#60 • Jesus e Saúde Mental • Amar se aprende amando

Mansão do Caminho 12/12/2023 (há 2 anos) 40:52 4,385 visualizações 652 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 60: Amar se aprende amando » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

O amor que move o sol como as estrelas. O verso de Dante é uma verdade resplandescente e me curvo diante da sua magnitude. Ouso, porém, insinuar, sem a pretensão de contribuir totalmente para desvendar totalmente o mistério do amor, que amar se aprende amando, sem omitir o real cotidiano, que também pode ser matéria de poesia. A proposta é do poeta Carlos Drumon de Andrade. Amar se aprende amando. É o título do seu livro. E esta poesia, esses pequenos versos, são como se fosse a introdução do livro, em que ele fala do amor que move o sol, né, entre as estrelas, ou seja, essa força amorosa que está em a natureza e que é a força motriz do universo. Ele faz alusão aos versos de Dante, que falam de verdades profundas espirituais. E ele vai dizer que o amor do cotidiano do nosso dia a dia também pode ser matéria de poesia. Ou seja, não apenas os grandes momentos, não apenas os grandes feitos, são poéticos por excelência. O nosso dia a dia, além de ser prosaico, guarda também a possibilidade de uma poesia. E essa possibilidade da poesia que o amor faz em nossas vidas. E acho muito interessante começarmos o nosso encontro de hoje pensando a proposta de Carlos Durum de Andrade de que amar se aprende amando. E o livro de Carlos Montesandrade, um livro de poesia, um dos mais famosos, várias edições, ele então vai narrar, vai fazer várias alusões poéticas, vai trazer várias poesias eh do cotidiano, de coisas que muitas vezes passam eh despercebidas por nós, mas que podem ser matéria de poesia. Quando eu leio, porém, o livro Amar se aprende amando e vejo essa poesia que abre as suas páginas, eu logo me recordo de outra poesia amorosa que fala desse amor que move o sol, que move as estrelas, que é a poesia do Olavo Bilac, né, a Via Láctea, quando o poeta famoso, um dos maiores poetas da sua época, ou o maior poeta da sua época, provavelmente, vai dizer: "Ora, direito, ouver estrelas. Por certo, perdeste o senso. E eu vos direi, no entanto, que para ouvi-las muitas vezes desperto e abro a janela pálido de

poeta da sua época, provavelmente, vai dizer: "Ora, direito, ouver estrelas. Por certo, perdeste o senso. E eu vos direi, no entanto, que para ouvi-las muitas vezes desperto e abro a janela pálido de espanto. E conversamos largo tempo enquanto havia láctea, como um pálio aberto senti-la. E quando vem o sol ainda saudoso e em pranto, eu as procuro pelo seu deserto. Direis agora três loucado amigo que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem quando estão contigo? E eu vos direi: Amai, porque só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender as estrelas. Olavo Bilarque faz uma certamente uma alusão mais direta a essa perspectiva do evangelho de Jesus, quando em muitas vezes Jesus falava, ou pelo menos os evangelistas assim o anotaram: "Aqueles que tiverem ouvidos de ouvir que ouçam, aqueles que tenham olhos de ver que vejam". Nos remetendo a um significado transcendente que o amor nos revela. A transcendência significa superação, significa olhar além de um ângulo convencional. Quando somos convidados a uma transcendência, somos convidados também a olhar por outros ângulos, situações que nós estamos acostumados a ver da mesma forma, sobre a mesma eh análise, sobre o mesmo critério, mas a transcendência, ela nos convida a vislumbrar outros céus, vislumbrar, portanto, outras perspectivas. E a força amorosa guarda certamente, como uma das suas principais características, a capacidade de fazer com que a gente transcenda, olhando por outro ângulo, olhando por outra visão, tendo, portanto, ouvidos para entender a mensagem das estrelas. Quando encontramos o amor que cuida na mãe, o amor que cuida no pai, somos levados a sair de um ângulo próprio, aquele amor egoísta, aquele amor que na verdade é mais vaidade. e somos levados a entender a necessidade de abrirmos mãos de alguma coisa em nome daquele ser que pede o nosso cuidado e de que nós também pedimos, com a visão espiritista, para cuidar daquele ser, para aprendermos a transcender na visão do amor como amar, como Jesus amou, né?

