Para Viver o Evangelho | Episódio 185 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (capítulos 33 e 34)
Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
A vida espiritual é certeza da imortalidade do ser. é proposta [música] de crescimento e novas perspectivas para elevação moral e para o progresso. A espiritualidade [música] trouxe, por meio dos mensageiros do além preciosas informações [música] sobre Deus, reencarnação e também sobre o intercâmbio interdimensional entre encarnados e desencarnados. A vida não cessa e está em constante processo de mudança e evolução. [música] Compreender as dinâmicas da existência é saber um pouco mais sobre nós, respondendo [música] as questões sobre o porquê de estarmos aqui e qual o propósito das encarnações. Para abordar esses temas, a Federação [música] Espírita do Estado da Bahia, P realizará entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro o 21º Congresso Espírita da Bahia, com os seguintes convidados: Alberto Almeida, Pará, Bruno Godinho, Porto Alegre, César Reis, [música] Rio de Janeiro, Fábio Carvalho, Maranhão, Júlio Peres, São Paulo, Margarete Ála, São Paulo, Maí e Braga, Brasília, on Carrara, São Paulo, Rosa Martins, Rio de Janeiro, além da participação do Corpo de Palestrantes da FEB e demais [música] integrantes do estado. 21º Congresso Espírita da Bahia. Nascer, morrer, renascer ainda [música] e progredir sempre. Tal é a lei. 30 de outubro a 2 de novembro [música] de 2025. Fiesta Convention Center, Salvador, Bahia. Inscrições [música] www.feb.org.br. BR. Venha, participe. Caros internautas, boa noite. Boa noite aos nossos irmãos e irmãs presentes aqui no salão da Federação Espírita do Estado da Bahia. Nós gostaríamos só de ratificar para todos vocês que as inscrições para o congresso. Estamos a menos de 5 dias para o nosso encontro na quinta-feira à noite. Vocês podem se inscrever presencialmente na sede da Federação Espírita pelo site da FEB, como já foi informado no vídeo, e também pelo Simpla. Aproveitem porque estamos em fase das últimas inscrições ainda disponíveis e estejam conosco nesse momento de conhecimento, de reencontro, de confraternização, mas acima de tudo
e também pelo Simpla. Aproveitem porque estamos em fase das últimas inscrições ainda disponíveis e estejam conosco nesse momento de conhecimento, de reencontro, de confraternização, mas acima de tudo de fortalecimento da nossa fé e esperança no futuro por meio do espiritismo. esta doutrina bendita que nos permite, então, ter melhores perspectivas existenciais e construção de um futuro muito mais feliz pautado nos ensinamentos do Cristo. Aguardamos a todos vocês no Fiesta Convention Center de quinta à noite até o domingo pela manhã para uma programação muito bem pensada, com carinho e, claro, com palestrantes comprometidos e estudiosos no campo do espiritismo. No dia de hoje, nós temos também uma notícia já do conhecimento dos confrades mais próximos aqui da região de Salvador, mas da nossa irmã Simone Deiró, que retornou à pátria espiritual. E por esse motivo, a nossa gratidão eterna será nesse momento aqui colocada em palavras. Não é só chegar e partir. É preciso amar, plantar e colher. É preciso ser antes de tudo e mais ainda. É preciso se dar para de todo bem receber. Homenagem da Federação Espírita do Estado da Bahia a nossa companheira e amiga Simone Deiró, que partiu para o plano espiritual, seguindo viagem rumo à glória celsa do Pai. Que os espíritos amigos a acompanhem na nova estada, restandoonos orar e agradecer por tudo de bom que dela recebemos. O sepultamento do corpo físico de nossa irmã será amanhã, no dia 28/10 de 2025 às 10 da manhã no cemitério aqui em Salvador, Jardim da Saudade. E que este sorriso que aí vislumbramos possa ser o mesmo replicado no mundo espiritual numa chegada que desejamos que seja leve de amorosidade e acolhimento por aqueles que também a amam no mundo espiritual. Mais uma vez a nossa gratidão a Simone e as nossas orações que a acompanharão nesse novo momento de sua caminhada eterna. Hoje vocês devem achar um tanto quanto diferente, porque eu estou aqui eh sozinha à mesa, mas eu estou com os meus companheiros, vejo vários corpos físicos
nesse novo momento de sua caminhada eterna. Hoje vocês devem achar um tanto quanto diferente, porque eu estou aqui eh sozinha à mesa, mas eu estou com os meus companheiros, vejo vários corpos físicos por aqui, além dos nossos mentores eh individuais e também aqueles responsáveis por este trabalho. Então, nós contaremos com Marcel Mariano e com Naddia Matos no formato online. Marcel já está conosco e a gente vai seguir então essa ordem primeiro Marcel e na sequência Nádia com os capítulos 33 e 34 de Lázaro Rede Vivo. Marcel, boa noite. Seja muito bem-vindo. >> Meus amigos, minhas amigas, saudações de Londrina, no Paraná. A cidade permanece fria e chuvosa. Mais um capítulo. Mas esses dois capítulos hoje que nós estamos trabalhando na sequência, eles estão unidos porque são irmãos siameses. se referem a dois capítulos que eu acredito que a psicografia deles se deu no mesma noite lá em Pedro Leopoldo ou em Uberaba, onde foi capturado pelo Chico, tal a consistência, tal a recorrência em que os dois se unem, porque seja no primeiro onde ele intitula definindo rumos e no segundo, vejam só a expressão adit aditamento. O que é um aditamento? É uma cláusula, é uma escrita que você faz pós para esclarecer ou complementar aquela primeira. Isso vindo de mão X, Humberto de Campos, é realmente notável porque ele era um expert, ele era um gênio na construção de crônicas que tinham um profundo senso moral, um profundo senso religioso, filosófico, para nos ensinarem alguma coisa. O primeiro definido rumos, ele faz uma pergunta ao leitor. Então, cada um de nós que está acompanhando o programa ou que vai acompanhar ele durante a semana, em outro momento, deveria de vez em quando fazer a seguinte pergunta: "O que foi que me trouxe ao espiritismo?" Invariavelmente a gente ouve de muita gente a seguinte afirmativa: "A dor me trouxe ao espiritismo. A dor ela me recambiou". O que é que a pessoa tá querendo dizer com essa expressão? Que ela veio por causa da mediunidade torturada dentro de casa, fenômenos
