🎙️ Podcast CONECTA ESPIRITISMO – CONECTA.ON com Simão Pedro
O espaço onde as grandes ideias ganham voz. Um bate-papo leve, inteligente e inspirador com as principais personalidades presentes no Congresso Espírita de Campinas 2026. Conversas que conectam experiências, ampliam visões e aproximam corações. Aqui, o conteúdo vai além do palco — ele pulsa, dialoga e transforma. Realização: Conecta Espiritismo Produção e Gestão: TV IDEAK 🌐 www.conectaespiritismo.com.br
Olá, amigos internautas, todos que nos acompanham aqui do congresso Conecta Campinas. Mais uma vez teremos um encontro especialíssimo com esse amigo querido, esse mineiro que é já é já é cidadão de todo o Brasil, de todas as cidades, Simão Pedro de Lima. Bem-vindo, Simão, à nossa entrevista. É um prazer estar com você. >> Alegria minha, Guto. Muito bom estar com vocês. Pela segunda vez no Conecta, né, o ano passado e agora. muito agradável mesmo e já agradeço, né, pelo pelo convite que me foi feito para participar desse desse esse evento, né, desse desse Conecta Espiritismo Campinas que eu já pude ver está repleto, né, muitas pessoas, >> são mais de 2.000 pessoas presentes, Simão, além dos milhares conectados conosco para ouvir a sua mensagem. E Simão Pedro é autor de paz além das palavras. Queria começar perguntando a você sobre a sua inspiração para uma obra, um tema tão importante, Simão, a paz. Eu diria que todos nós buscamos, né, a paz. Talvez nós não saibamos bem eh onde buscá-la. Talvez nós a busquemos em elementos externos, na externalidade, e não percebemos que a paz é um sentimento interno, que a paz é uma viagem interior em busca de nós mesmos, em busca da nossa plenitude. E é aí que nasce então a ideia de paz além das palavras. Nós falamos muito de paz e é preciso agora que tenhamos uma vivência na paz, atitudes de paz. E é essa a ideia que o livro desenvolve, né? A ideia de pensarmos na paz, falarmos da paz, mas sentirmos a paz, vivermos a paz na forma que o Cristo nos ensinou quando ele disse que ele não nos deixava a paz como nós a entendíamos, né? Ele diz: "Não vou lad como o mundo a dá". Porque muitas vezes nós entendemos que a paz do mundo é ausência de problemas. E a paz verdadeira é justamente o sentimento e a atitude ante os problemas, ante os conflitos. Então essa é a ideia do viver em paz, né? Do paz além das palavras. >> Que maravilha. Eu tenho absoluta certeza que você abordou inúmeros pontos da oportunidade que é viver em paz e eu queria que você explorasse um pouco para
iver em paz, né? Do paz além das palavras. >> Que maravilha. Eu tenho absoluta certeza que você abordou inúmeros pontos da oportunidade que é viver em paz e eu queria que você explorasse um pouco para nós nessa entrevista. Eh, hoje nós enfrentamos muitos problemas familiares, né, Simão? As famílias estão se dissolvendo, novos modelos de família, estamos reaprendendo a viver em família, a respeitar esses novos modelos. Queria que você falasse para nós sobre essa possibilidade de paz nesse universo tão novo familiar. Um amigo querido, já saudoso Alquim da Oliveira, ele ele dizia que na relação humana eh nós temos só duas regras. A primeira é que todo mundo tem razão e a segunda é que todo mundo tem razão. Ou seja, no relacionamento interpessoal, quando nós achamos que nós somos o detentor da razão, os detentores da razão, nós criamos conflitos. Porque todos se sentem detentores da razão. Então, o que é um exercício em família? O exercício em família é justamente o altruísmo. O exercício em família não é disputar quem tem razão, é buscar o bem-estar. é entender que os os laços de família nos conduzem a exercícios de altruísmo, como vemos na lá no livro dos espíritos, né, que a gente percebe muito bem lá na questão 776, quando eles ponderam 775, eles ponderam que o resultado do relaxamento dos laços de família seria um recrudecimento do egoísmo, ou seja, um aumento do egoísmo. O que mostra então que na família é o nosso laboratório de altruísmo e independe agora do arranjo familiar. De fato, hoje nós não falamos mais família, né? Falamos famílias. Mesmo no direito, já não é mais direito de família, como sempre falávamos, é direito das famílias, porque hoje são vários os arranjos, né? família assim chamada tradicional, a família uniparental, eh a família por afinidade. Então são vários tipos de família, mas são família. E o importante é qual é o sentimento que se deve tratar na família? O sentimento da coletividade, não do individualismo. Então na família nós temos ali, como
