T5:E09 • Momentos de Consciência • Morte e Consciência

Mansão do Caminho 30/01/2025 (há 1 ano) 56:22 254 visualizações

Neste encontro, Gelson Roberto, Marluce Renz e Guadalupe Amaral estudam um tema muito importante para todos nós e, ao mesmo tempo, desafiador. Neste capítulo, a autora espiritual apresenta questões importantes sobre a morte e a consciência, como a condição humana, a transitoriedade do corpo e as dimensões às quais estamos mais identificados. Estudos da Série Psicológica Joanna de Ângelis #SériePsicológica #JoannadeÂngelis #MomentosdeConsciência #Morte

Transcrição

alô amigos é uma alegria estamos juntos em mais um encontro do estudo da série psicológica Joana De Angeles aqui hoje junto com a marlucia Guadalupe para estudarmos o capítulo no do momento de consciência o capítulo importante com o tema morte e consciência bem-vindas mar Guadalupe Um Desafio né com esse tema tão central que nos acompanha durante a vida né porque a morte começa a acontecer no momento que a gente começa que a gente nasce também né e e Joana vai trazer questões importantes nesse capítulo sobre esse tema então Eh ela apresenta né já iniciando aqui o nosso papo eh essa essa condição humana né da transitoriedade do corpo e essa duas dimensões Daqueles que ficam identificados com o corpo né e e o que que isso de uma certa maneira acaba implicando né na vida das pessoas e daqueles que conseguem eh romper nessa identificação e ter uma visão mais Ampla a partir da realidade do Espírito Então a gente tem essas duas dois modelos de perspectiva onde a morte nos confronta né com com com essa visão então eu gostaria de trazer agora vocês para nosso debate pra gente começar a pensar né A partir disso esse essa condição que todos nós em um determinado momento vamos viver né que é a nossa morte é eu acho um tema assim extremamente importante porque certamente mobiliza Todos nós né e uma das questões que eu tava me deparando aqui quando eu comecei a ler a Joana é porque que será que a gente tem tanto medo da morte Apesar de considerarmos que somos espíritos Imortais e que já passamos por essa experiência de nascer e morrer centenas dezenas milhares de vezes e aí numa dessas eh sincronicidades que eu tava me deparando com outro texto da Joana lá no Em Busca da Verdade ela me respondeu uma pergunta porque que a gente tem tanto medo assim tem tem muitas fantasias em relação à morte e aí ela ela fala desse desse atavismo que a gente tem né quando ela fala dessa herança do período da que o homem vivia na caverna quando e eh ocorria a morte aqueles corpos ficavam ali se decompondo ele não tinha recursos

e desse atavismo que a gente tem né quando ela fala dessa herança do período da que o homem vivia na caverna quando e eh ocorria a morte aqueles corpos ficavam ali se decompondo ele não tinha recursos psíquicos para interpretar aquilo né então um dos aspectos assim eh dessa questão do nosso medo e por que que é tão difícil às vezes falar sobre isso né ou se deparar tem a ver com essas experiências ali que ela eh que ela diz que ficaram no nosso inconsciente né E daí ela propõe aqui então essa questão da consciência da gente ter eh da nossa ampliação da consciência de ver a vida sobre uma outra perspectiva que não é só pautada no que ela vai dizer desse nesse edifício orgânico que é sustentar em bases muito frágeis né então no primeiro momento me me acho que é um texto importantíssimo assim porque é um tema que acho que pega a todos nós né é eu acho que tem essas duas questões né uma é isso que a malus trazia da experiência espiritual de uma dimensão ainda muito limitada da Consciência do homem antigamente né onde eh esse confronto com a morte trazia emocionalmente experiências de desencarne e de processos do da putrefação do corpo que eram traumático tu tem essa memória atávica né E tem esse outro aspecto de Guadalupe que é mais filosófico mais existencial que também é muito importante né Eu acho que de uma certa maneira eh existe assim eh muito de gente poder pensar que a morte é a o fio condutor da vida né porque que é a nossa chegada né é onde a gente vai chegar e de uma certa maneira eh talvez a gente pode pensar que eh que ela ensine a gente né a morrer eh eh a a viver bem ou seja na Med que a gente reflete a morte e o sentido que ela nos traz em relação à Vida a gente pode compor um caminho de melhor aproveitar vida que temos né até porque o próprio Sócrates ele dizia assim que qualquer conhecimento puro de qualquer coisa iso é possível com a liberdade fora do corpo né Se liberar do corpo porque ele realmente trazia essa noção de que a carne né a Encarnação ela

zia assim que qualquer conhecimento puro de qualquer coisa iso é possível com a liberdade fora do corpo né Se liberar do corpo porque ele realmente trazia essa noção de que a carne né a Encarnação ela entorpece né O Espírito ela anestesia a alma e a gente perde a Lucidez então ele diz que só o conhecimento só é possível em desencarnando né Eh e E aí ele vai pensando alguns argumentos né de que de uma certa maneira se a gente busca o conhecimento a sabedoria então de uma certa maneira a gente também deve buscar né Essa libertação do corpo e que a morte seja então de uma certa maneira a verdadeira discípula da filosofia né eh e e que envolve se desafio de uma certa maneira de morrer não é algo fácil né então que filosofar não deixa ser uma busca uma prática de poder morrer bem né o ir ao encontro da sua morte de maneira adequada Então acho que tem tudo uma questão aí realmente eh bem importante do ponto de vista existencial que envolve essas questões da Morte né e de quanto esse anestesiamento da matéria ofusca a nossa consciência e da qual muitas vezes a gente entra num campo de experiência de comodismo de identificação com Os Prazeres da Carne e queremos evitar olhar pra morte evitar pensar na morte eh na ilusão né Eh ilusão bem infantil que a gente pode manter né segurar a vida Hum e e enganar a morte de uma certa maneira né que não não acontece é eu tava pensando né Gelson que ao mesmo tempo que esse corpo H ele é transitório esse corpo também é fundamental e talvez aí resida né uma das das questões da dificuldade do nosso desapego de compreender de nos compreendermos como espíritos Imortais porque esse corpo também é uma das formas como a gente se constitui enquanto personalidade numa Encarnação né então há esse esse sentido de de o corpo nos dá esse sentido de permanência de continuidade né mas ao mesmo tempo eh a Joana usa uma expressão ali que eu achei muito interessante a segurança do edifício orgânico apoia-se na fragilidade da sua própria Constituição então ao mesmo tempo que a gente tem

