Para Viver o Evangelho | Episódio 194 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (Capítulo 49 e 50)
Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Meus caros amigos internautas, estamos hoje reabrindo o nossa última edição deste ano. Tenha calma. Nós vamos nos reencontrar novamente em 2026, mas estamos encerrando hoje não só a o nosso último programa do ano, nós também estamos fechando o nosso livro. Para você uma ótima noite. Seja bem-vindo. Você que em qualquer parte do Brasil ou do mundo, Europa, América Latina está nos acompanhando agora. E para aqueles que vão nos assistir lá paraas 11 horas ou amanhã na terça ou qualquer outro dia da semana em que o programa estará disponível na internet, no YouTube, para você ver em um horário mais confortável para você. Para você que é de Salvador, nós temos uma boa programação aí pela frente, porque no próximo dia 31, último dia do ano, olha aí, às 10 horas da manhã, horário da Bahia, nós vamos ter com Rute Brasil Mesquita encontro com a Paz Mundial. 10 horas da manhã no salão da FEB, dezenas de pessoas, centenas se encontram para um momento de meditação, um momento de reflexão e de oração, fechando o ano 25 que se encerra e rumando para 26 com expectativas otimistas. Se você não tem programação nesse dia, pelo menos pela manhã, acabei de arranjar para você. Venha nos visitar para esse encontro com a Paz Mundial. A partir de 2026, nós aqui do programa, encerrando hoje, retornaremos dia 5, 5 de janeiro, próxima segunda-feira, mas com uma espécie de vale a pena ver de novo. Nós vamos trazer Lázaro Red Vivo uma vez mais, esperando que você prestigie já a partir de hoje com perguntas. Faça sua pergunta, tire a sua dúvida, coloque o seu comentário sobre esse livro de 50 crônicas de Humberto de Campos que nós fomos acompanhando durante esses meses intensos. Então, na segunda-feira nós estaremos revisitando a obra como um todo e respondendo perguntas do internauta e dos internautas sobre essa obra. Uma semana depois, no dia 12, aí sim nós vamos nos despedir de irmão X, porque deveremos agora caminhar com Amélia Rodriguez pelos caminhos de Jesus. A partir do dia 12, começaremos essa nova obra de Amélia
mana depois, no dia 12, aí sim nós vamos nos despedir de irmão X, porque deveremos agora caminhar com Amélia Rodriguez pelos caminhos de Jesus. A partir do dia 12, começaremos essa nova obra de Amélia Rodrigue recente. Recente do que ela não é muito antiga. Ela é de 1987, o prefácio, portanto, do final dos anos 80 para cá, algo perto de 40 anos, mas uma obra extraordinária evocando os ditos do Senhor e passagens não narradas. Mas você ainda está sem programação para o verão? Não se preocupe, eu lhe arranjo. Porque entre os dias de as segundas-feiras de janeiro, né, 12, 18 e 26, vai haver o que a FEB denominou de programa de verão. Você poderá fazer um trabalho toda segunda-feira, 12, 18 e também 26 de janeiro, um trabalho voltado para aprimorar o autocuidado. você também terá a oportunidade de analisar o ter e o existir. Então é uma proposta dentro da área do autoconhecimento. O horário eu lhe dou 18 horas. Essas três segundas-feiras sempre às 18 horas. Portanto, uma boa programação para superar o verão, vindo toda segunda-feira da de janeiro, que será seria 12, 18 e 26 para participar deste encontro. E o programa nosso prosseguirá normalmente presencial a partir do dia 12, quando o retomaremos com pelos caminhos de Jesus. Hoje, Humberto de Campos, irmão X, nos direciona dois capítulos, o 49 e o 50 de Lázaro Red Vivo. No 49 ele fala sobre família, os dramas de educar os filhos, a constituição da família, a célula mat da sociedade. O capítulo 50, ele faz uma oração de um morto pelos mortos, mas todos nós somos red vivívos no corpo ou fora dele. Começamos pois com a nossa Nadia Matos. >> Boa noite a todos os companheiros que estão conosco, como Marcelo disse agora, depois. É uma alegria estarmos juntos. Eu não estou em Salvador hoje, [risadas] não estarei também no próximo dia 5, então vocês vão sentir aí algumas diferenças, mas é uma alegria podermos estar juntos finalizando esse trabalho que nos acompanha aí há vários meses da obra de Irmão X. Ah, os dois capítulos que nós vamos
o vocês vão sentir aí algumas diferenças, mas é uma alegria podermos estar juntos finalizando esse trabalho que nos acompanha aí há vários meses da obra de Irmão X. Ah, os dois capítulos que nós vamos trabalhar hoje. Eu eu brincava com os companheiros há pouco dizendo que eles fecham com chave de ouro o livro. Temos aí o capítulo 49 e o capítulo 50. O capítulo 49, preparação familiar, ele vai nos fazer refletir sobre os processos de convivência familiar, os processos de eh responsabilidade familiar do ponto de vista espírito. E o último capítulo é um monumento. É muito bonito, é uma oração pelos mortos. E aí nós vamos ver o significado, a importância da vivência do dos desencarnados, das vivências dos espíritos desencarnados, tá certo? Falando da preparação familiar, nós temos que recordar, ele vai falar do problema da família, qual é a questão da família e ele usa a palavra problema bem no iníozinho, porque no nosso contexto, devido as nossas dificuldades evolutivas, raramente não há problemas na família, na verdade, raramente não há problemas na vida como um todo. Mas nós aprendemos na doutrina espírita que o problema da família é exatamente determinado pela sintonia. Se nós somos espíritos imperfeitos, sintonizamos habitualmente com outros espíritos imperfeitos. E nós temos o hábito de ser muito indulgentes com as nossas próprias imperfeições, mas não necessariamente com as dos outros. Então, na hora que o outro faz algo que muitas vezes de algum modo corresponde à nossa atitude, à nossa visão de mundo, nós reclamamos, nós nos aborrecemos, nós muitas vezes exigimos que a pessoa aja, ou seja, de uma forma diferente. Agir, às vezes as pessoas podem ser, as pessoas não podem, porque o ser se transforma na evolução. ser não pode ser mudado por nenhuma determinação externa e nem mesmo pelo desejo interno. Quantas vezes nós desejamos ser melhores e não conseguimos porque temos que construir uma atitude nova, uma postura nova, hábitos novos, percepção nova, consciência mais ampliada, não é isso?
