Para Viver o Evangelho | Episódio 203 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 7)
Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
A caravana baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma história de amor que aproxima. Meus amigos que estão aqui presentes no salão da FEB, aqueles que virtualmente nos acompanham pelo YouTube de qualquer lugar do Brasil ou do mundo ou vão nos acompanhar em outro momento. nossos votos cordiais de muita paz. Nós desejamos na abertura do encontro de hoje, convidar a todos para as atividades que dizem respeito ao autoconhecimento. Se você deseja utilizar-se nesta sede, nos procure dia de segunda-feira a partir das 18 horas, entrando em contato com alguém responsável pela coordenação deste evento. São encontros, turmas de autoconhecimento. Se você prefere a sede histórica nossa, a tradicional casa de pititinga lá no Pelourinho, então de terça-feira às 13:30, 1:30 da tarde, toda terça-feira, e procure o responsável para se engajar nessas atividades que são altamente enriquecedoras, o autoconhecimento. Para você também que tá se programando, não esquecer de queir 31 do 10, 31 de outubro desse ano, até 2 de novembro nós teremos no hotel Fiesta aqui em Salvador o nosso 23º Encontro Estadual de Espiritismo. Quem é o público alvo? O trabalhador da casa espírita. Você que é dirigente, passista, palestrante, médium, esse evento foi feito para você para nós mergulharmos nos desafios do movimento espírita, discutindo os rumos novos que nos aguardam para 2027. Então, nós temos o encontro marcado lá no encontro estadual de espiritismo. Para você que é frequentador ou militante de qualquer casa espírita da Bahia, procure saber quando sua casa será alvo da visita da caravana baiana da fraternidade. Ela está em pleno curso. Estamos
mo. Para você que é frequentador ou militante de qualquer casa espírita da Bahia, procure saber quando sua casa será alvo da visita da caravana baiana da fraternidade. Ela está em pleno curso. Estamos buscando visitar as mais de 250 casas espíritas da capital, as quase 800 do interior do estado, de modo a escolhermos aquele dia que a casa funciona, que ela está aberta, tem reunião pública e ali chega aquele grupo enorme de companheiros de várias instituições da cidade ou da região aqui em Salvador, de outros bairros, de modo a fazer uma visita fraterna. Então, a caravana evoca a figura de Leopoldo Machado, o pioneiro dela na década de 40, 49, 50, quando ele, com uma inudito esforço, ele fez visitas saindo do Rio de Janeiro e foi até Manaus e desceu de Manaus até Belo Horizonte e lá foi para Pedro Leopoldo visitar então Chico Xavier, residindo ainda na sua cidade natal. Vocês imaginam que era ter feito uma caravana nos anos 40 e 50. as dificuldades de transporte, a locomoção difícil, a ausência de comunicação. Leopoldo Machado arrastando uma pleia de companheiros abnegados, fez isso. Em homenagem a esse vulto incomum, nós também elegemos a caravana baiana da fraternidade, hoje mais modesta, porque visitamos as instituições no próprio estado, de modo a criar laços de afeto com os companheiros que estão trabalhando dentro das suas instituições ou frequentando. Se você deseja conhecer mais do trabalho da federação, busque lá as redes sociais, porque a Federação tem Facebook, tem Instagram. Localize os nossos endereços nas mídias e, se possível, faça aquilo, ó, o dedinho. Dê o like, dê o like. ele não vai cair o dedo. Pode ficar tranquilo, só dê, porque ajuda muito a federação a manter as redes sociais funcionando, prestando um serviço público de orientação, de esclarecimento e de consolação a quem busca a rede social da FEB. Dito isso, nós hoje temos pelos caminhos de Jesus o capítulo 6. Sete, onde nesse capítulo 7 a nobre aquarelista do evangelho intitula a uma via que existia na época, a
quem busca a rede social da FEB. Dito isso, nós hoje temos pelos caminhos de Jesus o capítulo 6. Sete, onde nesse capítulo 7 a nobre aquarelista do evangelho intitula a uma via que existia na época, a Transjordânia, que era uma imensa avenida que cortava planaltos e depressões. E teve um dia que Jesus optou por ela para chegar a Jerusalém, fugindo do básico de uma estrada mais curta. Ele preferiu uma estrada mais áspera, tomada de sol, castigada da inclência da seca. E por ali ele aproveitou para ministrar lições inesquecíveis, a fim de que ao final encontrasse, depois da Transjordânia a liberdade, liberdade que todos nós ansiamos nesses dias tumultuados que atravessamos na história humana. Nós vamos começar com Nádia Matos, logo em seguida Jamile Lima e depois retornaremos para o revezamento dos comentários sobre esse capítulo que tem conotação psicológica, sociológica, espiritual, histórica, profunda para as nossas reflexões. Ouçamo-las. Uma boa noite a todos os companheiros que estão aqui conosco, presencialmente, os que estão, eh, como Marcel falou, através do YouTube, agora no futuro não faz diferença. Sejam todos muito bem-vindos, que o nosso carinho possa alcançá-los. É um capítulo interessante. A gente estava conversando, tem dois aspectos nesse capítulo já assim de início. Um aspecto é que ele tem muita coisa, parece que não tem nada, porque quando eu olhei, eu disse assim, gente, que título na Transjordânia, a liberdade aí ela começa a falar que é uma área calcinada, difícil, que vai por ali, que vai por aqui. Eu digo geografia pura. E na verdade através desse dessa descrição aparentemente geográfica, onde ele traz esse caminho que Jesus traça e percorre, é o capítulo trata do nosso caminho até Jesus, do nosso caminho até o Cristo, do nosso caminho até um patamar novo, mais avançado de evolução. Então ele é um capítulo que nós com certeza, a gente nunca esgota capítulo nenhum nesse livro, dada a riqueza do conteúdo, mas hoje já vamos desistir de início. Nós vamos fazer algumas
