Para Viver o Evangelho | Episódio 182 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (capítulos 24, 25 e 26)
Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
A vida espiritual é certeza da imortalidade do ser. é proposta de crescimento e novas perspectivas para elevação moral e para o progresso. A espiritualidade trouxe, por meio dos mensageiros do além preciosas informações sobre Deus, reencarnação e também sobre o intercâmbio interdimensional entre encarnados e desencarnados. A vida não cessa e está em constante processo de mudança e evolução. Compreender as dinâmicas da existência é saber um pouco mais sobre nós, respondendo às questões sobre o porquê de estarmos aqui e qual o propósito das encarnações. Para abordar esses temas, a Federação Espírita do Estado da Bahia, Pedará entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro o 21º Congresso Espírita da Bahia, com os seguintes convidados: Alberto Almeida, Pará, Bruno Godim, Porto Alegre, César Reis, Rio de Janeiro, Fábio Carvalho, Maranhão, Júlio Perez, São Paulo, Margarete Atla, São Paulo, Maí e Braga, Brasília, on Carrara, São Paulo, Rosa Martins, Rio de Janeiro, além da participação do Corpo de Palestrantes da FEB e demais integrantes do estado. 21º Congresso Espírita da Bahia. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei. 30 de outubro a 2 de novembro de 2025. Fiesta Convention Center, Salvador, Bahia. Inscrições www.feb.org.br. BR. Venha, participe. Caras almas, irmãmãs, boa noite. Sejam todas muito bem-vindas, tanto as que nos assistem pela TV FEB como pela TV Mansão do Caminho. Estamos iniciando mais um programa para Viver o Evangelho. Desta vez, por algumas necessidades de ordem técnica, nós vamos fazer nesse formato exclusivamente virtual, mas já na próxima segunda-feira, no dia 13, retomaremos o formato híbrido. Então, os nossos caros companheiros que estão conosco todas as segundas-feiras presencialmente poderão retornar ao salão da sede central da Federação Espírita do Estado da Bahia. Vocês podem estar estranhando a falta eh de Marcel Mariano, mas ele se encontra em viagens pelo movimento espírita durante o mês de outubro, mas logo mais em novembro ele estará conosco
tado da Bahia. Vocês podem estar estranhando a falta eh de Marcel Mariano, mas ele se encontra em viagens pelo movimento espírita durante o mês de outubro, mas logo mais em novembro ele estará conosco no desenvolvimento da atividade desse programa. Eu gostaria, aproveitando essa fase inicial dos informes, além de reforçar que nós estamos bem próximos do nosso congresso, eh com uma contagem, porque nós já estamos aí na conta dos 24 dias que faltam. Amanhã já iremos para 23 e acolheremos todos vocês com muito carinho. Tanto as pessoas que estão em Salvador, mas é um evento aberto para as cidades próximas ou até pessoas de outros estados que já confirmaram participação. É um convite aberto para que vocês estejam então conosco na discussão de temáticas bem importantes em torno do tema conhecido: nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre. Tal é a lei. Então, estamos no aguardo de todos vocês para um abraço, um encontro fraterno, trocas e muita aprendizagem. E o outro informe que compartilharei e aí fica um pouco mais centrado nas pessoas que estão em Salvador ou cidades próximas, mas que desejem comemorar conosco eh na próxima segunda-feira, no dia 3 de outubro, às 10 horas da manhã, no auditório da Assembleia Legislativa da Bahia, que aqui na nossa cidade fica situado no Centro Administrativo da Bahia, no CAB, e lá estaremos Então, um ato comemorativo do surgimento do primeiro Centro Espírita do Brasil ou grupo familiar do Espiritismo. Então, contamos também com vocês em mais essa comemoração. Teremos uma fala de Geraldo Campete. É um evento em promoção pela Federação Espírita, mas que também conta com o apoio da Federação Espírita Brasileira. Então, participem, comemorem conosco esse momento tão importante. Indo então para o nosso estudo da obra Lázaro Reg Vivo, hoje nós estaremos com mais três capítulos, o 24, o 25 e o 26. E isso nós fizemos por escolha, já que os três tratam de uma forma bem estreita da mediunidade. E para tal, vamos começar então as nossas análises e
taremos com mais três capítulos, o 24, o 25 e o 26. E isso nós fizemos por escolha, já que os três tratam de uma forma bem estreita da mediunidade. E para tal, vamos começar então as nossas análises e reflexões de hoje com Nádia Matos. Nádia, bem-vinda. Boa noite. >> Boa noite. Boa noite a todos. Hoje estamos todos telepresencialmente, como Jamil explicou, e vamos dar continuidade ao nosso estudo da obra de Irmão X, Lázaro Red Vivo. E dessa vez também três capítulos, como vocês viram, relativos a os três tratam de contato com espíritos desencarnados. E é interessante que ele começa o capítulo 26 falando que todo mundo quer se conectar com os desencarnados. As pessoas acham interessante. Nós sabemos, por exemplo, já lá atrás, Kardec falava os tipos de espíritas. E o primeiro tipo de espírita que ele coloca é o que é atraído basicamente pelo fenômeno. Ele não quer saber da dos das consequências morais. Ele não quer ter trabalho de fazer análises muito profundas. Ele quer ver o extraordinário, ele quer ver o desconhecido. Quanto mais extraordinário e desconhecido por ele, evidentemente melhor. Então, a ao longo do desses 160 e tantos anos de movimento espírita, a gente tem muitas ocasiões onde houve fenômenos de materialização aqui na Bahia, em outros estados, eh em outros países também o relatos. a relatos e você tem uma situação onde os desencarnados eh se materializam, as pessoas acham aquilo extraordinário, livros, fotos e aí começa uma coisa que é o que o irmão X vai falar. O povo quer se conectar com os desencarnados, mas tem uma série de exigências. começa de um ponto de exigências e um ponto de condições e desconfianças. Sabemos historicamente que médiuns foram estudados de uma forma eh às vezes até que a gente consideraria ofensiva, amarra as mãos, amarra os pés, tudo porque a principal hipótese é a de fraude. E quando eh se comprova se tem uma série de elementos, fotografias, etc., eh a pessoa diz: "É porque a fraude foi muito bem feita e não deu para descobrir".
