Para viver o Evangelho 169 - Estudo da obra "Lázaro Redivivo" cap. 4
Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita
Meus amigos, minhas amigas, sejam os que estão aqui presentes no salão da federação, sejam aqueles que estão nos acompanhando remotamente. Nossos votos cordiais de muita paz para todos. Nosso programa de hoje, como sempre, oferece na sua abertura, nos seus prolegômenos, o aviso das dos eventos e das efemérides federativas que vão nos pontuar nesse segundo semestre. Ontem nós fizemos duas macrorregionais, a metropolitana na capital. Tivemos aqui nesse salão quase 300 pessoas e tivemos a macrorreional metropolitana, mas em Lauro de Freitas, reunindo aquelas cidades que estão em torno da Lauro de Freitas. E, portanto, um encontro riquíssimo. Semana que vem nós estaremos em Paulo Afonso e outras cidades da Bahia, onde estarão sendo realizadas macrorregionais do interior. Esse evento é voltado quase que exclusivamente para trabalhadores e dirigentes espíritas. Você que está nos ouvindo, que ainda não inscreveu o seu grupo, aproveite, traga o seu agrupamento de pessoas da instituição para participar da macrorregional, onde quase 15 oficinas vão pontuar o trabalho federativo no sentido de entendermos o Centro Espírita como um laboratório para a plenitude do ser. Está aí naturalmente na sua tela a visão desse mapa, desse degradê, desse roteiro das datas e das respectivas cidades que vão pontuar as nossas os nossos encontros macrorregionais. Fechados os encontros macrorregionais em julho, então nós ficaremos agora em preparação para o 20º Congresso Espírita da Bahia, 30 de outubro. O que que você vai fazer uma quinta-feira à noite? Vapotel Fiesta, você vai assistir a abertura do nosso 21º congresso. E fique conosco até o domingo, 2 de novembro, por volta de 1 hora da tarde, nós estaremos encerrando esse que é o maior evento espírita de nosso estado. Tá aí, Rosa Martins, Oscar Carrara, um grande amigo nosso do interior de São Paulo, vai participar Júlio Perez, um grande trabalhador de São Paulo também. Fábio Carvalho é um irmão para mim, né? Hoje presidente da Federação Espírita do Maranhão, César Reis
o do interior de São Paulo, vai participar Júlio Perez, um grande trabalhador de São Paulo também. Fábio Carvalho é um irmão para mim, né? Hoje presidente da Federação Espírita do Maranhão, César Reis vinculado ao projeto Fabiano de Cristo, Bruno Godinho de do Rio de Janeiro participando conosco, Alberto Almeida, que vai trazer muito açaí para todo mundo, né? Além de conhecimento espírita. Então, o nosso Adilton Pugries é mérito, escritor, pesquisador espírita. nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei. Tema, portanto, do nosso congresso imperdível. São 1200 vagas por causa do hotel. Então, não deixe pra última hora para que você possa ter a vaga garantida de participar no Hotel Fiesta, 1200 lugares, pelo que eu seja, a gente já vai com quase 250 pessoas que já estão inscritas. Hoje nós daremos continuidade aqui com as as belíssimas adolescentes que me cercam, né? Nós estaremos aqui vendo mais um capítulo dessa obra extraordinária. Está aqui e aqui na capa antiga, Lázaro Red Vivo. A segunda obra evangélica que o nosso irmão X Humberto de Campos nos narraria através do Chico. E hoje ele intitula uma carta aos médiuns. Será que Humberto Campos, ou o príncipe dos cronistas, tire algo a dizer aos médiuns? Teria. E disse pelas mãos de Chico Xavier, o médium que mais se utilizou, escrevendo quase 17 livros. Quem vai começar é Nádia trazendo as suas reflexões. Logo após, Jamibe, uma boa noite a todos que estão aqui conosco, presencialmente na nossa sede central da Federação Espírita. aos companheiros que estão nos assistindo pela web TV, pela TV Mação do Caminho e aqueles que assistirão no futuro. Que nós tenhamos aí uma oportunidade de reflexão com esse texto de irmão X, que a primeira coisa que me ocorre comentar se refere a o que é mesmo que ele tá falando sobre o evangelho. Marcel acabou de dizer, nosso tema, nosso programa é para viver o evangelho. Tudo que a gente trabalha aqui, a gente busca refletir como pode nos ajudar a viver o evangelho. Acontece que, embora a gente em geral
ou de dizer, nosso tema, nosso programa é para viver o evangelho. Tudo que a gente trabalha aqui, a gente busca refletir como pode nos ajudar a viver o evangelho. Acontece que, embora a gente em geral não pense muito nisso, você tem inúmeras experiências mediúnicas no evangelho. Não vou me referir às curas de Jesus no sentido de que ele não era médium, né? Ele era um espírito puro. Ele não estava sendo medianeiro da comunicação ou da ação curativa de nenhum espírito. Ele próprio é que curava. Mas os apóstolos eles foram ao longo do tempo, a gente tem ali em Atos dos Apóstolos, curas extraordinárias. Então, eh, curas que eles faziam, mesmo enquanto Jesus estava presente, eh, que evidenciavam uma habilidade, uma possibilidade de estar transmitindo, sendo ponte entre o mundo espiritual e o mundo material. A mediunidade de cura é mais prevalente, mas não é a única. A atuação junto às pessoas assediadas por espíritos na época chamadas de endemoniados, que nós chamaríamos hoje de obsidiados. Elas são várias, várias curas. O pai que vai pedir a cura do filho, que uma hora caía no fogo, outra hora caía na água, ele tinha uma epilepsia e na verdade era considerado, ele tinha um assédio de espíritos inferiores. Temos o famoso endemoniado de Gadara, que diz a Jesus: "Eu sou legião, que temos nós contigo, Jesus, filho de Deus altíssimo?" A a prática mediúnica, ela é extensiva no evangelho. E eu gostaria de lembrar do episódio no Atos dos Apóstolos. Vamos lembrar que Jesus morreu, foi um impacto enorme para os seus apóstolos e os seus seguidores em geral. Eh, é relatado que apenas João estava presente na cruz, ele e as mulheres, a Maria, Madalena e outras mulheres estavam lá, mas dos homens dos 12 apóstolos, a essa altura, 11, porque Judas já tinha desertado, só João estava presente. Os outros estavam morrendo de medo. Isso é dito no Evangelho. Eles ficavam muito assustados porque obviamente eles eram os seguidores de Jesus. Tem uma cena quando Jesus estava sendo interrogado que Pedro
