#reprise Jesus e Saúde Mental | nº 41 • O Sermão do Monte – Fé

Mansão do Caminho 28/01/2026 (há 2 meses) 1:04:15 1,708 visualizações

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Sérgio Lopes » Episódio 41 • O Sermão do Monte – Fé #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

เ >> Olá, muito boa noite. É um prazer estarmos mais uma vez começando o nosso Jesus e saúde mental. nas últimas quintas-feiras, terças-feiras, nós temos eh tido a alegria de nos encontrarmos aqui com o amigo Sérgio Lopes para podermos eh conversar sobre as virtudes, as virtudes de forma inspirada pelo evangelho de Jesus, especificamente o sermão do monte, as bem-aventuranças. E a ideia é que hoje a gente possa falar sobre a fé, né? baseado, né, inspirados pela passagem de Jesus, anotada no capítulo 5, versículo 6 do Evangelho de Mateus, quando a bem-aventurança nos diz: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados." Sérgio, um prazer. A gente tá aqui mais uma vez pela TV da Mansão do Caminho, de certa forma, não só gerando um conteúdo que pode nos enriquecer enquanto pessoas, você e a mim mesmo, né? Eh, mas também ajudar na manutenção dos trabalhos sociais da Mansão do Caminho. Então, em nome da Mansão do Caminho, agradeço também, Sérgio a tua disponibilidade mensal aí nesses encontros. que agradeço, Léo. Uma boa noite, um prazer muito grande novamente a gente estar aqui e tomara que hoje possa ser mais um encontro em que a gente consiga enriquecer, desenvolver e sobretudo nos abastecer com esses conteúdos tão importantes pra vida de todos nós. Ô Sérgio, nos outros programas e os outros capítulos do livro, né, O Código do Monte, a gente teve a oportunidade de falar sobre a humildade, teve a oportunidade de falar sobre resignação e de refletir sobre a mansuetude. Então, seriam três virtudes, né, três esferas que você muito bem propõe e eu concordo. esférias que de certa forma tem uma uma ideia de nós com a nossa vida intrapsíquica, né, nós com os nossos comportamentos, uma ideia de relação íntima, sendo que a fé ela já faz uma um movimento diferente, um movimento de transcendência no sentido de transcender os nossos limites. Eh, e de certo modo você propõe no início do livro a ideia de que humildade, né, a mansuetude e a resignação, elas de certa forma preparam

e transcendência no sentido de transcender os nossos limites. Eh, e de certo modo você propõe no início do livro a ideia de que humildade, né, a mansuetude e a resignação, elas de certa forma preparam o terreno interno, né, o nosso terreno para eh a obtenção ou a visualização, a o vislumbre da fé. É como se preparasse o nosso coração para que a fé realmente pudesse ser sentida. Achei interessante a gente começar com essa reflexão que você propõe no início do livro. Como é que mansuetude, como é que eh resignação e como é que humildade poderiam nos ajudar na fé? Eh, poderia dizer, poderíamos dizer assim que a ideia é de de que essas três virtudes iniciais no Sermão do Monte, poderíamos pensar assim que é eh nós conosco mesmo, né? virtude, eu eu eu da humildade, a resignação, a mansuetude, eu trabalho eu comigo mesmo. Mas a fé, esse esse quarto passo, esse quarto nível, bem-aventurados os que têm fome e sede. Fome e sede dá uma ideia de algo que nos falta e que e que precisamos de algo além de nós, né? Precisamos de alguma coisa, assim como com um alimento nós precisamos ingerir algo ou com um líquido nós precisamos nos nutrir de algo de fora. A fé parece nos falar, Léo, assim do além de nós. Do além de nós. Parece que nesse nível, e é bacana isso porque parece que estamos na metade da montanha, nessa escalada, na metade do caminho, a gente começa a ficar cansado. a gente chega na metade da montanha, a gente já deu uma pernada e uma e e tá cansado, né? Então isso começa a acontecer assim, eu preciso de alguma coisa que me alimente, eu preciso de algo que me sustente e a fé ela traz essa ideia de uma disposição para expandir a nossa consciência. Então, a consciência precisa de uma expansão além do trabalho interno, uma capacidade de ir na direção de algo além de nós, ou seja, algo além do conhecido. Então assim, quando a gente tá sem saber mais de nós, quando nós já fomos vencidos nas nossas interições, nas nossas proibições, e, portanto, das nossas certezas, aquilo

seja, algo além do conhecido. Então assim, quando a gente tá sem saber mais de nós, quando nós já fomos vencidos nas nossas interições, nas nossas proibições, e, portanto, das nossas certezas, aquilo que nós conhecemos, surge a fé. A fé é a capacidade de admitir modo uma uma um um espaço para aquilo que a gente não sabe, aquela ideia de que eu não faço tudo sozinho, né? uma abertura pro novo e é muito assustador o novo, o novo desconhecido, né? >> Então, eh esse novo desconhecido é aquilo que vai além do teu seio, além do teu pósito, além dos meus. Iso, esse trabalho da fé necessariamente passa pela humildade, basta pela resignação, basta pela mão de futuro. Por quê? O orgulhoso ele não precisa de nada além dele. Ou ele acha que, >> né? Eu eu fiz essa essa essa essa condição, eu não me basto minha, eu preciso de algo além de mim, eu preciso ir além do das linhas bonit e por então parece que esta estado íntimo eh não é em si mesma fé e não é em si mesmo a fé, mas é o espaço mental para que a fé possa >> Uhum uma certa ideia, né, Sérgio, eu diria que eh nós não somos somos completos. A ideia de uma incompletude, uma ideia de lidar também com a as nossas impotências. Eh, e por isso que eu usei o termo transcendência, no sentido de eh expandir a nossa percepção e sair da nossa visão do eu. Acho interessante a ideia da fome e da sede de de fome e sede de justiça, né? Porque serão saciados também. A ideia da necessidade. Quando nós percebemos que temos necessidade de algo, eu acho que eu percebo a fé também como uma emoção, um sentimento ou uma transcendência que nos traz a percepção da nossa necessidade dessa ideia de Deus, dessa ideia do transcendente, né? E acho que a fome sede quando você coloca algo externo que sacia a nossa a essas duas características. que são necessidades básicas, né? Você não consegue ficar muito tempo sem beber uma água ou sem tomar, ingerir um líquido, o corpo desidrata. Da mesma forma, parece que sem o alimento da fé, o nosso corpo vai desnutrindo, o nosso ser vai

