T04:E18 • Conflitos Emocionais e Morais • Ciúme e Inveja
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 04 - Conflitos Emocionais e Morais Episódio 18 - Ciúme e Inveja ► Referências Bibliográficas • Momentos de consciência, cap. 7 e 8; • O ser consciente, cap. 5; • Autodescobrimento, cap. 9 e 12; • Conflitos existenciais, cap. 7. » Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. O episódio de hoje nos trará um convite para refletirmos a respeito dos temas ciúme e inveja, que de certa forma são meio semelhantes, talvez eh eles se expressem de uma maneira um pouco diferente. Talvez o objeto seja um pouco diferente, ou seja, eu tenho inveja de uma coisa e ciúme da outra, mas a origem, aquilo que desperta em nós é muito parecido, porque é um sentimento tanto no ciúme quanto na inveja. É um sentimento de um sujeito que analisa um objeto e ora tem medo de perder, então tem ciúme. E ora gostaria de ter e não tem, então por isso sente inveja. Mas é sempre esse sujeito analisando um objeto num sentido de posse. É isso que é triste, porque quando a gente fala de inveja de coisas, mas quando a gente fala ciúme de pessoa, é muito triste da gente imaginar que é um sujeito que olha para um outro sujeito como se ele fosse um objeto, que o sujeito possui e teme perder. Então, por isso que nós atrelamos o ciúme com a inveja, porque de fato eles têm essa mesma dinâmica. É a dinâmica de alguém que observa algo que está fora com esse olhar de posse. Eu quero ter e não quero perder ou eu não tenho e gostaria de ter. É sempre esse essa essa pretensão de tomar conta do outro. Pode ser um objeto ou pode ser uma pessoa. É de dominação, é de apropriação. Eu quero ter, eu tenho e não quero perder. ciúme e inveja são muito parecidos, são muito semelhantes. A dinâmica é essa. Bom, pra gente começar conversando, eh, eu gostaria de começar apresentando para vocês um livro. É um livro que eu escrevi junto com Raul Teixeira. Raul Teixeira é um palestrante, espírita, querido, amigo, professor, mestre de nossas vidas, de vida de tantas pessoas. Há mais de 10 anos, ele sofreu um AVC e estava num avião, então demorou para ser socorrido e por isso ficou com lesões cerebrais bastante significativas que o limitou tanto na sua fala que era eloquente, envolvente, era um tom de professor, mas que cativa, né? A gente tem aí os vídeos
rrido e por isso ficou com lesões cerebrais bastante significativas que o limitou tanto na sua fala que era eloquente, envolvente, era um tom de professor, mas que cativa, né? A gente tem aí os vídeos do Raul Teixeira antes do antes do AVC, antes de 2010, de 2010 para trás. E a gente pode verificar o a competência, a capacidade, a eloquência desse mestre e também na escrita, porque Raul psicografava, então ele ficou com limitação para psicografar, mas agora está retomando depois de mais de 10 anos está retomando a escrita psicografando com a mão esquerda. Veja que exemplo que a gente tem, eh, eh, que espírito que nos ensina falando e silenciando, que nos ensina a trabalhar quando tudo com fabula a favor e quando precisa de um esforço, mas também continua mostrando o esforço para poder produzir boas obras pra gente. Então, o Raul há há há bastante tempo atrás, alguns anos atrás, ele me pediu para que resgatasse um seminário que ele tinha começado a fazer antes do AVC sobre o ciúme. Então, a partir do seminário que ele fez, ele teve chance de fazer esse seminário, acho que uma ou duas vezes, eu colhi o material, eu transcrevi a fala de Raul e coloquei nesse livro. Então, mais ou menos metade do livro é a fala do Raul nessa, nesse seminário. E, e uma outra parte do livro são reflexões que eu mesma proponho a partir da psicologia espírita, a partir desse viés do autoconhecimento, da autoiluminação, do autodescobrimento. Então, fica esse convite. É da editora Fratter. A editora Frater é é a é a editora da casa do Raul Teixeira, né, da CF Sociedade Espírita eh Fraternidade de Niterói. Então, pelo pelo pelo site a gente consegue comprar e eh a verba dos dos livros da editora eh Fratter, elas mantém a obra assistencial social de educação Remanso Fraterno, que é como se fosse uma irmã da mansão do caminho. Divaldo e Raul são grandes amigos. Eles brincam entre eles que Raul, Divaldo brinca com Raul, que é o irmão gêmeo dele. Então são grandes amigos, parceiros de Ideal Espírita com missões
ão do caminho. Divaldo e Raul são grandes amigos. Eles brincam entre eles que Raul, Divaldo brinca com Raul, que é o irmão gêmeo dele. Então são grandes amigos, parceiros de Ideal Espírita com missões eh parecidas de alguma forma, porque ambos eh são médiuns, psicografam e deram a vida eh em benefício da pregação do evangelho, do ide e pregai e que Jesus nos convida. Então, eh, fica a dica para que se alguém se interesse, existe esse livro, A Saga do Ciúme, que é de nossa autoria junto com Raul Teixeira. Então, a gente dedicou um livro inteiro para falar sobre o ciúme. Quando nós vamos falar sobre ciúme ou inveja, então, voltando nessa primeira explicação de onde a gente parte, nós vamos falar sobre um foco muito grande em si mesmo, porque é uma posição de quem olha pro outro, que pode ser alguém ou um objeto, no sentido de dominação. E quando eu domino o outro, quando eu quero controlar o outro, quando eu quero me apropriar do outro, quando eu quero deter o outro, seja algo que é um objeto ou seja uma pessoa, existe aí uma relação egocêntrica, porque eu estou vendo o que eu quero e não estou apegada no que eu quero, no que eu desejo. Eu não estou levando em consideração o outro ser humano que está ali. Eu não estou levando em consideração que aquele objeto é algo que eu vou deixar aqui na Terra. Então, sempre que eu tiver essa necessidade de me apegar, essa coisa de que eu preciso manter próxima, que tem que ficar sob meu meu controle, tem um ego que está tentando ã dominar a situação a partir das próprias expectativas. Ou seja, eh, ciúme e inveja tem relação com uma pessoa que é egocentrada. E quando nós falamos sobre o ego centrado, ou seja, eu estou centrado em mim, eu estou falando sobre imaturidade, sobre desenvolvimento a ser feito, ou seja, um grande processo de desenvolvimento ainda precisa acontecer. Qual fase da de uma, se a gente pensar no desenvolvimento humano de uma vida, de quando a gente reencarna até quando a gente vai embora, qual fase da vida que