utros estavam morrendo de medo. Isso é dito no Evangelho. Eles ficavam muito assustados porque obviamente eles eram os seguidores de Jesus. Tem uma cena quando Jesus estava sendo interrogado que Pedro fica por ali pelo pátio observando e tinha várias pessoas eh aguardando o resultado. Era durante a noite. E uma mulher diz a Pedro: "É, você esse daí é discípulo dele?" Aí Pedro disse: "Eu não, não conheço". Aí sai do lugar inquieto, incomodado e aí num segundo momento a conversa continua. Não, esse daí é, você não é discípulo dele? Não, eu não, não sou não. E tem a terceira negação. E e o relato do evangelho é muito bonito, porque da terceira vez que ele diz: "Não, eu não." Jesus olha para trás. Jesus estava sendo interrogado e Jesus olha para ele e na hora que Jesus olha para ele, ele se lembra que Jesus tinha dito que ele o negaria três vezes antes que o galo cantasse. E ele sai muito angustiado e ele chora muito e é uma situação impactante. Então, vamos lembrar que o medo era prevalente nesse momento, o que é muito natural, porque os eh se já tinham crucificado ou estavam crucificando o líder, que que iam fazer com os seguidores? É a lógica política, né? Se você vai então perseguir todo mundo. E eles se escondiam, eles ficavam em lugares mais reservados, eles não sabiam o que pensar. Jesus, eles esperavam que Jesus não fosse morrer. Como é que Jesus, com tanto poder agora tava morto? E aí vem a ressurreição. E no relato da ressurreição é dito assim: "Eles estavam todos juntos num local com as portas fechadas por medo dos judeus. Então eles estavam se preservando. E aí Jesus se apresenta e isso muda tudo, isso transforma tudo. Jesus fica ainda algumas semanas com eles, aí se apresenta, aparece num lugar, aparece em outro lugar, eles compartilham dessa vivência e Jesus então se vai, se despede dele, faz toda aquela fala para os 500 da Galileia, se despede dele e vai embora. E agora eles estavam por conta própria. E estando por conta própria, não sabiam bem o que fazer.
ão se vai, se despede dele, faz toda aquela fala para os 500 da Galileia, se despede dele e vai embora. E agora eles estavam por conta própria. E estando por conta própria, não sabiam bem o que fazer. Então eles estavam no local onde havia muitas pessoas de vários lugares. Pedro, ele era o líder e ele não, ele tava em dúvidas, mas na hora em que ele começa a falar, ele percebe e os outros também que eles falam com maior facilidade, inclusive falam idiomas desconhecidos que na nossa interpretação, interpretação que me parece mais plausível, não é que eles falavam línguas ininteligíveis, eles falavam línguas que ele Não, que eles não conheciam o fenômeno da xenoglo porque é dito que havia pessoas de vários países que falavam idiomas diferentes e eles não sabiam falar aqueles idiomas, mas naquele momento eles conseguiam falar o idioma de cada um que se apresentava ali e conseguiam falar com clareza, conseguiam falar com empenho e conseguiam se colocar. Eh, um irmão X vai falar nesse capítulo sobre os riscos de viver o evangelho, sobre os tipos de eh resistência que as sociedades apresentam para quem quer viver o evangelho e que acontece com os médiuns também. Então, naquele momento não eram inauguradas apenas as experiências de divulgação da boa nova através dos apóstolos. Era inaugurada também a vivência que os médiuns ao longo dos séculos iriam enfrentar da incompreensão do processo de comunicação entre os dois mundos, entre o mundo físico e o mundo espiritual. Eh, dentro dessa visão, a gente vai pensar como que o evangelho nos ajuda a vivenciar a mediunidade, a compreender a mediunidade e aproveitar a mediunidade. Boa noite aos irmãos e irmãs aqui presentes e aos nossos internautas na TV FEB, TV Mansão do Caminho. como Nad estava trazendo, pensar a mediunidade, ela não se circunscreve a uma questão meramente fenomênica. Há algo anterior que é sintonia. Quando logo no iniciozinho do capítulo 4 aos médiuns, irmão X traz uma afirmativa e ao mesmo tempo uma comparação. O
e circunscreve a uma questão meramente fenomênica. Há algo anterior que é sintonia. Quando logo no iniciozinho do capítulo 4 aos médiuns, irmão X traz uma afirmativa e ao mesmo tempo uma comparação. O soldado quando ele vai pro campo de batalha ele pode ser condecorado a partir das vitórias que ali ele consegue amealhar. Se nós pensarmos no médium, isso é diferente. Ele não pode se valer do mérito das mensagens como se fosse algo seu produzido pelo seu psiquismo. E aqui a gente já começa a estabelecer uma relação com o evangelho quando vai trazer especificamente pra gente no capítulo 26 essa ideia de que se os espíritos não estiverem conosco, a comunicação não vai acontecer. E em não acontecendo, significa que vamos precisar sempre desse concurso. Então, o médium, por si só, não vai conseguir produzir mensagem se não tiver o auxílio e direcionamento dos espíritos. Então, logo daí a gente consegue entender o que é que o irmão X traz pra gente quando diz que nós somos portadores, mas todo título então deve ser atribuído aos espíritos que trazem as suas mensagens. Outro ponto que eu achei interessante nesse capítulo do Evangelho é que ele traz a condição que o médium deve apresentar para que ele obtenha essas boas mensagens, que favoreça ele e as demais pessoas e a condução da vida em sociedade. Porque geralmente a gente pensa numa reunião mediúnica restrita ali a um grupo de pessoas e de médiuns, aquelas mensagens podem não sair dali. Mas quando a gente pensa na mediunidade que traz a literatura robusta, como a que a gente tem na codificação e nas obras sérias que fundamentam o espiritismo, ficamos pensando o quanto isso tem um potencial regenerador, quanto isso pode nos modificar internamente, que não é só uma questão de conhecimento livresco, é vivência daquilo que nos é apresentado. E é uma vivência trazida por espíritos que já saíram da condição em que ainda nos encontramos de encarnados e que vem dizer: "Olha, enquanto vocês estão aí um tanto quanto duvidosos dessa realidade,
