#58 • Jesus e Saúde Mental • O código do monte (Altruísmo e Caridade)

Mansão do Caminho 29/11/2023 (há 2 anos) 1:05:57 4,941 visualizações 719 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 58: O código do monte (Altruísmo e Caridade) » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Sérgio Lopes

Transcrição

Muito boa noite, Sérgio. Muito boa noite todos que estão nos escutando em casa. Eh, um prazer a gente poder estar aqui mais uma terça-feira, podendo fazer um encerramento desse ciclo de análise em que eu e o Sérgio podemos eh conduzir acerca do Sermão do Monte, né, inspirados ali no Sermão do Monte e nas reflexões do livro chamado Código do Monte do próprio Sérgio Lopes. E hoje a gente vai falar sobre as últimas bemaventuranças. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino de Deus, reino dos céus, né? E aí há um complemento que de certa forma casa muito bem e é a coroação de todo o encadeamento. Nesse resumo que Jesus faz eh da do seu evangelho, né? O código, o sermão do monte acaba sendo um resumo do evangelho, o resumo das máximas mais importantes. E é por isso que a gente pegando alguma dessas bem-aventuranças, nós fazemos links com os outros, outros pontos. E ele então finaliza ali: "Bema-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e mentindo falarem todo mal contra vós por minha causa. Exulai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galhardão nos céus, porque assim também perseguiram os profetas que vieram antes de vós." Então peço para que você possa ficar conosco logo depois da nossa vinheta de abertura. Ei, Sérgio, primeiro agradeço que você possa ter aceitado o convite meu e da TV da Mansão, né, eh, em contrapartida, de estar aqui produzindo um conteúdo que fica disponibilizado no espiritismo play, além de ser disponibilizado nesse primeiro momento na própria TV da Manão do Caminho, mas fica disponibilizado no espírito de OnePlay, gerando alguma fonte de renda eh para essa atividade tão bonito que todos nós conhecemos, você conhece também de perto. que agradeço porque eh de certa forma poor, não só para aqueles que estão nos escutando, mas para mim próprio e acredito que para nós dois, um um momento de eh de aprofundamentos, né? o

mbém de perto. que agradeço porque eh de certa forma poor, não só para aqueles que estão nos escutando, mas para mim próprio e acredito que para nós dois, um um momento de eh de aprofundamentos, né? o momento de trocas, o momento de partilhas. Eh, e aí eu já dou uma um spoiler de que ano que vem a gente eh o Sérgio aceitou, né, o nosso convite da gente poder se desdobrar com não mais esse livro, mas a gente vai aí ver eh qual o qual o tema, né, talvez um livro, outra vez vários livros, enfim, que a gente possa se encontrar uma vez por mês aqui nas terças-feiras nessa mesma web série Jesus e saúde mental, mas podendo fazer esses links. Então, hoje a gente encerra, faz o fechamento desse livro, o Código do Monte, mas um fechamento já com gosto de quero mais. E a gente então já anuncia e convida você para divulgar paraas pessoas que gostaram, que eh se identificaram, que aprenderam de alguma forma nessa jornada, uma vez por mês de que a gente tem. E curioso, ou seja, eu tava vendo que naturalmente às vezes os outros dias, né, que eu tive aqui sozinho falando, às vezes temas que eu trouxe bateram com os eh as bem-aventuranças que a gente ia falar ao longo da do mês. Eh, alguns mais ou menos pré-planejados, mas outros não. outros. Eh, ou agora esse próprio, né, esse próprio mês, quando eu li assim, exultai-vos e alegrai-vos, eh, quando vocês forem caluniados, no final das contas, né, caluniados porque estão fazendo o bem e meu nome. Eh, e eu me lembrei bastante de um de um de uma live que a gente teve recados. Então, querido, por que eu vou lançar logo essa pergunta. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. E aí, nesse capítulo, você lança a mão dessa virtude, né, que você coloca como sendo a virtude altruísmo. Qual é relação que você encontra que a gente poderia começar a falar entre pacificação, né, fazer a paz e essa questão do altruísmo? Boa noite, Léo. Boa noite, amigos do nosso já querido programa Jesus e a Saúde Mental. É uma satisfação muito grande poder

meçar a falar entre pacificação, né, fazer a paz e essa questão do altruísmo? Boa noite, Léo. Boa noite, amigos do nosso já querido programa Jesus e a Saúde Mental. É uma satisfação muito grande poder estar eh agora neste momento culminando no fechamento dessa atividade com esta proposta de estudo, de ampliação de entendimentos em torno do Evangelho de Jesus. Lembrando sempre que as passagens do Sermão do Monte são passagens vivas. Então também nós somos permanentes construtores de entendimentos, porque ela nos suscita sempre novas questões, não? e nunca alcançamos uma resposta definitiva ou uma conclusão ou um fechamento. Isso é interessante da ideia da construção de conceitos, porque à medida que nós não fechamos, nós estamos abertos à infinitude de ensinamentos e de clareamento de sabedorias que podem ter acesso inclusive dentro de nós em todos os momentos. Eh, de fato, Léo, assim, quando chegamos nesta ideia assim, bem-aventurados os pacificadores, eh, porque serão chamados filhos de Deus, né? Bem-aventurados que são perseguidos, porque deles é o reino dos céus, são virtudes irmãs, né? Porque o pacificador, eu me parece que quando a gente já enxerga alguém que pacifica e se pacifica, ele já está além do próprio interesse pessoal. Ele já está além de uma dimensão de se preocupar narcisicamente apenas consigo mesmo. Ele já ultrapassou as esferas do eu único, não é? Já não é o centro do mundo, já não é o núcleo de gravidade aonde todas as coisas têm que girar em torno dele. O pacificador é aquele que já consegue sair de si. E já conseguindo sair de C, ele propicia um ambiente, ele gera uma um um um vamos dizer assim, um ambiente gravitacional ou uma psicosfera gravitacional em torno dele, em que outros cabem, outros outras pessoas, outros seres já começam a caber. Então, me parece que isso combina com a ideia do altruísmo, que seria, vamos dizer assim, a outra ponta do egoísmo. Enquanto num primeiro momento há o egoísmo, que é uma força para si, o altruísmo é uma expansão ou

ce que isso combina com a ideia do altruísmo, que seria, vamos dizer assim, a outra ponta do egoísmo. Enquanto num primeiro momento há o egoísmo, que é uma força para si, o altruísmo é uma expansão ou talvez até uma ampliação. Isso a gente poderia até questionar se o altruísmo é algo fora muito diferente do egoísmo. O altruísmo é uma espécie de egoísmo ampliado assim, né? Uhum. E a gente vai vendo assim, eh, que que do o egoísmo pessoal pode surgir um egoísmo familiar, as pessoas que se preocupam só com a família. Depois há um egoísmo social. Às vezes a gente observa eh aquele aquele comportamento de centralização em torno de um estado ou em torno de uma nação, não é? Então, a gente vai vendo que os os laços vão se ampliando, mas sempre em torno de um centro de gravidade, até que ele se expande pra humanidade inteira. Então, dá a impressão de que é o o amadurecimento de um estado egocêntrico para eh para uma condição já de altruísmo. Então, me parece que é um trabalho interessante de pensarmos, porque esse altruísmo ele não é fruto de um discurso, ele não é fruto de exercícios pessoais, ele não é um uma prática. Ninguém se torna altruísmo por por repetição de de de comportamentos, não. A pessoa vai se tornando altruísta por um desenvolvimento, né, por uma capacidade natural, verdadeira, genuína, espontânea. E quando chega nesse ponto, ele nem sabe que é altruísta, né? O altruísta não sabe que ele não tá preocupado com isso. Ah, eu sou um altruísta. A pessoa diga assim, eu sou um altruísta, ele é qualquer coisa, menos um altruísta, né? Um vaidoso, né? né? Porque ele precisa se autointitular. Então é uma virtude daquelas, tipo humildade em que a pessoa não se preocupa com se com se denominar, com se autodenominar, né? E por aí vamos, Léo. A gente vê aqui porque serão chamados filhos de Deus. Acho muito curioso nessa perspectiva, porque logo em seguida ele vai falar: "Porque deles é o reino dos céus". Ou seja, aquele que constrói a paz, e a paz vem de ação, né? Não é aquele que

