Podcast: com Wellerson Santos e Simão Pedro | Congresso Espírita Juiz de Fora MG

Conecta Espiritismo TV 16/08/2025 (há 7 meses) 39:12 247 visualizações 26 curtidas

Sexta – 15/08 - Noite | Podcast: com Wellerson Santos e Simão Pedro | Congresso Espírita Juiz de Fora MG Tema: Como enfrentar os desafios diários? Realização: CONECTA ESPIRITISMO Acesse: https://www.conectaespiritismo.com.br/ Transmissão e Gestão de imagens: TV IDEAK-RJ Conheça o IDEAK: https://institutoideak.com.br/

Transcrição

Pessoal, boa noite. Nós estamos aqui com mais um evento, mais uma live do Conecta Espiritismo no Congresso de Juiz de Fora. E agora a gente vai falar com o Simão Pedro. A gente vai trazer aqui hoje eh os ensinamentos, né, dele, que já tem dois livros publicados e vamos conversar um pouquinho para ele, com ele sobre o tema como lidar com os desafios diários. E aqui a gente vai entrar nas questões peculiares do dia a dia, mas primeiro Simão se apresente para nós. Eh, seja muito bem-vindo. É um prazer falar com você. >> Obrigado, Larissa. Prazer. é meu, uma alegria estar aqui com vocês, estar aqui com você para esse bate-papo, essa essa prosa, né? Eu eu sou mais um proseador do que do que um expositor. Então, vamos conversar. Para mim é uma alegria estar aqui com vocês aqui em Juiz de Fora, uma cidade que fica 700 km da minha e que eu tive uma estrada boa para chegar aqui hoje, né? Então, para mim é uma alegria poder participar com vocês. >> Bom, então a gente já vai começar a nossa prosa aqui. A gente vê que que é maravilhoso estar na sua presença. A gente já sente até um pouco mais de paz. E a gente começa falando, né, eh, os desafios diários, tudo isso que acontece conosco todos os dias, né, que nos traz episódios de ansiedade, que nos traz episódios de tristezas e tudo mais. É tudo isso nós vamos atribuir à espiritualidade. Como é que nós devemos entender esses desafios? São sinais de pra gente mudar a nossa rota? O que, o que são esses desafios que acontecem no nosso dia a dia? Você me dá quantos dias para falar sobre isso? >> Quanto tempo aí nós temos? >> Porque veja, são muitos elementos que você traz. O primeiro aspecto que nós temos que pensar é que ninguém está aqui na Terra por acaso. Ninguém caiu de para-quedas. Todos nós para quando quando nos organizamos para vir para cá, nós fazemos uma programação, uma programação que os espíritos chamam de programação reencarnatória. Isso está lá no livro dos espíritos, a partir da questão 258. E ali deixa claro que nós, em regra,

, nós fazemos uma programação, uma programação que os espíritos chamam de programação reencarnatória. Isso está lá no livro dos espíritos, a partir da questão 258. E ali deixa claro que nós, em regra, fazemos um planejamento, uma escolha das provas, dos gêneros de provas pelos quais nós devemos passar. Escolhemos os gêneros. O que é um gênero? Por exemplo, um gênero debilidade na saúde, isso é gênero. Qual doença? Isso é espécie. Então, nós não escolhemos os detalhes, nós escolhemos gêneros. É o que está na questão 259 do livro dos espíritos. E ao escolher os gêneros, nós então nos expomos à circunstâncias, a situações que possam promover as condições para aquele gênero de provas. Tanto que na questão 260 do livro dos espíritos, Kardec faz uma pergunta muito interessante. Ele parte do princípio que nós escolhemos o gênero de provas, escolhemos a provas, as provas. E aí ele faz uma pergunta que eu reputo muito bem humorada. Ele diz assim: "Como pode então um espírito querer nascer no meio de pessoas de uma vida? Ou seja, vai ser ruim de escolha desse tanto?" E os espíritos respondem o seguinte: "Para que haja analogia nas provas e dão um exemplo. Aquele que é dado ao instinto do roubo para domá-lo, necessário e se faz conviver com ladrões. Ou seja, nós temos que estar no meio que propia as condições pro exercício da prova. Então, nós podemos dizer que nós estamos no lugar certo, com as pessoas certas, no momento certo para fazer a coisa certa. E aí é que a gente se enrosca algumas vezes, fazer a coisa certa. Então, o que são os desafios diários? São os elementos, as circunstâncias dos nossos gêneros de provas. Tudo que nos acontece foi por nós escolhido. Não. Escolhemos o gênero. As coisas comezinhas são frutos do nosso livre arbítrio depois de encarnado. Nós podemos dizer que nós temos um livre arbítrio absoluto antes de encarnar, que fazemos a escolha dos gêneros. Uma vez escolhido o gênero, nós continuamos com o livre arbítrio, mas há uma certa relatividade nesse livre arbítrio, ou seja, ele é