irmativa: "A dor me trouxe ao espiritismo. A dor ela me recambiou". O que é que a pessoa tá querendo dizer com essa expressão? Que ela veio por causa da mediunidade torturada dentro de casa, fenômenos mediúnicos nos quais não conseguia explicação em outros arraiais religiosos. A pessoa veio acompanhando alguém, um familiar, a esposa, o marido, um filho, portanto, sofrendo junto com aquela pessoa que tinha uma problemática. e tentou o médico, tentou a homeopatia, tentou o remédio, tentou a medicina e não conseguiu o alívio. Bateu as portas, aos umbrais da casa espírita e foi ali acolhido. Então, Humberto de Campo só faz um retrato de milhares e milhares de irmãos, nossos companheiros de ideal espírita, que aportaram, que desembarcaram os seus barcos tangidos pelas pedradas do mar, pelos Recifes, pelos rochedos do mar, com a quilha, com o lastro principal, com o leme arrebentado. Essas pessoas aportaram na casa espírita em busca de socorro, em busca de ajuda, de orientação. Algumas adentraram pelas reuniões públicas, as chamadas doutrinárias. Outros foram para grupos de estudo. Uma grande parte vai para o passe, para as sessões de fluidoterapia, passe e água magnetizada. E outros vieram por uma via mais recomendável, o atendimento fraterno, aquela em que um trabalhador da casa, convenientemente treinado e qualificado, acolhe uma pessoa pela primeira vez e faz uma espécie de entrevista a fim de situar a pessoa na instituição e oportunamente na própria doutrina. Daí começa a diferença. Movimento espírita é o movimento, é a onda que os espíritas fazem no sentido de divulgar a doutrina através de várias articulações. Congresso é movimento espírita. Um encontro estadual, uma CONGEB, uma semana espírita, um workshop é movimento espírita. A doutrina é outra coisa. A doutrina é o conjunto de princípios que foi organizado, sistematizado por Allan Kardec no século XIX. Princípios esses que podem ser definidos como o espiritismo é uma ciência de observação que trata da origem,
o conjunto de princípios que foi organizado, sistematizado por Allan Kardec no século XIX. Princípios esses que podem ser definidos como o espiritismo é uma ciência de observação que trata da origem, natureza e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. Daí passamos a tirar duas conclusões que Humberto enfatiza, Humberto Irmão X, logo no capítulo 33. A doutrina não tem problema porque ela é o conjunto de princípios que está alicerçado nas leis de Deus. parte terceira de o livro dos espíritos, desde a lei de adoração até a lei de amor, justiça e caridade. Então, o movimento espírita é constituído de pessoas e essas pessoas vêm de muitos lugares. portam nas praias espíritas, católicos, evangélicos, de matriz africana, pessoas que eram agnósticas, ateus, pessoas que vem de outras doutrinas orientais do budismo, do bramanismo, aquelas que não tinham qualquer tipo de crença e são tangidas por movimentos, por acontecimentos e fenômenos que impactaram a sua existência. É natural que onde tem gente vai ter problema, porque você tem o ego de pessoas, você tem as interpretações, os filtros emocionais e psicológicos dessas pessoas são próprios. O que pode nos reforçar a seguinte tese: todo mundo pode entrar no espiritismo sem exceção, mas o espiritismo não logra entrar em todo mundo, porque há pessoas mais resistentes, até militam no movimento, tornam-se simpáticas, colaboram, mas elas têm uma certa dificuldade, uma certa resistência de compreenderem os princípios espírit espíritas, reencarnação, mediunidade, pluralidade dos mundos habitados, evolução e aplicarem esses princípios no cotidiano, porque estão muito mergulhadas nos conteúdos de outras doutrinas de onde são egressos ou elas estão profundamente intoxicadas pelo materialismo hoje reinante na Terra, que faz o indivíduo virar uma ilha de isolamento e uma doutrina como água nova. nova tem dificuldade de penetrar pedra dura, porque a pessoa se coloca refratária à mudança. Por isso, ele vai
na Terra, que faz o indivíduo virar uma ilha de isolamento e uma doutrina como água nova. nova tem dificuldade de penetrar pedra dura, porque a pessoa se coloca refratária à mudança. Por isso, ele vai conclamar-nos a fazer essa reflexão introdutória, irmão X, porque tem pessoas que depois de um largo tempo na doutrina saem, desaparecem da casa espírita e do próprio movimento. que quando a gente encontra, como temos muito conhecimento, pessoas chegam a nos dizer: "Eu saí porque me decepcionei com o espiritismo, com a doutrina ou com o movimento." Então, isso é base pra gente começar a compreender que essas duas, esses dois capítulos de mão X na noite de hoje, não importa se foram escritos há mais de 50 ou 60 anos. são absolutamente atuais. >> Pois é, Marcel. Eh, eu estou aqui com alguma dificuldade de internet, vou tentar melhorar, mas agora a gente consegue começar. Eh, isso que você falou é importantíssimo porque, eh, tem essa diferença entre o movimento e a doutrina, mas eh além disso, tem uma coisa que tá presente nos dois capítulos que o irmão X vai comentar. Nós já observamos que em várias situações ele faz capítulos eh se dirigindo a determinadas pessoas, não ficam claras as circunstâncias. Eh, a maioria das vezes parece que ele está eh respondendo a questões que são feitas às vezes não diretamente, às vezes não explicitamente, mas que as pessoas têm e às vezes dirigidas a ele realmente. Nesse caso, ele tá, ele pegou os dois capítulos para responder a um cidadão amigo dele, né, que ou a quem ele chama de amigo, que se queixa muito, reclama muito, ele começa listando todos os problemas que ele encontrou. E eu acho que essa é a primeira base de reflexão para nós fazermos em relação ao que é dito aqui. Essa base é o quanto a gente reclama. Eu estava olhando e quando enquanto Marcel falava, o copyright desse livro é de 1945, portanto 80 anos. é uma outra época, é um outro contexto, é uma outra situação, mas a humanidade permanece a mesma. Nós hoje temos outros eh instrumentos para