nome daquele ser que pede o nosso cuidado e de que nós também pedimos, com a visão espiritista, para cuidar daquele ser, para aprendermos a transcender na visão do amor como amar, como Jesus amou, né? como canta a música do padre Zezinho, como amar, como esse Galileu nos ensinou. O amor, portanto, é um exercício. O amor, portanto, é uma prática. E não há uma um código a priori que nos diga passo a passo de como devemos amar, mas sim a perspectiva de que o aprendizado vem pela tentativa de dar chance ao amor. O aprendizado vem pela tentativa de amorosamente reconhecermos que estamos equivocados e retificarmos a nossa trajetória. Amorosamente reconhecermos que não somos a única figura importante do mundo e que temos uma outra coletividade ao nosso redor que nos convida a um movimento de pacificação, que existem interesses que não são apenas nossos. pessoais, mas que precisam ser também atendidos numa perspectiva de coletividade. Tudo isso é o amor que se aprende amando no dia a dia da nossa trajetória terrena. E na medida que vamos aprendendo amar, vamos também ampliando o nosso entendimento e ampliando a nossa percepção. Daí, portanto, a transcendência. E nesse mês em que nós, aqueles que temos Jesus como o símbolo de perfeição, o símbolo guia a modelar as nossas atitudes, naturalmente ficamos eh com uma dificuldade, porque nós temos Jesus como guia, como modelo, mas ao mesmo tempo percebemos as nossas limitações, as nossas fraquezas, as nossas perturbações. E essa e esse guia, esse modelo eventualmente é tão distante da nossa possibilidade evolutiva que nós fazemos um movimento às vezes de melancolia e eventualmente de desistência, sendo que esse movimento de desistência é ruim para nós mesmos, porque quando nós no desistimos de uma atitude transcendente, somos nós que ficamos apenas na aparência e esquecemos da imperman permanência, esquecemos das coisas que não são óbvias e que só o amor nos ensina. Então, quando desistimos, porque percebemos o abismo que há entre nós e essa figura eh de

cia e esquecemos da imperman permanência, esquecemos das coisas que não são óbvias e que só o amor nos ensina. Então, quando desistimos, porque percebemos o abismo que há entre nós e essa figura eh de maior grandeza, quando percebemos o abismo que há nessa caminhada, na dificuldade que há na caminhada e então desistimos, de certa forma nós entramos na verdadeira falência, porque falir não não é sinônimo de se equivocar. A falência moral se dá não quando nós nos equivocamos, mas quando nós desistimos. Quando nós fechamos a porta, quando uma empresa vai à falência, ela fecha a porta. Então, a desistência maior, né, a falência maior, eh, melhor dizendo, é quando nós fechamos a porta, quando nós desistimos de continuarmos nessa trajetória de tentativa, porque o equívoco faz parte, o erro, né, uma projeção, um comerciante que faz uma compra maior do que eh devia, porque não tem ainda experiência Alguém que se previne tanto, colocando tantos mantimentos que acabam apodrecendo esses mantimentos, porque não precisava disso tudo. Tudo isso é uma pessoa que está tentando acertar, é uma pessoa que está caminhando. E nessa caminhada do amor vai ter os equívocos. A falência maior vem quando nós fechamos a porta e desistimos. A falência maior vem quando nós temos tanta dificuldade de aceitar, né, a a a lentidão que é o caminho. E nós decidimos então parar. E o pior é que essa falência nessa perspectiva que eu estou querendo dizer é pior para nós, porque o comprador que estava querendo a nossa mercadoria, que a nossa empresa podia dar, ele vai procurar em outro local. Ele vai encontrar um produto semelhante, com outra roupagem, com outro sabor, é verdade, mas vai encontrar com outra em outro local. Nós quando fechamos a porta é que somos então eh os principais perdedores da nossa desistência. Então, por qualquer que seja a decepção na vida, por qualquer que seja a decepção na caminhada espiritista, por qualquer que seja a decepção no movimento, na religião, no mundo, quando você desiste, quando eu desisto,