do de evolução. Então ele é um capítulo que nós com certeza, a gente nunca esgota capítulo nenhum nesse livro, dada a riqueza do conteúdo, mas hoje já vamos desistir de início. Nós vamos fazer algumas reflexões, vamos propor outras reflexões e eu acho que cada um de vocês que tá aqui com a gente, que lê o capítulo, vai encontrar onde é o seu gancho, onde é o seu vínculo. Então, pra gente começar da geografia, ela simboliza uma escolha de caminhos. Marcel falou dos tempos que correm. Nós vivemos num período muito difícil. Eh, já houve outros períodos históricos que as pessoas se sentiam seguras, que achavam que tudo ia continuar como estava. Nós vivemos um período de incertezas, de angústias, eh de problemas que surgem, de problemas que são previstos. E tudo isso tem a ver com o momento evolutivo do planeta. Então, é um momento muito oportuno para que possamos escolher por caminho seguiremos. Repare que Jesus ia para Jerusalém. Jerusalém aí simbolizando o centro da cultura judaica e principalmente o centro da religião judaica. Veja que as as cidades têm sinagogas, mas o templo ele só existia em Jerusalém. foi destruído, foi reconstruído novamente e depois aí do tempo de Jesus, lá em 72, se não me engano, ele foi destruído, que até hoje não se reconstruiu. O templo tem um significado eh espiritual profundo na lógica daquele povo. Então, nós podemos tomá-lo como a nossa meta de chegar adiante, de chegar a um nível de consciência onde não estejamos como estamos hoje prisioneiros da matéria. Volto lá pra escala espírita que Jamile sempre coloca. Eu felizmente outro dia achei um autor que disse que falou da centralidade da escala espírita no pensamento de Kardec, que é realmente uma ass é é você compreender uma jornada. Então, nós somos espíritos de terceira ordem. Nós nos identificamos com a matéria. Nós nos atormentamos com tudo. As paixões, os vícios, os automatismos, eh a ignorância das leis de Deus, a falta de vínculo com Deus, com a presença divina em nós. Tudo isso causa
camos com a matéria. Nós nos atormentamos com tudo. As paixões, os vícios, os automatismos, eh a ignorância das leis de Deus, a falta de vínculo com Deus, com a presença divina em nós. Tudo isso causa sofrimento, turva a nossa vista. Nós corremos atrás de verdadeiras fantasias, pensando que são tesouros. E Jesus há 2000 anos, ele já nos disse que esse não é o caminho, porque nós temos uma meta e a nossa meta é superar esse padrão e chegarmos nossa meta transitória. A meta final é sermos espíritos puros. Mas a nossa próxima etapa é vivermos o que o evangelho diz que tem a ver com espíritos de segunda ordem. compreender a lei de Deus, amar a Deus sobre todas as coisas, ao próximo como a si mesmo, fazer essas escolhas. Nós estamos no caminho para esta Jerusalém simbólica, para esse novo nível. E e Amélia Rodrigues vai dizer que havia outros caminhos mais fáceis, mas Jesus então escolheu ir pela Trans Jordânia, esse caminho ressequido, eh, pesado, difícil. E isso vai simbolizar que nós estamos a caminho dessa renovação e as nossas escolhas nos colocaram no momento presente num caminho difícil, num caminho que exige de nós não só a escolha do vínculo crístico, como também e principalmente que nós possamos vencer esta aridez que nós colocamos na nossa vida. A gente se queixa que é muito egoísmo, muita violência no planeta, muita coisa entre as pessoas, que difícil. Mas esquecemos que esse é o contexto do nosso próprio coração. Podemos não ser aquele que comete o crime A ou B ou C, mas somos aquele que não constrói uma qualidade vibratória que impede o crime. Nós somos aquele que escolhe se manter no interesse pessoal, na gratificação imediata, ao invés de fazer as renúncias necessárias para tomar esse caminho difícil e chegar num outro patamar. Então esse na Transjordânia Liberdade, esse capítulo, ele vai nos falar sobre muitas alegorias, sobre muitas imagens de desse caminho que começa com uma escolha, passa pelo esforço de sustentar essa escolha e tem como chegada o encontro
e, esse capítulo, ele vai nos falar sobre muitas alegorias, sobre muitas imagens de desse caminho que começa com uma escolha, passa pelo esforço de sustentar essa escolha e tem como chegada o encontro com essa escolha que é a escolha crística. Boa noite aos internautas, aos irmãos e irmãs aqui presentes. Ainda bem que Nádia já fez a uma colocação anterior de que não tem como abordar todos os pontos que este capítulo apresenta. E além de não poder, não só por uma questão de tempo, é pela profundidade mesmo que o capítulo eh nos traz, vocês já estão comentando aqui no chat sobre isso. Tem muitos pontos, muitas observações. Eu vou trazer algumas que me chamaram mais atenção. Ela vai falar pra gente, Amélia, sobre a escolha que Jesus fez, que foi fazer um um caminho, uma trajetória, passar pela Transjordânia. E que beleza é o fato de Amélia utilizar a Transjordânia fazendo uma relação com o nosso mundo íntimo, com os desertos, com as dificuldades que todos nós atravessamos. Achei essa correlação muito interessante porque ela vai falar aqui no início que a escolha do mestre adveio do fato de que ele entendia que precisava adubar alguns solos e que eram áridos, um tanto quanto impermeáveis ao que ele trazia. e que estes seres eles eram depositários, contudo entregues à indolência. E aí, geralmente quando a gente usa algum termo, uma palavra, mesmo que nos acostumemos a eles, é interessante quando em alguma colocação ele ganha um certo destaque e esse destaque pode nos gerar algum tipo de incômodo ou fomentar um desejo de crescimento. E a indolência é uma falta de disposição física, mas que também pode ser moral e pode ser entendido como preguiça. E aí quando Amélia traz esse termo e diz então que Jesus vai ao encontro desses depositários, então todos nós o somos, temos esses tesouros que precisam então ser revelados, já que estamos cultivando essa indolência, pra gente não ficar achando que aqui é só uma referência às pessoas que estavam lá no caminho que ele fez. E eu fiquei me perguntando até que ponto