ê não consegue ficar muito tempo sem beber uma água ou sem tomar, ingerir um líquido, o corpo desidrata. Da mesma forma, parece que sem o alimento da fé, o nosso corpo vai desnutrindo, o nosso ser vai desidratando, vai perdendo bastante qualidade tonificadora, né, que nos mantém. Eh, e aí eu acho interessante nessa ideia de transcendência, o dois teóricos assim da psicologia chamado Martin Selima e o Peterson, eles estudam um pouco a virtude e eles eles situam aí uma uma virtude da transcendência, né? E essa virtude ela se desdobraria em cinco forças, né? Cinco eh potências. E essa virtude da transcendência, né? Uma das forças que ela se desdobra seria a gratidão. A gratidão como sendo uma esfera muito próxima dessa percepção de que nós não somos completos, assim, que nós somos não somos autossuficientes. Me parece que a fé ela vem nos lembrar que nós não somos autossuficientes. E aí eu me recordo de Aristóteles, né, quando você estuda a ideia da gratidão do ponto de vista terapêutico ou então do ponto de vista filosófico, Aristóteles não gostava muito da gratidão porque ele dizia que a gratidão era degradante para a pessoa que era autossuficiente. Era degradante para autossuficiência. Eh, porque naquele momento a gente pensa assim, Aristóteles, dizem, né, foi o último ser que sabia tudo o que podia ser sabido na sua época. e ele era um ser enciclopédico, escreveu sobre vários assuntos, botânica, eh, a metafísica, ética, eh, então, a ideia de que era possível saber tudo. E é interessante que a gratidão é degradante para autossuficiência, porque quando eu sou e inundado por gratidão, eu necessariamente preciso perceber que eu sou grato a algo ou a alguém ou alguma esfera que não é a mim mesmo, que está além dos limites do eu. Então, humildade ela permeia, né, essas situações porque ela nos dá a perspectiva das nossas fragilidades, da nossa limitação, né? A a a humildade nos faz perceber os nossos limites também, né? Então, ao perceber nossos limites, a gente fica mais apto a

que ela nos dá a perspectiva das nossas fragilidades, da nossa limitação, né? A a a humildade nos faz perceber os nossos limites também, né? Então, ao perceber nossos limites, a gente fica mais apto a diminuir a nossa prepotência, a nossa autossuficiência, fica mais apto a diminuir a nossa onipotência, né? Eh, então acho que é uma ideia bem interessante, sim, nos pensarmos a fé com essa perspectiva, né? >> E e o e quando você diz assim da fome e da sede, parafraseando estamos Jesus, né? Eh, quando Jesus diz isso, né? Vamos pegar então pelo pelo autor. Ele ele eh ele nos faz pensar também que a fome tanto é maior e a sede tanto é maior. A necessidade da água e a necessidade do alimento tanto é maior, quanto maior a sede, quanto maior a fome. >> Uhum. >> Então, à medida que a gente vai ficando com mais fome, tanto maior a necessidade do alimento. Quando a gente vai ficando com mais sede, tanto maior a necessidade da água. E é nesse estado de alma, é nesse estado de necessidade que a fé faz sentido. >> Uhum. >> Se a gente não tiver fome e sede, dificilmente alguém que não passou ou esteja passando por uma aflição terá necessidade de desenvolver este sentido, não é? Então, novamente, voltamos a a uma virtude anterior que é do bem-aventurados os aflitos, né, que é a resignação, a capacidade de espera. Esta virtude e este esta bem-aventurança anterior precede a fé. Então, e Jesus, quando Jesus diz, ele diz, ele diz com, com muita propriedade no sentido de do nosso entendimento, né, hoje, o que nós podemos entender do que ele falou, que é neste estado de carência, é nesse estado de necessidade, é nesse estado de insuficiência que eu me descubro pré potente. >> Uhum. Eu sou pré potente. Eu eu não tenho a potência. >> Uhum. E e porque a potência não vem de mim e ela eu sou um buscador. Essa potência vem de um outro de uma outra dimensão, de um outro estado de ser que está dentro de mim também como um estado embrionário, mas ele precisa ser acionado por uma busca ativa. Então, quando Jesus diz assim, quando

outro de uma outra dimensão, de um outro estado de ser que está dentro de mim também como um estado embrionário, mas ele precisa ser acionado por uma busca ativa. Então, quando Jesus diz assim, quando orardes, entra para o interior do teu aposento, entra para o teu quarto. faz parte desse capítulo também, essa parte quando ele ele ele recomenda a a interiorização, o recolhimento, ele está ensinando assim: nesse momento da aflição, nesse momento da dor, é que estão as condições necessárias para se desenvolver esta aptidão de quem abre uma porta, de quem abre uma janela para algo além de si mesmo. O além de si mesmo nesse momento da nossa existência, ele é fundamental, não como nós podemos ver logo a seguir, como uma terceirização, né? Não é um um delegar a alguém, não.Um. >> A fé, a fé ela pressupõe um estado combinado, né? Que seria a uma confiança em algo além de mim e uma confiança em mim por estar procurando algo além de mim. >> Uhum. Há há um há um há há uma posição ativa também de quem espera. Não é uma passividade, é a fé, ela é uma atividade. Quando eu busco, quando eu oro, quando eu digo: "Meu Deus, o que tem aqui que eu não tô entendendo?" Eu estou sendo protagonista dessa procura. >> Uhum. Uhum. Então, acho que essa ideia ela é muito interessante. Bem-aventurados os que têm fome e os que têm sede, porque serão saciados. >> É lindo >> a ideia também que veja, bem-aventurados que t fome sede de justiça, né? Então, a ideia, a justiça é algo que nos remete, inclusive a uma ação, né, no sentido de eh ponderar, né? Eu vejo que o bal a a simbologia da justiça é uma uma balança. Pra gente poder ter a balança ativa, a gente tem que colocar algo dentro da balança, né? Então, dá uma ideia de atividade, porque eu acho interessante essa perspectiva de que há uma confusão às vezes sobre esses termos, eh, fé, esperança, no sentido de as pessoas ficarem passivas. Geralmente, inclusive, você vai ver na filosofia, até na psicologia, não se gosta às vezes muito da palavra

o às vezes sobre esses termos, eh, fé, esperança, no sentido de as pessoas ficarem passivas. Geralmente, inclusive, você vai ver na filosofia, até na psicologia, não se gosta às vezes muito da palavra esperança, porque fica-se muito pegado nessa questão do esperar, >> do esperar passivamente, né? >> Esperar passivamente, sem a atitude, sem atividade, né? E eu costumo diferenciar um pouco, né? estudando essas coisas, eh, são muito parecidas, mas existem pessoas que têm fé, por exemplo, na divindade, mas não tem uma esperança nos seres humanos. Então, são pessoas que têm fé, mas são até muito pessimistas do ponto de vista quando pensa no outro. Tem um pessimismo também voltado para si mesmos. Então é interessante essa fé mais talvez mais madura ou mais eh coerente, ela também transborda. Ao transbordar o ser, ela nos lembra que nós somos filhos, né? Temos uma essência divina, então nos lembra da nossa herança, nos lembra da nossa natureza, isso nos dá também um certo, uma certa esperança para conosco. E não só. Eh, e se a gente tem esperança para conosco, naturalmente eu sou um ser humano, você é um ser humano. E se eu tenho jeito, talvez você também tenha jeito. Se você tem jeito, talvez eu também tenha jeito. Então, é um sentimento mais eh completo, né? E e eventualmente a fé fica muito externa, né? A gente terceiriza. Eu só tenho fé numa força maior, mas isso não contamina. E me lembro da fala de Jesus, né? amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. O amor a si mesmo, portanto, eh esse trabalho consigo é fundamental para se desenvolver algo mais robusto, no sentido de persistente, mais tenais, que consegue enfrentar as adversidades da vida sem se desesperar. pode até se aflingir, mas não fica desesperado. Aí vem um ponto, fé e esperança tem sim uma parte da espera para não se desesperar. Mas não é só a espera. Eu costumo dizer assim, Sérgio, a esperança tem três componentes. Tem um teórico chamado Schneider, que fala muito da esperança. Um psicólogo, ele fala das três dos três

