Para Viver o Evangelho | Episódio 201 • Estudo da obra “Pelos Caminhos de Jesus” (Capítulo 5)
Para Viver o Evangelho é um web programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Apresentado por Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa dedica-se ao estudo e à reflexão dos ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita, com fidelidade aos princípios cristãos e ao legado deixado pelos grandes benfeitores espirituais. Nesta nova etapa, o programa passa a estudar a obra “Pelos Caminhos de Jesus”, de Amélia Rodrigues, pela psicografia de Divaldo Franco. Capítulo a capítulo, os encontros conduzem o público a uma análise cuidadosa das lições do Cristo, convidando à renovação moral, ao fortalecimento da fé e à vivência sincera do Evangelho no cotidiano. Com linguagem clara, abordagem respeitosa e profundidade doutrinária, Para Viver o Evangelho mantém-se como um espaço de aprendizado contínuo e reflexão edificante. 👉 Inscreva-se no canal, ative as notificações e acompanhe semanalmente este estudo esclarecedor. 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro da programação e de outros conteúdos espíritas. 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #PelosCaminhosDeJesus #AmeliaRodrigues #DivaldoFranco #DoutrinaEspirita #EstudoDoEvangelho #EvangelhoComJesus #EspiritismoCristao #MansaodoCaminho #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Boa noite a todos os companheiros que nos assistem. Conforme combinado, nós estamos hoje eh telepresencialmente online por causa do carnaval. Então vamos fazer a nossa conversa ao vivo com os que estiverem assistindo e fica como sempre gravado para depois. É uma alegria muito grande estarmos juntos, nós três, Jamille e Marcel, aqui todos juntos e trabalhando esse livro lindo que é Pelos Caminhos de Jesus, do Espírito Amélia Rodrigues, na psicografia de Divaldo Franco. gostaria de dar alguns avisos iniciais começando, que são os avisos desse mês, começando com a palestra na sede histórica da Federação Espírita que fica no terreiro, é a casa de Pititinga aqui em Salvador, que no último domingo do mês de fevereiro, dia 22, às 10 horas, teremos uma palestra com Rute Brasil. Mesquita, que ela sempre faz esse esse trabalho no último domingo de cada mês. Então, esse mês de de fevereiro agora, a sede histórica está fechada por causa do carnaval. O Perourinho é um dos circuitos oficiais do carnaval de Salvador, então é totalmente intransitável para outra coisa que não seja carnaval. Nesse período, eles vão retomar as atividades presenciais no dia 19, que é nessa quinta-feira. E nós aqui na sede central, na região do Iguatemi, nós vamos retomar as nossas atividades na quarta-feira. Então hoje e amanhã ainda não estaremos com atividades presenciais. essa atividade e outras que se dão de modo telepresencial, elas continuam, não há dificuldade. O tema da palestra de Rute é obsessões espirituais e psicológicas, chaves de libertação. O formato é híbrido, é presencial para as pessoas que estiverem lá na sede histórica nesse domingo, dia 10, dia 20, dia 22, às 10 horas. e estará sendo também transmitido pelo YouTube. Ah, a cara a caravana baiana da Fraternidade, que é uma das atividades do Movimento Espírita da Bahia, ela acontece, já começou, tá a pleno vapor, eh, e nós temos uma programação dos centros que serão visitados. Então, a ideia é que a gente, além da nossa casa espírita que nós conhecemos, estamos
ahia, ela acontece, já começou, tá a pleno vapor, eh, e nós temos uma programação dos centros que serão visitados. Então, a ideia é que a gente, além da nossa casa espírita que nós conhecemos, estamos familiarizados, frequentamos, trabalhamos, nós possamos nesse período conhecer outras casas espíritas. E aí você pode escolher à vontade, pode fazer uma escolha aleatória, pode escolher a partir de das das casas que estão próximo de você, da sua casa ou do seu trabalho, ou pode fazer o oposto. Eu agora vou visitar casas espíritas em lugares bem distantes que eu não costumo ir. A ideia é a confraternização, é conhecer os companheiros, conhecer as demais atividades. Quem desejar participar de grupos presenciais de autoconhecimento na FEB nas segundas-feiras, à segundas-feiras às 18 horas, pode comparecer a sede central na segunda-feira que vem, dia 23, e procurar Reenilda para se inteirar melhor das opções, das possibilidades e do caminho para fazer isso. Por fim, lembrando a vocês que este ano teremos o encontro estadual de espiritismo com o tema Vivenciando o Espiritismo. As inscrições já estão abertas. Algumas pessoas podem achar que é muito cedo, não é muito cedo, organizar um evento grande, vai acontecer no Fiesta Convention Center. Eh, e aí nós teremos o maior prazer de receber a comunidade tanto de Salvador quanto do interior de outros estados, elaborando uma programação a partir desse tema. vivenciando o espiritismo. Vai acontecer do dia 31 de outubro até o dia 2 de novembro, tá certo? Esse QR code pode ser usado para fazer já as inscrições também. Eh, se a pessoa não quiser, não tem gente que não lida bem com o QR Code, pode fazer a inscrição pela página, pelo site da FEB. Todos são bem-vindos. Eh, é um encontro muito bom, muito agradável. a gente tem todo ano, sendo que um ano é o encontro estadual e no ano seguinte é o Congresso Espírita da Bahia. Hoje nós vamos dar continuidade às nossas reflexões com este esta obra de Amélia Rodriguez hoje com o capítulo 5
