Para Viver o Evangelho | Episódio 207 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 11)

Mansão do Caminho 31/03/2026 (hoje) 1:00:52 1,054 visualizações 237 curtidas

Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

No entardecer, ecoa a eloquência do mestre. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. A multidão estasia-se a ouvir tão deslumbrante revelação. Então refletem aqueles de maior agilidade mental. O incognocível poderá ser percebido e o mistério da gênese cósmica desvendado. Há uma maneira muito peculiar de alcançá-lo, que transcende os hábitos intelectuais que em vão tentam conceituar a divindade. E essa gnose privilegia o sentimento. Onde a inteligência tateia a cega, o coração percebe o essencial, muito além das formas e das abstrações do pensamento. A incomparável promessa evoca na multidão incontáveis estados de espírito e cada pessoa, a seu modo evoca suas lembranças sobre Deus. Depositário das mais sublimes aspirações humanas, consolador de nosso coração em sofrimento, mão protetora que nos tira da sensação de abandono, força que nos alenta, inspiração que nos faz criativos. Pai e mãe da longa série de nossos ancestrais e da grande descendência que nossos olhos nem sequer contemplarão. E todo devaneio, fruto do eu em evolução, não é um conhecimento dele, mas uma amplificação daquele que concebe. E assim a pequenez do humano conhece, delimita e conforma a grandeza do divino ser. A revelação sintética aponta o caminho para o pleno conhecer, a pureza do coração. Somente assim pode-se conquistar o sentido íntimo que permite ultrapassar os movimentos do intelecto. Para ver a Deus é preciso limpar as nascentes do sentimento, dia muito contaminadas pelos interesses e paixões, pelos prazeres egóicos, pelas sensações materializantes e, pior ainda, deslustradas pela supremacia das emoções da revolta, da mágoa, do apego, da tristeza. Um coração limpo conhece a inocência, experimenta a incondicionalidade dos afetos, percebe-se liberto das algemas da posse, atua com plena benevolência, caridade e tolerância. Quanto mais limpo o coração, mais sagrado é o viver. E a vida é mais e mais gratuidade, celebração, harmonia, dedicação, plenitude, graça, deleite, doação.

m plena benevolência, caridade e tolerância. Quanto mais limpo o coração, mais sagrado é o viver. E a vida é mais e mais gratuidade, celebração, harmonia, dedicação, plenitude, graça, deleite, doação. A alma de coração puro, amor plenificado, deslumbrada, pode então saber por experiência direta o que significa a promessa. Limpos de coração verão a Deus. Texto intitulado Bem-aventurados os limpos de coração da obra As Bem-aventuranças de André Luiz Peixinho. Meus amigos que estão presentes e os caros internautas que nos prestigiam com sua audiência virtual. nossos votos de muita paz numa data inesquecível. Como já dito e visto, nós temos hoje 2 anos do regresso de nosso André Luiz Peixinho ao plano espiritual, de onde continua agora suas atividades. E o livro pelos caminhos de Jesus, de Amélia Rodrigues, nos aponta que temos que sair de Salvador para uma cidade chamada Jericó. Essa cidade tão antiga que se estima 10.000 1000 anos de existência e pontuada de fontes cantantes para a época, tamareiras, laranjeiras floridas, mas era uma cidade bem mais carnal, bem mais materialista do que Jerusalém. Se Jerusalém era a cidade dos profetas, das tradições religiosas, do templo de Salomão, do muro das lamentações, Jericó não. Jericó era a cidade dos bordéis, das casas de câmbio, do comércio intenso, da ganância, da usura, enfim, dos apetites mais físicos. Não obstante, Jesus esteve ali incontáveis vezes, sempre buscando socorrer aquelas almas que estavam desorientadas e perdidas. E foi aí que ele vai travar contato com um cego muito conhecido nos textos evangélicos, a figura de Bartimeu, a quem ele prodigaliza a oportunidade de recuperação das pupilas mortas. Jesus era o divino oftalmologista. Devolveu vistas, audição, fala, movimento a incontáveis pessoas sem as blindar contra a morte. Oportunamente elas vieram a desencarnar como qualquer outras criaturas, mas a oportunidade de ver, de ouvir, de falar é absolutamente significativo, porque ele alterou estas vidas. E por isso

a morte. Oportunamente elas vieram a desencarnar como qualquer outras criaturas, mas a oportunidade de ver, de ouvir, de falar é absolutamente significativo, porque ele alterou estas vidas. E por isso mesmo a cidade tem uma importância capital, como na descrição de Amélia Rodrigues, pelo fato de que Jesus, mesmo sabendo ela materialista, constituída de pessoas chumbada aos interesses do mundo, ele esteve ali várias em várias ocasiões, criando um clima que era dicotômico aos que ansiavam pela sua chegada, pela sua visita e aos que detestavam Porque ele espalhava um hálito de natureza espiritual. Ele higienizava a cidade, ele melhorava as criaturas e tudo aquilo causava um mal-estar em quem estava mergulhado no pântano das paixões, das viciações. Mas ele sempre ia ali e foi nesse momento de encontro com essa figura, Bartimeu, filho de Timeu, cego desde da infância. Desde a, desde que veio ao mundo, a cegueira já acompanhava aquele rapaz, que ele então vai produzir um dos mais extraordinários fenômenos de ímpar beleza, devolvendo-lhe à vista porque sabia como ninguém manipular a matéria e a energia, fazendo com que ele puder, ele e todo e muitos que o procuraram voltassem a enxergá-la policromia da vida. que fiquemos em nós, que fique em nós esses caminhos para Jericó, porque cada cidade tinha uma um degradê, tinha um nível evolutivo que simbolizava: Jerusalém foi a sua marca, tanto quanto Belém foi o seu berço. Viveu em Nazaré, mas percorreu incontáveis cidades daquele perímetro, sempre socorrendo as almas que ali se demoravam em fuga psicológica. em fuga emocional, aqueles que estavam aflitos, atormentados de alguma maneira. Por isso, nós vamos continuar em Jericó com a nossa Nádia. Boa noite aos amigos que estão presentes conosco hoje, tanto o pessoal que tá aqui fisicamente como aqueles que estão distantes no espaço, mas ao mesmo tempo, e aqueles que estarão distantes no tempo, porque vão assistir esse programa depois. É muito bom estarmos juntos nessa noite que nós recordamos

