T6:E17 • Transtornos Mentais • Esquizofrenia
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 - Transtornos Mentais Episódio 17 - Esquizofrenia ► Referências Bibliográficas • O homem integral, cap. 9, • O despertar do Espírito, cap. 8; • Conflitos existenciais, cap. 15; • Triunfo pessoal, caps. 4 e 6; • Encontro com a paz e a saúde, cap. 6. ► Sugestão de conteúdo Cisne Negro 2010 ‧ Terror/Suspense ‧ 1h48m » Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Yes. Nessa temporada, nós estamos trabalhando, estudando a respeito dos transtornos, essas perturbações mentais que tem origem nas escolhas e equivocadas do espírito em experiências anteriores da vida. Quando nós em oportunidades eh pregressas utilizamos mal o livre arbítrio, causando, gerando desequilíbrio eh de nosso aparelho mental, da forma como nós somos capazes de pensar, de refletir sobre o mundo, de tomar nossas decisões, de sermos independentes e nos sentirmos bem. esse bem-estar, tudo isso fica comprometido quando em experiências passadas nós utilizamos justamente essa capacidade cerebral, a força da nossa mente, do nosso pensamento, para atrapalhar as nossas vidas, as vidas de outras pessoas. Então, nós desarticulamos eh nosso equipamento perante a lei divina, como se tirássemos nosso trilho do trem. Aí até pôr o nosso trilho do no trem novamente pra gente voltar a fluir, a gente passa por um período de perturbação, de transtornos. Então, os transtornos que nós estamos estudando, nós vamos percebendo que todos eles têm mais ou menos essa origem em má utilização do livre arbítrio, da decisão, da forma de pensar, daquilo que a gente fez com a nossa mente em vidas passadas, dos prejuízos que nós causamos, daquilo que nós corrompemos ou nos deixamos corromper, das traições, da forma como prejudicamos outras pessoas, como tiramos temos proveito do ignorante a partir da nossa inteligência. Então, é muito importante nós sempre vigiarmos o que temos feito da nossa mente, do poder de pensar, para que a gente não use dele de forma manipuladora, para tirar proveito próprio, para enganar, para ludibriar, porque parece que nós estamos tendo algum tipo de vantagem, mas nós estamos desarticulando perespírito e isso vai ser depois vivenciado na forma de um ou outro transtorno. Nós falamos em um episódio anterior, nós falamos sobre neurose e psicose dentro do conjunto de estudo que a gente estava
erespírito e isso vai ser depois vivenciado na forma de um ou outro transtorno. Nós falamos em um episódio anterior, nós falamos sobre neurose e psicose dentro do conjunto de estudo que a gente estava fazendo. E nós lembramos que a neurose ela é mais caracterizada como essa confusão mental. Não sei bem o que é realidade ou não, mas mas eu não perco o teste no teste de realidade. Eu não me perco. Eu continuo sabendo o que é vida fora e o que está na minha mente. Eu fico só confusa. É como se a gente falasse assim: "Ai, você caiu da árvore porque eu eh emanei uma energia ruim. Então a gente cria umas situações que você fala: "Não, ele caiu da árvore porque ele ele escorregou". Então a gente quando a gente fala assim, ai larga de neurose, olha você é muito neurótica quer dizer que a gente tá inventando explicações e soluções que não são reais, né? Que não são reais. Não que a gente não tenha força fluídica de pensamento, mas na maioria das vezes ainda não estamos nesse nível de conseguir derrubar outro só com o nosso eh com a nossa força de vontade, né? ainda temos muito para crescer para conseguir ter esse pensamento cósmico a ponto da gente conseguir interferir mesmo nas leis e tudo mais como Jesus fazia. Ele sabia usar as leis, né? Não é que ele interferia, ele sabia usar as leis. Então a neurose é isso. Quando a gente fica essas manias, ai, será que se eu for fazer isso, alguma coisa de mal vai acontecer? A gente fica inventando fantasias para explicar aquilo que eh dá para ser explicado de forma objetiva e lógica. E com relação à psicose, ela já rompe nesse teste da realidade. A gente não passa porque a gente não é capaz de diferenciar, de discernir aquilo que está na minha mente, aquilo que é fantasia minha, aquilo que eu estou pensando da realidade. Então, a pessoa quando ela está num nível já de uma psicose, ela não sabe distinguir se aquilo que ela está vendo existe ou não existe. Estou vendo aqui um animal, tem um elefante na sala, não tem, mas ela enxerga como se tivesse a ponto dela não
e uma psicose, ela não sabe distinguir se aquilo que ela está vendo existe ou não existe. Estou vendo aqui um animal, tem um elefante na sala, não tem, mas ela enxerga como se tivesse a ponto dela não conseguir diferenciar uma coisa da outra. Dentro da psicose existem eh subdivisões, outras categorias eh que são todas envolvendo uma psicose, mas se manifestam de forma um pouco diversa. dentro das psicoses, então nós temos a esquizofrenia, a paranoia a e a reação maníaco-depressiva. E dentro dessas subcategorias, eu escolhi hoje pra gente conversar a esquizofrenia, sobre a esquizofrenia, porque acho que é um tema que surge bastante e é a oportunidade da gente pensar a respeito. Então, ainda que seja uma subcategoria das psicoses e a gente já tocou nesse assunto, eu dediquei um tempo pra gente falar especificamente da esquizofrenia, até porque Joana de Angeles, que é o nosso estudo, ela traz bastante na sua obra, na sua coleção, ela passa várias vezes por esse tema da esquizofrenia. Bom, vamos começar dizendo um pouquinho, então, que é um grave comprometimento do funcionamento social e pessoal. Lembra que a gente falou que para ser categorizado como transtorno é preciso ter um prejuízo funcional da vida. É preciso me prejudicar em termos sociais. Eu não consigo me relacionar direito, eu me atrapalho, eu não consigo eh eh pertencer a uma sociedade e fluir com ela. Ou então pessoal, eu deixo de fazer coisas porque eu tenho um transtorno. Então, sempre que gerar prejuízo, que atrapalhar a minha funcionalidade na vida, aí a gente começa a falar em transtorno. Mas se eu tenho outros sintomas, mas eu consigo continuar vivendo, não me atrapalha no meu no meu mundo social, não me atrapalha na minha vida pessoal, a gente ainda não fala de transtorno, a gente fala de de sintoma. E quem não tem, quem que não passa uma vez ou outro por um estado depressivo ou de ansiedade, mas não necessariamente nós estamos com o transtorno instalado. Eu só vou falar em transtorno instalado quando ele me