trio absoluto antes de encarnar, que fazemos a escolha dos gêneros. Uma vez escolhido o gênero, nós continuamos com o livre arbítrio, mas há uma certa relatividade nesse livre arbítrio, ou seja, ele é relativo aos gêneros que nós escolhemos. Podemos mudar de rota estando encarnados, podemos. Mas os gêneros são muito bem escolhidos para a nossa necessidade. E quando mudamos a rota, eh, os caminhos deverão ser refeitos para que eu possa depois, não se sabe quando mais, voltar à aqueles gêneros de prova. Então você fala de sinais, aí está um ponto importante, ler os sinais. Porque a vida ela sempre dá recado, ela vai mandando recado. Ela não vem com uma resposta, ela dá recados. A vida, ela não nos dá nada. A vida nos devolve o que nós damos para ela. Se nós damos disponibilidade paraa vida, a vida se disponibiliza para ser vivida. Se nós damos a vida uma a vontade de vivê-la, ela se abre para ser vivida. Então, é importante que nós entendamos que não é a vida que nos trouxe as coisas ou nos traz as coisas ou nos trará. Somos nós que faremos isso. A vida apenas nos devolverá. Ela tem um efeito devolutivo. Tudo que nós damos a ela, ela devolve. devolve em circunstâncias, em situações. Nós temos uma passagem no Evangelho dos do cego Bartimeu, filho de Timeu. E nessa passagem há um ponto interessante, mostrando bem isso. Quando ele grita e grita e Jesus ouve e para, Jesus não vai até ele. Jesus manda um recado. As pessoas chegam a Bartimeu e diz assim: "Tende bom ânimo, ele te chama". Se nós pegarmos isso e percebermos mais profundamente na vida é assim. A vida nos manda um recado, pedindo-nos para termos bom ânimo, porque ela nos chama, nos chama para ser vivida. Então, o dia a dia é a nossa escola. O dia a dia são as aulas que nós temos. A vida, materialmente falando, é a nossa escola, a terra é o nosso educandário e o dia a dia são as aulas que nós temos. Cada aula, cada aula tem um conteúdo, cada aula tem uma estrutura, uma estrutura eh programada. E para cada assunto há uma didática diferente.

sso educandário e o dia a dia são as aulas que nós temos. Cada aula, cada aula tem um conteúdo, cada aula tem uma estrutura, uma estrutura eh programada. E para cada assunto há uma didática diferente. Então, para cada circunstância, para cada fato, um comportamento nos pede. Se nós olhamos os acontecimentos e vemos que não estão bons, não são os acontecimentos, são as escolhas que nós fazemos. Significa que se eu não estou tendo bom resultado no que eu faço, no que eu busco fazer, no que eu intento, é porque não estou fazendo da maneira correta. Então é preciso parar e tentar de outra forma. Não é tente outra vez. Muito bem cantado pelo Raul Seixas, mas não é tente outra vez, é tente outra vez de outra forma, porque se eu tentar da mesma forma eu conseguirei o mesmo resultado. Então é preciso que nós olhemos isso. São os sinais, são os recados. O está dando tudo certo, correndo tudo bem, é um sinal que eu estou fazendo da maneira correta. Quando as coisas não vão bem, é um sinal que eu preciso repensar. Eu preciso parar e repensar a maneira de fazer, a maneira de sentir a vida, a maneira de de olhar a vida, a maneira de conviver com as pessoas. E aí sim nós vamos eh vencendo os desafios diários. E é importante essa sua observação, porque tem uma fala de Jesus que é justamente isso, para que nós olhemos dia a dia, quando ele diz lá, pegue a sua cruz a cada dia e me siga, né? Aquele que quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, pegue a sua cruz a cada dia e me siga. Se nós observarmos, há uma outra fala dele, mostrando a importância de um dia. Quando ele dizia lá no Evangelho de Mateus, no sermão do monte, salvo engano, o capítulo 6, ele dizia: "Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal. Então, veja a força de um dia. Se nós olharmos uma carta de Paulo, uma das cartas de Paulo aos Efésios, ele diz assim: "Irmãos, irai-vos, mas não pequeis. Não se ponha o sol sobre a vossa ira." Veja, enraivecer muitas

