Para viver o Evangelho 157 - Estudo da obra "Ave, Cristo!" Cap. 8

Mansão do Caminho 15/04/2025 (há 11 meses) 58:16 1,800 visualizações

Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa promove uma reflexão profunda sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, trazendo conteúdos enriquecedores para quem busca compreender e vivenciar o Evangelho no dia a dia. Atualmente, a série de episódios está dedicada à análise detalhada do livro "Ave, Cristo!", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. A cada semana, um capítulo da obra é estudado e comentado, proporcionando ao público uma jornada inspiradora pela história e pelos valores espirituais transmitidos na narrativa. Com uma abordagem envolvente e esclarecedora, Para Viver o Evangelho é um convite ao aprendizado e à vivência dos princípios cristãos, fortalecendo a fé e a compreensão dos ensinamentos de Jesus sob a perspectiva espírita. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para não perder nenhum episódio! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro de todas as novidades! #evangelho #jesus #avecristo #emmanuel #chicoxavier

Transcrição

Meus amigos, amigas internautas que nos acompanham pela TV Web Mansão do Caminho, TV FEB, em transmissão simultânea e a todos que estão aqui presencialmente no salão nobre da Federação espírita do estado da Bahia. Nossos avisos habituais de hoje, depois da saudação de uma excelente noite para todos, é que em virtude do feriado, né, na próxima segunda-feira, nosso programa será gerado virtualmente, não aqui no salão. Cada um de nós, eu, Nádia Matos e Jamile Lima, estaremos nas nossas respectivas residências. E de lá, o programa, sem nenhuma interrupção ou solução de continuidade, será gerado virtualmente, sem o presencial aqui. Queremos hoje relembrar que a nossa Suzi e Susana Morrô, que a gente carinhosamente trata como SUS, está aniversariando, é a nossa diretora da sede seccional da sede histórica, a chamada Casa de Pititinga, que fica no centro histórico de Salvador, o Pelourinho. Então, a nossa companheira de luta, de batalhas, de tantas viagens e de uma dedicação ímpar à causa espírita, os nossos votos de um feliz aniversário e de muita saúde. Queremos destacar que teremos no próximo final de semana, já começando na quinta noite até domingo, o congresso de juventudes espíritas do Nordeste, local em Feira de Santana. Teremos a participação de jovens ou de suas representações dos nove estados da do Nordeste, mas da Bahia nos jovens sendo protagonistas desse encontro auspicioso. Nós estaremos fazendo parte dele a partir do sábado à tarde, dialogando com jovens evangelizadores ou não. No próximo dia 27, fechando já esse mês, quase na chegada de um novo feriado que acontece dia primeiro de maio, na quinta-feira, nós vamos ter no dia 27, um domingo, o encerramento da caravana baiana da fraternidade. vai ser aqui no salão da federação na manhã do domingo, desde as 8 até às 13 horas, de modo que encerraremos com júbilo, com muita alegria, com muito prazer, essa atividade que começou em fevereiro, vai até o final de abril, em outras regiões até continuar por causa das distâncias

s, de modo que encerraremos com júbilo, com muita alegria, com muito prazer, essa atividade que começou em fevereiro, vai até o final de abril, em outras regiões até continuar por causa das distâncias imensas do estado da Bahia, que são as visitas fraternas às casas espíritas, as institui que em nosso estado somam-se por quase 800 casas espíritas, 220, 250 na capital e o restante no interior do estado. E por último, dia 30 de outubro, você tem algum compromisso? Pois eu vou lhe dar uma ótima dica. Venha para o 21º Congresso Espírita da Bahia, de 30 de outubro, quinta-feira à noite, abertura até o domingo, dia 2 de novembro, dia dos corpos finados. E esses são os que mais comparecem no Congresso, né? Não pagam o ingresso, já estão livres do corpo. Aí eles lotam o hotel Fiesta, temos 100 vagas e até ontem já assinalávamos 50 pessoas. inscritas. Então, temos em tese 1000 150 vagas para encarnado. Desencarnado tá absolutamente livre para participar deste congresso. Dito esses avisos, hoje temos um momento todo especial, né, Nádia? sem Jamile, a nossa terceira participante daqui, colaboradora, hoje foi vitimada por uma virose e está se recuperando em casa, ainda sem condições de atuar conosco por causa do instrumento da fala que tem que ser poupado. Então, eu e Nádia faremos a atividade de hoje, que é a abertura da segunda parte. Temos aí pela frente sete dramáticos capítulos na narrativa apaixonada de Emanuel. Provas e lutas. Continuam nossos personagens já conhecidos da primeira parte, mas vão entrar personagens novos, seja por adesão, porque já estavam no mundo, seja pelo fator da reencarnação. Quem vai começar? Nadia Matos. Muito boa noite a todos. É uma alegria estarmos juntos novamente e estarmos acompanhando esse romance extraordinário, porque eu considero eh Mano é um excelente escritor de romances, ele sempre prende a nossa atenção. Que que vai acontecer nesse capítulo que é o primeiro da segunda parte? Primeiro a gente tem uma passagem de tempo, certo? Nós temos aí a passagem