desenvolvimento ainda precisa acontecer. Qual fase da de uma, se a gente pensar no desenvolvimento humano de uma vida, de quando a gente reencarna até quando a gente vai embora, qual fase da vida que o egocentrismo é OK, é natural, é esperado, inclusive é durante a primeira infância. Então, se a gente disser que uma criança, um bebê de um aninho tá com fome e chora e ele não percebe que a mãe dele tá tomando banho e que ele poderia esperar 10 minutos, ele não quer esperar 10 minutos, ele quer ser atendido naquele momento. Ele chora, ele tem, sei lá, se meses e ele chora porque ele quer atenção naquele momento. Ele está centrado nele. Ele não tem ainda a condição de pensar: "Ah, mas esa aí, a minha mãe tá tomando um banho, deixa eu esperar um minuto, não me custa". ele não consegue fazer isso. Ele ainda não está com competência suficiente, com consciência para fazer isso. Então, até o seus 6 anos, a criança é egocentrada. Ela está aprendendo ainda a conhecer o eu, porque nessa fase ainda dessa desses seis meses, um ano, ela ainda nem sabe que ela é separada da mãe. Ela tá, a consciência está se desenvolvendo, né? Ela está adquirindo consciência de si, sabendo que ela é um e a mãe é outro. Então, como que eu vou esperar de uma pessoa, de uma de um ser que ainda não nem tem consciência de si que ele pense no outro? Se ele não sabe nem quem é ele e quem é o outro? É uma mistura, né? Então, a consciência vai se desenvolvendo e a gente vai conforme ampliando a consciência, a gente vai saindo de si e indo em direção ao outro. A partir dos 6, 7, 8 anos, a criança começa a se relacionar com o outro a partir do outro. Agora eu sei que tem eu e sei que tem um outro, o meu amiguinho. Eu quero brincar de uma coisa, o meu amiguinho do outro. Se eu quiser brincar com o meu amiguinho, eu vou ter que começar a negociar uma hora do meu jeito, outra hora do jeito do outro, senão eu não vou ter amiguinhos. E a gente vai treinando a socialização com as crianças, né? A gente vai tirando
eu vou ter que começar a negociar uma hora do meu jeito, outra hora do jeito do outro, senão eu não vou ter amiguinhos. E a gente vai treinando a socialização com as crianças, né? A gente vai tirando elas do egocentrismo. Então, no começo é uma heteronomia pegando aí, trazendo Pag, em que ela depende dos outros. É como se o mundo girasse em torno dela. Ela ela precisa ser atendida às necessidades dela. É o que ela quer. Ela precisa disso. Ela quer que a mãe fique a disposição dela em direção a uma autonomia. A educação deve levar a criança da heteronomia paraa autonomia. Ou seja, lá na frente eu sou responsável por mim. Eu não preciso que as pessoas mais fiquem fiquem me atendendo. Eu sou capaz de de me virar. Eu sou capaz de me regular. Eu sou capaz de decidir por mim. e passo a incluir o outro como alguém como eu. Então, tem eu, tem o outro, que é um outro eu. Do mesmo jeito que eu preciso de atenção, o outro precisa. Do mesmo jeito que eu tenho necessidades, o outro também tem. Ou seja, eu eu eu diluo a minha atenção em mim, né? Eu tiro um pouco do meu umbigo e passo a olhar para outras pessoas. Eu costumo fazer uma brincadeira que eu eh eh dá vontade de falar alguma coisa assim: "Olha, eh nós estamos vivendo um período em que a humanidade está abrindo mão de viver no planeta Terra e todos estamos migrando para um outro eh outro planeta que se chama umbigo." Porque me dá muita sensação de que, apesar da gente estar evoluindo em termos cronológicos, anos 2000, 2020, daqui a pouco 2030, parece que ao mesmo tempo que a gente avança no tempo cronológico, eh, em termos de maturidade psicológica, a gente vai olhando cada vez mais só para si. Então, parece que a gente tá abrindo mão de viver num planeta coletivo para morar no próprio umbigo, né? Parece que só existe eu, é a minha atenção, é o que eu preciso, é como eu quero, é do meu jeito. Então, quando nós vamos falar de ciúme e de inveja, é por aí que a gente vai entrar. e trazendo consciência de que tem relação com
a minha atenção, é o que eu preciso, é como eu quero, é do meu jeito. Então, quando nós vamos falar de ciúme e de inveja, é por aí que a gente vai entrar. e trazendo consciência de que tem relação com imaturidade, com infantilidade, com egocentrismo. Cada vez que a pessoa amplia a sua consciência e começa a pensar mais coletivamente, menos ela quer controlar os outros, menos ela tem necessidade de posse, apego, menos ela é grudada nas outras pessoas, ela dá liberdade pros outros serem quem são. Ela não fica vigiando, controlando. Ela não quer que o outro se submeta a ela. Quanto mais a gente amadurece, mais a gente liberta a si e aos outros e até às coisas. Vamos pensar em Jesus. Jesus não era apegado a nada. Ele mesmo falava: "Eu, o filho, né, o filho do homem, o filho de Deus, não tem uma pedra onde repousar a cabeça". Então, Jesus era desapegado de coisas, de pessoas, né? Minha mãe, quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão todo aquele que faz a vontade do meu pai? Aí sim estão os meus, a minha família, os meus irmãos, a minha mãe. Então Jesus, ele não tinha essa necessidade de controlar, de ter, de possuir, né? Ele não tinha expectativas egocentradas, egoicas. Ele tinha essa visão que era uma visão coletiva. Ele olhava pro ser humano como um todo. Por isso que é o amar a si e ao próximo como a si. Significa que tão importante quanto eu é cada um. Cada um é importante. Então, se alguém tem vontade de fazer, se o meu parceiro tem vontade de fazer alguma coisa, não, não vai, porque você é meu parceiro. Então, não tem essa sensação de que preciso trazer, que eu preciso reter, que eu preciso e eh manter, que eu preciso dominar, que precisa ser do meu jeito. É uma é uma é uma é um desapego, é uma liberação. Tá tudo bem. Se tem, tem, se não tem, não tem. aquilo e eu não tenho inveja, não preciso ter aquilo que ainda não me cabe. Eh, eu eu amo as pessoas e as pessoas ficam comigo se elas desejarem, eu continuo amando do mesmo jeito. Se elas não tiverem como corresponder ao
