T6:E2 • Transtornos Mentais • Timidez
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 – Transtornos Mentais Episódio 02 – Timidez Neste episódio, o tema da timidez é analisado sob a ótica da psicologia espírita, revelando suas raízes emocionais e espirituais. A proposta de Joanna de Ângelis oferece uma compreensão profunda sobre os bloqueios internos que impedem a expressão do ser, valorizando o autoconhecimento e o acolhimento das fragilidades pessoais. 📘 Referências bibliográficas: • Triunfo Pessoal, cap. 4 • O Homem Integral, caps. 1 e 2 • Autodescobrimento: Uma Busca Interior, cap. 11 • Amor, Imbatível Amor, cap. 9 • Conflitos Existenciais, caps. 4 e 7 📖 Sugestão de leitura complementar: • O Poder dos Quietos, de Susan Cain 🎙️ Apresentação: Cristiane Beira #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Timidez #SaúdeMental #Autoconhecimento #DivaldoFranco #CristianeBeira #Espiritismo #SériePsicológica #TranstornosMentais
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. de iniciando uma nova temporada, a sexta temporada. E para esses próximos encontros, nós escolhemos como eixo central, como temática principal, transtornos mentais, porque são assuntos que recentemente têm crescido o interesse pelo seu entendimento, a busca pela compreensão dos seus significados, eh, de de como lidarmos com eles, seja Porque, conforme já dissemos no episódio anterior, seja porque realmente existe um índice que está aumentando da sua das suas expressões, como temos essa sensação de que esses transtornos estão mais presente, com mais frequência hoje do que era antigamente, seja porque hoje nós temos mais condição de compreender, por isso que os notamos e antes talvez eles passassem por nós sem que nós nós tomássemos consciência deles. Mas o ponto principal é que a gente vai trazer aqui nosso ponto de vista eh espiritista. Nós vamos falar pelo espiritismo e através das mensagens que Joana de Angeles tem nos trazido. Para tema de hoje, nós escolhemos timidez. Timidez não é um transtorno mental. Nós não vamos categorizá-lo. A ciência, a medicina, a psiquiatria não o categoriza em uma condição per sé única. A timidez, ela é uma sensação, uma emoção, uma perturbação que a gente pode sentir. E a timidez, ela pode estar, ela pode ser um traço eh de um como se fosse um sintoma, como se fosse uma um fator que me perturba, é de vários transtornos. Então, para falarmos sobre transtorno mental, somente sobre transtornos mentais, não falaríamos sobre a timidez. Mas como Joana deângeles traz muito essa questão em diversas obras, ela destaca esse comportamento, certamente julgando que é um assunto relevante. decidi trazer, entre aspas, não como transtorno, porque não é, mas como convite para que possamos entender, compreender, conversar mais a respeito, mais especificamente a respeito da timidez. Então, se formos falar de timidez, talvez precisaríamos falar de transtorno de personalidade, mas nós vamos falar de transtorno de
onversar mais a respeito, mais especificamente a respeito da timidez. Então, se formos falar de timidez, talvez precisaríamos falar de transtorno de personalidade, mas nós vamos falar de transtorno de personalidade mais à frente. Hoje eu quis trazer um estudo especificamente sobre a timidez, ainda que ela não seja categorizada como transtorno mental. pra gente conversar sobre timidez, eh, vamos tentar entender o que seria esse comportamento, apesar que ele é óbvio, todo mundo sabe, mas o ponto que eu gostaria de iniciar a nossa conversa é trazendo sempre à consciência algo que a gente pode usar para muitas outras áreas. Nós temos a tendência de tratar como doença muitas emoções que são naturais. Temos tido dificuldade na nossa sociedade de descobrir o limite, o limite tênue entre uma emoção que faz parte da natureza humana e essa emoção quando já se transformou em perturbação, em disfunção, em distúrbio, em transtorno. Assim como hoje parece que ficar triste não é não é bom, a gente tem essa sensação. sociedade não permite a tristeza como um traço natural. Se você tiver andando pela rua e rindo, as pessoas vão olhar e tudo bem. Mas se você escolher andar pela rua chorando, a gente vai causar perturbação. As pessoas vão olhar de um jeito diferente. Ah, por que que ela está rindo? Ah, tá alegre. Por que que ela está chorando? Ela tem problema. Tá acontecendo alguma coisa? não deveria estar acontecendo. Então, são duas emoções naturais, tanto a alegria quanto a tristeza. Mas em nossa sociedade atual, nós temos olhado por esse por essa lente da normose, que seria a patologia da normalidade. Segundo os autores que cunharam esse tema, que inclusive é o nome do livro deles, a normose são todos os traços que deveriam ser naturais e estão distorcidos e a sociedade tem apresentado como se fossem doenças, problemas. E o contrário, muitos comportamentos que não são saudáveis, que não são naturais, mas a sociedade tem vendido de uma forma marqueteiramente estranha, como se fosse normal, afinal
m doenças, problemas. E o contrário, muitos comportamentos que não são saudáveis, que não são naturais, mas a sociedade tem vendido de uma forma marqueteiramente estranha, como se fosse normal, afinal de contas, todo mundo faz. Então, hoje em dia, porque todo mundo faz, ficou normal, na verdade é uma normose, é normótico, porque normal, natural, não é? Em outros pontos, aquilo que deveria ser natural, as pessoas já não querem mais. Proibido ficar triste, proibido ficar quieto. E aí a gente entra na questão da timidez. A timidez é isso, é um é um traço até um tanto, ela é simplesmente um traço de personalidade. Somos tantos, somos tão variados, somos tão diversos que existem pessoas que gostam de ficar quietas, que priorizam o silêncio, que gostam do movimento menor, e tem pessoas que gostam do movimento, do barulho. E tudo bem, é a diversidade. Mas de novo, a nossa sociedade diz, se você é barulhento, se você eh eh gosta da bagunça, se você adora um barulho, está sempre em lugares ah você, ó, curtidas. E se você fica quieto, gosta de ler um livro embaixo de uma árvore, eu sempre cito esse exemplo, porque para mim ele é muito gostoso. Eu me identifico com isso. Ah, não, você é esquisito, você é estranho. Então, a timidez a gente precisa diferenciar, assim como a tristeza, assim como a raiva. São expressões que fazem parte da natureza humana na sua diversidade. Ela passa a ser um problema a ser olhado. Ela passa a ser uma questão a ser analisada quando ela torna a vida do ser humano disfuncional, quando ela rouba oportunidades de convivência porque a gente não consegue lidar com ela. Então, sempre a gente vai analisar, isso é algo natural meu ou isso está me privando de oportunidades de convivência, de crescimento, de autoconhecimento. Aí é que está o limite entre eu sou tímida porque sou introspectiva introvertida ou eu sou tímida porque tenho conflitos e me isolo do mundo para me proteger. Então existe essa diferença. Eu gostaria de começar a nossa conversa destacando