ça de um dia. Se nós olharmos uma carta de Paulo, uma das cartas de Paulo aos Efésios, ele diz assim: "Irmãos, irai-vos, mas não pequeis. Não se ponha o sol sobre a vossa ira." Veja, enraivecer muitas vezes é uma reação até instintiva, biológica. Então ele dizia: "Irai-vos, mas não pequeis". Ou seja, não se agridam. Não, não, não fique não, não fiquem odiando uns aos outros. Mas ele diz assim: "Não se ponha o sol sobre a vossa ira". O que que ele está dizendo? Não deixa o sol se pôr com você não resolvido. Não deixa o dia acabar sem que você se resolva ante as situações. Podemos não resolver as situações. Talvez não consigamos resolvê-las num dia, mas nós podemos nos resolver em relação à situação. E o o apóstolo Paulo sugere que isso se faça no dia. Ou seja, não vamos dormir sem nos resolver. E aí a gente deixa, eu deixo aqui uma um ditado bem bem mineiro, bem nosso aqui com a minha mineirice. Eh, o que não tem remédio, remediado já está. Mas eu posso me valer de um ditado chinês que também diz isso. Se o teu mal tem solução, por que te preocupas? Se o teu mal não tem solução, para que te preocupas? é o mesmo ditado, ou seja, serenidade para enxergarmos, enxergarmos melhor o fato para entendermos as causas e agirmos para debelá-las. Então, essa é a nossa ação diária. >> E, eh, Simão, trazendo isso aqui pra gente, a gente eh revela muitas coisas, né, que estamos aí nos desafios eh diários. quando a gente vê também a passagem, né, que a gente tem, eh, falando sobre a reflexão diária que a gente tem que ter, né, que é trazido muito bem no seu livro falando que ao quando finalizava o dia precisava eh daquela resposta de você eh perguntar o que eu fiz hoje. É, eu queria que você falasse um pouco mais dessa parte pra gente, que eu acho que é muita importância, já é conhecido do espiritismo, mas é uma parte de reflexão muito importante, que é a parte prática de como colocar essa essa reflexão que ele acabou de nos falar. >> Essa é uma fala do Espírito Santo Agostinho, está lá na questão 919

s é uma parte de reflexão muito importante, que é a parte prática de como colocar essa essa reflexão que ele acabou de nos falar. >> Essa é uma fala do Espírito Santo Agostinho, está lá na questão 919 do livro dos espíritos. A questão 919, eu digo que é uma é uma pergunta bem bem à moda brasileira, porque é uma pergunta que quer com o menor esforço atingir o maior resultado. Porque a pergunta é: qual é o meio prático? Ou seja, simples, fácil, qual é o meio prático e eficaz, ou seja, de resultado para se vencer na vida e resistir o arrebatamento do mal? Então, a resposta veio numa forma filosófica. Um sábio da antiguidade vos disse: "Conhece-te a ti mesmo". OK? É uma frase que está lá no templo do do do de Apolo, né? O templo de Delfos, né? o que foi lida por Sócrates, ela não é dele, foi lida por ele e trabalhada por ele. Mas na sequência, Kardec, talvez não satisfeito com a com a síntese, ele diz assim: "Na questão 919: entendemos a extensão dessa máxima, ou seja, a beleza dessa fala, mas a dificuldade está em nos conhecer como fazer." Então, o Espírito Santo Agostinho, ele dá uma resposta de uma página e meia e ele é a ele divide a resposta em uma em autoanálise, em lidar com a dor e o convívio com o semelhante. três mecanismos pro autoconhecimento. Conhecer no convívio com semelhante, convencer, se autoconhecer, desculpem, pela o convívio com semelhante, se autoconhecer pela dor, pelo sofrimento, as aflições e se autoconhecer pela autoanálise. E ele começa a resposta pela autoanálise, dizendo: "Fazei o que eu fazia quando entre vós vivia. Todos os dias, ao me recolher pro repouso do corpo, eu repassava o meu dia em revista. É importante isso. Nós estamos, embora sejamos imortais, nós estamos na Terra dentro de uma temporalidade que tem começo e fim, nascimento e morte, ou seja, tem a hora da chegada e a hora do retorno ao mundo espiritual. Então, esse interregno ele é mensurável. E Santo Agostinho propõe que essa mensuração da vida seja feita diariamente. Veja, é muito comum as pessoas passarem