os de Deus. Acho muito curioso nessa perspectiva, porque logo em seguida ele vai falar: "Porque deles é o reino dos céus". Ou seja, aquele que constrói a paz, e a paz vem de ação, né? Não é aquele que contempla a paz, é aquele que faz a paz. Então, no sentido de ter que fazer uma obra. Então, vamos pegar ali, filhos de Deus, eh, qual a principal herança? Qual a principal característica eh divina? Bem, a gente vai ter que pegar aí eh ajuda dos universitários. vão pegar a ajuda do universitário Aristóteles. Ele pensa sobre eh o universo no seu livro, quer dizer, nos seus escritos que ficaram reunidos como sendo metafísica. E lá ele vai falar sobre uma característica universal, uma característica fundamental eh do universo, é o movimento, né? é uma força. E aí ele vai chegar na ideia do motor primário, vai chegar na ideia de que Deus, né, é o motor primário, ou seja, ele se move a si mesmo. Mas a ideia do movimento, e aí ele vai tá trazer a ideias da quinta essência, né, que é um termo que a gente usa, a ideia do éter. São todos os termos que Aristóteles usa pensando, então pensando sobre o universo, pensando dessa forma global que você nos traz. Ou seja, o altruismo nos leva a pensar num todo, não necessariamente numa perspectiva eh não egóica, mas é um um é um ego mais expandido, é um ego que se liga eh a um todo, né? E aí quando a gente pensa, vão pegar Jesus agora, né? sair de Aristóteles, um dos pais da filosofia, né, um dos pais da ciência que fala de Deus, mas de um ponto de vista muito intelectual, muito racional, ele vai criando um conteúdo dedutivo e Jesus vai falar em determinado momento claramente: Deus até hoje trabalha e por isso também eu trabalharei a ideia que eu quero trazer, portanto, é que uma das características do divino, do universo é o movimento. Então, se nós somos filhos de Deus, a herança principal que nós, filhos de Deus, podemos ter da divindade é a ideia da ação, a ideia do movimento, a ideia de fazer algo. Então, é muito interessante quando ele quando Jesus nos traz esse

a herança principal que nós, filhos de Deus, podemos ter da divindade é a ideia da ação, a ideia do movimento, a ideia de fazer algo. Então, é muito interessante quando ele quando Jesus nos traz esse link, né? Bem-aventurados aqueles que fazem algo que traz uma paz, ou seja, aqueles que trazem uma paz no mundo, porque eles estão agindo e estão sabendo como agir. É uma ação que não é, digamos assim, caoticamente destrutiva. É uma ação que passa por uma destruição, no sentido da lei de destruição, mas que traz uma ação harmônica mais profunda. E aí eu trago a outra ideia. Vê que coisa curiosa. Logo em seguida ele fala da perseguição. Olha, mas fazer isso no mundo vai trazer a espada, vai trazer a perseguição em determinado momento. E aí você coloca nesses capítulos a análise sobre eh, olha, não pense que eu vim trazer a paz, eu vim trazer a espada. Depois de mim, as famílias brigarão. Depois de mim, eh, os homens, eh, brigarão. Eu não vim trazer a paz como o mundo atrás. Eu vos dou uma paz diferente. Ou seja, existe algum tipo de destruição de paradigmas que é preciso fazer, inclusive o paradigma de que a o louvor do mundo seria o critério de sucesso espiritual. O louvor do mundo nem sempre é o critério de de de sucesso espiritual, sucesso de que nós estamos indo bem, eventualmente é a perseguição do mundo, a calúnia do mundo, porque aí ele vai falar, porque deles é o reino dos céus. Veja, são chamados filhos de Deus e agora eles têm os céus porque eles foram dignos de receber a herança. Eles receberam a herança que é o movimento e agora eles podem possuir. É aquele herdeiro que fez por onde? E não tem que mais ficar se achando indigno. Ah, eu só tive herança, não fiz por onde não. Você pegou a sua herança, pegou o seu dom, pegou o seu talento e multiplicou no mundo. Agora o reino é teu. E aí, se a gente amplia a ideia do quem é esse reino dos céus? perguntam, vai ser construído onde? Pergunta os discípulos. E ele vai falar: "Olha, o reino dos céus está dentro de vós ou entre vós". Essa é

, se a gente amplia a ideia do quem é esse reino dos céus? perguntam, vai ser construído onde? Pergunta os discípulos. E ele vai falar: "Olha, o reino dos céus está dentro de vós ou entre vós". Essa é a ideia que o Sérgio começa a trazer, né? Quando a gente constrói algo interno. E é muito difícil, né? Ou seja, a gente entender profundamente o que seria pureza de altruísmo. A gente vai entender os eh os reflexos, né? Como diz Paulo de Tasso, a gente vê em partes, a gente vê como em reflexos. Então a gente não sabe, não sabe exatamente o que é um altruísmo 100%. E aí fica às vezes um debate interminável, né, se existe o altruísmo, porque acho que talvez é a expansão da ideia do altruísmo nessa perspectiva. Olha, o reino dos céus está dentro de vós. Outras traduções colocam: "O reino dos céus está entre vós". Porque quando eu construo alguma pacificação interna, a minha ação no mundo vai ser pacificadora, mas não vai ser conivente. Vai ser uma ação no mundo pacificadora, mas não vai ser eh, digamos assim, eh, contemporizadora do erro. Eu preciso eventualmente até agir vigorosamente para não ser conivente com o mal. Acho fantástica essa ideia, assim, essa ideia da, enfim. Aham. Acho que você faz uma síntese bem interessante, Léo, e eu coincido plenamente na tua na evolução do teu pensamento e eu anotei algumas coisas enquanto você falava e a ideia de que evolução é movimento, né? É muito interessante que isso está impresso na, vamos dizer assim, no cerne do entendimento espírita também, né? de que para evoluir é preciso se movimentar, de que a ideia de de de vida, de de evolução, de desenvolvimento, eh é uma ideia de movimento, né, de o o que paralisa estagna. Então, a ideia do egoísmo como algo paralisante, algo que o indivíduo paralisa em si mesmo, como uma antítese do crescimento e o altruísmo como algo que se move, como alguma maneira do indivíduo, da pessoa se expandir. Então isso dá uma ideia de movimento também. E eu me lembrei enquanto você dizia aí eh sobre a o