evelados, já que estamos cultivando essa indolência, pra gente não ficar achando que aqui é só uma referência às pessoas que estavam lá no caminho que ele fez. E eu fiquei me perguntando até que ponto eu estou alimentando a minha indolência. particular nesta caminhada de crescimento, que são aquelas situações em que a gente escolhe: "Eu mereço, eu vou descansar, hoje não, eu sou imortal". Tem outras vidas mesmo. Para que essa agonia? Como a gente tá num programa que tem pessoas de todo o Brasil, agonia é um termo bem baiano e a gente tem uma agonia espiritual também, que é aquele incômodo do vamos ficar, vamos aquiietar, tudo a seu tempo, é meu nível evolutivo, então eu não vou me violentar. Então às vezes a gente vai usando o próprio conhecimento para nos mantermos naquele lugar, num patamar que o próprio incômodo já anuncia: "Saia! você já pode avançar mais. adiante, ela vai sinalizar pra gente também de uma forma muito bela, que o o ódio ele vai se constituir na condição de amor que enlouqueceu, enquanto a indiferença é o amor que está morrendo. E essa conotação não é negativa, porque a gente percebe que o amor nos permeia em todas as possibilidades. A questão é como o seu vivencia ainda em uma etapa de primarismo. Mas ainda assim a inquietação, a angústia já é um sinal de que a alma se debate contra a sua própria natureza. Por isso, então, o e a indiferença se manifestam como chagas de um amor que ali se encontra, mas que ainda insistimos em mantê-lo no lugar do adoecimento, do esquecimento ou dessa indolência aqui mencionada. Claro que a gente vai ter aqui Pedro sempre nos trazendo didaticamente as problematizações daquilo que Jesus então coloca. Ele vai perguntar: "Estamos entendendo tudo que o mestre faz, passando por lugares remotos, difíceis, porque a gente precisa chegar até estes outros. Mas por que mesmo esse sacrifício? ou mais ainda, mestre, e nós que te deixamos, ou melhor, que deixamos tudo e te seguimos, como quem diz assim: "Tá certo, te amamos, compreendemos, entre aspas e
os. Mas por que mesmo esse sacrifício? ou mais ainda, mestre, e nós que te deixamos, ou melhor, que deixamos tudo e te seguimos, como quem diz assim: "Tá certo, te amamos, compreendemos, entre aspas e muitas aspas a missão, mas eu vou ganhar o que é mesmo com isso?" Aí eu recordei de Kardec quando no céu e inferno, ele vai sinalizar no capítulo A passagem que nós só conseguimos nos fixar, nos interessar em alguma coisa quando temos uma recompensa. E o espiritismo nos traz a grande recompensa, que é a afirmação de nossa condição de imortalidade. Se creio, vale a pena todo e qualquer sacrifício ou renúncia. E aqui vem então uma explicação do que é mesmo amor. E nós podemos fazer o exercício de saber se estamos vivendo. A pergunta de Pedro é muito próxima aos questionamentos que fazemos. Eu ganho o que com isso? E aí é dito que o amor se basta a si mesmo. Então não espere muito obrigada, não espere parabéns, não espere felicitações. Como criatura divina faz parte do teu itinerário espiritual. Servir não é o outro, é servir a Deus. Essa frase que é dita aqui, o amor é pleno, é fruto do divino e volta ao divino. Então, o que recebo é de natureza divina. E o que volta a Deus é a minha compreensão de que aquilo que dou não é para o outro, é para servir a aquele que nos concedeu a possibilidade não só de vida, a possibilidade inconteste e indestrutível da imortalidade. O amor preenche o coração de quem doa e se tá preenchido, não preciso de nada que retorne até mim. Eu já estou cheio, farto, alimentado daquilo que me foi então apresentado. Daí a gente entende: "Vinde a mim, vós que estais então com fome e com sede que eu vos saciarei dessa amorosidade que a gente sede." O amor é espontâneo, nada exige, não faz espécies de barganha para receber do outro aquilo que se deseja. Mas nós ainda estamos nessa primeira fase aqui colocada do amor frágil que pede resposta e espera compensação. Mas tenhamos calma, é só o início. O amor pleno ainda será sentido e alimentado por todos nós.
ós ainda estamos nessa primeira fase aqui colocada do amor frágil que pede resposta e espera compensação. Mas tenhamos calma, é só o início. O amor pleno ainda será sentido e alimentado por todos nós. >> O que chama-nos a atenção primeiro momento é que o livro que nós estamos estudando é pelos caminhos de Jesus. Já temos aí um livro pelos caminhos. Depois disso vem uma reflexão. Eh, quais eram os caminhos que ele indicava ou que ele próprio seguia? Nunca foram os caminhos fáceis. Desde seu nascimento, ele já teve que se refugiar com os pais no Egito. Tomou o caminho de uma terra estrangeira. Porque se ficasse lá, Herodes mandara degolar as crianças de 2 anos para baixo na tentativa de eliminar qualquer concorrência ao trono. O menino escapou porque as entidades nobres alertaram seus pais para ir para o Egito, onde ele ficou 2 anos. Depois volta a Nazaré. Ali ele se cria e fica órfão de pai. O pai havia falecido em Séfores, uma cidade próxima, quando prestava um serviço como carpinteiro. E ele, o mais velho, o primeiro filho de José, assume a carpintaria. Mais um caminho. Esse homem vai lapidar madeiras inicialmente, depois vai lapidar caráteres, vai lapidar a estrutura psíquica daqueles que se lhe vierem a acercar. Então, esses são os caminhos que ele encontrou na terra e ele sempre preferiu o caminho de encontro com do outro para encontrar o outro. Nunca aquele caminho que tirasse ele de diálogos, de encontro, de permutas, de trocas, de esclarecimento. É onde tinha gente. Amélia Rodrigues situa de que ele estando em na Galileia, sua região, pretendia ir a Jerusalém. Primeiro caminho, atravessar a Samaria, a região que ficava do outro lado do lago, o lago de Genesaré ou Tiberiades, um lago de água doce, apesar de ser um mar de água, é tudo doce, formada pelo Jordão no Norte, sangrando no sul em direção ao Mar Morto, que está a 400 m abaixo do nível do Mar Mediterrâneo e cujas águas são tão salgadas, 110 vezes mais salgadas do que as águas dos oceanos. Quando o peixe que nada no Jordão, água
