso para vender. E a gente fala: "Nossa, se eu sabia que eu queria ir, por que que eu não comprei?" Às vezes é autoboicote, sou eu me atrapalhando. Às vezes não é autoboicote, é o meu eu profundo dizendo, "Presta atenção na vida, que isso daí vai te atrapalhar nesse momento, deixa para depois". Interessante isso, né? Então, o pan sou eu mesma, sou eu mesma que que me leva a um lugar para ver se eu acordo, porque eu estou vivendo uma vida superficial. Por isso que Joana de Angeles fala da importância do diálogo interno. Que que é o diálogo interno? Eu ter um tempo para conversar comigo no silêncio, na minha oração, na minha autorreflexão. O que que eu ando fazendo da vida, quem sou eu? Que que eu gosto de fazer? Que que eu ando fazendo que eu não deveria fazer? Que que eu não ando fazendo que eu deveria fazer. Se eu dou chance pro meu inconsciente conversar comigo, ele me traz na forma de intuição, na forma de insight, na forma de tomada de consciência. Mas se eu tô afoita, vivendo lá fora, correndo atrás de um monte de coisa, correndo, correndo, o inconsciente tá lá assim, Cris, e a Cris não para para ser ouvir, então o inconsciente vai pará-la. Eu eu passo por uma situação, passo por uma dor, passo por uma doença e aí quando eu vejo, tô eu lá quietinha na cama e da fal: "Ah, então agora eu vou ter tempo de me ouvir", né? Então, eu me parei nesse sentido. Eu gero aquilo que eu preciso. Não é uma punição, é uma bênção, porque é uma chance da gente resgatar nosso caminho enquanto existe caminho. Para eu não me arrepender lá no fim, quando eu falo agora já foi, a reencarnação, já foi. Continuando, então, durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação,
eu falo agora já foi, a reencarnação, já foi. Continuando, então, durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, psicastenia, hipocondria, histeria, depressão atípica, agorafobia, até ser estudado devidamente por Sigmund Freud ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes suíços. Anteriormente, durante uma guerra, né, a guerra franco-austríaca em 1871, o Dr. Marion da Costa examinou pacientes que voltavam do campo de batalha, apresentando terríveis comportamentos psicológicos, com crises de ansiedade, insegurança, medo, diarreia, vertigens, ataques, entre outros sintomas, e que foram denominados como coração irritável, por fim, tornando-se conhecido como síndrome da de da costa, que era em homenagem ao quem estudou, ao pesquisador que o estudou, pela valiosa contribuição que ele ofereceu. ao seu estudo de terapia. Então, foi desenvolvendo, foi desmembrando, esse estudo foi sendo elaborado até que 1980 se chegou nesse ponto de vista, nesse entendimento que existe ainda hoje em nosso tempo, ainda hoje. É interessante porque, se eu não me engano, eu eu dediquei um dos episódios pra gente conversar sobre traumas, que tem um é um outro ponto que passa por aqui também, essa história que Joana traz eh dessas pessoas que foram pro campo de batalha. E vou vou até deixar destacado para voltar nisso. Quando a gente falar sobre trauma, percebe como que as esses transtornos, esses estados psicológicos atormentados, perturbadores, eles eles se se mesclam. Por isso que antes trabalhava com eles todos juntos e hoje se separou, né? Porque eles têm eh consonância um com o outro, eles se conversam. Por isso que é difícil às vezes o próprio diagnóstico, né? A síndrome do pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 e 40 anos de idade, alcançando na atualidade expressivo índice de vítimas que oscila entre 1 e 2% da população em
