Para Viver o Evangelho | Episódio 181 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (capítulos 21, 22 e 23)
Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
A vida espiritual é certeza da imortalidade do ser. é proposta de crescimento e novas perspectivas para a elevação moral e para o progresso. A espiritualidade trouxe, por meio dos mensageiros do além preciosas informações sobre Deus, reencarnação e também sobre o intercâmbio interdimensional entre encarnados e desencarnados. A vida não cessa e está em constante processo de mudança e evolução. Compreender as dinâmicas da existência é saber um pouco mais sobre nós, respondendo às questões sobre o porquê de estarmos aqui e qual o propósito das encarnações. Para abordar esses temas, a Federação Espírita do Estado da Bahia, Pep, realizará entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro o 21º Congresso Espírita da Bahia, com os seguintes convidados: Alberto Almeida, Pará, Bruno Godim, Porto Alegre, César Reis, Rio de Janeiro, Fábio Carvalho, Maranhão, Júlio Perez, São Paulo, Margarete Atla, São Paulo, Maí e Braga, Brasília, on Carrara, São Paulo, Rosa Martins, Rio de Janeiro, além da participação do Corpo de Palestrantes da FEB e demais integrantes do estado. 21º Congresso Espírita da Bahia. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei. 30 de outubro a 2 de novembro de 2025. Fiesta Convention Center, Salvador, Bahia. Inscrições www.feb.org.br. BR. Venha, participe. Meus amigos no salão da FEB e aqueles que remotamente nos estão acompanhando pela TV Web Mansão do Caminho e TV FEB. Os nossos votos cordiais de muita paz. Olha, setembro aí fechando o seu leque, anunciou a primavera. Mas o amarelo do mês, não é que o mês amarelou, é que amarelaram o setembro para nos convidar a uma campanha de prevenção ao suicídio. É o momento de dialogarmos, de conversarmos com as pessoas, de ajudarmos quem cai muitas vezes em sombras, em malhas difíceis e que pode buscar o autocsídio. Tanto que nós ter aí palestras, eventos e o setembro permanece como uma campanha com a nossa Rute, tendo feito uma palestra recentemente sobre a prevenção e a pósvenção do suicídio. Na sua casa espírita estimule palestras que
stras, eventos e o setembro permanece como uma campanha com a nossa Rute, tendo feito uma palestra recentemente sobre a prevenção e a pósvenção do suicídio. Na sua casa espírita estimule palestras que possam desenvolver a esperança, o otimismo, a confiança e a vontade de viver. Temos que continuar vivendo porque somos imortais em passagens pelo corpo. Até a programação das nossas sedes. Mais uma exposição no final do mês com Leandro Abraão de Minas Gerais abordando inteiramente online a questão do esperanto. Você fala um segundo idioma que era o sonho de Luís Lázaro Zamenhof. todo mundo falasse o idioma da pátria em que nasceu, mas tivesse um segundo para se comunicar. O esperanto, a esperança, uma língua que tem 16 regras invaráveis, facíimas de aprender, de modo a tornar-nos mais próximos uns dos outros, diminuindo esta Babel com qual nós vivemos hoje na atualidade. Todo mundo aqui deve recordar que a Organização das Nações Unidas está reunida já quase um mês fazendo reuniões. Gente do mundo inteiro, 193 países, cada um com seu idioma. O que se paga naquele prédio em Nova York para tradutores não está escrito em nenhuma revista, porque cada um vai falar no seu idioma e tem que ter tradutor para os interlocutores. Se todo mundo ali tivesse o esperanto como segundo idioma, todo mundo dialogava. O problema é que tanto de tradutor ia ficar desempregado, mas depois a gente vê isso, né? O importante é saber que veio do alto. Então hoje retomamos Lázaro Red Vivo e vamos três capítulos, hein? Fazer uma uma viagem por três capítulos que tem algo todos três em comuns. Vocês podem observar desde o capítulo 21 ao 23. Tudo diz respeito a esse apego que nós temos à matéria, à corporalidade, aos bens, família e tudo mais que ficou na terra. Quando chega no além, o indivíduo fica inquieto. E não raro, inquieta a família também, porque volta e fica num ambiente doméstico, fazendo cobranças invisíveis. quando não é a própria família que como íã atrai o prego, puxa o prego de volta para dentro
o raro, inquieta a família também, porque volta e fica num ambiente doméstico, fazendo cobranças invisíveis. quando não é a própria família que como íã atrai o prego, puxa o prego de volta para dentro de casa quando o indivíduo gostaria agora de librar acima das inquietações da carne. Por isso mesmo são capítulos e crônicas, digamos assim, são crônicas de Humberto de Campos engraçadas algumas, mas profundamente elucidativas, nos acordando para o padrão de mantermos o pensamento sempre na vida futura. Nádia nos dê aí a sua voz. >> Uma boa noite a todos. Muita alegria de que estejam aqui conosco presencialmente. A alegria pelos que estão conosco à distância, mais sincrônicos, ouvindo-nos no mesmo momento em que falamos e por aqueles que ouvirão em outras oportunidades. É muito bom estarmos juntos, é muito bom vibrarmos na mesma sintonia. E como Marcel disse, hoje nós vamos trabalhar com três capítulos dessas crônicas de irmão X no Lázaro Red Vivo. Eh, são duas histórias que são contadas, o capítulo 21, proteção e realidade, o capítulo 22, o sábio juiz. E o terceiro é de novo irmão X respondendo a pedidos, a demandas que as pessoas encarnadas fazem das orientações dele. Parece são coisas diferentes, mas como Marcel colocou, nós temos aqui um fio de reflexão onde vai ser preciso que no primeiro capítulo, no 21, a gente possa compreender o que é mesmo proteger alguém. Muitas vezes nós achamos que proteger alguém é fazer o que essa pessoa quer e às vezes proteger é fazer o que a pessoa precisa, mas não quer e não gosta e não fica satisfeito. Isso é uma realidade para os pais, isso é uma realidade para os professores, os educadores em geral. Isso é uma realidade para aqueles que desejam a a ajudar o próximo, né? a ideia do que que ajuda mesmo depois. E aí nós estamos nesse capítulo, a gente tá vendo como é que cada um se comporta diante da situação de proteção e de realidade, assim, de acordo com o seu nível evolutivo, com a sua compreensão da vida. O capítulo 22, que é o sábio juiz,
