Para viver o Evangelho 161 - Estudo da obra "Ave, Cristo!" Parte 2 - Capítulo 5

Mansão do Caminho 13/05/2025 (há 11 meses) 59:51 1,492 visualizações

Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa promove uma reflexão profunda sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, trazendo conteúdos enriquecedores para quem busca compreender e vivenciar o Evangelho no dia a dia. Atualmente, a série de episódios está dedicada à análise detalhada do livro "Ave, Cristo!", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. A cada semana, um capítulo da obra é estudado e comentado, proporcionando ao público uma jornada inspiradora pela história e pelos valores espirituais transmitidos na narrativa. Com uma abordagem envolvente e esclarecedora, Para Viver o Evangelho é um convite ao aprendizado e à vivência dos princípios cristãos, fortalecendo a fé e a compreensão dos ensinamentos de Jesus sob a perspectiva espírita. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para não perder nenhum episódio! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro de todas as novidades! #evangelho #jesus #avecristo #emmanuel #chicoxavier

Transcrição

Boa noite aos internautas. Boa noite a Marcel e Nádia. Hoje nós estamos no formato integralmente online, devido às reformas que estão acontecendo na Federação Espírita do Estado da Bahia, na SEDJE Central, com vistas à melhoria da nossa ambiência, de ter um espaço mais agradável tanto para o nosso encontro no mundo material, quanto na nossa perspectiva de conexão com os bons espíritos que nos assistem. Vocês já sabem que estamos dando continuidade à segunda parte do livro Aveco Cristo. Mas antes de irmos para o capítulo da noite, expiação, vamos compartilhar com vocês alguns informes que já estamos fortalecendo. Vocês irão acompanhando a partir dos cartazes que serão então compartilhados a partir de agora. Relembrando que essas informações podem ser reforçadas também no site da Federação, onde vocês podem acompanhar notícias mais novas sobre os eventos. No dia 18 de maio, de 8:30 às 12:30 será realizado o 15º Encontro da Assistência e Promoção Social Espírita. Se tratará do ontem a assistência, o hoje com a promoção e amanhã como essa rede de conexão pode se conformar para melhor servir. O evento é presencial e acontecerá na sede central da FEB, no Parque Bela Vista de Brotas. O nosso próximo evento, para que vocês também se integrem e participem, ocorrerá do dia 1o de junho de 2025, de 9 às 12:30, que é o encontro intersetorial da família, infância e juventude, com o tema nascer, morrer, renascer, progredir sempre, tal é a lei. Também evento presencial na sede central da Federação Espírita. Outro evento para sua agenda que você pode se adequar de acordo com o seu interesse, com a sua área de atuação na casa espírita, medida que a gente vai conseguindo inclusive pensar em sustentabilidade, pensar nas necessidades da nossa instituição, é o nosso bazar solidário que vai acontecer no dia 19, próxima segunda-feira, na sede especial também da federação a a partir das 10 horas da manhã. Então, a equipe que tá trabalhando com o bazar solidário teve todo o cuidado de ter

i acontecer no dia 19, próxima segunda-feira, na sede especial também da federação a a partir das 10 horas da manhã. Então, a equipe que tá trabalhando com o bazar solidário teve todo o cuidado de ter realmente um material qualificado, roupas de qualidade, sapatos para que vocês possam contribuir e também saírem satisfeitos do nosso bazar solidário. 19 de maio, próxima segunda-feira, início às 10 horas da manhã, também presencialmente na sede central da FEB, que irá perdurar ao longo do dia e final da tarde. Outro evento não menos importante, é o seminário de mediunidade, com o tema aperfeiçoamento da mediunidade, o contributo de Manuel Filomeno de Miranda. Teremos expositores de grande relevância, Marcelo Shoa, Paulo de Taro, Marco Antônio Pinto, Tânia Menezes, José Amorim, Nádia Matos e Elvio Guimarães. Você tem um investimento que pode ser feito por R$ 130 quem tiver interesse com almoço e de R$ 80 sem almoço. 14 de junho o dia inteiro, de 8:30 às 18 e 15 de junho, de 8:30 às 12:30. E como não poderia faltar, esse é o último evento a ser divulgado, nós temos o nosso 21º Congresso Espírita da Bahia com tema nascer, morrer e nascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei, de 30 de outubro a 2 de novembro. Estejam conosco. Como vocês viram, a agenda não vai lhes faltar, mas agora o que de fato nos chama. Vamos iniciar com Marcel Mariano seguido de Nádia Matos. É o capítulo da noite, expiação. Meus amigos, caros internautas, estendo a todos vocês o convite para espiarmos juntos 26 páginas em que Emanuel se torna profundamente narrativo e de uma dramaticidade muito grande. A primeira grande retirada de valores que podemos fazer desse capítulo é que enquanto grande parte das pessoas na Terra ainda hoje acredita que vai escapar muito aquela semeadura de sombras, de dificuldades e de delitos que causaram nas estradas alheias, porque a justiça terrestre não lhes capturou os crimes para justiçar perante os códigos do mundo. Essas criaturas estão cavando na sua própria estrada, tremendo o

os que causaram nas estradas alheias, porque a justiça terrestre não lhes capturou os crimes para justiçar perante os códigos do mundo. Essas criaturas estão cavando na sua própria estrada, tremendo o abismo e assinalando a caminhada evolutiva com tropeços e dificuldades que cedo ou tarde surgirão na estrada. Portanto, parte das nossas personagens, algumas que já desencarnaram, irmão Corvino, Quinto Varro, Flávio Sujo, Emiliano, eles já desfilaram nas páginas que nós estamos estudando aqui há mais de 3 meses. Agora, os novos personagens amadurecidos, em plena idade da madureza, começam a defrontar os seus fantasmas. começam a exorcizar os seus demônios internos e a enfrentar a cupidez, a problemática dos seus próprios conflitos. Portanto, temos um capítulo em que o Taciano e a filha foram a Roma supostamente para visitar a filha Lucila, que estava adoentada, estava enferma, mas ao mesmo tempo a mãe, o velho servidor Teódolo, estava em deslocamento para Leão, justamente para não haver o reencontro. Helena tinha uma capacidade de criar situações como a mejera não consegue igual. É de uma genialidade absolutamente gritante em articular o mal, sobretudo em direção aos outros, sempre para levar vantagem. O próprio servo Teódulo a ela tinha medo, mas profundo respeito pela capacidade dela engendrar nos mínimos detalhes o que fazer para ludibriar pessoas. Só não sabia a pobre Helena que ela não podia ludibriar a própria consciência e a consciência divina, que nesse capítulo vai chamá-la ao reencontro com o passado dela. O mal que ela fez, queimando os olhos de uma moça através de uma tisana cáustica, nada mais fez do que queimar os olhos da própria filha. Emiliano volta do além para reclamar dela. Helena, que fizeste da filha que eu te confiei? E ela poderia responder: achando ela uma ameaça a meu marido, queimei-lhe os olhos e a deportei para Macília, na África. Agora ela está em Neápolis, numa baía das mais formosas, ali perto da ilha de Capre, onde vivera o imperador, um dos imperadores mais

