#26 • Jesus e Saúde Mental • O código do monte (virtudes)
WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 26: O código do monte (virtudes) » Apresentação: Leonardo Machado e Sérgio Lopes
Ora direis ouvir estrelas, por certo perdeste o senso. Eu vos direi, no entanto, que para ouvi-las muitas vezes desperto e abro a janela pálido de espanto e conversamos largo tempo enquanto a via laca como um pálio aberto siniza. E quando vem um sol ainda saudoso e em pranto, eu as procuro pelo seu deserto. Direis agora, três loucado amigos, que conversas com elas, que sentido tem o que dizem quando estão contigo? E eu vos direi: Amai, porque só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender as estrelas. A poesia de Olavo Bilac nos coloca nessa punção que nós temos, nesse pendor que nós temos de olhar a luminosidade, de almejarmos nesse tropismo uma luminosidade que de certa forma possa nos trazer um estágio de vida diferente. é justamente sobre esse anseio de ter uma vida diferente, que a virtude de certa forma nos encerra, que nós queremos hoje começar a aprofundar. Um livro muito bom, muito aprofundado, muito embasado em conceitos espiritistas, em conceitos da psicologia, também da psiquiatria chamado o código do monte com o meu amigo Sérgio Lopes. Então fica conosco nessa noite para que a gente possa aprofundar o início desse livro. Aqui está, pois bem, nosso amigo Sérgio Lopes. Para aqueles que não conhecem, eu acho que devo fazer a vezes da casa aqui seja eh reapresentando você que já tem uma trajetória eh tão bonita e tão consistente e autêntica dentro da movimentação espírita. Mas o Sérgio Lopes lá do Rio Grande do Sul deve estar falando de Pelotas no interior do Rio Grande do Sul, né? é colega médico, psiquiatra, também é psicoterapeuta nos últimos tempos, tem inclusive aprofundado uma das linhas da psicoterapia que é a psicanálise. Eh, mas eh assim espírita desde muito pequeno, né? Acho que desde berço, salvo engano, e trabalha no movimento espírita desde de muito jovem, assim como eu também tenho uma uma família espírita. E foi uma dessas grandes eh alegrias assim que a o movimento espírita me deu de ter esse contato, essa amizade. E por isso que tentando trazer um pouco mais para
também tenho uma uma família espírita. E foi uma dessas grandes eh alegrias assim que a o movimento espírita me deu de ter esse contato, essa amizade. E por isso que tentando trazer um pouco mais para você que nos acompanha nessa web série Jesus e saúde mental, nessas palestras semanais, nessa geração de conteúdos para ajudar o Espiritismo Play, que mantém, né, ajuda, na verdade, a manter as obras sociais da mansão do Caminho, que nós vamos começar hoje, né, a última terça-feira do mês de março, a aprofundar esse livro chamado. Cadê? Vamos ver a luminosidade aqui. Eu não treinei, né? Sau agora a luminosidade. O código do monte, tá? O código do monte, as virtudes do sermão da montanha, né? O livro do Sérgio Luís da Silva Lopes, editado em uma parceria pela Feb Editora e pela Ferg. também é a consistência eh dos aprofundamentos que o Sérgio Lopes traz. E a ideia é que pelo menos uma vez por mês, tá, nós possamos estar aqui juntos dialogando sobre partes desse livro. Então, hoje a gente vai começar com a introdução que fala sobre as virtudes em geral, porque a ideia do livro é que cada, né, bem-aventurança do sermão do monte possa traduzir uma orientação, né, um aprofundamento sobre uma virtude, humildade, eh, a própria questão de de uma pureza, como é que a gente pode entender essa pureza, que eu acho uma das mais um dos temas mais delicados assim da gente poder aprofundar. Eh, e a gente vai tentar ao longo desses meses, uma vez por mês, provavelmente a última terça-feira do mês, eh, a gente vai estar aqui junto. E aí um programa um tanto quanto especial, porque seria muito difícil juntar, né, dois psiquiatras, dois terapeutas que ficam trabalham eminentemente em silêncio, escutando os outros, quando esse pessoal pega no microfone e fala que só. Então, seria muito difícil eh nos segurarmos aqui em 30 minutos, em 40 minutos, como é habitual. Então, provavelmente a gente vai ficar ali uma hora eh conversando para poder aprofundar essa temática. Eu falei que provavelmente, né, Sérgio,
rmos aqui em 30 minutos, em 40 minutos, como é habitual. Então, provavelmente a gente vai ficar ali uma hora eh conversando para poder aprofundar essa temática. Eu falei que provavelmente, né, Sérgio, porque às vezes nós temos algumas eh alguns imprevistos e talvez da última terça-feira possa ser alguma outra terça-feira, mas a ideia é que pelo menos uma vez por mês, né, provavelmente as últimas terças-feiras nós estejamos aqui. Então, vou passar inicialmente a palavra para você para que você possa dar as boas-vindas e mais do que isso, eh, dizer como nasceu, Sérgio, a ideia desse livro, por estudar o Sermão do Monte, nessa perspectiva, um caminho virtuoso, um caminho para as virtudes, é interessante e te despertou eh a curiosidade, o interesse. Inicialmente, então, eu quero agradecer o convite do Leonardo, do Léo, de estar aqui nesse espaço tão importante, tão especial para nós aqui no movimento espírita, na mansão do caminho, na TV e fazer e fazermos uma dupla neste espaço. para foi o lançamento pela Federação Espírita do Rio, quando então nós tivemos a ideia que já vinha sendo amadurecida a partir de alguns artigos que eu estava fazendo em torno de reflexões a partir dos das bem bemaças, né? Porque o sermão do monte ele é ele é bem mais do que as bem-aventuranças em si. Ele é um um capítulo maior, né? Que é essa bela passagem de Jesus quando ele sobe à montanha e ele então recita mais bela página de amor, de ensinamentos morais que a humanidade teve notícia. Então isso sempre me encantou desde jovem, eh, observar essa passagem e me pareceu, a estudando cada bemaventurança, que cada uma dela comportava o estudo de alguma virtude em especial e e de certo modo a havia uma sequência curiosa no meu entendimento, na minha percepção inicial, uma certa sequência curiosa, né, que poderia ser feito como uma metáfora de uma base, iniciando na base da montanha até chegarmos ao topo. Começando lá pela, como nós veremos em cada mês, né? Começando pela humildade, passando pela resignação, mitude,
ito como uma metáfora de uma base, iniciando na base da montanha até chegarmos ao topo. Começando lá pela, como nós veremos em cada mês, né? Começando pela humildade, passando pela resignação, mitude, fé, perdão, etc. até chegarmos na caridade. Esta escala ascendente de virtudes parece que então nos falava já naquele período da ideia de que Jesus estava nos apresentando um verdadeiro código de ascensão moral a partir do desenvolvimento das virtudes. E sobre o ponto de vista do estudo dos conhecimentos psicológicos, fez muito sentido para mim, porque começa começa com virtudes muito humanas, né, e culmina com uma virtude que também é humana, mas é de um nível maior que a a caridade. E eu gosto de dizer que foi um verdadeiro atrevimento, como sempre é um atrevimento, eh, em relação a ao que nós podemos pretender de reflexões em relação àilo que Jesus nos traz. Mas em para início da nossa reflexão, diríamos que este é um ensaio muito breve e incompleto e inicial, né, das virtudes que Jesus nos ensina no sermão da montanha. É porque essa temática é tão complexa e tão profunda que qualquer tratado, né, que a gente possa escrever sobre ela, de fato, vai ser quase uma introdução, eh, até porque eu concordo bastante com a visão, eh, aristotélica. Aristóteles, ele tem um livro chamado Ética Anicômaco. Anicôaco, inclusive, era o nome do seu pai e parece que Nicômaco era médico, pelo que a gente estuda na história. talvez até tenha ensinado eh um pouco do ofício de medicina para Aristóteles, talvez aí o pendor de Aristóteles para ciências chamadas naturais, a descrição da biologia, da botânica. Mas o Aristóteles também se dedica para o estudo das virtudes, né? E ele vai dizer em algum momento nesse ético anicômaco que um tratado de moral não pode ser teoria pura, há que se ter também a mira a uma prática. tampouco se podem dar regras estáveis, porque cada um deve tirar do exame das circunstâncias particulares a regra para a ação. Então, a ideia de que, por mais que a gente pudesse, vamos supor, eh,
