T04:E20 • Conflitos Emocionais e Morais • Perguntas e Respostas
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 04 - Conflitos Emocionais e Morais Episódio 20 - Perguntas e Respostas » Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje é aquele episódio que me dá muito prazer, porque é o momento em que eu me sinto um pouco mais próxima de vocês, já que a gente está aqui nesse ambiente virtual, de uma certa forma falta esse acolhimento do presencial. do olho no olho, do contato, da troca de sorriso e de olhar. Mas pelo menos nesse momento eu posso me comunicar direto com vocês. Eu eu colho dos dos chats, dos comentários, as perguntas, as considerações e aí nesse dia a gente faz um pouquinho de uma troca um pouco mais próxima. Então eu trouxe aqui, são bastante perguntas, eu agradeço de novo pela participação de vocês. Tem aqueles que estão sempre presente, faça chuva, faça sol, estão ali. Então, muito obrigado. Me sinto honrada por ter vocês nessas nesses estudos. E ao mesmo tempo é um dia que não é tão prazeroso, porque a gente fecha hoje o nosso ciclo dessa temporada, dessa quarta temporada hoje. Então, a gente encerra com as perguntas e respostas. Fechamos o estudo que a gente fez a respeito dos conflitos emocionais e morais e espero em breve, se Deus permitir, que a gente inicie uma nova temporada estudando outros grupos de temas. Espero vocês na próxima temporada, se Deus nos permitir. Bom, vamos lá. No episódio 16. Então, hoje nós vamos falar dos episódios 16, 17, 18, 19. Vamos fazer um apanhado. Episódio 16, nós falamos sobre neuroses. A Elô aqui de Amparo, a Eloía Buenos, ela pergunta assim: "A neurose está sempre ligada com vidas passadas?" Eloa, vamos imaginar que eh as neuroses elas têm eh origem, elas estão relacionadas com o nosso inconsciente, né? É por isso que é tão difícil da gente, não é uma coisa que tá aqui que eu sou capaz de ver, sou capaz de passar uma pomadinha, é alguma coisa que me atormenta, eu não sei de onde, eu não sei porquê. Difícil a gente conseguir acessar e e mexer com isso, né? Precisa de muita realmente meditação, oração, autoconhecimento, terapia. Então, imaginando que a a as neuroses elas têm
de, eu não sei porquê. Difícil a gente conseguir acessar e e mexer com isso, né? Precisa de muita realmente meditação, oração, autoconhecimento, terapia. Então, imaginando que a a as neuroses elas têm essa relação, essa origem com o inconsciente e o inconsciente é o o nosso arquivo eh de experiências passadas. Então, acho que nós podemos dizer que sim, que tem relação com vidas passadas. Tudo tem, na verdade. Nós não somos assim particionados, né? Nesta vida eu estou aqui, então o que me cabe é o que é daqui, a minha minha experiência é daqui, minha lembrança daqui. Não, eu estou aqui, mas em mim estão minhas tantas outras experiências, atuando, vivendo, ainda que de forma inconsciente, mas muito presentes. Então, dificilmente a gente vai ter algum tipo de experiência que não tenha participação das experiências passadas relacionadas. No entanto, a gente pode pensar também que que aquilo que existe em nós não existe para sempre, teve um início. Então, é possível que na vida atual nós tenhamos experiências traumáticas, dolorosas, intensas e que acabem gerando início de uma neurose. Então, a neurose teve que ter um início. Ela veio nessa vida, ela é de vidas passadas. Tanto uma quanto outra são possíveis. Por isso que a gente precisa da vigilância para pegar logo no início, olha, tô vivendo uma coisa que não tá me fazendo bem, tô me sentindo estranha, tá mexendo muito com a minha emoção. Já cuida já para não permitir que isso se instale lá no inconsciente, que seja reforçado esse registro e que acabe gerando inclusive um um um trauma, né, que isso se torne realmente uma neurose. A Silvia Ribeiro fala assim: "Ao reviver toda a cena, né? Então eu estou relembrando memórias, né, passadas de algum trauma". Por exemplo, ao reviver toda a cena, também revivemos aquilo que sentimos nos sentimentos. Isso pode causar danos emocionais ou não? Olha, não é tão difícil da gente imaginar. Se eu falar assim, ó, gente, imagina vocês pegando um limão que ainda não está maduro, né? Não está adequado pra
s. Isso pode causar danos emocionais ou não? Olha, não é tão difícil da gente imaginar. Se eu falar assim, ó, gente, imagina vocês pegando um limão que ainda não está maduro, né? Não está adequado pra gente poder usufruir. Ele tá verde, corta, olha pro pro limão, como se ele fosse assim, a metade do limão e dá uma lambida nesse limão, né? Ele está muito azedo, ele está muito ácido. Dá uma lambida nele. Eu só de imaginar já salivei. O meu cérebro, ele não consegue distinguir se aquilo que eu vivo é uma coisa real no sentido de concreta, ou se é algo que eu estou imaginando que não deixa de ser real, só que está é subjetivo, está dentro de mim. O meu cérebro não é capaz de diferenciar. Então, aquilo a que eu me submeto, seja presencialmente, seja de forma imaginativa, eu afeto as minhas emoções que por tabela afetam os centros de descarga hormonal, né, de descargas hormonais que acabam trazendo inclusive pro corpo as reações, né? Então, Silvia, quando a gente está revendo, revivendo algo e a gente se enxarca da emoção daquilo que foi revivido, certamente o nosso corpo está recebendo as descargas hormonais correspondentes. Isso tem um lado bom, por exemplo, quando eu me lembro do primeiro dia em que eu recebi o meu filho no colo. Certamente, se eu me entregar para essa para essa lembrança, a ponto de me deixar contagiar pela emoção, provavelmente se alguém vier medir os meus hormônios vai encontrar oxitocina circulando, que é esse hormônio do amor. Então, se eu souber usar isso, eu uso pro bem, eu uso para me contagiar com bons, com boas descargas, né? E eu vigio o pensamento para não me deixar entregar desnecessariamente, porque de vez em quando eu preciso reviver, ainda que tenha esse custo, de vez em quando eu preciso revisitar para me reorganizar, para entender o que aconteceu, senão eu reprimo, que também não é bom. Então não adianta falar: "Ah, não vou pensar para eu não voltar a sentir, porque posso não, se eu tiver que pensar a respeito para debater, para falar, para
