🎙️ Podcast CONECTA ESPIRITISMO – CONECTA.ON com Caio Almeida

Conecta Espiritismo TV 23/02/2026 (há 1 mês) 34:53 110 visualizações 13 curtidas

O espaço onde as grandes ideias ganham voz. Um bate-papo leve, inteligente e inspirador com as principais personalidades presentes no Congresso Espírita de Campinas 2026. Conversas que conectam experiências, ampliam visões e aproximam corações. Aqui, o conteúdo vai além do palco — ele pulsa, dialoga e transforma. Realização: Conecta Espiritismo Produção e Gestão: TV IDEAK 🌐 www.conectaespiritismo.com.br

Transcrição

Ja. Olá, você que nos acompanha aqui no Conecta Espiritismo Campinas 2026. Que alegria estar com você para mais um bate-papo gostoso hoje com o jovem, um jovem já adulto, porque eu conheci ele pequenininho, mas é um um rapaz atuante no movimento espírita, uma pessoa muito querida do meu coração, que é o Caio Almeida. Bom dia, Caio, bem-vindo. Nós vamos conversar sobre a fé, né? Eh, você quer cumprimentar os nossos internautas? >> Olá, pessoal. Muito bom dia ou boa tarde ou boa noite, não sei em que momento você está vendo esse esse vídeo. É um prazer enorme estar aqui. Então vamos sim conversar um pouco mais sobre fé, um tema às vezes tão falado, mas muito pouco compreendido, mas que é fundamental pra nossa vivência nesta terra e até mesmo do lado de lado. >> Ótimo. Então vamos fortalecer esse nosso conceito de fé, né, Caio? Eu queria te perguntar sobre a questão básica da fé, muito falada, ventilada no movimento espírita, que é essa dicotomia, fé cega, fé raciocinada. Que que você traz para nós sobre isso? >> Antes da gente começar, é sempre muito importante definir o que é fé. Todos falam: "Eu quero ter uma fé, eu quero desenvolver, eu quero fortalecer e aquecer a minha fé". Mas o que seria fé? A fé vem de uma palavra grega lá dos evangelhos que foram escritos em grego, significa pistes. Pistes é a palavra grega para confiança. Então a fé seria a plena certeza, a plena confiança na soberania divina. Ou seja, Deus tá no comando. É a plena certeza desse fato. Isso que é o interessante, porque quando eu tenho a certeza que Deus tá no comando, eu começo a ficar esperançoso. Olha, o mundo tá parecendo um caos. Se eu não tiver fé, eu acho que isso aqui já era, não vai ter salvação. Mas se eu tenho essa confiança de que Deus tá aqui regendo, olha, eu tô esperançoso, vai dar certo. Então eu tenho a esperança num futuro melhor. E com isso, tendo a esperança, achando que pode e vai dar certo, eu desenvolvo a caridade, que é a mãe, não é a mãe, a mãe é a fé. A caridade é o fruto, a coroa das

enho a esperança num futuro melhor. E com isso, tendo a esperança, achando que pode e vai dar certo, eu desenvolvo a caridade, que é a mãe, não é a mãe, a mãe é a fé. A caridade é o fruto, a coroa das virtudes, segundo Paulo de Tarso nas suas epístolas. Então, a fé me dá a certeza de que Deus tá no comando. Por isso eu tenho a esperança de que vai dar certo. Bom, já que vai dar certo, vamos trabalhar por isso, né? Ninguém vai botar a mão na massa se achar que não tem como fazer nada de diferente se não achar que vai dar certo. Então, a caridade vem da fé, como São Paulo muito bem nos colocou. Então, dentro do espiritismo, nós temos essa distinção entre uma fé cega e uma fé raciocinada. Isso é muito importante porque no capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo sobre fé, a fé transporta montanhas, tem um texto muito, muito, muito bonito do José, um espírito protetor se comunicando que ele fala: "Creia em Deus, mas saiba porque você crê em Deus. Acredite nas suas promessas, sabendo porque você acredita". Tem então esse conhecimento, né, de por nós acreditamos em reencarnação, em mediunidade, em Deus. Por quê? Porque aí também nesse capítulo do Evangelho diz: "A fé verdadeira é aquela que se confronta com a razão em qualquer época da humanidade. Nós não podemos ter medo do confronto, né, claro, amigável, né, das discussões para fortificar ou mesmo mostrar os equívocos que nós podemos estar sujeitos. Então, tendo essa certeza do que nós cremos, o por nós cremos, essa fé fica muito firme. E isso é fundamental, ter uma fé firme, porque ela não vacila. Porque é muito fácil ter a fé num evento espírita desse, tudo organizado dentro da casa espírita, num encontro espírita, né, nos retiros, por exemplo, mas quanta coisa aperta lá fora. Quando acontece um problema, você demitido, perde um ente querido, coisas piores, ou às vezes não tanto, é nesses momentos que nós precisamos de uma fé, de uma certeza muito bem consolidada, porque convenhamos, na hora que o bicho aperta, a gente não tá tão racional e com a