porque a principal hipótese é a de fraude. E quando eh se comprova se tem uma série de elementos, fotografias, etc., eh a pessoa diz: "É porque a fraude foi muito bem feita e não deu para descobrir". existe eh o caso de estudiosos, né, que fizeram assim eh estudos minuciosos relataram, mas de um certo modo a pessoa que não acredita, ela não quer analisar as evidências, ela quer basicamente dizer que aquilo é uma fraude. Esses eh esse é um polo da situação. Outro polo é acreditar em tudo. Qualquer coisa que se diga, olha, um espírito passou ali e quando ele passou junto do médium, o médio ficou verde. A pessoa não viu, mas a pessoa acredita porque espírito que fez. Então, Kardec vai mostrar que os primeiros, aqueles que estão interessados basicamente no fenômeno e em nada mais, eh, aquela pessoa que cochila, meu Deus, quando tem uma palestra falando de assuntos doutrinários, de assuntos morais, mas se você for contar um caso de uma criança que se recorda de de reencarnações passadas, de uma manifestação mediúnica extraordinária, ele não dorme de jeito nenhum. é aquele apegado ao fenômeno. Esses esse tipo de espíritas na descrição de Kardec, eles não estão comprometidos com a essência da doutrina. Eles não estão comprometidos com o que caracteriza o verdadeiro espírita, que é a transformação moral. Não tão preocupados com isso, né? Eles estão preocupados em ver coisas extraordinárias. Quanto mais extraordinárias, melhor. Quanto mais eh diferentes, melhor. E o outro polo, aqueles que acreditam em tudo, pá, mas foi o espírito que disse. O espírito disse que eu tenho que beber água de cabeça para baixo, que eu vou ficar boa. Mas como qual o sentido disso? que não, mas foi o espírito que disse. E aí eles não analisam a competência do espírito para dizer aquilo. Eles não analisam o nível moral do espírito para ver suas intenções. Ele tá mesmo querendo ajudar, ele é honesto, ele é sincero, porque os espíritos são os seres humanos desencarnados. entre os seres humanos, você não vai
ível moral do espírito para ver suas intenções. Ele tá mesmo querendo ajudar, ele é honesto, ele é sincero, porque os espíritos são os seres humanos desencarnados. entre os seres humanos, você não vai acreditar em tudo que uma pessoa lhe diz, uma pessoa desconhecida, que você não tem critérios, a pessoa vai dizer qualquer coisa, você não vai acreditar. Mas esse tipo de espíritas na classificação de Kardec, eles acreditam em tudo. Então ele diz, são prejudiciais para a doutrina, tanto os que acreditam em tudo quanto os que eh e não analisam, quanto os que mesmo não acreditando, mesmo só estão interessados no fenômeno. Então ele viu fenômenos aqui, quando começa a ver as implicações morais, não sei o quê, ele vai para outro lugar, porque tem coisas mais interessantes, como essa resistência se transformar. E ele vai vai falar também de várias outras coisas no sentido das críticas aos médiuns, que se fazem muitas críticas aos médiuns. tempo de Kardec, eh, havia muitos fenômenos, a gente sabe disso, pelo próprio contexto da época, pela pr pelo próprio planejamento espiritual, para chamar atenção para esse tipo de fenômeno que sempre existiu, mas que naquela época parece que se intensificou e foi extremamente divulgado, de modo a que se pudesse, né, transmitir o ensino dos espíritos. E aí, eh, nesse período havia muitos médiuns sinceros, havia médiuns que faziam fraudes e havia médiuns que eles, como eram famosos, como eram muito conhecidos, ficavam conhecidos, faziam apresentações para o público, virava um show, era uma era uma espécie de carreira ser médium, que a doutrina espírita vai dizer, a média unidade não pode ser cobrada. Ela tem que ser olhada de um outro ponto de vista, um ponto de vista espiritual. Você não pode cobrar por alguma coisa que é o trabalho do espírito, né? Mas na no contexto da época, em vários países mesmo, hoje as os médiuns fazem, né, todo um um show, uma apresentação. Então, naturalmente havia momentos em que o fenômeno se apresentava e havia
o, né? Mas na no contexto da época, em vários países mesmo, hoje as os médiuns fazem, né, todo um um show, uma apresentação. Então, naturalmente havia momentos em que o fenômeno se apresentava e havia momentos em que o fenômeno não se apresentava, porque às vezes o espírito não queria, ele não tava presente, o médium não estava em boas condições. E aí o que que esses médiuns profissionais, digamos assim, com frequência faziam? eles faziam uma fraude, o que era para disfaçar ali a inexistência da comunicação. Então isso torna e aí Kardec vai dizer na revista espírita que isso não quer dizer que todas as comunicações são fraude, nem mesmo que todas as comunicações daquele médium são fraude, mas quer dizer que é preciso o que ele sempre propôs, analisar objetivamente. Nem tudo é real, mas também nem tudo é falso. Mas aí o irmão X vai dizer que até hoje existe essa demanda de que o espírito se apresente, mas que ele traga milhares de provas de que ele possa convencer você. E esse me convencer, eh, irmão X vai dizer que é como se a pessoa se colocasse no centro do mundo. Os espíritos não têm mais nada para fazer do que tentar me convencer daquilo que eu necessariamente não estou buscando. E na próxima etapa, que eh no na próxima reflexão, vamos falar como é essa busca e porque ela é importante. Uma busca realmente muito significativa. Lendo aqui logo o capítulo inicial da nossa noite de hoje, o 24, no estudo da fé, no iníiozinho dele, ele vai falar desses movimentos de opinião hoje. um certo clamor por parte dos médiuns para que os espíritos se manifestem e se manifestem inclusive com um certo estrondo para que chame atenção com fenômenos que acabem chocando os sentidos ou de alguma forma os afete para que essa ideia da crença na imortalidade pudesse ser algo, digamos que mais robusto, mais consubstancioso. Mas aí os espíritos, irmãos X nos ajuda nessa reflexão, vão colocar para nós que o fato dos fenômenos acontecerem, não necessariamente eles vão garantir a crença na imortalidade. Isso é muito
