Roda de Conversa em Família | Além dos Anos - A Essência do Ser na Velhice Segundo o Espiritismo
O programa no formato podcast Roda de Conversa em Família é um espaço sobre a importância do diálogo, a troca de ideias e principalmente encontrarmos soluções na convivência familiar. Vamos contar com sua participação sobre os temas importantes que possam manter a harmonia em família. Nosso desafio é ajudar você identificar as problemáticas e propor algumas soluções de acordo com as orientações evangélicas e espirituais. Apresentadora: Hildegéria Miranda Coordenadora Estadual Área da Família - Federação Espírita do Paraná Apresentadora: Vera Sankari Coordenadora da Área da Família - URE Oeste - Federação Espírita do Paraná Convidada: Patricia Rosa Gonçalves Leta - AFAM/FEP Direção: Rodney Lara #conectaespiritismo #radioespiritadoparana #rodadeconversaemfamilia
Olá, queridos internautas. Sejam todos muito bem-vindos à Roda de Conversa em Família. Nosso coração está saltitante de tanta alegria e entusiasmo de termos nesta segunda-feira saída dos estúdios Eurípedes Barçanufo aqui em Curitiba e vindo nos reunir nesta grande roda através das janelinhas. É com imenso prazer, uma alegria enorme que aqui nos encontramos para esta roda de conversa em família. Hoje o nosso tema é Além dos Anos, a essência do ser na velice segundo espiritismo. E para esta conversa, além de mim, aqueles que ainda não nos conhecem, Yudegéia Miranda e a nossa queridíssima Vera Sancari. Seja muito bem-vinda, Verinha. >> Olá, meus amigos. Que delícia estar aqui, né? E o de hoje, hoje a nossa roda aumentou e agora interativa. Então assim, vocês podem entrar, conversar, deixar aí as suas mensagenzinhas que nós vamos bater no papo tudo junto, a nossa família tá crescendo. >> Inclusive, se alguém, não é, Vera, se alguém tiver algum questionamento, vocês podem colocar no chat. O Rodne está aqui conosco nessa transmissão. Podem enviar suas perguntas que a medida que formos conversando nós vamos eh atendendo as solicitações. Também pedimos a vocês que deixem sugestões de temas, mas para quem ainda não está habituado com as nossas rodas, nós estamos na terceira temporada. Olha só, Verinha. né? >> Só que agora é agora nós agora nós estamos passeando um pouquinho fora do estúdio, né? E >> isso. Muito bem. Nós estamos na terceira temporada do programa Roda de Conversa em Família pela Rádio Espírita do Paraná. Eh, as duas primeiras temporadas foram todas gravadas no estúdio Uripides Banufo, que fica eh no Centro de Estudos Espíritas de Curitiba, carinhosamente conhecido como CEPEC, que cedeu esse espaço para ali serem realizadas várias atividades transmitidas pela Rádio Espírita do Paraná e muitas outras parceiras das atividades. E então este ano essa novidade com a possibilidade de trazermos eh tantas pessoas queridas, caras aos nossos corações, eh que trabalham na
Espírita do Paraná e muitas outras parceiras das atividades. E então este ano essa novidade com a possibilidade de trazermos eh tantas pessoas queridas, caras aos nossos corações, eh que trabalham na área da família, nas diversas uniões regionais espíritas, convidados de todas as partes, assim amplia o nosso leque, não é verdade, Verinha? nosso leque de opções para trazer aqui conosco. Opõ. >> E o mais bacana é isso também, né? Porque aqueles que ficavam nos vendo agora tá aqui, né? Não só nos trazendo pergunta, mas também contribuindo com as nossas reflexões durante a conversa, com o nosso bate-papo, trazendo ali também o seu olhar sobre o tema, né? E esse é um tema, um tema que nós estamos caminhando para ir, né? Porque nós vamos, será que estamos preparado, Ilde, para isso? Eu acho que tem uma pessoa que pode contribuir, gente. >> Com certeza. Ó, aqui, ó, vocês estão vendo aqui embaixo é o link para a para acessar as nossas rodas de conversa, a primeira e a segunda temporada. E também eh a Pat aqui tá falando para nós que alguém disse que nós estamos sem som. Vocês, por favor, coloquem aqui no chat se estão nos ouvindo. >> É porque aqui os nossos microfone tá tudo certo. >> É, nós estamos ouvindo uma outra. Não sei se não está saindo o som para o para quem está nos acompanhando, porque aqui no chat algumas amigas colocaram que está sem som. >> A Maria da Graça está falando que tá sem som. Nós gostaria de saber uma opinião de uma outra pessoa para ver se realmente >> é, mas ela mesmo colocou que na TV está com som. Então vamos ver. o vai nos eh conduzindo aí nessa questão do som. Bem, então meus queridos, aqui conosco uma convidada muito especial, é com muito carinho, com muita alegria que chamamos para esta grande roda em família, Patrícia Rosa Gonçalves Leta, seja muito bem-vinda, amada Pat. É isso que eu ia falar, a nossa conhecida Pat. >> Isso. Fiquemos então com Pat. Uma alegria estar aqui, uma alegria ter recebido esse convite. Eh, roda de conversa é sempre muito bom,
inda, amada Pat. É isso que eu ia falar, a nossa conhecida Pat. >> Isso. Fiquemos então com Pat. Uma alegria estar aqui, uma alegria ter recebido esse convite. Eh, roda de conversa é sempre muito bom, né? A gente sempre se sente assim em família, né? Mais à vontade. É uma, é um momento da gente tá fazendo uma troca, né? uma troca à luz da doutrina espírita e de temas que são muito eh do nosso dia a dia, do nosso cotidiano. Então é pra gente tá refletindo para não perder tempo e colocar em prática, né? É verdade. >> Então que seja assim essa roda de conversa para nos aquecer, porque daqui de onde a gente está tá frio, então >> Citiba tá gelado. Que >> essa troca amorosa nos aqueça não só o coração, mas o corpo com uma energia boa que todos estão com certeza nos enviando nesse momento e que a gente também daqui está enviando, né, Itivera? Sim, >> com certeza. Nossas vibrações de muito calor, calor amoroso para nos aquecer aqui. E a todos que estão nos acompanhando para nós iniciarmos essa roda, esse bate-papo, nós trouxemos uma prece. Vamos começar com uma prece intitulada Prece ao Envelhecer. Está nesta obra, ó, Folhas de Outono. >> De outono, >> Luci Dias Ramos. E ao final da obra, ela nos traz essa prece. Senhor, não permita que eu me torne uma velha rabugenta, nem fique a reclamar da vida e dos outros. A parte de meu coração a tristeza, o desalento. Que o meu olhar seja sempre limpo, sem a sombra da amargura. Que minhas mãos estejam abertas a receber as bênçãos que manam da tua infinita bondade. Livra minha mente das algemas do ódio, do egoísmo e da insensatez. Conserva em meu rosto o sorriso e a serenidade em meu olhar. Que o meu coração esteja sempre aberto ao amor. Faça de mim uma pessoa generosa, que eu saiba dividir o meu pão com os que nada t e as flores do meu jardim com os que não possuem um lugar para cultivá-las. Não permita que eu viva do passado falando de mim, de minhas aventuras, menosprezando os valores de hoje. Induse-me a falar sempre da beleza das