escimento e o altruísmo como algo que se move, como alguma maneira do indivíduo, da pessoa se expandir. Então isso dá uma ideia de movimento também. E eu me lembrei enquanto você dizia aí eh sobre a o questão do movimento, que Jesus, o próprio Cristo, ele se movia o tempo todo, né? Uhum. Curioso, porque se a gente for estudar assim ou prestar atenção, que eu acho fantástico em Jesus é assim, não é só o que ele falou. Uhum. Eh, é o que ele não falou ou o que ele ensinou enquanto não falava ou através do ser dele, ele se movia. Jesus caminhava o tempo todo. Ele tava sempre indo indo para algum lugar. Ele caminhava na beira do lago, ele caminhava nas na nas estradas, ele não tinha templo. Jesus não tinha um local fixo, né? O templo de Jesus era a praia, era o barco, era era o encontro com os amigos nas casas, era a sinagoga, era a estrada, era o relento. E Jesus estava sempre indo e e o ensinamento dele se deu no caminho. No caminho. Essa é uma lição fantástica, porque muitas vezes as pessoas acham que a gente é caridoso quando a gente vai no centro espírita e lá no centro espírita a gente faz caridade. A gente imagina que quando a pessoa é pacificadora, é quando ela vai para uma praça fazer um discurso sobre a paz, que também ajuda, que também é uma uma coisa boa, mas aí tem uma ideia de movimento também, né? Mas não apenas nisso. Eh, o caminho é assim, ó. é a família, é o trabalho, é sair de casa, ir pro trabalho, do trabalho, ir paraa reunião dos amigos, ir pro centro espírita. No trajeto se desenvolve a virtude. Quando eh eh o o samaritano socorre o homem caído, ele está em movimento. Uhum. Né? Ele está indo de um lugar para outro e ele então se encontra com o homem caído e ele socorre. Ele ele atende ao chamado, ele é um pacificador, ele é o exemplo da caridade. Aliás, é utilizado na parábola de Jesus como o o exemplo genuíno de caridade, que ele não pergunta quem é, ele não sabe a raça, ele não é, ele não tem títulos, ele é alguém que atende um desconhecido no caminho, no movimento,

ábola de Jesus como o o exemplo genuíno de caridade, que ele não pergunta quem é, ele não sabe a raça, ele não é, ele não tem títulos, ele é alguém que atende um desconhecido no caminho, no movimento, né, durante o processo. Então, eh, essa ideia é muito valiosa, é muito valiosa que o progresso e nós estamos falando sobre saúde mental, talvez seja interessante, Léo, a gente poder dizer assim que toda doença mental ela é paralisante. A gente percebe que uma pessoa está adoecida quando ela tá paralisada, quando ela perde o movimento. Quando uma pessoa tá com depressão, ela não quer sair de casa, ela fica sem vida. Quando uma pessoa tá com um processo psicótico, uma esquizofrenia, ela também não quer sair porque ela tem medo dos outros. Quando a pessoa tá em pânico, ela não quer sair porque ela tem medo que aconteça alguma coisa com ela. As doenças mentais, as enfermidades mentais, elas são paralisantes. Uhum. Então, na saúde nós encontramos quando é que a gente reconhece alguém saudável, quando alguém está se relacionando, quando alguém está expandindo, quando alguém está se vinculando, quando alguém está se desenvolvendo, aí é um sinal de de de saúde. Quanto maiores os vínculos saudáveis, criativos, tanto maior a saúde de uma pessoa. Então, novamente aí a ideia de movimento ligada a um contexto de saúde. Então essa é uma ideia que eu achei interessante que você traz nesse primeiro momento e logo em seguida você fala da perseguição, né? Jesus fala, né? A gente lembra eh eu fiquei pensando, Léo, assim, ó, que a perseguição que Jesus se refere, claro que ao tempo de Jesus, ele tá se referindo à perseguição dos outros. Uhum. Mas eu acho que a gente pode pensar hoje, em termos psicológicos, de que esta paz, ela não é uma paz que nasce tranquila. Uhum. Essa paz, ela é oriunda do conflito. Uhum. Não existe paz sem antes o conflito. Porque para eu me pacificar, eu preciso me conhecer. E para eu me conhecer, eu entro em conflito, eu entro na espada, eu entro na luta. Porque o

do conflito. Uhum. Não existe paz sem antes o conflito. Porque para eu me pacificar, eu preciso me conhecer. E para eu me conhecer, eu entro em conflito, eu entro na espada, eu entro na luta. Porque o autoconhecimento é um processo doloroso. Uhum. Ele não é um processo tranquilo. Ele é cheio de inimigos. Ele é cheio de perseguições. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa de justiça. Pode ser entendido assim: bem-aventurados aqueles que olham para dentro de si também encontram os seus perseguidores internos internos e se justificam em torno disso. As pessoas que estão se procur procurando se olharem nos seus inimigos interiores. Será que os inimigos nossos estão tanto do lado mais de fora ou eles estão mais do lado de dentro? Aí faz sentido aquela passagem de Jesus quando diz assim: "Eu não vim trazer a paz, eu vim trazer a espada". Engraçado, né? Porque a gente tá falando sobre pacificadores, mas diz assim: "Não, mas eu não vim trazer a paz. Como assim não veio trazer a paz?" Então, como assim Jesus não dá paz? Não, Jesus não dá paz. Jesus dá a espada. Uhum. A espada é a espada da luta interior. Nós construímos a nossa paz. Pelo contrário, Jesus quando se apresentava, ele colocava as pessoas em conflito porque desacomodava. Quem estava em paz, num conceito de paz, era algo paralisante. Pessoa tem uma posição na vida, a pessoa tem uma condição que ela acha que já se conhece. E Jesus chegava e dizer assim: "Olha aqui, ó, vamos olhar para dentro de ti. Vamos ver se isso aí tá bem. Da onde vem essa amargura? Da onde vem esse vazio, da onde vem esse essa insatisfação?" e a pessoa entrava em conflito. E aí então ele traz uma ideia de que paz para Jesus também é uma coisa, é algo em movimento, algo em movimento na direção assim de uma construção de alguém que se desenvolve. E nessa etapa, o conflito, todos todos entraram em conflito. Uhum. Saulo entrou em conflito, depois Pedro entrou em conflito, todos eles entraram em conflito. Jesus andava, trazia, falava, mas ele inquietava.

etapa, o conflito, todos todos entraram em conflito. Uhum. Saulo entrou em conflito, depois Pedro entrou em conflito, todos eles entraram em conflito. Jesus andava, trazia, falava, mas ele inquietava. Então, porque às vezes a gente pensa assim: "Ah, eu quero a paz, coisa boa, paz, né? Ah, eu amo rezar para Jesus me trazer paz." Aí, em vez de vir paz, vem problemas, surgem dificuldades. Claro. Como é que a gente desenvolve a pacificação se não for através dos problemas? ade aonde que se faz musculação espiritual seão através das dificuldades, né? Então, a construção da paz é um processo de defrontamento, de exposição a esses conflitos. E quando você traz assim a ideia do o reino dos céus está dentro de vós? Sim, porque eh essas conquistas são conquistas psicológicas também que a gente só atinge se a gente realiza, as realiza dentro de nós. Ô Sérgio, curiosamente, semana passada eu falava sobre a expansão de consciência. Todos grand todas pessoas eh têm algum momento de conflito com a própria consciência. Veja aí, vamos pegar a justiça, vamos pegar onde tá escrita a lei de Deus. Pergunta Kardec e aos benfeitores, na consciência dos homens, ou seja, numa interioridade. Então, quando a gente vai mudar paradigmas, a gente vai mudar, por exemplo, paradigma eh e expandir a nossa consciência. Olha, o que a gente fez no passado, a gente às vezes nem entrou em conflito, não foi como a gente fala no no linguagem já psicológico, não foi ego distânico, né? teve sofrimento, mesmo que tenha sido errado, equivocado, mas você não tava ali percebendo. E às vezes muda, né, uma um um uma religião, fazer uma conversão, enfim, faz alguma eh alguma expansão ou questão do da interioridade, do autoconhecimento, ou seja, dá uma olhada para si mesmo e você vai entrar num conflito porque você tá você tá buscando o quê? O que é justo, justiça, ou seja, tá buscando no final das contas eh uma paz mais duradora. E a paz para ser dura dura, ela precisa de uma uma aliança da justiça. Aí vamos pegar as leis morais que Kardec muito

