Para Viver o Evangelho | Episódio 202 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 6)

Mansão do Caminho 24/02/2026 (há 1 mês) 1:01:31 1,741 visualizações

Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

A Caravana Baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento [música] especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso [música] convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe que promove [música] a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma [música] história de amor que aproxima. Olá, amigos, companheiros queridos presentes aqui conosco na sede central da FEB. Muito boa noite. É bom ter vocês aqui com a gente mais uma vez e também o nosso oloroso para os companheiros que estão nos assistindo pela web TV FEB e Mansão do Caminho. assistindo agora, né, simultaneamente estão conosco. E um olá especial para aqueles que vão assistir ao longo do tempo, que aí a gente não sabe quando vai ser. Nós damos prosseguimento aqui ao nosso trabalho de estudo da obra Pelos Caminhos de Jesus, do espírito Amélia Rodriguez na psicografia de Divaldo Franco. Nós estaremos hoje com o capítulo seis. Antes de falar do capítulo, eu quero renovar nossos avisos. Eh, a gente fala os avisos agora no início, eles ficam gravados como toda a a todo o programa e depois vocês dão uma olhada para copiar detalhes, datas, etc. Tá? Mas é importante porque são as atividades que nós temos aqui na Federação Espírita do Estado da Bahia. Já retomamos normalmente as atividades presenciais que em alguns momentos precisaram ser suspensas devido ao carnaval aqui em Salvador, mas que agora já tá tudo normalizado. Então, quem tiver interesse em grupos de autoconhecimento presenciais, toda segunda-feira aos às 18 horas nós estamos aqui de braços abertos. Você chega, procura Renilda e conversa com ela que ela então vai te te dar as opções. Mesmo que você tenha, você diga assim: "Ah, eu quero ir para tal grupo." Às vezes a pessoa já é de um grupo, quer mudar. Às vezes ela quer começar porque alguém falou a respeito, não tem

ar as opções. Mesmo que você tenha, você diga assim: "Ah, eu quero ir para tal grupo." Às vezes a pessoa já é de um grupo, quer mudar. Às vezes ela quer começar porque alguém falou a respeito, não tem problema. Progura Renilda, que ela vai te encaminhar direitinho. Teremos o encontro estadual de espiritismo no final do ano, mas as inscrições já estão abertas. Olha aí o QR code para você poder fazer sua inscrição. Não pense que tá cedo, vai ser 31 de outubro, 1eo e 2 de novembro, no Fiesta Convention Center, com o tema Vivenciando o Espiritismo. Quanto mais depressa a gente se inscrever, melhor todos poderemos nos programar para fazer uma organização que seja acolhedora, que seja organizada, que seja eh a altura do público que a gente vai ter aqui conosco, os companheiros queridos. Se tudo fica para os últimos dias, todo mundo entende que fica difícil você arrumar as programações. Então, não percam aí o encontro, é o 23º Encontro Estadual de Espiritismo. Nós temos a a Caravana Baiana da Fraternidade, faz parte do calendário federativo todos os anos. Aí vocês estão vendo, podem olhar depois com mais detalhes quais são os centros espíritas que estão com visitas programadas. A ideia é que na caravana a gente visite centros espíritas que nós nunca fomos. Podem possamos conhecer companheiros diferentes, casas espíritas diferentes e nos confraternizarmos todos. Então, vale muito a pena a gente participar dessa atividade. E tem dois eventos novos que a gente não tinha falado até a semana passada. Um deles é o Dia Estadual Espírita da Educação. Vai ser no dia 1eo de março, que é um domingo, e vai ser só pela manhã, das 8:30 às 12:30. Ele é presencial. educação, a gente fala muito de EAD, é um grande avanço, é ótimo, é maravilhoso, mas educação no sentido mais profundo acontece presencialmente. Então, nós vamos estar aqui. O tema abordado será vivenciar o espiritismo, última etapa do caminho de sua aprendizagem. Então, a doutrina espírita dentro dessa perspectiva, a educação

presencialmente. Então, nós vamos estar aqui. O tema abordado será vivenciar o espiritismo, última etapa do caminho de sua aprendizagem. Então, a doutrina espírita dentro dessa perspectiva, a educação dentro da perspectiva da doutrina espírita, não deixem de vir, vocês podem eh chegar aqui, participar, num sei se vai ter inscrição. Dá uma olhada lá na página da FEB, esse foi um detalhe, não tem inscrição, né? Então, pronto, é só chegar. estaremos de braços abertos para todos os que tiverem interesse na concepção espírita de educação, que acaba sendo a educação de si mesmo, a educação em família dos filhos, etc., e a educação nos vários contextos sociais em que nós estamos presentes. Então, vale muito a pena. E também nós temos uma atividade que é do setor de ecologia que nós temos aqui na FEB. Eh, justiça social e meio ambiente. O olhar espírita na agenda 2030 vai ser no dia 28 de fevereiro, que é um sábado das 10 às 11:30. Convidados Carlos Vila Raga. Carlos Vila Raga é uma pessoa que vai contribuir para as nossas reflexões. Eu sei que ainda tem muita gente que acha: "Ah, mas esse negócio de meio ambiente não tem nada a ver com a gente, não tem nada a ver com o espiritismo. Nós vamos descobrir que tem tudo a ver, que tem que sobre o planeta que nós estamos deixando para os nossos descendentes que ca entre nós, vamos ser nós mesmos quando voltarmos, né? Então é mais interessante se a gente cuidar do planeta, nem que seja por motivos egoístas, tá certo? Se a gente não conseguir fazer isso por caridade e amor incondicional, vamos fazer porque olha, a gente vai voltar para cá, né? E vai reencarnar novamente. Então é melhor o planeta tá direitinho, facilitando a evolução de todos os participantes. Então esses avisos já foram dados. Quando a gente terminar, vocês dão uma olhada qualquer momento para anotar, para divulgar, para companheiros, etc. Vão, serão todos bem-vindos. E hoje trabalharemos com o tema herdeiros da Terra, que é o capítulo 6 deste desta obra de Amélia Rodrigues,