ca. tampouco se podem dar regras estáveis, porque cada um deve tirar do exame das circunstâncias particulares a regra para a ação. Então, a ideia de que, por mais que a gente pudesse, vamos supor, eh, teoricamente, eh, esgotar um assunto sobre qualquer virtude que seja, não seria inesgotável ali, porque aquele assunto ele precisa se traduzir numa ação que vai para além do livro. Então, nesse sentido, é que qualquer tratado, mesmo um tratado aristotélico, é apenas uma introdução ao tema, porque o tema da virtude ele deve, né, do do ponto de vista epistemológico, ou seja, da construção do conhecimento, ele deve se desdobrar numa prática, numa vivência. E é como se fosse, digamos assim, pensarmos sobre a nossa vivência. Então, esse tema acaba sendo, de certa forma, um tema de auto autoconhecimento, né? um tema que você acaba, e aí que a gente deve olhar esses livros, não deve olhar um livro como esse, vendo assim uma análise de meu vizinho, né? Uma análise de como se comporta a minha esposa, a minha companheira, mas o análise de como eu me comporto, de como eu estou nesse comportamento social e nesse comportamento eh intrapsíquico, né? como é que eu me comporto com as minhas emoções, com as minhas meus pensamentos mais ocultos, que nós temos de certa forma tanta dificuldade. Nesse sentido, eu queria jogar para você, Sérgio, eh, como é que você conceitua a virtude, né? Lá no na introdução você traz, eh, algumas possibilidades de conceito. Acho que seria interessante a gente pensar no conceito, o que é uma virtude, certo? É, é interessante, Léo. Você fala em Aristóteles e, e, e a gente encontra em Aristóteles esta ideia de que a virtude ela não é ela não é natural. Ninguém nasce virtuoso, nós precisamos nos tornar virtuosos, né? A virtude é um processo de conquista. Essas qualidades, eh, que nós desenvolveremos ou não dependerá desta ação interna. Então, gosto muito da ideia que você nos nos sugere, assim, de que a virtude ela tem este compromisso de um olhar para dentro, não de um olhar
nós desenvolveremos ou não dependerá desta ação interna. Então, gosto muito da ideia que você nos nos sugere, assim, de que a virtude ela tem este compromisso de um olhar para dentro, não de um olhar para fora. Ele é, o evangelho de Jesus é todo um convite para olhar para dentro e a doutrina espírita também é um convite para olhar para dentro. Então, e este olhar interno que nos obriga a nos conhecermos e nos reconhecermos nos põe numa direção de percebermos quais são os caminhos que nós estamos trilhando. Então, eu gosto muito da ideia do da conceituação de virtude a partir de um conceito que encontramos lá em Torres Pastorino. Torres Pastorino, que foi um um filósofo, escritor, que que lá nos anos 30 se converteu ao espiritismo, ele era um teólogo, né? Depois ele acabou conhecendo o espiritismo, se encantou e ele tem algumas obras interessantes, muito conhecidas. E um conceituação que ele dá de virtude do que vem do latim Virtus, que por sua vez deriva de um étimo vir, né, que significa um homem varão, um elemento forte. Então o vir também provém de vis, que significa também força também. Então essa ideia da virilidade, da força. Então virtude nesta ideia da construção da palavra, ela é uma qualidade de quem tem força, sobretudo uma força moral. Virtude é a qualidade de quem tem força. Agora, tem um outro sentido que eu gosto muito também, que força dá origem ao termo esforço. Isso é muito familiar a nós, né? reconhece esse verdadeiro espírita pela sua transformação moral. Eu acho que a gente pode eh enfocar isso aí também e pelos esforços que faz para dominar as suas más inclinações. Então tem no próprio conceito de espírita essa ideia do esforço, nos colocando um uma reflexão inicial assim de que virtude não é uma qualidade de quem é bom. Virtude é uma qualidade de quem está se esforçando para ser bom, não é? Uhum. Isso encontra esta ideia também, portanto, nessa reflexão que nós estamos fazendo, todos nós já somos virtuosos, vamos dizer assim, na medida dos
de quem está se esforçando para ser bom, não é? Uhum. Isso encontra esta ideia também, portanto, nessa reflexão que nós estamos fazendo, todos nós já somos virtuosos, vamos dizer assim, na medida dos esforços, não na medida da da da qualidade já adquirida. Se nós formos observar em qualidades adquiridas, ninguém é virtuoso, né? Mas todos nós poderíamos ser virtuosos na medida dos esforços. Há quem esteja se esforçando, e também podemos tentar entender o que se chamaria de esforço, né, na porque tem uma certa confusão de esforço como alguém que tenha que forcejar, forçar a barra, forçar naturezas suas para atingir um objetivo. Não é bem esta a ideia. Esforço tem mais a ver com boa vontade, tem a ver com adesão, tem a ver com compromisso interno de o indivíduo se olhar e fazer uma caminhada na direção de uma melhoria, na direção de uma ascensão. Então, essas são algumas reflexões iniciais em torno do que nós estamos pretendendo abordar a partir do que entendemos sobre virtude. E isso é, como você falou, é um ponto de partida. Acho que tantas outras ideias podem percorrer essas reflexões, né? Eh, acho interessante a gente enfatizar que dentro da construção da virtude está embutida a ideia da paciência, porque é interessante essa diferenciação. eventualmente ou muitas vezes quando nós nos inclinamos para uma ideia espiritual, uma ideia espiritualista, qualquer que seja, espiritista ou não, nós temos sim uma grande confusão do esforço com o que o Sérgio colocou de forçar a barra. Eh, e aí causa-se um outro tipo de problema, né, um transtorno, eh, que seria uma cobrança excessiva em que você fica muito, muito vinculado à performance. E acho que é bastante interessante pensar na virtude, não como resultado performático, mas como caminho de de trilha. Então esse caminho envolve paciência e a própria paciência, eu tenho refletido muito sobre isso, ou seja, a primeira a primeira eh fagulha, né, que a gente acaba aprendendo sobre paciência não é tão virtuosa assim. A paciência chega na
a e a própria paciência, eu tenho refletido muito sobre isso, ou seja, a primeira a primeira eh fagulha, né, que a gente acaba aprendendo sobre paciência não é tão virtuosa assim. A paciência chega na nossa intimidade evolutiva, muito pelo caminho da vingança. Então, perceba que tem um ditado popular que eu acredito que tem aí também, que é a vingança é um prato que se come frio. Ou seja, na ideia de que quando eu me vingo, eu preciso ter paciência para construir a vingança. Então veja que na nossa perturbação inicial ou até atual, a gente aprende essa coisa da da paciência que está no bojo da construção das virtudes pelo caminho mais perturbado, que é o caminho da vingança. Aí a gente vai aprendendo a esperar, mas acho que já aí já é alguns lampejo de mudança na ideia de que não dá para forçar a barra, sobretudo em questões emocionais, em questões vivenciais, que você precisa esperar o tempo acontecer. E a primeira aprendizado com isso são, por exemplo, na visão espiritista, os obsessores. Quantas quantos aprendizados eu tive lidando em reuniões mediúnicas com essa questão? são os perseguidores, né? E aqueles que conseguem obsediar têm muita paciência às vezes para articular. E a ideia é que agora a gente possa eh transformar essa nossa arquitetura intelectual que inicialmente ou ainda hoje é usada para destruir num processo de vingança, que a gente possa usar para construir, né? Então, a paciência acaba gerando eh uma uma modificação, né, final. Mas a matériapra, digamos assim, a argamassa, né, o tijolo é muito semelhante, né, é muito semelhante. É a força, a força de alguma coisa. Então a gente pode colocar, curiosamente, eu fiz a ferro e fogo, a força e essa força ser quase algo muito forçado, aí fica uma virtude falcier, né? Porque fica uma virtude forçada, uma virtude externa e não uma coisa interna. E é interessante que assim, quando a gente fala de uma prática, a gente deve também colocar dentro de nós. Aí eu pego, Sérgio, a gente vai chegar nesse capítulo.