er que seja a decepção na vida, por qualquer que seja a decepção na caminhada espiritista, por qualquer que seja a decepção no movimento, na religião, no mundo, quando você desiste, quando eu desisto, quando eu fecho as portas da minha empresa pessoal, eu estou abrindo mão de ser um instrumento. E as pessoas vão encontrar outros instrumentos, mas eu é que vou perder a oportunidade de me contaminar com essa transcendência do amor, sendo um caminho para o amor seguir na vida terrena. Nessa perspectiva é muito bonito. Eu particularmente acho muito bonito ler, reler, ver e rever, né, filmes, miniséries, livros, análises eh do evangelho que possam nos trazer um pouco de Jesus nos dias de hoje. Natal rotineiramente, desde que eu me lembro, eu acabo me vendo conectado em algum seriado, né? Recentemente eu vi o seriado chamado The Chosen e achei tão bonito, né? uma perspectiva diferente, uma perspectiva que tá colocada ao sabor da construção da narrativa, ao sabor da construção do filme, mas que nos dá uma certa lembrança ou pelo menos uma certa eh visualização daqueles dias gloriosos da Galileia, daqueles dias gloriosos da Palestina, mas que passaram despercebidos por tantas pessoas, por nós, provavelmente. Porque lembrem no livro há 2000 anos que o espírito Emanuel ali, um senador romano públo, lentolos, ele tem enquanto encarnado, ou seja, enquanto naquela existência ele tem a oportunidade de se encontrar com Jesus. Ele cruza com Jesus no caminho, né? Quando ele eu falo cruzar, não é cruzar com a mensagem, escutar, falar, ele cruza com Jesus. Só que não existia ali a digamos a rede social, a fotografia, né? E a mensagem de Jesus começava a ser falada, mas a a visualização da pessoa ficava ao sabor da imaginação. E o público lentolos, ele não sabe que ele está de frente para com o Messias, para com esse ser de primeira grandeza. E é curioso que a gente lendo o livro há 2000 anos, a gente percebe que Jesus não faz um um convite eh tão, digamos assim, aprofundado para públo naquele momento.

ra com esse ser de primeira grandeza. E é curioso que a gente lendo o livro há 2000 anos, a gente percebe que Jesus não faz um um convite eh tão, digamos assim, aprofundado para públo naquele momento. É como se ele deixasse se ver, ele se deixa olhar pro públio, né, eh, pelo Emmanuel futuramente. Mas é curioso que, diferentemente de outros seguidores que ele convida para ser apóstolo, é como se ele entendesse que talvez aquele momento era um momento eh de de pré-contemplação. No num estágio, por exemplo, de dependência alcoólica, quando a pessoa está se tratando, existe algumas fases, certo? Existe, eu vou fazer uma comparação com isso, existe uma fase chamada de pré-contemplação. A pessoa tá ainda muito distante de perceber o problema do alcoolismo, o problema da dependência química e, portanto, ela tá pré-contemplando, ela tá antes, ela acha que não tem nenhum problema. Ela bota às vezes culpa em outras pessoas, né, mas ela não acha que tem problema. Ela tá na fase da negação. Conta um anedota no meu médico que uma pessoa que tinha alcoolismo, que era alcoolista, dizia assim: "Não, não, olha, alcoolista eu não sou não, porque alcoolista mesmo é quem tem, né, algum internamento por em uma dependência, em uma clínica de dependência." E aí se perguntou para essa pessoa que estava internada na clínica de dependência se ele era alcoolista. E essa pessoa também disse: "Não, eu não sou alcoolista, não tem um probleminha, mas não sou alcoolista". Alcoolista mesmo é quem tem um problema de cirrose hepática por causa do álcool. E aí se perguntou para uma pessoa com cirrose hepática por causa do álcool se ela era alcoolista. Ela disse: "Não, não, veja, eh, alcoolista mesmo é quem tem um transplante hepático por causa da cirrose, por causa do álcool". Perguntou-se paraa pessoa que tinha feito um transplante hepático por causa da cirrose alcoólica, se ele era alcoolista, ele não, né? Não, não. Eh, trazendo essa anedota para o movimento, para o espiritismo, né? para a visão espiritual, provavelmente essa pessoa

