Para Viver o Evangelho | Episódio 183 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (capítulos 27, 28 e 29)
Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
A vida espiritual é certeza da imortalidade do ser. é proposta de crescimento e novas perspectivas para elevação moral e para o progresso. A espiritualidade trouxe, por meio dos mensageiros do além preciosas informações sobre Deus, reencarnação e também sobre o intercâmbio interdimensional entre encarnados e desencarnados. A vida não cessa e está em constante processo de mudança e evolução. Compreender as dinâmicas da existência é saber um pouco mais sobre nós, respondendo as questões sobre o porquê de estarmos aqui e qual o propósito das encarnações. Para abordar esses temas, a Federação Espírita do Estado da Bahia, Pedará entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro o 21º Congresso Espírita da Bahia, com os seguintes convidados: Alberto Almeida, Pará, Bruno Godinho, Porto Alegre, César Reis, Rio de Janeiro, Fábio Carvalho, Maranhão, Júlio Pes, São Paulo, Margarete Atla, São Paulo, Maí e Braga, Brasília, on Carrara, São Paulo, Rosa Martins, Rio de Janeiro, além da participação do Corpo de Palestrantes da FEB e demais integrantes do estado. 21º Congresso Espírita da Bahia. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei. 30 de outubro a 2 de novembro de 2025. Fiesta Convention Center, Salvador, Bahia. Inscrições www.feb.org.br. Venha, participe. >> Caros irmãos e irmãs aqui presentes na sede central da Federação Espírita. Sejam muito bem-vindos e bem-vindas. E desde já os nossos agradecimentos pela companhia, pelo aspecto vibracional e, claro, pela nossa convivência fraterna. Cumprimentamos também aos nossos internautas que nos assistem pela TV FEB e pela TV Mansão do Caminho. Temos aqui alguns informes, como toda semana já vimos aí o congresso. Lembrem-se que vocês podem se inscrever pelo site da Federação, como foi dito, também pelo Simpla. E para aqueles que estão em Salvador, residem ou de passagem, também podem fazer aqui presencialmente na sede da Federação Espírita. Um evento que gostaríamos de divulgar com vocês é esse que aparece em tela, uma só língua, uma só bandeira, um
em ou de passagem, também podem fazer aqui presencialmente na sede da Federação Espírita. Um evento que gostaríamos de divulgar com vocês é esse que aparece em tela, uma só língua, uma só bandeira, um só pastor. Com esta frase que na verdade é um chamamento, nós divulgamos o seminário com Leandro Abraão, Minas Gerais. Ele é presidente da Associação Espírita Esperantista e estará no dia 19 de outubro, das 10 ao meiodia na sede histórica da Federação Espírita do Estado da Bahia. Aí tem o endereço Largo do Cruzeiro de São Francisco, no Pelourinho. Sintam-se convidados para esta manhã, onde além da discussão sobre o esperanto, vocês estão vendo aí, vai ter distribuição de material, sorteio de brindes, uma oficina e um momento artístico. Compareçam e também divulguem e convidem outras pessoas. Assim sendo, para quem não esteve na semana passada conosco, voltamos a reforçar que Marcel Mariano está bem, mas está em algumas viagens aí pelo país na divulgação do Espiritismo. A folga dele terminará em breve, porque em novembro ele estará de volta aqui conosco. Sempre deixa lembranças para nós que compartilhamos aqui do programa do Para viver o Evangelho. Como compartilhamos na semana passada, hoje vamos trabalhar os três capítulos 27, 28 e 29. Vamos começar agora com Naddia Matos trabalhando as temáticas de identificação do espírito. Boa noite, Nádia. Boa noite a todos os companheiros que estão aqui conosco na sede central da FEB, aos companheiros que estão pela TV FEB, pela TV Mansão do Caminho. É uma alegria estarmos juntos novamente e a semana passada, por motivos técnicos, não podemos fazer nosso encontro presencial, faz falta essa presença calorosa aqui. E de novo, como Jamile disse, estaremos trabalhando três capítulos, porque os três capítulos têm a ver uns com os outros. Então, no capítulo 27, eh, irmão X, através de um caso, de um acontecimento de uma médium a há séculos atrás, ela, através desse caso, ele vai nos falar várias coisas sobre mediunidade. O capítulo 28, ele vai trazer toda uma
h, irmão X, através de um caso, de um acontecimento de uma médium a há séculos atrás, ela, através desse caso, ele vai nos falar várias coisas sobre mediunidade. O capítulo 28, ele vai trazer toda uma contingência da Jerusalém após a ressurreição de Jesus. conflito que is que isso implantou no Sinédrio, as reações dos discípulos, dos apóstolos, o começo da casa do caminho e e tudo isso em torno da questão da ressurreição. E o terceiro capítulo, ele vai falar um pouco sobre a vida no mundo espiritual. através também de um caso, eh, irmão X usa muito uma uma estrutura anedótica. A gente costuma chamar anedota sópiada, mas um estudo anedótico, uma referência anedótica significa referente a casos e ele adora contar casos. E aí, nesse capítulo 29, ele vai nos contar o caso de uma pessoa que desencarnou e ao chegar no mundo espiritual, ele começa a fazer várias revisões e vai ter a sua vivência. Então, eh, todos três capítulos vão nos convidar a reflexões sobre a imortalidade, sobre três sobre três ângulos diferentes, mas estaremos falando da imortalidade. Vale a pena refletirmos, cada um de nós, que como espíritas, se qualquer pessoa nos perguntar o que é você, o que você é, a Eu sou um espírito imortal, a gente tem a resposta na ponta da língua. No entanto, a vivência desse conceito, eu sou um espírito imortal, ainda é um exercício muito trabalhoso para quase todos nós ao longo da vida. Nós tendemos a nos alinhar com as estruturas da nossa sociedade. A gente tende a ignorar eh essa questão de vida, de morte, a questão da morte em si. H, vivemos numa sociedade que, embora seja uma sociedade de pessoas religiosas, os sensos mostram que, pelo menos no Brasil, você tem umas uns 80% das pessoas que se declaram como acreditando em Deus, como vivenciando alguma religião, mas quando a gente vai ver na prática mesmo, a gente vive muito pouco como alguém que acredita ser um espírito imortal. Estamos geralmente mais preocupados com questões materiais. Usamos muito mais do nosso tempo, da