piores, ou às vezes não tanto, é nesses momentos que nós precisamos de uma fé, de uma certeza muito bem consolidada, porque convenhamos, na hora que o bicho aperta, a gente não tá tão racional e com a cabeça no lugar quanto agora. Então, se a fé não tiver muito bem consolidada, ela vacila. Então, outro detalhe sobre a fé cega, além de às vezes ela não dar esse conforto quando a gente mais precisa, essa fortaleza quando nós mais precisamos, ela também tá mais sujeita a equívocos. Ela frente, diariamente se coloca frente a situações que ela não consegue explicar ou situações que às vezes fraquejam a fé. Isso é muito comum. Pessoas às vezes de outras religiões quando confrontadas com alguma argumentação, elas ficam: "Rapaz, nunca tinha pensado nisso? Isso realmente não faz muito sentido. Por que que eu acredito nisso? E aí começa a fraquejar a fé. Porque como eu disse, a fé ela é a mãe, ela é a base de um edifício inteiro. E um erro de cálculo na base compromete o edifício inteiro. Mesmo que as as partes de cima estejam bem consolidadas, um equívoco aqui embaixo pode levar o prédio inteiro a ruir. Daí a importância então de nós nos instruirmos, que é exatamente o que o espírito de verdade pede de nós no quinto, no quinto capítulo ou sexto, no sexto capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo. Amai-vos, eis o primeiro mandamento. Instruí-vos, eis o segundo. Eu só quero chamar atenção brevemente para essa ordem. Amai-vos e instruí-vos. Qual que ele falou primeiro? Amai-vos. Porque é isso o que mais importa. Amai-vos como eu vos amei. Jesus falando. Então é botar em prática, é vivenciar. Jesus deu a vida por nós. Esse é o tamanho do amor que ele tem por nós. E é isso que ele pede de nós uns pelos outros. Então, a prática, a vivência ativa de amar ao próximo, de botar os seus talentos de uma forma útil para ajudar, é isso o primeiro ponto. Mas também não pode ficar atrás o instruos, o conhecimento. E aí o Emmanuel, o mentor espiritual do Chico Xavier, ele fala o seguinte: "De tudo,

de uma forma útil para ajudar, é isso o primeiro ponto. Mas também não pode ficar atrás o instruos, o conhecimento. E aí o Emmanuel, o mentor espiritual do Chico Xavier, ele fala o seguinte: "De tudo, tudo, tudo, tudo, tudo que nós podemos levar desse planeta, só duas coisas vão conosco, as boas ações que fizemos e o conhecimento que nós obtivemos. Então, o amai-vos e instruí-vos são os únicos tesouros que a traça não roi, o ferrugem não consome e os ladrões não roubam. Então é esse os verdadeiros tesouros que Jesus já nos orientou, Emanuel nos orienta e às vezes a gente acaba esquecendo e dando foco em outras coisas da vida. >> Bem, como eu já esperava do Caio, ele praticamente esgotou as minhas perguntas, né? Mas eh a gente vai continuar batendo esse papo gostoso. E vocês observaram que o Caio citou ali algumas obras espíritas. Vejam vocês a importância de nós estudarmos a doutrina bebendo em fontes seguras. Ele citou Emanuel, que é o mentor de Chico Xavier, como ele acabou de colocar, que tem obras magníficas, né, Caio, e citou o Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec. com bases seguras para tratarmos desse assunto tão importante que é a fé. Eu quero que você comente também um pouco, Caio, sobre as questões relacionais. Eu conheço sua família, sei que vocês têm um grupo familiar maravilhoso, mas nós enfrentamos hoje na sociedade modelos familiares bem complexos, sabe? Jovens que não são ouvidos pelos seus pais, pais que estão muito distantes dos seus filhos, preocupados com o dia a dia, com o trabalho, às vezes muito mais do que deveriam. Então, como é que a fé pode facilitar esse convívio familiar, essa tolerância com as dificuldades, essa essa discrepância de idade, de mundos, de criação? como a fé pode colaborar para que essa conexão familiar esteja cada vez melhor? >> Nós temos, é, em várias referências espíritas, até mesmo, né, religiosas em si, cristãs, a importância nuclear da família para uma sociedade. E há autores, até mesmo da filosofia, da