a e a hora do retorno ao mundo espiritual. Então, esse interregno ele é mensurável. E Santo Agostinho propõe que essa mensuração da vida seja feita diariamente. Veja, é muito comum as pessoas passarem em revista o ano lá em 31 de dezembro, às 23:45, dá aquela parada e diz assim: "Não, eu vou ver como é que foi meu ano". E aí perguntemo-nos o que, por exemplo, em dezembro de 2024, vamos perguntar assim, o que que eu fiz em 2 de fevereiro, que eu fiz em 13 de março, o que eu fiz, nós não vamos nos lembrar, porque um ano é muito tempo. Agora, se nós fizermos essa autoanálise todos os dias, o espaço, o interregno é menor. Se nos perguntarmos o que eu fiz hoje pela manhã, eu vou me lembrar. Se nós nos perguntarmos o que eu fiz até às 10 horas, nós saberemos às 13, às 14, às 15. Então, Santo Agostinho propõe que isso seja feito diariamente, mas ele propõe uma forma interessante. Normalmente nós nos perguntamos o que nós fizemos ou o que nós deixamos de fazer. Mas Santo Agostinho propõe algo mais profundo. Ele propõe não o que somente, mas o porquê. Por que nós fizemos? Vejamos, eu posso ter feito um ato bom, mas eu preciso saber o porquê. Por que que eu digo isso? Há uma fala ser do destino e da dor, que ele diz assim: "Quando os meus atos são bons e os meus pensamentos são maus, existe uma falsa aparência do bem". Veja, imaginemos uma cena, né? Chega uma pessoa para mim e diz assim: "Simão, você não vai na campanha do agasalho?" Eu vou dizer: "Claro, se eu não for, o que que vão falar de mim? Afinal, sou o presidente do centro. Ou seja, eu vou fazer a coleta de alimentos de agasalho para distribuir, porque senão as pessoas pensarão mal ao meu respeito. Então, pode ser que eu não queira estar fazendo aquilo, mas farei pela aparência, pela imagem. Então, quando o Santo Agostinho propõe por é pra gente analisar isso. Por que que eu fui agradável com uma pessoa? Porque eu precisava dela. Então, quer dizer que eu não sou educado? Veja, então os porquês é que movem e que na verdade nos movem. Então nós temos

ar isso. Por que que eu fui agradável com uma pessoa? Porque eu precisava dela. Então, quer dizer que eu não sou educado? Veja, então os porquês é que movem e que na verdade nos movem. Então nós temos que perguntar por fizemos aquilo que fizemos? Por que não fizemos aquilo que não fizemos? E ele diz uma coisa interessante. Ele diz assim: "As respostas serão para ti um refrigério para a alma ou um indicativo daquilo que precisas mudar em ti." Então, nós temos que ser um pouco mais severos, não nos maltratar, mas severos conosco, indagando muito sobre nós mesmos. E ele lá diz assim: "Perguntai para vós questões claras e não temais de as multiplicar". Então, esse porquê tem que ser como uma criança. Tem a criança tem uma fase da sua infância que é a fase dos porquês. Tudo que você responde, ela fala: "Por quê?" Aí você acaba de dar a resposta do porquê, ela fala: "Por que é assim?" Nós precisamos fazer isso na nossa autoanálise. Por quê? Por quê? Por quê? E assim nós vamos percebendo quais são os pontos que eu preciso fortalecer, continuar e quais os que eu preciso modificar. E assim fazendo, nos entendendo, nos conhecendo, é mais fácil lidar com os desafios diários, porque eu sei os meus limites. E quando eu sei dos meus limites, quando nós sabemos dos nossos limites, nós não ficamos ansiosos. Porque se está a quem dos nossos limites, nós sabemos que podemos fazer. Se está além dos nossos limites, nós sabemos que não podemos fazer. Então, a ansiedade ela cede espaço para a preparação, para a reflexão, para o enxergar o momento adequado, ou seja, interpretar os recados da vida, interpretar os sinais. Então, é muito interessante e sugiro que façam a leitura desse dessa resposta, a questão 919 do livro dos espíritos, porque ela é bem ampla, ele aprofunda muito no relacionamento eh interpessoal como uma forma de autoconhecimento e até na questão da dor, do sofrimento >> né? Então ele trabalha esses três elementos numa numa resposta de uma página e meia a esse a esse desdobramento provocativo que Kardec