queles que estão distantes no espaço, mas ao mesmo tempo, e aqueles que estarão distantes no tempo, porque vão assistir esse programa depois. É muito bom estarmos juntos nessa noite que nós recordamos uma transição que é a transição do processo do desencarne, onde um amigo querido encerrou sua vida física e retornou à pátria espiritual. Eh, eu lembro, tava aqui lembrando que em várias várias vezes em palestra André que ele tinha um jeito de falar as coisas brincando, né? Ele dizia assim: "Não é possível. Os espíritos dizem que estar encarnado é como estar numa prisão. A pessoa está, o espírito está algemado ao mundo físico e que a morte é uma libertação." Mas aí todo mundo fica chorando, todo mundo fica triste. Ele falava isso na palestra daquele jeito jocoso que ele tinha. E é verdade. Os espíritos dizem que quando alguém desencarna é uma festa no mundo espiritual. é recebido, né, principalmente uma reencarnação bem-sucedida, é recebido com alegria e a gente aqui fica chorando. Então, vamos viver essa dicotomia e ela serve pra gente fazer uma reflexão em torno desse capítulo, onde eh a aquarelista do Evangelho está nos falando sobre a cura do cego Bartimeu, cego de nascença. É interessante que nessa cura, ela não vai falar sobre isso, mas nessa cura os discípulos perguntam: "Senhor, quem pecou? Ele ou seus pais para ele ter nascido cego?" E eu li num livro de Hermínio Miranda, se não me engano, ele falando de que essa seria uma das evidências da crença na reencarnação que tá na Bíblia. Porque se você vai perguntar quem pecou, ele ou seus pais para ele nascer cego, ele tinha que ter pecado, eh, que é o termo usado antes de nascer. Teria que ser em outra vida, né? Teria que ser numa vida passada. e ela vai falar vários aspectos sobre esse processo da cura que Jesus faz no cego Bartimeu. É, o que eu queria chamar atenção, que tem a ver com isso que eu falei, sobre a forma como a gente lida com o fenômeno da morte, a forma como a gente lida com a partida dos entes queridos, é que ela

. É, o que eu queria chamar atenção, que tem a ver com isso que eu falei, sobre a forma como a gente lida com o fenômeno da morte, a forma como a gente lida com a partida dos entes queridos, é que ela vai fazer uma comparação entre a posição existencial de Jesus, a forma como ele via a realidade, a forma como ele lidava e os discípulos, os seguidores, enfim, nós seres humanos. Ela vai dizer que Jesus promulga o reino dos céus enquanto os discípulos andam pela terra. Nós a evidentemente desejamos o reino dos céus. Nós desejamos níveis mais elevados de consciência. Desejamos que o planeta se transforme num mundo de regeneração. A gente deseja tudo, mas andar na Terra tem a ver com estarmos identificados muito ainda com esse mundo material. Então, embora nós saibamos como é melhor o mundo espiritual, como é melhor estar liberto, liberto do das paixões, das necessidades materiais, do estreitamento de visão, que é naturalmente a reencarnação. A gente sempre acaba preferindo continuar encarnado. Vamos mais um pouquinho, vamos mais um pouquinho e ficamos retendo os nossos entes queridos muitas vezes. Então tem uma diferença. Ele vem Jesus para nos descortinar possibilidades infinitas. Ele vai dizer: "Vocês não precisam ficar presos nisso. Vocês não precisam só andar na terra. Estamos andando na Terra porque estamos encarnados, estamos ligados ao planeta, mas a gente pertence ao reino dos céus. E mais, a gente pode trazer o reino dos céus para este mundo, vivendo da forma como o evangelho nos orienta, da forma como Jesus ensinou e vivenciou. Ele vai dizer também, os homens são como que o crepúsculo de uma era, enquanto Jesus é o amanhecer diferente que tá sendo trazido. Por isso ele não foi compreendido. A gente não entendia já lá atrás há 2000 anos. E mesmo hoje, quando nós vemos tantas mudanças no mundo, quando a maioria das pessoas ao refletir se dá conta que esse mundo precisa mudar, que não, que é insustentável viver com base no egoísmo, na ganância, na violência, no exercício do poder

as no mundo, quando a maioria das pessoas ao refletir se dá conta que esse mundo precisa mudar, que não, que é insustentável viver com base no egoísmo, na ganância, na violência, no exercício do poder destrutivo. e a gente almeja uma nova era, mas nós ainda funcionamos, pensamos e agimos dentro da lógica anterior. Toda vez que a gente se propõe a encontrar uma solução, a gente corre paraas soluções de sempre, de dois, de 4, de 6.000 anos atrás. Então, é nesse sentido que Amélia vai dizer, que Jesus, ele é o amanhecer diferente. Ele olha diferente, ele vive diferente, ele fala diferente, ele é essa diferença. E nós almejamos, mas ainda estamos presos ao automatismo passado, como se ele como se esse passado pudesse continuar. E mais do que nunca, no tempo de hoje, a gente se habituou à ganância, a gente se habituou ao egoísmo, a gente se habituou que, aí tem vários nomes, né? a gente chama de consumismo, a gente chama de eh esqueci o nome, aquela eh obsolescência programada, que é só desperdício mesmo. Você já fabrica as coisas para elas acabarem, para se poder comprar mais e a pessoa que fabrica poder ganhar mais dinheiro. É um mundo doido, não faz não faz muito sentido. Então, nossa alma almeja e a gente ainda não consegue, ainda estamos no esforço de realizar o ensino e a vida de Jesus, que é o que ela vai dizer, a terceira comparação que ela faz é que com isso os seguidores são a velice das paixões. A gente não é novo no mundo. A gente tá agindo hoje frequentemente do jeito que agíamos há 2000, a 4.000 anos atrás. Claro que há diferenças, tem um avançozinho, mas a essência precisa mudar. Porque Jesus, ela vai dizer, ele se fazia juventude no sentido de que ele trazia o novo. Ele era a renovação, ele era algo inusitado. Era inusitado dizer: "Amai os vossos inimigos. Conhecereis os meus discípulos, por muito se amarem. Era absolutamente inusitado e até hoje ainda é o indivíduo ser crucificado e dizer sobre os seus algozes: "Pai, perdoai-les, eles não sabem o que fazem". Esse é o convite do Cristo e a