direção ao Mar Morto, que está a 400 m abaixo do nível do Mar Mediterrâneo e cujas águas são tão salgadas, 110 vezes mais salgadas do que as águas dos oceanos. Quando o peixe que nada no Jordão, água doce, deságua na sua voz, no mar morto, o peixe morre na hora até hoje. Porque a salinidade é tão violenta que mata o peixe na hora. Ele boia morto. E todos os corpos humanos que se boiam, que se deixam banhar nas águas do Mar Morto, não afundam. Mesmo que se esforcem, não afunda. A salenidade não permite. Por isso que vai muita gente para lá para tomar banhos medicinais, porque a chance de afogamento é zero por causa da salenidade. Ele então tinha o caminho da Samaria em travar contato com os samaritanos que historicamente tá no Evangelho Segundo Espiritismo, eram considerado heréticos, eram judeus, mas pela forte influência que tiveram da cultura grega, a cultura helênica, eles adotaram um judaísmo mais suave. Por exemplo, eles consumiam carne de porco. Eles não tinham o porco como animal imundo, era uma fonte de proteínas. O judeu ortodoxo odiava o porco, achava um animal imundo e não consumia nem o criava. Já o samaritano, sim. O samaritano não adotava aquelas 660 práticas, 613 práticas diárias previstas no Torá. Ele suavizava e era mais aberto à interpretação religiosa. Resultado, a maior, a maior parte do povo judeu considerava o samaritano herético, um povo criador de apostasia, adoravam outras coisas que não aquele Deus único. Pois é, ele poderia pela Samaria, não foi. pegou os 12 que o acompanhava e disse: "Nós iremos pela inclência do deserto da Transjordânia. E ali atravessou um deserto que só tem calmaria onde o Jordão atravessa. Aquele deserto é inclemente. As temperaturas são calcinantes, a areia queima os pés, mas logo depois o Jordão dá uma qualidade melhor ali e permite a plantação de bananas, de hortaliças, de tâmaras e de outras frutas que fazia parte do comércio agropastoril da época. Ele optou porque ele foi passando em pequenas vilas para ir conversando com as pessoas que viviam
nanas, de hortaliças, de tâmaras e de outras frutas que fazia parte do comércio agropastoril da época. Ele optou porque ele foi passando em pequenas vilas para ir conversando com as pessoas que viviam desgarradas. O que que o pastor veio fazer? Veio encontrar as ovelhas perdidas da casa de Israel. E foi nesse contexto aí que o apóstolo Simão Pedro, que se tornaria o Baloarte, porque era o mais velho do grupo e era realmente um homem difícil, de temperamento, muito aceso, qualquer provocação a pere puxava logo armas. Pescador só andava com a faca do lado. Coisa óbvia. Pescador precisa ter uma faca para desbastar o peixe, tirar as escamas, abrir as víceras, o abdômen do peixe, tirar as víceras, fazer os cortes e salgar para vender. Então, a arma fazia parte, a faca, a cimitarra, a peixeira, dê o nome que quiser. A daga fazia parte do do dia a dia dos pescadores. Eles próprios devem ter estranhado. Por que que esse homem escolhe um deserto sentindo pela Samaria e é mais tranquilo? É porque no raciocínio do mestre, ele queria legar uma lição para o futuro. Os caminhos. O mundo está cheio de caminhos, cheio de estradas. Tem umas que levam do nada para lugar nenhum. Algumas levam a certezas, outros a inquietações. Saiu essa semana uma pesquisa, uma informação do governo federal dizendo que na Bahia foi inaugurada uma das maiores estradas BR em linha reta do mundo, fica lá no oeste da Bahia, travessando ali uma longa região de Formosa do Rio Preto, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, aquelas cidades que é rica em agropastoria, especialmente algodão e soja. A estrada tem uma é uma reta com 129 km de reta e nenhuma nenhum quebra-mola, nenhuma cidade do lado. É aquela monotonia, não é a maior, tá em sexto lugar. A maior é uma na Austrália que tem 220 km pelo deserto, absolutamente reto, e gera uma monotonia, o que causa muito acidente, porque o motorista dorme naquela monotonia da estrada e muitas vezes acorda no mundo espiritual. Jesus, então, fazendo aquela caminhada, propõe fundas reflexões, porque as
o que causa muito acidente, porque o motorista dorme naquela monotonia da estrada e muitas vezes acorda no mundo espiritual. Jesus, então, fazendo aquela caminhada, propõe fundas reflexões, porque as estradas da época eram de pedras, era de chão batido, eram feita pelos animais de tanto eles percorrerem, criavam aquela estrutura de mato queimado, pisado, e aquilo servia para passar as tropas de Roma, carroças de víveres, eh tropas com conduzindo camelos ou também ovelhas, né, agropastorio, de modo que ele escolhe ali para nos ensinar Como há caminhos e caminhos. Via de regra, a criatura humana adora estradas largas, bem asfaltadas, sinalizadas, de noite iluminada para facilitar tudo. O mestre sempre preferia as estradas difíceis para encontrar os apátridas, encontrar os réprobos, encontrar os os expulsos, né? aqueles que estão à margem do caminho, os marginais da estrada e com eles dialogar ensuflando esperança. Esse é um dos primeiros e mais fortes aspectos dessa dessa mensagem, desse capítulo, quando Amélia Rodrigues situa força viril de Jesus e demonstrar de que ele não curtia, ele não apreciava caminhos fáceis, estradas largas, ele precisava encontrar gente. E normalmente os despossuídos está nas estradas mais difíceis da Terra. Oxalá. Essa escolha de caminhos já é uma reflexão que vocês estão acompanhando. A Marcel fala da lição que Jesus queria ensinar e nós podemos pegar na nossa reflexão desse desse capítulo, porque geralmente a gente escolhe o caminho mais fácil. Ninguém viaja pensando assim, ai, deixa eu escolher o caminho mais difícil, que não tem hotel, que não tem posto de gasolina, que não. A gente escolhe o caminho mais fácil. Essa é a lógica material. Quando a gente fala de uma jornada espiritual, nós precisamos pensar qual é o caminho mais útil, o caminho que vai nos permitir chegar realmente onde queremos. E não se trata de facilidades imediatas ou materiais. Amélia vai nos dizer que a opção por Cristo é uma decisão de largo tempo, sem o entusiasmo da primeira hora que passa