vários tipos de família, mas são família. E o importante é qual é o sentimento que se deve tratar na família? O sentimento da coletividade, não do individualismo. Então na família nós temos ali, como disse dona Joana de Angeles, um bastião seguro, né? aquele Bastião seguro para o nosso crescimento. É a nossa primeira escola. Se nós olharmos a questão 110 do livro Consolador, nós vemos Emânio nos trazendo algo interessante. É perguntado a Emânio qual é a melhor eh escola para as almas recém-chegadas à Terra. E ele responde a essa questão 110 da seguinte forma: "A melhor escola para preparação das almas recém-chegadas na Terra ainda é o lar". Ele diz: "Os estabelecimentos de ensino propriamente ditos do mundo podem instruir, mas só o Instituto do Lar pode educar." E por que isso? Porque na família nós somos quem nós somos. Nós não temos uma fachada criada, nós temos uma fachada real. com as pessoas estranhas na sociedade, nós nos colocamos, nós nos mostramos como nós queremos que as pessoas nos vejam, mas na família nós nos mostramos realmente como somos. Então ali na família nós temos a convivência mais estreita para autoeducação, não para a educação do outro, é para a nossa própria educação, aprendendo a dividir espaços, aprendendo a dividir pensamentos, ideias, aprendendo a aceitar ideias, aprendendo a relevar certos acontecimentos. Então é importante entender que a família, conforme bem colocou Emmanuel, é o melhor instituto educativo para as almas chegadas à Terra. Ou seja, a família é o único meio pelo qual nós chegamos à Terra. Ainda não há uma outra forma de se chegar à Terra senão por uma estrutura familiar, porque não é necessário a presença de duas pessoas para que haja uma condição corpórea para que o espírito possa chegar à Terra. Então, só por isso já nos mostra que família não é uma invenção social. Família é algo da natureza, faz parte da lei de sociedade. É a célula mãe, é a célula de uma sociedade. Se nós quisermos analisar uma sociedade, basta que olhemos a característica ou as
venção social. Família é algo da natureza, faz parte da lei de sociedade. É a célula mãe, é a célula de uma sociedade. Se nós quisermos analisar uma sociedade, basta que olhemos a característica ou as características das famílias que a compõem. Uma sociedade tradicionalista é composta por famílias tradicionalistas. Uma sociedade liberal é composta por famílias liberais. Então, a família é a célula mat, mãe, que forma uma molécula chamada sociedade. É uma verdadeira aula que você nos deu agora, porque ouvimos falar muito por aí, né, cara? Instituição falida, casamento, instituição falida, a família está destruída. E não é verdade, né, Simão, a família continua firme e precisa de novas orientações diante dos novos desafios. Eu imagino que os internautas te ouvindo estejam assim sedentos para perguntar a você o que eu vou perguntar, que é como fazer com essa nova juventude. Os jovens hoje a a adolescência se estendeu, os jovens estão encontrando nas mídias sociais um um uma porta complexa que, infelizmente, alguns entram e não sabem lidar com o que encontram do outro lado. por favor, sem colabore conosco aí nessas questões tão desafiadoras. Guto. Há um livro de Leão Deni que se chama Um olhar sobre o tempo presente. É um livro pouco conhecido, recém traduzido pro português pela pelo Instituto Leon Deni do Rio. E nesse livro há algo muito interessante. Ele foi escrito na no início da década de 20, quase já, né, próximo ao à desencarnação de Leon Deni. E nesse livro, Leon Deni reclamava da juventude daquela época. Em outras palavras, ele dizia que aquela juventude estava perdida, que o mundo estava perdido, que aquela juventude não queria nada com de sério, que era uma juventude muito superficial, assim que ele trazia o cenário. E se nós olhamos hoje ou olharmos para a juventude dos anos 20, do século passado, nós vamos dizer que ela era muito madura. Mas no tempo presente, ou seja, Leoneni analisando na época, ele dizia que não. Então o que que eu quero dizer com isso, Gutemberg?