te vai ver na prática mesmo, a gente vive muito pouco como alguém que acredita ser um espírito imortal. Estamos geralmente mais preocupados com questões materiais. Usamos muito mais do nosso tempo, da nossa energia, do nosso eh dinheiro para questões materiais do que para questões espirituais. Eh, sentimo-nos mais à vontade e no geral a gente só pensa na morte quando não tem opção. Isto é, quando temos algum diagnóstico eh com um prognóstico de pouca pouca possibilidade de cura e você se defronta com a morte. ou a gente mesmo, os nossos entes queridos, ou então quando alguém ao nosso redor desencarna e aí isso nos leva a pensar, principalmente se for um falecimento súbito ou na velice, porque na velice você não tem chance. Você vai fazendo a conta, vai fazendo a conta, olha para um lado, olha pro outro, o tempo passando, 60 anos, 70 anos, 80 anos, 90 anos. Aí você já sabe que não vai mais demorar muito tempo assim no plano físico. Então a gente se vê obrigada a lidar com a questão da morte, do corpo físico. Embora nos digamos e nos reconheçamos como espíritos imortais, nós não costumamos viver como espíritos imortais. Nós não costumamos pensar como espíritos imortais. nós a pensamos como pessoas materiais que titude e coisas desse tipo. Então, quando a gente comentar daqui a pouco os três capítulos, nós vamos comentar a partir dessa ótica e dessa reflexão. E já que no capítulo 27 tem uma história muito interessante que o irmão X conta pra gente de uma moça, digamos assim, condições modestas de vida, em que ela na condição de médium acaba sendo a intermediária de alguém que desencarna e que durante a sua vida assumiu a profissão no campo da medicina. Então, por ela, ele vai beneficiando muitas pessoas, só que num tempo histórico em que mediunidade ou contato com o mundo espiritual era algo que deveria ser proibido ou considerado como bruxaria, fantasia, loucura ou qualquer coisa que o valha nesse sentido. Só que ela não só fazia a, digamos que esse contato atuava como medianeira, mas afirmou
everia ser proibido ou considerado como bruxaria, fantasia, loucura ou qualquer coisa que o valha nesse sentido. Só que ela não só fazia a, digamos que esse contato atuava como medianeira, mas afirmou quem era o espírito que por ela beneficiava as pessoas. Então, quando ela conta quem é, ela se chama Cecília e fala então de Dom Juarez, isso acaba causando uma revolta nas pessoas que o conheciam, familiares, amigos próximos, que entendem que ela precisaria então ser inquirida. diante da sua alucinação e de algo que não poderia ter uma configuração de veracidade. Então, ela é submetida a um momento em que precisou dar algumas informações. E é interessante que ao longo do capítulo aqui eles relembram o ato de fé, que era o momento de um julgamento em que você então era levado ao descrédito ou acusado de heresia ou coisas assim, já que você estava infringindo alguns princípios como da imortalidade da alma, que era algo que não deveria existir, e muito menos intercâmbio com os mortos. Relembra-se, inclusive a proibição de Moisés para que essas comunicações então acontecessem. A pobre Cecília foi levada então para esse inquérito e ela aí teve que responder aos bispos algumas perguntas. E o que eu achei aqui, obviamente que isso não tem uma graça, não é uma piada, mas não deixa de ter um que de um ar jocoso quando coloca aqui uma espécie de preferência por esses bispos. Então, ou algumas pessoas pediam que ela fosse queimada na fogueira e outras diriam que sendo benevolentes lhe ofereceriam a graça. Era assim denominada de ser esquartejada. Então, ser esquartejada era uma graça para quem fosse então condenado nesse talto de fé. se é que há alguma algum benefício ou algo que me considere alguém que vai estar consolada porque serei esquartejada viva. E é viva, não é depois que você sai do corpo de carne, não. Mas era compreendido como uma graça. Aí que a gente vai pensando o que é nível evolutivo, né? Quais são as concessões de graça e de benevolência para com o outro? Em meio a essas
corpo de carne, não. Mas era compreendido como uma graça. Aí que a gente vai pensando o que é nível evolutivo, né? Quais são as concessões de graça e de benevolência para com o outro? Em meio a essas perguntas, claro, eh ela foi considerada, então a pergunta é: será que isso não se constitui em loucura? É impossível que ela então esteja como alguém que dialoga eh com Joarez, esse médico primeiro que a gente vai pensar que já tem uma espécie de preconceito de uma moça humilde, está em franco diálogo com alguém, com uma profissão, com o status que tem, com a condição social que ele teve. Isso já chamava a atenção e ela estava aí mesmo na condição de alguém que inventava aquela realidade. Só que no momento do julgamento, o médico se aproxima e ela se transfigura. Então, alguma coisa estranha estava acontecendo ali naquele ambiente. E, claro, a afirmativa e conclusão mais precípite, mas a possível é que ela estava ali. Eles estavam na presença do demônio. Não poderia ser o médico juarez, mas sim o demônio que dominava, digamos assim, aquela moça. E a pergunta é feita: "Estamos em presença do demônio?" E a entidade responde: "Vocês estão em presença do espírito". Eu acho que um demônio que chega assim com uma certa calma, ele já perde aquela característica de quem amedronta, de quem desrespeita. Conseguiu conversar e responder com tranquilidade, sem imposição. Claro que eles iam trazer um ardio, então perguntam o nome e ele não responde, ele não diz qual é o nome que ele tem, né? como se até aquilo que a gente vê e lê no livro dos médiuns não tem uma necessidade de identificação ou de um nome de uma entidade elevadíssima para que isso confira eh credulidade. Confessa que já morreu? A resposta: sim, já perdiu o corpo físico, tem uma pátria? E aí ele diz: "Tenho, qual é o mundo inteiro?" e vai resgatando algumas ideias que nós conhecemos evangélicas de que a humanidade é minha família, quem é minha mãe, quem são meus irmãos, todos aqueles que fazem a vontade do pai. E essa ideia
