#10 • Jesus e Saúde Mental • Contempla mais longe

Mansão do Caminho 15/11/2022 (há 3 anos) 45:33 8,523 visualizações 994 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 10: Contempla mais longe » Apresentação: Dr. Leonardo Machado

Transcrição

Contempla mais longe. Esse é o tema da nossa palestra, do nosso encontro de hoje. Entre as várias mensagens que o livro Pão Nosso de Emanuel, pela mediunidade de Chico Xavier nos traz, existe uma mensagem do capítulo 72, em que Emanuel traz contempla mais longe e analisando passagem por passagem, versículo por versículo do Evangelho de Jesus, ele traz a análise em torno do capítulo 6, versículo 38 do Evangelho de Lucas. E é muito interessante a gente pensar numa perspectiva de saúde mental, como o evangelho eh de Jesus consegue nos resumir vários apontamentos. É interessante perceber que essa passagem, especificamente, a gente já pensou em várias vários aspectos, mas eu particularmente eu nunca tinha pensado nesse aspecto ano trás, quando Jesus fala assim: "Porque com a mesma medida que com que medirdes, também vos medirão". Em geral, quando eu interpreto, quando eu penso essa passagem, eu penso muito nessa questão do não julgamento, na medida que quanto mais eu julgar o outro, eu também serei julgado, tá? Mas a Manuel traz uma perspectiva um pouco diferente. O que é que Emanuel eh explica? O que é que Emmanuel vem nos trazer? Emanu nos propõe uma perspectiva da percepção. Quanto mais ampliada é a nossa visão de mundo, quanto mais ampliada é a nossa visão do universo, das coisas que acontecem no nosso dia a dia, mais longe, portanto, a gente vai perceber os pontos do nosso da nossa vida e assim não se desesperar, assim não cair num pessimismo. E Eu vai então colocar para o esquimó. O céu é um continente de gelo sustentado à força, a focas. Para o selvagem da floresta, não há outro paraíso além da caça abundante. Para o homem de religião sectária, a glória dela em túmulo pertence exclusivamente a ele e aos que lhe ao que se lhe alessoam. Para o sábio, este mundo e os círculos celestiais que o rodeiam são pequeninos departamentos do universo. Então ele vai eh trazer que conforme seja a nossa cultura, conforme seja a nossa característica, a visão de mundo que nós temos, também vai ser mais

o rodeiam são pequeninos departamentos do universo. Então ele vai eh trazer que conforme seja a nossa cultura, conforme seja a nossa característica, a visão de mundo que nós temos, também vai ser mais ampliada ou menos ampliada a nossa visão de mundo, a nossa interpretação sobre o mundo. e ele vai trazer o seguinte: "Transfere a observação para o teu campo de experiência diária e não ouvires que as situações externas serão retratadas em teu plano interior, segundo o material de reflexão que você acolhe na consciência. Conforme material de reflexão que a gente tá acostumado a pensar, conforme a nossa visão mais estreitada ou a nossa visão mais ampliada, a gente também vai conseguir contemplar mais longe, que é o tema da noite, é o tema do nosso encontro palestra de hoje, contemplar mais além, não apenas o momento presente, não apenas o momento que a gente tá vendo no dia. E aí é muito interessante quando a gente analisa eh as passagens de Emanuel, especialmente essa passagem 72 do livro Pão Nosso, quando a gente vai refletir e lembrar, por exemplo, de uma passagem de Sócrates, que eu tive a oportunidade de escrever, eh, refletindo, né, uma história que não tá nos diálogos de Platão, mas que nos chega através da tradição, como refletindo muito bem essa percepção mais abrangente, né, em um olhar menos estreitado que Sócrates tem. Porque segundo a tradição filosófica, Sócrates, e se não me engano essa passagem tá eh no livro chamado Os Últimos dias de Sócrates, que a gente publicou pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul, eh que a gente conta um rom, faz um pequeno romance histórico trazendo o final da vida socrática, conforme as anotações de Platão. E essa história a gente coloca lá dentro do romance, depois vai analisar, porque segundo a tradição filosófica, eh, Sócrates, ele tinha as duas profissões. Ele tinha a profissão da mãe e a profissão do pai. Ah, o pai era escultor, ele teria aprendido a esculpir também com o pai. E a mãe, né, eh, Fenáreta era uma parteira. E Sócrates se dizia um