da vez melhor? >> Nós temos, é, em várias referências espíritas, até mesmo, né, religiosas em si, cristãs, a importância nuclear da família para uma sociedade. E há autores, até mesmo da filosofia, da sociologia, que defendem quando a família começa a ser atacada, a sociedade inteira rui por consequência. Então, para as pessoas passando por dificuldades nessas situações, nós temos que lembrar do dever cristão que nos chama até mesmo dentro do lar. Eu só fazendo um paralelo que eu gosto muito de um livro de um russo chamado Dostoevski, o autor, o livro chama Os Irmãos Karamazov. E nesse trecho, nesse livro, tem uma passagem, o livro é espetacular, vale muito a pena. Quem quiser, por favor, leiam. Mas tem um trecho que é o seguinte: chega uma mulher lá para um padre, o orientador espiritual ali da região e fala: "Meu senhor, esse negócio de amar o próximo não tem como. O próximo é muito difícil. Eu amo a humanidade, aquele negócio que as pessoas às vezes postam na internet, né? Eu amo as crianças da África, eu amo a humanidade. Nada contra fazer ajudar as crianças, por sinal, né? A fraternidade sem fronteiras tá aí para poder receber doações e auxílio? Nada contra. Mas amar o próximo é muito difícil. Por quê? Ele tá muito próximo. E complica por dentro de casa que a gente vê convivendo dentro de casa, mas também na escola, na faculdade, no trabalho, no dia a dia, que a gente vê quem é o ser humano de verdade, né? A os vícios, as virtudes, o dia a dia ali. Então aí ela fala: "Nossa, mas é muito difícil." Aí pois é, mas é o que o mestre mandou, né? Jesus falou, amar o vosso próximo como a si mesmo, né? Então, não só o próximo, né? Físico, claro, né? Mas, enfim, dentro de casa é onde nós podemos exercitar melhor as nossas virtudes, desenvolver virtudes e controlar os nossos vícios, que é o meio que nós viemos na Terra para fazer, tá? Então, esse contato próximo é muito útil para isso e até pra parte dos filhos relembrar sempre da piedade filial. também tá no Evangelho

os vícios, que é o meio que nós viemos na Terra para fazer, tá? Então, esse contato próximo é muito útil para isso e até pra parte dos filhos relembrar sempre da piedade filial. também tá no Evangelho Segundo o Espiritismo. Agora me fugiu o capítulo, mas é um dever tão sério que no Evangelho, e a Joana também tem um trecho falando sobre isso em outro livro, de que a piedade filial é tão importante, é um dever sagrado, de que não importa o que o seu pai ou sua mãe te fez, as piores condições que eles te deram, ele te deu a vida. E só isso já é o motivo para você ser eternamente grato por ele e não abandonar hipótese nenhuma. Então mesmo aquela pessoa que pisa no seu pé o tempo todo, que faz as piores atrocidades, a gente sabe que isso acontece, nem nada disso justifica o abandono que algumas pessoas relegam os pais para, né, nas piores condições possíveis. Mas também aí um ponto importante, a fé, ela não só exige de nós as coisas, se fosse seria muito cruel, ela nos fornece recursos adequados para que nós enfrentemos as situações que ela nos pede. Então, a fé fortalece a nossa crença de que isso é necessário e também nos fornece meios para que nós possamos arcar com as dificuldades da vida. E aqui indo mais além de apenas a família e abordando dificuldades humanas que nós podemos ter. E eu gostaria de trazer a passagem do Novo Testamento de Pedro andando sobre as águas. Essa passagem é muito simbólica, é uma das minhas favoritas de toda eh os de todos os evangelhos. Por sinal, na série The Chosen, quem quiser ver a série Os escolhidos de Chosen, conta a história de Jesus. E a passagem de Pedro andando sobre as águas é espetacular. Mas vamos lá. Pedro tá junto com os os discípulos num barco no mar da Galileia, que é um lago, sabia? O mar da Galileia não é mar, ele é um lago de água doce. Lá só eles, só os 12 e muitas tempestade. As ondas ferozes e ele sozinho de noite, chovendo, remando e o barco não sai do lugar, aquele desespero todo. E aí do nada eles vem um vulto andando nas águas. Aí é um