. E é uma vivência trazida por espíritos que já saíram da condição em que ainda nos encontramos de encarnados e que vem dizer: "Olha, enquanto vocês estão aí um tanto quanto duvidosos dessa realidade, venho lhes dizer que a vida continua e tais e tais consequências vão ser concern atual existência. Já que a gente não recorda do passado, é sempre bom ter quem venha nos lembrar". E eu fico pensando que muitas vezes, e isso não quer dizer que ser espírita nos retire o medo, os receios, as dúvidas e outras coisas. Nós sim temos o direito na condição de espíritas de continuar temendo a morte. A ideia do espiritismo é consolar, apresentar conhecimento para que isso não vire algo do ponto de vista do sofrimento, de alguma coisa que nos aproxime do pânico, mas que a gente possa administrar. E a mediunidade faz com que a gente perceba, tem algo ali, tem seres que estão se comunicando de vez em quando ou uma certa continuidade, percebo que tem pensamentos que não seriam produzidos por mim. Estamos o tempo inteiro num processo de comunicação que pode não estar numa condição consciente, mas acontece porque vibramos, pensamos, sentimos e vamos atraindo e constituindo aquela tal nuvem que Paulo nos apresentou, a nuvem de testemunhas ou os nossos companheiros habituais por aquilo que estamos cultivando. E aí ele vai dizer pra gente aqui, os espíritos nos trazem no texto da média unidade gratuita de que quem deseja comunicações sérias precisa adotar boa vontade, humildade, devotamento e abnegação. características adquiridas porque investe no que a gente pode dizer de educação dos caracteres, reforma íntima, autoconhecimento, em suma, modificação moral para o bem e para o nosso crescimento. Então, mediunidade está além do fenômeno, embora seja, e aí a gente vai lembrar que não é aquela coisa arrebatadora e nem um dom divino, como se tivéssemos sido escolhidos, mas uma condição física e que é, se ostensivamente conferido a todos nós. Intuímos, nós podemos ser inspirados e estamos continuamente em contato com
um dom divino, como se tivéssemos sido escolhidos, mas uma condição física e que é, se ostensivamente conferido a todos nós. Intuímos, nós podemos ser inspirados e estamos continuamente em contato com esse mundo. Então, pensar mediunidade, além dessa questão que precisamos estudar, nos fortalecer, nos qualificar para o exercício, é preciso pensar que mediunidade com retidão, com qualidade e com benefícios vai requerer que o médium também invista no seu melhoramento individual. Reconhece-se a árvore pelos frutos. Na oficina de mediunidade que pontuou a macrorregional encerrada ontem, tivemos mais de 60 pessoas e todo o encontro se caracteriza por ser a oficina mais inchada, mais procurada pelos interessados, lidando com mediunidade, tão antiga quanto a história, o péo da criatura humana na Terra. Procuremos todas as civilizações do passado e elas terão fatalmente indícios, informações, relatos de fenômenos mediúnicos, a busca do contato com os antepassados, as cerimônias. Não existe cerimônia talvez mais rebuscada do que a de velório. Como o velório de um papa demora 16 dias, ele fica exposto a 7 dias ao público, depois ele tem um luto de nove, depois de sepultado, ele é enterrado com sete caixões, um dentro do outro. Os caixões, cada um deles tem uma simbologia dentro da igreja. Então, tudo isso evidencia a relação do indivíduo com a morte. Os livros anteriores que nós estudamos aqui, vamos só citar aí AV Cristo, que foi o último, quantos fenômenos mediúnicos pontuaram aquele livro. A figura de Helena que grávida de Emiliano, ela vai buscar a informação com um feiticeiro e o feiticeiro recebe o falecido companheiro dela, pai daquela criança, que ela tá gestando, Orósio, o figura do mago. E por Horósio, eis que Emiliano do Alentúmulo pede que ela preserve aquela criança, a filha que ele teve e não pôde ficar no mundo para acompanhar. E Helena evita o infanticídio ou o aborto. Tem a criança, despacha ela para um lugar e essa menina vai ser Lívia, a filha adotiva de Basílio, o consertador de
não pôde ficar no mundo para acompanhar. E Helena evita o infanticídio ou o aborto. Tem a criança, despacha ela para um lugar e essa menina vai ser Lívia, a filha adotiva de Basílio, o consertador de violinos, o Lutier, personagem central da trama a desencarnar cega, vitimada pela própria mãe, que havia orientado uma pessoa a cegar aquela moça, que ela achava que era pretendente ao seu companheiro Taciano. e ao mesmo tempo tuberculosa por causa da convivência com a filha de V C, que era tuberculosa numa época que não sabia que essa doença é altamente infecto contagiosa. Se formos viajar para todas as nações, encontraremos referências à mediunidade, especialmente dentro das religiões no ocidente, mas também no Oriente. corre que essa carta de irmão X é dedicada aos médiuns. Ele escreve uma crônica para os médiuns, mostrando quanto os dedicados trabalhadores do bem na área da mediunidade padeceram, padecem e ainda vão padecer a incompreensão do mundo, porque em cada época endemoniado. Os médiuns são psicopatas, são neuropropatas. É isto, é aquilo. Alguns foram internados. Temos aí Maria Modesto Cravo no interior de Minas Gerais, a região de Sacramento. Ela dava choques. Quando ela tava possuída pelos espíritos, ela tornavam a mulher como aqueles peixes que dão choque. Peixe elétrico, a enguia, ela dava choques. Então o marido teve que levar ela a quem? A Eurípedes Bassarnufo, que a tratou jovem. Depois ele desencarnou e ela com a mediunidade equilibrada ele pôs de se utilizar da mediunidade de Maria Modesto Cravel. Se olhar no nosso país, Chico Xavier, Carlos Mirabelli, o mais extraordinário médio de efeitos físicos que o país teve, Divaldo Franco, 60, quase 60 dias de desencarnação, Júlio César Grande Ribeiro, Julinho, que tive a honra de conhecer demoradamente tanto aqui quanto em Vila Velha, no Espírito Santo, e outros, o tributo que eles pagaram de lágrimas, de solidão, de renúncias para levar a tarefa mediúnica até o final. sem citar, mas já citando, Chico Xavier, a