ndo que um ano é o encontro estadual e no ano seguinte é o Congresso Espírita da Bahia. Hoje nós vamos dar continuidade às nossas reflexões com este esta obra de Amélia Rodriguez hoje com o capítulo 5 chamado Prenúncios da Era Nova e que vai falar do impacto do Evangelho, do anúncio do evangelho, da presença de Jesus, do convite de Jesus a todos nós na vida de cada um. Muito interessante. Sei que várias pessoas leem antecipadamente, devem ter gostado bastante. E agora eu passo a palavra para o companheiro Marcel Mariano e depois Jamil Lima fazerem os seus comentários. meus amigos internautas que nos acompanham por diversos lugares do Brasil e do mundo e aqueles que vão nos acompanhar em outros horários porque ficará o programa disponível no YouTube. O capítulo de hoje é de um impacto no leitor muito grande, sobretudo quando penetramos que essa história tem 20 séculos. É innegável que Jesus fez uma reunião com os 12, tendo João como representante, porque era jovem. Jesus o amava enternecidamente. Tinha uma adolescência imaculada. E, portanto, por ser alguém mais próximo de Jesus, o colegiado dos 11 outorgou a João, o evangelista, que levasse à apreensão que tomava conta de todos. Até ali, a vida daqueles 12 homens se resumia a um lago cheio de peixes, suas redes, lançar essas redes ao mar. pescar o que podia, trazer, desovar estes peixes, limpá-los, levá-los ao mercado, vender, adquirir o dinheiro da época, os asis, o áure, a dracma, existiam cinco padrões monetários vigentes na época, todos eles da autoria dos romanos. e depois ir para os locais, as vendas, os as bodegas da época, né, os empórios e adquiria aqueles gêneros que eles não faziam, traziam para casa e a vida se resumia a isso. Eles não eram religiosos, como nós compreendemos hoje. Eles não frequentavam a sinagoga, mas também não entravam em afronta com a lei. Aqueles pescadores não queriam atrito com a nata, com a elite intelectual do judaísmo da época. Até porque Cafarnaum não tinha sinagoga. Cafarnaú era uma vila tão pequena, com
am em afronta com a lei. Aqueles pescadores não queriam atrito com a nata, com a elite intelectual do judaísmo da época. Até porque Cafarnaum não tinha sinagoga. Cafarnaú era uma vila tão pequena, com pouco mais de 400 pessoas morando em 200 e poucas casinhas que não tinham a sinagoga. A sinagoga tava em Jericó, a sinagoga tava em Jerusalém junto com o templo e em outras cidades maiores é que possuía sinagoga porque tinha que ter doutores da lei para sustentar o ensinamento na sinagoga. Então ali era uma vila de pescadores e foi ali que esse homem aparece de repente, alicia esses 12 trabalhadores, dos quais 10 pescadores, um coletor de impostos bastante letrado, Levi, falava vários idiomas, cobrava impostos do seu próprio povo, dava uma parte para os romanos, o tributo devito a César e o restante era dele. E temos um comerciante de Iscariotes, Judas, pronto, que era, digamos assim, se tornou o tesoureiro do grupo. Porque a única coisa além de Jesus à frente que Judas via era moeda, cifrões e dinheiro. Ele acreditava na força do dinheiro que adquiriria armas. As armas montam exércitos, os exércitos expulsariam os romanos. Então, diante de uma vida simples, campal, marítima, inteiramente consagrada a piscultura, a pesca, de repente surge um homem que inebria, que os felicita e que osve, os convidando para a instalação de um reino. Reino? Mas que reino? Todo reino a rigor traz um palácio, um rei, uma rainha, coroa, exército, armas, cavalos, enfim, ferramentas onde esse rei demonstra poder financeiro e poder de mando. Aquele homem era filho de um eh carpinteiro e de uma mulher muito nova, o carpinteiro já falecido. Temos Jesus na idade adulta apenas com a mãe e seus irmãos, aqueles irmãos que vieram depois dele por ser ele o primogênito de Maria e de José. Como é que um carpinteiro, alguém que lidava com madeira, poderia comandar uma revelação e uma sublevação que iria colocar Roma debaixo dos pés dos hebreus, dos galileus, dos judeus. Tudo isso era demais para aquelas
rpinteiro, alguém que lidava com madeira, poderia comandar uma revelação e uma sublevação que iria colocar Roma debaixo dos pés dos hebreus, dos galileus, dos judeus. Tudo isso era demais para aquelas cabeças, porque aquelas cabeças raciocinavam o óbvio, o cotidiano. Então, naturalmente que era imprescindível haver esse momento de diálogo só dos 13, Jesus com os 12, de modo que eles ouvissem que aquele reino não se assentava em moedas, em burras, aquelas arcas carregadas de ouro e prata. Não haveria derramamento de sangue, haveria o derramamento, a extração do ódio das criaturas humanas para que o amor se lhes instalasse no coração. Compreender isso é inegavelmente um salto muito grande. Então aquela reunião se tratou de uma quebra de paradigmas, de uma mudança de contexto de de muito difícil para eles assimilarem num primeiro momento. Jesus se utilizou de expressões simples comquanto falasse também em direção ao futuro. esse futuro que nós estamos vivendo agora, 20 séculos depois, nós estamos a cumprir parte daquilo que ele disse: "Eu enviarei o consolador prometido, porque é visível que vocês não vão entender o que eu falei hoje. E será necessário um tradutor, o consolador prometido, para ele traduzir daqui a muitos séculos o que eu disse de maneira metafórica, de maneira eh parabólica. Aí vocês vão entender o que realmente eu quis dizer. Mas é preciso dar tempo ao tempo para que a humanidade amadureça. Até lá vocês vão abrir caminhos. São vocês que vão construir essa era nova. A era nova chegava, mas o que se esperava dentro da tradição de Israel era um conquistador, era um cabo de guerra. Tava se aguardando um general do quilátero de Josué ou de outro que pudesse empunhar a espada Samuel e ir para a luta, lutar contra todos, agora tirar o romano, já que no passado eles tinham lutado contra gregos, eh, filisteus, moabitas, macabitas, persas e outros egípcios. Todos esses povos, os judeus já tinham lutado e tinham sobrevivido por causa da fé. no Deus único. Isso os manteve