marido, queimei-lhe os olhos e a deportei para Macília, na África. Agora ela está em Neápolis, numa baía das mais formosas, ali perto da ilha de Capre, onde vivera o imperador, um dos imperadores mais notáveis de Roma, Tibério César, que tornara aquela ilha o seu refúgio quase que inexpugnável. Então ela vai reencontrar aqui. Basílio está no além, mas Lívia na terra carpe os seus últimos momentos, os seus derradeiros momentos além de cega. Na convivência com a mãe de quinto céu, sua adolescente, ela adquire o mal de de mal de o bacilo de coque, a tuberculose que elimina os pulmões. Como se vê, os personagens começam a angarear as doenças oportunistas, as enfermidades, porque parte deles tem que voltar ao além para reencontrar a própria consciência para a justificação. uma outra parte vai permanecer na Terra, mas isso é material para o próximo capítulo. Com certeza eh tem uma trama muito rica, né, muito complexa nesse capítulo que vem se desenrolando ao longo do próprio romance. É interessante que a gente pode olhar as coisas de vários ângulos, buscando o aprendizado. Eh, eu quero retomar a partir do que Marcel falou sobre a lei. Veja, a a vida ela produz surpresas que são surpresas para nós, seres humanos, que não temos, digamos assim, um conhecimento do que se passa, um conhecimento do que tá acontecendo. A gente imagina que as coisas estão, digamos, seguindo como nós vemos e tem a maior parte do processo que a gente não vê. Então, pode parecer coisa de romance, mas quem tem muitos anos de vida, quem já conversou com muita gente, quem já eh encontrou muitas experiências de terceiros, vai saber que isso não é coisa de romance, porque acontecem coisas nesse mundo que a gente diz assim: "Mas como foi que essa coincidência, como foi isso?" que é o caso exatamente de Helena e Lívia. Veja, ela não poderia imaginar que jamais encontraria essa filha. Ela não, provavelmente pelo temperamento dela, ela não pensou mais no assunto. Ela não se ocupou. Tanto que quando na ocasião em que ela abandonou a criança,

maginar que jamais encontraria essa filha. Ela não, provavelmente pelo temperamento dela, ela não pensou mais no assunto. Ela não se ocupou. Tanto que quando na ocasião em que ela abandonou a criança, ela falou com eh a governanta dizendo que não queria nenhum sinal que reconhecesse. A governanta foi que resolveu deixar um sinal. E por que isso acontece? Porque os caminhos que nós atravessamos, eles na verdade são construídos por nossas escolhas anteriores. Não é um castigo de Deus, não é um prêmio de Deus. Deus não é uma pessoa. Deus é a inteligência suprema que cria toda a realidade. Ele não é uma pessoa que fica com um caderninho olhando o que tá acontecendo para juntar os fios. E ele não manda os espíritos fazerem isso porque ele não é uma pessoa que tem assessores, não. Porque Deus sozinho, aí já esquecemos a onipotência, né? Deus sozinho não vai fazer isso tudo. Ele manda os espíritos, não. Não é isso. Ele funciona por si mesmo. As coisas que construímos. E aí eu remeto novamente ao céu e inferno, o Código Penal da Vida Futura, onde Kardec faz uma descrição extraordinária do funcionamento da lei. Nós é que temos o hábito pela pelas nossas experiências reencarnatórias em diversos tipos de religião, temos o hábito de associar isso com castigo. Não é castigo, é o funcionamento. Sou eu que vou moldar com as minhas criações, com as minhas escolhas, com os movimentos que eu faço, eu vou moldar, moldar os caminhos que eu vou encontrar mais paraa frente. Evidente que isso não é um processo consciente. Eu não faço isso eh com todos os dados, mas é um processo da consciência, como Marcel diz, a lei divina tá na nossa consciência e ela opera a partir daí. Não consciência no sentido de estar consciente, de saber o que aconteceu, mas a consciência no sentido mais profundo da essência do ser. Então, Helena teve muitas oportunidades de fazer outras escolhas que preservariam desse sofrimento. Ela teve a oportunidade de, por exemplo, pra gente chegar mais perto de receber Lívia e o

ia do ser. Então, Helena teve muitas oportunidades de fazer outras escolhas que preservariam desse sofrimento. Ela teve a oportunidade de, por exemplo, pra gente chegar mais perto de receber Lívia e o pai quando eles foram. Aí quando eles falassem com ela, talvez ela compreendesse que não era exatamente aquilo que ela tava imaginando. Ela tava achando que eh Taciano, assim como ela, tinha uma relação extraconjugal com uma pessoa. Para ela, isso é a conclusão óbvia. Mas talvez ao conhecer Basílio e Lívia, ao se encontrar diante da filha, mesmo não sabendo que era a filha, ela tivesse alguma pista, ela não fez isso. Pare, não é que fazer isso produziu aquilo, é que várias oportunidades de ter uma uma outra uma outra possibilidade de escolha, ela foi rejeitando porque ela foca exclusivamente numa coisa. Marcel falou na facilidade dela de fazer o mal. Ela não é um ser que a consciência acusa, porque tem pessoas que fazem coisas. Por exemplo, a gente viu que Teódulo matou o o Marcelo Valuziani, né? E ã mas Theódulo parou para pensar, a consciência dele é disse: "Pô, bicho, tá fazendo isso?", né? A consciência de Helena em nenhum momento, ela só quer se livrar dos problemas, ela só quer resolver as coisas da maneira que mais lhe convém. Então, é um espírito que tem muito pouco desenvolvimento em termos de consciência moral. Então, ela fica totalmente sujeita ao retorno daquilo que ela faz. ela não encontra eh caminhos de de solução. Quando a gente vai falar de oportunidades, quando a gente vai falar de como construímos nossos caminhos, vão ver como Lívia é diferente. Lívia foi uma criança abandonada que a mãe disse: "Deixe lá na na no mato para as feras pegarem". a a governanta foi que ficou olhando até aparecer alguém para pegar. E o alguém foi uma pessoa de extrema qualidade, amoroso, que assumiu como um pai completamente e que mudou a vida dela. Então, veja, isso também é construção, isso também é resultado da lei, não é resultado do acaso, não é por acaso que ele ia passando e que ouviu a criança