iro?" e vai resgatando algumas ideias que nós conhecemos evangélicas de que a humanidade é minha família, quem é minha mãe, quem são meus irmãos, todos aqueles que fazem a vontade do pai. E essa ideia de que quanto menos egoístas nós ficamos, nós vamos ampliando a nossa amorosidade e a inserção. Eu estava fazendo uma reflexão no meu ambiente profissional sobre essas discussões que a gente faz no cotidiano, que hoje se educa sim, determinado tempo se educava de outro modo e aí se tratou do Estatuto da Criança e do Adolescente, se lembrou o ECA. E aí eu disse, vejamos o que o artigo quto traz paraa gente, que o cuidado da criança e do adolescente não tá circunscrito ao grupo familiar, é família, estado e sociedade. Então não é a minha criança, são as nossas. É num contexto muito mais amplificado, mas que ainda estamos com a dificuldade grande de alcançar. Então, a gente tem uma lei com imagem objetiva ainda distante, porque olhamos o nosso nicho, aqueles que estão mais próximos e aí a gente vai ter uma dificuldade de amar, digamos, ou reconhecer a humanidade como essa família, como o espírito traz. E aí traz logo uma pergunta: se eu estou diante do demônio, ele deve ter vindo, claro, ou do inferno, ou minimamente do purgatório? E o espírito responde: "Não é de vossa conta, de onde é que eu venho ou deixei de vir?" E eles vão perguntando, reconhece a autoridade da igreja? Tudo é um ardil, né? Para que aquela jovem, então, digamos que se entregue ou caia numa cilada ali armada. E ele vai dizer: "Eu reconheço a eterna autoridade de Jesus Cristo". E no final, quando tem a ideia, qual a sua profissão de fé, qual é seu propósito? E aí o médico que não era ali, não se identificou como tal, responde: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo." Pronto, não tinha mais o que inventar, o que dizer naquela circunstância o demônio não iria responder que Jesus Cristo era, claro, o seu Senhor e a quem ele seguiria. Então, eles ficaram de um certo modo ou de todo
nha mais o que inventar, o que dizer naquela circunstância o demônio não iria responder que Jesus Cristo era, claro, o seu Senhor e a quem ele seguiria. Então, eles ficaram de um certo modo ou de todo modo deslocados, sem ter o que fazer. E a gente vai percebendo que médiunidade nada mais é do que sintonia, compromisso, trabalho a despeito de toda e qualquer possibilidade de lhe prejudicar ou trazer considerações pejorativas, como a gente vê nesse primeiro capítulo trazido por irmão X. E nesse capítulo, ainda falando um pouco sobre o capítulo 27, eh o episódio de Sicília, a médium, ele vai nos mostrar um tipo de mediunidade que a gente chama de mediunidade ostensiva, onde a o intercâmbio entre o médium e os espíritos, ele é muito evidente, ele é muito intenso, ele é muitas vezes O eixo da vida daquela pessoa também se chama às vezes de uma mediunidade de missão, onde o centro do dos objetivos da vida são relacionados à prática do intercâmbio espiritual. A doutrina espírita, ela vai resgatar uma relação com a mediunidade que é, eu diria, inusitada, que é considerar que é natural o intercâmbio entre encarnados e desencarnados, o que a gente pode chamar também de interexistencialidade. A essa interexistencialidade, ela acontece normalmente. Ela não é provocada pelo fato de sermos espíritas, ela não é provocada pelo fato de sermos médiuns ostensivos. Ela não é provocada por algo que nós desejamos fazer, não. Ela vai acontecer mesmo que a gente não perceba. A doutrina espírita, ela traz a o intercâmbio mediúnico para um espaço de centralidade, no sentido de é a partir do intercâmbio mediúnico que os espíritos superiores nos dão, né, as a própria doutrina. Mas além disso, os seres humanos encarnados e desencarnados, eles interagem o tempo todo. Eh, tem um trecho de O livro dos Espíritos que a gente fica sabendo que os espíritos nos influenciam tanto que geralmente eles nos dirigem. Eu acho essa frase chocante à primeira vista. Eu sempre achei que aquilo era terrível. Então, eu estou
que a gente fica sabendo que os espíritos nos influenciam tanto que geralmente eles nos dirigem. Eu acho essa frase chocante à primeira vista. Eu sempre achei que aquilo era terrível. Então, eu estou sendo governada por espíritos desencarnados até compreender que isso está relacionado ao modo como nós vivemos e não se circunscreve aos desencarnados. Repare quantas coisas nós fazemos eh movidos pela publicidade. Se você sentar para tomar consciência o modo como nos vestimos, veja, chega a estação primavera verão. Aí a cor da primavera verão é não sei que cor. Repare que todo mundo passa a usar com mais frequência aquela cor. Não é todo mundo 100%, mas você vê que a maioria das pessoas utiliza. Você vê que eh o modelo da roupa você distingue as gerações. A gente olha uma foto dos anos 70 e da risada das calças boca de sino. A gente olha uma foto dos anos 80 e dá risada daqueles cabelos enormes, né, que era moda na época. as blusas de ombreira que desde os anos 40 não se usava e passou se usou muito nos anos 80. Isso para falar da superfície, porque hoje se sabe e há vários estudos mostrando como as redes sociais dirigem o pensamento, afetam resultados de eleições, elas estão na base direta das polarizações que se vê hoje em dia. Não que o ser humano não tenha sempre adorado uma discussão, não que o ser humano não tenha sempre gostado de uma polarização, mas as redes sociais transformaram isso como se fosse assim. É assim que é natural, é assim que se vive a partir dos mecanismos utilizados. Então, ser dirigido por outros é a característica de um ser que não está espiritualmente consciente. Nós fazemos a maioria das coisas no automático. Nós fazemos a maioria das coisas por automatismo, eh, perdão, por condicionamento, né? Então, você compra um tipo de carro ou se muda para um um dado lugar. Isso, quem pode comprar carro? Quem anda de ônibus, quais são os passeios que faz, o que que bota dentro de casa? Enfim, nós somos muito dirigidos pelo nosso entorno. A doutrina espírita