ancioso. Mas aí os espíritos, irmãos X nos ajuda nessa reflexão, vão colocar para nós que o fato dos fenômenos acontecerem, não necessariamente eles vão garantir a crença na imortalidade. Isso é muito mais para chamar atenção pro fenômeno, pro espetáculo. Mas se não houver uma repercussão íntima do ponto de vista moral, do desejo de nos melhorarmos, de fazer o bem, não vai ter a efetividade esperada. Então o fenômeno, se ele tivesse como a função primordial fazer com que acordemos para essa existência e isso nos fizesse seres melhores, teria, com toda certeza, uma avalia e uma frequência maior do que a que nós eh digamos que desejamos. Então, o que é colocado aqui é que não vai adiantar demonstrações se o ser não se habilita a sua própria mudança, que é isso que vai fazer com que ele comprove que acredita na própria imortalidade e nas consequências dos seus atos. Se eu já sei que terei continuidade, que tudo aquilo que eu falo terá uma repercussão para mim e para o outro na convivência, eu então me dedicarei a outra postura, outra forma de ver o mundo e de me portar nele. Achei interessante o termo que eh irmão X usa quando ele fala dos pobres amigos da inquietação destrutiva, que são esses que se colocam na condição de procuradores da fé que e estão mais interessados no superficial e no aparente do que de fato na mudança interna que nós precisamos fazer. Então ele aqui afirma que são eh espíritos na sua condição de encarnados que querem acreditar eh que para além da vida material existe algo que perdura, que é perene, que continua, mas não querem necessariamente encarar as provas que o levariam a condições melhores e inclusive ainda na vida material ter a comprovação de que temos continuidade, inclusive pela própria mediunidade. Não só pelos fenômenos retumbantes, mas por outras possibilidades, como inspiração, como os aconselhamentos, como aqueles lampejos que nos aparecem em pensamentos que sabemos que não são nossos ou ideias que não teríamos, ou por uma questão vibratória, ou porque
des, como inspiração, como os aconselhamentos, como aqueles lampejos que nos aparecem em pensamentos que sabemos que não são nossos ou ideias que não teríamos, ou por uma questão vibratória, ou porque ainda não estamos elevados a um ponto de conjecturar sobre algumas coisas. Então ele vai trazendo sinais de que não são os fenômenos que vão garantir a crença e principalmente uma vivência pautada na ideia de imortalidade da alma. Ele vai falar logo em seguida sobre a delicadeza e complexidade da tarefa, que é a tarefa no campo mediúnico. E ele vai dizer que os médiuns se constituem na condição de instrumentos. Sempre lembrando que nós já sabemos que a média unidade não é uma condição ou um dom que poucos têm, mas sim uma capacidade ostensiva ou não maior ou em menor intensidade para uns e para outros, mas todos somos interesistenciais e essa comunicabilidade está facultada a todo e qualquer ser. A questão aí vai estar na natureza desse intercâmbio, que o que vai determinar é o nosso mundo íntimo, os pensamentos que nutrimos, quais são os sentimentos, as aspirações, os desejos, que aí essa comunicação vai se tornando cada vez mais estreita pela afinidade e pela sintonia que nós vamos estabelecendo de acordo com aquilo que estamos então eh cultivando no nosso cotidiano. E é isso que vai falar de crença e imortalidade. O que, como ser imortal, eu estou semeando, está me trazendo que consequências para o meu futuro, um futuro de saída do corpo, um futuro para a próxima vida. Mas no respeito nesse contato que pode me colocar como um trabalhador espírita, por exemplo, se sou eu o medianeiro, o que é que a minha função está contribuindo para o meu crescimento e claro do corpo social no qual eu estou, na própria casa espírita, como eu me comporto diante da análise da reunião, das comunicações ou se não for na psicofonia, em outras áreas que o médium atua, a fluidoterapia por exemplo, que é, digamos que uma forma mais sintética, a substituição das energias que nos desarmonizam por aquelas que vão nos
for na psicofonia, em outras áreas que o médium atua, a fluidoterapia por exemplo, que é, digamos que uma forma mais sintética, a substituição das energias que nos desarmonizam por aquelas que vão nos facultar a pouco e pouco retomar o nosso equilíbrio, a nossa vontade de viver, o bom ânimo e tantas outras coisas. É como se tivéssemos então limpando o nosso ou a nossa casa e permitindo que ela respire novos ares. Então, qual é a condição desse médium de o fluidoterapeuta, né, o médium passista, como mais comumente a gente denomina, alguém que precisa fazer uma doação fluídica vai necessitar, claro, de muito mais cuidado do ponto de vista dos seus pensamentos, não só daquilo que ele se alimenta, mas a alimentação de ordem espiritual. Então, vejam que não são os fenômenos que vão fazer com que tenhamos uma espécie de sacude dela para o despertamento, mas sim as escolhas internas. E para eh continuar a partilha com Nádia e para mais reflexões, eu lembrei de um um capítulo, é o capítulo eh 31 de O Livro dos Médiuns, que eu tenho uma predileção por ele, que são as dissertações espíritas. E nas dissertações espíritas tem ali uma série de mensagens que vão realmente dizendo qual é a valia da mediunidade. E tem um espírito Marcilon, que ele vai dizer o seguinte, nos perguntar: "Com que fim, na maioria das vezes, pedis comunicações aos espíritos para obterdes belos trechos que vocês vão mostrar então as pessoas do seu convívio como se fosse fruto do seu talento? que se o espírito não tiver, o talento subsiste. Conservai-as preciosamente nas vossas pastas, porém nos vossos corações não há lugar para elas. Então, inicialmente a mensagem já vai dizendo aquela se destina. Julgais, porventura que nos sintamos lisongeados em comparecer às vossas assembleias como a um concurso para fazermos torneios de eloquência, a fim de que possais dizer que a sessão foi muito interessante, que resta depois de haverdes achado admirável uma comunicação. Não vos iludais, não sois movidos senão pela curiosidade que em vão procuras