tem, quem que não passa uma vez ou outro por um estado depressivo ou de ansiedade, mas não necessariamente nós estamos com o transtorno instalado. Eu só vou falar em transtorno instalado quando ele me prejudicar a fluidez da vida, quando ele acabar me prejudicando no sentido de não consigo fazer tal coisa, já não sou mais capaz de Então aí a gente começa a falar de transtorno. O DSM5 que a gente procura consultar a psiquiatria, trazendo um pouco do conceito, existe a seguinte explicação: o espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos da psicose inclui esquizofrenia, inclui outros transtornos psicóticos como da personalidade esquisotípica. Esses transtornos, quer dizer, dentro da psicose, dentro da esquizofrenia, ainda tem variações, pequenas variações. Esses transtornos são definidos por anormalidades em um ou mais dos cinco domínios a seguir. Então, é preciso aparecer um ou mais dos seguintes fatores: delírios, alucinações, pensamento ou discurso desorganizado. A pessoa não fala coisa com coisa, não junta a sequência lógica, você não entende o que ela tá dizendo. Comportamento motor grosseiramente desaroniz desorganizado. Ou seja, em termos de coordenação motora, eu enrosco, eu me atrapalho até uma catatonia, que é essa paralisação motora mesmo. Eu não consigo mexer o braço e como se tivesse alguém me segurando, eu não consigo mexer o braço. Então, alguns desses sintomas, pelo menos um deles precisa estar presente pra gente poder falar em transtorno esquizofrênico. Então, a esquizofrenia precisa ter ou essa paralisação ou essa desorganização de você não conseguir controlar seu braço, parece que ele tem vida própria ou qualquer parte do corpo, ou você tem delírios, ou você tem alucinações, ou você tem um discurso desorganizado que as pessoas não entendem. Bom, paraa Yung, que é aí a gente entra um pouco mais na psicologia analítica, em que a gente vai lincar um pouco mais mente, corpo e espírito e vai trazer o quanto que o mundo de dentro eh pra gente aqui no espiritismo, para Joana de
entra um pouco mais na psicologia analítica, em que a gente vai lincar um pouco mais mente, corpo e espírito e vai trazer o quanto que o mundo de dentro eh pra gente aqui no espiritismo, para Joana de Angeles, que seria o próprio espírito. Então, o quanto que ele é o gerador disso, né? Então, Jungis, ele ele ele explica dizendo que a esquizofrenia ela não preserva a unidade potencial da personalidade. Ou seja, eu não fico constituída enquanto corpo, mente, espírito, emoção, tudo, tudo num único num único ser. Eu não sou uma, é como se eu me dividisse. Então, ocorre o que a gente chama dentro da nossa psique. O corre uma cisão com a realidade. Então, aquilo que os olhos vem é diferente daquilo que a gente acha que está vendo, como se fosse uma cisão mesmo. Eu não sei o que é real, eu não sei o que vem de dentro, eu não eu não consigo diferenciar a realidade. Então a gente fala assim, lembra que a gente fala, tem a a consciência bonitinha que que é capaz de se relacionar com esse mundo objetivo. No centro da consciência tem o ego, que é o o gerente da casa toda. Ele é que faz o filtro entre o mundo de fora e o mundo de dentro. Nós temos ali a consciência. Eu sei o que tá acontecendo, eu sei o que tem ali fora, eu sei o que não tem ali fora. Aí tem uma um vel, né? Tem um véu que separa ela. Ela não é uma parede porque ela é permeável. Por isso que a gente fala, é uma coisa sutil, mas ela separa a consciência do inconsciente. O inconsciente é riquíssimo. Ele tem experiências, registros de vidas passadas. Ele tem os conflitos, os complexos, né? essas experiências com carga alta de emoção que se constelam e nos desorganizam em como se fosse assim: "Nossa, surtei, nossa, perdi a razão". Então, o inconsciente tá lá cheio de vida, mas tem uma harmonia entre os dois. Eu não saio aí fora e um pouco eu estou vendo a realidade e outro pouco eu estou contando o que tá na minha cabeça em termos de como se eu tivesse sonhando. A esquizofrenia é quase como se eu tivesse sonhando acordada.
a e um pouco eu estou vendo a realidade e outro pouco eu estou contando o que tá na minha cabeça em termos de como se eu tivesse sonhando. A esquizofrenia é quase como se eu tivesse sonhando acordada. Então, eu sei que aquilo que eu vi no mundo de fora existe, mas eu sei também que à noite eu tenho sonhos malucos. E se eu perder a noção do que é uma coisa do que a outra? Enquanto eu tenho essa consciência de que o mundo de fora é esse, mas de noite eu sonhei, ou seja, no meu inconsciente tinha um urso, no meu inconsciente eu morava numa casa de cinco andares, no meu inconsciente, mas a minha casa eu sei onde é. E se eu começo a misturar e falo: "Cadê a minha casa de cinco andares? Você não tem?" Tenho, eu vi ela, eu entrei nela. Tem, eu sei, eu sei até desenhar ela. E se eu perder a noção entre as duas? instâncias da psique, consciência inconsciente. E se esse véu ele se romper a ponto dos dois se misturarem e eu já não saber mais dizer se o que eu vejo está no mundo objetivo ou se é do meu inconsciente? Então, a esquizofrenia vai nos levar a esse estado de uma cisão da realidade. Por isso que o Jung fala que a gente não mantém a unidade da personalidade. A gente não mantém a estrutura como ela precisa ser, consciência e inconsciente. Eles se misturam e eu já não sei mais me organizar porque eu tô dizendo que tem um urso na sala e não tem, mas eu tô vendo esse urso. Então como é que eu vivo se eu não sei o que é real e o que não é real? É um baita sofrimento, a gente precisa admitir. Yung fala também, ah, isso que eu já adiantei, que é como se a gente tivesse vivendo num grande sonho ou em outras palavras, é como se a gente tivesse vivenciando particularidades luminosas. luminosas quer dizer, não é luminoso, é luminoso, é desconhecido, é misterioso, é aquilo que eu não sei exatamente, como nas culturas primitivas, né, os rituais mágicos, lembra que eles eles inclusive eh ingeriam eh materiais lá, não sei como eu digo, componentes, elementos que eram alucinógenos, drogas,
