Para Viver o Evangelho | Episódio 187 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (capítulos 36, 37 e 38)

Mansão do Caminho 11/11/2025 (há 4 meses) 59:53 1,069 visualizações 221 curtidas

Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Boa noites a a boa noite a todos, queridos amigos aqui presentes na FEB, calorosamente apoiando no nível presencial o nosso trabalho. Obrigada. e aos amigos que estão nos assistindo através da TV Mansão do Caminho e da TV FEB também. Que sejam todos muito bem-vindos. É bom ter vocês aqui conosco, assim como aqueles que assistirão no futuro. Esses a gente não sabe nem quando nem onde, porque essa é a característica da internet. Nós eh já concluímos o congresso espírita. Foi muito bonito, foi muito revitalizante para nós, foi assim um momento de encontro. companheiros de do interior, vieram várias caravanas, companheiros de outros estados, foi uma experiência de renovação. E voltamos então presencialmente na na nessa modalidade mista que é presencial e telepresencial, nosso estudo do da obra Lázaro Red Vivo do espírito irmão X na psicografia de Chico Xavier. E hoje nós teremos os capítulos 36, 37 e 38. No capítulo 36 ele vai falar de espiritualidade e religião, os contrapontos disso. No capítulo 37, ele vai se dirigir aos espiritistas. Talvez muitas pessoas não saibam, mas a proposta de Kardec é que a palavra espírita fosse um adjetivo relativo a espíritos. Então, manifestação espírita, manifestação dos espíritos. E a palavra espiritista seria um adjetivo voltado para aqueles que praticam ou que tá relacionado com o espiritismo. Mas não pegou. a gente raramente fala espiritista e a gente fala espírita nas duas concepções, muito mais em relação ao movimento. Mas eh Humberto de Campos vai se dirigir aos espiritistas, vai falar sobre divulgação doutrinária e fazer diversas colocações. E no capítulo 38 ele vai nos falar sobre provas. Vamos então começar ouvindo as nossas reflexões numa rodada inicial com Jamille e depois Marcel. A todos presencialmente, aos nossos internautas. Boa noite. No capítulo 36, como Nádia já nos apresentou, intitulado Na luta contra a morte, nós vamos ter aqui algumas reflexões do porquitul atos de coragem ainda são difíceis de serem identificados nos nossos dias ou

tulo 36, como Nádia já nos apresentou, intitulado Na luta contra a morte, nós vamos ter aqui algumas reflexões do porquitul atos de coragem ainda são difíceis de serem identificados nos nossos dias ou até mesmo vivenciados por nós no cotidiano que se apresenta. E aqui o irmão X vai falar sobre as grandes missões de de benemerência no mundo que estão repletas de sofrimentos e desilusões. E isso nos leva a imaginar por que o movimento evolutivo precisa ser eivado de dor, de desilusão, de condições sacrificiais. Será que para evoluir a gente precisa mesmo passar por situações dessa natureza? E para responder essas perguntas, é preciso que entendamos em que nível evolutivo encontra-se a humanidade quando ela então se depara com espíritos que já estão mais avançados e que nos estimulam ao progresso. Há uma afirmativa de que para espíritos na nossa condição sempre haverá, sempre enquanto estivermos deste modo com que nos comportamos, com a necessidade de que espíritos mais elevados estejam entre nós para nos ajudar a caminhar, porque por nós mesmos seria muito mais difícil progredir. Então, precisamos de lideranças, precisamos de exemplos, precisamos sempre de uma vibração acima da nossa para que nos sintamos atraídos. E somos atraídos porque estamos na condição de criaturas divinas. Então, algo na nossa natureza, na nossa essência, faz com que relembremos da nossa condição de seres imortais, de seres espirituais e que tem em si o germe que vai florescer. Claro, quando nós nos dedicarmos a esta congição. E ele vai seguir dizendo que não raro torturam-se os missionários quando não se pode consumi-los pelo fogo. E aí trazendo um pouco da história que nós trazemos na humanidade de que aqueles que não conseguimos então corromper ou destruir as suas ideias, acabamos então por lhes retirar a vida corpórea, o que é também uma ilusão, porque em saindo o corpo ou saindo dele, o espírito permanece e as suas ideias vão se frutificando e se espalhando pelo mundo. Se formos observar os valores

a vida corpórea, o que é também uma ilusão, porque em saindo o corpo ou saindo dele, o espírito permanece e as suas ideias vão se frutificando e se espalhando pelo mundo. Se formos observar os valores universais, fraternidade, igualdade, dentre tantos outros, os grandes filósofos ainda são lembrados, os grandes pensadores e aqueles que atingiram a condição que levaram com que nós os chamássemos de missionários, que nós conhecemos inclusive uma quantidade significativa, embora ainda não estejamos muito animados a uma vida sacrificial. Esse é um outro ponto, nível evolutivo e ainda uma tendência nossa a nos aferrarmos às paixões, ao sensualismo, às questões materiais que fazem com que a gente olhe determinadas condições de vida e diga: "Isso não é para mim, tá num nível muito acima, eu não vou conseguir." Então, nem tentamos fazer um movimento intitulado como reforma íntima, educação dos caracteres, autoconhecimento ou outros similares que nós já conhecemos, porque sempre vamos ter a ideia de que perderemos alguma coisa ou que isso é perda de tempo. E o mundo já me apresenta outros prazeres, por mesmo que irei abandoná-los por algo que talvez seja incerto ou seja fruto de uma ideia fantasiosa. que quando a gente vê a encarnação acabou e não evoluímos tanto quanto devíamos ou até mesmo gostaríamos. Por esse motivo, pela condição planetária, para nós evoluir ainda é perder, é sacrificar-se. Não no sentido do sagrado ofício ou da entrega de algo sagrado ao Pai, mas sim de algo que vai me torturar, me macerar e que vai tirar o colorido e o prazer da vida. O que é uma espécie de escravidão? Porque deixamos algo que é perene, permanente, belo, duradouro, por aquilo que é restrito, por aquilo que é passageiro e efêmero. E assim nos iludimos e vamos encarnação pós encarnação, mantendo ainda essas características e ainda vamos enfrentar uma luta irreal contra a morte, porque de fato ela não existe. luta é não contra nós mesmos, mas a favor da nossa evolução e do nosso crescimento, quando

