Para Viver o Evangelho | Episódio 211 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 15)

Mansão do Caminho 28/04/2026 (há 1 mês) 1:00:57 1,280 visualizações

Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Boa noite a todos que estão aqui conosco, os companheiros que estão na presencialmente na sede eh central da Federação Espírita. Muito obrigada pela presença, pelo calor, pelo apoio. Uma boa noite aos nossos companheiros que estão assistindo nesse momento ao vivo através da internet. Muito bom ter vocês com a gente e uma boa noite ou bom dia ou boa tarde para aqueles que vão assistir depois em outra oportunidade, em outro momento. Nós estamos começando mais um programa aqui da Federação Espírita do Estado da Bahia para Viver o Evangelho e continuaremos trabalhando com o livro do Espírito Amélia Rodrigues na psicografia de Divaldo Franco chamado pelos caminhos de Jesus. Hoje o capítulo tá muito interessante, chama-se Encontro de reparação. E é assim muito sensível, muitos pontos para nós pensarmos. Vamos então aproveitar esse essa nossa hora juntos para compartilhar nossas ideias, nossos anseios de espiritualidade, nossos progressos espirituais, tá bom? Antes disso, temos os avisos de sempre. para os o convite sobre as nossas atividades, começando pelas palestras doutrinárias na sede histórica. A Federação Espírita tem a sede central que fica aqui na região do Iguatemi, onde nós estamos fisicamente, e tem a sede histórica que fica no centro histórico de Salvador, no terreiro de Jesus. A sede histórica, vocês estão vendo que tem uma série de eh exposições doutrinárias em dias diferentes, em horários diferentes, conforme a conveniência das pessoas. Os temas são muito interessantes e os expositores são companheiros nossos que se dedicam a essa tarefa de exposição doutrinária e vai ser muito bom. Você escolhe o dia, você escolhe a hora. Se você quiser ir regularmente, ótimo. Se quiser ir eventualmente também, mas quando terminar a exposição, quando terminar o programa, vocês voltam pro início do vídeo e dão uma olhada aí mais detalhada na programação. Já tá acabando porque hoje já é dia 27, mas eh essa é a programação de abril, teremos com certeza a programação de maio. Uma atividade nova que nós não

dão uma olhada aí mais detalhada na programação. Já tá acabando porque hoje já é dia 27, mas eh essa é a programação de abril, teremos com certeza a programação de maio. Uma atividade nova que nós não tínhamos falado ainda, estamos começando a divulgar hoje, é o 16º Encontro da Assistência e Promoção Social Espírita APS. Eh, o Espiritismo na Assistência e Promoção Social é o tema vai acontecer no dia 17 de maio de 2026, das 8:30 às 12:30, portanto, pela manhã, na sede histórica. Fica no Largo do Cruzeiro, número oito no Pelourinho. Nós vamos ter três companheiros nossos, Marcos Vinícius, Paulo de Tarso da FEB e Maria de Lourdes da FEB, que vão participar desse evento. Vale muito a pena, ele é presencial, tá bom? Contamos com a presença de vocês. É muito importante a gente pensar na assistência e promoção social espírita. Eh, retomando o seminário de mediunidade de 2026, vai acontecer nos dias 6 e 7 de junho. As inscrições já estão abertas, vários palestrantes. Vai ser também um evento presencial aqui na sede central da FEB, inscrições no site da FEB também, tá? O tema mediunidade, uma visão sistêmica da obra de André Luiz, muito importante para quem trabalha em reunião mediúnica, para quem tem interesse pelo tema da mediunidade e para aqueles de nós que desejamos crescer através da compreensão da mediunidade. Que mais? Temos então o 23º encontro estadual de espiritismo, vivenciando o espiritismo. É, o tema vai ser lá no fim do ano, 31 de outubro a 2 de novembro no Fiesta Convention Center. Tá aí o QR Code e também no site da FEB a gente pode fazer a inscrição. Já abrimos essas inscrições há bastante tempo porque é um evento grande e é um evento que quanto mais cedo as pessoas se inscreverem melhor pra gente fazer uma organização que fique tranquila para todo mundo, que possa permitir momentos aí de reflexão e de crescimento e de encontro também, porque aí todo o movimento espírita da Bahia se encontra nesse evento, tá certo? Então não pode faltar você se inscreva também.

permitir momentos aí de reflexão e de crescimento e de encontro também, porque aí todo o movimento espírita da Bahia se encontra nesse evento, tá certo? Então não pode faltar você se inscreva também. Bom, eu quero mostrar para vocês o número da revista Reformador, que é publicada pela Federação Espírita Brasileira, tá certo? De maio de 2026. O tema central da dessa revista é reflexões espíritas, mas ele traz muitas coisas falando sobre jornada evolutiva, falando sobre Jesus, falando sobre o espiritismo, atividade mediúnica, como espaço de aprendizagem, etc. Então, é uma revista de qualidade, ela tá impressa, mas vocês encontram também eh no site da FEB, né? Ela tem também numa versão digital. vale muito a pena, eh, sempre informativo, sempre uma oportunidade da gente pensar mais sobre a doutrina espírita, tá bom? Então, vamos começar as nossas reflexões. Os nossos companheiros vão colocar as considerações iniciais de cada um e a gente prossegue. Primeiro Marcel Mariano e depois Jamile Lima. um dos capítulos, meus amigos, minhas amigas que nos assistem aqui presencialmente ou remotamente, um dos capítulos mais apaixonantes do livro e que muito me sensibilizou, especialmente porque evoquei estes dias amargos que estamos todos atravessando. com especial destaque para as notícias trágicas envolvendo os altos índices de feminicídio. o ano passado, segundo o Observatório Nacional de Violência, que é um órgão do governo, que analisa e faz uma radiografia do ano, nós tivemos 1470 feminicídios no Brasil. Estatísticas atuais apontam que a cada 6 minutos uma mulher morta em nosso país. A cada 20 segundos uma é violentada. Então, nós temos dados estarrecedores e por isso mesmo nós que estamos atravessando o mês de abril para desaguar no mês de maio, exatamente quando a civilização do ocidente consagrou maio às mulheres, mães, especialmente porque o dia 8 de março é o dia internacional da mulher. E maio, aquele mês escolhido para se homenar às mães, conforme Ana Jarvis, a norte-americana