xatamente, como nas culturas primitivas, né, os rituais mágicos, lembra que eles eles inclusive eh ingeriam eh materiais lá, não sei como eu digo, componentes, elementos que eram alucinógenos, drogas, né? Eles eles eles eh ingeriam drogas alucinógenas para ficar entre os dois mundos. E aí eles usavam isso como conhecimento. Aí depois do ritual e eles ficavam com ritmo, eh, comportamentos rítmicos, usavam músicas, batidas, eh, como se fossem condicionando a gente, mantras. Aí depois que voltava desse ritual em que eu ficava em estado alterado de consciência, eles utilizavam o que eles tinham visto para discutir sobre a vida. Ah, eu Deus, o Deus não sei de quem falou para mim que a gente precisa olhar mais para aquilo. E era uma forma deles tentarem entender a vida, porque não é de todo, não é de todo, não, não é nada eh fora de noção aquilo que o inconsciente gera. Tudo que o inconsciente oferece pra gente é material de aprendizagem, de autoconhecimento. Como que nas terapias a gente costuma trabalhar? Analisando sonhos. Mas eu digo assim: "Ai, não acredito, né? A ignorância diz: "Ai, não acredito. Você vai pra terapia para ficar conversando e entendendo o que que é o seu sonho. Sonho é sonho não tem pé nem cabeça. O sonho é maluco. A gente sonha porque tava de barriga cheia. A gente sonha. Então, tudo bem que tem as as influências do corpo, mas o inconsciente nos deixa saber do mundo interno através das imagens do sonho. Então, eu posso pegar aquilo que o meu inconsciente criou na forma de uma história em que eu que o sonho se mostrou e entender que aquilo estava dentro de mim. Então eu posso me conhecer analisando simbolicamente o sonho. O sonho não é literal. É lógico que se eu sonhei que eu sabia voar, não é literal. Não é que eu vou aprender a voar. Eu sonhei que eu sabia voar. É simbólico. O que que é uma pessoa voando? Pode ser tanto, por exemplo, será que você anda muito avada? Será que você anda muito no mundo da lua? Não tá precisando aterrizar? Quanto pode ser? Será que você não tá
O que que é uma pessoa voando? Pode ser tanto, por exemplo, será que você anda muito avada? Será que você anda muito no mundo da lua? Não tá precisando aterrizar? Quanto pode ser? Será que você não tá pronto para voar pra vida? Será que você não tá, o seu inconsciente não tá falando, vai cri, se solta, se liberta, dependendo do que eu estou vivendo, eu vou tentando lincar com a minha realidade. Então essa análise do sonho me enriquece, porque o inconsciente não é, ele é inteligente, só que é uma inteligência simbólica, não é racional, não é literal. Então o Jung fala como se a gente tivesse nos estados de esquizofrenia vivendo um grande sonho. Um grande sonho. A gente lembra e Jung também definiu dois movimentos da energia psíquica. Energia psíquica é a energia da mente, aquilo que tá lá dentro. E é pela energia psíquica que eu consigo prestar atenção nas coisas. Então, se eu direciono minha energia psíquica para um tema, eu vou pensar sobre o tema, analisar o tema, me desenvolver no tema. Se eu tiro a energia psíquica daqui e foco ela ali, isso daqui já passa a ser para mim, eu eu sombrio. Eu já não sei o que tem aqui, porque eu tô prestando atenção aqui, como se fosse um holofote dentro da nossa consciência. Eu tenho um foco de luz, eu tenho um holofódeo, eu tenho uma lâmpada bem forte e eu tenho um quarto inteiro. Se eu projeto o foco de luz para esse lugar do quarto, o que está atrás dele fica no escuro. Então, quando eu projeto a minha energia psíquica para esse lugar, eu estou analisando o que está aqui, aquilo que que os meus registros, os meus pensamentos. Se eu inverto o foco e jogo para lá, isso que eu estava pensando antes é esquecido, adormece. vai pra sombra. E agora eu estou analisando esse outro lado do do meu compartimento psíquico. Então, a energia psíquica é essa esse foco de luz que a gente vai projetando. E um que descreve dois principais movimentos da energia psíquica. um que ele chama de progressão, que não quer dizer evolução, quer dizer que está para
ssa esse foco de luz que a gente vai projetando. E um que descreve dois principais movimentos da energia psíquica. um que ele chama de progressão, que não quer dizer evolução, quer dizer que está para fora. Progressão, eu estou olhando pra frente, então a minha energia psíquica está direcionada pro mundo de fora. Ou seja, eu tô o tempo todo pensando como que eu vou melhorar meu emprego. Eu já paguei meu IPTU, nossa, eu preciso dar uma olhada no carro e o que que eu faço aqui? Nossa, você ficou sabendo o que que aconteceu? Eu tava vendo o jornal, eu tô vivendo lá fora, eu tô prestando atenção como um radar. T t t t t t tã lá fora é, eu estou em movimento de energia psíquica, de progressão. Eu tô cuidando do mundo de fora. Mas ele fala que é um pêndulo, né, que ele transita entre os opostos. E o oposto da energia psíquica para fora é a energia psíquica para dentro, para mim mesma, pro meu mundo interior. Então, para fora ele chama de progressão, para dentro ele chama de regressão. Não quer dizer que aqui eu evolu aqui eu eu involuo, não. É só um nome que ele deu para caracterizar. A minha energia psíquica agora tá virada para mim. Então, às vezes a gente chega para uma pessoa, fala assim: "Olha, você não tem saído muito de casa, você não tá acompanhando as notícias, você não tem conversado com as pessoas, quase que você tá trabalhando maquinalmente, parece um robô, parece que você não tá aqui." E a gente olha isso como negativo, mas eu preciso de vez em quando focar o pôr o foco de energia em mim. Então, às vezes eu passo por um período, significa o quê? Significa que eu tava vivendo o mundo lá fora e de repente eu caio a minha ficha e eu falo: "Nossa Senhora, tem alguma coisa esquisita aqui. Eu tô prestando atenção em mim, tem alguma coisa que eu não tô entendendo. Naturalmente eu tiro o foco de fora e volto para mim. Aí eu desligo um pouco do mundo lá fora porque a minha mente tá aqui dentro, ó. Eu estou pensando, analisando, lembrando de quando eu era criança, que a minha mãe também fazia