um pai completamente e que mudou a vida dela. Então, veja, isso também é construção, isso também é resultado da lei, não é resultado do acaso, não é por acaso que ele ia passando e que ouviu a criança chorando e que logo naquele dia a criança ficou lá. Então, acho que cabe a gente dar uma reolhada lá no Código Penal da Vida Futura, abandonando as nossas tendências a pensar em castigos e punições e coisas horríveis e pensar somente assim: "Eu sou o autor da minha vida. Eu construo meus caminhos, eu construo minhas opções e mais ainda, a cada momento, mesmo não conhecendo os fatos, eu sempre posso optar pelo amor, pelo perdão, pela conexão com a lei divina e construir um caminho melhor para mim. Realmente, Nadia, essas reflexões sobre a escolha ou que caminho melhor eu posso escolher? sempre buscando delinear naquilo que a gente entende como lei divina. Claro, lei divina para a condição de cada um, isso vai ser sempre uma escolha particular. Vai depender de nossas vibrações, de nosso nível evolutivo, do quanto a gente consegue lidar com as dificuldades internas, com as paixões que todos nós carregamos. Estamos nessa nessa condição, num planeta com essas características, porque ainda temos, cultivamos emoções e sentimentos que nos mantém por aqui. Isso não é uma condenação ou uma punição, é um estágio de aprendizagem para que a gente vá substituindo essas condições que ainda nos são naturais, mas que daqui a um tempo, espiritualmente falando, nós contaremos como um passado muito distante e que agora, como criaturas despertas, nós já conseguimos inclusive ajudar aqueles que permanecem na salvaguarda, como os nossos mentores fazem, como os bons espíritos nos cuidam, entendendo que temos períodos de caminhada e que quando nos dedicamos a um certo esforço, a um burilamento, nós percebemos que temos potencialidades internas. O que me chamou muito atenção nesse capítulo e que eu compartilho com vocês e bebo muito do que Marcel Naj aí já trouxeram, é de como observar Helena

nós percebemos que temos potencialidades internas. O que me chamou muito atenção nesse capítulo e que eu compartilho com vocês e bebo muito do que Marcel Naj aí já trouxeram, é de como observar Helena vai desenvolvendo em nós também uma compaixão, porque nós sabemos quem é Lívia. Não que seja justificado fazer algo com alguém se você não tiver uma vinculação afetiva, um laço consanguíneo ou alguma relação de parentesco. Não é isso que estamos colocando, mas que com toda a certeza, como nós vimos o desfecho no capítulo, o impacto em descobrir que aquela em que ela colocou toda a sua raiva, a sua ira e também a sua dificuldade em ver que os seus planos poderiam sair daquilo que ela traçou, repercute nesse ser uma responsabilidade muito difícil de apilatar. O desespero e o desfecho dela faz com que a gente entenda que o campo íntimo de Helena, principalmente quando ela entra, isso a gente vai falar mais à frente, e vislumbra naquele rosto o próprio Emiliano, é como se toda a história ali viesse à tona e ela tomasse uma dimensão, o gigantismo daquilo que ela fez. Claro que a gente percebe interesse, as suas questões pessoais que tinham que estar acima de tudo. Ela não fez questionamento sobre a vontade da filha em querer casar ou não com tio, mesmo sendo ébrios, mesmo sendo alguém que não tinha as condições, digamos assim, sonhadas para um genro, mas ela queria manter a linhagem, queria manter a fortuna e atender os desejos de seu pai. Helena também não conseguiu fazer reflexões de natureza respeitosa em relação a ela e nem ao próprio esposo. a relação com Taciano, enquanto que ela não era atendida no modo de vida, no jeito de ler o mundo, ela encontrou em Teódulo esse apoio, esse esteio e também não fez uma reflexão nessas consequências, embora fosse sempre buscando as festas, os desatinos, as festividades, uma boa postura social, se a gente observar, ela não atendeu a Blandina como uma mãe desvelada. Ela não tinha também essa compreensão, nem essa condição, porque ela tinha outros

inos, as festividades, uma boa postura social, se a gente observar, ela não atendeu a Blandina como uma mãe desvelada. Ela não tinha também essa compreensão, nem essa condição, porque ela tinha outros interesses e particularidades. Agora, é interessante a capacidade argumentativa, a inteligência dessa mulher e o quanto um potencial do espírito pode ser colocado, se ele quiser, para corromper a sua própria caminhada. Porque essa capacidade de articulação, toda a energia que ela despendeu para o prejuízo dela e das outras pessoas, é uma potencialidade do espírito que quando muito bem direcionada ocasiona bem. Então não é necessariamente o que a gente possui, é que direcionalidade eu consigo conferir ao meu potencial divino. E quando ela faz uma escolha de afastar-se da divindade, se prioriza como criatura central. Na existência, ela vai afetando outras pessoas, esquecendo-se de que antes de tudo afeta ela mesma. E essas respostas virão. E a gente viu que essa relação entre semeiadura e colheita foi dura, mas dura não porque Deus é perverso e cruel, mas proporcional àilo que ela impetrou na própria existência dos outros. E fiquei observando também o quanto esta inteligência aguarda, porque ela poderia fazer aquilo que a gente sabe que não existe, mas que a gente preconiza de crime perfeito, se não fosse a surpresa de quem era Lívia, porque ela fez tudo muito bem traçado e delineado até a descoberta. O esperar a volta de Taciano, a história, tudo muito bem encadeado, ela aponta uma história para ele que cai uma luva. Taciano não desconfia. Claro que quando as coisas começam a tomar um outro caminho, ele vai fazendo alguns tipos de conexão, mas é uma reflexão para que todos nós, a despeito do que fez Helena, porque é um espírito como nós, encaminhada, das escolhas de como aplicaremos os potenciais divinos que nós temos para nos aproximar ou para nos afastar de Deus. O que se ressalta desse capítulo é de que o fake news já existia naqueles dias e era ao vivo. Se criava uma história