ofissões. Ele tinha a profissão da mãe e a profissão do pai. Ah, o pai era escultor, ele teria aprendido a esculpir também com o pai. E a mãe, né, eh, Fenáreta era uma parteira. E Sócrates se dizia um parteiro e não um filósofo necessariamente, né? Enquanto filósofo, ele se dizia um parteiro. Só que a sua mãe era uma era uma parteira de corpos, né, que trazia vidas novas, fisicamente falando, a vida ou ajudava a vida surgir. Enquanto Sócrates, ele se dizia um parteiro de almas. enquanto filósofo, ele dizia que conseguia eh na verdade apenas ser um instrumento para despertar a vida dentro da alma humana, dentro da pessoa. Numa passagem de Platão, há a ideia de que aprender é recordar. E quando você entende a filosofia socrática, né, como também uma filosofia que era reencarnacionista, a uma filosofia que vai falar das várias existências, a gente consegue entender com mais força a ideia de que aprender é recordar. Então, Sócrates dizia um parteiro de almas. E o método que ele eh trouxe tinha um dos pontos chamado maêutica, que era esse parto final da ideia que brotava dentro eh do ser humano, dentro da pessoa humana. Mas enquanto escultou, eh, ele acabou também fazendo algumas tarefas, algumas esculturas que não ficaram, digamos assim, na história da arte. Mas nesse dia ele foi chamado pelo governador, pelo prefeito, digamos assim, da cidade de Atenas, porque todos sabiam já da sua fama enquanto filósofo, mas ele também tinha uma habilidade de esculpir. E o prefeito, o governador da cidade de de Atenas, chama Sócrates e pede para que ele possa fazer uma ninfa, ou seja, uma estátua em homenagem à deusa Atenas. Ele estava fazendo uma nova, uma nova praça e essa praça seria em homenagem a Deus Atenas. E ele queria que Sócrates pudesse trazer a à tona essa escultura. Isso que eles então faz. Só que o o o político da cidade, então, né, o prefeito, o o chefe ali da cidade que governava a cidade, ele fala: "Olha, você vai ter que fazer dentro de de um tempo específico e vai ter que ser num

. Só que o o o político da cidade, então, né, o prefeito, o o chefe ali da cidade que governava a cidade, ele fala: "Olha, você vai ter que fazer dentro de de um tempo específico e vai ter que ser num bloco de mármore". E Sócrates aquece, aceita o desafio. E naquele momento, então, trazem o bloco de mármore e tiram, né, o o manto que estava encobrindo o bloco de mármore. E quando Sócrates olha o bloco de mármore, ele começa a se emocionar, ele começa a ficar emocionado, chora e as pessoas que estão ao redor dele não conseguem entender o choro de Sócrates, a emoção de Sócrates, porque afinal era um bloco sem brilho, era um bloco mais rud, ele tava, era um bloco que tinha, digamos assim, saído da natureza, não tinha ainda o brilho que a gente encontra no mármore depois de ser esculpido. Mas ele começa a chorar, as pessoas começam a estranhar o choro de Sócrates e depois de um tempo ele se dedica a escupir a Nífo. vai se dedicando, vai se dedicando e antes do prazo estipulado, conforme conta essa história da tradição oral, ele consegue fazer a ninfa e vai então, né, a prefeitura da cidade, traz o bloco de mármore com ajuda eh das pessoas, os escravos então trazem o bloco de mármore e ele fala que conseguiu fazer, né, conseguiu executar a tarefa. E o prefeito então fica espantado porque tenha sido antes do prazo. E Sócrates então pede para que pudesse tirar o manto. E quando ele tira o manto, então todos ficam admirados e começam a ficar emocionados, porque o ateniense era uma figura que adorava a arte, né? Adorava a filosofia, adorava o pensamento, mas adorava também a arte. E quando aparecia uma obra de arte, o ateniense conseguia, digamos assim, apreciar a beleza. E todos começam a ficar emocionados com o a a ninfa, a escultura que Sócrates tinha feito no bloco de mármore em homenagem a Atenas. E foi o prefeito de Atenas que então rompe o silêncio e pergunta para Sócrates: "Mas como é que você conseguiu fazer essa ninfa tão bonita em tão pouco tempo?" E Sócrates então responde: "Não,