alava, o copyright desse livro é de 1945, portanto 80 anos. é uma outra época, é um outro contexto, é uma outra situação, mas a humanidade permanece a mesma. Nós hoje temos outros eh instrumentos para fazer nossas reclamações, para fazer nossas críticas ao modo como uns e outros eh produzem as suas vivências no movimento espírita em outras situações. A gente tem internet, tem redes sociais, etc. na época, não, mas a essência da atitude que vale a pena refletir, que ele chama atenção logo no início, é essa atitude de elencar todos os defeitos encontrados e, como Marcel bem falou, aí eu eu saí porque tinha muitos problemas. Eh, é interessante que nós que fazemos parte de um modo ou de outro, ou porque trabalhamos no movimento espírita, temos atuações no centro espírita, participamos eh no nas atividades espíritas, ele lembrou o congresso, essa semana a gente começa o congresso desse ano. Então, às vezes a pessoa não participa de muitas coisas do espiritismo, vai ao congresso, então de algum modo está se aproximando do movimento espírita. Eh, essa participação e essa aproximação, ela demanda não que a pessoa não tenha eh discernimento, capacidade de análise, não que a pessoa observe que tudo é maravilhoso, saia elogiando tudo ou apenas ache que eh não há o que pensar sobre isso. A doutrina espírita é uma doutrina de reflexão. Kardec a organizou apoiando a equipe do espírito de verdade dentro desse critério básico, que é o discernimento, que é a análise e que é o que o que se chama de pensamento crítico, que muitas vezes é confundido com crítica sistemática. Tem pessoas que acham que eu ter um pensamento crítico é eu prestar atenção nos defeitos de um dado elemento, uma teoria, um trabalho, uma vizência, uma pessoa. Não. O pensamento crítico é aquele que se pergunta quais são as bases daquela colocação, por aquela experiência se desenvolve dessa forma e não de outra. E isso não necessariamente para estabelecer um juízo é bom ou é ruim. Mas para se aproximar, compreender e
as bases daquela colocação, por aquela experiência se desenvolve dessa forma e não de outra. E isso não necessariamente para estabelecer um juízo é bom ou é ruim. Mas para se aproximar, compreender e muitas vezes contribuir. Ele vai falar logo de início do espiritismo fenomênico. E sabemos que os fenômenos eles se apresentam de maneiras variadas. O fenômeno mediúnico existe desde que existe o ser humano. É uma expressão natural da vivência humana e do intercâmbio entre encarnados e desencarnados. Não é algo que surgiu com o espiritismo, de modo algum. Não é algo que surgiu nos últimos séculos ou algo que surgiu dentro de religião A, B ou C. É uma experiência humana natural decorrente da do intercâmbio que existe também de modo natural entre encarnados e desencarnados. E naturalmente ele vai se apresentar sobre formas diversas, conforme a cultura, conforme a época, conforme a a forma de aproximação. E no movimento espírita, eh, Kardec coloca e os o espírito de verdade coloca o princípio da lei de Deus, da vivência do evangelho, e não a forma específica como algo deverá ser feito. Quando Kardec traz a forma, ele traz a forma de lidarmos com a mediunidade. Aí vale muito a pena a gente estudar o livro dos médiuns. Ele vai trazer essa forma como a forma que ele mesmo testou e não apenas ele, as diversas eh sociedades espíritas, os diversos grupos espíritas que havia na época e que se comunicavam com ele, se correspondiam. E ele relata em números lá na revista Espírito e em outras obras também. Essa essas experiências foram mostrando qual é a melhor técnica, a melhor estratégia, as melhores formas de se obter boas comunicações, que sejam úteis para o desenvolvimento moral, que sejam úteis para o conhecimento, que sejam úteis para a evolução. Então, eh, ele ele designa algo que foi testado, que e que é relatado. >> As reflexões que Nja vem trazendo pra gente, ela inicia falando da queixa, de como esse espírito que dialoga com irmão X se queixa daquilo que ele encontra nas
ue foi testado, que e que é relatado. >> As reflexões que Nja vem trazendo pra gente, ela inicia falando da queixa, de como esse espírito que dialoga com irmão X se queixa daquilo que ele encontra nas reuniões. E aí ele vai falar das coisas que se apresentam, de como as pessoas se comportam, que numa casa é de um jeito, na outra já vai tendo variações das manifestações dos espíritos. E isso é como se ele tivesse desejando uma espécie de padrão comportamental e que as coisas atendessem aquilo que ele entende como necessário e importante para o funcionamento especialmente das reuniões mediúnicas, o que faz com que ele tamanho seja o seu incômodo, que ele então se paralisa e decide não mais participar de nenhum trabalho. Então ele se entrega a o que aqui foi denominado de uma comodidade da poltrona de casa. Então, já que as pessoas que estão nas casas espíritas não trabalham como eu entendo que deveriam, eu então vou ficar em casa, já que não me agrada desenvolver o trabalho dessa maneira. E mais à frente, um outro incômodo que aparece além da diversidade com que os espíritos se manifestam como os médiuns agem, está no termo aqui colocado como indianismos e africanismos. Então, como conceber que no espiritismo e em suas reuniões, os espíritos que então estão baseados porque vivenciaram essas culturas se manifestam? E a pergunta aqui feita é: Já pensou maduramente sobre a expressão moral dessas comunicações? Então, às vezes podemos trazer afirmativa de que se pretos velhos participarem das reuniões, elas estão sendo então comprometidas, deturpadas ou qualquer coisa que o valha. Do mesmo jeito que se aplica para espíritos de indígenas que então aparecem nas reuniões. A pergunta que é colocada se nós procuramos o aspecto moral das comunicações, bebe do fato de que antes mesmo de avaliarmos as explicações e as mensagens, o nosso preconceito chega antes. Então, porque não é a questão da mensagem o que está sendo trazido ou da evolução do espírito, mas sim a representação perespiritual que eles
