Para Viver o Evangelho | Episódio 204 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 8)
Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
A Caravana Baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema [música] Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita [música] do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro [música] e faça parte dessa equipe que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da [música] Fraternidade, uma história de amor que aproxima. Meus amigos, minhas amigas, aos que estão aqui presencialmente na sede da Federação Espírita do Estado da Bahia, no seu salão nobre, a aqueles que nos acompanham pelas diversas mídias sociais, formulamos a todos votos de muita paz. Nós temos, como sempre, alguns bons avisos de atividades que vão pontuar as próximas semanas. Você já percebeu aí? Olha aí a caravana baiana da fraternidade inspirada na saga de Leopoldo Machado e seus amigos. estará percorrendo diversos lugares. Podemos ver aí pelo quadro, você que tá mais próximo na sua tela, se você milita em casas espíritas próximas dessas aí, faça a visita, se junte a essa caravana, engrosse esse caudo humano que leva solidariedade aos companheiros espíritas univos. é a caravana na sua 28ª edição este ano, tentando visitar todas as instituições da capital do interior. Somos mais de 800 instituições espíritas em todo o estado da Bahia. Nós também vai haver um grupo presencial conhecer para evoluir sobre a coordenação da nossa Jamile Lima, que tem início, olha, a data altamente especial, 18 de abril, é o livro dos espíritos comemorando mais um ano e inaugurando-se um trabalho que vai buscar examinar uma obra extraordinária considerada entre as 10 está entre as 10 obras espíritas mais importantes do século XX. Memórias de um suicida, da lavra do escritor português Camilo Castelo Branco, pela ímpa mediunidade de dona Ivone do Amaral Pereira. simplesmente imperdível um grupo de estudo desse. Nós vamos ter o encontro do projeto Núcle Memórias sobre a coordenação da
amilo Castelo Branco, pela ímpa mediunidade de dona Ivone do Amaral Pereira. simplesmente imperdível um grupo de estudo desse. Nós vamos ter o encontro do projeto Núcle Memórias sobre a coordenação da nossa estimada Edólia Pinto Peixinho com Allan Kardec. Não, calma, não é o codificador da doutrina espírita em pessoa. Eu tô me referindo ao grande amigo, tenho 40 anos de amizade com esta figura extraordinária, Allan Kardec Lessa. Ele fundou uma casa espírita em Vitória da Conquista e tem um museu a céu aberto em Vitória da Conquista com obras extraordinárias. Então, é um historiador, é um profundo conhecedor e dia 15 de março, às 16 horas ele estará virtualmente, né, quer diito seja virtualmente parar participando do projeto Memória, que é esse projeto que busca resgatar a identidade, a história das instituições, desde fotos, arquivos, livros de ata e tudo que possa contar algo sobre uma instituição desde o seu nascimento até os tempos. pros presentes, tá? E ele que vai participar desse projeto como convidado, você também, mas se você não tiver programação para outubro, eu arranjo. Dia 31 de outubro a 2 de novembro no Hotel Fiesta, 23º Encontro Estadual do Espiritismo. Tema central: Vivenciando o Espiritismo. Inscrições já estão abertas no site da Federação Espírita do Estado da Bahia. O hotel Fiesta, pela limitação natural, só pega 100 pessoas encarnadas. Inscrição de desencarnado está absolutamente livre, liberado. Mas encarnado só 1200 corpos. Se antecipe. Muito bem. Hoje nós vamos prosseguir no livro pelos Caminhos de Jesus abordando uma temática do capítulo 9 ou é oito? Oito. Capítulo oito, a era do amor. Quando foi? Já começou? Tá começando, vai começar. Amélia Rodrigues traz uma página à margem dos Evangelhos ditos tradicionais para figurar que em algum momento Jesus sofreu um impiedoso interrogatório, mas aproveitou a oportunidade do seu interrogante, do seu carrasco, para lecionar de como o amor cobriria a multidão de pecados e oportunamente espalharia luzes pelo mundo.
m impiedoso interrogatório, mas aproveitou a oportunidade do seu interrogante, do seu carrasco, para lecionar de como o amor cobriria a multidão de pecados e oportunamente espalharia luzes pelo mundo. Essa que começa com nossa Nádia, prossegue com nossa Jamile. >> Boa noite a todos os queridos amigos que estão aqui conosco presencialmente. Eh, de modo especial as companheiras que vieram do Rio Grande do Norte, estão aqui visitando a Federação Espírita. É uma alegria receber vocês também. Boa noite aos companheiros que estão nos assistindo, né? em tempo real pela internet e aqueles que assistirão oportunamente em algum momento. É sempre bom estarmos juntos e é muito bom a gente dar continuidade ao trabalho com o livro Pelos Caminhos de Jesus do Espírito Amélia Rodriguez na psicografia de Divaldo Franco. Nesse capítulo, ela vai falar da era do amor. E é essa discussão que que Marcel falou. Ah, Amélia Rodrigues coloca o texto sobre o formato de um diálogo onde um fariseu estaria perguntando a Jesus lei de amor, sobre o seu ensinamento em relação ao amor que ele traz para a humanidade e que, pelo visto, estava irritando muito esse fariseu. Então, é um personagem criado pela autora no sentido de dar voz e dar forma. Acredito eu, sobretudo a nossas interrogações sobre a lei, sobre a lei do amor. Nós perguntamos e muit com muita frequência perguntamos desagradados, porque a lei de amor ela é extremamente incômoda, é uma lei de Deus, tá lá entre as leis morais no livro dos espíritos. E é um convite que nos maravilha quando ela nos envolve, quando as pessoas nos amam, quando as pessoas nos perdoam, quando as pessoas nos acolhem nas nossas eh falhas, quando as pessoas nos aceitam como somos, a gente ama a lei de amor. Quando se trata de nós fazermos tudo isso em relação aos outros, aí a gente começa a opor essas resistências que o fariseu vai colocar e que nós vamos comentar ao longo do nosso encontro de hoje. É interessante para início de conversa eh a gente colocar que esse