te consagrou maio às mulheres, mães, especialmente porque o dia 8 de março é o dia internacional da mulher. E maio, aquele mês escolhido para se homenar às mães, conforme Ana Jarvis, a norte-americana do século do final do século XIX, que escolheu o mês de maio para homenagear a sua mãe, quando o bairro da cidade norte-americana que ela vivia sob dessa homenagem, todos elegeram mês de maio para homenagear as mães. Como uma verdadeira enfermidade boa, eis que a notícia percorreu o estado, chegou à Casa Branca e o presidente norte-americano da época consagrou nos Estados Unidos maio dedicado às mães. Aí se alastrou para o mundo ocidental e se consagrou o mês de maio dedicado àquela que nos nutre, que nos acalenta e nos reveste de carne no mundo. Se olharmos para o evangelho, veremos que a mulher pontua toda a Bíblia aqui considerada Velho e Novo Testamento, desde a personagem Eva, segundo a tradição e a oralidade, criada a partir de uma costela de Adão, conforme a história é narrada. E vamos até as mulheres que pontuaram os Atos dos Apóstolos, oferecendo guarida, especialmente a Paulo, a Barnabé, a Herasto e a outros trabalhadores da primeira hora que marchavam por aquele tempo árido, seco, desértico, levando a mensagem de Jesus. Isso sem falar que toda a história do cristianismo está assinalada por heroínas. por mártires, por verdadeiras mulheres que experimentaram o martírio dando suas vidas para que a mensagem de Jesus alavancasse o tempo em que viveram. Joana Dark, Maria Quitéria e tantas outras heroínas que passaram, que hoje pontuam a igreja com as santas que foram por esta igreja romana canonizadas. Une. Nada melhor do que Amélia Rodrigues nos brindar com das passagens mais poéticas, mas ao mesmo tempo mais dramáticas de todo o Evangelho, quando Jesus é surpreendido na rua por aquilo que era habitual do povo judeu fazer. Encontrando a mulher em uma situação que se presumia equivocada, ela era levada à praça pública para ser lapidada. É curiosa a expressão. Ela é uma pedra bruta e os homens são

ual do povo judeu fazer. Encontrando a mulher em uma situação que se presumia equivocada, ela era levada à praça pública para ser lapidada. É curiosa a expressão. Ela é uma pedra bruta e os homens são todos ouríves. Eles levam a mulher, pedra bruta, à praça para lapidarem na transformando em um diamante. E que expressão poética para um feminicídio. A mulher vai ser morta a pedradas e os homens acham que estão lapidando ela. Se olharmos a idade média, os crimes cometido contra as mulheres que eram tidos como os bruxas. E cá para nós, até a revolução causada por Martinho Lutéo, a chamada reforma protestante de Martinho Lutéo. Logo depois a igreja desencadeou o movimento chamado contra reforma em duas cidades italianas, Trento e Ávio. E essas reuniões da igreja duraram 18 anos a pretexto de fazer uma reforma da doutrina da igreja. herdada especialmente de Santo Agostinho, Santo Inácio de Loiola e dos pais da patrística ancestral. Depois de 18 anos de concílio, eles tomaram uma deliberação extraordinária. A mulher tem alma, porque até ali ela não tinha. E havia uma vantagem. morrendo, ela não ia nem pro céu, nem pro inferno. A partir do momento que a mulher passou a ter alma, ela agora tem duas opções. Ou vai para o recanto divino ou foge para a concorrência, depende da das atitudes. Mas até então ela não tinha alma. O a que ponto chegava a empáfia da criatura humana e o menosprepreso à personalidade da mulher. Então Jesus pode ser considerado um grande feminista, alguém que reabilitou a figura da mulher. E esse capítulo é moldura. trás de uma beleza poética que nos arranca lágrimas ao vê-lo confrontar a hipocrisia, a misogenia daqueles dias, né, de modo a desvelar o que aqueles homens numa sociedade patriarcal e machista consideravam que era o elemento feminino. ele ofertar pontes e estradas para que aquela senhora, jovem senhora, tivesse a sua dignidade resgatada. E temos um final que é épico, de uma beleza incomum, onde o amor se revestindo de maternidade não realizada

pontes e estradas para que aquela senhora, jovem senhora, tivesse a sua dignidade resgatada. E temos um final que é épico, de uma beleza incomum, onde o amor se revestindo de maternidade não realizada socorre o equívoco do companheiro ébrio, equivocado que se perde nos caminhos do mundo. Aguardem. Irmãos e irmãs, boa noite a todos que estão aqui conosco no auditório da SED Central da Federação. Aos nossos internautas que nos acompanham pela TV FEB, TV Mansão do Caminho. [roncando] Compartilho com vocês que uma frase em particular [roncando] me despertou uma sincera atenção, que é a desta mulher no momento em que ela dialoga com Jesus e que ela diz: "Lutei muito antes de tombar". O sedutor rondou meus passos como lobo vorais ante a presa invigilante. E quantos de nós também lutamos muito antes de tombarmos? Vamos analisar um pouquinho o que essa frase quer nos dizer, porque também traz uma interceção direta com o que Marcel trouxe para todos nós, que é o nosso contexto atual, que por mais que nós entendamos como algo que nos perturba, é um contexto criado pela nossa própria condição evolutiva, pela invigilância, por anseios que nós temos que estão muito mais centrados em questõ de natureza material do que naquilo que já entendemos como tesouros da alma. E só para quem tá aqui presencialmente, não tem uma obrigatoriedade das cadeiras ficarem lateralizadas, não. Se vocês quiserem virar paraa frente para não doer o pescoço, [risadas] fiquem muito à vontade, por favor. Mas aí seguindo, eu lembrei de um texto intitulado Resistência contra o mal. E aí, eh, tem nesse texto que é de Joana deângeles, ela vai dizendo que nós somos acometidos em etapas da nossa existência por momentos de desânimo, onde parece que a vida perde a cor, fica um tanto quanto assisada. Nós estamos passando por processos de abalo, de natureza emocional ou estamos deprimidos, amargurados, entristecidos por alguma coisa. E nesses momentos nós temos uma natural dificuldade de concatenar os pensamentos, de manter os nossos