m lutado contra gregos, eh, filisteus, moabitas, macabitas, persas e outros egípcios. Todos esses povos, os judeus já tinham lutado e tinham sobrevivido por causa da fé. no Deus único. Isso os manteve profundamente unidos enquanto nação. Agora os tempos eram outros. Roma governava com seus deuses, mas não impunha. Curioso essa metodologia política. Roma dominava um povo, extraía tudo de riqueza que esse povo tinha, mas não impunha os deuses. Exigia respeito. Mas Roma respeitava os credos religiosos. O que Roma fazia era uma tática extraordinária. Procurava saber seio dos povos invadidos eles tinham diferenças entre eles. E tinha. O judaísmo não era único. Havia saduceus, fariseus e outros que tinham interpretações diferentes. Samaritanos. Todos eram judeus, mas tinham interpretações ou mais rigoristas ou menos rigorista. O que é que o romano fazia? Incentivava essas disputas regionais para que os próprios comandados se fragilizassem, matando-se reciprocamente, o que facilitava Roma. Em vez de matar, Roma assistia a eles se matarem entre si, disputando querelas religiosas e teológicas. Então era uma política de Roma de fácil dominação, como hoje se domina ou pelo medo, ou pela castração ou pelo excesso de informação. Hoje o método é: eu entupo você de tanta informação que no final seu tico e teco se queimam e você não consegue pensar em mais nada. De fato, Marcel, estamos encharcados de informações. Meus cumprimentos a todos vocês que se encontram aqui conosco. Que alegria podermos confraternizar juntos nessa noite, especialmente falando sobre Jesus. Meus cumprimentos também a Nadia, a Marcel, nossos companheiros de trabalho, a ID, que está aí nos bastidores com a gente, que nos colocou no ar com grande alegria e satisfação. E eu fiquei pensando que esse capítulo especialmente traz pra gente uma possibilidade de refletir sobre o que foi para os apóstolos receberem não só a presença de Jesus, a notícia e a confirmação de que ele era o Messias, mas a verdadeira revolução que aconteceu
gente uma possibilidade de refletir sobre o que foi para os apóstolos receberem não só a presença de Jesus, a notícia e a confirmação de que ele era o Messias, mas a verdadeira revolução que aconteceu nas vidas de cada um deles. Enquanto a gente vai aqui eh lendo e refletindo sobre essa descrição de Amélia, e Marcel já trouxe pra gente um panorama de como era a vida desses homens, mesmo que nós já conheçamos, já tenhamos lido, mas recuperar o contexto histórico e pensar como era a vida deles faz com que a gente possa fazer uma espécie de ideia do que foi essa transformação, que foi rápida, um tanto quanto repentina e que dá da noite pro dia você vê a sua existência transformada. O iniciozinho do capítulo já diz pra gente que eles eram homens simples, pescadores, alguns com outras variações profissionais ou ocupações, e de repente eles eram pessoas populares, conhecidas onde passavam. Não se tinha uma espécie de privacidade à qual eles estavam acostumados. E além disso, de terem as suas vidas observadas, descortinadas, criticadas, eles eram motivos de comentário. Isso de modo permanente. Claro que se a gente fizer um paralelo com os dias atuais, a gente não teria o WhatsApp, não teria as demais redes sociais, mas ainda assim, até pelos lugares não serem tão grandes, é possível imaginar que a vida deles tinha uma certa facilidade de serem perscrutadas, investigadas e que os comentários eram os mais diversos, inclusive os comentários fantasios e maliciosos, especialmente no tempo em que a perseguição a Jesus torna-se muito mais efetiva. E aqui a gente vê que Amélia vai dizer que tudo aconteceu repentinamente e que eles não tiveram mais tempo de retomar a vida como era antes. Então, pensemos o que é. Eu estou aqui na condição de um pescador. Eu cobro um imposto. Eu trabalhava de uma certa eh situação e agora tô aqui compondo esse grupo que acompanha o mestre e de repente eu não tenho mais como retomar a, digamos que normalidade da vida de antes, porque agora eu fiz uma escolha, eu atendi um
tuação e agora tô aqui compondo esse grupo que acompanha o mestre e de repente eu não tenho mais como retomar a, digamos que normalidade da vida de antes, porque agora eu fiz uma escolha, eu atendi um convite e não tem mais como voltar atrás. É impossível retroceder. Imaginem que seria algo como termos cada um de nós a sua vida como ela se encontra agora. Conhecemos Jesus e dentro de três, 4 meses, um curto espaço de tempo, eu não tenho mais como voltar para essa vida de antes. Tudo se modificou e agora, além de ter uma satisfação de minha vida particular, eu respondo por um ministério de uma ordem superior. Imagine que eu faço parte, mas eu também não tenho ideia da grandeza disso. Eu fico pensando, Naddia, Marcel e todos que aqui estão, que de repente a nossa vida mudar com este salto não é tão fácil e administrável como nós podemos imaginar que seja. Então, óbvio que eles tiveram esteio de Jesus, o apoio. Eu fico pensando que ouvir os conselhos e ter os corações acalmados era claro uma grande possibilidade de serenar o íntimo, de entender que estava tudo dentro de um contexto exato. Colocaria esses seguidores, digamos assim, numa condição de maior harmonia e de equilíbrio, o que não quer dizer que tenha sido fácil. Depois ela vai dizer que eles acreditavam em Deus e na justiça dele, mas sem ficar o que ela usa o termo aqui escogitações, que é você imaginar, examinar ou pesquisar alguma coisa. Basta crer em Deus e seguir e tudo vai além. E Amélia faz um contraponto interessante. Eles não tinham aquela necessidade de tá tão voltado paraa letra e paraa sua interpretação e explicações minuciosas, porque eles tinham mais uma percepção divina pelo sentimento, pela vivência e pela esperança que essa possibilidade lhe trazia, ainda mais ali tendo a companhia do mestre Jesus. Então, quando ela fala pra gente que as aspirações deles estavam centradas na satisfação das necessidades básicas de vida e na certeza de que tudo mais viria do divino, eu fico imaginando, não é só