e fora e volto para mim. Aí eu desligo um pouco do mundo lá fora porque a minha mente tá aqui dentro, ó. Eu estou pensando, analisando, lembrando de quando eu era criança, que a minha mãe também fazia isso e agora e eu vou atrás de eh de um curso para eu eu quero uma imersão de autoconhecimento, eu começo a estudar, eu vou procurar uma terapia. Significa o quê? Que o foco da energia psíquica está direcionada mais para eu me ver. O mundo sou eu. E a gente vai transitando na vida e Jung diz sempre, de vez em quando eu tô pro mundo de fora, de vez em quando pro mundo de dentro, faz parte. Então eu tô vivendo o mundo lá fora, de repente eu passo por uma frustração. Eu fiz tudo para conseguir uma promoção. Não tem como eu não conseguir. Eu sou a pessoa. Aí o meu chefe vem e fala assim: "Ai, mas sai que que é? Nós vamos pôr o sei lá eu quem que acabou de surgir aqui, ele não vai ficar com você". Talvez esse susto, essa frustração seja tão grande que eu faça esse movimento de voltar para mim. Aí eu mergulho para dentro como se eu entrasse numa numa concha e eu fico aqui dentro. O que que aconteceu? Por que que eu tô me sentindo assim? E agora como é que eu vou lidar? Eu tô lá dentro, o mundo lá fora tá passando, mas eu tô focada dentro de mim. Quando a gente fala da esquizofrenia, é como se a gente misturasse os dois. Então, a energia tá para dentro, só que eu olho para fora achando que o que tá dentro tá fora. Então, percebe que existe um uma distúrbio, existe uma perturbação a ponto de eu não saber o que tá fora e o que tá dentro. Então a gente mistura, a gente se perde, não tá claro o que que é de fora e o que que é o que que está de dentro. E uma coisa que a gente pode pensar também é, já que eu tenho alucinações, delírios, já que eu estou vivendo nesse grande sonho e fico misturando a realidade com o que tá dentro, de repente a gente pode inclusive mergulhar um pouco nesses delírios e nesses nessas alucinações para entender esse mundo interior do esquizofrênico. Porque veja, nem todo esquizofrênico
ue tá dentro, de repente a gente pode inclusive mergulhar um pouco nesses delírios e nesses nessas alucinações para entender esse mundo interior do esquizofrênico. Porque veja, nem todo esquizofrênico eh eh delira a partir do mesmo tema, alucina a partir das mesmas imagens, tem alucinações de tudo quanto é tipo. Tem gente que vê bicho, tem gente que vê coisas, tem gente que que não vê nada, que acha que é outra pessoa. Então tem algo de particular, não é igualzinho para todo mundo. Ou seja, a minha alucinação é minha, ela conta sobre mim, ela traz componentes do que está dentro de mim. Então eu posso, por meio dos delírios e das alucinações, inclusive analisar, pesquisar para terem um pouquinho mais de entendimento quais os temas que a minha aflige mais. Ai, o a minha as minhas alucinações é muito com relação à segurança. E tem bandido que entra e tem e roubo e eu tô sozinha e eu acho que que é isso? Será que lá dentro tem muita insegurança? Então, a gente consegue mais ou menos conhecer. E dependendo do grau da esquizofrenia, quando a pessoa está bem, a gente pode inclusive conversar a respeito para ver se a gente consegue estruturar mais aquela insegurança nesse exemplo que eu acabei de dar. Eu vou deixar para vocês uma dica de um de um TCC, trabalho de conclusão de curso, que nas minhas pesquisas sobre esquizofrenia eu cheguei e ela traz essa questão do simbólico na esquizofrenia. Ela faz uma análise da eh eh da esquizofrenia pelo viés da psicologia analítica. Isso é difícil de achar. A gente vai sempre ver a esquizofrenia pelo viés da psiquiatria, né, do olhar objetivo. E aqui ela faz uma uma análise pelo lado simbólico e tá disponível na internet. A gente acha é o TCC. Eh, a aluna se chama Maria Taiana Siqueira Ferro. Ela é de Alagoas. Maria Taiana Siqueira Ferro, ela faz uma análise do filme Cisne Negro e fica a dica também pra gente assistir. É um filme que mostra a instalação de uma esquizofrenia. Ela ela ela rompe com a realidade, ela vai criando um nível de
la faz uma análise do filme Cisne Negro e fica a dica também pra gente assistir. É um filme que mostra a instalação de uma esquizofrenia. Ela ela ela rompe com a realidade, ela vai criando um nível de tensão interna, de cobrança e de perfeição. E vai ficando tão insuportável que é como se fosse uma hora o sistema não é nem explode, ele implode e aí ela rompe com a realidade, ela já começa a ver coisas. Então é a história do cisne negro, aquele aquele aquele romance clássico analisado pelo ponto de vista da psicologia analítica. Então é interessante a gente ver é com a Natalie Portman, é um é um filme que acho que deve ter uns 10 anos, talvez um pouco mais, o Cisne Negro. E ali mostra a a relação dela com a mãe. Eh, é dali que vem a tensão, a pressão e chega uma hora que ela rompe com a realidade. É maravilhoso o filme. Vamos entrar então em Joana de Angeles. Eu começo com o homem integral e a Joana vai falar: "Ah, uma coisa que o próprio Jung disse que eu devo ter pulado aqui, é que como ele ele estudou o Jung é contemporâneo, pouco depois, né? Mas ele do do da do início do espiritismo, quando se faziam muitos fenômenos e se estudava muitos fenômenos mediúnicos, o Jung estudou, ele se aproximou para entender, né? E e ele diz que aquilo que é descrito no espiritismo como possessão, tipos de obsessão, eh, é como se fosse paraa psicologia, talvez a gente vá dizer que isso é esquizofrenia. pro espiritismo, a gente vai falar, será que não é um espírito que está atormentando? Será que isso que ele tá vendo, ele não tá vendo o espiritual? Será que o espírito não tá projetando imagens assustadoras? Então, o que ele está vendo é uma é uma projeção interna dele? Ou ele está vendo mediunicamente alguma coisa que um obsessor está projetando, né? Tanto que o espiritismo ajudou muito nos nos seus primórdios as casas de assistência psiquiátrica, antes chamadas de manicômio, até sanatórios já se chamam, já se chamaram. E o espiritismo entrou para dar dignidade e cuidado, mostrando