interno. Quantas vezes nós desejamos ser melhores e não conseguimos porque temos que construir uma atitude nova, uma postura nova, hábitos novos, percepção nova, consciência mais ampliada, não é isso? Então, a gente pode querer que o outro seja diferente, mas não vai adiantar. Geralmente nós queremos que eles ajam diferente e muitas vezes não percebemos qual é a relação entre a atitudes do outro e as nossas próprias. Então, no sentido espiritual, o que nós aprendemos é que a família é o a forma como os grupos, como os espíritos se agrupam através da lei de sociedade. Espírito nunca existe sozinho, nem desencarnado, nem encarnado. Não existe. Nós estamos sempre em conexão uns com os outros. Nós estamos sempre trocando pensamentos, vibrações, energia, ideias e ações uns com os outros. E aqueles com os quais nós nos afinamos formam a nossa família espiritual. Então, família surge no mundo espiritual. Quando nós reencarnamos, é necessário que haja uma família biológica. Então, precisaremos de pai e de mãe para formar um novo corpo e precisaremos de alguém que cuide de nós, nos eduque, nos introduza na sociedade. Na maioria das vezes é a família biológica. Às vezes não é possível por motivos diversos. Então, teremos famílias afetivas, famílias sociais, mas de qualquer modo nós crescemos no ambiente familiar. Então, o sentido é um sentido espiritual e é um sentido social e humano. Quando olharmos paraa nossa família, vamos nos lembrar dessas leis. Inclusive quando nós virmos que aquela família não é a nossa família de afinidade espiritual, como foi caiu do céu no nosso colo? Não, quando estamos em famílias que não temos afinidade espiritual, significa que essa afinidade precisa ser construída. Estamos naquela família porque precisamos das experiências que elas nos fornecem, porque precisamos reequilibrar, restaurar laços entre essas pessoas ou pessoas desse tipo pros nossos aprendizados evolutivos. Na verdade, a gente quando vive numa família com a qual não temos muita afinidade, nós em
s reequilibrar, restaurar laços entre essas pessoas ou pessoas desse tipo pros nossos aprendizados evolutivos. Na verdade, a gente quando vive numa família com a qual não temos muita afinidade, nós em geral ficamos suspirando pelo dia em que vamos encontrar a nossa família de afinidade, esquecendo que a grande tarefa é transformar esta família, estas pessoas no nosso grupo, afim também para que sejamos cada vez mais todos um grupo amoroso. De fato, Nadia, esse capítulo nos permite fazer esse tipo de reflexão e não apenas um um olhar de quem são ou como estão as pessoas com as quais convivemos no âmbito familiar. E sempre nos pegamos numa pergunta: quem foi? Quem deixou de ser? O que me fez ou o que eu fiz ao outro? É algo muito mais profundo do que necessariamente justificar os vínculos. mas entender que eles não se constituem por um capricho ou por qualquer outra coisa. Então aqui o próprio capítulo sinaliza a questão da afinidade e de uma missão educativa que a afinidade nos permite. E aí a gente pode pensar que sim, os afins são aqueles que se aproximam por hábitos, costumes e coisas que são partilhadas. Mas além da afinidade vibratória, nós temos também uma necessidade de revisão daquilo que nós construímos, fizemos e semeamos. Só que essa não é uma regra estanque ou que todo núcleo familiar seja conformado por espíritos que tem um com o outro algum tipo de débito. Isso a gente vê muito explicitamente no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo Ingratidão dos Filhos e Laços de Família, onde podemos ter conformações diversas, onde sim, espíritos podem ter algum tipo de questão que sempre vai estar regido por essa lei eh de bondade, de justiça, para que possam então rever os seus atos e crescer. Essa perspectiva que Nádia trouxe de que idealizamos a família, estamos construindo a família desejada e que idealizamos. A partir do momento em que vamos transformando esses laços que nos aproximam ou que nos desagradam, que nos irritam, lembrando que nós também desagradamos e irritamos o outro, vai se
que idealizamos. A partir do momento em que vamos transformando esses laços que nos aproximam ou que nos desagradam, que nos irritam, lembrando que nós também desagradamos e irritamos o outro, vai se transformar em laços de amor, de boas convivências, de frutos no futuro. É preciso entender que estamos numa fase em que estamos construindo esses laços sólidos para que eles se constitu em verdadeiros laços espirituais que nada irá destruir. Talvez a nossa ideia seja de uma vinculação exclusivista e que outros espíritos e outros seres não poderão se aproximar. Clácio espiritual significa que nada o irá romper pela afetividade, por um amor que liberta. Ele não é possessivo, onde no meu núcleo familiar outros seres não poderão entrar. E é isso que o Evangelho nos traz. Eu posso sim ter um núcleo familiar constituído por espíritos que se querem bem, mas que são espíritos que por evoluírem, já terem evoluído, melhor dizendo, podem receber outros ainda totalmente contrário a e contrários aos hábitos daquele núcleo familiar e que a gente acaba por dizendo, não é possível que tal pessoa seja filho de fulano ou de cicrano. É o diferente, é o oposto. E isso não só na relação de pai e mãe, mas também o contrário, como é também que determinados pais têm um filho ou filha com determinada evolução. Essa ideia que a gente pode aí entendendo os laços de família vão sempre eh a ideia, melhor dizendo, vai sempre depender da escolha que nós fazemos. Nós podemos acolher os outros como acolhemos amigos, colegas de trabalho e na família também outros podem ser convidados a ter como exemplo boa convivência, relações saudáveis. Do mesmo jeito que a gente também vê núcleas familiares em que o desequilíbrio campeia. Notem que independente da constituição das famílias, todas elas estão em contextos de crescimento e de aprendizagem. Então, a instituição ou a conformação familiar, ela estará sempre caminhando com essa lei divina de equilíbrio e de crescimento espiritual. Se tivermos essa consciência que como espíritas nós temos