er momento para anotar, para divulgar, para companheiros, etc. Vão, serão todos bem-vindos. E hoje trabalharemos com o tema herdeiros da Terra, que é o capítulo 6 deste desta obra de Amélia Rodrigues, onde ela vai nos falar de questões que Pedro, ela coloca essas questões na boca do apóstolo Pedro. fazendo perguntas a Jesus como é mesmo que a gente consegue vivenciar esse evangelho que ele tá ensinando. Então, vamos ouvir as reflexões de nosso companheiro Marcel Mariano e depois Jamile Lima. >> Meus amigos aqui presentes e os virtualmente internautas que nos acompanham, nossos votos de muita paz. Certamente que nos tempos atuais, numa reflexão sobre as páginas do Evangelho, encontraremos sempre o sermão da montanha, centrado como o mais formoso, o mais arrebatador discurso que o homem já pronunciou na Terra, especialmente no seu sentido consolador. Mas quem estava na época certamente achou aquilo muito estranho, porque Israel estava aguardando um conquistador, um cabo de guerra, um general, alguém que montasse exército, que ensuflasse a massa para tirar o romano de suas terras, fazendo de Israel a nação mais poderosa daquele contexto histórico. Não, ele reúne o povo numa tarde ou logo depois do meio-dia. A massa de povo estava atrás dele de cura e de alimento. Os estômagos estavam vazios. E ele então prega para pessoas que estavam absolutamente despreparadas para uma guerra. eram velhinhos trôpegos, eram doentes, eram mulheres com pencas de filhos do lado, eram homens inválidos já destruídos pelo álcool, ou seja, na no formato do vinho da época que se bebia, levava ao alcoolismo. e outras pessoas que eram forasteiros ou eram pessoas perseguidas pela justiça, se escondendo na massa de povo, canalhas, fascínas, bandidos, assassinos e por aí vai. Ou seja, ele tinha a escória de Israel ali, montar um exército em cima da escória para lutar contra quem? contra os romanos, que tinham cavalos, que tinham legiões bem montadas, bem estruturadas e que por onde passava parecia gafanhotos vorazes

montar um exército em cima da escória para lutar contra quem? contra os romanos, que tinham cavalos, que tinham legiões bem montadas, bem estruturadas e que por onde passava parecia gafanhotos vorazes destruindo plantação terra de alface ou de repolho. Não. Ele vem então com um discurso falando dos bem-aventurados. Mas quem seriam esses? Os bem-aventurados seriam aqueles justamente os menos possuidores de coisas, os despossuídos, os perseguidos. É natural que soou estranho para muita gente e para outros caiu como néta alma. Não podemos tirar também essa parte. consolou muita gente. O colegiado, lógico, ficou perplexo, o que motivou a nossa ilustre aquarelista do Evangelho, Amélia Rodrigues, a escrever um um dos textos mais belos, mas também mais inquietantes dela, no sentido de nos levar a fundas reflexões, de que o próprio Simão Pedro, que era extremamente prático, era uma pessoa pragmática para o tempo daqueles dias pescou, limpou o peixe, levou ao mercado, vendeu, comprou gêneros alimentícios, levou para casa. Amanhã peixe, mercado, levar o trocadinho para casa, levar o pão, levar o vinho, o que ele não produzia, o que ele fazia era pescar. O lago era altamente piscoso. Pedro sabia disso. Não frequentava sinagoga, respeitava as tradições, mas não se envolvia com colegiado de doutores para não criar dor de cabeça em si mesmo. Joia. Ele tinha uma posição cômoda, tá em zona de conforto. Passa um homem e o tira da zona de conforto para o projetar num colegiado onde 10 são analfabetos. Não sabe nem ler, escrever. Um é coletor de impostos, fala vários idiomas, mas é odiado pelo próprio povo, porque tira do povo e dá parte aos romanos, ficando com outra parte. E o outro, um comerciante, profundo conhecedor de matemática, foi logo alçada a condição de tesoureiro do grupo, Judas Iscariotes. O que que ele vai fazer com 10 analfabetos? um coletor de impostos e um comerciante. Deu no que deu. Ele alterou os rumos da história, dividiu a história antes dele e o sermão da montanha se centra como o

e que ele vai fazer com 10 analfabetos? um coletor de impostos e um comerciante. Deu no que deu. Ele alterou os rumos da história, dividiu a história antes dele e o sermão da montanha se centra como o maior discurso já proferido na terra por o homem, não dirigido a corpos que César pelejava. Quem gostava de corpos era César. Ou os matava ou os aprisionava. Jesus pelejava pelas almas. E isso levou Simão Pedro, o mais velho do grupo, mais respeitado, mais viril, másculo, porque resolvia tudo na bainha da espada. Com Pedro era assim, era uma pedra. Pedro vem de pedra. Então Jesus sabia que tinha que tornar aquele homem o esteio, a pedra angular daquela comunidade que mais tarde foi falsamente interpretado como sendo Jesus delegando a ele a responsabilidade de criar uma igreja. Ecclésia em grego. Jesus não criou igreja, muito menos religião. Ele deixou princípios morais para serem seguidos. Não constrangeu pessoa alguma. E por isso mesmo, Simão Pedro aproveitou uma oportunidade para perguntar: "Senhor, que discurso é esse? Aguardem cenas dos próximos capítulos. Boa noite a todos, aos nossos internautas e aos irmãos e irmãs aqui presentes. E é acho que importante dizer que é sempre uma alegria ter vocês aqui presencialmente. Nós temos consciência de que ainda estamos na condição de espíritos imperfeitos. Então, vibrações além é sempre bom, né, Nag Marcel, pra gente, além do calor humano e claro, as vibrações que chegam, as expressões de carinho dos nossos internautas que a gente vai acompanhando aqui no chat. Esse capítulo já vai começando trazendo algo que nos é próximo no dia a dia. Simão inquieto. Quem de nós não se apresenta também, pelo menos em algumas circunstâncias com alguma inquietude. E que nós não sejamos aqueles que cultivam uma crença ainda superficial, talvez um tanto quanto ingênua, de que basta adotar o título de espíritas para que não sintamos algum tipo de fragilidade, pessimismo, tristeza, desânimo. Não é um problema experimentar o sentir coisas. A