s, aí a gente começa a opor essas resistências que o fariseu vai colocar e que nós vamos comentar ao longo do nosso encontro de hoje. É interessante para início de conversa eh a gente colocar que esse fariseu falava, a Amélia Rodrigues se refere à impiedade nos julgamentos que ele tinha. era alguém que tinha a função de julgar e que era impiedoso. Então, ele estava muito empenhado em punir os culpados. Ele estava muito empenhado em demonstrar naquele diálogo que a ideia de perdão, ela era um problema para a sociedade, ela era nociva para as relações individuais e ela era inadequada para o ensino de um mestre. É interessante como é oportuna e atual essa reflexão, porque nós vivemos numa época que estimula profundamente essa mesma impiedade nos julgamentos. Eh, nossa cultura, ela tem como referência a ideia de que as pessoas precisam ser punidas pelos seus erros. A ideia de que qualquer pessoa, seja qual for sua posição, não precisa ser um juiz, não precisa ser um operador do direito, qualquer pessoa se coloca na posição de que vai julgar e condenar o outro com as, entre aspas, provas eh disponíveis normalmente na internet. a gente já sabe disso. Veja, não se trata, e aí eu acho que é importante a gente começar a reflexão colocando isso, não se trata de sistemas de leis, não se trata de sistema de justiça. Não foi a isso que Jesus se referiu quando ele falou do amor aos inimigos, quando ele disse: "Conhecereis os meus discípulos por muito se amarem", né? é preciso perdoar 70 vezes, sete vezes. Ele não estava falando dos sistemas próprios de cada sociedade para promover a defesa do coletivo. A defesa do coletivo é fundamental, é necessária. Se a gente tira um sistema de leis, o que a gente o que sobra é a lei do mais forte. No momento em que não há uma lei que diga, independente de do que seja, isso está errado, não pode ser feito. E aí você tem um sistema que vai julgar diante eh a partir de fatos aquela ação e nesse julgamento vai oportun de defesa pleno, vai oportunoso.
te de do que seja, isso está errado, não pode ser feito. E aí você tem um sistema que vai julgar diante eh a partir de fatos aquela ação e nesse julgamento vai oportun de defesa pleno, vai oportunoso. Veja, tudo isso é um sistema legal absolutamente necessário. E isso não existe, onde há corrupção, onde há eh leniência com o crime, onde há tolerância, dependendo dos recursos financeiros ou do nível de poder, você então imediatamente tem a lei do mais forte. Não era sobre isso que Jesus falava. Jesus falava sobre uma lei divina. Ele falava de uma justiça que é integrada ao amor. No livro dos espíritos, a gente tem a lei de justiça, amor e caridade, porque a lei divina ela integra esses três elementos. E no entanto, mesmo sabendo disso, com muita frequência, nós somos aqueles que escrevem mensagens na internet, que divulgam, que se dizem indignados com os atos de A, ou B ou C, sem efetivamente ter acesso aos dados reais, aos dados concretos, aos fatos, sem efetivamente estar no direito outorgado pela sociedade de ocupar um lugar de um juiz, de ocupar o lugar de um promotor, que tem como função fazer exatamente isso, identificar os atos ilegais, os atos criminosos e coibi-los para que a sociedade possa viver em paz. Porque nós estamos aí fazendo isso de um modo pessoal. O sistema legal deve atuar de uma forma eh em nome da sociedade, de uma forma impessoal. Mas quando a gente chega na internet, olha que absurdo, fulano fez isso aí, eh, d tal autoridade fez aquilo, o outro fez aquilo, o outro, a gente não lê o processo, a gente não sabe como foi a investigação, a gente não sabe o que tá sendo colocado ali, mas a gente já tem uma opinião e a gente já sabe que aquela pessoa precisa ser condenada e às vezes sequer uma lei foi ferida. Às vezes o que acontece ali é um ato que a gente considera errado, que pode ser moralmente errado, mas a gente não sabe o que aconteceu. E aí tem o famoso cancelamento da pessoa. Aí se fazem, se tem falas, se tem colocações que julgamos inofensivas, mas elas estão
o, que pode ser moralmente errado, mas a gente não sabe o que aconteceu. E aí tem o famoso cancelamento da pessoa. Aí se fazem, se tem falas, se tem colocações que julgamos inofensivas, mas elas estão muito, muito longe de serem inofensivas. Elas causam dano ao tecido social, elas causam dano às pessoas a quem são dirigidas, elas causam dano, enfim, a própria pessoa que escolhe a impiedade ao invés da lei de amor. Então, a gente começa refletindo sobre isso. Boa noite aos internautas que estão conosco, tanto pela TV FEB quanto pela TV Mansão do Caminho e aos nossos irmãos e irmãs aqui presencialmente. Interessante o título do nosso capítulo da noite de hoje é a era do amor. Porque enquanto ainda estamos nos habituando a esperar por ela, Jesus veio nos dizer que ela já começou. Isso pode nos causar uma estranheza se observarmos aquilo que está ao nosso redor. Mas não só ao nosso redor, especialmente ao que está dentro de cada um. Ainda estamos acostumados a fazer uma análise do planeta em que estamos, tomando por base aquilo que é externo e esquecemos que somos regidos por uma lei de afinidade e sintonia. Então, considerando que não somos espíritos missionários, aqui estamos porque, de um modo ou de outro estamos na condição de espíritos atraídos pela condição que esse planeta então nos apresenta. O que nos irmana é justamente uma lei de evolução, como Kardecina, lei de progresso, que está lá compondo as leis morais, com incentivos permanentes para que consigamos evoluir de fato. E os estímulos no nosso nível evolutivo podem parecer sanções, punições, castigos, porque ainda estão em compatibilidade com a nossa condição moral. Então, aquilo que experimentamos é fruto de invigilância, ainda de uma incapacidade temporária de nos percebermos como criaturas divinas que estão regidas pela lei de um Deus que é misericordioso, como Jesus nos veio apresentar. Ainda nos colocamos nessa congição, porque aqui no início do capítulo Amélia vai dizer que Jesus conseguiu se tornar a esperança das multidões