os potenciais divinos que nós temos para nos aproximar ou para nos afastar de Deus. O que se ressalta desse capítulo é de que o fake news já existia naqueles dias e era ao vivo. Se criava uma história mentirosa, se comprava pessoas para mentir, para falsear e o outro acreditava nessa história piamente. Mas quem fazia isso ignorava de que a lei, a lei divina que está insculpida em cada um está anotando, observando e no justo momento cobrará o pesado resgate, o pesado tributo dessas almas que no capítulo anterior a gente viu que foram almas em sombras. Emanuel se referiu várias vezes que aquelas pessoas estavam em sombras, para não dizer obsidiadas. cercada por nuvens de espíritos vingativos daquele grupo que peregrinava pelas trilhas da evolução. Mas esse capítulo tem pelo menos três aspectos que eu comentaria sucintamente. O primeiro é de que, não obstante a cegueira de Lívia, ela se tornou uma notável clarividente. Ela passou a enxergar as entidades veneranas desde aquele contato com o pai, quando naquela cidade de Macília, ela recorreu a prece ardente pedindo ajuda. Seca em outro continente, na África, sem ninguém por perto, o que que ela ia fazer depois de passar o dia inteiro sentada num banco de uma praça sem água, sem comida, aguardando um teódulo que nunca mais iria voltar. Então o auto socorre, ela dialoga com o pai desencarnado e o pai fala de que uma música vai unir ela agora a alguém. Ela então conhece Quinto Celso e a Téria. Então ela desenvolve faculdades no rigor do sofrimento. Por isso que Leondeni havia dito de que a boa mediunidade é aquela cultivada no silêncio, nas reflexões, longe da balbúrdia do mundo, em que o medianeiro se esforça para, pelo trabalho moral, lapidar suas anfractuosidades e esses talentos, esses esses efúvios mediúnicos, essas percepções começam a surgir naturalmente no solo da alma. A outra que vai desenvolver no bojo do sofrimento é a menina Bandina, tão novinha ainda, talvez beirando aí seus 8, 10 anos de idade, mas ela entra num

s começam a surgir naturalmente no solo da alma. A outra que vai desenvolver no bojo do sofrimento é a menina Bandina, tão novinha ainda, talvez beirando aí seus 8, 10 anos de idade, mas ela entra num sofrimento tão grande ter perdido o vovô Basílio, a quem considerava, e que ela não chama Vetúrio de avô, chama Basílio. E Lívia praticamente era a madrasta que ela gostaria de ter. A mãe que ela não teve. Ela não reconhece em Helena uma mãe, ela reconhece em Lívia, ignorando que Lívia era a irmã dela, sem saber era a própria irmã, porque a mãe é comum às três, Lucila, Lívia, só que em épocas de olha que trama Emanuel consegue trazer para nós percebermos o jogo dos interesses, o jogo do destino e cada um forjando sua estrada. Mas Bandina se nos afigura uma menina tão sofrida que ela passa a desenvolver faculdades mediúnicas, clarividência e clare audiência e passa a ver o vovô Basílio e outras entidades. Mas praticamente é o momento em que vovô tá aqui, meu pai, seu avô é o vovô Basílio. E ele não pode nos dizer onde é que está Lívia nesse momento. Ele disse que nós todos vamos nos encontrar quando ouvirmos a música dedicada às estrelas. Mas isso é de uma poesia, é de uma beleza que nos leva a outro estado de vibração. Então isso aí mostra como elas estavam desenvolvendo faculdades que nos tempos porvindouro seria muito útil a cada um deles. Uma outra coisa, a segunda curiosidade é que visitando o pequeno sítio onde Basílio vivia com Lívia na região de Lon, Lião na França, o futuro beço de Allan Kardec, agora vazio, Taciano adquire monetariamente aquele sítio e passa tardes inteiras ali quando ele encontra um manuscrito, um manuscrito escrito por Basílio de Séraps, uma deusa a Jesus. Ou seja, o taciano começa a se dobrar ali, além da dor moral que ele vem sentindo ao examinar aqueles textos em que Basílio fazia a comparação entre os deuses do Olimpo, que já estavam praticamente agonizando e desaparecendo, e o avorecer de uma nova era com Jesus Cristo, o coração empedrado e duro,

s textos em que Basílio fazia a comparação entre os deuses do Olimpo, que já estavam praticamente agonizando e desaparecendo, e o avorecer de uma nova era com Jesus Cristo, o coração empedrado e duro, impenetrava de Taciano, pela dor, começou a abrir espaços para começar a entender e aceitar Jesus. O terceiro aspecto é de que a menina Lívia não foi devorada por animais, foi encontrada por um homem que tinha perdido uma filha biológica de nome Lívia e Basílio a adota. Ora, curioso isso. Se nós estudarmos Sófocles, o extraordinário taaturgo grego, ele também escreverá uma das suas tragédias intitulada O drama de Laio, Jocasta e Édipo. Édipo também foi abandonado no mato a fim de que os lobos o devorassem. O pai se recusou a matá-lo, apesar dos augúrios de que ele o destronaria um dia. Ele é achado por um lenhador que o cria e mais tarde ele vai seifar exatamente a vida de Laio. Só que é mais trágico de de comédia, não comédia não, de drama para uma tragédia. Ele vai acabar por casar-se com a própria mãe Jocasta, fazendo-se pai de quatro filhos, dois homens e duas mulheres. São as tragédias gregas que se repetem psicanaliticamente todos os dias. Eh, se eu você perguntou e eu ficava, achei que você ia responder, Marcel, as eh tragédias que se repetem todos os dias. E eu tava me lembrando do que eu falei mais há pouco, eh, sobre os caminhos, eh, e o que leva Taciano e Blandina precisamente aonde Lívia estava, né? Faz parte desse movimento de construções. E eu fiquei pensando muito no luto de Taciano. Taciano é uma pessoa que teve muitas perdas. né? Ele pequenininho, sem ter consciência, ele perdeu o pai porque supemente tudo normal, tudo caminhando e ele então sucessão de perdas, ele fica uma pessoa muito angustiada por isso. E a perda de Basílio e Basílio e Lívia foi exponencial porque eram pessoas da alma dele. Então o pai ele não conheceu. Depois quando ele percebeu, quando ele soube que foi o próprio eh padrasto que mandou assassinar o pai, etc. A mãe dele morreu, ele teve uma perda. Veja ali,