sperar. Mas não é só a espera. Eu costumo dizer assim, Sérgio, a esperança tem três componentes. Tem um teórico chamado Schneider, que fala muito da esperança. Um psicólogo, ele fala das três dos três componentes. Nós temos a meta, que é algo do futuro. Eh, nós temos o caminho, mas temos a ação, né? Ou seja, o caminho envolve uma certa flexibilidade, embora o destino a gente saiba qual é, porque tem a ver com as expectativas, com metas, mas o caminho ele precisa ser flexível, eh, até às vezes mudar de rota para poder chegar naquela meta, mas você precisa caminhar, precisa agir. Então, quando a gente pensa em esperança, a gente pensa ança vem de ação, né? Então eu preciso agir >> e espera. Tem dois, tem dois duas conotações. A expectativa, então seria o alvo, a meta e a espera que exige assim, eu tenho que esperar mesmo, porque eu só posso chegar na meta se eu tiver paciência para seguir a trajetória, seguir um caminho. Então, há uma dimensão da espera que é uma dimensão da paciência, mas não é uma dimensão da passividade. Acho que é interessante a gente aprofundar isso, né? Com certeza. Esses estados internos são muito diferentes. Um é um estado de de mendicância, de não ação, de não protagonismo. O outro é de quem se associa, de quem se alia a uma, a um movimento ativo de busca, mesmo durante a aflição. >> Uhum. E eu diria um outro fator ainda, Léo, para nos para somar a nossa reflexão, que é assim, a fé no espiritismo. >> Uhum. A fé espírita, a fé espírita, ela é uma fé diferente, não a fé em si, como porque não existe o espírita não quer dizer que o espírita tenha mais fé que o católico, não é nesse sentido, não é quantitativamente. Não é quantitativo, quantitativamente, mas a doutrina espírita nos oferece uma base na razão. >> Uhum. >> No sentido assim de que nós podemos compreender que temos motivo para acreditar. que os as nossas bases de entendimento em relação às leis da vida, a lei natural, nos dá sustentação para que esta fé possa ser robusta. >> Uhum. >> Ainda essa semana, no nosso Evangelho no

acreditar. que os as nossas bases de entendimento em relação às leis da vida, a lei natural, nos dá sustentação para que esta fé possa ser robusta. >> Uhum. >> Ainda essa semana, no nosso Evangelho no Lar, que foi ontem aqui em casa, na segunda-feira à noite, o eh nós pegamos o livro Caminho, verdade e vida do Emanuel. É lindo, né? Uma das belas obras de mensagem do Emanuel. E a mensagem que caiu foi a mensagem eh 133 que recomendo a vocês, que se chama A hegemonia de Jesus. Eu tô com ela aberta aqui na frente, eu vouar umas partezinhas que o Emanuel traz. Ele pega o versículo, um capítulo de João, capítulo oitavo, em que em que Jesus disse assim: "Disse-lhes Jesus: em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou colocação de Jesus". E Emmanuel diz assim: "Que é impossível localizar Jesus, o Cristo na história, a maneira de qualquer personalidade humana. Porque ele segue o o mentor dizendo que esse missionário Excelo, ele fala mais alto a mensagem do que todas as mensagens instáveis dos mais elevados filósofos que visitaram o mundo. Olha só, a gente tava lembrando de Aristóteles aí. E aí ele diz assim que antes de Abraão ou precedendo esses grandes vultos de sabedoria do amor da história o Cristo já era o luminoso centro das realizações humanas. E aí a doutrina espírita nos explica na questão da evolução espiritual que Jesus já é um espírito que avançou todas essas escalas evolutivas dos estados imperfeitos até a perfeição aonde nós somos capazes de compreender. >> Uhum. >> Então esse espírito, ele não tem localização no humano. >> Uhum. >> Né? Então isso nos dá uma ideia de que Jesus ele quando se coloca no na posição do eu sou, me parece, né, que ele está nos falando ali de que os níveis que nós vivenciamos de conflitos, de dúvidas, esses conflitos que nós temos que geram depressão, que geram ansiedade, que gera conflitos conjugais, que gera discussão com filho, Jesus já tinha arredondado. Isso ele ele ele percorre além disso. Então, quando ele se apresenta como o caminho,

essão, que geram ansiedade, que gera conflitos conjugais, que gera discussão com filho, Jesus já tinha arredondado. Isso ele ele ele percorre além disso. Então, quando ele se apresenta como o caminho, a verdade e a vida, que dá o nome ao livro de Emmanuel, ele então ele é uma referência como aquilo que está no livro dos espíritos, do ser mais perfeito que nós conhecemos. Então, termina o Emânuel, para não me estender mais ainda, dizendo assim: "Os filósofos e amigos ilustres da humanidade falaram as criaturas revelando em si, olha que interessante, uma luz refratada >> como a do satélite que ilumina as noites terrenas. Os apelos desses embaixadores dignos e esclarecidos são formosos e edificantes. Todavia, nunca se furtam a mescla sombras. E é interessante, né? Porque realmente se nós pegarmos a lua, a lua não tem luz própria. Ela reflete uma luz que é a do sol para nos trazer uma luminosidade relativa à noite. Mas termina Emanuel. A vinda do Cristo, porém, é diversa. Em sua presença divina temos a fonte da verdade positiva, o sol que resplandece. Jesus tem luz própria. Luz própria significa assim, por que que citamos esse exemplo assim pra gente pensar, para ampliar o nosso estudo? Porque quando a gente tem fé, a gente deposita em algo além de nós, aquilo que nós ainda não alcançamos. E essa esse estado de entrega e fé, pressupõe entrega, ele nos edifica por dentro, nos trazendo uma outra condição que sozinho nós não teríamos. >> Uhum. >> E por aí. >> Uhum. >> Vou puxar duas dois pontos. Um, essa ligação. Então, de certa forma, a fé nos faz sentir ligados, conectados, né? Assim como gratidão. E por isso que eu tô tô trazendo a gratidão como uma emoção muito próxima da consequência da fé, porque você se sente conectado, né? Quando eu fico a grato à minha mãe, grato a meu pai, grato a meu filho, né? Eh, uma palavra que ele disse, eu me sinto conectado mais a ele. Eu me sinto vinculado a esse amor. Imagina essa conexão com o criador, né, com o grande todo, como algumas traduções colocam.