nos 20, do século passado, nós vamos dizer que ela era muito madura. Mas no tempo presente, ou seja, Leoneni analisando na época, ele dizia que não. Então o que que eu quero dizer com isso, Gutemberg? O momento presente sempre é o momento difícil, porque é nele que nós estamos. daqui a 50, 60, 100 anos dirão que a juventude de hoje era mais séria do que aquela lá do futuro. Então nós temos, por isso que o livro é interessante, é um olhar sobre o tempo presente. É o livro que é o que nós precisamos observar. A juventude sempre será o que ela é. Ela sempre será um algo desconhecido. Ela sempre será contemporânea futurista. Então, é preciso que nós olhemos, não com o nosso olhar, no meu caso, do passado, mas com o olhar do tempo presente. Vamos observar lá mesmo na época de Leon Deni, lá nos anos 20 do século passado, quando ele escreveu o livro. Com quantos anos um homem se casava? 16 anos, mais ou menos. Com quantos anos uma mulher se casava? 12, 13. >> Era a idade daquela época. Por quê? Porque se entendia que havia uma maturidade. Mas maturidade para quê? Para aquela sociedade. O que pedia aquela sociedade para uma mulher casada? Ser mãe, estar em período fértil, saber cozinhar, lavar, cuidar de criança? E isso com 12, 13 anos para aquela época era possível. Então, já havia maturidade. O que se pedia para um homem naquela época? Que tivesse força física, soubesse cuidar de animais, bater pasto, cuidar de roça. Essa era esse era o pedido. E com 16 anos já se dava para fazer isso. Então era maduro. Agora transportemos essas mesmas pessoas com 12 anos, 16 anos, do jeito que elas eram lá e aí e e transportemo-las para cá. Aquela menina lá com 12 anos e aqui a mesma menina com 12 anos tem a mesma maturidade para a sociedade atual. Não. Aquele jovem de 16 anos lá que era maduro para casar, se ele se transportasse para cá com 16 anos, era maduro para casar? Não. Porque a sociedade de agora pede muito mais do que a sociedade lá atrás. Então, não é a adolescência que se estendeu, é a
asar, se ele se transportasse para cá com 16 anos, era maduro para casar? Não. Porque a sociedade de agora pede muito mais do que a sociedade lá atrás. Então, não é a adolescência que se estendeu, é a complexidade social que aumentou. Então, hoje, com 16 anos, não se tem os elementos de maturidade necessários para a vida atual, para a sociedade atual. Então, hoje 30, 32, então diz, mas o pessoal hoje a adolescência vai até os 30. Não, não é que a maturidade para a sociedade atual precisa estar próximo a isso. Naquela época, quantas pessoas tinham ensino médio? Naquela época, vamos chamar de colegial. Quantas pessoas tinham o ginasial daquela época, que seria hoje o o primeiro, não sei, nem sei como é que chama mais, educação básica de primeiro grau, né? Veja a minoria ensino superior quase inexistente. Hoje, sem uma formação superior, cursos de aperfeiçoamento, a pessoa não forma uma maturidade para o trabalho profissional na sociedade. Então, veja, hoje é preciso que a pessoa termina essa sua preparação por volta dos 30 anos. Então aí ela se lança para a vida social individualizada, porque a sociedade aumentou a complexidade. Então percebamos que olhar para o jovem não é fazer um juízo de valor, é entender que esse jovem de hoje está na sociedade de hoje. Se esse jovem de hoje com 16 anos estivesse naquelaidade lá atrás, ele seria muito mais maduro do que aos 16 anos de lá, porque ele já teria um conhecimento muito mais profundo. Então, percebamos que é preciso ter sempre um olhar para o tempo presente. Quer dizer que está tudo bem? Não. Como nunca esteve tudo bem nesse aspecto, sempre há desafios. A educação é sempre um desafio. E se nós olharmos uma definição que nos é trazida por professor Rivaio, o nosso querido Allan Kardec, porque eu digo professor Rivaio porque ele traz essa ideia em 1828 num texto que ele propõe para a educação pública da França e lá ele define a educação de uma forma muito interessante. Ele estava com 24 anos, então veja, muito maduro. Então ele