mida porque sou introspectiva introvertida ou eu sou tímida porque tenho conflitos e me isolo do mundo para me proteger. Então existe essa diferença. Eu gostaria de começar a nossa conversa destacando isso. Não dá para dizer que todo mundo que gosta de ficar quieto, que não gosta de muito barulho, de muita badalada, de muitas baladas, não dá para dizer que essa pessoa é esquisita, é estranha e precisa se tratar e se curar. Não. Precisamos admitir a diversidade dos seres humanos. E nós vamos falar disso depois. O que nós vamos tentar entender aqui e Joana vai nos ajudar é com relação aos casos em que a pessoa ela dá para se perceber que ela não está saudável, ela não se sente bem, ela não denota uma certa plenitude. Tudo bem, ser humano na Terra não dá para ser pleno. A gente tem usado muito ai como ela é plena, como ele é pleno, eu me sinto plena. a gente tá longe dessa plenitude conceitual, mas eu sei, a gente sabe o que a gente quer dizer. Eu tô bem, tô feliz, tô OK, eh, não, não, não tem nada me afligindo. Então, a primeira reflexão é essa. Nós vamos trazer mais a questão da timidez, não como traço de personalidade, mas como um complexo que constela a serviço de alguma coisa que a gente traz e a gente não tá sabendo superar. Então, eu sou tímida porque eu tenho medo de enfrentar a vida. Eu sou tímida porque eu não quero que descubram os meus, as minhas questões, os minhas sombras. Eu sou tímida para chamar a atenção, eu sou tímida para não chamar atenção. Enfim, a gente vai falar sobre essa timidez que atrapalha a nossa vida e não aquela que é fruto eh da própria personalidade. Talvez a gente possa começar as nossas eh reflexões com isso. Eu vou até mudar aqui a ordem do que eu tinha preparado, porque eu acho que faz mais sentido a gente começar eh trazendo a questão natural da naturalidade. Então, existe, se vocês, quem tem interesse no tema, quem se sente tímido, quem acha que precisa saber um pouco mais a respeito, quem se interessa, tem um livro que eu gosto de indicar porque ele foi muito
, existe, se vocês, quem tem interesse no tema, quem se sente tímido, quem acha que precisa saber um pouco mais a respeito, quem se interessa, tem um livro que eu gosto de indicar porque ele foi muito bem escrito, é uma pesquisa fruto de 20 ou 30 anos. A autora viveu na pele aquilo que ela fala. Então, a gente tem autoridade para falar no sentido de que eu sei do que eu do que eu estou falando porque eu estive lá. Então, ela fala como uma introvertida, vivendo num mundo de valorização da extroversão. E aí, como pesquisadora, ela faz uma vida inteira de estudos e depois ela transforma isso num livro. A autora, a pesquisadora é Susan Ken. C A I N. Susan K. E o livro é O poder dos quietos. Então, ela vai eh desmembrar essa essa essa dupla eh expressão, essas macroexpressões do ser humano. Tem o extrovertido que direciona sua energia psíquica, a sua atenção para fora. Ele se relaciona com fora, ele tem algum problema para resolver, ele vai lá fora, é o mundo, o objeto está fora. e o introvertido, que a energia psíquica é direcionada mais para dentro. Então ele vive muito internamente. Se ele tem um problema para resolver, ele se recolhe para poder resolver. O extrovertido vai pedir ajuda lá fora, o introvertido volta para dentro. São eh polos eung descreve esses dois polos, mas ninguém está puramente em um ou no outro. A gente tem predominâncias, mas todos passamos entre eles. E quanto mais a gente conseguir integrá-los de forma que a gente seja extrovertida e introvertida, esse é o centro, esse é o equilíbrio. A gente pode dizer que Jesus tinha isso, né? Jesus tinha esses dois lados integrados. Enquanto a gente não consegue viver essa essa luz, a gente ainda tem sombras, a gente costuma viver mais um lado do que do outro. o outro lado acaba ficando mais na sombra, no inconsciente. Então, a gente tem a predominância de lados. Mas vamos ver o que que Joana de Angeles nos esclarece a respeito do introvertido e do extrovertido que ela nos explica. Aí nós vamos eh lá no livro Triunfo Pessoal,
ente tem a predominância de lados. Mas vamos ver o que que Joana de Angeles nos esclarece a respeito do introvertido e do extrovertido que ela nos explica. Aí nós vamos eh lá no livro Triunfo Pessoal, capítulo 4. Então, Joana diz: "Quando o indivíduo avança no rumo do mundo exterior, quando ele avança no mundo de fora, é considerado extrovertido e quando o realiza no sentido inverso torna-se introvertido." Conceitos, né? O primeiro, o extrovertido, é portador de uma atitude primária em relação à vida, enquanto que o segundo ou introvertido, mantém uma postura elementar interiorizada. Então, são pessoas eh opostas. Ah, eu estou feliz. Ah, eu quero sair com meus amigos. Eu quero comemorar. Extrovertido. Ah, então o introvertido nunca vai sair com os amigos. Vai. Ninguém está fincado num polo, mas tem uma predominância, tem algo que que me atrai mais. O extrovertido é esse. Ele vai querer ir lá fora, ele vai querer mostrar pro mundo o que ele fez. Ou introvertido. Ai, eu tô tão feliz, quer saber? Eu vou, eu vou para casa, eu vou assistir uma um filme que faz tempo que eu quero, eu vou eh eh fazer uma pipoca. Ele curte mais o quieto, o silêncio, o íntimo. Ah, eu vou comemorar meu aniversário. Sabe o que eu vou fazer? Eu vou chamar minhas três amigas ou às vezes minhas duas amigas ou às vezes minha amiga. E eu quero ir para um lugarzinho gostoso que tem no pé da serra pra gente ficar. a gente vai fazer um passeio num num lugar eh arborizado ou introvertido. Extrovertido assim, eu para comemorar no meu aniversário, eu chamei a turma inteira, a gente vai para um lugar que tem música e tem agitação. Então a gente vai percebendo um pouco do nosso temperamento, das nossas preferências e a gente vai entendendo como a gente funciona. Então, um ele tá direcionado para fora, pro mundo, pro exterior e o outro costuma se voltar mais para si. Continuando, todo indivíduo desse modo, possui intimamente as duas opções, podendo mesmo movimentar-se entre ambas. Todo mundo tem os dois. Eh, eh, só que a