justo, justiça, ou seja, tá buscando no final das contas eh uma paz mais duradora. E a paz para ser dura dura, ela precisa de uma uma aliança da justiça. Aí vamos pegar as leis morais que Kardec muito bem nos traz, a lei de amor, de justiça e de caridade. Então envolve aí ação. Não dá para ter uma ação amorosa que seja passar a mão na cabeça escondendo os erros para se educar alguém, né, como pai, você como pai sabe que não dá para passar a mão na cabeça, nas equívocos que a criança vai cometer. E ela vai entrar num processo de quê? De arrependimento, de culpa. Olha aí o conflito, a o conflito por causa em busca de uma justiça. E é engraçado que eventualmente com minha filha recentemente, ela papai, mas eu preciso dessa punição também. Ela falou assim, ela até sugeriu qual era a punição. Eu falei: "Não, mas tá bom. Para também não entrar no outro lado de uma autopunição excessiva." Mas ela em contato com uma culpa de alguma besteira que ela tinha feito para mudar, né? qualitativamente, não só quantitativamente, porque acho que esse é ponto importante. A ideia de crescimento, a ideia de movimento, não é só de quantidade, é ideia de qualidade, de expansão. Há um conflito, um conflito ético de você para com você mesmo, de antigos paradigmas que não batem mais, né? E a e então a a espada e aí às vezes a perseguição de você para com você mesmo, não necessariamente do outro, né? Eh, tem um livro, Sérgio, que certamente você da área, né? Eh, que é do livro da Françoise Doutor, é uma psicanalista, né, francesa e ela tem um livro chamado Evangelho e Saúde, eh, psicanálise, não, os evangelhos à luz da psicanálise. É isso mesmo, né? E ela faz uma análise muito interessante que tem a ver com o que você também coloca sobre essa questão do amor. Ah, esse aqui, ao outro. Esse aí mesmo. Esse aí mesmo. Tá, tá na minha estante. É livro de estantes. Esse é muito bom, né? Quer dizer, eu eu achei maravilhoso. Ela fala, ela faz um, ela inclusive faz como se fosse ela fazendo um resgate da

Esse aí mesmo. Tá, tá na minha estante. É livro de estantes. Esse é muito bom, né? Quer dizer, eu eu achei maravilhoso. Ela fala, ela faz um, ela inclusive faz como se fosse ela fazendo um resgate da cultura dela religiosa com a bagagem dela agora psicanalítica, né? E tentando fazer uma leitura do que ela aprendeu na infância, enfim, da com a abordagem psicanalítica. em algum momento ela vai trazer assim: "Olha, eh, o amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo." Essa tríade do amor, né? A Deus uma expansão, né? O próximo uma expansão mais próxima e a si mesmo. No final das contas, quando a gente ama o próximo, a gente ama eh um o pouco de nós que está no próximo. Quando a gente ama a nós mesmos, a gente ama o próximo que está em nós, né? Isso não se torna um, não é um egoísmo, não é uma coisa ruim, é como é, né? É o espelhamento que todos nós eh que nós temos. Acho muito interessante a análise que ela faz da parábola do samaritano aí. E muito interessante que ela coloca, olha, ele para, mas segue a vida. Ele para, ajuda, mas não fica parado, retido. Ele continua seguindo. Então, acho que essa ideia, talvez que a gente pudesse aprofundar agora sobre essa essa tríade, né? amar a Deus, ao próximo e a si mesmo. E no final das contas, quando eu quando eu amo meu filho, eu falei, a gente falou aqui sobre a paternidade, ser um exercício de autoencontro, porque eu tô entrando em contato com a minha criança interior a partir do meu filho, ou seja, no final das contas, eu tô amando também a mim mesma. E que bom que eu tô podendo me acariciar, me aninhar, eh, me amar, amar essa criança interior a partir da imagem do meu filho. Será que também nessa não é uma perspectiva reencarnacionista, né? E tudo acaba ficando muito muito interligado, né, Sérgio? Acho que essa interligação que a gente tá falando de expansão, né? Olha, Léo, eu fiquei um pouco impactado aqui com você lembrar da François do Doutor, eh, porque nós não havíamos falado, né, sobre isso, né,

e essa interligação que a gente tá falando de expansão, né? Olha, Léo, eu fiquei um pouco impactado aqui com você lembrar da François do Doutor, eh, porque nós não havíamos falado, né, sobre isso, né, que é bom, interessante saber quem que quem tá nos ouvindo que a gente não fica combinando esse esse encontro antes, né? Ele realmente é espontâneo. E eu estava antes de vir para cá, eh, lendo um livro da François Doutor, né? E e pensei, digo, olha, esse é um momento, seria um momento interessante de de a gente aproveitar alguma coisa dela no nosso encontro, mas não deu tempo. E eu deixei de lado, eu deixei assim a ideia de lado assim, porque não dá pra gente abarcar tudo, né? E aí você traz a a traz a lembrança do livro que tá na minha frente aqui, né? Eh, a a essa psicanalista é interessante porque ela é uma é uma cristã e psicanalista. E ela nessa obra ela traz uma um conceito muito interessante que eu acho que é uma coisa escassa no nosso meio espírita assim que ela ela resgata a ideia da libido no evangelho. Uhum. Eh, ela traz que Jesus ele curava porque ele ele revitalizava libido das pessoas, né? E nós temos uma ideia de que libido é algo ligado ao sexual, é algo que precisa ser sublimado, precisa sair disso. Eh, há um certo conceito meio geral, não só no espiritismo, mas nas religiões em geral. Acho que libido é uma coisa meio suja assim, que expurgado, talvez, né? ser expurgado. A gente não fala muito no assunto da sexualidade. E ela disse: "Não, Jesus trazia o tempo todo." E nessa obra ela ela ela traz com muita força esta associação da do do do da pulão libidinal, né? Da pulsão de vida ligada a libido, ao que Jesus fazia. E na parábola do bom samaritano, ele ela ela ela traz exatamente isso, que o que fez este samaritano parar no caminho é porque ele não tinha medo, ele não tinha, ele conseguia se envolver, né? Ele era alguém que não tinha uma uma uma distanciamento do próximo. E quando a libido ela está disponível, nós queremos estar em contato com o próximo. Por quê? Porque

, ele conseguia se envolver, né? Ele era alguém que não tinha uma uma uma distanciamento do próximo. E quando a libido ela está disponível, nós queremos estar em contato com o próximo. Por quê? Porque existe uma atração, existe uma pulsão que aproxima, né, que Freud chamaria de pulsão de vida e da sexualidade, que se expressa em vários níveis, né? E é muito interessante que quando o samaritano ele se envolve com aquele que está caído e surge a ideia da caridade, da caridade não como uma virtude dos santos e dos anjos, mas a caridade como uma virtude humana, como uma virtude tipicamente humana, né, que que aproxima as pessoas, que desfaz as diferenças, que nos iguala. Então, quando o samaritano ele está indo numa direção, né, e esse é um e esse é um ensinamento também, que a caridade se apresenta no caminho. Uhum. A gente não precisa sair do lugar de onde tá para fazer caridade num outro, não. Caridade se apresenta no caminho e eu me envolvo com o que eu tenho, com as pessoas, no caminho que eu estou, nos ambientes que eu estou, na trajetória que eu estou. E um outro ensinamento é assim que eu fiquei pensando nessa passagem, é ele ele vai, ele socorre, ele coloca na hospedaria, ele deixa o dinheiro e ele segue para ir fazer o que ele tinha que fazer antes. Ele não se paralisa, ele não fica lá Uhum. retido, né? Retido, não, ele ele segue adiante. Então, a caridade não nos tira do caminho. Uhum. A caridade não é algo que tira do caminho, é algo que se apresenta no caminho e que a gente segue a vida da gente logo depois, porque também é da caridade o desapego. Exemplo, se ele fosse um indivíduo vaidoso, ele ia dizer assim: "Bom, agora eu vou ficar aqui que é para esperar o agradecimento." Uhum. Ou agora eu vou ficar aqui para ter o reconhecimento alheio. Uhum. ou agora eu vou ficar aqui para ver como é que ele vai me pagar esse dinheiro que eu deixei emprestado. Não, ele ele não espera o aplauso, ele não espera o reconhecimento. Pelo contrário, ele diz assim: "Olha, se