im de que possais dizer que a sessão foi muito interessante, que resta depois de haverdes achado admirável uma comunicação. Não vos iludais, não sois movidos senão pela curiosidade que em vão procuras dissimular. O nosso objetivo é vos tornar melhores. Então esse é o papel da mediunidade, não é produção contínua de fenômenos que impressionam os sentidos, mas sim de trazer os exemplos daqueles que nos antecederam, como a nos alertar: vivam conforme aquilo que desejam então encontrar no retorno do mundo espiritual e na construção do seu próprio futuro. Pois é, ele vai a partir dessas considerações sobre a nossa superficialidade, ele vai mostrar algo que muitos, muitas vezes nós não percebemos, nós não valorizamos, nós nem nos damos conta. Ele vai dizer o que Kardec disse, o que os espíritos superiores dizem. A proposta do espiritismo não é entreter. A proposta do espiritismo não é agradar. A proposta do espiritismo é mais profunda. É uma proposta de transformação. Ah, mas não é o consolador prometido. E a gente muitas vezes tem uma ideia que consolar é como a gente faz com criança pequena. Ó, tadinho, ralou o joelho, vem cá, vou lhe dar um doce. Isso é paraa criança. É claro que se espiritualmente somos crianças, nós ainda vamos precisar por muito tempo desse consolo. Mas a doutrina espírita, ela vem eh, segundo os próprios espíritos, no momento de maturidade da humanidade. havia já um desenvolvimento intelectual, pensamento científico, a objetividade, havia todo um caminho religioso de 1800 anos para falar só do cristianismo, né? Não vamos falar das outras religiões muitos muito mais antigas. Então, havia toda uma organização social, havia uma proposta de direitos como liberdade, fraternidade, igualdade. Havia um avanço como mostrando que a humanidade como um todo já tinha maturidade psíquica para compreender algo a mais. Evidente que nem todos os seres humanos estão no padrão que a humanidade como um todo pode ter chegado, mas o essencial é que a doutrina espírita se propõe a um
psíquica para compreender algo a mais. Evidente que nem todos os seres humanos estão no padrão que a humanidade como um todo pode ter chegado, mas o essencial é que a doutrina espírita se propõe a um processo de transformação. Então, o o consolo que o consolador nos dá é a verdade. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. O consolo que o consolador traz para nós é compreender em profundidade a lei de Deus, que é a única para a felicidade dos seres humanos, e podermos compreender as próprias lições do evangelho, compreender essas leis num nível mais amplo e nos tornarmos, então capazes de vivenciar essas leis, de nos de vivenciar esse evangelho, essas lições e de nos harmonizarmos com essas leis divinas. Aí nós estaremos livres de dessas limitações que nos impedem a felicidade. Aí a gente vai poder efetivamente fazer a transformação interior possível a nós de nos tornarmos seres melhores e construirmos o mundo melhor. Esse é o consolo que o consolador nos traz, que era o consolo que Jesus trouxe quando ele diz, por exemplo, eu não vim trazer a paz, eu vim trazer a espada. Ele não tá propondo guerras humanas por motivos humanos. Ele tá falando que o que ele vai trazer algo muito eh muito significativo, vai fazer uma ruptura com a visão de mundo que se tinha antes do evangelho. Então, a espada que vai cortar ilusões, fantasias no sentido geral da humanidade. Então, a doutrina espírita, ela propõe uma transformação de cada um de nós e uma transformação da própria humanidade. Vamos aprender que existe o processo evolutivo individual. Aí Kardec organizou a escala espírita pra gente compreender os níveis evolutivos em linhas gerais e os subníveis, né, que tão ali. Mas ele vai falar também dos mundos habitados, né, dos níveis dos mundos habitados que os mundos, as coletividades também evoluem. Então, é uma coisa que até hoje a gente fica procurando algo que nos agrade. Então, a doutrina, a doutrina espírita precisa trazer coisas interessantes. Ah, mas eu preciso
oletividades também evoluem. Então, é uma coisa que até hoje a gente fica procurando algo que nos agrade. Então, a doutrina, a doutrina espírita precisa trazer coisas interessantes. Ah, mas eu preciso aplicar no cotidiano. E aí ele vai dizer uma coisa que é assim: resolver problemas espirituais sem atitudes espirituais? Isso é uma pergunta interessante. Por quê? Aí eu quero aplicação aos problemas humanos. Leia-se aos problemas materiais. Eu quero muitas vezes que os espíritos me digam se eu vou passar no concurso, se eu não vou passar no concurso, com quem eu devo casar, com quem eu não devo casar, como é que eu faço para ser feliz, como é que eu resolvo, se tem alguém com inveja de mim querendo me fazer mal. Essas coisas que são questões humanas que a gente tem que resolver, aprendendo a lidar com os outros seres humanos. desenvolvendo a amorosidade, o discernimento, a caridade de todas as qualidades que o evangelho traz. Então, a a o propósito da conexão com o mundo espiritual, do conhecimento que os espíritos superiores trazem, do vinho, da comunicação com os espíritos em geral, é sempre o processo de transformação. Nas reuniões mediúnicas, a gente faz muito atualmente a o socorro aos espíritos em sofrimento. Isso é um processo de transformação para eles, mas é para o médium também. Aí o trabalho mediúnico, por exemplo, ele demanda eh disciplina, ele demanda organização, a gente precisa disciplinar o pensamento. Todo mundo sabe que numa reunião mediúnica você precisa estar em oração. Sejam quais forem as coisas que aconteçam lá fora, que você tenha para fazer, naquele momento, já desde antes, desde das da véspera, você faz uma preparação. O que é essa preparação? É um processo de educação da mente, educação do sentimento. Você se mantém equilibrado, pelo menos naquele dia. Você procura não sair brigando com as pessoas, não sair se irritando com tudo. Você educa o sentimento, você educa o pensamento. Quando você tá sentada na reunião mediúnica, você vai orar, você
e dia. Você procura não sair brigando com as pessoas, não sair se irritando com tudo. Você educa o sentimento, você educa o pensamento. Quando você tá sentada na reunião mediúnica, você vai orar, você vai se conectar com os mentores, você vai elevar o pensamento, você vai vibrar. É um exercício de disciplina, não é uma conversa fiada, não é um bate-papo que a gente tem pela internet com qualquer pessoa dando opinião. É um exercício de crescimento, é um exercício de serviço que tá fundamentado nessa conexão que é fruto da disciplina. Mas a gente quer eh resolver problemas espirituais a partir de ações materiais. A gente quer, muitas vezes, a pessoa quer um médium que cobra, muitas vezes a pessoa acredita que há ações materiais desligadas do processo de autotransformação que vão resolver os problemas. A gente ainda tem esses raciocínios e nesses raciocínios a gente perde a essência da doutrina. Ah, mas é muito chato. Ah, mas é muito exigente. Ah, mas que centro horrível. A pessoa vai pra médiúnica. tem