uito se amarem. Era absolutamente inusitado e até hoje ainda é o indivíduo ser crucificado e dizer sobre os seus algozes: "Pai, perdoai-les, eles não sabem o que fazem". Esse é o convite do Cristo e a gente vai ver ao longo do capítulo o que é que isso tem a ver com a cura do cego Bartimeu. Vamos trabalhar a ideia principal das nossas aspirações, dos nossos sonhos. Viver como Jesus viveu. Nos anos 70 ficou popularizado uma música cujo autor é hoje um octogenário, o padre Zezinho, que narrava o seu encontro com a criança e perguntava o que era preciso para ser feliz. E a sua resposta musical era amar como Jesus amou. Sentir como Jesus sentiu, viver como Jesus viveu. Há alguma razão de ser para esse personagem adquirir tamanha importância na história da humanidade? Vamos recordar das nossas leituras relativas à origem do planeta Terra. Emanuel, um dos pesquisadores mais profundos do Evangelho, diz-nos que na origem do planeta, uma comunidade de espíritos puros, do qual Jesus é o seu integrante, eh, preparou o advento dos fenômenos cósmicos como cocriadores no plano menor, já que o grande criador é Deus. Jesus, o responsável pelo sistema planetário que nós habitamos. Essa comunidade se reuniu próximo à Terra uma primeira vez na gênese do próprio sistema solar. E uma segunda vez quando se decidiu a vinda de Jesus eh para a encarnação no seu momento vivencial histórico, quando ele chegaria na Palestina e traria para o nosso planeta a intimidade com grandes ideais do ponto de vista da evolução que prosseguia e que vinha do reino mineral, mas que agora está no estágio humano e poderia avançar muito. muito mais para uma humanidade mais evoluída, mais ditosa, mais feliz, plenamente realizada. Então ele, esse personagem quando ele encarna na história da simplesmente reduz-se a sua expressão. É claro que para estar no mundo, para ser percebido com com os seres e humanos, pelos seres humanos, pelas criaturas que habita esse planeta, usando cinco sentidos, evidentemente que ele tinha de

são. É claro que para estar no mundo, para ser percebido com com os seres e humanos, pelos seres humanos, pelas criaturas que habita esse planeta, usando cinco sentidos, evidentemente que ele tinha de vestir-se do fluido terrestre, vestir-se de uma corporalidade passível de ser apreida pelos nossos sentidos e atuar no mundo. Para, ao fazer isso, necessariamente restringe-se as possibilidades de comunicação, a sua eh o seu esplendor, o seu brilho, a sua riqueza espiritual não pode atender as demandas imediatas, porque são imperceptíveis, indisíveis, eh impossíveis de serem compreendidas de imediato. Há que se respeitar na dinâmica evolutiva o processo que diz que toda aprendizagem deve levar em conta a zona proximal, isto é, aquele arranjo nosso, que nos permite avançar para uma complexidade maior, para um conhecimento mais vasto, mas respeitando a atualidade. Por isso que ele mesmo em estando na terra, trazendo a sua mensagem, há de se dizer que não poôde dizer tudo, não poôde falar com todos abertamente. Por isso selecionou alguns companheiros para trazer mais profundamente os seus ensinos e, por isso mesmo, enviaria a posteriore um consolador que diria muitas coisas que não puderam ser ditas eh naquela época, naquele instante. Mas esse personagem, portanto, mesmo com essas restrições, mesmo com essas limitações naturais de que encarna no fluido terrestre e não pode expressar a sua plenitude porque não é acessível, não é perceptível aos seres humanos dadas as suas limitações, ainda assim foi extremamente diferente de tudo que havia antes, revolucionário nos costumes, na percepção da realidade. nos exemplos de vida, na sua capacidade de interlocução, eh, com todas as possibilidades existenciais representadas por uma pequena humanidade que trazia um grande espectro de diferenças em matéria de realização. É este ser que contou histórias, parábolas, criou possibilidades de ensinar através de frases significativas, fez indagações para verificar as respostas que as pessoas

renças em matéria de realização. É este ser que contou histórias, parábolas, criou possibilidades de ensinar através de frases significativas, fez indagações para verificar as respostas que as pessoas podiam lhe dar sobre a sua própria missão. Tenour alguns, dizendo-lhes como deviam sair e pregar aquele evangelho, retornar para uma avaliação. Em suma, fez várias maneiras didáticas de se aprender na vida os seus ideais, as suas ideias não convencionais, não comuns, não aplicadas ao cotidiano. Era, portanto, desafiador. uma característica sua permanente, eh, incomoda, não se agrega aquela comunidade da forma como ela espera, dá respostas inusitadas para as velhas perguntas que os acostumados com as leis, as regras e as normas não entendem como ele consegue eh desmontar aquele modelo de percepção do mundo da realidade. Estávamos aqui embcidos olhando e só depois lembrei que tem um microfone para segurar e concordo com o internauta que aqui escreveu para nós. De fato, é um um visitante de luxo, de peso e de muita alegria para todos nós. Voltando aqui para a simbologia que Amélia nos traz em retratando Bartimeu, é preciso que a gente também faça uma espécie de movimento introspectivo em que percebamos que a cegueira não se restringe a algo de ordem física. Aqui também há uma profundidade nessa análise que é uma cegueira do ponto de vista espiritual e moral. O que mesmo nós estamos, digamos que vislumbrando para a nossa existência e para a nossa caminhada? Eu achei muito profundo e belo o que Amélia nos traz quando disse que ele era uma espécie de morto respirando em um corpo cansado. E essa condição todos nós experimentamos em algum momento uma sensação de paralisia, de não sabermos para onde vamos. E isso não pelo simples fato de dizermos que não temos uma crença, que não temos algo no que acreditar, porque todos nós o temos e muitas vezes podem ser até questões de natureza material, mas que são os nossos ídolos, neles colocamos os nossos anseios. Então, é preciso fazer uma reflexão sobre o que é