o mesmo tempo eh a Joana usa uma expressão ali que eu achei muito interessante a segurança do edifício orgânico apoia-se na fragilidade da sua própria Constituição então ao mesmo tempo que a gente tem esse senso né de que eu sou Marluce de que eu sou mulher que eu tô encarnada aqui que eu tenho esse corpo essas essa constituição isso também é frágil e eu fiquei pensando como essa fragilidade se apresenta eh ali ela ela vai dizendo né ela vai seguindo eh na nas formas por exemplo eh fiquei pensando em tudo que a gente passou na pandemia né quando a gente via pessoas assim jovens com saúde corpos sarados e aí vendo vindo esses eh vírus e bactérias e seres que a gente nem vê né atacando esse corpo Então essa fragilidade ao mesmo tempo que esse corpo dá segurança para nós é apoiado numa base muito frágil mesmo né que só aí quando a gente começa a a entender essa outra dimensão da vida que ela propõe aqui que é esse discernimento lúcido né a gente poder acessar essa outra dimensão da nossa vida é que a gente começa a pensar realmente o quão frágeis nós somos né em termos de corpo mesmo uhum inclusive esses processos de criogenia e e questões assim a gente vê até onde vai a nossa tentativa de controle de manter a nossa vida pensando que a nossa vida é só o corpo né o corpo físico que a gente claro que é importantíssimo e E aí se perde essa inteligência tão tão grande do homem atual se perde por procurar resposta num lugar que não é permanente né agora que que é tentar preservar o corpo e esquecer da alma e E sobre isso eu tava pensando refletindo quando eu quando eu tava lendo esse capítulo que foi escrito em 1991 e o quanto a ciência já mudou de lá para cá e o quanto realmente apesar de ainda ter essas questões que eu trouxe existe um esforço muito grande muito produtivo de mostrar esse outro lado e a gente já tem é muitas pesquisas mostrando que sim Existe vida após a morte dentro da da academia né a gente tem eh lá em 2000 2001 no lanet esse jornal importantíssimo na área da

r esse outro lado e a gente já tem é muitas pesquisas mostrando que sim Existe vida após a morte dentro da da academia né a gente tem eh lá em 2000 2001 no lanet esse jornal importantíssimo na área da ciência demonstrando de uma forma muito adequada que pacientes em parada cardiorrespiratória que tiveram experiênci de quase morte fizeram relatos irrefutáveis a respeito de coisas que eles não tinham como saber porque eles estavam mortos entre aspas e depois isso foi seguindo né a gente tem muitos e muitos cientistas mas foi seguindo com com outro médico que estuda muito reanimação cardiorrespiratória que também trouxe mais elementos Então hoje a gente tem na ciência Várias Vários quesitos e e várias classificações de experiência fora do corpo de experiência de quase morte mas o fato é de que já é outra realidade e desde que a Joana escreveu para agora e mesmo assim a gente ainda tem essa dificuldade de falar e de vivenciar algo que é tão natural que se a gente vivesse com naturalidade né aproveitaria a vida né A gente só Aproveita a vida entendendo que existe essa morte do corpo físico né é interessante isso né Guadalupe porque realmente conhecimento não quer dizer sabedoria né então a a ciência de uma certa maneira já traz vários evidências né de que a consciência ela sobrevive né ao corpo físico depois da morte né mas parece que há uma certa resistência da humanidade acordar para esse fato e E aí como juntando aquilo que a marú falou né que o corpo ele é importante mas o problema é esse imediatismo que a benfeitora coloca aqui né que esse homem eh que quer viver né sob essa eh sensação grosseira da matéria e e inconsciente de si mesmo a identificado com esse imediatismo do aparelho físico e fica nesse mundo limitado e pequeno que é oposto essa proposta realmente né da naturalidade e dessa ideia da filosofia que Sócrates que coloca que filosofar é aprender a morrer né em dois sentidos né na verdade né uma porque a contemplação da filosofia e a reflexão é uma necessidade de poder realmente se