ardim com os que não possuem um lugar para cultivá-las. Não permita que eu viva do passado falando de mim, de minhas aventuras, menosprezando os valores de hoje. Induse-me a falar sempre da beleza das flores, da riqueza do amor, do canto dos pássaros, do verde das matas, da carícia do vento suave, a me envolver quando a tarde termina. que eu veja em meu próximo, mesmo que não me compreende, o irmão ao quem a quem eu deva respeitar e amar. Que eu me emocione sempre com a beleza da vida a cada novo dia, com a alegria dos que retornam os lares após o trabalho, com as palavras e gestos de gratidão dos humildes. Senhor, agradeço a bênção do renascimento, a família, o lar, as oportunidades que a vida tem proporcionado para o meu crescimento espiritual nos momentos de dores acervas e nos instantes de felicidade. Que eu não menospreze cada minuto de meu dia e viva sempre conforme teus sábios desígnios. Obrigada, senhor. Eu, meninas, quando li essa prece, eu falei: "Eu acho que ela pensou em mim, >> só em você, né? >> Vou vou escrever para deigia". Eu falei assim: "Nossa, porque assim, eu me senti ao ler essa prece como se eu tivesse escrito, porque são coisas que eu gosto, né, desse apreciar a natureza, as flores, os jardins, mas assim, eh, é uma prece que eu acredito, eu estou com 57 anos, então já passei, né, meio século aqui na jornada terrena. nesse caminho do envelhecimento. Então eu espero que assim como a Lucioloca na nessa obra, eu também seja esta que vai envelhecer dessa maneira, sem reclamação, não é? Porque é tão bom apreciar a vida, não é, Pat? >> Então, e eu já vou pegar um gancho na sua fala, né? Porque quando a gente fala assim, eu espero envelhecer, a gente não tá esperando não, a gente já tá envelhecendo, né? >> Porque o envelhecimento para algumas partes da dos estudiosos da gerontologia, ele já inicia no momento da concepção. Então é um processo. E eu não sei porque que a gente tem tanto medo desse processo, porque estamos imersos nele, né? Estamos nessa existência já vivenciando ele. Só
já inicia no momento da concepção. Então é um processo. E eu não sei porque que a gente tem tanto medo desse processo, porque estamos imersos nele, né? Estamos nessa existência já vivenciando ele. Só que historicamente falando, realmente a morte e o envelhecimento, eles foram muito associados à desgraça, ao castigo. Então, ainda é muito comum nos dias de hoje a gente entender a velice como perda e sofrimento. E isso é tão forte, isso tá tão arraigado dentro de nós, que eu vou ler aqui para vocês um trechinho do que a Organização Pan-Americana, ela apresentou como a primeira área de atuação dela na década do envelhecimento saudável nas Américas, que é uma é uma um documento que é válido de 2021 até 2030. E qual é o dos grandes objetivos da Organização Pan-Americana? mudar a forma como pensamos, sentimos e agimos em relação à idade ou envelhecimento. Então veja que nós aqui vamos falar sobre a visão espírita desse processo, mas é um processo que ele está já gerando demanda para todos os setores da sociedade para que haja um olhar mais cuidadoso, compreensivo e amoroso com relação a esse processo, para que a gente possa desconstruir, né, conceitos que ainda estão arraigados e que estão literalmente nos prejudicando. tentando caminhar, né? >> Eh, mas é que ainda, né, Pat, a gente tem essa visão, eh, a velice, aquela pessoa sentadinha, a vovó, né? E não é isso. Claro que a gente tem que aprender a lidar com essa essa fragilidade do corpo físico, porque é uma fragilidade do corpo físico. Nós temos que aprender a respeitar o nosso corpo, mas o nosso espírito tá a todo vapor, né? Está ali para aprender cada vez mais e mais. E às vezes a gente vê no próprio núcleo familiar, né, que já não dá mais atenção pro vô, paraa avó, paraa tia, né, a juventude com essa sede de vida, essa essa perfeição do corpo, né, a velice, para certas pessoas, quando ela olha só o lado material, é assustador porque perdi meu corpo, olha, tá mudando tudo, olha os pés de galinha, olha E não é isso. Eu acho que quando nós
po, né, a velice, para certas pessoas, quando ela olha só o lado material, é assustador porque perdi meu corpo, olha, tá mudando tudo, olha os pés de galinha, olha E não é isso. Eu acho que quando nós começamos a olhar a vida mais pelo lado espiritual, gente, é uma bênção. Imaginou passar uma carnação, chegar a 90 anos, 100 anos. Olha que bênção para esse espírito, né? Claro, com toda a fragilidade do corpo, nosso corpo físico. Mas olha o ganho. É imenso, não é? É, o Jorge Andreia, ele fala um pouquinho disso que você tá trazendo, varinha, ele fala assim da questão da nossa capacidade de adaptação, que essa capacidade de adaptação, ela tem que ser muito bem gerenciada e amadurecida no processo de envelhecimento. Por quê? Porque em geral a gente adoece quando a gente perde essa capacidade de nos adaptarmos a fatores externos. Nesse caso, a gente vai falar até aqui sobre os fatores internos, né? Então, eh, eu vou dar aqui um exemplo bem prático pra gente compreender. Quando a gente, agora Curitiba, meu Deus, tá um frio aqui, nossa senhora, eu já fiquei sabendo que vamos ter um veranico, vamos chegar a 31º. para carioca tá terrível, >> né? Né? Então, quando a gente não consegue se adaptar a uma mudança de temperatura tão grande, que que acontece? A gente fica gripado, a gente fica doente, né? E no processo de envelhecimento, da mesma forma, quando a gente não consegue se adaptar a uma perda, por exemplo, de um ente querido, a gente adoece. Quando a gente não consegue se adaptar a uma alimentação de alguma função do nosso corpo, a gente adoece. Só que essa capacidade de adaptação, ela é construída desde a infância. Então cabe, né, aos pais ensinarem desde a infância as crianças a lidarem com as frustrações, a lidarem com as situações em que elas vão ter sim que se adaptar e não o meio se adaptar a ela, né? Então, se a gente entende que o envelhecimento é um processo e é um processo que se inicia lá no momento da concepção, passando pela infância, adolescência, juventude,