e abalo, de natureza emocional ou estamos deprimidos, amargurados, entristecidos por alguma coisa. E nesses momentos nós temos uma natural dificuldade de concatenar os pensamentos, de manter os nossos raciocínios com uma certa linearidade e exatidão. As decisões se tornam muito mais difíceis de serem tomadas quando acontece quando estamos em paz, harmonizados e tranquilos. Então, é uma dificuldade natural consequente de um estado de perturbação quando estamos com forte pressão de natureza emocional ou uma decisão iminente que precisa ser tomada. E aí ela vai dizendo que é justamente nesses momentos em que a fragilidade moral aparece, porque como estamos ali combalidos, desgastados, enfraquecidos, moralmente falando, tudo aquilo que nos apresenta algum conforto, alguma facilidade ou comodidade acaba adquirindo uma atratividade muito maior. Porque como eu estou cansado, fadigado de determinados padecimentos, é muito mais tranquilo e fácil escolher alguma coisa que consiga amainar aquela sensação desconfortável. E é nesse momento em que nós passamos a requerer algumas compensações e prazeres que acabam funcionando como fuga. Então, até em coisas simples, como a gente diz, aquelas frases que o materialismo nos ajuda bastante, eu mereço, é só um pouco, não vai fazer mal, ninguém vai ver, é só um pouquinho, só hoje. Amanhã eu vou tentando. E a gente vai mergulhando em algumas ondas desequilibrantes nessa busca por prazer e compensação nas situações que são difíceis. E que, claro, é preciso dizer que num planeta como o nosso que nos aguarda são situações desafiadoras. Não porque Deus nos coloca em situações difíceis ou nas quais venhamos a sucumbir, mas porque o próprio estímulo evolutivo nos apresenta os desafios que são consequências das escolhas que nós fizemos. E não precisa ser em outras vidas, não. Pode ser também, mas as escolhas que fazemos no atual momento em que estamos vivenciando. É nesse momento que nós podemos denominar essas facilidades das tentações que a oração dominical nos

das, não. Pode ser também, mas as escolhas que fazemos no atual momento em que estamos vivenciando. É nesse momento que nós podemos denominar essas facilidades das tentações que a oração dominical nos auxilia pedir que saiamos dela, mas também são os facilitadores que a gente vai buscando uma certa preguiça intelecto moral, uma necessidade de nos pautarmos em decisões que os outros tomam e que a gente segue porque é mais fácil. Eu não preciso retrucar, não preciso pensar, não preciso necessariamente trazer outras possibilidades. É aí que ela fala quando nos voltamos para os prazeres e as compensações, é que a denominada hora do perigo se apresenta. E se não estamos firmes no ideal e naquilo que queremos como evolução, nós iremos desfalecer diante daquilo que nos apresenta comodidade. E naturalmente, como até vocês já colocaram no chat, hoje nós vamos ter companhias espirituais que irão contribuir a nosso convite para que nos acomodemos em regiões já conhecidas, espiritualmente falando, e que estamos buscando a saída delas. É nesse momento que nós precisamos acionar a vigilância. Quanto maior a pressão moral a que estejamos submetidos, maior vigilância nós precisamos ter. Então esse é o chamado. Não é o momento do aturdimento, embora isso seja difícil, mas é a hora em que a vigilância precisa se apresentar de modo mais contundente, mais firme, com orações, mais prática no bem, mais leituras saudáveis, vencer aquele sentimento que às vezes ou muitas vezes nos acomete. Hoje eu não vou, eu preciso descansar, preciso de um tempo. desse tempo fazendo, atuando, participando, estando sempre naquilo que você entende que lhe contribui espiritualmente falando e não se eximindo de estar nesses espaços que podem lhe ajudar a sair das situações de forte pressão moral ou pelo menos de passar por elas com algum tipo de eh força e frescor diante das dificuldades. E ela, nesse texto aí, vai dizendo que se não resistirmos às tais tentações e não acionarmos fortemente a vigilância, nós estaremos então sendo convidados

e eh força e frescor diante das dificuldades. E ela, nesse texto aí, vai dizendo que se não resistirmos às tais tentações e não acionarmos fortemente a vigilância, nós estaremos então sendo convidados pelos condicionamentos do passado a recuperar os comportamentos apaixonados, trêsloucados e desvairados do ontem, que a gente não quer mais. Então, quando li essa frase, eu lembrei desse texto, porque eu fico pensando que é a dor de uma alma que diz: "Eu tentei, eu lutei com todas as possibilidades, mas o prazer e a compensação no momento de dor e de abandono foram mais fortes. Só que depois desse momento de prazer e compensação, a dor pelo delito cometido se apresenta e se consubstancia em arrependimento. E esse ciclo todos nós já conhecemos. Arrepende, espia e repara. Mas a gente também vai ver nesse belo capítulo que a gente não precisa padecer para sempre. E vamos ver o convite que Jesus fez a essa mulher, que nós podemos nos identificar a cada dia diante dos dissabores. >> Pois é, um capítulo que ele começa, Marcel falou muito bem, nos colocando diante de uma questão incômoda. Essa questão da violência em nossa sociedade, ela é incômoda. Repare que a gente não gosta de ouvir falar disso. precisa, precisa compreender e tal, mas aí você sai um pouco pela tangente porque é doloroso saber que nós estamos construindo essa sociedade em relação ao feminino. As estatísticas do feminicídio, elas falam por si sós e vamos lembrar que as estatísticas do feminicídio elas trazem as situações onde a violência culminou na morte. Você vai então fazer o cálculo de quando não culminou na morte, porque aí não vai aparecer normalmente nas estatísticas. E o que é que isso tem a ver? Porque com certeza Amélia Rodrigues não falou a palavra feminicídio. Mas ela tá falando, Marcelo também traz isso de uma relação com o feminino, de uma cultura que eh pune com a morte a vivência do adultério, como se uma pessoa adulterasse sozinha. Porque eu acredito que a lei judaica previa também uma punição para o masculino, mas a