ez um tanto quanto ingênua, de que basta adotar o título de espíritas para que não sintamos algum tipo de fragilidade, pessimismo, tristeza, desânimo. Não é um problema experimentar o sentir coisas. A questão é quando não nos valemos daquilo que nós já conhecemos como ferramentas que o Espiritismo nos apresenta e permanecemos então nessas situações. A gente vai vendo aqui que a questão de Simão Pedro tá muito mais centrado em o não aprofundamento daquilo que Jesus apresentou do que necessariamente algo que se constitua como verdade. Aqui é bom quando a gente vai vendo expressões como o maduro companheiro sempre exultava diante das ocorrências felizes que presenciava. E aqui o Maduro tá falando muito mais de uma questão cronológica do que o seu mundo interior. Então eu fico pensando que na condição de Pedro todos nós, ou pelo menos em alguma proporção, iríamos ficar felizes em ver o nosso mestre curando as pessoas, trazendo eh palavras de consolo. O que é você conhecer uma pessoa que a vida inteira esteve ali sem a visão e, entre aspas, de repente, com a possibilidade do encontro com Jesus, ela passa a enxergar, a ver as cores, os seus afetos, o mundo como ele se descortina. Paralíticos termosado a época, voltando os movimentos, então tudo do campo daquilo que poderíamos entender como miraculoso, que nós já sabemos que Jesus não veio destruir as leis. Agora, claro, não sendo um espírito da ordem a que estamos acostumados, ele poderia fazer coisas que estariam neste campo de algo inalcançável, impossível mesmo, de ser realizado. Então, essas ocorrências felizes a gente pode entender como muito tranquilas e naturais para Simão, que acompanhava Jesus. Só que aqui também é colocado que além de estar exultante com o que a gente até chama de fenômeno, ele também observava esse amigo e eu gostei muito do que Amélia traduz aqui pra gente, envolto em sublimes claridades que o arolavam, produzindo uma visão inesquecível. Aqui nessa tradução que Amélia traz paraa gente da vivência que Pedro tem,

muito do que Amélia traduz aqui pra gente, envolto em sublimes claridades que o arolavam, produzindo uma visão inesquecível. Aqui nessa tradução que Amélia traz paraa gente da vivência que Pedro tem, eu fico imaginando o que seria realmente contemplar Jesus em ação, um espírito puro. Aí eu estou trazendo uma uma imaginação que eu sou capaz de de fazer diante da evolução que é a de Jesus, que seria muito difícil não transparecer nada do campo energético ou vibracional de um espírito que chegou à condição de espírito puro. E se nós, ou pelo menos aqueles que tm a mediunidade que entendemos como ostensiva, conseguem vislumbrar o mundo espiritual, imaginemos viver com o espírito dessa condição. Então, Pedro, até pela sensibilidade de fato pode ter visto algo dessa natureza. Mais uma vez, não é só ver o milagre, é constatar, mesmo que não se entenda pelo nível evolutivo, a grandeza daquele com quem se convive. Mas o que atemorizava, e isso eu achei também muito estratégico ou didático que Amélia nos traz, é que ela usa o termo atemorizar, não por essas maravilhas que Jesus fazia e tampouco pelo que ele via daquele ser que estava diante dele. O que atemorizavam era justamente aquilo que Jesus falava. Então eu fico imaginando, se vê tantas maravilhas não atemorizava, por que que Amélia nos chama atenção que era aquilo que Jesus dizia que atemorizava? Primeiro, assim como Pedro, ainda estamos muito aferrados às questões materiais. O fato de estarmos espíritas não significa que a gente não tema morte, que a gente deseje que as pessoas que estão conosco fiquem um pouquinho mais de tempo. Às vezes já em condições sofríveis, mas a gente ainda ora pedindo: "Ô Deus, deixe mais um pouco". esquecendo que o outro tá passando por situações difíceis, porque a nossa perspectiva é essa, é do reter, é do manter, estar ao lado. E é isso que atemorizava Pedro, porque pensem o que é estar diante do Messias, do seu mestre. E esse mestre, pelo que a gente vai observando e lendo, ele não fazia

o reter, é do manter, estar ao lado. E é isso que atemorizava Pedro, porque pensem o que é estar diante do Messias, do seu mestre. E esse mestre, pelo que a gente vai observando e lendo, ele não fazia segredo e sempre ias dizendo: "O fim está próximo, vocês se preparem, eu não estarei aqui em tal oportunidade." Isso a espíritos que ainda não estão acostumados à sua própria caminhada e que criam uma dependência e também amorosidade deve ser um certo incômodo. Puxa vida, toda hora é uma confirmação de que vai embora, de que não mais estará conosco. Então, claro que isso trazia para Pedro temor. Quantos de nós não experimentamos temor diante das possibilidades de mudança, do afastamento de alguém, como se não tivéssemos a possibilidade interna do crescimento e da própria caminhada. Eu fico pensando nisso muito na ausência de lideranças significativas, especialmente as de natureza espiritual. Se um líder espiritual desencarna, é comum que aqueles que o seguem ou o seguiam experimentem orfandade, solidão, e os demais espíritos não nos protegem, ou até si mesmo pela condição que apresenta. Naja e Marcel, com toda a certeza. E vocês também, mas porque os conheço como estudiosos da das obras de André Luiz, é interessante como a cada vez que ele encontra um professor ou que chama do mentor espiritual, alguém com alguma elevação para ensinar, sempre chega um momento ao final das obras da despedida e aí tem um choro. Ah, porque vai embora? E sempre esses espíritos vão dizendo: "A gente precisa caminhar, precisa crescer. Claro que vai ter companhia, vai ter proteção, mas não essa relação de que se não for com o outro eu não consigo avançar. A família é universal, então quanto mais a gente amplia a perspectiva amorosa, mais fácil. E a gente chega aqui para eu compartilhar com Nadia no ponto em que Amélia traz uma palavra que é preciso refletir sobre ela, que é dignidade. Dignidade nos remonta muito à questão do princípio evangélico, porque digno é todo aquele que trata o outro com

ponto em que Amélia traz uma palavra que é preciso refletir sobre ela, que é dignidade. Dignidade nos remonta muito à questão do princípio evangélico, porque digno é todo aquele que trata o outro com respeito, ofertando aquilo que deseja receber. Então, é aquela ideia de não fazer ao outro que não gostaria que lhe fosse feito. Então, ter dignidade é ser alguém merecedor do bom trato, do cuidado e do respeito, acima de tudo, porque se faz digno de merecê-lo. E sejamos nós então aqueles dotados de dignidade, que é fruto de fato da experiência e da vivência de posturas genuínas de caridade e não torcendo para que outra mão enxergue a nossa. Nesse capítulo, eu disse no início que Amélia coloca na boca de Pedro algumas questões. Por a gente tem esses textos como textos reflexivos, não como textos históricos. Nós não vamos ler eh Boa Nova e Jesus no Lar e outras obras como a gente leu o Evangelho. Foi assim que aconteceu. Jesus fez isso. Não, os autores eles se colocam como seres que refletem sobre os ensinos de Jesus. E então o cenário pode ter sido esse, mas não é historicamente. O que que importa pra gente? alguma coisa que Marcel falou um pouco e Jamile também. Pedro, ele representa muito a nossa postura, as nossas inquietações. Ela vai falar aqui sobre as inquietações humanas de Pedro e basta ler para nós nos identificarmos com essas inquietações. Jamile falou um pouco do que atemorizava essa palavra, tá no texto, né? E aí quando eh ela vai colocando as questões que Pedro traz, não tem como a gente dizer que nunca pensou nisso, ou não tem como a gente dizer que não pensa de vez em quando em certos momentos e situações. Porque Pedro começa falando sobre a questão do bom senso e da lei nova que Jesus vem trazer. Jesus diz: "Eu não vim destruir a lei, mas vim dar-lhe cumprimento." E tem um momento em que ele vai dizer: "Eis que eu vos dou um novo mandamento". Ele traz, marca com clareza que é uma nova etapa. essa mudança que Jamile se referiu há pouco. Então ela coloca assim: "Após