a alma dele. Então o pai ele não conheceu. Depois quando ele percebeu, quando ele soube que foi o próprio eh padrasto que mandou assassinar o pai, etc. A mãe dele morreu, ele teve uma perda. Veja ali, são perdas, são perdas importantes, mas não é a perda do que estava segurando a alma dele, que era o carinho de Lívia e de Basílio. Era onde ele Basílio, ele reencontra o pai, porque a conversa do pai era o mesmo nível evolutivo. Eram espíritos que traziam para ele uma qualidade vibratória. Vívia trazia essa qualidade na amorosidade, na integridade. E aí ele perde, ele fica muito infeliz, ele fica indo lá na casa, a Blandina vai junta. Aí tem isso que Marcel colocou das eh das das percepções da presença de Basílio, da previsão que ele fez. Olha, quando vocês ouvirem o Inas estrelas, vocês vão encontrar com ela. E é um código que aí ele percebe quando eles chegam, né, aonde ela estava e eles ouvem o hino, eles imediatamente se lembram. Só que o que ele não esperava é que o que ele ia encontrar ali era assim fora de qualquer expectativa. Ele tinha, como Jamile disse, conseguido aceitar toda a conversa de Helena, né? Ele até achou até achou que ela não era uma pessoa tão má assim, que ela tava tinha feito esforços, etc., né? Ele tava totalmente iludido, mas ao ver Lívia é uma dor muito grande para ele. Ele fica muito angustiado, ele fica muito irritado, ele fica muito contrariado. E até que ela, né, ela sofra repercussões, ele se dá conta. Quando ele vê chorando, eu não posso fazer isso, tenho que me conter, eu tenho que me acalmar. Aí ele se acalma, mas ele já está, né? percebendo e aí ele resolve mandar chamar Helena. Eh, essa essa esse desencadear de várias coisas que a gente já falou e que no final das contas fica evidente. É claro que isso é um recurso do gênero do romance, né? Os romances de Emanuel tem muito isso, a pessoa beira da morte descobre tudo. Então a gente tem isso em renúncia, a gente tem isso em outros, a gente tem isso em há 2000 anos também, a gente tem

, né? Os romances de Emanuel tem muito isso, a pessoa beira da morte descobre tudo. Então a gente tem isso em renúncia, a gente tem isso em outros, a gente tem isso em há 2000 anos também, a gente tem esses 50 anos depois. é um recurso de narrativa, o que não quer dizer que a vida não coloque a gente diante de situações inesperadas, situações que vão exatamente testar no que é mesmo que nós acreditamos, quais são mesmo os valores sobre os quais nós construímos nossa vida, porque é uma hora em que você não tem tempo de estabelecer raciocínios. você não tem tempo de estabelecer eh caminhos, né? Você reage tal como você é. E aí é neste momento, é nesses momentos que aparece a natureza. Eh, tem uma coisa sobre Helena que ela acabou fazendo a vida toda as escolhas que ela levariam ao desespero. Eh, eu não sei o quanto que Emiliano veio ou quanto isso é uma evocação da da culpa que ela sentiu. Ela já tava desorganizada. A gente vai lembrar que eh os espíritos ensinam que muitas vezes ali o céu e o inferno também traz isso. Muitas vezes o espírito ele está v ele vê os seus as suas vítimas cobrando dele e às vezes as vítimas não querem mais nem saber dele, não estão nem se lembrando dele e ele tá vendo aquelas ali é a expressão do seu remorço. Ela olhou e ela viu, ela viu um caminho de uma vida inteira, como ele o que, no que ele se tornou. E ela viu que ela, a mãe, tinha sido exatamente o algós daquela filha, embora ninguém soubesse. E ela se desorganiza e apela pro suicídio. Era uma pessoa que não tinha onde se ancorar. Ela não tinha o que dizer ali. Ela não tinha eh nada para recorrer em seu benefício, né, em ajuda de si mesma. O que ela viu e o que ela fez foi eh dar continuidade ao desespero através do suicídio. E isso faz com que a situação se torne sem solução. Aí nós vamos ver que Emanuel vai falar que e Marcel já se referiu a isso, ã, Taciano começa a mudar. E eu quero que a gente reflita muito assim, não é a dor que faz a pessoa mudar do jeito que a gente pensa.

