#53 • Jesus e Saúde Mental • O código do monte (Pureza)
WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 53: O código do monte (Pureza) » Apresentação: Leonardo Machado e Sérgio Lopes
de santidade ou de perfeição. Jesus quando toma a criança como símbolo de limpeza e pureza, parece mais que ele está se referindo ao que está aberto, ao que está disponível. E é uma série de características que nós podemos analisar aqui. Quando ele diz que é para o reino dos céus, é para aqueles que se lhes assemelham, ele está deixando bem claro que o reino dos céus não é para as crianças, mas para aqueles que são semelhantes. e semelhantes em que características que um ser humano que possa ter esta característica se assemelhe, se aproxime da mensagem de Jesus. E então aí a gente abre para uma série de reflexões, porque em torno dessa questão nós podemos avançar para entendimentos que são muito ricos, muito ricos, em torno do que realmente Jesus possa estar nos ensinando nesta magnífica eh ocasião. Ele já sabia naquele momento que quando ele tomava provavelmente a criança como uma referência para nos fazer nos aproximarmos de uma essência mais adequada da nossa intimidade, é exatamente naquele momento em que ele já está conversando com os adultos e as crianças elas se aproximam e os seus discípulos então entendendo que as crianças estariam atrapalhando aquele aquele momento adulto de conversação, eh, as afastam. E ele diz: "Então, deixai vir a minhas criancinhas, porque o reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham". Quando ele ele deixa claro que ele prefere a companhia das crianças, ele está trazendo um simbolismo, ele está fazendo uma uma ele está aproveitando uma cena para figurar aquilo que convém num relacionamento. E aí então realmente o mundo infantil ele se presta para muitas reflexões. Certamente pureza em criança não significa santidade, porque de santas as crianças não têm nada. Criança tem agressividade, criança abate, criança é cruel, criança tem todas essas características. Mas não é disso que ele está falando. Ele está falando provavelmente disso que será o desdobramento das nossas reflexões aqui. E novamente, então, coincidindo contigo,
tem todas essas características. Mas não é disso que ele está falando. Ele está falando provavelmente disso que será o desdobramento das nossas reflexões aqui. E novamente, então, coincidindo contigo, limpeza. Sim. Que limpeza é essa, né? Bem-aventurados os limpos. De qual limpeza ele está falando? Pois é, que criança faz bullying também, né? Não só sofre bullying, mas faz bullying. E acho que essa visão eh da própria doutrina espírita quando coloca que aquele ser é um ser espiritual que está reencarnado, aí a gente vai saber dessa bagagem, né, que esse ser espiritual eh traz. Então, não daria para localizar a santificação numa criança que é um espírito imortal e que traz eh essa bagagem. E aí você coloca como um dos primeiros pontos que acho que vale a pena colocar, que é a palavra espontaneidade, né? a espontaneidade como sendo uma das características eh importantes e eventualmente perdidas no nosso crescimento biológico, mesmo assim no passar anos desta existência. Então, quando a gente reencarna, a gente tem na visão espiritista, né, a possibilidade de um apagamento, de um esquecimento temporário, eh, de memórias, de reminiscências, que muitas vezes é o que a gente como psiquiatra e como eh psicoterapeuta escuta muito, né, o paciente me diz assim uma vez, doutor, não tem um remédio que apague assim minha memória, né, ou então não tem um transplante de cérebro, ou seja, a esse transplante de cérebro cérebro, esse apagamento de rememória é o remédio da reencarnação, né? é a possibilidade de a gente ficar um pouco mais espontâneo, porque não tá tão assim misturado no ponto de vista de reminiscências, de memórias e consequentemente mais aberto eh as chamadas emoções dentro da neurociências, as chamadas emoções positivas, apesar de apesar de nós termos mais facilidade de sentir emoções, tipo tristeza, raiva, nojo, né? eh emoções mais aversivas. Eh, na infância parece que grande parte das vezes é o contrário. A gente tem mais facilidade de sentir alegria. Então essa alegria, certamente do ponto de
, raiva, nojo, né? eh emoções mais aversivas. Eh, na infância parece que grande parte das vezes é o contrário. A gente tem mais facilidade de sentir alegria. Então essa alegria, certamente do ponto de vista eh filosófico, reencarnatório, biológico, né? traduz também essa reminiscência que tá menos misturada, tá menos manchada, tá menos eh acho que palavra misturada, né? Tá um pouco mais limpa nesse sentido, tá mais disponível, mais aberta a sentir a alegria. E a gente não consegue sentir alegria se a gente não tiver espontaneidade, né? tem dentro das emoções básicas, tem uma emoção chamada surpresa. E com o tempo a gente vai perdendo a capacidade de se surpreender. E é importante a gente se surpreender, se surpreender com o ediondo para poder não ficar, digamos assim, acostumado, né, eh, naturalizando, banalizando o que é equivocado, mas também se surpreender com a beleza, se surpreender com o que é bom, o que é belo, pra gente poder ficar encantado. Então, acho que a palavra espontaneidade traduz assim das emoções essa capacidade de se surpreender, né, que eventualmente a gente vê, por exemplo, na adolescência eh um uma certa defesa, um certo estilo de defesa que é tentar assim: "E aí, como é que foi a coisa?" Normal, né? Aí dá uma balançadinha assim no ombro normal, que é uma ideia de perder um pouco a a espontaneidade para tentar ter controle sobre as emoções, controle sobre essa ebulição que acontece na na adolescência de reminiscências reencarnatórias, de reminiscências de tendências. E aí vem uma defesa que a gente vai às vezes apurando ao longo da nossa existência, que é tentar ter controle, mas ao ter controle a gente perde a espontaneidade. A perder a espontaneidade a gente perde abertura, né? Então, eh, acho que esse é um ponto importante que você coloca, a espontaneidade. Eu vou ler aqui essa parte do livro, Sérgio. Uhum. A espontaneidade como expressão natural dos sentimentos infantis tem relação direta com outro estado da alma, que é a confiança. E e aí você até traz o exemplo de um de
a parte do livro, Sérgio. Uhum. A espontaneidade como expressão natural dos sentimentos infantis tem relação direta com outro estado da alma, que é a confiança. E e aí você até traz o exemplo de um de um psiquiatra, né, na verdade um pediatra e psicanalista inglês que é muito importante paraa psicanálise, que é o Winicot, né, que vai falar que na infância precoce que se constrói o que ele chama de confiança básica. Vou passar para você. Sim, sim. Porque oot ele ele ressalta a importância do ambiente. O ambiente, né? Porque a espontaneidade ela é irmã gêmea da autenticidade. O ser autêntico é o ser que está mais próximo das suas emoções naturais, das seas das suas emoções primitivas. É como uma criança é. A criança é um problema para o adulto, né? Porque ela chega e fala. Se ela ouviu alguma coisa em casa, ela não vai fazer seleção. Ó, isso eu devo falar, não devo falar, eles vão pensar isso de mim, não vão pensar isso de mim. Criança fala e coloca todo mundo num em apuros. Depois, com o tempo, a criança vai aprendendo, dependendo do ambiente, a a se defender desses dessa dessa autenticidade, dessa espontaneidade, porque ela descobre que ela poderá ser mais amada ou menos amada, dependendo do jeito que ela se apresenta. Então, diríamos assim que o mundo adulto ele adultera, né? Vem que o termo adulterar vem de adulto, né? Termo de Jesus já tinha razão. Diz: "Deixa vir a minhas crianças, porque eu não quero ninguém adulterado aqui." O ser humano que cresce é invariavelmente o ser humano que cria convenções tão cerciadoras que aquele que cresce vai se perdendo das suas expressões mais autênticas e espontâneas. Então o Inicot quando ele analisa crianças, ele percebe que para uma criança crescer de forma mais saudável, ela não se dá se não estiver dentro de um ambiente facilitador, um ambiente que facilite. E aí nós podemos tomar isso amplamente. Isso pode, isso nasce desde o ambiente de casa da família e depois ele vai se alargando o ambiente da escola, o ambiente social.