plicações e as mensagens, o nosso preconceito chega antes. Então, porque não é a questão da mensagem o que está sendo trazido ou da evolução do espírito, mas sim a representação perespiritual que eles apresentam, que já faz com que cultural e preconceituosamente já digamos que não são então entidades muito bem-vindas ao cenário espírita, como se tivéssemos então uma ideia pré-concebida de quais espíritos deveriam então compor o nosso cenário ou nosso contexto. texto espiritual. E essa expressão moral aqui é colocada como uma consequência natural da história da nossa evolução coletiva. E aí, irmão X vai falar do nosso grande débito, que é um débito decorrente da escravização dos povos africanos que aqui chegaram. E não podemos também deixar de lembrar dos indígenas habitantes dessa terra, que também passaram e ainda passam por agruras decorrentes dessa nossa ideia de falsidade ou de uma falsa eh superioridade em relação à apresentação material dos espíritos. E eu digo apresentação material porque avaliamos o outro a partir daquilo que o físico vai representar e não por aquilo que o espírito apresenta. Daí é importante que revisitemos para tratarmos desse capítulo, inclusive do 34, porque ele retoma esse grande débito que o nosso país acabou assumindo com a escravidão. quando a pergunta 829 faz com que reflitamos sobre o fato de que, por natureza existam então homens eh colocados na condição de propriedades de outros. E a resposta é muito diretiva e muito explícita. É contrária à lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem e que a escravidão é abuso da força e que desaparece à medida em que vamos progredindo, tanto quanto as demais eh imperfeições que então surgem. Mas a questão 830, ela é ainda mais precisa quando trata da escravidão, quando ela faz parte dos costumes de um povo. Então isso significa que há um atenuante, que isso não seja algo que mereça uma certa censura ou uma censura que não seria certa, porque já sabemos que aí trata-se de um equívoco e que é
s de um povo. Então isso significa que há um atenuante, que isso não seja algo que mereça uma certa censura ou uma censura que não seria certa, porque já sabemos que aí trata-se de um equívoco e que é um equívoco de natureza moral. E a resposta que os espíritos nos dão é que o mal é sempre o mal. E não há sofisma que faça com que uma ação má se torne boa. Seguindo a responsabilidade do mal é relativa aos meios de que o homem disponha para compreendê-lo. Só que se nós pensássemos então que há uma atenuante no fato de termos adotado no país a escravização, na mesma resposta, mais à frente é dito: Entretanto, para aqueles que já conheceram o cristianismo, significa que a razão lhe mostrou que o escravo era um seu igual perante Deus. Logo, nenhuma desculpa mais se tem. Assim sendo, essa revelação que pode até parecer óbvia de que aqueles que pela pigmentação são colocados numa condição de inferioridade ou subalternidade, já não tem mais o que sustente diante daquilo que o Mestre Jesus nos colocou de que todos somos iguais perante a lei. O que nos diferencia é o aspecto moral e as aptidões conquistadas ao longo do tempo, o que está na questão 831, que fala da desigualdade natural de aptidões e não uma desigualdade natural por conta da raça, de questões étnicas ou da cor da pele, como queiramos então denominar. Então aqui é colocado com uma certa veemência o quanto este ato nos acrescentou ou nos trouxe um débito, uma dívida que ainda por muito tempo iremos sanar pela dor que foi provocada, pela condição de subalternidade, de perversidade, que esses espíritos que animaram corpos negros então foram eh submetidos. E isso é interessante para que a gente possa passar a ver os nossos atos e a forma de estar no mundo, não por aquilo que a matéria apresenta, pela cor, pela classe social, por aquilo que as pessoas conseguem trazer e as próprias questões do mundo íntimo do espírito, mas sim o nível evolutivo e a condição moral que ele apresenta. Quando a nossa superficialidade puder ser
por aquilo que as pessoas conseguem trazer e as próprias questões do mundo íntimo do espírito, mas sim o nível evolutivo e a condição moral que ele apresenta. Quando a nossa superficialidade puder ser vencida, antes mesmo de nos pronunciarmos se a reunião é válida ou não pela presença de espíritos que se apresentam como indígenas ou africanos, antes de tudo, olharemos aquilo que é o mais importante, a essência do ser que temos diante de nós. Marcel, com você. O primeiro capítulo 33, Humberto de Campos, irmão X, chama a atenção nossa para que muitas pessoas quando adentram-se à doutrina espírita e se filiam a uma instituição, acham a doutrina espírita muito complexa, porque ela é uma doutrina de cultura, ela tem tríplice aspecto. nosso André Luiz Peixinho via quatro, porque além da filosofia que é científica, da ciência que é filosófica, nos apontando um porto ético, um comportamento moral, uma finalidade de estrutura de comportamento na Terra, todos