eus que é misericordioso, como Jesus nos veio apresentar. Ainda nos colocamos nessa congição, porque aqui no início do capítulo Amélia vai dizer que Jesus conseguiu se tornar a esperança das multidões saturadas pelos sofrimentos. E se formos olhar as multidões atuais, elas continuam aturdidas pelos sofrimentos. Do mesmo modo, ou, digamos, considerando a atualidade e as conformações tecnológicas modernas, mas a tormenta ainda é a mesma. E a tormenta que mais nos acomete é a do egoísmo. Se nós formos, e claro, ninguém está aqui tirando o mérito das explicações geopolíticas, territoriais, as questões ainda assim superficiais, mas que falam de gênero, raça, etnia. superficiais, não no sentido de que elas não são relevantes, mas que para o espírito todas elas estão direcionadas aquilo que o físico apresenta e que é temporário, mas que ainda o modo aferrado à matéria ao que ela representa faz com que a gente destaque o aparente em detrimento daquilo que é o essencial. Nesse sentido, olhar Jesus naquele tempo e com o que hoje a gente percebe, com as guerras, com a fome, com a exclusão, fruto de nossa miséria interna, o egoísmo acaba prevalecendo porque ainda estamos tentando fazer prevalecer os nossos interesses. Quando não são os pessoais, os particulares são aqueles do grupo ao qual nós fazemos parte. Então vamos defendendo pequenos círculos para que o nosso interesse dentro dele então sobrepuje em relação aos outros. E isso não é uma convivência fraterna nem colaborativa em que todos têm uma possibilidade de viver da forma em que a era do amor possa ser sentida e percebida. Claro que se Jesus chega com a possibilidade de que tem uma uma um reino que não é imaginário, mas que nele é possível viver livre, sem nenhum tipo de julgo opressor, em que olhar para o outro não vai requerer desconfiança ou medo de que eu sofro um ataque ou que alguém venha me assaltar, tirar o meu lugar no mundo. Pensar nisso faz com que a representação da esperança tenha sido nele personificada. E hoje ainda usamos
ou medo de que eu sofro um ataque ou que alguém venha me assaltar, tirar o meu lugar no mundo. Pensar nisso faz com que a representação da esperança tenha sido nele personificada. E hoje ainda usamos expressões como essa, né? Só Jesus, só com ele. Então essa ideia de que tudo ele pode, de fato pode, persevera até os dias atuais. Só que aqui também vem a outra perspectiva que quando um ser, e aí a gente tá falando do máximo que podemos conceber eh na vivência do nosso planeta e pela evolução que alcançou, os ataques aparecem. Se aparecem para nós, quando vamos tentando uma mobilização para evolução, imaginemos Jesus. Nadia aqui já narrou como foi então o julgamento eh ao qual ele foi submetido e justamente a escolha foi de um fariseu muito austero. E me chamou atenção a forma como Amélia vai então dizendo que quanto mais a serenidade é genuína, mais a ira se agiganta. Quanto mais gentil, quanto mais amoroso, mais aquele desprovido de total controle, de autoeducação do ponto de vista emocional, espiritual, faz com que se acirre uma espécie de sentimento de ira, de ódio, de raiva por aquele que tem o que eu não possuo, que é amorosidade e que é o domínio de si próprio. É como se o outro pudesse revelar a minha falta de condições de dominar a mim mesma. Então, pela ferocidade, pela violência, eu quero aplacar aquele que estampa para mim a minha congição, ou melhor, a falta dela de nominar as minhas frustrações e o meu próprio mundo íntimo. Então, essa possibilidade aqui colocada nos leva a refletir. Diante dos ataques e das dificuldades cotidianas, nos transformamos na mesma fera que se apresenta diante de nós? Ou conseguimos ser aqueles que compreendem que a cada um segundo as suas obras e que a minha condição e conquista não vai ser entregue diante do desaviso e do desequilíbrio temporário daquele que está diante de nós. Ninguém ignora que historicamente todos aqueles que trouxeram ideias novas sofreram anátema e combate acirrado dos partidários das ideias então vigentes.
rio temporário daquele que está diante de nós. Ninguém ignora que historicamente todos aqueles que trouxeram ideias novas sofreram anátema e combate acirrado dos partidários das ideias então vigentes. Porque a ideia nova procura retirar as pessoas de zona de conforto. Pisou no meu calo, eu atiro banda de tijolo na cabeça do outro, que aquilo me incomoda. Hegel. Um pensador inglês havia afirmado a seu tempo que toda ideia nova passa por três estágios quando ela chega. Ela incomoda e por isso ela sofre acirrado combate no primeiro momento. A ideia é combatê-la o máximo que puder. Como seus opositores não logram, porque a ideia nova chegou para ficar, agora adotam a indiferença. Ignorem-la. E aí as pessoas passam a fazer de conta que ela não existe. No terceiro momento, porque insiste, persiste e não desiste, a ideia triunfa e ela acaba sendo aceita, substituindo a ideia que estava instalada. Mais poderoso do que um exército armado é uma ideia quando ela chega, ela é poderosa porque ela traz novidades e acaba ficando. O filho ilustre de Santo Amaro, Caetano Veloso, teria afirmado: "É incrível a força que as coisas parecem ter quando precisam acontecer". Isso demonstra também como a ideia é um rast pólvora aceso. Em plena Judeia surge no apogeu do paganismo um homem singular que junta a um discurso novo centrado no amor a técnica de curar os doentes numa época de impotência total da medicina. O que havia de leprosos, de sifilíticos, de hemofílicos, de enfermos outros era intensos, chamados de lunáticos, endemoniados, para cuja cura a medicina declarava total impotência. Eram alijados, sobretudo em Jerusalém, para um vale chamado Armagedon. Era uma região, um vale de pedras, de rochas vulcânicas, negras, basálticas, onde ali eles se amontoavam em grupos e os saudáveis se contaminavam com os doentes, sobretudo no contato com as doenças infectontagiosas, de onde hoje a gente não tem a expressão armagedonta por chegar. É um vale de imundícia de pessoas que já tinham morrido sem morrer. Eram os apátridas.