rrer de um para outro momento e atinge qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 e 40 anos de idade, alcançando na atualidade expressivo índice de vítimas que oscila entre 1 e 2% da população em geral. Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando o grande número de pacientes a aflições inomináveis. Vamos lembrar que Joana escreveu isso já faz alguns anos. Pode ser que essa estatística tenha tido algum tipo de mudança. Existem fatores que desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como físicos e psicológicos. Então, tanto no mundo de fora quanto no mundo de dentro, pode haver fatores que tanto estimulam a o transtorno do pânico a se manifestar, quanto acalmam. E aí é que está a terapia nesse conhecimento interno e externo para sabendo que eu tenho uma tendência para desenvolver esse essas crises, eu posso cuidar do mundo interno para amenizar as ocorrências e também posso cuidar do mundo externo para ter menos estímulos. Então eu vou me conhecer, eu vou conhecer o que o que no mundo de fora me atrapalha e vou definindo minha vida mais de acordo com quem eu sou. Às vezes eu quero viver que nem o outro, mas ao viver que nem o outro me atrapalha inteira, porque aqueles estímulos me fazem mal. Não é porque todo mundo faz uma coisa que eu preciso fazer. Eu preciso me conhecer para saber o que me faz bem, o que não me faz bem. E aí eu vou escolhendo uma vida mais de acordo com quem eu sou. E aí eu crio menos eh perturbações para mim mesmas. Para mim mesma. Já não se pode mais considerar como responsável pelos distúrbios mentais e psicológicos. de uma causa unívoca, não é só uma coisa que origina, porém uma série de fatores préis exponentes como ambientais, especialmente no de pânico. Então, a gente vai entender que não é uma única coisa que desencadeia, um único fator, ele é diverso. Tem muitos eh fatores que estimulam, que participam, tanto internos quanto externos. Bom, entre os primeiros, vamos pensar agora pensando no indivíduo, destacam-se
deia, um único fator, ele é diverso. Tem muitos eh fatores que estimulam, que participam, tanto internos quanto externos. Bom, entre os primeiros, vamos pensar agora pensando no indivíduo, destacam-se os da hereditariedade. Vamos sempre lembrar e Jana vai dizer: "Ai, eu herdei por como herança da minha mãe a o transtorno do pânico." É, vamos pensar que tudo bem que você pode achar que isso foi hereditário, mas você só nasceu filha dessa mãe porque em vidas passadas as suas escolhas te trouxeram para cá. Você tem um perespírito que deu sintonia com o perespírito dessa mãe que te trouxe o gene. E vamos lembrar também que nem todo filho dessa mãe vai desenvolver. Ou seja, ela te deu lá o gene, mas você pode ligar ou não ligar como a epigenética nos ensina. Isso é seu. Então, nem todo filho de uma mãe que tem transtorno de pânico vai ter pânico. Agora, se eu tiver ligação com isso em espírito, eu posso eh me influenciar pela herança genética. Mas eu sou sempre herdeiro de mim mesma. Entre os primeiros se destaca os da hereditariedade que se responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade da separação. Tais fatores genéticos facultam o desencarde da predisposição biológica para a instalação do distúrbio do pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo o campo hábil para a instalação do pânico, quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise. Vou dar um exemplo para falar o que ela tá explicando, para explicar o que ela tá dizendo aqui. Você vocês já viram nesses videozinhos que fica correndo pela internet alguns e exemplos que os pais gravam e eles acham lindo e e todo mundo ri, a gente riusto nos filhos pequenininhos. Então o bebê tem lá um aninho, tá aprendendo a andar e o pai fica atrás da porta e a criança ela reage rindo porque ela leva um baita susto e é uma reação automática. Ela ri. Nem toda a criança ri. Tem algumas que começam a chorar.