m. Então, a instituição ou a conformação familiar, ela estará sempre caminhando com essa lei divina de equilíbrio e de crescimento espiritual. Se tivermos essa consciência que como espíritas nós temos sobre reencarnação, sobre a possibilidade de nos reeducarmos convivendo com o outro e de nos tornarmos livres daquilo que fizemos, lembrando que não é nos livrar das pessoas, é nos livrar pela autoeducação do que fizemos e que nos conformou numa situação angustiosa em que temos uma certa ideia ou sensação de que não pertencemos àquele núcleo familiar. E um outro ponto que eu achei muito importante aqui é que primeiro o irmão X vai falar de que quando desencarnamos nós vamos podemos encontrar eh um castelo sublime pelas construções que nós fizemos aqui, que pode ter sido até por sacrifícios. Isso faz parte ainda do nosso nível evolutivo. E também a gente pode ser o desesperado porque não fez aquilo que se propôs a fazer. Notem que é uma recomendação não da gente achar que o outro é o desesperado, mas o que fazer para não sermos o desesperado? A ideia de olhar e viver o evangelho não é aplicá-lo ao outro, é buscar em nós no que o evangelho pode florescer. Aí a gente cresce e parece que tudo muda ao redor, mas nós aqui de fato mudamos. E o ponto que ele traz aqui, quando ele fala de afinidade, quando nós estamos pensando na conformação familiar de hoje e pensando na do futuro, olhemos o que nós estamos semeando. Porque vejam, quando a gente pensa como a reencarnação de Sejismundo, que vocês já devem ter tido a oportunidade de conhecer, ler nas obras de André Luiz, uma paixão que leva ao assassinato, não tinha uma família constituída no passado, mas a família precisou se constituir no futuro para que esses laços de ódio, de paixão desenfreada, se transformassem em laços de amor. Então, antes de pensar a família atual, vamos olhar todas as relações que estamos estabelecendo, porque podemos estar escolhendo a família do futuro sem nem saber. Indiscutível reconhecer que somos seres
ão, antes de pensar a família atual, vamos olhar todas as relações que estamos estabelecendo, porque podemos estar escolhendo a família do futuro sem nem saber. Indiscutível reconhecer que somos seres gregários. A criatura humana enquanto essência não foi projetada por Deus para solidão, para fazer a caminhada evolutiva solitariamente. Nós nos agregamos uns aos outros pelos mais diversos interesses. a interesses econômicos, políticos, religiosos, sexuais e também os de família, que é a procriação e a sobrevivência, a garantia da sobrevivência da espécie. A diferença entre nós e os animais irracionais está em que eles são regidos por instintos, por impulsos dos feromônios. Os hormônios explodem em cada um deles em uma época do ano e eles então atraem o parceiro, a parceira, procriam, tem suas ninhadas, colocam seus ovos, se forem vivíparos ou ovíparos, conforme os conceitos da biologia, eles produzem descendentes em enorme quantidade. Quem imaginaria uma tartaruga marinho chegando em uma praia deserta com tamanho gigantesco aquele animal que é um quelônio. E ele, ela então, a fêmea, se dirige à areia, cava com as suas nadadeiras laterais uma imensa cova e chega a depositar 3.000 ovos. 3.000. Não se vê a presença paterna. Onde é que tá o tartarugo? Ninguém sabe. Só vê a tartaruga. Ela coloca ali, cobre os ovos com a areia da praia e vai embora. Ela não fica, o parto não é dentro dela, ela já foi fecundada. Os óvulos, os óvulos estão fecundados, ela deposita e quem vai chocar é o sol. Se houver o sol mais ardente sedindo sobre aquela ninhada, vão nascer mais fêmeas, menos vai nascer mais machos. Eclodindo aqueles ovos debaixo da terra, as tartaruguinhas se lançam por instinto ao mar. E de cada 100 tartarugas, somente três chegam à idade adulta. 97 perecem quando elas estão entregue às forças da própria natureza. Quando o homem interfere, cerca de 97% das tartarugas chegam à idade adulta. Só três morrem, devoradas por predadores. Isso é uma coisa que nos fascina, observando o projeto Tamá, dedicado a
natureza. Quando o homem interfere, cerca de 97% das tartarugas chegam à idade adulta. Só três morrem, devoradas por predadores. Isso é uma coisa que nos fascina, observando o projeto Tamá, dedicado a esse aspecto da preservação da vida marinha. Já o ser humano deixou de ser regido por feromônios. Nós hoje temos o olhar, nós temos a manifestações na área da libido, que são manifestações de vinculação aos hormônios, mas não a cheiros como os feromônios. Nós temos o olhar que nos induz a apreciar o biótipo dele ou dela, que se ajusta ao nosso desejo de vinculação afetiva e, posteriormente formação da família. Olhe, tudo que eu tô dizendo, Humberto Campos não explorou na crônica. A visão dele é mais sociológica, psicológica, emocional, mas sobretudo irmão X está vinculado a uma visão espiritual da família. Então, vamos lá. Tem duas famílias. A família material é aquela carnal, aquela que se forma aqui mesmo na Terra por vínculos ligeiros. Isso nem vou comentar, porque todos nós já sabemos que essa é praticamente a que predomina na atualidade. Os indivíduos se vinculam apressadamente por jogo de interesse, colocam descendentes no mundo, um, dois ou vários, mas não ficam juntos. Aqueles filhas, aqueles descendentes são criados por um só dos parceiros. Invariavelmente a mulher assume a maternidade, torna-se pai e mãe. Pães p de pai e mães. Ela se torna pães e ela cuida dos outros. Você sabia que pelo IBGE no Brasil 53% das famílias t como cabeça do casal a mulher. Portanto, ela é pai e mãe na criação desses filhos. Não vamos entrar aqui no método e dizer se há prejuízos ou não à ausência de um ou de outro. Isso aí a sociologia, a psicologia e outras ciências estão se debruçando para analisar quando falta uma coluna, quando falta uma diretriz dentro de casa, como é que isso se projeta na formação emocional, religiosa de filhos? Nós sabemos e as famílias também sabem. Humberto de Campos destaca a família espiritual. Nossos vínculos procedem invariavelmente do além. Portanto, a família não é uma