ritor de romances, ele sempre prende a nossa atenção. Que que vai acontecer nesse capítulo que é o primeiro da segunda parte? Primeiro a gente tem uma passagem de tempo, certo? Nós temos aí a passagem de uns 15 anos mais ou menos, onde se encontra aí a o pessoal no ano 250 depois de Cristo. Eh, perseguições enormes, temos um novo imperador e as perseguições aumentam muito, mas nesse capítulo essas perseguições não vão afetar os nossos personagens, não. É um pano de fundo. E Emanuel começa dizendo isso, que é um período difícil pros cristãos, porque o novo imperador detesta também o cristianismo e procura eliminá-lo de qualquer forma. Mas dada essa informação geral, ele passa a nos dar notícias das mudanças de Taciano. A gente viu o finalzinho do da primeira parte, não é? Em que pé estava a relação dele com Helena, etc. E eh agora nós vamos ver as mudanças que Taciano sofre, as experiências que ele passou. Ele agora já tem duas filhas, porque uma já tinha nascido, Lucila. E tem uma Lucila tá com 15 anos e temos agora uma menina pequena chamada Blandina, que ele adora, que é ótimo, é assim, muito afim com ele. Ele vai falar da família Vetúrio, vai dar notícias. Esse é um capítulo que dá notícias dos personagens, dá notícias das transformações que eles passaram nesse período e dá notícias do que tão fazendo, porque aí nós vamos ter desdobramentos. No final desse capítulo primeiro da segunda parte, como Marcel falou, vão entrar novos personagens que vão ser muito importantes e nós vamos então comentar aqui os vários aspectos dessas experiências narradas. Eu vou falar um pouquinho das mudanças de Taciano. Vimos que ele ficou sabendo quem era verdadeiramente o Opílio Vetúrio, o padarasto dele, que ele considerava como um pai. Vimos que ele ficou sabendo quem era o pai. Então ele assiste os últimos momentos de quinto varro na vida física. Ele fica informado de toda a trama que foi feita, o crime cometido por Opílio e e Flávio Súbrio também. Ele fica muito chocado com isso,

ele assiste os últimos momentos de quinto varro na vida física. Ele fica informado de toda a trama que foi feita, o crime cometido por Opílio e e Flávio Súbrio também. Ele fica muito chocado com isso, mas vamos observar que isso impactou muito ele, obviamente, mas não produziu mudanças externamente. Que que aconteceu? Ele continuou casado com Helena, ele continuou sendo genro de Opílio Vetúrio, ele continuou ali, mas internamente a situação mudou muito. Ele que se considerava um filho, ele sempre se considerou um filho da família e era tratado como tal por Opílio Vetúrio. Eles romperam completamente sem terem jamais voltado a conversar depois daquele dia terrível que Opílio foi com ele até o calaboço, onde onde Quinto Varro estava eh desencarnando. E quando ele viu que tudo estava dito, Emanuel diz que ele foi embora. Desde foi embora, nunca mais conversaram. E é Manuel relata que existe um ódio surdo de parte a parte. Então, Taciano odiava Vetúrio, Vetúrio odiava Taciano, mas não brigavam, não conversavam nem nada. Helena estranhou, mas nada foi dito a ela. Isso é um detalhe que eu acho que é importante a gente refletir quando formos falar da personalidade de Helena. Não foi dito nada, não foi dada nenhuma explicação. Ela botou na conta das esquisites do marido, porque Taciano se tornou uma pessoa mais fechada, se tornou uma pessoa mais em si mesesmada, triste, porque ele descobriu muitas coisas na vida dele que não eram verdadeiras. E também ele sofria porque ele via que ele não tinha, ele gostava de Helena, se criou com ela, mas nunca reparou qual era a essência de Helena, que era uma pessoa muito fútil, muito vaidosa, muito sem profundidade. E ele que tinha essa semelhança com o pai, né, ele era uma pessoa que gostava de filosofia, ele odiava cristianismo, continuou odiando, mas ele gostava muito dos filósofos, era muito religioso no sentido da religião romana. E ele orava, a filhinha Blandina ia com ele todo dia. Ele de manhã eles oravam no altar aí da da deusa, que era a deusa protetora da

o dos filósofos, era muito religioso no sentido da religião romana. E ele orava, a filhinha Blandina ia com ele todo dia. Ele de manhã eles oravam no altar aí da da deusa, que era a deusa protetora da casa dele, da família dele. Eh, ele vai observar que na casa dele havia um novo auxiliar. O que que Vetúrio fez? Vetúrio ficou com raiva dele, sabia que era culpado, mas não fez nada. Só que Vetúrio, ele sempre teve um amor maior do que todos, que é o dinheiro. Então ele colocou, em vez de deixar para não deixar o dinheiro a a a eh a a era a herdade, né, a propriedade nas mãos de alguém que agora não era nada para ele, era um inimigo, ele faz o quê? Ele coloca um indivíduo teódulo, um escravo liberto que era eh vinculado a ele para tomar conta das coisas, para dar notícias, para ser a presença dele, para ele saber o que tava se passando. E esse indivíduo começa a ter um relacionamento com Helena. Então, eh, Taiano vai passar pela mesma experiência do pai. O que que ele escolhe fazer? Ele escolhe focar no trabalho. Então ele se dedica muito ao trabalho, mesmo sabendo que aquilo nada era dele. Às vezes ele tinha vontade de comprar uma propriedade para si mesmo, depois desistia. Ele não se sentia obviamente dono de nada, mas muito vinculado à filha e de vez em quando ele se lembrava do pai. Então, a memória de Quinto Varro estava dentro dele e ele ia observando como muitas vezes eh na vida ele pensava assim, agora com a maturidade ele dizia: "Mas eu não sei como meu pai aguentou isso. Eu não sei o que foi que ele que como ele pôde suportar isso." No livro dos upanhades, vinculado ao povo Vedanta. significando a palavra ajoelhado aos pés do mestre para aprender. Há uma prece que diz: "Senhor, ensina-me a transitar da treva para luz, da mentira para a verdade e da morte para a imortalidade." Tomando esta sintética oração que o discípulo faz aos pés do Babade, do Mestre, do guru dentro do contexto do pensamento indiano, nós contemplamos que Taciano já não é mais a mesma pessoa. Há um impacto intenso

