T6:E11 • Transtornos Mentais • Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Mansão do Caminho 24/04/2024 (há 1 ano) 50:57 6,091 visualizações 814 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 06 - Transtornos Mentais Episódio 11 - Transtorno Obsessivo-Compulsivo ► Referência Bibliográfica • Triunfo pessoal, cap. 6. » Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. Eles. No episódio de hoje, nós vamos falar sobre o transtorno obsessivo compulsivo. Conhecemos mais por toque e inclusive fazemos brincadeiras. Com isso no nosso dia a dia, quando a gente diz nas nossas relações que faz questão de uma coisa e a pessoa não entende porque a gente faz questão de uma coisa e ela diz: "Nossa, mas que toque é esse?" Ou seja, por que que precisa ser desse jeito nessa hora? Por que que você não consegue negociar e ser mais flexível? Às vezes a gente mesmo se eh se autointitula, nossa, mas eu tô com um toque porque não é possível que eu não consigo ver aquilo fora do lugar e não ir lá para arrumar. Então é algo que a gente usa bastante, mas é preciso que a gente diferencie. O que eu acho interessante é que todos esses transtornos que nós estamos trazendo, eles nada mais são do que um exagero de uma de uma normalidade. É sempre assim. Doença em si não é uma entidade por si. Quando eu falo assim, eu tenho toque, não significa que algo entrou em mim, que eu sou diferente dos outros seres humanos. Significa que na natureza humana, diante das dinâmicas que todo mundo tem, em algumas delas a gente exagera ou por uma escassez ou por um por um por por algo que seja demais, ou um exagero, ou uma falta. Sempre é o exagero ou a falta de algo que vai gerar no ser humano sintomas, que vai fazer com que o ser humano desenvolva transtornos. Fique doente. É sempre a distância demais do equilíbrio, do caminho do meio. Sempre que nós nos distanciamos muito do centro, do cerne, das leis divinas, do saudável, do equilibrado, do harmônico, ou nos distanciamos demais pelo exagero de algo, a gente adoece, a gente se perturba, a gente se transtorna. ou pela falta. Então, quanto mais eu estou longe do meio, mais eu tenho possibilidade de me perturbar, de me transtornar. Quando nós conseguimos olhar dessa forma, é interessante porque a gente derruba rótulos. Se eu disser para vocês, eu sofro de toque, eu tenho

eu tenho possibilidade de me perturbar, de me transtornar. Quando nós conseguimos olhar dessa forma, é interessante porque a gente derruba rótulos. Se eu disser para vocês, eu sofro de toque, eu tenho transtorno obsessivo compulsivo e vocês olharem para mim, ah, significa que a Cris tá um pouco distante desse meio para lá ou para cá, ela está desequilibrada do eixo e precisa voltar, precisa encontrar o caminho. Às vezes eu vou levar uma vida inteira procurando esse caminho, mas pelo viés espírita ou espiritual, nós já não olhamos pro outro como ir. Ele é um problemático, ele é esquisito, ela é diferente, coitada, onde já se viu, nossa, ela foi sorteada. Não é nada disso. Cada ser humano tem a sua, o seu exagero ou a sua falta em alguma área, em alguma questão. Por isso que Jesus, é lindo de imaginar o o olhar de Jesus. Ele olhava pros seres humanos dessa forma. São todos seres humanos, todos irmãos meus como eu. Só que esse tá exagerado para cá, esse daqui tá com falta para lá, esse aqui tá muito exagerado, esse aqui tá com muita falta. Ele era capaz de enxergar apenas seres humanos que ainda não tinham estabilizado o seu eixo, o seu cerne, o seu centro. Por isso que Jesus não olhava pra gente com olhar de preconceito, de julgamento, como se fosse: "Ai, você é do mal, você é errado, você é um coitado, nada disso." Então, de todos os transtornos que nós estamos trabalhando, vamos sempre olhar para eles com esse viés. É simplesmente um ser humano que está fora do seu eixo. E por que que ele está fora do seu eixo? Porque faz parte do grau de evolução em que nós estamos. não estarmos estabilizados no eixo. Se todos nós já tivéssemos estabilizados no eixo, já não estaríamos na terra, estaríamos em mundos felizes como Jesus. Jesus não exagera e não falta para nada. Ele tá sempre no meio, ele tá sempre equilibrado, ele tá sempre harmônico. Ele já não se deixa mais arrastar para polos. Ele consegue sempre estar equilibrado. Isso é um espírito que já evoluiu, um espírito que está, no caso de Jesus, já

equilibrado, ele tá sempre harmônico. Ele já não se deixa mais arrastar para polos. Ele consegue sempre estar equilibrado. Isso é um espírito que já evoluiu, um espírito que está, no caso de Jesus, já perfeito. Nós estamos longe disso. Então, precisamos ter esse amor no coração, essa empatia, essa compreensão para não nos olharmos uns aos outros com esse olhar de condenação ou nossa, ele é um ele é um esquisito porque ele tem isso, ela tem aquilo. Não, todos nós, ninguém está aqui fora do barco, estamos todos no barco. Pode ser que eu não tenha desequilíbrio nessa área, mas eu tenho naquela. Então, dentro de uma faixa evolutiva, estamos todos ali. Então, basta a gente olhar por esse ponto de vista. Tem algo que tá de mais, tem algo que tá de menos. Por isso que a pessoa está perturbada, por isso que ela tem esse transtorno, carrega aquela dificuldade, apresenta certos sintomas. E quando a gente analisa o transtorno por esse ponto de vista, como se como se a gente tivesse buscando o dando uma de detetive para tentar entender o que sobra e o que falta, é o caminho terapêutico pra gente voltar pro cerne, pro centro. Então, quando eu me desequilibro, eu gero sintoma. O sintoma que eu gero não é uma punição de Deus, porque eu estou fora do caminho do meio das leis divinas. É simplesmente um alerta para eu voltar. Porque se eu vou me distanciando do meio, mas eu continuo tendo conforto, tá tudo gostoso, nada tá me perturbando, eu não tenho referência para voltar. Por que que eu vou voltar? Eu começo a comer, comer, comer, comer. Não acontece nada de mal, não muda meu colesterol, eu não engordo, não causa nenhum problema nos meus eh exames laboratoriais. Por que que eu vou parar de comer? eu vou comer infinitamente. Então, a gente precisa de referências e as referências são esses sintomas. Os sintomas são termômetros, são bússulas, não são a eh eh instrumento de castigo, como a gente já pensou antes. Ai, eu comi muito, por isso que eu agora passei mal, Deus me castigou. Já foi isso. Isso