gar realmente onde queremos. E não se trata de facilidades imediatas ou materiais. Amélia vai nos dizer que a opção por Cristo é uma decisão de largo tempo, sem o entusiasmo da primeira hora que passa e leva a desistência e sem a reflexão muito demorada que perde a oportunidade. Jamile falou um pouco sobre isso. Então se trata de a gente não fazer a coisa pelo entusiasmo. Ai, mas agora a doutrina espírita é tudo na minha vida. Vou fazer, vou acontecer, vou isso, vou aquilo. E depois não tem profundidade de reflexão. A gente, ai, acha a doutrina espírita maravilhosa, mas não sabe o que é a doutrina espírita. Assistiu duas palestras e aí com duas palestras a pessoa se empolgou e foi. Ah, não, porque eu sinto que antes de eu reencarnar eu já tava preparada assim, meu bem. Mas você precisa saber o que que você tá fazendo aqui agora. A doutrina espírita, ela demanda o compromisso. O compromisso demanda consciência do que é que se tá propondo. Então esse entusiasmo é muito, muito bom. A gente se sente bem, é muita adrenalina, muita dopamina, muita maravilha e passa como toda paixão, ele passa, mas também sem ficar esperando a encarnação inteira. Não, vamos ver aí. Eu preciso pensar mais sobre o assunto. Vamos ver o que é que eu vou escolher. Por quê? Porque esse sim que dizemos a Jesus, ele vai demandar, ele vai eh ser construído esse caminho em três etapas que ela também nos fala. E ela vai dizer: "Na primeira fase de sua expressão, quando ainda frágil, o amor pede resposta. espera a compensação. Então, o amor ao Cristo, que é o que nos atrai num primeiro momento, nem é nem é uma coisa consciente, nem é intencional, nem é porque estamos quase querendo recompensa, não. Você está funcionando numa lógica de recompensa. Então, quantas vezes ou dissemos ou pensamos: "Mas tantas coisas difíceis acontecendo comigo?" Mas eu eu oro, eu faço o evangelho no lar, eu procuro me melhorar, eu procuro seguir a doutrina. A gente tem a expectativa de que isso vai se refletir em benesses que vão nos diferenciar das
comigo?" Mas eu eu oro, eu faço o evangelho no lar, eu procuro me melhorar, eu procuro seguir a doutrina. A gente tem a expectativa de que isso vai se refletir em benesses que vão nos diferenciar das outras pessoas. Os outros estão sofrendo, sinto muito, mas eu tô fazendo tudo certinho. Eu lembro que uma época eu fazia parte de uma reunião mediúnica e aconteceu que num certo período um ficou doente, o outro sofreu acidente, outro começaram a acontecer coisas normais da vida. E aí o dirigente uma vez terminou a reunião e ele disse: "Olha, eu gostaria de conversar porque as pessoas estavam mandando mensagem para ele e meio perguntando o que que tava vendo. Isso era um ataque das trevas. O grupo estava obsidiado, o que que tava acontecendo? Aconteceu isso com fulano, com cicrano, com beltrano?" E ele e como ele tava recebendo algumas mensagens, ele resolveu esclarecer o grupo. Não, não se trata disso. São coisas da vida que acontecem, mas nessa primeira etapa a gente tem a expectativa que elas não aconteçam com a gente, porque afinal nós escolhemos o Cristo. A gente não lembra que tem um longo caminho que vai acontecer. E aí vem a segunda etapa. Na segunda etapa, ela diz assim: "Ao fortalecer-se, renuncia aos interesses menores e prossegue amando." Já é, você já compreende que não é disso que se trata, que é um serviço, que é uma doação e que tem uma construção interior que precisa ser feita, que precisa ser priorizada e que essa construção interior vai dar trabalho, que você vai continuar fazendo, apesar do que ocorra. as dificuldades vão ocorrer porque é um momento um mundo difícil, é um mundo, né, de provas e expiações. Elas vão ocorrer porque a gente tem débitos acumulados. Elas vão ocorrer porque, embora estejamos decididos a encontrar o Cristo, nós ainda temos muita coisa para ser lapidada, para ser elaborada, para ser trabalhada no nosso próprio eu. Elas vão acontecer porque neste mundo há uma tendência a querer deixar como está. Se você quer fazer uma mudança real,
a para ser lapidada, para ser elaborada, para ser trabalhada no nosso próprio eu. Elas vão acontecer porque neste mundo há uma tendência a querer deixar como está. Se você quer fazer uma mudança real, como Cristo propôs uma mudança profunda, radical, o resultado é uma reação contra. Então, nessa nessa segunda etapa, nesse segundo momento, a gente já compreende e já tem mais consciência da construção. E aí ela fala que você chega na terceira etapa. Nessa terceira etapa, Jesus, aí ela vai dizer, Jesus falou da opção. Todo aquele que puser a mão no arado e olhar para trás não é digno do reino de Deus. Eh, todo aquele que não deixar seu pai, sua mãe, sua irmã em nome do reino, ele não é digno do reino. Que para quem tá fora do caminho parece um absurdo total, nem dá para pensar numa coisa assim. Quem está na primeira etapa vai dizer: "Pelo amor de Deus, eu vou desistir desse negócio. Como assim deixar tudo?" Não, a pessoa precisa se manter. Vamos ser razoáveis. Quem está na segunda etapa ainda sente isso como uma perda, como uma eh algo lhe sendo tirado. Ah, mas eu não tenho que cumprir meus deveres com a família. Quem tá na segunda etapa compreende que não é ou ou que não é uma questão de exclusão. Quando Jesus usa essa imagem, ele está mostrando uma um critério de prioridade. Ele não tá dizendo que é uma coisa ou outra coisa, como se fossem antagônicos. É antagônico que a gente tenha uma vivência familiar e a gente esteja no caminho crístico. Ao longo da história, principalmente assim no início do cristianismo, muitos resolveram o que isso significava, que tinham que abandonar tudo e viver no meio do deserto. Criaram ordens monásticas. É um caminho, mas não é esse o caminho. O caminho. E aí ele vai falar a mensagem do ela, ela Amélia Rodrigues, vai falar a mensagem do Cristo é um convite a que nós vivamos qualquer coisa, as experiências afetivas, as experiências profissionais, as experiências humanas em geral, a partir da busca do Cristo, a partir da construção dessa vinculação com o