essas características e ainda vamos enfrentar uma luta irreal contra a morte, porque de fato ela não existe. luta é não contra nós mesmos, mas a favor da nossa evolução e do nosso crescimento, quando de fato nos predispormos a conquistar os tesouros da alma. O químico Antônio Lavoazier, francês, teve ocasião de afirmar que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. No obstante, ele também foi transformado ao ser guilhotinado. Passaram-lhe a foice na sua no seu pescoço depois de 5 anos de prisão. E isso hoje entendemos o alcance desta colocação quando passamos a descobrir que na árvore do espiritualismo, que é uma árvore, tem muitos galhos verdejantes, frondosos, ricos de flores e de frutos, que até hoje vissejam na Terra, nos predispondo à compreensão de que não somos apenas um conjunto de células destinados à decomposição cadavérica. Porque todo esse conjunto de 60 trilhões de células que se constitui o nosso corpo e são células altamente especializadas, a célula cardíaca é diferente da célula nervosa, da célula hepática, da célula digestiva, gustativa. Cada uma delas possui absolutamente uma qualificação que lhe é própria. Esse conjunto todo construído harmoniosamente no silêncio da trompa de Falópio, aninhada no útero para uma sobrevida e uma organização celular de 9 meses, se dissolve com um ateroma, acaba com uma veia entupida, um coágulo, um mal súbito, um AVI ou um AVC, coloca todo este edifício em bancarrota e em ruínas, mas e o ideal que anima a pessoa? Os sonhos, os desejos que a impele a erguer, digamos, o império de sonhos, de ajuda humanitária, de dignificação da pessoa humana, do cuidado a animais, tudo isso se perderia porque depois do túmulo o indivíduo volta a ser pó, volta a ser nada. Foi isso que o espiritualismo tentou ao longo do tempo demonstrar de que nós antecedemos ao corpo e sucedemos ao túmulo, com quanto boa parte das religiões, especialmente no ocidente, tenham se cristalizado em dogmas, em convenções, em mistérios, em teologias bolorentas

ue nós antecedemos ao corpo e sucedemos ao túmulo, com quanto boa parte das religiões, especialmente no ocidente, tenham se cristalizado em dogmas, em convenções, em mistérios, em teologias bolorentas que ficaram cristalizadas e engessadas, impedindo o pensamento. E isso, em vez de levar o indivíduo a saber, impuseram a ditadura da crença. Então, quando ele escreve um capítulo, irmão X, que é derrotar a morte na luta contra a morte, qual é, qual seria o efeito sobre a civilização humana? Se hoje, por exemplo, tô citando aqui só um exemplo, se hoje no estádio em que estamos, estamos hoje na Terra com 66 pontos de guerra, tem 66 pontos hoje na Terra que tem conflito armado, incluído aí, Kiev, Ucrânia contra Rússia, vice-versa, faixa de Gaza, mas a África inteira, a inúmeros países em conflitos armados. Agora, tivemos recentemente no Rio de Janeiro uma operação policial do estado que deixou muitos, muitos, muitos mortos. Mais de 121 estão eh falecidos. Vamos imaginar que a humanidade agora fizesse contato com uma civilização. Lá vem eu falando do três e Atlas, esse comeagando pelo espaço infinito. E desde o final de outubro, astrônomos brasileiros, o que se dizem astrônomos, não sei realmente se são, afirmaram que a gente não passava do dia 29 de outubro. Dia 29, pegue seu cartão de crédito, vá pra rua e gaste tudo que você puder, porque o três e Atlas vem aí e não é um cometa, é uma nave alienígena disfarçada e eles vão chegar na terra de arma em punho. Leve-me ao seu líder. Mais ou menos assim. É hora acabar com tudo. Já estou no dia 10 de novembro e o danado ainda não chegou e eu cheio de boletos para pagar. Muita gente tava doido para a bagaceira acontecer, porque aí deixaria de pagar dívidas. Acabava o credor e o devedor. Morriam todos. Estamos todos aí. O cometa está, vai passar ao lado da terra, mas é bem perto, tirando uma vazante da gente. 270 milhões de quilômetros da Terra ele vai passar. Mas se tivesse contato com a civilização, o que isso mudaria no nosso

á, vai passar ao lado da terra, mas é bem perto, tirando uma vazante da gente. 270 milhões de quilômetros da Terra ele vai passar. Mas se tivesse contato com a civilização, o que isso mudaria no nosso comportamento? Então, descobrir a continuidade da vida após a morte deveria causar um impacto parecido, semelhante ou mais devastador. Então, sobrevivo. É, então não há céu, não há inferno, não há purgatório nem limpo, não. Há mundo espiritual, onde a gente se adentra pela morte e regressa ao corpo pela reencarnação. Então, o que que eu estou fazendo de minha vida? Por isso, Humberto de Campo escreve uma crônica que é impactante, nos convidando a repensar que esse conteúdo, quando lido, inicialmente crido e depois entendido, deveria provocar uma imensa revolução na Terra, uma revolução nas pessoas que teriam outra postura diante de si mesmas, diante do próximo e na relação com Deus, com o sagrado. Elas então se converam em pessoas mais amistosas, mais pacíficas, porque elas teriam absoluta certeza de que o indivíduo não pode escapar de três coisas. Tem três coisas que é fatal e ninguém escapa. O olhar de Deus, o grito da consciência e o golpe da morte. Oxalá. O olhar de Deus, o grito da consciência e o golpe da morte. Porque todos deixaremos o corpo físico, todos os que estão encarnados. Deus é onisciente e na nossa consciência tá está registrada a lei de Deus. Então, de verdade, são essas contingências que fazem parte da experiência do existir nesse universo. Irmão X, nesse capítulo 36 ainda, ele vai ter algumas considerações interessantes sobre o processo de evolução das criaturas frente a essas contingências que Marcel assinalou. Veja bem, ele começa falando das eh conquistas materiais, dos progressos da ciência, pter, etc. Tudo o que a gente sabe que a humanidade tem a se esforçado, se empenhado para produzir mais conforto, mais segurança, o que a gente hoje chama de qualidade de vida. Mas e aí as o processo de conquistas espirituais? Como é que fica, como fica esse processo?