tá aprendendo a andar e o pai fica atrás da porta e a criança ela reage rindo porque ela leva um baita susto e é uma reação automática. Ela ri. Nem toda a criança ri. Tem algumas que começam a chorar. Então, por que fazer isso? O que que a gente acha que a gente tá gerando para psique dessa criança? Porque a gente hoje quando leva um susto, se eu tô saindo de uma porta, alguém sai e me dá um susto e e eu sou capaz de no momento seguinte fazer uma análise cognitiva para entender o que aconteceu. E aí eu eu entendi, não tem nada. é um bobo que quis me assustar para fazer pregar uma peça ou eu brigo com ele, então tá tudo certo. Eu entendi a situação. Agora o bebê desse dessa idade, ele não tem cérebro para fazer essa análise. Depois que aconteceu? Ah, é meu pai que tá fazendo uma brincadeira. Ele não entende o que aconteceu. Simplesmente ele se assustou. E esse susto, quando eu não entendo o que tá acontecendo, eu não elaboro. Eu não elaboro. Eu não sou capaz de elaborar e falar: "Ah, já sei". é alguém que quis fazer uma brincadeira e tá tudo certo, não vai acontecer nada demais. Eh, eu só assustei, eu sou capaz de entender, eu guardo um entendimento. Eu eu eu guardo uma lembrança sabendo o que que aconteceu, por que aconteceu, como aconteceu. Mas se eu tenho um, dois, tr aninhos, eu não sou capaz de guardar essa essa memória sabendo o que aconteceu. A criança não sabe o que aconteceu. Ela não entende. Ela não tem ainda um cérebro capaz de fazer essa análise eh eh subjetiva, abstrata. Então, a gente tá guardando registros nela de sustos que ela não vai entender o que que aconteceu. Vamos tentar dar um exemplo mais assim. Imagina que agora aconteça alguma coisa que eu não sei explicar e que aquilo me traumatiza. Eu não sei entender, eu não sei porque aconteceu. Negócio extrafísico, extra material. aparece um ET na minha frente, seja lá o que for, eu não sou capaz de digerir, eu não sou capaz de explicar, eu não entendi o que aconteceu, não sei que hora que pode acontecer de novo, eu não sei que que
ece um ET na minha frente, seja lá o que for, eu não sou capaz de digerir, eu não sou capaz de explicar, eu não entendi o que aconteceu, não sei que hora que pode acontecer de novo, eu não sei que que vai ter o efeito. É isso que a gente causa. A gente causa o quê? Trauma. Trauma. E a gente vai voltar a falar num num episódio específico sobre trauma. Então é isso que ela tá dizendo, que muitas vezes esse a instalação desse distúrbio veio como gerador de insegurança e ansiedade por conta desse tipo de educação que a gente dá, em que a gente traumatiza as crianças. Então, a criança deveria, merecia ser criada num ambiente em que num primeiro momento ela é protegida. Então, ela passa a não ter medos assim de pânico porque ela sabe que ela não dá conta de se proteger, mas o pai, a mãe, o educador que tá junto dá. Agora, se esses são aqueles que as amedrontam, a vida fica sem chão. Imagina se quem deveria me proteger é quem levanta um chinelo para me bater e eu não sei nem o que que eu fiz para apanhar. Algumas vezes eu já tenho idade suficiente para saber, outras vezes eu apanho sem ter noção do que que aconteceu. A gente tem memória de ter levado bronca do pai e na hora a gente concordou porque a gente só queria sair da situação. Mas no fundo a gente não sabe muito bem o que que a gente fez ali para deixar ele daquele estado. Então a gente muitas vezes deixa sementinhas de futuros pânicos instaladas na psique dessas crianças, né? Mas vamos continuar. Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no excesso de serotonina sobre o sistema nervoso central, podendo ser controlada a crise mediante a aplicação de drogas específicas tais clonazepan. não obstante ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro e receptor. Então, Joana tá dizendo que a ciência já estuda, a psiquiatria já tem inclusive eh eh ã químicas, né, eh feitas, sintetizadas para poder interferir e dar um pouco mais de controle daquele descontrole que a gente que a gente percebeu. É bom