porque todos nós o temos e muitas vezes podem ser até questões de natureza material, mas que são os nossos ídolos, neles colocamos os nossos anseios. Então, é preciso fazer uma reflexão sobre o que é aquilo que faz com que nós nos sintamos mortos, enquanto que a garantia é de que todos nós temos vida em abundância. Tudo o que teremos é vida. A questão é o que estamos fazendo com a possibilidade de aprendizado que a divindade nos concedeu. Amélia foi muito explícita quando aqui então ela sinaliza que essa morte experimentada por esse corpo cansado, ela é fruto da ausência de ideal. Logo, no texto seguinte, ela diz: "Nenhum ideal, forma alguma de alegria acenavam-lhe a vida". E quantas vezes, mesmo dizendo, revelando que nós somos espíritas, que sabemos ou pelo menos estamos na condição de almas, espíritos encarnados, nessa experiência assim nos encontramos. E lembrar que nós temos um grande tesouro nas mãos que nos afirma que somos seres imortais e que a destinação é perfeição. O que nos espera é plenitude, é felicidade. Poderíamos colocarnos, colocarmos-nos numa postura um tanto maior, não só de gratidão, mas de ação. Colocar mesmo em prática o que nós já sabemos que é aquilo que existe. Aência do ideal faz com que nós esmoreçamos e estejamos no mundo vivendo de qualquer jeito, achando que aquilo que nos adoece está no patamar da normalidade, sempre foi, vai ser desse jeito e não vai eh sofrer nenhum tipo de modificação. Depois, Amélia vai nos levar a uma reflexão sobre a marcha dos desiludidos. E aí ela vai dizer que é uma marcha marcada por sombras, sombras que se mesclam em outras sombras. E aí a gente vai vendo como a onda do pessimismo, ela vai sendo cada vez mais colocada num patamar maior, à medida que o pessimismo, a desilusão, a descrença e o materialismo vão campeando as nossas vidas e as nossas existências. E não achemos que o simples fato de termos, que eu não vou nem dizer que é um simples porque é desmerecer, mas o fato de conhecermos o espiritismo não nos

ando as nossas vidas e as nossas existências. E não achemos que o simples fato de termos, que eu não vou nem dizer que é um simples porque é desmerecer, mas o fato de conhecermos o espiritismo não nos exenta de também sermos arrastados por essas ondas. Nisso é que está a oração e a vigilância num ideal magnânimo que nós temos e que deve nos sustentar ao longo de nossa caminhada. Em alguns momentos as luzes vão apagar, as dores vão aparecer, a tristeza, a dúvida. E se eu pudesse aproveitar a vida? E se tudo isso fosse de fato uma ilusão? O que é que eu estou fazendo que poderia estar em outro lugar, fazendo outras coisas, alimentando outros interesses, sem saber que aí estamos caindo na grande armadilha da ilusão. ilusão que nós criamos por comodidade, porque de fato maturação espiritual requer esforço e que aí a gente chama de dor, de sacrifício, esquecidos de que o sagrado ofício é aquilo que o pai misericordioso aguarda de nós, aquilo que é sagrado, porque oferto ao meu criador, aquele que é dotado de absoluta e inequívoca misericórdia. Mais à frente, ela vai dizer então que no máximo da amargura, algo então surge dessa onda ou das ondas sucessivas de sombras, a esperança que aparece é o roteiro que o Espiritismo já nos apresentou, o modelo e guia, que é o nosso mestre Jesus. E é nesse momento que a cegueira começa a se dissipar, porque o roteiro é estabelecido e todos nós já o conhecemos no Evangelho. Repetimos as parábolas, sabemos das histórias, agora falta trazê-las pro concreto na nossa existência. Não é na do outro entrar numa ideia, ou melhor do que a ideia, numa perspectiva comportamental de que tudo aquilo que o evangelho me ensina, a aplicabilidade deve ser para o outro. Primeiro o reino dos céus em mim. Porque então quando ele resplandece, eu sou a sua vivência e vocalização, isso faz com que os demais também possam se inspirar ou se aproximar desse ideal, como nós já vimos nas primeiras comunidades cristãs e na casa do caminho. O simples fato de Bartimeu ter ouvido a afirmação de que

que os demais também possam se inspirar ou se aproximar desse ideal, como nós já vimos nas primeiras comunidades cristãs e na casa do caminho. O simples fato de Bartimeu ter ouvido a afirmação de que Jesus se apresentava. E isso em meio a multidão houve a pronúncia do nome de Jesus de Nazaré. Ela descreve aqui numa fase, numa frase retumbante: "Todo ele se comoveu. Não havia mais o cego, não havia mais as sombras, ali, a esperança e a fé. foi, foram então os elementos que motivaram Bartimeu nessa caminhada. E aí a descrença cede então lugar a uma força incomum. E aí a gente também precisa se colocar nesse lugar se nós não somos aqueles que desencorajam os outros. Porque quando a gente consegue ter um fôlego, uma esperança, uma possibilidade de redenção, tem umas vozes que nos puxam para trás. Ou nós somos essas vozes que dizem: "Não vá, não vale a pena. O mundo é assim, para que tanto esforço? Para que que você quer ser um pacificador, se tornar um pacifista se o mundo é dominado pelas guerras?" Mas aqui ele grita a despeito dessas colocações, Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim. Nesse momento, então, Jesus traz essa afirmação, coragem. Os outros começam também a dizer, Jesus para e escuta. E os outros dizem: "Levanta-te que ele te chama". Muitos colocaram isso genuinamente, outros porque queriam ver mais um espetáculo de cura. Mas ele não deu ouvido à críticas porque ele já tinha em si despertado o ideal, como nós já temos o ideal que Cristo nos deixou pelo Espiritismo. E é nesse momento que o mestre lhe diz: "Vai, que a tua fé te salvou". A cegueira de Bartimeu, aqui representada pela cegueira moral, todos nós podemos deixá-la de lado se tivermos no Cristo o nosso roteiro. >> Em todas as épocas tivemos na Terra cegos, surdos, mudos, atrofiados, paralisados. E a cultura de cada local atribuía um valor a essa pessoa que era exceção na comunidade. O texto deixa claro que Bartimeu já tinha sido abandonado pela família. Portanto, cego, peregrinando pelas ruas,