do, se empenhado para produzir mais conforto, mais segurança, o que a gente hoje chama de qualidade de vida. Mas e aí as o processo de conquistas espirituais? Como é que fica, como fica esse processo? E ele vai fazer várias considerações no sentido de que a primeira coisa é que nos saibamos espíritos imortais. Essa é uma descoberta semelhante ao que Marcel falou da descoberta da vida após a morte, que obviamente uma acompanha a outra, mas a gente descobre a vida após a morte toda vez que desencarna, reencarna e esquece. Ã, e sempre me chama atenção, eu sempre fico surpresa quando eu ouço pessoas dizerem: "Não se sabe o que existe da depois da morte, porque nunca ninguém voltou para contar". E olhe, tem toneladas de páginas escritas, de livros, mostrando registros de relatos de desencarnados, de relatos de médiuns, tanto como pesquisa científica como experiência individual. A gente tem isso, mas sempre tem alguém para dizer. Nunca ninguém voltou para dizer como era. Ele podia pelo menos dizer assim: "Olha, o pessoal voltou para dizer como era, mas eu não acredito." Mas coloca. Ninguém nunca voltou para dizer como era e voltou. Então essa constatação da imortalidade que acontece com todos nós quando desencarnamos em algum momento, alguns ficam ainda achando que estão encarnados. OK? E essa perturbação que Kardec descreve no livro O céu e o Inferno, que esse ano está fazendo 160 anos de publicado, acontece em algum momento, o espírito percebe que o corpo morreu e ele continua vivo. Mas aí a gente reencarna e mergulha numa estrutura social, numa estrutura cultural que não favorece a vivência da espiritualidade. Observe que as estatísticas mostram que mais de 80% das pessoas no mundo todo, são mais de 8 bilhões de habitantes. desses 8 milhões e tanto, a gente tem mais de 80% que afirmam acreditar em Deus, afirmam acreditar numa vida espiritual de modos diversos por causa das religiões. Mas ainda é um mundo que funciona sobretudo aí vamos falar do ocidente, o chamado ocidente, que é Europa,

tar em Deus, afirmam acreditar numa vida espiritual de modos diversos por causa das religiões. Mas ainda é um mundo que funciona sobretudo aí vamos falar do ocidente, o chamado ocidente, que é Europa, Américas, esse esse universo que a gente vive, né? ou vive diretamente, geograficamente, ou vive porque tá ligado aos modelos, ao funcionamento. É um mundo que não é organizado com base nessa realidade. Ao contrário, você sempre encontra uma dúvida, você sempre encontra uma questão. Irmão X vai dizer que muitas vezes as próprias estruturas religiosas não favorecem. E aí nós não vamos designar a estrutura religiosa A ou B ou C. Nós vamos pensar que eh toda a estrutura religiosa é uma organização coletiva da sociedade. Toda vez que ela está mais ocupada com as ações no mundo material e menos ocupada com a o estímulo a que os seres se percebam como espíritos, ela tá atrapalhando o caminho espiritual dos indivíduos. Não é porque a religião A ou B, ou C, qualquer religião, qualquer estrutura religiosa vai favorecer a espiritualidade se ela estiver alinhada com os propósitos máximos de seu sua existência. E qualquer estrutura religiosa vai comprometer a experiência espiritual dos seus membros, dos seus participantes, se ela estiver mais ocupada com as questões materiais, com as discussões, com os conflitos, com os problemas, com eh as estruturas físicas, até com as estruturas burocráticas, do que com esse que é o seu objetivo máximo, que é ajudar na caminhada espiritual. Então, a gente precisa pensar muito como é que nós estamos aproveitando as informações, os conhecimentos, as vivências da doutrina espírita para fazer nossa nossa caminhada espiritual. A gente está usando a doutrina espírita para reforçar ideias préconcebidas, para se livrar de preocupações, para atacar outras formas de pensamento. Nós estamos aprofundando esse conhecimento e permitindo que ele nos transforme. Essa é uma questão importante paraa nossa reflexão. E uma outra reflexão também muito importante está no capítulo seguinte,

estamos aprofundando esse conhecimento e permitindo que ele nos transforme. Essa é uma questão importante paraa nossa reflexão. E uma outra reflexão também muito importante está no capítulo seguinte, que vai conversar diretamente conosco, tanto que o seu título é aos espiritistas. explicação já muito bem-vinda e bem fornecida que Nja nos trouxe aí no iniciozinho do nosso encontro da noite. E aqui há uma espécie, eu não vou nem dizer convite, mas é uma convocação a assumirmos essa condição. Primeiro que irmão X vai falar de uma indiferença, que é uma espécie de descaso com algo que todos nós já sabemos que irá acontecer com cada um de nós, que é a saída do corpo físico, que é a passagem, é o desenlace, é o desencarne, a morte biológica, como queiramos denominar. é um fato e todos nós passaremos por ela. Eu ouvi na semana passada uma afirmativa interessante. Eu não sei como vai ser a morte porque eu nunca passei por ela. Só que nós já passamos por ela diversas vezes. Claro que a gente não vai recordar com riquezas de detalhes. E tem até algumas leituras que dizem que talvez o temor possa adivir da natureza ou do gênero de morte, que pode ter sido traumática, violenta, inesperada, algo que nós não desejávamos no momento e isso possa causar algum tipo de temor. E Kardec já nos explica em o céu, o inferno, no capítulo, ou a passagem, o passamento, enfim, depende da tradução e da edição, que não necessariamente nós tememos a morte, e sim o gênero, como vai ser, de que modo iremos então passar ou experimentar esta condição. E os espíritos nos tranquilizam bastante, dizendo que para bem morrer será necessário bem viver. Quanto mais nos voltarmos para as questões espirituais e espiritualizantes, esses laços que nos prendem ao corpo físico vão se afrouxando naturalmente. Então, a tendência é que tenhamos uma passagem mais tranquila, não muito demorada, ou até mesmo podemos participar ali junto com os demais do nosso próprio, ou melhor, do enterro do corpo físico, porque nós continuaremos a