inveja, não preciso ter aquilo que ainda não me cabe. Eh, eu eu amo as pessoas e as pessoas ficam comigo se elas desejarem, eu continuo amando do mesmo jeito. Se elas não tiverem como corresponder ao meu amor, tá tudo bem também, porque eu não tô voltada para mim. Eu não tô olhando o que que eu quero, o que que eu preciso, quais as minhas expectativas. Eu tô, eu tenho um olhar que é mais fraterno, é mais coletivo. Então nós vamos ver aqui em Joana que ela também vai vincular a inveja e o ciúme com falta de evolução, que nós não estamos fazendo um juízo de valor, ninguém tá dizendo: "Ah, você é do mal, você é inferior." Não tem a ver com inferior, não tem a ver com atraso, tem a ver com fase do processo evolutivo, né? Então a gente tem que respeitar e a gente tem que entender. Não dá para uma criança de 4 anos falar: "Eu ainda não consigo pensar no outro, eu sou ruim, eu sou do mal". Não, calma, você vai chegar lá, né? Você pode acelerar, mas tenha um pouco de paciência. Então a gente também precisa ter um pouco de paciência com a gente. Nossa, eu ainda carrego inveja, ainda tenho ciúme. Tudo bem, tenha consciência de que isso faz parte do grau de evolução que você está. Trabalhe com isso para você poder superar, ou seja, crescer, amadurecer, evoluir, para que lá na frente isso não te pegue tanto, não te afete tanto quanto hoje. Então, sem juízo de valores, sem cobrança, sem acusação, não é para ficando apontando o dedo quem é e quem não é. É pra gente conhecer, é pra gente ter mais consciência de como funciona essa história, desses dois conflitos, desses dois complexos que se manifestam na forma de ciúme ou inveja. Bom, vamos então lá pra Joana. Primeiro eu trouxe o livro Momentos de Consciência. Lembra que Momentos de Consciência e Momentos de Saúde? Eh, a editora colocou os dois juntos porque eram dois livrinhos, eles foram condensados num único volume. Então, primeiro tem momentos de consciência e depois não, primeiro tem momentos de saúde e depois tem momentos de
ou os dois juntos porque eram dois livrinhos, eles foram condensados num único volume. Então, primeiro tem momentos de consciência e depois não, primeiro tem momentos de saúde e depois tem momentos de consciência todos no mesmo livro. Eu estou falando dessa segunda parte que é momentos de consciência. Então, no momentos de consciência capítulo 7, nós vamos falar exatamente a respeito desse desenvolvimento da consciência, que é da imaturidade para maturidade, do eu em direção ao outro, sair do próprio umbigo e enxergar um mundão que tem aí do monte de gente, de irmãos, em que todo mundo precisa, em que todo mundo merece, em que todo mundo deve inclusive se amar. Então, o que que Joana diz? A consciência atinge a plena conquista quando o ser amadurece no seu processo psicológico de evolução. Esse amadurecimento é resultado de um contínuo esforço em favor do autoconhecimento, da coragem para enfrentar-se, trabalhando com esforço íntimo as limitações e os processos infantis que nele ainda predominam. Não sabendo superar as frustrações, fixa-as no inconsciente e se torna vítima, fugindo para os mecanismos da irresponsabilidade, toda vez que se vê abraços com dificuldades e enfrentamentos. Enquanto o amor não sente prazer em doar, em libertar, experiencia o período infantil, caracterizando-se pelo ciúme, pela insegurança, pelas exigências descabidas, portanto, egocêntrico impróprio. Então, Joana trouxe aí nesse eh nesse trecho curto, né, com condensado, tudo aquilo que eu estava tentando eh desmembrar, explicar, né, eh refletir. Então, resumindo, ela tá dizendo sobre o desenvolvimento da consciência e dizendo que quanto mais a gente é imaturo, quanto menos a gente tem amplitude de consciência, mais a gente é focado em na gente. Não é porque eu sou do mal, é só porque eu ainda não me desenvolvi. Não dá pra gente pegar um botão de rosa e falar: "Ai, você ainda não é rosa". Não tá na hora de ser rosa. Eu tenho que apreciar a beleza do botão. A gente é capaz de apreciar a beleza do botão e a
vi. Não dá pra gente pegar um botão de rosa e falar: "Ai, você ainda não é rosa". Não tá na hora de ser rosa. Eu tenho que apreciar a beleza do botão. A gente é capaz de apreciar a beleza do botão e a gente é capaz de apreciar a rosa aberta. Por que que quando a gente olha pra gente, a gente não consegue se apreciar enquanto estamos no estágio evolutivo de sermos botões? Não, nós queríamos já ser essa rosa exuberante que era Jesus. Não somos. Então vamos parar um pouco de cobrança, de autocobrança, de acusação, de expectativa, que não cabe. Se somos botão, somos botão. Ainda somos botões de rosa, tudo bem, mas sabemos que um dia a gente vai abrir esse transformar numa rosa. Só que é um processo de se desenvolver, de crescer, de ampliar, de amadurecer. Nós precisamos amadurecer. É sintoma pra gente saber que a gente ainda não amadureceu quando a gente identifica em nosso mundo íntimo inveja e ciúme. Ah, eu sou do mal. Não, não sou do mal. Eu sou imatura. Eu ainda estou focada em mim quando eu sinto, quando a inveja e o ciúme são predominantes. Porque eu acho que inveja e ciúme no nosso grau de evolução, todo mundo vai ter. Um pouquinho aqui, um pouquinho ali. Algumas pessoas conseguem tirar o foco, outras conseguem negociar com si. Mas acho que todos nós de vez em quando sentimos um pouco de ciúme e um pouco de inveja. Agora, quando isso me toma, quando isso me domina, quando isso faz com que eu viva não conseguindo me controlar em termos de inveja, de ciúme, aí a gente precisa olhar, precisa realmente investir um um um processo terapêutico para poder conseguir eh eh acelerar esse desenvolvimento. Mas é fato que espíritos mais botões, espíritos mais imaturos, espíritos mais infantilizados t mais ciúme e inveja. Conforme esses espíritos vão desabrochando, amadurecendo, ampliando a consciência, menos inveja e menos ciúme, porque passa o foco de olhar para si para olhar pro mundo, pro coletivo, pros outros, pra vida. Então, conforme nós vamos crescendo e incluindo a vida nesse nesse senso
ia, menos inveja e menos ciúme, porque passa o foco de olhar para si para olhar pro mundo, pro coletivo, pros outros, pra vida. Então, conforme nós vamos crescendo e incluindo a vida nesse nesse senso comum, menos importante é o que eu quero, o que é meu, o que eu queria ter, o que eu não posso perder. Tá vendo? Eu eu eu paro de falar tanto eu eu eu eu me interessa mais o nós, o todo, o de todos, o coletivo. Então é isso que Joana tá dizendo, que os processos infantis predominam e porque eles predominam, a gente ainda se sente ciumento, inseguro, egocêntrico. Conforme nós vamos desenvolvimento, desenvolvendo a consciência, vamos amadurecendo e vamos nos desapegando dessas necessidades de ter, de reter, de dominar, de subjulgar o outro. Então já fica essa dica, esse negócio de que ai, quem não ama não tem ciúme. Ciúme é sinal de que ama. Não é bem assim. O ciúme é sinal de que o meu amor ainda é infantil. Eu tenho insegurança dele. Eu preciso dominar o outro. Eu tenho medo de perder. Isso não é o amor pleno, isso não tem relação com o amor. Isso tem relação com o grau de evolução, com o grau de desenvolvimento psicológico da pessoa. Aí sim, ao amar, ela pode expressar os seus conflitos no amor. Ou seja, eu amo, mas como sou ainda imatura, eu amo com ciúme. Eu amo e tenho inveja. Então, não está associado com amor. Ciúme não está associado com amor. Não é característica de amor. Ciúme inveja é característica de imaturidade. Então, enquanto pessoa imatura, se eu for ser mãe, eu vou ser uma mãe imatura. Se eu for ser eh esposa, eu vou ser uma esposa imatura. Se eu for for, eu vou ser uma profissional imatura em termos psicológicos. Então, por isso que pode ser que no meu no meu trabalho eu tenha inveja da outra, com o meu marido tenha ciúme dele, com meus filhos eu tenha sentimento de de posse. Não é porque eu amo que eu sinto isso, é porque eu amo e sou ainda imatura. Então, o meu amor se expressa com as características de uma imaturidade. Quando uma criança, por exemplo, a mãe fala assim: "Filho, filho