az essa ideia em 1828 num texto que ele propõe para a educação pública da França e lá ele define a educação de uma forma muito interessante. Ele estava com 24 anos, então veja, muito maduro. Então ele disse assim nessa nesse seu contexto, nesse seu texto, né, a educação é a arte de formar o ser humano, de fazer nele eclodir os germes da virtude e abafar os do vício. Veja, formar o ser humano. E quando se fala em formar, se fala em complexidade. Na complexidade da consciência, do subconsciente, na complexidade da sociedade. Então, sim, vivemos numa época em que é complexo lidar com a juventude, mas é preciso observar que a juventude comunga valores muito interessantes. A juventude pode nos parecer que está apática, mas ela está não apática. Talvez ela esteja observando outros valores que nós não observamos. Talvez elas estejam buscando sentidos diferentes. Talvez o nosso sentido da geração mais velha na qual eu me incluo seja simplesmente o corre. Talvez a geração mais nova seja o sentir a vida. Então é preciso observar os valores comungados. Se nós olharmos, por exemplo, características consumeristas, ou seja, de consumidores, a geração mais velha quando vai comprar um produto, ela faz uma pergunta: quanto custa? A geração menos velha, aquela geração chamada geração Y, ela faz duas perguntas: qual a qualidade? Quanto custa? Se a qualidade for boa, pergunta, observa-se o preço. Se a qualidade for ruim, nem se olha o preço. A geração mais nova chamada geração Z, e aqui faço uma observação, 27% do dos consumidores hoje é composto pela geração Z. Então, essa geração Z, que é a turma que tá aí com seus 28 anos por aí, dos 18 aos 30, 19 aos 30, essa geração faz três perguntas. E aí, percebam o que é valor. A primeira pergunta é como foi produzido? A segunda pergunta qual a qualidade? A terceira pergunta, quanto custa? Por que a primeira pergunta como foi produzido? Porque essa geração quer saber se oção respeitou direitos humanos, se o sistema de produção respeitou o meio ambiente,
terceira pergunta, quanto custa? Por que a primeira pergunta como foi produzido? Porque essa geração quer saber se oção respeitou direitos humanos, se o sistema de produção respeitou o meio ambiente, se a primeira resposta foi foi produzido com danos ambientais, essa geração não quer saber se tem qualidade e se é preço barato. Ela simplesmente não quer comprar porque ela tem um valor, o valor socioambiental. Então, percebamos que talvez a geração mais velha é que precisa olhar um pouco diferente a geração mais nova e talvez perceber que essa geração está nos mostrando que precisamos rever alguns dos nossos valores. >> Muito interessante tudo que você nos traz. E eu estava aqui refletindo sobre a realidade do movimento espírita. Nós trabalhamos com encontros de jovens também, né, no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, temos a Comerge, a COMEP em São Paulo, a Com a Comes lá em Espírito Santo, em vários eventos, né? Eh, nós percebemos nitidamente que o número de jovens engajados hoje nos eventos e nas mocidades espíritas, ele despencou, né? E será que o movimento espírita precisa entender um pouco desse quadro que você acaba de nos trazer? Você poderia nos dar alguma sugestão no sentido de que os dirigentes espíritas possamos fazer algo no sentido de trazer de volta ou de acolher melhor ou de apresentar novas propostas para essa juventude tão exigente? >> Guto, o movimento espírita ele reflete a característica social porque é movimento espírita, não é a doutrina espírita. E o movimento espírita é promovido por pessoas. Pessoas estão incursas numa realidade social. Então, o que se verifica na sociedade se verifica no movimento, não na doutrina espírita. Não quer dizer que façamos uma separação cartesiana. Isso é movimento, isso é doutrina, porque no final acaba se misturando, né, e se confundindo. Mas vamos, o movimento espírita é formado por pessoas. Como é que a mocidade, não estou dizendo que isso é absoluto, mas como que a sociedade normalmente é tratada? Ela é tratada como um satélite.