não o meio se adaptar a ela, né? Então, se a gente entende que o envelhecimento é um processo e é um processo que se inicia lá no momento da concepção, passando pela infância, adolescência, juventude, vida adulta, tudo no processo educativo desse espírito vai contar e vai ser pesado nesse momento da fase da velícia. Então, a criança que não foi ensinada a se frustrar vai ser o idoso que continua sem ter aprendido se frustrar, >> sabe? Então, é algo que não foi aprendido, não foi eh investido, porque assim, eh não importa se somos estamos na infância, se estamos na juventude, se estamos na vida adulta. Somos espíritos imortais em progresso, todos nós. Então, sempre estamos aprendendo. E cada fase tem uma particularidade que nos faz estarmos mais propícios. a um aprendizado em específico, um momento específico. >> Uhum. Mas assim, na infância os pais já não podem perder tempo, nem ficarem tímidos de apresentar esse espírito que chega, as leis morais, a lei de causa efeito, a necessidade do autoconhecimento, porque é isso que vai fazer com que ele feche os ciclos, feche essas fases de uma forma mais madura, sem levar pra frase seguinte situações que ainda não foram bem resolvidas. E engraçado que essa tua fala me remeteu muito e que nós criamos os nossos filhos como uns superheróis fortes. Às vezes eles querem fazer algo para nós e nós falamos: "Não precisa, deixa que eu faço". E até isso nós temos que mudar, porque nós temos mostrar que nós somos frágil. Porque quando o nosso corpinho não aguenta, né? o quanto a gente ainda precisa, a gente precisa ser cuidado. E às vezes nós passamos uma vida colocando na cabeça dos nossos filhos, que nem você disse, se a gente vem nesse processo sempre educativo, né, tudo na nossa vida vai mudando ao longo do tempo, até o fato às vezes de você mostrar, a preciso de ajuda, não, deixa teu filho fazer, deixa ele te ajudar, se permita ser cuidada, né? Porque quando a idade nos chega e a fragilidade do corpo nos chega, a fragilidade do corpo, aí a gente vai
reciso de ajuda, não, deixa teu filho fazer, deixa ele te ajudar, se permita ser cuidada, né? Porque quando a idade nos chega e a fragilidade do corpo nos chega, a fragilidade do corpo, aí a gente vai necessitar desse olhar, desse olhar de cuidado. Só que muitas vezes nós passamos uma vida, né, Pat, fazendo os nossos filhos acreditar que nós somos superheróis e que somos nós que estamos aqui sempre para cuidar deles. E depois a gente percebe que tem muitas pessoas que fala: "Ai, meus filhos não me ajudam". Mas às vezes na cabeça deles eles não conseguem ver esse pai e essa mãe num corpo frágil porque passou uma vida inteira vendo essa presença forte, decisiva. É engraçado isso, né? >> Mas tem a ver, Verinha. Eu penso, como a Pat falou anteriormente, que é uma construção. Desde quando nós chegamos aqui, quando nós desembarcamos, eu gosto de pensar assim, desde quando nós desembarcamos, nós eh na realidade não estamos ganhando mais um ano. Nós a a esse processo, né, de retorno começa justamente quando nós chegamos aqui. E, e justamente nessa obra em que eu estava lendo, né, sobre eh esse processo, sobre eh essa forma poética, como a Lúcia se traz aqui da da questão do envelhecimento, né, folhas de outono, ela fala justamente disso, que ao atingirmos a idade adulta, somos o reflexo, como disse a Pat, do que vivenciamos nos ciclos anteriores. de nossa existência, envelhecemos conforme vivemos. Então, é desde, né, da infância, a pré-adolescência, adolescência, o jovem adulto, o adulto, enfim, eh, o que vocês falaram, são esses ciclos que nós vamos construindo e quando eles são bem eh fechados, nós passamos para uma próxima fase de bem com a vida. Eh, Ide, você responde aí que nós tivemos uma pergunta aqui no chat. >> É o, nós temos uma pergunta da eh tecno foco. >> É, ó lá, >> a pergunta é: o que dizer sobre as pessoas que exageram em procedimentos cirúrgicos tentando retardar os sinais de envelhecimento? E aí? >> E aí, Pat? família não facilita para ninguém. É, eu penso assim que tudo na vida nós temos
e as pessoas que exageram em procedimentos cirúrgicos tentando retardar os sinais de envelhecimento? E aí? >> E aí, Pat? família não facilita para ninguém. É, eu penso assim que tudo na vida nós temos que ter equilíbrio para tudo. Claro que nós estamos aqui para cuidar do nosso corpo, né, do corpo físico e do espírito, como o próprio Evangelho Segundo Espírito traz para nós ali nas instruções, né? Cuidai do corpo da mesma forma que necessita cuidar do espírito. Agora, há um equilíbrio, não é? Se as pessoas têm condições de cuidar eh de uma forma salutar, OK? O que nós não podemos permitir é que essa esse cuidado ele chegue a um ponto, esse é o meu pensamento, chegue a um ponto que ele comece a gerir a minha vida. É isso que faz com que eu eh me acorde todos os dias pensando no que fazer para ficar mais nova. Não tem uma pessoa. Esses dias eu estava, nós estávamos conversando e um um alguém falou assim: "Vocês viram que tem uma pessoa que está fazendo vários tratamentos para voltar a ter 18, como estava ou para voltar a ter 18 anos, gente, né? Todo nós estamos nós são Pat acabou de falar, são processos, né? é um processo em construção. Nós estamos aqui eh trabalhando por esse amadurecimento espiritual. Então, a partir do momento que eu me deixo eh envolver pela vaidade que ela assume a gestão da minha vida, então eu vou perder o controle de tudo isso. Daqui a pouco eu acabo, nós acabamos vendo várias situações, né, das pessoas que exageram e chega a um ponto que não tem um retorno, né? Não tem, aliás, não tem como voltar ou refazer o caminho, porque é uma completa desfigura com eh desfiguração do próprio rosto, do próprio corpo, porque nós não sabemos eh a a até que ponto ou quem são essas pessoas eh que vão nos cuidar de fato, não é? Às vezes a gente se entrega e pela vaidade não procuramos saber quem são os profissionais. E muitas vezes pelo nosso desejo, o profissional chega e fala assim: "Eigéria, esse procedimento não é adequado para você devido à suas a sua situação, até questão de saúde, né,