a que nós vivamos qualquer coisa, as experiências afetivas, as experiências profissionais, as experiências humanas em geral, a partir da busca do Cristo, a partir da construção dessa vinculação com o Cristo. Não é para você abandonar ninguém, é para você saber que é de um outro ponto, não é do ponto da relação, não é do ponto do humano somente. Repare que beleza e é só um pedacinho. >> Beleza, Naddia, aqui seguindo o que Marcel e Naddia já trouxeram, eu gostei muito dessa descrição relacionada aos decididos e isso nos afeta. eh diretamente me fez lembrar o item do Evangelho que trata da moral estranha de Jesus. Ela é estranha porque nós estamos vivendo as avessas dessa moral que ele veio nos apresentar. O interessante é que é a moral que liberta, porque a moral que nós estamos defendendo e vivendo, ela é uma moral aprisionante. Às vezes, quando a gente faz uma discussão no campo da ética, eh pensamos que ética é uma só e que ela sempre vai defender o belo, o verdadeiro, o bom e o justo. Essa é uma perspectiva ética mais avançada, que é a que nós esperamos. Mas os grupos em si e cada nível evolutivo e a medida que os espíritos se reúnem, eles criam códigos de ética próprios. A ética como uma espécie de doutrina ou disciplina filosófica, ela faz uma leitura sobre a moral e os costumes, mas quem define a ética é o espírito, que vai estar em um patamar evolutivo. Então, ele tem sim discernimento ético de acordo com a sua possibilidade de ler o mundo. Por isso que quando às vezes nos arvoramos a dizer, mas isso é antiético para você, isso pro outro não tá dentro de algo que possa ser considerado imoral. É a representação daquilo que ele pode ofertar naquele momento a cada um segundo as suas obras. O que não quer dizer que venhamos a concordar ou nos tornarmos coniventes com atos que são, claro, assombrosos ou desrespeitosos e que vão infringindo leis e códigos de natureza moral mais elevada. Por isso que Jesus e a própria Amélia o denomina em muitos momentos, ou melhor, adjetiva
são, claro, assombrosos ou desrespeitosos e que vão infringindo leis e códigos de natureza moral mais elevada. Por isso que Jesus e a própria Amélia o denomina em muitos momentos, ou melhor, adjetiva como o estranho, porque ele era um estranho em meio a todos nós, tanto que combatemos. E quando eu coloco no plural e falo de nós, não só porque em algum momento histórico ele foi crucificado, mas porque diariamente crucificamos Jesus de algum modo, quando não conseguimos, apesar dos esforços envidados, segui-lo naquilo que ele nos apresentou. E Amélia vai dizer, então, que o disposto ele toma uma resolução e simplesmente segue. Não olha para trás, porque se olhar para trás pode correr o risco de querer voltar. Ah, como eu gostaria, eu deveria agora tá na casa espírita ou me dedicar uma leitura com o capítulo da novela tão interessante como aquele comentário que foi feito no trabalho. São renúnci são renúncias pequenas. mas que nós vamos observando que ainda trazem um significado enorme no nosso dia a dia. Imaginemos as renúncias do campo moral. E ela traz aqui pra gente de modo muito assertivo e direto. Decidiu, tomou a resolução, você já sabe que vai ter que se esforçar, porque a mudança não é da noite para o dia, não é mágica e pode não ser nesta encarnação. O que nós precisamos é de constância, persistência, repetição. Por isso mesmo que encarnamos e reencarnamos tantas vezes e ainda o faremos várias vezes. Uma vez escolhido no nosso nível evolutivo, ainda precisamos do apoio do outro. Por isso que buscamos nos organizar em comunidades, em grupos, porque como ainda vacilamos, é no outro que a gente encontra esteio. Não precisa ser arvorato. Agora do amor que se basta. Ainda não estamos em condição de sermos suficientes. Estamos a caminho de Então o outro. Confessai-vos uns aos outros, seja fraterno, colaborativo, ainda precisamos. E se pensarmos lá nos primeiros cristãos e como eles conviviam, nós vimos as fraquezas de Tiago, nós vimos as fraquezas de Paulo e dos demais que ali se encontravam, mas
olaborativo, ainda precisamos. E se pensarmos lá nos primeiros cristãos e como eles conviviam, nós vimos as fraquezas de Tiago, nós vimos as fraquezas de Paulo e dos demais que ali se encontravam, mas um era o esteio do outro e conseguiam viver e elevar-se nessa condição. Mais à frente, ela vai dizer que decisões morais superiores, Nádia já trouxe uma abordagem nesse sentido, não raro vão atrair flagelos. Então, comemoremos. Bem-aventurados os que sofrem quando forem perseguidos porque me seguem em meu nome, comemore. Você está evoluindo. Então, a dor, a doença, o assombro, a dificuldade, os obstáculos são sinais fidedignos de que estamos evoluindo, porque estamos indo não ao encontro, mas de encontro ao vigente, à indolência, à mesmice, ao imediato, ao material. É por isso que causamos quando optamos tanto incômodo no outro, porque não é possível que alguém se compraza, se sinta bem e feliz seguindo algo tão estapafúgio que não dê a importância que esse mundo nos traz pro consumo, para o ter o tempo todo. E que saímos do T e agora estamos buscando parecer pel uma por uma questão imagética nas redes sociais. Mas quando é mesmo que seremos e que faremos essa aposta, como aqui está um convite muito claro, muito explícito para todos nós. E Amélia, mais uma vez diretiva. Escolher Jesus é renunciar ao mundo. Não há alternativa. Deus ou mamom escolheu, sigue em frente. E aqui é dito, sem nenhum esconderijo ou subterfúgio, você vai experimentar a solidão em relação ao mundo. Mas com ele você estará pleno e muito bem acompanhado. E ela traz uma tríade maravilhosa. O mundo que escolhemos com tanta frequência é feito de utopia e violência. Por isso que ele é restrito, porque ele não escuta, ele não dialoga, ele não estabelece consenso, ele impõe pela força. E quem impõe pela força é frágil, porque não basta, ele não consegue trazer ideias ou não necessariamente convencer, mas arrebatar. Ele afasta e irrita porque só conhece o diálogo pela força. Não é fraterno, não colabora. Tudo que