ilho, né? Eh, uma palavra que ele disse, eu me sinto conectado mais a ele. Eu me sinto vinculado a esse amor. Imagina essa conexão com o criador, né, com o grande todo, como algumas traduções colocam. Essa conexão é tão interessante que nos dá uma uma sensação de amparo. Você falou o termo carência e a gente podia usar a sensação de amparo que a fé nos dá, né? E grande parte de nós temos assim, todos nós, né, temos a o dilema ou se a gente pegar a ideia do complexo de Jung, a ideia, nós temos essa questão da vinculação, do pertencimento que dá a ideia do amparo. E a fé é um é uma grande resposta eh resposta aí, eu vou puxar pro intelectual, mas uma resposta emocional também, uma resposta de sentido, de sentir para esse esse desespero fundamental que é o desespero do desamparo, né? Ou seja, a sensação do desamparo e a ideia da paternidade. Acho que é eh a ideia muito interessante da paternidade, da vinculação, né? da paternidade, da maternidade, da vinculação que nos ampara os passos. Mas há uma parte intelectual, que é o que você coloca, a fé espírita, ela tem uma uma questão qualitativa diferente, porque ela adiciona a razão. E aí eu vou pegar uma um conceito que eu gosto de fé, que tá em Paulo de Tasso, no capítulo eh 11, versículo 1, dos do da epístola aos Hebreus, tá? Então, Hebreus 11 com 1, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Então, é interessante que ele dá essas duas dimensões. Prova da ideia de saborear, né? Vamos fazer uma prova da dos docinhos do casamento, dos docinhos do aniversário, a prova do bolo, a prova do vestido, ou seja, dá uma ideia de experimentação, de saborear, né, daquilo que a gente ainda não vê, ou seja, uma prova daquilo que a gente não vê, porque a gente vê hoje como um espelho, diz Paulo de Tassoa na epístola aos Coríntios, né? Agora a gente vê em parte, mas então veremos face a face. Agora nós vemos como num reflexo, como no espelho essa ideia da ré e um espelho que diminui muito a luz do entendimento

ola aos Coríntios, né? Agora a gente vê em parte, mas então veremos face a face. Agora nós vemos como num reflexo, como no espelho essa ideia da ré e um espelho que diminui muito a luz do entendimento e do sentimento. Eh, em algum momento a gente vai conseguir ver face a face nessa comunhão que a gente pode perceber no Cristo quando na explicação espírita, né, a gente entende que eu e o Pai somos um nessa comunhão da luz própria que ele já tem. E aí o o Paulo coloca a certeza, então ele traz uma dimensão cognitiva, a certeza daquilo que a gente espera, daquilo que a gente tem como uma intuição. Aí a doutrina espírita coloca a fé raciocinada, a fé vinculada com a razão. >> Uhum. Eh, eu acho muito interessante. Eu acho só que um alerta que eu sempre faço quando para mim mesmo e nas >> nas palestras, enfim, é assim, >> acho acho que você acho que você vai dizer uma coisa que eu também penso, mas vamos lá, vamos ver se vai fechar. >> Vamos lá >> antes de você falar >> que a ideia de que a fé raciocinada não pode ser uma racionalização da fé. >> Exatamente. >> É isso, né? >> É isso aí. [risadas] >> É isso aí. Interessante, né? Sintonia. você começou a falar, eu digo, o Léo vai falar uma coisa, a gente nunca conversou sobre isso, né, Léo? >> Não, não. >> Mas não existe uma fé raciocinada, né? >> Vamos dizer assim, o que quando o Espiritismo fé raciocinada, é uma fé >> que tem a razão como instrumento para para para para para para estruturar a nossa fé mais ainda, não é? >> Tem uma conexão, né? >> A conexão >> uma conexão com a razão, né? >> A fé ela não ela não raciocina. A fé é um estado de espera daquilo que não se sabe. Não se, ah, eu estou acreditando por isso, por isso por isso, por isso. Não, isso não é fé. A fé vai meio à cegas, vai meio no escuro, vai na confiança. É como a criança que se entrega no colo de um pai e de uma mãe. Ela quando se joga, ela tem ela tem confiança de que ela vai ser acolhida. Ela se joga. O que dizer de um pai que uma criança se joga de cima? ela não pegue, ela perderá

o colo de um pai e de uma mãe. Ela quando se joga, ela tem ela tem confiança de que ela vai ser acolhida. Ela se joga. O que dizer de um pai que uma criança se joga de cima? ela não pegue, ela perderá esse estado de confiança. Aliás, esses estados emocionais de de de de fraturas nos estados de confiança se devem muitas vezes às falhas paternas, maternas, ambientais. Lá na infância, onde se tem esse estado puro, nós veremos mais adiante no Bem-aventurados os puros, né, que que Jesus enaltece a criança porque ela tem esse estado germinal da fé, da confiança em estado natural, né? ele >> espontâneo e ele recomenda isso. Ele, a fé é esta abertura, né, que a gente se joga, então ela não é raciocinada nesse momento, não é raciocinada. Depois a gente raciocina e entende: "Ah, não, mas claro, isso aí tem lógica, por isso, por isso, por isso." Aí a gente joga pro terceiro andar da nossa mente ali assim e pensa sobre o assunto. Mas eu acho que é disso, né, que a gente tava >> Uhum. Pois é, porque se a gente pensar que eu vou até talvez seja interessante para quem não é da área, racionalização, né? É um uma defesa que é natural, que não é necessariamente ruim, né? Mas o excesso de racionalização a ponto de tirar a espontaneidade do sentimento, porque a razão ela tem uma coisa que não é espontânea. Eu preciso de um esforço, né? A intuição é algo mais que vem assim. A intuição nasce também da da sensação da emoção, né? A emoção é algo mais que brota, digamos assim, mais rápido. Então, o excesso de racionalização, eh, às vezes paralisa demais, porque eu preciso ter muita certeza. Então essa racionalização que nos ajuda, por exemplo, qualquer corpo doutrinário, assim, filosofia, né, que é o primeiro contato que a gente tem com essa a ideia de racionalizar. é uma forma de racionalização que bota os pingos nos is, nos ajuda a dar conceitos pra gente se sentir menos desamparado, menos fluido, né, menos solto. Então é importante o conceito, a ciência ao conceitualizar, né, quando a a