m dado lugar. Isso, quem pode comprar carro? Quem anda de ônibus, quais são os passeios que faz, o que que bota dentro de casa? Enfim, nós somos muito dirigidos pelo nosso entorno. A doutrina espírita vai dizer que isso acontece também com os espíritos e tudo está relacionado com a sintonia. Se eu sintonizo com ideais nobres, ah, com fraternidade, com amor, com, eh, construção evolutiva, com ampliação da consciência, eu vou ser dirigida por espíritos que pensam a mesma coisa, só são mais evoluídos do que eu e eles vão me influenciar nessa direção. Se o meu pensamento é só ligado, tudo que eu compreendo é interesse pessoal, é tirar do meu caminho todo mundo que me atrapalha, é jogar em cima dos outros a responsabilidade de todas as coisas que acontecem. O que vai acontecer comigo é que eu vou ser dirigida por seres, por espíritos e também por encarnados que vão ter o mesmo padrão de ideias. Então, não é uma ideia assustadora de que nós estamos abrindo portas para que os espíritos nos dirijam. Não. Isso tem a ver com a forma como a gente vive. A à medida que a gente desperta a consciência, que a gente medita mais, que a gente ora, que a gente reflete, que a gente desenvolve uma consciência dos próprios valores, quando é perguntado ao ao espírito, né, o que que foi o médico, o Dom Ruares Ruarez, quando é perguntado a ele o que é que ele quer, ele sabe o que é que ele quer. Nem sempre nós sabemos o que nós queremos. Nós buscamos fora de nós uma diretriz, um norte. E não é quando somos jovens, porque jovens ainda estão em busca da identidade. Mas a gente passa a vida toda. Às vezes a gente quer uma coisa mais, ah, mas não vai ficar bem as pessoas, etc. Ah, não dá boa impressão. Então, essa esse é o direcionamento. E a prática mediúnica, ela não visa tornar o médium subordinado a nenhum espírito. O médium e o espírito, eles se reúnem para fazerem o bem a partir da conexão com o alto e da evolução espiritual. A prática do bem é o eixo dos bons espíritos, que são as as eh as atividades mediúnicas
médium e o espírito, eles se reúnem para fazerem o bem a partir da conexão com o alto e da evolução espiritual. A prática do bem é o eixo dos bons espíritos, que são as as eh as atividades mediúnicas que devemos estimular. Então, é importante a gente pensar nisso. >> Verdade, Nja? Indo para o capítulo 28, intitulado Depois da Ressurreição, aí ainda nós vemos algumas questões sobre a mediunidade, principalmente quando se rememora o Pentecostes, mas eu queria trazer uma pontuação antes disso. Primeiro que há um questionamento se de fato Jesus ressuscitou. E as pessoas não estavam necessariamente preocupadas quando questionavam se o fato eh era mesmo a confirmação se Jesus ressuscitou, mas sim o descrédito porque veio por uma mulher. Então como e aqui tem uma descrição de quem foi, o que fazia, e isso já desmerecia o fato dela ter sido a primeira pessoa a eh vislumbrar Jesus depois então da cena chocante na cruz. Então, a farça adveio muito menos da possibilidade de alguém ressuscitar do que ter vindo da boca de uma mulher e ainda mais eh da forma como as pessoas encaravam Maria Madalena. Mais à frente, é um um ponto que eu acho muito importante é quando a ressurreição, como é denominada, possibilita reconquistar o entusiasmo ou se deixar tomar por ele. E quantas vezes nós precisamos ressuscitar do nosso desânimo, da condição de que não vamos mais avançar, de que a situação é muito difícil, que não tem solução, de que essa ideia de imortalidade, ela é muito atraente, mas ainda não percebida ou sentida em sua pujança. e que isso então se torna algo distante, um tanto quanto pálido e que vai fazendo com que o meu ânimo não seja aquele que eu esperava, que a minha fé e a minha esperança vão sendo a cada dia mais enfraquecidas, porque eu não vejo Cristo passar, eu não estou entre aqueles do seu discipulado e isso vai dificultando a minha possibilidade de crescimento. E vamos aqui percebendo nas respostas que foram dadas. E Pedro na ótica e na leitura do irmão X, quando ele vai então
s do seu discipulado e isso vai dificultando a minha possibilidade de crescimento. E vamos aqui percebendo nas respostas que foram dadas. E Pedro na ótica e na leitura do irmão X, quando ele vai então respondendo as perguntas que lhe são feitas, quem fazem, ele tá diante de um trio. E nesse trio de fariseus tem um que se destaca, que é o Jacó. E ele como chefe desses três, vai trazendo essas perguntas e esses questionamentos. Então, é verdade que Jesus, o Nazareno, ressuscitou? Pedro, claro, naturalmente vai responder que sim. Ele é verdade, ele ressuscitou. Quem testemunhou? Aí vai Pedro e diz: "Nós pronto, depois da mulher vem os pescadores aí que realmente essa ressurreição vai ser colocada em completo descrédito." E a pergunta consequente: "E vocês podem provar que ele ressuscitou?" A resposta é maravilhosa, porque não é assim, vá em tal lugar que você vai encontrá-lo. Se você me acompanhar, eu ouvi de tal forma, não. A resposta é sim. Jesus ressuscitou com a nossa dignidade pessoal na afirmação do que presenciamos. Então, é muito além do que nós vimos. A digidade. Ser digno de ter presenciado e confirmar significa que o esforço íntimo e de renovação já estava na caminhada desses discípulos. Eles entenderam que só reforma íntima ou educação dos caracteres, como a gente entende, autoconhecimento da tão repetida e ainda um pouco vivenciada a questão 919, percebemos que essa ideia da dignidade pessoal me tornar digno significa que eu fiz por onde ter a possibilidade de confirmar, vivenciar, além de trazer os princípios do mestre para minha vida. Só que claro, a resposta vai ser que isso não basta. Eles não pediram, exigiram que o ressuscitado aparecesse para eles. E mais uma vez a gente já sabe que o fato de ver, de conhecer, de vivenciar, não é uma garantia de que nós então nos transformaremos da noite para o dia. conhecemos a mediunidade, já entramos em contato com espíritos, já tivemos relatos médioos, mas isso não causou impacto a ponto de fazer com que sejamos
então nos transformaremos da noite para o dia. conhecemos a mediunidade, já entramos em contato com espíritos, já tivemos relatos médioos, mas isso não causou impacto a ponto de fazer com que sejamos os seres mais evoluídos pelo menos do nosso convívio. Ainda estamos na labuta, emboraçamos, embora tenhamos contato com espíritos reencarnados da envergadura de um Divaldo Franco, com a mediunidade que nos apresentou, um Chico Xavier e tantos outros que podem não ter tido a mediunidade ostensiva e voltada para o bem, mas que foram exemplos dessa tal dignidade pessoal aqui trazida. Pedro, então, vai olhar para esse chefe do trio e dar uma resposta que deve ter aborrecido bastante. O inferior não pode determinar o superior. Então, ou seja, procure seu lugar. em bom português seria isso. Exato. E se coloque, porque Jesus não vai atender a sua exigência só porque você pede que ele apareça. Então ele vai dizer eh, em uma outra resposta que fé, confiança e certeza são predicados intransferíveis da alma. Então, por mais que ele se faça presente, o que nós já conseguimos pela fé, pela certeza que as atitudes conferem, e a confiança nesse futuro, no reino dos céus, que não é neste mundo, já estava aqui, digamos que insculpida na alma desses eh seguidores do Cristo. Então, e é importante aqui a observação que o irmão X faz. Quando Pedro dá essa resposta, não foi com arrogância, mas com humildade, tentando dizer para eles que a aparição não resolveria o problema. Então, esses três fariseus, claro, eles vão ficar sob o efeito da ira, porque eles ali foram denominados de inferiores. Pedem então um recurso. E a pergunta já é agressiva, né? Que recurso nos sugere então o miserável pescador que tamanha petulância me denomina como inferior? E aí Pedro diz que só conhece uma, que todos vocês morram e vão perguntar a Cristo. Ou seja, quando ele ouve que aqueles que estavam ali sendo atendidos ali na na casa em que ele estava já recebendo as demais pessoas necessitadas, ele diz: "Olha, eu não vou perder meu tempo dando