nte tá vendo como é que cada um se comporta diante da situação de proteção e de realidade, assim, de acordo com o seu nível evolutivo, com a sua compreensão da vida. O capítulo 22, que é o sábio juiz, ele vai nos falar da relação com o mundo espiritual. que historicamente sempre existiu, que alguns povos consideram válidas, outros povos não consideram válidas e que as pessoas em todos os tempos sempre gostaram muito de pedir a opinião, os conselhos, as orientações dos espíritos, de preferência para não terem que fazer profundas reflexões, nem se preocupar muito com as coisas. E de novo aí vemos a questão da evolução, da consciência, como é que eu me relaciono com o mundo espiritual, o que vai se aprofundar no terceiro capítulo, que é o 23, onde o irmão X vai eh falar sobre a a demanda que as pessoas têm em relação a ele. Então, nós temos em todos os três casos situações de relação com a vida espiritual. Em todos os três casos, nós temos a compreensão de que a forma como nos relacionamos depende do nível de consciência que nós alcançamos. Se somos imediatistas, se queremos que as coisas se resolvam rapidamente e sem nenhum trabalho ou com o mínimo de trabalho da nossa parte, nossa atitude vai ser uma. Se aprofundamos a consciência de quem somos, do que realmente precisamos e principalmente qual é a nossa responsabilidade nas coisas que nos acontecem. Muitas vezes nós vemos que nós mesmos ou as pessoas ao nosso redor se colocam sempre na posição de buscar quem é o responsável pelo que tá lhe acontecendo. E vamos observar que geralmente ou quase sempre são outras pessoas. Aí a pessoa diz: "Não, mas eu sei que eu também não devia ter feito isso, mas fulano fez isso, fulano fez aquilo, o outro fez aquilo, o outro, o outro não me ajudou". É, é muito importante que vamos, que possamos usar esses três capítulos para refletir sobre a nossa posição em relação aos aos outros e em relação às coisas que acontecem na nossa vida. Eh, precisamos superar este hábito de buscar sempre fora de nós as
sses três capítulos para refletir sobre a nossa posição em relação aos aos outros e em relação às coisas que acontecem na nossa vida. Eh, precisamos superar este hábito de buscar sempre fora de nós as necessidades de correção. Nós não podemos mudar as outras pessoas, sejam pessoas que a gente ama e que até nos amam, sejam pessoas estranhas, sejam amigos, sejam colegas, sejam íntimos, sejam filhos, sejam pais, nós não temos o poder de mudar as outras pessoas. Como é que eu sei disso com tanta certeza? Se a gente vir, nós temos extrema dificuldade em mudar a nós mesmos. Ora, nós queremos fazer uma mudança, nós investimos nisso, nós nos esforçamos, mas toda hora a situação se perde. Nós repetimos padrões antigos, erros equívocos, esquecemos das nossas melhores intenções e às vezes a gente tenta e a gente não consegue ainda realizar aquilo que é o nosso desejo, a nossa aspiração. Imagine uma pessoa que não necessariamente quer ou estar comprometido. Então, é importante saber que nós só temos acesso a mudar a nós mesmos e que a doutrina espírita lá na no céu e inferno, na quando fala da justiça divina, o código penal da vida futura, ele vai nos dizer com clareza em detalhes, com toda aquela capacidade de análise de Kardec, que as condições em que vivemos, elas são construídas pelas nossas ações, pelas as nossas atitudes, pela nossa visão de mundo e pelas nossas escolhas. Então, vamos investir em mudar nós mesmos para que a gente possa ter bem mais tranquilidade, mais felicidade no mundo e que possa sim ser mais útil às outras pessoas. >> Boa noite a todos e todas. Estava eh enquanto Nadia falava sobre o capítulo primeiro dessa noite, o 21º, proteção e realidade, a história que ele nos conta, ela é muito próxima da realidade que vivenciamos, a história de Levindo. E Levindo foi alguém que não praticou crimes adiuntos ou coisas que poderiam nos chocar a realidade. O que ele vivenciou foi, na verdade, uma existência em que ele se entregou a todos os prazeres que lhe estavam à
alguém que não praticou crimes adiuntos ou coisas que poderiam nos chocar a realidade. O que ele vivenciou foi, na verdade, uma existência em que ele se entregou a todos os prazeres que lhe estavam à disposição, sem a menor preocupação com questões de natureza espiritual. Então, ele tinha o acompanhamento de um espírito benfeitor, como todos nós, graças a Deus, o temos, que é o Uriel. E essas observações que ele recebia, as inspirações, não eram recebidas da forma esperada, porque o que ele tinha naquele momento era o interesse em não só usufruir, mas em angarear cada vez mais eh coisas do ponto de vista material. Então, era um espírito que, na condição de encarnado estava totalmente voltado para o sensorial e para as paixões de natureza inferior. Então, ele acaba vivenciando uma velice precoce devido ao desgaste do corpo físico e isso fez com que ele adquirisse uma doença no fígado e vem então as desencarnar. Uriel, seu protetor, muito bondoso e um tanto quanto conduído da sua condição, o leva para um lugar que aí a gente pode dizer que é um lugar onde a tranquilidade reina, os espíritos estão voltados para o trabalho, para o labor, para a dedicação. Só que neste lugar, Levindo não tinha uma espécie de compatibilidade vibratória e nem dos interesses que os que estavam ali compartilhavam, a exemplo do próprio Uriel, antes invisível, agora ali partilhando eh do seu convívio. Nesse momento em que ele é recolhido com toda amorosidade e com toda a ternura, ele vai começar a lançar algumas perguntas que vão causar estranheza nos habitantes daquele lugar. E aí ele já começou a pedir que ele pudesse visitar sua esposa, visitar seus filhos. E depois da saudade, a pergunta foi sobre suas posses, como é que estava a situação de suas coisas? Então ele reproduz no mundo espiritual, ou melhor, ele mantém o mesmo modo de vida que ele tinha na condição de encarnado. Então, estaremos no mundo espiritual exatamente do mesmo modo em que estamos aqui, vivenciando o nosso momento como seres
elhor, ele mantém o mesmo modo de vida que ele tinha na condição de encarnado. Então, estaremos no mundo espiritual exatamente do mesmo modo em que estamos aqui, vivenciando o nosso momento como seres temporariamente encarnados. Então não fiquem se preocupando em como será o destino de vocês pós saída do corpo. E obviamente que o meu destino também, porque nós já temos um retrato fiel a partir daquilo que estamos vivenciando, nutrindo e alimentando no nosso dia a dia. Aí então Uriel ainda com toda a sua paciência de um bom guardião espiritual conforta Uriel com palavras de esperança, de amorosidade, que ele se tranquilizasse. Todos são filhos de Deus, então sua esposa e filhos estarão muito bem cuidados e por aí vai. Só que aí ele usa eh essa autoridade, né, um um espírito já liberto da das paixões e vai começando a tentar levar então Levindo a se preocupar com questões mais espiritualizadas e preocupações outras que não as que ele deixou no plano material. Vocês acham que Levindo seguiu essas orientações? Não, ele não tinha condições de seguir. Ele estava naquele lugar por um ato de misericórdia do seu anjo protetor. Então, ele começa a se tornar alguém queixoso, lamurioso, de difícil convívio. Todos nós nos queixamos, nos lamentamos das coisas que nos acontecem, que são desagradáveis. Isso é natural da condição humana. A questão é que Levindo tinha essa postura como algo permanente. Não eram de sabor um momento, ah, eu estou cansado, Marcel, você não sabe como está minha vida, Naddia, você me ajuda em determinada coisa. Isso era uma postura permanente nesse mundo íntimo de Levindo, que nada tinha a ver com o lugar em que ele estava e com os espíritos já desprovidos então de paixão. E tem um trechinho aqui em que irmão X vai dizer: "Por mais que Uriel lhe aconselhasse serenidade e senso prático, assim muito delicadamente como espírito superior não vai dizer, né? Procure o que fazer. Ele ele recomenda reflexões, busque fazer o bem, ocupe a sua mente, eleve o seu padrão. Ele