uanto em Vila Velha, no Espírito Santo, e outros, o tributo que eles pagaram de lágrimas, de solidão, de renúncias para levar a tarefa mediúnica até o final. sem citar, mas já citando, Chico Xavier, a maior antena paranormal que se tem notícia na atualidade, 53 livros, mas o tributo que ele pagou não foi fácil, perseguido até na justiça justamente pelos familiares de Humberto de Campos, que queriam confirmar se era mesmo Humberto de Campos eh se comunicando por ele. Que coisa impressionante. Por isso mesmo, ele vem trazer esse essas informações numa espécie de crônica, nos convocando a repensar. Mas ao lado do tributo, dos testemunhos, das dificuldades, a mediunidade dilata um novo espaço, um novo horizonte pelo qual podemos antever a vida de onde viemos e para onde fatalmente retornaremos. Marcel nos traz um cenário da mediunidade, da vivência da mediunidade em geral. Ele traça eh épocas diferentes, percepções diferentes, tá endemoniado, é maluco, eh é uma pessoa com problemas pessoais, a gente resolve, é o demônio. Eh, essas essas percepções da mediunidade, elas devem nos remeter a uma informação importante, que é a seguinte: mediunidade existe desde que existe ser humano. A interdimensionalidade, ela é um fato. Eu acho interessante que a maioria das pessoas que não conhecem a doutrina espírita, elas tendem a pensar que os espíritos estão associados aos espíritas. E eu lembro quando eu era criança, eu tinha, não conhecia ninguém espírita praticamente, mas eu tive uma coleguinha na escola que ela era espírita. Eu sabia porque eh coisas católicas ela não participava, né, que tinha na escola. E el gostava dela, era uma menina ótima. E uma vez eu precisei pegar uma lição, um livro, alguma coisa e fui na casa dela. Ela morava perto de mim. E eu lembro que eu bati na porta, a mãe dela veio, atendeu gentilmente, eu me identifiquei, disse que eu precisava pegar tal coisa, não lembro agora o que era. Aí a mãe disse: "Ah, tudo bem, ela já deixou. Ela não tá aqui, mas ela
ta, a mãe dela veio, atendeu gentilmente, eu me identifiquei, disse que eu precisava pegar tal coisa, não lembro agora o que era. Aí a mãe disse: "Ah, tudo bem, ela já deixou. Ela não tá aqui, mas ela deixou. Pode entrar?" Eu disse: "Não, senhora, muito obrigada". Por quê? Porque eu achava que já que a menina era espírita, a casa devia estar cheia de espírito e eu que não ia entrar num lugar cheio de espírito. Eu nunca esqueci disso porque era um pensamento que muita gente tem. A doutrina espírita, ela vai naturalizar a comunicação com o mundo espiritual. As religiões em geral, as concepções filosóficas, ela faz elas fazem uma separação drástica. A doutrina espírita vai dizer que essa essa separação não existe. Ela não existe nunca. Nós estamos o tempo todo convivendo a dimensão física com a dimensão espiritual, os encarnados com os desencarnados. E ao dormir, nós que somos espíritos e estamos encarnados, nos desligamos parcialmente do corpo físico, nos libertamos e atuamos livremente no mundo espiritual. liberdade essa que é condicionada ao nosso nível de consciência, mas é a mesma coisa que acontece quando o espírito está desencarnado. Então, não tem diferença. O espírito desencarnado, ele tem a liberdade proporcional ao seu nível de consciência. Quanto mais atrasado, mais limitada. Quanto mais evoluído, mais ampla. Então, isto que a doutrina espírita desvela é um fato comum. A gente tem relatos em sociedades primitivas, experiências culturais, pinturas, registros de várias ordens. O que nós temos na doutrina espírita através da codificação é uma compreensão desse processo. É uma compreensão da naturalidade dele. Não é um processo sobrenatural, é um processo natural. A própria mediunidade, ela é uma faculdade que se encontra ancorada nas características do corpo físico, do médium, é, e elementos biológicos que são identificados. E a presença dos espíritos em nossa vida, ela é contínua. É como a presença dos vários reinos da natureza, como a presença dos micróbios,
o, do médium, é, e elementos biológicos que são identificados. E a presença dos espíritos em nossa vida, ela é contínua. É como a presença dos vários reinos da natureza, como a presença dos micróbios, dos vírus, das bactérias, que a gente também não vê, mas que hoje sabemos que estão conosco o tempo todo. Você não tem um ambiente asséptico. Então, o exercício da mediunidade, ele passa a ser algo que se trata de educar o que já existe. Como nós precisamos aprender a conviver uns com os outros em sociedade, nós que estamos encarnados, nós também precisamos aprender a conviver com os espíritos desencarnados, as conexões que são estabelecidas, as sintonias e, principalmente, a forma como nós vamos utilizar essa mediunidade, como nós vamos trazê-la para a nossa vida, como nós vamos fazer dela uma ferramenta de iluminação pessoal e iluminação coletiva, como ao invés de nos escravizarmos a entidades eh magicamente estabelecidas, que a quem são atribuídos poderes absolutos e direitos totais. Ao invés de fazer isso, como nós vamos eh dialogar com seres que podem ser tão evoluídos quanto nós, menos evoluídos do que nós e mais evoluídos do que nós? Kardec, ele fez toda uma organização, toda uma sistematização. Ele fez a escala espírita visando orientar que a gente reconhecesse os espíritos não pela aparência deles, não pelo nome que eles diziam, mas pela efetiva realização que eles traziam. Como é a comunicação? Do que trata a comunicação? Que interesses ela demonstra. Então, o processo da prática mediúnica, da vivência mediúnica, seja mediunidade natural de todos, esse intercâmbio eh contínuo, seja as mediunidades específicas, essa essas experiências elas apontam para um processo de autoiluminação que nos remete ao evangelho, a vivência do evangelho, o amor, a caridade, a humildade, a superação do interesse pessoal, o serviço no bem, o serviço ao próximo, como Jesus disse, quem quiser ser o maior seja o servo de todos. Então, também o médium é convidado a ser o servo de todos, não pela