s, só os 12 e muitas tempestade. As ondas ferozes e ele sozinho de noite, chovendo, remando e o barco não sai do lugar, aquele desespero todo. E aí do nada eles vem um vulto andando nas águas. Aí é um fantasma, é uma assombração, que que é isso? Aí alguém fala: "Não, é Jesus." Aí Jesus vem chegando e Pedro ele levanta e fala: "Senhor, se é tu mesmo, manda que eu vá até ti sobre as águas." Que Jesus falou: "Então vem, sou eu mesmo, então vem". Aí o Pedro deu aquela borradinha, né? Mas vamos, então vamos andar. Começou a sair do barco. E olha que interessante, os textos dizem: Pedro tava indo, olhando fixamente para Jesus, indo andando de novo. Não era um mar tranquilo, não era piscininha, era tempestade e onda, não sei quê. Mas Pedro tava indo, tava indo, tava indo. Aí o texto diz: "Até que ele reparou no vento e começou a afundar". E aí ele diz: "Senhor, me socorre". Aí a palavra imediatamente Jesus estende a mão, puxa ele e fala: "Homem de pouca fé, porque duvidou?" Essa passagem é belíssima. A tempestade representa as dificuldades da vida, seja dentro de casa, em qualquer contexto social que a gente se esteja inserido, seja pessoal. A tempestade são as dificuldades, claro, umas maiores, outras menores, né? Mas tudo são tempestades, são dificuldades que nós temos que atravessar. E a gente para andar sobre as águas, atravessar a tempestade, nós temos que ter o foco certo, que é em direção ao Cristo, ao que ele nos pede, seguindo as suas leis de justiça, de amor e bondade. Quando está nesse foco, a gente atravessa qualquer tempestade que nós estejamos suscetíveis. O problema é, ele desviou, ele olhou, ele reparou no vento e aí ele começa a afundar. O problema assume uma proporção muito maior. O mesmo problema é o mesma chuva, o mesmo vento assume uma proporção muito maior. Ele se enfraquece, ele fica com medo e aí ele afunda. Ele começa a se a sucumbir frente aos problemas, frente à dificuldade da vida. Só que aí mesmo a gente duvidando, mesmo a gente pipocando, como se diz, né,

fraquece, ele fica com medo e aí ele afunda. Ele começa a se a sucumbir frente aos problemas, frente à dificuldade da vida. Só que aí mesmo a gente duvidando, mesmo a gente pipocando, como se diz, né, modernamente, Deus, Jesus, os espíritos amigos estão sempre ali. Tanto é que ele fala, ele afundando, Senhor, me ajuda e aí a palavra imediatamente aos pedidos de ajuda, Jesus estende a mão. Isso então mostra que tem um trecho do Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 2, 5 ao s, chama o ponto de vista, que ele comenta o seguinte: tudo, tudo, tudo na vida é questão de ponto de vista. E aí quando eu tô dando esse estudo, às vezes falando dessa dessa passagem, né, nas mocidades, eu sempre coloco, eu pego alguma coisa, sei lá, pegar aqui meu celular e aqui ele, se eu chegar ele muito pertinho, ele fica muito grande. Agora se eu afasto, bota ele lá longe, o mesmo celular toma uma proporção muito menor. E é assim com problema. Se eu vejo só da ótica, por exemplo, material, de que essa vida é a única que tem, o problema fica muito maior. As dificuldade, a mesma dificuldade, eu tenho a impressão de que ela é muito maior e eu tenho a impressão de que eu não vou dar conta, eu afundo. Quando eu me afasto do problema, eu reconheço que eu sou um espírito imortal, que eu tenho várias encarnações, que Deus tá me ajudando o tempo todo. Eu tenho um mentor só para mim, obsessor, eu que puxo. O mentor é só meu. Eu tenho um mentor espiritual que quer me ajudar o tempo todo por mim. Eu tenho a plena certeza de que são três fatores que o espiritismo dá pra gente lidar com o sofrimento. Eu tenho a certeza de que ele é justo, seja por coisa que eu fiz nessa vida, perdão, ou por coisa de vida passada, ele é justo. Então, nenhum sofrimento é injusto. Segundo, eu dou conta. É aquela do frio conforme o cobertor, eu dou conta. E terceiro, ele é passageiro, seja nessa vida, seja do lado de lá, seja em algum momento. Então, quando eu encaro um mesmo problema, sabendo que ele é justo, que eu dou conta, que ele vai passar, dá um