s. Então, quando ela fala pra gente que as aspirações deles estavam centradas na satisfação das necessidades básicas de vida e na certeza de que tudo mais viria do divino, eu fico imaginando, não é só essa ambição que a gente busca ter ou uma resignação que parte de uma obediência à crítica, mas é de uma fé e de uma força tão intensa que, embora as condições adversas que eu viva me contrariem, me entristeçam, me angustiem. Tem algo que eu sei que comanda a minha existência, que me permite experimentar algum nível de tranquilidade e de paz. E aí, trazendo pros dias atuais, mesmo que este aqui seja um prenúncio de boa nova, me parece que há uma distância significativa entre o que hoje a gente chama de esperança e de fé, mas ainda muito agoniada, inquieta, que a gente ainda não experimenta essa ideia. Posso confiar, Deus a tudo proverá. Acho interessante que a gente pense um pouco nesta fé que não quer dizer ingênua, desprovida de um raciocínio, mas que confia acima de tudo que Deus não nos abandona. Realmente, Jamile, essa posição de fé, ela é meio que o eixo desse capítulo. Se a gente prestar atenção, eh, Mélia Rodrigues vai colocar como se fosse assim, três etapas ou três estágios ou três aspectos da nossa vivência do evangelho. E eu vou então eh propor breves eh reflexões para que sejam feitas em relação dessa vez, nesse momento, em relação à primeira etapa. E na a primeira etapa é o começo do capítulo, onde ela vai falar que eles eram homens simples, que muitos nunca tinham saído ali da terra deles e que eh seguiam a lei antiga mais por tradição do que por consciência. Eh, enfim, eh, a gente vai nessa, nesse primeiro estágio falar de uma espiritualidade meio automática, meio social, meio, entre aspas, herdada. Então, a pessoa vivencia a sua relação com Deus, com a dimensão espiritual, a sua própria espiritualidade de um modo que é dado pela cultura. Então, se você vive num país católico, você é católico, você faz as práticas, você concorda, mas aquilo não tem no seu
são espiritual, a sua própria espiritualidade de um modo que é dado pela cultura. Então, se você vive num país católico, você é católico, você faz as práticas, você concorda, mas aquilo não tem no seu coração a profundidade. Se você tá numa família evangélica ou numa família espírita ou de candomblé, enfim, qualquer que seja, a vivência religiosa, eu tô falando das mais comuns no nosso país, mas isso envolve o hinduísmo, isso envolve a a o islamismo, né? O que importa aí é ver qual é o estágio que eu estou em relação à minha espiritualidade. E é interessante que a gente olhe isso dentro de nós para verificar as coisas que nós acreditamos. A nossa fé, como Jamile falou, né? Ela tá mais ligada ao contexto que Marcel descreveu. Ela tá mais ligada a práticas que é todo mundo faz, é a si mesmo. Ou tem algo que é um um movimento interior onde independente do externo, eu estaria vivenciando. Muitas vezes o próprio espiritismo é por nós vivenciado dessa forma. a gente, ah, não, mas o espiritismo, a fé raciocinada, veja bem, depende da pessoa e do modo como ela acredita. A gente muitas vezes acredita em coisas que a gente pensa serem ã da doutrina espírita e que não são, são hábitos, são práticas sociais. Eu já vi pessoas espíritas dizendo, por exemplo, que fazia mal rezar, orar pelos desencarnados em casa, porque atraiu o espírito. É uma falta de conhecimento da doutrina espírita que começa dizendo que os espíritos estão em toda parte, que uma nuvem de testemunhas nos sera, como disse o apóstolo Paulo. Então você não precisa acender uma vela, nem fazer uma oração para atrair o espírito. E obviamente orar é uma um ato de amor. Ele vai representar uma elevação do pensamento. Então se o espírito tá perto, se não tá perto, ele vai receber. Então eu dei um exemplo bem banal para que a gente possa pensar assim, como é que eu vivo a minha a minha convicção, a minha crença, a minha espiritualidade dentro da doutrina espírita. Tô falando isso porque obviamente nós estamos fazendo uma exposição a partir da
ssim, como é que eu vivo a minha a minha convicção, a minha crença, a minha espiritualidade dentro da doutrina espírita. Tô falando isso porque obviamente nós estamos fazendo uma exposição a partir da doutrina espírita, embora possa haver pessoas de várias expressões religiosas e espirituais, não tem problema. Pense isso em relação à sua própria espiritualidade. Você está seguindo leis por hábito? Você tá seguindo regras porque foi assim que você aprendeu? Ou você está refletindo e vivenciando aquilo? Esse é o primeiro estágio. E é nesse nível, é para os seres nesse nível que Jesus chega, que Jesus vai e que Jesus chama. Então, eh, as pessoas viviam o que Amélia Rodrigo vai chamar da fé ingênua. Fé ingênua é aquela fé que não é aprofundada, que não é refletida, que não é amadurecida na vivência. É aquela fé onde eu digo: "Não, eu sou um espírito imortal e o Jesus eh o a doutrina espírita é o o cristianismo rediv vivo. Mas se o outro pisa no meu pé, ah, também não sou besta, não vou fazer, vou acontecer". Então, não há uma maturação na vivência. Essa é a primeira coisa que a gente precisa pensar, porque esse é o primeiro estágio e não é problema nenhum. é o estágio que todos já vivemos no passado e todos em algum nível ainda temos resquícios que podemos refletir sobre eles e podemos aprofundar paraa gente poder eh se tornar um espírita, um cristão, um discípulo de Jesus mais comprometido e mais inteiro. É fundamental perceber que Jesus procurou diluir, desidratar o medo que tomava conta daqueles homens. O que é que eles iam enfrentar? Não eram armas brancas, facas, cimitarras, peixeiras, espadas, não ter a disposição de se juntar ao mestre e lançar naqueles dias de tantas controvérsias religiosas, querelas, uma nova doutrina centrada no amor era derrogar Moisés. Viste você mexer com Moisés entre os próprios judeus é mexer em ninho de marimbondo. Você tá querendo briga feia. Porque Moisés era o ícone, era o tal, era o cara, era a maior representação do pensamento. Moisés era inatacável.