ta sintética oração que o discípulo faz aos pés do Babade, do Mestre, do guru dentro do contexto do pensamento indiano, nós contemplamos que Taciano já não é mais a mesma pessoa. Há um impacto intenso psicológico e emocional nele, que se iniciou quando o pai desencarnado e ele também o visitou diante de uma estátua do deus Hélios, onde aquele rapaz vulgar e absolutamente depravado fora da matéria, jungia-se ou vinculava-se aos bacanais, ao despaltério daqueles tempos em que ele se encontrava. estava fora do corpo. E o pai lhe surge quinto Varro, anunciando que ambos vão descer a matéria na condição de pai e filho para compreenderem a verdadeira essência da vida. O rapaz se joga ao chão e chora copiosamente, gritando as palavras: "Meu pai, meu pai". Muitos anos se passam e o segundo impacto é quando ele então descobre por uma confissão de Flávio Súbrio, o homem de conduta questionável, de comportamento profundamente censurável, pendia o final da vida para o cristianismo. E num rasgo de loucura, Flávio Sbro tenta reaver o domínio sobre si mesmo, esclarecendo fatos que Taciano ignorava. E ele tem um inesquecível e impactante encontro com o pai nas vascas da morte. Depois de algumas machadadas no tórax, quintarro, nosso personagem irmão Corvino, está se despedindo do mundo. E naquele momento não tce armas teológicas com o filho, porque não é o momento apropriado. Volta ao plano espiritual para se preparar. E curiosamente nós temos agora um capítulo em que toda a atuação dele nem sequer é mencionada. Em 17 páginas, Emanuel narrador não diz em nenhum momento que Quinto Varro, agora desencarnado, de posse plena das suas faculdades no além, interfere diretamente. Nós sabemos que interferiu sim. Há momentos em que Taciano dorme profundamente angustiado, mas parece que sorve uma anestésico e depois entra num sono suave. ou a intervenção do Pai. Então, os espíritos interferem em nossos pensamentos e em nossos atos muito mais do que imaginamos. De ordinário são eles que nos dirigem. Mas

o e depois entra num sono suave. ou a intervenção do Pai. Então, os espíritos interferem em nossos pensamentos e em nossos atos muito mais do que imaginamos. De ordinário são eles que nos dirigem. Mas Emanuel consegue num capítulo inteiro falar apenas do enredo dos personagens que já conhecemos e dos novos que vão aparecer. Taciano tem duas filhas e duas filhas bem diferentes. Lucila no ardor da adolescência é festeira, gosta da do distanciamento do pai, não pensa como ele, prefere. A sintonia é maior com a mãe, é a primogênita, mas blandina é aquele anjo alcandorado que desce da vida maior para ser a companhia do pai naquele momento crepuscular do pensamento. Taciano carrega feridas, moças, nódoas na alma de tudo quanto aconteceu. Separou-se do pai adotivo completamente, agora seu sogro. e agora procura se libertar dele economicamente, mas fazer isso como se a esposa Helena, que ele deu as duas filhas é devassa e libertina e vai se permitir mais tarde ao envolvimento com o próprio serviçal que foi designado para ficar ao seu lado e proteger a herdade de Opílio Vetúrio. Por isso mesmo, o capítulo torna-se dramático, porque alguém busca da verdade e sempre que a encontra essa verdade o empurra para os braços do Cristo. Ah, esse Cristo que persegue Taciano até que ele possa abandonar as sombras e gravitar dos baixios do mundo para as luminosas instâncias do infinito. Quando? Aguardem. É verdade. Essa essa forma que Emanuel tem de descrever a situação, ela vai permitir que nós possamos fazer várias reflexões. Eu penso que essa é uma das riquezas mais importantes da obra de Emanuel. Eh, eu penso que é onde a gente vê, sabe, Marcel, a qualidade espiritual da história, porque tem romances que só mexem com as nossas emoções. O, as obras de Emanuel, elas vão fazer a gente refletir. Por exemplo, vamos pensar no personagem Vetúrio, opilio Vetúrio. É, ele tem camadas, ele não é um personagem simples, banal, não é assim. Ele é mau e pronto. Ele é um assassino e pronto. Ele pode ter mandado

mplo, vamos pensar no personagem Vetúrio, opilio Vetúrio. É, ele tem camadas, ele não é um personagem simples, banal, não é assim. Ele é mau e pronto. Ele é um assassino e pronto. Ele pode ter mandado matar a mulher e pronto. Ele mandava matar todo mundo que atrapalhava a vida dele e pronto. Não é tão simples. Nós vimos na primeira parte que ele fez um ótimo casamento com eh Cíntia. Era um bom marido, era atencioso, era cuidadoso com ela. Ela gostava dele, ela se sentia bem. né? Eh, ele foi muito amoroso com o filho de de seu inimigo, que ele mesmo mandou matar, que o homem não era inimigo dele, ele que era inimigo de quinto varro, né? Quinto varro não fez nada a ele, mas ele foi, veja, eh, criança sabe quando é bem tratada, quando é querida. E ele cresceu se sentindo ótimo, se sentindo parte da família. Ele nunca sentiu assim que Galba e Helena eram filhos e que ele não era nada. Ele sempre se sentiu filho. Então esse homem que é Opílio Vetúrio, ele tem com certeza qualidades. Ele tem com certeza algo de bom dentro dele. É muito bom a gente refletir nisso porque o a frase do Evangelho Jesus diz: "Não julgueis". E a gente continua julgando. Não, fulano é ruim, fulano é maravilhoso, fulano é um um missionário descido à terra. Aí no dia que fulano escorrega, diz uma coisa, faz uma coisa, que absurdo, tô tão chocada, como é possível? Bom, você criou uma fantasia e agora você está destituído dessa fantasia. Por quê? Porque trabalha com a ideia de uma uniformidade que não existe nos seres humanos. Porque o mesmo Opílio Vetúrio, que criou com todo o carinho eh o filho de Quinto Varro, que foi assim um bom marido para Cíntia, o tanto que pôde, era este que Emanuel vai dizer que o ouro para ele é tudo e que então ele vai sempre procurar manter o ouro dentro da família. Foi por isso que ele sugeriu o casamento de Helena com Taciano, porque ele considerava Taciano como um filho, então tudo ia ficar dentro da família. E é por isso que nesse capítulo ele vai propor Galba, aquele que nunca foi, esse