da filosofia que Sócrates que coloca que filosofar é aprender a morrer né em dois sentidos né na verdade né uma porque a contemplação da filosofia e a reflexão é uma necessidade de poder realmente se deslocar dessa dimensão tão literal né ou seja arrancar a alma desse mundo tão imediato né e e e e restrito a matéria né então é é um tipo de aprendizado a semelhan da morte o filosofar e também no segundo sentido né E que que é que toda a a a sabedoria e ponderação no mundo acaba sendo reduzido exatamente a que não temos Med Med desse morr né então de uma certa forma para alguns filósofos né o trabalho constante da nossa vida é justamente construir a nossa morte que a nossa morte ela coroa né Ela é o momento desse encontro verdadeiro com nos com medo né então a morte é o momento que eu vou me deparar com aquilo que eu sou com aquilo que eu fiz realmente aquilo que eu conquistei do ponto de vista espiritual e então poder viver a vida né E aí aproveitando esse corpo né Maru aproveitando a da vida porque eu sei que essa Morte Vai Chegar como um uma alguém que vai balizar que vai de uma certa maneira me trazer de novo para essa consciência do que que eu fiz com a minha vida eu acho bem importante acho que eu tô me lembrando assim eh de pacientes que se dep param às vezes com diagnósticos difíceis né E que vem então tem essa Perspectiva da morte mais próxima ali e então uma coisa é a gente pensar filosoficamente né sobre a morte tal outra coisa eu acho que é o impacto emocional que isso causa em nós quando a gente vê tem a morte enquanto um um algo iminente ali de acontecer né E daí eu me lembrei né do do Jung e e de um livro da Von France também sobre o sonhos e a morte né e o Jung dizia que a psique inconsciente ela não não ela fazia pouquíssimo caso da morte né E isso aparecia nos sonhos dos pacientes que estavam ou em Estados terminais ou uma morte que viria acontecer em seguida mesmo que o paciente não soubesse né acidentes que aconteciam né e de uma certa forma o inconsciente preparando

acientes que estavam ou em Estados terminais ou uma morte que viria acontecer em seguida mesmo que o paciente não soubesse né acidentes que aconteciam né e de uma certa forma o inconsciente preparando Então essa consciência para esse fim mas esse fim no sentido de transformação e eu me lembro de um paciente que veio a falecer depois que tinha uma uma doença grave que os sonhos que que vieram assim meses antes do desencarne eram sonhos assim de muito movimento sabe eram sonhos de festas de encontros de e foi muito interessante que essa pessoa conseguiu identificar ali né apesar do Medo iminente da né de que aquilo estaria ess esse esse des encarne estaria para acontecer mas eh conseguiu ver um sentido assim né então eu acho que isso que tu tá colocando jáo é fundamental porque é esse confronto mesmo né então eu tenho um fim ali que é na realidade é uma transformação mas faz todo faz a pessoa reviver tudo o que foi né o que experienciou e começa a pesar os valores né aí que começa a relativizar tudo aquilo que antes tinha um valor imenso né n e a gente ouve isso né puxa eu me dou conta que isso não tinha importância né interessante isso né porque a a gente vê isso realmente do ponto de vista emocional se no primeiro momento da nossa vida nossa juventude imaturidade né a morte fica como uma silenciosa oposição à vida né Eu não quero pensar nela ela V como alguém que vai estragar a o meu percurso né que vai de uma certa maneira cheque as minhas conquistas e E aí fica essa relação de oposição no momento do do envelhecimento e do de que ela começa a se mostrar se revelar né de maneira mais clara para nós né ele é ele e a morte acaba sendo justamente né esse espelho mais revelador da nossa própria vida daí a gente começa a relativizar a gente pode como tu falou gente começa a questionar o que eu fiz a questionar sentido da minha vida a repensar os meus valores os meus vínculos afetivos então e aquilo que parecia se opor a vida no final da existência é o espelho mais revelador da

onar o que eu fiz a questionar sentido da minha vida a repensar os meus valores os meus vínculos afetivos então e aquilo que parecia se opor a vida no final da existência é o espelho mais revelador da minha própria realidade interna né E o medo de se confrontar com isso na verdade e dentro da da área que que também eu trabalho né da da Medicina e diagnóstico a gente acaba vendo os dois lados Então porque quando chega para análise São pessoas que eh tiveram de alguma maneira um despertar ou estão tendo alguma dificuldade e estão ali porque estão dispostas a olhar para isso mas infelizmente isso que eu queria trazer para chamar atenção de nós algumas pessoas passam por por situações limítrofes na vida no sentido de de proximidade com a Morte e a e ao invés de se transformarem se tornam mais duras mais egoístas então que isso também seja e acham que ah né Qualquer hora eu posso morrer Então vou viver de qualquer jeito e vou eh e menosprezam valores assim realmente perenes então eu trago isso que fique um alerta para todos nós que quando chegar ou quando a gente tiver algum contato assim mesmo que eh à margem de uma situação que seja deper tá que seja é uma oportunidade da gente olhar para esses valores e não de se endurecer mais de se encastoar mais perante a vida porque muitos pacientes como nesses controles de de câncer e questões assim né muitos pacientes chegam mais endurecidos mais fechados paraa vida e não percebem né a oportunidade que estão tendo de ver que por mais que a nossa vida aqui seja honrável e necessária a vida maior é é é muito além disso então que a gente tenha olhos de ver aí eu me lembrei Guadalupe da Kubler Ross da Elizabeth Kubler Ross que fala né das etapas quando a gente se dá eh pensando nesse paciente que tu tá falando que se dão toma consciência de um diagnóstico difícil e tal e daí ela fala né ela identifica esses esses essas fases que que a pessoa passa né A primeira é essa negação né E ela se isola ela fica com ela ela ela nega o que tá acontecendo depois vem a raiva né

