Para Viver o Evangelho | Episódio 190 • Estudo da obra “Lázaro Redivivo” (Capítulo 44)

Mansão do Caminho 02/12/2025 (há 3 meses) 58:55 1,108 visualizações 216 curtidas

Para Viver o Evangelho é um programa da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), transmitido ao vivo pelo YouTube todas as segundas-feiras, às 20h. Com apresentação de Jamile Lima, Marcel Mariano e Nádia Matos, o programa oferece reflexões profundas sobre os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, contribuindo para uma vivência mais consciente e amorosa do Evangelho no cotidiano. Dando continuidade ao estudo de obras fundamentais da literatura espírita, o programa inicia agora a análise do livro "Lázaro Redivivo", ditado pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos) e psicografado por Chico Xavier. A cada episódio, um capítulo da obra é estudado com profundidade, resgatando lições valiosas de Jesus que permanecem vivas e atuais, convidando-nos à renovação interior e ao serviço no bem. Com uma abordagem clara, fraterna e fiel à tradição doutrinária, Para Viver o Evangelho é um espaço de aprendizado, inspiração e compromisso com os valores do Cristo. 👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar todos os episódios! 📲 Siga as redes sociais da Mansão do Caminho e fique por dentro das novidades e conteúdos edificantes! 🔖 #ParaViveroEvangelho #FEEBBahia #EvangelhoNoLar #ChicoXavier #IrmaoX #HumbertoDeCampos #LazaroRedivivo #DoutrinaEspirita #MansaodoCaminho #EstudoEspirita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #EspiritismoHoje #EspiritismoComJesus #YouTubeEspírita *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Meus amigos internautas que nos acompanham e os presenciais aqui no salão nobre da Federação Espírita do Estado da Bahia. Desejamos a todos uma excelente segunda-feira, início de semana. Pois é, atingimos dezembro e você tem programação espírita para esse mês? Não, pois eu vou lhe arranjar. Vamos lá. Segunda-feira que vem, dia 8, nós vamos ter aqui atividades que vão envolver todo final de semana, a imersão dos trabalhadores, a reflexão e na segunda-feira que vem à noite, apesar de um feriado municipal em Salvador, dia de sua padroeira, dia da justiça, nós estaremos gravando o programa presencialmente aqui no salão da FEB daqui a uma semana, às 20 horas. Logo depois, vamos convidar você para participar do movimento Você e a Paz, dia 19 de dezembro, por lei municipal, aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito que governava Salvador há quase 25 anos atrás, o movimento atinge sua 28ª edição. será no Parque da Cidade, pela primeira vez no bairro do Itaigara, onde há um teatro aberto, onde há uma arena multiuso e ali a partir das 14 horas já há atividades para crianças e adolescentes e às 17 começará a parte dos adultos até às 19 horas. Será o primeiro movimento Você a Paz, criado por Divaldo Pereira Franco e Amigos, que não teremos a participação dele física, já que o companheiro retornou muito espiritual h cerca de quase 7 meses atrás. Movimento você a paz. Portanto, dia 19 de dezembro, alguns dias depois, basta seis dias depois a gente se encontra de novo. Vamos ter aqui no salão da Federação Espírita do Estado da Bahia o aniversário desta veneranda senhora. A FEBE, ela está completando 110 anos com ar de adolescente atuante, mergulhando nas suas atividades com intensa programação anual. Acabamos de encerrar um congresso, já vamos para o encontro estadual do ano que vem, macrorregional. Há uma vasta programação para 2026. Então, anote aí que no dia 25 de dezembro, o dia normal do Natal, nós às 10 horas da manhã estaremos aqui reunidos no salão da FEB para a tradicional comemoração do Natal de

sta programação para 2026. Então, anote aí que no dia 25 de dezembro, o dia normal do Natal, nós às 10 horas da manhã estaremos aqui reunidos no salão da FEB para a tradicional comemoração do Natal de Jesus. e também da Federação Espírita do Estado da Bahia nos seus 110 anos. Você pensa que acabou? Acabou não. Dia 31 nós temos aqui na na Federação a meditação pela paz. Uma meditação conduzida pela nossa inesquecível e sempre carinhosa Rute Brasil Mesquita também às 10 horas da manhã. Então, se você quer um motivo para meditar no último dia do ano, fazer reflexões se preparando para o ano novo, esse encontro com Rute, que tem sido tradicional, será a excelente ocasião do mergulho em si para sair do mundo e atingir as culminâncias do reino dos céus. Ainda tem aviso, acredite se quiser. Você está esperando um livro novo que nós vamos estudar dia de segunda-feira? Pois é. Quando as luzes apagarem Lázaro, Red Vivo em Betânia, nós vamos sair de Betânia e pelos caminhos de Jesus. Vamos agora seguir com Amélia Augusta Sacramento Rodrigues. Se você não tem, vá adquirindo. Se você já tem, prepare-se para uma nova viagem pelos caminhos de Jesus, que vai pontuar o nosso ano de 2026. São esses os avisos. Passar agora a palavra à nossa Nádia Matos. Hoje estamos sem a nossa Jamile, que está se refazendo e promete na segunda-feira está compondo o trio Parada Dura aqui conosco. Então vamos ouvir a nossa Nádia Matos. Uma boa noite a todos que estão aqui conosco presencialmente no auditório da Federação Espírita do Estado da Bahia, na sede central, e aqueles que estão à distância, sempre nossos queridos companheiros, nós sabemos que os espíritos se comunicam pelo pensamento e que as vibrações carinhosas de vocês chegam até nós, sustentam aqui, nos dão força, nos animam e se unem à nossas vibrações. Nós criamos aí uma psicosfera bem bem feliz a partir da obra de eh Irmão X Lázaro Red Vivo, que já está se aproximando do final. Faltam aí algumas semanas pra gente finalizar e, como Marcelo bem