nós passamos a ver também a doutrina como arte. seria a quarta vertente do espiritismo, a arte, que não foi tão explorada por Kardec, mas sim por Leonir e no Brasil por Leopoldo Machado. Ora, a pessoa então vem de doutrinas que são eminentemente teologais, elas têm sacramentos, elas têm dogmas, elas têm sacerdócio organizado no formato de pirâmide. Alguém manda e a base obedece. E tem um homem visível lá em cima, diria o humorista, eh, Carlos Carlim, e ele diria que nós passamos a acreditar, porque assim as religiões quiseram, que lá em cima tem um homem que fica observando a gente o tempo todo. Se você acerta, ele bate palma e manda para você batom garoto. Se você erra, ele manda punir você. E quando você é se equivoca durante a vida toda, depois que você sai da Terra, ele manda você para o submundo para você sofrer o resto da vida. E ainda dizem esses representantes das tradicionais religiões da terra que esse homem lá em cima me ama, mas no final ele me abandona e me entrega a concorrência ao adversário. Ele fez isso numa palestra
inda dizem esses representantes das tradicionais religiões da terra que esse homem lá em cima me ama, mas no final ele me abandona e me entrega a concorrência ao adversário. Ele fez isso numa palestra toda em inglês com tradução para demonstrar de que nós temos que pensar. Então, vamos encontrar as instituições nem sempre refletindo a grandeza do próprio espiritismo, porque ela é constituída por pessoas, pessoas simples, pessoas às esbaldas de recursos financeiros e naturalmente que a instituição oferta o que é possível dentro da sua possibilidade. Mas no capítulo 34, que é um corolário desse 33, porque é o aditamento, aí o irmão X já está fazendo uma outra interrogação. Será que eu devo aceitar todos os exotismos, as esquisites, todas as condutas que possa encontrar numa instituição que reflete ou deveria refletir os nossos princípios? Claro que não. Agora eu vou lutar sozinho contra esses exotismos, porque esses exotismos pode ser a maneira com que eu estou enxergando. Para mim, aquilo é exótico, para aquela instituição e aquele grupo que está ali tá dando resultado. E aí, como é que fica? Eu vou abolir porque eu venho com cultura. E aquele povo simples que desaculturado, nunca sentou num banco escolar, nunca fez uma universidade, mas tem amor, tem acolhimento para dar. Por isso nós passamos a recordar de que o Brasil foi o penúltimo país da terra a abolir a escravidão. Nossa escravidão foi abolida em 1888. oficialmente os corpos foram abolidos porque ela continuou sob diversas outras formas, a escravidão mental, a escravidão emocional. Até hoje o Ministério do Trabalho no Brasil tá está encontrando pessoas que estão trabalhando em condição análoga, parecida, quase igual a de escravidão em pleno século XX. É como se a gente pudesse dizer com todas as letras, nós saímos da escravidão, mas parece que a escravidão não saiu da gente. Transformamos uma empregada doméstica, uma servidora do lar, muitas vezes num numa escrava, onde ela fica presa ali sem os direitos trabalhistas. E todo dia
parece que a escravidão não saiu da gente. Transformamos uma empregada doméstica, uma servidora do lar, muitas vezes num numa escrava, onde ela fica presa ali sem os direitos trabalhistas. E todo dia a gente vê isso pipocando nas redes sociais, na mídia, na grande TV, sobretudo nos dando conta desse ediondo comportamento de famílias esclarecidas. O último país da terra, aboli, foi a mauritânia na África, porque a escravidão fazia parte de sua Constituição. E toda a comunidade internacional pressionou a Mauritânia para modificar sua Constituição através de uma assembleia constituinte, arrancando esse ediondo câncer que eh firmava, que consolidava, que dava legalidade à escravidão. Então, se a casa tá se comunicando, eu vou numa casa e lá se comunicam pretos velhos, cabôculos, índios, pessoas de boa baixa cultura espiritual que se vale dos médiuns, oxa lá, graças a Deus tem esses personagens que sem cultura ofertam o coração. A pergunta agora é se eu estou conseguindo ofertar o meu calando a crítica e me juntando a aqueles que estão trabalhando para produzir um espiritismo que reflita a mensagem de Jesus, que não é calcada na intelectualidade tão somente? Sim, ser culto nos dias de hoje é importantíssimo, porque nos faculta grangear mais amplas expressões sociais. Mas não esquecer que podemos estar privilegiando o cérebro e estagnando o próprio coração. E há uma frase de Neio Lúcio no seu livro Jesus no Lar. Em todo lugar e em toda parte, o amor está sempre na frente daquele que simplesmente sabe. >> De fato, Marcel, essa forma de que temos, que é muito comum de observar as coisas, ela tem muitas falhas. Primeiro, ela parte de ideias préconcebidas. Segundo, ela não examina a realidade que está diante de nós. E terceiro, falhamos com frequência em examinar a nós mesmos diante da realidade. Que interesses me movimentam? O que me leva a pensar isso ou aquilo, a agir dessa ou daquela forma? Irmão X, ele vai nos falar da atitude do companheiro com quem ele tá falando, que perante pessoas que não conhecem a