Atenas. E foi o prefeito de Atenas que então rompe o silêncio e pergunta para Sócrates: "Mas como é que você conseguiu fazer essa ninfa tão bonita em tão pouco tempo?" E Sócrates então responde: "Não, eh, não fui eu que fiz." E todos ficam espantados, né? prefeito. Mas olha, você sabia que esse era o objetivo, que essa era a tarefa que você tinha, era esculpir um bloco de no bloco de mármore a estátua, a ninfa. Como é que você não fez? E Sócrates, disse: "Não, eu não fiz e não teria como eu fazer esse bloco de mármore, essa ninfa que vocês estão vendo." Agora, se você me pergunta se fui eu que tirei as pedras, sim, fui eu que tirei as pedras, para que vocês pudessem observar a ninfa. E ninguém entende aquela conversa meio alegórica, meio metafórica de Sócrates, quando ele então complementa: "Quem fez a ninfa na realidade foi a divindade, porque a ninfa estava dentro do bloco de mármore e quem fez o bloco de mármore foi a divindade. Quem fez o bloco de mármore, colocou na natureza foi a divindade. O meu trabalho foi apenas retirar as pedras que estavam excessivas, as pedras que estavam escondendo a ninfa que já estava oculta, escondida dentro do bloco de marco. Sim, foi isso que eu fiz. Mas quem fez o trabalho principal foi a divindade. Se você quiser me parabenizar por ter tirado o bloco de mármore de cima, ou seja, as pedras excedentes, eu aceito a sua congratulação. Mas a ninfa já estava oculta dentro do bloco de mar. E era por isso que eu me emocionei, né? E foi por isso que eu me emocionei quando eu vi aquele bloco de mármore, porque eu via a ninfa que estava oculta, escondida pelas pedras que vocês agora conseguem observar. E o meu trabalho enquanto escutou foi apenas tirar as pedras que estavam sobrando. Observar, contemplar mais além é conseguir ver a ninfa que está escondida dentro do bloco de mar. Às vezes o que a vida nos apresenta são pedras, são pedradas, são obstáculos, são percalços, são dores. Mas o trabalho crístico, o trabalho que Jesus nos propõe é contemplar mais longe. E esse

de mar. Às vezes o que a vida nos apresenta são pedras, são pedradas, são obstáculos, são percalços, são dores. Mas o trabalho crístico, o trabalho que Jesus nos propõe é contemplar mais longe. E esse mais longe não necessariamente é uma fala concreta de observarmos uma distância maior. Ou seja, eu tenho uma visão quantitativamente maior do que a sua, porque consigo ver de longe, porque aqui se trata de uma visão melhor e maior, qualitativamente falando, não é ver a bloca, o bloco de mármore que estava escondido por trás da árvore, é ver dentro do bloco de mármore, ou seja, uma visão qualitativa, uma visão mais profunda do que se apresent E por isso que Emmanuel traz essa interpretação muito interessante de conforme seja a ampliação das nossas reflexões, mais forte também, eh, e mais acurada também é a percepção que a gente vai ter da nossa vida ou da vida como um como um todo. E por isso que ele vai complementar nessa pisada que a gente trouxe eh na história de Sócrates, a seguinte proposta: se você perseverar na cólera, ou seja, no comportamento violento, todas as forças em torno de você parecerão violentas. Se você prefere continuar constantemente na tristeza, você também anotará o desalento em cada trecho do caminho. Se você fica duvidando de você próprio, de você mesmo todo tempo, ninguém vai também confiar no seu esforço. Ninguém vai confiar em você. Se você se habituar às perturbações e aos atritos, dificilmente você conseguirá viver em paz com você mesmo, porque você tá acostumado ao atrito, à confusão, ao litígio, à briga. Você vai respirar, diz Emmanuel, na zona superior ou na zona inferior, na zona torturada ou na zona tranquila em que você coloca a própria mente. E dentro da organização na qual te comprazes, qual você se compraz, você viverá com os gênios que você invoca. Se você se detém no repouso, você poderá adquiri-lo em todos os tons e matizes. E se te fixares no trabalho, encontrarás mil recursos diferentes de servir. Em torno dos teus passos. A paisagem que te