eu, senão eu reprimo, que também não é bom. Então não adianta falar: "Ah, não vou pensar para eu não voltar a sentir, porque posso não, se eu tiver que pensar a respeito para debater, para falar, para enfrentar, para decidir, eu vou ter que vai me custar isso. Mas esse corpo está aqui para esse trabalho. O que eu não devo fazer é desnecessariamente ficar, como a gente fala, remoendo, ressentindo, sem uma finalidade útil para aquilo. Aí realmente não é inteligente da nossa parte. né? Então, se eu falar, eu vou paraa academia e e nossa, eu vou sentir dor lá, mas vai ser por um propósito bom, eu vou fortalecer, meu corpo vai ser maltratado, não é maltratado, ele vai ser usado, né, utilizado para um bom propósito. Agora, não é porque aquela dor da musculação que me fez ficar mais saudável, né, mas não deixa de ser uma dor, não é por isso que eu vou agora ficar fazendo doer meu corpo se não tiver uma utilidade dessa dor. Aí é masoquismo, né? Aí é falta de de autocuidado, de autoamor. Então, Silvia, acho que vale a pena a gente perguntar para que que eu estou revivendo? com qual finalidade para ver se vale a pena eu entrar em contato com aquela dor, se tem um significado, um porquê, né? Ou se não, eu estou sendo só masoquista de querer ficar vivendo de novo, vitimizando, me pondo de coitada, sofrendo sem precisar. A Mara Núbia Pereira tá sempre com a gente, né, Mara? Ela diz assim: "Neurose coletiva, o que fazer para auxiliar, principalmente os jovens a não embarcarem nessa onda, né?" E tem mesmo, né? Neuroses coletivas. Hoje em dia, tá assustadora, a situação está assustadora. Mara é sempre o caminho da conscientização. Eu sou raptado por algo que me faz mal quando eu estou desatenta, aí eu sou sequestrada. Quantas vezes alguém diz assim: "Nossa, mas você acreditou naquilo que alguém te falou?" E a gente falou: "Ah, eu acho que eu não tava prestando atenção. Eu escutei, parece que fez sentido e eu aceitei". Outras vezes alguém vem contar uma história, a gente está prestando
alguém te falou?" E a gente falou: "Ah, eu acho que eu não tava prestando atenção. Eu escutei, parece que fez sentido e eu aceitei". Outras vezes alguém vem contar uma história, a gente está prestando atenção e a gente critica e fala: "Mas pera aí, será que isso tá certo? Será que é só isso mesmo? Será que não tem um outro lado da história? Será que isso vai me fazer bem?" Então, quando eu critico aquilo que está me chegando, eu tenho chance de de aceitar aquilo se me fizer sentido ou não. O problema das neuroses coletivas é esse contágio inconsciente. A gente vai seguindo, vai entrando, não vai percebendo, todo mundo tá fazendo e quando a gente percebe, a gente está aí como se fosse um uma massa de zumbis, né, todo mundo lá. Então, o que que mais a gente pode fazer? É isso. É estimular a mente crítica. É, não é é é estimulá-los a a ao autoconhecimento. Que que para você faz sentido, quais são seus valores, você não precisa ser igual aos outros, né? É estimular a individualidade, a mente crítica, a consciência, a mente alerta. É o vigiai e orai do evangelho. Presta atenção, né? seja fiel a você, a Deus, aos seus princípios. Nada vale a pena pra gente, não vale a pena a gente abrir mão disso para ser fiel à cultura, a modismo, a amígua, né? A gente sempre fala, se o mundo de fora exige de mim uma traição a mim mesma, esse mundo de fora não é bom para mim. Se para estar naquele grupo eu preciso abrir mão do que para mim é importante, aquele grupo não me merece. Eu estou fazendo um sacrifício de uma autraição, de um autoabandono. Então, muita atenção. Então, acho que o melhor que a gente pode fazer é estimular a autoconsciência, o o autoconhecimento, a mente crítica. Bom, vamos agora para o episódio ã da intolerância. Então a Mara de novo volta pra gente e pergunta assim: "Mara Núbia Pereira, é possível que a gente passe a ser tão reclamão, tão intolerante como por herança, né, da criação dos pais?" De novo, vamos lembrar, Mara, que a gente, antes de mais nada, a gente é
ara Núbia Pereira, é possível que a gente passe a ser tão reclamão, tão intolerante como por herança, né, da criação dos pais?" De novo, vamos lembrar, Mara, que a gente, antes de mais nada, a gente é herdeiro de nós mesmos. Se eu estou neste lugar, nessa experiência, nesse momento histórico com essa conjuntura, é porque meu espírito em vidas e experiências passadas me trouxe aqui. Então, se eu nasci na família X com os pais A e B, no momento histórico tal, no contexto cultural, eh, X, se eu estou nesse conjunto de de, né, de de características, é porque faz sentido pra minha jornada evolutiva. Eu não caí do nada aqui, né? Existe uma lei perfeita e essa lei ela conecta tudo com lógica, com explicação. Não existe acaso, não é por acaso. Então, se eu tenho esse pai e essa mãe que estimulam a reclamação, né, a intolerância, a lamentação, eu tenho relação com esse tema. E às vezes é justamente por meus pais serem assim que eu vim com eles. Eles foram programados porque eu precisava lidar com isso que é meu. Então eu precisava conseguir vencer um desafio. Sabe? Sabe quando a gente fala assim: "Olha, eu tenho medo de, sei lá, de altura, então eu vou me dessensibilizar, eu vou começar a me e me pôr em em desafios, né? vou começar numa altura assim, depois eu vou, então eu me forço a superar aquilo. Então, quantas vezes a gente vem sim com pais que trazem pra gente experiências que a gente precisa todas as vezes, não é quantas vezes, todas as vezes. Então, se eu tenho pais que são intolerantes e reclamões, sim, eles vão me influenciar, porque eu vou ficar observando isso o dia todo, o tempo todo, vendo alguém intolerante, vendo alguém reclamando. Óbvio que eu cresço com bastante informação a respeito disso. Óbvio que isso vai, eu por por hábito, por imitação, a criança cresce e um tanto do que a criança aprende é por imitação. Provavelmente eu vou desenvolver. necessariamente, deterministicamente. Não, não. Eu posso ter pais que são intolerantes e reclamões e eu não ser simplesmente, se no meu espírito não