e movimentam? O que me leva a pensar isso ou aquilo, a agir dessa ou daquela forma? Irmão X, ele vai nos falar da atitude do companheiro com quem ele tá falando, que perante pessoas que não conhecem a doutrina, que não concordam, que ou por motivos de classe social ou por motivos de eh motivos intelectuais ou por motivos financeiros, quaisquer que sejam os motivos, tenha sim um estranhamento em relação ao fenômeno no espírita. E aí, eh, irmão X vai dizer que nesses meios ele assume um tom irônico, ele comenta ampação, ele transforma aquelas experiências eh que ele teve ao encontrar os fenômenos, ao encontrar as pessoas eh em anedotas, não no sentido de piada, no sentido de casos, olha, casos pitorescos. É, se a gente diante dos fatos, primeiro a gente observa o fato, foi o que Marcel falou e Jamile também já falou, é a você olhar o que é esse fenômeno, o que é um preto velho, o que é um cabôclo. E esquecemos totalmente a orientação de Kardec. a gente deixou de conversar com os espíritos, a gente se coloca numa posição que é uma posição muito de religiões tradicionais. Então, a gente ouve e não pode dizer nada. Não é discutir nem brigar, mas qual o espaço de perguntar, meu irmão, o o senhor é um espírito, por que se apresenta dessa forma? E o espírito vai dizer, como Marcel disse, pela questão do grupo onde está, por ele mesmo, há espíritos que dizem o o cabedal de aprendizado que eu tive e de superação das minhas imperfeições nessas eh experiências reencarnatórias tão dolorosas me ficaram na memória, me ficaram na experiência. Então eu tenho muito apreço por aquela encarnação, vou me apresentar dessa forma. E aí a pessoa parte para análise do conteúdo da comunicação, que também é o que Kardec ensina. Mas não, a gente faz uma coisa que a codificação vai nos alertar muitas vezes, não é o nome da entidade que você tem que prestar atenção, porque espíritos imperfeitos, ignorantes, até maldosos, eles podem assumir nomes de seres eh espantosos que recebem admiração, que são muito sábios, que são
entidade que você tem que prestar atenção, porque espíritos imperfeitos, ignorantes, até maldosos, eles podem assumir nomes de seres eh espantosos que recebem admiração, que são muito sábios, que são muito bons. até o nome de Jesus a espíritos que assumem, né, sem nenhum pururido, porque simplesmente querem se promover e porque estão diante de pessoas que se colocam como eh observando prioritariamente a forma. Ah, mas é Jesus. Como assim é Jesus? Jesus diz esse tipo de coisa. Ah, mas é Bezerra de Menezes. Nós todos sabemos a quantidade espantosa de mensagem que rola pela internet atribuída a Bezerra de Menezes. Quando basta qualquer um de nós, nós sabemos ler, portanto, sabemos interpretar texto. A gente não é interpretações sofisticadas de texto. Interpretação básica de texto que a gente aprende no ensino fundamental ainda, né? Você olha ali, você diz: "Isso é de um espírito superior, isso é de um ser que corresponde à vivência de um bezerra de Menezes que a gente conhece." É só isso. E isso não pode ofender ninguém, porque espírito superior não se ofende. Sobretudo, ele não se ofende quando você está querendo aprender, quando você está querendo seguir exatamente a orientação da doutrina. Mas a gente fica no nome, a gente fica na forma ou para valorizar. E aí ele vai dizer isso no texto, que as pessoas falam de eh ah, porque espíritos inferiores que aparecem como caboclo isso e aquilo e os espíritos inferiores que aparecem como médicos, que aparecem como filósofos. Repare, eh, irmão X vai fazer uma análise profunda dos impactos da escravização dos povos africanos sobre a nossa formação como brasileiros. Até hoje é muito difícil na nossa cultura que a pessoa ache que um trabalho braçal é tão digno quanto qualquer outro. É muito difícil. Ou a pessoa supervaloriza, oh. Mas olha como fulano é humilde, vai varrer o centro. Se for a única coisa que a pessoa pode fazer e se for uma necessidade, qualquer pessoa faz. O fato da gente se admirar já indica como é nossa cultura e já
a como fulano é humilde, vai varrer o centro. Se for a única coisa que a pessoa pode fazer e se for uma necessidade, qualquer pessoa faz. O fato da gente se admirar já indica como é nossa cultura e já indica que para nós aquilo é algo espantoso, é algo que não seria de se esperar. Então nós vivemos presos nesse conjunto de preconceitos. Se fala hoje de racismo estrutural. se fala de tem estudos e pesquisas sobre atitudes preconceituosas e racistas, às vezes não é só em relação à raça, mas que a gente não se dá conta. E aí é preciso que ao viver a experiência doutrinária, seja o fenômeno mediúnico, seja o conhecimento, seja a convivência com os companheiros no centro espírita, seja o trabalho espírita, é importante analisar objetivamente o que é que eu estou vendo, mas é importante a gente também se analisar e o meu preconceito e a minha atitude inadequada e a o hábito de estar sempre vendo os defeitos dos outros e não procurar eh atuar sobre a nossa própria formação, o nosso próprio processo de evolução. Há uma riqueza de informações, há uma riqueza de propostas reflexivas que a gente deve aproveitar nesses dois capítulos. Estou de pleno acordo, Nja, como esses dois capítulos são de fato bem profundos nas reflexões que eles trazem e nos colocam em cheque em muitas circunstâncias em como nós estamos nos relacionando com as questões raciais, com as manifestações espirituais no nosso dia a dia, que pode parecer uma coisa um tanto quanto escamoteada, não conversada e que aparentemente ela está bem resolvida como se o fato de estarmos na condição de espíritas tenha feito uma espécie de milagre que a gente já está num avanço em que essas coisas não precisam ser ditas, elas são escondidas, parecem que não acontecem, mas sim acontecem inclusive com uma certa constância que gera um incômodo que é muito natural. Aqui o irmão X, ainda no finzinho do capítulo 33, ele vai falar da complexidade do espiritismo, assim como todo e qualquer serviço de educação. e ele fala da do fato de que nós