vou ficar aqui para ver como é que ele vai me pagar esse dinheiro que eu deixei emprestado. Não, ele ele não espera o aplauso, ele não espera o reconhecimento. Pelo contrário, ele diz assim: "Olha, se faltar alguma coisa, pode fazer que depois eu pago e ele vai embora. E é e ele ele vai ele não vai saber nem o nome daquele que ele ajudou. Uhum. Ele vai esquecer porque ele não tá preso a um a um triunfo, a um reconhecimento. Agora, aquele que recebeu a caridade nunca vai esquecer desse desconhecido que lhe que lhe ajudou. Uhum. Então, a caridade é assim, ela se apresenta. Para quem faz é algo natural e para quem recebe é uma ligação de algo que ela não contava. E aí eu me lembrei do que você traz assim, aonde está escrita a lei de Deus? Estão escritas as leis de Deus na consciência. E a consciência ela desperta nesses momentos em que esses atos espontâneos Uhum eles se apresentam na nossa caminhada. Nós precisamos lembrar que a gente fez uma trajetória, Léo, desde o início da humildade até aqui. Nós estamos chegando lá no topo da montanha. E a caridade, ela é a reunião de todas as virtudes. Uhum. Ela é a síntese. Então, ela é algo tão sofisticado que fica até difícil de falar sobre ela, né? Uhum. Caridade não é algo do que que se fala, a gente estuda, mas é uma algo que se apresenta na praxis, se apresenta na ação, se apresenta na vivência, na experiência. Quando nós estamos em contato, quando nós estamos no vínculo, a caridade ela é vincular. Ela não é solicitada. Então, interessante. Eu acho interessante o o samaritano, né? Porque veja, eh, eu penso duas coisas, assim, uma várias coisas, mas uma certamente era alguém que se amava, fala assim: "Olha, eu preciso ajudar o fulano, mas eu também tenho minhas coisas, eu preciso me ajudar". Então, certamente era alguém também que era menos ansioso. Sim, porque ele não, ele conseguia fazer as coisas. a gente confunde muito bondade com ansiedade, né? A gente ajuda, mas fica ansioso querendo ver o resultado. Ah, então às vezes essa questão do

ioso. Sim, porque ele não, ele conseguia fazer as coisas. a gente confunde muito bondade com ansiedade, né? A gente ajuda, mas fica ansioso querendo ver o resultado. Ah, então às vezes essa questão do desapego envolve também uma questão de lidar com o incerto. Será que esse esse essa pessoa que eu ajudei, ele como é que ele ficou? Ele não tem certeza. Ele abre mão da certeza, né? Porque ele também tem a questão do autoamor. Certamente seria injusto. É, eu vou pegar a justiça. Seria certamente injusto se ele deixasse as coisas que tem para fazer, porque existe outras pessoas que precisam, sei lá, da ajuda dele. Ele próprio precisa de fazer, não seria justo com ele. Então, é curioso que o amor na ação caridosa, ela precisa ser justa com todo mundo. Óbvio que nesse amor a gente tem momentos de sacrifício, mas não dá para viver uma vida sacrificial. todo tempo, porque às vezes a gente só tá alimentando o egoísmo do outro. Claro, o sacrifício toda a vida, por exemplo, de uma mãe, de um fulão, alimenta a infantilidade às vezes eterna dos filhos, né? Então ela precisa também continuar a trajetória dela. O pai e a mãe precisa amar e precisa continuar a trajetória. Sim. É, é muito interessante porque aí quando chega, por exemplo, a fase dos filhos irem, que não é uma fase, por exemplo, que eu saiba ainda nessa existência, fica ali um vazio, né, que aí há um vazio, onde é que tava essa essa libido que estava depositando no outro, mas outro tem que seguir a trajetória dela, né? E aí vem a síndrome do ninho vazio como a gente coloca, que a gente precisa redirecionar. Então, é muito interessante esse eh esse jogo no sentido positivo do termo que a gente precisa ter, né, dessa amor para com o outro que envolve o amor para consigo mesmo em todos os papéis da nossa vida. A gente tem, portanto, que eh fazer uma releitura sobre o que seria altruísmo, o que que seria. Eu acho eu acho que sim. Eu acho que um um um uma virtude que dá para ser lembrada nesse contexto que você tá falando é a compaixão, né?

zer uma releitura sobre o que seria altruísmo, o que que seria. Eu acho eu acho que sim. Eu acho que um um um uma virtude que dá para ser lembrada nesse contexto que você tá falando é a compaixão, né? Uhum. A compaixão, ela é uma irmã gêmea da caridade, porque não há caridade se não houver compaixão. Tem que haver mais do que empatia, porque a empatia, por exemplo, uma pessoa, um criminoso pode ter empatia com outro criminoso, né? Se identificar com com o ato e ser empático, né? Mas na compaixão é algo a mais. A compaixão. Existe uma virtude de reconhecer um sofrimento alheio como algo que faz parte de um sofrimento que eu identificaria em mim também. Uhum. Isso me arrebata de mim mesmo. Então, na na compaixão e na caridade, há um há um gesto espontâneo que está baseado um gesto construtivo, né? Um gesto amoroso, construtivo, né? É. E tá baseado no amor. Por exemplo, uma mãe, imagina uma mãe que se joga na frente de um carro para salvar um filho. Ela foi caridosa. Alguém passa aí diz assim: "Ah, que mãe caridosa é essa? Ela salvou o filho". Não, não, não é caridade, né? É, é, é um impulso. É natural. ela se arrisca, ela não pensa, ela se arrisca, ela se joga na frente. E na caridade genuína existe esta, existe esse conceito também, só que aí já não mais num interesse sanguíneo ou tão mais restrito. Jesus propõe isso num processo de ampliação pela humanidade. Claro que a gente tá distante disso, né? Eh, então a gente, mas ele propõe isso, ele propõe isso como uma possibilidade humana de nós nos interessarmos pelos outros, mas somente isso será verdadeiro na medida direta daquilo que já esteja construído em relação a nós mesmas. Então, não existe interesse nos outros se não houver um investimento muito importante de autoconhecimento, de amor a si mesmo, amar ao próximo como a si mesmo, dizia Jesus, né? Ele não dizia assim: "Amarás ao teu próximo e te deixarás de lado, né? Amarás a teu próximo e esquecerás de ti." Em nenhum momento ele disse isso. "Amarás a teu próximo como a ti mesmo." Ou seja,