são os profissionais. E muitas vezes pelo nosso desejo, o profissional chega e fala assim: "Eigéria, esse procedimento não é adequado para você devido à suas a sua situação, até questão de saúde, né, física, mental, emocional ou alguma alguma problemática que eu trago em mim ali, o profissional sério chega para mim e fala: "Não, não recomendo tal procedimento, mas eu quero. Eu saio dali e vou procurar alguém que aceita fazer de qualquer forma, não é? Então, vejam, são os caminhos que nós mesmos, porque a consequência vem para nós, são as nossas atitudes desse pensar até onde é cuidado de fato e até que momento nós nos nós estamos permitindo que a vaidade, o nosso orgulho, né, o egoísmo que ele impere em nós, né? Não sei como vocês pensam a respeito disso. Pat Vera, >> Pat, vamos lá, Pat. O que que você, ó, ele ele pergunta aqui as pessoas que exageram. É, >> é a palavrinha chave dessa pergunta foi o exagero. >> Já tá resposta. >> Até esse livro que a IL ela indicou, Folhas de Outono, a Lucías Ramos, ela vai falar sobre isso. Então, ela tem um uma parte do livro que ela vai falar dos idosos que aceitam bem o envelhecimento, que não aceitam e os idosos que não se conseguem se enxergar nessa fase da vida. Mas a gente tem que colocar, a gente tem que ser assim, muito prático. O espiritismo ele traz sempre a ciência para casar junto da visão do espírito, da visão da doutrina espírita, né? Então vamos lá, vamos relembrar um pouquinho o que que é o envelhecimento. É um, como característica, é um processo progressivo e irreversível de mudanças biológicas, químicas, físicas. Então, se a gente compreende isso, a gente compreende que a gente pode buscar, lógico, situações de bem-estar nesse processo, nesta fase, mas entender que é uma fase que é progressiva. E qual é o culminar dessa fase? O culminar da fase do processo de envelhecimento e da velice é a morte do corpo físico. Então, a gente tem que lembrar, e isso é é uma parte muito bonita. E essa é uma visão muito legal que a doutrina espírita nos traz, porque
esso de envelhecimento e da velice é a morte do corpo físico. Então, a gente tem que lembrar, e isso é é uma parte muito bonita. E essa é uma visão muito legal que a doutrina espírita nos traz, porque a doutrina espírita ela não tem receio de falar sobre o momento da partida, o momento, né, que o corpo físico ele chega no limite dele. Todas as outras, todos os outros ciclos da vida que a gente tá conversando aqui, eles têm um limite bem definido, né? Então, a infância vai lá até os 11 anos de idade, do momento do nascimento até os 11 anos. A adolescência dos 12, aí alguns consideram até os 17, outros até os 18, enfim, né? Aí tá a juventude dos 18, né? Até a vida adulta lá 21 aí 21 até os 59. Adulto >> e velho, né? E velho não, que não, não. Pessoa idosa, é a velice. >> Sim. É aí >> 60 anos aqui até >> o teu corpo >> desencarne. >> Desencarn. >> E isso faz mudar tudo porque o tempo passa a ser gerenciado com valor diferente das outras fases. >> Sim. >> E por assim, eu vou trazer um pouquinho do Leon Denis, do livro Grande Enigma. Ele apresenta a vida adulta de uma forma muito legal. Ele fala que o adulto ele é aquele que tem consciência da sua força e sabe utilizar. Então a gente já tem que pensar se a gente como adulta a gente tá consciente da nossa força e a gente tá sabendo utilizar. E se a gente sabe, se a gente tem essa consciência, uma das coisas que nós não vamos deixar para depois é o preparo paraa velice do como eu quero chegar na velice. Porque quando a gente é criança, a gente não vai parar para pensar: "Puxa, como eu quero chegar na velice". Quando a gente é adolescente, a velice tá muito distante. A gente vai pensar nisso, existe nem existe, né? >> Gente, a velice não é assim. A gente dormiu na infância e acordou na velice, mas ainda assim assusta. Ainda assim assusta muitos de nós. Como assim? Por que que assusta? Porque existem muitos fatores, né, que se associam à questão da velice. A gente tá falando aqui da idade cronológica, mas tem a questão psicológica, social,
os de nós. Como assim? Por que que assusta? Porque existem muitos fatores, né, que se associam à questão da velice. A gente tá falando aqui da idade cronológica, mas tem a questão psicológica, social, cultural, né? Isso tudo vai pesar em como nós nos enxergamos quando estivermos na fase da velícia. E isso é o mais importante de tudo, essa construção. Porque a velice também vou de novo buscar aqui, Leonir, é uma fase de recapitulação da página da nossa vida, da história da nossa vida. É o momento de recapitular, só que recapitular de um jeito muito bacana, sem preconceito, sem mágoa, sem ressentimento, porque nós já estamos sábios, mais sábios, mais vividos, mais experientes. A nossa visão antes tão egocêntrica que é normal na infância, que vai se expandindo pro núcleo da família, então a família passa teu peso. Tem que constituir um lar, tem que manter esse lar, tenho que criar os filhos. Ela vai se expandindo para quando a gente chegar na velice, o nosso olhar é pra humanidade. >> Como muda, né? E e esse teu comentário ali, eu vou pegar um ganchinho que a Márcia Kbec fez a uma um uma reflexão aqui. Ela fala: "A fase da vida, onde acumulamos todo o conhecimento da vida. Cada ruga tem uma história. É doloroso fisicamente, mas é lindo, né? Porque não é só é é aquilo que você falou, é uma construção, é um preparar para esse caminhar e realmente chegar. A gente, nós mudamos muito ao longo do tempo, porque chega uma certa fase da vida, a gente fala: "Nossa, olha, antes eu fazia, brigava por qualquer coisa. Agora, gente, as coisas é que é aquilo caiu de leu ali no começo, nós começamos valorizar outras coisa, é a flor, é o tempo, é a qualidade ao lado dos nossos amores, que é coisa que lá na juventude para nem saber, fase adulta, faz de correr atrás para construir família, que nem a parte disso, né? arrumar tudo. E daí chega a fase que é paraa gente olhar a vida de um olhar, de uma forma diferente, mas ao mesmo tempo é assustador essa fragilidade fisicamente. É assustador nós termos que conviver com