m um momento em que ele vai dizer: "Eis que eu vos dou um novo mandamento". Ele traz, marca com clareza que é uma nova etapa. essa mudança que Jamile se referiu há pouco. Então ela coloca assim: "Após considerações preliminares, um discípulo receoso indagou: "A lei manda que se preserve a capa mesmo daquele que está caído em desgraça, porquanto esta lhe pode servir na emergência da miséria, como agasalho, na friagem da noite, e, no entanto, propões que lhe a deis também a quem a pedir a a que lhe a deis também a quem a pedir a túnica, quer dizer, além da capa túnica, como conciliar essa atitude com o estatuto de Israel? Pedro tá dizendo o que a gente pensa. Pare. Se eu for fazer essa caridade toda, se eu for viver mesmo isso que tá no evangelho, isso não vai dar certo. Por quê? Porque nós nos baseamos no bom senso, no senso comum aprendido da lógica da sociedade onde vivemos. se cuide, resolva isso, faça isso. É natural que haja pessoas que não têm eh as necessidades mínimas, mas isso não é problema seu. A gente aprende isso verbalmente e a gente aprende no cotidiano. Aí Pedro diz assim: "Mas venha cá, como é que eu posso? Eu vou dar dou a capa daqui a pouco dou a túnica, eu vou morrer de frio." E aí? E aí Jesus fala para ele de como o sol oculta, oscula o monte, beija o vale. Aquilo que Marcel sempre diz, né, que que Amélia Rodrigues é uma pintora, ela usa as palavras como tinta e sobre uma tela. O que Jesus vai dizer a ele, o que Jesus vai dizer a Pedro é que tomar a capa de quem nada possui é uma arbitrariedade. Todavia, dá-la por amor, a fim de auxiliar a quem lhe pede a túnica, é conquista superior de solidariedade. Nós trazemos para o evangelho a lógica de ordens, determinações e regras externas, mas Jesus estava nos falando de como é a vida no mundo superior, de como é viver a partir da lei de amor e não tendo o amor como um adereço eventual que nós vamos ou não colocar na nossa vida, na nossa relação com o outro. quando a gente tiver tempo, quando a gente não tiver angustiado,

ir da lei de amor e não tendo o amor como um adereço eventual que nós vamos ou não colocar na nossa vida, na nossa relação com o outro. quando a gente tiver tempo, quando a gente não tiver angustiado, quando a gente não tiver com problema. Aqui se trata de, e o, e o sermão da montanha, ele fala sobre isso, ele vai trazer uma lógica que é totalmente diferente da lógica habitual que nós vivemos. Nossa lógica habitual é: se preserve antes de tudo. Depois que você tiver preservado, você vê o que que você pode fazer para ajudar os outros. Seja honesto, não furte, não agrida, não faça nada de errado, mas usufrua aí do que for possível e fique na sua. Jesus vai trazer uma lógica que vai além, que é sobre o que é que eu posso trazer de bom para o outro, que necessidade o outro está apresentando, que eu posso suprir, como a gente pode viver a partir da lei de amor. Então, não se trata de ordenar que você dê sua capa, dê a túnica a a quem vem pedir a capa. Não se trata de você eh se sentir obrigado e compelido a fazer algo que você não quer de jeito nenhum. Se trata de você aprender, de todos nós aprendermos que tem uma outra forma de se relacionar com outro, que é olhar quem tá pedindo, o que é que precisa e se eu não posso dar esse algo que essa pessoa precisa e confiar na providência divina que tá lá no no sermão da montanha, quando ele diz: "Olha, as aves do céu, elas não semeiam, elas não correm, Ol, e elas vivem, são alimentadas. Olha os lírios do campo, gente. É uma erva. De manhã tá florida e de tarde já acabou, já mchou. Dura um dia, não é nada. Mas nem Salomão em toda sua glória se vestiu jamais como um deles. Porque a providência divina, isto é, não é Deus como uma pessoa que fica olhando que é que fulano precisa, deixa eu dar, vou dar isso pra pessoa, vou dar essa coisa material. Não é que as leis divinas elas já criaram a realidade de tal forma que a gente não passa a necessidade realmente, a gente passa experiências necessárias. Então, dá pra gente sonhar com um momento em que

o é que as leis divinas elas já criaram a realidade de tal forma que a gente não passa a necessidade realmente, a gente passa experiências necessárias. Então, dá pra gente sonhar com um momento em que seremos tão amorosos que poderemos dar a túnica a quem nos pede a capa. Inegável reconhecer que só pode usufruir do título de mestre aquele que prepara discípulos. Quem não preparar discípulos deshonrou a cátedra de mestre, porque fecha o ensino em si mesmo. E quando morrer ou desaparecer, morre a sua escola filosófica ou escola de pensamento. Naturalmente que em tempos passados nós podemos hoje elaborar uma espécie de degradê ou de característica de quem eram os líderes autênticos do passado. Homens envelhecidos, bem maduros, cheios de sabedoria, que ficavam em lugares isolados, montanhas, cavernas, desertos. Meditando aí encontramos Buda, Zoroastro, podemos encontrar Moisés nos seus devaneios. subiu sozinho à montanha com aquela idade para ir buscar as tábuas da lei. Abraão, Jacó, os grandes vultos, né, da Palestina, mas também Hermes trimegisto e os pensadores do passado. Sócrates era alguém isolado, vivia em meditações filosóficas. Se buscarmos os lideranças dos tempos atuais, veremos uma diferença muito grande. São muito jovens. Alguns estão entrando com 30 anos e se fazem seguidos por milhares, por milhões de pessoas, seguem aquelas lideranças centradas nas mídias sociais. Eh, tem o aspecto da beleza física. Vamos seguir aquela pessoa que malha o corpo, que exibe uma forma eh harmônica, apolínea do carro físico, especialmente também se tiver bastante dinheiro, muito lobo guardado no banco. Eh, chama a atenção também é a vitrine dos tempos atuais, mesmo que a pessoa passe um ensinamento um pouquinho estranho, mas o outro segue. E aí o exotismo, a esquisitice predomina porque não há mais parâmetros para avaliar a beleza de uma filosofia existencial. É natural imaginar que Simão Pedro e os outros 11 estavam profundamente comovidos. E a aquarelista do Evangelho registra que Simão Pedro ia lágrimas