rma de autoconhecimento e até na questão da dor, do sofrimento >> né? Então ele trabalha esses três elementos numa numa resposta de uma página e meia a esse a esse desdobramento provocativo que Kardec fez, né, querendo saber assim de uma forma objetiva, como nos conhecer >> e como nos conhecer também fala como enfrentar os desafios diários. E apesar do nosso tema aqui ser como eh enfrentar esses desafios diários, eh eu gostaria de trazer uma visão de como é quando os desafios diários são enfrentados. Existe uma música muito legal, eh, ela ela é na língua inglesa, mas que ela fala assim: "De repente você acorda e você tá naquele emprego que você tanto sonhou. De repente você acorda e você está ao lado da pessoa que você ama. De repente você acorda e você está num momento feliz com a sua família. De repente você acorda e ele vai trazendo ali todas as coisas que ele um dia sonhou. E aí entra o refão, o refrão falando: "E quando eu me pergunto quando como eu cheguei aqui, eu respondo: dias passarem". Eu acho que é muito interessante quando a gente tem essa visão de que é deixando os dias passarem, não somente um dia, porque as coisas não se resolvem somente num dia, mas enfrentando diariamente, a gente consegue encontrar, é o que a gente quer saber do Simão agora, é encontrar a paz, né? A paz interior, a paz interna. E isso não quer dizer necessariamente que todos os problemas estão resolvidos. longe disso. Talvez ali é onde a gente consiga falar eh que nós podemos nos perceber. Então, eh como enfrentar os desafios e conseguir alcançar essa paz? >> É muito comum as pessoas entenderem que paz é ausência de problemas. As pessoas pensam que paz é ausência de conflitos. Paz não é isso. Paz é atitude ante os problemas. Paz é atitude ante os conflitos. Podemos estar com vários problemas e em paz. Podemos ter serenidade absoluta em termos externos e não estar em paz. Emânel, no capítulo 136 do livro Fonte Viva, ele diz assim: "A paz decorre da quitação da consciência para com a vida".

e em paz. Podemos ter serenidade absoluta em termos externos e não estar em paz. Emânel, no capítulo 136 do livro Fonte Viva, ele diz assim: "A paz decorre da quitação da consciência para com a vida". Então, paz não é um elemento externo, paz é o elemento interno. Veja, é a quitação da consciência para com a vida. Se a minha consciência está kit, eu estou em paz, mesmo que haja uma balbúrdia à minha volta. Agora, se a minha consciência não estiver kit, mesmo que haja um um mar de serenidade à minha volta, eu não estarei em paz, porque há uma intranquilidade interna. Então, o o ponto da paz é que a gente tenta buscá-la onde ela não está. Ela não está fora, ela está dentro. Valendo-me da sua ideia de música, nós temos dois filósofos contemporâneos, senhores Almissat e Renato Teixeira, que escreveram um tratado existencial, que eu sempre digo que é um tratado existencial, que se Jean Paul Sartre tivesse lido isso, ele teria mudado o existencialismo. E esse tratado filosófico se chama Tocando em frente. E lá eles dizem justamente isso. Eles dizem assim: "Cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz em si." E nós buscamos a felicidade onde? Nas coisas e nas pessoas. Coisas se desfazem, pessoas passam. Nós não construímos nossa felicidade externamente. Externamente se nos chegam alegria, tristeza, felicidade é sempre interna. Por isso eu sempre gosto de usar felicidade no singular, porque não há felicidades. Ou eu sou ou não me sinto. Então, ela é singular. E ela é singular também na singularidade pessoal. é a pessoa. O que que é eh felicidade? É uma mudança interior, é uma consciência tranquila. Então, se nós não entendermos isso, nós não estaremos em paz. Nós estaremos intranquilamente tranquilos. Um paradoxo. Mas é assim que as pessoas muitas vezes percebem, querem a paz. O que é a paz? É ficar sentado, quietinho, sem nada. Não tenho um problema para resolver. Estou em paz. Quando assim estivermos, aí sim nós temos um problema para resolver, porque nós não somos seres para inércia.