de e senso prático, assim muito delicadamente como espírito superior não vai dizer, né? Procure o que fazer. Ele ele recomenda reflexões, busque fazer o bem, ocupe a sua mente, eleve o seu padrão. Ele continuava, infelizmente, em estado de grave exaltação passional. Então, ele não conseguiu vencer a si mesmo e começou a se tornar a nota dissonante em relação aos outros que estavam naquele lugar de bem-aventuranças, podemos dizer assim. E aí, eh, tem uma, achei interessante esse finzinho do capítulo, em que o grande orientador da comunidade espiritual, vendo aquela situação, vai chamar o guardião para uma conversa um tanto quanto mais reservada. E aí pergunta: "Uriel, você ama bastante a Levindo?" Então ele já vai dizendo, se você ama bastante, aí é o que a gente entende como mensagem subliminar. Você acha mesmo que é aqui que Levindo precisa estar? Essa sua proteção excessiva, tirando do outro oportunidade do crescimento é de fato demonstração amorosa? Mas Uriel vai responder a esse grande orientador que sim, ele ama Levindo. Mais uma pergunta. Sabe, porém que a proteção afetuosa somente pode dar resultados benéficos quando o protegido compreende o benefício e deseja recebê-lo? O pobre doel responde: "Sei". O grande orientador então diz: "Então ouça, poderia ele permanecer aqui em nosso recanto celeste, mas a mente do infeliz ainda tá no inferno, que se esforça por conservar indefinidamente depois da morte do corpo." E ele arremata: "Não intente violentar as leis evolutivas. A cada um sempre, segundo as suas obras. Ele não tem condição de estar naquele lugar sem o mérito para ali permanecer. As suas condições evolutivas, os seus desejos, os seus sonhos e aspirações estão centrados em paixões inferiores. Protegê-lo das consequências dos seus próprios atos e escolhas não é amor. O outro precisa aprender vivenciar o que Naddia já colocou aqui anteriormente, que nada mais é do que uma lei de justiça, que só nos é impetrada. tendo uma estreita relação com nossas escolhas, ou aquelas que nos afastam do
r vivenciar o que Naddia já colocou aqui anteriormente, que nada mais é do que uma lei de justiça, que só nos é impetrada. tendo uma estreita relação com nossas escolhas, ou aquelas que nos afastam do divino, ou as que nos aproximam. Assim sendo, ele entendeu o que estava sendo dito, imagino que com muita dor no coração. Mas o dirigente da cidade entrega a chave a esse anjo guardião e recomenda: "Abre a porta e deixe ele procurar o que lhe pertence". E aí fica a mensagem, que porta nós estamos procurando abrir? Isso vai depender da chave que estamos escolhendo. Os três capítulos são interessantíssimos, três crônicas. E me pareceu muito curiosa a narrativa de Humberto de Campos e Mão X sobre a grande lição. Porque Salomão, o rei lendário, senhor de 1000 mulheres, 700 esposas e 300 concubinas, reza a história, mas deixou provérbios de alta qualidade filosófica dentro do Velho Testamento. Um rei sábio que em algum momento diante de duas mulheres disputando uma criança, ele percebendo que as duas queriam ter a criança total, mas ninguém abria a mão, ele foi infinitamente sábio. Chamou um guarda e disse: "Passa-lhe a espada no meio da criança, divida ela no meio, como divide um carneiro, cada um leva uma banda para casa. O problema está resolvido". Eu gostei dessa dica dele. É um bom juiz. decide logo. É prático e eficaz. Mas a mãe biológica, a mãe biológica disse: "Não, para ver meu filho morto, eu abro mão dele". A mãe adotiva que criava não abriu. Salomão reverteu a sua sentença. Tome-lhe 50 chicotadas na adotiva, porque é perversa, é prisioneira, e entregue a criança à mãe biológica, que foi capaz de abrir mão do filho, mas para não vê-lo morto. Isso é sublime dentro da maternidade. E vai uma série de outros. Agora, um tal de Natã está escrevendo por uma pitonisa em Jope e os escritos desse morto, chamaríamos hoje psicografia para aqueles dias, chegam à capital do reino, onde Salomão é o imperador, é o rei e também é o grande sumo pontífice, é o grande sumo juiz, melhor dizendo, que decide as
, chamaríamos hoje psicografia para aqueles dias, chegam à capital do reino, onde Salomão é o imperador, é o rei e também é o grande sumo pontífice, é o grande sumo juiz, melhor dizendo, que decide as questões do populacho. O que essa carta psicografada de Natã deu trabalho porque todo mundo é verdade. Uma parte diz garante que é verdade. A outra diz que é embuste. Os mortos não escreve. Note que estamos dentro do contexto de uma sociedade que não admitia a intervenção dos espíritos, não acreditava nisso o povo israelita, eles tinham outras concepções. Mas de repente ele tem que decidir e ele passa a analisar sim, o Deuteronômio é implacável. O Deuteronômio atribuído a Moisés proíbe taxativamente que se evoquem os mortos. e com ele se dialogue, porque isso gera abominação perante Deus. Curioso, pouca gente nota, é que a evocação, cujo capítulo existe no livro dos médiuns, trabalhado pelo codificador Allan Kardec, favorecia que Kardec, para obter informes para construir o próprio corpo doutrinário do Espiritismo tinha competência moral e técnica para evocar. Ele chamava, ele solicitava a presença dentro daquele espírito superior, não. E ele comp eles compareciam para atender as necessidades intelectuais do codificador. Então, há um capítulo da evocação. O curioso é que naqueles dias não se evocava, eram os mortos que apareciam tranquilamente. Como já me perguntaram por aí em viagem, ah, é você que tem um apartamento cheio de conversa com os mortos? Perfeitamente. Eles aparecem lá e você chama? Eu digo: "Não, eles batem na porta, eu abro por educação. Eu vou deixar o morto lá na porta esperando, né? Minha mãe me assinou, me ensinou fidalguia, elegância. Vai que o morto é um pedaço de pão, um copo d'água. Isso eu tenho para oferecer. Se eles me procuram, eu atendo. Eu é que não vou atrás deles. Ou seja, nenhum médium pode localizar, pode, é via de regra, né? Pode localizar um agente espiritual no além. Mas o agente espiritual no lei, localizar os médiuns na terra é mais