ico por causa da cirrose alcoólica, se ele era alcoolista, ele não, né? Não, não. Eh, trazendo essa anedota para o movimento, para o espiritismo, né? para a visão espiritual, provavelmente essa pessoa diria: "Olha, da alcoolista mesmo é quem desencarnou por causa eh de um problema relacionado ao álcool. É um estágio de negação, é um estágio de pré-contemplação. Portanto, quando a pessoa começa a vislumbrar a necessidade da mudança, ela não consegue mudar de vez. E aí sai do estágio de pré-contemplação e vai pro estágio de contemplação. Ela começa a contemplar a necessidade da mudança, mas ela começa, digamos, a namorar, ela começa a flertar, digamos assim, com a mudança. Ela não muda ainda. O estágio da mudança vem mesmo quando ela entra na ação da mudança. E nessa ação da mudança, todos sabemos que existe também as recaídas. Mas quando a pessoa está a a assim motivada para mudar, ela consegue se levantar e, apesar das recaídas, continuar na mudança. olhando asagens de Jesus, relendo, por exemplo, um livro mais eh digamos histórico, né, sobre o Jesus histórico, eh quem foi quem na época de Jesus, relendo um outro livro histórico chamado Zelota, que tenta eh falar análise histórica, realmente em alguns pontos muito a quem, né, do que Jesus foi para a humanidade, mas pelo menos trazem uma visão histórica muito interessante. que a gente consegue ter uma visão daquele momento, né? E aí é interessante a gente eh pensar nas pessoas que foram convidadas, né? Vamos pensar ali nos apóstolos, nos discípulos diretos que seguiram. Eh, alguns colocam que a própria Maria de Magdala ou Maria Madalena foi uma das seguidoras direto e parece que foi mesmo por tudo que você lê, né, de inclusive no próprios relatos do evangelho, dos evangelhos canônicos, nos evangelhos eh oficiais, você vê relatos de Maria como alguém que seguia, alguém que inclusive ajudava na manutenção eh do grupo. Há outros relatos nos evangelhos oficiais de que essa Maria tinha sido o quê? Eh, curada por Jesus, porque até então era

como alguém que seguia, alguém que inclusive ajudava na manutenção eh do grupo. Há outros relatos nos evangelhos oficiais de que essa Maria tinha sido o quê? Eh, curada por Jesus, porque até então era uma mulher dominada por sete demônios. certamente alguém que tinha eh algum diagnóstico como epilepsia ou algum outro diagnóstico médico eh do da área da psiquiatria, mas que na realidade se tratava de um problema de obsessão, de subjulgação. E quando Jesus vai, uma das primeiras pessoas que ele cura parece ser Maria de Magdala, que se torna uma pessoa que o segue. Então veja aí alguém que tinha alguma problemática do ponto de vista de saúde e provavelmente pelo que a gente vê algum problemática de saúde mental e que é curada pela pela pelo pelo contato de Jesus. A gente vai ver Mateus, que a gente entende que seja Levi, embora algumas tradições históricas coloque sejam pessoas diferentes. Mas de toda forma Mateus, ao que parece era coletor de impostos. Era um judeu que trabalhava coletando impostos eh para Roma, né, dos judeus. Então, era uma posição extremamente eh eh odiosa para o judeu da época, porque era como se fosse uma traíra, né? um uma pessoa que estava traindo o povo eleito no que era mais eh inconcebível, porque os judeus eles tinham uma uma raiva não só dos romanos em si, eles tinham uma raiva muito grande também da aristocracia judaica que se mantinha no poder, né, bajulando o romano e contribuindo com a dominação romana. Então, havia ali em uma série de de pregadores, certo, uma série de pessoas que tentavam restaurar uma certa pureza da Torá eh contra esse tipo de judeu. E de certa forma, Mateus é um desse tipo de judeu, né? Se a gente pudesse para para fazer uma comparação vendo ali a Segunda Guerra Mundial, dentro dos campos de concentração do nazismo, você tem judeus. que colaboravam com a SS, colaboravam com o nazismo. E aí eram às vezes mais odientos ã para os judeus do que os próprios nazistas, como a gente vê o relato do Víctor Frankel no livro