o casamento de Helena com Taciano, porque ele considerava Taciano como um filho, então tudo ia ficar dentro da família. E é por isso que nesse capítulo ele vai propor Galba, aquele que nunca foi, esse é raso, esse é um personagem sem complexidade. Emanuel vai dizer que tudo que ele gostava era de farra e mais nada. Ele nunca, ele se se entediava com qualquer pensamento um pouquinho mais profundo. E 15 anos depois ele continua na mesma. É reportado que ele está na mesma vida de farra, de de devacidão, de esbórnia, de desperdício. Ele nunca fez nada sério. Ele nunca se tornou um homem responsável na vida, nada. E aí a brilhante ideia de Opílio Vetúrio, qual é? é de casar a neta que tem 15 anos com esta bela criatura. Quando eh quando o Taciano fica sabendo dessa ideia que o sogro teve, fica horrorizado, não concorda. E Helena é super a favor do pai. Eu quero chamar atenção pra forma como Helena é tratada. Ela não é respeitada como uma pessoa adulta. Ela é esposa dele. A meu ver, ele teria que ter informado a ela do que aconteceu. Ela ia ficar a favor do pai, eu não ia. Ela o que quer que fosse, ela teria o direito. Não, o que ela tem é um silêncio, que aparentemente é uma proteção, mas não ajuda essa mulher a crescer, não ajuda essa mulher a desenvolver maturidade, a enfrentar problemas na vida. E são as as pessoas, o marido e possivelmente o pai, que vão se queixar de que ela leva uma vida dissoluta. O que foi mesmo que foi dado a ela como oportunidade de enfrentar a vida? Em nenhum momento, mesmo nessa hora, Taciano não diz nada. Ela diz: "Tá vendo? Você é contra meu pai. Essa é uma oportunidade ótima de minha filha se casar e tal. A fortuna fica dentro da família. Então, essas lutas que a gente encontra na família de Taciano, elas nos remetem a discussão que Kardec faz sobre o bem e o mal lá na Gênese, onde ele vai falar que o bem, o que hoje é um bem, porque nós temos um nível evolutivo ainda muito básico, como homens primitivos, etc., Mais tarde vai ser um mal, porque a

o bem e o mal lá na Gênese, onde ele vai falar que o bem, o que hoje é um bem, porque nós temos um nível evolutivo ainda muito básico, como homens primitivos, etc., Mais tarde vai ser um mal, porque a gente precisa aprender leis mais sofisticadas, o perdão, o amor, e que a lei de Deus está escrita na consciência das pessoas. Então, conforme a consciência avance, eles vão percebendo melhor o que é bem e o que é mal. Taciano não, eh, Opílio Vetúrio era regido pela lógica do interesse pessoal. Ele podia ser muito amoroso com Cíntia, ele podia ser muito amoroso com Taciano. Na hora que afetava o interesse dele, na hora que o crime dele foi descoberto, acaba o amor. É preciso ver que essa essa posição diante da vida, a posição que na escala espírita é atribuída aos espíritos imperfeitos, é a posição daqueles que não estão prontos para o serviço, não estão prontos para a renúncia do interesse pessoal, não estão prontos para fazer o bem a todos, estão prontos apenas para defender os seus interesses. Então, enquanto esses interesses não são afetados, são pessoas maravilhosas. Na hora que os interesses são minimamente arranhados, aí é você vê a realidade dessa expressão. Então, opil vetúrio, segue a vida como sempre foi. Se tá dentro do interesse dele, ele é a melhor pessoa do mundo. Se fere o interesse dele, ele se transforma praticamente numa fera, manda matar com a maior facilidade, se afasta. alguém que ele considerava um filho, ele se ele toma como um inimigo e daí ele prossegue. É uma personagem que ainda vai render muita coisa na nossa história. Emana destaca o período de tempo, o ano 250 da nossa era. Portanto, estamos falando de algo como 1875 anos atrás, de modo a compreender de que os antoninos haviam saído de cena, Severos e outros, e Décio havia chegado ao poder de maneira inescrupulosa. Até então, os imperadores de Roma, que já estavam em decadência rumando para a extinção, a supremacia dos bárbaros iria impactar as fronteiras de Roma, colocando ela ao final. Era o

ira inescrupulosa. Até então, os imperadores de Roma, que já estavam em decadência rumando para a extinção, a supremacia dos bárbaros iria impactar as fronteiras de Roma, colocando ela ao final. Era o período de graves perseguições contra o cristianismo. Tão décio, depravado, lavrou e determinou que todas as diretrizes legais e ilegais fossem despejadas como uma chuva cáustica sobre os cristãos. A mortandade em Roma, em Antióquia da Psídia, em Alexandria no Egito, na própria Lon e em outros lugares era terrível. Os massacres, os genocídios, milhares de pessoas perderam a vida. Leonir considera que naquele período de perseguições, desde Nero, no ano 58 até Diocleciano em 305, houveram 10 grandes perseguições, 249 anos de perseguições implacáveis. E nesse período, cerca de 3 milhões de cristãos foram extraídos do mundo sob sofrimentos os mais atrozes. Lá em Lyon, a situação aparentemente estava calma, porque os grupos cristãos estavam dispersos ou desaparecidos ou mortos, mas havia cristãos. E aí é que vai surgir as os enredos da vida, que não são por acaso, são circunstanciais ou são programados no além. Eis que Helena, a fútil esposa de Taciano, recebe uma carta de Roma, do pai Opílio, solicitando a presença dela, também de Taciana e das duas netas que ele não vê há um ano. E ela então resolve viajar e chama o marido que mais uma vez se excusa, alegando questões de trabalho, porque ele trabalhava muito na herdade, que não era dele, era um mero administrador e sobretudo porque Helena, por ser muito fútil e devassa, tinha estipêndios financeiros muito altos na corte de Lyon, onde gastava voltosas somas nos seus disparates daquele período em que ela vivia embriagada pelo prazer. Portanto, ele tinha que trabalhar para se manter e os custos da mulher que era absolutamente perdida, desorientada. Então, ele se recusa aí e ela resolve levar a filha blandina, que é profundamente vinculada ao pai por afetos, por ligações do passado. E a menina em Viena, na Áustria, adoece.