não vou atrás deles. Ou seja, nenhum médium pode localizar, pode, é via de regra, né? Pode localizar um agente espiritual no além. Mas o agente espiritual no lei, localizar os médiuns na terra é mais fácil. Não há um catálogo telefônico como antigamente que eu dobro as páginas fininhas e encontro ali o defunto, o morto que eu quero localizar. Mas eles nos acham bem mais fácil pelas afinidades. Então Salomão pensou em tudo isso, mas havia brecha. O próprio Moisés havia proibido a comunicação no seio do seu povo, o contato com o mundo espiritual, mas elegeu 70 anciãos para como médiuns, facultarem que ele tivesse contato com alentúmulo. Moisés está em no livro de Números. E também consta que alguém, percebendo que Eldade e Medade, dois irmãos, não faziam parte dos 70 porque eram jovens e davam comunicações, foram a Moisés e levaram a denúncia. Moisés respondeu: "Como? Oxalá toda Israel profetizasse comade e medade, porque os dois médiuns eram sérios, eram nobres, não emprestavam a mediunidade para as futricas humanas, para as quinquilharias do mundo. Então, havia exceção. O próprio, o próprio Salomão recordava que Saul, filho, eh, ele que era filho de Davi, havia ido a cidade de Endor atrás de uma informação de natureza mediúnica para a batalha de Gilboé, em que o povo judeu perdeu a guerra. E Saul, para não ser feito refém, cometeu suicídio, se espetando numa espada cravada no chão, onde ele jogou o próprio corpo e por um suicídio covarde partiu da terra. Então ele foi consultar, próprio rei buscou uma pitonisa em dor para uma comunicação de Saul, o antecessor se materializou. Como resolver isso? É um problema que até hoje nós enfrentamos. Há pessoas que admitem as comunicações, aceitam elas de mand natural. No Brasil, nós temos dados do IBGE que apontam que grande maior parte da população brasileira, de que ramo for religioso, aceita a reencarnação e aceita o intercâmbio com os desencarnados, mas tem outros que taxativamente rejeitam essa comunicação. Vai entender. Seja porque aceitamos ou
ileira, de que ramo for religioso, aceita a reencarnação e aceita o intercâmbio com os desencarnados, mas tem outros que taxativamente rejeitam essa comunicação. Vai entender. Seja porque aceitamos ou rejeitamos, eles não deixam de se comunicarem porque os fatos não deixam de existir por serem ignorados. Aldos Huxley e por isso mesmo eles continuam se comunicando, não obstante a nossa hostilidade ou refratariedade. E os fatos não deixam de existir só porque não acreditamos neles, não é? Eh, nós é que precisamos aprender a lidar com as realidades. É a a observar com cuidado a nós mesmos, a vida ao nosso redor e evitar o máximo possível de estarmos eh fazendo projeções. Aí eu acho que a pessoa não olhou para mim, é, provavelmente essa pessoa é muito orgulhosa, eh, ficou rico recentemente e aí agora não olha mais para mim, não sabe que a pessoa tá pensando em outra coisa, a pessoa nem viu. Mas quando eu faço essa avaliação, atribuo ao outro que ele pensa, o que ele sente, eu estou, na verdade, mostrando o que eu penso e eu sinto. Eu é que acho que se uma pessoa fica rica, ela pode muito bem não querer mais falar com os amigos antigos. Eh, então, à medida que a gente se conhece, à medida que a gente observa os fatos da nossa realidade interior, os fatos da realidade exterior, fica mais fácil nós podermos compreender e lidar com a vida. Eh, esse capítulo de Levindo, ele é bem interessante porque ele nos mostra, ele nos traz dois elementos que vale a pena recordarmos e vale a pena aprofundarmos na nossa compreensão. Uma coisa é que quantas vezes a gente precisa de ajuda, pede ajuda, suplica ajuda, mas na verdade o que nós queremos é continuar como estamos, só que sem sofrimento nenhum. Tem um livro de André Luiz, acredito que seja Obreiros da Vida Eterna, onde tem a casa transitória. E eles tem uma situação lá que eu não vou detalhar, fica muito longo, mas eles eh colocam um meio de acesso à casa transitória para os espíritos receberem socorro. André Luiz fica todo angustiado
ria. E eles tem uma situação lá que eu não vou detalhar, fica muito longo, mas eles eh colocam um meio de acesso à casa transitória para os espíritos receberem socorro. André Luiz fica todo angustiado porque os espíritos todos, são muitos espíritos desorganizados, perturbados, mas estão todos pedindo socorro. Socorro, me ajude. Implorando, implorando. Só que essa esse equipamento que eles colocam, uma espécie de uma rede energética, uma coisa assim, somente os que conseguem tocar e avançar por essa espécie de rede é que são recolhidos. E André Luiz fica preocupadíssimo porque tem muitos espíritos maus, piores do que os outros, que ficam tentando impedir que os outros adquiram socorro. Então ele não entende porque é que Zenóbia, que é a coordenadora, não assim ajuda os espíritos a virem ser socorridos. Não. Aí ela disse: "Não se preocupe, é assim mesmo. Venham aí ficam exortando, venham e tal". É, demora para André Luiz entender que o fato é a mesma coisa que aconteceu com o mentor de Levindo. A pessoa tá pedindo socorro. Me ajude, pelo amor de Deus, eu tô sofrendo tanto. Isso é importante. Ele vai receber a ajuda que ele precisa, mas não necessariamente a que ele quer. Esses espíritos não poderiam ser recolhidos lá na casa transitória só por isso. Por quê? Porque aquela aquela rede eh magnética, né, elétrica, vibratória, ela funcionava como um processo seletivo. Somente os espíritos que estavam realmente dispostos a fazer mudanças eh que tinham acesso. Todos estavam sofrendo, não havia dúvida. Mas você não pode recolher num espaço eh de ajuda confiante uma pessoa que assim que tiver lá dentro, que passar a fome, que passar o medo, vai destruir tudo, porque é só o que ele sabe fazer. Ele precisa de ajuda. Ele será ajudado porque a misericórdia divina é infinita, mas ele não terá o que ele quer. Ele terá o que ele precisa. Ele precisa continuar naquele contexto até que ele esteja disposto a mudar. É o padrão vibratório que vai fazer com que a pessoa se adeque ao local. Era o que