rtude externa e não uma coisa interna. E é interessante que assim, quando a gente fala de uma prática, a gente deve também colocar dentro de nós. Aí eu pego, Sérgio, a gente vai chegar nesse capítulo. Uhum. Eh, mas tem os bem-aventurados, os limpos de coração, né, porque eles verão a Deus. E a gente também tem traduções de os puros de coração. Eh, e às vezes eu acho que um dos pontos mais difíceis de uma visão religiosa, qualquer que seja, e dos seus seguidores, é essa ideia de querer ser puro. E às vezes a gente pensa assim, ou se, e eu já tô colocando, olha, a paciência inicial não vem da pureza, não, a paciência vem da vingança no início, depois a gente transforma. Eh, e aí a pessoa fica muito angustiada porque ela percebe, por exemplo, que tem pensamentos como todos nós que ela não gostaria de ter. Ela tem vontade eh de de se vingar muitas vezes, mas algo que ela aprendeu faz com que ela freie, né, essa vontade de vingança. E esse freio já é uma virtude, né, já é um freio virtuoso, já é um processo evolutivo, porque a gente já tá saindo daquela barbárie, de um processo mais de psicopatia, talvez em alguns momentos, para um freio. Só que nós religiosos que somos apressados, né, queremos eh comer o bolo assim que ele sai do forno e queimar a língua, a gente não tem paciência para esperar a nossa transformação. Então, nesse momento atual, meu, do Sérgio e todos nós, há uma mistura. E essa ideia de pureza às vezes dificulta a a aquisição porque a gente quer ir muito rápido e a gente sabe na nossa intimidade que a gente não é isso tudo que a gente gostaria, mas também sabe na intimidade que já não é tão perturbado assim como antes. Então esse meio termo, né, Sérgio, eu acho que é um caminho de muita angústia. Queria ver o que que tu pensa aí sobre isso. Acho interessante a ideia, Leonardo, porque um equívoco que temos no nosso meio e não apenas no nosso meio, mas nos ambientes religiosos em geral, é de que trabalhar com virtude seria uma espécie de um de um trabalho de linha direta com
porque um equívoco que temos no nosso meio e não apenas no nosso meio, mas nos ambientes religiosos em geral, é de que trabalhar com virtude seria uma espécie de um de um trabalho de linha direta com uma santificação apressada, um processo de santificação. Desenvolvimento de virtude não tem a ver com santificação, até porque quem quer se melhorar não tá preocupado em ser santo. Quem tá se preocupado em melhorar tá tá se tá se ocupando de se conhecer. E o primeiro passo para se conhecer, nós veremos na sequência do nosso estudo, é se conhecer nos seus aspectos humanos. E nós, enquanto humanos, nós estamos muito mais próximos do da animalidade, da instintividade do que da angelitude, que é algo completamente desconhecido para nós. Então, o primeiro passo no desenvolvimento das virtudes é olhar paraa sua humanidade. Nós veremos no nosso próximo encontro qual é o nome desta virtude que começa que dá origem à palavra humanidade. Portanto, o que você traz, é muito interessante a ideia da vingança. Eu fiquei pensando, eh, a vingança tá radicada na agressividade. Uhum. Né? Tá, tá. Ela ela está ela está a a ser assim assentada nos aspectos agressivos, que são naturais, que são instintuais. Quando uma pessoa está muito propícia à vingança, ela está lidando com conflitos internos que precisam ser olhados, precisam ser vistos. Que que está mal na vida da pessoa? Por que que ela é tão agressiva e tão propícia ao revide? Aonde que ela se sente tão atingida, tão machucada, tão ferida que lhe seja uma resposta imediata à vingança? Se ela não olhar para isso, desenvolver virtude é o verniz. pessoa pode ir para um centro espírita, aplicar passe, se transformar em palestrante espírita e continuar se sentindo sujeita a um movimento de de vingança. Então ela ela ela ela tenta começar pelo fim. E aí entra, faz muito sentido a ideia da paciência. paciência como a capacidade de ser honesto consigo mesmo, de poder transitar do início de um processo de autoconhecimento até atingir outros estados mais avançados.