umar tudo. E daí chega a fase que é paraa gente olhar a vida de um olhar, de uma forma diferente, mas ao mesmo tempo é assustador essa fragilidade fisicamente. É assustador nós termos que conviver com as nossas limitações e ao mesmo tempo perceber o quanto nós precisamos do outro. O quanto nós necessitamos do outro é uma fase que nos exige olhar a vida de uma forma diferente, porque tem situações que eu eu moro com a minha sogra, minha sogra ela tem 89 anos e ela 88 e ela fala assim: "Filha, na minha cabeça eu posso tudo. Eu posso subir no banco sim. Eu posso subir no banco sim e pegar a a travessa de vidro lá em cima. Na minha cabeça eu posso, mas quando eu vou o meu corpo não vai. E isso isso se você não começa a fazer esse caminhar mesmo de aprender, né, a entender esse processo, entender, né, compreender que a minha vontade, né, eu aqui eh tenho toda a disposição para subir num banco me arriscando, pegar uma vasilha que seja um copo, enfim, quem quer que seja, que esteja uma determinada altura. Porém, nós não temos mais a flexibilidade, o corpo não acompanha. Às vezes nós vamos, é como eu eu achei engraçado o jeitinho dela falar, eu na minha cabeça eu posso, mas o corpo não vai, não é? entender das nossas limitações. Eu me lembro que uma vez, Patti, você falou assim da diferença entre independência e autonomia, se eu não estou equivocada, não foi? >> Porque às vezes você eh há momentos em que nós somos independentes e autônomos. Em outros momentos nós temos uma autonomia, mas somos dependentes, não é isso? Dá para você falar dessa questão, Pat? >> Sim. E depois até eu vou vou aproveitar também o gancho da Verinha, eh, para trazer como tá sendo legal essa fala do nosso aprendizado, porque o corpo físico ele é o nosso freio. >> Então, para quem era muito acelerado, não vai dar mais para ser muito acelerado. Tudo vai ter que ser pensado antes de ser executado. Porque se não pensar antes de executar pode dar ruim. E aí a vida também passa a ter uma velocidade diferente.
i dar mais para ser muito acelerado. Tudo vai ter que ser pensado antes de ser executado. Porque se não pensar antes de executar pode dar ruim. E aí a vida também passa a ter uma velocidade diferente. Isso tudo faz parte do aprendizado do espírito. Então, se a gente pensar, né, que a faixa etária, né, a gente tá numa transição demográfica junto da transição planetária, eu já falei isso numa outra palestra, então se a gente entende que o planeta tá nessa transição demográfica, que cada vez mais estamos com mais idosos na sociedade, junto de um momento em que a gente tá na transição moral do planeta. em que tá se dando a oportunidade de vivermos mais, aumentou a expectativa de vida de 20 a 30 anos. Isso não é à toa. Então, essa necessidade da gente ter mais tempo desacelerado, encarnado, pela primeira vez, muitos de nós pela primeira vez estamos vivendo tantos anos encarnados, porque antes, com 40 anos, 50 anos, as pessoas já morriam. Agora as pessoas estão passando dos 80 anos numa quantidade cada vez maior e aí esbarra nessa situação que a IUD fala da autonomia e da independência. Então o espírito, né, nesse esse espírito encarnado, ele pode gozar de plena autonomia das suas decisões, o que eu quero, o que eu acho que é o correto, mas já estar dependente da família. Ele pode estar acalmado, mas ele pode sim ainda escolher o que ele quer para ele, como ele quer que seja a gestão da vida dele. E isso é importante até pra gente estar atento em relação às relações familiares junto do idoso, porque ocorre muito, isso é muita, é muita das queixas que a pessoa idosa traz, a infantilização e a perda da autonomia precoce. Então o idoso ainda tá pleno da capacidade de decisão dele. Ele só está frágil fisicamente falando, mas mentalmente ele está bem. E a família, por conta da fragilidade física, tira dele a oportunidade de continuar gerindo a sua vida. Só que o momento que ele tem que faz parte do processo educativo desse ser, continuar gerindo, ainda que limitado fisicamente falando. E os filhos eles
a oportunidade de continuar gerindo a sua vida. Só que o momento que ele tem que faz parte do processo educativo desse ser, continuar gerindo, ainda que limitado fisicamente falando. E os filhos eles passam a interromper esse processo de educação na plenitude dele, porque da infância até a morte, a gente quer tem ficar claro que sempre temos que estimular as potencialidades do ser. E as potencialidades elas existem desde lá de terridade até o idoso longevo. Esse idoso longevo, ele ainda tem várias potencialidades a se expressarem de formas muito peculiares, mas tem. Então, a gente tem que perceber se nós estamos sendo facilitadores dessas potencialidades ou barreira para essas potencialidades. >> E aí, Pati, a sua fala vem ao encontro do que nós temos aqui no chat. A rede mundial emissora colocou assim: "No seio familiar, estamos honrando o legado do ser há mais tempo em experiência ou somos o reflexo da sociedade que exclui o valor, né, da terceira idade ou da pessoa idosa, não é? Quem somos nós? Em em onde nós nos enquadramos, onde nós nos colocamos, como é que nós estamos?" E e eu penso assim que isso que essa questão é uma é uma resposta que cada um de nós tem que dar dentro do seio da sua, né, ali no núcleo familiar, como nós estamos nos relacionando. Porque da mesma forma que nós nos relacionamos eh em casa com os nossos, nós também vamos levar para a sociedade, né? a nossa primeira sociedade e a sociedade, né, a nossa a humanidade. Então, é de nós pensarmos se nós estamos eh nessa colaboração, porque a família é isso, é a grande a grande oportunidade, né, qualidade da família em colaborar com o criador. E aí, como é que nós estamos fazendo? da eh as nossas como é que nós estamos construindo as nossas relações nesse sentido do que você trouxe aqui parte da pergunta que foi feito, porque eh esse olhar como foi colocado aqui, se eu não me me engano, pela Raquel, que falou, né, de gratidão por tanto tempo, pelas experiências, pelas trocas, porque muitas vezes nós