s sintomas são termômetros, são bússulas, não são a eh eh instrumento de castigo, como a gente já pensou antes. Ai, eu comi muito, por isso que eu agora passei mal, Deus me castigou. Já foi isso. Isso já fez sentido lá atrás, quando a gente ainda tinha mais ignorância a respeito da vida. Hoje não, a gente sabe. Eh, o termômetro apitou, eu comecei a me aquecer, a me aquecer ou a minha temperatura subiu, eu fico pondo coisa. Pera aí, dá alivia, tira esse monte de blusa, senão a sua temperatura vai subir. É só um sinal pra gente procurar. Mas é um sinal, algumas vezes, desconfortável pro ego, porque a gente ainda tem a ilusão de reencarnar para ter uma vida de prazer, de lazer, de distração, de de eh de superação, de crescimento. Então, a gente quer títulos, a gente quer dinheiro, a gente quer e eh beleza, a gente quer aí a gente vem pra terra e encontra problemas para resolver, a gente tem uma sensação de falência, fali. Todo mundo é bom. Eu não, eu tô aqui com essa encrenca para resolver com esse problema, com esse transtorno, com esse sintoma, com essa doença. Porque a gente ainda tem uma visão muito identificada com a matéria. A gente acha que é isso que é vida. A terra é a vida, não. A terra é escola. A vida é fora da terra e dentro da terra também. Mas a vida é ampla. A terra, nós estamos aqui para crescer. E a gente cresce muito tentando entender porque que eu carrego esse transtorno, porque que eu tive aquela doença, porque que me aconteceu esse problema. referências, bússolas, eh, eh despertadores que vão nos chamar atenção pra gente botcar o caminho do meio. Então, sempre que a gente analisar um transtorno, a gente ou uma doença ou um problema, pela pelo olhar simbólico da psicologia da Joana e também de Jung e de outros de outras correntes, a gente vai sempre tentar entender que mensagem esse problema, essa doença, esse transtorno me dá. Que que ele tá dizendo para mim? Porque ele não veio para me punir, ele veio para me apitar, dizendo: "Tem algo fora do eixo". E o que que

e mensagem esse problema, essa doença, esse transtorno me dá. Que que ele tá dizendo para mim? Porque ele não veio para me punir, ele veio para me apitar, dizendo: "Tem algo fora do eixo". E o que que está fora do eixo? Eu analisando o sintoma, o transtorno do a doença, o problema, eu tenho chance de saber que tema que a vida está me sinalizando que não tá bom. Então, é uma mensagem codificada, simbólica. E se eu prestar atenção, investigar, tentar entender, conversar com ela, refletir, eu posso me reconhecer, me descobrir. Ah, provavelmente eu tenho esse problema por conta desse meu traço de temperamento, de personalidade. Se eu encontrei com esse problema nessa vida, significa o quê? Deixa eu investigar o que é esse problema, porque provavelmente tem relação com vida passada. Então, hoje me falta dinheiro. Não é muito difícil de imaginar que eu não devo ter usado bem o dinheiro, porque todo mundo tem direito a ter o dinheiro paraa sua sobrevivência. É isso que o evangelho fala a respeito de as aves não tecem, mas são vestidas eh lindamente. Os lírios do campo, olhai os lírios do campus. Tudo aquilo que diz o quê? O evangelho, Deus cuida. Deus não coloca uma criatura sem dar condições dela viver a vida que Deus programou para ela viver. Agora, se essa criatura usando o livre arbítrio sai do plano divino, ela tem direito, mas ela colhe consequências de ter saído. Então, se o o passarinho, ele ele é movido pelo automático do instinto. O ser humano tem instinto, mas tem inteligência e pode usar com seu livre arbítrio essa inteligência de um jeito bom ou não. Então, se Deus me oferece condições de ter uma vida digna sem me faltar nada, mas eu resolvo pelo meu livre arbítrio me apoderar do que não é meu, eu junto mais do que me cabe. Se for de um jeito antiético, porque se for pelo meu esforço, OK, se for pelo meu esforço, eu posso. Se o João de Barro resolver, ao invés de fazer uma casa, ele quiser construir um condomínio pelo seu próprio esforço, o condomínio é dele, é válido.

meu esforço, OK, se for pelo meu esforço, eu posso. Se o João de Barro resolver, ao invés de fazer uma casa, ele quiser construir um condomínio pelo seu próprio esforço, o condomínio é dele, é válido. Ele fez por merecer. Agora, se o João de Barro começa ardilosamente tentar se apropriar de outras, ele junta algo que não é dele. A lei é perfeita. A lei vai gerar uma falta em algum lugar, porque tem excesso aqui. Hoje ele encontra o excesso, amanhã ele encontra a falta. Porque juntando excesso com falta volta ao equilíbrio. Então, quando a gente encontra problemas aqui que a gente não entende, basta a gente imaginar se eu tenho isso hoje, quem é que pode ter promovido isso no passado? E a gente não é difícil da gente entender as relações. Então, a gente sempre vai tentar olhar por esse ponto de vista simbólico. E nós vamos tentar fazer isso também hoje com o toque. O transtorno obsessivo compulsivo. Então, ele tem obsessão e compulsão. Se a gente pensar o que é obsessão, a gente vai encontrar uma explicação no dicionário que é uma perturbação por uma ideia fixa. Obsessão. a gente fala de obsessão no espiritismo como sendo essa perturbação por uma ideia fixa, mas que pode ser também de uma mente externa, pode ser de mim mesma ou de uma mente externa. Então, o próprio espiritismo traz a ideia da obsessão. Então, essa obsessão, nesse caso do transtorno, é dele, é a própria pessoa que cria. Ah, quer dizer que não tem espírito, pode ter espírito envolvido, mas hoje a gente tá falando do transtorno e não da obsessão espiritual. Nós estamos falando da gente mesmo gerando isso pra gente. Então, algo em mim fica criando uma perturbação para uma ideia fixa. Então, eu tenho uma ideia fixa, eu fico perturbada por aquilo. Eu não consigo esquecer, eu não consigo espantar, eu não consigo tirar, eu fico presa naquilo. Eu estou presa. Veja que tem uma prisão, outro símbolo que a gente pode explorar. E a compulsão é um ato irresistível. Então, veja como deve ser doído, sofrido você eh eh enfrentar o transtorno