né? Ele não dizia assim: "Amarás ao teu próximo e te deixarás de lado, né? Amarás a teu próximo e esquecerás de ti." Em nenhum momento ele disse isso. "Amarás a teu próximo como a ti mesmo." Ou seja, existe uma proporcionalidade, existe uma autorreferência. E nesta modalidade de referência em si mesmo é que nascem as relações verdadeiras, as relações genuínas, as relações saudáveis, né? Saudáveis, saudáveis, né? Ô Sérgio, pegar um pouco da ideia da libido, né? Acho interessante porque o seguinte, você tava falando na comparação com o questão, a questão psiquiátrica, eu lembrei do quadro catatônico. O quadro catatônico é o exemplo bem palpável e mais gritante de como uma psicomotricidade pode ser alterada pelo um adoecimento mental. Então, num quadro catatônico e desse polo aqui, você tem um esturpor catatônico, ou seja, você fica totalmente mobilizado. Mas no outro polo você tem um furor catatônico, que é uma agitação destrutiva, uma agitação sem propósito, uma agitação gigantesca, né? Então veja que o quadro psiquiátrico você tem as duas mobilidades, um esturpô que é o extremo de paralisia que a pessoa fica parada. A gente tem até uma coisa chamada flexibilidade séria. Você bota às vezes o braço da pessoa e ela fica lá parada como fosse um gesso. Por isso que flexibilidade seráa, né? E outro extremo que é o furor. E é tão, é tão é interessante que às vezes as pessoas que não conhecem, me lembro de um primeiro quadro paciente com catatonia que atendi e aí eu no hospital, né, internado e aí o pessoal fala: "Mas achava não entendia bem" e falava: "Eu acho que vou falar a palavra assim, acho que se envergonhice dele." Sabe por quê? Porque daqui a pouco ele sai correndo e não entendia que fazia parte da catatonia do quadro. Ou seja, a agitação extrema e a paralisia extrema. Uhum. Fazendo duas expressões da mesma moeda que é um adoecimento, um sofrimento gigantesco. Nesse sentido, a libido, né? A a vamos pensar até mesmo na questão transferencial. Aí, obviamente você vai

Uhum. Fazendo duas expressões da mesma moeda que é um adoecimento, um sofrimento gigantesco. Nesse sentido, a libido, né? A a vamos pensar até mesmo na questão transferencial. Aí, obviamente você vai poder falar com mais propriedade, mas na transferência eh que acontece, por exemplo, nas relações humanas, vamos pegar na relação terapêutica, mas nas relações humanas como um todo, existe ali uma transferência amor, o EOS, né, ele se desdobra em duas grandes potências, uma transferência amorosa que é uma transferência positiva, né? Poxa, eu vejo ali fulano, eh, meu filho. Quantas vezes, sabe, Sérgio, tem uma pessoa assistindo a mim e aquela senhorinha que eu lembrei do meu neto, eu lembrei do meu filho, sabe? Ou seja, é uma transferência amorosa, né? Ele tá lembrando de uma figura de afeto. E alguma coisa que você que a gente fez, lembra? Eh, o no, e essa é uma coisa muito construtiva, faz com que a gente preste atenção, leve em consideração, queira escutar mais. É uma coisa construtiva, né? uma uma ação construtiva. No entanto, existe a outra a forma da, digamos, libidnosa, que seria a transferência erótica. Nessa transferência erótica é uma coisa mais destrutiva. Então, me parece que a gente tem a ideia do sexo, o sexo, o sexo e a sexualidade pornográfica, né? a sexualidade eh destrutiva, portanto, que destrói algum algum não é saudável para algum ator, porque, por exemplo, a prostituição não vai ser saudável, né? Algum ator ali tá sendo eh danificado profundamente. No entanto, numa relação sexual, amorosa, construtiva, não é só uma vida que é formada. as duas pessoas se relacionam saudavelmente, né? Então, acho que é interessante a gente pensar nessa perspectiva. Eh, eh, o o EOS, né, potência amorosa construtiva, isso tá na natureza como um todo, né, desde o da germinação do pólen da paraa árvore e o EOS também sendo destrutivo. E aí a gente tem um caminho muito largo, sado masoquismo, né, o marquês de Sades inventando ali um bocado de de Então a gente tem muito na acho que é um pouco

a árvore e o EOS também sendo destrutivo. E aí a gente tem um caminho muito largo, sado masoquismo, né, o marquês de Sades inventando ali um bocado de de Então a gente tem muito na acho que é um pouco da nossa trajetória espiritual, a forma um tanto quanto atrapalhada que a gente lidou e a gente lida com essa energia tão profunda e que a gente não sabe como lidar. Então, acho que talvez venha aí também eh para não colocar só a na questão, sabe assim, dos códigos, porque os códigos são os homens, né? às vezes é tanto medo de lidar com isso que faz um código bastante castrador, porque olha, eu não sei lidar de maneira harmônica. Ou eu fico paralisado e e e entro na abstinência, vamos supor, na catatonia, no estupor catatônico, me abstenho do movimento ou eu uso esse movimento num furor, numa euforia, numa destruição, né? a gente não consegue usar ainda o equilíbrio amoroso construtivo. Eh, esse é um ponto importante quando você faz essa reflexão, especialmente aqueles que não são da área, entendeu o que que é alibido nessa perspectiva, eh, que você tá trazendo, né? Isso. Acho muito interessante porque eh você traz muitas coisas aí na na sua colocação, né? Mas eu eu quero aproveitar a ideia de dar libido no evangelho, que é algo necessário, eu acredito, porque a Françoado doutor diz que especula que quando Jesus curava, quando Jesus ressuscitava, o processo das ressurreições que Jesus protagonizou de Lázaro, ela ela ela especula na ideia de que Jesus reativava a libido, a porção de vida. Freud falava em pulsão de vida e pulsão de morte, né? Ah, a libido em si mesma seria a pulsão de vida. Mas quando a pulsão de morte se volta contra o indivíduo, essa essa essa liba, ela fica desligada. Então, o que seria o que aconteceu lá com Lázaro, com todos os os que os que foram aparentemente mortos. E quando Jesus chama de volta paraa vida. É interessante esse chamamento porque não é um chamamento ou o espírito que tá sobrevoando vem e volta pro corpo. Não, ele fala com o humano, ele traz de volta para o corpo.

chama de volta paraa vida. É interessante esse chamamento porque não é um chamamento ou o espírito que tá sobrevoando vem e volta pro corpo. Não, ele fala com o humano, ele traz de volta para o corpo. Ele age através da sexualidade. A gente confunde sexualidade com genitalidade. Uhum. Genitalidade é uma é uma forma da sexualidade, é das mais importantes, obviamente. Mas a sexualidade, as crianças têm sexualidade e e a sexualidade ela está no corpo, principalmente. Uhum. A sexualidade nossa, ela é ela é erotizada no sentido da libido corporal. Uhum. E Jesus lidava com isso. Jesus lidava o tempo todo com sexualidade, com libido, compulsão de vida, mas ele não genitalizou, ele não trouxe para um campo porque ele tinha uma outra, enfim, nós não temos condições de entender isso, como é que transitava a sexualidade de Jesus. Não temos condições, né? Mas dá para entender que ele lidava com algo que existe em nós. E aí então quando você fala na na na no catônico, me lembrou essa do estupor que parece é um estado de morte em vida, né? É uma paralisação novamente. A paralisação, né? Quando Jesus reavivava, reanimava, ele devolvia o o a vitalidade. Que que é a vitalidade? Uhum. senão a pulsão, a pulsão de vida, né, que tá ligado a a a à eroticidade. Quando uma pessoa se sente viva, Léo, a gente é psiquiatra, eu sou também, quando um uma pessoa se sente viva, ela ela faz as pazes com o corpo. Uhum. Ela se gosta, a pessoa se olha, se arruma, vê de regra, a pessoa deseja ser visto pelos outros. Existe sexualidade nisso, né? Uhum. Se a pessoa ela quer se apresentar em público, ela ela se arruma, se perfuma, as pessoas chegam assim: "Como tá bonita, como você é bonita". Aquilo ali traz, nossa, aquilo ali é vitalizante, sexualidade, hã, ou seja, e Jesus lidava nesse campo também, né? Então, para para não dissociar, Léo, só para completar, eh assim, às vezes a gente espiritualiza demais, como se espiritualidade fosse algo dissociado deste campo que nós estamos falando. E parece que a gente precisa