muito sentido a ideia da paciência. paciência como a capacidade de ser honesto consigo mesmo, de poder transitar do início de um processo de autoconhecimento até atingir outros estados mais avançados. Eh, se nós olharmos a vida de Jesus, nós encontraremos um ensinamento de paciência o tempo todo, a começar pelo tempo que ele levou. Para começar a divulgar o seu evangelho, Jesus viveu 33 anos e ele começou o seu trabalho de divulgação aos 30. Significa que ele ficou 30 anos em contato direto com a família. Ele não saiu fazendo palestras aos 15, né? Não, quando ele estava lá com os doutores do templo lá na adolescência dele, a mãe deles perceberam que ele tinha um talento enorme, ele foi recomendado e ele percebeu que não era chegado o momento dele. Ele precisava de um tempo com a família, ele precisava de um tempo de maturação, ele precisava trabalhar na carpintaria com pai dele, ele precisava conviver com aquela mãe amorosa, ele precisou ficar 30 anos no 30 anos no anonimato. Isso é tão interessante, né? A paciência do anonimato. A paciência do anonimato. Olha que coisa difícil nossos dias, os dias da da da do acesso à fama rápido da internet, dos likes, das Jesus, se tivesse hoje em dia, será que ele teria Instagram, né? ou ele ou ele se apresentaria de um outro jeito, ou ele já está se apresentando de um outro jeito para nós, nos convidando a percorrermos caminhos mais verdadeiros, menos superficiais, a termos mais paciência com as conquistas verdadeiras. O fato é que quando chega aos 30 anos de idade, Jesus então sai e ele sai não esbravejando, ele sai falando na beira do dos lagos junto com os pescadores, com as pessoas simples. Ele não tem pressa, a fala dele é calma. Ele fala para quem quer ouvir. Ele contagia pelo exemplo. Ele tem uma fala amorosa que desarma qualquer espírito de animosidade. Que ensinamento é esse? Que pedagogia é essa? Cuja virtude não é uma fala? A virtude torna-se uma vivência consistente de alguém que se mistura com o povo e que de tão grande que é, às vezes
mosidade. Que ensinamento é esse? Que pedagogia é essa? Cuja virtude não é uma fala? A virtude torna-se uma vivência consistente de alguém que se mistura com o povo e que de tão grande que é, às vezes parece ser muito parecido com com o mais simples de todos. Que homem é esse que nos fala de virtudes? Nós não sabemos o que é isso. No máximo a gente consegue fazer alguns estudos aproximados e tentar chegar perto. É, eu acho que esse é um ponto importante, né? Eh, ao a humildade, eh, escrever sobre essas coisas, analisar essas coisas, eh, me parece que precisa ser um exercício de humildade daqueles que analisam. E aqui a gente tá no papel de analisador, eventualmente no papel de escritor, né, no caso Sérgio quando escreve de entender que olha, a gente não tem como saber a angelitude. Acho importante frisar isso. A gente simplesmente não sabe. Eh, e aí por isso que é mais fácil descrever, digamos, até quando você lê o Evangelho Simbirismo e no capítulo em que ele vai falar das muitas moradas, é mais fácil a descrição dos planetas mais assim a quem, né? quando começa a chegar eh no planeta de regeneração, começa a gente ficar com uma certa confusão de conceitos, porque a gente imagina uma regeneração como oasis, eh, ou então como já digamos eh a praia como um todo, né? também, na verdade, é só um lampejo. Então, começa a ficar difícil você imaginar como é que é o mundo celeste, como é que é a matéria no mundo celeste. São coisas que é difícil da gente eh conceber mesmo. Então, nesse sentido, a própria virtude na sua totalidade, né, o homem de bem na sua totalidade, né, a perfeição na sua totalidade, a gente apenas tem uma ideia genérica e provavelmente muito distante do que é, simplesmente porque nós não o somos, né? E esse esse é um ponto interessante, por isso que a gente vai na próxima vez começar sobre a com a humildade, né, que é a virtude basilar, porque tá na base da construção de outras virtudes. Sem ela não dá para você eh desenvolver nada, né? Até como diz o evangelho, seria o sem era você
bre a com a humildade, né, que é a virtude basilar, porque tá na base da construção de outras virtudes. Sem ela não dá para você eh desenvolver nada, né? Até como diz o evangelho, seria o sem era você tem um simulacro. Aí vem a ideia da virtude falcier, da aparência eh da virtude. Isso não quer dizer, pessoal, que a gente não eh não não tá falando do comportamento, porque é muito mais fácil mudar um comportamento, né, do que você mudar a sua entranha totalmente. Eh, mas é só ter a consciência de que o comportamento por si só não é o único parâmetro quando você aprofunda o conceito de virtude. E aí eu queria trazer a ideia de Aristóteles mais uma vez, que você coloca no livro, mas eh toda vez que a gente fala de virtude, não tem como a gente não colocar por um ponto, porque a filosofia antiga era uma filosofia prática, né? até o Pierrador, um filósofo francês, ele coloca que a filosofia antiga era um exercício espiritual, porque não tinha sentido uma filosofia apenas especulativa, era uma filosofia, de certa forma, até prescritiva no sentido de eh orientar eh uma mudança de vida. Não dá, não dá pra gente entender Sócrates fazendo uma filosofia sem um estilo de vida congruente. Não dá para entender Platão, não dá para entender Aristóteles, não dá para entender os helenistas sem um estilo de vida. Então, nesse sentido, um dos temas principais que eles estudaram foram as virtudes em si. E aí você vai ter vários livros de Platão, por exemplo, que vai ser o que é a temperança, o que é a virtude em si. Vai tentar conceituar. E o diálogo socrático era para tentar chegar num consenso eh do que seria eh essa tal virtude. E Aristóteles depois vai dizer que a virtude era eh resulta da justa medida de cada ação. Uhum. Então, a virtude como tendo uma ideia de meio, né, de equilíbrio e mais uma vez da ação. E quando ele vai analisar virtude, ele vai automaticamente analisar também o prazer e vai dizer: "Olha, é importante nos cuidarmos dos excessos e sermos moderados em todas as coisas,
uma vez da ação. E quando ele vai analisar virtude, ele vai automaticamente analisar também o prazer e vai dizer: "Olha, é importante nos cuidarmos dos excessos e sermos moderados em todas as coisas, especialmente nos prazeres." Não se deve, eu tô lendo uma parte do eticômaco, portanto, combater o prazer, pois ele torna colorida a nossa vida. deve-se determinar-lhe o justo uso. Então esse é um ponto importante, porque geralmente quando você pensa em vida virtuosa, virtude, a gente pensa logo numa coisa chata, numa vida chata, numa vida boring, entediante, né, que não tem colorido, que não tem prazer. E o Aristóteles vai desmentir essa ideia. Não é que você não vai ter o prazer, o prazer tá embutido com alegria, né? A emoção tá embutida, mas no sentido do equilíbrio, né? Eh, na psicologia, e aí vem um ponto, os filósofos eles entram em cena e ao lado deles existiam os sofistas e os sofistas diziam que tudo era possível ensinar. Então era ele era muito mais preocupado em convencer, eram os reis, né, na arte do convencimento. Eh, enquanto filósofo e Sócrates, o principal combatedor ali, era um um muito mais vinculado, não a convencer a pena, mas em ser. Óbvio que ele usava o convencimento também, mas a preocupação sobretudo era ser. E aí trabalharam-se vários batalhas, alguns livros de Platão, como Gorgeas, né, eh, Protágoras, alguns livros de Platão são diálogos, né, provavelmente fictícios ali de Sócrates com uns desses sofistas famosos. E essa é a ideia central, a ideia de que as virtudes existem e os sofistas diziam que não. A virtude é apenas um simulaco, é apenas um convencimento. E o só e só e os filósofos não, olha, a virtude existe, ela tem uma existência eh na natureza. Agora, a gente precisa eh digamos cultivá-la, né? a gente precisa se apropriar dela. A ideia que você encontra no estoicismo, né, de que as coisas na natureza vem para o bem, vem para o bom. E se a gente não entende porque a nossa razão é que tá limitada, justamente por essa limitação que a