que chegar, não pode se atrasar um pouquinho, gente. A, o trabalho mediúnico ele tem toda uma configuração magnética, tem uma configuração de energia, não é sobre eu me atrasar. Você tem que saber que você tem que chegar 15 minutos antes, 20 minutos antes para você já ir se concentrando. Então, se você não chega 15, 20 minutos antes, chega na hora exata da reunião, você já tá atrasado, mas você entra porque não começou ainda. Aí a pessoa chega depois que começou, ah, mas não é possível, é, o pessoal é muito exigente. Ah, por um engarrafamento. OK? Naquele dia você teve um problema, se senta numa sala, no próprio centro e fica orando o tempo todo da mediúnica. Duvido que os obsessores vão lhe atormentar de novo da próxima vez, que ele sabe que quando você chega atrasado, você em vez de voltar para casa para fazer todas as coisas de sempre ou ficar todo chateado ou se aborrecer com o dirigindo, você vai sentar e ficar em oração, o horário todo da mediúnica, ele vai ver que é inútil obsidiar você
casa para fazer todas as coisas de sempre ou ficar todo chateado ou se aborrecer com o dirigindo, você vai sentar e ficar em oração, o horário todo da mediúnica, ele vai ver que é inútil obsidiar você chegar atrasado na reunião, falando de um processo de disciplina que vai produzir, isso mesmo, é produzir solução de problemas espirituais através de atitudes espirituais. De fato, e um algo que me chama muito atenção é o fato de que no o espiritismo, como ele não traz pra gente hierarquias, poder de mando, repreensão, sanção, ou se você não chegar vai ter isso, se você não fizer vai ter tal coisa, todas essas questões e particularidades estarão no campo da nossa consciência e no que Naddia trouxe, que a nossa própria condição evolutiva. Cada um vai corresponder ao seu compromisso de acordo com a valoração que atribui a ele. Então, se o exercício da média unidade foro da obrigação, do tenho que fazer, é um horário a cumprir e não algo que eu perceba que me oferece oportunidade de crescimento e que também contribui com o outro, eu vou me integiar facilmente, porque eu tô fazendo a eh participando ou estando ali naquele ambiente, como muitas vezes a gente ouve como justificativa. Se eu não estiver na médio única, se eu não vou ao centro, eu vou me desequilibrar. Ou então os obsessores vão fazer uma vão ter uma espécie de acesso mais fácil e obsessor não vai comparecer ou participar do nosso convívio se ele não for convidado. E quem os convida somos nós. Então essa atenção é uma obrigação que a gente vai precisar ter no dia a dia, não sentido de que eu vou ficar com uma certa paranoia o tempo inteiro observando as coisas ou aquela história. A gente pensar se o vento sacudiu a cortina, a gente já vai dizer que é um espírito que está ali com a natureza de perturbador. E não é assim que as coisas funcionam. Então, a ideia de ter uma fé raciocinada nos possibilita, então, a ter como conclusão de que vai ser o meu esforço aquele que vai me facultar melhores condições. Ninguém está
que as coisas funcionam. Então, a ideia de ter uma fé raciocinada nos possibilita, então, a ter como conclusão de que vai ser o meu esforço aquele que vai me facultar melhores condições. Ninguém está solicitando que os médiuns sejam verdadeiros santos ou espíritos de uma grande elevação. O que se está propondo é um esforço, que é daí que vem a transformação moral, que vai requerer disciplina, vai requerer renúncia. Lembrando que renúncia não é algo em que eu vou castrar os meus desejos. Eu vou renunciar a algo restrito e aprisionante por algo que é libertador e que é maior, que me permite experimentar estados de bem-aventurança, mesmo não sendo um espírito puro ou de primeira ordem. A questão é até que ponto nós estamos preparados e realmente desejosos de uma dedicação dessa natureza. Porque não nos tornamos médiuns no dia da reunião mediúnica, no dia em que vamos pra Câmara de Passe e se tornar-se é no cotidiano, na observação dos atos, das escolhas que nós fazemos. E nisso o capítulo 25, a palavra do morto traz um exemplo de uma forma muito explícita, porque ele vai fazer uma consulta, eh, alguém que tem o poder, que lidera um grande exército e tá vendo ali que vai se aproximar o momento da peleja, então ele vai precisar enfrentar, entrar numa guerra e pela mediunidade ele quer então uma resposta ou um aconselhamento do que é que ele deve fazer. Então, Saul vai eh perguntar Samuel a esse espírito como de fato ele pode proceder, que conselho ele lhe confere. E Samuel, como todo espírito orientador, que entende e consegue entender qual é a nossa intencionalidade, pergunta: "Que desejas que eu diga?" E aí, então, Saul, o rei, vai responder a verdade. Mas qual é a verdade que Saul quer? aquela verdade que vai ratificar o que ele já está achando, a sua própria opinião e não o aconselhamento que eu vou seguir por entender que é melhor. E aí a entidade vai dizer para ele, olha, entre os homens que vivem na carne e que e aqueles que já reviveram, a verdade é sempre terrível. Você tá mesmo
o que eu vou seguir por entender que é melhor. E aí a entidade vai dizer para ele, olha, entre os homens que vivem na carne e que e aqueles que já reviveram, a verdade é sempre terrível. Você tá mesmo preparado? Então assim, lembram daquela ideia, eh, Senhor, estou pronto para beber do teu cálice? E que aí vem o questionamento, né? Realmente você quer beber do meu cálice, você tem ideia do que é este cálice? Se a gente se preparou para ter essa condição? E Saul responde apressadamente que ele tá pronto, que ele pode obter a resposta, que Samuel diga a ele o que é que vai acontecer. Qual foi a recomendação que o espírito deu? Volte, desarme o seu exército, diga que não vai ter mais guerra. E pode dizer que o orgulho racial é um erro nefasto e profundo, inevitável para todos diante da morte. Então, diga às 12 tribos que não vai ter mais guerra. Renuncie e deixe que as coisas sigam o seu curso. Agora vejam, um homem acostumado à guerra, ao poder, que não deseja perder, disse que aguentaria a verdade e que ele queria ouvi-la. Quando ouve a verdade, ele se assombra e vai então dizer a resposta. Disse: "Olha, é impossível, eu não posso". E olha aqui, tem uma pergunta que é feita para ele. Desistirás da carnificina? Você vai se reconciliar com os seus inimigos? Vai ensinar o povo a humildade, o serviço e a concórdia? Essa era a verdade que ele disse que estava pronto para receber. E ele vai dizer que não é impossível porque ele está pedindo alguma coisa que ele não tem condição de sustentar. É a mesma coisa que eu querer ver o grande fenômeno ou coisas assombrosas acontecendo e não me identificar com algo que eu precise fazer para melhorar o meu mundo interno, fazer com que o reino dos céus então aflore. O espírito, então, e aqui é colocado por irmão X, né, com uma tristeza profunda, porque percebe que aquele que pediu o conselho, ele só queria atender a sua conveniência e não seguir aos preceitos da disciplina para poder avançar. E aí ele faz uma pergunta que cabe ao exercício da mediunidade,