? É ficar sentado, quietinho, sem nada. Não tenho um problema para resolver. Estou em paz. Quando assim estivermos, aí sim nós temos um problema para resolver, porque nós não somos seres para inércia. Se nós vivermos na inércia, nós temos um problema, porque a inércia não nos faz evoluir, não nos faz crescer. É a atitude que nos faz. E nessa mesma letra tem um outro trecho que eles dizem assim: "Pela longa estrada eu vou, estrada eu sou". Esse é o principal elemento para nós entendermos a importância do relacionamento com as pessoas. Estrada eu vou, eu sou o aprendiz. Os outros são a estrada pela qual eu passo. Estrada eu sou. É o momento que eu ensino e eu me transformo na estrada pela qual as pessoas passam. Ou seja, ninguém sabe tudo que não tenha nada para aprender. Ninguém não não sabe nada que não tem o que ensinar. E é isso que eles colocam ali. Então, veja que tudo isso são justas posições para nós entendermos o aspecto da paz, o aspecto da serenidade, o aspecto dos desafios. Até o refrão da letra não é um jogo de palavras. O refrão é um grande ensinamento quando eles dizem conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs. São palavras homônimas, homônimas, homófonas, né? Mãe, amanhã. O que que está dizendo esse refrão? Se nós não soubermos discernir os acontecimentos da vida, se eu não souber o que é manha, o que é manhã, se eu não souber o que é massa, o que é maçã, eu não saberei fazer fazer as escolhas corretas. O refrão é para dizer, é necessário discernir as coisas. E a gente não faz isso. A gente quer misturar tudo. Eles nos ensinam um elemento de equilíbrio, quando nos mostram na letra da música a impermanência, que é causadora de aflição. O que que é impermanência? Eles dizem lá, todo mundo ama um dia, todo mundo chora. Um dia a gente chega, o outro vai embora. Nada é permanente. E a pessoa que quer a estabilidade na instabilidade, ela fica intranquila. A pessoa que quer a permanência, ela nega a evolução. Então, é, é preciso até no livro, eu nem

vai embora. Nada é permanente. E a pessoa que quer a estabilidade na instabilidade, ela fica intranquila. A pessoa que quer a permanência, ela nega a evolução. Então, é, é preciso até no livro, eu nem trabalhei essa música, né? podia ter trabalhado agora falando dela, podia ter colocado um capítulo só sobre ela, mas eh não coloquei. Eh, >> vejam, se nós percebermos bem isso, nós nós podemos lidar com as circunstâncias, porque elas não são desafios. Nós não somos desafiados pela vida. Nós temos circunstâncias que nos pedem reflexão e atitude. Reflexão e atitude. E algumas vezes a atitude é a inação, não fazer nada, saber aguardar, saber o momento. E como eu sei que é o momento ou não é o momento? Quando eu não tenho resposta, não é o momento. Quando eu não sei o que fazer, não é o momento. Eu preciso então buscar a resposta. E aí é a hora que eu busco a estrada. estrada, eu vou, busco pessoas, busco amigos, familiares, se necessário, até pessoas, profissionais da área, da área que eu estou precisando uma resposta. E assim nós vamos construindo. Não quer dizer que não fiquemos, não ficamos apreensivos. Ficamos. Quaisquer coisas que não estão solucionadas nos geram apreensão, nos geram aflição. Uma pessoa não passa a vida inteira sem aflição. Agora, há diferença na atitude. Vamos imaginar o Cristo. Ele teve momento de aflição. Sim, porque ele mesmo disse isso quando estava no Getszeman e na noite que foi preso. e sai com seus discípulos, deixa lá oito deles. Judas não tinha ido com eles, chama Pedro, Tiago e João e caminha com os três mais distante. Eles foram pro Jardim das Oliveiras e com Pedro, Tiago e João, ele foi para o orto, para a parte mais central do jardim, que é chamado Getszemane. E ali ele deixou os três mais num quietinho e avançou um pouco mais e ficou sozinho. E quando ficou sozinho, ele fez uma prece. Ele disse: "Pai, afasta de mim esse cálice". E assim que ele fala, ele volta para encontrar os três e os três estavam dormindo. E ele, Jesus, acorda os três e diz: "Não