e é por imitação. Provavelmente eu vou desenvolver. necessariamente, deterministicamente. Não, não. Eu posso ter pais que são intolerantes e reclamões e eu não ser simplesmente, se no meu espírito não tiver nenhuma relação com isso, não me pega. Pode ser que eu receba isso de alguma forma, mas não faça tanto sentido. Então, assim que eu começar a ter consciência, eu me afasto, eu supero. Quantas vezes a gente diz isso? Nossa, quando eu era criança eu tinha hábito de, sei lá, falar palavrão, porque na minha casa todo mundo falava e eu falava também, não tinha consciência. Aí eu cresci e tomei consciência e fiz uma análise crítica e percebi que aquilo para mim não faz sentido. Não, não acho que é o quê? Não, não, não preenche, não me identifico. E aí decidi parar de falar palavrão. Então não é porque na minha casa se fala palavrão que eu vou falar palavrão. Eu posso nunca nem falar, todo mundo falou e eu nunca falei. Eu posso vir a falar porque lá se falava e depois deixar de falar porque cresci, tomei consciência e me modifiquei. Ou eu posso continuar falando porque aquilo também é meu e eu não estou a fim ainda de me transformar naquilo? Adriana Gomes Jardim Cantarim, ela nos fala assim: "Um filho que tem essas características, né, que provavelmente essa coisa do do reclamar, do ser do ser intolerante, intransigente, né, ela, isso pode ser patológico. Bom, primeiro, Adriana, que a gente precisaria entender o que que você está querendo dizer com patológico. patológico no sentido de doença mesmo, neurológica, psicológica. Eh, aí a gente vai assim, cada caso é um caso. Eu não sei exatamente que características que você tá dizendo. Algo que realmente nos assusta, nos preocupa, algo que realmente saiu, escalonou de um jeito que a gente já tá achando estranho. Não vejo nenhuma dificuldade em recorrer a um profissional da psiquiatria, da psicologia, fazer alguma avaliação, alguma análise pra gente saber, porque quanto antes a gente souber do que tem ali que precisa ser cuidado, antes a gente cuida melhor
rofissional da psiquiatria, da psicologia, fazer alguma avaliação, alguma análise pra gente saber, porque quanto antes a gente souber do que tem ali que precisa ser cuidado, antes a gente cuida melhor o resultado. Mas antes disso, vamos analisar assim e e esgotar, pelo menos buscar esgotar as possibilidades, porque às vezes a gente vê uma criança assim que é, quem está olhando de fora fala que absurdo. O comportamento dessa criança é um absurdo. Então, quer dizer que ela tem algum tipo de patologia? Não. Nem sempre. Muitas vezes esse absurdo foi construído no lar após dia. Eu falei que criança é escalona. A criança ela testa um pouquinho. Se a gente cede, ela ela se a gente não cede, ela testa mais um pouquinho e ela vai. Então, tenta imaginar a gente adulto. Quem já viu um adulto num supermercado deitado no chão, socando o chão e gritando alucinadamente porque quer aquilo que tá na prateleira? Dificilmente você vai assistir essa cena. E no entanto, criança faz. Criança não tá nem aí, não tem vergonha, tá pouco se lixando. A criança quer ser atendida. Se ela percebeu que a mãe dela fica desesperada por isso e não quer passar por esse mico, ah, ela se joga no chão, grita tudo que tem direito. Agora, uma criança que grita no chão, um adulto no chão gritando porque quer uma coisa, a gente vai falar: "Nossa, ele deve ter algum problema". Agora, uma criança não necessariamente, às vezes ela tá é no comando da casa, dos pais e de tudo, porque ela não tem essa censura. O cérebro ainda dela não é capaz de dizer para ela que coisa horrorosa você tá fazendo. Então, ela não tem problema nenhum em pagar mico, seja o que for, tanto que ela consiga aquilo que ela deseja. Ela não tem ainda essa autocensura. Então fica difícil falar se uma criança tem alguma patologia ou não, simplesmente porque o comportamento dela não é adequado. Não dá para dizer a mesma coisa baseado, ah, mas um adulto não faria, então, mas porque a criança faz não significa que tenha uma patologia. às vezes realmente
que o comportamento dela não é adequado. Não dá para dizer a mesma coisa baseado, ah, mas um adulto não faria, então, mas porque a criança faz não significa que tenha uma patologia. às vezes realmente é simplesmente o manejo por muito tempo de uma forma que não foi adequada e permitiu esse tipo de de eh de hábito ser instalado. H, que mais? Vamos continuar aqui. Agora nós vamos, não tem mais uma ainda. É a pergunta da Maria José Nunes de Oliveira, que também tá sempre com a gente. Ela diz assim: "A intolerância é sempre negativa ou existem situações em que ela pode ser aceitável, né? Eu entendo o que você tá querendo dizer, Maria José, porque parece que de vez em quando ela tem uma finalidade útil, né? eu não tolero uma coisa e eu acabo produzindo um bem por aquilo. Então, se a gente pensar em tolerância como um vício, né, como uma uma uma oposição a uma virtude, não dá pra gente imaginar que tem algum benefício dela. Então, há intolerância em termos de vício mesmo, ou seja, eu não tolero aquilo que eu deveria tolerar. Então, nesse