a que foi feito, porque eh esse olhar como foi colocado aqui, se eu não me me engano, pela Raquel, que falou, né, de gratidão por tanto tempo, pelas experiências, pelas trocas, porque muitas vezes nós falamos assim que agora eh é um papel invertido, como se nós fôssemos pais dos nossos pais. A Vera tem até uma fala sobre isso, mas eh entender que >> como assim ser pai dos nossos pais? Eles não vão nos obedecer porque eles têm, não é isso, Pat? Eu estou me equivocando, mas os eles continuam, a pessoa com 70, com 80, com 90, elas continuam com a experiência dela. É o respeito que nós temos que ter por toda essa vivência e compreender. É essa troca que nós temos que fazer. pais dos nossos pais no sentido de justamente de gratidão, de respeito, mas que como você falou, eles têm autonomia, é saber escutar o como eles querem vivenciar, entender das suas eh dos seus desejos, das suas vontades e não tratar como se fosse uma criança. que eu penso, eh, e aí você me corrige se eu estou equivocada, que é o nosso grande erro, né? Ou pelo menos da maioria de nós tratar o idoso como se fossem crianças. É, é que na verdade, né, Idei, pai é sempre pai, né? A gente tem que ter isso muito claro. Mãe é sempre mãe, filho sempre filho. Então o que acontece é é o cuidado. Então a responsabilidade como cuidador vai passar a ser do filho para te chamar. >> Oi? Não é >> vazamento de casa, gente. Tudo bem. Tudo bem. >> É família. É família em casa aqui, ó. falando, mas eh é o a gente tá falando aqui de cuidado. O cuidador vai passar a ser o filho, mas o filho cuidador ele tem que lembrar que o pai ele tem um legado que o filho ainda não tem. Esse legado é a realização, é a grande diferença. A velice é a fase, Jesus fala isso no livro Boa Nova, é a fase do da realização daquele que fez, daquele que agiu. Não tá mais na esperança nem na promessa. Então, há de se ter muito respeito por esse legado, por essa realização de vida. Então, quando a gente tá como cuidador, é um cuidador que compreende o seu papel
tá mais na esperança nem na promessa. Então, há de se ter muito respeito por esse legado, por essa realização de vida. Então, quando a gente tá como cuidador, é um cuidador que compreende o seu papel e que ele nunca vai deixar de entender que ainda existe uma hierarquia nessa história e nesse legado. E a hierarquia continua sendo do pai e da mãe e o filho abaixo na hierarquia de legado, né? É isso que nós temos que compreender e entender para podermos, como diz aqui a a Lúci, né, que ela diz assim, que a família bem estruturada em bases cristãs minimiza os desajustes e os conflitos familiares e os idosos se sentem aceitos e integrados no grupo familiar no qual exista respeito, amor, Solidariedade, ajuda mútua e compreensão. É para idoso um ponto de sustentação e equilíbrio. Seu estilo de vida marcou também, de forma indelével, a família que construiu e hoje, certamente está colhendo os frutos da semeadura que realizou junto aos seus familiares. Lar é o melhor lugar para o bem-estar físico e espiritual do idoso. Olha que lindo. E é bacana você trazer isso, essa fala, Elde, porque eu lembrei do que a Vera trouxe também, né? Eh, a questão do colaborar. Se os filhos não foram ensinados a função colaborativa dentro de um lar, serão adultos que eles não vão querer colaborar com o pai na fase da velice. E tem uma outra, uma outra situação que Denin nos aponta, porque a gente fala muito do preconceito do jovem com idoso, né, com a pessoa idosa, mas existe o oposto também. E a Luc falou nessa prece dela, né? Então, quando a pessoa idosa, ela só fica apontando paraas novas gerações que a época dela era melhor, que os jovens são todos irresponsáveis, que são preguiçosos, a pessoa idosa está se responsabilizando por não criar uma ponte, um laço de ternura com as novas gerações. Então os netos, os filhos não vão sentir prazer em estar junto da pessoa idosa, porque não foram valorizados nem ensinados a gostar e estar junto. >> Então esse é um preço que tem que se ter muito cuidado, que muitos idosos acabam
vão sentir prazer em estar junto da pessoa idosa, porque não foram valorizados nem ensinados a gostar e estar junto. >> Então esse é um preço que tem que se ter muito cuidado, que muitos idosos acabam tendo que eh passar por isso porque foi uma construção de muitos anos. E é tão legal essa tua fala, porque é um olhar de dois lados. A vida em família é uma via dupla, né? Onde eu vou, o outro vem e assim nós vamos crescendo, evoluindo junto. Porque é o mesmo momento que o jovem tem que ter esse olhar para o idoso, o idoso também, né? Tem que ter esse olhar para o jovem e entender que já é que nem a gente às vezes escuta, fala: "Eu já fui assim, mas a vida me mudou". Não é vida, não é o tempo, o processo, essa evolução de amadurecimento até do próprio espírito. Como a gente, cada vez que nós vamos estudando mais, compreendendo, permitindo que o espiritismo adentre dentro de nós, como nós começamos a enxergar a vida de uma de um modo totalmente diferente. E é bem o que você falou, temos que nos permitir, porque em qualquer situação da nossa vida, se nós não nos permitimos a ter um olhar mais atento em qualquer fase da nossa vida, fica difícil para nós. Aqui hoje nós estamos falando da limitação do corpo físico, que lutar às vezes aceitar essa limitação para uma pessoa que às vezes é super ativa, faz tudo, não para e daqui a pouco, puxa, eu já não consigo. Como nos diz, eu acho que a Márcia ali, ela até fez um comentário que a minha mãe faz tudo. Ela é sempre muito ágil. Nós ficamos em cima olhando aos 85 anos, mas com o passar do tempo ela já entendeu a limitação, ela compreendeu a limitação dos seus limites. E isso também um aprendizado para nós. Aprender, aprender essa limitação, compreender que estamos aqui, não podemos parar, sempre aproveitando e aprendendo cada vez mais. mas também sabendo lidar com essas dificuldades que nos ajuda a crescer também, evoluir. Porque a partir do momento que percebemos as nossas limitações e aceitamos, também nos tornamos grato pelos nossos