ão que bota os pingos nos is, nos ajuda a dar conceitos pra gente se sentir menos desamparado, menos fluido, né, menos solto. Então é importante o conceito, a ciência ao conceitualizar, né, quando a a psicanálise, a psicologia oniana, a terapia cognitiva, as religiões espiritismo, ou seja, ela cria códigos, ela tá botando em conceitos, então ela tá, de certa forma racionalizando algo pra gente ter o que se pegar. O problema é o excesso e a gente achar que só por conceitos a gente vai conseguir atingir a fé. Tem um conto que um amigo meu eh escreveu um livro sobre Charles Richet, né, o seu ma Magalhães pela FEB, ele resgata que é um conto do Humberto de Campos sobre o próprio Charles Richet. >> Uhum. >> Que foi prêmio Nobel, né? eh, enfim, escreveu um uma mente ilustre. E aí o Humberto de Campos conta a história de que Charles ele estudou a metapsíquica humana. Eh, e ele veio a partir da ciência com a tare com a tentativa de encontrar a fé, de a partir da ciência encontrar a fé, a partir da razão, portanto, encontrar a fé. E aí, eh, é como se ele chegasse próximo. Eu sempre faço essa comparação. A gente chega próximo, mas precisa do pulo do gato. >> Toda, toda a cozinheira sabe que tem que ter o pulo do gato, né? Fazer uma coisa, não é só seguir a receita. Se for uma receita simples, tudo bem, mas se for uma receita complexa, ambiciosa, né? Como essa a fé >> precisa do talento, né? >> Precisa do talento, da vivência, do tempero. Ele não vai se repetir, né? E aí não dá para, então penso nessa, nesse salto que é um salto qualitativo, né? Um salto quantitativo de mais conhecimento, né? >> Eh, aí aí nós entramos num num num terreno muito interessante que é o da subjetividade, né? Nós vivemos numa época de muita cobrança de objetividade e nós temos que tomar um certo cuidado com esta concretização exagerada da razão. A razão, ela pode ser útil quando ela está a serviço de alguma coisa aliada à sensibilidade. Mas quando ela se impõe apenas como um elemento único, ela se torna uma ditadura. Ela ela é

erada da razão. A razão, ela pode ser útil quando ela está a serviço de alguma coisa aliada à sensibilidade. Mas quando ela se impõe apenas como um elemento único, ela se torna uma ditadura. Ela ela é fria. >> Sabe que mesmo no campo da psicoterapia, e eu labuto mais na área da psicanálise, existe um autor psicanalista que é Wilfred Beon, que ele nos fala de alguns estados necessários para a gente conseguir ouvir o nosso paciente. E ele chama que para esse estado de capacidade de escuta é preciso desenvolver o que ele chama de ato de fé. É esse termo mesmo que ele usa. Na psicanálise já se fala do ato de fé. Não é um ato místico. >> Uhum. >> Mas um ato de quem de quem espera, de quem ouve, de quem se esvazia das suas verdades >> e se de se despe das suas teorias, do seu das suas memórias e dos seus desejos. Porque se a gente vai com uma teoria muito pronta para atender uma pessoa, a gente não ouve a pessoa, a gente quer encaixar a pessoa naquilo que a gente acredita. >> Uhum. >> Então ele coloca assim: "O ato de fé é poder estar sem memória, sem desejo e poder ouvir para que se possa se aproximar daquela verdade última". Ele usa então Kant, né? Que do do ato de fé em busca da verdade última. Por quê? Porque se supõe, se com razão em bases clínicas que a verdade tá dentro do paciente. Talvez o paciente não saiba daquilo que saiba, mas ele, se ele puder falar dele mesmo e expressar e o analista estiver com ouvidos de ouvir e com olhos de ver, aquela verdade se apresenta. Isso é um ato de fé. >> Uhum. >> É um ato de fé. Então, mesmo no trabalho psicoterapêutico, no trabalho de escuta, é preciso ter esse elemento de estar aberto a ouvir aquilo que eu não sei. Uhum. >> E para ouvir aquilo que eu não sei, eu preciso estar minimamente desconfiado de que o que eu sei é insuficiente. >> Aí vamos para Sócrates, né? >> Uhum. >> Vamos para Sócrates. E aí vemos que essas áreas se cruzam, né, Léo? Eh, eu lembrei, você tava contando, lembrei de duas histórias aqui para compartilhar.

te. >> Aí vamos para Sócrates, né? >> Uhum. >> Vamos para Sócrates. E aí vemos que essas áreas se cruzam, né, Léo? Eh, eu lembrei, você tava contando, lembrei de duas histórias aqui para compartilhar. Eh, uma que eu escutei ontem de uma amiga, professora, psicanalista, psiquiatra também, e a gente relembrava um psiquiatra que também foi professor lá da federal, onde sou hoje, que chamado Galdino Loreto. Acho que eu nunca falei dele para você e eu vou falar para você e falo para os presentes. eh, foi um grande psiquiatra assim à frente do tempo dele e ele falava, Sérgio, de uma atitude psicoterapêutica que todo médico deveria ter. Então, tem um artigo científico dele e ele fala dessa postura de escuta, sabe, que não é só do psiquiatra, eh, diz, deveria ser de todo médico, ele era professor, né, de medicina, tudo. E é um artigo que até falei, ah, fez até uma apresentação no congresso e fez um up to date, ou seja, uma uma atualização de artigos. Eu trouxe esse artigo antigo e fiz uma um sei. Então, falamos de Galudino Loreto, eh, uma pessoa que era à frente do tempo dele, inclusive na psicoterapia. Para você ter uma ideia, ele começou a fazer atendimentos a estudantes eh universitários, especialmente estudantes de medicina, onde ele ensinava, antes mesmo de existir eh no Brasil corpos bem formados sobre a importância da saúde mental do universitário, né, que é hoje em dia falado muito, saúde mental do estudante de medicina. E ele atendeu, começou a atender em 1954 e até foi 1978. eh, atendo, né, diretamente a tese de liv de professor titular lá da federal dele foi com a experiência desse atendimento e ele tem ideias fantásticas, assim, duas frases lapidares que reuvi, por exemplo, uma é que antes de querer transformar os professores em psicoterapeutas improvisados dos seus alunos, nós eh estamos eh defendendo a ideia de que todo professor deveria ficar mais atento a essa subjetividade, a a essa escuta do seu aluno. E aí ele defendia a ideia de que deveria se ter eh dentro do curso de medicina e dos

endendo a ideia de que todo professor deveria ficar mais atento a essa subjetividade, a a essa escuta do seu aluno. E aí ele defendia a ideia de que deveria se ter eh dentro do curso de medicina e dos cursos universitários em geral espaços terapêuticos, sabe? Para que não esperasse o tempo do o do adoecimento já chegar paraa pessoa procurar ajuda e colocar de forma preventiva dentro dos cursos. Pois bem, essa figura que tem vários outros pontos, ele ele começou a atender em 54. Então veja que os psicofármacos quase ainda não tinham, estavam começando a chegar. Então ele começou a atender em psicoterapia e ele falava dessa ideia da junção da psicoterapia na psiquiatria. E aí a professora falava assim que foi residente dele na época, né, aluna dele. Léo teve uma vez que achei muito interessante a capacidade dele de fazer isso, né, que você exemplificou e pegar o conhecimento que ele tem e traduzir paraa prática clínica. Tinha um paciente com deficiência intelectual que não conseguia dormir tudo, tinha uma insônia muito grande, mas não aceitava tomar nenhuma medicação. Ele só queria a água benta. Era um paciente deficiente, com deficiência intelectual e muito católico. É. E aí ele não quero água benta, eu quero água benta, eu só tomo se for água benta. E aí o Galdino Loreto teve um insite na na hora e falou assim: "Olha, fulano, vamos fazer o seguinte, você toma sua água benta, mas junto toma esse remédio aqui. Tom remé, >> você toma o remédio com a água benta". E aí o paciente, doutor, eu vou fazer isso. Então, depois de vários anos tentando fazer de vári assim, vários tempos de atendimento, acho que ela falou o ano ali ela atendendo. Nessa consulta, ele fez esse que eu acho que é um olhar transcendente de pegar o que é que o transcendente no sentido de transcender o livro, de transcender a cultura que ele tinha, né, >> eh, científica, sem pegar os valores dele e >> empurrar pro paciente, pegar o valor do paciente >> e se misturar com, digamos, o valor científico. Achei fantástico essa essa