vamos ver que Emanuel vai falar que e Marcel já se referiu a isso, ã, Taciano começa a mudar. E eu quero que a gente reflita muito assim, não é a dor que faz a pessoa mudar do jeito que a gente pensa. Eu preciso sofrer para mudar. Eu não preciso sofrer para mudar. é que às vezes a pessoa é tão cabeça dura, a pessoa tem tá tão focado numa num caminho que não vai levar para lugar nenhum, que só quando a pessoa descobre que aquele caminho só lhe traz sofrimento, é que ela se abre para outras possibilidades. Taciano era brigado com o cristianismo, ele foi criado com essa ideologia. Veturiano. É veturiano, né? O nome do do padracho dele. Opílio. Vetúrio. Veturiano não. Opílio Vetúrio. O criou dessa forma, mas ele tinha isso dentro dele e ele tinha birra, ele tinha versão. Vemos a a forma violenta como ele reagiu quando o quinto Varro eh pediu ao menino para fazer a prece. Ele foi extremamente violento. Essa violência ele foi perdendo, foi se desgastando ao longo da vida. Então o sofrimento, ele não é uma ação de Deus para fazer a gente mudar. Ele é a consequência da nossa resistência em seguir o caminho que vai trazer felicidade. A gente fica cego e a gente vai batendo cabeça, batendo cabeça e bater cabeça dói. E dói mesmo, Naddia. E eu, enquanto você estava trazendo essas reflexões, eu fiquei lembrando dessa caminhada de Taciano e o quanto ela se torna mais evidente nesse capítulo. E as outras personagens também vão fazendo algumas incursões. Helena faz uma bem apressada, que é quando ela está conversando ali com Taciano e ele vai narrando, ela descobre que Marcelo Volusiano mentiu para ela, não contou que ele era casado. Então, para ela, essa eh era esse era um elemento da história desconhecido. Então, ela percebe ali que houve uma mentira que ela não conseguiu perceber ou identificar, muito menos Teódolo, que era quem fazia uma espécie de detetive que ela tinha. ele também não conseguiu eh trazer para ela essa informação. E aí Emanuel diz que ela começa a refletir sobre a trama que envolvia a família

, que era quem fazia uma espécie de detetive que ela tinha. ele também não conseguiu eh trazer para ela essa informação. E aí Emanuel diz que ela começa a refletir sobre a trama que envolvia a família dela. Mas o próprio Emanuel disse pra gente foi algo muito rápido, porque ela já precisava voltar ali à tona com o seu plano para que ele desse certo. Isso me faz pensar naquele estágio inicial que é o impulso que a gente tem de mudança ou de uma parada para reflexão. muitas vezes inspirados pelos bons espíritos, mas que na pressa do dia a dia, na busca por atender aos nossos anseios, a gente não se permite escutar intuição, inspiração, conselhos, leituras, mensagens, mas que a gente vai passando por um automatismo da vida que nós adotamos sem permitir que essas influências cheguem. Mas enquanto Helena tá no estágio, porque ela tem um um uma caminhada e está em um momento, Taciano vai se permitindo. Interessante que ele cultiva as memórias, ele adquire a casa de Basílio e Lívia, ele mantém essas visitas junto com Blandina e ela vai ali desenvolvendo até os seus dotes artísticos, cultivando aquela psicosfera de amorosidade que eles tinham. E uma coisa, inclusive, que Helena precisou conviver, porque era muito difícil ela não perceber essas saídas diárias e obviamente que sabia ali que esposa e filha continuavam cultivando carinhosamente a vivência anterior, agora sem a as presenças físicas. E achei de uma beleza ímpar quando finalmente, porque eu fiquei pensando no cansaço e no esteno dessa alma, porque Taciano volta e ficou toda uma viagem alimentando o desejo de reencontrar Basílio e Livre. Quando volta, o que ele ouve é uma tragédia. Bandina também esperava revê-los. Então, ouvir todo aquele relato que foi minucioso, perverso, de um certo modo para quem tá escutando aquilo relacionado ao seu afeto. E ele consegue se manter, embora transtornado com a narrativa, até que ele chega nesse lugar no recanto e aí o pranto então deságua. Não tem mais para onde segurar ou represar os sentimentos que estavam ali

consegue se manter, embora transtornado com a narrativa, até que ele chega nesse lugar no recanto e aí o pranto então deságua. Não tem mais para onde segurar ou represar os sentimentos que estavam ali no seu coração. E achei a a pergunta, né, ou a indefinição. Não sabia se o choro era de amor ou se era de compaixão. compaixão pela situação que ela enfrentou e do amor de um certo modo não vivido, mas que o próprio Taciano influenciado eh por Lívia conseguiu segurar os seus desejos porque ela sempre relembrava o casamento. E ele fez questão de dizer a Helena, até para não feri-la, que o que eles tiveram foi uma grande amizade e foi capaz, isso que Nadia trouxe da grande mudança de Taciano, de não se valer da ofensa para dizer: "Eu sei o que acontece entre você e Teódulo". Então ele conseguiu superar essas dificuldades e foi relembrando como se tivesse rememorando as experiências. Então ele vai lembrar do pai arrebatado pelo martírio. Ele vai recordar do que Naj também já trouxe da morte de Silvano, que foi bem impactante. Rufo, escravo com o sacrifício que teve, o enforcamento de súbrio que foi para alertá-lo sobre a realidade do seu pai. E apesar disso, ele chega à conclusão de que em sendo Basílio e Lívia Nazarenos, seguidores do Cristo, ele os amava. Taciano consegue perceber que amor não tem rótulos, não tem nacionalidade, não tem cor de pele, é conexão espiritual, tá acima, transcende a todas essas superficialidades. Então essa construção, que foi uma opção de Taciano fazer essa construção pela dor, também concordo muito com Naj, isso é uma escolha, mas ele foi percebendo que não tinha jeito dele se livrar de Cristo. amorosidade estava ao redor dele a todo momento. Então ele se encontrava em circunstâncias distintas. E ele teve, eu entendo isso como um movimento de humildade, quando ele vai lendo os escritos e ele vai percebendo como foi que Basílio sai da casa dos deuses e chega até Cristo. Então ele começa a se permitir a ter o entendimento. É uma mudança realmente com o passar dos anos