ração do interesse pessoal, o serviço no bem, o serviço ao próximo, como Jesus disse, quem quiser ser o maior seja o servo de todos. Então, também o médium é convidado a ser o servo de todos, não pela especificidade da mediunidade, mas porque a mediunidade é a experiência que tá na vida dessa pessoa para que ela possa viver o evangelho, para que ela possa expressar as qualidades evangélicas, desenvolver as qualidades evangélicas. Esse é o aprendizado que a doutrina nos aponta em relação ao tema. De fato, Nadia, o que você traz sobre autoiluminação vira um exercício quando estamos refletindo sobre mediunidade. E aqui tem uma frase que me chamou muito atenção, amigos. Imagino que a vocês também, quando o irmão X afirma: "Ninguém foge a corrente de inspiração com que sintoniza". Então eu fiquei refletindo sobre essa frase e de fato tudo aquilo que nos chega vai ser uma consequência do que estamos emitindo, alimentando, nutrindo, criando formas de pensamento e de qualquer modo sendo retroalimentado por aqueles que estão conosco. E eu fico imaginando com quantas energias e a individualidades e espíritos nós vamos nos imantando se permanecemos nessa mesma faixa vibratória ou se nós quisermos mudar alterando essa vibração, atrairemos então outros espíritos. E isso eu estou falando de modo que nos leve a evoluir e também de outros modos que façam com que a gente permaneça na condição em que nos encontramos. Aí eu lembrei do livro dos médiuns, onde magistralmente tem uma espécie de roteiro sobre como nós podemos diferenciar a influência dos bons e dos espíritos que ainda estão na labuta por se aperfeiçoarem. E como Nia sempre traz, e a gente realmente precisa sempre se remeter à escala espírita, ainda na condição temporária, graças a Deus, de espíritos imperfeitos, ainda temos uma maior propensão a atrair espíritos cuja linguagem não é aquela que denominamos como proativa, positiva, que nos emula o progresso, que olha o outro a partir de suas virtudes e não pelas dificuldades
a maior propensão a atrair espíritos cuja linguagem não é aquela que denominamos como proativa, positiva, que nos emula o progresso, que olha o outro a partir de suas virtudes e não pelas dificuldades temporárias. E Kardec vai então dizer que a linguagem revela a natureza do espírito. Aquela ideia mesmo da árvore é muito interessante de ser aplicada a esse quesito. E ele não está falando de erudição de uma linguagem correta ou qualquer coisa deste campo. O que ele está falando é que o bom espírito vai sempre apresentar para nós uma linguagem que nos inspire a benignidade, a processos que sempre ajudem o nosso crescimento e evolução. E ele traz a reflexão: bondade e benevolência são atributos essenciais dos bons espíritos. Se percebemos que algo que nos chega por pensamentos, por mensagem, inspiração, enfim, que vá nos levando para outros caminhos como maledicência, julgamento e crítica, já dá para percebermos qual é a natureza do espírito. Aí a gente tem duas possibilidades de reflexão. Não é julgar o espírito que nos inspira, mas refletir sobre o porquê que esse tipo de pensamento está se aproximando de nós. Então, não é uma questão de ter medo de entrar num estado de pavor, ó, porque os espíritos estão, não é isso que estamos propondo e nem que o espiritismo traz pra gente, mas refletir e reflexionar sobre o que é que esses pensamentos querem nos dizer no nosso cotidiano, porque estamos atraindo esse tipo de inspiração e de mensagem. E Kardec ainda traz um outro ponto. Não tem mensagem que no início ela possa nos dar uma ideia de que é uma ideia muito uma um pensamento ou uma expressão de iluminação, porque do com o decorrer do tempo vamos percebendo que a tal linguagem vai derrapando para outros interesses e outros meios. Primeiro, espírito superior não se irrita com perguntas e com investigação. Já os espíritos imperfeitos já não ficam tão calmos quando começamos a fazer questionamentos e eles percebem que o seu conhecimento não é tão profundo quanto desejávamos. E o segundo e último
tigação. Já os espíritos imperfeitos já não ficam tão calmos quando começamos a fazer questionamentos e eles percebem que o seu conhecimento não é tão profundo quanto desejávamos. E o segundo e último ponto desta troca que faço com vocês agora, além da irritabilidade, é que Kardec sinaliza: "Espírito imperfeito sempre se arvora a responder a tudo, a qualquer tempo e hora. Ele não tem pudor. Já os espíritos bons, se eles não sabem, naquele momento, eles vão indicar que não têm condições de responder. Isso já nos dá alguma possibilidade de sabermos quais espíritos estamos atraindo e de que modo podemos mudar o nosso pensamento e conduta no dia a dia. A grande, a grande obra do Ocidente, indiscutivelmente, é a Bíblia, um livro que em algumas doutrinas tem 66 livros, em outras 72. Nem nisso tem unanimidade, mas o livro contém a história no Velho Testamento do povo judeu, sua saga desde Babilônia, desde o cativeiro egípcio até a figura de Moisés, atravessando, vindo com os profetas, os reis, os juízes. Está cheio de fenômenos mediúnicos. Ninguém pode esquecer ali Saul, né? Saul precisava saber se no dia seguinte lutando contra os filisteus ia vencer a batalha. Mas vigorava no povo judeu uma proibição contida no Deuteronômio. Não se pode evocar os mortos. Isso abomina a Deus que está no reino dos céus. Saul era rei, mandou às favas o decreto de Moisés, procurou saber onde é que tinha uma pitonisa no reino e lá foi pra cidade de Endor. Encontrou uma mulher que evocava os mortos. A mulher a média de materialização. Samuel, seu antecessor, se materializou e desestimulou ele a lutar. Se você for paraa guerra, amanhã você e seus filhos estarão no caminho do Monturo. Pois não é que morreu todo mundo no dia seguinte. Saul não foi morto. Ele cometeu suicídio para não cair preso dos filisteus. Espetou uma espada no chão e jogou o corpo dele em cima da lâmina da espada. Suicídio covarde. Fenômenos mediúnicos. Moisés recebendo os mandamentos no Sinai. De que maneira aquelas tábuas
filisteus. Espetou uma espada no chão e jogou o corpo dele em cima da lâmina da espada. Suicídio covarde. Fenômenos mediúnicos. Moisés recebendo os mandamentos no Sinai. De que maneira aquelas tábuas foram gravadas com os dispositivos da lei? estão através de um fenômeno de escrita direta, pneumatografia trabalhada por Kardec Médiuns. Se formos para o Novo Testamento, desde Iocanã, ou seja, João o Batista, portador de dons mediúnicos extraordinários, até chegar em Jesus, que não era médium, porque médium é intermediário. Jesus não era assistido por ninguém. Jesus assistia todo mundo. A diferença tá aí. Quem assistia Jesus era Deus. Ele não tinha um outro espírito coaduvando ele assistindo. Porque pelo seu grau de superioridade ele assistia todo mundo. Espírito superior, espírito bom, nobre, sábio, atrasado, né? Perturbado. É o que não faltava na época dele. Jesus assistia todos. Então ele não era médium, ele era um homem psi. O que ele