feminino, de uma cultura que eh pune com a morte a vivência do adultério, como se uma pessoa adulterasse sozinha. Porque eu acredito que a lei judaica previa também uma punição para o masculino, mas a gente não vê, é, é emblemático que ele não apareça. Mas é mais do que isso. Nesse capítulo, Amélia Rodrigues vai falar sobre o encontro privado da mulher adúltera com Jesus. Eh, eu gosto sempre de lembrar que o livro, este livro, outros livros de Amélia Rodrigues, eles não são livros históricos. Não vamos agora dizer que a gente vai reformular a Bíblia para incluir, porque a gente tem certeza que depois, bom, não, não, a intenção não é histórica, a intenção é de crescimento, a intenção é reflexiva. E Amélia Rodrigues vai dizer que se baseia nas tradições da espiritualidade. tradições são vivências, são experiências partilhadas, elas também não têm compromisso com a a exatidão do fenômeno, a chamada exatidão fática. Não quer dizer isso, o que não significa que não seja importante e que com certeza a gente pode imaginar facilmente essa ou outra mulher indo ao encontro de Jesus. Não vamos achar que o só aconteceu o que tá escrito no Evangelho. Ali é uma partezinha. aconteceu muito mais coisas. Jesus ficou 3 anos, era um espírito de escola, então muito envolvido em eh iluminar as consciências, eh consolar, curar e promover a transformação. Então é muito bonito, porque acontece primeiro e ela primeiro, o que eu gostaria de falar nesse momento é que ela primeiro vai falar do que aconteceu que tá no evangelho. Então, trouxeram a mulher, uma mulher adulta, era apedreja, a lei manda apedrejar e eles vêm perguntar a Jesus. Não era para nada, era só porque havia um interesse em tentar colocar Jesus numa situação difícil. Então, ou ele é misericordioso, amoroso, etc., E aí ele vai contra a lei, porque a lei diz que é para lapidar ou ele vai seguir a lei e aí ele não vai ser misericordioso. Mas Jesus, a gente tem uma brincadeira, uma fala popular aqui, eh, que não sei se em outros lugares,

i, porque a lei diz que é para lapidar ou ele vai seguir a lei e aí ele não vai ser misericordioso. Mas Jesus, a gente tem uma brincadeira, uma fala popular aqui, eh, que não sei se em outros lugares, aqui na Bahia, que assim, quando você vinha com os cajuzos, eu já tava voltando com as castanhas. Então, Jesus tá muito adiante do nosso processo. E ela vai, Amélia Rodrigues vai dizer assim que o que o que escandalizou na atitude de Jesus, ela vai apontar duas coisas que são significativas. Primeiro, que Jesus não censura o delito. Ora, na qualidade de um rabi, um mestre, esperava-se que ele dissesse realmente não deve fazer isso, ã, etc, etc. Ele não faz isso também. Ele não a considera inocente. Ele não diz: "Não, coitado, ela não tá errada, não tá certa, porque tem mil justificativas". Ele não faz isso. O que já é algo, se a gente não lê mais nada do capítulo, dá para na nossa condição atual, na nossa sociedade atual, nós pensarmos quantas vezes a gente exige de si mesmo ou exige dos outros perante as as situações que estão ocorrendo sempre ao nosso redor, ou que a gente conden o delito ou que a gente releve totalmente. Jesus não faz nenhuma das duas coisas. Ele vai adiante e ele foca na leviandade dos acusadores. Isso desarmou os acusadores. Mas ainda poderíamos dizer assim: "Não, mas isso é um um recurso de retórica que muita gente usa." Então, se você vem dizer: "Olha, e eu acho errado, isso não devia acontecer." Ao invés de eu falar sobre o que tá sendo criticado, eu digo: "Não, mas quem é você? para falar, você também é uma pessoa errada. Só que Jesus não estava usando isso como recurso de retórica. Ele faz isso para liberar esta mulher, porque na verdade aí entra aquilo que Marcel falou, não havia justiça real naquela eh naquela lei, naquela condenação, naquela lapidação. Então ele vai e remete para os acusadores, mas não meramente como um recurso de tirou a razão. Não, você não tem razão, não. Jesus faz as suas ações no nível de profundidade, de transformação e de

ão. Então ele vai e remete para os acusadores, mas não meramente como um recurso de tirou a razão. Não, você não tem razão, não. Jesus faz as suas ações no nível de profundidade, de transformação e de cura. Então, aqueles que estavam acusando, e vamos lembrar quantas vezes em nossa cultura atual, sobretudo nas redes sociais, protegidos pelo anonimato, nos colocamos como os acusadores cheios de razão, porque aquilo está errado, porque a pessoa errou e a gente desanca, para, por assim dizer. Jesus faz isso porque o primeiro movimento de transformação desses acusadores é eles se verem qu tais quais são. Eu estou acusando o erro do outro e eu não estou olhando para mim. Eu não estou percebendo que eu também sou um ser que estou em processo de crescimento e em processo de evolução. O que que ele faz com a mulher? Então ele já contribuiu pra evolução dos acusadores. Quando ele fica só com a mulher, a gente lembra: "Ninguém te condenou, eu também não te condeno. Vai e não peques mais para que não te suceda a coisa pior." Não é uma ameaça, não é sobre punição de pecado, não é sobre um Deus punitivo. lei de Deus não é punitiva, ela corrige, ela reorienta. O que ele está fazendo na verdade é explicando para ela que aquela conduta não produz nada de bom na vida dela. Ela tem que refletir, ela tem que pensar, ela tem que repensar a sua vida, ela tem que se reposicionar e ela tem que compreender que as nossas ações têm consequências. Isso é feito com amor, isso é feito com cuidado, isso é feito para curar, porque o amor cura a crítica, a alegação do mal, a indignação horrorizada, ela não cura, certo? Aí Jesus vai falar isso com ela e a gente precisa pensar quando vamos nos despedir do conceito de pecado. A doutrina espírita não trabalha com o conceito de pecado. Ah, mas no Evangelho Segundo o Espiritismo fala porque era a linguagem corrente da época. Até hoje é a linguagem corrente. Se a gente olhar a doutrina espírita, não tem o conceito de pecado, tem o conceito das eh eh Jamile falou isso,