cou sozinho, ele fez uma prece. Ele disse: "Pai, afasta de mim esse cálice". E assim que ele fala, ele volta para encontrar os três e os três estavam dormindo. E ele, Jesus, acorda os três e diz: "Não podeis velar comigo uma hora sequer no meu momento máximo de aflição, porque ele sabia que seria preso, ele sabia que seria açoitado, ele sabia que seria crucificado. Isso tudo dói." E aí ele volta e faz uma segunda prece, vendo aquela situação dos dos amigos dos três ali dormindo como que nada entendendo. Ele diz assim, na primeira ele disse: "Afasta de mim esse cálice". Depois ele diz: "Pai, se for possível, afasta de mim esse cálice. Já não é mais pai, afasta". Ele volta e os três estão dormindo de novo. E aí ele diz assim: "Pai, cumpra-se em mim segundo a tua vontade". Veja, ele podia acordar dizer o quê? Vocês estão loucos? Vocês estão dormindo de novo. Que absurdo se vocês fazerem isso comigo. Ele entendeu que o momento deles não era o dele, que aquele momento era só ele, era o momento pessoal de Jesus. Então ele disse: "Pai, cumpra-se em mim segundo a sua vontade". Na nossa vida, no nosso dia a dia, há momentos que a gente, a primeira fala nossa é: "Pai, afasta de mim esse cálice". Eu não quero isso, né? Mineiramente falando, tira esse trem. Agora, se a gente para e observa, mas as pessoas não estão nem aí para mim, estão, é porque elas estão num outro momento. Aquele é o meu. Então, quando a gente faz essa reflexão, a gente diz: "Pai, se for possível, afasta de mim esse cálice." Já é uma compreensão. Fala: "Senhor, eu entendo que se for necessário para eu passar, tá bom?" E a gente percebe que precisa mais ainda. E aí é a hora que a gente percebe, olha, sou eu e Deus. Por que sou eu e Deus? Estou abandonado pelas pessoas? Não. É porque aquela uma prova, aquele momento é meu e eu preciso passar por ele, por mim, não pelos outros. E aí é a hora que a gente fala: "Pai, cumpra-se em mim segundo a tua vontade". Há uma fala do espírito Joana de Anjo, dona Joana. que ela diz assim:

preciso passar por ele, por mim, não pelos outros. E aí é a hora que a gente fala: "Pai, cumpra-se em mim segundo a tua vontade". Há uma fala do espírito Joana de Anjo, dona Joana. que ela diz assim: "Nem tudo está bem, mas tudo está certo, porque está nas leis de Deus". Então, é importante nós entendermos que o momento nosso é nosso, não estaremos abandonados. Eu me lembro de um filme que eu assisti certa vez há muito tempo, chamava-se Deus não está morto. Dois, tem o um e o dois. E eu assisti por acaso numa madrugada assistindo lá algumas coisas, tava zapeando e apareceu esse filme, achei interessante, tava lá ouvindo e num e e eu liguei numa assim num momento que deu para perceber que a moça tava passando por muitas dificuldades, muitas. E ela disse, conversava com o avô e dizia assim: "Vô, quando na minha vida tudo estava bem, o senhor sabe que eu sempre tive fé, que eu sempre orei com fervor. Eu quando tudo estava bem, eu orava, fechava os olhos, sentava na minha cama e orava com tanta fé, agradecendo por tudo, que eu tinha medo de de esticar os braços e esbarrar em Jesus, porque eu sentia ele do meu lado. Então eu eu realizzava com os braços recolhidos, com medo de fazer assim e esbarrar nele. Tamanha presença que eu sentia. Agora vou, eu passo por muitos problemas. Eu oro pedindo o amparo. Eu oro com a mesma fé que eu orava, mas eu não sinto Jesus do meu lado. Eu até estico os braços, mas não encosto nele. Por quê? Aí o avô disse assim para ela: "Minha neta, o professor fica sempre mais distante quando o aluno está fazendo a prova. O professor está perto quando ele está ensinando, mas a hora do aluno mostrar que aprendeu, o professor se distancia, ele está olhando, mas ele não vai fazer porque ele sabe que abasteceu o aluno de conhecimento. Esse filme, essa fala me chamou muita atenção, porque é isso de fato que acontece, porque Jesus disse: "Estarei convosco até a consumação dos séculos. Não vos deixareis órfãos. Então veja, ele não abandona. Mas há um momento que nós precisamos