eu amo que eu sinto isso, é porque eu amo e sou ainda imatura. Então, o meu amor se expressa com as características de uma imaturidade. Quando uma criança, por exemplo, a mãe fala assim: "Filho, filho tem lá 8 anos e a mãe fala: "Filho, tenho uma oportunidade de fazer uma viagem, vou ficar, sei lá, um mês fora". Tudo bem se você ficar com a vovó e ele fala: "Não, não, tudo bem não. Eu eu não quero que você vá. Você, mas a mamãe vai perder uma oportunidade? Perca. Eu não vou ficar sem mãe um mês. Percebe? Ele tá focado nele, ele está prestando atenção na necessidade dele. Ele não está conseguindo eh empatizar com a mãe, que é outro espírito, que tem também desejos, que pode ter oportunidade de conhecer outras coisas, de crescer, ele não é capaz, ele tá focado nele. Então, a criança que pode ter 8 anos, 15 anos, 30 anos, 40 anos, 80 anos, imatura e eh imaturamente, de forma imatura, em termos psicológicos, é essa, que ela está focada no que ela quer, no que ela tem desejo, na expectativa dela. E aí ela não quer que o outro tenha vida, seja livre, porque ela precisa do outro para satisfazer as próprias eh expectativas. Então, por isso que a gente diz que a imaturidade se expressa quando a gente se relaciona com coisas e e outras pessoas, muitas vezes na forma de ciúme ou de inveja. Um outro ponto de vista que a gente vai trazer aqui eh quando agora explicando com relação ao eixo ego self. Vamos recordar. O ego é o centro da consciência, ou seja, é aquilo que eu hoje sei que eu sei. Então se você falar assim, quem que é o ego, no meu caso, o meu ego eu me identifico com a Cris. Agora eu não sou a Cris. Porque eu sou a Cris e todas as outras personalidades que eu já adquiri em outras vidas passadas. E inclusive hoje, inclusive hoje eu posso descrever a Cris como paciente, mas existir um lado meu que é muito impaciente. Ou seja, quando eu digo eu, eu estou dizendo um um é um é uma entidade muito pequenininha, né? Eu gosto, eu gosto de cozinhar. Eu gosto de cozinhar toda vez? Não, de vez
do meu que é muito impaciente. Ou seja, quando eu digo eu, eu estou dizendo um um é um é uma entidade muito pequenininha, né? Eu gosto, eu gosto de cozinhar. Eu gosto de cozinhar toda vez? Não, de vez em quando eu não gosto de cozinhar. Então, então fica difícil da gente limitar o eu, porque esse eu ele ele é múltiplo. Ele é múltiplo. A gente diz sempre em linhas gerais. Em linhas gerais, eu gosto de cozinhar ou eu não gosto de cozinhar. Em linhas gerais, eu gosto de ler ou não gosto de ler. Agora, eu não sou só uma coisa. É isso que eu tô tentando dizer. Eu não sou só uma coisa, eu sou tantas, eu sou tantas coisas. Tinha um professor que falava, né, quando você ia conversar com ele, professor, você, ele falou, ele falava assim, com quem você está falando? Porque eu sou muitos. Era uma brincadeira dele. Mas e é isso. Às vezes você vai falar comigo num dia em que eu vou te responder de um jeito. Se você me pegar dali um mês em outro estado de espírito e você me fizer a mesma pergunta, eu respondo de outro jeito. Por quê? Porque eu não sou limitada num eu. Eu carrego muitos aspectos, muitos eus internamente. E pode ser que de vez em quando surja aí um eu mais egocentrado, mais infantil, mais ciumento, mais eh invejoso. Como que a gente sai dessas enrascadas desse desse ego que se identifica com a vida atual? Então, vamos lá. O ego seria a consciência de hoje, quem eu acho que eu sou, né? Então o ego é o centro da consciência. Só que eu não sou só esse ego, eu sou tantos outros aspectos que estão no meu inconsciente. O self é o ser total, é o espírito. Então a gente podia facilitar assim: ego é aquilo que eu me identifico hoje, Cris. Self é o espírito que já viveu tantas vezes, né? Tudo que tá lá no meu inconsciente. Normalmente o ego é quem vai me arrastar para esse desejo de posse, de dominação. Por quê? Porque para ele é como se tudo que existisse tá aqui. Então eu preciso garantir, é quase que uma sobrevivência. Eu preciso garantir o meu lugar, eu preciso garantir o meu o meu espaço, eu
ão. Por quê? Porque para ele é como se tudo que existisse tá aqui. Então eu preciso garantir, é quase que uma sobrevivência. Eu preciso garantir o meu lugar, eu preciso garantir o meu o meu espaço, eu preciso garantir a minha o meu status. Eu preciso. O espírito tem uma visão mais ampla. O espírito olha para tudo e fala: "Mas isso é passageiro". Puxa, Cris, você tá fazendo um esforço enorme para conseguir ter uma coisa que tá tá te atormentando tanto. O ego quer. O ego morre para ter aquilo. O espírito fala: "Será que é mesmo necessário? abre mão. Muitas vezes, se eu conseguir escutar a voz do espírito, eu vou conseguir relaxar e não vou precisar dominar, controlar, possuir, apegar. Então, é um outro ponto que Joana vai trazer. Se a gente conseguir lembrar que não somos só ego, que não somos só esse eu hoje, que somos um espírito que tem uma visão muito mais ampla, porque já viveu muitas outras experiências, e se a gente conseguir ouvir mais a voz desse espírito, nós conseguiremos desinflar esse ego que quer, que precisa, que quer reter, que quer dominar, que quer ganhar. a gente vai acalmar esse ego e aí por consequência ciúme e inveja passam a não fazer tanto sentido. Então, sempre que eu me identificar com a vida de hoje e eu quiser correr atrás dos desejos do ego, eu vou querer dominar, possuir, superar, ser, ter. Eu quero, eu quero, eu quero que o meu marido fique aqui, eu quero ter aquilo lá, eu quero a grama do vizinho, eu quero. Quando eu olho para olhar do espírito, o espírito fala: "Mas isso daí tudo vai ficar aí". Quantas vezes em vidas passadas você se matou para ter coisas e depois você viu que não valeria a pena ter feito isso? Então, se eu conseguir ouvir um pouco mais a voz do espírito, do selfie, eu vou conseguir me distanciar um pouco das coisas da matéria, porque eu vou lembrar que existem coisas do espírito. É Jesus falando: "Não juntai tesouros na terra que o ladrão eh eh rouba, traça, corrói, ferrugem. Não, não juntais. Ou seja, não põe tanto foco aqui. Eu preciso ter, eu