emocional, religiosa de filhos? Nós sabemos e as famílias também sabem. Humberto de Campos destaca a família espiritual. Nossos vínculos procedem invariavelmente do além. Portanto, a família não é uma junção de acaso, não é um encontro fortuito de espíritos, é uma vinculação de almas que vem do passado trazendo simpatias e antipatias. tem proximidades ou aversões uns aos outros e se encontram no mesmo cadinho para a superação de algemas de ódio por laços de ternura e de amor. Por isso, começamos a entender mais claramente porque é que uma filha odeia o pai. Mas o que é que eu fiz a esta menina? Dirá esse pai. Nessa existência não fez nada. Até, pelo contrário, amor a tal ponto que deu à aquele espírito um corpo, mas ela vem do passado, onde reconhece por instinto, por uma espécie de natureza dentro dela, reconhece que o pai de hoje foi o amante que a deslustrou naquele passado, a retirou do bom caminho e a projetou na vulgaridade ou na prostituição. Aí a filha vem para resgatar os valores com o pai. Por que é que a mãe dirá? Porque que esse menino, esse filho que eu gestei durante 9 meses me odeia tanto? O que que eu fiz a esse menino? Nessa existência? Nada. Em existências transatas, vocês, mãe e filho, tiveram algum relacionamento que redundou em desastre emocional, vinculando os dois hoje a um novo cadinho familiar, uma nova constelação familiar, a fim de que eles possam resgatar valores sublimando sentimentos. Nesse capítulo 49, ele dilata enormemente o conceito de família. Vale a pena a gente examinar. Com certeza, Marcel. e vou vou trazer uma fala sua que corresponde exatamente ao ao a essência do capítulo, que é o trabalho de irmão X aqui, assim como o próprio trabalho da doutrina espírita, é analisar o sentido espiritual das relações. por um motivo muito simples, nós somos espíritos, estamos transitoriamente reencarnados, mas a nossa vida transcorre como espíritos que estão no processo evolutivo até atingir a plenitude. Então, haverá sempre na família papéis e
nós somos espíritos, estamos transitoriamente reencarnados, mas a nossa vida transcorre como espíritos que estão no processo evolutivo até atingir a plenitude. Então, haverá sempre na família papéis e deveres que são materiais. O dever, por exemplo, de alimentar os filhos, de garantir a sobrevivência, mais do que a sobrevivência à saúde, na nossa sociedade, de fornecer educação, orientação para que ele se integre adequadamente na sociedade, para que ele tenha autonomia no futuro, etc. No entanto, é isso aí todo mundo diz pra gente, a escola diz, a sociedade diz, os profissionais dizem, a gente sabe. E temos aí bastante orientação em relação a isso. Do ponto de vista espiritual, é importante lembrar que a função da família é cooperar no processo evolutivo, essencialmente. Então, a função espiritual para o casal, com afinidade ou sem afinidade, é que eles possam aprender a fazer uma parceria e a trabalharem juntos na construção daquela família, enquanto através dessas experiências, através dessas ações, realizam o próprio processo evolutivo. Então, o grande dever, o grande trabalho espiritual, por exemplo, do casal dentro da família é que possam apoiar um ao outro amorosamente, cuidadosamente e ao mesmo tempo fazer seu próprio desenvolvimento espiritual. Porque nenhum dos membros do casal é dono do outro, nenhum dos membros do casal é governante do outro. são parceiros. A lei brasileira, inclusive, que até algum tempo atrás falava de pátrio, poder, no sentido de que a lei definia que quando houvesse alguma discordância, a palavra do pai e a decisão do pai é que seria a decisão a acatada, não é? A que prevaleceria a lei atual, ela fala de poder familiar. E se o casal, infelizmente, não conseguir chegar a um acordo, vai ter que recorrer à justiça para pedir ajuda. Não é à toa que o capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo sobre a indissolubilidade do matrimônio, ele não ele traz um texto de Kardec, ele não traz textos dos espíritos. Kardec sintetiza o ensino dos espíritos e ele vai falar que o
lho Segundo o Espiritismo sobre a indissolubilidade do matrimônio, ele não ele traz um texto de Kardec, ele não traz textos dos espíritos. Kardec sintetiza o ensino dos espíritos e ele vai falar que o casamento ele tem uma natureza tal que é subordinado ao amor. Então, indissolubilidade do casamento, do ponto de vista civil interessa e tem a ver apenas com o que aquela sociedade define. E ele vai dizer: "Sciedades diferentes vão definir coisas diferentes." Nós sabemos que há locais onde se vive a poligamia, que há ou houve em menor quantidade locais onde prevalecia a poliria. Poligamia, um marido com várias mulheres. E o poliandria, o oposto, uma mulher com vários maridos. É mais raro, mas já existiu. Não sei se existe ainda. Em algumas sociedades o divórcio é permitido. Em outras sociedades é considerado que o casamento é indissolúvel. Kardec diz com absoluta clareza, em plena pleno meio do século XIX, onde você não tinha, por exemplo, mulheres votando em muitos lugares, onde você tinha um modelo de família eh não só patriarcal, como também vitoriano, né? Ele diz que o verdadeiro laço que une os seres é o amor. Então, se há casamento e não há amor, aquele casamento já foi dissolvido. Ele nem se constrói do ponto de vista espiritual. Se há amor e não há casamento, aquelas almas estão unidas, independente de estarem ou não casadas. O que não obstac atentos às normas da sociedade onde vivemos, que precisamos estar atentos ao aprendizado que aquelas experiências nos trazem. E aí o que irmão X vai falar muito são das eh das paixões, ciúme, eh posse, uma série de coisas que complica o casamento. Então, a relação entre dois seres humanos, ela pode ser uma experiência extremamente prazerosa, uma experiência de acolher os espíritos que chegam como filhos, de se expandir até a família estendida, os avós, os sogros, os cunhados, os netos, a família estendida e construir relações de amor não pode ser um conflito permanente entre vontades. Eu quero que seja assim, eu quero que seja desse jeito, eu não