iritismo fala porque era a linguagem corrente da época. Até hoje é a linguagem corrente. Se a gente olhar a doutrina espírita, não tem o conceito de pecado, tem o conceito das eh eh Jamile falou isso, das escolhas que fazemos e de como precisamos lidar com as consequências dessas escolhas. Do mesmo jeito, vamos pensar que a culpa não produz resultados. A culpa não leva a gente a evoluir. Ninguém evolui porque se sente culpado. A culpa é um registro. É como uma febre, uma dor. Você dá uma topada ali dói para dizer a você, ó, o caminho tá errado. Não, não, por aqui se não dá certo, não. Tá machucando você. Você tem que se cuidar. Mas não é para você ficar sentindo dor. A culpa faz o registro da consciência. E nós temos que fazer a transformação e aprender numa doutrina amorosa com a doutrina espírita. a partir do ensino de Jesus, que nós precisamos de empenho na mudança e não de ficarmos prisioneiros da culpa ou do medo do pecado. >> A legislação que regia o povo judeu foi construída ao longo de séculos, especialmente na figura de Moisés e daqueles que lhe sucederam. Tanto que se admite que o Torá, o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia, é de autoria de Moisés. Há controvérsias, porque no Deuteronômio ele falece e o livro tá completo. Provavelmente alguém terminou aquele livro por Moisés, que morreu em cima do Monte Nebo, contemplando a terra sagrada dos Cananeus, onde ele não entrou. O irmão dele Araão, levou o povo à aquela terra onde manava leite e mel. Mas nesses livros, os cinco primeiros, Número, Levítico, Êxodo, Deuteronômio, ali nós vamos encontrar a mulher numa condição de profunda baixeza, de profundo desprestígio. Ela era apedrejada, açoitada, podia ser banida por delitos que eram insignificantes ou até acusações, já que ela não tinha voz de defesa. 250 anos depois do patriarca, Jesus protagoniza uma cena no tabor. Não só traz Moisés, traz Elias também. Elias estava reencarnado naqueles dias, João, o Batista. Já Moisés estava no plano espiritual.

250 anos depois do patriarca, Jesus protagoniza uma cena no tabor. Não só traz Moisés, traz Elias também. Elias estava reencarnado naqueles dias, João, o Batista. Já Moisés estava no plano espiritual. Jesus materializa os dois no monte Tabor para revogar o decreto de proibição de utilização da mediunidade que tá exarado no capítulo 18 do Deuteronômio. O próprio Moisés que havia estabelecido a proibição do recurso da medindade volta e tacitamente o revoga. Mas há um outro aspecto, porque a partir dali Jesus não só chancela a mediunidade, o intercâmbio com os red vivos da imortalidade, como aproveita para instalar um novo momento. Aprendeste o que foi dito, olho por olho, dente por dente. Porém, vos digo coisas novas. Ou seja, vamos fazer uma tradição em linguagem em linguagem moderna. Esqueçam o que passou. Agora tem um tempo novo. A justiça de Moisés era dura, duríssima, draconiana. A que se atribui essa palavra, a Dracon, um dos grandes legisladores da cultura grega, especialmente na região do Peloponésio em eh Atenas e também Esparta. Aí Jesus instaura o selo do amor. O selo do amor, como bem frisou aqui a nossa Nádia, não é a chancela do erro, não se chancela o erro, nem igualmente eh aplaude-se o equivocado. Não é aquela possibilidade, é aquela atribuição, é aquele recurso, é aquele mecanismo que faculta reabilitar o o indivíduo que se equivocou. Então Jesus se vê numa situação, está tranquilo na praça, pensando, meditando, conversando com Deus intimamente, aparece aquele alarido de um monte de homens trazendo uma mulher quase seminua, desgrenhada, já sofrida e apresentam só a personalidade de Jesus já fez todos eles estacarem o tribunal de justiça que eles iam aplicar. Não tendo Jesus ali, eles matariam ela tranquilamente. Mas a figura de Jesus impõe o respeito. Eles então levam a mulher ao Cristo. Diz a lei antiga que a mulher surpreendida em adultério, em falta, deve ser lapidada. E tu que dizes? Aí a situação difícil. Porque Jesus não para Jesus porque ele tinha mecanismos

a mulher ao Cristo. Diz a lei antiga que a mulher surpreendida em adultério, em falta, deve ser lapidada. E tu que dizes? Aí a situação difícil. Porque Jesus não para Jesus porque ele tinha mecanismos de sondar o íntimo de cada um. Aí olhou aquela turma e disse: "Raça de víboras, estão apenas com inveja, porque ela estava deitada com outro fazendo amor e eles gostariam de estar no lugar do outro. Surpreendem essa mulher e e atrasem para lapidar, mas todos já se aproveitaram dela, estão com inveja daquele outro". Então, o que o que é que o senhor acha que deve ser feito com essa mulher? Qual é o teu conceito? Ele poderia ter satisfeito a turba insolente, dizendo: "Você tem razão. Se Moisés determinou que ela seja lapidada, pedrada nela, não percam tempo. Ignorem a minha presença." Se a absolve, ele cria um iato, ele cria um conflito com a legislação local. Porque há outras textos de Amélia Rodriguez em que mais tarde Pedro vai dizer: "Mas Senhor, advogaste em torno daquela mulher?" Mas isso criou uma anátema, criou uma fissura entre nós, os pescadores, os teus seguidores e a lei, ficamos com dificuldade e Jesus teve que apagar mais esse incêndio causado por Simão Pedro, porque ele ficou inquieto com aquela atitude. Aí Jesus então admoesta aqueles homens. Quem dentre vós estiver isento, puro, que atire a primeira pedra. Mas contra a narrativa bíblica, não ficou um, não ficou. Os mais velhos foram deixando as pedras no chão, que são os corruptos com doutorado, e depois foram saindo os jovens, que são os estudantes da corrupção, aprendendo com os mais velhos, os corruptos ancestrais. Não ficou um, ficou ele e a mulher. Qual a atitude? Ele interroga ela. Onde estão teus acusadores? Foram embora, senhor. Bom, eu também não te acuso, porque ele não estava na terra na posição de juiz, de ninguém, nunca esteve. Também não te condeno, mas vai e não tornes a te equivocar para que não te suceda algo pior. Mais uma tradução em linguagem moderna. Minha filha, venha cá. Vá-se embora que a turma já que