você tem judeus. que colaboravam com a SS, colaboravam com o nazismo. E aí eram às vezes mais odientos ã para os judeus do que os próprios nazistas, como a gente vê o relato do Víctor Frankel no livro Em Busca de sentido. É esse um dos seguidores fundamentais de Jesus, que nos lega um dos evangelhos e que Jesus consegue perceber uma dúvida, porque veja, Mateus, se ele tem essa posição, ele também tinha dinheiro, ele tinha posses financeiras. E ele precisou também não só abrir mão, eh, digamos, de uma posição, mas abrir mão da questão financeira para seguir Jesus. E Jesus faz essa proposta para outras pessoas, né? Como aquele jovem rico que queria seguir Jesus. E ele então fala assim: "Olha, vai, doa tudo que tens e me segue." E o jovem rico não consegue, né? Ele fica, ele tem um desejo, ele tem uma contemplação da mudança, mas ele não consegue agir. Mateus, portanto, é alguém que desejava, contemplava uma mudança, mas ele tava ali, né, se mantendo, né, na vida antes de Jesus chegar. E quando Jesus chega e ele observa os milagres, ele então sai da contemplação e em que Farnaum, ele vai lá para a ação da mudança. Se observamos Tomé, ao que parece, Tomé guardava essa racionalidade desde que o caracterizou muito, né? Olha, ele precisa tocar na nos estigmatas de Jesus, né? na mão eh calejada de Jesus para poder acreditar na ressurreição. Então, Tomé, ao que parece, é alguém que tem uma racionalidade muito grande e às vezes o excesso de racionalidade bloqueia o amor, porque o amor não é só um um uma um entendimento, não é só uma racionalização. O amor é um sentimento sobretudo que faz ampliar o nosso entendimento. verdade, mas que não começa só pelo pela razão, né? A gente precisa de um outro casamento com a emoção. Então, Tomé é uma pessoa muito racional, provavelmente também é convidada por Jesus para sair desse estágio de contemplação de verdade e entrar na ação verdadeira. Você tem o Pedro, né, que em vários momentos se coloca como sendo indigno, se coloca como sendo alguém que é pecador, que

ara sair desse estágio de contemplação de verdade e entrar na ação verdadeira. Você tem o Pedro, né, que em vários momentos se coloca como sendo indigno, se coloca como sendo alguém que é pecador, que está em erro. Então você tem uma série de pessoas equivocadas que encontram em Jesus uma motivação fundamental para sair da contemplação da mudança para a ação de mudança. Só que essa ação, ela não veio pronta, não veio embalada e eles só consumiram. Eles foram aprendendo a como agir, observando Jesus ao longo daquele ministério de provavelmente 3 anos e aprenderam sobretudo no pós Jesus, ou seja, naquele momento que é narrado no ato dos apóstolos, provavelmente escrito por Lucas, né? O ato dos apóstolos é o momento de experimentação maior do amor que eles haviam observado em Jesus. Mas o curioso é que públo lentolos, né, naquele momento, ele não recebe esse convite incisivo que Jesus faz, por exemplo, a Pedro. Pedro, deixa tuas redes e eu te tornarei um pescador de almas, um pescador de homens. É um convite incisivo, poético, poético, né? fazendo a alusão de que assim quando a gente lança a rede no mar, o pescador lança a rede no mar e depois traz na rede uma série de peixes e alguns peixes são de muito boa qualidade e vão poder ser vendidos e outros não. Outros vão ser devolvidos para o mar. Assim também vai ser o reino de Deus em que nós iremos precisar nos separar, né? Ou seja, ele vai precisar fazer a separação do joio e do trigo. Ele faz essa comparação com para Pedro da Rede e pede para que ele se torne um pescador de almas, assim como ele provavelmente fez esse convite poético para outros pescadores, pessoas simples, mas que tinham a abertura e estavam desejando, estavam contemplando alguma mudança. Eles esperavam o Messias, mas apareceram vários Messias. É provável que os primeiros discípulos, inclusive de de Jesus tenham sido também discípulos de eh direto de João Batista. E quando Jesus encontra João Batista, alguns colocam que ele seguiu algum tempo, né, com João Batista, não só