que ele quer. Ele terá o que ele precisa. Ele precisa continuar naquele contexto até que ele esteja disposto a mudar. É o padrão vibratório que vai fazer com que a pessoa se adeque ao local. Era o que acontecia com Levindo. Levindo não estava naquele lugar. Internamente ele não estava, ele não compreendia. No caso da história de Levindo, ele não fazia mal a ninguém, a não ser a si mesmo. Nesse caso que eu tô contando do livro, eram espíritos perversos, cruéis. Assim que eles se vissem dentro da casa transitória, muito bem acolhidos, muito calmos, sem problema nenhum, eles iam começar suas seus pensamentos maldosos, suas ações maldosas e cruéis. Então, sim, eles precisam ser socorridos, simão socorridos, mas não é ali. Então, a diferença entre uma pessoa que quer se livrar da dor, como todo mundo sempre quer, e uma pessoa que está disposta a mudar para ter uma ajuda espiritual, é importante para a espiritualidade maior. E o, e essa história é uma é uma história, né? Eh, ela é simbólica. Eh, o mentor de Levindo, ele achava que amar e ajudar é exatamente você fazer o que o outro tá pedindo. Dá para ele tudo que ele para ele se sentir bem, para ele se sentir confortável, para ele se sentir em paz. Mas se sentir bem, confortável em paz, tá dentro da gente. O que ele precisa é compreender o que é que vai trazer paz para ele. E isso significa que ele vai passar por um período bem difícil, que é o que acontece no final da história. Vamos pensar sobre isso, sobre os nossos pedidos e sobre as formas como a gente busca ajudar as pessoas. Elas são formas de ajuda ou somente pra gente não ver a pessoa sofrendo porque a gente não aguenta? Verdade, Nadia. E esse não aguentar, mesmo que estejamos com uma boa intenção, pode ser o grande comprometimento do outro, né? e a e a oportunidade perdida temporariamente de crescimento. Enquanto o Marcel comentava o 22, o sábio juiz, eu fiquei observando a postura de Salomão, né? Primeiro ele recebe ali as mensagens e as pessoas então pedem, no caso, a família
iamente de crescimento. Enquanto o Marcel comentava o 22, o sábio juiz, eu fiquei observando a postura de Salomão, né? Primeiro ele recebe ali as mensagens e as pessoas então pedem, no caso, a família Jonathan, para que ele analisasse ali aquelas mensagens. Eles queriam saber da veracidade, será que realmente essa mensagem veio dele? Então, a preocupação era garantir a legitimidade daquilo que estava sendo colocado. Claro que isso abriria brechas. Então, todas as pessoas agora queriam conversar com seus mortos, saber dos seus interesses e tudo mais. Coitado de Salomão. Mas aí ele vai lembrar da proibição do Deuteronômio, que aí a ideia, né, que você não fazia o diálogo com aqueles que já desencarnaram. E isso aqui não foi levado em consideração, digamos assim, por todos aqueles que estavam pedindo a Salomão algum tipo de ajuda, mas isso era o externo para as pessoas que estavam se aproximando dele. Lá no finalzinho eh do capítulo, nós vamos perceber qual é a compreensão de Salomão. E eu fiquei pensando no próprio médium ou naquelas pessoas que a gente tem por referência e que recorrem. Ele não atende prontamente, ele reflete sobre aquilo que lhe está sendo solicitado. E depois disso é que ele dá sua conclusão. E a conclusão de Salomão é que é o interessante, inclusive é uma decisão que causa surpresa para os súditos que se apresentavam diante dele. Ele simplesmente diz que não vai dar essa devolutiva, essa resposta que era ali esperada, já que ele considerou que não podia constituirse em órgão de consulta sem interesse fundamental para a vida do homem. Então, não são aos mortos necessariamente que nós vamos fazer perguntas, consultas sobre como nós devemos nos dirigir. Só que aí alguém pergunta para ele, afinal, que disse o rei dos sábios? Que disse o rei aos sábios de seu reino? No fundo, qual era de fato a opinião de Salomão? Então ele vai eh explicar que o culto que deve ser feito, que não é uma pessoa, não é as entidades ou os espíritos, como mais denominamos, mas
u reino? No fundo, qual era de fato a opinião de Salomão? Então ele vai eh explicar que o culto que deve ser feito, que não é uma pessoa, não é as entidades ou os espíritos, como mais denominamos, mas uma consulta própria consciência. É ela quem nos confere as respostas que todos nós precisamos, que pode ser aquela resposta que Naddia bem colocou. Tem algo que me incomoda, tem um sofrimento que eu experimento. E aí lembrando, né, que sofrimento é algo que a gente vivencia imerecidamente. Então, quando a gente chama de sofrimento, a gente já está questionando a justiça divina. Se eu estou sofrendo, eu sou vítima de algo. Estamos em fase de reeducação. Então ele aqui vai dizer que se nós fazemos o culto reto à consciência, a sabedoria que ele dispunha ali não estava para descortinar o que estava acontecendo no que ele aqui chamou de país dos mortos, mas sim de observarmos a qualidade dos pensamentos que alimentamos e que recebemos. Quantas vezes estamos muito bem dispostos, otimistas, motivados, desenvolvendo trabalho de melhoria íntima ou ajudando as pessoas ao nosso redor e vamos percebendo que algumas coisas começam a dar problema, as relações se tornam conflituosas, as dificuldades vão aumentando, uma tristeza, uma desmotivação, enquanto momentânea, no início, depois ela vai se tornando mais persistente, com alguma uma condição de permanência maior se dermos a ela a oportunidade de se abrigar. Aí é o grande momento em que precisamos questionar o por que estamos pensando desse modo, se nada justifica, digamos, que o que a gente poderia denominar de uma onda de tristeza, de pessimismo, de falta de vontade de viver e fazer as coisas que devemos. Então ele vai sinalizar aqui que se algum espírito voltasse do túmulo e se comunicasse com as pessoas terrestres, ninguém deveria se preocupar com o nome do espírito, mas sim com a qualidade da comunicação que eles então dariam. E a gente lembra exatamente das recomendações de Kardecatizado em um livro dos médiuns. Inclusive, não