que existem coisas do espírito. É Jesus falando: "Não juntai tesouros na terra que o ladrão eh eh rouba, traça, corrói, ferrugem. Não, não juntais. Ou seja, não põe tanto foco aqui. Eu preciso ter, eu preciso reter, eu preciso conquistar, eu preciso superar, eu preciso ser o fulano de tal status não sei das quantas. Não, juntar tesouros no céu. E juntar tesouros no céu é enriquecer dentro, não fora. Então, é uma grande eh ideia a gente lembrar de trazer a voz do espírito para as nossas relações. Ah, eu queria tanto aquilo que o vizinho tem. E às vezes a gente fica atormentado, para de ser feliz por causa daquilo. E aí o espírito pode vir nos ajudar e falar: "Cris, será que você já não teve? Será que isso já não te perturbou no passado? Será que você não precisa aprender, inclusive, a não ter? Será que você não tá deixando de olhar para tantas outras coisas e e focar naquilo justamente que é menor do que aquilo tanto de outras coisas que você tem?" O espírito me traz possibilidade de ampliar a visão. E aí eu tava focada ali que se eu não tiver aquilo, eu não vou ser feliz. O espírito fala: "Você já é feliz. Olha quantas outras coisas, olha para tantas outras janelas. Você já é feliz e isso pode me dar paz." Então é isso que Joana vai trazer agora. Se a gente conseguir superar a visão do hoje, trazendo a visão do mais além, do que transcende a matéria, mais fácil a gente vai ser pra gente lidar com os momentos em que a gente se sentir com inveja ou com ciúme. Então, nós vamos no livro Ser consciente, capítulo 5, e Joana vai falar: Tipicando insegurança psicológica, né, e desconfiança sistemática, a presença do ciúme na alma transforma-se em algose implacável do ser. Então, quando eu trago ciúme na alma, eu fico atormentada. E ela diz que isso tipifica, ou seja, caracteriza o quê? Insegurança psicológica. Que que é insegurança psicológica? Imaturidade psicológica. Então, imaturidade psicológica faz com que eu fica fique com ciúme e o ciúme me atormenta. Aí eu vivo atormentada
? Insegurança psicológica. Que que é insegurança psicológica? Imaturidade psicológica. Então, imaturidade psicológica faz com que eu fica fique com ciúme e o ciúme me atormenta. Aí eu vivo atormentada por causa do ciúme e só fico atormentada por causa do ciúme porque sou imatura. Então, se eu investir no autoconhecimento e amadurecer, eu me liberto desse drama do ciúme. Atormentado pelo ego dominador, que quer ser maior do que os outros, que quer conquistar tudo, que quer ter, que quer aparecer, né? Atormentado pelo ego dominador, o paciente, quando não consegue asfixiar aquele a quem estima ou ama, dominando-lhe a conduta e o pensamento, foge para o ciúme, em cujo campo se omisia a fim de entregar seus sofrimentos masoquistas. que lhe ocultam a imaturidade, a preguiça mental, o desejo de se impor a sua vítima, eh, que é que é uma vítima da sua psicopatologia. Então, é uma psicopatologia, uma patologia psíquica. A gente querer dominar o outro, querer se apropriar da vida do outro, querer controlar o outro, né? Isso é é conflito meu. Eu devo olhar para mim. Então, quando eu tenho ciúme do comportamento do outro, o problema não é do outro, o problema é meu. Porque eu tenho ciúme, porque isso me atormenta? Porque que isso mexe comigo? E a gente quer resolver o problema cuidando da vida do outro. Para de fazer isso, para de falar desse jeito, porque isso me dá ciúme. Na verdade é, ele vai falar do jeito que ele quiser e ele vai se comportar do jeito que ele quiser. Isso não pode despertar em mim ciúme. Não pode me atormentar. Se me atormentar significa que tem ainda conflito em mim. Quando eu conseguir me despojar desse conflito, a pessoa vai fazer esse comportamento, isso não vai me afetar. E aí eu vou poder escolher. Eu quero ficar com alguém que se comporte assim. Posso ficar ou posso não ficar, mas ele não me atormenta por ser do jeito que ele é. Ele me atormentar por ser do jeito que ele é, significa que eu também carrego o tormento com relação à aquilo. Quando eu
ficar ou posso não ficar, mas ele não me atormenta por ser do jeito que ele é. Ele me atormentar por ser do jeito que ele é, significa que eu também carrego o tormento com relação à aquilo. Quando eu crescer em termos de amadurecer, de me amar, de me desenvolver, o comportamento do outro já não vai ativar em mim perturbação. Ainda assim, eu posso olhar para ele e falar: "Mas eu não concordo com não faz sentido pra minha vida esse jeito do outro do outro levar a vida. Prefiro me distanciar. Vou me distanciar, vou me separar e vou seguir minha vida. OK? Mas não porque ele me atormenta, simplesmente porque eu acho que não faz sentido com o que eu carrego de valor a forma como ele vive. Agora, eu não preciso que ele deixe de viver do jeito que ele vive para que eu fique bem, porque senão significa que ele tem poder sobre mim. Então, eu primeiro resolvo o ciúme e a inveja dentro. Não é tirando de da minha frente aquilo que me desperta ciúme e inveja. Não é assim que eu resolvo. Quando eu olho para fora e vejo que algo me dá inveja ou me causa ciúme, eu tenho que voltar para dentro e resolver o que tá aqui. É aqui que precisa ser resolvido para que aquilo lá fora não me perturbe mais. O autocrescimento, o desenvolvimento é isso. Jesus, ele era imperturbável. A gente podia, a gente xingou, ameaçou, torturou, criticou, perseguiu, matou, a gente assassinou. E Jesus continuou em paz interna. Não quer dizer que ele não tinha emoção. Óbvio que ele tinha emoção, mas ele não se descontrolava porque ele não tinha conflitos que a gente pudesse cutucar e aquele e o conflito viesse a constelar. Jesus não tinha. Jesus já estava iluminado. Então ele sofria de ver as coisas que estavam lá fora. Ficava triste, ficava alegre. OK? Mas não a ponto de ter perturbação por causa do que estava acontecendo lá fora. Por isso que Jesus não tinha manifestação de ciúme, de inveja. É aí que a gente vai chegar no processo evolutivo. Então não é assim: "Ah, tira da frente de Jesus aquilo que o atormenta para ele não ficar mal." Não.