do. Mas vamos, o movimento espírita é formado por pessoas. Como é que a mocidade, não estou dizendo que isso é absoluto, mas como que a sociedade normalmente é tratada? Ela é tratada como um satélite. A mocidade no centro espírita é vista como um satélite que orbita o centro. Existe o centro espírita e existe a mocidade orbitando e não sendo o centro espírita. A mocidade, ela não pode mais ser um satélite. Ela precisa estar no próprio centro espírita. Ela não pode orbitar, ela tem que vivenciar o centro espírita. Quantos centros espíritas têm os jovens nas diretorias? Não me refiro à diretoria de mocidade, me refiro às diretorias administrativas. Quantos jovens compõem uma diretoria de centro espírita? Quantos jovens participam da, por exemplo, organização do da do do dos temas que vão ser trabalhados no centro espírita nas palestras públicas? Quantos jovens, e aí há abre um parêntese, aqueles que têm disponibilidade para tanto, quantos jovens participam de atividades mediúnicas na casa espírita? Talvez olhemos os jovens dizendo: "Eles não estão preparados". Mas como estarão preparados se não vão, não estão no trabalho? a gente se prepara, não é só teoricamente, a gente se prepara no elemento prático. Então, quando nós olhamos isso, percebemos que os jovem, os jovens querem, eles anseiam, eles querem contribuir, eles querem participar. E aí o próprio centro, eu e aí entendamos como centro a aquela visão tradicional de gestão, de administração, distancia os jovens e o que eles fazem criam seus próprios movimentos, como se jovem e adulto fossem dois eh planetas separados. Não, um planeta só. E é preciso entendermos isso. Se olharmos o jovem em si, eu vejo muitos jovens estudando, conhecendo, querendo conhecer o a doutrina espírita, mas quando chega ao centro eles não encontram um ambiente, e aqui não estou generalizando, em alguns centros, ou talvez na maior parte, eles chegam ao centro, eles não se sentem acolhidos, não se sentem eh envolvidos e ali eles não encontram ressonância.
nte, e aqui não estou generalizando, em alguns centros, ou talvez na maior parte, eles chegam ao centro, eles não se sentem acolhidos, não se sentem eh envolvidos e ali eles não encontram ressonância. A relação com o jovem é uma relação didaticamente um pouco diferente. É uma uma relação intelectual também, é uma relação cognitiva também, mas ela é uma, mais do que isso, ela é uma relação interpessoal. O jovem é do diálogo. O jovem quer conversar, quer ouvir, quer trocar ideias, quer construir ideias, construir pensamentos, construir raciocínios. E nós queremos muitas vezes impor ideias, impor comportamentos, impor raciocínios. Eu conheço muitos centros que não se pode sequer ter a música, não se pode cantar no centro. Quantos jovens que são exímios violonistas, que tocam instrumentos diversos, poderiam estar ali com seus dotes sendo oferecidos a serviço do movimento espírita. Mas não muitos centros distanciam. Não, aqui não se pode não. Eh, cantoria é só encontro de jovem longe daqui, longe do centro. Enquanto tivermos esse tipo de conduta, nós teremos o jovem lá e nós aqui, ou seja, os mais velhos aqui. Então eu digo que nós não temos que que envelhecer a juventude, nós temos que juvencer a velitude. Me permite a expressão. Me permito a expressão. Nós temos que ser agora juvelis, entender esse pensamento jovem. E é importante nós percebermos mais um detalhe. Qual é o destino mais imediato da geração mais velha? Desencarnar por questões naturais. E qual é o destino da geração mais nova só aumentar por questões naturais? Então, pensemos melhor nisso. Se não são, se são os jovens que estão se distanciando ou se são os centros que estão se fechando e aí sim eles se distanciando da juventude. >> Muito bom, muito bom. Eu estava aqui viajando e me lembrando de algumas palestras que fui fazer e ao chegar no centro, quando eu entrei com violão, eu fui olhado assim meio de soslá eu, né, que que esse violão tá fazendo aqui? E e quando eu disse, eu posso cantar durante a palestra, houve o pessoal ficou