ador, um ambiente que facilite. E aí nós podemos tomar isso amplamente. Isso pode, isso nasce desde o ambiente de casa da família e depois ele vai se alargando o ambiente da escola, o ambiente social. Quanto mais esse ambiente permita para a criança se apresentar nas suas potencialidades, na sua criatividade, tanto mais ele faculta o desenvolvimento. Nós, como espíritas, nós sabemos que o espírito que reencarna, ele já traz a sua bagagem. Mas essa bagagem, ela está em estado embrionário. Uhum. Muitas dessas características que ele traz do passado irão eirão, de boas ou de ruins, e mesmo de questões que não são nem boas nem ruins. O ambiente é que vai, nesta interação favorecer que essas potencialidades se manifestem de uma maneira mais eh favorável ou não. Então, acrescentaríamos que na espontaneidade que Jesus quando diz assim: "Deixai vir a minhas crianças". Porque eh a gente fica imaginando como que uma criança se deveria se relacionar com Jesus. Ela devia ficar muito à vontade, né? Porque provavelmente Jesus não diz assim: "Não faz isso, não senta aí, deixa as pernas, não respira alto, pronto, ele já mataria, né?" Uhum. Ele não fez isso. Disse, não, vem aqui, vem aqui e te mostra, né? E diz assim: "Aquele que não se fizer como uma criança, não entrará no reino dos céus." E aí ele traz uma ideia de reino dos céus, não como um lugar teológico para depois da morte. Reina dos céus é um lugar emocional que começa desde já, que é o lugar da espontaneidade, é o lugar da abertura, é o lugar da autenticidade, que é o que a gente perde, né, Léo, nas relações. É o que a gente vai se perdendo nas relações e vai se perdendo da gente mesmo. Por isso que depois de um certo tempo a gente precisa voltar a fazer análise, precisa de alguém que ajude a gente a encontrar a gente, ver onde é que a gente se perdeu. É muito interessante quando a gente tá fazendo um tratamento psicoterápico de várias linhas, enfim. minha familiaridade maior é com a psicanálise. E quando o analista olha,
de é que a gente se perdeu. É muito interessante quando a gente tá fazendo um tratamento psicoterápico de várias linhas, enfim. minha familiaridade maior é com a psicanálise. E quando o analista olha, diz assim: "Mas e quem é esse que tá falando?" E a gente: "Esse não sou eu, esse é o meu pai, esse é a minha mãe, esse é aquele que que me aplaude em palestra, que espera isso de mim, enfim". Mas não sou eu, eu sou outro, eu sou. E aí a gente fica perdido, mas já não sei mais quem eu sou. Jesus gostava disso. Jesus gostava desta desta desta possibilidade da desconstrução. Já em seguida eu te passo, Léo, né? Porque tem muita coisa aí pra gente analisar. Mas uma coisa que Jesus fazia era desconstruir. Chegava lá o fariseu, dono da das verdades absolutas. chegava lá o doutor da lei com toda a teoria pronta na cabeça e Jesus propunha parábola e ele se perdia e ele já não sabia mais quem, né? E ele entrava em contradição e ele dizia: "O que você acha disso? E vai e faz o mesmo". E as pessoas saíam perturbadas no bom sentido dali, porque aquela construção daquela personalidade não se sustentava diante daquela presença de Jesus, que era o aquele desafiador. E é por isso que muitas vezes num trabalho psicoterápico eh é muito difícil, são momentos muito difíceis, porque são momentos que a gente precisa se desfazer, né? Eu diria assim, a tarefa da nossa vida, da nossa evolução, não é só de aprender, mas muitas vezes de desaprender. A gente às vezes precisa desaprender tantas coisas aqui por aí a tendências, vícios, manias, eh pessoas que diz: "Ah, eu sou desse jeito, eu nasci assim, complexo de Gabriela, né? Eu vou ser sempre assim." Não é Jesus chama a criança, porque a criança tem mais isso, né? essa espontaneidade, essa flexibilidade, esta simplicidade, portanto, está limpa, ainda não se sujou, ainda não se contaminou, ainda não se endureceu e por aí vamos. Espontaneidade, então, né, Sérgio, nessa perspectiva, ela tá junta ou tem como um pré-requisito uma confiança, tá? você
da não se sujou, ainda não se contaminou, ainda não se endureceu e por aí vamos. Espontaneidade, então, né, Sérgio, nessa perspectiva, ela tá junta ou tem como um pré-requisito uma confiança, tá? você traz aí o a ideia do Inicot da confiança e aparentemente parece paradoxal, mas como é que eu posso confiar e ao mesmo tempo perder as minhas certezas? E aí eu vou fazer um jogo de linguagem porque eh no sentido assim, a gente precisa se desconstruir, perder certezas mais racionais, mais eh cognitivas, mais teóricas. E é isso que Jesus faz. Ele quebra as certezas teóricas, né? Porque ele traz uma nova, um novo paradigma. Então, trazer um novo paradigma eh é eh desconstruir as certezas teóricas que, por exemplo, os fariseus tinham. E aí eu vou usar a ideia do farisaísmo nosso de cada dia, né, que tem dominado assim, cada um tem muita certeza eh da da das suas das suas posições, etc. E aí vem Jesus e se desconstrói, mas ao mesmo tempo essa desconstrução não vem para uma desconfiança, né? vem alimentar uma confiança básica que tem mais a ver com o sentir. Então essa confiança que o Enicot coloca é uma confiança que tem mais um uma uma sensação do que uma certeza racional, porque a gente tá falando de de questões pré-semânticas, né? Ou seja, questões que estão antes de um desenvolvimento prévio mesmo. E aí eu vou trazer uma fala também do próprio Inicot, eh, que eu me marca muito assim, eu não não tenho formação na psicanálise, né? Mas eu lembro muito do que li pouco sobre o Winicot, sobre outra ideia de confiança que ele traz, que é para as mães, né? a ideia de que a mãe não precisa ser eh super, mas suficientemente boa. E ele fala até uma preceptora minha psicanalista, ela falou assim: "Léo, um livro que eu ganhei, que foi assim um livro que uma outra preceptora dela tinha dado, que era um livro de Winicot, feito como se fosse uma série de conferências, entrevistas que ele fez paraas mães, assim, ele percebia uma série de conhecimentos, ou seja, eh, cognição sendo repassada a