terceiro, ele é passageiro, seja nessa vida, seja do lado de lá, seja em algum momento. Então, quando eu encaro um mesmo problema, sabendo que ele é justo, que eu dou conta, que ele vai passar, dá um acalento muito grande para aí sim eu botar mais energia para fazer ele passar. Então são isso. E claro, mesmo que às vezes ele não vá, eu não consiga contorná-lo, eu vou passar por ele da melhor maneira possível. Foi o que eu falei ontem na apresentação, na mesa que eu que eu participei. Eu não consigo controlar nesse não sempre a situação, mas como eu reajo, eu consigo controlar. E o exemplo que eu dei no no foi um filme do Rei Leão de que o Simba, o leãozinho, perde o pai. O Mufasa morre tentando salvá-lo. Ele poderia agir de mil formas diferentes, mas ele opta por ficar recluso naquela do Racon Matata, ele começa a abdicar do seu papel, do seu chamado que ele tinha para poder viver muito abaixo do que ele poderia, do que ele tinha capacidade de viver. Então, é muito simbólico que um leão, o rei da selva, esteja afundado lá comendo lesma e outros insetos. Isso é muito simbólico. O quanto que o ser humano, no caso ali representado, né, na figura de um leão, ele consegue se rebaixar, ele se acostuma com muito pouco. Então esse esforço de ascensão é exatamente isso que é requerido de nós, com todo o apoio e amparo da espiritualidade. E não só por isso, imediatamente quando Pedro pediu ajuda, Jesus estendeu a mão e puxou. Um outro exemplo também na literatura espírita é o caso do André Luiz. No primeiro livro no nosso lar, ele tava 8 anos no umbral, todo perdido ali, até que ele tem um lapso de consciência, ele ora, pede ajuda, imediatamente o Clarence aparece para ele, fala: "Vamos embora, meu filho, agora tá na hora". Tô mostrando como que a fé nos dá recursos para enfrentar qualquer sofrimento da vida, qualquer dificuldade, seja dentro de casa ou seja em qualquer outro aspecto da nossa encarnação. >> Muito bem. Quero resgatar novamente algumas citações importantes de Caio.

alquer sofrimento da vida, qualquer dificuldade, seja dentro de casa ou seja em qualquer outro aspecto da nossa encarnação. >> Muito bem. Quero resgatar novamente algumas citações importantes de Caio. Primeiro ele citou Joana de Angeles, que tem uma série psicológica que responde para nós muitas questões da alma, tanto no relacionamento com outro como consigo mesmo. Então, vale a pena pegar essa citação de Caio. Ele citou também a série de showen, né, que tá fazendo um grande sucesso, que conta de uma forma belíssima a história do Cristo. E agora por último, André Luiz, que todo mundo já deve ter ouvido falar, mas como a gente também é assistido por não espíritas, a série André Luiz, ela é composta de livros psicografados também por Chico Xavier, que conta a história de como é o mundo espiritual. Então, para você que tem curiosidade de saber como é o outro lado, fica essa dica importante aí do Caio. Um outro lembrete que Caio nos trouxe, que eu quero resgatar, é a presença do amigo espiritual ou anjo da guarda ou mentor, protetor, seja o nome que a gente venha dar. Todos nós temos um espírito protetor e importante, um espírito de segunda ordem, que na escala espírita representa aqueles espíritos que estão mais livres das coisas do mundo e que estão ali para cuidar de nós, para nos intuir mensagens positivas. Então, eu sei que você vai rever essa entrevista tão gostosa com Caio, mas guardem essas questões que ele trouxe que são muito importantes. Mas Caio, a gente tem enfrentado hoje na sociedade eh um grave problema que são jovens eh por diversos motivos detidos nas redes sociais ou com convites do mundo que nem sempre são os melhores e vivendo momentos ainda na idade muito terra de depressão, de ansiedade. Você acredita que está livre disso? Que dicas você daria? para essa juventude que está assistindo a gente, que se encontra assim com coração amargurado, com estado de depressão, tristes em casa, sem poder dialogar muitas vezes com a família. Você tem alguma dica para

juventude que está assistindo a gente, que se encontra assim com coração amargurado, com estado de depressão, tristes em casa, sem poder dialogar muitas vezes com a família. Você tem alguma dica para essa juventude? >> Quem sou eu, né? Mas vamos tentar trazer aqui o que os espírit, >> Afinal, você se livrou disso. >> É sempre um esforço constante que não pode abrir mão nunca. Mas vamos lá, fazendo então uma breve contextualização, tanto Joan quanto André Luiz e Emmanuel, em alguns dos seus livros diferentes, eles dizem que se não todas, a imensa maior parte das doenças, das patologias, seja mentais e até mesmo do corpo, tem origem espiritual. Então ter essa clareza fundamental e já que você comentou do André Luiz, da série André Luiz, ele conta vários, ele acompanha vários casos e alguns ele mostra algumas doenças que a gente acha que não tem nada demais, problema no fígado, intestino, essas coisas. mostrando clara influência espiritual sobre isso, seja de viciação mental, de pensamento, de comportamentos viciosos, enfim. Então, a imensa maior parte das patologias, para não dizer todas, tem uma origem espiritual, não é negando a parte biológica. Eu sou, né, faço estudário da saúde, não nego os impactos eh ambientais, culturais, biológicos de forma nenhuma, apenas somando mais um fator para fazer, né, somar, fazero essa continha para dar o resultado ruim, seria a doença, ou os fatores positivos, que seriam a saúde. Então, uma, né, trazendo junto da fé, uma coisa que a gente percebe atualmente, que até, né, os espíritos já alertam há algumas décadas, é essa fé morna. Essa fé que não não comoove, essa fé que eu acredito e morre nisso e fica nesse assunto. No na introdução do Paulo Estevão, o Emmanuel coloca que o objetivo dele est escrevendo esse livro é para que essas diversas igrejas de vários setores do cristianismo, o que inclui nós espíritas, estão muito mornos, eh, ociosos e buscando o menor esforço, buscando o conforto. Também na introdução do nosso lar, o emano também