também sabendo lidar com essas dificuldades que nos ajuda a crescer também, evoluir. Porque a partir do momento que percebemos as nossas limitações e aceitamos, também nos tornamos grato pelos nossos filhos, pelo sobrinho, às vezes um amigo que vem nos auxiliar. Isso nos dá gratidão, nos causa gratidão. É um olhar diferente, porque às vezes passamos pela vida e não somos gratos por tudo que temos e pelas pessoas, pela nossa rede de apoio, porque todos nós temos uma rede de apoio e quando ficamos mais com o corpo mais fragilidade, né, frágil na velice, nós precisamos muito mais dessa rede de apoio e às vezes esquecemos de agradecer, ser grato de verdade por todo esse amparo. o que nós temos, não só dos nossos amados, queridos, encarnado, mas também da espiritualidade que sempre tá ali nos amparando. >> O André mandou ali uma pergunta, né? Eh, André, existe uma diferença, sabe, nesse processo de envelhecimento que a gente chama de senilidade e senescência. Então, na sinescência a gente é aquele envelhecimento em que vão aparecendo os sinais de envelhecimento comuns ao processo. Então, por exemplo, a gente ficar um pouco mais esquecido quando a gente envelhece é natural, é normal. Mas quando a gente tem um Alzheimer, aí a gente já tá falando de uma doença que em geral acontece na fase da velice. Então, tanto existem eh sinais do processo de envelhecimento que são esperados, né, e que são mais fáceis de se lidar, de se administrar, como existem doenças e situações limitantes que são realmente grandes desafios paraa família. Então, uma das situações em que eh as a os as sociedades ligadas à gerontologia, os profissionais ligados à gerontologia têm procurado fortalecer são justamente as instituições de longa permanência. Antigamente a gente falava asilos, né? Essas instituições de apoio aos idosos. Por quê? Nós estamos passando por várias situações diferentes que a gente não passava antes. Então, como estamos vivendo mais, os idosos em geral, eles estão trabalhando até mais tempo, eles
s idosos. Por quê? Nós estamos passando por várias situações diferentes que a gente não passava antes. Então, como estamos vivendo mais, os idosos em geral, eles estão trabalhando até mais tempo, eles não estão aposentando tão cedo. Então, a gente vê muitos idosos que ainda estão precisando trabalhar e que tem os pais idosos e não podem parar de trabalhar para poder auxiliar os idosos. Ou a gente percebe muitos idosos que são cuidadores de idosos. Então são aqueles filhos de 60 anos que já tem os pais de 80, 90 anos, mas eles, os filhos, são idosos e muitas vezes com doenças crônicas limitantes. Então, eh, cada caso é um caso mesmo, porque o processo de envelhecimento ele é individual, cada pessoa envelhece de uma forma. Então não há por julgar quando a família ela vê a necessidade de colocar aquele idoso numa instituição, quando o que motiva ela é de fato a melhor alternativa para aquele idoso, né? Então, se a o que me motivou foi saber que o meu pai ele está sendo visto, ele está sendo acolhido, ele não está sozinho enquanto eu estou precisando trabalhar ou porque eu tenho uma situação de saúde, enfim, tudo o que vai ser levado em conta é a motivação. E mais ainda, né, o fato de nós termos um pai ou uma mãe ou uma avó que esteja numa dessas instituições não significa o abandono. Então nós vamos poder estar presentes sim na vida desse nosso ser amado, querido, muito tranquilos, muito tranquilos da opção. Então assim, eh, a gente tem que est muito cauteloso e lidar com essas situações, porque, como eu falei ali no início, ainda temos arraigado dentro de nós uma visão muito negativa do processo de envelhecimento e das instituições de longa permanência, né? E aqui a gente tá tratando, por exemplo, da situação do envelhecimento, mas a gente pode podia, né, não agora, mas outras situações em que as pessoas precisam ficar internadas em algumas instituições, porque é o melhor naquele momento, naquela situação em particular. >> Eu acho que você falou algo aí fundamental assim na na resposta ali pro
pessoas precisam ficar internadas em algumas instituições, porque é o melhor naquele momento, naquela situação em particular. >> Eu acho que você falou algo aí fundamental assim na na resposta ali pro André Pat, que é o que me move. o que me move, porque às vezes é aquilo, não tenho condição, também tenho que trabalhar, tenho uma família e eu sei que ali vai estar bem cuidado. Então o isso não faz eu ser um filho ingrato ou uma filha ingrata, mas faz eu dar uma boa condição pro meu pai, porque às vezes eu tenho que trabalhar, tenho uma família, não posso me dar o luxo de ter em casa, de cuidar, não vai ter o cuidado necessário. Então eu acho que a tua fala nesse sentido ali pro André e espero que, né, que a gente tenha respondido, é o que move. Puxa, não foi falta de amor, foi o fato de não conseguir neste momento estar ali, mas está lá, visita, tem o carinho, tem o mesmo amor. Isso não é não é considerado, não tem nada a ver com ingratidão. E é até uma prova de amor, porque perante às vezes a sociedade, aí nós entramos lá na tua fala do começo, né? Coisas muito arregadas dentro de nós, perante a sociedade ainda tem essa coisa. Ah, colocou numa casa de cuidadas. >> É. E meu Deus, às vezes você fez aquilo com maior amor, porque você olhando, né, ali aquele momento, a situação seria a melhor condição, aonde poderia ser mais bem cuidado. Então é é bem eh bem o que você falou, é olhar o que me move. Então me move is está sozinho muitas vezes, Vera, Pat dentro de própria casa. Ele poderia estar na casa, né? o o eu trago o meu pai para morar comigo, mas eu não estou em casa. Eu não tenho atenção, não posso dar esse cuidado porque eu preciso trabalhar e eu não estarei na maior parte do dia em casa. E muitas vezes esse essa pessoa estará sendo olhada, cuidada, é a parte da alimentação em tudo quando ela está numa casa de apoio, num lar temporário ou que seja de permanência diária, não é? Porque tem são várias circunstâncias. Tem aqueles que vão para passar o dia, aqueles que estão lá com
o quando ela está numa casa de apoio, num lar temporário ou que seja de permanência diária, não é? Porque tem são várias circunstâncias. Tem aqueles que vão para passar o dia, aqueles que estão lá com uma permanência maior. Eh, recentemente um uma amiga foi para um lar porque é o que você falou, Pat, ela e o esposo. Uma pessoa idosa cuidando de outra pessoa idosa que requer muito cuidado, precisou fazer uma cirurgia, né? quebrou o fêo. Veja como que uma pessoa mais de mais idade vai cuidar daquela que tá naquela situação. Então, a família decidiu que seria melhor ir para uma casa para que ela tivesse todos os cuidados. Isso é também zelar pelo bem-estar do outro. E aí muitas vezes essa culpa, como o André coloca ali, é uma cobrança nossa, porque nós ouvimos o que o outro diz, mas o outro não sabe qual é a minha experiência, qual é a minha vivência, o que que tá acontecendo a de casa, quais são as minhas eh qual é a minha situação, se eu tenho essa rede de apoio, como a Vera colocou, que dá importância. Muitas vezes você tá sozinho naquele lugar ou só são as duas pessoas. Então são as circunstâncias e tudo isso que vocês falaram, né? Qual qual é qual foi a intenção, o que me levou a tomar essa decisão? Porque o amor muitas vezes nos nos chama para e eh colocar a pessoa num outro ambiente para que ela seja melhor cuidada. Isso é amor. >> E e é e é assim, como podemos perceber que Andressa não tem nada de um filho ingrato, porque um filho ingrato em nenhum momento ia mesmo fazendo a melhor escolha ia se sentir culpado. Um filho ingrato, não ia acontecer esse sentimento. Então já é uma grande resposta você ter, né, essa sensação de, puxa, poderia fazer mais. Mas às vezes, infelizmente, por mais que o nosso coração deseje que tudo que a gente queira, infelizmente nós temos umas limitações. Existe o porquê de cada situação. É que nem eu falo, tem vezes que a gente só precisa largar o chicote um pouquinho do lado, né? deixar do lado. Porque quando a gente tá fazendo com amor,