il, porque não basta, ele não consegue trazer ideias ou não necessariamente convencer, mas arrebatar. Ele afasta e irrita porque só conhece o diálogo pela força. Não é fraterno, não colabora. Tudo que consegue fazer é guerrear pela forma incipiente de amor que manifesta. Já o reino apresentado pelo Cristo é ilimitado e nos conduz à liberdade. Confundimos poder com possibilidade de dominar o outro e achar que liberdade é fazer tudo aquilo que nós desejamos. Estamos aprisionados pelas emoções e pelas paixões. Ter liberdade é ter a possibilidade de escolher. Se vou só sobrar junto com os outros, como qualquer embarcação, quando a água das paixões então adentra o nosso íntimo e a gente vaga pela Transjordânia, ou se somos aqueles libertos e que escolhem o Cristo porque entenderam qual é a recompensa, como foi colocado aqui. Renúncia tem um preço, que é de fato passarmos por situações difíceis aqui, porque a moral ainda não é vigente, mas tem um resultado que é o êxito, que é sermos coroados com Cristo com a liberdade da alma. Aí não haverá escravidão, porque internamente estaremos libertos de tudo que é imediato e material. O capítulo de Amélia Rodrigues, esse nos chama atenção porque ela tocou em um assunto muito delicado, a questão do celibato, das renúncias à formação de família no mundo para se dedicar ao ideal de Jesus. Quem não abandonar pai e mãe por amor de mim, não é digno de mim. Tomado ao pé da letra significaria que eu constituí família. Deix, deixo, tenho na terra esposa ou marido, filhos e filhas. A mensagem de Jesus como uma flauta passa na porta da esperança e eu largo tudo e vou seguir, sua família. Não, agora eu vou socorrer a família universal. E a biológica que você formou fica como, já que você era o sustentáculo, o rimo dela, ela se vira. Agora que encontrei Jesus, eu vou seguir essa estrada. Notamos aí uma pitada de fanatismo com alienação e isso terá consequências muito graves sobre aquelas vidas que eu aloquei junto do meu próprio destino. Só
encontrei Jesus, eu vou seguir essa estrada. Notamos aí uma pitada de fanatismo com alienação e isso terá consequências muito graves sobre aquelas vidas que eu aloquei junto do meu próprio destino. Só temos que para a igreja romana os padres estão impedidos de casar diante dos três e ritos que eles têm que seguir: pobreza, obediência a Roma e abstinência sexual, o que configura celibato. O que não significa que milhares, o Brasil hoje tem 10.000 padres que deixaram a igreja para constituir família. Eu conheci diversos que hoje possuem famílias e vivem materialmente de lecionar. Entre os evangélicos, nossos irmãos de cultura evangélica, vel, todos eles se casam, o pastor constituem família, não raro, numerosas e levam esta família para a igreja. A esposa, filhos, todos se tornam também componentes da própria igreja. nosso movimento, nós não temos a questão do celibato como um dogma, como um sacramento. Grandes figuras do nosso movimento foram solteiras por opção. Euedes Bassarnufo, Chico Xavier, Edivaldo Franco, José Raul Teixeira. Bezerra de Menezes teve 16 filhos, 15 biológico e adotou uma uma mocinha eh eh que era uma escrava alforrireada e a adotou, tá? É a excelente biografia de Luciano Claire, retratando a vida de Bezerra com 16 filhos e outros tantos trabalhadores tiveram filhos e filhas, deixando uma larga próle na terra. Jesus adotou o celebato na sua época e ficando mais livre sem os vínculos de família, ele poôde reunir-se com a imensa família espiritual que ele veio buscar, orientar e socorrer. Por isso a estratégia dos caminhos difíceis, dos caminhos desafiadores. Porque se eu largo a família, serei criticado pelos amigos. Se me vinculo à família e ignoro, digamos, a seara religiosa, vão dizer que eu sou uma pessoa indiferente. Ou seja, ninguém escapará na terra da crítica, porque a boca da crítica é como a boca da noite, nunca se fecha, tá sempre aberta para criticar, para atacar. Nunca seremos unanimidade, até porque há uma frase que diz que toda unanimidade é burra. É bom
ue a boca da crítica é como a boca da noite, nunca se fecha, tá sempre aberta para criticar, para atacar. Nunca seremos unanimidade, até porque há uma frase que diz que toda unanimidade é burra. É bom ter alguém que seja contrário, alguém que pense diferente, que tenha uma ideia, que discorde daquela maioria. Por isso mesmo, o convite pra gente observar os vínculos de família que criamos, porque a luz doutrina espírita eh vínculos de família são vários. Eu posso ter família material, aquela formada pelos vínculos sexuais na Terra. São rápidos, são fugidi. Só recordar que acabamos de fechar uma festa chamada carnaval. De onde vem a palavrinha carne? Nada vale as primeiras sílabas. É o momento em que as pessoas vão paraa rua, se vinculam pela química da ocitocina, deixam descendentes que nem sabe que geraram e depois vão embora daquela cidade onde pularam o carnaval, voltando às suas cidades de origem. E muitas vezes ficou lá um filho naquela cidade para uma mãe solteira assumir. Deixei um descendente na terra porque a festa se caracteriza pelo descompromisso meu, por qualquer coisa que não seja prazer. Mas depois vem as consequências. Co tarde a gente vai encontrar-se com aqueles rebentos que deixamos na terra pela progenitura. Nós temos a família espiritual, aquela forjada, elaborada no além, com o qual nos encontramos na Terra na pessoa de vizinhos, de amigos e de parentes. Às vezes, dentro da própria família consanguínea, nós só temos desafetos e vamos encontrar afeto num vizinho, num primo, numa pessoa mais distante, ao qual nos vinculamos profundamente por laços de coração. dentro da família, as amarguras, as aflições, as dificuldades de pessoas da própria da própria consanguinidade. Consta na Bíblia, que é o relato da vida de Jesus, que os seus próprios irmãos consanguíneos não o entendiam, não compreendiam como ele havia deixado a família, a mãe, para se dedicar àquela tarefa de pregar uma nova doutrina. E ele aproveitou uma excelente ocasião para dizer: "Mas quem são meus irmãos e
iam, não compreendiam como ele havia deixado a família, a mãe, para se dedicar àquela tarefa de pregar uma nova doutrina. E ele aproveitou uma excelente ocasião para dizer: "Mas quem são meus irmãos e minha mãe senão aqueles que fazem a vontade de meu pai que está no céu?" Exaltando a família espiritual, aquela que sobrepujo os laços consanguíneos. Então ele percorreu aqueles caminhos da Transjordânia até Jerusalém, o caminho da liberdade, junto com exatamente 12 amigos que não estavam acostumados fazer aquela caminhada. Eram homens acostumados ao lago. Imagina a dificuldade de Pedro, de Tiago, de André, tudo pescador caminhando no deserto. Ou que saudade da água água doce, eles se banhavam, pegavam peixe, tomavam seu banho ali. Mas que que esse mestre quer nos levar por esse deserto? O que me faz recordar um coan chinês indiano, né? Eis que o rei sai para conhecer os imensos tamanhos de seu império, mas passa o dia inteiro viajando a cavalo na sua carruagem com os seus esbirros, né, os