entre os próprios judeus é mexer em ninho de marimbondo. Você tá querendo briga feia. Porque Moisés era o ícone, era o tal, era o cara, era a maior representação do pensamento. Moisés era inatacável. Não, Jesus não veio desestruturar o pensamento Moisés, a figura dele, até porque historicamente foi Jesus que enviou Moisés no passado para preparar aquele povo no primeiro senso que a gente tem na história, que é a justiça. Moisés representava o senso de justiça, baseado um pouco em Amurabe, olho por olho, dente por dente. O código de Dungi, na velha Suméria, cerca de 17 séculos antes de Jesus, ele fez uma amálgama daquelas doutrinas de direito civil e direito penal que existia naquele tempo e lançou isso sobretudo nos cinco primeiros livros, eu diria o Deuteronômio, Número e o outro. Tem outros mais três, o Gênese e mais dois. Ele lançou ali as bases da justiça Moisai. Mas era uma justiça em que Deus era olho por olho, dente por dente. Matou, morre. Furtou, perde a mão. Cometeu erro, equívoco no país é apedrejado. Então, era uma justiça muito violenta. Colocava Deus como um julgador, um exterminador dos próprios filhos, salvaguardando o único povo. Esse é o povo eleito. E o resto, o resto é escória, o resto é detalhe, deixa para lá. É para vocês passarem por cima, porque essa é a raça eleita. você pegar um discurso desse de mais de 2000 anos antes de Jesus, de Abraão, Isaque e Jacó e trazer esse pensamento. Quando chegar ali, você dá um iato, você faz um corte no tempo e você instala agora um pensamento centrado no amor. Que amor? O amor que dialoga com as mulheres equivocadas, o amor que vai buscar os homens caídos, o amor que protege crianças e adolescentes, animais e plantas. Jesus tinha um alto senso ecológico e protege também os idosos. Todos que são marginalizados, os doentes, os leprosos, os castigados por doenças e enfermidades cruéis são bem-vindos à aquele reino. É uma mudança total de paradigma. Então é natural que aqueles homens todos tinham medo. É fato também histórico que
osos, os castigados por doenças e enfermidades cruéis são bem-vindos à aquele reino. É uma mudança total de paradigma. Então é natural que aqueles homens todos tinham medo. É fato também histórico que para onde um pescador ia, ele tinha uma espada ou uma cimitarra na cintura. Porque a ferramenta com que você descama os peixes, abre as víceras, o dorso do peixe, o abdômen, já tirar as víceras fora para cortar o peixe e levá-lo já tratado ao mercado. Então, todos os 10 andavam armados. Não vamos falar aqui que eles eram violentos, não. Mas Pedro era pedra 90, só enfrentava quem aguenta. Brincou com ele, cortou a orelha de Malco, um dos soldados. Cortou a orelha e sempre afrontava mesmo, peitava aqueles que iam contra o mestre. Mas o homem se quebrou quando Jesus advertiu ele. Pedro em Bahia tua espada. Porque quem pela espada fere, por ela será atingido. E ele ou cicatrizou a hemorragia de Malco ou restituiu a orelha no lugar. Ou um fato ou outro, Jesus tinha o poder para fazer as duas coisas. Então, pedi, deixou demonstrado naquele fato isolado de que a doutrina não venceria pelo ódio. Até ali, o ódio tinha triunfado, a guerra, a animosidade, o conflito, a belerância. Agora era preciso convidar os lobos. Mas a ovelha convidar o lobo? É, a ovelha vai convidar o lobo para vir dialogar. É o momento agora dialogar com os violentos. É o momento de diplomacia. Em vez do argumento da força, agora será a força do argumento. Vencerá aquele que mais ame, triunfará aquele que mais se humilhe. Se destacará aquele que mais sirva. Era um contraponto total. Então, os discípulos ficaram assustados com as novas bases e seguiam aquele mestre. Mas veja como é importante. Tivemos aqui no sertão da Bahia há mais quase 100 anos, né, uma luta liderada por Antônio Conselheiro em Canudos, que conseguiu aliciar mais de 800 pessoas, formou uma arraial e esse e tinha suas ideias próprias. O governo tentou várias vezes penetrar naquela região até mandar canhões, soldados dizimaram todo mundo.
conseguiu aliciar mais de 800 pessoas, formou uma arraial e esse e tinha suas ideias próprias. O governo tentou várias vezes penetrar naquela região até mandar canhões, soldados dizimaram todo mundo. E em sertões de Euclides da Cunha se conta a história deste massacre promovido pelo governo federal da época com tropas federais. Mas quem eram, quem era Antônio Conselheiro? Qual eram suas ideias? A história gravou a divergência de desse, daqui do historiador. Mas as ideias de Jesus eram muito claras. As de Jesus residiam no coração, na simplicidade. Muitas vezes no indivíduo dobrasse as insurgências e as determinações daquela época. Dá César o que é de César, mas dá Deus o que é de Deus. César quer moedas. César domina corpos. Deus quer apenas governar as almas. Então são eh reinos em litígios, porque cada um tem bases completamente diferentes. Ele vem dizer aqui em certo momento, nós vamos ensinar de que o corpo físico é apenas um uma ferramenta com que se vive no mundo para se adquirir os valores da vida eterna. Olha, dizer isso numa época onde a morte era um tabu. No que é que os judeus acreditavam? Depois que a pessoa morria, era enterrada, sepultada numa caverna e e dormia aguardando a ida para o Sheol. O Xol era uma espécie de reino dos céus dos judeus. O Xol. Agora vem 2000 anos depois da doutrina espírita repetir isso, mas agora nós temos a ciência do nosso lado, a tanatologia, a parapsicologia, a psicobiofísica, a psicotrônica, a paranormologia e outras ciências estão investigando a morte. E quanto mais investiga a morte, mais descobre vida. Então agora nós temos do lado a ciência que nos apoia naquele tempo somente a fé. E dizer isso, por isso que ele também tinha que oferecer algo em troca, Jesus. Então o que é que ele ofereceu? Todo poder foi dado ao filho do homem e esse poder eu vos transfiro. Quanto mais vocês sirvam, mais amem, mais poderes vocês terão. E o que os apóstolos fizeram a partir dali foi te chocar, porque até a sombra de Pedro curava. Paulo era picado por serpentes altamente