r e o outro costuma se voltar mais para si. Continuando, todo indivíduo desse modo, possui intimamente as duas opções, podendo mesmo movimentar-se entre ambas. Todo mundo tem os dois. Eh, eh, só que a gente está mais acostumado em um do que em outro. Nas vidas passadas a gente desenvolveu mais um do que o outro, mas pensando no na perfeição, quando nós chegarmos lá em Jesus, nós teremos os dois completos, entre aspas, integrados. Então, todo indivíduo, desse modo, possui intimamente as duas opções, podendo mesmo movimentar-se entre ambas. Nada obstante, sempre escolhe uma delas para a manutenção do seu comportamento, no qual extravaza as suas necessidades emocionais. A gente tem uma, a gente se simpatiza mais, é mais confortável de um jeito do que do outro. E às vezes a gente pega casal, é muito comum o próprio casal ter o introvertido com o extrovertido. Aliás, a gente tende a buscar aquela parte que a gente tem menor, menos desenvolvida, não é? Então, se eu eh me falta um pouco de extroversão, algo em mim sabe que falta. Muito provavelmente eu vou buscar um parceiro de vida que seja extrovertido, porque eu acabo vivendo um pouco a parte que eu ainda não desenvolvi nele e vice-versa. Então é muito comum e aí precisa ter a negociação e a gente cresce na negociação porque enquanto um quer ir para uma pro para uma casa de de eh para uma para um lugar de dançar, não sei nem como chama hoje em dia isso, na minha época era discoteca, boate, seja lá o que for, enquanto um quer ir pra balada, talvez seja isso, pra balada, o outro quer ir para um acampamento. E aí? E aí a gente vai negociar uma vez de cada um. você vem um pouco no meu mundo, eu vou um pouco pro seu mundo. E a gente não obriga que o outro viva só no meu, como ele não me obriga que eu viva só no dele. E aí a gente vai experimentando os mundos contrários, opostos e a gente vai desenvolvendo. Depois de 5, 10, 15, 20 anos, provavelmente você é bem mais extrovertida do que você era e ele é bem mais introvertido do que ele era. A
ando os mundos contrários, opostos e a gente vai desenvolvendo. Depois de 5, 10, 15, 20 anos, provavelmente você é bem mais extrovertida do que você era e ele é bem mais introvertido do que ele era. A gente foi se aproximando. Olha que bonito. É assim que a gente vai trocando e crescendo uns com os outros. Bom, Joana continua. O extrovertido prefere o meio agitado, barulhento, no qual se encontra em perfeita identidade. Diferente do introvertido que opta pelo silêncio como essencial para a recuperação das forças e a renovação das atitudes a que se dedica. São diferentes na conduta e movimentam-se em áreas muito diversas. aquilo que a um agrada, a outro desgosta, excetuando-se quando ocorrem situações especiais que os movimentam transitoriamente no rumo oposto ao habitual, logo retornando ao comportamento básico. Então, algumas vezes a gente precisa, você foi, você é introvertido e foi trabalhar numa área em que você precisa vez ou outra fazer uma apresentação para um grupo, vai ter que desenvolver um pouco da extroversão. Não é sua zona de conforto, não é seu lugar confortável, não é o que você relaxa para fazer, mas é possível você desenvolver e fazer. Então, não é porque eu sou introvertida que eu nunca vou poder falar em público, vou, mas eu vou precisar desenvolver e eu vou precisar vencer algumas questões internas que me eh prendem, que me sequestram meus conflitos. Daqui a pouco a gente vai falar sobre isso. Então, quando eu tenho essa questão mais interna e não consigo sair para ir, conviver minimalmente em público, aí eu posso dizer que essa timidez está me atrapalhando e precisa ser analisada, precisa ser cuidada, precisa ser dissolvida. Não raro, a característica do ser introvertido é a distração, o estado alfa, em que as circunstâncias externas não são significativas, muito comum em homens como Newton, I e entre outros, que t dificuldades de se adaptar ao mundo denominado do senso prático. Então, uma outra característica que Joana traz é, sabe quando a gente
tivas, muito comum em homens como Newton, I e entre outros, que t dificuldades de se adaptar ao mundo denominado do senso prático. Então, uma outra característica que Joana traz é, sabe quando a gente fala, ih, ela vive no mundo da lua. Ah, tá no mundo dela lá, tá longe. Aí tem um monte de coisa acontecendo e a pessoa tá imersa nela própria, nos seus pensamentos, nas suas reflexões e o mundo acontecendo lá fora. E daí alguém pergunta: "Não é". E aí a pessoa fala: "Ã, e onde você tava?" "Ah, eu tava com o pensamento em outro lugar". Então, o introvertido tem esse lado, ele tá muito mergulhado nas próprias reflexões. E aí ela traz mostrando que isso não é uma doença, inclusive citando esses grandes personagens, né, Newton, Einstein, os pesquisadores, os cientistas, eles são muito focados, eles não são pessoas que transitam, que lidam com várias coisas ao mesmo tempo. Então, é natural essa diferença, essa diversidade. Não existe problema. o problema passa a existir quando isso atrapalha a minha vida. E é desse assunto que hoje a gente vai trazer mais especificamente. Então, fizemos essa primeira parte da nossa conversa de hoje ressaltando que timidez, que nós vamos falar aqui, não é um traço de personalidade do introvertido que gosta de ficar mais sozinho sozinho, que curte lugares mais pacificados, menos barulhentos. Não é disso. Isso todo mundo pode ser, tanto faz, tem espaço para todo mundo. Nós vamos falar da timidez que tem como origem conflitos. Conflitos e não eh traço de personalidade, característica pessoal. Não é porque eu sou assim, é porque eu estou me escondendo, é porque eu estou evitando, é porque eu tenho medo. Então agora nós vamos entrar nessa questão que não é boa, que é disfuncional pra vida. Vamos então pro homem integral, capítulo 1. E Joana diz: "A necessidade do relacionamento humano como mecanismo de afirmação pessoal tem gerado vários distúrbios de comportamento nas pessoas tímidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas de