e que aquele que pediu o conselho, ele só queria atender a sua conveniência e não seguir aos preceitos da disciplina para poder avançar. E aí ele faz uma pergunta que cabe ao exercício da mediunidade, mas cabe também de um modo mais amplo na nossa caminhada no mundo, esquecidos muitas vezes que estamos numa condição humana, mas que somos espíritos. E ele pergunta: "Como pedes então conselhos à luz da sabedoria se preferes a prisão nas trevas da ignorância?" É a mesma coisa da leitura, da mensagem que eu fiz antes, que tá lá em dissertações espíritas. Você só quer a beleza da mensagem, mas você não consegue se enternecer e perceber a significância e exercitar. Então, de nada valem as palavras, as comunicações mais belas, as leituras que as páginas fruto da mediunidade nos trazem, se esse esforço não é feito. E aí ele vai seguir dizendo: "O Senhor te envia as verdades de hoje por minha boca, mas se persistes em desatendê-lo, rasgará o reino que guardas nas mãos e entregará a outra em autoridade. Se você não der ouvido a divina palavra, executando os seus propósitos sinistros, com toda certeza você não vai ser aquele que conseguirá retornar para aquele que tem o eterno poder e que nada irá macular essa verdade absoluta. E é nesse sentido que compartilho com vocês essa reflexão. Estar na condição de espíritas e conhecer a mediunidade, como nos foi apresentada por Kardec. vai nos colocar numa condição de que não vai ser Naddia que vai me dizer o que fazer, não vai ser o mentor espiritual que vai dizer o que fazer, vai ser a minha escolha e o comprometimento, entendendo a seriedade de a cada dia fazer uma renúncia em pró de algo que mesmo sendo uma faculdade, que naquele momento ali se manifesta, entendendo que é essa mesma faculdade que me coloca na condição de quem serve. E para servir, eu preciso me colocar na condição de quem pode fazê-lo, que nem a gente se prepara para a nossa lida no campo profissional. Eu não posso ser um odontólogo se eu não tenho minimamente uma forma de mexer com aqueles
colocar na condição de quem pode fazê-lo, que nem a gente se prepara para a nossa lida no campo profissional. Eu não posso ser um odontólogo se eu não tenho minimamente uma forma de mexer com aqueles instrumentos. eu vou ferir, eu vou causar uma hemorragia ou algo do gênero. No campo da mediunidade, os meus instrumentos são bondade, benevolência, exercício da caridade, da paciência e tudo mais que nós então já conhecemos. Então, que quando a gente faça pergunta que a gente não seja como Saul, querendo que a nossa verdade seja confirmada, mas sim que estejamos dispostos a uma caminhada muito mais séria e efetiva no campo da mediunidade da vida. Repare, né? Esses esse capítulo 25, ele vai trabalhar muito com a nossa relação com os espíritos desencarnados, tudo isso que Jamile falou, todas essas reflexões e ele vai usar o caso de Saul e Samuel para comentar isso. E esse é um caso que tá na Bíblia, né? tá no Antigo Testamento. O no Antigo Testamento, a lei judaica, ela proibia a ela proibia, eu não lembro o texto em si, mas era assim, não era proibia especificamente a comunicação com os mortos só, proibia que consultasse adivinhos, que consultasse eh magos, feiticeiros e botava a comunicação com os mortos dentro desse pacote. os nossos irmãos da da das igrejas protestantes, a leitura deles é que isso invalida completamente a comunicação mediúnica. A Igreja Católica também pensa da mesma forma, embora no catolicismo, como tem o purgatório, tem o conceito de que sim, eventualmente as almas do purgatório se manifestam, que é o que nós chamaríamos de espíritos sofredores. Mas a a o segmento protestante, ele vai considerar que isso invalida completamente a ponto de considerarem que não existe comunicação mediúnica, que são demônios, etc, etc. E nós espíritas temos a nossa doutrina fundamentada na comunicação com os espíritos, porque é a doutrina dos espíritos. A doutrina espírita, ela foi codificada por Allan Kardec. Não é como se Allan Kardec tivesse um papel passivo, nãoitava
fundamentada na comunicação com os espíritos, porque é a doutrina dos espíritos. A doutrina espírita, ela foi codificada por Allan Kardec. Não é como se Allan Kardec tivesse um papel passivo, nãoitava e ele dizia, ele era uma pessoa, ele era uma pessoa eh inteligente, preparada, tanto espiritualmente como intelectualmente. E é como Jamile disse, os espíritos superiores trabalham com as escolhas humanas. Ele então tinha um papel ativo, ele organizava tudo, ele selecionava mensagens e ele fazia isso dentro dos critérios que os próprios espíritos superiores disseram. Raramente a gente compreende, a maioria de nós raramente compreende a profundidade do método de Kardec. Então, Kardec não era médium ostensivo, ele não via espíritos, ele não ouvia espíritos, tinha a intuição, como todo mundo, mas ele, exatamente, eu acredito que é porque a função dele era fazer a organização da das ideias. Então, ele estabeleceu um critério que era assim: "Nós vamos ouvir as mensagens dos espíritos, mas não de qualquer espírito, como você faz com os seres humanos. Você vai perguntar a mim sobre que remédio você vai tomar para tal doença. Eu não sou médica, eu não tenho a menor ideia. Uma tolice. Me perguntar e é uma toice maior eu dizer, porque vai resultar em prejuízo. Eu não conheço, não é minha área de conhecimento. Você vai perguntar como é que mistura uma substância química para produzir não sei o quê. Vai perguntar como é que pinta uma parede economizando tinta. vai perder seu dinheiro, porque eu não conheço. Mas nós, seres humanos, muitas vezes damos opinião sobre coisas que não conhecemos, né? Muitas vezes a gente opina, a gente avança e muitas vezes com má fé do mesmo jeito no mundo espiritual. Então, Kardec pensou, primeiro critério, como é que eu vou saber o espírito se se o que ele se ele sabe o que ele tá dizendo? E aí ele criou, né, organizou com a orientação espiritual, ele organizou a escala espírita. Então espírito elevado, ele não trabalha para interesse pessoal, ele trabalha para ajudar a humanidade, para