tudo no contato com as doenças infectontagiosas, de onde hoje a gente não tem a expressão armagedonta por chegar. É um vale de imundícia de pessoas que já tinham morrido sem morrer. Eram os apátridas. eram os excluídos da sociedade. A medicina se declarava impotente. Quando nós estivemos examinando aqui nesse programa o livro Há 2000 anos, sabemos de que a filha de Públios Lentulos Cornélios, senador Flávia Lentúlia, era portadora da Morfia, do mal de Hansen. E a melhor medicação para a época era o miolo de pão embebido em leite de camela, porque o objetivo era utilizando o colágeno do leite que eles desconheciam e as altas propriedades, entre os quais uma gordura de alto valor. A massa de pão em bebida em leite de camela acalmava as feridas útridas que periodicamente explodiam na pele da menina, mas era uma panaceia. Aliviava o ardor, mas não curava. Por isso que ele foi para a Palestina, fez uma mudança. Ali a menina encontrou a cura por Jesus à distância que a curou. Então, uma ideia chocou e de repente você vai ter um inquisidor. Todos passaram por inquisição. Se olhar a história, Joana Dar presa, foi constantemente interrogada, a tal ponto que perguntaram a ela: "E as entidades que lhe aparecem?" Santa Margarida, São Miguel e uma outra terceira entidade, lhe aparecem nus. Era para tentar a donzela. E ela disse: "Você acha que Deus não tem como vesti-los?" E calou-se aí. Resposta bem inteligente. Então, todos os grandes homens foram interrogados impiedosamente. Sócrates passou pelo colegiado dosastas, que eram 70 impiedosos juízes, e foi interrogado até dizer chega. Como não conseguiram extrair dele uma delação premiada, ele não ia entregar ninguém. Éis que condenaram ele a beber a sicuta, um veneno amargo com o qual ele se despediu da vida para entrar na história. Ninguém sabe até hoje nenhum nome dos de nenhum dos Eliastas e eram 70. Sócrates virou o pai da filosofia com alto pensamento ético e com a proposta psicológica absolutamente admirável. Por isso mesmo Jesus encontra
é hoje nenhum nome dos de nenhum dos Eliastas e eram 70. Sócrates virou o pai da filosofia com alto pensamento ético e com a proposta psicológica absolutamente admirável. Por isso mesmo Jesus encontra Nathan Ben Assad, ó o nome da fera. E esse homem publicamente tenta desmerecê-lo, desprestigiá-lo, propondo análise sobre os conceitos de justiça, que vigorava na época o conceito da justiça moisaica, ou seja, olho por olho, dente por dente, que era uma herança que Moisés pegou de Amurabe, portanto vindo da da região da Mesopotâmia. E esse código de Amurabi já vinha do código de Dungi, um código muito antigo dos antigos acádios, né, que haviam escrito isso quase 2000 anos antes de Jesus, propondo um conjunto de leis. Portanto, Moisés não tinha feito nada de novo, só fez uma cópia e melhorou dando uma sensação de que era divina aquelas leis. Aí ele interroga Jesus até dizer: "Chega". E Jesus defende sua pauta em cima do amor, do perdão, da esperança, da reabilitação, que o juiz tem que ser melhor do que o réu que ele julga. Se o juiz desce ao nível do réu com bravura, com violência, torna-se pior. Por isso que a tarefa dos magistrados é extremamente espinhosa. Há 30 anos trabalhando com eles, noto que atravessam as noites tentando encontrar situações para determinadas lógicas da lei. Não tá na lei onde encontrar, no direito consuetudinário, no direito dos costumes, na analogia. nos princípios do direito, base para formatação de um acórdão, formatação de uma sentença, de uma decisão. São situações desafiadoras. E Jesus também veio reformar o direito, a criminologia, propondo de que o assassino, o criminoso, é, antes de tudo, um enfermo da alma necessitado de corrigenda, o que não significa que ele não deve ser segregado. Em determinada circunstância, a melhor alternativa é tirá-lo da sociedade como um portador de uma enfermidade cruel, infecto contagiosa, para que ele não contamine os demais. Mas ele precisa de tratamento. Jogar ele numa masmorra, esquecê-lo lá é efetivamente
o da sociedade como um portador de uma enfermidade cruel, infecto contagiosa, para que ele não contamine os demais. Mas ele precisa de tratamento. Jogar ele numa masmorra, esquecê-lo lá é efetivamente aprofundar-lhe as chagas. dificilmente recuperaremos esse indivíduo para voltar à sociedade que permanece doente. E quanta dificuldade nós encontramos nesse exercício da justiça vinculada ao amor? Talvez a primeira dificuldade que possamos abordar está aqui na primeira pergunta que o fariseu faz a Jesus e a resposta que Jesus dá. Ele pergunta: "Tu ensinas o amor irrestrito e o perdão incessante em quaisquer circunstâncias e a todas as pessoas?" Essa é a pergunta. E Jesus, no texto de Amélia Rodrigues, ele vai responder: "Sim, do contrário, não é legítimo o amor que se limita às circunstâncias e se circunscreve a indivíduos especiais. O verdadeiro amor é uma atitude interior que se expande como acontece com o ar, que a tudo e a todos vitaliza. A gente pode começar a nossa reflexão por esta pergunta e principalmente por essa resposta. Essa a perguntas do fariseu, nós vamos ver que são nossas perguntas. Em algum momento, mesmo que mentalmente, nós fizemos essa pergunta ou nós a ouvimos no contexto onde vivemos. Eh, quando Jesus fala isso, ele faz uma diferença entre o amor como sentimento, sentimento humano, vivência do sentimento e o amor como lei. São duas coisas diferentes. Eh, o apóstolo Paulo, ele coloca na sua carta aos Coríntios um poema, um verdadeiro poema sobre o amor. Esse ponto de vista que Jesus traz, ele vai dizer: "O amor é paciente, o amor é benigno, o amor não se enche de raiva, o amor não se eh confunde." Ele vai dizer várias coisas. Ele vai dizer eh logo no início que ainda que eu falasse a linguag todas as idiomas do mundo, a própria língua dos anjos, se eu não tiver amor, eu não sou nada. Eu posso ter todo o conhecimento. Vamos imaginar que eu adquiri o conhecimento absoluto de tudo. Se eu não tiver amor, eu sou como símbalo que é retine. É um sino que