caso, ela é sempre negativa. Mas talvez você esteja querendo dizer alguma coisa do tipo assim, ó. Por exemplo, eu sou uma mãe e eu não tolero, ã, que meu filho tenha falta de higiene em excesso, né? Porque assim, a gente vai relativizar, né? Tipo, ah, ele não lavou a mão 300 vezes por dia. Que que é qual é o nível ali, né, da da exigência? Porque para mim às vezes higiene de um, eu preciso de um tanto de higiene, outra pessoa não precisa. Mas vamos pro senso comum, para aquilo que é recomendável, né? Então a mãe fala assim: "Não, eu não tolero que o meu filho, sei lá, fique dias sem tomar banho, escovar o dente, tudo o que for. Não tolero isso. Se eu tiver chamando isso de tolerar, é uma coisa boa. Mas acho que isso a nossa intolerância como conflito que a gente trouxe não é essa intolerância. Porque isso daí é assim, ó. Eu sou organizada o suficiente. Eu procuro planejar a educação que ofereço paraos meus filhos. Então, eu não aceito, eu não negocio, eu
ente trouxe não é essa intolerância. Porque isso daí é assim, ó. Eu sou organizada o suficiente. Eu procuro planejar a educação que ofereço paraos meus filhos. Então, eu não aceito, eu não negocio, eu não sou flexível com aquilo que possa causar prejuízo a ele. Aí se eu quiser chamar isso de não sou tolerante com a sujeira, não sou tolerante com a preguiça, com a falta de educação, seja lá o que for, então que ótimo, não seja mesmo tolerante. Mas não é essa intolerância que a gente está falando. A gente tá falando daquela intolerância em que eu me me coloco acima dos outros e que eu eh eh assumo posturas que não me cabe. Ah, não sou intolerante com o vizinho porque o vizinho não gosta do não, mas que me cabe ser intolerante com o vizinho porque ele não gosta do mesmo time de futebol que eu. Então não tolero ele perto de mim. Percebe? É diferente assim. Aí dá para ver que tem uma questão de falta de virtude, de evolução da minha parte. Jura que você tá condenando o seu vizinho porque ele não torce pro mesmo time de futebol? Então você não tolera olhar para ele. Tem, dá para ver, né? A a consciência fala que tá estranho isso. Então, talvez exista assim alguma coisa do tipo, não sou flexível com o que não é ético, sou intolerante com a falta de ética. Que bom, que bom. Então, nesse caso, a gente pode dizer, foi uma coisa boa sua intolerância. Mas a intolerância que a gente trouxe não é essa, é aquela realmente patológica no sentido de fazer mal para mim, de fazer mal pros outros, de me adoecer, de prejudicar a relação, né? Nesse sentido. Bom, vamos seguir e a gente vai agora para o episódio ciúme e inveja 18. Então a Maria José volta, Maria José Nunes de Oliveira e pergunta assim: "O ciúme de hoje pode ser trauma de traições ocorridas em vidas passadas?" De novo, aquilo que a gente falou pra Elu no começo, é difícil a gente separar o que não tem referências passadas, né? H, a gente já viveu de tudo e o nosso inconsciente ele faz associação. Então, vamos trazer um exemplo aqui. Eh, vamos
a Elu no começo, é difícil a gente separar o que não tem referências passadas, né? H, a gente já viveu de tudo e o nosso inconsciente ele faz associação. Então, vamos trazer um exemplo aqui. Eh, vamos falar que assim, ah, será que quando eu como arroz hoje, isso me remete à vezes passadas em que eu comi arroz? É a mesma situação repetida. Então, provavelmente tem fluência. Eu vou dizer assim: "Ah, esse arroz não tá igual o da minha mãe que era mais soltinho". Ou eu vou dizer assim: "Nossa, eu fiquei por muito tempo sem comer arroz numa época da minha vida". Então, eu vou fazer um gancho com o que eu já passei daquela situação. Eu trouxe um exemplo banal, mas só pra gente perceber o quanto tem conexão. A gente não separa as coisas dentro da gente, a gente mistura aquilo que faz a associação, né? Então, quando eu estou comendo arroz, eu não estou tendo uma experiência como se fosse a primeira vez. Eu estou tendo uma experiência que vem com uma continuidade de todas as outras vezes. Basta dizer que quando a gente viaja fora para fora do Brasil e a gente vai para um lugar em que não se tem hábito de arroz, feijão, chega uma hora que a gente fica assim: "Cadê o arroz? Cadê o feijão?", né? Então a gente carrega junto a experiência, as experiências, né? Então sim, tem sempre uma continuação. Então vamos imaginar, é possível que hoje eu tenha ciúme, vamos pegar o o caso clássico, tenho ciúme do meu marido. Será que eu tenho ciúme do meu marido? Porque em alguma vida passada eu já fui, por exemplo, traída por ele e eu carrego essa memória, né? ainda que inconsciente, ela me afeta. Então, hoje quando eu estou com esse outro marido, que pode até ser outro espírito, de alguma forma, marido, marido, traição, ih, será que tem traição? Então, me põe numa situação de vigilância e aí eu leio como ciúme do tipo, ah, eu fico controlando ele foi, com quem ele fala, cadê o celular? Porque que tá chegando atrasado? Eu fico vigiando, mas não porque eu tenho ciúme de perdê-lo, que é o que a gente trabalhou bastante