to. Ou seja, quando ele ouve que aqueles que estavam ali sendo atendidos ali na na casa em que ele estava já recebendo as demais pessoas necessitadas, ele diz: "Olha, eu não vou perder meu tempo dando explicação a quem não quer acreditar ou não se encontra disponível". Então era um terreno que não tinha o que ser semeado. Então ele olha e diz: "Olha, me dei licença, eu tenho mais o que fazer." Porque a crença já estava ali e a vida deles se constituiu na vivência daquilo que trouxe então a motivação que deveria ser a nossa, que é a do fazer o bem e viver de acordo com as leis divinas. Aí fica fácil encontrar Jesus todos os dias, inclusive no outro. >> Fica fácil. E essa essa questão diante da ressurreição, ela não foi somente porque a ressurreição de Jesus foi um fato público, foi uma novidade. A gente sabe que existe vida depois da morte, mas a gente não anda vendo nossos entes queridos que desencarnarem, exceto se formos médiuns, a pessoas que são especificamente médiuns videntes. Então essa essa seleuma que irmão X vai descrever, nós podemos pensar nela hoje como é a forma que nossa cultura em geral e nós em particular encaramos a ideia da imortalidade. A gente já ouviu milhares de vezes as pessoas dizerem: "É porque ninguém nunca voltou para dizer como é a vida depois da morte". é difícil porque houve e há relatos inúmeros, não só na doutrina espírita, sem doutrina nenhuma, no catolicismo, a própria experiência de Jesus. Só que a os padrões culturais ficam mais relevantes. Por exemplo, na cultura judaica de então, mulher não podia ser testemunha numa situação jurídica. Por exemplo, se houvesse um crime, uma situação assim, e a única testemunha fosse uma mulher, ela não era aceita como testemunha. era considerado que uma mulher não tinha capacidade de dar um testemunho objetivo em relação a alguma coisa. É isso que torna, inclusive mais relevante o fato de que Jesus escolhe para ser a primeira pessoa que vai vê-lo depois da morte, Maria Madalena. Jesus transgredia muito alguns padrões
a alguma coisa. É isso que torna, inclusive mais relevante o fato de que Jesus escolhe para ser a primeira pessoa que vai vê-lo depois da morte, Maria Madalena. Jesus transgredia muito alguns padrões culturais judaicos, eh, a questão da impureza, a questão de não se associar com pessoas impuras, como publicanos, como eh mulheres de má vida, pessoas, homens também de má vida, que eram os cobradores de impostos, etc, etc. Eh, a cultura da época considerava que quando você, uma coisa que também existe hoje, que quando você se eh relaciona com pessoas, digamos, erradas, é como se aquilo fosse contagioso. Você se torna suspeito, você se torna eh como alguém que apresenta indicadores de que também tá indo pelo mau caminho. Jesus inverteu essa lógica. Aquele que é mais elevado, aquele que é de coração puro, ele não vai se contaminar. Ao contrário, ele vai levar ao outro que está em equívoco, que está desorganizado, ele vai levar um outro padrão mais elevado. Então, Jesus eh desmontava esse critério cultural e, evidentemente ele tinha mulheres que o seguiam, né? A Madalena era uma delas. E quando ele ressuscita, a primeira pessoa que o vê é Madalena. Tanto que ela ficou tão surpresa que ela achou que era o jardineiro. E aí disse: "Olha, onde foi que se e não tô achando o corpo do meu Senhor, diga onde está que eu vou buscar". E aí Jesus fala com ela e ela descobre, do jeito que ele fala Maria, ela descobre que ele é Jesus. E ela fica realmente muito emocionada e ela vai dizer aos discípulos, é aí que Pedro e outro apóstolo vão ao cemitério, vão ao local da do túmulo para verificar e lá eles verificam que realmente Jesus ressuscitou. Repare que é uma diferença muito grande. O que que a nossa cultura vai dizer? A nossa cultura vai dizer que não há prova nenhuma da vida após a morte. Vai dizer que isso é coisa das religiões, que é para consolar as pessoas que sofrem porque elas não aguentam o sofrimento. Elas precisam dessa fantasia de uma vida após a morte. ou é para manipular as
Vai dizer que isso é coisa das religiões, que é para consolar as pessoas que sofrem porque elas não aguentam o sofrimento. Elas precisam dessa fantasia de uma vida após a morte. ou é para manipular as pessoas dizendo que se não fizer tal, seguir tal ou qual regra da religião, a pessoa vai pro inferno. Se fizer tal ou qual coisa, a pessoa vai pro céu. E na verdade, embora nós tenhamos dentro de nós a convicção da imortalidade, ela não é profunda o suficiente para romper essa barreira da cultura. Então, aquilo que aconteceu lá atrás, eh, que transtornou os fariseus, que resultou em discussões terríveis pela por Jerusalém, onde havia os que alegavam: "Oh, que milagre! Jesus ressuscitou, etc. E outros que diziam: "Não, não, não ressuscitou de jeito nenhum". Isso aí é algum tipo de eh algo que eles fizeram, roubaram o corpo para fingir que ele ressuscitou. Isso não pode ser verdade se a gente encontra até a atualidade. Os apóstolos, entretanto, seguiram a sua vida. É interessante que ele vai dizer que eles não tinham coragem de ficar alegres porque Jesus tinha ressuscitado, porque o clima não era bom em Jerusalém. tava assim, já não era bom antes. Havia aquela perseguição, eh, os os líderes da sinagoga, do Sinédrio, buscando perseguir Jesus. Agora Jesus estava morto. Eles ainda estavam numa situação um pouco, né, de insegurança, mas eles não se detiveram. Eles assumiram a partir dali. Eles eh definiram que a sua vida agora estava transformada por esta realidade. Sim, a ressurreição existe no sentido de sim, o espírito é imortal, a vida material termina e o espírito segue vivendo, segue aprendendo, segue servindo, segue se relacionando, segue caminhando para Deus. É interessante que a gente procure formas de transformar essa convicção numa experiência concreta do nosso dia a dia para que possamos estar mais em paz em relação aos conflitos, aos problemas sociais, aos problemas econômicos, aos problemas políticos, aos problemas familiares, aos problemas de saúde, a todas as outras coisas que atormentam a