que era um livro de Winicot, feito como se fosse uma série de conferências, entrevistas que ele fez paraas mães, assim, ele percebia uma série de conhecimentos, ou seja, eh, cognição sendo repassada a partir de daquela mídia que tava se crescendo. e as mães muito eh reféns de não confiarem como saber criar seus filhos, digamos assim. E ele vai trazer essa e eu acho que é muito paralelo com o dia de hoje, né? Eh, a gente às vezes acha que eh instituições ou profissionais, psiquiatras, psicólogos, pedagogos, vão ter a a certeza absoluta de como criar eh os filhos. E é interessante que para passar essa confiança básica, eu lembro dessa outra confiança que a mãe ou o pai, ou seja, a paternidade, a maternidade precisa ter um pouco também, né? Que não é muito de tá certo de que eu tô certo, ou seja, tenho certeza que eu tô fazendo tudo correto. Ao contrário, eu sei que não tô fazendo tudo correto, mas eu confio que tô fazendo o melhor, o possível e acho que isso vem a um encontro, né, Sérgio? Com certeza, porque ele trabalha a ideia do self. verdadeiro e do falso self, né? O self verdadeiro seria aquele self que tá conectado das emoções, como você falou, das emoções mais autênticas. Então, nós temos todos nós um faro intuitivo daquilo que é verdade dentro de nós, aquilo que é verdadeiro dentro de nós e aquilo que não é. Tem pessoas que dizem assim: "Ah, eu tenho a sensação de que eu não sou eu". Tem pessoas que chegam a dizer assim: "Eu eu sinto que eu sou um embuste, uma um uma farsa, né? Eu sou um embusteiro que eu não me sinto verdadeiro." São pessoas que carregam este sentimento de não estarem sendo autênticas. Isso indica que a pessoa tem alguma noção de que tem uma parte sua mais verdadeira que não está tendo espaço para existir. Foi provavelmente o que aconteceu com aquele moço que tinha dinheiro, que tinha fama, que tinha juventude, que tinha saúde, que tinha tudo. e resolveu procurar Jesus e disse assim: "Mestre, já tenho seguido todos os mandamentos, faço tudo
aquele moço que tinha dinheiro, que tinha fama, que tinha juventude, que tinha saúde, que tinha tudo. e resolveu procurar Jesus e disse assim: "Mestre, já tenho seguido todos os mandamentos, faço tudo certinho. Que que eu preciso fazer para atingir o reino dos céus?" E Jesus olhando para ele, vendo que ele tinha muitos pertences, é interessante essa ideia do pertencimento, né? Às vezes a gente acha assim que a gente é o que é pelo que conhece, pelo que tem, pelo tipo sanguíneo, pelo sobrenome, pela posição social, pela fama, enfim, pelo monte de atributos que são coisas que ficam quando a gente morre, porque tudo isso não é nosso, né? E Jesus diz assim: "Vende, dá e dá os vende de tudo que tens e dá aos pobres." seja te desfaz desses pertences todos e me segue. E ele então entra num dilema que é o dilema exatamente esse que você traz. Ele percebe no olhar de Jesus que tinha algo que lhe faltava. Estava faltando ele mesmo, o seu self. E Jesus tinha isso para oferecer para ele, porque seguir Jesus significa assim, seguir o próprio a si mesmo, né? Se desapegar destas, não que as coisas materiais não sejam importantes, mas existe uma diferença a pessoa estar identificada e aprisionada com o que tem e isso ser uma extensão daquilo que a pessoa é. Aquele rapaz estava coragindo de si mesmo. E Jesus percebeu isso e disse assim: "Olha, confia." Então aí entra a confiança. Essa é a confiança básica. É a confiança que o bebê tem no colo da mãe. É a bebê da É, é a confiança que a bebê tem na hora que se atira nos braços de um adulto. Ela confia. Todos nós nascemos confiando. Toda criança confia. Se alguém sorrir para uma criança, ela vai responder sorrindo, se aquele sorriso for autêntico. Mas se ela não tiver esse sorriso, se ela não tiver esse convite da confiança, ela não aprende a desenvolver essa capacidade de confiar. Então, quando Jesus vem, ele diz assim: "Dá tudo que tu tens e me segue. Confia". E aquele jovem tava tão impregnado do não ser que não conseguiu seguir, não conseguiu ser, não conseguiu
e de confiar. Então, quando Jesus vem, ele diz assim: "Dá tudo que tu tens e me segue. Confia". E aquele jovem tava tão impregnado do não ser que não conseguiu seguir, não conseguiu ser, não conseguiu se conectar consigo mesmo, né? Então é muito interessante esta ideia de que eh o ambiente pode ser mais facilitador da confiança ou menos. E aí a gente se pergunta, né, quando é que foi que a gente perdeu essa capacidade de confiar? Em que momento é que a gente olha para as pessoas e diz assim: "Eu não confio. Eu não posso ser quem eu sou". Porque se eu não for quem eu, se eu for quem eu sou, eu não vou ser aceito. E tem pessoas que têm um verdadeiro farol assim de ficar examinando para ver o que que se espera delas para elas poderem investir um personagem para serem aceitas. É o que acontece nas redes sociais. Que que todo mundo espera nas redes sociais? Receber os os likes, né? Aliás, se ganha dinheiro com isso, né? A pessoa ela ela passa a ser aquilo que se espera dela e com isso ela mata a sua existência, mata o ser. Ela ela naufraga porque tem milhões de seguidores e tá vazio. Provavelmente Jesus chegaria hoje na no Instagram da vida e disse assim: "Vai, larga todos os teus seguidores, larga todas as tuas vantagens da fama e me segue." Foi o que ele fez com Saulo de Tarso, que tinha todos os prêmios. E ele se apresenta na estrada de Damasco e diz assim: "Onde é? Cadê você?" em outras palavras, e ele cai do cavalo e ele larga tudo e larga um nome, inclusive para se tornar aquele que de fato ele era. Então, parece que todas essas lições de Jesus, né? Me parece, elas se conectam com esta passagem magnífica que é assim, ó, e talvez um passo para mais adiante agora em seguida é assim: "Iso não, isso não tá pronto, isso precisa ser conquistado, isso não é algo que já vem e já está já está disponível, isso precisa ser conquistado e é conquistado realmente com muito trabalho interno, né? Eh, querido, você falava aí e eh confesso que até me emocionei com a perspectiva da