tura que ele tinha, né, >> eh, científica, sem pegar os valores dele e >> empurrar pro paciente, pegar o valor do paciente >> e se misturar com, digamos, o valor científico. Achei fantástico essa essa ideia, né? Juntou juntou a água benta, que era um produto do paciente com o medicamento, que era um produto do estudo dele. E sem e sem eh colocar uma ordem de valor de escala, agregou os dois. Me fez lembrar, Léo, o que Jesus dizia. E quando Jesus curava, ele dizia: "A tua fé te curou". >> Uhum. ele incluía, voltamos àquele ponto, né, a importância do instrumento, do canal de energia, da fonte alimentadora da própria pessoa. Ele não se atribuí ao mérito. Por que me dizeis que sou bom? Bom é meu pai que está nos céus. Ele era instrumento também. Então, é lindo a a postura psicoterapêutica de Jesus quando ele nos ensina que nós temos a nossa água benta. Todos nós temos a nossa água benta dentro de nós, só que às vezes ela tá parada numa tigela >> e ela precisa ser um veículo ativo. Quando esses veículos se somam, e se o espiritismo pode nos explicar muito bem pelo pela teoria quântica, essa potencialização, ela se torna muito grande e um veículo de cura. Por que que os milagres das curas, os milagres são frutos da fé, conforme o evangelho? Porque são essas potencialidades que estão dentro de nós. E aí é muito importante uma outra um outro conceito espírito assim fundamental de que eh não existe uma fé maior do que outra. Assim, o católico ou ateu lá que não acredita ou acha que não acredita, ele pode ter um potencial de receptividade e de atividade tão intenso que ele se veicule a própria cura. Então, a fé não é um artigo, um produto de uma determinada religião. Ele não pode ser comercializado. >> Uhum. >> N isso eu acho que é muito importante para nós também, né? Eh, um ponto também é outro ponto nesse nesse nessa perspectiva, eh, eventualmente a gente pode fazer uso da fé eh, para nos abastecer tanto assim que nos enche o ego de vaidade e a gente não fica receptivo a outras ajudas. E a

ponto nesse nesse nessa perspectiva, eh, eventualmente a gente pode fazer uso da fé eh, para nos abastecer tanto assim que nos enche o ego de vaidade e a gente não fica receptivo a outras ajudas. E a gente vê muito isso como psiquiatra, como psicoterapeuta, né, que é a gente tem até um termo chamado coping religioso negativo, né? Ou seja, ele pega a ideia, eh, os conceitos religiosos dele para fazer uma competição com a medicina, por exemplo, uma competição com a psicologia, eh, e ser uma coisa de ou isso ou aquilo, ou quem vai me curar é Deus, né? e não necessariamente o a mão de Deus por outras vias, né? E e a ideia de que, entre aspas, a mão de Deus vem por várias vias, né? Uhum. >> Então, é interessante de gente poder fazer a fé não como um instrumento de nos deixar eh preenchidos no nosso eu sem abertura para outras experiências. Então, nesse sentido, a fé responde dúvidas, mas ela não dá para não pode ou não deve ou não dá ainda para responder todas as dúvidas, nos dá tanta certeza, né? Eu, a, né, que é outro, eu acho que é outro, outro risco, a fé como sinônimo de certeza. Exatamente. Porque a fé ela é um estado de abertura, não um fechamento. Fé ela abreção. >> Exato. O a fé não é não é não é encerrar alguma coisa, é abrir algo. É um movimento de abertura. E e a ideia inicial que nós começamos é de que por que não mais agora sozinho? Porque como você disse há pouco, a fé é ligação. Ligação. Ligação tem que ter eu mais alguém. >> Uhum. >> Senão não tem ligação. Ligação é eu e mais alguém, né? Esse pode ser, esse alguém pode ser um alguém transcendente. Sim. Então, eu tenho fé em algo além de é um estado de abertura. Eu não sei o que vem depois. A fé verdadeira não é aquela que corresponde na resposta àquilo que eu esperava. >> Uhum. >> Deus, Deus, eu quero ser curado de determinado problema. E Deus aumenta o problema ou a vida aumenta o problema. E eu continuo acreditando que ali tem um aprendizado para mim. Isso é fé. O que que tem aí que eu não estou entendendo?

de determinado problema. E Deus aumenta o problema ou a vida aumenta o problema. E eu continuo acreditando que ali tem um aprendizado para mim. Isso é fé. O que que tem aí que eu não estou entendendo? O que que isso está me ampliando? Porque a fé que exige que as coisas aconteçam da forma como eu estou querendo não é fé. >> Isso é uma negociação. >> É uma negociação. As pessoas se se decepcionam muito com determinadas religiões, inclusive com espiritismo. Ah, eu tô indo lá 20 anos e as coisas não melhoram para mim. Ou seja, é um comércio. >> Uhum. Ah, mas eu estou passando por necessidade. Às vezes as pessoas dizem assim, mas ele é trabalhador espírita. Como é que isso foi acontecer com ele? >> Ele é palestrante. Mas como é que isso foi acontecer com ele? >> Uhum. numa ideia de que e assim se é uma pessoa de tanta fé deveria estar blindado de determinados problemas e protegido numa espécie de local privilegiado. O lugar de um eleito aonde as coisas ruins não acontecem. Opa, mas e o que que houve com o maior de todos que foi parar numa cruz? >> Uhum. >> Não deu certo então a fé dele? Não, exatamente. Naquele momento extremo, quando ele estava já numa condição de tamanha humilhação dos humanos, ele então dá o exemplo maior de fé, de que ainda tem além dele a vontade do pai. Então esta ideia da ligação, Léo, que você trouxe agora a pouco, a ligação é com algo além de mim. Isso é é a matériapra do que nós estamos estudando hoje. >> Uhum. Eh, quando você tava falando, eu tava lembrando o seguinte: de certa forma essas convicções no deixam de ser um pouco fruto da nossa prepotência, né, da nossa vaidade, de achar que nós seremos blindados, porque isso dá uma ideia de que eu sou melhor, né? A ideia da blindagem me dá a ideia de que eu sou um pouco melhor do que fulano. E é uma ideia meio muito, me parece simplória, porque é muito matemática simples, assim, dois e dois são quatro. Se eu tenho tanta fé, faço tantas coisas, eu tenho um resultado eh esperado. E afeta mais na convicção do