ão, porque é isso de fato que acontece, porque Jesus disse: "Estarei convosco até a consumação dos séculos. Não vos deixareis órfãos. Então veja, ele não abandona. Mas há um momento que nós precisamos agir por nós. É, é isso que talvez as pessoas, ou nós todos, melhor dizendo, não entendemos, não estamos a a a mercer das circunstâncias, não estamos apartados de Deus, não estamos apartados do Cristo, é que estamos na hora da prova. com as ferramentas todas necessárias, com o aprendizado todo repassado e com mensagem. E a gente percebe que você vai resolvendo uma questão da prova, daí a pouco a mente é serena, outra questão vem, outra questão vem e a gente até aprende a interpretar as provas, né? Quando você explica assim ao aluno, olha, letra A, B, C e D, em tese, duas são claramente absurdas. Você vai localizá-la, aquela que está assim, eh, somente, unicamente ou aquela que tá assim em todas. São generalidades e especificidades absolutas que não se encaixam muito fácil em resposta. Então, você já elimina duas, fica só duas para você trabalhar. Assim também são as dificuldades da vida. Se nós olharmos, é como se fosse uma prova de múltipla escolha. Nós temos quatro letras para resolver. Mas se nós observarmos bem, a gente vai perceber assim: "Olha, dificuldade todo mundo passa, já tira essa questão. Será que é só comigo? Já tira essa questão. Sobram só duas. Por que será que eu estou passando? O que eu fiz? Como é que foram as minhas escolhas?" E aí sim nós veremos que sabemos a resposta, como se fosse uma prova. Então, para mim foi muito importante, faz muitos anos isso que eu assisti esse filme. Isso me chamou atenção para essas questões. E e é e é e é se nós observarmos sobre a paz ainda, é uma fala de Jesus nesse contexto tá lá no capítulo 16 do Evangelho de João, quando ele disse assim: "Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz, pois no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." Então, quando ele diz isso, já mostra que a paz não é a paz do mundo. E

assim: "Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz, pois no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." Então, quando ele diz isso, já mostra que a paz não é a paz do mundo. E ele antes também havia dito, ele disse: "Eu vos dou a paz, eu vos deixo a minha paz, mas não voladou como o mundo a dá." E Emânel, na no capítulo 60 do livro Fonte Viva, ele comenta esse versículo. Ele diz assim: "A paz do mundo costuma ser confundida com preguiça rançosa, inércia. Se nós queremos a paz, precisamos agir. Atitude de paz que vem, que advém do sentimento da paz, que advém da consciência tranquila. Então, não é difícil. Por que que não é difícil? Só você pode fazer isso para você. Só eu para mim e cada um para si. Então, por isso não é difícil. Somos nós mesmos que somos os artífices. >> Perfeitamente. Eh, nós temos uma verdadeira aula aqui agora. Eh, estamos muito esclarecidos com essa com essa informação e acho que que todos aqui se sentem mais motivados a buscarem essa paz. Nós eh agradecemos a presença de hoje do de Simão Pedro, mas amanhã estaremos com ele novamente às 15:30 até às 16 horas para continuar e estender esse assunto. Então eu agradeço a cada um de vocês que está aqui. Esse bate-papo aqui foi muito importante pro Conecta Espiritismo, que tá tentando levar a mais lugares, a mais formatos, a as palavras, né, de reconforto e também de esclarecimento. Então, a gente te agradece muito a presença e amanhã estaremos de volta, tá? Boa noite, pessoal. Muito obrigada.

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