ue tenhamos uma passagem mais tranquila, não muito demorada, ou até mesmo podemos participar ali junto com os demais do nosso próprio, ou melhor, do enterro do corpo físico, porque nós continuaremos a menos que estejamos bem aferrados à nossa condição física. Não acho que seja do nosso interesse reviver o clipe thriller de Michael Jackson, onde todos estão ali bem voltados para os seus próprios despojos. Essa não é a nossa ideia, embora nós devamos agradecer a essa veste temporária que permite que a gente se manifeste. Quando ele traz aqui a ideia da indiferença, o querer saber de algo que precisa ser evitado, que é terrível, que não desejamos para ninguém, é o que leva à incompreensão desse trans final. Então, se nós, os espiritistas, que acreditamos em imortalidade, em reencarnação, somos os que temem a morte, significa que tem alguma coisa que precisa ser revista, revisada, trabalhada ou bem compreendida. E acho interessante porque Kardec não, embora ele traga uma linguagem que podemos dizer que é explícita, ele também não passa a mão pela cabeça. Ele é diretivo quando diz que aquele que se coloca na condição do espírita e que teme a morte não é de fato espírita. Isso também não quer dizer que se ainda temos medo dessa situação, precisamos sair da Federação Educentes Espíritas. Mas observar, Marcel já trouxe isso na sua fala anterior, que impacto essa revelação traz na nossa existência? Porque se nós já sabemos, tudo bem que ainda não sintamos ou consigamos viver de um modo que diga: "Eu estou de acordo com as leis divinas o tempo inteiro, que ainda não é da nossa da nossa condição evolutiva, mas que diferença faz no nosso caminhar saber que somos imortais, responsáveis pelo nosso futuro, pelas próximas vidas ou depois que nós efetuamos as leituras que desenvolvemos os nossos trabalhos na casa espírita ou na sociedade, porque a gente não é só espírita no centro. Será que nós conseguimos viver e nos comportar de acordo com os códigos e os princípios que nos são trazidos? Aí esse

lhos na casa espírita ou na sociedade, porque a gente não é só espírita no centro. Será que nós conseguimos viver e nos comportar de acordo com os códigos e os princípios que nos são trazidos? Aí esse capítulo, além de ter trazido aqui o exemplo do Artur Conandoil, em que na época em que ele viveu, na comunidade científica preconceituosa e que diria que qualquer pessoa que pela experiência, pelas pesquisas, afirmasse que havia algo após a morte, seria banido, desprezado, isolado. E ele teve a coragem de manter o seu posicionamento. Então aqui há uma espécie de clamor. E olha que nós não estamos vivendo mais no tempo da inquisição, das perseguições. O próprio Kardec disse que agora o que nós temos não são os abalos físicos, mas o que mexe conosco e que é mexido são as entranhas morais de cada um de nós. Essa coragem é sempre colocada desde o capítulo anterior como algo necessário para que nós banquemos, e aí desculpem o termo coloquial, a escolha que fizemos ao sermos os espiritistas da atualidade. E esse capítulo me fez recorrer ao Evangelho Segundo o Espiritismo quando trata da missão dos espíritas. Sim, nós temos uma missão e é uma missão que diz que é chegada a hora em que deveis sacrificar os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas futilidades à sua propagação. E não há propagação melhor do que viver o próprio espiritismo. E aí eu recordo que de vez em quando a gente ouve essa perguntinha das pessoas que convivem conosco, mas você não é espírita? Então, há uma espécie de expectativa em torno daquilo que se imagina. Eu fico pensando quando essa pergunta vem então a baila, qual é a imagem que se tem do espírita? E fico então chegando à conclusão de que se Jesus é nosso modelo e guia, a expectativa das pessoas caminha nesse sentido. E não deveria ser para nós um incômodo, mas uma espécie de lembrete fraterno de que nós precisamos então rever a nossa conduta e saber que ser ou estar na condição de espiritista vai requerer de nós renunciar aos tesouros do mundo para conquistar os do

cie de lembrete fraterno de que nós precisamos então rever a nossa conduta e saber que ser ou estar na condição de espiritista vai requerer de nós renunciar aos tesouros do mundo para conquistar os do céu, conforme Jesus anunciou, já que ele nos disse que o reino dele não é deste mundo, mas poderíamos nos esforçar para que viesse a ser. Para se designarem coisas novas, são necessários termos novos. Quando o Espiritismo nasceu, Allan Kardec se preocupou em criar uma terminologia que nos definisse: espiritismo, doutrina dos espíritos e o adepto espírita ou espiritista. O espiritista definitivamente não pegou. ficou a expressão apenas o espírita, é o adepto da doutrina. O que é que se pode esperar de uma carta, de um cronista, de um escritor que na Terra se caracterizou pela ironia, pelo deboche, escrevendo depois de morto. Lá vem Humberto de Campos, agora, irmão X, escrevendo uma página exatamente há mais de 70 anos. atrás aos espiritistas, mas ele não puxa a orelha de ninguém, até porque é um gesto de violência puxar a orelha dos outros. A orelha não foi feita para puxar, ela foi um tampão do ouvido e serve também para apoiar os óculos. É para isso que a orelha serve, não para ser puxada. O que ele vem dizer é que estamos fazendo um trabalho de formiguinha na terra, ou seja, espalhando as alvíceras para transformar a sociedade. Dificilmente vamos conseguir transformações de blocos coletivo no atacado. A transformação é individual, é personalíssima, é o indivíduo que se modifica o contato com a verdade nova. Aliás, Hegel havia afirmado que toda verdade nova que chega, ela passa fatalmente por um degradê ou por uma escada de três degraus. No primeiro, a verdade nova é ignorada. Ninguém quer saber daquilo novo porque está acomodado na zona de conforto do tradicional. Por que que eu vou usar isso se aquilo que eu já uso de meu avô, de minha avó, de minha mãe me satisfaz? aquilo chega e começa a provocar ideias, discussões. Segundo o degrau, incomoda. Então, ela é combatida.