não tiver amor, eu não sou nada. Eu posso ter todo o conhecimento. Vamos imaginar que eu adquiri o conhecimento absoluto de tudo. Se eu não tiver amor, eu sou como símbalo que é retine. É um sino que toca, é vazio. E ele vai dizendo outras coisas belíssimas que eu não decorei, mas a gente conhece esse texto. Tem até uma música da música popular brasileira que eh a banda colocou esse texto e é muito bonito. O que é que Paulo tá dizendo? A mesma coisa que Jesus diz. Ele tá dizendo que o amor ele não é o que eu sinto por uma pessoa amiga, por um ente querido, por alguém que gosta de mim, alguém que me trata bem. O amor é uma lei. Não é que não existe amor nesse relacionamento, mas o amor que Jesus fala é uma lei. Lembra que eh o a o Evangelho de João vai dizer Deus é amor, é a própria essência da divindade e, portanto, é a própria essência da criação, é o amor. E aí, neste sentido, não é sobre gostar ou não gostar, não é sobre o outro merecer ou não merecer, não é sobre a outra pessoa me tratar bem ou me tratar mal, é um movimento de chegar ao outro. É um movimento de unidade de toda a criação a partir do amor de Deus. É sobre esse amor que Jesus está falando quando ele vai falar. Eh, o fariseu pergunta: "Mas a todas as pessoas, em todas as circunstâncias, porque a cabeça já vai pensando nas atenuantes, né? Vai pensando, não, mas esse caso não vale". principalmente se for com a gente. Vamos só pensar o quanto nós somos gratos e o quanto nós achamos natural o amor de Deus a todos nós. Será que a gente não pensa que os erros que nós cometemos eles estão aí com muito mais frequência do que os nossos acertos no campo das leis morais? Será que a gente, não vou nem falar de ouvidas passadas, nós somos espíritas, nós sabemos que nossa trajetória ela foi marcada de erros processo evolutivo, mas a gente fica muito confortável de receber novas oportunidades do amor de Deus. a gente fica muito confortável de que a o perdão divino esteja na nossa vida renovando as alegrias, renovando as chances de
gente fica muito confortável de receber novas oportunidades do amor de Deus. a gente fica muito confortável de que a o perdão divino esteja na nossa vida renovando as alegrias, renovando as chances de aprendizado. Aí a gente não reclama da justiça. Que injustiça. Olha, eu fiz tantas coisas terríveis. Isso é muito injusto. Não devia reencarnar. Um novo corpo todo saudável. Ai, eu fiz mal a fulana, a cicrana, tal. A gente não lembra, né? Mas espiritualmente, digamos, a gente acha natural. Mas o que Jesus está dizendo é assim, essa lei que faz com que Deus envolva nesse amor toda a sua criação, renove oportunidades para todos, independente do nível dos seus equívocos, da profundidade das dos seus erros, é a mesma lei que me obriga a agir assim com os outros. tem um aprendizado enorme. A lei de amor é uma lei divina. Aprender a viver de acordo com as leis de Deus é a nossa tarefa evolutiva. É isso que a gente tá fazendo, reencarnação após reencarnação. E a lei de amor é uma das leis divinas. É um aprendizado aprendermos a derramar esse amor, como ela coloca aqui no texto, uma atitude interior que se expande, como acontece com o ar, que a tudo e a todos vitaliza. Não escolhe, ah, eu amo tal pessoa e eu não amo tal pessoa. Isso é o sentimento. Existe, a gente faz. Mas a lei de amor, ela se espalha como ar, como o próprio sol, que brilha sobre justos e injustos, conforme a o Evangelho vai nos dizer. E de fato, Nadia, aí a gente vê uma necessidade de aprendizado e de vivência diária. Porque se a resposta dada por Jesus na leitura de Amélia Rodrigues é uma atitude interior, ela não vai aparecer da noite pro dia. Então, se hoje eu tenho uma relação odienta com uma outra pessoa ou se eu desconfio ou se eu teço comentários pejorativos, eu não vou amanhecer no dia seguinte amando propriamente. Só que a gente às vezes entende a ideia do amar como o bem querer, alguém que eu vou colocar do meu lado, vou colocar na minha casa ou que eu vou conv irei conviver com a máxima harmonia e o equilíbrio possível. E isso
vezes entende a ideia do amar como o bem querer, alguém que eu vou colocar do meu lado, vou colocar na minha casa ou que eu vou conv irei conviver com a máxima harmonia e o equilíbrio possível. E isso até comentávamos, né, no grupo de autoconhecimento antes aqui do nosso encontro, que o primeiro passo recomendado é não desejar o mal, já é o suficiente, ou antes disso não ir às vias de fato. E até socialmente a gente vai educando, dizendo: "Não volte para casa apanhado, resolva os seus problemas, senão aqui aculará". Então, a gente já vai criando uma perspectiva societária em que você não pode se colocar na condição de quem está abaixo se você não revida. Então, é como se não houvesse valia em resistir ao mal, em apresentar a outra face, que é justamente não se colocar na mesma congição. E não se colocar na condição não é com a convicção de que sou melhor do que o outro. e assumir uma postura que não é de conquista do ponto de vista espiritual, mas de demonstração de vaidade. Veja como eu sou superior e melhor do que você. Então, por dentro você está vivenciando uma verdadeira guerra, mas externamente a face que é apresentada é de brandura, é de mansidão, mas ali por dentro é: vou ver até quando o outro resiste, vou ali até ver onde aguenta. Isso não é misericórdia, isso não é uma conduta afável, é vencer o outro pela força da frieza que carregamos em muitos momentos. Indiferença dói, indiferença machuca. E às vezes a gente diz: "Mas eu não fiz nada, eu não respondi, eu fiquei quieto". Mas a gente não pode deixar de observar que como espíritos nós somos díamos, somos vibrações. Podemos estar ali calados, quietos em um ambiente, mas internamente fomentando verdadeiras guerras. As guerras não são feitas apenas com mísseis, com drones ou com canhões. Nós podemos lançar dardos venenosos a todo tempo e em todas as direções. O que é que estamos de fato construindo no nosso mundo íntimo? que às vezes olhamos exemplos muito grandes e distantes da nossa condição evolutiva e deixamos de olhar o pequeno,