Se você se detém no repouso, você poderá adquiri-lo em todos os tons e matizes. E se te fixares no trabalho, encontrarás mil recursos diferentes de servir. Em torno dos teus passos. A paisagem que te abriga será sempre em tua apreciação aquilo que pensas dela. Porque com a mesma medida que aí ele vai complementar a o versículo do evangelho, com a mesma medida que aplicares a natureza, obra viva de Deus, a natureza igualmente te medirá. Se a gente consegue contemplar mais longe, a gente vai percebendo a beleza da vida, a beleza inclusive das dos momentos difíceis, sem o masoquismo, sem ficar lamureando, como ele muito muito pondera, mas contemplando mais longe. Em algum momento da nossa série Jesus e saúde mental, a gente trouxe a perspectiva de que a cada dia basta o seu mal e que, portanto, Jesus nos convida para não ficar olhando muito para amanhã, muito para depois. Isso é verdade e isso não contradiz o que Jesus propõe aqui. E pra gente não eh pensar que há uma contradição, a gente precisa entender o seguinte. Em geral, o nosso pensamento quando vai contemplar mais longe, contempla sempre quantitativamente falando, ou seja, o amanhã, o depois, de uma forma muito matemática. E em geral, o nosso pensamento quando pensa na manhã é para pensar em problemas, é para se préocupar, para se ocupar antes do tempo. Então, nessa perspectiva, para combater a preocupação ansiosa, a ansiedade de sofrer antes do tempo, é muito importante que a gente traga o nosso pensamento para o dia de hoje, para o momento de agora, para o momento que estamos vivenciando. Acontece, porém, que às vezes o momento que estamos vivenciando é de muita dor, de muito sofrimento. E se a gente fica tentando observar o sofrimento apenas pelo sofrimento do hoje, sem contemplar as consequências do amanhã, isso traz provavelmente mais sofrimento. E é por isso que Emanuel traz, vai dizer: "Olha, se você fica constantemente cultivando a tristeza, certamente tudo te parecerá desalento." Se você fica constantemente contemplando

te mais sofrimento. E é por isso que Emanuel traz, vai dizer: "Olha, se você fica constantemente cultivando a tristeza, certamente tudo te parecerá desalento." Se você fica constantemente contemplando a ansiedade, né, o problema que vai vir hoje ou amanhã, certamente tudo parecerá problema. Então é interessante que a gente possa fazer esse caminho, né, duplo do nosso do nosso pensamento, contemplar mais longe pra gente poder entender que amanhã vai ter uma possibilidade diferente do aqui e do agora. e que mesmo no aqui, no agora, se a gente observa de uma forma ampliada, como Sócrates fez, a gente vai conseguir perceber o futuro promissor que as pedras podem nos dar hoje. Transforma as pedras, né? me disse um benfeitor vez uma vez, transforma as pedras em travesseiros para você descansar a própria cabeça. Eu me lembro da passagem de Paulo e Estevão, quando Paulo às vezes está no deserto, não tem uma cama para dormir, muito menos um travesseiro para deitar. E o que que ele faz? Ele pega algumas pedras e coloca às vezes no na cabeça para poder descansar. Às vezes a gente faz isso, a gente às vezes vê isso também, pessoas que trabalham duro no dia e às vezes não tem um local de repouso, às vezes elas se deitam no chão, né? Coloca às vezes o sapato ou algum arranjo mais duro embaixo da cabeça para poder descansar a cabeça e não apoiar a cabeça no chão, mas com algum anteparo, né, que eu possa lembrar uma cama. Então, nesse sentido, eu lembro de Víctor Frankel, um psiquiatra psicanalista que viveu na na época da Segunda Guerra Mundial, quando ele estava dentro do campo de concentração. E ele propõe exatamente isso, porque ele era judeu e, portanto, foi preso no campo de concentração. ele não estava no campo de concentração como o nazista, né, perseguindo o judeu. Ele era o próprio judeu que estava sendo perseguido. Então, nesse contexto, o que é que ele vai dizer? Era muito difícil naquele momento de dor a gente ficar contemplando o momento presente, porque era muito desalento, era muita