E aí ele criou, né, organizou com a orientação espiritual, ele organizou a escala espírita. Então espírito elevado, ele não trabalha para interesse pessoal, ele trabalha para ajudar a humanidade, para ajudar o próximo, para ajudar o coletivo, para fazer o bem, tá harmonizado com as leis de Deus. Estão lá os critérios. Aí ele sabia, então ele ficava conversando com os espíritos, isso tá na na revista espírita, isso tá no céu, inferno, tá em várias obras. E ele então ele ia perguntando, às vezes ele perguntava a mesma coisa de um outro jeito para ver se o espírito caía em contradição, para ver se o espírito ficava impaciente, para ver se o espírito demonstrava inferioridade. Se o espírito fosse demonstrando uma superioridade moral e intelectual, aquele conhecimento valia. Aí ele criou a universalidade do ensino. Não é só um espírito que disse a um médium que ele tava ali de junto, não. Vamos ver se essa comunicação, se essas mesmas ideias se repetem. Então, ele não foi um indivíduo passivo. Ele organizou esse conhecimento e fez isso através do ensino dos espíritos. Porém, a proibição que tá na Bíblia, é bom que ela seja seguida até hoje. Por quê? Porque o que Kardec fez e o que a doutrina espírita propõe é uma comunicação de um ser livre que vai pensar, que vai analisar, que não vai se submeter cegamente a nenhum espírito, por mais que ele se diga evoluído, porque se ele for evoluído, ele não eh domina ninguém. Espírito superior não domina ninguém, não tem interesse em convencer ninguém, não tem interesse em governar ninguém. Eles vão orientar se você quiser. É você que vai fazer os movimentos. Então ele não fazia isso e também ele não ficava buscando nos espíritos informações banais cotidianas para eu não ter o trabalho de pensar, para eu não viver as experiências, para principalmente adivinha ações de futuro. As pessoas gostam muito da palavra profecia, que nem é uma palavra espírita. A profecia é uma palavra bíblica que nós associamos com adivinhar o futuro. Mas os profetas na Bíblia não
ações de futuro. As pessoas gostam muito da palavra profecia, que nem é uma palavra espírita. A profecia é uma palavra bíblica que nós associamos com adivinhar o futuro. Mas os profetas na Bíblia não só previam o futuro, às vezes previam, mas eles sobretudo traziam mensagens que eram consideradas mensagens de Deus para alertar o povo, para alertar os governantes sobre o comportamento moral. Isso é profecia. Mas existe hoje de novo, por causa daquela sede de eh fenômeno que eu falei, que Jamil falou também, a pessoa quer profecias. Aí qualquer coisa que um médium diz, qualquer coisa que um espírito diz, porque fulano profetizou não sei o quê, fulano não profetizou nada. Então essa relação com as informações dos espíritos, uma relação de dependência, uma relação de eh mágica, uma relação de um pensamento mágico que não entra um raciocínio, não entra um comprometimento, não entra uma escolha do médium, uma escolha da pessoa, isso é aquilo que tava proibido no Antigo Testamento e é o que até hoje a doutrina espírita considera que não é espiritismo. Vamos pensar um pouquinho sobre isso. >> Algo bom de se pensar e refletir. Eu vejo como um grande desafio para nós espíritas, que é um o exercício desse não comando, enquanto que nós estamos acostumados na família, no trabalho, a estruturas em que a gente tem alguém que diga: "Faça assim, faça de outro modo". Essa é a regra. instituições que têm procedimento operacional padrão, você tem um POP, então você sabe como seguir. Se você compra um eletrodoméstico, você vai ter um manual, mas nesse campo espiritual, no campo da aquisição dos tesouros da alma, a responsabilidade é inteiramente nossa, com a vantagem de que, se quisermos crescer, os espíritos amigos irão se aproximar e vão nos ajudar. E também se nós optarmos por nos embaraçarmos nas escolhas do campo da espiritualidade, outros espíritos também vão se aproximar por esta afinidade. Então, escolher, definir, persistir, vai ser algo de foro íntimo. Eu vou precisar escolher sem que alguém diga: "Vá por
da espiritualidade, outros espíritos também vão se aproximar por esta afinidade. Então, escolher, definir, persistir, vai ser algo de foro íntimo. Eu vou precisar escolher sem que alguém diga: "Vá por aqui". Porque evolução não é fruto de imposição. Já imaginaram se os nossos anjos guardiães, os nossos mentores espirituais definissem os nossos caminhos? Já estaríamos na condição de espíritos puros. Não precisaria de mérito, não precisaria de vontade, de livre arbítrio, seríamos fantoches. Então, há uma responsabilidade que nós assumimos em dizer: "Entendo, esse é o caminho e agora eu vou segui-lo". Mais uma vez, sem a expectativa que não vamos inclusive alcançar de sermos espíritos puros da noite para o dia, mas a convicção de que esse conhecimento pode fazer com que eu tenha escolhas que possibilitem o meu crescimento. E isso a gente vê no capítulo 26, na edificação. E aqui com certeza a NJ anotou e vocês também que fazem a leitura, o irmão X vai fazer uma chamada direta aos espíritas. Ele não vai falar da alma com uma forma universal, não. Fala diretamente conosco. Vai dizer: "É incontável o número de pessoas que se aproximam das fontes espiritistas, afirmando-se desejosas de iluminação. querem bênçãos da esfera superior, desejam aquisições mediúnicas, pretendem participar dos serviços de auxílio, mas com os cometimentos do progresso, o problema da construção não se resume à palavra. Então, precisamos conhecer, precisamos estudar, precisamos veicular, divulgar, compartilhar, mas não é o suficiente. É preciso vivenciar dentro das possibilidades de cada um, sem também se violentar, ficar se comparando, ah, como eu gostaria de ser dessa e tal forma. Cada um vai poder ser exclusivamente da forma que lhe é possível, dentro das conquistas que pode fazer. e busque agora mais conquistas dentro de suas possibilidades. Então, tem essa recomendação de que a medida em que vamos semeando, o terreno vai sempre frutificar de acordo com o investimento que nós estamos fazendo. E aí a gente