unca esteve. Também não te condeno, mas vai e não tornes a te equivocar para que não te suceda algo pior. Mais uma tradução em linguagem moderna. Minha filha, venha cá. Vá-se embora que a turma já que teria que te apedrejar. Todo mundo já foi, eles podem voltar. Vá-se embora. Corrija seu destino, porque da próxima vez eu posso não estar por perto. Esse povo te mata na tijolada. Salvei você agora. Não garanto da próxima vez, literalmente. Mas mais do que isso, o capítulo é tão longo que dá a entender que à noite, quando o crepúsculo fechou todas as lâmpadas, a mulher vai buscar Jesus na casa de Simão Pedro, onde ele costumava se hospedar. E há um diálogo comovedor de que de alguém que se abre para o mestre pedindo um novo roteiro, pedindo um novo caminho, uma nova rota, uma maneira de se equilibrar. E ele vem recomendar ela paciência e confiança em Deus, porque realmente não é fácil se recompor depois de uma queda. A Terra está cheia de mecanismos punitivos. Nós temos no Brasil 28 delitos catalogados no Código Penal e nas leis infrapenais. 2028. 28 delitos são punidos com prisão. Os outros 2000 é tornozeleira, pagamento de trabalho comunitário, cesta básica, multa, fiança, interdição de direitos. Então, nós temos sempre uma legislação nos países voltada para a punição, raramente para reeducação do calceta, do revés, do transfuga, do equivocado. Ele ali ele refaz, ele corrige, ele redefine os rumos da penologia do direito penal e se ergue naquela praça como o primeiro defensor público da história. Defendeu a mulher de graça, nada cobrou dela, nem mesmo a modificação moral dela. Ele sugere, ela vai fazer o trabalho que vai se dar em Tiro, uma cidade da Fenícia, onde ela vai erguer um morredouro para socorrer os caídos da estrada. E o velho companheiro, agora equivocado na bancarrota, física, embriagado, doente, chagado, vai pousar em suas mãos de amor para receber o último recurso até demandar o mundo espiritual. É uma página de subida beleza >> de pleno acordo, Marcel

bancarrota, física, embriagado, doente, chagado, vai pousar em suas mãos de amor para receber o último recurso até demandar o mundo espiritual. É uma página de subida beleza >> de pleno acordo, Marcel é de uma beleza ímpar. >> Então, tem o trechinho aqui [limpando a garganta] que eu achei também, aliás, o capítulo não adianta ficar dizendo isso, porque o capítulo é todo interessante e tudo nele realmente é importante. Mas eu fiquei pensando quando alguém se aproxima de nós para compartilhar alguma coisa, alguma angústia, um pensamento ou uma necessidade, ou quando nós nos aproximamos de alguém e aí Jesus simplesmente primeiro ela roga perdão e entende que está ali a perturbá-lo. E ele vai então dizer que, já que ela diz que a ideia que ela está ali perturbando a paz dele, ele diz que a verdadeira paz é a é a que flui do coração aclimatado ao culto do dever que nada perturba. Eu disse: "Pronto, acabei de encontrar o meu sonho e a minha aspiração. É chegar nessa condição onde eu estarei tão voltada para o dever que nada irá me perturbar". E agora esse vai ser o meu anseio tenazis de chegar nessa condição. Depois ela vem paraa parte que eu já falei para vocês, onde ela sinalizou que lutou muito antes de tombar. Mas tem uma frasezinha de Jesus que diz para ela: "Fala tranquila e te ouvirei". Um acolhimento simples que a gente pode adotar em toda e qualquer circunstância e não a pressa ou comparativos. Aí eu estou passando por uma dificuldade, aí a gente já diz: "Você nem sabe da minha vida" ou então você nem sabe pelo que eu estou passando. A gente precisa ter calma para escutar o outro que tá ali pedindo em algumas palavrinhas que se a gente conseguir observar as entrelinhas, é só um pedido de escuta, de acolhimento ou de uma companhia silenciosa enquanto vamos ali colocando as nossas dificuldades. Depois aqui foi trazido a ideia do peso do erro cometido. Quando cometemos alguma coisa que o nosso nível evolutivo já nos denuncia, que não é mais compatível com as nossas

ndo as nossas dificuldades. Depois aqui foi trazido a ideia do peso do erro cometido. Quando cometemos alguma coisa que o nosso nível evolutivo já nos denuncia, que não é mais compatível com as nossas conquistas atuais, essa economia moral, ela acaba ficando sobrecarregada e a gente tem o desejo de fazer algo para não continuar mais nessa condição que já se torna algo no campo da cobrança, da dificuldade, da angústia. os dias ficam mais pesarosos, porque aquele incômodo fica ali na nossa lembrança o tempo inteiro. E além da preocupação com o que as pessoas vão analisar, o que vão achar, o que vão pensar. E Jesus traz uma outra possibilidade aqui traduzida pela pela interpretação de Amélia Rodriguez, que não é de importância aquilo que os outros pensam de nós por cobrança e por impiedade, como os homens bem fizeram com essa mulher, mas sim a nossa condição íntima, que é vital e que merece real importância. E quando então nos reintegramos ao que aqui foi denominado de conserto da ordem, que é o bem, tudo então pode ser fruído com tranquilidade, mesmo que os demais continuem avaliando, analisando e julgando as nossas atitudes, mas nós sabemos de nós e do da nossa condição interna. Aí eu volto pro texto de Joana sobre a resistência contra o mal, em que ela diz que há uma espécie de elixir, tem um remédio, tem saída. Quando nós estamos nos sentindo com a economia moral sobrecarregada, pesada, aquela ideia da culpa que Nádia já trouxe, que é um sinalizador, o que nós precisamos fazer é continuar operante e firme no bem, mesmo com as dificuldades internas. E ela sinaliza que uma vez que nos voltamos para uma atividade no bem, outras vão aparecendo. Vocês já devem ter experimentado a sensação de que quanto mais nós fazemos, parecem que os trabalhos se multiplicam, a gente se torna o multitarefa. E isso é um sinal de abertura do ponto de vista espiritual. Não é só uma necessidade, eu preciso do trabalho. Primeiro que a gente tem uma frente do bem que carece de muitas pessoas. Então é natural que a