estava sendo perseguido. Então, nesse contexto, o que é que ele vai dizer? Era muito difícil naquele momento de dor a gente ficar contemplando o momento presente, porque era muito desalento, era muita dor, era muito sofrimento, era muita desnutrição. Ele vai dizer que muitas pessoas morriam por desnutrição no campo de concentração. Então, o que os presos judeus faziam entre si era às vezes pensar no futuro, mas veja que não era um futuro pessimista, não era um futuro que ficava calculando qual seria o momento da morte, porque para eles a morte era quase certa. Então eles ficavam contemplando eh o futuro de forma esperançosa. O que eles iriam fazer quando encontrasse os filhos? O que eles iriam fazer quando pudessem voltar para a cidade natal? O que é que eles iriam comer? a delícia que eles poderiam poderiam iriam poder saborear no futuro. Então, quando o momento é de muita dor, o momento é de muita apreensão, contemplar mais longe, qualitativamente falando, ou seja, pegando as pedras e transformando em travesseiro, em apoio para poder dormir, ou vendo dentro das pedras a possibilidade da escultura. é uma solução muito importante e para isso, essa visão de mais longe, a visão do futuro como sendo algo que pode ser promissor a partir do trabalho que a gente faz hoje, nos traz um alento. Então, sim, a gente não pode ficar preso no futuro para viver préocupado no futuro, especialmente préocupado com o futuro e preso no porvir, especialmente porque a nossa mente é muito eh ansiosa e geralmente fica muito mais presa no pessimismo, mas também a gente precisa contemplar o futuro. o contemplar mais além para poder perceber que esse problema que a gente tá vivenciando vai ter uma solução. Algo que a doutrina espírita vem nos trazer de forma muito profunda é que ninguém salva ninguém e também ninguém destrói ninguém. Então, não imagine que seu filho, sua filha, seu parente está passando por um momento de dor, por exemplo, por um quadro obsessivo. E o problema é que o obsessor tem que ser afastado para que o

nguém. Então, não imagine que seu filho, sua filha, seu parente está passando por um momento de dor, por exemplo, por um quadro obsessivo. E o problema é que o obsessor tem que ser afastado para que o seu filho não seja destruída ou destruído, para que o seu ente querido não seja massacrado. Porque na realidade nós só massacrados no campo mental se nós também deixarmos, né, a nossa percepção presa. Porque até o problema da obsessão, até o problema das relações e das ligações problemáticas uns com os outros, eles só ele só se dá se a gente tiver, né, a abertura interior para a perturbação. O que dá aso? O que possibilita a obsessão, diz Allan Kardec, é a imperfeição de cada um. Então essa imperfeição de cada um, ou seja, não só a imperfeição moral, mas essas dificuldades de ficar fixado no problema, é que vão dar a abertura para um processo obsessivo. Então, nesse sentido é que eu estou dizendo, ninguém destrói ninguém, nem obsessor nenhum vai conseguir destruir ninguém. Porque na verdade nós é que nos destruímos ou nos salvamos quando ficamos muito apequinados nas nossas reflexões, muito aprisionados nas nossas reflexões ou quando ampliamos a nossa visão. E a proposta de nessa mensagem é que a gente possa ampliar a nossa visão como pai e como mãe, como alguém que é responsável por uma outra vida. nessa existência, muitas vezes nós somos pegos nessa apreensão em relação ao futuro. Porque colocar filho no murdo, disse-me alguém, é estar com uma préocupação constante. E de fato, porque a gente vai colocando um filho no mundo, vai tendo a o amor faz com que a gente pense no futuro do nosso filho. O amor faz com que a gente pense no futuro das nossas eh da nossas das nossas crianças. Então, ao pensarmos no futuro das nossas crianças, a gente fica assim ocupado previamente. Agora, é importante a gente entender que não vai ser o mundo que vai destruir o nosso filho ou a nossa filha, se ele não tiver também a destruição ou a salvação interior, a abertura ou a perturbação interior.