do que é muito natural. Aqui o irmão X, ainda no finzinho do capítulo 33, ele vai falar da complexidade do espiritismo, assim como todo e qualquer serviço de educação. e ele fala da do fato de que nós encontramos numerosas entidades nesses trabalhos e que essas entidades, sim, são africanas e indígenas e que o objetivo delas estarem entre nós nas leades espíritas é que o Senhor nos chama ao pagamento desse enorme débito. Então, não é que nós vamos educar esses espíritos nas reuniões ou nos encontros, mas sim que também esse é o espaço de sanar esse débito que aqui ele denomina de enorme débito que o nosso país assumiu. Mais à frente, eh, no capítulo 34, já em aditamento, tem um iniciozinho aqui com três perguntas muito interessantes em que aquele que ainda estava questionando diz: "Mas você aprova o uso da cachaça e do fumo por entidades desencarnadas? elogia o linguajar dos manifestantes a que me referi e não considera que essa tolerância à manifestação desses espíritos é um perigo ao sistema doutrinário. E a resposta é que o sistema doutrinário ele não deve ser maculado pelo fato como os espíritos se manifestam. É como se o nível evolutivo de cada um é que fosse determinar o que é que o espiritismo de fato é. E não é isso que a gente de fato precisa entender. Embora a gente tenha um movimento espírita, tem os seus trabalhadores e os seus frequentadores, eles não são ou constituem o espiritismo. Estão ali na tentativa de fazê-lo concreto nas suas existências. Então, mais uma vez, o que nós estamos aqui conversando, o preconceito ou as ideias préconcebidas em relação a quem se manifesta e a quem se apresenta impede que a gente tenha momentos de aprendizado e de ajuda ao outro na condição de espíritos que estão na caminhada. Ainda no capítulo 34, eu achei interessante o irmão X falar que na própria Constituição do nosso país e nessa chegada ou digamos que vivência entre as três raças principais que nos constituem, ele sinalizou que estadistas e pensadores foram encaminhados
falar que na própria Constituição do nosso país e nessa chegada ou digamos que vivência entre as três raças principais que nos constituem, ele sinalizou que estadistas e pensadores foram encaminhados ao nosso país por Jesus com o intuito de trazer maior sensibilização, mudar a forma como estávamos tratando então esses espíritos. Mais uma vez lembrando que encarnavam em corpos com características específicas. E aí ele vai dizendo que o nosso nível evolutivo não permitiu que tal missão fosse cumprida a contento. que embora esses estadistas e pensadores mais elevados contribuíssem para uma mudança espiritual, cultural e política no país, ainda se encontravam pessoas, inclusive aquelas intelectuais ou intelectualizadas, que diziam concordar com os princípios abolicionistas, mas que ganhavam o dinheiro a partir desse comércio que era da venda das vidas humanas. Então havia uma aparência, digamos que na vidim defendo, sou abolicionista, mas a questão do capital ainda falava um tanto quanto mais alto e o fomento continuava de um certo modo. Por isso que então ele vai trazer aqui que há uma espécie de comprometimento por uma atitude coletiva que o país então assumiu a época e ele denomina de débito moral de vasta expressão, que embora nós tenhamos a abolição da escravatura em 1888, é o próprio autor que traz, e a gente só ratifica que a escravização ela permanece nas consciências, nos comportamentos, na operação, em tantas outras coisas que adoecem inclusive a os espíritos que vivenciam essas experiências devido à constituição que anuncia a nossa imperfeição, mesmo que temporária, nessa ideia de que há sim seres melhores que outros, enquanto que nós já sabemos de uma ideia de igualdade essencial, que é a igualdade do espírito, mas que a gente ainda tá precisando de muito exercício para viver essa plenitude. E aqui, irmão X vai falar das zonas educativas. E ele ainda trouxe algo que eu achei muito interessante que a gente pare para refletir, que eh dentro inclusive do movimento espírita, nós personificamos o
qui, irmão X vai falar das zonas educativas. E ele ainda trouxe algo que eu achei muito interessante que a gente pare para refletir, que eh dentro inclusive do movimento espírita, nós personificamos o estado quando trazemos essas relações com os espíritos. O que é que a gente tá falando da ideia do estado brasileiro aqui? é que se eu já tenho uma ideia de que o linguajar dos espíritos, ou os pretos velhos, como denominamos, ou os espíritos africanos ou os indígenas que aparecem, que ali tem uma expressão cultural de menor importância, significa que eles são colocados nessas zonas educativas aqui que o irmão X sinalizou. se são zonas educativas, eu arrumo os espíritos em prateleiras a partir da cultura e daquilo que eu percebo deles e que é uma reprodução disso que Nádia já trouxe ou do racismo estrutural e que a gente pode denominar no campo da alma ou no campo do espírito de imperfeição mesmo que a gente vem carregando eh há algum tempo. Mas eu acho também interessante lembrar para compartilhar com Nadia e Marcel a última as últimas falas da noite, ele aqui falou de uma necessidade de o espírita saber contribuir com a mudança desse quadro e com a redução desse débito, que pode não só acontecer nas reuniões quando esses espíritos chegam, mas também em como nós nos relacionamos espíritos encarnados com os outros num num país com uma diversidade racial e de apresentação étnica também, que pode nos levar a posturas inadequadas no movimento, na casa espírita e com aqueles que nós atendemos, que são os nossos irmãos. Então, lembrar também que o próprio Espiritismo trouxe com a revista, inicialmente Um jornal, depois a revista Um Reformador, diversos artigos em que se discutia a importância e a relevância da abolição da escravatura. Então, nós tivemos uma história no movimento espírita de defesa. O próprio Bezerra de Menezes tem uma obra eh que é uma obra que está no Museu Nacional intitulada A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-las sem dano