esus não tinha manifestação de ciúme, de inveja. É aí que a gente vai chegar no processo evolutivo. Então não é assim: "Ah, tira da frente de Jesus aquilo que o atormenta para ele não ficar mal." Não. Jesus podia estar na onde fosse. Ele tava sempre em paz. Isso que a gente vai buscar. Então, para solucionar se uma inveja, não é tirando da frente, deixando o outro, não pode ser desse jeito para eu não sentir inveja, não. Eu é que tenho que crescer para que aquilo não me perturbe mais, né? Continuando, o ser consciente, capítulo 5. No atordimento do ciúme, o ego vê o que lhe agrada e se envolve apenas com aquilo que em que acredita, ficando surdo a razão, a verdade, ou se inseguro dos próprios valores descarrega a fúria do estágio primitivista, ou seja, né, não desenvolvido em manifestações ridículas com perturbadoras em que se consome. teia incêndios em ocorrências imaginárias com a mente exacerbada pela suspeita infeliz e envenena-se com os vapores da revolta em que se rebolca insanamente. Que que Joana tá dizendo? O ego fica de mal com o que está acontecendo, então sei lá, meu marido faz alguma coisa que me dá ciúme. Então o que que ela tá dizendo aqui? Quando eu sou dominada pelo ciúme, então o meu ego é como se eu ficasse assim de mal. Olha o que que ele está fazendo, que raiva dele. Aí a minha imaginação começa a criar um monte de fantasma, né? Eu já sei que ele tá falando isso por causa daquilo e a outra pessoa e eu começo a criar já, já eu invento, eu fantasio e isso vai sendo combustível para eu ficando cada vez mais irritada. Daqui a pouco eu surto, eu jogo coisa pro ar, eu grito, eu choro, eu me ponho de vítima. Quem está assistindo vai falar: "Meu Deus, que espetáculo ridículo". Que que você tá fazendo? Eu estou totalmente surtada, descontrolada. Por quê? Porque alguma coisa que eu vi mexeu com alguma coisa que eu trago aqui, que é um conflito. Isso que eu que eu trago aqui constelou. A minha imaginação pôs combustível, isso ficou enorme, cresceu e eu não aguentei
a coisa que eu vi mexeu com alguma coisa que eu trago aqui, que é um conflito. Isso que eu que eu trago aqui constelou. A minha imaginação pôs combustível, isso ficou enorme, cresceu e eu não aguentei e me rend esse espetáculo. Então é é isso. Quando eu tenho um acesso de ciúme, o processo para esse acesso de ciúme foi isso. Eu observei alguma coisa, fiquei irritada com aquilo, a minha infantilidade foi crescendo, a minha imaginação foi dando pano pra manga, foi pondo combustível, foi dando lenha na fogueira e aí eu surto, né? E e aí depois eu fico me justificando que o problema foi o outro, que onde já se viu ele fazer o que ele, se ele tá fazendo alguma coisa que você olhando acha que não, que é inadequado, se afasta, segue seu caminho, conversa, coloca condição, negocia, mas se me afeta desse jeito, é porque eu carrego ainda essa imaturidade, essa infantilidade. E ela diz: "Somente o selfie, o espírito, pode conseguir essa façanha, arrebentando as algemas a que se encontra grilhoado, para assomar rico de realizações interiores, superando a estreiteza e os limites egoicos, expandindo-se e preenchendo os espaços emocionais, as aspirações espirituais vencidos pelos gases venenosos do ciúme. Quando o espírito entra, e aí é como se o espírito viesse, como se fosse um pai, sabe? Ai, para, para que que você tá fazendo tudo isso? Será que tem necessidade? Você não consegue encontrar o caminho, outro caminho. Isso vai te fazer mal. Eh, se acalme, pense com a razão. Olha para você mesmo. Perceba porque você se põe nessa situação. Se você acha que a situação que você está não é adequada, você tem livre arbítrio para sair dela. Por que que você acha que a culpa é só do outro? Essa conversa madura é o self nos ajudando a analisar a situação, a refletir sobre a situação, a encontrar saídas que são saídas que me enriquecem, que me engrandecem, não são saídas que me que me jogam mais na lama, né? Surtando, gritando, fazendo esses episódios que ela chama aqui de ridículo, né? Para que? Onde eu
são saídas que me enriquecem, que me engrandecem, não são saídas que me que me jogam mais na lama, né? Surtando, gritando, fazendo esses episódios que ela chama aqui de ridículo, né? Para que? Onde eu vou chegar com isso? Então, quando eu trago o self, eu trago o espírito, eu trago a voz madura para conversar comigo, eu sou capaz de me acalmar e decidir qual é o melhor caminho a seguir. Se eu vou ter uma conversa com a pessoa, se eu tô achando que não tá legal o que ele tá fazendo e onde a gente vai chegar e o que que eu posso fazer da minha vida, o que me cabe fazer. O que me cabe fazer é decidir sobre mim, não decidir sobre o outro, né? e e e ver o que que faz sentido, se eu tenho razão no que eu tô falando ou se isso é simplesmente um ato infantil. Então, vamos voltar lá pra criança. A criança tá do lado da mãe. A mãe vai mexer com o com o bebezinho do carrinho do vizinho, a criança do o amiguinho, e ele fica com ciúme, ele puxa a mãe, né? Como se fosse, ela é minha, né? Então, quantas vezes a gente faz isso? A mãe não tá errada, não tem nada de errado. Sou eu que pela minha imaturidade tenho medo de perder essa mãe por causa dos meus conflitos. Então eu fico com essa sensação de posse, não é? A solução é: mãe, nunca mais mexa com amiguinhos meus, né? Nunca mais, nunca mais brinque, nunca mais seja gentil com os amiguinhos. Não é assim que eu resolvo o problema do meu ciúme. É eu me enriquecendo internamente para saber que a minha mãe pode ser minha e do outro também e que eu não preciso mandar nela possuir, controlar a mãe para eu não me sentir mais como eu me senti. Então eu é que tenho que crescer, não é minha mãe que tem que mudar de jeito. Então às vezes pode ser que o outro esteja com comportamento equivocado que a gente precisa conversar. Às vezes não sou eu que estou fantasiando, imaginando, criando cenários que não existem na realidade. Eh, eu queria trazer agora para pensar um pouco num outro aspecto. Lembra das fábulas de esopo? Tem uma que é da raposa e das uvas e tem uma que é da