a que você encontra no estoicismo, né, de que as coisas na natureza vem para o bem, vem para o bom. E se a gente não entende porque a nossa razão é que tá limitada, justamente por essa limitação que a gente tem. Então esse é um ponto crucial, né? Existe ou não existe, é apenas um simulacro ou tem uma uma essência? E mais do que isso, que aí acho que é um ponto importante de diferença de visões da psicologia, né? Ou seja, é possível de fato treinar, é possível de fato cultivar, é possível de fato desenvolver uma virtude saindo do campo da filosofia, como a gente tá colocando. Mas no campo da psicologia, da psicanálise, da psiquiatria, a gente tem uma linha que eu gosto muito chamada psicologia positiva, que estuda muito esse campo. Um termo às vezes é um pouco confuso porque pode dar a ideia de que é positividade tóxica, mas é o campo da psicologia que se desdobra nos estudos das forças de caráter, ou seja, as virtudes, que são elementos das virtudes. E aí dá para desenvolver ou não? Como é que é essa visão dentro da psicologia, até a tua perspectiva mesmo, dentro da tua experiência prática de vida e de clínico, né? Eu penso que sim. Eu penso que eh quando a filosofia eh se debruça sobre essa temática, ela vai contar mais adiante com aquilo que em psicanálise nós vamos eh estudar a partir do que Freud se propôs a olhar no que do que nasce nos instintos, daquilo que nós temos de mais autêntico em nós, a nossa instintividade que já está constituída. Tanto que a psicanálise ela ela ela nasce a partir de uma ideia corporal, né, daquilo que a mente se constitui a partir do corpo, do soma, da instintividade e e tudo aquilo que a instintividade ameaça a a o mundo psíquico, ao aparelho psíquico, ela pode ser reprimida, né, o o inconsciente. Então, eh eh eh esse distanciamento da instintividade, da das pulções, pode nos levar aos conflitos e a construção de uma falsa moral, de uma falsa eh de um falso contexto de virtude. Então, eh, eu penso que aquilo que antes era apenas um um conceito teórico, hoje
lções, pode nos levar aos conflitos e a construção de uma falsa moral, de uma falsa eh de um falso contexto de virtude. Então, eh, eu penso que aquilo que antes era apenas um um conceito teórico, hoje começa a poder ser compreendido como uma construção autêntica do ser humano a partir daquilo que ele realmente é, daquilo do ser. É por isso que virtude não pode deixar de lado os elementos pulsionais, os instintos, aquilo que nós temos do humano em nós. Se isso ficar de lado, isso passa a ser uma uma teoria, passa a ser uma uma uma vamos dizer assim, um passeio em ideias deliciosas. Para ser virtude realmente, é preciso que tenha contato com a humanidade. Tenha contato. E o que que nós temos de mais humano? É a nossa vida instintual. passa pela sexualidade, passa pela agressividade e tudo isso precisa ser conhecido e minimamente, né? Eu preciso conhecer minimamente em mim o que que representam os meus impulsos, as minhas pulsões, onde é que estão os meus contextos mais primários. Primário não significa de que seja uma coisa que precise ser eh abolida. Essa é uma ideia equivocada que nós temos no nosso meio. O desenvolvimento moral passaria por uma por um conceito de que nós temos que deixar de ser quem somos para ser algo diferente do que somos. O conceito de espírita diz assim: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral". Léo, eu gosto muito do termo transformação. Eu acho ele muito diferente do termo reforma que se tornou mais comum no nosso meio. Uhum. Reforma é completamente diferente de transformação. Reforma traz a ideia de negar o que se é e ser alguém diferente. Quando a gente reforma uma casa, nós desfazemos o antigo e colocamos algo novo. Por exemplo, um móvel, uma estrutura. Quando a gente não quer mais aquilo, a gente tira, se desfaz e coloca algo novo. Então, faz uma reforma numa casa, faz, né? modifica a estrutura de uma casa, fez uma reforma. Mas transformação é diferente. Nós aproveitamos o antigo e transformamos em algo novo, né? Na reforma, então, do seria assim: é
a numa casa, faz, né? modifica a estrutura de uma casa, fez uma reforma. Mas transformação é diferente. Nós aproveitamos o antigo e transformamos em algo novo, né? Na reforma, então, do seria assim: é não ser mais o que se é na transformação é ser mais do que se é. é completamente diferente. Eu continuo sendo o que eu era e amplio. Isso é transformação. Reforma é assim: Eu deixo de ser o que eu é que eu sou, o que é impossível e vou ser algo diferente. O espiritismo tem afinidade com transformação e não com reforma, né? Pode ser parecer uma questão de palavras, mas não é. na transformação ao ao aproveitamento do que foi conquistado até então. Na reforma se descarta o que se tem para adquirir uma coisa nova. Na reforma se perde, na transformação se aproveita, certo? É, eu acho que não é só uma coisa semântica. Vou pegar interromper o raciocínio para colocar eh uma ideia de que na transformação há um autoamor, né? A reforma uma certa uma ideia de negação, uma ideia de que olha, tudo que eu era era totalmente errado. E aí se você acha que é totalmente errado, você não ama, você não acolhe. Exatamente. Você nega, você nega aí você ent isso. Essa é uma, essa, é, esse é um conceito fundamental para quem quer entender o, a, a, vamos dizer assim, se quiser unir psicologia com filosofia espírita e com processo de autotransformação, precisa olhar para isso aí. Se não, se não olhar, nega, é negação. É processo de santificação. Eh, falso, apressado, falso, apressado, né? Se olhar a questão 75 do livro dos espíritos, Kardec faz a seguinte pergunta pros espíritos: "É acertado dizer-se que as faculdades institivas diminuem à medida que crescem as intelectuais?" Olha que interessante, porque uma colocação que a gente tem no nosso meio é assim, o ser virtuoso é aquele que deixa de lado os instintos e vai para uma vida moral aonde ele deixa de ser instintual. Kardec faz essa pergunta pros espíritos. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem na medida que crescem as intelectuais?