idade do relacionamento humano como mecanismo de afirmação pessoal tem gerado vários distúrbios de comportamento nas pessoas tímidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas de intercâmbio de para um intercâmbio de ideias, uma abertura emocional e uma e uma convivência saudável, né? O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos eh patológicos, é alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se assim, ocultando a sua identidade na aparência de incompreendido, infeliz, abandonado. Bom, então destacando que nós não estamos falando da pessoa que é naturalmente mais quieta, nós estamos falando daquele que está usando a timidez como fuga psicológica. E Joana traz a primeira coisa, essa questão. Muitas vezes a gente vai falar dessa solidão e ela destaca em outros livros ela fala sobre a solitude, que é esse momento consigo mesmo. Eu estou na companhia de alguém, de quem? De mim. Isso é diferente. Eu estou convivendo comigo. Me deixa quieta um pouco que tô precisando pensar. Eu quero ter uma conversa comigo mesma. Isso, isso tudo bem. Isso é ótimo. A solidão é o sentimento de abandono. É o sentimento de eu perdi. Não, não a saudade. A saudade é eu sinto falta da presença daquele que antes estava e agora está distante, seja porque mudou de país, seja porque partiu pra pátria espiritual. Então, saudade é a a falta da presença de de alguém, dos fluidos daquela pessoa, da troca, do hálito, do alo espiritual. Eu estou sentindo falta dessa presença. Isso é saudade. Então, a saudade é a vontade de estar com alguém. A solitude sou eu curtindo minha própria companhia. E a solidão é esse aspecto mais patológico. Eu estou sozinha, ninguém gosta de mim, eu me sinto abandonada, eu não sou pertencente, eu sou ninguém, não, não combino com ninguém. Então é desse assunto. Ela começa no homem integral, capítulo um, falando sobre isso. Então se não é na verdade alguém evitando se descobrir, ou seja, ah, eu sou, eu sou sozinho mesmo e
o com ninguém. Então é desse assunto. Ela começa no homem integral, capítulo um, falando sobre isso. Então se não é na verdade alguém evitando se descobrir, ou seja, ah, eu sou, eu sou sozinho mesmo e eu ninguém não tenho amigos, eu fico aqui quieto. Ah, é? Será que você tá evitando se expor? Porque se você se expor, você vai se conhecer, você vai descobrir traços da sua personalidade que você quer evitar descobrir. Porque se você descobrir, você vai ter que lidar com ela. Enquanto enquanto eu estou sozinha, eu não descobro que eu sou egoísta, por exemplo, porque só tem eu aqui, na verdade, eu estou egocentrada, não tem mais ninguém aqui. Então, tudo que eu tenho aqui é para mim. Eu faço do meu jeito, na minha hora, tudo gira em função de mim. Agora coloca uma pessoa vivendo aqui junto comigo. Aí eu posso descobrir que eu sou egoísta. Porque na hora que eu precisar trocar, eu não quero. Na hora que eu tiver que ceder, eu não cedo. Eu vou conhecer a mim mesma. Então muitas vezes a gente se isola nessa timidez. Ai é que eu sou tímida. Na verdade é assim, olha, eu quero evitar ficar com vocês, porque sempre que eu tô com vocês eu descobro que eu fico com raiva de vocês em alguns momentos. Em outros momentos, eu percebo que eu tenho inveja. Às vezes eu percebo que eu eh me acho pior do que vocês na comparação e isso dói. Então eu prefiro ficar sozinha porque assim eu não descubro nada disso. Então nessa hora, percebe como a timidez trava nosso desenvolvimento, como a timidez não permite que a gente se conheça? Então pergunta número um: será que você gosta de ficar longe das pessoas? Será que você gosta de se isolar? Será que você vive falando que você é sozinho, que você tá sempre quieto, que você gosta de ficar sozinho? Será que você não tá evitando a convivência? Porque na convivência a gente acaba percebendo um monte de coisas que a gente não gostaria na gente próprio? Então fica a primeira reflexão essa ainda no homem integral, mas agora no capítulo dois, Joana vai dizer a fobia
a gente acaba percebendo um monte de coisas que a gente não gostaria na gente próprio? Então fica a primeira reflexão essa ainda no homem integral, mas agora no capítulo dois, Joana vai dizer a fobia social, então aí já seria o extremo da timidez. Eu já tenho pânico de estar em sociedade. Eu fujo, começo suar. Se alguém fala que eu vou precisar ir numa festa de confraternização da empresa, já começa a suar minha mão, eu já começo a passar mal. Então essa essa timidez num ponto que passa a ser fóbica. A fobia social impede uma leitura em voz alta, uma assinatura diante de alguém que acompanha o gesto, segurar um talher para a refeição, pegar um vaso com líquido sem o entornar. Ela tá dando exemplos banais e que já são indícios de que tem alguma coisa que eu não tô à vontade. Eu tenho medo de derrubar. Eu vou tomar café e eu não sei como que eu faço. Eu vou pegar o talher, não sei qual que eu pego. Relaxa, ninguém tem que saber. Ah, você pegou o talherrado. Ah, tá bom, funcionou. Ah, você tá comendo com o talher sobremesa. Bela coisa, tá bom, né? Como dizia a minha bisavó, bela rouba que é do italiano, que é grande coisa. Tudo bem. Qual que é o problema? Ah, desculpa, mas agora já foi. Ai, não, mas eu preciso, eu preciso o quê? Eu preciso ser perfeita? Eu preciso fazer tudo certo? Eu preciso saber como me posicionar. Será que não tem aí uma questão até de um certo orgulho de querer ser mais do que? É. Essa sou eu. Eu sou essa que não sei usar talher, que não, que tenho dificuldade de pôr a água, derrubo toda, toda vez quando eu vou pôr. Eu já sei. Não é eu vou ficar assim para sempre, porque daí também eu eu não tô me ajudando. É, eu sou assim hoje, gente. Um dia eu ainda melhoro. Eu vou pegando o jeito. Cada vez que eu vou pôr a água, eu tento pôr mais caprichadamente. De vez em quando dá certo. Eu estou em busca de me melhorar, mas eu não nego quem eu sou. Se essa eu sou hoje, essa eu sou hoje. E tudo bem, hoje eu não sei lidar com talher, hoje eu não consigo ler direito em voz alta. Ai gente, eu