ah, eu fico controlando ele foi, com quem ele fala, cadê o celular? Porque que tá chegando atrasado? Eu fico vigiando, mas não porque eu tenho ciúme de perdê-lo, que é o que a gente trabalhou bastante quando a gente falou do ciúme. Na verdade, a minha a minha preocupação nem é tanto com ele, é comigo própria para não sofrer de novo a dor de uma traição. Então, o meu ciúme dele não é dele específico que eu tenho dele. Pode ser que eu não tenha do outro, eu teria de qualquer um que estivesse nessa posição de esposo, porque o meu problema é com aquela experiência do passado de esposa. Então, qualquer pessoa que venha a ser meu esposo, eu vou lembrar que no passado essa posição me deu dor de traição. Então, eu posso vigiar. Eu leio como ciúme. Nossa, a Cris fica controlando tudo. Ela tem ciúme dele. Talvez não seja ciúme dele. Talvez seja medo de ser traída. Quem tá observando enxerga ciúme. Pode ser que não seja ciúme, pode ser que seja autodefesa. Eu com medo de com medo de ser traída. Então, nesse caso, o foco está em mim. Eu não tenho ciúme dele de perdê-lo porque eu sei que ele é bom, porque eu sei que eu gosto dele, porque é ele. Não, eu tenho medo de ser traída. Eu tenho medo de sofrer a dor de uma traição. Então, percebe que tem um pouco de diferença. Tudo pode ser. Aí que entra o autoconhecimento, a autoanálise. Pergunte para si mesmo, pense a respeito, faça analogias, né? Essa é a dificuldade da gente tentar entender aquilo que eu sinto. Observando de fora é tudo igual. Se a gente mergulhar na origem, nossa, pode ser totalmente diferente uma coisa da outra. Por isso que a gente fala, cada caso é um caso. Não dá para dizer: "Ah, essa pessoa tá agindo assim ou sentindo aquilo. Que que será que é?" Não sei. Pode ser tudo. Pode ser uma coisa, uma antítese da coisa. Porque o mesmo comportamento pode ter origem muito diversa, pode ter causas muito diferentes. Olha, do ciúme da inveja, eu só trouxe essa. Não, não teve muita dúvida, né? Vocês participaram, estiveram lá
que o mesmo comportamento pode ter origem muito diversa, pode ter causas muito diferentes. Olha, do ciúme da inveja, eu só trouxe essa. Não, não teve muita dúvida, né? Vocês participaram, estiveram lá presentes, mas não surgiu tanta dúvida. Fico até pensando, nossa, será que não é um tema tão relevante? Ninguém mais anda sentindo inveja, nem ciúme e ou talvez seja algo que a gente não pare para analisar, então a gente esteja até meio distante. Eu vi há pouco tempo um comentário a respeito da inveja que acho que vale a pena a gente trazer aqui. Eh, que a inveja, quando a gente fala assim: "Poxa, eu senti inveja da fulana porque a fulana tem uma coisa que eu não tenho, que eu queria ter." E aí essa pensadora, essa pessoa que estava falando, ela falou assim: "Olha, vale a pena a gente perguntar, porque a gente sempre traz assim: "Ai, Cris, você tem inveja? O vício está em você. O problema é você que está tendo inveja da outra". Normalmente a gente olha pra outra e fala: "Ah, coitada, é vítima da inveja". As pessoas ficam pondo olho gordo nele, nela. As pessoas ficam desejando o que ela tem, né? E ficam jogando energia ruim, como se ela fosse a vítima. E aí essa pensadora fala assim: "Às vezes ela é que dispara a inveja pela forma como ela apresenta aquilo que ela está expondo." Então, se eu chego e falo: "Olha, eu tenho aqui um meus óculos, né? Tá aqui meus óculos". Mas eu falar assim: "Ai gente, sabe esses óculos? Eles vieram não sei da onde e eles são únicos e raros." E eu comecei a contar uma história dos óculos. Aquilo que passou despercebido e que tava até sem graça, o negócio não tem nem muita cor, de repente ficou um objeto de desejo. Então, quantas vezes a gente provoca, a gente participa? Talvez a gente possa se arriscar, dizer que todas, pensando que nas relações sempre tem 50% de cada lado, é uma coisa pra gente pensar. Quando alguém tiver inveja da gente, a gente se perguntar, será que eu estou de alguma forma, ainda que inconscientemente, colaborando para essa inveja?
50% de cada lado, é uma coisa pra gente pensar. Quando alguém tiver inveja da gente, a gente se perguntar, será que eu estou de alguma forma, ainda que inconscientemente, colaborando para essa inveja? Será que a forma como eu me posiciono tem despertado no outro um desejo? Porque eu faço como se eu tivesse eh seduzindo, né, esnobando, inclusive. E isso é tão doido que a gente pode falar assim: "Não, eu não, eu sou discreta. Eu não falo do que eu tenho, eu não mostro o que eu possuo. Eu não conto das minhas coisas. Mas às vezes eu faço isso de um jeito tão velado, eu faço de um jeito tão sutil para justificar para mim mesmo que eu não fico fazendo isso porque não é escancarado. No entanto, de um jeito ou de outro, eu consigo deixar. Lembra lá do Evangelho que as não deixa a mão esquerda saber o que faz à direita. E às vezes a gente cobre a mão esquerda, mas deixa um pedacinho aparecendo para alguém ir lá e cutucar e falar: "Ai, você descobriu". Então, na verdade, tem que olhar lá dentro, lá dentro, porque às vezes a gente, ser humano, é sedutor. Então, às vezes eu me coloco de um jeito como eu, se eu quisesse passar despercebida, mas na verdade a minha intenção é chamar atenção por ser despercebida, por tentar passar despercebida. Então vale essa olhar esse olhar lá dentro lá pro nosso mundo íntimo. De fato, como que eu estou? Estou tranquila e e e estou de bem com isso. Estou OK, nem penso. Tô natural. Eu estou natural. A pessoa tem inveja dos meus óculos. Aí eu penso, eu falo: "Eu com esses óculos, eu sou natural com eles? Eu que valor que eles têm para mim? O que que eu acho que eu sou mais ou menos porque eu tenho? Como é a minha relação com isso? É natural. Ah, não. Eu sei. Lá no fundo, quando eu olho para ele, eu lembro da onde ele veio, o que que ele representa. Então, inconscientemente eu posso passar essa mensagem. Ah, mas então eu vou me culpar por tudo. Não, tô trazendo consciência. Mas não precisa virar santo amanhã, até porque não vai dar, né? Mas é bom a gente saber, é bom