o nos nos seus primórdios as casas de assistência psiquiátrica, antes chamadas de manicômio, até sanatórios já se chamam, já se chamaram. E o espiritismo entrou para dar dignidade e cuidado, mostrando inclusive que muitas vezes era simplesmente uma mediunidade muito ostensiva, muito expansiva e que a pessoa não sabia como lidar e era vítima dos obsessores que se aproveitavam da mediunidade dela para atormentar. Então, Joana, no homem integral, capítulo 9, ela fala desses obsessores. Então ela diz: "Na imensa panorâmica dos distúrbios mentais, especialmente nas esquizofrenias, destacam-se as interferências constritoras dos desencarnados, que se estribam nas leis da cobrança pessoal, certamente injustificáveis, para desforçar-se dos sofrimentos que eles foram anteriormente infligidos em outras existências pelas suas vítimas atuais. Então, numa numa vida anterior, eu persegui, torturei, prejudiquei, me aproveitei de uma pessoa, de um grupo de pessoas. A roda da reencarnação gira, estamos todos de volta para pro plano terrestre. Eu sou agora uma outra pessoa que carrega culpa. Eu sou uma pessoa que utilizou mal o seu equipamento mental. Utilizei para prejudicar o outro e tirar vantagem. Então, em termos perespirituais, não é uma um equipamento redondinho, harmonizado. Ele ele está eh eh marcado, ele tem ali registros de desequilíbrio. E a consciência de culpa permite que esses obsessores, que são aqueles que eu prejudiquei, caso eles queiram se manter nesse processo de cobrança, que eles não deveriam, porque eles vão eles se prejudicar, mas caso eles queiram, eles podem aproveitar o meu equipamento que não tá muito protetor, muito protegido, ele está com alguma engrenagem fora e ao mesmo tempo a minha culpa me permite, eu como se eu fal falar se eu mereço esse sofrimento. Aí instala um processo obsessivo e aí eles podem disparar a a esquizofrenia justamente pela perturbação que eles me geram e eu já não sei mais o que é real e o que não é. Então, Joana chama atenção de que muitas vezes nos quadros
ivo e aí eles podem disparar a a esquizofrenia justamente pela perturbação que eles me geram e eu já não sei mais o que é real e o que não é. Então, Joana chama atenção de que muitas vezes nos quadros esquizofrênicos existe a presença de espíritos que atormentam, que influenciam, que potencializam os episódios eh dos dos eh surtos, né, da esquizofrenia. No despertar do espírito, capítulo 8, a Joana vai falar aquilo que o Jung tinha dito da cisão da consciência com o inconsciente, quando esse véu ele ele cai e eu já não sei mais o que é real e o que é do inconsciente. Ela fala que é como se fosse algumas vezes um trauma tão grande que a gente viveu na infância e em que a gente para não ficar revivendo, lembrando, a gente rompe com aquilo, porque eu não quero mais. É como se eu quisesse fingir que não existe. Então, um trauma muito forte para ser lembrado pode fazer com que eu me distancie da realidade. Eu prefiro viver nesse mundo de fantasia que eu não sei o que que é e o que que não é, do que eu ter consciência do que é realidade e lembrar do que eu passei quando eu era criança. Então, é quase que uma uma reação não boa, porque não vai me ajudar em nada, mas é quase como se fosse uma fuga essa cisão com a realidade. O despertar do espírito, capítulo 8. Pode-se acrescentar ainda que esses dois sentimentos podem ser decorrência de uma convivência doentia com pais neuróticos e irritados, que gritam, acusam, maltratam, agridem a criança, que se sentindo impossibilitada de tolerá-los, foge-lhes da presença refugiando-se no seu quarto ou no mundo particular da imaginação. Uma defesa. A criança se sente vulnerável, a criança se sente desprotegida e ela não tem muito como lidar com isso. Ela não tem muitos recursos para poder superar, para poder se proteger. Então é como se ela fugisse. Ou às vezes ela foge e fica muito dentro do quarto querendo ser esquecida, ou às vezes ela entra dentro para dentro desse quarto e foge para dentro de si. Tem vários filmes, né, que contam sobre
isse. Ou às vezes ela foge e fica muito dentro do quarto querendo ser esquecida, ou às vezes ela entra dentro para dentro desse quarto e foge para dentro de si. Tem vários filmes, né, que contam sobre essa esses traumas da infância e o quanto que eles podem gerar, por exemplo, esquizofrenia. Eu citei há não muito tempo atrás uma série que tá em alguma das plataformas que eu não me lembro qual que se chama em inglês é é crowd the crowded room quer dizer um um um quarto cheio. Em português eu acho que traduziu como entre estranhos e conta conta sobre isso. conta sobre como se a gente pudesse experimentar o dia a dia de uma pessoa que sofre eh com esses estados alterados de não reconhecimento da realidade e mistura os dois lugares a ponto de não saber o que é real e o que é produto do seu inconsciente. E tem outros filmes também que contam a respeito disso, das personalidades múltiplas, né? acusada de ser um peso. Então, estamos falando da criança, do perigo de na infância a gente não a gente torturar emocionalmente, abusar emocionalmente das crianças, o quanto que pode gerar isso pro futuro. Que a gente não sabe se esse espírito que tá ali, ele é forte o suficiente para conseguir separar e falar: "Ó, esse pai com essa minha mãe aí não são adequados, eu vou cuidar de mim". Às vezes eles se eles eles eh desmontam, né? A personalidade é frágil, ela desmonta. Acusada de ser um peso na vida. nas suas vidas ou responsável pelos problemas e transtornos que experimentam a criança, né, passa a sentir culpa e que não consegue se liberar, prosseguindo numa adolescência incompleta, na qual surge a vergonha, por exemplo, da sua própria sexualidade ou de si. E e por l e aí ele fica se sentindo impuro. Não sou digno o suficiente. As pessoas não vão gostar de mim. Se gostasse, meu pai gostaria, minha mãe gostaria. Se eu não sirvo pro meu pai, paraa minha mãe, como é que eu vou servir pra sociedade? Eu devo ser pouca coisa. E aí a pessoa tem vergonha dela. A criança cresce com vergonha de si. Ai, que triste.