a cultura de cada local atribuía um valor a essa pessoa que era exceção na comunidade. O texto deixa claro que Bartimeu já tinha sido abandonado pela família. Portanto, cego, peregrinando pelas ruas, era motivo de chacota, era motivo de bullying, era motivo de sarcasmo com uma agravante, não podia se defender. Que não tem algo mais covarde do que aquele que bate numa pessoa cega, porque essa pessoa está absolutamente impossibilitada de ver quem é seu agressor e de articular algum tipo de defesa. É um ato extremamente covarde se agredir uma pessoa que está privada de suas ferramentas básicas para se defender qual seja a visão. Então esse homem, ao perceber a aproximação de Jesus, ele só tinha o que a perder. Jesus não ouviu o grito dele. Jogou a plenos pulmões, berrando no meio da rua, suplicando e relacionando ele à casa de Davi. Tradição do judaísmo. Eis que Jesus ouve a súplica não só pelos tímpanos, a vibração, a hermanada de Bartimeu era de súplica. Era implorando, era rogando que o Mestre interferisse naquele caso. E Jesus limpa-lhe as escamas mortas da visão, devolvendo a ele a capacidade de enxergar. Agora, qual deve ser o impacto de um homem desse voltar para casa enxergando? Meu pai está enxergando? Tô um curador passou aqui pela cidade, chama-se Joshua em hebraico. Ele me libertou. Bartimeu agora maduro, homem feito, voltado dentro de casa, a família teria que rever todos os conceitos para acolher aquela pessoa que agora enxergava e enxergava muito bem. Mas a nossa ilustre aquarelista do evangelho, nossa pintora do evangelho, Amélia Rodrigue, diz que os Bartimeus cegos estão aí por toda parte, mesmo os que enxergam muito bem estão cegos para as coisas da vida. O que o que muita gente enxerga é seu limite, é sua precariedade, sua vitimização, seus interesses egoicos. O que é que eu ganho com isso? Qual é a minha contraparte nesta empreitada? Então, a visão da pessoa vai aonde estão os seus interesses. Passou o interesse do outro, a pessoa fica miope, a pessoa fica

O que é que eu ganho com isso? Qual é a minha contraparte nesta empreitada? Então, a visão da pessoa vai aonde estão os seus interesses. Passou o interesse do outro, a pessoa fica miope, a pessoa fica estrábica. Não vi, não tô sabendo, ninguém me contou. Aí faz um ar de desentendido. É por isso que ele veio socorrer estas almas profundamente claudicantes. E Bartimeu para Bartimeu começava ali um novo desafio. E como nós estamos fazendo um programa que recorda a passagem do nosso incansável trabalhador do bem, que tive a honra de conviver por 40 anos desde 1984, quando na Conjeb de Teoflândia, eu muito jovem e ele menos idoso, ali ele estava abrindo a confraternização da juventudes espíritas do estado da Bahia, falando para quase 2000 jovens na pequena na cidade situada na região cisaleira da Bahia. E eu fiquei fascinado com a figura, o conhecimento jovem médico a época, já formado, falando para aquela turma, todo mundo ali ansiando passar no vestibular, nem se falava em Enem à época. E dali em diante fomos mantendo contatos periódicos e a cultura dele sempre fascinando-me pelo jogo de que era alguém que estava seis meses na frente da gente. Quando eu estava acendendo a fogueira do São João, André Luiz Peinho já tava no Natal. Ele já tava com Noel. Quando eu chegava no Natal, ele já estava no São João seis meses à frente. Era uma visão mais dilatada. E por isso gera saudade ele escolheu uma data. Ele não, o Al escolheu uma data boa, né? 30 de de março, sendo que amanhã evocaremos Kardec, a desencarnação de Allan Kardec em 1869, que se deu no dia 31 de março. Olha que datas próximas. E por isso, garimpando aí em algum lugar, eu fui encontrar um poema de Antônio Pereira. é um paraibano. Alguém já conseguiu sintetizar a definir claramente o que seja saudade. Segundo um cantador, ele era marcineiro de profissão, analfabeto, mas quando escrevia os poemas dele, ele dizia: "Saudade é um parafuso que quando na rosca cai, só entra se for torcendo, porque batendo não vai. Depois que enferruja dentro, nem