nte eu posso passar essa mensagem. Ah, mas então eu vou me culpar por tudo. Não, tô trazendo consciência. Mas não precisa virar santo amanhã, até porque não vai dar, né? Mas é bom a gente saber, é bom a gente olhar e falar: "Nossa, e não é que eu faço isso?" É, então, grau de evolução, a gente vai devagarzinho, a vida não, a natureza não dá saltos, a gente chega lá, mas é bom a gente olhar pra gente saber onde a gente tem que mexer, né? Bom, vamos então pro episódio 19. Egoísmo e orgulho. Esse teve bastante. Então, vamos lá. Fátima Pereira disse assim: "Existe pessoas que se dizem religiosas, t o ego inflado porque se acham e se acham melhores que os outros e isso as tornam egoístas e orgulhosas. Elas querem sempre ser o centro das atenções." Eu destaquei isso, Fátima, porque esse é o ponto central. Não são só as religiosas. é que é triste ver, porque o religioso deveria estar num esforço para vencer o egoísmo e orgulho. E às vezes é onde a gente mais vê essa necessidade de aparecer, de ser reconhecido, de ocupar altos cargos, né? A pessoa tá lá como presidente, não sei do quê, há 300 anos, não abre mão. Então, passa uma mensagem do tipo que se, ah, se eu sair daqui, você negócio desmonta, nossa, jura que você é tão poderoso assim, né? Você acha que você que tá garantindo o alto índice de de qualidade do trabalho, poxa vida? E não percebe que tem uma mensagem por trás, né? Então, realmente é triste quando a gente vê isso presente dentro das casas eh religiosas, né? Das escolas religiosas. E mas é o nosso grau de evolução, né? A gente sempre tem que vigiar, prestar atenção, porque ninguém está isento. Orgulho e egoísmo fazem parte da alma humana ainda. Ainda são as duas maiores chagas. Ninguém na terra, salvo algumas exceções de missionários que estão aqui, ninguém está isento de algum pedacinho, alguma partezinha de orgulho e de egoísmo. Então, ao invés de justificar, ao invés de falar o que não, que já venceu, vamos olhar para aquilo que ainda tem. Cadê o egoísmo em mim? Essa é
um pedacinho, alguma partezinha de orgulho e de egoísmo. Então, ao invés de justificar, ao invés de falar o que não, que já venceu, vamos olhar para aquilo que ainda tem. Cadê o egoísmo em mim? Essa é a pergunta. Cadê o egoísmo e o orgulho em mim? Porque eles estão aqui em algum canto. Isso é o melhor que eu posso fazer por mim, perceber quando eles se manifestam para poder trabalhar ali, né? A Silvia Ribeiro pergunta assim: "O crescimento, adorei essa essa pergunta, o crescimento será sempre doloroso? Porque essa sensação, né? Meu Deus! Ai, é tudo tão difícil, é tudo tão, tudo precisa de sacrifício, gente, para cuidar do corpo, que é a coisa mais material, concreta, que a gente já sabe. A gente tem estudo científico falando do que precisa. Cuidar da alma, do espírito, da psique. É difícil porque a gente nem sabe ainda direito como. Mas cuidar do corpo a gente já sabe. Ainda assim é difícil. tem que fazer as atividades físicas, cuidar da parte cardiológica, da, né, do desempenho, cuidar da eh do, enfim, do sistema inteiro, dos órgãos, e dormir bem e descansar e se alimentar, meu Deus, né? Então, que o que que a gente pode trazer a respeito disso? Que nome que eu dou para isso? Se eu chamar isso de dor, então sim, Silvia, a gente vai sempre crescer doendo, mas a gente pode entender também que isso é um ponto de vista. Então, se eu chegar, por exemplo, para uma mãe, né, e falar para ela assim: "Nossa, você aí tá amamentando início da início da maternidade, você ainda tá aprendendo muitas coisas, o seu bebê tá tendo alguns, algumas questões de se adaptar à vida, né? Toda essa situação que a gente sabe que acontece. Então você tá crescendo como mãe, seu filho está crescendo como ser humano. Aí eu vou falar assim: "Nossa, que doloroso isso depende do ponto de vista, né? Se eu tiver entendendo o valor da maternidade, o valor de uma vida sendo criada, sendo gerada, sendo desenvolvida, talvez eu fale: "Não, gente, não vamos falar que isso é doloroso, vamos falar que isso é difícil, é
tendendo o valor da maternidade, o valor de uma vida sendo criada, sendo gerada, sendo desenvolvida, talvez eu fale: "Não, gente, não vamos falar que isso é doloroso, vamos falar que isso é difícil, é desafiador, né? Isso exige esforço, OK? disciplina, perseverança, força de vontade. Então, eu posso usar a palavra que eu quiser, mas dependendo do ponto de vista que eu olho, pode ser que eu mude o meu juízo de valores. E aquilo que antes eu achava que era dor, que era sofrimento, hoje eu olho e falo: "Não, isso daí assim, requer sim suor, sacrifício, mas eu não acho que isso seja doloroso. Eu acho que isso exige esforço, existe dedicação, exige isso, mas não vejo isso como doloroso. Vai depender do nosso ponto de vista. De qualquer forma, tudo que precisa crescer, tudo aquilo que vai sair de um lugar pro outro, exige energia para isso. Se a gente tem uma bola aqui, a gente quer que essa bola role até aqui, eu vou precisar investir energia, esforço, ação. Não dá para eu ficar descansando tranquilo e querer que aquilo se movimente sozinho, né? Agora, eu não preciso dizer dizer que isso é ruim, que isso é, porque a dor às vezes tem essa essa conotação, parece que eu estou falando de punição. Não, a gente tem esse ponto de vista, mas é meio infantil da nossa parte. Se a gente falar para uma criança ir pra escola, ela vai falar assim: "Dói muito, é muito doloroso ir pra escola, né? Ponto de vista dela, né? a gente talvez falasse: "Ah, não é, é muito bom ir pra escola agora". Agora, gente, como adulto, sabendo que que valor que tem a escola, que era um tempo que você tinha amiguinhos, que você não tinha grandes responsabilidades, talvez a gente mude de opinião. Então, vai depender muito do quanto eu estou forte e suficiente para enfrentar. Pode ser que eu veja de um jeito ou de outro. Ã, que mais? Rita da Silva Lima. Nossa sociedade cedo atribui ao indivíduo respostas certas que tragam valor material e poder, né? Então ela tá dizendo, nossa sociedade já de cara, ela já começa