muito, me parece simplória, porque é muito matemática simples, assim, dois e dois são quatro. Se eu tenho tanta fé, faço tantas coisas, eu tenho um resultado eh esperado. E afeta mais na convicção do que no no resultado específico, ou seja, na convça, tá? na convicção de que eu consigo passar por aquela situação, independente de obter a cura ou não, afeta mais na postura do que >> no posterior que vai vir. >> Claro, >> o posterior vai vir de acordo com a minha postura. Então, me parece, e aí a postura fala dessa abertura, uma postura de abertura, né? Não, uma postura de fechamento. A gente precisa de algumas certezas, mas veja, a certeza é de que aquilo vem, por exemplo, para um aprendizado. É uma certeza interessante, né? Uma certeza que se encerra, é uma certeza que abre, porque se é um aprendizado, né? Então a gente precisa de algumas certezas, mas não aquela certeza fechada hermética. >> Exatamente. O Niet fala, a gente tem que tomar um certo cuidado com as palavras, porque às vezes a gente tá usando uma mesma palavra com vários significados. Então esse é um essa é uma tarefa de quem tá nos escutando aqui, né? Quem está falando tem um limite, porque às vezes a gente usa palavras querendo dizer uma outra coisa. Então, eh, é o papel de quem está ouvindo poder capturar o sentido, né? E nem sempre isso é muito fácil. Mas o Niet dizia assim que a verdade é inimiga da convicção. >> Sim. ou em outras palavras disso, mas ele queria dizer convicção como a a certeza que encerra. No momento que eu tenho uma verdade que encerra, ela já deixa de ser uma verdade, porque ela fechou para novos saberes. >> Uhum. >> Os novos saberes são sempre algo do não sei, o resultado do não sei. E a fé tem este prerrogativa. A fé a fé é um é um estado de não saber. >> Uhum. Uhum. >> permanente não saber. Talvez alguém saia desse nosso encontro e diga assim: "Nossa, eu sei com mais dúvidas do que quando eu entrei." Ótimo. >> Uhum. >> Porque esta dúvida é uma é uma é uma seiva alimentadora paraa pessoa ir

lvez alguém saia desse nosso encontro e diga assim: "Nossa, eu sei com mais dúvidas do que quando eu entrei." Ótimo. >> Uhum. >> Porque esta dúvida é uma é uma é uma seiva alimentadora paraa pessoa ir buscar mais coisas. Ah, que interessante essa live. Eu nunca tinha pensado nisso, porque eu fui lá tentando encontrar uma resposta e sair com mais perguntas. Um outro autor diz assim, eh, acho que é o próprio B que diz que a maldição da pergunta é a resposta. >> Porque enquanto uma pergunta está suscitando novas perguntas, eu estou num estado de busca, eu estou vivo. >> Uhum. >> Quando isso é respondido, eu morre. A é a morte da questão. Ah, encerrou, não tem mais nada para saber. >> É, é. E nesse sentido, acho que a doutrina espírita com a postura de Kardec é interessante quando fala eh não é fora da verdade que não há salvação, né? Porque seria uma seria uma prepotência espírita achar que aqui teríamos a verdade, né? A verdade final, né? Ele ele remete ao amor, a caridade como sendo um estado emocional, né? Um estado. E é bem interessante, fora da igreja não a salvação também não é a postura que ele ele propõe, né? Porque a caridade tem essa coisa da ação, é o amor e ação também não é um amor só teórico, é um amor prático, um amor que eh se desdobra numa ética, né, numa postura. >> E aí, interessante colocação, Léo, interessante a tua colocação, porque nunca tinha pensado nesse aspecto assim de que a verdade que se fala ali é uma verdade arrogante. >> Uhum. >> De quem tem uma resposta final, né? >> Uhum. >> Uma questão de poder, né? É que tem uma, acho que ele tem dois pontos interessantes, né, sobre a verdade. Jesus fala: "Eh, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Então, a gente, essa busca pelo conhecimento, a busca pelo conceito, tem a sua validade e a sua validação por esse ser crístico, né? Por esse ser perfeito. Mas quando chega lá, no final da existência dele aqui paraa Terra, que a gente conhece, quando vão perguntar para ele, né? Pilatos. O que é a

alidação por esse ser crístico, né? Por esse ser perfeito. Mas quando chega lá, no final da existência dele aqui paraa Terra, que a gente conhece, quando vão perguntar para ele, né? Pilatos. O que é a verdade? Ele fica em silêncio. >> Isso. >> Ou seja, a verdade mais como um estado contemplativo, uma meta, um ideal do que uma resposta em si, uma resposta concreta, porque algumas coisas do ponto ponto do que um ponto aonde se chega, >> não é? Porque e é engraçado que no final da trajetória, assim, da trajetória em que a gente conhece dele aqui, ele mostra o silêncio, que é uma postura humilde, me parece. ele ensinando humildade. Olha, de certa forma, porque se a gente como espírita tem a crença de que ele é um espírito perfeito, né, um modelo e o guia, a gente tem a crença de que ele tinha eh e tem essa sapiência. Então, ele poderia fazer um discurso, mas seria inútil, porque para algumas coisas a verdade não pode ser falada, tem que ser sentida, >> né? Eh, sabedoria, sabedoria vem de sabor, vem de sentir. Não existe sabedoria teórica apenas, né? E para algumas coisas tem que ter paciência para esse caminho eh evolutido. Nesse sentido, eu acho muito bonito. E eu queria contar um eh essa outra história que vou abrir um o divan, o o meu divan. Uma vez eu cheguei assim para minha para minha analista na época, uma pessoa que aprendi muito nesse espaço terapêutico e e até vou compartilhar nem as pessoas às vezes acham que fazer análise ou psicoterapia só quando não tá sofrendo, não. Sucessos, portas abertas são muito importantes também de serem e lugares de você eh ter espaços de terapêuticos, né? >> Uhum. Tanto que Jesus coloca, né, a questão de não se dá para servir a dois deuses, a Mamon, né, que é Deus, a a questão da porta larga, enfim, sucesso abre muito a porta e eventualmente a gente não sabe lidar com esses pontos. Então, achei interessante que eu tava muito feliz, a Sérgio, porque tinha publicado um artigo científico que trazia uma revisão sistemática sobre como o nosso cérebro fica quando