tou em busca de me melhorar, mas eu não nego quem eu sou. Se essa eu sou hoje, essa eu sou hoje. E tudo bem, hoje eu não sei lidar com talher, hoje eu não consigo ler direito em voz alta. Ai gente, eu não leio bem não. Eu vou meio que aos trancos e barrancos. Tudo bem, tudo bem. Ah não, nós queríamos alguém que lia melhor, então não sou eu. Pode passar para outro. Eu lido numa boa. Agora ai meu Deus, porque vão pedir para eu ler em voz alta. Eu não quero ler e eu não. Qual que é essa expectativa? Você queria ler que nem quem? Você quer ser perfeita em tudo que você faz? Qual que é o problema de você falar: "Não sou muito boa para ler". Qual que é o problema? Preciso ser boa em tudo? Então é disso que Joana tá tá dizendo. Ela continua: "O paciente nesses casos tem a impressão de que está sob severa observação e análise dos outros, passando a detestar as presenças estranhas até familiares e amigos íntimos. Então, a gente tem essa sensação persecutória. Tá todo mundo olhando para mim. Ninguém tá olhando para mim. Percebe que tem algo por trás, como quem diz: "Ah, é, você é você é o ápic. Você tá aqui em 50 pessoas e as 49 tá olhando para você para ver se você sabe pegar o garfo direito. Menos, menos. As pessoas não tão, você tá olhando para todo mundo, você não tá. Mas a gente tem a sensação de que a os outros vão me ver. Às vezes as pessoas nem perceberam que eu fui. Ah, você foi na festa. A Cris tava lá, tava, mas nem vi a Cris. E a Cris achou que todo mundo fica olhando para ela, que todo mundo está reparando nela, que a pessoa olhou para mim, é porque ela viu que o meu vestido estava no estado e a pessoa nem me enxergou. mas tem uma sensação de de uma certa inflação egóica, de uma certa grandeza num sentido extravazado do termo. Então, muitas vezes a timidez é isso também. Ai, porque daí eu fui, ficou todo mundo olhando para mim. Nossa, é porque você, né, é a pessoa e às vezes não, ninguém nem me enxergou, sou eu que acho que todo mundo está olhando para mim, né? E
bém. Ai, porque daí eu fui, ficou todo mundo olhando para mim. Nossa, é porque você, né, é a pessoa e às vezes não, ninguém nem me enxergou, sou eu que acho que todo mundo está olhando para mim, né? E ela continua mais um trechinho. A tendência natural do do portador da fobia social é fugir, ocultar-se, mal baratando o dom da existência, vitimado pela ansiedade e pelo medo. E aí deixa de ir. Ai, porque imagina se eu for, eu não tenho roupa adequada, eu não sei segurar, eu não sei o quê, eu não sei como me comportar. Então não vai. Perde a chance de conhecer gente interessante, perde a chance, a oportunidade de aprender coisas novas. principalmente perde a oportunidade de se superar. Eu vou ai, se eu pagar mico, eu pago mico. Não tem problema de pagar mica, eu volto para casa. Se eu se eu precisar eu sento e choro de vergonha, depois eu levanto e vou viver. Eu preciso lidar, senão eu não supero. Então é o que Joana fala, se ficar fugindo, se ficar se escondendo, você não ultrapassa, você não transcende o conflito. Então é importante que a gente perceba, eu vou, porque eu sei que lá eu vou morrer de vergonha, eu vou me atrapalhar, vai dar um monte de coisa errada, ó, já tô suando só de pensar, mas eu vou, eu vou porque eu quero me testar, eu quero uma oportunidade que eu tenho até de conversar comigo, Cris, menos. Não fica tão nervosa, calma. Tá todo mundo aqui, ninguém é melhor do que os outros. É uma chance que eu tenho de fazendo a própria análise comigo mesma, a própria terapia comigo mesma, eu vou me expondo. A gente não sabe que a forma de trabalhar com fobia, uma das terapias para lidar com fobia é a dessensibilização. Ou seja, eu tenho pânico daquilo, então eu fico longe. Fica mais um pouquinho perto, mais um pouquinho perto, mais um pouquinho perto, mais um pouquinho perto, mais um pouquinho perto, até que aquilo eh passa. Então, se eu tenho aflição com criança, por exemplo, a criança tem alguma aflição sensorial com alguma coisa, a gente vai devagarzinho introduzindo. Ah, ela não gosta do que é
até que aquilo eh passa. Então, se eu tenho aflição com criança, por exemplo, a criança tem alguma aflição sensorial com alguma coisa, a gente vai devagarzinho introduzindo. Ah, ela não gosta do que é sei lá, espinhodinho. Vamos começar com uma coisa bem uma lixazinha, bem facinho, bem gostosa, bem e nada muito muito agressivo para ela ir acostumando. Depois a gente aumenta um pouco essa essa essas essa aspereza até chegar no ponto em que ela não gostava. A primeira vez que ela pôs, ela não gostou. Mas a gente foi devagarzinho. Em tudo é assim. A gente vai gradativamente, a gente vai se habituando e se eu não me esforçar um pouco para alguns convívios sociais, eu vou perder a chance de trabalhar com essa fobia social, com essa timidez. Então eu posso negociar comigo. Ah, eu não vou toda vez, mas uma vez eu também me obrigo a ir. Eu me preparo para ir. Eu vou num lugar que é minha que é mais confortável. Eu evito aquele que é muito agressivo, tudo bem, mas eu estou me movimentando, eu estou saindo do lugar, eu estou negociando comigo e aí eu vou diluindo a timidez, eu vou esvaziando a força que ela tem sobre mim, porque ela toma conta da minha vida. Ela é que escolhe onde eu vou e onde eu não vou. Não sou eu que escolho, porque ela me controla. Então, mais uma pergunta que Joana faz. Você que tá se achando que todo mundo tá te olhando, te analisando, será que é tudo isso mesmo? Você tem certeza que tá todo mundo, foi todo mundo lá só para ver você derrubar o café ou ver se você sabe comer com o talhar certo ou ver se você sabe falar em público? Será que as pessoas estão tão preocupadas assim mesmo? É mais uma pergunta que a gente faz para ver se a gente vai diluindo, esclarecendo, iluminando um pouco essa sombra, essa timidez. Vamos agora no livro autodescobrimento. Lembra que eu falei que esse livro ele vai aparecer quase em todos os episódios? No autodescobrimento, uma busca interior. Lá no capítulo 11, Joana diz assim: "Invariavelmente, quando não expressam evolução ou delas