s em paz em relação aos conflitos, aos problemas sociais, aos problemas econômicos, aos problemas políticos, aos problemas familiares, aos problemas de saúde, a todas as outras coisas que atormentam a cada um de nós. Se a gente olhar a vida do ponto de vista espiritual, aí com certeza nós vamos ter uma experiência de libertação que a ressurreição nos traz. É interessante pensar na ressurreição como uma possibilidade de não só a comprovação, mas o que é que eu faço com essa comprovação de imortalidade? Se estamos diante de algo que aconteceu com um ser que nos disse que não veio destruir as leis e sim lhes conferir cumprimento, quando então percebemos que por ele a imortalidade é algo factível e real, o que é que isso repercute na nossa existência e nas opções que estamos trazendo pro nosso dia a dia? Não importa o tempo se estávamos ou não, se era preciso ver com essa ideia, é preciso que ele apareça. Eu só acredito vendo, a gente usa essa expressão em alguns momentos, mas o simples fato de saber, embora a dificuldade de sentir que é uma dificuldade temporária, a minha imortalidade me garante o quê na condição de espírito? Quais são os esforços que eu venho envidando na minha melhoria? Se cada um de nós estivesse em um lugar ou individual ou coletivamente e Jesus ou algum outro espírito surgisse, essa mudança se daria? O fato de sabermos da existência da imortalidade da alma significa que nós vamos conseguir estabelecer mudanças? Como é que a gente pensa e vivencia isso no dia a dia? ou quando terminar aqui esse nosso encontro, cada um volta para sua casa, volta pros seus afazeres e a imortalidade aqui conversada, refletida, compartilhada, vai se tornar um acessório, porque amanhã tem trabalho, amanhã eu cuido dos filhos, amanhã eu tenho reunião, tenho compromisso, tenho isso e tenho aquilo. E mais uma vez a imortalidade volta para o bolso. Só que nós nos encontraremos com ela de uma forma mais retumbante, digamos assim, quando constatarmos que, nossa, mais uma vez e sempre Jesus esteve certo, a vida
ez a imortalidade volta para o bolso. Só que nós nos encontraremos com ela de uma forma mais retumbante, digamos assim, quando constatarmos que, nossa, mais uma vez e sempre Jesus esteve certo, a vida existe em abundância. E essa não vai ser uma descoberta, mas uma constatação no nosso retorno, quando ao mundo espiritual, a pátria espiritual, em que a gente vai constatar, não é que Kardec falou a verdade, não é que aquilo que Naddia dizia lá no salão da FEB era de fato uma verdade, o que os espíritos trouxeram, o que nós conversávamos, ou então estamos alimentando uma grande ilusão, porque o que estamos fazendo assistindo a um programa como esse, indo até as casas espíritas, desenvolvendo o trabalho nas reuniões mediúnicas, na fluidoterapia, na recepção ou acreditando que realmente tem algo maior do que essa minha realidade. E é por isso que eu luto, porque o meu desejo é usufruir de estados de bem-aventurança. Estamos todos vivendo uma espécie de alucinação coletiva ou como almas nós percebemos que realmente tem algo além. E aí eu vou concordar com o comentário que Val fez conosco lá no chat de que ao tempo em que o personagem do capítulo 27 não quer se pronunciar ou dizer a que veio, esse do 29, não é, Val? para os nossos internautas, Val está aqui presencialmente e se faz questão de trazer as suas questões, de falar das coisas que ele deixou eh enquanto vivenciou no mundo, digamos que material, como a gente denomina. Primeiro que é importante falar que ele experimenta um encantamento. E aí a gente tá falando do Garcia Maciel. Ele foi um escritor ou um escriba moderno, como é aqui traduzido, e ele acaba eh talvez sentindo uma falta ou se arrependendo de que nos seus escritos ele não trouxe nada de transcendente, alguma coisa que falasse dos bens, dos tesouros da alma, de algo eterno ou de cunho mesmo espiritual. Ele trazia os deuses, as ninfas, divagava filosoficamente, mas não aprofundava o que ele escrevia. Então, é como se ele se sentisse responsável por não ter
de algo eterno ou de cunho mesmo espiritual. Ele trazia os deuses, as ninfas, divagava filosoficamente, mas não aprofundava o que ele escrevia. Então, é como se ele se sentisse responsável por não ter trazido possibilidades outras de sua própria elevação e daqueles que liam aquilo que ele então produzia. Ele é, então, embora tem essa sensação de que deveria ou poderia ter feito mais, ele encontra aí na entrada e aí tem uma uma ideia de um portão, de um lugar muito bonito em que ele chega e tem uma autoridade espiritual que o recebe, mas que não faz julgamento. Também se fizesse já deixava a condição de autoridade espiritual. Ele foi então acolhido. Eh, aqui ele é trazido como um porteiro muito amável. E no limear disso aí, que é algo maravilhoso, é um lugar que pode ser considerado como santo, quando a pergunta vem até ele, que sentes? Obviamente que essa autoridade percebeu que tinha alguma coisa ali no íntimo dele que o incomodava. Vocês imaginam qual foi a pergunta que ele fez sobre o que sentes? Ele vai logo perguntar: "Meu benfeitor, e os bens da minha alma que ficaram na terra?" Pronto, ele ali já anunciou quais eram as suas intenções, onde estava o seu coração e vai logo perguntando onde estão a esposa, os filhos, os amigos. É interessante que o benfeitor vai dizer, ó, de ti mesmo constam aqui somente os bens que trouxeste. Já é uma primeira indicação. O que você deixou? Não pode ser trazido aqui para esta realidade. Só mesmo o que sua alma conquistou. Suas opiniões, seus julgamentos, seus pensamentos e suas obras. as pessoas continuarão a sua existência e não é muito interessante que você investigue o que é que elas estão fazendo. O interlocutor vai dizer: "Todo o amor que entesoraste servirá a ti mesmo. Bem-aventurado aquele que ama sem aguardar retribuição." Então, a gente já pode pensar que a pergunta sobre como o outro está, se sente a minha falta, o que está fazendo sem mim nessa ideia de que o outro sem a minha presença não vai conseguir caminhar, não vai se desenvolver, não