e preocupar com o nome do espírito, mas sim com a qualidade da comunicação que eles então dariam. E a gente lembra exatamente das recomendações de Kardecatizado em um livro dos médiuns. Inclusive, não houve uma preocupação em nominar os médiuns que contribuíram com a codificação, hoje ter grandes cultos e reverências, mas sim observar a qualidade. O próprio Kardec nos chama a atenção sobre a linguagem que é então trazida por esses espíritos e que elas vão anunciar o caráter e a natureza do ponto de vista moral que eles vão apresentar. Podem até começar com uma linguagem rebuscada, um tanto quanto elegante, mas vão derrapar em algum momento se aquela não for a condição deles. Principalmente quando contrariados, eles não vão conseguir manter, digamos que aquela imagem do grande espírito paciente. E aí ele vai então dizer que se o comunicante ensina o bem, ele deve ser considerado um emissário dos céus e ser ouvido com respeito e atenção. Mas se transmite o mal, deve ser interpretado como mensageiro infernal e ser esquecido para sempre. Aí o questionamento vem para todos nós. A gente já viu a história do capítulo anterior em que há uma referência, uma vivência infernal no meio celeste. Então, o céu inferno é uma condição que cada um carrega a despeito do ambiente interno. Eu posso estar em meio a pessoas harmonizadas, tranquilas, equilibradas, mas se o meu mundo interno não tiver nesse mesmo diapazão, não vai adiantar que o que eu vou experimentar é inquietude. Mas pode ser o contrário, ambientes conturbados, desarmonizados e eu consiga manter a minha vibração, porque eu estou em conexão com outra onda vibratória. Isso faz com que a gente se volte para as recomendações evangélicas, oração e vigilância. Não só a oração das palavras e do mental, mas a oração da prática, do fazer o bem, as boas leituras, as conversas saudáveis, o prestar atenção àquilo que os espíritos nos inspiram e que às vezes deixamos de lado porque queremos atender aos interesses, à conveniências e aos
er o bem, as boas leituras, as conversas saudáveis, o prestar atenção àquilo que os espíritos nos inspiram e que às vezes deixamos de lado porque queremos atender aos interesses, à conveniências e aos condicionamentos. Então esse capítulo 22 me levou, enquanto Marcel refleti inicialmente a pensar nisso. Qual é a natureza e a qualidade dos pensamentos que estou abrigando no meu dia a dia. São pensamentos que me levam à prática do bem e que me mantém em tranquilidade, que eu os escute. Mas se forem aqueles que me mantenham numa condição de submissão, depressão, tristeza, desânimo diante da vida, que eu não os escute e busque as estratégias de recuperação do bom ânimo que todos nós conhecemos para que a gente continue a nossa caminhada mesmo com o planeta, com a natureza do nosso que é temporária também. Quando lia a crônica alusiva a Salomão, a sábia decisão, ele tomou uma decisão espírita. Ele recomendou que a gente ignorasse quem assina o texto para fixar-se na qualidade da mensagem. O que me levou a suspeitar que Salomão na época já leu os rascunhos de Kardec, né? que chegou às mesmas conclusões que o codificador. Isso, portanto, nos empurra para o capítulo 23, que é uma advertência fraternal. É Humberto escrevendo do lado de lá para os que estão aqui iludidos nas mantas do mundo, né? Ele também enfrentou a dificuldade. Quem conhece a história de Humberto desde o Maranhão, passou por Manaus, esteve em Parnaíba, depois depois para o Rio, ele batalhou muito, era um homem virtuoso na arte de escrever até conquistar ao respeito da sociedade carioca de seu tempo e ter seus escritos publicados nos primeiros jornais então do Rio de Janeiro da época. até chegar a condição de príncipe dos cronistas, ele ralou bastante. De repente a doença pega Humberto Camp, joga em cima de uma cama por 2 anos e depois ele sai. Do outro lado, a pena o fardão da Academia Brasileira de Letras, o óculos dele redondinho, óculos de tartaruga, que era os homens que usavam a época para ler, tudo aquilo que ele
nos e depois ele sai. Do outro lado, a pena o fardão da Academia Brasileira de Letras, o óculos dele redondinho, óculos de tartaruga, que era os homens que usavam a época para ler, tudo aquilo que ele tinha, o apreço, o cajoeiro que ele plantou lá em Parnaíba até hoje, dando frutos, tudo isso tinha que ficar, inclusive os três filhos e a viúva, ele tinha que entregar o mundo para agora se situar no alenco e fazer um processo demorado de adaptação. Aí a gente vai entender porque é que os escritos dele iniciais por via mediúnica, não foram aceitas pelos seus críticos literários. Não, não pode ser Humberto. Humberto era satírico. Humberto era irônico. Deixou um livro para ser publicado depois da morte que nunca foi, porque se o mundo espiritual conseguiu abafar, onde ele ridicularizava certas figuras do Rio de Janeiro. Mas ao chegar do outro lado, ele percebeu que aquele livro saísse, a memória dele ia dele para o Beleléu, ia pro lixo. Então, o mundo espiritual evitou que esse livro viesse a público. Aí ele vai perceber toda uma realidade que ele ignorava na Terra. Isso vai acontecer com muita gente também, que mesmo enfronhado nas religiões, não conseguem tomar um banho de cultura e quando despertam levam aqueles conceitos arraigados, ocificados, inessados. Em algum momento seria chamado está à direita do pai, porque eu sou ovelha. E a esquerda é a turma do bod. Turma do bod vai pra esquerda porque cheira mal. É o bod barrão, como se diz no interior. E aí eu vou ficar à direita do pai porque eu vou para um céu estanque, um céu parado, onde o indivíduo cheio de virtude não faça nada para auxiliar os que se equivocaram. Não. Aí agora estamos começando a perceber o alcance da doutrina espírita na terra, o impacto que ela veio causar. Como diz o Evangelho, o cristianismo veio para destruir o materialismo que reinava nesses séculos de paganismo e de outras doutrinas. O espiritismo só tem que construir se valendo do material cristão, da ciência, começa a nos reformular em direção à vida eterna, ao
lismo que reinava nesses séculos de paganismo e de outras doutrinas. O espiritismo só tem que construir se valendo do material cristão, da ciência, começa a nos reformular em direção à vida eterna, ao mundo espiritual, mostrando que ela é uma continuidade da nossa vida, com a a o forte testemunho de que o indivíduo será herdeiro de suas próprias construções. Plantou, vai colher. Se não plantou, não vai colher, porque não há o que tirar daquilo que não foi curtido, não foi cegado. Mas o indivíduo vai marchar porque ninguém vai se perder. Nem uma ovelha como bem Levindo. Levindo não tinha sido um homem mau, era apenas um gozador na terra. comeu, bebeu, fez tudo que queria, montou um bom negócio, aposentou, curtiu, não tinha preocupação. Do outro lado, a preocupação dele a talão de cheque, cartão de crédito, a mulher, os bens, tudo que ficou. Quando voltou, que impacto, né? Deve ter visto tudo isso já separado na partilha, os filhos disputando nos tribunais. Por isso que Humberto tem recomendado, no dia que a gente perceber que vai partir, deixe logo papéis em dia, sobretudo quem tem muito patrimônio, porque deve ser muito doloroso voltar e contemplar em silêncio, aparentada brigando por baixelas e copos, pratos e outras coisas que um dia terão que deixar também. Aí isso só me consolida. Os diamantes realmente são eternos. Os donos estão todos no cemitério. Ai, realmente os diamantes são eternos. Os os homens não. No seu corpo físico acaba muito antes. Mas as posses e essa identificação material elas dificultam muito que a gente compreenda a realidade do mundo espiritual. É interessante que essa carta de irmão X, para as pessoas que querem que ele dê notícias, ele vai dizer uma coisa que Emanuel diz nos prefácios dos livros de André Luiz. O próprio André Luiz fala sempre e outras obras que tratam do mundo espiritual sempre dizem isso. O reverendo Owen, que escreveu um livro, psicografou, né, da da a mãe dele desencarnada vivendo numa cidade espiritual e todos os outros. O