importante a gente entender que não vai ser o mundo que vai destruir o nosso filho ou a nossa filha, se ele não tiver também a destruição ou a salvação interior, a abertura ou a perturbação interior. Nossos filhos são espíritos. Como os espíritos, eles trazem a sua bagagem. a sua bagagem de características e essa bagagem de característica que vai fazendo com que eles cresçam ou eles se aprisionem. É importante a gente também lembrar disso. Essa bagagem de características também traz a sua cota reencarnatória de problemas que eles precisam passar, de dificuldades que eles precisam passar. E essas dificuldades, se a gente contemplar mais longe no futuro espiritual dessa criança que tá sobre a tua responsabilidade, você vai perceber que tudo tem um motivo para melhor. Já diz, já diziam os históricos, como Deus é o criador de tudo, a divindade é o criador de tudo e eu sou Deus, você é Deus. Isso numa visão históica do estoicismo, tudo concorre para o melhor. Tudo que acontece na natureza acontece para o melhor. Se nós não estamos conseguindo perceber o que vai acontecer de melhor, é porque nós estamos aprisionados na nossa mente mais eh mais infantilizada, mais imatura, diriam ali os históicos. Então essa percepção vai muito a calhar com a doutrina espírita, porque a doutrina espírita não é panteísta. A doutrina espírita vai dizer que eu sou uma obra do criador. Você é uma obra do criador. Nós não somos o criador. Nós não somos uma parte de Deus. Isso aí seria o panteísmo. Deus é tudo, mas Deus está conectado a tudo na visão espírita, a partir do fluido cósmico, do fluido universal. Então, há todo um ordenamento, há toda uma visão maior que a gente não consegue entender. E não é pelas vias do entendimento que a gente vai eh conseguir diminuir o nosso sofrimento apenas. O entendimento ajuda a diminuir, mas há um ponto que a gente precisa confiar. Com fé, confiar. Então a gente vai ter assim um uma fala, né, de confiança que vem com fé. Então, há alguma parte da nossa vida que

mento ajuda a diminuir, mas há um ponto que a gente precisa confiar. Com fé, confiar. Então a gente vai ter assim um uma fala, né, de confiança que vem com fé. Então, há alguma parte da nossa vida que a gente precisa ter uma confiança no divino, uma confiança de que, olha, a natureza que é obra de Deus concorre para nossa vida para algo melhor, mesmo quando se apresentam dores. Dessa mesma forma para com nossos filhos. Então, as dores que nossos filhos passam, adoecimentos, sofrimentos, estão concorrendo para algo maior na vida deles. Esse processo expiatório não é uma punição para ele sofrer, sofrer, sofrer. Essa dor que ele tá passando não é uma punição, mas é uma dor que vai trazer um aprendizado, que vai deixar ele fortalecido. Observe. Olhe a vida de todo grande indivíduo. Perceba que a infância dele não foi a mil maravilhas. A infância de todo grande indivíduo teve dificuldades. A gente pensa, por exemplo, em um Chico Xavier, um grande indivíduo para a nossa seara espírita, olha a infância dele, olha as dificuldades que ele passou, ou se a gente pensa na própria vida, né, de um dos fundadores, né, da mansão do caminho, o Divaldo Franco, observa a vida desse homem na infância, na adolescência, na vida adulta. A dor vai lapidando o ser. Como diz Leonir, a dor vai despertando em nós a percepção de que a vida não é apenas um passeio, mas de que a vida tem uma função, uma utilidade. Então, essa dor que a gente não quer passar e muito menos quer que o filho da gente passe, ela deveria ser revista. Porque assim como o trabalho socrático de tirar a ninfa de dentro do bloco de mármore, precisou de um atrito, né, do escopro que o escultor consegue, ao atritar a pedra tirar as excedentes e trazer a ninfa. Assim também é o escopro da dor. A dor é como o escopro do escultor que faz a transformação no nosso interior. Então a gente não vai ficar buscando de forma masoquista a dor, porque se a gente ficar buscando de forma masoquista, a gente nem vai aprender, né? porque aí