profissão, analfabeto, mas quando escrevia os poemas dele, ele dizia: "Saudade é um parafuso que quando na rosca cai, só entra se for torcendo, porque batendo não vai. Depois que enferruja dentro, nem distorcendo não sai. Se quiser plantar saudade, escalde bem a semente. Plante num lugar bem seco, onde o sol esteja bem quente. Pois se plantar no molhado, quando crescer mata a gente. Saudade mata. É verdade. Mas dessa morte eu me esquivo. Como morrer de saudade se é de saudade que vivo. Antônio Pereira, um paraibano genial. Por isso ficamos com a saudade de André, das suas tiradas, do seu humor, da sua visão, do seu silêncio. Quem observava depois das discussões e quando nós aprofundávamos, ele oferecia um caminho alternativo, absolutamente impensado por todos. E a gente começava a cogitar uma nova alternativa. Esse enxergava e enxergava muito bem. É verdade. Enxergava, enxergava bastante, né, Marcel? Porque agora a gente pode falar um pouco junto com a Amélia Rodrigues. Chegamos num ponto do texto onde ela vai falar do sentido da cegueira. Marcel disse: "Eu nunca tinha pensado nisso, mas eh parte meu chegou em casa e a vida dele não era mais a vida dele, porque tudo devia ser diferente. E ele era um homem adulto. Me chama atenção nesse texto do Evangelho. Eu tenho uns trechos assim favoritos e tem umas frases favoritas do evangelho. Sempre tive. E a cura de Bartimeu sempre é interessante porque assim, primeiro porque ele não desiste, né? Então Jesus vai passando, ele percebe pelo movimento e tal, aí ele começa, Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim. Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim. E o povo mandando ele calar a boca. Não, o mestre já foi. Não fala: "Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim". E aí Jesus volta e pergunta: "O que queres que eu te faça?" E ele sabe o que é que ele quer. Parece simples, né? Parece muito simples, mas muitas vezes a gente não sabe o que a gente quer. A gente anseia por algo, a gente busca, a gente reclama, a gente fala. Mas se perguntar assim, você quer

Parece simples, né? Parece muito simples, mas muitas vezes a gente não sabe o que a gente quer. A gente anseia por algo, a gente busca, a gente reclama, a gente fala. Mas se perguntar assim, você quer o quê? A pessoa tem que parar para pensar porque quer mil coisas e não sabe se quer isso, não sabe se quer aquilo. Bartimeu sabia exatamente o que é que ele queria. Senhor, que eu veja. E aí Jesus prontamente cura e ele vê. Amélia Rodrigues vai dizer uma coisa super interessante que é como ele ficou maravilhado com o que ele via, né? Eh, ele ele não só viu como identificou. É uma cura que a gente vai observar que é uma cura dos olhos que tinham algum problema, mas aí tem uma parte neurológica cognitiva, porque ele atribuía significado ao que ele tava vendo. Foi um processo extraordinário essa cura de Bartimeu. E qual o sentido disso num ponto de vista espiritual? Veja, eu falava mais, né, mais para trás, né, um pouquinho no início, que a questão da da do ser espiritual, do ser um espírito, perdão, a questão do apego à matéria. Acho que talvez possamos pensar, aproveitando a experiência de Bartimeu, que a grande cegueira que nós todos portamos e para a qual precisamos de cura é a cegueira de não vermos a realidade espiritual. A gente vê a realidade material e acha que vê muita coisa. A gente estuda, conversa, se relaciona, constrói uma vida. Há pouco, no grupo de autoconhecimento, estávamos falando sobre eh pessoas idosas. No nosso grupo, a maioria somos pessoas idosas. E aí a gente olha a vida toda e diz assim: "A gente dedicou uma vida toda a construções e tá difícil a gente entender que a parte material vai embora, né? É uma tarefa da velice de um ponto de vista psicológico e espiritual. E a gente tava falando isso, mas é, se pensarmos aqui a partir do que é colocado no texto de Amélia Rodrigues e do que tá no Evangelho, nós vamos ver assim, nossa grande cegueira é que a gente caminha na vida sem ver a realidade. A gente só vê a parte material. É claro que nós pensamos, nós aqui que

Rodrigues e do que tá no Evangelho, nós vamos ver assim, nossa grande cegueira é que a gente caminha na vida sem ver a realidade. A gente só vê a parte material. É claro que nós pensamos, nós aqui que estamos temos aspirações espirituais. A gente ora, a gente imagina, a gente deseja, a gente almeja, mas a gente não se vê dentro da realidade espiritual, que é o que acontece, é a realidade. Nós somos espíritos imortais. Estamos transitoriamente vivendo uma série de experiências para a construção de nós mesmos e para a construção, colaborar com a construção dos outros e juntos construirmos a humanidade, a a vida no planeta, o processo geral da evolução. A gente não vê isso. Se parar para pensar com muito esforço, com muito estudo, a gente diz: "Ah, é isso". Mas não é assim que vivemos. Vivemos como Barttimeu, cegos. Vivemos como Barttimeu, sem ter acesso às belezas da vida. Tem uma coisa que nós reparamos pouco no livro dos espíritos e também no Evangelho Segundo Espiritismo, além de outros locais, Kardec coloca o ensino dos espíritos sobre o que acontece depois da morte. Ele diz textualmente: "O espírito retorna à sua vivência espiritual. ele pode contemplar as maravilhas do universo. A gente precisa recuperar isso porque eh devido a vários fatores e principalmente a nossa cegueira, nós acabamos construindo a ideia de que somos imperfeitos demais para termos uma experiência positiva depois do desencarne. Ah, não, eu vou para umbral. Ah, não, eu posso ficar preso ao corpo. Ah, não, eu posso ficar preso à vida material. Pode, porque pode continuar cego. Bartimeu podia não ter pedido. Bartimeu podia ter achado: "Ah, que nada, esse é mais um mestre". Acho que ele não faz muita coisa não. O povo diz: "Mas não é comigo. Quem sou eu? Ele nem me conhece". Aí, ó, já passou, já foi embora. Não passou, mas ele chama. Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim. Tem um movimento onde ele efetivamente se coloca na posição de abrir os olhos, de se curar da cegueira. Então, se a gente puder eh aproveitar a