tras obras que tratam do mundo espiritual sempre dizem isso. O reverendo Owen, que escreveu um livro, psicografou, né, da da a mãe dele desencarnada vivendo numa cidade espiritual e todos os outros. O que é isso, gente? A gente não tem vocabulário para dizer como é o mundo espiritual. Todas as palavras que nós temos, elas foram construídas em todos os idiomas para descrever a vida material, que é a vida que a gente conhece. Para descrever o mundo espiritual se fazem quase que sempre analogias. Não dá para você fazer essa descrição. E é interessante que ele vai dizer as pessoas que perguntam a ele, escreva como é o mundo espiritual. Ele fala isso. Ele fala dessa limitação que nós ignoramos porque aí a gente resolve que sabe exatamente como é o mundo espiritual e sabe exatamente como é que a gente quer que seja a nossa morada, a nossa casa quando a gente desencarnar. Então fazemos o que Levindo fez. Nós projetamos na vida futura, na vida espiritual, que é outra dimensão, os nossos valores, os nossos hábitos, o nosso pensamento, o nosso vocabulário daqui e chega lá, fica todo mundo surpreso. E se a pessoa estiver disponível para aprender, ela vai precisar se desfazer disso. Se ela não tiver disponível, ela vai fazer efeito levinda. Ela fica ali insistindo, insistindo. O jeito é voltar pra terra, porque é onde a pessoa se adapta. E aí é interessante que irmão X vai dizer assim: "Sua necessidade fundamental no momento não é a de informar-se quantas revelações daqui, no caso do mundo espiritual, mas a de preparar-se convenientemente para vir". Então, a curiosidade deve ser colocada em segundo plano e vamos ver o que é que o evangelho, o que é que a doutrina espírita, o que é que os espíritos superiores nos dizem sobre nos prepararmos para essa ida que é garantida e certa. Tudo na vida é incerto. Pode acontecer ou pode não acontecer, mas o desencarne é garantido. Todo mundo que tá encarnado vai desencarnar, vai retornar para a vida espiritual. E aí nós vamos ver que o que a doutrina
é incerto. Pode acontecer ou pode não acontecer, mas o desencarne é garantido. Todo mundo que tá encarnado vai desencarnar, vai retornar para a vida espiritual. E aí nós vamos ver que o que a doutrina nos diz é que essa preparação ela começa pelo desapego, que é isso que Marcel já falou. Você se desidentifica das coisas materiais, você toma consciência que você adora seu carro, você acha sua casa maravilhosa, construiu com tanto esforço, decorou mínima, mas olhe para ela dia sim, dia não, se não consegue fazer isso todo dia e diga assim: "Vai ficar eu, essa casa não faz parte de mim. Eu vou e a casa vai ficar". Se a gente fizer isso em relação a tudo, inclusive aos afetos, nós já estaremos fazendo um bom preparo. E não quer dizer que a gente não possa usufruir do amor, do carinho, do conforto. Mas você vai usufruir, saber? Ó, ó, vou aproveitar aqui esse essa ambrosia, que é o doce que eu mais gosto. Vamos aproveitar essa ambrosia, porque desencarnado não devia comer, né? Só comem aqueles que estão muito apegados à vida material. Um dia eu não vou precisar disso. Um dia eu vou vou perceber eh felicidades e prazeres muito melhores do que isso. Enquanto eu tô aqui, vamos aproveitar dentro da dignidade. consciência de ser espírito imortal, investir na autotransformação, se melhorar a cada dia, se conectar com o alto através da prece e a prática do bem, que ele também vai dizer que o pessoal fica criticando, porque vocês espírit desencarnados só querem que a gente fique fazendo caridade. Caridade na acepção de Jesus é indulgência para com todos, benevolência para com todos, indulgência com as imperfeições alias e perdão das ofensas. é a grande receita pra gente ser feliz e construir felicidade desde aqui e principalmente lá. E o que na atrás, eu percebo nesse último capítulo da noite de hoje, o advertência fraterna, onde há uma continuidade desses pedidos, né? Mande notícias do mundo de lá, como a música traz paraa gente. Há uma insistência em saber como são as relações, como os
e de hoje, o advertência fraterna, onde há uma continuidade desses pedidos, né? Mande notícias do mundo de lá, como a música traz paraa gente. Há uma insistência em saber como são as relações, como os espaços se organizam, de que modo eu estarei aí, isso e aquilo. E aí tem uma afirmação aqui de que os espíritos desencarnados pregam até com certo exagero, questões como caridade, a fé, amor cristão. Então, o pedido é, eu gostaria de ter coisas mais concretas, notícias do que acontece por aí, sem tanto discurso, digamos assim, de práticas que a gente ainda tá distante de conseguir executar. Mas a resposta é muito boa. Vem logo com uma pergunta reflexiva. Que adianta falar de um país que você não compreende agora e para o qual todos se destinam e não se preparam? Não vai adiantar eu lhe contar de uma paisagem que você não vivencia e que você não alimenta. Ela vai se transformar em uma quimera, em uma ilusão. Eu não posso lhe dar elementos por você desconhecidos, considerando que você não vem alimentando, nutrindo e conquistando os tais tesouros da alma. Eu acho que com esse início da pergunta eu já iria me abster de aprofundar questionamentos. Só que o orientador espiritual vai seguindo. Não é mais lógico induzi-los a pensar nos cuidados do presente para que esse futuro que você deseja conhecer seja de fato memorável? Adianta perguntar sobre o futuro se a construção dele no presente não está sendo feita? Então eu não posso responder a você, já que isso vai fazer com que precisemos recorrer à imagens dos meus companheiros que já se encontram nesse lado, que não vai ser a imagem que irá lhe satisfazer. E aí vem a recomendação já muito nossa, conhecida. Faça o bem quanto seja possível. Conserve retidão da consciência e renda ela culto diário. Se você deseja um aviso mais exato, desamarre o coração, corte os liames que prendem a esfera das paixões inferiores antes de soar o seu toque de partir. Mas o que eu acho é que o grande perguntador não esperava essa notícia do desfecho.