limitações. Existe o porquê de cada situação. É que nem eu falo, tem vezes que a gente só precisa largar o chicote um pouquinho do lado, né? deixar do lado. Porque quando a gente tá fazendo com amor, mesmo que perante aos olhos do próximo, possa parecer muito errado, mas você sabe o que tem dentro do teu coração. Então eu acho que essa é a melhor resposta, porque tudo na nossa vida é entre nós e Deus, então ninguém melhor do que nós e Deus. Então assim, só o fato de você mesmo fazendo o correto, tá se sentindo, você não tem nada de ingrato, não. Nada de um filho ingrato. >> Ai, mas gente, toda a roda de conversa é sempre muito gostosa, é sempre muito boa. Eh, mas >> o tempo passa, o tempo passa. E nós, para finalizarmos aqui nessa noite, teremos outras oportunidades. Deixem aqui os comentários de vocês, as sugestões, eh o que que vocês gostariam de de tratar aqui na roda de conversa, mas novamente fazemos o convite, acessem o canal da Rádio Espírita do Paraná no YouTube. Nós temos lá eh duas temporadas. Nós estamos agora na terceira já com quatro programas. Então, vejam o que já tem e tragam eh sugestões para novas oportunidades de conversas nessa grande roda em família. E para finalizarmos o esta noite agradabelíssima, nós gostaríamos eh logicamente que a parte trouxesse aqui as suas considerações finais, a Vera. Depois eu vou trazer aqui, vou fazer a leitura de um outro texto para nós encerrarmos. Combinado? Combinado. >> Então eu deixo com a Vera, depois quer falar primeiro? Vai Vera, vai Vera. >> Não pode falar primeiro. Ela é convidada. Não, você pode pode falar, minha amiga. Então, eu vou trazer como consideração final aquela palavra que eu falei de Jesus no livro Boa Nova para que a gente termine aqui a nossa roda de conversa com essa visão lindíssima da fase da velice, que é uma oportunidade do espírito se expandir ao máximo, deixar que a sua luz se expanda, a luz da sabedoria, que ele aquiiete o coração e compreenda esse ser imortal cheio de potencialidades
velice, que é uma oportunidade do espírito se expandir ao máximo, deixar que a sua luz se expanda, a luz da sabedoria, que ele aquiiete o coração e compreenda esse ser imortal cheio de potencialidades e ainda de muitas oportunidades que a vida ainda trará, a vida, seja material ou a vida lá no plano espiritual. Então, Jesus, ele fala assim: "A velice é o fruto da experiência e da sabedoria. A ramagem é uma esperança, a flor uma promessa, o fruto é realização. Realizemos, meus queridos, sem perda de tempo. Muito obrigada pela oportunidade. Fiquem com Deus >> e que assim seja, Pat, que nós possamos caminhar nessa escola maravilhosa que é a vida, aproveitar a nossa reencarnação aqui ao lado dos nossos amores, que possamos aprender. E aqui fica a nossa gratidão. E é tão bom ter vocês na roda de verdade, né, Ilde? estar aqui com vocês ao vivo, vocês interagindo, falando conosco. Foi muito bom. Acompanhe as nossas as nossos antigos trabalhos, mas também retorne sempre aqui conosco para sempre conversar conosco. Que nem eu sempre falo, agora vai acontecer, joga na roda o assunto que nós conversamos. Um abraço fraterno a todos vocês. Muito obrigada. >> Muito obrigada, Pat querida. Obrigada, Verinha, por continuarmos esta grande roda. A todos os nossos amigos que tiraram um pouquinho do seu tempo para fazer parte dessa conversa e aqueles que virão posteriormente a Rádio Espírita do Paranaia, tantos que nos acompanham, que transmitem, retransmitem o programa Roda de Conversa em Família. Muito, muito, muito obrigada. E para um até logo, trazemos o balanço da vida por por Luci Dias Ramos. No entardecer da vida, reconto meus dias, recordo vivências, analiso as vitórias e as experiências positivas que me ajudaram a crescer, ou as perdas e as lutas em glórias. Coloco na balança da vida, em seu lado positivo, o que foi felicidade e me tornou de algum modo melhor ao longo do tempo. O trabalho no bem, o lar, a família, os amigos sinceros, o canto dos pássaros voejando nas manhãs ensolaradas.
u lado positivo, o que foi felicidade e me tornou de algum modo melhor ao longo do tempo. O trabalho no bem, o lar, a família, os amigos sinceros, o canto dos pássaros voejando nas manhãs ensolaradas. A relva macia sob meus pés na estrada sinuosa de terra batida. A beleza das flores contornando o lago que espelhando o céu em tons de azul se encrespa de leve ao sopro do vento. O riso gostoso de uma criança que estende seus braços. Os amores distantes que um dia partiram. Quem segue a meu lado e paciente me acolhe com desvelo e afeto no inverno da vida. Lembranças felizes do meu viver, as perdas reais, os desenganos e o que me fez sofrer ficaram distantes. E não vejo razão para recordar. Fui feliz ou infeliz é difícil explicar. Sei tão somente que se põe o valor nas coisas pequenas, aumenta a tristeza no meu coração. Mas se considero o que amo, o que me faz feliz, o valor do tempo, a paz, a amizade sincera, vale a pena viver. No balanço final, vencem o amor, o bem e a gratidão. Caminho pela estrada sobre o sol, como nos dias da infância, sentindo alegria em meu coração, seguindo o ronteiro do Mestre Jesus. Muito obrigada e até a próxima. Beijão e muito obrigada a nossa parceiro Conecta, né, que tá conosco também, Espiritismo TV. Gente, obrigadão, um beijo e um abraço assim com muito carinho para cada um de vocês. >> Beijo, queridos. Fiquem com Deus.
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