seus guardas, o capitão da guarda. Até que no fim da tarde o rei para numa encruzilhada. Duas estradas que se cortam. Capitão, onde é que nós estamos? Não sei não, meu rei. Mas esse terreno aqui é meu? É, até aqui ainda é território de vossa majestade. Nossa, mas meu império é gigantesco. Mas você não sabe onde estamos? Sei não. Mas vem ali um agricultor, vem ali um plantador aqui daquela região e aquele homem do campo para, cumprimenta o rei, reconhece a carruagem do seu monarca. Pois não, majestado, em que é que possa ser útil. Meu amigo, se eu for para o norte, eu chego em Nova Deli. Sei não. Se eu regressar um pouco mais, eu atingjo Rajastan, a cidade dos sábios. Também não sei não, senhor. Se eu for para oeste, eu chego em Jaipu, a cidade dos homens sábios, dos homens santos, dos avatares. Não tenho certeza não, senhor. Se eu for para oeste, eu chego na região de Bangalore, a região produtora dos mais finos incensos. O homenzinho olhou a estrada, disse: "Também: "Não sei não,
avatares. Não tenho certeza não, senhor. Se eu for para oeste, eu chego na região de Bangalore, a região produtora dos mais finos incensos. O homenzinho olhou a estrada, disse: "Também: "Não sei não, meu senhor". O rei ficou irritado, olhou para aquele homem, o camponês. Pelo amor de Deus, também o senhor não sabe de nada. Não sei de nada, mas não é eu que tô perdido. É, vem pensar nisso. É bom fazer uma viagem com GPS, viu? É, não sou essa de Não sou eu que tô perdido. É, é tudo. Porque eh esse capítulo trata de um caminho, nosso caminho para o Cristo. Muitas coisas foram colocadas. Eu vou deixar uma reflexão, porque é fácil a gente dizer, por um lado, que é preciso viver as alegrias, porque elas também são de origem divina. Vamos nos dedicar ao prazer. Marcel falou, né, do carnaval, uma festa de prazer. Ou é fácil também dizer, não, a gente precisa renunciar a todas as alegrias, precisamos viver com sobriedade. Eh, o sofrimento é um resgate e aí com isso eu vou est me aperfeiçoando. Isso é fácil. O que não é fácil é entender que não se trata de escolher alegrias ou tristezas. A vida vai trazer pra gente alegrias e tristezas. Faz parte. O que a gente precisa escolher é o que me alegra. Se só as coisas imediatas, só os prazeres imediatos e só as gratificações materiais me alegram, eu não estou a no caminho do Cristo. Se só as coisas terrenas, digamos assim, me alegram, eu fico prisioneira. Na verdade, é pensar o que me alegra e pelo que eu estou sofrendo. Se o que me faz sofrer é a perda do prazer, a perda do conforto, a perda da segurança, a perda de todas as coisas materiais que a gente aprecia tanto, não é necessariamente essa proposta do Cristo. A proposta é: ponha a mão no arado e não olhe para Tarás. A proposta é: deixe. Deixe não é abandone, é assim, você não fique preso. Alegre-se com o que é eterno. Alegre-se com a presença divina em você. Alegre-se com a superação de da limitação material. Entristeça-se quando você está enredado em gratificações que só vão lhe
reso. Alegre-se com o que é eterno. Alegre-se com a presença divina em você. Alegre-se com a superação de da limitação material. Entristeça-se quando você está enredado em gratificações que só vão lhe aprisionar e não vão lhe trazer verdadeira felicidade. Então, vamos nos alegrar quando tivermos de nos alegrar. Vamos nos entristecer quando tivermos de nos entristecer. Mas vamos pensar, como é que eu posso me alegrar com o que é permanente que eu não vou perder? Como é que eu posso me entristecer com aquilo que eu ainda não alcancei e não me entristecer pelo que já ia embora mesmo, porque o que é material é assim? Vamos fazer essa reflexão essa semana. E do mesmo jeito que Naja, vou também deixar uma proposição. A Amélia aqui nos coloca que quem escolhe roteiro busca equilíbrio. E ela vai trazendo as recomendações. Não dispute lugares. Eles são transitórios e temporários e nada ou em nada lh representa. Não se exponha à lisonja. Os elogios. Digamos que as possibilidades de lhe colocar em destaque também são falseadas, porque não são esses os lugares que você vai ocupar na condição de espírita imortal. Ser o primeiro nas condições que o mundo apresenta pode lhe colocar no último lugar no mundo espiritual, lembrando que o primeiro no reino dos céus é aquele quem serve antes de tudo. O maior de todos serviu e causou estranheza, mas é o maior sol que já iluminou esse planeta. Então, sigamos em frente com essa recomendação. Vençamos a nossa Transjordânia interna, que todos nós a temos, porque escolhemos o caminho do Cristo dentro das possibilidades de cada um. Mas quando chegarmos aqui nesse ponto onde nada nos abale, o que não quer dizer que sejamos indiferentes, mas que já tenhamos percebido onde estão os tesouros da alma, aí nada nos afetará, nada nos deixará na condição de quem foi ofendido, agredido ou o trajado, porque tudo isso só vai parecer superficialidade, banalidade e perda de tempo, porque aqui, como foi dito, com Jesus nada mais tem sido Porque só ele tem significado.
ofendido, agredido ou o trajado, porque tudo isso só vai parecer superficialidade, banalidade e perda de tempo, porque aqui, como foi dito, com Jesus nada mais tem sido Porque só ele tem significado. Bem-aventurados aqueles que escolheram segui-los. Até a próxima, Marcel. >> Deixar um pensamento pra próxima segunda-feira. Se tiveres consciência de quem és, o elogio não te fará melhor, a crítica não te fará pior. Portanto, vamos tentar nos conhecer para que uma não nos transforme em demônios, a crítica e a outra não nos lance a um falso estado de angelitude. Sejamos antes de tudo, uma alma conversando com outra alma. A revoar até segunda-feira. A caravana baiana da Fraternidade 2026 inicia em fevereiro a sua 28ª edição com o tema Espíritas o Livos. É um momento especial. A Federação Espírita do Estado da Bahia visitará todos os centros espíritas do nosso estado e você é o nosso convidado. Participe como caravaneiro e faça parte dessa equipe que promove a união e a confraternização da comunidade espírita do estado da Bahia. Caravana Baiana da Fraternidade, uma história de amor que aproxima.
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