tos e vai para uma vida moral aonde ele deixa de ser instintual. Kardec faz essa pergunta pros espíritos. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem na medida que crescem as intelectuais? Resposta dos espíritos, não. O instinto existe sempre, mas o homem o despreza, o ser humano, né, o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Vejam só, o instinto também pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a razão. Gente, instinto não é mau. Instinto é como um cavalo. É como um cavalo. A gente pode montar num cavalo e ser conduzido pelo cavalo, mas eu posso dominá-lo, adestrá-lo e fazer com que ele me conduza onde eu quiser. Utilizo essa força instintual na direção de um processo aonde outras estruturas se somam ao instinto, mas não de que ele deixe de existir. Isso é muito importante, Léo. Sabe por quê? Porque tem muita gente que acha assim que tem que deixar de ter sexualidade, que tem que ser bonzinho, que tem que falar manso para parecer virtuoso. Isso não é virtude, isso é formação reativa. Isso é muito perigoso, porque este retorno depois da agressividade virá de uma maneira que a pessoa precisará provavelmente buscar ajuda psicológica, enfim, para se encontrar a si mesmo, né? por aí, por aí adiante. Virtude combina com estas forças primárias que fazem parte de nós, né? E nós pegaremos no decorrer do nosso estudo muitos exemplos disso, grandes exemplos bíblicos, né? Aliás, Jesus foi buscar seres muito ligados ao ao humano para poderem serem os grandes apóstolos do seu evangelho. Ou Sérgio, você dá o exemplo e eu vou pegar o exemplo aqui dessa desse pequeno estúdio. A gente tem aqui alguns violões, uma guitarra, tem aqui embaixo uma bateria. E a música é assim, eh, uma coisa sou eu compor uma música, né? Eh, como eu sou um cara que faz música, mas não sou um gênio da música, então tenho que usar muito do meu intelecto, da minha razão, para putar os acordes corretos, fazer a partura correta. Certamente se quem é
u sou um cara que faz música, mas não sou um gênio da música, então tenho que usar muito do meu intelecto, da minha razão, para putar os acordes corretos, fazer a partura correta. Certamente se quem é genial, né, o Mozer lá era uma coisa meio quase eh de pensar como musicalmente. Então é diferente. Mas quando eu tô iniciando a tocar uma música nova, é muito racional, é muito cerebral, é muito pensar, porque eu tô tendo que aprender lá o o os toques da bateria. Quando você vai lá e começa a aprender, tocar, é impressionante. E eu tenho feito hoje em dia bateria, assim, aprendendo um novo instrumento que sempre estudei violão, vou pegar bateria. Eh, e é interessante como a bateria tem essa coisa instintiva várias vezes, seja eu pego, me vejo fechando os olhos e seguindo o ritmo, sabe? Eh, e às vezes que eu mais acerto é quando eu deixo me penetrar pela música. Então, essa coisa do instinto guiando para um acerto, eu vejo eh muito presente nas artes, muito presente na música. Uma coisa é você analisar uma música, né? Você, sei lá, um analista de uma música, um crítico musical, você vai usar muito a razão e às vezes fica até chato, né? a gente raci, para usar um termo psicanalítico, racionaliza tanto que perde a espontaneidade. O instinto também dá uma ideia de espontaneidade, de uma vivência espontânea. E aí eu acho interessante a música, porque ninguém vai dizer que uma música é algo perturbado, né, digamos assim, uma música bem feita, é algo das trevas, mas para poder fazer algo do bom, você tem que eh se deixar penetrar pela música. E quando você tá tocando em grupo, é diferente. Quando você vai eh, sei lá, eu e o Sérgio fomos combinado de tocar, eu tenho que escutá-lo, tenho que senti-lo para poder entrar num compasso. Então, é muito interessante essa ideia que tá aí espírita, né? É bom que você pega uma fonte espírita para que a gente pensa, ah, isso aí não é, são dois psiquiatras psiquiatrizando demais o negócio, né? psicologizando demais o negócio, mas é fazendo pontes. E nessas pontes aí,
pega uma fonte espírita para que a gente pensa, ah, isso aí não é, são dois psiquiatras psiquiatrizando demais o negócio, né? psicologizando demais o negócio, mas é fazendo pontes. E nessas pontes aí, Sérgio, eu queria colocar uma análise, né? Eh, eu e você nos começamos cedo eh a estar nessa posição de palestrantes, de trabalhadores, de divulgadores do bem. E eu fico imaginando que assim como eu, você passou por conflitos, né, de perceber que, poxa, eu não sou totalmente isso que eu queria ser, né, e eventualmente até querer deixar de fazer o o trabalho, né, porque a ideia de que a gente só pode fazer já estando pronto, né, e na verdade a gente vai se prontificando na medida que a gente se prontifica pro trabalho. Mas eu acho interessante essa e perigoso, né, pelo menos melindroso ou delicado, eh, essa super exposição e às vezes essa superestimação que se faz do trabalhador espírita, especialmente aquele que tem uma facilidade de fala, o fato de o Sérgio falar bem, né, o fato de eu ter alguma facilidade de falar, não diz nada além do que o fato de eu ter facilidade de falar. Apenas isso. Agora, algo além disso vai depender da minha trajetória. Reconhece-se a árvore pelo fruto. E eu acho que esse é um ponto que toca nevrálgico, né, dentro da nossa da nossa seara espírita. Eh, e que a gente tem que ter muito cuidado, né? Muita cautela, muita paciência e cada um que tá trabalhando, né? Porque olha, o público assistir e a partir disso haver uma super estimação do que você é enquanto trabalhador, especialmente se você consegue se articular melhor na fala, o público tá no direito dele, né? Na fantasia dele, no desejo de expectativa dele, né? Agora, o fato de eu acreditar, aí uma questão já minha, eu acreditar integralmente e me vestir dessa supermissão que eventualmente eu não tenho a mínima condição eh de assumir nessa proporção que me colocam. Então, acho que é um ponto interessante, né, Sérgio? Olha, eu acho que isso é central, né, Léo? Outro dia uma pessoa me disse assim:
nho a mínima condição eh de assumir nessa proporção que me colocam. Então, acho que é um ponto interessante, né, Sérgio? Olha, eu acho que isso é central, né, Léo? Outro dia uma pessoa me disse assim: "Sérgio, você já se deu conta que você já recitou o sermão da montanha mais vezes que Jesus?" Sim, porque cada palestra que eu falo sobre isso, eu falo, eu recito bem-aventurados. E aí eu me dei conta que assim, olha, olha, olha, olha o que foi me dito, né? Que Jesus precisou falar uma vez só e ficou gravado para sempre. Talvez já fazendo um spoiler do nosso próximo encontro que é sobre humildade, eu diria assim: primeiro passo da humildade a gente reconhecer a própria vaidade. Se a gente não reconhecer onde é que tá a própria vaidade, pode esquecer que o resto já vai começar errado. É que nem abutuar errado o botão da camisa, tentar ajeitar os outros. Se o primeiro foi colocado errado, vai errado até o fim. Então eu diria para para ti assim que esse é um exercício permanente que tem que ser feito, né? Onde é que tá a minha vaidade, né? Onde é que ela tá? Onde é que eu tô usando de alguma coisa que é mais narcísico para poder me enganar e achar que eu tô tentando, que eu já estou sendo melhor do que sou, né? Então assim, eu acho que esse é um exercício fundamental. Não importa que as pessoas nos idolatrem e nos admirem. Importa é que a gente não acredite nisso. O importa é que a gente saiba que isso aí é uma ilusão, que a idealização é um processo humano da pessoa olhar e dizer: "Ah, mas eu eu gostaria de ser como você. Você já é alguém que tá amparado? Você já atingiu patamares mais elevados?" E a gente, o perigo é acreditar nisso. Na verdade, nós não não temos esta essa condição. Por quê? Porque todos nós estamos sujeitos, ainda mais quem tem esta propensão a ser palestrante, a ser trabal eh nós somos os mais sujeitos ao, a, vamos dizer assim, ao aos riscos narcísicos do do do deslizecísico do da cegueira, porque o narcisismo é aquela coisa assim que ela é boa quando nos traz paraa autoestima,