ue eu vou usar isso se aquilo que eu já uso de meu avô, de minha avó, de minha mãe me satisfaz? aquilo chega e começa a provocar ideias, discussões. Segundo o degrau, incomoda. Então, ela é combatida. Aquela ideia começa a me incomodar e eu tenho que combatê-la. Então, eu procuro combater. Ou a ideia, se ela for falsa, rapidamente ela desmorona. Quando ela é forte, ela é sólida, aí eu, em vez de força do argumento, eu uso o argumento da força. Eu mato, eu destruo, quem é a esposa, quem a abraça aquela nova ideia? Tivemos isso na terra. Você é cristão, passa lá a espada no pescoço. Então tudo era para destruir o cristianismo, porque ninguém podia se insurgir contra os deuses do paganismo. Então, Reinand eh Júpiter estava acima de daquele deus desconhecido. Para que que eu vou querer um Deus único? Se eu tenho dezenas deuses que cuidam da higiene da casa, que cuidam do mar, que cuidam do vestuário, do trigal, do vinho, das bacanais, eu tenho um Deus para cada coisa, então não vou querer um Deus único. No terceiro momento, a ideia nova que chega, ela é aceita, porque ela substitui a ideia antiga que vissejava. ficou anacrônica, ela ficou obsoleta, ela ficou arcaica. Nós, os religiosos, que nos definimos religiosos de diversos matiz, deveríamos multiplicar as perguntas. Quantas perguntas nós temos que se levado aos próprios dirigentes das nossas doutrinas religiosas, eles não tem resposta nem para eles. E de 200 anos para cá, aqueles que morreram resolveram não mais se calar, porque os vivos que falavam para os vivos passaram a matar. Tá aí a história de Jordano Bruno, o sábio que era italiano, que a 17 de fevereiro do ano de 1600 foi queimado vivo na Itália porque sim surgiu contra as teses da igreja e a igreja achou por bem eliminá-lo. Quase que eliminou Galileu também tocou fogo em Jerônimo de Praga, Ian Russ, Joana Dark. Quantos pereceram para que a fé ressurgisse, se renovasse. Hoje não tá mais queimando gente, nem se queima mais livros. Hoje se faz um escândalo pela internet e rebaixa o

Praga, Ian Russ, Joana Dark. Quantos pereceram para que a fé ressurgisse, se renovasse. Hoje não tá mais queimando gente, nem se queima mais livros. Hoje se faz um escândalo pela internet e rebaixa o indivíduo, jogando um belo fake news feito pela Ia, dizendo que de santo você não tem nada, só se for do pauo. No dia seguinte, sua reputação está abaixo do esgoto, 3 m. E todo mundo viu, mas ele dormiu santo. Pois é, acordou demônio. Porque no instante a internet, ninguém para para fazer uma análise. Ué, mas como é isso? O indivíduo ontem era admirado, hoje é execrado. O que foi que houve durante a madrugada? A Iá trabalhou para atender o interesse de invejosos, de pessoas indignas, de pessoas desonestas que derrubaram aquela outra. Então, o trabalho nosso é intenso, mas vale a pena ainda ver o que Jesus disse. A seara é grande, mas os servidores são poucos. Por isso que Humberto de Campos nessa página, no segundo capítulo que estamos analisando o 37, fala que os tarefeiros de modo geral estão exaustos, cansados, pregam, pregam e recebe ingratidão, recebe o doisto, a zombaria, a chalaça do outro e ele recomenda. Nem por isso vamos desistir. Vamos continuar porque se eu tiver errado e todo mundo tiver certo, eu acabarei por pensar como todo mundo. Mas se eu tiver certo e todo mundo tiver errado, todo mundo acabará como eu penso. Quem viver verá. Desculpe. Esse capítulo ele se inicia, esse capítulo aos espiritistas, ele se inicia de uma maneira que vale a pena refletir. E a primeiro, o primeiro parágrafo é uma frase que diz assim: "A importância da vulgarização do espiritismo evangélico destaca-se sobremodo em todos os campos da atividade comum. No caso aí, vulgarização significa divulgação, se tornar uma coisa comum, que as pessoas conheçam, que as pessoas tenham acesso. E o que falamos até agora vai mostrar que uma doutrina que fala sobre a imortalidade, que tem a experiência do contato com a vida espiritual, eh, com os espíritos, etc., Ela tem um valor importante para uma sociedade que ainda

vai mostrar que uma doutrina que fala sobre a imortalidade, que tem a experiência do contato com a vida espiritual, eh, com os espíritos, etc., Ela tem um valor importante para uma sociedade que ainda não conseguiu compreender que a vida não se restringe ao mundo físico, ao mundo material, aos interesses materiais e começar a pensar em termos de um uma relação de tempo mais abrangente. Contudo, é interessante pensar que para divulgar a doutrina espírita é preciso conhecer a doutrina espírita. Você não consegue divulgar o que você não conhece, ao contrário, você faz, eh, Marcelferiu à internet, aos cancelamentos, etc. Mas na internet nós acessamos também informações de toda ordem, porque qualquer pessoa vai pra internet e dá uma aula. Eu vou agora explicar para vocês sobre o cometa não sei o quê. I Atlas. Qual é a primeira letra? Ah, três e atlas. Gente, eu não sei nada de astronomia. Eu sei nem o nome do cometa. Repare. Mas tem gente que não sabe nem o nome do cometa, lê ali e tem a capacidade de explicar na internet sem saber coisa alguma. Então, eh, essa essa falta de cuidado com o conteúdo existe também em relação a doutrina espírita. A gente vai ver na internet todo tipo de eh apresentação sobre espiritismo, sobre espiritualidade, sobre vida além da morte, tudo que passar pela cabeça da pessoa, ela vai lá e diz na maior tranquilidade e com certeza tem quem assista e goste a bom e vai em frente. Eu me lembro, eu tava vendo um vídeo onde o rapaz dizia que essa essa não é uma teoria, né? Essa ideia de que a Terra é plana, que existia no passado, etc., mas já tinha sido superada há séculos mais recentemente, por ela voltou a surgir com tanta intensidade? Parece que alguém resolveu fazer uma brincadeira e postou um vídeo falando que a terra era plana por isso, por aquilo, por aquilo. Aí teve gente que acreditou e aí a partir daí isso foi se desenvolvendo como uma ideia viável. Espiritismo é uma doutrina complexa, é uma doutrina profunda, é uma doutrina que precisa ser