e daí ela fala né ela identifica esses esses essas fases que que a pessoa passa né A primeira é essa negação né E ela se isola ela fica com ela ela ela nega o que tá acontecendo depois vem a raiva né então a pessoa não aceita isso vem esse endurecimento aí que tu tá dizendo né se ela consegue passar por isso ela começa a barganhar Então tá se eu fizer isso então quem sabe Deus me concede isso né depois vem a depressão depois vem a aceitação E aí sim é que pode então vir toda essa questão de Talvez né tentar identificar um sentido para aquilo que ela tá passando então são processos realmente bastante profundos para nós né enquanto experiência humana aqui né É e ela e a benfeitora aqui no segundo tópico do do capítulo primeiro ainda né que que ela fala justamente o quanto também não só as pessoas que perdem querido mas a própria pessoa que fica aprisionado nessa visão eh imediatista né a partir do corpo não uma integração a partir da realidade espiritual ela eh fica sem apoio se uma sustentabilidade verdadeira em relação ao seu movimento na vida né A Joana coloca o quanto eh isso vai de uma certa maneira criando eh direto e indiretamente situações quadro de ansiedade de medo de insegurança de ela falou de reações emocionais como irritabilidade né que ela coloca aqui e e criando uma um um campo de infelicidade né Por quê Porque a pessoa tá vivendo de uma maneira muito limitada e colocando todas as fichas dela naquilo que escapa né que é transitório da qual a gente não tem controle nenhum Então imagina a minha vida é é esse objeto eu sei que esse objeto Hum eu não tenho como controlar então tô sempre inseguro ou de uma certa maneira numa relação de incerteza ou de uma perspectiva muito limitada porque a minha vida se resume a tá presa a esse objeto que é o corpo né então de uma certa maneira isso vai né Eh gerando cada vez mais eh processos internos que no envelhecer Di diz a benfeitora pode gerar desequilíbrio na pessoa né ou seja uma desarticulação disso tudo que às vezes

certa maneira isso vai né Eh gerando cada vez mais eh processos internos que no envelhecer Di diz a benfeitora pode gerar desequilíbrio na pessoa né ou seja uma desarticulação disso tudo que às vezes tem que acontecer mesmo né esse desarranjo psíquico porque é o momento realmente desse confronto entre esses elementos mais superficiais do que ela sustentou a vida toda com o questionamento que a morte impõe em relação ao sentido da sua existência e ela passeia muito a desculpa só uma observação para amplificar um pouquinho e ela passeia muito pela questão do apego né apego a todas as questões apego ao corpo apego a a essa vida do objeto corpo apego às pessoas à profissão então Eh isso é algo que é importante também a gente eh entender e trabalhar eu só ia dizer que Eu gostei da expressão que ela usou ali né ignorando ou teimando Uhum E a gente usa isso com as crianças né poxa você tá teimando né eu eu eu achei interessante porque a gente pode eh se comportar mesmo né Como crianças assim querendo querendo né e não se dando conta do que tá implicado ali agora eh a gente falava antes dessa dessa profunda rela a que tem entre eh o viver e o morrer né a morte nos ensinando como a gente deveria viver né E aí que tu tava trazendo né desse desse apego que a gente tem em coisas que são muito transitórias como ela fala ali poder destaque a abastança né então isso aí são coisas que eh realmente se tu bota todas as tuas fichas como tu tava dizendo né J nisso e isso a gente vai não precisa morrer para sentir isso né basta a gente ter um revés na vida para se dar conta e e se e acha muitas vezes que esse revés é tão insuportável que muitas vezes leva Inclusive a uma morte precoce né as pessoas não dão não dão conta e acabam indo para um extremo aí de querer terminar com a vida né é com certeza e eu e eu contar também a verdadeiro como essa experiença de quase morte né ou de de experiências que tu viveu muito traumáticas de quase perder a vida pode ser libertador de ponto de vista e

certeza e eu e eu contar também a verdadeiro como essa experiença de quase morte né ou de de experiências que tu viveu muito traumáticas de quase perder a vida pode ser libertador de ponto de vista e ajudar também a reconsiderar a própria tua vida eu me lembro do próprio Jung né que quando ele teve uma el disz que foi a grande ruptura da vida dele ele quebrou o pé já era já um senhor de uma certa idade e depois que ele quebrou o pé ele teve um ataque cardíaco e ficou daí hospitalizado e nesse momento que ele tá no hospital tem várias visões né e uma dessas visões ele se vai subindo pelo espaço acima do Ceilão né onde ele a vista Europa e Himalaia né e tem um grande bloco de pedra eh escura flutuando no espaço né Eh parecida com umas pedras que ele tinha visto na Bahia de bengala né E ali tinha uma uma entrada na pedra e dentro da pedra o hindu o esperar E ele fala então que que da da experiência do contato com essa figura né Eh e ao mesmo tempo um sentido de pobreza diferente àquela realidade né sentiu pequeno e ao mesmo tempo de completude né de quase esses ao mesmo tempo daquele momento né e e e aí ele começou a questionar uma série de coisas na cabeça dele naquele momento né Eh porque teria Nascido Para onde s vida levaria agora né e Mas de repente chega o uma figura de um rei de có parecido com o médico dele né que emerge lá da terra e diz que estão esperando ele lá embaixo né que tem muita gente que tá protestando ele ter deixado a terra e ele volta e quando ele vê a imagem desse R deic ele percebe que quem vai desencarnar é o médico dele e não ele e de Fato né ele resolve voltar a viver novamente né E aí ter outras visões ainda né nesse processo e depois de algum tempo o médico dele desencarna mas o fato que essas visões impressionantes e essa experiência de morte que Hung teve né ele ele relata o quanto foi objetiva né ou seja ele realmente reconhece a experiência como uma experiência objetiva verdadeira que ele realmente saiu do corpo e de uma certa maneira viveu né essa noção de