ar no centro, quando eu entrei com violão, eu fui olhado assim meio de soslá eu, né, que que esse violão tá fazendo aqui? E e quando eu disse, eu posso cantar durante a palestra, houve o pessoal ficou estubeando para responder, né? E disseram que ainda não tinha acontecido isso lá e permitiram, né? Isso já aconteceu mais de uma vez, permitiram que eu fizesse a palestra e inserisse a música, Simão, eh, com preocupação. E no final gostaram assim: "Meu Deus, então isso é é palestra espírita cantada, então é isso, né?" né? Eh, você Leopoldo Machado em 1944, ele lançou uma pesquisa muito interessante chamada um inquérito original. Ele perguntava justamente se cabia a arte espírita no movimento e metade dos entrevistados, grandes nomes da época, eh, grandes trabalhadores, divulgadores da doutrina, metade, metade discordaram, né? Alguns defendiam com veemência e outros achavam que não cabia de maneira nenhuma a arte no movimento espírita. E os congressos vêm trazendo uma proposta gostosa de trabalho, né, com arte, palestras, mesas redondas, eh, sala de debates. Eh, você, Simão, queria te perguntar eh nesses momentos finais do nosso bate-papo que tá maravilhoso, quais são os principais desafios que você vê hoje no nosso movimento espírita e que conselhos você pode nos dar para vencer esses desafios? Conselho eu não tenho cabedal para poder dar. Mas eu diria, Guto, que é aquilo que Kardec trouxe, os espíritos trouxeram em duas palavras, orgulho e egoísmo. E eu vou chamar de personalismo. O personalismo é que distancia as pessoas. O personalismo é eu acho assim e pronto. O personalismo é faz o que eu mando e guarda o que você sabe. Isso é que atravanca. Se nós nos desarmarmos, se nós entendermos que todos nós somos partícipes de um todo, que cada um tem um prisma perceptivo de uma mesma realidade e que esses prismas diferentes podem construir a realidade efetiva, aí sim nós teríamos melhor condições ou melhores condições de de partilhar e construir. Mas o que nós percebemos é que cada um
idade e que esses prismas diferentes podem construir a realidade efetiva, aí sim nós teríamos melhor condições ou melhores condições de de partilhar e construir. Mas o que nós percebemos é que cada um quer construir do seu lado. São centros espíritas, vou usar um termo mais forte, digadiando entre si. São centros espíritas que dizem: "Não vá naquele, não vá naquele". É uma ideia talvez muito radical, transformando, querendo transformar coerência em pureza. pureza doutrinária. Olha, desconheço um espírita sequer que tenha essa pureza doutrinária. Coerência doutrinária muitos buscamos. Então, podemos caminhar para coerência, mas por que pureza, como diz, eu sou puro, você não. Isso distancia pessoas. Quem de nós somos capazes de dizer que nunca cometemos um equívoco interpretativo em relação ao pensamento espírita? Quem de nós? Então, é importante nós percebermos isso. Percebermos que não somos uma ilha. Podemos ser ilhas formando arquipélagos interligados. O movimento espírita só se ajustará quando perceber esse elemento fundamental, o coletivismo, e não o individualismo. Não a personalidade, a personalização, melhor dizendo, a pessoalização do movimento espírita. Muitas pessoas vão ouvir o palestrante quando deveriam ir ouvir a palestra. É importante perceber isso. É importante perceber que a casa é abaixo da causa e que precisamos lidar com a causa espírita. Precisamos perceber que o movimento espírita precisa buscar essa coerência no espírita. Amai-vos, eis o primeiro ensino. Instruí-vos, eis o segundo. E nós muitas vezes invertemos e colocamos o instruí-vos primeiro e o amai-vos depois. E as frases trazida pelo benfeitor espiritual, pelo espírito de verdade, que está lá no capítulo 6 do Evangelho Segundo Espiritismo, é amai-vos. uma um movimento espírita, eu diria que ele tem três objetivos superiores. A fraternidade, que é o amai-vos, o conhecimento, que é o instruí-vos, e a beneficência, que é o fora da caridade, não há salvação. Então, sem esses três elementos, nós não teremos a coerência
riores. A fraternidade, que é o amai-vos, o conhecimento, que é o instruí-vos, e a beneficência, que é o fora da caridade, não há salvação. Então, sem esses três elementos, nós não teremos a coerência doutrinária. coerência doutrinária não está no falar, está no sentir fazendo ou no fazer sentindo. Então, Guto, imagino eu, não é conselho, não é sugestão, que se nós cultivarmos o amai-vos e instruí-vos, nós teremos um movimento espírita harmônico, convergente, abrangente e consolador. É muito bom, Simão, a gente terminar uma entrevista, um bate-papo assim tão gostoso com esse gostinho de Quero Mais. A minha gratidão a você, eu tenho certeza que eu traduzo aqui o sentimento dos nossos internautas estão acompanhando ao vivo o Conecta Campinas. Nosso muito obrigado por sua contribuição maravilhosa. Muito obrigado mesmo. Conecta Espiritismo Campinas. Um beijo no coração de todos vocês e que Jesus continue conosco.
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