cípulos, inclusive de de Jesus tenham sido também discípulos de eh direto de João Batista. E quando Jesus encontra João Batista, alguns colocam que ele seguiu algum tempo, né, com João Batista, não só naquele encontro do do batizado no rio Jordão, mas algum tempo ele vai eh e alguns seguidores, pelo menos dois, viram discípulos de Jesus. E o irmão de Pedro, ao que parece, teve contato antes mesmo de Pedro com Jesus, né, vendo eh olhando o Batista. Então havia um desejo das pessoas, mas em públentulos era como se existisse o sono, o sono da vaidade romana, o sono do excesso de orgulho do sangue imperial, que deixava ali público como se fosse eh sem ressonância, sem ressoar. E quando você lê o livro há 2000 anos, né, pela própria escrita do públo, agora como Emanuel, você sente ali uma melancolia na escrita de Emmanuel, né? Eu estive tão perto de ter contato, vi Jesus, né? Mas parece que o nosso coração às vezes não tá aberto. Nós ainda não estamos ainda na pré contemplação. E aí nós temos ao nosso lado possibilidades enormes de um amor vivo e não conseguimos nem perceber porque estamos tão endurecidos na nossa capacidade de amar que nosso coração ainda não tá preparado. foi preciso outras existências. Aí você vê em 50 anos depois um públentolos modificado, né? E aí sim trazendo o esboço das contribuições que ele poderia dar muito tempo depois, né, como padre, como Emanuel, e aí sim modificado, desperto, acionado para o bem. Mas o que eu acho importante a gente pensar é que ao longo da trajetória de Jesus existiam aqueles que estavam na pré-contemplação, como provavelmente o público lá entre os estava, que nem conseguia eh captar a energia positiva. Porque eu não tô falando só de palavras, né? Imaginemos a energia que Jesus tinha, que aquela mulher com hemorragia vai ao encontro, toca nas vestes de Jesus, né, e fala e Jesus fala: "Eu senti sair de mim uma virtude, uma energia". Então, a gente imagina a psicosfera que estava ao redor de Jesus. A gente imagina, por exemplo,

tro, toca nas vestes de Jesus, né, e fala e Jesus fala: "Eu senti sair de mim uma virtude, uma energia". Então, a gente imagina a psicosfera que estava ao redor de Jesus. A gente imagina, por exemplo, com a passagem da transfiguração em que ele aparece com toda a sua luminosidade, né? aparece com toda a sua luz, ou pelo menos parcialmente com a sua luz, e o públo não consegue sentir porque simplesmente ele não tinha ouvidos de ouvir, ele não tinha olhos de ver, ele não tinha o preparo mínimo emocional que esses outros tinham, como Maria, como Mateus, como Tomé, como Pedro, todos esses tinham algum preparo, alguma ambição. né, espiritual. Eu não falo nem de João, o evangelista, né, que era muito novo na época e certamente se tratava de um espírito eh na ordem espiritual ali da casa, certamente um dos mais evoluídos. Tanto que Jesus fala eh que ele não iria morrer, né, no sentido de com os sacrifícios ele iria morrer naturalmente. Tamanha a a digamos a possibilidade evolutiva que ele tinha. E não é à toa que seu evangelho é um dos últimos a ser inscritos, né? É o último a ser escrito, porque a gente tá falando dos evangelhos escritos. Eh, digamos ali, Jesus morre, né, no ano 30, 33, mais ou menos depois de Cristo, ou seja, na terceira década dessa era comum. O primeiro evangelho que é escrito é por Marcos, que não foi um discípulo direto. Ele provavelmente eh era uma criança ou não quando Jesus estava passando, né? Ele conheceu Jesus a partir de sua mãe, a partir da do movimento do cristianismo primitivo. E na década ali de 70, ou seja, quatro décadas depois de Jesus ter ido, né, ter terminado a sua trajetória aqui na Terra, como a gente conhece, é que vem à tona o primeiro evangelho oficial de Marcos e um evangelho que depois vai ser provavelmente escrito para pela influência muito de Pedro e dos outros discípulos, que Pedro era um pescador, não sabia escrever, não era comum saber escrever e depois vai vai ser completado, né, por por uma outra versão de Lucas e para uma