não dissociar, Léo, só para completar, eh assim, às vezes a gente espiritualiza demais, como se espiritualidade fosse algo dissociado deste campo que nós estamos falando. E parece que a gente precisa retomar uma ideia de discussão que que isso foi uma coisa que a que a que a que a tradição judaico-cristã instaurou assim como algo pecaminoso que tem que ficar fora das nossas cogitações. E a relendo o evangelho, a gente percebe que não foi bem assim, né? Ô, Léo, acho que você caiu, hein? Acho que desvitalizou alguma coisa do Léo. Ô, Léo, vou ressuscitar aí lá rapidinho. Mas provavelmente caiu o sinal do Léo nesse momento, então eu vou aproveitar, né? Já que nós formamos uma dupla aqui, no caso de apuros de um, o outro entra em cena, né? E nós estamos falando, né, meus amigos, para quem tá nos ouvindo, sobre esse esses dois momentos das bem-aventuranças, que são os pacificadores e do dos que são perseguidos por amor à justiça, que nos fala da caridade. E o caminho que nós fomos falando foi tomando direções inesperadas, aonde nós entramos agora na questão, incluímos a questão da sexualidade. Zé, eu tava dando um xalalá aqui pr para esperar tua a tua ressurreição. Ainda bem que você ressuscitou. Tá ouvindo? Tá no mudo, Léo. Ainda não, né? Vamos nós aqui, então. Continuamos aqui. Mas então, eh, Jesus nos traz uma ideia revolucionária, né? Nós estamos falando aqui há quase uma hora sobre conceitos que nos aproximam da nossa natureza mais intrínseca da nossa humanidade e o que que isso pode ter a ver com espiritualidade. E aí, Léo, voltou. Voltamos. Ah, opa. Como tem esperanç é uma coisa, é uma coisa curiosa. Estupor catatônico. Eh, mas é uma coisa curiosa porque ah, hoje em dia as pessoas não ligam mais no telefone, todo mundo liga pelo WhatsApp. Então, se você eu boto aqui no modo avião, tá? Para não receber ligação, mas as pessoas ligam no WhatsApp que usa a internet. Ah, sim. Então, esse sempre no final tá acontecendo isso. Eu vou ter que botar agora o a live pelo pelo computador.

, tá? Para não receber ligação, mas as pessoas ligam no WhatsApp que usa a internet. Ah, sim. Então, esse sempre no final tá acontecendo isso. Eu vou ter que botar agora o a live pelo pelo computador. Pelo computador. Eu tô usando o computador aqui para não receber. Mas olha, eu tava chamando atenção nessa perspectiva, Sérgio. Uhum. Eh, que dos pontos da da catatonia, né, pensando nesse esturpor, nessa paralisia aqui que tivemos de transmissão. O que é que é curioso quando a gente trata, vamos pensar biologicamente, a mensagem que o o biológico nos traz, meus colegas que não são da área, quando você tem um esturpor catatônico, cara, tá lá paradão no esturpor, curioso que umas medicações mais eficazes ou prescritas são remédios benzodiaepínicos. em altas doses que deixaria uma pessoa mais sonolenta. Como é que pode um medicamento sonolento que mexe no receptor eh inibitório, ou seja, inibe a atividade cerebral, ajuda a pessoa a sair de uma de um esturpô que seria inibitório, um estado inibitório? Especula-se, né? Estuda-se que na do ponto de vista neurocientífico, neurobiológico, é como se esse cérebro estivesse tão agitado, tão agitado, que fica como Parkson. O Parkson tem tanto tremor, mas tem também a rigidez. O excesso de atividade, no final das contas, gera a rigidez. Então é a mensagem biológica, né, nos dando essa contrapartida que o oposto eh eh assim, essa hiperatividade caótica, destrutiva, sem um norte, sem uma construção, sem um amor, sem uma harmonia é muito parecida com a paralisia. Interessante, né? Você tá falando, trazendo a ideia da da do do do exagerado como uma paralisia também, né? Não é o exagerado como uma paralisia. E aí vem Jesus e fala no a gente tava aqui: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça." Que a gente tem que ver o o versículo 11 e versículo 12, né? O 12 ele meio que coroa o sermão do monte. Ele coroa com essa ideia que o Sérgio traz. Veja, exulutai, alegrai-vos. Olha isso. Tudo que eu tô colocando, ele vai colocar: "Porque grande é o vosso

, né? O 12 ele meio que coroa o sermão do monte. Ele coroa com essa ideia que o Sérgio traz. Veja, exulutai, alegrai-vos. Olha isso. Tudo que eu tô colocando, ele vai colocar: "Porque grande é o vosso galardão no cégio, tá? Ele vai falar da perspectiva de uma alegria plena, futura, mas ele já fala: "Exultai-vos, alegrai-vos hoje". Ou seja, eh há um filósofo eh francês mais assim da contemporaneidade, que estuda muito essa questão da alegria, da felicidade e ele vai trazer esse contraponto, Sérgio, alegria, prazer e felicidade, né? Felicidade é um estado mais duradouro, que não necessariamente tá ligado só a prazer, porque você tem ali estados desprazerosos, né, que e e que podem ser contemplados na felicidade global. eh o prazer, né, na perspectiva filosófica, algo que vitaliza, mas ele uma perspectiva interessante. Alegria como sendo o ápice do prazer, a alegria como sendo o a o máximo de prazer, seria o prazer elevado à sua máxima potência. Então é interessante a gente pensar nessa questão da libido, da sexualidade, nessa perspectiva mais profunda que você traz e pensar que Jesus falou: "Alegrai-vos, exotai". Ou seja, entra num estado de de de de de prazeroso, né? Bom de sentir. Nessa ideia da alegria sendo algo divino, a gente tem o exemplo de Betoven, né? A nona sinfonia. uma od à alegria, né? Ou seja, um enaltecimento da alegria, o enaltecimento do prazer elevado à máxima potência que é divino. E aí, nessa ideia de movimento que você falava de Jesus caminhando, eh eu lembrei muito de eh dos compositores, né, quando criam, quando compõem. E Betoven, muitas vezes, ele ia saía, saía nas caminhadas dele. Uhum. E pensando na caminhada, ele vinha as ideias e anotava no papel. Hum. E naquele momento de surdez, ele consegue compor essa odlegos começam a ver, que ele já tentava compor fazia tempo. Porque essa poesia Oder a a alegria, né, é uma poesia do eh Schiller. Schiller. E aí, né, e é uma poesia que ele já teve contato desde que ele fala assim que desde que ele teve contato, ele queria

po. Porque essa poesia Oder a a alegria, né, é uma poesia do eh Schiller. Schiller. E aí, né, e é uma poesia que ele já teve contato desde que ele fala assim que desde que ele teve contato, ele queria compor uma música. Isso mesmo. E existe ao longo da obra dele tentativas, ele não conseguia, né? Eh, você vê na obra dele, é uma música que já é pré a nona sinfonia, que é a fantasia coral. É uma outra poesia, mas a melodia lembra a nona sinfonia, como se fosse uma preparação, mas ela só consegue mesmo aprofundar, entender o que é alegria. Curioso, num exemplo de extrema tristeza para um compositor músico perder a audição, né? Então, alegria profunda, ele consegue então compor. Alegrai-vos. Eu acho interessante eh terminar com essa missão. Aí ele eh ele consegue alguma coisa ligado também ao processo de sublimação, né, de canalizar aquele tormento, que o Betov era um indivíduo muito atormentado, né? E a música el ele ele extrai no momento de genialidade, como são todos os gênios, alguma inspiração maior, né, que parece que apontar aí para um estado de de mente eh ampliado também, né? E eu lembrei, Léo, assim, a gente tá indo pro final, eu sei, mas eu lembrei de Paulo de Tarso, né, que a gente fala no livro também, que ele traz essas virtudes da caridade que você mencionou há pouco. Ele diz: "A caridade é paciente, é branda e benfazerja." São esses estados da alegria, né? Uhum. Que esse esses estados que Paulo fala são estados de quem já trazem em si um processo de elaboração de conflitos. Uhum. De quem não está no tormento, de quem não está no narcísico, de quem já está dentro de um andamento mental mais satisfatório. Então, se tranquiliza, o indivíduo se tranquiliza. Ele não ostenta, ele não inveja, não se precipita, não se enche de orgulho, como ele diz, não desdém, não cuida dos seus, não se agasta. A ideia de Paulo no agastamento, né? Uhum. bagastamento, como esse estado de de agitação, de perecitação interna que você falou há pouco, são estados de conflito que precisam ser direcionado,