endo os escritos e ele vai percebendo como foi que Basílio sai da casa dos deuses e chega até Cristo. Então ele começa a se permitir a ter o entendimento. É uma mudança realmente com o passar dos anos de sofrimento e de escolhas em que ele sai da irracionalidade, da cólera e de um ponto de vista muito restrito para uma expansividade que só a convivência amorosa promovida por Basí e por Lívia lhe facultou e ele se permitiu sensibilizar até que faz uma pergunta a um espírito que é o próprio Basílio sobre quando encontraria Lívia realmente é o ápice da sensibilização de sair de um deus de pedra e acreditar que a imortalidade é o nosso grande trono. Num capítulo dramático como esse, os lances são palpitantes e rápidos. Taciano não se consorcia com Lívia. Primeiro ao impecílio de que ela é casada. Ele não, porque na época o privilégio do homem podia repudiar a mulher, mas ela tinha um ópice. Ela era casada com Marcelo Volusiano, assassinado em Roma, amando de Helena por Teódulo, que jogou esse homem no rio para que ele seja encontrado em qualquer lugar. Ele perde o grande amor de sua vida, mas ele ganha um filho adotivo. Quinto Celso agora vem para compor sua família. Ele que tinha tido duas filhas, Lucila, casada com Calba, e agora a pequena Blandina. Vetúrio, Opílio Vetúrio, velho Genro e Helena vão sair deste capítulo por meios diferentes. Helena não aguenta, não suporta as revelações da verdade que ela sempre detestou. Ela não enganou todo mundo? É, pois é. Marcelo Volusiano enganou ela, ou seja, ela não sabia que ele era casado com Lívia e ele tava muito interessado em uma outra pessoa, mas teve que ser eliminado. Então, naturalmente que nós temos aí, ela enganava, acabou sendo enganada. O tiro saiu pela culatra, ela também acertou no próprio pé. Vetúrio vai sair por um AVC. As revelações eram tão dolorosas e ver a filha ter cometido suicídio, o velhinho, cheio de dinheiro, não aguentou e partiu da terra. Anacleta vai se fazer cristã, porque apesar de ser o anjo da guarda de

revelações eram tão dolorosas e ver a filha ter cometido suicídio, o velhinho, cheio de dinheiro, não aguentou e partiu da terra. Anacleta vai se fazer cristã, porque apesar de ser o anjo da guarda de Helena, ela era uma mulher comedida, era uma mulher que sabia trabalhar a verdade. E agora, no final da existência, já madura, desencantada com tudo aquilo que estava acontecendo, vai começar a nadar nas águas do cristianismo, como Flávio Súbrio o foi fazer no final da vida. e blandina. Esse nome que nos leva tanta emoção ao coração, a menina. E vai como uma ave que não vai conseguir voar do ninho, vai sair da matéria muito cedo, deixando o pai mergulhado em morredor saudade. E ele vai inumá-la no cemitério dos cristãos, colocando ali uma cruz com a frase, duas frases, blandina vive. Eno Pudens, um velho amigo do seu pai, Quinto Varro, vai ceder o espaço para que Blandina, agora cristã no contato com o irmão adotivo Quinto Celso, se torna também cristã e parte, seja, coitado de Taciano, tá cercado de cristianismo por toda parte, fazendo dele um jogo de forças em que ele tenta resistir com os nomes tutelares da mitologia. Mas a força do Cristo o convida o tempo todo a pronunciar o título do livro Ave Cristo. Aqueles que vão viver para sempre te saúdam e te glorificam para sempre. Bom, Marcel já deu um bocado de spoiler, né? A sorte é que é um livro espírita, a maioria já leu, porque ele se empolgou agora e já contou o fim de Blandina, já contou um bocado de coisa. Mas tem razão o nosso companheiro quando ele foca na no processo da vida de Taciano. Vamos nos lembrar que lá atrás, quando Silvano morreu, quando o próprio Quinto Varro morreu, desencarnou, estava ainda muito apegado ao filho e queria ficar. O que foi que o grande amigo dele, também um espírito elevado disse: "Taciano eliminou as possibilidades de fazer por bem". Ele não diz com essas palavras, as palavras são minhas. Ele já ele não aproveitou as oportunidades da juventude. Veja, isso acontece. Aquela teosia que eu me referi no

ossibilidades de fazer por bem". Ele não diz com essas palavras, as palavras são minhas. Ele já ele não aproveitou as oportunidades da juventude. Veja, isso acontece. Aquela teosia que eu me referi no momento anterior é uma marca do espírito imperfeito. O espírito imperfeito é rebelde, tá lá na descrição da escala espírita. Ele não compreende Deus, não compreende a lei de Deus, tem uma vaga intuição e se coloca contra a lei de Deus. Então, ele é rebelde. Não é rebelde a um castigo, a um mal. é rebelde a se harmonizar com aquilo que vai ser a própria felicidade. Então, eh, as oportunidades que Taciano teria para ter esta segunda metade da vida mais feliz, mais harmoniosa, correndo mais suavemente, ele não aproveitou. Não aproveitou. Ele precisava se tornar cristão ali, não necessariamente. Esse é um livro que fala sobre o cristianismo, mas nós sabemos, não é como o Jamile falou, o rótulo que faz a pessoa, né? Basílio é sempre Basílio. Basílio a maior parte da vida dele. Ele cultivou os cultuou os deuses, a a serapis, etc., né? Ele estava dentro daquela lógica, mas ele era um espírito elevado, era um espírito dedicado ao bem harmonizado com as leis de Deus. Então, o problema de Taciano não é que ele não queria ser cristão, não era que ele não gostava do cristianismo, é que ele a cultiva aquelas imperfeições morais, as paixões, como os espíritos dizem, do orgulho, da arrogância, da violência. Ele era uma pessoa violenta. Nós vemos várias vezes pessoas próximas dele se chocando com a violência dele. E ele não aproveitou os próprios filósofos gregos, as próprias tradições espirituais da época para se desenvolver espiritualmente. Ele fazia os rituais religiosos porque ele era romano e porque ele prestigiava os deuses romanos. Não tinha uma coisa com a alma. Então, eh, veja, não é que ele nasceu precisando sofrer até se tornar cristão, não. Ele nasceu para evoluir, para sair de um padrão. Só que a primeira parte da vida, ele não aproveitou a oportunidade de cultivar eh ações