to espírita de defesa. O próprio Bezerra de Menezes tem uma obra eh que é uma obra que está no Museu Nacional intitulada A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-las sem dano para a nação, onde ele falava da necessidade de educar as crianças, de levar à frente a lei do ventre livre, garantindo a essas crianças educação e profissionalização para inserção social, para que elas não ficassem a solta depois de quatro séculos de um período de eh escravização. Então ele fez essa defesa. É interessante que a gente busque essas notícias. A própria revista O reformador, quando o Ceará aboliu a escravidão, teve um texto em comemoração a esse fato. Além também quando a própria revista comemora em 1888 a lei áurea, que é o marco histórico que a gente tem, apesar ainda das consequências que estamos vendo, sentindo, fazendo o outro sentir, mas que segundo Kardec, e é o que a gente acredita, à medida que a consciência se amplia e que o espírito então evolui. Questões estas, como racismo e preconceito, mas tantas outras como vaidade, soberba, guerra, fome, orgulho, vão desaparecendo à medida em que a gente perceba que o essencial, ele de fato é invisível aos olhos, mas pode ser percebido quando nos entendemos como criaturas divinas, todas filhas de um mesmo pai. Meu amigo, minha amiga, se você aportou nas praias espíritas, você já é um náufrago abençoado. pelo menos uma ilha de conhecimento, de cultura, deu a possibilidade de afastar-se do Mar alto, dos testemunhos, das dificuldades e do afogamento. em uma instituição que você livremente escolheu, você não é obrigado a aceitar todos os exotismos, os comportamentos estranhos, as teratologias doutrinárias que por ali são praticadas. Arresta você duas alternativas. Você sai, mas não sai atirando. Saia discretamente, busque uma outra instituição que preencha o seu ideal, o seu sonho de uma casa mais organizada, como você imagina. A segunda alternativa é fique. Se você chegou ali é porque o Senhor lhe colocou no lugar certo. Talvez você seja
o que preencha o seu ideal, o seu sonho de uma casa mais organizada, como você imagina. A segunda alternativa é fique. Se você chegou ali é porque o Senhor lhe colocou no lugar certo. Talvez você seja a roda que vai movimentar aquela casa. Não, não estou me ferindo que você vai lutar pela presidência da instituição. Segundo Emanuel, a melhor diretoria de uma casa espírita é composta de três pessoas: um presidente, um doente e um ausente, porque tem pouca conversa e muito trabalho. Se você puder ficar nela, ajude em qualquer posição que você esteja, com seu verbo, com seu olhar, com sua dedicação, com seu dinheiro, com sua presença e faça com que a instituição cresça internamente para atender mais e melhor as pessoas que, como você também vão chegar. E quando você tiver em dúvida sobre isso que estamos dizendo, recorde que Jesus recebeu de Deus para começo de atividade 12 homens, 10 pescadores analfabetos e iletrados, um comerciante lá em Iscariotes, Judas, e um coletor de impostos, talvez o mais culto entre todos. Eu imagino que em algum momento Jesus pode ter dito a Deus, mas Senhor, eu vou começar a revolução na Terra com esse material humano? E Deus respondeu a ele: "Foi o que eu pude lhe arranjar. Mas se você quiser, os doutores da lei do Sinédrio, eu mando esses 12 homens voltarem à pescaria, a coletoria e lhe arranjo 12 cobras criadas. A Jesus ter dito o que o sertanejo costuma dizer. ruim com eles, pior sem eles. Para finalizar a nossa contribuição da noite de hoje nas reflexões, eh vamos relembrar que esses dois capítulos de Irmão X foram foram publicados em 1945. É interessante que ele está sempre chamando a atenção para a inadequação das atitudes pré-concebidas, a inadequação da eh diminuição do outro e, principalmente a inadequação da falta de se autoperceber. Ele fala grandes nomes da luta pelo abolicionismo e diz: "Continuam trabalhando". é recordarmos a imortalidade. É recordarmos o processo de construção pessoal e coletiva que nós, como espíritos, somos chamados a realizar sem
a luta pelo abolicionismo e diz: "Continuam trabalhando". é recordarmos a imortalidade. É recordarmos o processo de construção pessoal e coletiva que nós, como espíritos, somos chamados a realizar sem alternativa. Não há um universo, não há um mundo, não há um planeta, não há uma humanidade onde possamos apenas alerir as vantagens dos esforços alheios. Vamos aprender com os que sabem mais do que nós. Vamos receber as oportunidades do apoio, da assistência, da orientação. Mas cabe a cada um de nós a construção de si mesmos para o processo evolutivo e a contribuição na construção do coletivo. Vamos pensar na nossa sociedade hoje, nos desafios, nos problemas, nas imperfeições, nas limitações, seja no campo eh eh social geral, seja no campo do movimento espírita, como a nossa tarefa, porque nós é que construímos o planeta tal como ele está. Nós não viemos de outro planeta voando maravilhosamente para encontrar coisas inadequadas que nós não participamos. temos afinidade e reencarnamos muitas vezes no passado, contribuindo para os processos que estamos vivendo. Tenhamos boa vontade, tenhamos disposição e sobretudo compreendamos a necessidade da realização do bem. >> Nadia e Marcel, muito obrigada. Já deixo aqui o meu pedido de que ambos estejam presentes na próxima segunda-feira em nosso programa para o meu bem e para o bem de todos que estão saudosos de ambos. E meus irmãos e irmãs aqui presencialmente aos nossos internautas, que nós façamos o exercício de abandonar a superficialidade tudo aquilo que é aparente. Não é de fato o que apresentamos ou representamos que diz quem somos. Sigamos o que o mestre afirmou. Os meus discípulos serão de fato reconhecidos por muitos se amarem. E é nesse sentido que aguardamos a todos vocês no Fiesta Convention Center aqui em Salvador, de 30 de outubro a 2 de novembro, no nosso 21º Congresso Espírita da Bahia. Estejam conosco até lá e na sequência até segunda. Да.
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