perdida, desorientada. Então, ele se recusa aí e ela resolve levar a filha blandina, que é profundamente vinculada ao pai por afetos, por ligações do passado. E a menina em Viena, na Áustria, adoece. tem febre, uma febre emocional. E ela percebendo que a menina vai morrer se insistir em levar em Roma, manda notificar rapidamente pelos correios da época. Você imagina como devia ser o correio da época, um barco, utilização de cavalos. E Taciano vai buscar a filha reintegrando. E os dois passam a ser cúmplices no bem, pai e filha. Os grandes passeios pela herdade, até que um dia, em um certo local, às margens de um rio, eles ouvem uma mulher cantando, uma voz dulçurosa que parece traduzir um poema de uma beleza incomum. Papai, quem estará cantando com esta beleza? Não sei. Vamos conhecer. Era uma jovem de beleza lirial, loira, de olhos azuis como duas pedras de safira engastadas dos olhos. De imediato, há uma afinidade imensa entre o moço casado e aquela moça e a menina. Ela então leva para conhecer o pai que é Basílio, um consertador de violinos. A gente chama o afinador de violinos de lutier. A pessoa que conserta violões e e violinos, qualquer instrumento de corda, é um lutier. Então ele é um lutier. Só que não existia o violão na época, existiam as cítaras, os alaúdes, as rebecas e outros instrumentos que antecedem o violão, o violão celo, o contrabaixo, o próprio bandolim e outros instrumentos de corda. Então, conhece Basílio e a afinidade é tão grande que ao final deste capítulo Mano ressalta que Taciano ficava olhando para aquela dupla Basílio, o velho, beirando 70 anos e Lívia, tão jovem e se perguntava mentalmente: "Mas de onde é que eu conheço esses dois?" Por mais que buscasse na memória, não se recordava. Emanuel, dá uma pista. Quem eram aqueles personagens? Certamente pessoas do passado de Taciano, mas não Quintuvarro. Quintarro ainda estava no plano espiritual. E Blandina é uma personagem que mais tarde revelada pelo Chico e por também um companheiro que foi muito parceiro de

assado de Taciano, mas não Quintuvarro. Quintarro ainda estava no plano espiritual. E Blandina é uma personagem que mais tarde revelada pelo Chico e por também um companheiro que foi muito parceiro de Chico Xavier em Uberaba e que escreveu obras memoráveis, sobretudo livros mediúnicos, mas também livros biográficos sobre o Chico. tratando ele vem dizer que essa blandina viveu neste século XX, viveu pouco tempo, mas deixou uma marca impressionante de caridade. Portanto, daqui a pouco nós descobriremos essa personagem que nos enleva. sempre tem ess bastidores. Eu me lembro quando eu era criança assim, adolescente e eu nem conhecia espiritismo, mas eu achei um livro, um romance espírita na minha casa, parecia espírita, não sei porque não tinha capa, mas eu achava legal porque era três romances em um, porque mostrava uma encarnação, aí mostrava quando eles desencarnavam a vida deles no mundo espiritual e depois mostrava outra encarnação. Então eu achava aquilo uma beleza. Você comprava um livro, ganhava três. Então, sempre tem eh os bastidores desses processos, tal como tem na nossa vida. E como nós, ele não tem o conhecimento da do que é, né, realmente. Ele tem a sensação. Ele gostou imediatamente de Lívia. Lívia gostou imediatamente dele. Ele gostou imediatamente de Basílio, senão a gente podia dizer, não é uma questão de paixão, é porque é um homem e uma mulher. Não, ele gostou imensamente de Basílio e também foi correspondido. E Blandina também. Então nós vamos ver que configuraçõ aí a gente vai lembrar na nossa reflexão como as configurações familiares elas nascem na realidade do espírito. As configurações familiares que são somente materiais elas são totalmente transitórias. A pessoa pode até ser um bom pai, uma boa mãe, um bom filho, uma boa filha, um bom irmão. E mas acabou aquela vida, não há mais interesse, não há mais ligação. Ao desencarnar, o espírito retuma seus vínculos espirituais, que estes sim sobrevivem à matéria. Mas quando o ser encarnado recebe um

as acabou aquela vida, não há mais interesse, não há mais ligação. Ao desencarnar, o espírito retuma seus vínculos espirituais, que estes sim sobrevivem à matéria. Mas quando o ser encarnado recebe um filho, o livro dos espíritos vai nos dizer que ele tem a responsabilidade de educar esse filho. E educar para quê? Educar para a evolução espiritual. É esse o objetivo espiritual da paternidade, da maternidade, da educação dos filhos. A maioria de nós vive muito distante da consciência de ser um espírito imortal. Nós achamos que temos obrigação, inclusive espiritual, de dar uma ótima educação paraos nossos filhos, pagar boas escolas, não é? oportunizar, que ele se desenvolva fisicamente. Aí vai curso de judô, curso de de esporte, de não sei quê, dança, balé, é, e que ele se desenvolva emocionalmente aí trabalhos e vivências e terapias e não sei quê, que ele se desenvolva cognitivamente. Aí tem que estudar inglês, que é para falar quando é pequenininho, que é para falar sem sotaque. nunca consegui entender bem qual é a vantagem disso, mas a não ser que a pessoa queira fingir que é do país, né? Mas enfim, é uma coisa muito valorizada. Is, veja, nós cercamos nossos filhos de tudo que a gente conhece como sendo bom para eles. E é bom, ótimo, beleza, maravilha. Mas tem uma coisa que é não é boa, é insubstituível, que é o estímulo à evolução espiritual. E isso é uma coisa que nós vamos ver pelo tipo de vínculo que Basílio e Lívia tinha. Isso é descrito mais ou menos assim: Basílio era um pai que ele estimulava o que havia de melhor espiritualmente em Lívia. Ele fazia isso. Esse era o caminho dele. Quando a gente volta pra família de Vetúrio, isso nunca foi feito. Taciano, lá atrás, quando ele ainda era casado com eh com Cíntia e que ele tava perto do filho e ele tinha planos de educar o filho. Ele tinha sim o a ideia que já era do espírito inclusive de aproximá-lo do Cristo, de ajudá-lo a evoluir espiritualmente, se tornar um ser melhor. Mas era só Taciano. Eu falei há pouco da educação que Helena recebe é a