em todas as direções. O que é que estamos de fato construindo no nosso mundo íntimo? que às vezes olhamos exemplos muito grandes e distantes da nossa condição evolutiva e deixamos de olhar o pequeno, esquecendo que é a partir de cada tijolo que a nossa casa então se constitui sobre a rocha, mas ainda estamos sobre a areia, balançando a qualquer brisa, derrubando o pouco alicerce que a gente já conseguiu então soerguer. E é interessante que a cada pergunta, que era uma pergunta e silada, porque a ideia era dizer então que Jesus estava ali infringindo a lei mosaica e que se ele estava infringindo a lei, merecia alguma punição. Eu fico pensando assim, né, diante de um espírito puro, a ignorância espiritual de ficar fazendo esse tipo de pergunta tola diante de um espírito que tudo sabe. não iria cair jamais em nenhuma cilada. Mas não tinha ninguém para contar aos pobrezinhos que não adiantava fazer esse tipo de pergunta, porque a resposta seria vergonhosa. Vergonhosa no reconhecimento da pequenez, porque Jesus a ninguém humilhava. E uma das respostas fala diretamente conosco. Como Nia disse, o fariseu representa esse nosso lado da desdita e que eu preciso revidar. Eu preciso ser aquele que demonstra que estou por cima e que não vou levar o desaforo para casa. Esquecendo que levar o desaforo paraa casa é levar desequilíbrio pra alma e depois ter que rever os atos cometidos. E aí quando ele pergunta sobre o criminoso insensível, a gente aplica perdão para um criminoso insensível? E aí Jesus diz que é preciso justiçar. E ele explica que justiçar é educar aquele que denominamos criminoso, que antes de tudo é um enfermo vitimado em si mesmo. Então, como se eu estou dizendo ou garantindo que o outro chegou na pior condição humana, eu vou buscar justamente os meios até piores do que aquele aqueles que ele então se valeu para alcançar um determinado objetivo. E aí a gente precisa se observar diante dos jornais, das notícias, o que é que a nossa tpera apresenta. Nós somos aqueles
e aquele aqueles que ele então se valeu para alcançar um determinado objetivo. E aí a gente precisa se observar diante dos jornais, das notícias, o que é que a nossa tpera apresenta. Nós somos aqueles que tomar aqui, espero que daqui a um tempo vai pagar. Somos estes os que receberam os tesouros a partir do Cristo ou já conseguimos vibrar pelo outro? Não, não consigo vibrar. E para que assiste? Para se intoxicar e ainda comenta com os outros, viu? Estou torcendo para Isso não é uma postura cristã. Se não resiste a desejar o mal, não se infiltre nos tipos de discussões, não leia tas notícias para que você consiga ganhar força e vença essa necessidade de sempre ir à desforra para que a gente saia da condição, não do futuro criminoso, mas daquele que compreende que sempre a cada um, segunda as suas obras e que a mim cabe cuidar do meu mundo íntimo, para que o amor se espraia antes aqui dentro e chegue ao próximo. A tentativa de reformar os códigos penais da Terra tem mostrado a dinâmica das sociedades. Nós já matamos quem era contra o status qu. Queima, trucida, arrasta com cavalos, empala, crucifica, mas a tirada era remover pela morte. Depois passamos pela época de queimar os livros junto com os autores. Ajudava também, né? Queimava livro e queimava o autor e acabava a o a obra e o criador. Depois proibimos obras e hoje a gente nem mata mais os escritores, nem destrói mais as obras, porque logo logo elas são lançadas em PDF na internet. Se desaparecer no livro físico, eu consigo ele no ebook. Então não funciona mais essa técnica. Entretanto, ninguém nunca conseguiu deter os crimes para calar o outro. tentaram calar Nelson Mandela, 27 anos de cadeia, de 21 anos em solitária, o que lhe lhe deu graves problemas de pele por não pegar sol, porque nem banho de sol ele tinha direito. Saiu da prisão e tinha tudo para incendiar a África do Sul. 27 milhões de negros contra 5 milhões de brancos herdeiros dos britânicos. Ele não incendiou, governou o país, abriu pontes onde havia abismos, dialogou com
tinha tudo para incendiar a África do Sul. 27 milhões de negros contra 5 milhões de brancos herdeiros dos britânicos. Ele não incendiou, governou o país, abriu pontes onde havia abismos, dialogou com a minoria branca, pacificou a África e só ficou um mandato. Depois saiu e foi curtir o pouco resto de vida física que ainda lhe restava. A prisão lhe ensinou alguma coisa, ter paciência, resiliência e que não era incendiando a África do Sul, que ele ia resolver o problema do apartade. Jesus percebeu que estava cercado de pessoas que se fiavam, se apoiavam numa estrutura draconiana do Sinédrio. O Sinédrio justiçava, eram senhores da cultura, os senhores da lei, mandavam matar. O apedrejamento era a coisa mais comum. Vai Jesus em determinada ocasião e faz papel de defensor público. Intercede uma mulher que já estava ali praticamente quase seminua e desgrenhada no cabelo. E ele lança uma questão que até hoje tá aguardando a resposta. Quem dentre vós estiver puro, pôcro, impoluto, que atira a primeira pedra. Mas não ficou um, foi todo mundo saindo. Os mais velhos são os corruptos, né, já com doutorado. E foi ficando os mais novos que estão fazendo eh pós-graduação em criminalidade. Aí não foi ficando ninguém, fica ele e a mulher. Mulher, onde estão os teus acusadores? Não tem ninguém, senhor. Todo mundo foi embora. Eu também não o faço. Vai e não tornes a errar para que não te suceda algo pior. Que frase tradução dia de hoje. Minha filha, eu só consegui, você só conseguiu sobreviver porque eu tava por perto. Porque se eu tivesse longe, esse povo te matada na matava na pedrada. que é um conselho de amigo velho, vá, corrige sua vida, porque da próxima vez eu posso não estar por perto. Esse povo te faz pastinha, concerte sua existência. foi o recado e a mulher foi reabilitar-se. Mas interceder por uma mulher numa sociedade absolutamente machista, completamente contrária à mulher, aquilo dali rompeu limites. Então a gente raciocina hoje essa entrevista extremamente dura que ele sofreu, como