e já está já está disponível, isso precisa ser conquistado e é conquistado realmente com muito trabalho interno, né? Eh, querido, você falava aí e eh confesso que até me emocionei com a perspectiva da função, né, da do papel crístico em nossas vidas, né, como essa função acolhedora do Cristo, essa função acolhedora de Jesus, né, eh é importante, que faz com que, por exemplo, você navegue, você mesmo mesmo, navegue na psiquiatria, navegue na psicanálise, mas não deixe de navegar também em Jesus, né? Eh, que eu navegue nas identidades da psiquiatria, da academia, da psicoterapia, mas não deixe de navegar eh em Jesus, porque me parece que encontramos nele, nesse nessa gama de ensinamentos, essa confiança que não é racional, né? É emocional. em algum momento na nossa trajetória reencarnatória de outras resistências, certamente nós fomos resgatados assim por uma um lampejo de luminosidade, né, que nos deu uma capacidade de confiar, porque eh essa adulteração que você coloca muito bem, né, ela vem de outrora essa, ou seja, essa adutização do nosso ser, essa capacidade de perder a espontaneidade não é só dessa existência, nós todos viemos muito marcados eh emocionalmente falando para as nossas existências, né? E aí eh eh nessa perspectiva de construção, eu vou citar essa professora própria que me apresentou o WiCOT e em algum momento, seja no início da minha vida profissional, eh sofri assim umas calúnias, calúnias porque calúnias são coisas que não são verdadeiras, né? eh, identificam eventualmente essa complexidade que todos nós somos e às vezes por vários motivos da pessoa, né, jogam algumas calúnias. Então, um ser, né, jogou alguma calúnia sobre a minha pessoa e eu tava no início, né, e inclusive foi nas redes sociais e tava no início das redes sociais e eu me recordo que eu fiquei muito muito traumatizado, muito com medo das redes sociais, porque eu vi o poder que elas têm também de disseminar uma calúnia e eventualmente destruir a confiança que a pessoa pode ter em si mesma. E aí essa
ito traumatizado, muito com medo das redes sociais, porque eu vi o poder que elas têm também de disseminar uma calúnia e eventualmente destruir a confiança que a pessoa pode ter em si mesma. E aí essa professora, eu fiquei assim, poxa vida, será que eu vou continuar eh eh quem dúvida que caminho eu seguir, né? Porque eh falava da minha trajetória espírita, inclusive, né? E como isso fosse uma diminuição eh de capacidade ou eventualmente o que era pior, eh uma obtenção de ganhos diretamente falando, sabe? Eh, e aí eu fiquei muito aperreado. Me lembro que conversei com todos os preceptores até, mas a fala dessa prof preceptora foi muito muito importante, muito estruturante para mim. E ela falou assim: "Léo, eh, você não vai deixar porque você é isso, senão você vai ser falci." Se você deixar de ser, você e ela trouxe essa ideia com essa palavra falsier, do falso céu. Se eu deixasse de ser o que sou, o que aprendi a ser desde criança, eu estaria eh sendo um um falci para me enquadrar, digamos assim, nos meios acadêmicos, nos meios, eh, até porque no início era uma abordagem psicanalítica. Eh, e eu me lembro que eu escutei assim, Sérgio, acho que conforme você for profissionalmente crescendo, você vai precisar abandonar, eu escutei isso de colegas da nossa área, abandonar isso. Eh, e essa fala do jovem que é convidado a deixar os outros pertencimentos para ir ao encontro de Jesus. Eu tive convites outros logo no início da minha trajetória profissional que cresceu rápido na parte profissional, mais rápido do que eu imaginava. Isso aí. Então, acho interessante essa ideia do do do verdadeiro self, dessa conexão, né, e dessa confiança que Jesus pode nos possibilitar enquanto seres humanos que estamos aqui para reconstruir, né, eh, digamos até suturar algumas feridas tão profundas que são da nossa infância, mas eventualmente de outras infâncias, de outras vidas, né? Porque eu acho que esse conceito da criança interior que a gente precisa cuidar, amar, acolher, ele ganha um sentido ainda mais profundo se
mas eventualmente de outras infâncias, de outras vidas, né? Porque eu acho que esse conceito da criança interior que a gente precisa cuidar, amar, acolher, ele ganha um sentido ainda mais profundo se a gente pensa que nós tivemos várias infâncias, tivemos vários períodos em que eh fomos traídos e traímos no sentido amplo do termo. nos adulteraram e nós adulteramos também e viemos com essa série de desconfianças um para com os outros e deixamos o nosso coração endurecer e eventualmente chegamos na nova nossa nova existência endurecidos, né? E a bênção da infância para que a gente pudesse malear um pouco o nosso ser, né, Sérgio? Claro que sim. É, essa é uma ideia boa de limpeza, porque quando Jesus traz para Nicodemos, ninguém pode ver o reino do céu se não nascer de novo, ele comunica esta eh esta lei, né, do do renascimento como uma nova limpeza, né? Estamos limpos. é uma criança novamente. É a criança. Ela traz uma bagagem, mas essa bagagem ela está limpa. É uma bagagem que foi foi restaurada. Então essa limpeza é um estado de abertura. Limpeza é assim, quando a gente quer colocar alguma coisa nova num lugar que tá cheio, a gente precisa fazer uma limpeza antes. A gente compra uma roupa nova e o armário tá lotado de roupa e a gente não sabe onde vai botar, a gente tem que tirar dali de dentro, porque senão não cabe, não cabe o novo aonde já está cheio. Se o copo já tá lotado, não cabe. Se o armário tá cheio, não cabe. Se a cabeça tá cheia, não cabe. Se o coração tá lotado, não cabe. Bem-aventurados os limpos de coração. Limpos de coração. Que que vai no armário do coração que lota senão a vaidade, o orgulho, a ambição, todas essas questões, a incapacidade de perdoar. Nós nós estivemos juntos na na na bemaventurança sobre a os misericordiosos, mas nós podemos juntar novamente esse esse aspecto, né, que é assim, o perdão é uma capacidade de limpeza. Uhum. O perdão é é é é é é o abrir o espaço interno para caber alguma coisa nova, porque a pessoa que não perdoa, ela é o