ideia que já era do espírito inclusive de aproximá-lo do Cristo, de ajudá-lo a evoluir espiritualmente, se tornar um ser melhor. Mas era só Taciano. Eu falei há pouco da educação que Helena recebe é a mesma que ela dá à filha. Então, não é proporcionado a ela, não é proporcionada a ela a oportunidade de enfrentar a vida. Lá atrás ela ficou grávida, ela não pediu ajuda de nenhum adulto da família, né? Ela escondeu a gravidez, deu a criança, etc. e acha que resolveu o problema. Então, eh, não há uma ideia de que amadurece-se quando se enfrentam as dificuldades e não há a oportunção desse enfrentamento. A gente não vê isso. Lívia e Basílio passaram por muitas dificuldades, sofreram a pobreza, sofreram eh conflitos, problemas, tiveram de se mudar. Ele passou por muita dificuldade, ela precisou trabalhar inclusive, né, que não era uma coisa comum sendo uma mulher, geralmente era o pai ou marido que trabalhava nessa sociedade patriarcal, mas de qualquer modo ela na eh Basílio não evitou que ela encontrasse a realidade da vida. E isso é algo que amadurece profundamente. Nossos personagens, eles não vão ter essa, os personagens da família de Vetura, eles não vão ter essa experiência. Temos Blandina, que é muito pequena, ainda tá com 7 anos, e que o pai cerca de amor, de carinho, de cuidado, etc. Ele também não tem uma ideia mais ampla. Mas blandina, aí vem o segundo elemento. Blandina é uma pessoa, é um espírito mais avançado, é um espírito mais sensível, é um espírito mais evoluído. Então é um espírito que já procura por si mesmo as coisas elevadas. os demais precisariam de estímulo, de orientação, de firmeza, de amor, de direcionamento. E a gente muitas vezes não tá encontrando nesses personagens essa eh educação espiritual. Nós herdamos da primeira parte composta de sete capítulos, como essa segunda também o tem a mesma quantidade, uma série de personagens envolvido em sombras, as sombras íntimas e as sombras de conflitos, de atos, de atitudes ocultas que não foram reveladas, mas cada um

segunda também o tem a mesma quantidade, uma série de personagens envolvido em sombras, as sombras íntimas e as sombras de conflitos, de atos, de atitudes ocultas que não foram reveladas, mas cada um sabia sombra que carregava. Quando falamos da personagem Helena, atual esposa de Taciano, nós temos que convide que ela teve três filhos, aquela que abandonou e que hoje vai ressurgir como Lívia, a filha adotiva de Basílio, que teve uma filha que a morte arrebatou. A mulher desencarnou, Júlia Glaubba desencarnou contaminada pela peste por tentar salvar a sua ama e deu praticamente a sua vida por aquela senhora que conseguiu arrancar da morte, mas ela sucumbiu doando a sua em favor da outra e deixou Basílio como uma filha Lívia que morreu. Agora adotivamente volta uma outra menina que ele encontra e dá o nome de Lívia, como se Deus restituísse a filha em nova indumentária. Taciano, o personagem que vivia muito bem na primeira etapa, apenas com a saudade do pai, porque foi criado por um padrasto. Ele então trazia mágoas profundas depois daquelas revelações que Flávio Súbrio fez. e em particular do contato no estágio das vascas da morte com o pai, que se revelou como sendo o personagem que limpava o seu jardim. Agora com o tórax praticamente decepato. Nós temos Cíntia que enlouqueceu porque não aguentou tudo aquilo que as verdades lhe sopraram no final da vida. Opílio estava revestido de crimes ocultos. Quantos assassinatos ele não cometeu para aquelas autoridades de Roma que o remuneravam? Então, nós temos uma série de personagens, cada um andando com suas cruzes invisíveis. Não são cruzes de madeira propriamente ditas, são cruzes invisíveis atadas aos indivíduos que as portam, levando as suas ulcerações pelas estradas insondáveis do destino. Agora, a Helena, que nem de longe recorda aquela mocinha que se envolveu com Emiliano, que morreu numa guerra, ela recorda a personagem que deu duas novas meninas. a ao novo marido. Então, nós temos Lucila, já aqui mencionada, doidivana,