s, os sogros, os cunhados, os netos, a família estendida e construir relações de amor não pode ser um conflito permanente entre vontades. Eu quero que seja assim, eu quero que seja desse jeito, eu não aceito, eu não aceito, você tá errado, você tá errada. E aí o aprendizado não se dá. Mas ele lembra o que também nós sabemos que no caso de haver eh, desculpa, no caso de haver no momento do desencarne, se não há ligação espiritual, tal como Kardec disse lá atrás, não havendo amor, não há união dessas almas. Então, acabou o a vida no corpo físico. Os espíritos não têm nada a ver nenhum compromisso um com o outro. Havendo ligação espiritual, essa ligação permanece. Não necessariamente como um casal. A gente sabe que os espíritos não têm sexo, mas como vivência amorosa, expansão e criação em todos os momentos. Iná já falou de família estendida. Eu tenho uma família estendida em Itapetinga. Acabei de receber um abraço. Outro para você, Antônio. Vejam só, eu tava aqui observando enquanto ouvi a Nádia e Marcel e as interações de vocês no chat, o quanto isso enriquece, né? Mia trouxe essa questão, ela destacou Nja e Marcel um trechinho aqui do capítulo que nós estamos trabalhando hoje, em que se fala dos filhos como companheiros espirituais de lutas antigas. E eu vim, M resgatar esse trechinho aqui no capítulo e achei interessante que eh quando ele traz essa afirmação pra gente, ela ele trouxe duas possibilidades. São companheiros de lutas antigas a quem pagamos débitos sagrados ou de quem recebemos alegrias puras por créditos de outros tempos. Se nós observarmos isso, é sempre importante entender que a família, a despeito das dificuldades que apresente, é sempre oportunidade redentora de crescimento. E quando ele usa a expressão ainda nesse mesmo trecho que Mia destacou pra gente, irmão X vai dizer que o Instituto da Família é cadinho sublime de purificação. Adinho a gente pode entender como um lugar, um, não é vasilha o termo, mas um recipiente, vamos dizer assim, pode ser
te, irmão X vai dizer que o Instituto da Família é cadinho sublime de purificação. Adinho a gente pode entender como um lugar, um, não é vasilha o termo, mas um recipiente, vamos dizer assim, pode ser de barro, é algo que vai suportar uma temperatura muito alta para uma um produto químico, um teste, alguma coisa assim. Se a gente trouxer isso, o cadinho, como esse lugar que purifica, família vai ser sempre um meio de crescimento. Isso é benesse. É uma oportunidade divina de crescimento. E não vejo a necessidade de um certo investimento de tempo e energia em saber em quem fez o quê. Se Deus reúne, aproveitemos a oportunidade. Se nós já temos esse entendimento, eu vou recorrer a Mécia mais uma vez, que ela diz que acredita que se a gente lembrasse disso facilitaria bastante. Mas a convivência nos lembra o tempo inteiro, Mércia, quando os nossos familiares nos demandam de algum modo e nós também os demandamos de acordo com as coisas que trazemos, com o que vivemos, com o passado que se apresenta ali o tempo inteiro. Essa ideia mesmo de ser espírito em que hoje estamos vivendo o passado e hoje estamos construindo o futuro, não tem um tempo delimitado. Nós passeamos no passado, presente, futuro, o tempo inteiro e isso da condição de espírito é sublime. Me responsabilizo pelo que fiz e construo amanhã, mas sempre tendo ali o presente, me dizendo: "Olha o que tá ao teu redor e revê as coisas para que elas consigam melhorar e junto com elas você também. Melhor dizendo, te melhoras, porque todas as circunstâncias ao seu redor irão melhorar". E eu fiquei vendo, Pedro trouxe que ele ouviu alguém dizer que na família temos ali os sócios nos desequilíbrios, temos uma reunião de espíritos que tem a necessidade, mesmo que temporária, da convivência. É como se nós, eu não acho interessante a ideia do acerto de contas, como estou aqui para lhe cobrar o que você me deve e você para me pagar. A família vai ser sempre uma construção de reeducação, autoeducação e aprendizado conjunto. Nem
te a ideia do acerto de contas, como estou aqui para lhe cobrar o que você me deve e você para me pagar. A família vai ser sempre uma construção de reeducação, autoeducação e aprendizado conjunto. Nem sempre todos os espíritos vão querer crescer conjuntamente. Daí que a gente, educa, ensina, mas o espírito que vai escolher o caminho a seguir, o que às vezes faz com que a gente se confunda com o que fazer com a infância e com a adolescência. É preciso exemplificar, conduzir, dizer o que deve ser feito. Isso não se aplica na fase adulta, mas respeitar livre arbítrio não significa dizer que devemos educar, não devemos educar. Notem que pensar em constituir família significa um compromisso espiritual que eu então estou estabelecendo com o divino de dar continuidade à condução daquelas almas, sem que as escolhas dessa alma no futuro estejam de fato me responsabilizando por aquilo que fiz. sempre farei. E nisso eu vejo a beleza do Espiritismo seu Consolador prometido. Quando o evangelho diz: "Se você fez tudo que esteve ao teu alcance". Claro que o coração experimenta tristeza quando o objeto do nosso amor eh se frustra nas suas expectativas, não seguem os caminhos que entendemos como espiritualizantes do ponto de vista eh de busca por ascensão espiritual. Mas se você fez aquilo que lhe era devido, tenha a sua consciência tranquila e confie na semente que você plantou, porque ela há de germinar. Mas é interessante pensar e lembrar que a semente pode não germinar nesta vida, mas sendo espírito imortal vai desabrochar em outro momento. Faça a sua parte. Quando aqui a gente viu, eu achei engraçado, embora entenda o que tá por trás do que eu vi como graça, quando Naara eh estabelece aqui um diálogo e ela tem uma uma resposta de que essa ideia do casamento é desanimadora. João fala com ela, chega a desanimar a gente, né? Então assim, Naar e João, não desanimem tanto, porque se a gente olhar o que é o casamento, a comunhão de propósitos e não junção de corpos pura e simplesmente, a vida ganha um outro