quilo. Eu estou presa. Veja que tem uma prisão, outro símbolo que a gente pode explorar. E a compulsão é um ato irresistível. Então, veja como deve ser doído, sofrido você eh eh enfrentar o transtorno compulsivo e obsessivo compulsivo, porque você tem uma ideia fixa que te perturba e você tem um ato irresistível. Ou seja, eu fico presa numa ideia e sinto uma necessidade irresistível de seguir essa ideia. Resumindo, a sensação que dá é como se eu não tivesse controle sobre mim mesma. Eu fico de espectadora de mim, de existe um eu consciente que fala: "Cris, por que que você precisa fazer 30 vezes a mesma coisa, esse ato compulsivo irresistível?" Eu tenho razão para poder olhar para isso, fazer uma crítica e saber que isso é desequilíbrio, é perturbador. No entanto, eu não tenho essa força suficiente para não ceder. Então eu fico me assistindo, agindo assim. É uma prisão e não deve ser nada fácil. Não é pouca coisa carregar esse esse transtorno. Então, pra gente tentar entender, e talvez, gente, a gente leve uma vida inteira. Talvez eu não consiga superar isso e sair dessa prisão, porque é como se eu tivesse presa dentro de mim, me assistindo, fazendo coisa compulsivamente, sendo que eu não queria fazer, mas eu não sou capaz, eu não resisto. Às vezes eu vou precisar uma vida inteira para daí poder voltar pro eixo e numa nova configuração, numa nova reencarnação, eu poder estar livre para poder escolher se eu faço, não faço, quantas vezes eu faço, que dia que eu faço. Então, nós estamos aqui, é muita paciência. É paciência quem sofre com isso. É paciência de quem vê alguém sofrendo com isso. É preciso muito carinho, muito amor, autoamor, amor pelo outro e paciência. Muita paciência. Um dia de cada vez. Vamos tentando entender, vamos pensando a respeito, vamos buscando, sem pressa de quando que vai terminar, porque a gente quer logo a solução, a gente quer logo a cura, né? Mas a cura ela depende do tempo e às vezes se eu quiser acelerar eu interrompo o processo de de cura. Então

e quando que vai terminar, porque a gente quer logo a solução, a gente quer logo a cura, né? Mas a cura ela depende do tempo e às vezes se eu quiser acelerar eu interrompo o processo de de cura. Então é uma entrega, é uma fé que a gente tem em Deus. Ele está me dando a experiência que eu preciso. Ela está na medida certa, no tamanho certo, no tempo certo. Eu preciso tirar proveito dela. Ela vai acabar a hora que ela, hora que ela acabar, a hora que estiver na hora dela acabar. Até lá eu vou tentando me conhecer, eu vou tentando me reapropriar de mim mesma. É uma luta, é uma batalha. Eu estou no campo de batalha. Só não desista, só não se aflija, só não se culpe, só não se deprima. Entenda que está tudo certo. Só é preciso paciência, confiança em Deus e continuar essa busca para tentar entender o que está fora de equilíbrio, que precisa ser reequilibrado. Bom, eh, falando um pouquinho aí sobre esse transtorno, ela é uma neurose, ela é um tipo de neurose, é uma das neuroses descritas, né, pelo pelo DSM5. a gente tem eh transtorno de ansiedade, transtorno de pânico, tem fobias, tem hipocondria, tem histeria, tem neurastenia e tem transtorno obsessivo compulsivo. Todos esses são tipos diferentes de neurose. E no caso da do toque, a ansiedade é um ponto central. vai dando uma ansiedade que para você poder suprir, para você poder acalmá-la, é preciso que você execute rituais ou ideias obstinadas. É como se você não conseguissem negociar com você. Por exemplo, faz de conta que eu estou com com calor, como eu estou com calor agora e vou ligar o ar condicionado. Se eu não tivesse um ar condicionado para ligar aqui agora, se eu não tivesse condição de acalmar essa minha ansiedade que o calor está me dando, talvez eu precisasse interromper essa essa conversa, interromper esse momento, porque eu não consegui, seria irresistível, eu preciso sair daqui. Então, percebe que todos nós, vez outra, é visitado por isso? Isso é como se fosse um toque, mas o toque ele é mais ritualístico