esamarre o coração, corte os liames que prendem a esfera das paixões inferiores antes de soar o seu toque de partir. Mas o que eu acho é que o grande perguntador não esperava essa notícia do desfecho. Primeiro ele vai dizer, ó, não se discute, trace seu roteiro e siga no bem. Cuide de sua consciência e dos seus atos. Fazendo isso, você já terá uma ideia ou futuro garantido. Atenda o preparo indispensável, porquanto dentro de algumas semanas, possivelmente você estará também conosco e sem coragem de fornecer noticiário a ninguém. Então, o tempo em que queremos desvendar os mistérios do futuro, entendamos que nós o construímos. a partir daquilo que estamos tecendo no presente. E olhe que não tem, pelo menos até o momento, nenhum espírito dizendo que em algumas semanas retornaremos. Aproveitemos o tempo, porque vai que só tenhamos as poucas semanas. Então, que façamos do presente o que desejamos encontrar no futuro espiritual. E eis que numa noite de muita febre, um homem recebe a visita da morte, aquela velha com a foice na mão, aquele esqueleto. Vem lhe buscar. O homem suplica: "Eu tenho família, eu tenho uma esposa linda, me dê alguma chance, eu vou me recuperar, eu preciso de algum tempo." E a morte estava de boa vontade aquela noite e deu ao homem mais 10 anos. que há 10 anos eu venho lhe buscar. O homem se recuperou, passou e passou a notar que agora 9, o 8 contagem regressiva, 7 se e faltando algum tempo para o encontro, o reencontro com a morte resolveu falar uma modelagem. Deitou-se numa mesa cirúrgica, tome botox, toxina botulínica, botou, tirou o cabelo, era cabeludo estilo Roberto Carlos. I eiê ficou completamente careca. Botou lentes de contato de olho, olhar negro, foi para olho azul, alterou toda a fisionomia, rejuveneceu uns 15 anos e foi para uma festa na noite que deveria ter o encontro com a morte. Em plena festa, eis que a senhora não convidada a caveira da morte que passa recolhendo quem acredita nela ou não. Ela tá pouco ligando para isso. Ela então para a
deveria ter o encontro com a morte. Em plena festa, eis que a senhora não convidada a caveira da morte que passa recolhendo quem acredita nela ou não. Ela tá pouco ligando para isso. Ela então para a festa, todos veem que não é uma festa de Halloween, não é uma festa fantasia, é a morte em pessoa. E ela disse que eu fiquei de encontrar uma pessoa aqui. E o anfitrião disse: "Mas quem era? Quem é que a senhora buscar?" cabeludo, mais ou menos, tinha bem maduro, agora de vira até unsão. Ele era assim, olhos negros, exguio, mas eu não tenho esse convidado entre os meus convidados não vê essa pessoa. Acho que a senhora se equivocou de endereço, ela dis não, ele tá aqui, eu preciso ver, reúna todo mundo no salão. examinou, realmente o baixinho não estava ali, mas como a morte não pede, ela disse: "Bom, eu não posso perder a viagem, já que não achei o baixinho, vou levar o careca". Matou o rapaz do mesmo jeito, ninguém escapa. Então, como a gente deve se preparar para essa viagem agora que a doutrina está na Terra nos credenciando a encontrar essa imortalidade. O corpo, uma ferramenta. Ninguém está na terra para sofrer. Ninguém. Estamos na terra para evoluir e ninguém tá na terra para pagar, que a terra é uma escola pública. Até ontem, pelo menos, não tinha sido privatizada. Não sei hoje, mas enquanto for pública, tudo é de graça. E esse aprendizado é para nos situar, nos acomodar. O Livro dos espíritos tem a sabedoria. O fato de ser espírita já nos credencia melhor no além? A resposta foi taxativa: Não ajuda, porque a gente tem uma compreensão antecipada de onde se vai pela doutrina espírita. Mas o que vai nos garantir a adaptação tranquila no além é a prática do bem. E isso pode ser até que o materialista e o ateu tenham vantagens na frente de religiosos de fachada. Cumpriram com seus deveres, mesmo que não acredita em Deus, porque o problema não é acreditar em Deus. Se a gente não acredita em Deus, isso não é problema. O problema é no dia que Deus deixar de acreditar na gente, aí
deveres, mesmo que não acredita em Deus, porque o problema não é acreditar em Deus. Se a gente não acredita em Deus, isso não é problema. O problema é no dia que Deus deixar de acreditar na gente, aí nós estamos campado mesmo, que aí a gente perde o vínculo. Então, enquanto a gente desacreditar de Deus, é uma questão transitória, fruto da ignorância, dos dos comportamentos deiondos que o indivíduo assume, mas um dia chega que esse Deus interno brota e o indivíduo percebe que ele é filho da divindade no rumo da plenitude. Meus amigos, até segunda-feira, quando estaremos novamente para beber na fonte de irmão X, Humberto de Campos, esse caminho que estamos pavimentando para a eternidade. Até mais.
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