utro. Ã, que mais? Rita da Silva Lima. Nossa sociedade cedo atribui ao indivíduo respostas certas que tragam valor material e poder, né? Então ela tá dizendo, nossa sociedade já de cara, ela já começa dizendo, é para cá que você tem que ir, é isso que você tem que conquistar, é lá que você vai ser feliz, você precisa ter isso, você precisa chegar naquele lugar. Então já tem, né, um roteiro que tem uma identidade com a matéria. A gente não tem um senso comum em termos de humanidade falando que a gente tem que evoluir para vencer egoísmo e orgulho. A gente sabe, mas na hora que você senta na escola que vai te preparar para viver, não é esse assunto que aparece, né? É o assunto que vai te levar pro vestibular, para uma boa faculdade, para um bom salário, para um bom emprego e tudo mais. Bom, enquanto os indivíduos, enquanto indivíduos do mundo, como não ser egoísta e orgulhoso eh para nos sentirmos incluídos? Então, se existe um senso comum dizendo performance, eh, pódium, primeiro lugar, ã, status, destaque, campeão, tudo isso é valorizado. Como eu vou seguir isso para pertencer a essa sociedade sem acabar no caminho sendo egoísta, porque eu quero vencer o outro, porque eu quero ser o primeiro lugar, porque eu quero estar por cima, porque eu quero ser o maior. Como não ser egoísta e orgulhoso? Porque agora que eu cheguei lá em cima, eu sou melhor do que os outros, né? Realmente é desafiador a gente viver na terra nesses tempos, porque existe convite, convite, convite para todos os lados. Como que a gente pode se proteger, Rita da Silva Lima? A gente se protege buscando a individuação. Que que seria isso, né? A individuação é o compromisso com a gente, com a nossa história, com a nossa essência. Então, se eu estiver vigiando isso, isso vai me dar força para falar: "Vou abrir mão". Todo mundo tá falando que precisa ir para cá, mas aqui dentro tá tão firme que eu preciso ir para lá, que vai me dar tranquilidade de ir, ainda que eu lamente não poder estar lá onde tá todo
rir mão". Todo mundo tá falando que precisa ir para cá, mas aqui dentro tá tão firme que eu preciso ir para lá, que vai me dar tranquilidade de ir, ainda que eu lamente não poder estar lá onde tá todo mundo celebrando. Então, para eu ter paz de espírito, para cumprir o papel que me cabe, para executar o plano trajetória que eu criei antes de vir para essa reencarnação, eu preciso estar bem sintonizado com meu espírito e com Deus. Aí eu vou ter essa estrutura para poder seguir o meu caminho, ainda que ele seja totalmente diferente do que a massa diz que é legal, que é bonito de se fazer, né? Jesus disse pra gente que se a gente não tivesse coragem de segui-lo, de e para segui-lo, de abrir mão das coisas da terra e muitas vezes até romper de alguma forma com crenças familiares, se você não for capaz de de brigar, né, de se opor, de odiar, é que se odiar ali tem esse sentido de se opor a pai, a mãe, a irmão, você não é digno de me seguir, nées? Jesus fala isso. Eu vim para pôr um contra o outro nesse sentido de que quando Jesus vem e fala: "O caminho é esse" e existe uma crença gigante de que o caminho é aquele, pronto, já deu o dilema. Vou com a maioria para ficar aceito. Sigo Jesus porque eu acordei para isso e sei que é o melhor. Se eu resolver fazer isso, certamente eu vou ter que enfrentar aqui uma pressão coletiva, né? A Ana diz assim: "É possível ser egoísta sem prejudicar a ninguém, Ana? Não, não é possível, porque a pessoa para ser egoísta, ela já prejudicou a si". Então, se eu disser assim: "Olha, eu detectei o egoísmo em mim, percebi meu lado egoísta, mas vou vigiar para que esse egoísmo não afete outras pessoas. Ou seja, não permito que o meu egoísmo tire proveito do meu irmão, eh, faça mal para aquele outro, não, não vou ganhar vantagem em cima de ninguém. Mesmo que eu consiga viver uma vida egoísta sem afetar a sociedade, que eu acho que já é impossível, eu já afetei a mim. Porque se eu acreditar que eu posso continuar egoísta, eu estou atrapalhando a minha marcha evolutiva, eu estou
ida egoísta sem afetar a sociedade, que eu acho que já é impossível, eu já afetei a mim. Porque se eu acreditar que eu posso continuar egoísta, eu estou atrapalhando a minha marcha evolutiva, eu estou desacelerando ou atrapalhando mesmo o meu progresso. Então, eu já me prejudiquei a mim. Então, qualquer vício gera prejuízo. Menos, mais, né? Mas não tem como um vício ser neutro. Se ele é vício, ele está desalinhado das leis divinas. Se eu estou desalinhada das leis divinas, eu já não estou no bem. Lembra lá do do livro dos espíritos que o bem é aquilo que está alinhado com com as leis divinas. Então, se eu ser se eu for egoísta, eu não estou alinhada. Então, por tabela eu já eh eu eu estou em oposição, ou seja, tô perdida, né? Isso é prejuízo, isso é um mal. E aí eu deixei aqui uns minutos finais porque apareceu uma pergunta que eu acho que vale a pena a gente voltar, apesar do tema já ter ficado um pouco mais para trás, mas eu sei que às vezes as pessoas não conseguem assistir eh eh no mesmo dia, né? E e às vezes vai seguindo um pouco atrasado. E acho que a proposta da gravação é justamente essa, é permitir que a gente assista em outros momentos, né? E às vezes a pessoa ficou sabendo depois. Então a Márcia Rodrigues traz pra gente uma pergunta a respeito do episódio 13. Ela traz aqui, mas é do episódio 13, conflitos sexuais. E a Márcia diz assim: "Quando uma pessoa faz uma escolha matrimonial no auge da paixão ou por outras razões que não o amor, como resolver isso?" A pergunta de 1 milhão de dólares, né? Segurar a onda depois da escolha mal feita. Márcia, você trouxe uma questão que eu acho que assim, ela é básica na na nossa terra pelo grau de evolução justamente que a gente tem, né? Então vamos pensar juntos. Então eu estive lá envolvido no momento, estava apaixonada e tomei a decisão lá. acabei me casando, me comprometendo com a pessoa e e acabei levando isso, esse compromisso. Hoje eu percebo que naquele dia eu estava encantada, fascinada e acabei me vinculando.