por uma mulher numa sociedade absolutamente machista, completamente contrária à mulher, aquilo dali rompeu limites. Então a gente raciocina hoje essa entrevista extremamente dura que ele sofreu, como já passamos para um livro chamado Boa Nova. E no boa Nova, tá ali no capítulo, parece que o capítulo 4atro, Jesus está em Jerusalém, tá chegando. Ah, a tarde é muito quente. Jesus se senta perto do templo de Salomão para repousar no horário de sol dardejante, mas passa um dos doutores do Sinédrio que se incomoda com a afeição dele. Nazareno, que fazes em Jerusalém? Passo por Jerusalém buscando fundar o reino de Deus. Reino de Deus. Que pensas tu vem a ser isso? É o reino da paz e da amorosidade no coração da criatura humana. Onde estão os teus seguidores? Os meus seguidores chegarão de toda parte. É claro. Os tolos, os imbecis, os idiotas. Deve ser esse o teu material de trabalho. Tenta ridicularizar. Jesus dá resposta. Sacerdote, não existe cinzel maior, mais belo do que o da boa vontade, nem mármore mais puro do que a esperança. Quem era a figura? Anã, um homem que dois anos depois seria o inclemente juiz de sua causa. Jesus travou contato com ele na entrada de Jerusalém. Jesus sabia que ele seria mais tarde o lobo da sua própria história. Anã nem ia adivinhar que mais tarde ia topar com aquele homem. Disse: "Agora eu vou a desforra. Ele me desmoralizou na porta de Jerusalém. Talvez tenha ficado um remoque naquele homem para ele disparar dois anos depois. Por isso mesmo, Jesus só se ofereceu respostas e há um momento que a Mélia Rodrigues é taxativa. Jesus tentou interromper a entrevista porque ela se demorava. ele tentando provocar e Jesus percebeu o toco de sombra que era esse Natã Bem Assad. O homem não valia nada. raposa velha da casuística obava que nem boi ladrão, mas encontrou o homem que o devassou numa tomografia espiritual para mostrar que ele era um dos que merecia estar condenado. Mas Jesus teve misericórdia porque aquele homem mais tarde reencarnaria,
o, mas encontrou o homem que o devassou numa tomografia espiritual para mostrar que ele era um dos que merecia estar condenado. Mas Jesus teve misericórdia porque aquele homem mais tarde reencarnaria, iria resgatando, iria ter outro senso de justiça. é natural, é um processo em que vamos depurando o nosso senso de justiça até compreender que quem aplica a lei de Talião é Deus. E na lei de Deus nunca existe nem prêmio, nem castigo. Esqueçam bombom, sonho de valça ou espinhos. Deus não distribui desgraças para os filhos, nem prêmios. Na lei de Deus só há respostas, consequências. O indivíduo é senhor da própria plantação. Portanto, cuidado com a semente que nós estamos jogando no próprio terreno. Toda semente produz, mas a escolha é nossa. E no dizer de Emanuel, a gazela desperta os primeiros raios de sol. Tamanha a delicadeza do animal. Mas a pedra bruta só desperta com dinamite. Tem gente dinamite, tem gente gazela. Veja que como é difícil a compreensão da lei do amor e que diante da dificuldade em geral se fazem todas as tentativas de neutralizar, de inutilizar. Uma das desculpas, hum, que é dada, né, eh, em relação a isso, ainda trazendo a questão dos criminosos, é a ideia de que, tá bom, se a gente for fazer o que Jesus manda, os criminosos vão ficar por aí soltos, vão fazer o que quiserem e a justiça não existe. Essa pergunta o fariseu faz a Jesus, dizendo: "Será então lícito deixar o criminoso a solta a fim de que ele prossiga na sua carreira destrutiva?" Jesus diz: "Não chegaremos a tanto a técnica do amor receita para o delinquente a terapia do afastamento temporário da sociedade, qual ocorre com um doente portador de contágio, a fim de ser devidamente tratado para posterior reintegração na comunidade dos sadios. Matar o assassino não restitui a vida à vítima. Amputar os dedos ou as mãos do ladrão não devolve o furto aos seus donos. Ao seu dono. Arrancar a língua do caluniador de forma alguma repara os males que a acusação falsa causou aos outros. Eh, é, é uma
utar os dedos ou as mãos do ladrão não devolve o furto aos seus donos. Ao seu dono. Arrancar a língua do caluniador de forma alguma repara os males que a acusação falsa causou aos outros. Eh, é, é uma proposta difícil quando Jesus diz: "Amai os vossos inimigos." Nosso coração de espíritos ainda imperfeitos. É, parece uma jornada impossível. Mas Marcel acabou de falar do processo reencarnatório, que é uma das ferramentas da evolução e da justiça divina. Deus cria uma realidade, uma humanidade, uma vida, um mundo, universo, muitos universos onde a gente sempre renova as possibilidades, porque Deus não será derrotado. Se houvesse a criação de um ser que pudesse cair no mal e nunca mais voltar na concepção espírita, isso seria admitir que Deus foi derrotado. Não. Deus nos criou para a felicidade, para a plenitude, para a integração total com ele. E não há a possibilidade de não chegarmos a isso. a gente tem uma trajetória, pode ser mais curta, pode ser mais longa, pode ser mais fácil, mais difícil. Temos o livre arbítrio, temos a ignorância, temos muitas vezes a resistência à lei divina, mas a lei de amor vai sempre caminhando conosco. Haverá novas oportunidades, haverá novas situações onde poderemos viver aquela situação de um outro ângulo, aprender de uma outra forma. Então, quando a gente eh reclama a justiça, entre aspas, para os criminosos que estão ao nosso redor, entre os quais, sem dúvida alguma, não nos colocamos, a gente demanda que haja punição, que haja sofrimento. É uma tragédia que nós vivamos numa sociedade onde a ideia de punição legal é e colocar o indivíduo num lugar do maior sofrimento possível. mesmo pessoas com conhecimento espírita, com desejo imenso de evoluir, caem muitas vezes na ideia de que ele vai pagar tudo que deve na prisão e aí não percebe que a sociedade mantém prisões que são escolas de crime, escolas de crime para o o que vai lá supostamente para se consertar, mas porque aquela estrutura é uma estrutura criminosa onde não há amor, não há respeito, não há