s ele chama. Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim. Tem um movimento onde ele efetivamente se coloca na posição de abrir os olhos, de se curar da cegueira. Então, se a gente puder eh aproveitar a experiência de Bartimeu, a experiência dessa cura, é muito relacionado ao fato de que nós podemos sim viver como espíritos. a gente pode fazer esse exercício. Lembrando de André, ele falava muito e tem até uma eh um trecho de uma palestra dele que tá na no YouTube, na internet. Depois que ele desencarnou, o pessoal recuperou, que era ele dizendo sobre como a gente precisa treinar para desencarnar, que é se habituar com a ideia. Tem pessoas que dizem assim: "Ah, mas eh se eu morrer, gente, qual é a dúvida? Ah, uma pessoa adulta, criança não, né? Se eu morrer, eu vi uma pessoa dizer assim: "Ah, se um dia minha mãe morrer, eu digo, gente, mas você sabe, né, que sua mãe, ah, não posso nem pensar nisso." E é verdade, a negação, porque nossa cultura faz muito isso, não. Isso é um tema muito lucro, Bia. Ai, meu Deus, não vamos falar sobre isso, não vamos, não vamos. Então, eh, a ideia de que a gente, ele, André falava assim: "Você se habitua, tem técnicas, os budistas fazem isso, não é nenhuma novidade". Mas ele dizia assim: "Eu acordo de manhã e digo: "Ah, ainda estou encarnado, vou fazer o que desse dia?" Começar o dia, não. Como a gente muitas vezes começa, ai meu Deus, mil coisas para fazer, acordei tarde, não acordei tarde, dormi direito, não dormi direito, vou fazer isso, vou fazer aquilo. Não é assim a maioria, né? Não, você acorda e você diz: "Voltei pro corpo, continua encarnado." Tudo bem, não sei nem se eu chego ao fim do dia, porque a gente pode desencarnar a qualquer momento. Os budistas dizem assim: "Não teme certeza nem da próxima respiração". E é verdade, se o coração parar, você não respira de novo, né? Sabemos disso. Mas ele aí dizia assim: "Bom, eu estou encarnado ainda, vou aproveitar esse dia." Como eu posso aproveitar esse dia para amar, para servir, para crescer,

, você não respira de novo, né? Sabemos disso. Mas ele aí dizia assim: "Bom, eu estou encarnado ainda, vou aproveitar esse dia." Como eu posso aproveitar esse dia para amar, para servir, para crescer, para compreender, para superar as limitações. Lembrando sempre que eu tô aqui para isso. Eu não tô aqui para trabalhar, eu não tô aqui para criar filho, eu não tô aqui. Essas coisas todas elas são a forma pela qual nós vamos viver experiências, mas o objetivo é a evolução, né? Então, Bartimeu não desistiu de sair da cegueira. A gente também pode desistir de sair da cegueira. A gente pode escolher, começar a se ver como espírito imortal. A, aí tem a parte difícil. Essa parte eu acho fácil. Essa que ele disse que você acordar, né? A parte difícil que eu não tenho muita coragem de fazer, eu tenho que confessar porque não vou ser falsa, né? É assim, ele dizia assim: "Você vai dormir?" Aí você diz: "Pode ser que eu não acorde no corpo". Aí você pensar isso na hora de dormir tem que exercitar. Aí de vez em eu não chego tão longe, eu digo assim: "Não, eu vou vou me preparar para a emancipação da alma, que é o que a gente faz durante o sono, e vou me encontrar com o meu anjo de guarda. Aí o que ficar decidido, tá decidido, mas eu já tô de segura na mão do meu anjo de guarda." Veja, a gente brinca, a gente pensa, mas essa é a cegueira da qual precisamos nos libertar. Essa é a cegueira que nós precisamos superar, da qual nós precisamos ser curados. A gente pensa que enxerga, a gente pensa que sabe, ah, não, eu tô vendo, eu tenho planos, eu faço isso, eu faço aquilo, mas eu não considero que a essência do meu ser é a dimensão espiritual e que esse retorno à pátria espiritual não é o fim trágico de uma vida. Meu Deus, tantos sonhos, tantos planos, tantos entes queridos. É a sequência natural à medida que a gente avança. E aí, eh, é importante a gente pensar como vai atingir essa cura, eh, como é que nós vamos fazer isso? Para isso, eu vou fazer essa pergunta. André, diga aí pra gente como é que a

que a gente avança. E aí, eh, é importante a gente pensar como vai atingir essa cura, eh, como é que nós vamos fazer isso? Para isso, eu vou fazer essa pergunta. André, diga aí pra gente como é que a gente vai conseguir atingir essa cura. Compartilhe conosco essa solução. >> Então, vamos verificar quais são os nossos propósitos e teremos um trabalho. Esse trabalho consiste em inverter a lógica do mundo. O mundo diz: "Viva de tal forma que a previdência garante o seu futuro". Jesus disse: "Viva de tal forma que o agora garanta o seu presente, porque só há o presente." A previdência humana diz: "Acerque-se dos bens, acumule-os, porque eles são necessários na hora da sua incapacidade." A mensagem de Jesus diz: "Centrai-vos no reino dos céus". O reino dos céus é um estado de espírito, está no âmago do se e precisa ser manifesto. E aí está a única riqueza que o ladrão não rouba, que a traça não corrói, e que em qualquer circunstância, ainda que na mais extrema pobreza com o reino dos céus, é possível transformar a a realidade em local, em ambiência de felicidade. O problema não é a dificuldade, não é a falta de bens, o problema é a inconsciência. da felicidade interior, a inconsciência da riqueza espiritual eh que nós já possuímos porque somos e não conseguimos manifestar na vida cotidiana. Algumas pessoas viveram com quase nada e foram felizes. Estavam ligadas ao reino dos céus. Outras viveram com quase tudo e nem assim conseguiram ser felizes, porque ameaçavam a todo momento os medos, as ansiedades, as angústias da vida, principalmente ligadas ao apego e à própria perda. Por isso, esse ensino é fundamental nos propósitos da nossa busca pela felicidade plena. Mas mais uma vez repetimos sim. E daí? Eu não tenho esse propósito. Estou vendo que me acenam com uma realidade. Mas como é que eu vou fazer isso? Afinal de contas, eu quero a vida eterna. Mas sei que a vida temporal é muito gratificante. Como lembra a história do manbo rico, eu tenho os louros da juventude, os cavalos da corrida da época que me