alei que esse livro ele vai aparecer quase em todos os episódios? No autodescobrimento, uma busca interior. Lá no capítulo 11, Joana diz assim: "Invariavelmente, quando não expressam evolução ou delas não decorrem, são simulações dos temperamentos emocionais conflituosos que as utilizam para mascarar a timidez. o medo, o complexo de inferioridade e a inveja é mais ou menos uma continuação. Então a gente nota que Joana de fala no homem integral capítulo 2, um assunto, ela volta e fala também no autodescobrimento capítulo 11 mais ou menos a mesma coisa de uma outra forma. Ela aqui também está dizendo que muitas vezes a nossa conduta mascarada de escolha é na verdade um disfarce para fugas. A aqui ela vai falar especificamente de quando a gente se mostra bonitinho, santinho, bonzinho. Ah, eu sou tímida, eu quero ficar aqui quietinha. E no fim pode não ser muito isso, pode ser essa fuga para você mascarar o medo complexo de inferioridade a inveja. Então, Joana continua: "Por que se sentem frustrados nas conquistas humanas, nos desafios sociais? Tais indivíduos ocultam-se na abnegação forçada, recheada de reclamações e exigências, fingindo-se mártires incompreendidos pelos que o cercam, perseguidos por quase todos e ricos de recalques. Olha agora como é duro, hein? são presunçosos na sua abnegação e ciosos dela, apresentando propostas e comportamentos extravagantes. Exibicionistas ganham o céu, dizem. Isto porque não tem valores morais para conquistar e desincumbir-se dos deveres da terra. Essa é uma conduta psicológica irregular e alienadora. Então é aquela história assim: "Ai, eu ajudo todo mundo, não tenho tempo para mim, eu não consigo falar não. Tudo o que pedem tô eu lá". Mas eu sou assim, quietinha, sabe? Eu fico lá na minha, eu não gosto de muitas coisas, não quero que ninguém perceba o que eu estou fazendo. Eu tô falando com essa voz mole para criar bem o estereótipo. Não tô julgando, mas eu tô demonstrando que nem toda vez que a gente diz: "Ajudo quem me pede, sou pau para toda a obra, procuro
fazendo. Eu tô falando com essa voz mole para criar bem o estereótipo. Não tô julgando, mas eu tô demonstrando que nem toda vez que a gente diz: "Ajudo quem me pede, sou pau para toda a obra, procuro cuidar das pessoas, estou atenta ao meu redor, sou empática. Nem sempre esses comportamentos são frutos de uma psique saudável, equilibrada. Muitas vezes são máscaras que a gente veste para esconder o que tem por trás. Porque se eu convencer todo mundo que eu sou uma santinha, que eu vou pro céu, céu tá garantido. Eu evito que descubram de verdade que que eu carrego. E como que eu posso perceber isso? Porque eu ajudo pessoas que não me pedem, mas em algum momento eu vou cobrar. Puxa vida, sabe o que a pessoa me fez? Nossa, aquela pessoa esqueceu de me chamar para ir tal, ir em tal lugar com ela. Chamou todo mundo menos eu. E olha quantas vezes eu levei uma coisa para ela quando ela tava doente. Eu chamei ela para mostrar não sei das coisas. Aí eu faço, rezo o meu terço. Ou seja, cada coisa que eu fiz para ela sem ela me pedir, eu escrevi em algum lugar. Eu tenho uma lista de uma relação de ajudas que eu fiz. A primeira vez que a pessoa faz alguma coisa para mim que eu não queria, eu volto. Eu que fiz isso e isso e isso e isso e que ajudo e que nunca pedi nada em troca e que e que tô sempre lá e que ela não me fez isso. Ué, mas então então você tava não tava de graça, você não tava fazendo espontaneamente pelo amor cristão que você tem. Você tava era eh eh ela você tava vendendo coisas para ela, ela nem sabia que ela tava comprando e que você depois ia cobrar o pagamento, né? É, é que nem vendedor que fica colocando pra gente como se fosse amostra grátis e depois manda a conta, né? E e mais ou menos isso. Então, a gente se põe como santa, se põe como eh benfeitora, abnegada, mas depois em algum momento a gente joga isso. Eu faço isso, eu faço aquilo e as pessoas não lembram de mim. Eu vivo levando coisa para quem tá doente, cuidando quem de quem ajuda. Ninguém lembra de mim.
depois em algum momento a gente joga isso. Eu faço isso, eu faço aquilo e as pessoas não lembram de mim. Eu vivo levando coisa para quem tá doente, cuidando quem de quem ajuda. Ninguém lembra de mim. Então, até nesse ponto, a gente percebe que existe uma manipulação. Não é espontâneo, não é algo que eu faço simplesmente e nem lembro o que eu fiz. Tem nada de mão esquerda não saber o que a direita faz. As duas estão bem antenadas e uma sabe o que fez, ainda vai cobrar. Uma faz, a outra cobra, né? Então, Joana diz que essa pose de santinho, que na verdade a gente se põe como abnegado, deixa eu aqui, não, eu fico por último. Ai, vão vocês, eu não preciso ir junto. Nem sempre é realmente algo equilibrado, natural, próprio desse ser humano. Às vezes é um conflito mascarado de abnegação. Vamos pra frente. Gente, eu inverti a ordem. Deixa eu voltar aqui. Agora nós vamos no amor imbatível. Amor, capítulo 9, que Joana vai falar que muitas vezes a timidez é quase que uma expressão de uma carência afetiva. Então, é como se eu tivesse sede de afeto. Eu não estou sabendo eh gerar relacionamentos nutritivos, então eu estou com fome, eu estou com sede de afeto. E aí isso é demonstrado como timidez. E aí pode acontecer duas coisas. Eu vou como esse tímidozinho para ver se eu chamo atenção e as pessoas gostam de mim e vem me acolher ou eu vou como coitadinho porque eu de fato não quero que ninguém chegue perto de mim. Porque se alguém chegar perto de mim e me tirar desse lugar, eu não tenho mais o trunfo de falar que eu sou um pobre, coitado, esquecido e abandonado. Então vamos ler o que que ela traz. Experimentando a castração emocional que o impede momentaneamente de viver o clima social. em que se encontra, sente-se rejeitado quando é ele próprio quem se recusa a participar das atividades nas quais todos se encontram. Então, deixa eu parar aqui. Sabe aquela história de que, ah, eu nunca vou em lugar nenhum, nunca ninguém me chama. Aí alguém diz assim: "Ah, mentira, eu te chamei outro dia, você que não quis ir".