para avaliar a beleza de uma filosofia existencial. É natural imaginar que Simão Pedro e os outros 11 estavam profundamente comovidos. E a aquarelista do Evangelho registra que Simão Pedro ia lágrimas quando via, quando observava os infelizes, os assinalados, os marcados, por essa aquela teratologia orgânica, se libertarem da problemática ao toque de Jesus. Isso deve ser um impacto imenso ainda nos tempos de hoje. Imagine naqueles dias surge um homem que toca meus olhos e aquelas pupilas mortas voltam a enxergar. Eu andava de bengala. Joga tua bengala fora. Vem e anda. Sai do túmulo. Passa a mão em alguém que tá limpa da doença mais temida da época. A morfea, a ranseníase, é de impactar qualquer um, mas ele tinha que fazer esse impacto justamente para chamar a atenção para o conteúdo de sua doutrina, que não tava centrada no fenômeno. Jesus poderia fazer o fenômeno quando bem lhe aprovesse. dominava matéria como ninguém. Espírito puro, total predomínio, total domínio sobre a matéria, podendo alterá-la bel prazer. Mas dentro dos limites da lei, nem todo mundo que se aproximou de Jesus ficou curado. Não porque Jesus não quisesse. A pessoa não tinha mérito, nem se enquadrava nas leis divinas insculpidas na consciência. Simão Pedro, eh, sendo reflexo daquele grupo, achou de buscar num contato com Jesus. Isso chama atenção, essas entrevistas que Jesus deve ter dado com o grupo, sinal de que ele tava preparando o grupo. Ele tinha que preparar o grupo lentamente, conversando com um, com o outro e aproveitando circunstâncias da estrada, acontecimentos do cotidiano. Há um evangelho não inserido na atual Bíblia Católica, tem 72 livros, a Bíblia evangélica tem 66. Há um livro que fala do Evangelho de Judas. E Judas teria narrado que Jesus caminhando com o grupo por uma estrada, eles encontraram um cachorro morto em alto e avançado estado de decomposição, mau cheiro terrível da carniça. Todos os apóstolos tiraram o turbante, botaram no nariz. Meu Deus, mas que podridão, mas que mau cheiro! Todos reclamaram da

em alto e avançado estado de decomposição, mau cheiro terrível da carniça. Todos os apóstolos tiraram o turbante, botaram no nariz. Meu Deus, mas que podridão, mas que mau cheiro! Todos reclamaram da carne em putrefação. Jesus saiu da estrada, examinou os dentes do cachorro, que já estavam bem visíveis, descarnados, voltou paraa estrada e disse: "Que belos dentes tinha este animal. Olhe que rasgo odontológico do Cristo. Achou lindo a dentição do cachorro, branca, alva. O outro viu podridão. Ver, cada um enxerga conforme as lentes dos óculos que coloca nos olhos. Se eu quiser enxergar impureza, ela tá em toda parte. Podridão, criminalidade, essência, eu enxergo em toda parte. Se eu quiser ver um outro lado, era esse ângulo que Jesus abismava e ainda hoje fascina este homem extraordinário, porque ele conseguia ver as possibilidades do virer, enquanto a maioria só enxergava ali. Aquele indivíduo tá decrépito, sim. tirou Lázaro do sepulcro, exentou Lázaro de morrer. Não, Lázaro morreu mais tarde. A filha de Jairo, a viúva de Naim, a mulher morroíça, chamaríamos hoje, né, possuidora de uma problemática da vitamina K, né, ela mais tarde teve um problema. Todos os apóstolos tiveram morte violenta, crucificados de cabeça para baixo. Um morreu de pedrada, o outro tinha uma flecha, o outro foi decaptado. Só João escapou. Foi preso na ilha de Pátimos para receber o apocalipse. Tinha outro destino. Morreu de causas naturais naquela ilha lá, em idade bastante avançada. Todos os outros experimentaram horrores da de uma morte muito sofrida por amor àela causa abraçada. Então, e ele depois não se preocupou só ficar com os 12, depois teve 72, depois ele foi buscar 500. Aí já temos mais, quase 600 pessoas trabalhando para Jesus. E quando ele viu que ninguém ia sair do mundo judeu para levar a mensagem lá fora, ele foi buscar Paulo de Too às portas de Damasco, o vaso mais imundo que tinha a época. Derrubou o homem do camelo, deixou o homem cego três dias e depois mandou ele pro deserto meditar.

agem lá fora, ele foi buscar Paulo de Too às portas de Damasco, o vaso mais imundo que tinha a época. Derrubou o homem do camelo, deixou o homem cego três dias e depois mandou ele pro deserto meditar. Nossa, com Jesus é parada, viu? Amélia traz aqui algo. Aí eu vou até lembrar do que uma internauta colocou aqui pra gente que na introdução do do livro Amélia diz que a contribuição, embora insignificante, veja. E aí ela comentou: "Se isso é insignificante, imaginemos o que é algo dotado de significado." Achei interessante. Aí voltei lá na introdução para recuperar e vi também a relação com esse capítulo, porque ela sinaliza na introdução que este livro é para todo aquele que se encontra abatido, inquieto, com dúvidas ou quaisquer outras coisas próximas disso. E aí que a gente vê e confirma o que é a misericórdia de espíritos mais elevados. Porque ninguém aponta, você que é sofredor, você que é imperfeito, você que isso e aquilo, não. Apresenta a nossa condição e diz: "Calma, isso faz parte do estágio em que você se encontra, mas vai passar". E aqui a gente tem um roteiro que é o próprio evangelho. Então isso acalenta, inspira, traz esperança, renova e ao mesmo tempo a gente vai percebendo por afinidade que podemos nos dar as mãos porque nós temos experiências próximas ou pelo menos a labuta por crescer faz com que nos aproximemos. A perspectiva do confessai-vos uns aos outros nos permite muito isso. E aqui a gente vai tendo alguns recadinhos que, embora o exemplo seja Simão, que é um outro recurso didático que os espíritos usam, né, respeitosamente trazem uma personagem que pode ser conhecida, quando a gente bem vê, estamos nos reconhecendo nela. Então, não tem um apontamento, mas a gente consegue perceber que também isso pode nos ser dito. E aí eu fiquei fazendo um exercício que Peixinho sempre recomendava da visualização criativa, onde a gente quer chegar evolutivamente falando. Então, vá mentalizando, se imagine. Se você se percebe como alguém mesquinho, se imagine generoso. Se você