ente esse esse aspecto, né, que é assim, o perdão é uma capacidade de limpeza. Uhum. O perdão é é é é é é o abrir o espaço interno para caber alguma coisa nova, porque a pessoa que não perdoa, ela é o armário cheio, não entra o novo nunca. Ela fica com o antigo para sempre. E é interessante, né, como diz assim, bem-aventurados os misericordiosos. Di, o misericordioso não é só bem-aventurado pelo que ele faz pelo outro, ele é bem-aventurado perante si mesmo. Porque quando ele se ele perdoa, ele se limpa e quando ele se limpa, cabe coisas novas nele. Então ele é o primeiro beneficiado. Então a ideia de limpeza de coração é uma ideia de espaçamentos, de abertura de áreas novas. Por isso uma criança se recria. Criança durante um dia tá de um jeito, no outro dia acorda, ela já quer brincar de novo. E aí entra uma outra palavra mágica na nossa conversa aqui, né, Léo, que o Inicot gostava muito, o brincar. Uhum. Que que uma criança qu que que uma criança tem que eu não tenho? O brincar. A gente perde o brincar. Uhum. A gente a gente fica chato. A gente vira o chato durante a vida que perde a capacidade de achar graça nas coisas. perde a capacidade de brincar. Se acha que brincar é é não estar sendo sério, não. Claro, estamos falando de um brincar como uma capacidade de continuarmos criativos em tudo que fizeram. Se a pessoa ela perde essa capacidade de ser criativa, ela perde a graça e viram desgraçado, literalmente. Pessoas que são desgraçadas porque perderam a graça. Eu sou um desgraçado. Perdeu a graça, perdeu a capacidade de brincar, perdeu a capacidade de se limpar, de tirar, de perdoar, sabe? Aí a gente começa a perceber que essas esses esses ensinamentos de Jesus eles não são se entrelaçam, né? Eles são letras psicológicas, né? É. Ô Sérgio, eu vou você tá valendo, eu vou eu vou falando aí, eu vou ler um parágrafo que eu achei muito muito bom, muito bom do teu livro. Limpeza significa esvaziamento. Eh, quando limpamos um armário, tiramos dele o que é desnecessário.
vou eu vou falando aí, eu vou ler um parágrafo que eu achei muito muito bom, muito bom do teu livro. Limpeza significa esvaziamento. Eh, quando limpamos um armário, tiramos dele o que é desnecessário. Sempre que acumulamos coisas em armários e gavetas, perdemos espaço até o ponto em que não cabe mais nada. Então, precisamos fazer uma limpeza, ou seja, descartarmos o que não serve mais e abrirmos espaços para caberem coisas novas. As pessoas que acumulam coisas, via de regra, sentem-se vazias e solitárias. Por quê? porque procuram, acumulando coisas, preencher esses espaços vazios e suas vidas afetivas, precisando juntar muito porque tem a sensação de que poderá faltar ou que não conseguirão conquistar novamente. O sentimento de carência afetiva muitas vezes expressa-se na necessidade de indivíduo acumular materialmente. E é engraçado, vou pegar esse parágrafo para as vezes tem exemplos muito concretos, inclusive pessoas que passaram por muitas privações eh às vezes de vida, eh é até de de alimentação, passaram fome, por exemplo, às vezes fica tão marcado, né, que fala assim, é aí quando consegue ter alguma condição financeira é muito fartura demais, sabe? É uma é uma fartura que às vezes é o excesso inclusive, né? Eu acho achei interessante, tava falando, eu tava aqui vendo. Eh, é assim também espiritualmente você coloca. Quando estamos carregados de sentimentos mesquinhos ou fúteis, ocupamos todo o espaço da nossa vida mental e nada mais cabe dentro de nós. O foco da pessoa é, nesse caso, apenas a vida material, ainda que através de suas preocupações e angústias. Passar para você? Penso que sim, porque eh essa analogia com o material funciona bem para esta questão interna, porque nós encontraremos pessoas lotadas de bugigangas internas em qualquer condição social. Tem pessoas que são abastadas e são fúteis. E tem pessoas que são pobres materialmente e são fúteis também. Uhum. Então, não está na na não está na condição econômica ou na condição material. O parâmetro principal está no que ela
e são fúteis. E tem pessoas que são pobres materialmente e são fúteis também. Uhum. Então, não está na na não está na condição econômica ou na condição material. O parâmetro principal está no que ela faz dentro de si. Nós encontramos pessoas às vezes passando necessidade e dividindo as coisas que tem com outras. São solidárias. Aliás, é muito frequente isso. Quem passa por necessidade ser quem se solidariza em primeiro lugar com quem está passando nesses momentos que a gente vê essas crises humanitárias. É muito comum nós vermos que quem se move em primeiro lugar são aqueles que já estão nos campos da da pobreza. Uhum. porque por identificação conseguem perceber muitas vezes quem está próximo passando por uma necessidade que ela sabe muito bem do que se trata, porque ela tá vivendo isso. Mas aí, isso não não significa que eh isso seja uma condição indispensável, embora Jesus tenha dito que é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. E esta a capacidade de continuar solidário e disponível, aberto, passa por esse esvaziamento. Esvaziamento de quê? a pessoa tem que ficar pobre, tem quear jogar fora as coisas, não. O esvaziamento interno, esvaziamento da sua cobiça, das suas ambições. Quando a pessoa se dá conta que ela vai morrer, que nós vamos morrer, que nós somos finitos, que nós vamos sair daqui, daqui um pouco todas essas coisas que a gente valoriza, a gente vai deixar. Quando a gente se se dá conta disso de verdade, a gente começa a olhar para o que começa a importar. Então, depois de um certo de uma certa idade, a gente já começa a deixar para trás algumas bobagens. A gente começa a olhar e ver o fim do o fim da linha ali, opa, tá ali, é para mim também, né? E Jesus passou o tempo todo nos chamando atenção para isso assim, né? Sem que para isso a gente perca a graça. Isso não se não significa a tristeza. A alegria, o brincar, a capacidade de se recriar, de se tornar criativo, é uma uma capacidade que nos dá esta condição de segunda