ia. Se eu não sirvo pro meu pai, paraa minha mãe, como é que eu vou servir pra sociedade? Eu devo ser pouca coisa. E aí a pessoa tem vergonha dela. A criança cresce com vergonha de si. Ai, que triste. Ela continua enquanto se encontra sob essa tensão no lar, incapaz de entender o conflito que experimenta em mecanismo de furtar-se a situação constrangedora, divide divide a unidade da personalidade e seu o seu equilíbrio passa a viver uma conduta esquizofrênica. Essa ocorrência pode ser profunda e funesta. pode ser profunda e funesta ou superficial e temporária de acordo com a intensidade e continuidade da conjuntura estressante. Então pode ser um estress e se eu depois conseguir me reorganizar, ir para um lugar mais calmo e protetivo, aquilo pode passar ser passageiro. Mas se eu continuar sob efeito dessa desse estímulo negativo, dessa tensão, pode ser que eu prolongue isso e acabe vivenciando isso por toda a vida. A questão fundamental nesse acontecimento se encontra na capacidade do ego em resistir à pressão ou submeters-se. Lembra que eu falei? Se essa pessoa ela é estruturada o suficiente, ou seja, tem um ego capaz de se defender e de falar: "Chega, eles estão errados, eu vou me cuidar". Se ele tem um ego assim, ele consegue superar essa dificuldade e na primeira oportunidade ele vai cuidar da vida. Mas se esse ego não é, ele é um ego fragilizado, se a gente é um espírito mais vulnerável, pode ser que a gente não dê conta e a gente mergule e desista, né? Desista de de lutar e de entender. Ah, mas então a lei de Deus é injusta porque me põe numa situação que eu não vou dar conta. Não, eu tenho condição de dar conta, senão Deus não me deixaria passar pela experiência. Mas pode ser que por conta de no passado eu sempre fugir, eu não me acreditar, eu continue agindo assim. Então veja, nem sempre que a gente comete um erro aqui é porque a gente não dava conta. A gente dava conta, mas deveria dar conta, mas acabou se deixando arrastar pelos comportamentos passados. Então, mesmo eu
a, nem sempre que a gente comete um erro aqui é porque a gente não dava conta. A gente dava conta, mas deveria dar conta, mas acabou se deixando arrastar pelos comportamentos passados. Então, mesmo eu tendo um ego mais fragilizado, eu teria condição de suportar a situação e avançar, mas por força de um de um atavismo, eu acabo desistindo e me entregando. Eu e eu desisto de lutar. Eh, no primeiro caso, adquire autoconfiança, integridade moral. Se eu resisto, eu fico mais forte, enquanto que no outro a cisão da personalidade conduz a uma crise nervosa que pode alcançar o colapso. Bom, vamos então para tem mais um trechinho de decisão, aliás, só que agora tá lá no conflitos existenciais, capítulo 15. Ela continua falando sobre isso. Então, Joana disse que faz-se um abismo entre self e ego. Self é o centro, é a totalidade da psique, é o espírito. Mas o o self ele está pra gente num lugar inconsciente. Eu não acesso o meu espírito. A gente faz o autoconhecimento para tentar se aproximar dele. Agora vai falar: "Cris, você se reconhece como personalidade atual, mas quem é seu espírito?" Não sei. Eu tô tentando descobrir, eu fico analisando minhas tendências, eu fico analisando meus medos. sempre para tentar me aproximar, porque o espírito real que eu sou, ele está eh escondido, ele está na sombra, ele está no inconsciente, né? Então, eu não sou capaz de ver nitidamente o espírito que eu sou e nem posso, porque se eu visse o espírito que eu sou e lembrasse de tudo que eu fiz, eu não daria conta de viver essa vida. Por isso que tem o vel do esquecimento, esquecimento do passado, ele é protetivo para que a gente só lide com algumas coisas que a gente precisa lidar. É como se a gente tivesse destruído uma casa. Aí alguém vai falar: "Você vai ter que reconstruir". Só que se eu mostrar a casa inteira, você não, você vai sentar e chorar e desistir. Então eu vou mostrar o rol de entrada. Aí você vai lá, conserta o rol de entrada. Daí ela abre a porta e mostra o a sala de estar. Aí você vai ampliando
você não, você vai sentar e chorar e desistir. Então eu vou mostrar o rol de entrada. Aí você vai lá, conserta o rol de entrada. Daí ela abre a porta e mostra o a sala de estar. Aí você vai ampliando até você se conhecer inteiro, né? Então o selfie ele tá lá no profundo do inconsciente. Que que Joana diz? Faz-se um abismo entre o self e o ego, que mais se afastam um do outro, concedendo espaço para a desintegração da personalidade, para a esquizofrenia. Então, Joana tá confirmando aqui que a esquizofrenia passa por essa cisão, por esse afastamento, perde o eixo ego selfie. Veja que nas obras de Joana, que ela nos conduz para um autoconhecimento, para um autodescobrimento, vira e volta, ela traz essas essas essa explicação dizendo: "Saúde é quando a gente consegue ter um bom relacionamento entre ego self. É preciso alinhar o eixo ego selfie. A esquizofrenia rompe e aí já a gente se afasta. Eu já não me reconheço quem eu estou hoje e quem eu sou em espírito. Esse vazio existencial, de certo modo, também se deriva do tédio, da repetição de experiências que não se renovam, da quase indiferença pelas demais criaturas, sugerindo a inutilidade pessoal. Então, muitas vezes, é como se a gente desistisse de viver, desistisse de entender a a de se entender, de se reconhecer. E aí a gente eh se anula, se desapega, se perde, como se a gente se perdesse. Vamos agora pro triunfo pessoal, capítulo 4ro, que ela vai falar um pouco de um outro mecanismo de defesa do ego. Quando a gente não tá pronto para lidar com os enfrentamentos da vida, a gente escapa. Quais são os as defesas do ego? Por exemplo, negação. Ai, Cris, você não acha que você tá ã se estressando muito? Não, não, não. Eu eu me nego a encarar aquilo que está acontecendo. Negação, repressão. Quando eu vejo uma coisa que eu fiz errado, mas me dói tanto que eu esqueço. Eu jogo, eu reprimo. Não, não, não. Ah, não. Mas isso aqui já vai passar e não penso a respeito, não elaboro, não entendo o que que eu posso fazer a respeito. Então, as defesas do ego são