am. Então, deixa eu parar aqui. Sabe aquela história de que, ah, eu nunca vou em lugar nenhum, nunca ninguém me chama. Aí alguém diz assim: "Ah, mentira, eu te chamei outro dia, você que não quis ir". Ah, mas foi uma vez. É esse discurso. E não é uma vez. E não é, a pessoa não vai para poder falar que ninguém a chama, mas sempre alguém a chama e ela nunca pode ir. É esse perfil. É uma é uma mente disfuncional. É, é é quase que uma mente cindida. Tem dois eus, um que quer ir e o outro que nega quando alguém convida para ir. Ah, então nunca ninguém me chama. Vamos comigo nesse lugar. Ai, esse lugar não gosto. Vamos comigo nesse nessa festa. Ai, festa não é comigo. Ah, nesse dia eu não posso. Ah, ai, hoje eu tô doente. Então, nunca aceita nada para não ter onde ir para poder dizer que nunca vai para lugar nenhum. Então, dá para ver que tem alguma coisa aí que não se encaixa. Então, é preciso que a gente pare e seja mais coerente. Pera aí, se eu quero ir, vai. Aonde chamarem, não dá para ficar escolhendo muito. Nossa, eu sou tão sozinha. Alguém fala assim, vamos comigo no supermercado. Vou, eu vou. Detesto o supermercado, mas é a minha chance de ter alguém. Vou sair, vou bater papo até o supermercado, vou ficar lá junto, a gente vai criando vínculos, talvez amanhã, ao invés de supermercado, ela me chame para ir pro cinema. Não dá para escolher muito. Se eu tô afim mesmo de uma coisa, eu não escolho. Para tudo é assim. Tô precisando de emprego. Apareceu esse. Pega, pega. E e dali você conhece alguém, essa pessoa consegue perceber outros talentos em você e a gente vai crescendo, a gente vai galgando. Ah, não, mas esse esse emprego não, aquele emprego não, aquele emprego não. Ai, eu não consigo arranjar emprego. E assim vai. E assim vai. A gente escolhe tanto. Por que que a gente escolhe tanto? Porque no fim a gente não quer sair do lugar onde a gente está. Por que que você seleciona tanto? Por que que você fala tanto não tá gostoso onde você tá? Você tá com medo de sair desse
escolhe tanto? Porque no fim a gente não quer sair do lugar onde a gente está. Por que que você seleciona tanto? Por que que você fala tanto não tá gostoso onde você tá? Você tá com medo de sair desse lugar? Será que você saindo desse lugar você vai perder o trunfo de contar para todo mundo que você é o coitado desse lugar? Mas continuando, não apenas isso, mas também se utiliza do falso recurso de justificação, supondo ser isolado, porquanto ninguém se interessa pela sua pessoa. Ohó, coitadinho. Quando em verdade esse coitadinho foi pra minha conta, viu gente? Joana diz: "Porquanto ninguém se interessa pela sua pessoa, quando em verdade, por sua vez, tampouco ele se empenha em tornar tomar conhecimento do que se passa fora de si ou mesmo demonstrar qualquer interesse pelo seu próximo." Então, ah, eu queria, eu queria tanto ter um amigo, aí tem uma amiga que fala assim: "Ah, eu vou fazer um curso sobre, sei lá, planta. Vamos comigo? Tô procurando alguém." Ah, não gosto de planta. Puxa vida, que que custa? Olha que gostoso que é. Não precisa gostar. Vai lá, aprende alguma coisa depois. Nem que você nunca mais use. Mas se você tem condição de ir, se você tem possibilidade de ir, se esforce. Eu não quero ir, mas eu vou pela minha amiga. Então, o que que você foi fazer, Cris? Um curso de planta? Não. Eu fui fazer companhia paraa minha amiga e fiz um curso na hora. O meu objetivo foi empaticamente eh eh fazer companhia. Eu vi que ela tava querendo alguém, que ela não tava querendo ir sozinho. Não me custa nada, eu vou, eu vou por prazer. E aí eu vou com minha amiga, porque ela está me chamando, e faço o curso como segunda intenção. A primeira intenção minha é atender a minha amiga. É assim que a gente cria vínculo, não é escolhendo tudo. A empatia, gente, fazer um parênteses aqui, a empatia, a a importância do outro na nossa vida, o amor que a gente sente pelo outro, a gente vai demonstrar quando a gente pensa no outro, ou seja, quando a gente inclui o outro em algo que a
aqui, a empatia, a a importância do outro na nossa vida, o amor que a gente sente pelo outro, a gente vai demonstrar quando a gente pensa no outro, ou seja, quando a gente inclui o outro em algo que a gente estava pensando pra gente. Que que eu tô querendo dizer? Vou repetir. Vou dar um exemplo, ó. Eu estou querendo, ah, eu vou fazer alguma coisa nesse final de semana. Que que eu vou fazer nesse final de semana? Ah, acho que eu vou pra praia, mas eu tenho meu marido. Meu marido detesta a praia, faz de conta. Meu marido detesta a praia. Puxa vida, mas eu quero no meu final de semana, mas eu queria ir com o meu marido. Meu marido detesta a praia. Talvez eu não. Deixa eu pensar numa outra coisa. É isso. Eu estou pensando numa coisa que eu quero para mim. Só que eu incluo o outro no meu plano e avalio se pro outro isso também pode ser interessante. Agora, como a gente costuma fazer? Eu quero ir pra praia e aí eu convido o meu marido. Eu nem pensei se para ele vai ser bom, não vai, se ele gosta, ele não gosta. E aí eu falo: "Vamos, eu já acertei tudo, eu vai ser um presente meu para você". E ele fala assim: "Ah, mas praia". Aí que que a gente faz? É sempre assim. Poxa vida, tô pagando para você. preparei uma surpresa. Seria um encontro romântico e você não quer ir. E aí o outro fica de ruim. Tudo bem que ele poderia também falar: "Puxa vida, não é o que eu mais quero, mas eu vou fazer esse agrado." Afinal de contas, para ela é importante essa negociação dos dois lados que precisa existir, gente. É isso que é empatia, é isso que é importância com o outro, é isso que é amor ao próximo. Eu penso sobre mim, mas eu considero o outro no meu plano para ver se cabe, se tem algo que eu posso adaptar para melhorar pro outro também. Mas quando a gente quer só o nosso lado, daí assim, ah, eu sou um isolado, ninguém gosta de ficar comigo mesmo, né? Mas às vezes sou eu que não estou facilitando, eu estou egocentrado, tudo gira em torno de mim. Bom, aí Joana continua: "Sentindo-se não aceito,