queria, a vontade dele imprimia. desagregação ou agregação da matéria. Então, não era mediunidade. Mediunidade tá entre nós que somos intermediários dos espíritos, porque todos nós, segundo Kardec, somos de invariavelmente médiuns em maior ou menor percepção. Então, os evangelhos têm o monte Tabor, quando Jesus revoga o decreto, trazendo o próprio autor decreto, Moisés, que ao aparecer aos discípulos aturdidos com aquela visão de Elias e Moisés, ele subentende-se ali, interpretação espírita, que a proibição do Deuteronômio foi revogada. deliante a mediunidade foi um mar de bênçãos nos três primeiros séculos de cristianismo. Depois, depois a turma começou a não gostar muito porque podiam se calar os médiuns, mas não se podiam calar a fonte da verdade que é no além. Aí começou uma um morticínio, um genocídio de médiuns que perdurou até alguns anos atrás, quando os médiuns eram queimados. Joana Dark, Giordano Bruno, Ian Rose, Jerônimo de Praga. Foi médium, o pessoal fazia torrismo, acendia a fogueira e queimava. Agora nós evoluímos. Depois de queimar
, quando os médiuns eram queimados. Joana Dark, Giordano Bruno, Ian Rose, Jerônimo de Praga. Foi médium, o pessoal fazia torrismo, acendia a fogueira e queimava. Agora nós evoluímos. Depois de queimar os médios, agora passaram a queimar livros, porque mostra já é um processo evolutivo, né? Em vez de queimar o autor, queima a obra. Agora não queima nem livro, nem o autor. Se respeita e se joga anátema. Você é perturbado, procura o psiquiatra, você tem uma disfunção, se vai parar das igrejas, tá possuído pelo demônio. E isso tá começando a cair, porque a mediunidade se universalizou em todo lugar, ela tá a despontando, então tá levando as pessoas a começar a examinar o fenômeno mediúnico. E Humberto de Camp justamente vem dizer que os médiuns que pontificaram nesse largo período da história pagaram alto preço, que na incompreensão da família, da sociedade, dos filhos, dos cônjuges, eh das dos religiosos, muitos foram queimados, foram mortos, foram trucidados, tiveram que buscar lugares erbos para não morrerem, de modo a ficarem eh vivos ainda na terra. Tanto que recordam um coã eh, da Velha Índia, né, ao dizer que um sábio morava numa região e era muito respeitado. Mas um dia os inimigos tramaram-lhe à queda e levaram à autoridades do país uma grave denúncia contra o homem bom e sábio. Ele foi acusado por um delito que não cometeu. E os homens só deram, os homens do seu tempo, os coordenadores, os políticos, deram a ele só duas situações. Ou o exílio voluntário num país distante, ou a morte. O sábio pensou, pensou, pediu licença à sua terra e foi para um país distante. Ficou até a velice, quando finalmente sua honra foi reabilitada. Aqueles que vieram depois abriram processo de revisão, constataram que tinha sido uma calúnia contra o sábio e exigiram dos novos governantes que trouxessem aquele homem bom de volta ao seu país. Foram buscá-lo, encontraram ele no leito de morte. O homem bom ouviu, disse: "Olhei, reabilitamos o teu nome. Tu és um homem bom. Aquilo foi calúnia. Os teus inimigos já estão
om de volta ao seu país. Foram buscá-lo, encontraram ele no leito de morte. O homem bom ouviu, disse: "Olhei, reabilitamos o teu nome. Tu és um homem bom. Aquilo foi calúnia. Os teus inimigos já estão mortos. Viemos te buscar para que tu possas voltar ao teu turrão natal. Que bom que vocês vieram. Pena que é tarde para mim. E morreu no leito. Não voltou ao país, mas manteve-se impoluto até o final da existência. Esse foi o calvário de muitos. E hoje estamos na era dos testemunhos. Testemunhos são eh a grande busca de todos nós e o que não falta em relação à mediunidade. A o fenômeno que Marcel falou, que Jamile também falou, eh chama mais atenção. A mediunidade, ela às vezes se mostra um fenômeno extraordinário, alguma coisa que e atrai a atenção de todos, que gera polêmicas, etc. Algumas vezes ela aparece de uma maneira tão sutil que não é percebida, não é notada, apenas realiza-se. E eh é importante a gente entender que neste processo tem como em tudo a lei de Deus e tem como em tudo a direção que é dada pelo alto a partir da lei de Deus. Marcel falava, Jesus não é médium de ninguém, ele é um espírito puro. A ligação dele é diretamente com Deus. Ele é guiado por Deus, pela vontade de Deus, pela realização da obra da criação. E aí eu tava tô colocando isso me lembrando dos fenômenos de Ridesville, dos fenômenos das mesas girantes, pra gente ver como muitas vezes nós ficamos só na pontinha do iceberg. Nós não percebemos, principalmente quando estamos envolvidos no processo, a gente não percebe a profundidade e a complexidade do que tá presenciando. Quem olhasse o século XIX à distância como nós estamos a partir dos livros, ou então quem vivesse ali naquela época, naquela cultura, veria que de repente começou a haver uma série de manifestações em toda parte. Ridesville eram as batidas que as meninas, as irmãs Fox, acabaram transformando numa forma de diálogo e fizeram contato com a entidade espiritual que ali se encontrava. As mesas girantes eram uma diversão das festas. Toda festa chique
meninas, as irmãs Fox, acabaram transformando numa forma de diálogo e fizeram contato com a entidade espiritual que ali se encontrava. As mesas girantes eram uma diversão das festas. Toda festa chique tinha que ter mesa girante, então você tem uma hora era um jogo de salão, era uma brincadeira. Tanto que Kardec, num primeiro momento que ele ouve falar das mesas de gente, ele se interessava por magnetismo, ele estudava magnetismo, que era uma coisa que se trabalhava e discutia muito na época, ele não achou muito interessante, porque assim, o que ele ouviu falar era diversão, as pessoas fazendo tolices e mas ele acabou se interessando e pel e sendo quem era, ele vai além do fenômeno. E aí ele pergunta aos espíritos. Outros já tinham feito isso. Ele tinha lá as anotações que que recebeu de várias pessoas. E a pergunta é: quem fez este, quem tá falando, quem tá de onde vem esse movimento? E eles, a, o espírito se identifica como um espírito. Ele fala, Kardec vai falar isso, acho que na introdução de O livro dos Espíritos, eh, ele vai falar das mesas girantes e ele vai dizer assim, eh, na verdade, não só foi o próprio fenômeno que se identificou como sendo um espírito, uma individualidade, como também foram os espíritos que sugeriram o meio mais fácil de se comunicar. E e Kardec vai dizer nos dois casos que que seria a coisa da da cestinha, da prancheta, aquela, porque antes eles faziam uma coisa que devia demorar horas, porque você atribuía um número de batidas a cada letra. A, uma batida, B, duas batidas, trê, C, três batidas. Pense que quisesse falar uma coisa com Z, uma palavra que tivesse Z. Você pense então os próprios espíritos revelando a sua autonomia, eles disseram: "Não tem uma maneira mais fácil. Pegue uma". E segundo Kardec, no na própria introdução de O livro dos Espíritos, ele vai dizer isso, essa informação foi dada por espíritos diferentes em lugares diferentes. Então ali a gente tem um fenômeno espantoso que pode ser para sempre uma brincadeira. Mas diante de uma pessoa com uma