imar a gente, né? Então assim, Naar e João, não desanimem tanto, porque se a gente olhar o que é o casamento, a comunhão de propósitos e não junção de corpos pura e simplesmente, a vida ganha um outro sentido. Se nós conseguirmos olhar a junção de almas como espíritos que somos, facilita entender o compromisso. Não é mais aquele conto de fadas que a gente viu e foram felizes para sempre. esqueceram de nos dizer após o felizes para sempre o que acontece, mas nós conhecemos. É preciso ter uma capacidade de resiliência, de entrega, de respeito, de amor. Aquele amor indulgente. Eu não estou falando de casos extremos, de violência, de opressão, isso é outra questão. Eu tô falando das coisas tão pequenas que fazem com que a gente desmanche compromissos que ainda estão no cultivo das coisas boas. família tá muito além de uma reunião fortuita ou biológica dos seres. É, antes de tudo, um compromisso espiritual firmado para que todo aquele grupo evolua. E há um esforço dos mentores para que aquele núcleo eu consiga avançar. Cada um no seu tempo, sem imposição, mas todos crescendo em ritmicidades distintas, mas com o único objetivo que é crescer, para que a gente não precise adotar o que irmão X aqui colocou de tempo da misericórdia divina, onde família vira cadinho. Basta que agora a gente veja a família como tempo de serviço. Indiscutivelmente, a sociedade mundial se encontra enferma e como os indivíduos estão doentes emocionalmente, mentalmente, psicologicamente e são desconhecedores na sua grande maioria da realidade espiritual, as instituições derivadas dos vínculos padecem, portanto, dessa a normalidade. individual. Então, as famílias também têm graves conflitos e em socorro delas, as religiões, a psicologia, a literatura, a filosofia tem mobilizado recursos. Todos os dias vemos determinadas figuras de projeção na área religiosa abrirem programas em que invariavelmente o tom gira em torno de família. Aí nós temos um aborto, nós temos a eutanásia, a infidelidade, o casamento, a preparação dos nubentes
rojeção na área religiosa abrirem programas em que invariavelmente o tom gira em torno de família. Aí nós temos um aborto, nós temos a eutanásia, a infidelidade, o casamento, a preparação dos nubentes para o noivado, para o namoro. Tem sexo antes do casamento ou tem sexo depois do casamento? as religiões, há religiões mais fechadas que diz: "Não, só depois que o matrimônio estiver eh regularizado." Mas hoje em dia vemos famílias se formando os filhos antes e se casam depois. Veja aí o poder judiciário no Brasil realizando casamentos em estádios de futebol, onde 200 casais unem-se perante a lei, alguns dos quais vão com os netos, os bisnetos. Mas aquelas duas pessoas conviveram como solteiros. Foram solteiros por 50, 60 anos, mas tiveram filhos, tiveram netos, tiveram bisnetos. Agora, no fim da vida, já idosos, eles resolvem regularizar ou regulamentar aquela união. A questão aí nos chama a atenção. Por que que não se regulamentou isso antes? Eles não ou não puderam ou não quiseram, mas mantiveram-se unidos. A gente tem que olhar esse laço. Foram respeitosos, foram gentis, foram fraternos um com o outro e ficaram uma larga vida vendo os filhos, os netos, os bisnetos chegarem, mesmo que civilmente eles possam só declarar em qualquer lugar que eram solteiros, mas ficaram juntos. Então a questão, nós estamos buscando aqui analisar ou priorizar o vínculo chamado formal, porque o importante é o respeito à outra pessoa, é eu escolher uma pessoa para convivência e saber de que aquela pessoa não é posse minha, não é propriedade em quem eu vou mandar. Não, esse tempo do machismo, do patriarcalismo, o homem é o senhor da mulher. Esse tempo, se não acabou, já está em agonia. Está agonizando, porque ele não prevalece mais numa sociedade emancipada, numa sociedade de cultura, de valores, onde a mulher tá ocupando todos os espaços que ela pode e ela tem direito de ocupar. Então, aquela figura da escrava Exaura lutando contra o senhor de engenho Leôcio Correa é lindo enquanto enredo de uma época que nós
ocupando todos os espaços que ela pode e ela tem direito de ocupar. Então, aquela figura da escrava Exaura lutando contra o senhor de engenho Leôcio Correa é lindo enquanto enredo de uma época que nós vivemos na história do Brasil. Não, hoje em dia nós temos que avançar para que os dois compreendam de que a família é um estatuto divino, é uma união de duas almas que vão receber outras almas. Até porque dentro da família ninguém pode ser pai, nem pode ser mãe. Você está pai, você está mãe. Só quem pode ser, porque a essência é Deus. Nós, pai ou mãe, noivado, namorado, casados, concubinos, parceiros em união estável, quando temos filho, fornecemos apenas corpos materiais para que os espíritos se embosquem. Eu não fico o espírito, não tenho capacidade de fabricar um espírito. E Humberto diz isso claramente na crônica. Os filhos não procedem dos pais, só os corpos. Eles são almas que vem de um largo, um trânsito espiritual do passado. Por isso que dentro da família encontramos os afins. Quantas vezes nós temos profunda afinidade com um primo, com um amigo, com um vizinho e não temos afinidade nenhuma com um irmão consanguíneo. Reconheço que meu pai me deu o corpo físico, mas não o respeito o distrato e me e me vinculo profundamente a um tio, a um avô, reconhecendo nesse avô praticamente um pai, mas ele não fez esse papel. Ele é meu avô pela consanguinidade. Mas é que dentro da família existe uma permulta ao longo do tempo de papéis na consanguinidade. Isso é fascinante porque nos proporciona possibilidade e oportunidade de reatar vínculos com aqueles que amamos e nos aproximar daqueles com os quais nos incompatibilizamos em algum momento da evolução para a desculpa, para o processo do perdão, o processo do reajuste, culminando com a família universal, chegando no mundo espiritual. reconheceremos que os laços materiais foram diluídos pela morte. Vai ficar afinidade. E quanto mais afinidade eu tiver com a pessoa, mais farei parte do seu círculo familiar divino, até me unir, em definitivo, a família que tem