por aquilo. Aí teve gente que acreditou e aí a partir daí isso foi se desenvolvendo como uma ideia viável. Espiritismo é uma doutrina complexa, é uma doutrina profunda, é uma doutrina que precisa ser estudada para ser entendida. Nós não podemos divulgar se a gente não conhece. Existe muito achismo nas divulgações, nas colocações. Eu, o que que o espiritismo acha sobre não sei o quê? Ah, eu acho isso, aquilo, aquilo outro. E aquilo é percebido como sendo a doutrina espírita. Na introdução de O livro dos espíritos, Kardec diz que a doutrina espírita precisa ser estudada continuamente sobre a orientação dos espíritos por causa do método. Você interroga os espíritos livremente, etc. E você vai aprendendo o que está ali. Ele dá uma lista de obras das obras espíritas que ele publicou, inclui a revista espírita, que a gente lê pouco, né? Mas assim, esse estudo ele precisa ser, segundo Kardec, contínuo, sério, sistemático a vida toda. Você não basta ler uma vez. E lá mesmo eu fico espantada com isso. Na na no livro dos espíritos, na introdução, o Kardec diz: "Tem gente que lê uma mensagem e já sai falando o que o que conhece de espiritismo." Eu digo, Jesus, se ele visse hoje, a pessoa assiste um vídeo na internet e já é especialista. Então é importante, essa é uma doutrina que nós consideramos importante ser conhecida na humanidade. Nós não achamos importante converter ninguém ao espiritismo. Quando se diz assim, o espiritismo não faz proselitismo é porque o espiritismo não tem nenhum interesse, nem a doutrina. E o movimento espírita não tem, não deve ter, as pessoas espíritas não devem ter interesse em que o outro se torne espírita. Porque veja a eh no capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo que Kardec analisa eh fora da verdade não há salvação, fora da igreja não há salvação. Não é nem fora do espiritismo não há salvação. E salvação aí tá sendo empregado num conceito, um sentido amplo. Quer dizer, você não avança, você não alcança realidades espirituais maiores. Ele

vação. Não é nem fora do espiritismo não há salvação. E salvação aí tá sendo empregado num conceito, um sentido amplo. Quer dizer, você não avança, você não alcança realidades espirituais maiores. Ele elege a caridade no sentido que Jesus dizia. Ele não tá falando de esmola, ele não tá falando de beneficência, ele não tá falando de ajudar os pobres. No livro dos espíritos temos a resposta. Pergunta é: o que significa caridade, como entendia Jesus, benevolência para com todos, indulgência com as imperfeições alheias e perdão das ofensas? Quando qualquer espírito superior fala de caridade, é disso que ele tá falando. Então, nós espíritas não temos nenhum interesse em que as pessoas se convertam ao espiritismo. As pessoas ficaram preocupadíssimas porque o senso disse que diminuiu o número de espíritas. A questão não é essa. A questão é a qualidade da divulgação que a gente tá fazendo, a qualidade do estudo e, por consequência a qualidade da vivência. Porque a doutrina espírita não é uma doutrina teórica, ela busca reviver os ensinamentos do Cristo. Então, nós precisamos viver o espiritismo. Senão a gente tá dizendo uma coisa, a pessoa tá olhando e dizendo: "Oi, o que ela tá dizendo nem parece." E aquilo ali soa como algo vazio, algo que não faz sentido. A grande divulgação é a vivência. Se conseguíssemos viver o espiritismo, viver a doutrina espírita, viver o evangelho de Jesus, aí nós transformaríamos o mundo. Enquanto a gente tiver falando, ajuda muito. Eu não sou aquela pessoa que diz: "Não adianta nada falar, adianta". Pelo menos você tá ouvindo, o peixinho dizia muito isso. Você tá ouvindo o que você tá dizendo, uma hora pelo menos você aprende ou outra pessoa vai fazer um uso melhor. Mas essa divulgação da doutrina espírita, ela precisa que a gente entenda com seriedade o que significa a doutrina e que a gente se empenhe para vivenciá-la, não para a avaliação de terceiros, para que o outro veja quanto eu sou espírita, não. para minha transformação moral. Essa transformação

significa a doutrina e que a gente se empenhe para vivenciá-la, não para a avaliação de terceiros, para que o outro veja quanto eu sou espírita, não. para minha transformação moral. Essa transformação sendo real, ela aparece em todos os instantes. E ainda nesse capítulo especialíssimo aos espiritistas, mas como disse Marcel não pegou, não é Marcel? Qual os espíritas mesmo. [risadas] Achei interessante quando o irmão X fala do esforço sincero dos espíritas e que seríamos reconhecidos por essa sinceridade e por uma vivência muito mais aprofundada, que é uma vivência como Nia já colocou de um conhecimento que não é só o conhecimento livresco, mas é um conhecimento de alma a partir da vivência, daquilo que a gente entende como valores que nos aproximam da divindade. E achei especialmente tocante quando ao final do capítulo e o irmão X vai nos denominar como sacerdotes da realização positiva, adoradores ativos de um mestre presente. E o interessante é que ele fala de um trabalho que é feito no silêncio. E não é o trabalho em que a gente não conversa com as pessoas ou que não fazemos barulho, mas ele é silencioso porque fala das vitórias interiores que não tem testemunho a não ser nós próprios e claro os espíritos que estão conosco nos estimulando, nos incentivando ao crescimento. Então essa obscuridade e o silêncio fala de uma vitória que não é alardeada, que não é aquela caridade que se pratica para que os outros vejam e digam o quão sou generoso. Mas aqui fala de algo e de um processo de burilamento que é individual, que muitas vezes pode se constituir com características de solidão, mas que, como o próprio Evangelho nos diz, quanto mais nos dedicamos ao bem e ao crescimento, mais nós temos a companhia dos bons espíritos e daqueles que estão predispostos e voltados ao nosso progresso e ao progresso da humanidade. E quando ele afirma que os espíritas serão reconhecidos pelo silêncio das conquistas, mas também porque confiam naquele que voltou triunfante da morte. Isso é forte, isso