er isso, essa informação foi dada por espíritos diferentes em lugares diferentes. Então ali a gente tem um fenômeno espantoso que pode ser para sempre uma brincadeira. Mas diante de uma pessoa com uma capacidade de interrogar, com uma capacidade de e um desejo, uma intenção de aprofundar as coisas, você vai ter muito mais. Você tem então a comunicação dos espíritos e ele começa a receber, ele produz isso na sociedade espírita de Paris e recebe de vários lugares, porque Kardec publica a primeira edição de O Livro dos Espíritos em 1857. Eu digo a primeira porque depois de 3 anos ele então fez algumas revisões, ampliou, etc. Tem a definitiva. Nossa data é 1857, em abril de 1857, em janeiro de 1858 ele começa a publicar a revista espírita. E a revista espírita era mensal e era uma revista, então tinha cartas do leitor, tinha comentário de várias situações e ele recebia informações de várias sociedades espíritas e vários grupos mediúnicos que aconteciam em vários lugares. Aí ele vai transformar o que é meramente um fenômeno que para um alguns fica somente na superfície. O que será? Será verdade? Não será verdade? Ele vai organizar isso e a partir daí a gente tem a doutrina espírita. ele vai compreender que não é o que qualquer espírito diz que vale. Então, de novo, Jamile, ele estabelece a escala espírita para ajudar os médiuns e aqueles que que faziam trabalhavam com as manifestações, com as comunicações, para identificar quando era um espírito mais elevado e quando não era. Tudo que for de interesse pessoal não é elevado, é pessoal. não quer dizer que esteja errado, não quer dizer que seja mal, mas os espíritos superiores eles trabalham com o coletivo. Então ess isso que a doutrina nos mostra, isso que Kardec faz, nós podemos fazer na nossa vida com a nossa própria mediunidade, seja ela a mediunidade básica humana, seja a mediunidade ostensiva que alguns de nós temos. Nós podemos ir além do fenômeno, nós podemos aprofundar o sentido dessa experiência em nossa vida e sobretudo qual a utilização que nós
ca humana, seja a mediunidade ostensiva que alguns de nós temos. Nós podemos ir além do fenômeno, nós podemos aprofundar o sentido dessa experiência em nossa vida e sobretudo qual a utilização que nós vamos dar a serviço do bem para a nossa mediunidade. E eu só gostaria de observar que os médiuns que estão nos assistindo não se entristeçam com essa afirmativa trazida aqui por irmão X, onde ele diz pra gente: "Vocês terão 1000 adversários". Muitas vezes, o sono e as exigências do organismo pode fazê-los parecer aos olhos dos outros como preguiçosos ou pessoas muito cansadas. Então, pensar nessa ideia da solidão, do sofrimento, do padecimento, precisa ser adequado ao que o texto de fato quer nos dizer. Não é que a mediunidade precise ser algo dessa natureza, ela o será se não vivenciarmos o que já falamos de melhoramento íntimo. Aí, claro que ela vai se tornar um padecimento. E é interessante pensar que isso não é só com a questão da mediunidade, é com qualquer setor da existência. Se nós de algum modo infringimos as leis divinas, vamos precisar responder. Responder no sentido de voltar nos reequilibrar e estarmos kits com a lei natural ou com as leis divinas para que a gente não adote uma espécie de cruz que não é a proposta pelo Cristo, mas de algo que tem que ser pesaroso, que tem que ser um sofrimento, algo árdo. Não é uma possibilidade de servir. Mais adiante a gente pode dizer: "Mas Jamília, eu li isso lá no capítulo". Sim, vocês leram, mas ao final o próprio irmão X vai dizer: "Todo e qualquer devotado ao trabalho construtivo e redentor do mundo estará em cooperação com o rei coroado de espinhos. Se eu estou em cooperação com ele, pouco importa as críticas, todo e qualquer comentário jocoso, porque eu tenho ideal e objetivo e sei para quem estou servindo. Não estou dizendo que isso torna fácil ou que eu não vou me preocupar com o que as pessoas dizem, mas eu vou ter paz íntima para conviver com aquilo que eu escolhi, que é esse ideal. Então isso facilita a caminhada. E vou finalizar a partilha eh
eu não vou me preocupar com o que as pessoas dizem, mas eu vou ter paz íntima para conviver com aquilo que eu escolhi, que é esse ideal. Então isso facilita a caminhada. E vou finalizar a partilha eh com vocês dessa noite com um trechinho também do livro dos médiuns lá, Identidade dos Espíritos, quando Kardec vai dizer pra gente: "Olha, não se deixem iludir pelos espíritos muito inteligentes. Eles podem ter inteligência e o t, mas não necessariamente uma inteligência pujante. Significa que estamos então diante de espíritos de elevada condição espiritual. Então, eu posso identificar a inteligência, mas nem tudo que me vai ser dito eu devo levar como verdade absoluta. Mais uma vez, o bom senso precisa prevalecer. Observar a linguagem a que ela conduz, que consequências poderão nos levar e não nos encantarmos com a oratória retumbante, com a Se ele é inteligente, muito provavelmente vai utilizar uma linguagem correta. A questão é o fundo, a mensagem moral que é trazida e essa observação ele traz aqui. E um outro ponto que eu achei interessante que Kardec nos apresenta é que nós precisamos lembrar que os espíritos que passaram a sua existência voltados para as questões sensoriais e materiais continuarão assim no mundo espiritual. Podem ser homens de ciência, estudiosos, homens e mulheres de ciência, enfim, estudiosos que no mundo espiritual inclusive levarão o que Kardecinou das manias cultivadas no dia a dia. Levam e as apresentam. E no finalzinho ele traz um ponto que eu destaco em que ele diz: "Para julgar os espíritos, entendam aqui julgar como analisar, apreciar mensagens e não falar bem ou mal como para julgar os homens, é preciso primeiro que cada um saiba julgar a si mesmo." Então, já deu a diretividade. Por que saber julgar e analisar a si mesmo? Porque se passamos a analisar os outros sobrita do nosso não conhecimento, tudo que vamos ver vai ser então adescrito à minha compreensão e a minha visão de mundo. E ele então termina dizendo: "A qualidade principal