m prisões que são escolas de crime, escolas de crime para o o que vai lá supostamente para se consertar, mas porque aquela estrutura é uma estrutura criminosa onde não há amor, não há respeito, não há cuidado, onde toda a crueldade é permitida, porque são pessoas que foram cruéis. Não há a percepção de que, mas ele foi cruel, por isso mesmo, ele é um criminoso, eu também sou. Então, na hora que eu advogo que o criminoso seja tratado com a maior crueldade possível, será que eu não vejo que eu tô cometendo um crime? Na hora que as pessoas encarregadas de guardar são os guardiães daqueles criminosos que estão ali encacerados, eh, cumprindo a sua pena, buscando aí a renovação, etc., que sejam pessoas a quem é permitido fazer qualquer coisa, tratar de qualquer modo, serem extremamente cruéis. Na hora que a gente sabe disso, que a gente mantém, que a gente aprova e que a gente deseja, a gente não percebe que a lei do amor tá longe de nós. Os crimes do criminoso são visíveis, já foram colocados em lá na no no júri, já foi condenado, já tá escrito no processo. crimes de uma sociedade onde pessoas que se consideram de bem não conseguem estender a mão para melhorar a situação de um criminoso, ao contrário, avalizam crimes tenebrosos, porque as pessoas são criminosos. Aí a gente precisa compreender que somos nós que estamos longe da lei de amor. E para ficarmos próximos dessa lei de amor, busquemos esse exercício trazido aqui por Amélia. Deve ser sadiio emocionalmente e equilibrado nas suas decisões todo aquele que deseja ser melhor do que o criminoso. Entender que ser melhor, como já abordamos antes, não para se jactar disso. Sou melhor do que o outro, estou acima moralmente. Mas entender que a sua possibilidade de crescimento e elevação lhe permite ter possibilidade de não ceder à tentação de responder, de ir à desforra ou desejar o mal do outro. E que não sejamos aqueles espíritas desavisados que vão dizer assim: "Não, não fui eu quem disse, tem lei de causa e efeito, ele vai pagar na outra
sponder, de ir à desforra ou desejar o mal do outro. E que não sejamos aqueles espíritas desavisados que vão dizer assim: "Não, não fui eu quem disse, tem lei de causa e efeito, ele vai pagar na outra encarnação." Então, não sejamos nós os componentes desse grupo. Entender lei de causa e efeito, entender que há uma justiça, é de fato compreender que a cada ação uma reação será a sua consequência. E não pensar que reação será sempre algo a nos esbofetear, algo penoso, algo difícil. Vai depender da semeiadura. Por isso que a gente fala tanto em livre arbítrio, em possibilidade de escolha. Deus não manieta a ninguém. Ele nos possibilita o momento em que nós vamos decidir que queremos crescer. E quando aqui é dito, para que também a gente não saia dizendo, ó, viu lá no capítulo, Amélia disse que basta, como técnica de amor a eh colocar os criminosos lá na terapia do afastamento temporário, coloca todo mundo na cadeia. Calma, que isso aqui não está dito. E se nós observarmos o nosso sistema carcerário, ele nada tem a ver com justiçar aqui colocado. Não são processos de reeducação. E muitas vezes comemoramos quando estes irmãos desavisados, os enfermos, vitimados de si mesmos, são colocados em determinados cárceres e ainda com direito à escolha dos mais perversos, dependendo daquilo que foi cometido. Nós nos arvoramos a ser juízes também do destino do outro, não só quando estamos de posse de um martelo e podemos assinar uma sentença, mas quando vibracionalmente desejamos que o outro, com base no meu critério de justiça, responda a tudo aquilo que fez, esquecendo que nós temos um juiz divino e misericordioso que permite sempre reescrever a nossa rota. Então, que sejamos nós aqueles que integram a verdadeira comunidade dos sadios, que é a que se compadece, que é a que compreende que o outro ainda não tem a possibilidade que talvez nós já tenhamos chegado. que possamos ser essas bandeiras da amorosidade, não pensando talvez numa extensão planetária, já é suficiente na nossa
de que o outro ainda não tem a possibilidade que talvez nós já tenhamos chegado. que possamos ser essas bandeiras da amorosidade, não pensando talvez numa extensão planetária, já é suficiente na nossa casa, no nosso ambiente de trabalho, na comunidade espírita ou no centro em que nós vivenciamos. E aí sim esse amor vai chegar aqui a ser a expressão como presença do pai. Eu lembrei das obras de André Luiz, onde tem uma frase muito interessante. No momento em que infringimos a lei, a expiação tem início. Diante da ofensa daquilo que você entende que foi uma agressão, já pense: "Não vou dar início ao meu processo expiatório." Se não conseguir pensar, pode gritar, porque quando você gritar, não vou lhe permitir dar início à expiação. A pessoa vai olhar para você com piedade. Mas aí tá gritando, enlouqueceu. É melhor alguém que se apiede do que tenha ódio de nós. Então, assumamos o papel de que nós somos aquelas criaturas divinas que exercitam a amorosidade e em breve o amor será uma realidade no íntimo de cada um. Afinal, cada um tem em si o reino dos céus. Vamos encerrando o nosso encontro de hoje rico, que permite dilatadas reflexões agora no remanso dos nossos lares, recordando que ainda há muito abismo entre a justiça humana, rasteira, precária e a justiça divina. Vamos trabalhar para que essa distância diminue. A estrada é a estrada do amor. Até segunda-feira que vem. >> A Caravana Baiana da Fraternidade [música] 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema [música] Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita [música] do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça [música] parte dessa equipe que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, [música] uma história de amor que aproxima.
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