. Quanto mais vocês sirvam, mais amem, mais poderes vocês terão. E o que os apóstolos fizeram a partir dali foi te chocar, porque até a sombra de Pedro curava. Paulo era picado por serpentes altamente venenosas e não tinha absolutamente nada, o que prova que o evangelho também é soro antiofídico. Avante Evangelhos. Um soro muito esperado, por sinal. Vejamos. Eu gosto muito dessa denominação que geralmente é dada em relação a Jesus. Ele é intitulado como o estranho. E é estranho considerando a nossa forma de viver, de entender o mundo, de salvaguardarmos os nossos interesses e o quanto esse mundo, embora o desejemos, um mundo fraterno, onde a liberdade reine, onde possamos caminhar pelas ruas com tranquilidade. Eu fico imaginando, hoje nós estamos com medo de nós mesmos. Então, se alguém caminha ao nosso lado na via pública, já suspeitamos de que de algum modo seremos violentados, agredidos. Um mero e simples pedido de informação já se torna suspeito. Então, embora a gente nutra um desejo de fraternidade, de que nos tratemos como irmãos, estamos desconfiando uns dos outros, é óbvio que essa forma de vida está adoecida. Nós seríamos aqueles que nos trataríamos de modo cordial, para além de uma questão de educação, mas por reconhecer no outro essa mesma essência, a mesma condição de criaturas divinas. É um exercício de persistência, de consistência e insistência. É preciso que a gente siga esse caminho diariamente com uma disciplina que às vezes pensamos que não temos, mas que quando ela ganha um status de hábito, sim, a gente consegue alimentar e até se tornar algo mecânico a ponto de adotarmos a bondade como algo que nos é inerente. Do mesmo jeito que ainda estamos maledicentes, ainda estamos avaros, sem nem perceber, e usamos frases como: "Quando eu vi já tinha dito, já tinha feito, não queria, mas fiz". Eu fico pensando, já imaginou o dia em que a gente diz assim: "Ah, eu fiz essa bondade, nem senti, foi sem querer. Eu fui gentil com o outro, nem percebi que eu fui." Essa ideia, uma
queria, mas fiz". Eu fico pensando, já imaginou o dia em que a gente diz assim: "Ah, eu fiz essa bondade, nem senti, foi sem querer. Eu fui gentil com o outro, nem percebi que eu fui." Essa ideia, uma virtude saiu de mim. Ah, sim, chegaremos a esse ponto. É um sonho e vamos poder viver agora com o que nos foi exemplificado aqui. Por mais que eu tenha me permitido sentir como os seguidores de Jesus aqui à época, porque notem, ela narra pra gente, Amélia, que Jesus chega discreto, mas é uma descrição que domina. Então tem um magnetismo e uma força acima do que pode ser compreendido, mas que nos arrebata e nos encanta de um certo modo. Já temos a condição de experimentar algo bom e positivo, é sinal que há algo em nós que consegue encontrar disponibilidade e alguma aproximação com algo que espiritualmente é mais elevado do que aquela vibração a que estamos acostumados. Então, se chegamos nessa condição de nos sentirmos e sermos despertados por algo evolutivamente superior, significa que conseguimos sim chegar nesse ponto. A questão é chegar nesse ponto e mantê-lo com maior periodicidade e frequência. E a beleza dessa descrição desse estranho que chega e domina, um estranho que tinha em torno dele uma expectativa de que seria alguém de natureza e conduta bélica. O termo prepotente aqui trazido por Amélia, eu acho de um recurso didático maravilhoso, porque de prepotente Jesus nada tinha, mas ele trazia um poder ainda desconhecido, que é o amor, que é capaz de abrandar o mais endurecido dos corações. E aqui ela diz: "O seu domínio, que era confundido com arbitrariedade, com prepotência, imposição e violência, era meiguice e doçura. Ele era o manso por excelência e por isso tinha a possibilidade de recomendar mansuetude, que nos tornássemos seres pacíficos para que conseguíssemos ser então pacificadores. Ela fala que ele era portador de uma bondade que impregnava de forma que não se podia apagar. E aí eu fico pensando o que é conviver e saber que este ser esteve entre nós e até hoje a sua
cificadores. Ela fala que ele era portador de uma bondade que impregnava de forma que não se podia apagar. E aí eu fico pensando o que é conviver e saber que este ser esteve entre nós e até hoje a sua bondade é inapagável. Nós lembramos do que denominamos por milagres, que estão tudo dentro das leis. Eh, lembramos da sua forma de se conduzir entre aqueles que até hoje, mesmo que aqui a gente leia um capítulo que prenuncia a nova era, Jesus era totalmente desprovido de preconceitos. E hoje a gente precisa de políticas públicas, precisa denominar irmãos como minorias para respeitar as pessoas que o nosso preconceito e leitura superficial de uma falsa superioridade diz que então são pessoas que não merecem amorosidade, atenção, direito ou quaisquer outras coisas que nos mantém minimamente no ponto do aceitável para desenvolver a vida. Depois ela fala que ele era frágil de eh frágil no sentido de comover-se diante da dor alheia, mas tinha uma força incomum porque ele não temia os poderosos da terra. Enquanto nós tremeríamos diante de uma mínima ameaça, Jesus não temia a fúria dos poderosos, porque ele entendia sobre a temporalidade dos poderes ou quaisquer outras coisas nesse sentido. E traz a força dele mudou as estruturas da conduta humana. Caso vocês ouçam algum barulho ao fundo ou uma música, eh vocês já sabem que estamos no período carnavalesco, então vocês nem levam em conta, tá tudo certo, estamos no mundo e sabemos viver com ele. Depois tem uma observação que Jesus não se java. Aí eu fico, isso é um verdadeiro prenúncio de nova era, porque qualquer coisa que a gente conquiste, a gente quer que o mundo saiba, que as pessoas nos aplaudam, que tenham bandeiras nos ovacionando. E ele era aquele que dizia: "Não comentem nada. Não digam, o benefício é apenas seu. Eu sou aquele que sirvo a Deus. Eu não preciso do muito obrigado e dos aplausos. O meu papel e a minha alegria é servir ao Senhor. Eu disse, gente, que liberdade, que possibilidade de viver sem estar escravo de vaidade, da validação do