agasta. A ideia de Paulo no agastamento, né? Uhum. bagastamento, como esse estado de de agitação, de perecitação interna que você falou há pouco, são estados de conflito que precisam ser direcionado, dirimidos, elaborados, reparados para que se chegue nessa condição de pacificação interior. Porque é nesse ponto que Jesus nos chama como um trabalho que a gente precisa fazer com a gente mesmo para que a gente tenha condições, então aí sim de vivenciar esses estados mais plenos de saúde mental. Então é muito lindo esse trabalho do do Sermão do Monte a gente passeou durante esse período que a gente esteve junto aqui e segue o convite de uma abertura, né? Porque a gente a gente a gente a gente se movimenta, a gente caminha com Jesus, né? Uma da, eu quando eu comecei esse livro, eu termino esse livro do jeito que eu comecei, tem uma passagem lá de Humberto de Campos no livro Boa Nova, no capítulo do Sermão do Monte, quando ele diz assim: "Do alto do monte soprava um vento leve em deliciosas vagas de perfume. As brisas da Galileia se haviam impregnado da virtude poderosa e indestrutível daquelas palavras e obedecendo a uma determinação superior e um espalhar-se entre todos os aflitos da terra. Portanto, é uma mensagem que percorreu os séculos. Ela chega até nós e assim como hoje, como naquele tempo das as brisas da Galileia continuam soprando nos nossos montes de onde nós moramos, em deliciosas vagas de perfume, soprando esse vento leve que nos faz com o convite permanente de podermos subir essa montanha, entendermos melhor o coração de Jesus, né? Tomara que a gente consiga continuar adiante, vitalizados, movimentando-nos e quem sabe logo ali entendermos um pouquinho daquilo que Jesus quis ensinar para nós. Sérgio, terminando poeticamente, eu queria, tava aqui procurando a poesia completa da Undefried, né? O a alegria, od joy, né? Ou amigos. Mudemos de tom, entoemos algo mais agradável e cheio de alegria. Alegria, mais belo fugor divino. Alegria, mais belo fugor divino, diz o

completa da Undefried, né? O a alegria, od joy, né? Ou amigos. Mudemos de tom, entoemos algo mais agradável e cheio de alegria. Alegria, mais belo fugor divino. Alegria, mais belo fugor divino, diz o poema que vem musicou e imortalizou, né? Filha do Elísio, Hébrios de fogo, entramos em teu santuário celeste. Tua magia volta a unir o que o que o costume rigorosamente dividiu. Olha que coisa. A tua alegria volta a unir. O que o costume castrou, que o costume eh cortou, né? Dividiu, nos dividiu e a gente fica desintegrado. Todos os homens se irmanam. Onde parar teu voo suave? A quem a boa sorte tenha favorecido de ser amigo de um amigo. Quem já conquistou uma doce companheira, rejubile-se conosco. Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma, uma única em todo mundo, mas aquele falhou nisso, que fique chorando sozinho. Alegria bebem todos os seres no seio da natureza. Todos os bons, todos os maus seguem seu rastro de rosas. Ela nos deu beijos e vinho e um amigo leal até a morte. deu força para vida aos maus aos mais humildes e ao querubim que se ergue diante de Deus. Alegres como voam seus sós através da esplêndida abóboda celeste. Siga o irmão sua rota. Gozos como herói para vitória. Alegria, mais belo fugor divino, filha do Elízio, hebbros de fogo entramos e teu santuário celeste. Abraçam-se milhões de seres. Envia este beijo para todo mundo, irmãos, sobre a abóbora da estrelada deve morar o pai, o pai amado. Vos posternais multidões, mundo, vocês presentem o criador. Buscai além da bóba da estrelada. Sobre as estrelas ele deve morar. Lindo, né? Que lindíssimo. Lindíssimo. Lindo, né? É isso, Léo. Sabe que me fez lembrar que há alguns anos atrás, quando a gente fez atividades eh do do movimento médico espírita em na Alemanha, nós nós fomos mais uma vez em Bon, que é a cidade onde viveu Betoven, inclusive tem a casa do Bethoven, tem o museu do Betoven, é muito lindo. E no encerramento de uma das palestras que eu fiz lá, me ocorreu de colocar a nona sinfonia e o ódio

cidade onde viveu Betoven, inclusive tem a casa do Bethoven, tem o museu do Betoven, é muito lindo. E no encerramento de uma das palestras que eu fiz lá, me ocorreu de colocar a nona sinfonia e o ódio alegria em homenagem à cidade onde viveu Betoven. E foi um momento em que foi muito lindo, porque estávamos falando exatamente dessa temática e ao final foi executada a nona sinfonia num momento culminante em que o Odlegria é recitado também. E dizem alguns médiuns eh que estavam presentes naquele momento que a figura de Bethoven, não sei se exatamente ele espiritualmente, mas alguém representando, se fez presente naquele momento, trazendo eh da espiritualidade agora a confirmação de todas essas experiências que Jesus nos falava daquela época e que nós, em nome da doutrina espírita, hoje trabalhamos minimamente para tentar manter este trabalho de Jesus junto de nós, ainda nos nossos querido, que bom. Agradeço eh em nome da TV da Mansão, em meu nome tá sem o volume. Ainda não. são os artefatos da nossa tecnologia, né? Mas o importante, gente, é que a gente poôde fazer esse trabalho. Acho que é um trabalho muito valioso, né? Parabéns à Mansão do Caminho. Parabéns à Mansão por esse espaço, esse trabalho vigoroso que o Divaldo desenvolveu a tanto tempo e continua nos trazendo. Aí a gente tem a oportunidade de contribuir também nessa atividade com esse mínimo, com essa mínima parcela, com esse óbvulo da viúva, que é a nossa parte nisso, né, Léo? É isso, querido. Eu queria dizer apenas que ano que vem a gente volta, vamos programar, vamos ver o que que a gente vai trazer como parcela. O Jesus em Saúde Mental, ele ainda continua alguns programas até dezembro, meados de dezembro. Depois a gente faz uma uma pausa na temporada, onde vamos ter aí algumas repetições, né, algumas reprises de de são 58 programas, vão ser mais ou menos 65, eu acho, essa esse ano e em 2024 a gente retorna novamente, eu e o Sérgio, aqui uma vez por mês, eh, dentro dessa perspectiva, Sérgio, um abraço,

ises de de são 58 programas, vão ser mais ou menos 65, eu acho, essa esse ano e em 2024 a gente retorna novamente, eu e o Sérgio, aqui uma vez por mês, eh, dentro dessa perspectiva, Sérgio, um abraço, tudo de bom para você, muita paz para todos nós, querido. Muito obrigado. Abraço, querido. Muito obrigado por estarmos juntos aqui.

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