grejas de vários setores do cristianismo, o que inclui nós espíritas, estão muito mornos, eh, ociosos e buscando o menor esforço, buscando o conforto. Também na introdução do nosso lar, o emano também chama, puxa a nossa orelha falando: "Eu não quero que vocês melhorem a estatística. Eu não quero que vocês sejam apenas um número. Eu sou espírita". A gente precisa de espiritismo, claro, mas a gente precisa muito mais de espiritualidade, de prática. Claro, gente, o instruí-vos ele é fundamental, mas lá na nossa, no chamado Jesus é amai-vos e instruí-vos. A gente precisa dos dois. Não é só aderir verbalmente, não é só melhorar a estatística, é de fato viver isso que nós nos propomos a viver. E de novo eu faço paralelo com o capítulo do Evangelho Segundo Espiritismo sobre fé, que ele fala: "A fé para ser válida, ela tem que ser ativa." É aquela famosa frase: "A fé sem obras ela é morta". Então, que a gente vivencie isso aqui. E uma coisa que eu já ouvi numa palestra muito tempo atrás que ficou na minha cabeça, muitas vezes os nossos colegas do lado de fora do mundo, eles não têm conhecimento, não tem às vezes nunca chegaram a ler e conhecer nada sobre cristianismo. Nós somos o único texto vivo que eles estão lendo. Pela nossa postura, alguém conseguiria se converter ao espiritismo, ao cristianismo do lado de fora? Alguém nos vendo fora de casa, no mundo ou mesmo dentro de casa, alguém conseguiria se convencer de que essa doutrina que nós acreditamos, ela é boa? Ela dá bons frutos ou não? Nós somos um exemplo ou estamos atrapalhando a divulgação da doutrina? O que nós fazemos de especial? Jesus, em outra passagem do Novo Testamento diz: "Somos, ele falou para nós, né? Somos servos maus e preguiçosos. Fazemos apenas aquilo que pedem de nós. Quantos de nós não vivemos apenas na reação, nós reagimos. O professor me pediu para entregar um trabalho, aí que eu movimento. O patrão me pediu para entregar alguma coisa até tal dia, aí que eu movimento. >> A gente vive meio que sobre demanda, né?

eagimos. O professor me pediu para entregar um trabalho, aí que eu movimento. O patrão me pediu para entregar alguma coisa até tal dia, aí que eu movimento. >> A gente vive meio que sobre demanda, né? >> O pai pede para fazer tal coisa, aí que você vai lá e faz. E quando a gente tá livre, ah, não, eu vou descansar, né? Dar uma descansada, eu vou ficar lá de boa, sem fazer nada, né? matando meu tempo. Isso é muito triste de perceber, porque também agora o André Luiz no primeiro capítulo do nosso lar, ele alerta: "Soai agora para não chorar depois". Que foi o que ele fez? Ele viveu uma vida de acordo com a do mundo. Ele não fez nada demais. Esse que é o problema. Ele não fez nada demais. Ele vi, ele teve filhos, deu comida para eles, foi um médico, atendeu as pessoas ali, né? Não cometeu nenhum crime, comia um pouco demais. as vezes tinham bebia um pouquinho, mas tá, ele não cometeu nenhum crime, não fez nada demais e passou 8 anos no umbral no céu e inferno, na segunda parte, tem uma das obras básicas do céu e inferno, na segunda parte são só de casos e tem um caso ali de um espírito que ele também conta, olha a minha situação que tá bem ruim. Aí a filha que tava conversando com ele por mediunidade fala: "Mas pai, por quê? O senhor, né, sempre foi tão OK? Esse que é o problema. Eu fui OK na lei dos homens, mas não a lei de Deus. é preciso muito mais para agradar a lei de Deus. E aí faço um paralelo com o livro dos espíritos. Para agradar a Deus basta não fazer o mal. A resposta tem que fazer o bem no limite de suas forças toda vez que o nosso concurso for necessário. Então, a gente tem que mudar a postura. Nós temos que ser proativos em buscar mudar. E aí também fazendo outro paralelo com o Evangelho Segundo o Espiritismo, de que o verdadeiro espírita é reconhecido pela sua transformação moral e pelo esforço que faz para domar as suas más inclinações, mostrando nós somos seres imperfeitos, nós somos seres de terceira ordem, isso não é surpresa para ninguém. A questão