que faz a transformação no nosso interior. Então a gente não vai ficar buscando de forma masoquista a dor, porque se a gente ficar buscando de forma masoquista, a gente nem vai aprender, né? porque aí não vai ter uma uma função maior, porque seria essa lamúria, essa perseveração no atrito. Mas quando os atritos da vidaem, quando as dores da vidaem, a gente vai entender que faz parte de um processo. quer seja comigo, quer seja com meu filho, quer seja com aquele que está ao nosso redor, contempla mais longe e observa que esse momento pode ser um salto de qualidade na nossa vida, na tua vida e na vida daquele que está ao nosso redor. Então sim, a cada dia basta o seu mal e a gente precisa trabalhar, treinar a nossa mente para que a gente não fique ocupado antes do tempo e observe mais a presente para diminuir a ansiedade. Mas também sim, se a gente fica olhando só hoje, especialmente quando hoje tem muita dor, muito problema e não consegue contemplar o todo, não consegue contemplar o porvir e não consegue contemplar o salto de qualidade que as pedras podem nos dar, a gente também vai ficar muito desesperado pela dor batendo a nossa porta. Então, quando a nossa vida se transforma em um campo de concentração, é interessante a gente observar a dica de Víctor Frankel, que esteve dentro de um campo de concentração, literalmente falando, e se apegar no futuro, na contemplação do porvir, um porvir que pode ser muito alviçareiro, um pov que pode ser muito esperançoso, se a gente entender como os históicos que tudo na natureza tem uma um motivo para o melhor, concorre para o melhor, mas se a gente não consegue entender esse melhor, é mais um problema da nossa percepção, da nossa reflexão apoucada, estreitada do que um problema da vida. Então, Víctor Franco também propunha, como a gente certamente vai trazer aqui em desdobramento nessa websérie, Jesus e saúde mental, propunha de que ao invés de a gente ficar perguntando o que a da pra vida, o que a gente quer da vida, excessivamente,

certamente vai trazer aqui em desdobramento nessa websérie, Jesus e saúde mental, propunha de que ao invés de a gente ficar perguntando o que a da pra vida, o que a gente quer da vida, excessivamente, a gente pode fazer a pergunta contrária. O que a vida quer de nós? especialmente quando algo que acontece não é não era tão planejado. Porque quando é planejado, de certa forma, é uma consequência. Quando é planejado eh pelo teu interior, pelo teu intelecto, pela tua razão, de certa forma o que tá acontecendo é uma consequência da tua programação pessoal. Então, é meio que uma consequência dessa pergunta. o que a gente quer da vida. Mas quando a vida nos surpreende com algo inusitado, quer seja pro bom ou para a dor, quer seja paraa alegria ou pro sofrimento, quando é algo surpreendente, a gente tem a possibilidade de fazer o que Victor Franca fazia, o que a vida quer de mim, me colocando nessa situação, colocando-me como pai ou como mãe de um filho que tem tais ou quais características, de um filho que tá passando por tal ou qual doença de um filho que tá passando por tal ou qual situação de sofrimento. O que a vida quer de mim, não me dando aquela aprovação que eu tanto queria, o que a vida quer de mim, fazendo com que eu perca algo que eu tinha e que eu achava que era fundamental paraa minha felicidade. O que a vida quer de mim é também uma estratégia que Victor Frank nos propõe, especialmente nos momentos surpreendentes. No caso dele, o momento de muita dor do campo de concentração na vida em geral, tanto um momento de dor como um momento de alento. O que a vida quer de nós. Se a gente vai fazendo esse treino, a gente vai podendo ampliar as nossas reflexões e fazer o que Emanuel propõe nessa medida que nós fazemos em relação à natureza, contemplar mais longe. Então, me parece bastante eh pertinente, né, e até meio surpreendente essa reflexão de Embel com a a mesma medida que nós aplicamos a natureza. a natureza também vai aplicar a nós, porque no final das contas trata-se de