orda aquela mocinha que se envolveu com Emiliano, que morreu numa guerra, ela recorda a personagem que deu duas novas meninas. a ao novo marido. Então, nós temos Lucila, já aqui mencionada, doidivana, com seus 15 anos, querendo fluir tudo que Roma podia oferecer. E também, Blandina, mas que atitude diferente e comportamento tinha essa menina. Isso demonstra que mesmo nas nossas lutas mais acercas, nos nossos momentos mais caóticos de uma reencarnação, a divindade manda determinada chuva de bênçãos. Há momentos felizes, já que a Terra não é um planeta de felicidade perene. Isso tá muito claro na questão 920 de o Livro dos Espíritos. Não aguardemos na terra uma felicidade perenne, até porque nós não suportaríamos estar permanentemente felizes. Tamanha o o os clamorosos erros dos nossos do nosso passado, do nosso pretérito. Então, vivemos momentos felizes, semanas muito dadivosas, meses que parecem primaver. Quando menos espera, lá vem a chuva de ácido, lá vem as borrascas, as mortes em famílias, as catástrofes financeiras, as derrocadas do emprego, as enfermidades cruéis que arrebatam aquele corpo que era cheio de saúde. Então, por isso, nesse momento, nossos personagens vão viver algum momento de bondade, de reencontro, almas afins, começam alguns momentos de alegria. Taciano, que estava árido e seco por dentro, vai encontrar em Lívia a proposta de um reencontro feliz para a construção de uma nova conjugalidade que não foi possível. Nós vamos ver que Blandina vem ser o anjo que mais tarde vai ser tocado pela mensagem cristã. E Blandina que nos chama a atenção. Como essa menina trazia uma mensagem do infinito. Reencarnou-se no século passado com o nome de Meimei no interior de Minas e foi a esposa de Arnaldo Rocha, um grande companheiro da vida mediúnica de Chico Xavier. Então essa personagem vai acabar sendo cristã ao final da vida, como também Taciano começa a desconfiar que o próprio Basílio, da maneira como biografou-se a sua luta, mudando de cidade em cidade de

. Então essa personagem vai acabar sendo cristã ao final da vida, como também Taciano começa a desconfiar que o próprio Basílio, da maneira como biografou-se a sua luta, mudando de cidade em cidade de sabores a mulher carregada pela peste, a filha morrendo em terra idade, ele acaba vindo para Lon, onde passa a consertar um outro equipamento. Mas Taciano promete a ele que tem muitos amigos que possuem esses instrumentos de corda e que vai garantir que ele vai ter trabalho abundante na cidade. Mas daí em diante esses personagens vão se envolver por liames de natureza psíquica espiritual, rumando para um desfecho absolutamente comovedor. E aí nós vemos como nesses nesse capítulo, veja, os próximos capítulos, nós estamos começando somente a segunda parte e eles vão desenvolver todas essas tramas como Marcel mesmo já assinalou. esse vínculo com Basílio e Lívia, eh, a situação de Helena em relação a Roma, a situação de Lucila, o a relação de oculta, né, de Helena com o Teódolo. Enfim, há várias coisas aí que a ver literária de Emana já está desenhando de modo que vão se desdobrar mais para diante. Beleza? Cabe-nos eh refletir qual é a relação dessa família tão antiga, uma outra cultura, uma outra época, um outro contexto, coisas tão antigas que não tente. O que a gente pode aproveitar para a nossa vida? Eh, e aí a minha proposta é que a gente releia ou leia o capítulo pensando muito na nossa vida familiar, como é que nós aproveitamos as relações familiares, porque se há afinidade extraordinária, como vemos entre Blandina e Taciano, como vemos entre Lívia e Basílio, é fácil, basicamente é usufruir. Porque você está ali num ambiente que alimenta a sua alma. Tem um capítulo em nosso lar, no livro nosso lar, que se chama Amor, Alimento das Almas. É muito interessante porque vai dizer que abstraindo-se todos os elementos materiais, frutos, caldos, qualquer coisa que a gente vá usar para se nutrir o próprio oxigênio, na essência, o que alimenta todos os seres é o amor, né? no sentido mais profundo, mais

os os elementos materiais, frutos, caldos, qualquer coisa que a gente vá usar para se nutrir o próprio oxigênio, na essência, o que alimenta todos os seres é o amor, né? no sentido mais profundo, mais espiritual, mais completo. Então, estar ao lado, sobretudo na família, de alguém que nós temos afinidade espiritual, que nós temos uma história, é maravilhoso. Todo mundo quer isso. O problema é que é difícil aqui no nosso plano, né? Porque nós temos coisas a resgatar, nós temos muitos aprendizados para fazer e o principal deles é aprender a fraternidade, aprender a amar o outro, muitas vezes aquele que no passado nós menorzamos, nós prejudicamos, nós desrespeitamos, até agredimos e que hoje se encontra na nossa família. Então, o exercício, por exemplo, entre Taciano e Helena, é um exercício de aprender o respeito, de aprender o cuidado. Ele fazia, né, o máximo para ser cuidadoso, mas na minha leitura, a minha reflexão, é que é muito desrespeitoso ele excluí-la totalmente da realidade, como se ela não pudesse nunca ser chamada a avançar. Quantas vezes na nossa família a gente restringe uma pessoa a uma forma de ser e ao invés de estimular as mudanças? Quantas vezes a gente disse: "Não, mas tal pessoa é irresponsável mesmo". Sempre foi assim: "Ah, não, mas tal pessoa não se interessa por coisas espirituais". Ou então assim, tal pessoa só se interessa por coisas espirituais, não quer saber de nada mais material nem nada. a gente tá restringindo quando a função da família seria estimular o desenvolvimento do ser em todos os âmbitos. Uma outra coisa são os dilemas que aparecem. Isso também vai ser desenvolvido nos próximos capítulos, mas é muito óbvio que Taciano tá muito insatisfeito com o casamento. Eh, Helena nem fica muito perto, vive viajando para Roma, vive viajando paraa Marcília, vai viajando para tudo quanto é canto. E agora ela tá numa boa desculpa que foi o pai que chamou para resolver o, né, a questão do casamento da da filha dela com o tio, que na época não era uma coisa proibida