á estuda, a psiquiatria já tem inclusive eh eh ã químicas, né, eh feitas, sintetizadas para poder interferir e dar um pouco mais de controle daquele descontrole que a gente que a gente percebeu. É bom sempre a gente tentar, como primeiro recurso o enfrentamento pessoal, porque muitas vezes essas drogas químicas me tiram a sensação, mas também me impede do enfrentamento. Elas vêm como se fosse amortecer o meu cérebro que tá lá em pânico e eu não eu perco a chance de elaborar aquilo que eu estava sentindo. Então é sempre aqui, ó. Eh, vai chegar a situação em que eu estou num estado que não adianta nada enfrentamento. Eu não tô conseguindo enfrentar nada, analisar, pensar no refletir. Então, vamos fazer recurso da ciência. Ciência está aí para isso. Vamos usar as drogas que a psiquiatria vai nos oferecer, mas nunca a gente deixar do enfrentamento. Então, a gente toma essa esse remédio, essa química para poder acalmar, mas a gente vai pro enfrentamento. Por que que eu passei por isso? O que será que tem acontecido na minha vida? Que que é esse chamado? O que que Deus tá querendo me mostrar? Que que eu preciso parar de fazer? Deixar começar a fazer. Eu preciso elaborar, porque aquilo não veio simplesmente por acaso, veio como uma cinetinha para eu acordar para alguma coisa. Ela traz também a questão do que que a gente pode fazer pelo outro que passa pela crise, né? A utilização de palavras gentis, cuidados verbais e emocionais com o paciente, eh, não operam o resultado desejado em razão da disfunção orgânica que faculta a instalação da ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se no psiquismo de forma positiva, que aí sim vai minorar a associação dos episódios. Então, o que que ela tá dizendo? Não adianta só de fora, ai calma, tá tudo bem. Eu tô com você. Isso não é suficiente. Isso é suficiente para tranquilizar um pouco o paciente para ele poder trabalhar internamente o enfrentamento, o diálogo interno, análise do que tá acontecendo. Então,
com você. Isso não é suficiente. Isso é suficiente para tranquilizar um pouco o paciente para ele poder trabalhar internamente o enfrentamento, o diálogo interno, análise do que tá acontecendo. Então, ninguém de fora vai tirar. Não adianta se eu estiver em pânico, eu ligar para alguém me curar. Não tem guru, não tem médico, não tem psicólogo que dê conta de me curar de fora para dentro. Eles podem me apoiar, criar um ambiente que eu me sinta um pouco mais tranquila para eu poder relaxar e aí eu fazer o meu próprio a minha o meu próprio a minha própria tarefa, o meu próprio trabalho. Tão raro paciente desestruturado emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises pode desenvolver um estado profundo de ágorafobia, né, quer ficar longe de todo mundo, ou às vezes derraparem alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema que mais o agravam. Muitas vezes eu vou querer fugir e para não entrar no pânico eu vou me drogar, eu vou eh eh consumir alcoólico para eu fazer uma um estado de consciência alterado e não ver o que tá acontecendo. Isso é fuga. A hora que eu voltar, o negócio tá ali do mesmo jeito e eu vou ter que enfrentar mais cedo ou mais tarde. Ou seja, isso atrapalha, isso retarda e isso pode desenvolver o segundo problema. Além de eu continuar com o primeiro, eu ainda vou ser eh eu vou desenvolver algum tipo de viciação. Ã, o distúrbo de pânico encontra-se raizado no ser que desconsiderou as soberanas leis e reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da justiça humana, jamais, porém, da divindade e da própria consciência do infrator. Então, o que que Joana tá dizendo? que tudo começa com nossas eh situações de vidas passadas. Aquilo aquele mal que eu produzi, sabendo que eu estava produzindo, gera uma consciência de culpa. Eu não resgato ali porque ninguém nem fica sabendo, a lei não fica sabendo, passa como se ninguém tivesse eh descoberto. Eu fico lá
zi, sabendo que eu estava produzindo, gera uma consciência de culpa. Eu não resgato ali porque ninguém nem fica sabendo, a lei não fica sabendo, passa como se ninguém tivesse eh descoberto. Eu fico lá escondidinha. Numa vida futura, essa emoção que esse registro causou, ela é impressa no próximo cérebro da vida seguinte. E esse cérebro nem algum momento ele vai desorganizar a minha vida. Ou seja, o pânico é uma vivência hoje de uma situação mal vivida lá atrás, de uma escolha mal feita lá atrás. Ou seja, eu estou vivendo hoje aquilo que eu eh vivi errado. Tô colhendo hoje o resultado de uma escolha passada. Por isso mesmo o portador de distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus descendentes, podendo ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção, que é aquilo que a gente falou, não é porque