ensar que a pergunta sobre como o outro está, se sente a minha falta, o que está fazendo sem mim nessa ideia de que o outro sem a minha presença não vai conseguir caminhar, não vai se desenvolver, não vai ter outros recursos aqui recorrer. Então ele vai nos ajudando. A gente não precisa chegar na condição de Garcia Marciel de chegar lá e perguntar essa resposta a gente já tem. Não é também viver despreocupado dos outros, mas sabendo que a vida não é dependência. A vida é partilha, é fraternidade, é respeito do tempo do outro. E o investimento, isso não é egoísmo, precisa ser em nós mesmos, no nosso crescimento, que é feito e conseguido na convivência com os demais, e não na imposição, e não na tentativa da mudança, da responsabilização, porque é o presidente, é o governador, é meu colega de trabalho. Ou aquela famosa afirmação: "Eu até busco evoluir, mas o outro não deixa". Então, a responsabilidade pela a minha, o meu não conseguir evoluir seria sempre o outro, seria sempre o externo. Então, meu mentor espiritual, meu anjo guardião, então se eu não evoluia. A responsabilidade é nossa. Só que eu entendo que não é fácil essa responsabilização e ela não é fácil quando nós evitamos nos conscientizar da responsabilidade pelo que estamos semeando. E também com a certeza de que se Deus é justo, soberanamente justo e bom, estou colhendo aquilo a que fiz juiz. Então, não há castigo, não há penalidade, há uma nova oportunidade de refazer a minha história. Então, que esse escriba que esteja aqui, que nós sejamos, sejam aqueles que escrevem um outro desfecho e não a repetição daquilo que nos aprisiona desde o passado. Realmente a história desse espírito é bem interessante, porque ele viveu a vida normalmente, não, nunca teve interesses espirituais. O que eu chamo normalmente é o que a gente aprende no geral da cultura. Ele procurou ser uma pessoa honesta, cuidou da família ali e tal e vamos em frente. Nunca teve aspirações espirituais, nunca teve buscas espirituais. E aí ele
que a gente aprende no geral da cultura. Ele procurou ser uma pessoa honesta, cuidou da família ali e tal e vamos em frente. Nunca teve aspirações espirituais, nunca teve buscas espirituais. E aí ele retorna ao mundo espiritual. E a primeira coisa é isso e retomando daí de onde Jamili tava falando, que é assim: nós podemos facilmente nos iludir quando estamos encarnados. Temos coisas para fazer, temos assuntos para resolver, temos pessoas que atrapalham a nossa vida. Eh, eu ouvi Jamile falando, lembrei que na minha família tem um grupo das irmãs e irmãos, né, minhas irmãs e meus irmãos. E a gente conversa, troca ideias, moramos em cidades diferentes e a gente vai sempre conversando e fala de política. E aí às vezes um se empolga mais, se exalta mais, aí diz assim: "Aí, tá vendo? Eu fico tão indignado ou indignada com isso e aí tá atrapalhando a minha evolução. Eu dou risada porque é uma boa desculpa, porque exatamente as coisas que nos ocorrem, o processo evolutivo se dá à medida em que nós avançamos a consciência, avançamos o exercício do amor eh dentro da situação que existe. Então, na verdade, essas situações ajudam a evolução, mas aí a gente prefere, né, ficar aí na briga, na confusão. E aí diz assim, é uma um pouco é uma é um gracejo, mas lembra muito uma atitude que a gente tem. E quando a gente desencarna, nós precisamos em algum momento confrontar a realidade que nós construímos, a nossa realidade espiritual. Como vimos no capítulo anterior, eh, você o que vale é o que você leva e você só leva o que tá dentro de você, o que faz parte do seu ser. Você não, por exemplo, você leva memórias, você leva afetos, se eles forem mais do que a circunstância material, mas você não leva as pessoas, você não leva os objetos, você não leva os relacionamentos. O relacionamento persiste após o desencarne, quando ele é um relacionamento de espírito para espírito. Se é um vínculo espiritual, ele vai continuar na vida espiritual. Mas se é uma coisa que tem a ver com as circunstâncias,
e após o desencarne, quando ele é um relacionamento de espírito para espírito. Se é um vínculo espiritual, ele vai continuar na vida espiritual. Mas se é uma coisa que tem a ver com as circunstâncias, eu comparo muito, por exemplo, colega de trabalho. Às vezes a gente tem ambientes de trabalho ótimos, onde as pessoas são muito legais, onde as pessoas são muito eh fraternas, apoiam umas as outras, não é aqueles não é aquele ambiente competitivo, desagradável, destrutivo. Às vezes você tem mesmo um ambiente de trabalho muito bom, muito agradável, muito afetuoso. Como é que você vai saber eh a profundidade daqueles laços quando você sai daquele local? Se quando a gente sai daquele trabalho, daquele contexto, a gente perde o contato com as pessoas, você sabe que a relação não era profunda de alma para alma, porque quando existe isso, você muda de trabalho, o outro muda de trabalho, muda de cidade e os vínculos continuam. É mais ou menos uma analogia que se pode fazer o que acontece no mundo espiritual. A pessoa tem pai, tem mãe, tem filho, gosta, cuida, faz a sua parte, mas às vezes o relacionamento naquela entre aquelas pessoas é pela circunstância. A gente pode dizer assim: "Vem cá, se meu pai não fosse meu pai, eu seria amiga dele? É uma pessoa que eu escolheria para trazer paraa minha vida, para conviver comigo? E eu posso pensar isso da minha mãe, eu posso pensar isso dos meus filhos, dos meus irmãos, dos demais parentes, até mesmo dos parceiros, dos cônjuges, que a gente foi tão apaixonado um dia e hoje a gente olha e diz assim: "Eu eu que eu prefiro não viver nesse ambiente, são hábitos diferentes, são ideias diferentes. Isso dá uma dimensão de um relacionamento que é pela circunstância. você se relaciona com aquela pessoa, você quer bem, você ama, você exercita o amor porque é seu pai, porque é sua mãe, porque é seu irmão, porque é seu filho, né? Não, porque se você achasse essa pessoa no meio da multidão como um colega de trabalho ou de escola ou um vizinho, você não se