sempre recomendava da visualização criativa, onde a gente quer chegar evolutivamente falando. Então, vá mentalizando, se imagine. Se você se percebe como alguém mesquinho, se imagine generoso. Se você é alguém que tá acostumado às críticas mordazes em relação ao outro, se imagine sempre reconhecendo qualidades, elogiando, amando aquela pessoa até que aquilo se confirme como realidade no seu dia a dia. E aqui a gente vai vendo Amélia falando como Jesus estava. Primeiro, não tinha nenhuma preocupação em agradar nem a um nem a outro lado. Tudo que ele dizia ou afetava os romanos ou afetava os judeus. Então não tinha preocupação em agradar, coisa que a gente tem em demasia. Será que as pessoas vão gostar? Será que vamos ter tais likes? Será que vão eh aprovar a minha conduta, a minha roupa, o modo que estou no mundo, o meu físico e por aí vai. Hoje eu li um artigo interessante de que antes havia uma busca pelos prazeres, por aquilo que você come, pelo status que você tinha e especialmente pelo consumo de álcool que vem reduzindo, segundo essa pesquisa, na geração atual. Só que aí ele faz um alerta. A geração fez uma substituição que agora é do culto ao corpo. Você não come isso, não come aquilo, faz tal dieta, frequenta tal lugar, porque agora é o shape, o que determina o como a gente se apresenta para o mundo. Um desenho ideário do físico. Ninguém tá aqui fazendo crítica a quem busca saúde, mas sim de estar aferrado a uma apresentação que não necessariamente está casada com aquilo que espiritualmente nós podemos e devemos buscar. Depois aqui quando ela vai trazendo Jesus, então ele dizia uma coisa sem a pretensão de afetar ninguém, de provocar, causar algum dissabor, mas ainda assim os invejosos não se davam, né, digamos assim, por vencidos e contribuíam para um movimento de animosidade em relação a ele. Aí ela usou um termo que eu achei interessante, o descontentamento já se alastrava e ele e Jesus ignorava com sobrancelia. Aí eu fiquei, o que é sobrancelia? Não tem nada a ver com sobrancelha.

a ele. Aí ela usou um termo que eu achei interessante, o descontentamento já se alastrava e ele e Jesus ignorava com sobrancelia. Aí eu fiquei, o que é sobrancelia? Não tem nada a ver com sobrancelha. A gente quando vai ver o significado lá vai falar de algo que pode ser soberba. Só que tem um outro significado para essa palavra que é ver do alto, ver com altivez. Então ele olhava aquela condição dos espíritos ali ao seu redor. Ele não ia se importar porque entendia que estavam na infância da humanidade. Eu disse: "Nossa, eu poderia adotar no meu dia a dia agir não com a sobrancelia de Jesus, mas com aquela que eu sou capaz na provocação, não me irritar, não ficar sempre com aquela sensação. Eu devia ter dito, deixei a oportunidade passar. Nós temos aqui pessoas de todos os cantos do nosso país, mas aqui na Bahia a gente tem uma expressão: "Meu nome é Catispero." A gente não precisa mais utilizar essa expressão porque a gente não quer ir a desforra, porque a gente já entendeu o que é essa mensagem. Claro que entre entender e viver precisa um caminho que é do esforço, disciplina. Por isso tanto a recomendação do autoconhecimento, perceba-se, autoeduque-se, porque quando as oportunidades surgirem, nós vamos errar menos até chegar o ponto de não mais errar, porque o nosso nível evolutivo já vai nos trazer outras possibilidades. São outros os atratores. Notam que a gente sempre tem, não rituais, mas a gente precisa de constâncias, fazer evangelho no lar rotineiramente, participar de grupos de estudo. Estamos aqui reunidos todas as segundas-feiras porque ainda estamos em uma condição de oscilação. Então, é preciso cada vez mais investimento em uma manutenção na maior parte do tempo que pudermos, em manter esse equilíbrio e essa harmonia. Então, vamos investir em sobrancelia a partir de agora. E logo depois ela vai aqui dizer que os amigos de Jesus eram a pobreza e o sofrimento representado pelos oprimidos e digditosos. Eta mensagem que a gente precisa aprender, porque são justamente esses

E logo depois ela vai aqui dizer que os amigos de Jesus eram a pobreza e o sofrimento representado pelos oprimidos e digditosos. Eta mensagem que a gente precisa aprender, porque são justamente esses que a gente desdenha e afasta, porque eles podem macular a nossa imagem. Que imagem? A da mesquinhez. Então, vamos adotar a altivez espiritual e perceber no outro a nossa extensão. Olha quanta coisa que esse texto vai trazer a partir de perguntas, a partir de dúvidas, a partir de questões. Mais para frente, eh, Pedro traz para Jesus a questão da outra face. O que ele tá perguntando é sobre os ensinamentos de Jesus. Mas, mestre, e a outra face, é consagrado que uma pessoa que é agredida, ela tem o direito de se defender, não está eh honerando ninguém, não está causando problema, não foi ela que fez a agressão, mas uma vez agredido, a pessoa tem o direito de se defender. E é interessante que a realmente no evangelho Jesus vai falar sobre amor aos inimigos, vai falar sobre depois que ele fala sobre dá a túnica a quem vem pedir a capa ou dar a capa a quem vem pedir a túnica, quer dizer, dar a mais. Tem uma outra coisa que ele fala, é assim, quem te obrigar a andar 1000 passos, vá 2.000. Então, toda vez que alguém se impuser a você, a reação natural, natural biologicamente, naturalmente, natural evolutivamente, natural espiritualmente pra gente é reagir. O que que você faz primeiro? Você impede que aquele abuso continue e dependendo da situação, dependendo do seu movimento, você então pune aquela ação. Existe a punição legal para proteger a sociedade e o ser humano se acha também no direito de partir para a punição daqueles que agridem. Então, quando Jesus diz, "Para aquele que te bater numa face, oferece-lhe também a outra". Parece uma aberração. Não dá para entender uma coisa dessa. Que evangelho é esse? E aí Pedro vai alegar o que nós alegamos. Mas não tem direito. Só que você precisa pensar no que Jesus tá dizendo. Voltando lá pro que eu falei, o que ele tá fazendo não é ditando regras, não é