para isso a gente perca a graça. Isso não se não significa a tristeza. A alegria, o brincar, a capacidade de se recriar, de se tornar criativo, é uma uma capacidade que nos dá esta condição de segunda parte da bem-aventurança, bem-aventurados os puros de coração, os limpos de coração. Por quê? Porque verão a Deus. É interessante essa essa verão a Deus. Ver Deus. Ver Deus não é enxergar uma pessoa. A gente sabe que Deus não é uma pessoa. Ver Deus é ver a si mesmo, ver a sua verdade, ver a sua grandeza, ver o esplendor da da maravilha que é nós estarmos aqui. Enxergar o reino de Deus é constatar a graça de nós estarmos vivos e de nós termos essa capacidade de interação uns com os outros. Por isso Jesus era fascinante. Por isso Jesus continua fascinante. Por isso Jesus é deslumbrante, porque ele traz em verdade vida na sua mensagem. Aquilo que hoje nós estamos a caro e costo tentando entender através de ciências e novas disciplinas que a gente estuda tanto tempo para chegar e dizer: "Puxa!" Ele disse isso contando parábolas. Ele disse isso chamando crianças para perto e dizendo: "Olha aqui, ó, essa tem que ser que nem eles, ó. A gente tem que ser que nem eles. Vamos se relacionar de com simplicidade, sem convenções, aí fica melhor e aí vamos, né? É o brincar, o o brincar traz outra outra reflexão que mais na frente do capítulo você traz, que é o enrijecimento, né? Quando você brinca, você não tem como brincar enrijecido, né? Vamos pensar numa articulação. Isso. Eh, o brincar envolve uma movimentação das articulações, né? E e é curioso, os bonecos, eu tô lembrando aqui de meu filho, e lançaram novamente as tartarugas ninjas, seja, e eu era fãzaço das tartarugas ninjas na minha na minha infância. E aí eu fiquei com a torcida que meus filhos eu gostasse, né? Meus filhos e minha entiada gostasse da tartar organíja. E aí foi engraçado que eles foram ver o filme, eu não tava na no dia e aí ele aí meus filhos falaram assim: "Puxa, papai vai adorar aqui". Aí foram de novo ver comigo e aí não me
e da tartar organíja. E aí foi engraçado que eles foram ver o filme, eu não tava na no dia e aí ele aí meus filhos falaram assim: "Puxa, papai vai adorar aqui". Aí foram de novo ver comigo e aí não me deram spoiler do filme para que eu pudesse sentir as surpresas do filme. E eu achei engraçado, meu filho de 6 anos falou assim, o Guilherme, né? falou para pra Paola: "Ó, tia pá, eh, eu eu tenho certeza que papai vai adorar esse filme." E aí eu achei engraçado porque como pai, né? E sendo pai nessa fase de crianças, né? Ou seja, meus filhos estão na fase da infância. Eu vejo claramente literalmente essa necessidade eh do brincar, não só para interagir com eles, mas também para interagir comigo mesmo, dialogar com fases da minha vida, sabe? Eh, eu acho a paternidade uma grande oportunidade da vida de eu paternar a mim mesmo, né? patternar minha criança, que às vezes a gente não tem tanto espaço, eh, até pelo tipo de criação que eventualmente a gente teve, por uma paternidade um pouco mais enrijecida, de estruturas mais enrijecidas do passado, né? E aí, engraçado, literalmente para brincar com eles, eu eu preciso me exercitar, né? Eu uma motivação pro exercício físico hoje é inclusive não ficar com as juntas doídas, não ficar com enrejecimento das juntas, ou seja, o brincar como uma uma coisa de gente grande, né, como você coloca e de fato, é um desafio. No brincar, por exemplo, tem uma coisa interessante, eh, dependências eh comportamentais. Hoje em dia a gente tem muito eh jogos de apostas, né, acessíveis ao celular e o número de de dependentes, assim de pessoas que têm jogo patológico, que antigamente era só em alguns locais específicos, tem aumentado muito. E aí tem um colega psiquiatra que estuda muito essa questão de jogo patológico. Ele falou uma coisa muito interessante e eu vejo isso na clínica também. Às vezes, esse adulto que eh entra num quadro patológico de dependência comportamental, de jogo de patológico, por exemplo, foi uma criança, um adolescente que não brincou, ele sempre
clínica também. Às vezes, esse adulto que eh entra num quadro patológico de dependência comportamental, de jogo de patológico, por exemplo, foi uma criança, um adolescente que não brincou, ele sempre foi um cara muito responsável, teve que batalhar, batalhar, batalhar. E aí chega ali com seus 38, 40 anos, às vezes já tá com uma aí conseguiu construir um patrimônio, conseguiu e aí vai tirar umas férias, vai brincar, só que ele brinca, por exemplo, com alcoólico, ele brinca, por exemplo, com apostas, ele brinca gastando. E no final das contas eu jogava essa proposta para uma pessoa e ele falou: "Realmente, doutor, minha vida foi muito dura sempre. Eu nunca brinquei". E e aí eu falava a El, será que você não tá fazendo uma grande brincadeira agora? Porque era aí para queria viajar, tinha uma estrutura financeira, aí viajava pro exterior rapidamente ia brincar lá, por exemplo, em Las Vegas ou ia brincar em outra praia, brincando como gente grande, uma criança que não brincou. Então, o brincar terapêutico e saudável, né, Sérgio, até nessa perspectiva mais patológica. Sim, sim. Porque aí tem aí carrega nesse aspecto da do do brincar patológico, do jogo eh compulsivo, a o aspecto destrutivo, né? Tem uma informação de sofrimento nisso, de repetição que a pessoa não consegue parar e depois acaba, né? Tem outros elementos, né? Mas eu fiquei, eu fiquei pensando aqui, Léo, na tartaruga na tua tartaruga ninja. Eu achei interessante a tua a tua o teu exemplo da do endurecimento, porque este este esse desenho, esses esses heróis da da da sua época, tartaruga é por definição um animal duro, né? E eles criaram tartaruga ninja. Ou seja, é interessante essa figura da da tartaruga capaz de ser ninja, ou seja, ela ela é possível se tornar flexível mesmo uma tartaruga, né? Talvez por isso tenha capturado tanto uma geração, porque é exatamente a geração que que precisou fazer esse movimento de flexibilização das suas durezas. E um outro aspecto que eu achei muito legal foi que os teus filhos perceberam em ti