eu trago o gênio que eu vou desenvolver e não é porque eu não trago o gêno que eu não vou desenvolver. Se eu tiver que desenvolver, eu vou desenvolver, né? Indispensável esclarecer que embora a gravidade da crise ou distúrbio de pânico não leva o paciente à desencarnação. Ninguém vai morrer de susto nem de medo. Agora, se eu não cuidar disso, se eu continuar me deixando arrastar por isso, eu posso desenvolver outras coisas que aí podem sim me prejudicar a ponto de me arrastar para uma desencarnação. E agora vamos lá pro autodescobrimento. Capítulo 9. Autodescobrimento, uma busca interior, capítulo 9. Que que Joana vai trazer um pouco dessa questão da infância, né, do lado de trás da nossa do nosso da criança que a gente já foi. Então, ela diz assim: "O medo em si mesmo não é negativo. A gente já falou da fobia, nós falamos sobre o medo na na semana passada. Não é negativo, assim se mostrando quando irracionalmente desequilibra a pessoa. Ele passa a ser negativo quando ele passa a ser mais do que medo, ele passa a ser fobia. Aí ele me trava, ele me descontrola e ele modifica, ele ele me não me deixa funcional. Mas o medo em si
pessoa. Ele passa a ser negativo quando ele passa a ser mais do que medo, ele passa a ser fobia. Aí ele me trava, ele me descontrola e ele modifica, ele ele me não me deixa funcional. Mas o medo em si é uma emoção protetiva. O desconhecido, pelas características de que se reveste pode desencadear momentos de medo, o que também ocorre em relação ao futuro e sobas circunstâncias, tornando-se, de certo modo, o fator de preservação da vida, ampliando ampliação do instinto de autodefesa. Então o medo me protege mal trabalhado na infância, quando, por exemplo, aquele exemplo que eu dei que os pais ficam botando terror nos filhos, fazendo ameaça, esse medo ele vai começar a adoecer. Não é algo que me protege, mas é algo que agora me cristaliza, que me dá eh aflição, que me põe num estado que eu não sei o que fazer, né? Mal trabalhado na infância por educação deficiente ou que poderia tornar-se útil, diminuindo os arroubos excessivos, a precipitação irrefletida confero adversário do equilíbrio do educando. Então, uma criança que morre de medo, que é muito medrosa, provavelmente ela teve uma uma educação que foi repressora, autoritária, que amedrontou, que ameaçou, que fez chantagem, que aplicou punição. Então, ela tem muito medo, medo, medo o tempo todo. Será que a minha mãe vai? Será que que minha mãe vai fazer? Que que meu pai, eu vou apanhar, não vou apanhar? Isso vai criando um um lugar dentro de desequilíbrio. O medo passa a não ser só aquele medo que me alerta de um perigo. Ele passa a ser algo que eu não sei em que momento que alguém vai vir e vai me bater e vai me prender e vai me ameaçar e vai me prejudicar, né? Então é um desequilíbrio. São comuns nesse período. Ela vai dizer aqui, as ameaças, as chantagens afetivas. Se você não se alimentar ou não dormir ou não proceder bem, papai e mamãe não gostarão mais de você. Que absurdo. Ou o bicho papão vai lhe pegar e etc. A criança, incapaz de digerir a informação, ela não entendeu nada o que aconteceu, passa a ter medo de perder o
ai e mamãe não gostarão mais de você. Que absurdo. Ou o bicho papão vai lhe pegar e etc. A criança, incapaz de digerir a informação, ela não entendeu nada o que aconteceu, passa a ter medo de perder o amor, de ser devorada, perturbando a afetividade, que entorpece a naturalidade no seu progresso, processo de amadurecimento, tornando o adolescente inseguro um adulto que não se sente credor do carinho, de consideração e de respeito. A deformação leva às barganhas sentimentais, ou seja, conquistar mediante presentes materiais, bajulação, anulando sua personalidade, procurando agradar o outro, diminuindo-se e supervalorizando o afeto que há nela. Ou seja, se eu era criança e dependendo do que eu fizesse, minha mãe não gostava mais de mim, eu vou eu vou aprender a fazer o que ela gosta que eu faça para eu ser amada. Aí, que que eu faço? Eu saio, bifurco. Eu tinha um caminho de individuação que o Jung fala que é: "Torna-te quem tu és, né? Nas palavras de píndaro, torna-te quem tu és. Siga, siga a sua essência. Então eu tô no meu caminho, né? O meu espírito me conduzindo. Aí eu olho pro lado e minha mãe fala assim: "Se você não fizer isso, eu não vou gostar de você". Aí eu falo: "Opa, eu preciso que ela goste