ou um isolado, ninguém gosta de ficar comigo mesmo, né? Mas às vezes sou eu que não estou facilitando, eu estou egocentrado, tudo gira em torno de mim. Bom, aí Joana continua: "Sentindo-se não aceito, acumula azedume, atormenta-se, frustrando as inumeráveis possibilidades de alegria e comunicação. Quase sempre esse estado mórbido decorre de uma infância infeliz. Aí tá falando também um pouco da origem na qual conviveu com pais autoritários, familiares rebeldes e agressivos, sentindo-se empurrado para o ensim mesmamento, em face do receio de ser punido por qualquer coisa que acontecia, mesmo quando não houvesse praticado, assumindo então uma postura de vítima que se esforça para agradar sempre, estar permanentemente bem com todos, sem ser incomodado pelas ocorrências ou pelas criaturas. Ela está cogitando aqui uma possibilidade de onde se originou. Lembrando que não é culpa dos pais, porque o espírito só está nessa família porque ele trouxe ele próprio para essa condição. Era o que ele precisava. Mas vale pra gente pensar enquanto família, enquanto educadores, pra gente cuidar das crianças para que elas tenham possibilidade de se expressar, para que é é é sempre essa questão da opressão, da tirania, do domínio, da do autoritarismo. Isso mata a alma. A criança vai crescer tentando se adaptar para não apanhar. Ela nunca vai ser ela própria. Ela vai ser quem os outros querem que ela seja para ela não apanhar. É um roubo que a gente faz da vida do outro, porque a gente não permite que ele se expresse sendo o espírito que ele é. Ela vai crescer não tentando ver quem eu sou, o que eu gostaria de fazer, mas quem eu preciso ser para não apanhar, quem eu preciso ser para minha mãe pelo menos olhar para mim. Olha que crueldade que é esse tratamento, né? Então, acho que é interessante a gente abordar isso porque é uma profilaxia, é uma prevenção a gente mostrar pras crianças que elas têm direito de pertencer, de escolher, de se expressar, de ser ouvida. Aí eu não vou gerar uma pessoa tímida lá
dar isso porque é uma profilaxia, é uma prevenção a gente mostrar pras crianças que elas têm direito de pertencer, de escolher, de se expressar, de ser ouvida. Aí eu não vou gerar uma pessoa tímida lá que tem medo de falar, porque quando falava o pai pegava de pesado, porque a mãe debochava, porque o irmão fazia a bullying, seja lá o que for. Então, muitas vezes, essa timidez tem origem nessa infância em que ela foi se protegendo para não sofrer e ela aprendeu a ser assim. Então agora ela vai pra vida como se tivesse um monte de pai, de mãe, de irmão que estão prontos para eh fazê-la sofrer. E aí ela vive desse jeito. Aí ela vai precisar tirar esses essas proteções para tentar se reinserir na sociedade. Então essa pergunta de agora é: será que eu eh estou querendo muitas provas de amor? Eu quero que o mundo se adapte a mim? Ah, eu sou tímida. Então, para eu sair daqui, eu preciso que o outro venha que ah, não sei quem faça. Eu preciso. Será que eu tô pondo muitas condições? Será que não tá faltando um pouco de esforço da minha parte para sair do ensamento? Essa expressão vale uma reflexão inteira sobre ela. O que seria esse si mesesmamento, uma pessoa que vive em si mesmada, que tem a ver com um pouco do egoísmo e do orgulho. Será que não tem um tanto de ensamento na minha timidez? Eu preciso que alguém me tire daqui? Não, eu vou ter que eu também fazer o meu esforço para poder ir me soltando devagar, tentando ver que é esse. Já não é mais aquele mundo da infância que eu tinha medo, porque qualquer coisa eu apanhava, o mundo já é outro. Precisa então de um esforço pessoal. E indo já pro final, eu tenho aqui mais eh dois capítulos do livro Conflitos Existenciais. Conflitos existenciais, capítulo 7, primeiro. E Joana diz: "Os indivíduos tímidos, aqueles que sofreram agressões na infância, continuando aquilo que a gente estava vendo, que desenvolveram conflitos de inferioridade, sempre sentem-se rejeitados e repelidos, expulsos sem consideração ou sequer comiseração em
sões na infância, continuando aquilo que a gente estava vendo, que desenvolveram conflitos de inferioridade, sempre sentem-se rejeitados e repelidos, expulsos sem consideração ou sequer comiseração em mecanismo evocativo inconsciente do que experimentaram durante a construção da personalidade." Então é o que eu falei, cuidado, porque se a gente reprime, se a gente xinga, se a gente desfaz do que a criança falou, ela vai tender a se retrair, criando essa timidez medrosa de se expor. Ai, mas eu vou falar o que que vão dizer, o que que vão fazer, o que que vão, como é que vão reagir? Muitas vezes é reflexo de como ela era tratada quando ela era criança. Então, muita atenção para isso, porque é algo que a gente pode evitar. na vida futura da criança ou um traço de timidez, se a gente deixar ela ter mais expressividade, se ela tiver mais um ambiente relaxado, que ela se sinta segura. E pra gente terminar o capítulo quatro do conflitos existenciais, Joana diz: "Quando se apresentem comportamentos assinalados pela timidez, há uma natural tendência para a alienação ao convívio social, isolando-se, ruminando pensamentos pessimistas em relação a si mesma, aos demais, transformando o sentimento em raiva mal contida e que empurra para pavores imprevisíveis. Todos são vítimas do medo em relação ao desconhecido como ocorrência normal. Então fica esse convido, esse convite para que a gente vença esse medo. Eu sou tímida. Por quê? Que que eu tenho medo? Eu tenho medo de que descubram os meus as minhas sombras? Todo mundo tem. Eu tenho medo de me expor e que as pessoas não gostem de mim. Quem vai gostar de mim vai gostar de mim como eu sou. Eu não tenho que ser diferente de quem eu sou para que as pessoas gostem de mim. Se tiver alguém pondo condição para gostar de mim, é melhor que vai embora logo. Eu tenho medo quando eu sou tímida, eu tenho medo de eu me frustrar, porque se eu me expor, eu vou descobrir quem eu sou. Mas se aceita. Todos somos especiais, filhos de Deus em evolução. A
bora logo. Eu tenho medo quando eu sou tímida, eu tenho medo de eu me frustrar, porque se eu me expor, eu vou descobrir quem eu sou. Mas se aceita. Todos somos especiais, filhos de Deus em evolução. A gente não tá pronto. Estamos caminhando. Estamos todos no mesmo barco. Não tem ninguém melhor. Tem os diferentes aqui. Mas em gradação evolutiva todos somos espíritos mais ou menos na mesma faixa. Então fica essa pergunta para que a gente converse com a timidez. Por qu que que eu tenho medo do quê? Que que eu acho que vai acontecer se eu me expor um pouco mais? Que que eu tento evitar? Isto que eu tô evitando não tá me privando de algo que poderia me fazer bem. Quando eu fico muito tímida, eu não tô perdendo oportunidade de aprender, de crescer, de conviver? Será que eu não deveria me esforçar um pouquinho? Quanto que tem de traço de personalidade? Quanto que tem de conflito na minha timidez? Então fica essa essa conversa aqui, mas espero vocês comentarem, perguntarem, considerarem comigo no chat, nos comentários, para depois eu voltar, olhar o que vocês eh me trouxeram e a gente depois futuramente conversar a respeito nos episódios de perguntas e respostas. Mais uma vez, obrigada por me acompanharem. Espero ter sido útil e que Deus nos abençoe, a semana de vocês seja iluminada e até a próxima, se Deus quiser.
Mais do canal
Conversando Sobre Espiritismo | Mário Sérgio, Solange Seixas e Marco Antonio
1:06:33 · 5.3K views
Em Busca do Sagrado | #193 • A Alegria
🔴 AO VIVO | Diálogo Franco: Sexualidade - Uma Visão Espírita
[EN FRANÇAIS] Nul ne meurt - Divaldo Franco
1:27:15 · 240 views
[EN FRANÇAIS] Pike et son fils toxicomane - Divaldo Franco
1:10:29 · 293 views
Estudo da Obra – Loucura e Obsessão | T7:E34 – Cap. 17: Terapia desobsessiva – Parte 2