uma geração, porque é exatamente a geração que que precisou fazer esse movimento de flexibilização das suas durezas. E um outro aspecto que eu achei muito legal foi que os teus filhos perceberam em ti a criança. Uhum. Porque eles eles assistiram o filme e viram assim: "O papai vai gostar". Tipo assim, tem uma criança ali dentro e que eu não vou dar spoiler que é para ele se surpreender. É que você falou no início da surpresa, a adoração da criança contigo, dos teus filhos, com a tua surpresa. E eles encantados em poder ver você surpreso, em ver ver você criança, significa que na no trânsito da tua relação com eles, houve uma criança que permaneceu. Isso é interessante na relação com os filhos, né? Porque muitas vezes os pais se preocupam assim: "Como é que eu faço para ser um bom pai? Aí eu tenho que comprar o celular do ano, eu tenho que comprar, eu tenho que fazer, eu tenho". Não, tem que ser, tem que ser com os filhos, tem que estar com os filhos, porque esta, essa capacidade do encantamento, de quando um filho cresce e poder saber assim que aquele pai continua, aquele crianção, no bom sentido. Uhum. e que vai gostar de ver um Tartaruga ninja. Existe uma comunicação mais saudável, né? Uma comunicação mais satisfatória. E aí dá vontade dos filhos irem no cinema contigo e dá vontade de tu ires no cinema com eles. É porque tem uma criança que continuou viva. Uhum. É por isso que talvez as crianças gostem tanto dos avós. Via de regra, né? Eu sou avô e as crianças adoram vir pra casa dos avós porque a gente deixa eles fazer tudo, né? Tudo que aquilo que a gente não deixou os filhos fazer, a gente deixa os netos fazerem. E eles s eles percebem, nossa, tem uma criança que nem eu ali. E a gente já nem sabe. Eu vejo a minha mulher brincando com as netas, já nem sei quem é a avó e quem é a a neta. Ali chega uma hora que é tão igual tudo que chega, tem que chegar indeterminadamente dizendo para não, tem que ter gente aqui no meio disco que você vai virar a casa de cabeça para baixo. Então, é assim, é
hega uma hora que é tão igual tudo que chega, tem que chegar indeterminadamente dizendo para não, tem que ter gente aqui no meio disco que você vai virar a casa de cabeça para baixo. Então, é assim, é é esse estoque de infância que muitas vezes a gente não usa, que depois de um determinado momento da vida a gente começa a poder lançar mão nas relações. Tem a ver com o que Jesus dizia: "Deixai vir a minhas crianças, bem-aventurados os limpos". tem a ver com esta com esta com esta ambiência da naturalidade, da espontaneidade tão essencial paraa nossa comunicação, né? Tartaruga Ninja, agora é você. É, pois é. E tem até o Leonardo, né? Na tartaruga ninja tem Leonardo, tem o Rafael, tem o Donatelo e tem o Michelangelo. Porque o o pai e é engraçado outra coisa curiosa da Tartoroganinja simbólica, é porque eles não têm mãe, eles têm só pai. Curioso, né? é o mestre, o mestre Splinter é um que eles na verdade eram animaizinhos que foram contaminados pelo U, que é um mutagênico. E aí eles ficaram mutantes, né? E é interessante porque o pai é um dos poucos um dos poucos um dos poucos filmes que dá a figura do pai como um criador mesmo, sabe? É um dos poucos. Acho que foi outra outra coisa que captou uma geração, porque era o pai lá que dava a regra, foi o pai que ensinou eles a se defenderem do mundo. Eles se viraram ninja porque eles se eh iam se defender do mundo. Iam no esgoto, né? Moraram no es moravam no esgoto de Nova York. E outra coisa do da tartaroganja simbólica aí é que Leonardo, Rafael, Michelangelo, Donatelo, porque o pai, né, o SP lê ali o renascimento, os artistas. Então veja essas duas ladas aí que você captou bem, que é a rigidez que precisa se defender e a leveza da arte que precisa se surpreender, né? Hum. E capta uma geração de de de crianças. E agora captando de novo, assim, até meu filho falou assim: "Papai, eu acho que agora eu gosto mais da tartaruganista do que o Sonic, que foi outra, o porco espinho, né? O Sonic foi outra outro personagem da da infância, dos
, assim, até meu filho falou assim: "Papai, eu acho que agora eu gosto mais da tartaruganista do que o Sonic, que foi outra, o porco espinho, né? O Sonic foi outra outro personagem da da infância, dos videogames, assim. Hum. Curioso esse esse aspecto, eh, Sérgio, porque na brincadeira vem também quando você você falou assim, como ela é como é que a gente pode criar os filhos, né? Tem que ter tempo, né? um pouco. Eu eu falava muito da qualidade, mas eu vejo hoje como pai que tem que ter quantidade também, né? tem que ter quantidade também com qualidade. Claro. E porque eventualmente vem assim na conversa vem umas perguntas que você não tava nem imaginando, você vai conhecendo o ser, né, eh, que tá ali do lado e ali vai podendo, porque não existe ali, pelo menos na minha geração, eh, aquele momento da refeição em que você tinha um sermão, etc. o momento do dos ensinamentos são na brincadeira e como vem, né, no brincar, inclusive eles reproduzem os medos, eles reproduzem a os dilemas. Então esse é um ponto um ponto importante. E aí caminhando para os aspectos finais, você traz essa simplicidade que se desdobra na saúde, né? Então você traz ali duas passagens importantes. A candeia do corpo é o olho. Portanto, se o teu olho for simples, teu corpo inteiro será luminoso. Porém, se o teu olho for mal, teu corpo inteiro estará em trevas. No capítulo 6, versículo 22 e 23, complementa ali também a questão de a boca fala do que está repleto, né? eh o coração e a perspectiva de a gente poder tentar fazer um mergulho eh nessas origens, né, que também são as nossas destinações, né? No sinal das contas, é como se a gente tivesse um mergulho para encontrar a simplicidade que tava ali e que a gente foi se complexificando, porque talvez a complexificação seja da vida, mas não a complexificação que nos afasta da espontaneidade, né? Não a complexificação que nos afasta de uma certa possibilidade de estar ao lado do outro. Porque é preciso que a gente faça algum caminho de não se decepcionar. Eu tenho me captado muito,