esse? E aí Pedro vai alegar o que nós alegamos. Mas não tem direito. Só que você precisa pensar no que Jesus tá dizendo. Voltando lá pro que eu falei, o que ele tá fazendo não é ditando regras, não é dando determinações e obrigações. Ele tá dizendo assim: "Você quer viver no mundo feliz? É assim que se age no mundo feliz. Porque na hora que você devolve, na hora que você reage, na hora que você eh pune, na hora que você faz esse movimento, você está mantendo esse padrão que a gente conhece. Para quem só conhece esse mundo, para quem só conhece essa forma de viver, essa forma de se relacionar, realmente não tem por fazer diferente. Mas Jesus não tá falando para quem tá satisfeito com a situação do mundo. Ele tá falando pros que estão sofrendo. E a gente encara que, ah, mas são os pobres, são os oprimidos pela pela política, pelos governos, são os que são abandonados. Não, a gente precisa ampliar. Ele diz: "Bem-aventurados sois vós quando por minha causa vos injuriarem e perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa do meu nome." Então ele tá falando que tem uma categoria que é para quem ele fala, porque Jesus fala pro espírito. O espírito ele vai evoluir, mesmo que ele não esteja naquele nível agora, ele tá caminhando e tem talvez aspirações lá dentro. Então, eh, ele tá falando para o espírito, ele tá falando para quem tá infeliz com a forma que as coisas são na Terra. Para quem tá infeliz com esse padrão de reação à violência, violência com violência, mal com mal, olho por olho, dente por dente, lá atrás foi um avanço. As pessoas não pensam que quando a lei diz você só vai poder fazer o outro, exatamente o que ele te fez está impedindo o excesso da fúria descontrolada. Eu me sinto agredida, me sinto ofendida, eu parto para cima do outro com tudo, 10 vezes mais do que ele me fez. Aquela justiça do olho do olho por dente, olho por olho, dente por dente, ela vai dizer: "Não pode não". O que você vai fazer é você vai botar o pensamento no meio disso e você vai

do que ele me fez. Aquela justiça do olho do olho por dente, olho por olho, dente por dente, ela vai dizer: "Não pode não". O que você vai fazer é você vai botar o pensamento no meio disso e você vai dizer assim: "Ele me fez isso e isso, isso, eu também vou fazer". Jesus tá propondo um novo patamar. E qual é esse patamar? É o patamar onde eu dou a outra face. Não é a outra face do meu rosto para ele bater de novo. Não é a outra face na forma de se relacionar. Eu só sei uma face. Me bateu, leva. Ah, bateu, leva. Pisou no meu pé, já viu. Pisou nos meus calos, a gente sabe todas essas frases e a gente sabe a reação. Jesus não. A outra face é a da não reação, é a da violência. é a do amor. E por incrível que pareça, eh, isso parece tão extraordinário para nós, mas já houve momentos na história humana que pessoas, aí eu vou citar Gandy, eu vou citar Martin Luther King, produziram resultados na sociedade a partir de uma lógica de não violência. Então significa o seguinte, a agressão que eu recebo, eu não automaticamente devolvo. Eu processo isso e devolvo uma outra coisa, como Jesus faz quando ele tá sendo interrogado e que o soldado lá dá uma bofetada nele. Ele podia reagir, dizer: "Você tá me fazendo isso, aquilo?" É o que a gente imagina. A gente sabe tudo que a gente diria se a gente tivesse naquele lugar. Ele diz assim: "Se eu errei, diz: "O que foi que eu errei? Se eu não errei, por que me bateste? Desmontou. É sobre isso a outra face que a gente dá. Não é dizer: "Venha, bata mais, toma e bata de novo." Não é isso. Isso é muito rasteiro, é muito pequeno, não é isso não. É assim, eu vou desmontar, eu não vou reagir porque eu fico do mesmo nível. E é o nível que a gente tem. Bateu, leva. Acabou. E aí continua batendo, continua levando e para onde vai. A proposta do Cristo é que a gente possa fazer diferente a partir do esforço de buscar ser diferente e aí sim criar um mundo diferente. Diferente no sentido de um mundo muito melhor, muito mais feliz. A gente para de se lamentar de como existe

zer diferente a partir do esforço de buscar ser diferente e aí sim criar um mundo diferente. Diferente no sentido de um mundo muito melhor, muito mais feliz. A gente para de se lamentar de como existe maldade no mundo e a gente começa a construir uma coisa diferente do que existe na nossa possibilidade, como Jamil falou, dentro das possibilidades da gente, mas a gente chega lá. >> Simão Pedro é o retrato do pragmatismo da praticidade daqueles dias. As perguntas dele nessa entrevista a sós com Jesus. que não está na Bíblia, está nos anais de bibliotecas do mundo espiritual, em livros não publicados no mundo físico, a que Amélia Rodrigues teve acesso. Nós encontramos ele fazendo as perguntas óbvias que qualquer um de nós faria. Senhor, com essa doutrina não vai dar, vai dar manjar confusão. Tem aí o Sinédrio contra a gente. Roma vai se surgir a qualquer momento. Os doutores da lei estão se articulando para te calar. Porque ela fere os estatutos de Moisés, fere os dispositivos da lei, vai de encontro as determinações do sinédrio. Jesus não tá nem aí absolutamente seguro do material que trazia consigo. Olha, ele era o homem do porvi, o homem do futuro e que tinha que trabalhar naquele período. 2000 anos essa mensagem vem lapidando com uma água mole, essa pedra dura. E tem gente que continua tão não poroso como naqueles dias. Ou seja, até mergulha nas religiões, porque entrar nas religiões é a coisa mais fácil do mundo. Deixar que as religiões entrem nas pessoas, o desafio tá aí. A pessoa é uma pedra enfiada, mergulhada no oceano. Tá toda molhada por fora. Quebrou a pedra, tá seca e árida por dentro. Pedras não são porosas. Joga um giz, um pedaço de gesso, um caco de telha, um tijolo. Por ser argila, ela ficará toda molhada por fora, depois internamente, até se dissolver. é maleável a temporosidade, mas tem gente que é fechado mesmo. Aí Jesus sabia que tinha que trabalhar aquele grupo, fazendo com que eles enxergassem além daquilo. E depois do acontecimento da crucificação,