não preciso do muito obrigado e dos aplausos. O meu papel e a minha alegria é servir ao Senhor. Eu disse, gente, que liberdade, que possibilidade de viver sem estar escravo de vaidade, da validação do outro, que é o que tanto se busca atualmente. Se o outro não me valida, eu perco o meu senso, inclusive de identidade. A minha validação, ela advém do fato de eu caminhar em conformidade com a lei divina. Não poderia haver liberdade maior. E aqui há um trechinho que diz: "Amavam-no, portanto, mas não se sentiam preparados para aquela era nova, a que ele se reportava com frequência. E Marcel já trouxe há 20 séculos, mas hoje ainda continuamos a titubear diante dessa era nova. nós, os trabalhadores da última hora, com os quais Jesus conta para que o seu reino de fato se instaure. E aqui tem uma dica preciosa para eu partilhar a palavra com os meus companheiros. terá início no país de cada coração, espraiando-se em derredor como um aroma sutil e penetrante que jamais será ouvidado. É aí que nasce a era nova dentro de cada um de nós. Que nós sejamos aqueles que vão se dedicar a instaurar esse país da era nova dentro de cada um. É válido o autoconhecimento, é válida a autoiluminação, porque se cada um conseguir fazer nascer dentro de si essa era nova, com certeza seremos todos aqueles que irão espargir o perfume da amorosidade do mestre. Realmente, Jamile, são essas as eh demandas do convite crístico, né? E se a pessoa eh já saiu do primeiro estágio, se ela já consegue fazer todas essas reflexões, nós vimos aí uma série de citações do texto, de reflexões que Jamile propõe e que a gente pode aprofundar a nossa espiritualidade. Para isso, a gente precisa avançar. E quando somos capazes de fazer isso, o convite crístico nos alcança. É interessante. A 2000 anos, eh, Marcel já falou, a gente sabe, Jesus veio ao mundo e ele lançou esse convite e nós somos espíritos imortais. Então, nós não caímos de para-quedas agora na na no momento em que nascemos nessa encarnação. A gente vive nesse mundo, já viveu outras vezes,
e ele lançou esse convite e nós somos espíritos imortais. Então, nós não caímos de para-quedas agora na na no momento em que nascemos nessa encarnação. A gente vive nesse mundo, já viveu outras vezes, etc. pelo menos a grande maioria de nós, alguém pode ter vindo de repente de outro planeta. Não, não é uma coisa impossível, faz parte do do conhecimento que os espíritos não trouxeram, mas a grande maioria de nós tava aí. Em que momento a gente pode atender a esse convite crístico? Quando a gente começa a refletir? Antes não, antes a gente até fica surpresa, acha interessante, mas não avança não, porque tá acostumado com o cotidiano. Então, nessa segunda etapa, é preciso lembrar, às vezes lendo o evangelho, a gente tem a ideia assim, eh, Mateus tava lá na banca dele cobrando os impostos, nunca pensou em nada e Jesus chegou e diz: "Vem e segue". Ele veio Pedro e e tava lá e pescando, não, eh, estudando, né, os conhecimentos, os textos, não só os textos do Evangelho, outros textos, eles todos tinham uma busca espiritual. Alguns eram discípulos de João Batista, alguns eram discípulos de outros. tinha que era zelote, que eles estavam na busca de algo que era esse Messias prometido. Então, quando Jesus chega, ele chega, ele tá lá, ele chama aqueles que já têm um terreno mais propício, não quer dizer que estejam eh, digamos assim, totalmente prontos. Por quê? Porque quando o convite crístico chega a nós e nós vamos trazer isso para nossa vida, ah, mas eu nasci em Lara Espírita. E quando foi mesmo que você, pela primeira vez nessa encarnação, pensou qual o significado da doutrina espírita na sua vida? Qual foi o momento em que você se viu diante do evangelho de Jesus e pensou assim: "O que isso significa para mim?" É, é nesse momento que o convite chega. você não tá mais no automático. Esse convite ele é inesperado, ele é diferente. O convite do Cristo, ele é diferente do mundo. Não porque o mundo seja algo execrável. A doutrina espírita não pensa assim. Mas este mundo onde nós
ico. Esse convite ele é inesperado, ele é diferente. O convite do Cristo, ele é diferente do mundo. Não porque o mundo seja algo execrável. A doutrina espírita não pensa assim. Mas este mundo onde nós vivemos é um mundo de expiação e provas. Não porque houve um carimbo. Deus disse: "Ol, aquele ali vai ser de expiação e provas, esse vai ser mundo feliz". Não, porque os seres que o habitam são espíritos imperfeitos. Tem um ou outro mais elevado, etc., mas a grande maioria são espíritos imperfeitos. Quando a maioria de nós no planeta Terra formos bons espíritos, nós viveremos num mundo de regeneração, no mundo feliz, né? A gente vai viver em outras circunstâncias. Então, este mundo eh eh ele não corresponde ao pensamento do Cristo, não é o ministério esperado. O Marcel falou sobre Judas e sobre as convicções dele. Judas amava Jesus, mas o pensamento de Judas era sobre guerra, era sobre tomar o poder político, era sobre dominar as outras nações e dominar o próprio povo de Israel. Não é essa a mensagem do Cristo. Porque a ideia de dominar e ter poder sobre o outro é uma ideia de espírito imperfeito. Bons espíritos trabalham na base da fraternidade, da harmonia com a lei de Deus. É outra lógica que Jesus traz. Ele vai dizer, então, que Jesus era poderoso, porém manso. E aprendemos pela primeira vez que você pode ter todo o poder do mundo e você vai usar esse poder para ajudar o outro a crescer, respeitando os limites do outro, o livre arbítrio do outro, o caminho do outro. Você não vai usar esse poder para se impor ao outro, por mais que sua ideia seja brilhante, maravilhosa, perfeita. É outra lógica que Jesus traz nas bem-aventuranças, que Jesus traz em todo o ensinamento do evangelho e mais ainda, ele traz nas suas eh, digamos, experiências concretas. Então, Jesus faz muitas curas. É óbvio, é evidente para quem tá no primeiro estágio e para todos nós, curou os cegos, curou os paralíticos, os obsidiados, etc. Mas eu proponho que a gente pense no que significa a cegueira, no sentido do que
é evidente para quem tá no primeiro estágio e para todos nós, curou os cegos, curou os paralíticos, os obsidiados, etc. Mas eu proponho que a gente pense no que significa a cegueira, no sentido do que que eu não sou capaz de ver. Porque espiritualmente eu tô voltado pro egoísmo, eu tô voltado pro orgulho, eu tô voltado paraas paixões. Essa cegueira, a mensagem de Jesus, o convite crístico cura em nós com a nossa colaboração e com o nosso trabalho. a paralisia. Eu não ajudo, eu não contribuo, eu não saio dos meus cuidados para fazer o bem a quem eu não conheço. Eu não sou como um samaritano que sai do seu caminho para socorrer um desconhecido completo de um povo que nem gostava do povo dele para porque ele precisava. Então, a proposta crística, quando a gente finalmente pode ouvi-la, ela vai dar um trabalho muito grande para nós, que é o trabalho da renovação interior, que é o trabalho da reconstrução, que é o trabalho da mudança do dos parâmetros, dos