e ao progresso da humanidade. E quando ele afirma que os espíritas serão reconhecidos pelo silêncio das conquistas, mas também porque confiam naquele que voltou triunfante da morte. Isso é forte, isso é impactante, porque nos responsabiliza não só por crer, mas por difundir a imortalidade. E é isso que traz esperança, que traz fé em dias melhores. Porque se eu sei que tenho continuidade, que o meu caminho e futuro é perfeição, eu me esforço para viver mais rapidamente a felicidade que me aguarda e não me entrego de modo fácil as ilusões que são apresentadas. E aqui mesmo, eh, nesse capítulo é colocada essa ideia de que o esforço e a persistência é o que nos afasta daquilo que é ilusório. Então, quais são as escolhas que nós estamos mesmo fazendo e que nos colocam na condição de bravos, de espíritos fortes que não cedem a qualquer tentação e que não vão ser aqueles que só dizem ou recitam a oração dominical pedindo que nos livrem de todo mal. mas faz o esforço para que o mal não nos alcance. E é o que também, de modo muito belo, o irmão X vai trazer no capítulo 38, questão de provas, quando ele vai falar de um negativismo que nos acompanha, de uma negação absoluta de Deus, da sua bondade e do nosso processo de reeducação pelas encarnações. Ele vai trazer uma espécie de fábula em meio ao capítulo quando fala da comeia e da invasão dos insetos. E ele vai explicar pra gente que enquanto as abelhas estão ali operando, trabalhando com afinco, com fraternidade, com colaboração, os insetos passam e não tem outra alternativa a não ser irem embora, porque eles não encontram guarida. Não há sintonia, não há abertura. O chamado aos espíritas aqui nesse nesse capítulo, no final do 37, início do 38, nos convoca mesmo a estarmos na condição das colmeias, que sejamos as abelhas benevolentes, que conseguem se entender, que são indulgentes, porque antes conseguiram se perceber como espíritos perfectíveis, temporariamente perfectíveis, porque chegarão à condição de plenitude. Então, que os insetos passem e não nos

er, que são indulgentes, porque antes conseguiram se perceber como espíritos perfectíveis, temporariamente perfectíveis, porque chegarão à condição de plenitude. Então, que os insetos passem e não nos alcancem, mas não porque nós fomos livrados do mal, mas porque conseguimos resistir as tentações a partir do momento que vivenciamos aquilo que acreditamos. Não serão meras palavras, mas sim atitudes e vivência real do evangelho. >> Não esquecer que tentação é tudo aquilo de que fugimos com vontade de que nos pegue. Tem gente fica louca para ser arrastado pela tentação e faz cara de puritano. A outra questão é a pergunta que nos dirigem frequentemente. Vocês espíritas têm provas da continuidade da vida depois da morte? Ou vamos pro evangelho. Quando Jesus apareceu tantas vezes depois da sua morte, a chamada ressurreição, terceiro dia na frente das duas mulheres. Depois encontrou os discípulos na estrada de Jope, esteve com eles, chegou a comer até peixe, peixe assada beira do lago, já desencarnado, plenamente materializado. É uma prova incontestável. Bom, olhar na história, vamos encontrar em todas as civilizações e doutrinas religiosas fatos. A igreja mantém um museu em Turim, na Itália, Museu das Almas no purgatório. Foi objeto de uma ampla reportagem dos programas jornalísticos mais conhecidos no Brasil, o Fantástico, dia de domingo à noite, Museu das Almas do Purgatório. lá fatos, livros queimados, panos de 500 anos com marca de poltergist, pirofasia e pirogenia, fenômenos produzido por espíritos desencarnados. Hoje tem padres que fazem cursos de parapsicologia. Há padres estudiosos da transcomunicação instrumental. Na Europa, desde 1959, os espíritos estão preferindo se comunicar por equipamentos eletrônicos, fax, telefone, TV, rádio, para mandar voz, para mandar movimento, para mandar fotos do mundo espiritual. Algo já previsto em 1915 em São João del Rei, quando o espírito Bezerra de Menezes deu uma comunicação 1915, 110 anos atrás. Dona Evdo Amaral Pereira era um adolescente, estava na reunião e

spiritual. Algo já previsto em 1915 em São João del Rei, quando o espírito Bezerra de Menezes deu uma comunicação 1915, 110 anos atrás. Dona Evdo Amaral Pereira era um adolescente, estava na reunião e ouviu o espírito dizer pelo médio, dentre vocês, ou seja, os encarnados, já há um homem que está preparando um equipamento que vai transmitir a voz à distância, o rádio, e esse equipamento mais tarde vai sofrer uma modificação para transmitir também imagens. E mais tarde, a televisão viu em 1936, nós, esse equipamento vai transmitir imagens daqui do mundo espiritual. O espírito foi expulso da reunião mediúnica como mistificador e o médium alertado porque estava sob obsessão. Silvestre Lobato, o maior médium de psicofonia que dona Ivone alega ter conhecido em sua vida. Foi esse médium que deu essa comunicação. O rádio tá aí, já tá obsoleto. A televisão já tá sendo superada pelas redes sociais e eles agora vão utilizar desses equipamentos para confirmarem a vida após a morte. Sabe de uma coisa? Tem uma crônica de Humberto de Campos que diz o seguinte: "Depois do aparecimento de Jesus após a morte, ele foi visto pelos discípulos muita gente e isso gerou seleuma na cultura hebraica, na sua cultura israelita. Eis que um grupo de sacerdotes foi lá à casa do caminho. Pescador miserável. Já começaram assim com Pedro. Pescador miserável, corre de boca em boca, de orelha em orelha, que o vosso mestre ressuscitou e tem aparecido. Vocês confirmam? Eu pedo confirmo. Todos nós, os 12 confirmamos. Ele esteve conosco, nos deu apoio, trouxe a sua paz. E de que maneira vocês confirmam isso? com a nossa palavra. Vossa palavra não serve de nada. Há uma confusão no meio do povo. As pessoas estão aturdidas, procurando aqui a cular, achando que esse homem voltou depois da crucificação. Que método você pode nos dar para fiançar que isso é verdade? Pedro olhou para aquele grupo de sacerdote e disse: "Olha, a minha sugestão para vocês é vocês morrerem e procurarem Jesus no mundo espiritual. Não sei se vocês têm mérito