mos a analisar os outros sobrita do nosso não conhecimento, tudo que vamos ver vai ser então adescrito à minha compreensão e a minha visão de mundo. E ele então termina dizendo: "A qualidade principal apreciação sadia é a retidão do juízo. E só pode ter retidão do juízo aquele que aprendeu a conhecer a si mesmo, já que a verdade nos liberta. Mediunidade com Jesus é uma necessidade dos dias que estamos atravessando. Porque como a mediunidade tende a destacar o seu possuidor, não raro se a pessoa não tiver equilíbrio, despenca e coloca a mediunidade no palco das feiras, pratica. vende os talentos que possui, dá espetáculos para chamar atenção, como a dizer os outros: "Olha, eu sou possuidor de um talento, de uma uma possibilidade que vocês não têm. Todos têm mediunidade em maior ou menor grau. O botão de rosa não é rosa, mas se deixar ela na asste da planta em algum momento, na manhã de primavera, ela desabrocha, ela se abre, irradia o perfume, sua beleza. Mas era um botão ontem. Hoje é a rosa a crisálida, pegajosa pendurada em nossa porta, aquela coisinha verde. Deixemos ali que vai sair uma monarca, essa borboleta mais comum, muito bonita. Sai uma monume. Deixe que a própria borboleta se esforce. Ela vai ter trabalho de sair, vai bater as asas para secá-la ao ar. Depois ela vai voejar. Mais tarde ela também vai fenecer, tem vida curta, mais ou menos 30 dias vive uma borboleta e a ela fenece. Então é importante que o médium não coloque sua medade a serviço de interesses vis. Mantenha-se casto na mediunidade para não cair nos fastos da mediocridade. As palavras são parecidas, mas tem significados diferentes. Mediunidade é uma coisa e mediocridade é outra. Portanto, trabalhar com Jesus é esculpir a ética do Cristo nessa mediunidade, colocando ela a serviço do bem e se valendo dela em momentos próprios, em momentos oportunos, porque nem todo lugar é oportuno que a mediunidade se manifeste, com quanto o indivíduo seja médio 24 horas por dia, mas onde ele estiver, muitas vezes que perceber o fenômeno,
em momentos oportunos, porque nem todo lugar é oportuno que a mediunidade se manifeste, com quanto o indivíduo seja médio 24 horas por dia, mas onde ele estiver, muitas vezes que perceber o fenômeno, ele deve ser eh observador de si mesmo. fazer a autocrítica e conter o fenômeno, porque às vezes o ambiente é hostil, é refratário, os religiosos que estão por perto não aceita e aquilo vai passar um recado muito ruim. Então é necessário se manter essa vigilância em torno da mediunidade. Como estamos nos aproximando, vou pedir a Nádia e logo depois a Jamile que no esforço de 1 minuto, 1 minuto e meio, deixa aquela frase retumbante, aquele pensamento, aquela ideia diretiva, aquele conselho, já que ele escreveu, né, uma crônica, a gente cola aqui um bilhete muito breve. Eu diria assim, ah, é preciso lembrar que a mediunidade se trata de ser intermediário, de transmitir a mensagem dos espíritos, mas não se trata de ser passivo no sentido de ausente da responsabilidade do processo. O médium é guardião da sua própria mediunidade. Ele precisa, como e Marcel disse, ele é médium 24 horas por dia, vai exercer em momentos oportunos e adequados. Mas 24 horas por dia, nós precisamos estar atentos para cuidar da nossa mediunidade, cuidar dos nossos pensamentos, cuidar do nosso equilíbrio, cuidar da nossa sintonia e estarmos nos melhorando continuamente para que possamos cada vez mais ser melhores como médiuns, porque melhores como seres humanos, mais evangelizados e vivendo melhor o evangélico. E para que não achemos que mediunidade ela vai apenas se manifestar naqueles que denominamos como médiuns ostensivos, é interessante trazer a busca pelo bem, pela nossa melhoria como algo universal. Isso sempre nos foi trazido. Se nós pensarmos que estamos aqui a caminho do bem, do verdadeiro e do belo, como os filósofos nos trouxeram, como os grandes pensadores falam da beleza daquilo que a gente entende por criação divina, nós vamos então nos aproximando daquilo que pode nos dizer sim, somos criaturas
o os filósofos nos trouxeram, como os grandes pensadores falam da beleza daquilo que a gente entende por criação divina, nós vamos então nos aproximando daquilo que pode nos dizer sim, somos criaturas divinas, que é de fato a busca pelo autogurilamento, reflexão, não é uma competição com o outro. Não é dizer que eu estou melhor do que fulano ou melhor do que cicrano. É de fato observar o que em mim vai melhorando na minha expressão como ser espiritual. Desse modo, independente do ritmo, independente do tempo que precisemos, independente de como iremos fazer isso, porque cada um vai escolher o seu caminho, precisamos sempre lembrar, à medida que eu vou então crescendo espiritualmente, eu sempre serei medianeiro da boa nova. E que esse seja o destino de todos nós. 1931, dezembro. Meditando num açude nos arredores de Pedro Leopoldo, o jovem Chico Xavier, então com 21 para 22 anos de idade percebe uma presença espiritual. Seu permanente mentor Emanuel dele se aproxima, diz que vai desenvolver um trabalho com ele e recomenda. Mas eu vou necessitar que o senhor adote três dispositivos, três linhas diretoras do trabalho. E Chico, muito jovem disse: "Qual é a primeira?" Disciplina. Hum. Qual é a segunda? Disciplina. E qual é a terceira? Disciplina. E não passou disso, uma vida inteira disciplinando-se para ser o médium que foi. Você quer saber mais? Aguarde cenas dos próximos capítulos. Segunda-feira a gente volta. Até já. เ
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