nto, porque eu não consegui, seria irresistível, eu preciso sair daqui. Então, percebe que todos nós, vez outra, é visitado por isso? Isso é como se fosse um toque, mas o toque ele é mais ritualístico e ele surge como se fosse ele brotasse. Não é perceptível de onde ele vem. Por exemplo, eu senti calor e fui tentar resolver esse problema. O toque surge de uma ideia fixa e é um ritual que a gente precisa fazer. E não tem uma uma explicação lógica, porque se você perguntar, se você não fizer, o que que vai acontecer? Não vai acontecer nada, mas a percepção interna acabar o mundo. Eu não vou dar conta, eu vou morrer de ansiedade, eu não vou superar. Vai ser imenso esse sofrimento. Então eu prefiro executar o ritual. Eu sofro menos executando um ritual, ainda que eu esteja observando e falando o que que eu tô fazendo do que eu tentar não fazer, porque daí é um sofrimento que é quase uma sensação de insuportável. Então essa ansiedade é que leva a esse ritual. As ideias obsessivas são, em geral antisociais, como, por exemplo, agredir alguém ou manter relações incestuosas. Não quer dizer que todo mundo tenha todas essas características. Isso pode aparecer dentro do transtorno, podendo ter origem em algum elemento reprimido na história da vida. Então, os cientistas, os pesquisadores, eles já sabem que é possível haver relação de algo que foi reprimido na infância e que volta com essa compulsão. Os rituais compulsivos são o exagero de atividades sociais, por exemplo, lavar as mãos repetidamente, banhos cerimoniais, meticulosamente exagerado, né? Então é um exagero. Percebe que tem um exagero de cuidado. Isso também nem todo mundo tem, mas é comum aparecer. O tema da simetria é frequente. Sabe quando a gente fala muito isso? Ai, você precisa arrumar os livros todos assim. Ah, eu tenho toque. A gente fala informalmente, óbvio que não é toque, mas é como se fosse, por isso que eu comecei dizendo, cuidado em olhar para alguém que realmente tem o transtorno como se ele fosse esquisito, porque de

ente fala informalmente, óbvio que não é toque, mas é como se fosse, por isso que eu comecei dizendo, cuidado em olhar para alguém que realmente tem o transtorno como se ele fosse esquisito, porque de fato todos nós temos um pouco de tudo, né? Então é é não é nada muito diferente de mim. Só que eu não estou no nível do exagero que o outro está, né? Então, o a questão da simetria é frequente. O que se tocou com a mão direita deve ser tocado com a mão esquerda. A questão numérica também é importante contar certo número de vezes alguma atividades antes de realizar outra. E por aí vai. A gente costuma falar que tem toque de contaminação, que é o medo exagerado, sempre um exagero. Medo exagerado de germes e doenças. tem toque de acumulação, que é uma dificuldade excessiva em se desfazer de objetos. Tem o toque alimentar, que é um consumo exagerado de quantidade de comida para alívio do estresse e da ansiedade. Tem o toque de simetria e ordem que tá ligado à organização eh excessiva, né, de móveis e objetos de forma simétrica. Então a gente tá vendo sempre que tem essa esse excesso, é demais, por isso que tá sem equilíbrio. E eu a gente lembra sempre quando fala sobre o toque na linguagem analítica ou da psicossomática, que a gente vai entender, tentar entender o que tem por trás dessa dinâmica, eh, dessa ideia obsessiva, compulsiva que se repete. E a gente lembra que no mito, na mitologia, tem o mito de sissif. Eh, rapidamente ele ele foi aquele que eh ludibriou, enganou, eh, escapou da morte duas vezes. Então, a morte aparecia, ele pregava uma peça na morte e conseguia escapar. Até que ele foi punido por Zeus, porque ele estava eh quebrando leis, regras. Ele não podia fazer isso. Ou seja, aquilo que ele exagerou depois faltou. Ele exagerou de uma liberdade. Ele não tinha liberdade para ludibriar a morte. a morte chegava aquele outro personagem mitológico. Nós estamos falando dentro da mitologia, do símbolo dessa fantasia eh inteligente, significativa. Então, a morte chegava, ele pregava uma

r a morte. a morte chegava aquele outro personagem mitológico. Nós estamos falando dentro da mitologia, do símbolo dessa fantasia eh inteligente, significativa. Então, a morte chegava, ele pregava uma peça, ele não tinha direito de fazer isso, ele extrapolou do seu direito, da sua liberdade e ele ficou livre por mais tempo do que estava na programação da vida dele. Ele deveria ter ido pro Ades, que era esse mundo eh da morte, né? Daqueles que já não se encontram mais na matéria. Ele tinha que ter ido antes. Então, ele ficou mais tempo livre, fazendo o que ele queria fazer e indo contra uma regra. E depois Zeus descobre e aplica aquela punição. Ou seja, a punição dele era rolar uma pedra enorme, morro acima, para que a hora que ele chegasse lá, a pedra rolava morro abaixo e ele tinha que descer e rolar pedra morro acima. A pedra descia e ele subia, a pedra descia e ele subia. Percebe essa coisa? Ritmac e ele não conseguia parar porque é como se ele tivesse sido tipo hipnotizado, né? Foi uma sentença de de Zeus. E quem que é esse Zeus? É o próprio selfie. Hoje a gente entende, é o próprio eu que se impõe aquilo que vai me eh me dar oportunidade de superar o que eu fiz errado. Então, não é de fora essa condenação. Sou eu mesma. Quer ver um outro exemplo que a gente faz para entender? Quando a gente faz uma coisa errada, por exemplo, e a gente se arrepende, a gente fala: "Preciso perder, pedir, preciso pedir perdão". Alguém fala assim: "Ah, qualquer hora você encontra". "Não, não precisa ser agora porque precisa ser agora? Cadê o telefone? Tenho que ligar e dá uma ansiedade que eu preciso me livrar." É mais ou menos isso. Então, lá dentro existe um espírito ansioso para resolver algum problema e ele gera esse toque. É a gente mesmo que é herdeiro da própria vida. Ele gera, ele produz esse toque na vida como se ele tivesse criando uma situação para expurgar alguma outra. Então o Sisifo é esse exemplo mitológico que a gente traz, que ele tentou enganar a vida, ele tentou