as dentro de suas possibilidades. Então, tem essa recomendação de que a medida em que vamos semeando, o terreno vai sempre frutificar de acordo com o investimento que nós estamos fazendo. E aí a gente vai precisar pensar nas leituras, vai precisar pensar em comportamento, em postura. Qual é a minha divisão de tempo para as questões de natureza espiritual e para aquilo que eu desejo? Materialmente falando. Quando eu falo em cansaço, o que é que eu faço para descansar? E hoje a gente já vê estudiosos trazendo que descansar não é ficar parado, solto ali no sofá, descansando horas a fio, mas há um descanso para a mente que é um descanso com a leitura saudável que lhe faz criar imagens positivas. renovar sua esperança, assistir, ouvir ler coisas edificantes, conversas prazerosas, dedicar-se ao bem, ofertar alguma coisa ao outro que vá fazer a pessoa feliz. Se dê alguma coisa, um momento com uma música, uma oração, esse é o descanso saudável, não é a prostração do físico. Nesse sentido, vamos vendo que investimentos e que escolhas nós estamos fazendo. E por fim, ele vai colocar aqui nesse capítulo que eu destaquei que inúmeros corações se dirigem a eles, aos espíritos, suplicam o auxílio, é o socorro, o atendimento fraterno, como a gente fala, mas com a espera que as almas desencarnadas, como ele diz aqui, que façam tudo aquilo que nos cabe fazer. Então, não são os espíritos. Ah, eu gostaria de passar no concurso, eu então as respostas vão aparecer como uma mágica no momento da prova. Ah, eu gostaria de ser uma pessoa eh menos possessiva, menos avara, mas não me coloco para ser alguém que doa tempo, coisas. Estou sempre na condição daquele que retém. Sabe aquela ideia que a gente ouve muito? Quem dá o que tem a pedir vem? que é uma síntese bem egoísta, porque estamos apegados com aquilo, como se não houvesse renovação, como se outros não tivessem necessidade. Então, vamos precisar exercitar para ganhar o reino dos céus. Nós vamos precisar abrir mão da mesquinhez, das coisas pequenas,
como se não houvesse renovação, como se outros não tivessem necessidade. Então, vamos precisar exercitar para ganhar o reino dos céus. Nós vamos precisar abrir mão da mesquinhez, das coisas pequenas, dos valores materialistas e aos poucos edificando a nossa casa, retirando ela de sobre a areia e edificando sobre a rocha. que tenhamos força, que contemos com os bons espíritos e que sejamos os médiuns que Jesus então aguarda. Pois é, para finalizar, eu acho assim, essa esses três capítulos, porque no capítulo, no último capítulo na edificação, como Jamili falou, ele vai fazer um alerta, ele vai dizer como a gente precisa funcionar. Eu lembro que eh a codificação vai falar sobre o caráter sagrado da mediunidade. E esse caráter sagrado não significa ritualístico, não significa religioso no sentido estrito, não significa cheio de regras e normas porque senão você erra. Não é sagrado porque vem de Deus. Essa é a criação que os seres intercambiem. E nós que temos a a tarefa mediúnica, precisamos respeitar como sagrada essa tarefa. Precisamos ter a maturidade de saber que somos nós que dizemos o sim. No livro dos médiuns, Kardec vai falar que eh os bons espíritos sempre orientam os médiuns que querem fazer o bem. Veja, o bom médium no livro dos médiuns, o bom médium não é o médium que produz fenômenos maravilhosos, que vê os espíritos, que ouve, que fala, que é capaz de falar em não sei quantas línguas diferentes que não conhece. Não. O bom médium é aquele que se dedica o tempo todo a fazer o bem. Este é o bom médium. Este é o médium. Segundo o livro dos médicos, que os bons espíritos gostam de trabalhar, as imperfeições fazem parte, é parte da nossa maturidade espiritual a gente ter a humildade de reconhecer que somos imperfeitos, que estamos muito ainda distantes de uma perfeição ou de um avanço extraordinário na escala espírita. Estamos aí na na terceira ordem que não é muito simpática, né? espíritos rebeldes, inveja, orgulho, egoísmo, não sei o quê. Mas isso não, em nenhum momento nos
vanço extraordinário na escala espírita. Estamos aí na na terceira ordem que não é muito simpática, né? espíritos rebeldes, inveja, orgulho, egoísmo, não sei o quê. Mas isso não, em nenhum momento nos exclui da tarefa do bem. Não exclui quem é médium, não exclui quem não é médium. Jesus disse: "Eu não vim para os sãos, eu vim para os doentes." Ele veio para esse planeta sabendo muito bem quem nós éramos. Ele não veio porque eram seres ótão evoluídos, deixou ir lá. Não, ao contrário. Então, para os primeiros cristãos que a gente admira tanto, lemos aqui, eh, eh, avecisto, lemos 50 anos depois, vão lá pro circo morrer cantando, mas veja, eles tinham as suas fraquezas e as suas fragilidades. Não eram espíritos perfeitos de jeito nenhum. Então, hoje, no nosso momento, a gente precisa fazer a escolha. Qual é a escolha? a escolha de que vamos nos dedicar a fazer o bem da melhor forma que nós pudermos. Vamos cometer erros, vamos falhar, vamos, como Paulo disse em eh numa epístola, ele diz: "O bem que eu quero fazer, eu não consigo fazer. O mal que eu não quero, eu continuo fazendo". Foi uma etapa da vida de Paulo. Ele dedicou toda a vida a esse processo de transformação. Até que lá na frente ele disse: "Já não sou eu que vivo, é o Cristo que vive em mim". Antes da gente chegar o momento em que não somos nós que vivemos, é o Cristo que vive em nós, a gente vai passar muito pelo tempo em que o mal que eu quero, que eu não quero fazer, eu vivo fazendo. Que tristeza, o bem que eu quero fazer, eu não consigo fazer. Mas a gente levanta cada dia escolhendo fazer o bem, escolhendo e eh seguir os ensinamentos de Jesus, escolhendo se melhorar. Aí a gente tá no caminho certíssimo e na por trilhar esse caminho. Continuemos juntos. Na próxima segunda-feira antecipo que vamos fazer mais três capítulos porque também estão bem brincados, o 27, o 28 e o 29. Estejam conosco e aí já teremos retomado o nosso habitual formato híbrido presencial na sede da federação e aqui com vocês os nossos internautas. Tenha
e também estão bem brincados, o 27, o 28 e o 29. Estejam conosco e aí já teremos retomado o nosso habitual formato híbrido presencial na sede da federação e aqui com vocês os nossos internautas. Tenha uma ótima noite e uma boa semana.
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