e tomei a decisão lá. acabei me casando, me comprometendo com a pessoa e e acabei levando isso, esse compromisso. Hoje eu percebo que naquele dia eu estava encantada, fascinada e acabei me vinculando. Que que eu faço? Como resolvo? Fico, saio, né? Que que eu faço? Primeiro que não existe cartilha. Não dá para falar. Cada cada caso é um caso. Não dá para falar. Ah, nesse caso sabe o que você faz? Não dá. Vamos pensar juntos. A gente tem o livre arbítrio, né? Isso nos permite escolher que tipo de experiência a gente vai ter. A gente vem pra Terra para ter experiências e aprender com elas. Lógico que a gente faz um planejamento para não vir assim, ah, vai lá ver o que que você faz. Não, isso é falta de ordem. E a lei divina é perfeita, a ordem impera. Então, tudo é organizado, é planejado, né? às vezes com detalhes, às vezes não tanto com detalhes, mas algum planejamento tem. Então a gente tem livre arbítrio, mas a nosso livre arbítrio faz assim, a gente vem aqui para ter experiências e como a gente não lembra especificamente do que eu planejei fazer, é por isso que a gente tem livre arbítrio. Aí eu posso escolher, será que eu faço isso ou aquilo? Então assim, menos importante é acertar. Ufa, escolhi certo. Não, não é isso. É, escolhi com cautela. Escolhi tendo refletido muito. Escolhi perguntando, meditando, orando, dando tempo para amadurecer a pergunta e a resposta. E escolhi e assumi a responsabilidade pela minha escolha. Aprendi com o que aconteceu a partir da minha escolha. Fui, continuei sendo ética e honesta. Isso me faz crescer. A escolha foi ficar ou sair. Eu posso escolher ficar e usar a experiência para aprender com o ficar no relacionamento. Eu posso escolher sair e aprender com a experiência de ter saído de um relacionamento. Nos dois lugares eu vou ter chance de crescer, de aprender e de evoluir. Tem um lugar que é mais inteligente e outro que é menos inteligente, baseado no contexto geral. Se a gente perguntasse para um bem feitor, vou para cá ou para lá? Para ele era meio claro
e de evoluir. Tem um lugar que é mais inteligente e outro que é menos inteligente, baseado no contexto geral. Se a gente perguntasse para um bem feitor, vou para cá ou para lá? Para ele era meio claro qual seria a melhor decisão. Baseado em quem você foi, baseado no que você precisa aprender. Para ele, ele tá lá de cima vendo tudo. A gente que não está lá de cima vendo tudo, olhando as coisas daqui, vai ter sempre um risco da nossa parte, né? Então, que que importa acontecer? Importa que você faça esse mergulho com consciência e com responsabilidade, esse mergulho para dentro para buscar essa resposta. Ah, mas não teve amor. Mas escuta, o amor ele não nasceu, ele não era nascido antes de eu nascer em mim. Ou seja, se hoje eu amo o fulano, não é porque quando o espírito, o meu espírito foi criado, ele foi criado amando fulano. Se eu hoje amo fulano, é porque um dia a gente teve histórias juntos. A gente viveu coisas juntos, a gente foi se desenvolvendo. O amor é desenvolvido. Então, se hoje eu estou com uma pessoa que eu sei que não é fruto de um amor já existente, nada impede que ela seja um amor futuro. E que eu use a experiência de hoje para amar essa pessoa que ainda não amo. O amor pode ser construído e o amor ele é ele é tão ele é tão facetado, né? Porque a gente um dia vai ter o amor integrado. Jesus amava de um único jeito que era o jeito completo. Nós não. A gente ama esse com viés mais assim e ama aquele com viés mais assado. A gente tem um tipo de amor mais materno aqui, um tipo de amor mais filial ali. É tudo amor. Então eu posso desenvolver um tipo de amor por essa pessoa que está comigo hoje. Se eu tiver demanda para isso, se eu tiver interesse para isso, se eu tiver prontidão para isso. Então, não é tão importante a gente falar: "Ups, acertei, errei, devia ter feito onde devia ter feito". O importante é ter consciência do que está fazendo, é vigiar a emoção, o pensamento, a decisão. É não ser precipitado. É tentar fazer aquilo que dá sentido pra vida e
ter feito onde devia ter feito". O importante é ter consciência do que está fazendo, é vigiar a emoção, o pensamento, a decisão. É não ser precipitado. É tentar fazer aquilo que dá sentido pra vida e não aquilo que agrada ao ego aos desejos do inconsciente, né? Então, será que essa união não foi realmente programada? Será que não era do tipo assim, ó, você eh, Márcia, não ficaria com o fulano, a não ser se tivesse muito apaixonada? Então, vamos despertar uma paixão para você poder se vincular, porque você precisa ficar com ele. Não sei, não tô dizendo que é, mas só pra gente ver que não tem certo e errado, né? Se não tem amor, a gente pode desenvolver o amor e a gente tá aqui para viver, para crescer e não para descobrir qual é o nosso conto de fadas, qual é a nossa alma gêmea. Ainda não, não é isso que a gente vem fazer aqui. A gente vem aqui aproveitar oportunidades para crescer. E assim a gente encerra nosso episódio de hoje de perguntas e respostas e a nossa temporada, a nossa quarta temporada em que a gente falou sobre esses conflitos. Acho que de um jeito geral, se a gente pudesse fazer esse essa última fala a respeito dos conflitos, a gente diria que conflitos vêm do inconsciente. Eles têm relação com os nossos complexos, que são experiências passadas que não foram tão bem-sucedidas. Eles eles se presentificam, eles continuam vivendo através das experiências atuais que fazem relação com eles e eles brotam. O que que nos cabe? conhecer autodescobrimento, prestar atenção em si, investigar esses conflitos, tentar entender de onde eles vêm. É o autoconhecimento, é a reforma íntima, é a autoiluminação. É assim que a gente vai dissolvendo os conflitos e se libertando para as escalas evolutivas com maior gradação do que a nossa. Muito obrigada pela presença de vocês, por me acompanharem, por serem tão gentis e generosos nos comentários. Muito obrigada. Que Deus abençoe a todos vocês nessa busca pelo autoconhecimento. Que a gente possa crescer juntos. Será uma alegria. Muito obrigada. Fiquem bem,
ão gentis e generosos nos comentários. Muito obrigada. Que Deus abençoe a todos vocês nessa busca pelo autoconhecimento. Que a gente possa crescer juntos. Será uma alegria. Muito obrigada. Fiquem bem, fiquem em paz. Até uma próxima, se Deus quiser.
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