ele produz esse toque na vida como se ele tivesse criando uma situação para expurgar alguma outra. Então o Sisifo é esse exemplo mitológico que a gente traz, que ele tentou enganar a vida, ele tentou fazer do jeito dele, ele tentou controlar a vida e ele terminou por ser controlado por situações que ele não consegue escapar. É irresistível. E ele fica reproduzindo e reproduzindo. Então a gente vai tentar entender por que eu preciso lavar tantos tanto as mãos. A gente lembra também de Pôcio Pilatos, que ele não tomou partido, sendo que a consciência dele estava alertando. A esposa dele teve um sonho com Jesus, alertou. Pôcio Pilatos, fique esperto. Esse esse Jesus, ele é o Messias. toma cuidado. Ele não encontrou em Jesus nenhum motivo para ser eh critic para ser condenado. No entanto, ele ficou quieto. Não é não é da minha religião, não é da minha eh etnia. Eu não eu não tenho nada a ver. Eles que se virem. E aí ele se cobra. E aí a história conta que ele desenvolve esse toque. Ele precisa ficar lavando as mãos. Lavando as mãos. É como se ele tivesse tentando tirar, entre aspas, o sangue de Jesus das mãos. A culpa ele gera por culpa ele gera um ritual que vai dar uma sensação de esvaziamento da culpa, mas não não elimina porque não adianta lavar as mãos. Então ele tem que lavar de novo e ele tem que lavar de novo, ele tem que lavar de novo. Então ele executa um um ritual com a esperança de ter alívio de algo que esse ritual não vai resolver. Por isso que dá uma sensação de prisão. Eu tô presa porque eu faço, faço, faço e eu não chego a lugar nenhum. É um resgate. Eu tô devolvendo pra vida algo. A vida hoje tem uma sensação de que algo me controla, uma força me controla, toma conta de mim. Eu não consigo deixar de fazer o que eu tô fazendo. Provavelmente porque eu controlei no passado o que eu não tinha direito de controlar. Eu usurpei certas coisas, lugares dinâmicas e direitos. E hoje eu perdi a chance de ter esse livre arbítrio para fazer algumas coisas. Eu fico me vendo

passado o que eu não tinha direito de controlar. Eu usurpei certas coisas, lugares dinâmicas e direitos. E hoje eu perdi a chance de ter esse livre arbítrio para fazer algumas coisas. Eu fico me vendo repetindo situações. Então é mais ou menos por esse caminho que a gente vai para tentar entender simbolicamente o toque, né? Bom, vamos então paraa Joana de Angeles e eu começo com triunfo pessoal, capítulo 6. Ela faz uma descrição, uma descrição bastante detalhada. Ela não passa só pelo transtorno, ela ela discute, ela debate esse transtorno. Então, no capítulo 6 do triunfo pessoal, Joana diz: "Por que mal baratada as oportunidades que deveriam ser utilizadas em favor da autoiluminação, da conscientização da sua realidade, infelizmente enveredada pela trilha dos prazeres exorbitantes e deixa-se arrastar pelos vícios perniciosos. estacionando na marcha ascensional e sofrendo as sequelas que a insensatez lhe brinda em forma de consequência dolorosa, quase imediata. Então, Joanas está dizendo, de novo, não é uma sentença. Cada cada um é cada um. A gente costuma dizer no espiritismo que o espiritismo nos dá a tese, mas cada caso é um caso e existe diversidade suficiente pra gente não poder arriscar e dizer: "É isso, só Deus sabe o que é". Mas Joana vai elaborar possibilidades. Então são hipóteses que pode ser que caba caiba para uma história e não para outra. Mas uma das coisas que ela levanta é assim: imagina que eu tenho chance numa vida de evoluir em termos de autoconhecimento, de iluminação espiritual, crescimento espiritual. E ao ter essa chance, ou seja, a minha vida foi programada para eu crescer internamente, para eu me desenvolver espiritualmente, eu chego aqui, me encanto com as coisas da terra e falo: "Quer saber esse negócio de autoconhecimento, de progresso espiritual? Deixo para lá e eu vou viver os valores, os prazeres sensoriais. Eu vou me entregar para essas coisas superficiais, passageiras, gászas, não são erradas. Só que não foi isso que eu vim fazer. Eu fiz um acordo com o meu

vou viver os valores, os prazeres sensoriais. Eu vou me entregar para essas coisas superficiais, passageiras, gászas, não são erradas. Só que não foi isso que eu vim fazer. Eu fiz um acordo com o meu plano, com o plano espiritual, com meu anjo da guarda, comigo mesma. E chegando aqui eu deixo de lado o meu contrato e vou fazer outra coisa que eu falei que dessa vez eu não ia fazer ou não ia fazer tanto. Então é um exagero do valor dos prazeres sensoriais, uma exclusão daquilo que eu vim fazer, eu gerei um desequilíbrio. Eu vim para me espiritualizar e eu intensifiquei o os o prazer, a curtição daqui. Quando eu reencarno, eu posso desenvolver essa ansiedade. Eu preciso fazer logo, preciso fazer isso, preciso. Então, é uma ansiedade que o espírito traz e ele gera um transtorno até pro cérebro, porque não consegue. De onde vem essa ansiedade de ter que fazer logo, de ter que fazer muitas vezes, de ter que não pode parar, tem que fazer, tem que repetir, tem que organizar. E veja que o toque ele traz pra gente assim, tem que tá organizado, tem que tá limpo. De novo, a gente pode simbolizar que que eu não organizei na vida passada, que que eu sujei na vida passada em termos morais e que hoje eu tenho necessidade compulsiva de organizar, de limpar, e de, né? Então, é esse o caminho pra gente poder entender porque que a gente passa, pelo que a gente passa. É nesse mundo íntimo, no inconsciente pessoal, que se encontram as fixações perversas e desvairiradas do primarismo do ser, que permanece durante o período da razão, gerando distúrbios que reaparecem na consciência atual, desestruturando os equipamentos da saúde física, psíquica e especialmente da emocional. Então, o que que seriam essas fixações perversas e desvairadas do primarismo do ser? Que pode incomodar, pode ser a Joana parecer um pouco dura, um pouco, né, forte? Que que ela tá dizendo? A gente já falou muitas vezes sobre os complexos, que são os complexos conteúdos do inconsciente, que pode ser desse ou de vidas passadas. Muitas vezes é de