materiais foram diluídos pela morte. Vai ficar afinidade. E quanto mais afinidade eu tiver com a pessoa, mais farei parte do seu círculo familiar divino, até me unir, em definitivo, a família que tem Deus como pai universal. É verdade, Marcel. Eh, e Jamile, como que o tema família é um tema que mobiliza? Ah, eu tô desanimado. Ah, é difícil. E toca muito a gente emocionalmente, muitas vezes fazendo com que esqueçamos o conhecimento que nós temos. A informação espiritual às vezes se perde no torvelinho das emoções. Se formos sintetizar, vamos lembrar que a família ela tem como função contribuir paraa evolução de todos. Então você escolhe um uma relação, um casamento, uma maternidade, uma filiação. E isso tem a ver com experiências necessárias e facilitadoras da sua própria evolução. Em relação ao casal, tem sempre essas coisas. Jamile falou dos contos de fadas. Nós geralmente eh circulamos entre duas, transitamos entre duas opções. Ou conto de fadas, essa pessoa vai me fazer feliz. Ninguém de juízo perfeito devia dizer a ninguém, eu vou lhe fazer feliz. Porque a gente não consegue, só a própria pessoa pode se fazer feliz. Mas as pessoas apaixonadas, elas dizem: "Não, eu vou fazer a sua felicidade". Aí mais adiante o outro vai reclamar porque aí você prometeu e não fez. Não prometa. Se trata de uma visão fantasiosa de contos de fadas. Ou então a paixão. A paixão que é avaçaladora e quando você tá apaixonado já estudos mostram alterações cerebrais, etc, etc. E aí a pessoa acha que o objeto do seu amor, da sua paixão, no caso, é a pessoa mais perfeita do mundo. E isso não é verdade. O que a gente tá dizendo é que do ponto de vista espiritual, o casamento é um exercício de amor. E amor não é cego. A paixão é cega, o amor não é cego. O amor vê, o amor tolera. Vamos ler lá o trecho da epístola de Paulo, né? O amor é paciente, é benigno, é uma construção. Em relação aos filhos, a gente vê muito o problema do arrependimento. Ah, porque eu não fiz, eu não aconteci. O que os espíritos nos ensinam é a
lo, né? O amor é paciente, é benigno, é uma construção. Em relação aos filhos, a gente vê muito o problema do arrependimento. Ah, porque eu não fiz, eu não aconteci. O que os espíritos nos ensinam é a função espiritual dos pais é contribuir, educar os filhos de maneira que facilite o máximo possível a sua evolução. Mas é como Jamile disse, tem a escolha de cada um. Então, o livro dos espíritos é claro. Se o espírito chega no mundo espiritual, ele desencarnou e ele pode olhar para trás e dizer: "Eu fiz o melhor que eu pude". Ele não tem compromisso nenhum com os erros e os desvios daquele filho. Veja, é o melhor que eu pude. Não é o que ele queria ou o que ele até podia precisar, mas eu fiz o melhor que eu pude. E uma consciência que às vezes os pais não têm, principalmente na atualidade, é da sua própria limitação. Os pais acreditam que vão fazer a felicidade dos filhos, que vão dar tudo que os filhos precisam, material e espiritualmente, e ficam cheios de culpa porque não conseguem. Gente, a gente tem limites, nós todos temos limites. E esses filhos estão na família que eles como espíritos precisam para evoluir. E eles escolheram os pais, que são aqueles que vão lidar as experiências muitas vezes difíceis que eles precisam para superar as suas questões espirituais. E aí, dessa síntese a gente pode passar para o capítulo 50, porque na verdade tudo isso que se fala sobre a família é sobre amor. E a gente tá falando da família no sentido material dos reencarnados, a família, pai, mãe, filhos, etc., irmãos, avós e todo mundo. Mas quando a pessoa desencarna a doutrina espírita, o consolador prometido, ela vai trazer pra gente a noção de que a relação com os desencarnados, ela é permanente. Ao contrário de outras concepções religiosas que nós vivemos no passado, que existem ainda hoje, ou do próprio ateísmo, da próprio, do próprio agnosticismo, nós espíritas acreditamos que o intercâmbio é contínuo, não é só para os médiuns. Todos nós quando dormimos participamos da vida espiritual através
róprio ateísmo, da próprio, do próprio agnosticismo, nós espíritas acreditamos que o intercâmbio é contínuo, não é só para os médiuns. Todos nós quando dormimos participamos da vida espiritual através da emancipação da alma. Encontramos com os nossos entes queridos. É só desejarmos fazer isso e podemos encontrá-los. Então, por que não orar pelos desencarnados? E ele vai escrever um capítulo muito bonito, eu quase acho que é o capítulo mais bonito do livro todo, onde ele vai falar da importância da gente orar pelos desencarnados. Por isso é bom, por isso é útil, por desencarnados precisam e como eles se beneficiam das nossas preces. A gente vai ver isso no capítulo eh pedi obtereis, quando eh a gente encontra a explicação o que é a prece, qual é o mecanismo da prece, quais são os efeitos da prece, né? Depois a gente tem modelos de preces espíritas, etc. Mas a doutrina espírita, ela valoriza muito a prece e orar por aqueles que estão desencarnados não faz mal. Tem pessoas que acham, ah, dentro de casa eu não posso orar para um morto porque senão ele vem. Não, você não atrai com a oração. Você não cria. A oração, que é um ato de amor, buscando beneficiar outra pessoa, ela nunca pode causar prejuízo, ela nunca pode causar problema. O espírito não precisa que você chame para ele vir. Há um intercâmbio contínuo entre encarnados e desencarnados. Então, acho que Marcel e Jamile podem falar um pouco desse desse capítulo 50 belíssimo sobre a oração pelos desencarnados. De fato, NJA, traz uma beleza expressiva e o quanto essa ideia que acho que a gente já deve ter deixado um pouquinho para trás, ou pelo menos vai se distanciando delas, de que a oração seria um chamariz ou um atrativo que poderia nos atrapalhar ou aquela ideia de que sinto falta, tô com saudade, mas pode ficar por lá, não precisa ficar tão perto. vai fazendo com que a gente analise o que é mesmo essa relação com um espírito que simplesmente se destituiu desse corpo físico que vai acontecer com todos nós e passa a compor