é que ele nasceu precisando sofrer até se tornar cristão, não. Ele nasceu para evoluir, para sair de um padrão. Só que a primeira parte da vida, ele não aproveitou a oportunidade de cultivar eh ações positivas, de se harmonizar com as leis de Deus, que a consciência sabe, mesmo que você não tenha externamente o conhecimento. O que que acontece? Então ele acabou, né, se encaminhando para processos muito mais dolorosos, que seriam os processos através dos quais ele podia se libertar. Ele era uma pessoa amorosa das pessoas que ele amava, né? Então ele tinha essa afinidade com Basília e com Lívia. E como Marcel disse, agora termina o capítulo com Emmanuel dizendo, agora ele tinha uma, ele tinha dois seres na vida que concentravam todo o amor dele, toda a dedicação dele, que eram Blandina e quinto encontro também. Então, de oportunidade é uma lei de eh chances renovadas de crescer e fazer o bem. grandes oportunidades de fato que nós percebemos aí e a aquela organização que a gente sempre percebe do ponto de vista espiritual. Enquanto nós estamos no desespero, mergulhados em dor, com dificuldade, às vezes sem conseguir fazer as nossas orações, sem perceber as conexões saudáveis que nos ajudam a superar eh situações desafiadoras, a todo um cuidado eh um pano de fundo ou um bastidor, como a gente costuma dizer, fazendo com que essas situações de aprendizado sejam bem aproveitadas por todos nós. Claro, se o quisermos. Fiquei observando que enquanto os nubentes estavam bem felizes, uma festa opulenta, porque a gente também precisa lembrar que o casamento aconteceu. Opílio estava muito orgulhoso e a gente nota aí que é um homem que enriquecia cada vez mais. Ele conseguiu se tornar próspero e mais rico e mais rico. E isso, claro, despertou todo o interesse daquela comunidade à época. Imagino que deva ter sido realmente uma festa de noivado bem disputada. A gente viu aí que ele constituiu, retomou aquela ideia do suntuoso palácio e deve ter sido uma festa das grandes. O mundo íntimo. Eh,

o que deva ter sido realmente uma festa de noivado bem disputada. A gente viu aí que ele constituiu, retomou aquela ideia do suntuoso palácio e deve ter sido uma festa das grandes. O mundo íntimo. Eh, ao a gente olha essa festa, mas a gente percebe que Taciano ele tá triste porque ele tá preocupado com Bandina, ela está adoecida e é um eh a palavra utilizada é que ela estava defiando. Então, ela apresentava um quadro de melancolia, passava horas na Câmara de repouso, o que não é muito comum a uma criança da idade dela, que deveria estar correndo, brincando, enfim, a gente viu as características dessa criança anteriormente. Então, o avô se sensibiliza, propõe então uma viagem. Achei magistral quando Emanuel fala das personagens que estão todas para o mesmo destino, mas enquanto Taciana e a filha tão contemplando a natureza, Helena tá entediadíssima. pensando nas futuras festas que ela pode frequentar. Então são mundos bem distintos, embora o distinto, o destino fosse o mesmo. E então quando eles chegam, ouvem a música, a cantoria, eles se olham, Taciane e Blandina, pelo assombro do que estão escutando e com toda certeza lembram da recomendação que Basílio lhes deu e achei de uma sutileza, uma leveza e uma beleza que é um cheiro de pão que atrai uma criança que a leva para essa padaria e todo esse desfecho que a gente viu então se encadeia. É uma coisa simples, tênuer, como Jesus trouxe mesmo eh como mensagem. O encontro com o divino, ele não requer complexidade, rituais aprofundados, requer vontade, disponibilidade e eles tinham esse sonho acalentado. Reencontraremos Lívia. Esse era o pedido íntimo de ambos. E eles trilham nesse caminho que foi até pelo próprio eh adoecimento de Blandina. E o avô, claro, jamais pensaria que propor viajar para um lugar redundaria em uma situação eh como essa. Achei também, enquanto Nadia e Marcel traziam essas considerações sobre Itaciano, que quando ele consegue eh olhar, ouvir Lívia, que ele tira do peito um um grito que se assemelha a medonhos rugidos, ele

ei também, enquanto Nadia e Marcel traziam essas considerações sobre Itaciano, que quando ele consegue eh olhar, ouvir Lívia, que ele tira do peito um um grito que se assemelha a medonhos rugidos, ele recupera aquela fera do passado, uma fera dorida, mas apesar de que ele tinha ali todo o amparo de Lívia, ele vai conseguindo reverter essa dor. Não era mais a dor colérica, era assim de um pensar por tudo isso é necessário mesmo que escolhas todos nós fizemos, né? E Lívia, que seria a pessoa que poderia trazer traços de revolta, inconformação, é quem apresenta ternura e tranquilidade diante da vida que ela vinha passando, já sabendo que estava ali próxima à morte, porque pela convivência ela também acaba adquirindo a tuberculose. E nesse momento é ela quem vai ser a grande orientadora de Taciana e encaminha, como Marcel bem já trouxe, o destino de quinto céus. E essa delicadeza de lembrar que quinto Celso, aí então vamos lembrar quinto Varro encontra-se mais uma vez com Taciano e se reconhecem pela beleza do olhar. Então a conexão ali não é necessariamente saber meu pai e meu filho. As almas se reconheceram pela amorosidade exposta no olhar que foi ali trocado. Já sabemos o despecho desse capítulo. Só quis mesmo trazer esse ponto. É impossível não se sentir tocar com a pergunta que Helena faz. Quem te foi mãe no mundo? Quando ela vê no semblante de Lívia a fisionomia de Emiliano, eh, é como se tudo viesse à tona e ela já sabia quem estava diante dela. E Lívia, pela sua, pelo seu crescimento espiritual, não respondeu como a filha abandonada, e sim como a filha que compreendeu e perdoou a mãe. Mas, apesar de tudo, era muito difícil para Helena não eh passar pelo que ela passou e superar as dificuldades. Como Naddia narrou, ela chega então ao suicídio. Helena comete suicídio. A gente já viu qual foi o final de opilio em que um homem tão entusiasta, tão dedicado aos negócios, se torna abatido e eniplégico. O taciano reflete sobre a vida e tá sem os seus principais afetos.

. A gente já viu qual foi o final de opilio em que um homem tão entusiasta, tão dedicado aos negócios, se torna abatido e eniplégico. O taciano reflete sobre a vida e tá sem os seus principais afetos. E o orgulho do passado agora cede o lugar à dor e a reflexão. E é na próxima segunda-feira que nós vamos então começar a mergulhar nesta senda de solidão e reajuste. E caso você não tenha visto os nossos avisos no início do programa, assim que terminar, recuperem a agenda que a FEB tem para vocês. Uma ótima noite e até a próxima.

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