ele relata o quanto foi objetiva né ou seja ele realmente reconhece a experiência como uma experiência objetiva verdadeira que ele realmente saiu do corpo e de uma certa maneira viveu né essa noção de eternidade e do tudo que implica essa experiência de tá fora do corpo e isso No retorno dele para pro corpo redimensionou toda a escrita dele ou seja a partir disso é um outro Jung que começa a acontecer né ele vai escrever o o ion o mistério conexion depois a alquimia e todo um outro universo né eh de de de perspectiva que ele traz que de uma certa maneira né e ele vai relatar né para algumas pessoas essa experiência foi valiosa e deu para ele essa oportunidade né de espiar por trás do Véu né ele pode ter de enxergar né e voltar né E se libertar né do mundo e da vontade do Ego e servir realmente uma proposta mais profunda do seu próprio céu é isso é é interessante falando um pouquinho mais da das experiências de quase morte que nas paradas cardíacas nesse estudo de 2001 do eh é que depois do do Van lomel né que depois o pnia continuou lá em 2014 mas a quase 20% de 11 a 20% de todos os pacientes tiveram parado a cardiorrespiratória do estudo de 2001 eh tiveram experiência de quase morte de 11 a 20 dependendo da intensidade e desses a maioria foi transformadora eh positivamente transformadora tem um percentual muito pequeninho de pessoas que tiveram como uma experiência ruim mas a maioria realmente transforma como o Gelson tá trazendo transforma eh de uma forma até intangível né Realmente as pessoas vão para um outro patamar de de consciência eh vivencial então é realmente é é algo que abre os horizontes amplia a consciência e traz aquela certeza de que nesse mistério que a gente não conhece e tenta controlar é tá realmente a vida né e o yug relata isso falou que sentiu um uma paz e uma liberdade extrema né então ele ele comenta que quando a gente está fora da da Morte né parece que a coa mais dura e do mundo externo é a morte mas quando tu tá nela vivendo a morte né ela se

paz e uma liberdade extrema né então ele ele comenta que quando a gente está fora da da Morte né parece que a coa mais dura e do mundo externo é a morte mas quando tu tá nela vivendo a morte né ela se transforma em completude em paz e preenchimento isso para ele né de repente para nós pode não ser assim né mas de uma certa maneira ele reconheceu então que a vida né Eh se torna realmente a a ele pode perceber a dimensão transitória da vida provisória né do corpo como um dano transitório né uma hipótese de trabalho mas não mais uma existência em si então o corpo e a vida material ele reconhece que não não é mais existência em si mas o momento de trabalho né um momento de experiência da Alma necessária para sua evolução é só ressaltando aqui para deixar bem claro que são são pessoas que tiveram pelas mais diversas essas estudos né tiveram parada cardiorrespiratória por por questões clínicas e que a gente tá falando aqui de algo natural né Eh porque é Claro só ressaltando que aquelas questões ligadas a quando a gente tira nossa própria vida a gente não precisa nem adentrar aqui o quanto elas são nocivas paraa nossa vida maior né Então essa sensação de transformação de de realmente as pessoas também TM muita essa questão de de ter uma dificuldade de voltar como o Jung comentou porque sentem muito mais a vida elas estão relacionadas com esses processos naturais né não com algo provocado deliberadamente e eu tava pensando Claro são experiências né extremas mas tem pessoas que TM essas experiências também em em sonhos né gente tem essa ess de contato com esse aspecto eh sagrado da existência né Essas experiências luminosas que são transformadoras às vezes eh pontos Chaves de virada da vida né então não necessariamente assim eh eu acho que pode ter experiências que venham que também podem ter um impacto emocional importante né e a Joana ali fala estava falando da da consciência dele ampliada que ele que ele sentia paz e que ele não queria voltar né ela diz né a consciência ela

ém podem ter um impacto emocional importante né e a Joana ali fala estava falando da da consciência dele ampliada que ele que ele sentia paz e que ele não queria voltar né ela diz né a consciência ela libera a realidade do ser em profundidade né que compreende Então as naturais alterações dos fenômenos biológicos que são instrumentos para seu Progresso espiritual Então essa essa essa ideia de liberar né de de emergir coisas que estão ali né como é importante então quando a Joana Traz essa questão dessas práticas de conexão de busca de conexão com ess essa Instância sagrada da nossa existência né seja através da prece da meditação da oração onde a gente começa a acessar essas outras realidades né e e vai liberando então Eh recursos que nós temos né que tem a a o potencial de trazer significado paraa nossa existência né porque a grande questão é eu acho que a questão do sentido mesmo da nossa vida é e e nesse sentido realmente ela reforça né de uma maneira bastante precisa e e rica aqui no texto né o quanto essa consciência da morte é fundamental para isso né Manú porque na medida que tem consciência da Morte e e e e e aceita essa realidade né como próprio do dessa dimensão transitória a gente consegue dar um passo além né então isso tudo tá falando para mim não deixa de ser também um tipo de morte em vida né para um novo Nascimento né nascimento do self dessa consciência transformada que contata então com esses potenciais todos dentro da gente À Espera De Ser Reconhecido então é como se de uma certa maneira o próprio estágio da vida né des lá do Nascimento onde tá construindo um organizando um corpo físico e um um órgão psíquico que é o ego né até tu poder amadurecer se despojar daquele ego infantil e matar né aquela vida eh anterior da infância para nascer né o homem adulto responsável né e e depois eh também chegando perto da Morte reconhecer um outra dimensão do humano né dessa que é o a consciência espiritual né o self o espírito Imortal a realidade eh de uma consciência mais