m pouco, né, forte? Que que ela tá dizendo? A gente já falou muitas vezes sobre os complexos, que são os complexos conteúdos do inconsciente, que pode ser desse ou de vidas passadas. Muitas vezes é de vidas passadas. são de vidas passadas, ão, conteúdo com alta carga emocional que contam uma história, tem informações como se eles fossem assim uma cápsula de uma experiência forte vivida e eles continuam vivos. Não é que eles estão lá na forma de um fóssil, de uma cicatriz no inconsciente. Não, eles estão energizados ainda e de vez em quando eles irrompem pra consciência. estão lá. Eu não sei que eu tenho, mas de repente eu estou vivendo alguma coisa na minha vida e essa configuração do que eu estou vivendo tem sintonia com a com a um determinado complexo. É como se ele fosse lá, despertasse esse complexo com estela, a gente costuma fazer falar e ele vem pra consciência, rouba o lugar do ego e eu passo a agir como se eu fosse outra pessoa. Muitas vezes parece uma possessão e quem vê fala: "Nossa, mas que que tá acontecendo? Que foi, Cris? Calma, calma, calma. É porque não é a crise racional, ego que se reconhece. Eu mesma vou dizer: "Não sei, gente, deu a louca em mim. Fiquei aqui, ó, fora de mim". Ou seja, esse é o conteúdo que ela chama fixações perversas desvairadas do primarismo do ser. Ela tá dizendo assim: "Existem conteúdos lá do primarismo do ser que estão arquivados. Então, lá atrás eu aprontei coisas que a minha consciência me cobrou". Então eles estão são arquivos do inconsciente e hoje eles interferem na minha vida justamente para eu poder olhar para eles e poder diluí-los para poder evoluir. Então ela não tá dizendo que a gente é perverso, a gente hoje não, mas a gente espírito 30 vidas para trás pode ser que a gente fez coisas que a gente não se conforma. E a gente veio hoje para lidar com aqueles conteúdos. E a gente hoje para lidar com aquilo dá toda essa ansiedade, essa necessidade de organizar, de limpar, de fazer. Eu não estou vivendo a minha história de hoje.

o hoje para lidar com aqueles conteúdos. E a gente hoje para lidar com aquilo dá toda essa ansiedade, essa necessidade de organizar, de limpar, de fazer. Eu não estou vivendo a minha história de hoje. Eu estou revivendo aquilo que eu não vivi direito lá atrás. E Deus me dá chance de hoje reestruturar, reequilibrar, centrar. Então é disso que Joana está dizendo. Ela continua dentre outros pela sua gravidade. O transtorno neurótico obsessivo compulsivo se destaca infelicitando não pequeno número de vítimas em toda a terra. Neste capítulo podemos anotar três diferentes itens que são o pensamento compulsivo, a atividade compulsiva e a personalidade ou caráter obsessivo, que é aquilo que a gente começou falando. Ou eu tenho pensamento irresistível que eu não consigo parar de pensar ou atos que eu não consigo parar de fazer. E são ideias obsessivas que eu não consigo tirar da minha mente. Então é muita ansiedade de você tá vivendo um negócio que você não consegue sair. É uma sensação de estou prisioneiro. Quando se é portador de pensamento compulsivo, a consciência torna-se invadida por representações mentais involuntárias, repetitivas e incontroláveis, variando de paciente para paciente. Trata-se de ideias desagradáveis, umas repugnantes, repugnantes, outras eh quem felicitam e o enfermo não dispõe de meios lúcidos para as enfrentar superando-as. Essa é a sensação da prisão, porque eu estou consciente, eu sei que o que eu estou fazendo não tem cabimento e eu não consigo deixar de fazer. Eu não mando em mim. Algo manda em mim. Que que manda em mim? o desequilíbrio do passado que hoje está atuando buscando o reequilíbrio. Então, no passado eu agi fora daquilo que eu tinha, que era o o bom e hoje eu fico me assistindo fazendo o absurdo, como se eu tivesse procurando essa homeostase, esse reequilíbrio. Fixam-lhe, fixam-se llhe repensamentos repetitivos. alguns ridículos, mas dos quais o enfermo não consegue se libertar. Outras vezes, manifestam-se em forma de dúvidas inquietantes que

e reequilíbrio. Fixam-lhe, fixam-se llhe repensamentos repetitivos. alguns ridículos, mas dos quais o enfermo não consegue se libertar. Outras vezes, manifestam-se em forma de dúvidas inquietantes que desequilibram o comportamento. A atividade compulsiva apresenta-se como incoercível necessidade de ações repetitivas repetidas, desde o simples ato de traçar linhas e desenhos no papel enquanto conversa ou não, encontar lâmpadas e cadeiras num auditório que parecem sem sentido, mas não se consegue ser evitados, incidindo-se sempre na mesma atividade. podem variar de for para fórmulas, rituais, cerimônias, como atavismos ancestrais em imagens arquetípicas perturbadoras que se refletem com o comportamento atual. Então, o que eu disse também no começo, vou voltar. Quem de nós já não se pegou contando eh cadeiras, andando na rua e tentando desviar eh de linhas. Eu posso pisar só? Eu lembro da gente criança. Vamos brincar que a gente só pode pisar nas pedras e não pode pisar nas juntas quando tinha paralelepípedos. Vamos. E a gente fica tentando. E vez ou outra eu tô andando em lugar que tem paralelepípedo, eu me pego, vou vou pisar só no centro. Ou a gente fica contando para saber o quanto tem, ou a gente fica tentando organizar as coisas para que elas sejam mais simétricas. Quem de nós não tem isso? A gente vai falar de transtorno quando esse tipo de comportamento rouba a minha vida. Como eu já falei em outras outros episódios, que que é roubar a minha vida? É me impedir de fazer coisas? É atrapalhar aquilo que eu faço, é me deixar mal em termos emocionais por não conseguir não ser não ser capaz. Ou seja, não me permite viver experiências. Por isso que rouba a minha vida. Então o transtorno ele precisa tirar a minha funcionalidade para ele ser um transtorno, senão ele é só uma característica nossa e todos nós temos. Eu gosto de apertar a pasta certinha, não gosto de apertar de qualquer jeito, então eu tenho toque, não, né? Então o toque é só o exagero dessas coisas que