recisa ficar tão perto. vai fazendo com que a gente analise o que é mesmo essa relação com um espírito que simplesmente se destituiu desse corpo físico que vai acontecer com todos nós e passa a compor ou estar no que a gente denomina de mundo espiritual, que não tem essas barreiras tão firmes que nós imaginamos, porque a conexão espiritual é via pensamento, emoções, tudo aquilo que nutrimos. Se assim não fosse, não teríamos casos de obsessão e também não teríamos situações em que os espíritos nos inspiram, nos protegem, nos acalentam. Então esse intercâmbio, como muito bem colocou Nádia, é permanente, porque parece que há uma separação quem desencarnou e de quem tá encarnado. Todos são espíritos, estão em situações, embora aparentemente diferentes, porque ali é o corpo material, mas é preciso lembrar que no mundo espiritual os fluidos estão aí a todo vapor. E é com isso que a gente capta a presença, que a gente consegue e perceber pensamentos. Inclusive aquela afirmativa de O livro dos Espíritos, de ordinário, são eles que vos dirigem, porque permitimos, é óbvio, é muito potente no nosso dia a dia. E como vamos cultivando pelo conhecimento e pela crença as companhias que sempre será fruto de escolha. A gente pode até dizer: "Não, em sã consciência eu não escolhi essa companhia para mim". Basta fazer uma escuta do que é que interiormente a gente tá nutrindo e acalentando. Vai ser fácil descobrir quais são as nossas companhias. Então, sim, nós convidamos os espíritos permanentemente a estar conosco. O nosso mundo íntimo vai dizer quem são essas companhias. A ideia do diz-me com quem andas, a gente já entendeu que, na verdade, nós é que atraímos as companhias que caminham conosco. E uma coisa, Nádia, que me chamou muita atenção nesse capítulo, é quando ele vai e faz uma comparação, não sei se Marcel também eh trouxe isso ou notou isso, ele faz uma comparação com um livro, A nossa existência corpórea, um livro que a gente termina de ler. Então a gente vai fechar este livro
ração, não sei se Marcel também eh trouxe isso ou notou isso, ele faz uma comparação com um livro, A nossa existência corpórea, um livro que a gente termina de ler. Então a gente vai fechar este livro porque ele findou e como leitor, mas aí um leitor participante ativo daquela história, nós aí escrevemos, mas terminamos o livro. Então, a gente segue esse caminho. Contudo, nós não esquecemos as personagens que tiveram conosco. De vez em quando a gente lembra do prefácio, a gente lembra lá de um capítulo importante, mas a gente não volta, deseja reviver ou dominar a vida dos demais personagens. A gente segue porque entende que aquela peça teatral nós já ensinamos e ela já terminou. O que fica é aquele sentimento quando a gente experimenta essa peça foi boa ou essa não agradou muito. Mas eu posso reescrever a história. Que as nossas orações sejam demonstrações de amorosidade, não só pela nossa família. Vamos lembrar que Jesus falou, Marcel já pontuou isso, a família universal, a nossa família, a humanidade. Então, que nas nossas orações nós incluamos especialmente quem nos incomoda, quem criticamos, porque rezar por aquele que amamos é de pra e é prazeroso. Mas o nosso papel como espíritas e que conhecemos a evolução é orar não só pelos aparentes mortos, mas por aqueles que em vida perderam o sentido delas. Oremos pelos mortos em vida. Que Deus nos abençoe. Marcel é contigo. >> Faltando 3 minutos para fechamento do nosso programa, eu vou me valer dessa imagem muito interessante e curiosa que a nossa Jamile projetou. Se a vida for um livro, é bom que a gente não esqueça que invariavelmente todo livro ele tem capa. Depois da capa vem o título do livro. Depois normalmente o autor faz uma apresentação quando não convida alguém que faz por ele. Depois há um prefácio. Geralmente se confia a uma terceira pessoa que apresenta, que recomenda o livro prefaciano. Depois vem um livro que pode ter vários enredos. Tem muita gente na terra vivendo dramas, comédias, tragédias. narrativas,
confia a uma terceira pessoa que apresenta, que recomenda o livro prefaciano. Depois vem um livro que pode ter vários enredos. Tem muita gente na terra vivendo dramas, comédias, tragédias. narrativas, romances. Cada um tá escrevendo o livro do seu jeito. Quantos capítulos vai ter o seu livro? É imprevisível, porque se você considerar que cada dia você escreve um capítulo, quantos dias você já teve na Terra? Quem está com 60, 70 anos de idade teve milhares de dias. Então tem capítulos curtos, capítulos de um dia, mas tanta coisa pode acontecer em um dia. Só que chega um momento que a gente vai notando de que a vida vai dizendo assim: "Olhe, o livro tem que chegar ao final. É hora do narrador sair do livro, deixar sua história no mundo e retornar ao além para ver o efeito que o livro vai ter nos leitores que ficaram." No epílogo, encerrando este programa, só só transmitimos um bilhete, um lembrete. Dê uma olhada no rascunho, porque pode ser que não dê tempo passar o rascunho a limpo, seja rápido. Um abraço e até segunda-feira que vem. Ah.
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