vel né e e depois eh também chegando perto da Morte reconhecer um outra dimensão do humano né dessa que é o a consciência espiritual né o self o espírito Imortal a realidade eh de uma consciência mais cósmica mais transpessoal que nos ajuda então a ter esse significado como você estão falando aí né E aí como diz a Joana Nos preparar né para um um movimento mais harmônico né do ponto de vista interno e com mais segurança pessoal então eu acho isso também é interessante Então o que que tá colocando que a experiência do enfrentamento e a consciência da Morte né trazendo a a realidade do Espírito nos dá segurança pessoal né Eh então isso eu acho bastante eh significativo né o quanto essa segurança emocional como quanto essa segurança humana depende né né do da forma como enxerga a vida e como realmente né aí o pró Kardec vai colocar isso no no item 15 da introdução do Livro dos Espíritos que que o espiritismo ele é um um um antídoto eh frente à loucura né e e frente ao sofrimento porque justamente ele abre as concepções da vida e nos faz ter então uma relação mais tranquila mais segura mais adequada né à própria realidade e mais proveitosa para nós e de enfrentamento melhor frente a de sabores da vida porque a gente sabe que esses são transitórios também e fazem parte da da necessária experiência carmica e educativa de cada um de nós né é de alguma forma perceber a verdadeira realidade por trás do que a gente acha que é realidade né eu queria trazer uma citação pequena do Jung que eu ouvi vocês falando e tava próxima aqui porque eu tava lendo sobre isso e ele fala assim então a falando sobre as dimensões espirituais ele fala a pergunta decisiva para o ser humano é esta tens o infinito como referência Este é o critério da sua vida quando alguém entende e sente né não é só entender entende e sente que está con aou ilimitado já nesta vida modificam-se seus desejos e sua atitude no final das contas só valemos algo por causa do Essencial e quando não se tem isso a vida foi desperdiçada né

e sente que está con aou ilimitado já nesta vida modificam-se seus desejos e sua atitude no final das contas só valemos algo por causa do Essencial e quando não se tem isso a vida foi desperdiçada né ouvindo vocês trouxeram isso de outra forma né mas assim a citação dele tava próxima eu acho muito muito bonita muito clara eh não tem como não entender né então É isso aí tem uma outra parte Guadalupe que ele diz né que quando que tenho observado que aqueles que temem a vida quando jovens são justamente os Que mais têm medo da morte quando envelhece eu fiquei pensando sobre isso e agora fecha com essa tua citação né porque também eh esse perder o medo de viver né poder se entregar a essa vida aqui né já tá falando ali da Segurança Pessoal ter essa essa noção do quão esse universo é esse ciclos do universo né de de morte a morte como transformação onde tudo vai sendo transformado aquilo que era semente vai virar uma árvore que vai virar adubo que vai gerar outra vida e assim é é o inverno que depois vem o verão é aquela tempestade que arrasa tudo depois vem aquela calmaria e a a natureza vai se organizando and Então essa eh estar na vida vendo esses movimentos né trazendo profundidade esse contato com essa dimensão realmente da nossa alma né E não viver aquela vida sempre só burocrática que é essa vida de apego mesmo né Ah então a minha vida se resume a isso a estudar trabalhar pagar as contas ano que vem de novo e nã e isso passando assim sem ter um sentido mais profundo né Eu acho que aí também é uma espécie de morte no sentido de estagnação daí né então quando a gente bota esse esse sentido na nossa existência que ele que ele diz de uma forma belíssima né tu tem o como é que é o infinito enquanto perspectiva né então acho que isso muda tudo aí não importa em que situação física a gente está porque a gente pode est num corpo que tá doente um corpo que tem limitações mas tá vivendo uma vida plena ali né ou pode est num corpo maravilhoso com uma vida onde tem estagnação morte e esse apego

á porque a gente pode est num corpo que tá doente um corpo que tem limitações mas tá vivendo uma vida plena ali né ou pode est num corpo maravilhoso com uma vida onde tem estagnação morte e esse apego que tu trazes né marus tem a ver com eh os resquícios também do instinto de vida que ela coloca né de conservação na verdade né que esse atavismo primitivo da nossa natureza animal que faz a gente se apegar à vida né e e de uma certa maneira entorpece Anestesia o sentido espiritual pessal então de uma certa maneira a gente tem que se desprender dessa memória animal né que que a gente traz né que de uma certa maneira ainda nos prende as a esse Legado de milhares de anos que constitui a nossa história espiritual e poder de uma certa maneira eh reconhecer que valorizar a vida é justamente isso viver a vida por inteiro né não ter medo da vida e não esse apego né esse entorpecimento da dimensão espiritual na verdade eh tu entra na vida porque tu sabe o quanto ela tem valor mas esse valor pressupõe justamente essa compreensão maior que é a realidade espiritual e aí finalizando o raciocínio de vocês e lembrando de de Francisco de Assis aí a flor não é só flor o lobo não é só Lobo o peixe não é só peixe e esses ciclos não são só ciclos tem todo esse simbolismo toda essa conexão e todo esse ser que tá integrado realmente a criação percebendo esse valor de alma em tudo em todos e realmente vivendo como traz o Gelson né por inteiro eh e esse exemplo de Francisco de Assis ele é muito bonito muito simbólico ao mesmo tempo muito concreto no sentido de que ele esteve aqui aqui conosco há séculos atrás e Ele viveu assim n então exemplos também não nos faltam Uhum eu acho que isso tem tudo a ver com com o final do seg segunda parte aqui do do do Capítulo e que diz né a Lucidez em torno dos deveres propele a criatura ao burilamento íntimo e ao fazê-lo descobre que o amor é a fonte inex ávio de de recursos para facultar o tentame o amor que se expande liberta-o das paixões escravizadoras que perturbam e