de mim". Isso é uma coisa muito essencial. E agora? Eu continuo aqui ou eu mudo de de lugar para ir para um lugar onde que a mãe minha mãe quer que eu vá para ela gostar de mim ir? Muito provavelmente a gente vai mudar de lugar. Ainda não temos estrutura espiritual para falar assim: "Mãe, quiser gostar de mim, goste. Não quiser, problema é seu, eu vou seguir o que meu pai do céu quer de mim". Poucas crianças seriam capazes de ter um espírito forte para não se deixar levar por essas chantagens. A maioria de nós ainda tem fragilidade e vai se desviar. Então tinha o caminho e a gente começa a fazer assim. Por que que a gente tá se desviando do próprio caminho? Porque aqui a minha mãe acha bonitinho, aqui o meu pai não me bate, aqui a sociedade a gente acaba se tornando um outro que não
a a fazer assim. Por que que a gente tá se desviando do próprio caminho? Porque aqui a minha mãe acha bonitinho, aqui o meu pai não me bate, aqui a sociedade a gente acaba se tornando um outro que não a gente mesmo, né? E se eu perguntar para qualquer mãe, pai, você quer que seu filho se torne outro que não ele mesmo? A gente vai dizer: "Não, Cruz, credo, eu quero que ele seja ele." Ah, é só que na hora do dia a dia a gente vive fazendo ameaça, vive fazendo chantagem. vive querendo que ele seja aquilo que a gente queria que ele fosse e não ele próprio, né? Imperfeições. Ela continua: "A pessoa é e deve ser amada assim como é". Naturalmente, todo o seu empenho deve ser direcionado para o crescimento interior, o desenvolvimento de recursos que o dignificam, não invejando quem lhe parece melhor, pois alcançará o mesmo patamar e outros mais elevados se o desejar. nem se magoando ante agressividade dos que se encontram em níveis menores. Então, quando eu me realizo por mim mesma, quando eu sigo o meu espírito, ah, não sou tão rico que nem o fulano, mas isso não vai me incomodar, porque internamente eu me sinto eh perto da plenitude, porque me dá uma sensação de cheio. Agora, se eu se eu me desviar e começar a seguir caminhos que não são meus, eu posso ficar riquíssimo com uma sensação interna de vazio. Nada é suficiente. Quando eu sigo o meu caminho, aquilo que eu tenho é suficiente e eu me sinto bem, me sinto cheia, não me falta, não sinto vazio existencial. Então esse é um sintoma se eu estou no caminho ou não. Por outro lado, em face das ameaças, o ser permanece tímido, procurando fazer-se bonzinho. Ninguém deveria ser bonzinho. A gente deveria ser bom na prática da virtude, ó. Não pela excelência das virtudes, mas por mecanismo de sobrevivência afetiva. Eu vou ser aquilo que querem que eu seja para eu ser amado. Que triste. E aí lá na frente vai ficar inseguro na vida, vai desenvolver transtorno de pânico. Por quê? É porque não se sente seguro na vida, não se sente eh preenchido, né? O
seja para eu ser amado. Que triste. E aí lá na frente vai ficar inseguro na vida, vai desenvolver transtorno de pânico. Por quê? É porque não se sente seguro na vida, não se sente eh preenchido, né? O medo assim considerado pode assumir estados incontroláveis causando perturbações graves no comportamento, né? Eh, então a gente pode dizer que trazendo uma questão da fé, quando a gente fala de medo, a gente fala: "É um convite para fé". O medo é um convite para fé. Porque quando eu me deparo com coisas que eu não dou conta e eu tô com medo porque eu não sei o que fazer, eu perdi o controle, é nessa hora que a gente fala: "Bom, então agora é só Deus na causa, né? É um convite pra gente falar: "Agora é na fé, agora é só na fé". O que eu podia fazer, eu já fiz. Agora eu aceito e peço para que Deus esteja comigo. Então o pânico ele, resumindo, é esse convite desse Deus interno que nos jacalha para fazer com que a gente pare esse caminho aventureiro e se recoloque no próprio caminho. Então, nada mais do que um convite para autoconhecimento, para diálogo interno, para ouvir esse si mesmo, se perguntando o que que falta, o que que sobra na minha vida, o que que eu tenho protelado, o que que eu tenho procrastinado, o que que tem de excesso, onde estou me corrompendo, que eu estou fazendo aquilo que eu não acredito. É sempre um convite para autodescobrimento, autoiluminação, autoconhecimento. Muito obrigada pela atenção de vocês. Semana que vem a gente se encontra pras nossas trocas. Boa semana.
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