sua transformação moral e pelo esforço que faz para domar as suas más inclinações, mostrando nós somos seres imperfeitos, nós somos seres de terceira ordem, isso não é surpresa para ninguém. A questão é, eu vou ficar assim ou vou mudar? Porque se a pessoa se declara, se converte ao espiritismo, se diz espírita, mas nada mudou na conduta, no pensamento, nas ações, você virou espírita mesmo? Ou de duas opções, ou você já era um espírito top que não precisava mudar, pouco provável, ou você não se converteu de verdade ainda. Se declarar apenas de nome não ajuda muita coisa. Por isso que nós devemos, segundo o livro dos espíritos, fazer todo o bem que está ao nosso alcance. E uma dica que eu eh recebi de um evento espírita que eu fui, que eu achei espetacular, que eu fiz por muito tempo, que é o seguinte: bota do lado da sua cama um potinho com uns postites do lado para você colocar dentro. Cada dia você é obrigado a escrever uma boa ação que você fez para colocar no potinho à noite. Por quê? Isso vai te fazer ficar atento, buscando oportunidade de ser útil. já é um bom começo, já é um excelente começo e tomar um extremo cuidado com essa acomodação. Por quê? Nós somos seres materiais, mas além disso espirituais, imortais e materiais. Então essa geração, essa epidemia de vazio existencial vem muito disso. Se eu sou um ser espiritual e material, mas principalmente espiritual, como eu vou me sentir preenchido se eu só tento me preencher com coisas materiais? Seja uma série num streaming, seja uma comida, uma bebida, sexo, qualquer coisa. Os prazeres mais mundanos que a gente gasta muito tempo neles, eles não vão preencher. Nós somos muito mais. a nossa parte superior não tá sendo preenchida e vai dar esse vazio. E daí também no livro dos espíritos, salvo engana questão 643, pergunta: "De onde vem essa esse sentimento de desgosto pela vida que às vezes se apodera do ser humano sem motivo justo?" Porque às vezes, claro, na dificuldade no perrengue vai dar um certo baque, vai dar um certo,

de vem essa esse sentimento de desgosto pela vida que às vezes se apodera do ser humano sem motivo justo?" Porque às vezes, claro, na dificuldade no perrengue vai dar um certo baque, vai dar um certo, né, desgosto, mas às vezes do nada vem, eles respondem da saciedade, da falta de fé. e da ociosidade. Na saciedade, a maior parte do planeta tem motivos, tem tem recursos pelos quais viver, mas não tem um motivo pelo qual viver. Nós temos o suficiente, a maior parte das vezes, claro, não desmerecendo, não excluindo quem ainda passa dificuldade financeira, né? Mas enfim, a maior parte do planeta tem recursos para com os quais viver, mas não tem um motivo pelo qual viver, não tem um propósito e isso dá um vazio. Ociosidade, nós não estamos colocando os nossos recursos de maneira útil. E por fim, a falta de fé, essa falta de confiança em algo maior, que não é só aderir verbalmente, é de fato vivenciar essa experiência. E como que a gente tá de tempo aí? Só para que tem mais uma. Estamos quase encerrando. >> Quase. Não vouar essa de ser útil com a parábola dos talentos que Jesus trouxe. >> A gente conhece, às vezes, muitos conhecem ela, já sabem contar, mas não estão cientes da profundidade e do da seriedade do nosso dever frente ao mundo. Rapidamente, a parábola é o seguinte: Jesus, não, um servo, um senhor, chama seus três servos e distribui para eles cinco, três ou duas e uma moedinha para cada um. Talentos. Distribui talentos. e fala: "Ó, eu vou embora, vou dar uma viajada, vocês d seus pulges negócio aqui que depois eu vou voltar. Show! O que tinha cinco invertiu, multiplicou, dobrou. O que tinha dois também invertiu, multiplicou, dobrou. O que tinha um, ele ficou com medo. Ele sabia que o senhor era muito bravo. Ele ficou com medo de perder o talento. Ele enterrou e ficou nisso. Quando o Senhor volta, ele recompensa o que tinha cinco que multiplicou. Ele recompensa o que tinha dois que multiplicou. E o que tinha um, que que ele fez com ele? Não foi gente boa. Ele tirou do que ele tinha, deu porque tinha