a criatura ao burilamento íntimo e ao fazê-lo descobre que o amor é a fonte inex ávio de de recursos para facultar o tentame o amor que se expande liberta-o das paixões escravizadoras que perturbam e infelicitam Então é isso que Francisco viveu né Essa dimensão n transcendente da realidade eh das formas né e encontrou o sentido da presença Divina em tudo e em todos e o amor como fonte né inesgotável da vida e que nos liberta né da da da da da limitação então que interessante a Joana Juntar uma coisa com a outra aqui no no capítulo né que di essa morte nos leva Justamente a gente ganhar asas espirituais a gente podde realmente eh transcender a a a dimensão da lagarta né que rasteja no chão e não consegue ter a visão dos horizontes da vida e ganha essa zar espiritual na na figura da borboleta transformada e reconhecendo a partir disso a beleza a grandiosidade da vida e a e a consciência desse amor que sustenta a todos nós então é um ela fala dessa Lucidez que a gente vai conquistando né pouco a pouco na medida que a gente vai construindo essa consciência né consciência e morte Integradas nesse tempero nessa nessa nesse cálculo existencial paraa gente poder chegar né a essa Lucidez e essa compreensão amorosa eu achei lindo isso também Lucidez né trazer luz ali e aí ela faz essa relação com o amor né que o amor que se expande e libertao traz essa liberdade né que é a liberdade do espírito e de fato se a gente entende o amor enquanto essa lei que sustenta tudo né a morte não pode ser eh terrível um fim ou algo do gênero né porque essa não é a natureza do amor né a natureza do amor é a conexão né então algo ali é aí faz esse sentido da Morte enquanto uma transformação mesmo que é necessária né enquanto esses ciclos assim que regem todo todo esse universo né é eu acho que isso é bem interessante porque realmente compreender o amor é não temer a morte né se tu Realmente isso vive O que representa amar verdadeiramente né tu transcende as formas tu confia no vínculo diferente do que comummente a

porque realmente compreender o amor é não temer a morte né se tu Realmente isso vive O que representa amar verdadeiramente né tu transcende as formas tu confia no vínculo diferente do que comummente a gente acha e experiencia o afeto né como se o medo de perder o outro né medo que outro vai embora né seja o o filho que cresce e se despede da família seja o desencarne de um ente querido a gente pensa que o amor restringe de e manta um no outro dessa maneira possessiva e egoísta mas o verdadeiro amor eh na verdade como diz a j expande e nos liberta né das paixões escravizadoras então é como se compreender o amor é compreender essa dimensão também que a morte nos ensina da transcendência da vida das possibilidades permanentes que esses vínculos se criam né qu dizer na medida que eu tenho um vínculo espiritual com alguém ponto isso existe para além do tempo do Espaço das formas físicas e isso é uma bênção saber né que que existe uma alma né irmã uma alma amada e que de uma certa maneira independente da distância a gente tá interligado né e um vai alimentando o outro independente do lugar onde a gente se encontra e essa falando desses desencarnes de entes que queridos e essa confiança de de saber que que a que a morte libertou do corpo no momento corpo físico no momento adequado e que esses seres estão sendo cuidados com todo amor de um lado que a gente ainda não está porque senão a gente fica nessa questão egoísta achando que né Eh estariam melhor se estivesse ao nosso lado então esse entendimento essa confiança de que ninguém é desamparado nem nós aqui no corpo físico nem os nossos afetos Nossos amores no no outro lado da vida que é a vida maior porque é claro que a gente vai né ter momentos de luto vai eh ter Tod esses esses momentos que é natural né da da da nossa existência mas que o Que permaneça seja em se entendimento maior até para realmente o nosso amor se transformar em em leveza em alegria e não um peso em cima de de outra pessoa que tem que carregar um apego e um equívoco perante

maneça seja em se entendimento maior até para realmente o nosso amor se transformar em em leveza em alegria e não um peso em cima de de outra pessoa que tem que carregar um apego e um equívoco perante a vida de fato aí eu me lembrei daquela historinha bíblica né do Salomão que as duas mães foram lá reclamar o filho e não ele é meu não ele é meu e Salomão não mas é fácil de resolver vamos cortar a criança no meio e cada um fica com a metade daí a mãe verdadeira diz não não deixa ele com a outra né Então essa possibilidade do amor de deixar ir né porque como o já estava dizendo é muito maior do que a gente pode imaginar os vínculos né Realmente então a gente sofre por esse apego e por essa esse essa achar que uma parcela minúscula que é essa Encarnação aqui define tudo né ou é ou é a realidade última né E aí perde essa beleza que é esses vínculos que a gente vai criando e tendo e que o amor não precisa aprisionar né o amor solta porque o amor conecta ele não ele não aprisiona né conecta é independente do do tempo do espaço desculpa G não isso mesmo é é interessante né E aí ela vai ampliar até o cono da Morte e ela vai chamar a morte como transformação na existência ou seja né na medida que tu se conscientiza do fenômeno da Morte né que é a transformação em em tua existência Ou seja a todo momento a gente morre né nossa células se se se renovam a cada instante o corpo que eu tenho já é diferente né meu cabelo já cresceu Já cortei já né já é outro e a minha vida psíquica emocional também Muda então de uma certa maneira a morte é justamente transição e transformação e essa transformação se dá em vários níveis em várias condições quando a gente compreende isso né ou seja qu começa conscientizar que a morte é isso diz Joan Angeles né então a gente tá em condições de crescer ou seja de aproveitar né a a realidade e tá acima de das vicissitudes né humanas né ou seja não tá aprisionado não tá constrangido pelas vicissitudes tu consegue interagir e tá acima disso porque tu compreende