so é um sinal de abertura do ponto de vista espiritual. Não é só uma necessidade, eu preciso do trabalho. Primeiro que a gente tem uma frente do bem que carece de muitas pessoas. Então é natural que a gente também vá assumindo muitas coisas, mas há uma ideia de atratividade. Quanto mais eu trabalho para o bem, mais o bem se apresenta para que eu o sirva. a gente acaba não fazendo essa conta com as nossas posturas que acabam viciando os nossos comportamentos, porque a gente também fica a serviço da maledicência, da preguiça, do egoísmo e não quantifica isso como sobrecarga moral. Tamanho o nosso costume com esse tipo de atitude, comportamento ou atributos temporários que vão nos distraindo daquilo que é a meta espiritual. Mas nós ficamos somando o trabalho no bem. Tô cansado, não tenho tempo, tô sobrecarregado. E aí vai delegando pro outro. Ninguém quer fazer, ninguém aparece, só eu faço. Faça por você e por sua evolução e deixe aos outros a escolha do que se gostaria de fazer. E aí ele vai então eh aqui Amélia vai colocando pra gente que tem o exemplo que decorre do arrependimento, porque ele acaba se transformando na defesa do equivocado. E aí a gente vai olhando o nosso contexto social. Não pode ter errado, mas veja, tá se esforçando, já consegue fazer coisas boas, olhe como fulano cicrano mudou. Ou vamos olhar para nós, porque a ideia de viver o evangelho, claro que a gente aplica para os outros, mas primeiro conosco também. O que é que nós estamos fazendo para resistir todos os dias a essas tentações que se avolumam? Aí, Joana trouxe aqui, ó, a vitória em qualquer realização somente pode ser considerada quando se encontra consumada a luta. Então, não estranhemos os obstáculos e as dificuldades e os convites à distração. Uma vez que optamos por crescer espiritualmente, todo tipo de distração irá aparecer. Vai ser um convite para que continuemos no patamar em quem nos encontramos. Aí a gente entende aquela ideia quando Jesus disse que quando fores perseguidos em meu nome, a nossa

distração irá aparecer. Vai ser um convite para que continuemos no patamar em quem nos encontramos. Aí a gente entende aquela ideia quando Jesus disse que quando fores perseguidos em meu nome, a nossa interpretação é significa que nós estamos evoluindo. Quando as tentações se avolumam, parabéns, você está no caminho correto, porque aí as distrações aparecem. Por que que distração não aparece quando estamos acomodados a elas? Porque o hábito e o costume já nos colocam nesse patamar de aparente normalidade. Isso nos é comum. Mas quando estamos numa vivência de mudança, de condicionamento e de comportamentos, outras coisas vão tentando dispersar. Tenha calma. Você é um espírito imortal. Você não vai evoluir numa encarnação só. Para que é tanto afã de crescer espiritualmente? Respire. você está no mundo, veja outras coisas importantes. Esses convites aparecem e aparecem com uma frequência que às vezes não contabilizamos. E aí então ela vai eh Jesus aqui já na narrativa de Amélia já colocou uma coisa que nós espíritas já aprendemos, estamos buscando exercitar. Ele diz para ela: "A negligência do esposo ingrata e leviano não constitui respaldo para que assumisses compromisso infeliz semelhante. Pronto, a gente já não tem mais aquele velho desculpismo. Foram os outros, foi o pai, a mãe, o esposo, o companheiro da casa espírita, é o planeta, é o presidente de tal país, é você que é o construtor do seu próprio destino. Nada que é feito pelos outros pode justificar alguma falha, algum erro ou algum delito que venhamos a cometer. Se não fosse o outro, eu não teria feito. O convite é sempre para ascensão, sempre para crescimento. Nós é que vamos escolher ceder ou não. Pois é. Ah, eu tava ouvindo o Jamile, né? E a gente vê quantos detalhes podemos trabalhar nesse tema. Eu gostaria de trazer algumas reflexões sobre esse diálogo, pegar um pouquinho do que ela disse sobre a paz, sobre a tentação, sobre as desculpas e pensar assim: Jesus fala com essa mulher o que é a verdadeira paz, porque ela diz

reflexões sobre esse diálogo, pegar um pouquinho do que ela disse sobre a paz, sobre a tentação, sobre as desculpas e pensar assim: Jesus fala com essa mulher o que é a verdadeira paz, porque ela diz assim, ó, me desculpe que eu vim atrapalhar a sua paz. E e ela não veio atrapalhar a paz. Ela não tem a possibilidade de atrapalhar a paz. Aí a gente diz: "Ah, porque ele é Jesus". Não, porque o outro, eh, veja, o outro só atrapalha a gente na medida do que a gente tá atrapalhável, digamos assim, né? Isso não é justificativa para que as pessoas façam o que querem. Muita gente critica essa percepção no âmbito das relações, dizendo assim: "Ah, então eu vou desculpar tudo". Veja, não é sobre isso, é sobre crescimento espiritual, é sobre o foco da nossa existência, que é evoluir. Se eu quiser deixar as coisas como estão, somente revidar, somente eh o outro dá, me dá uma uma agressão, eu devolvo da mesma forma, a gente não avança. Não estamos trabalhando com a evolução espiritual. Se a gente quiser trabalhar com evolução espiritual, é preciso compreender a lei de liberdade. O espírito é livre, tem livre arbítrio, não sempre para ações concretas, porque claro que o mundo físico tem leis limitadoras do corpo. Então, às vezes eu quero, ah, eu sou livre para andar até o fim do salão. Bom, se eu tiver uma limitação física, eu não sou livre para isso. Não é a liberdade do corpo, tá? A lei moral se refere aos espíritos, as leis materiais se referem aos corpos. Então ele vai dizer que a verdadeira paz é no mundo interior. E quantas vezes no cotidiano, às vezes relacionamento familiar, às vezes trabalho, qualquer coisa que a gente convive com os outros, a gente diz: "Meu Deus, eu estava tão tranquila, fulano tirou a minha paz". A gente está equivocado porque se eu estiver em paz, o outro não tira. Não quer dizer que o outro tá sendo. Aí a gente volta pra questão do feminicídio. Não estamos falando de permitir violações legais, não estamos falando de permitir a violência. Enquanto