ções. Nós criamos aí uma psicosfera bem bem feliz a partir da obra de eh Irmão X Lázaro Red Vivo, que já está se aproximando do final. Faltam aí algumas semanas pra gente finalizar e, como Marcelo bem disse, passar para pelos caminhos de Jesus. Voltamos aí. Amélia Rodrigues, nossa velha conhecida de quando voltar à Primavera. Lembram que a gente trabalhou aquele livro lindo dela? Hoje o capítulo 44 se chama resposta leal e ele vai eh se trata, na verdade de uma uma resposta que o irmão X vai dar um companheiro, um amigo dele, que pediu orientações. Ele está vivendo aí momentos muito difíceis e pediu que irmão X desse orientações a ele. E o capítulo são essas orientações. Tem no estilo de irmão X, ele orienta, ele faz uma brincadeira, ele eh traz algo mais profundo. E nós vamos então hoje fazer alguns comentários a partir desse capítulo para que as nossas reflexões possam ser enriquecidas. Eh, vamos começar pensando sobre orientação espiritual, porque eh a gente tem com primeiro é assim, a doutrina espírita, ela é fundamentada na comunicação entre encarnados e desencarnados. Esse você tem muitos princípios espíritas que são apenas leis da vida e, portanto, conhecidos. Reencarnação, imortalidade, pluralidade dos mundos habitados, existência de Deus, etc. Mas tem uma coisa que, embora sempre tenha existido, que é a comunicação entre encarnados e desencarnados, todas as culturas de algum modo apresentam essa experiência. Na doutrina espírita, nós vamos encontrar eh uma naturalização desse processo e muitas informações a respeito de como se dá essa comunicação. Mais do que isso, é através dela que a própria doutrina, a própria revelação espírita é transmitida. Então, para nós espíritas deve ser natural a ideia de que nos comunicamos com os espíritos. A questão que surge é que muitas vezes nós reduzimos essa comunicação, por exemplo, a processos obsessivos. Ah, porque tem espíritos maus. Ah, porque estão me afetando. E a gente escrece que todos temos um anjo guardião, que é um

tas vezes nós reduzimos essa comunicação, por exemplo, a processos obsessivos. Ah, porque tem espíritos maus. Ah, porque estão me afetando. E a gente escrece que todos temos um anjo guardião, que é um espírito superior, que nos orienta, nos ama, cuida de nós e busca nos ajudar no processo reencarnatório. Quando pensamos em orientação espiritual como essa que o amigo de irmão X vai pedir a ele, pensamos normalmente em conselhos que vão eh ocupar um lugar, vão ocupar o lugar do nosso próprio discernimento. Muitas vezes a ideia que as pessoas têm é que nós podemos pedir orientação ao espírito e o espírito vai dizer: "Olhe, faça isso, faça aquilo, resolva isso, não resolva aquilo, evite aquilo". Ele vai dar uma receita. E não existe receita pronta na vida humana. Nem nós mesmos podemos criar uma receita onde nós digamos: "Olha, eu vou fazer isso, isso e isso e vai dar tudo certo". Porque a vida é muito dinâmica, ela tem vários aspectos, ela pode ser bastante inesperada. Então, a ideia de uma orientação espiritual, ela começa a ser discutida por irmão X, quando ele diz que muita gente pensa que porque o espírito é desencarnado, ele sabe tudo, não é verdade? E Kardec já nos eh chamou a atenção disso na codificação, quando ele diz que as comunicações dos espíritos, elas precisam ser analisadas, a gente precisa refletir, não é? da postura de Kardec que por um espírito que disse, o espírito assinou lá com o nome de um ser elevado que então aquilo não é discutível. Ao contrário, Kardec propõe que tudo seja analisado, que tudo seja pensado, que tudo seja refletido para que nós possamos usar o nosso livre arbítrio. E aí a gente pode dizer assim: "Mas venha cá, não diz lá no livro dos espíritos que os espíritos nos influenciam, geralmente eles nos dirigem?" Veja, quando está dito isso, é porque nós sintonizamos com os espíritos que vão nos dizer normalmente aquilo que a gente eh já está inclinado a fazer. Então, nenhum espírito superior dirige ninguém. Eles aconselham, eles orientam