do, criando cenários que não existem na realidade. Eh, eu queria trazer agora para pensar um pouco num outro aspecto. Lembra das fábulas de esopo? Tem uma que é da raposa e das uvas e tem uma que é da cigarra e da formiga, né? Duas conhecidas. Então, a raposa tá passando, olha para cima, vê uma plantação, né? Um cachos numa videira, uma cachos de uva e fica com vontade de saborear as uvas. tenta, tenta pular, tenta pular, mas ela não alcança, ela não dá conta, ela não tem altura, ela não tem, ela não é crescida suficiente. Já tô trazendo parte psicológica, né? Não sou madura suficiente, não sou capaz ainda, não alcanço. Então ela tenta, tenta, tenta, não alcança. Daí que que ela faz? Também eu não queria, né? E a gente fala: "Quem desdenha quer comprar, também eu não queria". E vai embora. Então, quantas vezes é a gente age assim? a gente fica tentando se apropriar, pegar aquilo que nem foi nós que plant que que que plantou, né? E aí a hora que a gente não consegue, a gente faz como se fosse uma coisa infantil também não queria mesmo, né? Então não é essa a solução. Se eu quero a videira, se eu quero a uva, eu vou atrás de conseguir crescer para ter a uva. Agora se eu não é ter inveja da uva e ao mesmo tempo falar: "Eu não queria a uva", que eu não eu não resolvo nada. Então, se eu olho para um amigo, para um vizinho, eu falo: "Puxa, eu queria ter aquilo que eu ainda não alcanço porque não é meu, não fui eu que plantei aquela uva, então eu não sou capaz ainda de ter essa uva, mas eu queria ter. OK, vamos aprender o que que ele fez para chegar lá. Vamos ver o que que a gente é capaz de fazer para ter a nossa própria videira. Como que eu produzo algo a ponto de eu poder ter aquilo que eu vi o outro tendo e não fui capaz de de alcançar? Porque não era meu? Porque não era meu. Não é fazendo de conta que não quer, não é falando também isso aí é ruim, não é desprezando o que o outro tem, mas é usando o que você tá vendo no outro e trazendo pra sua própria história e encontrando o que
zendo de conta que não quer, não é falando também isso aí é ruim, não é desprezando o que o outro tem, mas é usando o que você tá vendo no outro e trazendo pra sua própria história e encontrando o que faz sentido para você. Então, se eu vi, por exemplo, um amigo, nossa, ele cresceu, hein? Puxa vida, olha onde ele tá hoje profissionalmente. Ah, de repente eu estou querendo dizer que em que dentro de mim eu tenho vontade de crescer profissionalmente. Então, vamos crescer profissionalmente, não para ter o que o outro tem, mas para ter mais do que eu já tenho no sentido do que faz do que faz sentido para mim. Então, eu vou crescer dentro da minha história, da minha trajetória, do meu propósito de vida, da minha condição, da minha competência. E aí, ao crescer na minha, no meu caminho, pode ser que eu não seja igual ao outro, mas isso me satisfaça. Por quê? Porque eu vi que eu fiquei maior do que eu era. Eu me superei e aí eu fico feliz. Enquanto que se eu for lá e conseguir pegar do outro e pôr na minha história, talvez você falar: "Ah, mas não era isso que eu queria, porque do outro não é meu". Então, pode ser que a a raposa, se ela conseguisse pegar a uva e chupar, ela falaria: "Ah, mas acho que não combina comigo uva. Acho que eu preferia plantar tomate. Então, muitas vezes eu olho o outro para inspirar a mim mesma a ir atrás do que para mim faz sentido. E de repente pra raposa não era uva, mas ao ver a uva, a uva fez com que ela quisesse alguma coisa que fazia sentido para ela e ela correu atrás na história dela de ter a uva dela, que podia ser um tomate e não uma uva. Então, a inveja ela pode ser pra gente uma aspiração ao invés de ser inveja. Inveja, inveja traz um uma energia ruim. Eu queria ter, eu fico de mal porque eu não tenho, eu fico brava porque o outro tem. Não. Poder olhar pro outro, falar assim: "Nossa, eu queria também". E aí eu transformo isso em aspiração. Eu queria também. Então eu vou ter na minha história o que faz sentido para mim, o que que corresponde ao meu tamanho, as
falar assim: "Nossa, eu queria também". E aí eu transformo isso em aspiração. Eu queria também. Então eu vou ter na minha história o que faz sentido para mim, o que que corresponde ao meu tamanho, as minhas possibilidades. Aí eu posso crescer olhando o outro. Porque eu olho o outro e cresço no meu no meu processo. Eu não olho o outro e fico olhando o outro e querendo o que o outro tem. E e, né? Eu eu cresço me inspirando no outro e não desejando o que é do outro. E da formiga e da cigarra, a mesma coisa. A formiga fez o que competia ela fazer, o que cabia ela fazer. a cigarra fez e depois a cigarra queria ser formiga. Cigarra a cigarra queria colher os benefícios que a formiga colheu a partir do que a formiga fez. Então aí também mostra pra gente a respeito da inveja. Muitas vezes a inveja tem a ver com o que eu tava falando antes, é eu sigo um um caminho e quero chegar naquele objetivo. Então vamos decidir para não ser essa mente esquizofrênica. Se eu quero chegar naquele caminho, então se posicione para cá. Agora eu quero me posicionar para cá, mas eu quero chegar lá. Então eu tô andando para cá e olhando pro vizinho, né? Então, não faz sentido isso. Então, eu preciso saber o que que me faz sent que eu quero da minha vida. Se eu quero chegar lá igual o meu irmão chegou, então tá bom, vamos nos preparar para seguir o caminho que ele seguiu, para chegar onde ele também chegou. Só que a gente às vezes quer os frutos daqui, mas não quer pagar o sacrifício, o esforço de passar por esse caminho para chegar aqui. Então, eu não quero ir pra academia, mas eu quero ter um corpo sarado. Eu não quero trabalhar muito, mas eu quero crescer profissionalmente. Eu não quero investir nas relações, nos relacionamentos, mas eu quero ter um companheiro, um amigo, seja lá o que for. Então não dá. Então às vezes a gente fica invejando o outro, mas sem querer fazer o que o outro fez para chegar lá. Então muita atenção para isso, né? Vamos lembrar aí da raposa e da cigarra, que elas queriam ter uma