ecompensa o que tinha cinco que multiplicou. Ele recompensa o que tinha dois que multiplicou. E o que tinha um, que que ele fez com ele? Não foi gente boa. Ele tirou do que ele tinha, deu porque tinha mais e falou: "Vai ter choro e ranger de dentes, servo mal". Gente, isso é tão importante. Ele utilizou o talento para benefício próprio? Não. Ele utilizou para prejudicar os outros? Não. Ele só não usou. Ele não fez nada demais. E olha a o que aconteceu com ele. E quantos de nós, gente, todos nós temos um talento, um dom, uma missão, um projeto nesta vida. E se a gente não vive ao acordo, isso tem sérias consequências. Essa, às vezes essa ociosidade, essa falta de prática na virtude, isso tem sérias consequências. Não é só fazer mau uso, não é só usar para benefício próprio, simplesmente não usar. já traz seríssimas consequências. Então, que a gente lembre disso de vivenciar mais a nossa fé, sair muitas vezes dessas discursos, dessas conversas que às vezes tem frases defeitos, frases bonitas, mas que não movem, não transformam ninguém. No livro dos espíritos, a última coisa, no na lei de adoração, no capítulo de lei de adoração, ele diz: "A adoração verdadeira que mais agrada a Deus é aquela que te nos coloca de forma útil pro nosso semelhante." Então, se eu venho num evento em algum lugar no centro espírita, ouço frases de efeito, frases tocantes, palavras bonitas que às vezes estão na moda, mas que eu só falo: "Nossa, que palavra bonita e fica nisso, não é o suficiente. Deus espera mais de cada um de nós." Só que ele é tão generoso, tão bondoso, ele espera mais. Só que ele também nos fornece os recursos para cumprir aquilo que ele espera de nós. >> E o nosso querido Raul Teixeira numa de suas entrevistas fala que ser espírita dá trabalho, né, Cai? Não é só colocar o crachá, vestir a camisa, o rótulo, como você colocou. Muito bem, ser espírito. Por isso que às vezes as pessoas falam assim, mas a religião, a religião espírita, ciência espírita, filosofia espírita, ela é limitada, tem um número

tulo, como você colocou. Muito bem, ser espírito. Por isso que às vezes as pessoas falam assim, mas a religião, a religião espírita, ciência espírita, filosofia espírita, ela é limitada, tem um número pequeno, as casas estão esvaziadas. É verdade. E talvez isso seja a grande diferença mesmo desse nicho, né, o espírita, porque ser espírita dá trabalho. A gente às vezes chega na doutrina em busca de consolação, de acolhimento e tem esse acolhimento, mas a permanência requer uma transformação íntima, requer dedicação, né? A pessoa tem que fazer por onde estar ali, porque senão não tem motivo estar ali. Quantas pessoas passam a vida sentados nos bancos das casas espíritas apenas estudando, né, Caia? Eh, infelizmente o tempo já se esgotou e você que tá aí ouvindo deve est pensando assim: "O Caio deve estar assim com os 60 anos, 65, porque ele teve uma vida inteira para estudar espiritismo." Mas isso é a prova de que quando a gente tem um foco, o Caio tem 21 anos, né? É um garoto que já é um homem, mas dedicado aos estudos. Viram vocês as citações inúmeras que ele fez, a desenvoltura na sua fala? Isso é um resultado de estudo, de dedicação e de foco. E por isso, Caio, a gente quer te dar os parabéns e deixar aqui a nossa gratidão com você ser um exemplo de jovem, um rapaz maravilhoso que eu vi ainda pequenininho andando lá na comerge, né, carinho? Quanto tempo faz isso? Eu tô muito feliz de estar aqui com você nesse momento, nessa situação de bate-papo sobre a nossa doutrina, sobre a nossa transformação moral e ver que você está nesse caminho. Que os nossos jovens que nos assistem, nos acompanham, possam tomar você como exemplo e que você se fortaleça com isso, mantendo a sua simplicidade, né, esquecendo a vaidade. para vi que você está muito focado no que quer, no que deseja, que é o que todos nós espíritas devemos fazer, nos entregarmos esta doutrina maravilhosa e seguirmos o nosso caminho de ascensão espiritual da melhor forma possível. Dá trabalho, mas vale muito a pena, né, Caio? Estamos aqui no

itas devemos fazer, nos entregarmos esta doutrina maravilhosa e seguirmos o nosso caminho de ascensão espiritual da melhor forma possível. Dá trabalho, mas vale muito a pena, né, Caio? Estamos aqui no Congresso Espírita Conecta Espiritismo Campinas 2026. Foi muito bom estar com você mais uma vez. Até a próxima entrevista.

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