uma característica nossa e todos nós temos. Eu gosto de apertar a pasta certinha, não gosto de apertar de qualquer jeito, então eu tenho toque, não, né? Então o toque é só o exagero dessas coisas que todos nós fazemos. Joana continua ainda nesse mesmo livro dizendo: "De alguma sorte é um mecanismo para fazer uma catarse da ansiedade de que se é vítima. Nas tentativas para evitar a atividade compulsiva em razão de circunstâncias poderosas, o paciente sofre, transtorna-se, terminando por entregar-se à ação tormentosa de maneira discreta, assimulada que seja. Então, eu tento não fazer, tento não fazer, tento não fazer. Chega uma hora que eu não dou conta e eu e eu faço o ritual. Eu lavo a mão 300 vezes. Eu eu vejo se eu fechei a porta não sei quantas vezes. Eu tento resistir e não consigo. A ela vai trazer a história do Pilatos. Historicamente, Pilatos, por exemplo, após deixar assassinar Jesus em quem reconhecia a ausência de culpa, fez um quadro neurótico obsessivo compulsivo, que o celebrizou em face da situação aflitiva que de sempre lavar as mãos, que lhe pareciam sujas pelo sangue do inocente. A sua desdita se teria encerrado somente quando se suicidou, atirando-se na cratera de um vulcão extinto na Suíça. Também na literatura de Shakespeare e Leid Macbeth após assassinar o rei ajudada pelo marido, passou a sofrer o mesmo conflito das mãos sujas de sangue que deveria lavar sempre em estado sonambúlico ou não, atirando-se nos resveladouros da loucura. Aqueles indivíduos que são portadores de caráter obsessivo apresentam-se invariavelmente sistemáticos, impressionados pela rigidez do comportamento. Não consigo negociar comigo, depois eu vou fazer, tem que ser já. Inclusive para com eles próprios. São portadores de sentimentos nobres, confiáveis, são dedicados ao trabalho, que exercem até o excesso. Eles se matam de trabalhar. Então, não é uma questão moral. Ai, é do mal, é, é antiético, não é? É um sofrimento psicológico. No entanto, foram vítimas de ambiente emocional duramente severo a partir do

es se matam de trabalhar. Então, não é uma questão moral. Ai, é do mal, é, é antiético, não é? É um sofrimento psicológico. No entanto, foram vítimas de ambiente emocional duramente severo a partir do parto e especialmente na infância, quando sofreram imposições descabidas e tiveram que obedecer sem pensar. única maneira de se livrarem das imposições e castigo dos adultos, sentindo-se obrigados desde cedos a reprimir emoções e sentimentos outros tornam-se ambivalentes, escapando-lhes do controle as que se constituem de natureza hostil, apresentando-se mais como intelectuais do que sentimentais, mecanismos escapistas de quem impõe conscientemente. Então, que que o Joana tá dizendo de novo? uma hipótese, não é todo o caso, mas vamos supor criança que tenha sofrido esse abuso de autoridade, criança que tenha sido obrigada a fazer coisas sem saber porque estava fazendo e que se não fizesse apanhava. Então ela vai desenvolvendo isso, ela acaba se adaptando a isso e aí o perigo já saiu, ela continua repetindo a mesma coisa que ela fazia antes. Não quer dizer que todos sejam ah, mas e essas crianças, coitadas, deram azar de ter nascido nessa família e de ter passado por isso? Não, porque não existe injustiça. Somos herdeiros de nós mesmos. Se eu estou nessa família viver o que eu vivi, é porque eu tenho relação com isso no passado. Essa compulsão obsessiva é cruel e alucinante, porque se encontra íncita no ser que não consegue momento algum de paz e de renovação, mergulhando cada vez mais no desespero com piora do próprio quadro, eh, derrapando na loucura e muitas vezes no suicídio como solução insolvável para o transtorno aflitivo. Por isso que a gente disse, não queira resolver no sentido de pronto, me curei, me livrei, porque talvez não aconteça isso nessa vida. O se curar significa suportar, não desistir. Um dia de cada vez, vai mais um pouco. De vez em quando desanima, se joga no chão, chora, xinga, levanta, vai mais um pouco, continua mais um pouco. O se curar significa não desistir, porque

desistir. Um dia de cada vez, vai mais um pouco. De vez em quando desanima, se joga no chão, chora, xinga, levanta, vai mais um pouco, continua mais um pouco. O se curar significa não desistir, porque vai acabar. Ah, mas vai acabar quando? No final dessa minha vida. Pode ser que seja. Mas o que que é uma vida para você se livrar de um baita problema que você mesmo gerou em vidas passadas? E quem de nós não gerou, né? Então, às vezes, lembra sempre, misericórdia divina, Deus parcela dívidas que a gente contraiu de uma única vez. Então, existe amor, existe proteção, existe cuidado, existem benfeitores, existem amigos cuidando. Então, é, basta a gente tirar a expectativa dessa ilusão e aceitar. Como é que eu posso ser feliz apesar disso? Tem, tem, tem que ter um jeito de eu lidar com isso. Agora, se eu ficar travada de que eu só vou ser feliz se eu conseguir me livrar disso, então eu tô condenando a mim mesmo, né? Então, é não desistir da luta, é ir sabendo que a batalha vai ser vencida se eu esperar passar. E Deus está cuidando para que isso no momento certo eu eu consiga o reequilíbrio. Na gente, eu só trouxe esse livro hoje, viu? Agora que eu tô lembrando aqui, o triunfo pessoal, capítulo 6. Eu trouxe praticamente o texto quase que inteiro. Eh, vamos lá. Esses desencadeadores dos transtornos neurótico obsessivo compulsivo, do ponto de vista psicológico, encontram-se no inconsciente pessoal como herança também dos atos transatos, sem dúvida, no qual estão inscritos igualmente os códigos das imagens arquetípicas que permitem, por outro lado, vinculação com outras mentes desencarnadas. Então, o que que Joana tá dizendo, ó? Essas entidades impõem-se o direito de cobranças esdrúchulas mediante processos espirituais devastadores. Então, Jana tá dizendo mais uma característica que pode acontecer. No passado, eu tive uma culpa enorme. Eu me cobro. Ao carregar a culpa. Eu abro brechas para outras mentes virem me cobrar, porque eu acho que elas têm direito de cobrar, porque afinal de