tão às vezes a gente fica invejando o outro, mas sem querer fazer o que o outro fez para chegar lá. Então muita atenção para isso, né? Vamos lembrar aí da raposa e da cigarra, que elas queriam ter uma coisa que elas mesmas não construíram. Então, Joana de Angeles, no livro Autodescobrimento, uma busca interior, ela fala: "A autodepreciação é fator preponderante para a infelicidade pessoal e para o relacionamento com outras pessoas em razão do desrespeito a si mesmo." Quem se subestima e supervaloriza os outros faz confrontos entre si e os demais de uma forma inadequada ou projeta a sua sombra acreditando que são todos iguais, variando apenas na habilidade que aqueles possuem para mascarar-se. O seu é um critério de avaliação distorcido, doentil, sem parâmetros bem delineados. O problema, no entanto, não se encontra nos outros, mas no próprio indivíduo. Claramente possui uma autoimagem incorreta. de autopiedade, de autopunição, é uma lente defeituosa que altera a visão do mundo e das outras criaturas. Então, é o que eu tava dizendo. Eu quero que eu sou uma pobre coitada porque eu não alcanço a uva, eu sou uma pobre coitada porque eu não tenho lugar para me agasalhar dentro lá do da casinha das formigas. Só que eu me acho coitada. Eu eu acho que eu não sou competente, mas eu também nunca tentei fazer o que a formiga fez ou quem plantou as uvas para saber se eu conseguiria ou não. Então, ao invés de me pôr de coitada, eu não dou conta, eu não sou boa suficiente, ó, o pobre de mim, todo mundo é feliz, todo mundo consegue. Se pergunte primeiro quanto que você já tentou, se pergunte primeiro quanto você já foi capaz de se esforçar. Às vezes você só está numa zona de preguiça e aí fica se sentindo coitado porque você não tem os outros t, porque não chegou onde os outros chegam chegou, mas você nunca se propôs a pagar o preço do sacrifício, da disciplina, do esforço para estar onde outras pessoas estiveram. Então, vamos ser justos. Antes de eu me sentir coitada, eu vou pensar a respeito do quanto investimento
pagar o preço do sacrifício, da disciplina, do esforço para estar onde outras pessoas estiveram. Então, vamos ser justos. Antes de eu me sentir coitada, eu vou pensar a respeito do quanto investimento eu fiz para conseguir onde eu gostaria de chegar para daí poder dizer: "Realmente eu investi muito e não cheguei, né? Aí é outra outra conversa. Aí é outra conversa. Aí a gente vai entrar por outros caminhos". Mas o que acontece é que na maioria das vezes eu não cheguei porque eu nunca nem tentei chegar e fico sentada aqui achando que o outro teve sorte e eu sou uma pobre coitada. Eh, então esse foi o autodescobrimento. E aí eu trouxe também Conflitos Existenciais, capítulo 7, que ela faz um resumo geral a respeito do ciúme e da inveja, mostrando pra gente que quando eu tenho inveja, eu tenho ciúme. De novo, o problema não está fora, a origem está dentro. Eu sou herdeira de mim mesma. Se eu quiser me livrar do tormento de ser invejosa ou ciumenta, eu tenho que investir no meu progresso espiritual. É assim que eu consigo crescer. Então, Joana diz: "O espírito imaturo, vitimado por desvios de comportamentos em existências transatas anteriores, renasce assinalando o sistema emocional com marcas infelizes disso resultantes. Os nossos conflitos, atavismos, os nossos complexos, a gente traz porque a gente fez mais escolhas no passado. Então, a gente tem nossos próprios tormentos internos. Inquieto e insatisfeito, não consegue desenvolver em profundidade a sua autoestima, permanecendo em deplorável situação de infância psicológica e maturidade psicológica. De novo, mesmo quando atinge a idade adulta, as suas são reações de insegurança, capricho, caracterizando as dificuldades que tem para um ajustamento equilibrado no contexto social. A imaturidade psicológica daqueles que assim agem torna-se tão grave que procuram justificar o ciúme como se fosse o sal do amor, como se a afetividade tivesse qualquer tipo de necessidade de conflito do sal da desconfiança. O amor nutre-se do amor e consolida-se mediante a
rocuram justificar o ciúme como se fosse o sal do amor, como se a afetividade tivesse qualquer tipo de necessidade de conflito do sal da desconfiança. O amor nutre-se do amor e consolida-se mediante a confiança irrestrita que gera, selando sentimentos com belas vibrações de ternura e amizade. Jung não falava que o oposto é o oposto do amor é o poder. Então, se eu quiser me possuir o outro, se eu quiser me apropriar do outro, não dá para amar e possuir ao mesmo tempo. Então, o ciúme não tem nada de sabor. Vamos dar sabor ao amor. O ciúme é é necessidade de dominação do outro. Como que eu posso amar alguém que eu domino? Isso é escravidão. Como é que eu posso escravizar alguém? Você só pode fazer isso, você não pode fazer aquilo e eu te amo. Ah, não é bem assim, né? Então é isso que ela fala. O amor nutre-se de amor e não de desconfiança. Sentindo-se sempre desconsiderado porque não consegue submeter aqueles a quem gostaria de amar dominando. Entrega-se a ciúmes injustificáveis, nos quais a imaginação atormenta. Exerce uma função patológica. Atormentado pela autocompaixão. Eu, que sou um pobre coitado, outro que tá me fazendo mal, refugia-se na infelicidade de modo a inspirar piedade quando deveria esforçar-se para conquistar afeição. Vai lá, conquista a luta, trabalha, se disciplina, cresça, né? cresça, amadureça, subestima-se, se ou se sobrevaloriza, assumindo posturas inadequadas à idade fisiológica, que deveria estar acompanhado do desempenho saudável do ser psicológico maduro. Então, Joana está nos convidando a amadurecer psicologicamente para que a gente se livre dessas perturbações. O ciúme tem razões, tem raízes, portanto, no egotismo exagerado, que somente pode ser superado mediante o trabalho de autodisciplina e de entrega pessoal. Trabalhar emoção, reflexionar em torno dos sentimentos próprios e do próximo constitui uma uma saudável psicoterapia para a aquisição da confiança em si e nos outros. Então, mais uma vez, a gente deixa aqui o convite para o autodescobrimento.
sentimentos próprios e do próximo constitui uma uma saudável psicoterapia para a aquisição da confiança em si e nos outros. Então, mais uma vez, a gente deixa aqui o convite para o autodescobrimento. Vou descobrir em mim porque eu tenho ciúme, porque eu tenho inveja, que que eu carrego, que que eu trouxe das minhas vidas passadas. Autoconhecimento, autodescobrimento, autoconhecimento. Invista em saber mais sobre você. Converse mais sobre o que você sente. Para de ficar acusando os outros e eu faço, eu sinto isso por causa daquele, eu fiz isso por causa do outro. Para, traga para si. se ilumine, se conheça, se ame, invista em você, amadureça, cresça, cresças, evolua. E aí todos esses conflitos vão sendo diluídos e vão sendo, eu vou me desapegando deles e aí eu passo a amar de verdade, ao invés de querer controlar, possuir o outro, como se ele fosse um objeto. Então, a gente termina aqui o nosso a nossa conversa sobre ciúme e inveja e eu espero vocês semana que vem. Até mais.
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