ia muito de Pedro e dos outros discípulos, que Pedro era um pescador, não sabia escrever, não era comum saber escrever e depois vai vai ser completado, né, por por uma outra versão de Lucas e para uma outra versão de Mateus. E aí, esses três Evangelhos são os evangelhos sinópticos ou que criam uma sinopse muito parecida e trazem alguns complementos. Só depois ali no ano 100, 110, mais ou menos, é que você tem mais ou menos sete décadas depois ou seis décadas depois da ida de Jesus, é que você tem ali o evangelho de João sendo escrito e um evangelho que traz passagens bem diferentes, um evangelho que traz uma visão mais transcendente, mais espiritual, né? passagens extraordinárias desse ser extraordinário que deve ter sido João, o evangelista. Então, a gente tem uma toda uma série de pessoas que estavam ao lado de Jesus. E eu fico pensando que muito provavelmente muitos de nós estávamos como públio numa fase de précontemplação. Não estávamos abertos nem para captar a energia do amor que Jesus emanava. Não estávamos nem abertos para conseguir entender, assimilar as energias. E hoje estamos no momento de contemplação para uma ação. Estamos agindo. E que bom que estamos agindo para uma mudança. Porque nessa perspectiva do amor que devemos construir, a gente só aprende agindo. A gente só aprende o que é amar amando. Só aprendemos a o que é perdoar tentando perdoar. Só aprendemos a o que é ser indulgentes tentando ser indulgentes. Só aprendemos o que é fazer o bem a todos tentando fazer o bem a todos. Então, é um exercício que sai da infância, da negação, da da do sono espiritual de outrora, adentra a contemplação de agora e se liga a uma ação no hoje que nos nós somos convidados e às vezes somos oportunizados a fazer. Portanto, assim como aqueles da primeira hora, os seus discípulos que foram eh tocados, que estavam contemplando o desejoso de Jesus e agiram para mudar e erraram, caíram, negaram o mestre três vezes, não estiveram ao lado dele no momento culminante. Ou seja, todos eles tiveram

tocados, que estavam contemplando o desejoso de Jesus e agiram para mudar e erraram, caíram, negaram o mestre três vezes, não estiveram ao lado dele no momento culminante. Ou seja, todos eles tiveram equívocos nessa trajetória de ação, mas eles persistiram. Nós também somos convidados nesse final de ano, né, em que nós refletimos sobre o balanço da nossa vida, a não nos deixarmos eh desanimar com o erro, com a queda, porque ao longo do evangelho, ao longo da trajetória de Jesus, vários espíritos equivocados, caídos, estiveram presentes e se tornaram referência, não pela luminosidade que já tinham, mas pela abertura do coração que já apresentavam e também pela capacidade corajosa de agir no mundo, apesar de serem ainda perturbados, imperfeitos, equivocados. A falência, portanto, não veio com erro. A falência maior que podemos ter, a falência moral maior que podemos ter, não é com erro que cometemos, que estamos cometendo ou que cometeremos, mas é sim com o fechamento das nossas portas, voltando a um sono espiritual que já não nos compete, que já não cabe mais no nossos corações, porque os nossos corações aprenderam ou pelo menos escutaram, pelo menos ouviram falar. que Jesus disse: "Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem. Os meus discípulos não serão conhecidos por títulos, não serão conhecidos pela exímia oratória, não serão conhecidos pelos exímios textos literários, não serão conhecidos por habitarem muitos terrenos na terra, por terem muitas posses, nada disso, porque tudo isso é consequência. Tudo isso é algo a mais ou algo a menos. O mais importante que ele sinaliza é que os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem. E é esse amor que fez com que ele muitas vezes descesse da Galileia lá no norte de de da Palestina e não viesse pela Pereia ou pela Decápolis ou por Draconitedes e e fosse paraa Judeia. masasse pela Samaria que estava no meio entre a Galileia e a Judeia, a Samaria no meio, um local que estava ali há muito tempo sendo visto