omos os mais sujeitos ao, a, vamos dizer assim, ao aos riscos narcísicos do do do deslizecísico do da cegueira, porque o narcisismo é aquela coisa assim que ela é boa quando nos traz paraa autoestima, mas ela é perigosíssimo quando ela se torn espelho onde a gente só consegue enxergar o que está vendo, que é a própria imagem. Então esse trabalho é um trabalho fundamental, né? Eu penso e aí colocando algo, eh, compartilhando, né, algo pessoal, eu sempre fico de olho, Sérgio, no excesso, né, na nesse pegando até essa questão da da virtude aristotélica como a justa medida, ou seja, o equilíbrio. Me parece que quando eu tô numa eh numa consequência, né? E aí eu digo pensando em analisarme a mim mesmo, que a gente tem que pegar intuições, insites que às vezes a gente só pega insightes analisando o próprio comportamento ou analisando a própria eh eh a própria urgência, sabe? Quando tá muito excessivo, sabe? muito urgente, muito demais num ponto, eu começo a ficar assim, será que é realmente o trabalho ou o trabalhador que quer, eh, digamos assim, atender as suas feridas, né, nascísicas e cicatrizar logo, sabe, evoluir logo. Porque eu acho que tem assim, quem começa eh fazendo um trabalho cedo, biologicamente falando, reencarna com um pendor de urgência, do tipo, poxa, eu não aproveitei bem as minhas outras existências ou não aproveitei tanto bem quanto eu queria. E a gente faz um pedido para começar logo. E às vezes, especialmente quando se começa na juventude, né, na mocidade, biologicamente falando, a juventude é intensa em tudo. E às vezes essa intensidade eh fala também de um passado, a necessidade de aproveitar o tempo. Então, veja o que o Sérgio e eu estamos colocando. Não é um comodismo, sabe? não fazer nada, eh, fazer quase parando as coisas, mas é ficar de olho na pressa, né? O apressado também do Estado Popular come cru, né? E uma evolução crua não tem sabor, né? Uma evolução que não tá bem passada, não fica eh tão adequada assim. Então, acho que porque ela vira porque ela vira um
do também do Estado Popular come cru, né? E uma evolução crua não tem sabor, né? Uma evolução que não tá bem passada, não fica eh tão adequada assim. Então, acho que porque ela vira porque ela vira um discurso, né, Léo? Ela ela não é uma ela não passa a ser uma uma uma expressão autêntica, né? Na verdade, quando o a gente tá mais preocupado com uma fala, nós não estamos em contato com a nossa identidade mais mais mais verdadeira, né? Que é o ser. É. E aí entramos naquele perigo do parecer, né? Uhum. Parecer. Então eu me identifico com alguma com alguma figura que eu que eu que eu admiro e tento fazer igual. Nesse momento que eu tento ser parecido com alguém, eu me distancio de mim, porque eu tenho uma identidade própria. Eu preciso entrar em contato com essa identidade, seja ela como for. Então, quando você fala da justa medida, acho que tem muito sentido, né? Qual é a minha medida? Qual é o meu ponto? É daquele que fica sentado sem fazer nada? Não, mas é daquele que tenta fazer mais do que pode. Bom, então aí eu tenho que olhar para mim e ver quais são os meus pendores, quais são as minhas possibilidades, com que talentos eu volto, fui para essa viagem, se eu fui com um, se eu fui dois, fui com cinco, quantos eu tenho. Às vezes durante a vida a gente flutua dessas possibilidades também, né? Então essa é uma tarefa pra vida toda. É uma tarefa pra vida toda. Às vezes a gente é preciso, às vezes, Léo, eu te falo por mim assim, e às vezes eu tiro o pé. Às vezes eu vejo assim, olha, eu tô num período que agora eu posso contribuir mais. Às vezes eu penso, não, agora acho que seria forçar a barra. Acho que aí já já tô, sabe? Então essa autopercepção de saber quando tá sendo natural, quando tá sendo verdadeiro, quando tá sendo forçado, isso é um é um exercício de exame permanente que tem que ser sendo feito, porque cada vez que passa o tempo, a gente se percebe, a gente é diferente, a gente nunca é o mesmo. Nós sempre vamos nos transformando também. E esses exames precisam ser feitos
que ser sendo feito, porque cada vez que passa o tempo, a gente se percebe, a gente é diferente, a gente nunca é o mesmo. Nós sempre vamos nos transformando também. E esses exames precisam ser feitos até para sempre, né? Ô Sérgio, vou fazer então uma pergunta nessa perspectiva. O Sérgio, jovem espírita, o Sérgio trabalhador, o Sérgio hoje pai, né, de família, filhos já crescidos, né? O que é que você olharia para trás e fal e falaria para o Sérgio jovenzinho, começando com olho ardente de ajudar, de contribuir, de fazer algo diferente? O que é que você falaria para esse Sérgio? F calma, fica com calma. O Sérgio lá de trás, quando começou a a a trabalhar no espiritismo, eh, o Sérgio olhou para as palestras do Divaldo e disse assim: "Nossa, ele ele ele decorou o livro dos espíritos, Divaldo, eu achava encantador aquele negócio, Divaldo dizer assim, na pergunta 745 do livro dos espíritos, Kardec pergunta aos mentores espirituais, eu ficava encantado com ele, como é que ele sabe de cabeça?" Pergunta 745. E aí eu pensei, di assim, eu vou fazer igual, eu vou decorar o livro dos espíritos também, vou fazer igualzinho. Você, vou ser o substituto do Divaldo. Quando eu cheguei na, na 11ª, eu comecei a trocar as questões. Eu digo assim: "Não, não vou tentar ser Divaldo, vou tentar ser eu mesmo". E eu venho tentando ser eu mesmo até hoje. Isso leva um tempo que quando a gente olha para trás e não consegue alguns alguns algumas metas que a gente imagina que são os ideais, a gente se frustra. Então eu quando eu olho para trás eu digo assim: "Poxa, quanta frustração desnecessária, quanta bobagem de achar que eu seria melhor se eu fosse de um jeito tis ou de um outro modo, eu seria uma pessoa melhor." Então eu diria pro Sérgio mais jovem assim: "Cara, faz aquilo que tá dentro do alcance e vamos indo". Porque quando tiver 58, como eu tenho agora, eu vou dizer assim: "Nossa, eu tô recém começando". Pois é, esse é um exercício que jogar aqui o exercício, porque é um exercício que eu faço comigo, né? Eh,