Afinal de contas, eu quero a vida eterna. Mas sei que a vida temporal é muito gratificante. Como lembra a história do manbo rico, eu tenho os louros da juventude, os cavalos da corrida da época que me darão uma glória e ao povo judeu. O tesouro da saúde, a riqueza material, como é que eu vou viver? Como é que eu vou mudar de propósito se agora eu me sinto cercado de tantas coisas? que me parecem agradáveis, mas a voz interior já estava ali sinalizando agradáveis, porém não eternas, não duradoras, vão passar. E o eterno, esse está longe do tempo, aliás fora do tempo, porque é eterno e, portanto, nunca passará. Como mudar do finito para o infinito em termos de busca, do relativo para o absoluto, do impermanente para o permanente. Esta é a proposição que fica para nossas mentes. Ora, nós não estamos acostumados aos píncaros das montanhas espirituais. O arar efeito é capaz de nos matar por falta de costume de hábito. E é por isso que voltamos ao nosso passo a passo. É preciso então olhar de frente o nosso estágio real, esse estágio evolutivo que nos encontramos e nos perguntarmos qual é o meu próximo viver, qual é a minha próxima aspiração? E começar uma batalha muito bem se dada pela tradição budista, a batalha do desapego. É o é é o apego, é a ignorância. da realidade espiritual do reino dos céus que gera o apego e o o apego gera o sofrimento, a dor, a angústia. Entro o trabalho inicial esse. E a gente pode fazer isso mais uma vez usando as nossas introspecções e as nossas visualizações, fazendo simulações. Se a vida me levasse a essa experiência, como eu me comportaria? E começar a imaginar, transmutasse como se comportaria Jesus. ou alguém próximo a ele, ou alguém mais elevado, evoluído que nós, que nós reconhecemos em termos de qualidade, começar a visualizar e começar a aspirar, imitá-los, ainda que no plano mental, ainda que no plano eh das visualizações, porque é assim que nós construímos as idelastias necessárias para nos influenciarmos e podermos elaborar essa

a aspirar, imitá-los, ainda que no plano mental, ainda que no plano eh das visualizações, porque é assim que nós construímos as idelastias necessárias para nos influenciarmos e podermos elaborar essa transformação. Então, nós podemos começar a sonhar. E verificamos um dado importante. Olhemos o nosso entorno. Quando o tempo vai passando, quando a idade vai se transformando para além dos 30, a idade do condor, como alguns dizem, a dor daquira, a dor da perda disso, da perda daquilo. Insuma, quando isso vai passando, não já é o instante de meditar. na transitoriedade das coisas e tentar buscar no âmago do se aquele lugar sagrado do reino dos céus, algo que seja da ordem do eterno, do imortal, do pleno. Podemos fazer isso e podemos realizar pequenos experimentos na vida social, na vida familiar, na própria experiência de autoobservação. Agora você um pouco mais presente na vida de Jesus e imitá-lo. Imitá-lo, ainda que não seja isso sentido, já esteja eh na ordem dos hábitos, mas ainda assim vou me esforçar, né? Vou usar a minha potência chamada vontade para seguir na direção desse propósito e vou experienciar desta maneira a vida. Naquela circunstância, nós vamos descobrir uma agradável situação vivencial interna. é que à medida que vamos nos envolvendo com esta ação, algo mobiliza dentro de nós um componente mais eh sutil, superconsciente, que passa a viver na nossa consciência e fica como uma espécie de brisa suave, algo como uma aura que nos toca, nos eleva e nos apoia nessas circunstâncias. É claro que de vez em quando iremos dar um mergulho no velho passado. O homem velho não vai desistir de aparecer na consciência atual facilmente, mas o homem novo vai se formando, vai se construindo, vai se burilando, como alguém que toma de uma pedroa e com seu cinzel da boa vontade. Aquela pedra é um mármore precioso. O seu sentimento extrai dali uma estátua de grande valia estética. Assim, conosco mesmo, podemos fazer isso com esses propósitos de transformação, saindo do apego tradicional mais forte para

precioso. O seu sentimento extrai dali uma estátua de grande valia estética. Assim, conosco mesmo, podemos fazer isso com esses propósitos de transformação, saindo do apego tradicional mais forte para aqueles apegos sutis, mais suaves e até mais palatáveis, ainda aceitáveis na vida cotidiana. Assim nós podemos experienciar essas ideias de Jesus. Muitas outras poderíamos narrá-les nesse encontro desta noite, mas basta que a gente pense ali está o modelo, o guia, a experiência futura nossa, porque seremos um dia crísticos, não simplesmente cristãos. Cristãos são os que seguem as seitas, os dogmas, os cultos e até mesmo a as vivências livre pensadores desse homem. singular que dividiu a história em antes e depois dele. Somos cristãos, mas queremos saber quem são aqueles que jornade na estrada chamada Caminho, Verdade e Vida para experienciar a consciência crística, o como ele vivia na sua intimidade, na sua interioridade. Há um hábito que ele cultiva e que nós precisamos amplificar. De vez em quando ele subia as montanhas ou ia para os parques da época em termos de árvores e ficava em sol eóquos na comunhão com Deus. Podemos exercitar esse hábito. O nosso hábito ainda é pedir e agradecer. Podemos fazer isso, mas vamos utilizando os nossos pedidos. ao invés de querermos mais coisas que nos apeguem à vida eh exterior, que peçamos o apoio necessário, nos transmitarmos esta saga evolutiva, para procedermos acertadamente nessa sese e para experienciarmos com coragem, com denodo, com persistência esse experimento de autotransformação. Ele fez isto algumas vezes e às vezes diz o evangelho, passou a noite em oração. Podemos também fazer isso, pelo menos tentar amplificar o nosso tempo de reflexão espiritual, de meditação transcendental, de busca através das palavras, de sintonias com os grandes mentores da nossa realidade cotidiana. será um bom exemplo facilitador da nossa experiência em termos de buscar a vivência do evangelho. Que esses ideais nos aconcheguem, nos alimentem, nos

os grandes mentores da nossa realidade cotidiana. será um bom exemplo facilitador da nossa experiência em termos de buscar a vivência do evangelho. Que esses ideais nos aconcheguem, nos alimentem, nos transformem e que saiamos desta reflexão pensando como aquela criança. O que é preciso para ser feliz, plenamente feliz, autorealizado, bem-aventurado. Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, viver como Jesus viveu, servir como Jesus serviu.

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