ou pela Decápolis ou por Draconitedes e e fosse paraa Judeia. masasse pela Samaria que estava no meio entre a Galileia e a Judeia, a Samaria no meio, um local que estava ali há muito tempo sendo visto como inferior e ele vai ali nos samaritanos e como falam os evangelhos, o evangelho eh propaga-se ali entre os samaritanos. Ele vai e começa logo no início do seu ministério, das suas viagens, em que ele vai saindo de Kfarnaum e vai adentrando em outros locais. Ele vai para Samaria e faz o convite àquela mulher samaritana para que ela deixasse de lado o desejo de saciar a sede com a água do mundo, que depois volta a secar e volta da sede e que ela começasse a saciar um pouco mais a sede dela com a água da vida, o evangelho de Jesus. E ela tocada porque pecadora como eu, pecadora como você, ou seja, uma pessoa em erro, em equívocos, como todos nós o somos, ela fica atordoada positivamente com aquela mensagem, porque ela não estava mais no sono. No íntimo dela, ela tinha uma contemplação da mudança. Não era aquela pré-contemplação, ela tinha uma contemplação paraa mudança. Ela queria amar, ela queria o amor, mas estava buscando o amor terreno. O amor, como de certa forma é muito cantado no livro do Carlos Dumon de Andrade, o amor romântico, que é interessante, é importante, é bonito, que afinal de contas foi a mola inicialmente propulsora por de públo lentoluz, amando a sua Lívia, amando esse personagem que nos inspira. Mas depois desse amor romântico, vem o amor profundo para a humanidade. Esse amor que transcende o par e faz com que nós sejamos um grande todo universal. É isso que públoos vai encontrando ao longo da sua existência. Primeiro arrependido e amando Lívia. depois transformado e amando mais a humanidade, trazendo uma trajetória de luminosidade a partir das mãos de Chico Xavier. É isso que a gente é convidado a fazer nesse Natal, em outros natais, sermos reconhecidos pela nossa capacidade de persistir amando, apesar de tudo. Porque se isso fizermos, seremos reconhecidos

vier. É isso que a gente é convidado a fazer nesse Natal, em outros natais, sermos reconhecidos pela nossa capacidade de persistir amando, apesar de tudo. Porque se isso fizermos, seremos reconhecidos pelo alto, porque os discípulos de Jesus serão conhecidos por muito se amarem. Amar se aprende amando. Os versos de Dante, eles falam de um amor potente. O cotidiano fala de um amor potente. Mas quando amamos de uma maneira mais profunda, entendemos as mensagens das estrelas. Por isso, cantamos como poeta: Hora direis ouvir estrelas. Por certo, perdeste o senso. Eu vos direi, no entanto, que para ouvi-las muitas vezes desperto. E abro a janela pálido de espanto. E conversamos largo tempo, enquanto a Via Láctea como um pálio aberto senti-la. E quando vem o sol, ainda saudoso e pranto, eu as procuro pelo seu deserto. Direis agora, três loucados amigos, que conversam com elas, que sentido de tem? Porque dizem quando estão com todos vocês e nós modificados um pouco mais diremos: "Amai! Amai! Porque só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender as estrelas. Muita paz para todos nós.

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