ando para tudo quanto é canto. E agora ela tá numa boa desculpa que foi o pai que chamou para resolver o, né, a questão do casamento da da filha dela com o tio, que na época não era uma coisa proibida nem coisa nenhuma, era natural. Eh, e aí o que que acontece? Nesse deserto afetivo da conjugalidade, ele encontra uma moça linda, cheia de virtudes, uma criatura toda com os interesses parecidos com ele, com os dele, uma musicista linda, cantava que era uma maravilha, tocava, né? É uma pessoa que tem ideais espirituais. Veja quantas vezes na nossa vida, e nem vou entrar na questão de casamento, adultério, quantas vezes na nossa vida é muito mais interessante estar ao lado de uma pessoa X ou Y, porque é muito legal, é muito agradável, alimenta a nossa alma, mas o dever nos prende ao lado de outras pessoas. E aí a gente às vezes não se dedica como deveria, a gente não cultiva o amor por essa outra pessoa que se torna um impecío, um desconforto, um problema. Tem várias coisinhas que nós podemos sim refletir, podemos trazer para nossa vida e podemos aprender com o evangelho, aprender com a doutrina espírita que determinadas soluções são soluções aparentes. Elas atendem ao que desejamos hoje, mas comprometem os nossos projetos de felicidade a longo prazo, enquanto outras soluções que são desagradáveis, desconfortáveis, podem muito bem ser o primeiro alicerce, o início da construção de uma felicidade muito estável no futuro para nós. Vamos pensar sobre isso. É possível que você já tenha atravessado ou esteja atravessando momentos desafiadores. A família tornou-se um ninho de problemas. O emprego sonhado não surge. A oportunidade se lhe escapou por entre os dedos, como grãos de areia, numa vasta praia das tentativas frustradas. As enfermidades insidiosas e cruéis minaram-lhe o entusiasmo e o vigor juvenil. Os amigos desapareceram. As dificuldades avolumaram-se e parece aquele instante, quanto mais se ora, mais assombração aparece no ditado popular. Meime chama isso de O Instante

iasmo e o vigor juvenil. Os amigos desapareceram. As dificuldades avolumaram-se e parece aquele instante, quanto mais se ora, mais assombração aparece no ditado popular. Meime chama isso de O Instante dourado em um livro de uma beleza ímpar que ela intitulou Amizade, onde convida o indivíduo a ter a confiança do alto e aguardar que tudo isso passa. Talvez seja oportuno que deixemos em alguns instantes a selva de pedra, busquemos o campo, as praias, uma cascata, uma nesga de jardim. Quem sabe desliguemos todos os equipamentos, em particular as redes sociais tão barulhentas dos nossos dias, buscando o silêncio e a anamatopeia que evoca e que evola de tudo que é simples. Que busquemos o pirilampo das estrelas, o piar da coruja e dos pássaros noturnos. E talvez encontremos uma voz maviosa que venha a dizer: Estrelas, ninhos da vida. Entre os espaços profundos, novos lares, novos mundos velados por tên. Alá das rosas de seres nascidas ao sol deuses, sois a morada dos deuses que vos engastam no céu. Dizei-nos que tudo é belo, dizei-nos que tudo é santo, ainda mesmo quando apranto no sonho que nos conduz. Proclamai a terra estranha, dominada de tristeza, que em tudo reina a beleza, vestida de amor e luz. Quando a noite for mais fria, pela dor que nos procura, rompei a cadeia escura que nos prenda o coração, acendendo a madrugada no campo de novo dia, onde aventura irradia, eterna a ressurreição. Dai consolo ao peregrino que segue a mercê da sorte, sem teto, sem paz, sem norte, torturado, sofredor. Templos do azul infinito, descerrai à humanidade a glória da divindade na glória do vosso amor. Estrelas, ninhos da vida entre os espaços profundos, novos lares, novos mundos velados por teno e luz. Aladas rosas de seres, nascidas ao sol deuses, sois a morada dos deuses que vos engastam no céu. Arrebatador. Não há muito mais a dizer. É uma característica de Emanuel. Sempre nos romances dele ele coloca um poema, né? Aí a gente sempre tem essa esse aspecto poético. Além de prosa, ele faz

céu. Arrebatador. Não há muito mais a dizer. É uma característica de Emanuel. Sempre nos romances dele ele coloca um poema, né? Aí a gente sempre tem essa esse aspecto poético. Além de prosa, ele faz versos. Mas eu tava aqui pensando que esse capítulo ele nos fala eh chama-se provas e lutas e ele nos fala sobre a vida que construímos, o que é que ela demanda de nós, o que que a vida demandava de Helena que ela não conseguia ouvir, o que que a vida demandava de Vetúrio, que ele seguia cegamente no acúmulo do ouro e na manutenção do ouro na família. O que a vida demandava de Galba, que nem desconfiava, porque eu suponho que Galba, pela descrição, nem parava para pensar, né? Porque Helena pensou, principalmente na primeira gravidez, na morte de Emiliano. Foi muito difícil, mas o Vetúrio pensou quando ele viu ali desmascarado, mas acho que Galba não pensou. Taciano pensa, nós vamos ver, tem uma frase na primeira parte que diz assim: "Agora Taiciano deixou de lutar contra o Cristo fora dele e passou a lutar contra o Cristo dentro dele, porque o Cristo entrou na alma dele e entrou através de de quinto varro. nós vamos ver que ele segue lutando, ele segue buscando que o seu sistema de crenças, que era a religião eh do império romano, pudesse sustentar a sua alma. Ele segue lutando contra a impulsividade, ele segue lutando contra para viver uma dignidade com uma vida que tava muito fora dos planos. Essa essa esse capítulo vai falar dessas provas, dessas lutas e nos convidar a pensar o que é que a vida tá demandando da gente. Não vamos chamar de destino, vamos chamar de planejamento reencarnatório, de necessidade evolutiva e de construção pessoal. Amigo, amiga, estás cansado? Tuas pálpebras estão pesadas. Estás sonolento, cansado das fadigas do dia. E de descansar. Daqui a instantes precisaremos de ti novamente na alvorada dos sonhos. Tagore. Com este poema, nos despedimos hoje para novo reencontro na próxima segunda-feira. Até mais.

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