e aproveitar né a a realidade e tá acima de das vicissitudes né humanas né ou seja não tá aprisionado não tá constrangido pelas vicissitudes tu consegue interagir e tá acima disso porque tu compreende que esse morrer é processo psicológico e emocional de cada momento da minha vida até chegar a esse momento mais definitivo que é a ruptura dos laços orgânicos para que eu possa reencontrar de novo né Essa dimensão espiritual da onde eu vim da onde eu vou ter que retornar em algum momento da minha existência tá Mas aqui tem a Joana poetiza né gente não podemos deixar passar isso né porquanto ao chegar o momento da tua morte deixarás a massa material como borboleta adosa que após a histogênese voa feliz nos rios suaves do infinito bonito né bonito né voa feliz é isso aí então Eh qual é a proposta da bemfeito com esse capítulo né que Justamente a gente tem uma vida consciente uma vida lúcida né Eh para que a gente possa viver essa jornada da da caminhada orgânica de maneira proit então tomar consciência né explorar a essa realidade da morte é poder nos ajudar a pensar na na na na transitoriedade da vida material e conseguir Então Di jar com a minha vida de maneira mais criativa mais proveitosa ela inclusive Em outro momento né da sua obra ela diz assim que que que é bom a gente fazer uma experiência né quando a gente vai num num num funeral e e presencia né o desencarne de alguém aquele corpo junto ao caixão que a gente possa fazer uma imaginação ativa né e pensar Puxa um dia eu vou estar naquele caixão e se imaginar né imaginar né né deitadinho né e e e então Eh para gente poder realmente dimensionar e a a limit né e a transitoriedade do nosso corpo uma vez eu sonhei que eu ia morrer né E cheg e aí eu conversava com uma senhora que era muito mais eh velha fisicamente do que eu eu dis é fulana tu tem mais idade mas quem vai morrer sou eu né E era eu meu irmão meu irmão gêmeo que ia morrer e chegava na hora de da gente morrer né a gente deitava num caixão e as pessoas viam nos

u dis é fulana tu tem mais idade mas quem vai morrer sou eu né E era eu meu irmão meu irmão gêmeo que ia morrer e chegava na hora de da gente morrer né a gente deitava num caixão e as pessoas viam nos visitar nos se despedir né Na hora da morte né e eu me virava no caixão e não conseguia morrer daí me tar buscar uma pessoa mais confortável né e as pessoas começam a ficar impaciente comigo né porque eu já tava na hora de morrer e não conseguia me entregar paraa morte né então acho que então esse sonho reflete muito essa resistência da gente eu era um jovem né e a dificuldade de se entregar essas mortes emocionais psicológicas da vida necessária paraa transformação da nossa maturidade psicológica né então eu sabia que eu tinha que morrer mas eu resistia e não achava um jeito confortável né então a gente tá essa desculpa não não tô não tô bem ainda minha hora de morrer tô desconfortável tem que conquistar tal coisa ten que cuidar dos meus filhos tem que ganhar mais dinheiro e aí a gente vai dando desculpa tentando fugir desse processo né E quando vê ela tá ali impondo já essa experiência e nos pega de calça curta como se diz no dito popular né então a Joana propõe em vez de fugir dessa realidade que a gente integre ela para nossa vida a gente tome consciência disso né e possa ter essa visão mais plena da realidade Aonde a morte nos convida então a poder saber que sim isso é um projetinho né Isso é um é uma gotinha da realidade da vida né 60 anos 100 anos e é isso na eternidade né E quanto a gente hipervalorização a gente viu que as eram tão bobas né tão insignificantes e mas a gente tem que chegar perto da morte para poder ver o quanto a gente gastou energia e botou uma carga emocional em coisas que só eh deixaram uma uma uma amargura né ou fez a gente perder tempo em coisas que a gente vê que realmente não tinha sentido e e por isso que a gente tem que ter muito cuidado com com alguns países enfim alguns locais onde é permitido abreviar morte né através da da eutanásia porque

gente vê que realmente não tinha sentido e e por isso que a gente tem que ter muito cuidado com com alguns países enfim alguns locais onde é permitido abreviar morte né através da da eutanásia porque quantos e quantos espíritos nos trazem a importância desses momentos né Não não é um assunto Claro pra gente amplificar aqui mas como quando mesmo que numa doença terminal em situações realmente limítrofes comas enfim o quanto ali eh muitas vezes a gente pensa que aquele ser tá em sofrimento mas ele tá em um momento Talvez o melhor momento da sua vida naquele corpo físico Então até isso a gente tem que ter essa consciência de olhar com os olhos de seres espirituais e não achar que abreviando a vida tá fazendo um bem né A vida é o nosso bem maior e se a gente ainda está ali tem tem um motivo muito bem então mais um capítulo né que que nos convida à reflexão né nos trazendo elementos importantes pra gente poder realmente eh ter metas mais saudáveis ter um sentido mais pleno e uma relação mais profunda com a nossa própria existência um grande abraço a todos então e até o próximo encontro

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