padrões, dos movimentos através dos quais eu vou expressar a minha vida. Então eu posso ter uma fé tradicional tranquila, não é um erro, não, é um estágio. Aí eu posso ser aquela, aquele a quem Jesus chama. E em Jesus me chamando, eu digo sim. Quando eu digo sim, eu tenho todo um outro trabalho. E aí eu gostaria que vou passar a palavra para Marcel e para Jamile para eles trazerem assim desse convite crístico, dessa ação que é demandada, o que é que fica de mais essencial? O que que a gente pode trazer assim de bem no foco sobre o que Jesus tá querendo de nós? Audaciosamente, eu penetraria qual seria o pensamento de Jesus depois desse encontro onde João e os os 11 estavam. E ele estabeleceu as diretrizes da era nova, onde estão testemunhos e sacrifícios para que a ideia prevalecesse. Ele deve ter olhado assim os 12 e disse: "Meu pai, esse é o material com que eu vou trabalhar, era nova." E Deus respondeu: "Foi o que eu pude arranjar. Se você quiser coisa melhor, eu lhe trago os doutores da lei do Sinédrio. Anã, eu trago o outro, né? Este ou
aterial com que eu vou trabalhar, era nova." E Deus respondeu: "Foi o que eu pude arranjar. Se você quiser coisa melhor, eu lhe trago os doutores da lei do Sinédrio. Anã, eu trago o outro, né? Este ou aquele e tanto, né? Natanael, a Gamaliel, tantos doutores que existiam na época, né? E do Sinédrio, com os quais Jesus certamente não trabalharia de jeito nenhum, porque eram verdadeiras raposas da casuística. Então Jesus não deixa, Senhor, que é ruim com eles, pior sem eles. Então deixe que é com esse material que eu vou trabalhar. Mais tarde foi a Damasco e pegou um pior do que aqueles 12, porque aquele era perseguidor do cristianismo. Mas aquele homem se rendeu à magia do amor de Jesus e se entregou como um escravo voluntário. Aí eu dou um salto no tempo pensando que talvez em 1869, 90 dias antes de desencarnar em março, Allan Kardec reunisse os 12 maiores divulgadores da doutrina espírita daqueles dias, Leon Deni, Gabriel Delane, Camille Flamarion e outros aí fizesse um retrospecto até ali, quase 12 anos de desenvolvimento da doutrina na Terra. E aí comentasse que tava chegando a hora de regressar, que ele ia supervisionar o espiritismo agora no plano espiritual. Todos falariam menos Leon Denir. Quando a reunião estava no final, Kardec, Deni, você tem alguma coisa para me dizer, mestre? O espiritismo será aquilo que dele fizerem os espíritas. Aí a reunião foi encerrada. 90 dias depois, o Kardec voltou pro além e nós estamos com um tesouro na mão. Não é bijouteria, é tesouro. Temos que ter muito cuidado com o que vamos fazer com esse material, porque é dele que prestaremos contas à própria consciência. >> Verdade, Marcel. E pensando no que Nadia nos perguntou, eu voltei ao finzinho do capítulo e o caminho que Amélia nos aponta sobre como instaurar o primado do bem. E é uma resposta simples. Basta que sejamos sempre gentis e fraternos, vivendo mais a lição do que definindo aos outros o que eles devem fazer. Então, que sejamos nós as próprias cartas vivas do Evangelho, sim,
sposta simples. Basta que sejamos sempre gentis e fraternos, vivendo mais a lição do que definindo aos outros o que eles devem fazer. Então, que sejamos nós as próprias cartas vivas do Evangelho, sim, essa necessidade de sermos perfeitos da noite pro dia, de fazermos o que ainda não conseguimos, é dentro do que cada um pode e isso já é muito. Então, se esse primado do bem puder ser a pouco e pouco construído dentro de nós, já teremos avançado muito e contribuído com o coletivo ao nosso redor. E eu não me refiro apenas ao coletivo dos encarnados, mas também aqueles que nos inspiram no mundo espiritual e aos que não nos inspiram, que possamos ser o exemplo da sua evolução. Depois ela traz um outro ponto aqui pra gente que é viver corporalmente, sabendo que espiritualmente a nossa essência colherá a repercussão do que aqui fizermos. E por fim, Amélia pontua: "Não há mais tempo para indecisão. É agora o nosso papel como espíritas, mas antes de tudo cristãos que adotaram o evangelho como bússola de suas existências. Avante, irmãos! Sim, somos capazes porque somos o projeto divino de mudança deste planeta em que nos constituímos. que sigamos em frente. Com Jesus não se detém, seguindo adiante e implantando as diretrizes da era de paz e de amor, pela qual todos, afinal anelam e buscam na tentativa feliz de libertarem-se do sofrimento. Todos nós queremos deixar para trás o sofrimento. Poucos de nós conseguimos compreender que, na verdade, o sofrimento é fruto da nossa incompreensão e da do nosso desajuste nas leis de Deus. A vivência da lei de amor, a vivência da fraternidade pura, a vivência do estar com o outro, do amor, não amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, é o que nos traz felicidade. Falta um tantão pra gente aprender isso, mas Jesus nos ensinou lá atrás. E o convite do Cristo é que a gente faça isso. Embora a gente tenha eh desenvolvido ao longo dos séculos a estranha ideia de que a vivência espiritual é dolorosa, é um caminho difícil, é tão terrível, etc, etc. A
do Cristo é que a gente faça isso. Embora a gente tenha eh desenvolvido ao longo dos séculos a estranha ideia de que a vivência espiritual é dolorosa, é um caminho difícil, é tão terrível, etc, etc. A realidade pura, profunda é de que o caminho do evangelho, o caminho espiritual nos coloca em contato com a nossa essência e nos faz deixar de lado todas essas coisas que nos fazem infelizes, produzindo felicidade e paz dentro de nós e ao nosso redor. Então, num dia em que estamos numa festa, em que todos procuram estar felizes, alegres e bem dispostos, não vamos eh renegar essa opção, não vamos questionar essa opção, mas vamos lembrar que a felicidade permanente, a felicidade contínua, ela é produzida pela elevação espiritual, pela capacidade de amar, pela capacidade de servir, pela capacidade de se de viver. vivenciar a realidade de sermos espíritos. Então, a gente encerra nosso para viver o Evangelho da segunda-feira de carnaval de 2026 e vamos nos encontrar novamente no dia 23, aí sim presencial na sede central da Federação Espírita, porque conforme dizem no nosso país, depois do carnaval o ano começa. Então, segunda-feira que vem não tem justificativa. a gente já está integrado na nossa tarefa de luz. Que Deus abençoe a todos nós.
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