eidade, né? Não a complexificação que nos afasta de uma certa possibilidade de estar ao lado do outro. Porque é preciso que a gente faça algum caminho de não se decepcionar. Eu tenho me captado muito, até falei recentemente na na quinta, na mansão, uma frase, acho que foi na quinta, uma frase assim, Sérgio, de uma de uma mensagem de Mei que é a mensagem chamada Confia Sempre, que é pelo espírito de Mei, né, e pela pela psicografia de Xavier. E essa confiança você traz muito também como ingrediente. A gente falou muito sobre essa questão da confiança e em determinado momento ela fala porque a digamos assim algo o a pior, né, eh, a pior desventura é perder a presença da fé e continuar vivendo. É muito duro viver sem a capacidade de confiar, né? E quando você, ele fala assim, o pior dos infortúnios é ter a privação da fé e continuar vivendo. Porque com essa confiança, com essa que se desdobra em simplicidade, que se desdobra assim, a gente pera aí, para que eu preciso disso tudo? Quando a gente tem uma simplicidade, a gente faz essa questionamento do tipo, para que eu preciso todas essas coisas que complicam demais a vida se a gente às vezes eh precisa fazer mudanças e é muito mais fácil fazer mudanças com a bagagem nas costas menor, dá menos trabalho. Vai andar, vai fazer uma viagem. Aí tu bota aí duas malas de 24 kg. Vai ser muito difícil carregar essa mala no aeroporto, né? Aeroportos cada vez maiores assim. Sim, do bagagenzinha menor, uma bagagenzinha de mão. Ou seja, a mudança precisa de uma certa leveza, precisa de uma certa limpeza, precisa de um certo esvaziamento, de uma certa simplicidade para você ficar mais flexível. Então, a gente retoma, né, ou seja, essa capacidade de eh de estar mais autêntico e mais simplificado, né? Simplificar um pouco mais as coisas, sabe? Com certeza. É isso aí, meu amigo. Nós estamos engatinhando ainda nisso e acho que nós vivemos uma época muito muito difícil, né, para podermos simplificar as coisas, mas eu acho que você fala numa coisa muito importante
aí, meu amigo. Nós estamos engatinhando ainda nisso e acho que nós vivemos uma época muito muito difícil, né, para podermos simplificar as coisas, mas eu acho que você fala numa coisa muito importante que uma coisa muito rara, que está se tornando cada vez mais raro para nós é o tempo, né? Então, poder, a simplificação, ela é uma questão de inteligência também, né, da gente poder estar e ser com no tempo devido, com as as condições de vida que a gente tem, de não torná-la complexa demais, senão nós perdemos os espaços vitais. E a gente não pode esquecer que quem não tem tempo é o espírito, mas o espírito encarnado, nós temos tempo e ele é cada vez mais curto. E nós somos espíritos encarnados, nós somos seres humanos. Então a gente precisa fazer sobrar tempo, sobrar tempo pro essencial, né? Para poder realmente limpar. Nós temos que limpar o nosso tempo também. Bem-aventurados os limpos também. Eu preciso fazer uma limpeza no tempo. O que que eu posso tirar da minha vida que é desnecessário? para que o essencial possa ter também quantidade, uma quantidade daquilo que precisa para qualificar eu preciso de tempo, de diminuir os nossos ritmos, torná-la, tornar a nossa vida de uma maneira de maneira mais ecológica, nossa vivência mais ecológica, com menos coisas, com menos tarefas, com menos ansiedade. Isso faz parte da limpeza também. Limpeza não é só física. A limpeza ela é dessas coisas. Passar o passar o passar o rastilho no no tempo assim, dizer que que eu preciso tirar, né? Quanta coisa a gente pode tirar, né, da nossa vida a gente tem que tirar e que vai doer. Vai doer, porque isso aqui, nossa, isso aqui parece que é tão essencial aqui eu me encontrar para fazer fofoca e para, né, ou para me não é isso? É, acho que a gente pode até inclusive finalizar nossa nosso nosso bate-papo, nossa reflexão com o próprio livro dos espíritos, porque veja que coisa curiosa, a gente você fala de um trabalho que a gente precisa fazer ao encontro dessa simplificação, dessa espontaneidade, que é um trabalho
ão com o próprio livro dos espíritos, porque veja que coisa curiosa, a gente você fala de um trabalho que a gente precisa fazer ao encontro dessa simplificação, dessa espontaneidade, que é um trabalho reencarnatório mesmo, né? E um trabalho eh também terapêutico, né? Quando você faz a analogia dessa análise pessoal, dessa esse autoencontro é trabalhoso, é um trabalho. E a gente pega a lei de trabalho do livro dos espíritos, quando Allan Kardec coloca a lei de trabalho com a necessidade do repouso e aí ele vai fazer essa reflexão sobre o que é supérflo e o que é essencial, né? Essencial. E essa é uma reflexão que é muito, não tem um uma resposta específica, mas tem uma resposta filosófica geral de a gente parar para pensar nesse trabalho de eh limpeza do excesso da nossa da nossa vida, né? o que é que é essencial, o que é que é supérflo. E aí a gente consegue talvez fazer uma análise dessa bem-aventurança que é da pureza, que às vezes esse lado, esse nome puro, às vezes vem ao encontro de um castigo interior, né? Porque a gente percebe como a gente é misturado, como a gente é tão eh não é tão limpo assim, né? Porque a gente tem muitas coisas supérflas mesmo. Como é que a gente pode trazer uma coisa mais pragmática, que seria pensar do ponto de vista do tempo, que parece que quando foi falar de minuto, porque parece que tem menos do que 24 horas, né? O excesso de atividades, né? A gente parar para para pensar o que é que é supérflo, o que é que eu preciso, o que é que é importante para mim nesse momento. Acho que é uma reflexão essencial, né, Sérgio? Essencial, né? que diz que o discípulo chegou pro mestre, o mestre estava de aniversário e o discípulo deu uma caixa pro mestre, uma caixa muito bonita de presente. E o mestre abriu a caixa e não tinha nada dentro. E aí o mestre olhou e disse assim: "Nada, tudo que eu sempre quis". É beleza, pura, querido. Muito obrigado por estar aqui mais uma vez, tá? E aí a gente se encontra, agradeço, em novembro e semana que vem a gente tá
hou e disse assim: "Nada, tudo que eu sempre quis". É beleza, pura, querido. Muito obrigado por estar aqui mais uma vez, tá? E aí a gente se encontra, agradeço, em novembro e semana que vem a gente tá aqui, aí no caso eu falando com vocês sobre essa temática geral, Jesus e saúde mental. É um prazer. Espero que a gente possa ter trazido contribuições reflexivas para, ao mesmo tempo, o nosso bem-estar, como também pro teu bem-estar. Acho que eu particularmente saí mais leve, cara. Obrigado pela troca. Eu que agradeço aí todos nós. Obrigado.
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