stante eh pertinente, né, e até meio surpreendente essa reflexão de Embel com a a mesma medida que nós aplicamos a natureza. a natureza também vai aplicar a nós, porque no final das contas trata-se de quanto arsenal, né, quanto repertório de vida a gente vai ter com a nossa reflexão. Porque para o esquimó, o céu é um continente de gelo sustentando sustentado a focas. Ou seja, se a gente tem pouco repertório, a gente vai ter pouca poucas possibilidades de reflexão. A gente vai ficar muito aprisionado na nossa visão estreitada. E aí é onde a razão vai nos ajudando a poder ampliar a nossa reflexão e onde vai também a fé trazendo o complemento, é onde a nossa razão não consegue chegar. É por isso que a doutrina espírita resumida por Castro Alves em Parnasio de Alé túmulo de Chico Xavier tem muita razão quando nos diz que há mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos que nos mandam renascer. Da luz do Criador nós nascemos, múltiplas vidas vivemos para mesmo a luz volver. Mas buscamos aqui na humanidade as verdades da verdade, sedentos de paz e de amor. Mas em meio aos mortos vivos, nós somos míseros cativos da iniquidade e da dor. É a luta eterna e bendita em que o espírito se agita nas tramas da evolução. É a oficina onde a alma presa forge a luz, forge a grandeza da sublime perfeição. É a gota d'água que vai caindo no arbusto que vai subindo pleno de seiva e verdor ou o fragmento do estrume que se transforma em perfume na corola de uma flor. A própria flor que terna expirando cai no solo e vai fecundando o chão duro que produz. Mas nesse cair essa flor deixa um aroma leve nas arragens que passam breves nas madrugadas de luz. E arija a bigorna o malho. Pelas faas do trabalho, a enchada fazendo o pão, ou o escopro dos escultores que transformam as pedras em flores, em carraras de lição. É a própria dor que através dos anos, dos algozes e dos tiranos, anjos puríssimos faz, transformando os neros rudes em araltos de virtudes, em mensalheiros de paz. Porque tudo evolui e tudo sonha. Na

É a própria dor que através dos anos, dos algozes e dos tiranos, anjos puríssimos faz, transformando os neros rudes em araltos de virtudes, em mensalheiros de paz. Porque tudo evolui e tudo sonha. Na imortal ânsia risonha de mais subir, mais galgar. Porque a vida é luz, a vida é esplendor. Já que Deus é o seu autor, o universo, portanto, é o seu altar. É por isso que aqui na terra às vezes se acendem radiosos faróis que esplendem. Dentro das trevas mortais e suas rútilas passagens conseguem deixar fugores, imagens em reflexos perenais. É o sofrimento do Cristo, portentoso, jamais visto no sacrifício da cruz, sintetizando toda piedade e cujo amor a verdade nenhuma pena consegue traduzir. Sócrates com a Sicuta ou Anchieta que ia naquele momento ensinando aqueles espíritos que ainda estavam na imaturidade da evolução, mas sobretudo o exemplo de humildade, de esteremos caridade do pobrezinho de Assis. Bendito sejam, portanto, aqueles que semeiam, aqueles que plantam o bem, porque um dia também encontrarão a alegria, a paz que tanto desejam nas sendas da evolução. É por isso que uma excelsa voz ecoa e no universo inteiro consegue ressoar e nos diz: "Caminhai, porque o amor é a luz a que se alcança. Tenhamos, portanto, queridos amigos, tenhamos fé e confiança para o infinito possamos marchar. Muita paz, uma boa noite e até a próxima.

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