é seu pai, porque é sua mãe, porque é seu irmão, porque é seu filho, né? Não, porque se você achasse essa pessoa no meio da multidão como um colega de trabalho ou de escola ou um vizinho, você não se sentiria atraído por aquela pessoa, você não teria vontade de conviver com aquela pessoa. Se isso acontece, o laço é mais um laço imediato, é um laço dessa vida. Se ao contrário, você sente um um vínculo, você tem afinidades, como a gente chama, é provável que seja um laço espiritual. Não tem problema nenhum, não tá fazendo nada demais. O que une os espíritos são os laços espirituais. E ao desencarnar, nós vamos olhar o que é mesmo que a gente construiu, que pode levar. isto é, o que construiu internamente, o que construiu no nosso mundo íntimo, que construiu na consciência de evolução, os afetos. Ah, mas eu tenho um amor profundo. OK, o amor não vai morrer, mas você vai esperar a pessoa desencarnar se você tiver a chance, né, de cuidar dessa pessoa na vida física. Isto é, se você não for atrapalhar a vida dela, né, com seu dito amor, que às vezes o amor da gente é muito possessivo, é muito diretivo, nós sabemos o que é melhor para outra pessoa e daqui a pouco a gente vira um obsessor quase, né? Aí não pode, mas se a gente tiver condição, a gente faz isso. Senão, nós vamos seguindo a nossa vida no mundo espiritual e vamos então eh aguardar o retorno dessa pessoa. A gente lembra lá em lá em nosso lar, dona Laura, que é a mãe de Lízias, é uma amizade que André Luiz faz e ela tá esperando o retorno da última filha dela que tá encarnada. para ela reencarnar. O marido já reencarnou, ela também vai, mas ela tá aguardando por motivos dela. Eles não explicam motivo. Não quer dizer que toda mãe tem que esperar todos os filhos desencarnarem. Ainda mais antigamente que o pessoal tinha um monte de filho com uma distância de idade enorme entre um e outro. Daqui que o caçula chegue a uma idade que ele vai desencarnar. Isso aí é depende da situação de cada um. O que importa é que nós som nós possamos
ho com uma distância de idade enorme entre um e outro. Daqui que o caçula chegue a uma idade que ele vai desencarnar. Isso aí é depende da situação de cada um. O que importa é que nós som nós possamos compreender o que aconteceu com esse rapaz ao chegar no mundo espiritual. Pode não ser imediato, pode demorar. Se o espírito for muito obtuso, muito materializado, ele não ele pode não fazer esse avanço, mas em algum momento a maioria de nós vai se dar conta de algumas coisas. Às vezes a gente não tem condições de perceber tudo e ele percebe o que faltou na vida dele e ele busca retornar. E uma orientação que ele recebe é a importância de que ele abandone o rótulo, que ele abandone a marca, a ideia de que eu sou fulano de tal. Fulano de tal morreu. Quando o corpo morre, aquela identidade morre. Ele é um espírito, ele chama-se um fantasma, né? Um espírito desencarnado. E aí ele vai seguir a vida dele fazendo o seu melhor. A gente pode começar isso ainda na vida física. E é interessante, Nadia, que ele ainda traz o desejo, ele quer ser visto, reconhecido, ele quer dizer que é ele. Então, ele pergunta a esse benfeitor como ele vai se identificar entre os homens e o porteiro que a autoridade espiritual vai responder: "Olha, não fique preocupado com isso não, porque para eles você é uma simples alma do outro mundo. Você é só um espírito desencarnado." Então, essa preocupação já não lhe cabe. E ele consegue, eu imagino um impacto de você ouvir isso, porque você é fulano de tal, da família tal, conheço talis pessoas, minha profissão foi essa, trabalhei em tal lugar. Geralmente quando a gente pergunta as pessoas quem é você? Aí ela vai responder pela profissão. Sou tal coisa, filho de fulano, de cicrano, enfim, a gente tem essas referências que são do âmbito da materialidade, mas o impacto da resposta levou a ele quando ele pergunta: "Qual é meu plano de trabalho por aqui?" E aí seria mesmo em espírito voltar ao mundo e contar as coisas do céu, digamos assim. E aí quando as pessoas perguntaram se ele era
a ele quando ele pergunta: "Qual é meu plano de trabalho por aqui?" E aí seria mesmo em espírito voltar ao mundo e contar as coisas do céu, digamos assim. E aí quando as pessoas perguntaram se ele era Garcia Maciel, ele respondeu: "Não, meus amigos, eu não sou Garcia Maciel, sou alma do outro mundo, espírito desencarnado." Ele entendeu que agora como alma do mundo, não mais cabia, como Nia bem explicou, identificar-se ou se apresentar com essa identidade. E por fim, eu só quero recuperar lá no capítulo 27, identificação do espírito, uma reflexão que me veio enquanto estava aqui sobre Cecília, sobre essa questão de prioridade do tempo. Nós colocamos que o nosso tempo é muito curto e que as questões de espiritualidade às vezes a gente deseja, a gente quer, mas estamos muito cansados, temos obrigações outras. Mas o que me chamou atenção é que para ela faltava tempo para outras coisas que não fossem então as de natureza espiritual, porque aqui é dito que as horas dela em atender as pessoas doentes e abatidas do ânimo da alma era algo que lhe consumia boa parte do tempo e que ela nem trabalhar podia. Então, vejam como a prioridade onde nós colocamos os nossos tesouros vão definir para que o nosso tempo é destinado. Então, a prioridade quem vai conferir é a alma. Na próxima semana nós vamos manter a tríade agora 30, 31 e 32. Então vocês façam a leitura para quem nos acompanha e quem passou pela etapa de eh dos 50 anos, quem leu AV Cristo, que tinham capítulos com 48 páginas, três capítulos desse vocês leem em pouquíssimo tempo, mas só para conversar um pouquinho aqui, ler da pergunta pra gente no chat, se no mundo espiritual existe uma espécie de apadrinhamento, ou melhor, Ela diz que não tem e de fato Leda não tem apadrinhamento. O que vige é mesmo a cada um segundo as suas obras. Embora a gente veja esses condutores, os orientadores, eles não são aqueles que vão nos conferir uma posição, um lugar ou uma atividade que não esteja na nossa condição evolutiva. E vamos finalizar agradecendo as pessoas
esses condutores, os orientadores, eles não são aqueles que vão nos conferir uma posição, um lugar ou uma atividade que não esteja na nossa condição evolutiva. E vamos finalizar agradecendo as pessoas que estiveram aqui conosco presencialmente também de Aramari, Iará, Barra Mansa, no Rio de Janeiro, Conceição do Coité, Juiz de Fora em Minas, Livramento, o Centro Espírita Paz e Harmonia, Cascavel no Paraná, Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, Olinda, o Núcleo Espírita Tes de Menezes, Portugal, Sergipe, Osasco em São Paulo, Alagoinhas e muitos outros que não tenam identificado o lugar, mas estiveram aqui conosco. E até a próxima segunda-feira com mais Lázaro Regivo. Boa noite,
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