e acontecer. No passado, eu tive uma culpa enorme. Eu me cobro. Ao carregar a culpa. Eu abro brechas para outras mentes virem me cobrar, porque eu acho que elas têm direito de cobrar, porque afinal de contas eu errei mesmo. E aí acontece que além do transtorno obsessivo compulsivo, existe a presença de obsessores que aproveitam dessa minha fraqueza para me punir, porque carregam ódio de mim, por exemplo, do passado. Eles vão se complicar porque eles estão usando mau livre arbítrio e futuramente vão vivenciar a dor, o sofrimento que eu estou vivenciando. pena para eles, mas eu é que abro eh a as portas para eles quando eu carrego a culpa. Por isso que Joana acho que em cada livro dela ela trabalha a questão da culpa pra gente entender que faz parte, que a gente não tinha que acertar sempre. Nós estamos em processo de evolução. Se liberta da culpa. Eu sinto muito pelo que eu fiz. Eu sinto muito. Me perdoem todos aqueles a quem eu ofendi e magoei. Obrigado, Deus pela chance de fazer de novo, de me reconstruir, de de resgatar. E eu quero amar. Eu eu eu quero me amar. Eu quero amar o outro. Então, a oração do pono né, como ela é bonita, como ela me ajuda a me libertar da culpa. Eu não estou meentando, eu estou assumindo a responsabilidade, mas de uma forma ativa em que eu participe da solução e não fique só me culpando. Eu sou péssima, olha o que que eu já fiz, podem me bater que eu mereço. Isso não adianta, isso não resolve. Então ela fala pra gente diluir a culpa sempre que possível. Mais um trechinho aqui. Por permanece impressa nos painéis do inconsciente pessoal, nos refolhos do perespírito, a dívida moral, os pacientes assimilam as ondas mentais de suas antigas vítimas. Ela continua falando da história da obsessão, que são convertidas em sensações penosas em forma de consciência de culpa. E aí vem a história do lavar as mãos, da sepsia em exagero, banho toda hora e por aí vai. É como se a gente tivesse tentando se limpar da culpa que a gente carrega. A gente quer transferir para uma atividade

m a história do lavar as mãos, da sepsia em exagero, banho toda hora e por aí vai. É como se a gente tivesse tentando se limpar da culpa que a gente carrega. A gente quer transferir para uma atividade ritualística. Será que se eu tomar bastante banho eu vou ter a sensação de que eu estou purificada? É mais ou menos essa a busca. Só que a gente sabe que a purificação é dentro. Então, a gente pode investir muito no autoconhecimento, na autoiluminação, em terapias, meditações, orações, conversa com o anjo da guarda para que eles nos ajudem a limpar dentro. Limpar não é uma boa palavra, porque ninguém precisa ser, a gente precisa sempre se conhecer, se iluminar, transcender. Aí eu vou me aceitar, eu vou aceitar o que eu fiz. Eu não vou precisar ficar fazendo rituais. Eu vou me resgatar e me redimir paraa vida e não de uma forma obsessiva, obstinada com uma com uma coisa material. Ela vai dizer da terapia cognitiva comportamental, a conhecida como TCC, que é muito eficaz, ajuda muito a elaborar funcionalidade paraa vida, a elaborar mecanismos de conseguir de alguma forma controlar a compulsão. Então ela diz que a TCC bem conduzida em relação a esses enfermos ameniza ou produz a cura dos efeitos danosos hemórbidos. No entanto, a terapia bioenergética, o passe por alcançar os fulcros espirituais de onde se exteriorizam os campos vibratórios, interrompe a emissão da energia enfermiça, afastando os agentes que, necessariamente atendidos, orientados e confortados moralmente terminam por abandonar os propósitos maçãos em que permanecem e libertam os seus inimigos entregandoos a consciência cósmica. Então, o passe, a frequência, a casa espírita, o estudo, evangelho no lar, as orações diárias vão nos ajudando a cuidar da vibração, vão criando um campo no no perespírito para que os benfeitores possam desacoplar os obsessores e trazer pra gente então mais alívio. Então, todas as terapias que estão disponíveis, Joana sempre nos convida. Tudo que está na Terra é permitido por Deus. cada coisa no seu

desacoplar os obsessores e trazer pra gente então mais alívio. Então, todas as terapias que estão disponíveis, Joana sempre nos convida. Tudo que está na Terra é permitido por Deus. cada coisa no seu lugar. Também a gente tá vendo muita mistura, muitas vezes casas espíritas, eh, incluindo técnicas que não são espíritas e aí acaba acontecendo uma mistura, a gente já não sabe mais o que é uma coisa, o que é outra coisa. Então, cada coisa no seu lugar. Terapia é lá com a terapeuta, com a psicóloga, eh florais é com a pessoa que é formada naquilo e por aí vai. A casa espírita é paz, é oração, é estudo, é caridade, tudo aquilo que a gente sabe, né? E aí terminando, então, evidentemente, ela vai falar também da parte farmacológica. A contributo de alguns barbitúricos e fármacos diversos sob cuidadosa orientação psiquiátrica, portadores de inibidores de reabsorção da serotonina, torna-se inestimável significado para o reequilíbrio do paciente. a educação, o trabalho junto ao enfermo, auxiliando na mudança de atitude perante a vida, de comportamento mental, de sentimento rancoroso e agressivo em relação ao seu próximo, para o qual não raro transfere o perigo de trazer-lhe a contaminação, resulta em valiosa psicoterapia para o reequilíbrio do selfie, o lento e lento posterior, mas seguro bem-estar. Então, tudo que a gente puder usar de recurso para que a gente vá aos poucos reequilibrando, saindo dos exageros, ao longo de um processo que é trabalhoso, a gente vai conseguindo se reequilibrar, se renovar e voltar pro nosso eixo. Muito obrigada pela atenção de vocês. Espero seus comentários, perguntas, participação no nosso chat, nos comentários e a gente volta. Semana que vem, se Deus quiser.

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