rque quando tiver 58, como eu tenho agora, eu vou dizer assim: "Nossa, eu tô recém começando". Pois é, esse é um exercício que jogar aqui o exercício, porque é um exercício que eu faço comigo, né? Eh, provavelmente quando eu tiver com 58, daqui a 21 anos eu vou fazer novamente essa esse exercício. Mas olhando hoje com 37 para o cara de 13, sabe? Para o o adolescente de 17, eu basicamente cheg. A gente nunca conversou isso entre nós, né? Eh, mas porque quando eu faço esse exercício, eu falo basicamente a mesma coisa, tipo, olha, não para de fazer, continua fazendo, mas vai com calma, né? Tudo no seu tempo. Tem coisas que você achava que precisava fazer e nunca vai chegar nas tuas mãos. Tem outras que você nem imaginava que tinha condições e chega na tua mão. Vai com tempo, vai com calma, né? Fica aberto. Eu fiz esse exercício quando na rede social, né? E eu até fiz recentemente aqui no nosso programa uma uma fala dessa, Sérgio, sobre humildade em em tempos de redes sociais, como é que a gente pode desenvolver humildade e ao mesmo tempo usar essa ferramenta. Houve um momento que eu tive um medo, né, porque apesar de ser da minha geração, eh, era diferente, não tinha YouTube, quando eu comecei a fazer palestra era muito mais lento o negócio. E acho que é bem interessante o exercício do anonimato, começar devagar e um pouco mais anônimo ali para aquela região, para aquela cidade, sabe? Eh, do que você se expor muito rápido. Mas enfim, cada cada geração tem um dilema, né? Quando começaram as redes sociais do perfil, eu tive uma certa dificuldade, até porque usei inicialmente tive eh algumas algumas calunas que foram usadas e eu fiquei, não vou me fui pro caminho também de não usar, não usar. Eh, e aí acho que nesse momento, eh, não foi na pandemia, a pandemia foi mais evidente o meu uso, mas eu já vinha aos poucos testando, me familiarizando com o negócio, sabe? E eu me lembro que eu fiz uma pergunta paraa filha de uma de um psiquiatra que tem um contato no mundo espiritual e admiro muito. E eu
vinha aos poucos testando, me familiarizando com o negócio, sabe? E eu me lembro que eu fiz uma pergunta paraa filha de uma de um psiquiatra que tem um contato no mundo espiritual e admiro muito. E eu queria saber assim: "Olha, tu acha que teu pai, se fosse nos dias de hoje, usaria a rede social?" E ela me deu uma resposta muito boa. Assim, olha, eu não tenho dúvida que meu pai, sendo à frente do tempo como ele era e era de fato uma figura eh extraordinária do ponto de vista profissional e humano, ela falou assim, eu não tenho dúvida que ele não ele não deixaria de usar, né? ele usaria essa ferramenta. Então, eh acho que é importante a gente eh frisar esse ponto nós finalmente aqui da nossa conversa, que não é demonizando o meio que se faz para poder se chegar na divulgação. Afinal, nós estamos usando agora esse meio e e como é fantástico, né, a gente poder, por exemplo, tá aqui fazendo essa conexão, né, Recife Pelotas a partir da rede social, coisa que fazia-se bem menos quando era no presencial, mas a a necessidade da cautela, da paciência, do exame, do autoexame, da reflexão e do diálogo, né? Acho muito interessante, Sérgio, a possibilidade de você estar aqui conosco, porque a gente sempre fala nos programas muito só, né? Particularmente a gente na rede social, eu sei que eu falo para mais pessoas, a visualização é muito maior do que uma palestra presencial, porque imagine você conseguir juntar 4.000 pessoas no evento presencial é uma coisa enorme, né? Claro. E na rede social é um número meio que natural aqui do do dos programas do do com três dias, com quatro dias, mas ao mesmo tempo a gente só vê a gente mesmo. Hoje eu tô vendo a mim e tô vendo Sérgio. Então é curioso como é um pouco solitário desse trabalho que chega a mais pessoas. E essa solidão também pode tem às vezes pode ter dificuldade da gente fazer uma certa autocrítica, né? Porque quando também tá no presencial que tem ali o Sérgio Viu vai me dar um toque feito uma palestra que fiz aí um um colega mais experimentado. Olha lé,
ade da gente fazer uma certa autocrítica, né? Porque quando também tá no presencial que tem ali o Sérgio Viu vai me dar um toque feito uma palestra que fiz aí um um colega mais experimentado. Olha lé, eu acho que esse ponto aqui podia ser assim assado. E às vezes na rede social também nós não temos essa oportunidade da de uma polda ou de um feedback, né? eventualmente fica difícil pelo excesso de produção. Então eu acho que um trabalho como esse que a gente tá fazendo, Léo, ele é muito interessante porque ele propicia eh mais reflexão, porque um dos riscos do trabalho excessivo nas redes sociais é a superficialização, né? as pessoas muitas vezes se acostumam com respostas prontas, com raciocínios já eh feitos, com tentativas de soluções empacotadas e e na verdade o que a gente pode, como espíritas é fazer juz aquilo que Kardec nos nos propôs. É um trabalho reflexivo de entendimento, de aprofundamento. Eu espero que a gente consiga fazer isso aqui nesse espaço, né, pegando ponto por ponto e tentarmos aprofundar o máximo possível, porque eu tenho certeza que quem tá nos ouvindo nesse momento pode ficar com uma série de perguntas. Isso é muito bom sair daqui com perguntas novas, com novas indagações. Este é o trabalho da do que a gente possa oferecer de mais valioso dentro de uma ideia espírita, que a capacidade da pessoa olhar para dentro e tentar achar suas próprias respostas e os caminhos que sejam mais adequados para si. Já dou então encerrando o nosso encontro de hoje, o convite para que na última terça de abril nós estejamos juntos mais uma vez aqui com o nosso amigo Sérgio Lopes para poder nos debruçar agora na primeira bem-aventurança, né, que é bem-aventurados os pobres em espírito ou os pobres pelo espírito, porque deles é o reino dos céus. Ou seja, começando pela primeira virtude que a gente acabou falando aqui, porque não tem como, que é a virtude da humildade, a virtude que nos fala da nossa humanidade, né, desse húmos que faz a terra ficar fértil. E a gente vai começando com essa com essa
bou falando aqui, porque não tem como, que é a virtude da humildade, a virtude que nos fala da nossa humanidade, né, desse húmos que faz a terra ficar fértil. E a gente vai começando com essa com essa bemaventurança, com essa virtude e vai se desdobrando a cada mês num dos capítulos. Então, fico o convite também para conhecer essa obra. Posso fazer a divulgação com tranquilidade, não é uma obra minha, então fico até mais tranquilo de fazer a divulgação. eh bastante boa, porque ela é objetiva e traz, né, reflexões de fontes espíritas com fontes da psicologia, com fontes da filosofia, eh algumas coisas da pedagogia também, tem alguns fontes pedagógicas e faz uma um entrelaçamento, né, que não fica maçante a leitura porque é muito objetiva e ao mesmo tempo não cai na superficialidade, né? é a introdução, mas uma introdução muito bem feita e a gente aqui vai ao longo desse desses meses inclusive estar juntos. Então, divulga aí para as pessoas para que a gente possa est nesse encontro, para que a gente possa fazer a a o anseio, né, falado pelo Lavo Bilac, na Via Láctea, de a gente poder um dia ouvir e entender as estrelas no seu pleno entendimento que só o amor nos possibilita. Sérgio, muito obrigado. Até então a próxima. Fiquemos todos em paz. Eu agradeço. Eu só aproveito rapidamente para dizer que esta obra, O Código do Monte, ela é totalmente revertida, os os recursos angalhados pra Federação, pro trabalho da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Os direitos autorais foram todos doados, tá? Eu não ganho nada pessoalmente de valor monetário com essa obra. e também dizer que ela está esgotada, mas agora no mês de abril vai sair uma nova edição pela editora da FERGs. Para quem tiver interesse de adquirir, pode fazer contato com a editora da Federação Espírita do Rio Grande do Sul e adquirir o livro O Código do Monte. Uma ótima, um ótimo adendo até para aqueles que não sabem, né, de fato, nossos direitos em geral, todos nós doamos. Isso é muito importante de ser não só eh feito, mas falado. Isso aí
Código do Monte. Uma ótima, um ótimo adendo até para aqueles que não sabem, né, de fato, nossos direitos em geral, todos nós doamos. Isso é muito importante de ser não só eh feito, mas falado. Isso aí ficar bem claro que fica aí a divulgação. Espero que venha mesmo a nova edição que vale a pena. Uhum. Um abraço, então, Sérgio. Um abraço para todos. Até a próxima. Abraços.
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