dar com esses pontos. Então, achei interessante que eu tava muito feliz, a Sérgio, porque tinha publicado um artigo científico que trazia uma revisão sistemática sobre como o nosso cérebro fica quando nós estamos sentindo felicidade, né, bem-estar. E aí eu tava feliz porque falei: "Poxa, tá vendo? Felicidade existe". E falei para ela e aí falei: "Olha, tá aqui no artigo científico, nosso cérebro funciona assim, etc. E aí ela me deu uma arrematada interessante. Meu filho, você nunca sentiu felicidade, não foi? E eu comecei a rir. Eu falei: "Verdade, porque eu precisei escrever um artigo científico, publicar numa revista científica, [risadas] conceitualizar, racionalizar uma coisa que é sensação, né?" E ela, minha fil nunca sentiu felicidade, não. >> Tudo bom? >> Que vida, né? Que vida miserável você. Isso. >> Então, achei, eu acho interessante porque nos estudos científicos da fé, e aí você no capítulo traz, eh, que eu queria até eh trazer essa notícia, né? Existem vários estudos que mostram como o nosso cérebro eh funciona, que nosso corpo muda. Eh, mas é interessante a gente perceber que a mudança do nosso cérebro, a mudança do nosso corpo não necessariamente localiza a fé, né? não necessariamente eh nos traz o que origina a fé, né? Porque existe e mesmo que a gente tenha uma visão eh materialista, digamos assim, a gente não acredite na questão do espírito, da existência do espírito, eh existe uma coisa não localizacionista no nosso corpo, né? eh uma questão que envolve todo o nosso corpo, especialmente quando a gente pensa emoções. Então, no na no na parte final do do teu capítulo, tu trazes alguns algumas pesquisas, né, de como o nosso cérebro funciona. Talvez a gente pudesse falar um pouco sobre isso também, de que também isso não vai ser a palavra final eh do e nem vai encerrar, vai trazer >> um capítulo novo, né, mas não necessariamente a conclusão do tema. Com certeza. É, nesse nesse momento que eu escrevi sobre essa atividade do cérebro, né, durante a prece, enfim, eu

rar, vai trazer >> um capítulo novo, né, mas não necessariamente a conclusão do tema. Com certeza. É, nesse nesse momento que eu escrevi sobre essa atividade do cérebro, né, durante a prece, enfim, eu recorri alguns estudos da neurociência que trazem esses traçados que evidenciam algumas condições favoráveis que estão ligadas a esses estados internos, né? >> Mas de fato isso aqui é uma é mais uma contribuição à ciência, né? Porque também neste sentido se espera que o espiritismo possa também eh trazer elementos que ajudem a nos fazer pensar essa questão, não como um artigo, como uma questão mística apenas, que não tenha nenhuma ligação com a possibilidade de ser estudado, não. Isso hoje nos estudos de neuroimagem, nos estados de transe, já podem ser eh eh assim computados, já podem ser analisados e isso é algo muito importante, mas realmente não será um aparelho, não será um um estudo científico que vai fazer as pessoas terem fé, né? Quem tem fé não precisa da ciência, né? A a a são a a a fé, aquele que indivíduo que acredita, não, eu preciso de uma prova. Não, prova não prova nada. Se prova se prova convencesse alguém de alguma coisa, o médico não fumava. >> É, porque ele ele tá vendo que o pulmão estraga e vai ter câncer e vai morrer. Puma. Eu tinha um professor de de medicina na sua época que ele dava aula fumando. Na época se fumava assim, ele ele dizia assim: "Olha, não façam isso, que isso aqui faz mal saúde eu vou mostrar para vocês." Ele faz isso, ele me provou ali que prova não prova nada para ninguém. Ela não serve nada para ninguém. Só se a pessoa já está pronta para poder >> aberta. Aberta, né? É, exat. Acho que é interessante, é como a própria situação da pandemia, no início da pandemia tínhamos uma certa ilusão, né, de que agora as pessoas vão se transformar para melhor, digamos assim, mas a pessoa tem que tá aberta porque senão a as situações até revoltam e não trazem transformação, né, a essa abertura. Então a dor, por exemplo, transforma para melhor se a gente tá um

igamos assim, mas a pessoa tem que tá aberta porque senão a as situações até revoltam e não trazem transformação, né, a essa abertura. Então a dor, por exemplo, transforma para melhor se a gente tá um pouco aberta, senão às vezes revolta, desespera e a fé talvez seja uma abertura para essa mudança, né? Então acho que é interessante >> é novamente a questão das virtudes anteriores, né? da humildade, da capacidade da manusude, da não revolta, da da da resignação e todas as outras, porque este estado interno é o que vai determinar a a possibilidade dessa abertura, né? E realmente a gente retorna a Jesus porque Jesus, Jesus é fascinante. Jesus realmente dizem Jesus é fora da especulação. Porque essas questões que ele trazia na ao seu tempo, que o espiritismo hoje nos traz de volta, nos dão elementos, Léo, pra gente poder abordar de por vários caminhos, por várias direções. Quando Jesus silenciava, agora você lembrou bem essa naquele momento perante Pilatos, que é a verdade e ele silencia. Ele deu uma resposta. >> Uhum. >> Porque não há como chegar à verdade sem silenciar. >> Uhum. Tem que silenciar os saberes, tem que silenciar as respostas, tem que silenciar os desejos, silenciar as angústias, silenciar as vaidades, silenciar as prepotências, ao egoísmo, a tudo aquilo que nos caracteriza como falsos sabedores. Silenciar tudo isso, silenciar a si mesmo é como quem apaga a luz para poder ter um pouco mais de acuidade visual e poder enxergar um pouco um pequeno ponto luminoso na escuridão, ele pode ser percebido. É no silêncio que a gente ouve aquilo que é inaudível enquanto nós estamos no meio do barulho. Então são nos estados negativos. negativos. Eu coloco aqui nos estados de restividade de quem está aberto que se descobre o novo. Então, quando Jesus silencia, ele responde e aí ele diz: "Ouça quem tem ouvidos e veja quem tem horas de ver. Próximo mês a gente tem mais um encontro marcado e a gente entra na virtude misericórdia, né? Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles receberão

a quem tem ouvidos e veja quem tem horas de ver. Próximo mês a gente tem mais um encontro marcado e a gente entra na virtude misericórdia, né? Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles receberão misericórdia. E de certa forma, eh, já antecipando, né, a misericórdia traz um pouco desse aspecto relacional, né? Então, as três seriam intrapsíquicos, né? essa fé transcendente, que de certa forma também transcende pro outro, mas transcende mais ainda. E a misericórdia, de certa forma relacional do do encontro amoroso, afetuoso que nós podemos ter com o outro, né, com a humanidade e eventualmente conosco também, mas a misericórdia envolve essa essa atitude. Então, >> alguém mais ou menos, né? Eh, então a gente fica fica o convite para que a gente possa estar no na última terça de agosto, né? Nós estamos em julho de agosto, a gente poder falar sobre a misericórdia. Muito obrigado, Sérgio, por estarmos aqui mais uma vez, tá? Sempre é muito bom essa esse contato com você. Muito obrigado vocês que estiveram conosco eh refletindo. Se acharem úteis essas perspectivas, compartilhem para que outros corações possam também eh pensar nesse tema da fé sobre essa perspectiva. Grande abraço, Sérgio. Até a próxima. >> Abraço, queridos. Até a próxima.

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