fiançar que isso é verdade? Pedro olhou para aquele grupo de sacerdote e disse: "Olha, a minha sugestão para vocês é vocês morrerem e procurarem Jesus no mundo espiritual. Não sei se vocês têm mérito para encontrar com ele, mas é a melhor prova que eu posso dar. Morram e procurem ele no além. Agora me dê licença que eu vou tomar conta dos loucos que estavam abrigados na casa do caminho. Eu não quero nem pensar eu incorporado por Pedro. Esse tema das provas, ele é muito frequente. Os seres humanos pedem provas, mas estão muito pouco dispostos a acreditarem nas provas quando o mundo interno não tá disponível para mudar a visão de mundo. Eh, Marcel começou falando do cometa e da conversa que surgiu. Com certeza não eram astrônomos, né, que o pessoal dizia que em tal data ia ter a invasão da da espaçonave, etc. Eh, e aí a gente imagina que chegando espaçonave com extraterrestres no meio da praça e aí em algum lugar vai ter que ser em muitos lugares, né? Porque cada lugar mas vai transmitir pela televisão, a pessoa acredita ou não, aquilo vai mudar tudo. E o próprio Marcelo disse assim: "O que é que isso muda? O que que isso mudaria em nós?" Porque na verdade nada externo realiza mudança real e profunda no espírito se internamente ele não avançar na sua consciência. Nós somos convidados por Jesus na mensagem do Evangelho. Somos convidados pela espiritualidade na doutrina espírita, a fazermos transformações profundas na nossa consciência. Por quê? Porque desce uma espaçonave extraterrestre, acontece isso, acontece aquilo e cada pessoa vai interpretar aquilo de acordo com a sua visão de mundo. No início a gente tava comentando das chuvas que tem tido no interior do da Bahia, né, e várias cidades muito afetadas. eh a situação do Paraná, onde houve, eu não sei se aquilo era um tufão, se era um ciclone, mas eram ventos extraordinariamente velozes, coisas que a gente não tinha, mas gente, as coisas estão diante dos olhos e só vê quem tem olhos de ver. A gente só compreende a realidade mesmo,

ciclone, mas eram ventos extraordinariamente velozes, coisas que a gente não tinha, mas gente, as coisas estão diante dos olhos e só vê quem tem olhos de ver. A gente só compreende a realidade mesmo, uma realidade material, imagine uma realidade espiritual. A gente só compreende quando a nossa consciência é capaz de perceber aquele nível. Pessoas vão olhar para o mesmo fenômeno. Vamos só pensar em Jesus. Lá na Galileia distante há 2000 anos, inúmeras pessoas viram Jesus. Ele ele nasceu em Belém. Aí fugiram pro Egito por causa da perseguição de Herodes. Mas logo criança ele voltou para Nazaré e cresceu em Nazaré. O povo todo conhecia ele. Ah, mas ele não tava fazendo nada. Ele começou a sua pregação e em Nazaré a experiência dele foi muito negativa. A daí aquela fala de ninguém é profeta em sua terra. Ou esse daí não é o filho de José, o carpinteiro. Gente, deu para isso agora. Que coisa, né? Veja, nas nos outros lugares onde Jesus caminhou, ele se encontrou com inúmeras pessoas. Quantos desses seres, nós mesmos, que talvez estivéssemos lá em vidas passadas, a gente não sabe quantos entenderam o que ele tava dizendo, quantos sequer perceberam que ele tava dizendo uma coisa importante, que o que ele tava fazendo era importante. A gente só percebe quando a nossa consciência avança para compreender aquela experiência. É, é a sabedoria de falar em parábolas. você vai entender a parábola em todos os níveis, inclusive os níveis mais profundos e ampliados. Então, que a doutrina espírita pra gente seja essa oportunidade de transformação, porque aí sim a vida se transforma, a gente se transforma, o planeta se transforma. Na hora em que nós decidirmos olhar de um outro ângulo, aquele texto do ponto de vista do Evangelho Segundo o Espiritismo, parece muito simples. Olha, se você olhar do ponto de vista material, as coisas são mais difíceis e limitadas. Se olhar do ponto de vista espiritual, as coisas são mais amplas. Mas é um texto muito profundo, porque o convite é exatamente

lhar do ponto de vista material, as coisas são mais difíceis e limitadas. Se olhar do ponto de vista espiritual, as coisas são mais amplas. Mas é um texto muito profundo, porque o convite é exatamente que nos desloquemos da nossa identificação com a matéria e possamos ver a realidade de um ponto de vista espiritual, como espíritos que somos, que vivem numa realidade que é primariamente espiritual. O mundo espiritual é o mundo normal, primitivo. Então, vamos aproveitar os capítulos de hoje para fazer essa reflexão, para entender essa transformação e não ficarmos tão afetados com coisas que vão passar, porque a gente, ai meu Deus, se acontecer isso, se acontecer aquilo, se acontecer aquilo outro, se o cometa bater, se o cometa não bater, veja, o que transforma realmente é a mudança interior, é a o avanço espiritual, as atividades da Federação Espírita do estado da Bahia prosseguem normalmente. Nós não temos eventos para informar nesse período. Evento final foi realizado o o Congresso Espírita. Teremos eventos agora no dia 25 de dezembro, que é o aniversário da FEB, no dia 31 de dezembro que é a meditação pela paz. Mas a gente não avisa assim com tanta antecedência, não. Deixa chegar mais perto. O que importa é que nossos grupos de autoconhecimento, nossos grupos de estudos, nossos trabalhos mediúnicos, nossas atividades em geral e nossas reuniões, eh os programas, esse nosso para Viver o Evangelho, vocês são convidados a estarem aqui presencialmente conosco, porque ele é de uma transmissão mista. E o programa do sábado, né, sobre a vivência, ele ele foca o tempo todo na vivência do evangelho. Então, todos estão convidados e nos veremos novamente na próxima segunda-feira. Muita paz.

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