eável a temporosidade, mas tem gente que é fechado mesmo. Aí Jesus sabia que tinha que trabalhar aquele grupo, fazendo com que eles enxergassem além daquilo. E depois do acontecimento da crucificação, eles foram dotados de mediunidade no Pentecostes para ter um efeito que era desejável à época. Ou seja, essa sociedade só crê se vê. É, pois tome-lhe poder, curem, expulse demônio, tomem picada de serpente e você já tem soro antiofítico natural do sangue, não tem problema. Vocês vão entrar em jaula com leões e sair os leões vão virar gatinhos, né? sem nenhum medo para para vocês. Cada situação para causar impacto. Os anos se dobraram, os séculos vieram, os milênios foram atingidos. Hoje nós precisamos de transformações pessoais. É possível viver nos dias de hoje integralmente a mensagem de Jesus? É uma pergunta, quem quiser que dê a resposta, porque é desafiador. Ainda hoje eu atendi uma pessoa no meu ambiente de trabalho, ainda bem que nenhuma identificação. É um senhor, uma Bíblia na mão. Já percebi qual era a linha dele. O senhor pode me indicar um advogado para meu divórcio litigioso? Eu disse: "Ol, moço, eu não costumo indicar por razão de ética. Advogado é um profissional de confiança, mas não conheço ninguém, pelo amor de Deus. Bom, disse, para amor de Deus, eu peguei uma amiga e botei o nome dela, o telefone, indiquei, é mulher? É, é uma mulher. Não, eu quero homem. Eu quero um advogado homem, porque ele vai fazer meu divórcio. Mulher não me entende, não aprecio e eu quero só homem, porque ele depois vai encontrar para mim uma mulher que nasceu no mesmo dia, mês e ano para me refazer minha vida com uma segunda consorte que vai nascer no mesmo dia, mês e ano dele. Eu olhei assim, louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje eu tô perdido, né, moço, eu só tenho essa pessoa aqui, eh, essa mulher, só conheço essa amiga aqui. Ele saiu, a visão dele tava bastante turvada, ele só enxergava o machismo na frente. Mas eu não sei a história dele, deve ter sido uma história bastante

i, eh, essa mulher, só conheço essa amiga aqui. Ele saiu, a visão dele tava bastante turvada, ele só enxergava o machismo na frente. Mas eu não sei a história dele, deve ter sido uma história bastante difícil. Ele me procurou duas vezes, pela manhã e à tarde. Senti claramente que ele queria alguém para conversar, ele queria alguém para desabafar. o melhor seria um psicoterapeuta. Tive que fazer esse papel num ambiente completamente diferente desta proposta, porque ele precisava eh soltar o que estava amargurando ele. Jesus percebeu que as considerações de Pedro eram sensatas, mas a visão que o Cristo tinha era muito diferente. Tanto que no final foi o que ele disse: "Pedro, sabe uma coisa? Vamos sair daqui porque tem muito trabalho esperando a gente na terra das necessidades. Ou seja, nós podemos até ter razão, mas o outro tem a necessidade. E tem momentos que a gente tem que calar e colocar em plano secundário nossos interesses pessoais, porque atender o chamado de Jesus tem regime de urgência. SOS, serviço, oração e silêncio. Aqui no finzinho do capítulo, já para me despedir de vocês nessa noite, aparece a ideia de que precisaremos porfiar até o fim e esses herdarão a terra. Aí a gente diz: "Misericórdia, vou ter que ficar padecendo até não aguentar mais". Mas porfiar significa que nós vamos persistir ou agir de modo obstinado para alcançar um ideal. Vejam como muda. Não é nada penoso o que nos leve a sofrimento. É, em verdade libertação, possibilidade de sermos felizes. Mas só pode porfiar aquele que tem um ideal no qual acreditar. A gente tem o espiritismo que nos foi apresentado já há algum tempo, se a gente considerar o século 19. E o porfiar significa que eu sei que o por vir, o amanhã, o futuro é de imortalidade e é de felicidade, de acordo com aquilo que nós estamos fazendo. Então, João, quando você traz aí pra gente a afirmativa de que a morte é a grande libertadora que altera a face das coisas, por que altera a face das coisas? Porque porfiamos, como aqui foi

s fazendo. Então, João, quando você traz aí pra gente a afirmativa de que a morte é a grande libertadora que altera a face das coisas, por que altera a face das coisas? Porque porfiamos, como aqui foi dito, os oprimidos, agora serão os libertos. Então, a morte altera, porque a condição que eu vivi de subalternidade, de opressão e de dificuldade, como eu porfiei por acreditar no mundo espiritual após a morte, eu tenho merecimento de ser aquele enquanto encarnado, oprimido, agora liberto, porque eu entendi qual é a perspectiva da a perspectiva da dinâmica evolutiva. Então aquele que estava na condição de pobre será enriquecido pelas bênçãos por bem ter aproveitado as oportunidades evolutivas. Então a morte altera a face porque aquilo que parecia uma condição que poderia macular a minha imagem, me colocar como inferior na sociedade, é a minha grande e visibilidade no mundo espiritual. É só lembrar daquela passagem de Lázaro, que comia dos restos, que era alguém de feridas, mas no mundo espiritual essa face muda após a morte porque se reconhece a grandeza dele. Então, porfiemos todos e o nosso porfiar está no trabalho, como Amélia recomenda nesse capítulo, incessante no bem. Então, vamos dando boa noite aqui agora e lembrando que porfiar é necessário. Aquele que perseverar até o fim será salvo. Quer dizer, vai alcançar a plenitude. Ah, mas eu não consegui porque não alcancei. É porque não chegou ao fim. Porque com certeza o fim de todos nós é a união com Deus, é a plenitude, a expressão máxima da perfeição que alcançarmos. Agora, precisamos perseverar. Vamos refletir sobre isso. Boa noite. Segunda-feira a gente se encontra novamente. Muita paz. [música] A Caravana Baiana [música] da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas [música] o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o [música] nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe [música] que

cial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o [música] nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe [música] que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma história de amor que aproxima. เ

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