utro não tira. Não quer dizer que o outro tá sendo. Aí a gente volta pra questão do feminicídio. Não estamos falando de permitir violações legais, não estamos falando de permitir a violência. Enquanto sociedade, a gente tem o dever de se organizar para superar tudo isso, porém não superaremos enquanto não pudermos compreender o que está se passando no modo nosso mundo íntimo. E estamos falando de processo evolutivo, não estamos falando de processos legais. E aí vem a grande questão de desculpas versus motivos. A gente dá desculpa para tudo. André Luiz tem um um texto que ele fala do desculpo. O ser humano adora se desculpar. E os espíritos sabem muito bem disso, porque eles nos acompanham, né? Uma nuvem de testemunhas nos acompanha. Então eles sabem os nossos pensamentos e começou a dar problema, você começa a ver, ah, mas foi Marcel que fez isso, foi Jamile que fez aquilo, foi o pessoal que tava assistindo. A gente sempre arruma um jeito de encontrar a responsabilidade do outro. E olhe, não é, é raramente isso é mentira. Raramente Marcel não fez alguma coisa, Jamil não fez outra, Nádia não fez outra. Não é isso que a gente tá falando, é que isso é desculpa na medida em que ao invés de eu me conhecer, fazer o movimento de o esforço de crescimento e avançar espiritualmente, eu digo: "Ah, eu não posso evoluir porque as pessoas me atrapalham. Eu tô em paz, minha filha. Fiz minhas preces, li uma mensagem, li, eu leio o evangelho todo dia, oro, peço a Jesus, saio de casa super em paz. Mas o marido atrapalha, o filho atrapalha, a funcionária atrapalha, os colegas atrapalha, o povo do trânsito. Isso é passividade. Eu não preciso fazer nada porque eu já fiz tudo e não deu certo por culpa dos outros. Como a gente nunca pode consertar os outros, significa que eu não posso evoluir. Alguma coisa deu errado na lei de Deus, que eu tô impossibilitada de evoluir por causa dos outros. Isso é desculpa. E aí vem a questão da tentação que Jamir falou e que eu vou finalizar a minha fala. Eh, lembrando que tem três

lei de Deus, que eu tô impossibilitada de evoluir por causa dos outros. Isso é desculpa. E aí vem a questão da tentação que Jamir falou e que eu vou finalizar a minha fala. Eh, lembrando que tem três questões sequenciadas no livro dos espíritos que eu adoro. A 90, Kardec diz assim: "Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? Porque a gente jura que fez o que pôde e não conseguiu, né? Porque coitados de nós, os espíritos respondem sim e frequentemente fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é vontade. Ah, quão poucos dentre vós fazem esforços. Aí já destruiu nossa desculpa. Aí [roncando] Kardec vem e pergunta: "Pode o homem achar nos espíritos eficaz assistência para triunfar de suas paixões?" Quer dizer, a gente pode pedir ajuda aos espíritos para vencer as nossas tentações, inclinações. Sim. Se o pedir a Deus e ao seu bom gênio, quer dizer o anjo guardião, com sinceridade, os bons espíritos lhe verão certamente em auxílio, porquanto essa é a missão deles. Aí Kardec diz: "Não haverá paixões tão vivas e irresistíveis, que a vontade seja impotente para dominá-las." Ele diz: "Há muitas, os espíritos respondem, há muitas pessoas que dizem: "Quero, mas a vontade só lhes está nos lábios. Querem, porém muito satisfeitas ficam, que não sejam como querem". Entre aspas, né? Quando o homem crê que não pode vencer as suas paixões, é que seu espírito se compraz nelas em consequência da sua inferioridade. Vamos pensar nisso. Vamos eh compreender que construir a nossa própria paz, construir a paz em nossa sociedade, primeiro individualmente, o segundo coletivamente, e vencer as mais inclinações é algo que está em nossas mãos. Pode não ser fácil, como Jamile disse, pode não ser imediato, mas com certeza a gente pode avançar, a gente pode, a gente tem o poder de transformar a nós mesmos. A gente vai fazer mais uma rodada com uma fala de síntese. >> Temos na Terra hoje 8 bilhões e 520 milhões de pessoas. A ONU declara que temos 300 milhões de

te tem o poder de transformar a nós mesmos. A gente vai fazer mais uma rodada com uma fala de síntese. >> Temos na Terra hoje 8 bilhões e 520 milhões de pessoas. A ONU declara que temos 300 milhões de mulheres a mais na Terra. O homem morre mais cedo por causa do coração, morre na guerra, morre no trânsito e morre nos conflitos com a polícia. É o maior número de homens que tomba. Então, a mulher assinalou a história com sua presença luminosa, as heroínas. E esta mulher, cujo nome e a história não registrou, ela é o símbolo de todas aquelas que lutaram em suas culturas, em suas civilizações, para sobrepujar o a manipulação, para a vergonha que os homens lhe impunham, o apedrejamento, a lapidação e todo o escárnio que lançaram contra ela. Foram todos eles frutos destas mulheres de ventre atormentadas, mas que propuseram a estes homens virem à terra. E estamos a edificar uma era nova onde homens e mulheres encontrem na pacificação, na parceria à construção do mundo de Toso que a todos nos aguarda. E para me despedir de todos vocês nesta noite, eu vou ler como reforço uma afirmativa do Mestre Jesus a esta alma sofrida que esteve diante dele. Pai, filha, e não sofras mais. Aqueles que se arrependem e buscam o ensejo de redenção, encontram-no. Há sempre um lugar no rebanho do amor para as ovelhas que retornam e desejam avançar. Que sejamos nós então aqueles que buscam e encontrarão o seu lugar no rebanho do mestre divino. Vamos aproveitar essa mensagem de Amélia Rodrigues e ler o finalzinho do capítulo, porque Jesus vai dizer a ela, ela pede, ele dá ela o roteiro da transformação e ela realiza isso, como foi dito aqui pelos companheiros, ela realiza isso e ela tem a possibilidade de fazer um reencontro de reparação com este companheiro dela e vê duas duas formas que nós podemos reagir à presença do Cristo em nossa vida. Ela aceitou. Ela quando encontrou Jesus, ela mudou a vida dela e ele vai dizer: "Eu não fiz a mudança. Eu demorei muito para compreender a importância disso. Jesus nos ama, nos espera, nos

nossa vida. Ela aceitou. Ela quando encontrou Jesus, ela mudou a vida dela e ele vai dizer: "Eu não fiz a mudança. Eu demorei muito para compreender a importância disso. Jesus nos ama, nos espera, nos ampara, seja qual for o tempo que nós passemos a demorar para encontrá-lo." Mas nós podemos sim pensar como eu estou trabalhando no meu encontro com Jesus e na transformação que ele pode fazer na minha vida. Então, uma boa noite para todos e nos encontramos na próxima semana na continuidade desse estudo. Muita paz. Oh.

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