eu esqueço. Eu jogo, eu reprimo. Não, não, não. Ah, não. Mas isso aqui já vai passar e não penso a respeito, não elaboro, não entendo o que que eu posso fazer a respeito. Então, as defesas do ego são formas de fuga. E tem uma que se chama introjeção. Que que o ego faz? Ele finge que ele é outra pessoa. Ou seja, a gente tá assistindo um filme e a a gente se identifica lá com o herói e daí sou eu, aquele aquele herói. Já que eu não consigo na minha vida real ser o herói de mim mesmo, já que eu não consigo dizer não, já que eu não consigo falar sim, já que eu não sou capaz de lutar pelo que eu quero, eu me delicio vendo o herói do filme fazendo. Então ali é como se internamente eu tivesse sendo aquele herói. Então eu misturo um pouco, percebe? Mas não quer dizer que isso é neurose, psicose e esquizofrenia. Eu tô dizendo que é algo que a gente já tem mais ou menos instalado. Imagina se eu perco isso em termos de perder o controle e daqui a pouco eu já acho que eu sou aquele herói mesmo. Então a esquizofrenia é quando eu não consigo mais lidar eh diferenciar aquilo que eu estou sonhando, que eu sou herói. No fundo eu sei que eu não sou herói, mas naquele momento eu estou sonhando. Sou eu o herói. Imagina se eu de fato perder esse controle e já não saber mais quem é quem, né? Bom, vamos lá. Diversos mecanismos de fuga. Então, triunfo pessoal, capítulo 4. Diversos mecanismos de fuga da realidade se lhe apresentam convidativos, desde a transferência de culpa à introjeção das responsabilidades, à projeção da imagem deteriorada, complementação, complementação fantasiosa e sucessivamente. Então é assim, tô lidando com uma coisa que é muito doída, então não sou eu, eu jogo pro outro ou eu reprimo, ou eu conto uma história para disfarçar, sempre eu tentando me livrar de enfrentar o problema. E aí eu posso ir me distanciando de mim, causando uma perturbação. Chega uma hora que aquilo cinde e eu prefiro fingir que não existe. Eu fantasio e e me perco da realidade. Acompanhando espetáculos teatrais,
posso ir me distanciando de mim, causando uma perturbação. Chega uma hora que aquilo cinde e eu prefiro fingir que não existe. Eu fantasio e e me perco da realidade. Acompanhando espetáculos teatrais, cinematográficos, novelas ou dramas do cotidiano introjetam o sofrimento dos personagens que lhe parecem com as próprias experiências, passando a viver os transtornos depressivos daqueles mitos a que se entregam infelizes e amargurados. Então, Joana tá falando o contrário, está dando um exemplo contrário daquele que eu dei. A, quando eu me espelho no herói e eu acho que eu sou herói, eu posso até acionar recursos internos heróicos e daqui a pouco eu saio pra vida conseguindo fazer coisas como se eu tivesse meu tivesse me envolvido por aqueles eh por aqueles aquelas características do herói. E quando eu me identifico com alguém que tá sofrendo, ou seja, eu carrego uma dor e um sofrimento, eu não sou capaz de olhar para isso. É algum trauma, é algum arrependimento, é alguma culpa. Eu não consigo olhar para mim e falar: "Deixa eu pensar sobre isso". Aí eu assisto um filme de alguém que tá passando por isso. Aí eu projeto nela ou eu introjeto dela em mim. Então assim, não é meu esse sofrimento, é da é da moça da novela que eu assisti, agora eu tô depressiva por causa dela. Não, você tá depressiva por causa de você que se viu nela. Então você projetou a sua dor nela e você introjetou a dor dela em você. Então não vamos fugir, vamos analisar. Se aquilo mexeu tanto comigo, é porque tem conteúdo meu. É isso que a gente costuma falar. Aquilo te irritou muito, aquilo te deixou indignado, aquilo te deixou imensamente triste, tem conteúdo seu. Você não se entristeceu e nem se enraiveceu só por causa daquilo que tá lá fora. É porque aquilo que está lá fora constelou conteúdos seus e misturou. Então ela diz: "Comente ocorre com outros pacientes o processo de transferência de culpa através do qual acusam outras pessoas, atribuindo-lhes a responsabilidade pelo que lhes acontece ou desagradável, perturbador. E quando
ocorre com outros pacientes o processo de transferência de culpa através do qual acusam outras pessoas, atribuindo-lhes a responsabilidade pelo que lhes acontece ou desagradável, perturbador. E quando escassiam esses responsáveis, não tem mais no colo de quem jogar. Logo direciona a acusação para governos, pro tempo, paraa natureza e para Deus. Bom, Joana está dizendo o seguinte, que a gente eh na na esquizofrenia existe algum tipo, não é consciente, de fuga, porque quando eu rompo com a realidade é como se eu tivesse falando: "Não tô dando conta de organizar o mundo de fora com o de dentro e aí eu eu fujo inconscientemente. Ninguém queria ser esquizofrênico, mas acaba tendo uma característica de uma fuga no sentido de não tô dando conta da realidade, então eu eu saio fora, eu saio fora da realidade e começo a viver uma realidade alternativa. No triunfo pessoal ainda, só que agora no capítulo seis, ela também fala de uma alienação de um outro tipo de fuga. Nos transtornos psicóticos profundos, a esquizofrenia destaca-se aterrorizante em face da alienação que impõe ao paciente, afastando do convívio social, conduzindo a vivência da própria incúria, sem a capacidade de discernimento que se encontra embotada. Então, eh, que que ele tá dizendo aqui de novo? Que que Joana tá dizendo aqui? que ela é aterrorizante e ela aliena o paciente. Então eu lido com um negócio tão assustador que eu alucino, eu vou para um delírio. A gente não fala assim que lá na na Idade Média, quando tinham aqueles dramas que a gente fica lendo nos romances espíritas, das dificuldades que aquelas personagens viviam numa época em que não tinha muita consciência, conhecimento. E a gente falava assim, teve um trauma tão gigante que a mãe a mãe assistiu uma coisa tão o filho sendo decaptado que a mãe enlouqueceu. Que que é enlouquecer? Ela falou: "Não vou lidar com a realidade, não consigo ver o meu filho sendo decaptado". Então ela ela alucina, ela vive agora numa fantasia porque é um jeito menos doído
ueceu. Que que é enlouquecer? Ela falou: "Não vou lidar com a realidade, não consigo ver o meu filho sendo decaptado". Então ela ela alucina, ela vive agora numa fantasia porque é um jeito menos doído do que você admitir aquilo que está acontecendo. Então antigamente a gente falava muito, ah, ela teve uma frustração, enlouqueceu, ela morreu de Ela morreu não, ela enlouqueceu por tristeza, pela perda da do marido, a esposa da ou da esposa. Então é isso, é quando algo é tão superior àquilo que a gente acha que é capaz de carregar, mas a gente seria capaz de carregar, mas num ato de quase que de tentativa de se proteger, a gente sínde com a realidade e a gente fala enlouqueceu. Pode ter desenvolvido aí a esquizofrenia. Ã, vamos lá. Vou dar uma uma enxugada aqui porque acho que tem mais coisa do que cabe na nossa na nossa hora. Ah, Joana de Angeles fala no livro Encontro com a paz e a saúde, ela conta conta um pouco da história que é interessante também. Ela traz que no ano de 1873, quando foi nomeado diretor do do hospício de La Bissetre, o jovem Felipe Pinel, sabe quando a gente fala assim, e aquela pessoa é Pinel. Por que que a gente tá falando isso? Porque o Dr. Pinel foi quem investigou, se dedicou e ajudou muitos esquizofrênicos e outros psicóticos. Então a gente associa, o Dr. Pinel cuidava de de esquizofrênicos e de psicóticos. Então quando a pessoa é esquizofrênica, ela é pinel, né? Então isso foi lá no ano de 1873. E o que que ele fez? Ele tomou providências para libertar 53 pacientes esquizofrênicos que ali jasiam sepultados vivos porque era encarcerado quase fecha todos eles lá para eles não darem trabalho pra gente e e vai tocando. Não olhava para eles como ser humano, não olhava para ver o que que ele precisa, que que eu posso fazer por ele. E o Dr. Pinel, assim como a Dra. da Silveira aqui no Brasil, uma psiquiatra pioneira, corajosa. Vale a pena ter um filme sobre ela da Dra. Nise da Silveira, ela também entrou num hospital psiquiátrico e conseguiu trazer
m como a Dra. da Silveira aqui no Brasil, uma psiquiatra pioneira, corajosa. Vale a pena ter um filme sobre ela da Dra. Nise da Silveira, ela também entrou num hospital psiquiátrico e conseguiu trazer dignidade para aquelas para aquelas pessoas que estavam alucinadas. Ela conseguiu dar certa funcionalidade por meio da arte. A arte é terapêutica porque ela trabalha com simbólico, ela ela organiza o inconsciente e ela faz uma exposição com as obras eh executadas, feitas por aqueles que estavam ali internados. Então, o Dr. Pinel eh, que não dava assistência para esses 53, ele passa a cuidar desses 53 ali. Então, até ali era considerada punição divina. eles eram amaldiçoados e ele foi considerado eh o o pai da psiquiatria, né? O moderno pai da psiquiatria, porque ele tratou o paciente como credor de respeito e consideração e criou eh terapêuticas para minimizar esses graves eh ehpisódios de psicose, né? Então ele ajudou muito a as pessoas que estavam naquela época abandonadas porque eram loucas. Joana também no livro, acho que eu falei, né, a paz, Encontro com a paz e a saúde, capítulo 6, que tá essa história. Nesse mesmo livro ela traz um pouquinho dessa história da fragmentação, da perda da realidade, né, da da personalidade. Ela fala das causas, por exemplo, além dos fatores preponderantes de hereditariedade, porque a hereditariedade conta, também de enfermidades infecciosas que deixam sequelas, bem como aqueles de natureza psicossocial, experiências malsucedidas, traumáticas, socioeconômica, afetiva, traumatismo craniano. Aí o paciente aliena-se tentando se libertar da ignota consciência de culpa, construindo seu mundo emocional e comportamental, vivendo outro tipo de realidade. Ela tá dizendo que ainda que a gente fale hereditariedade, do trauma vivido, do traumatismo craniano, ainda assim, antes de tudo isso, existe um espírito com consciência de culpa. É ele que dá legalidade pra lei atuar e ele e ele viver esses estados alterados de consciência, porque no fundo é um
iano, ainda assim, antes de tudo isso, existe um espírito com consciência de culpa. É ele que dá legalidade pra lei atuar e ele e ele viver esses estados alterados de consciência, porque no fundo é um espírito que está alucinado, ele está alienado, ele está em sofrimento por arrependimento, por culpa. Então ele não está pensando adequadamente, equilibradamente. Eh, ela fala também dos choques, eh, choques de insulina, de metrasol, que o Dr. Saquel aplicava na clínica de Viena. Ela fala dos experimentos de eletrochoque, de modernos barbitúricos e e ela diz que há mais recentemente a gente começa a juntar a psicoterapia, que é pra pessoa começar a organizar aquilo que vamos ver se a gente consegue devagarzinho tocar nessa dor profunda que te aliena. Vamos ver se a gente consegue dar vazão para esses traumas, para ver se eles são diluídos e você entra menos em episódios esquizofrênicos. Então, a psicoterapia tem ajudado muito e atingido eh tratamentos adequados e resultados felizes. E ela fala um pouquinho de sintomas também nessa obra, né? Normalmente apresentam-se perturbações de conduta, exteriorizando-se de maneira bizarra e esdrúxula, traduzindo a desagregação mental. Podem ser classificados diversos tipos de perturbações características e conduta esquizofênica, como rigidez, desagregamento do pensamento, incoerência, ideias delirantes, entre as quais as de perseguição. Bom, pra gente finalizar, eu termino com essa com esse parágrafo da Joana, porque o que que a gente tá vendo? Nós vimos os sintomas, né? Nós vimos o que que eles nos prejudicam. Nós entendemos que é uma cisão da personalidade. A gente entendeu que é porque a gente fugiu de certa forma. Não vou enfrentar esse negócio, tá muito grande, fui e aí eu entro nesse estado alterado. Mas por trás de tudo isso tem esse espírito que não está bem mentalmente, a mente dele não tá funcionando direito, por isso que ele não dá conta. Então é uma expiação e ao terminar essa expiação, ele se reorganiza mentalmente para voltar a ter
que não está bem mentalmente, a mente dele não tá funcionando direito, por isso que ele não dá conta. Então é uma expiação e ao terminar essa expiação, ele se reorganiza mentalmente para voltar a ter saúde mental, né, na no momento adequado. Então eu termino com essa frase de Joana que ela diz: "Em qualquer hipótese, porém em que seja examinado, o paciente esquizofrênico é um espírito que perdeu o endereço de si mesmo." Veja que de maneira poética de descrever. é um espírito que perdeu o endereço de si mesmo, carregado de culpas transatas, que procura refugiar-se na alienação, através, naturalmente, dos fenômenos orgânicos e psicológicos que foram impressos no perespírito, nos genes encarregados da sua organização biológica. Eis porque esses espíritos conflitivos sempre reencarnam através de pessoas que tenham os fatores preponderantes para a formação fisiológica propiciatória, a instalação do transtorno psicótico profundo. Então, o espírito perdeu o endereço de si mesmo, está desequilibrado, mergulha na carne, o seu corpo é um uma expressão do estado do espírito. Como a gente vê o corpo alucinando, paralisando, descompensando discurso desconcertante. Esse é o espírito que tá ali e ele precisa dessa experiência para se reharmonizar, se reorganizar e poder voltar numa vida com uma condição mental mais saudável, mais equilibrada. Então esse é a nossa reflexão a respeito da esquizofrenia e eu espero vocês na semana que vem, se Deus quiser.
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