é porque nós sintonizamos com os espíritos que vão nos dizer normalmente aquilo que a gente eh já está inclinado a fazer. Então, nenhum espírito superior dirige ninguém. Eles aconselham, eles orientam se solicitados e eles deixam que a pessoa siga seu percurso. Ivone Pereira, ela conta um um uma situação que ela passou, eu acho que é no livro Devação do Invisível, que ela conta as experiências mediúnicas que ela teve e ela uma médium muito potente, via muitos espíritos, tinha contato inclusive com espíritos eh suicidas, porque ela teve a experiência do suicídio muitas vezes e ela ajudava muito, ela orava muito. Um dia chega um desses espíritos e diz a ela que se suicidou, sofreu muito, mas agora ele tava bem e ele queria escrever um livro através dela. E ela ficou na dúvida se ela ia aceitar ou se ela não ia aceitar. Ela disse: "Olha, eu vou pensar um pouco". perguntou algumas coisas. Vou pensar e vamos depois eu respondo. Quando ela refletiu e pensou, ela planejou perguntar aos guias dela ou perguntar a Charles ou ao próprio Bezerra de Menezes ou algum espírito que era que conduzia o trabalho dela. Ela diz no livro que passou o primeiro dia, nenhum deles apareceu. Vai uma coisa, faz outra, faz isso, faz aquilo. Segundo dia não apareceu nenhum. Eu disse: "Meu Deus do céu, o que que eu faço?" E pensando, até que no terceiro dia, me parece, o espírito voltou e disse: "Olha, você ficou de me dar resposta." Aí ela disse: "Olha, eu refleti e eu percebo que você não tem condições ainda de fazer uma tarefa dessa. Eu acho que você precisa se preparar melhor, você precisa se organizar mais. Então, posteriormente eu estou disponível quando for preciso, vamos consultar os espíritos". Quando ela terminou essa conversa e vem Charles, né, o o guia dela, ela disse: "Mas eu tava esperando para perguntar". Ele disse: "E a gente tava esperando para você resolver por si mesma, para ela ter o próprio discernimento. Então essa orientação que é solicitada, ela vai ser dada, mas ela não é uma lei que

guntar". Ele disse: "E a gente tava esperando para você resolver por si mesma, para ela ter o próprio discernimento. Então essa orientação que é solicitada, ela vai ser dada, mas ela não é uma lei que o outro diz. Ela não é uma regra que faz mal se você não seguir, que é falta de respeito se você não seguir. Ele pede a orientação e orientação é isso, a pessoa dá sua opinião. Às vezes é uma pessoa qualificada que você respeita muito e você vai refletir se você vai ou não seguir aquela orientação. Curioso esse capítulo pelo fato de que estamos numa época de muitos oráculos e o a igreja onde esses oráculos estão pontificando tá acessível a todo mundo na palma da mão. Refiro-me à internet. Ali a gente acha de tudo, desde quatro dicas para ser feliz, seis dicas para você conquistar o sistema solar, 10 dias para você ser governador da Via Láxia, da Via Láctea, e mais umas 15 para você destronar Deus no reino dos céus e tomar o lugar dele. Tem de tudo, porque de certa maneira as pessoas estão desorientadas. estão perdidas em si mesmo. E o vazio existencial cria um vácuo que os espertos, os vigaristas, os inconscientes ocupam estes espaços. Analisando essa obra Lázaro Red Vivo, constatamos pelo prefácio que ela é de 1945. Portanto, a Segunda Guerra Mundial estava apagando suas claridades macabras, bomba atômica, 70 milhões de mortos, 30 milhões de pessoas que estavam inválidas, atingidas por estilhaços, por minas e voltaram para casa mutiladas. E até hoje temos sequelas 80 anos depois daquela guerra. É exatamente quando na cidade de Pedro Leopoldo, que Humberto de Campos, com pouco tempo de desencarnado, tínhamos aí 10, 11 anos que ele havia desencarnado, desencarnou no dia 5 de dezembro de 1934, eis que ele dita uma obra onde é uma coletânea de crônicas sobre assuntos variados, quase todos com dicas evangélicas ao final ou com tiradas, com conclusões evangélicas que nos remetem à reflexão. Se percebe claramente que, apesar dos textos tão distantes no tempo, 80 anos, tem sabor de terem sido escritas ontem,

as ao final ou com tiradas, com conclusões evangélicas que nos remetem à reflexão. Se percebe claramente que, apesar dos textos tão distantes no tempo, 80 anos, tem sabor de terem sido escritas ontem, tamanha atualidade. Quem é que não tem um amigo? Teve, tem um amigo, uma amiga que se acercou de nós em algum momento e desfiou a própria existência como sendo um calvário. É o desemprego que se lhe bateu à porta no momento inesperado. Um filho que partiu tragado pelo suicídio ou está sendo assalariado pelas trevas. Aquela filha que optou por ser estudante de dia e garota de programa à noite. O marido infiel, a esposa perturbada, a pessoa vem, traz inúmeros dramas e conta num num supapo só que mal dá tempo da gente digerir. Tão raro percebemos na conversa que a pessoa está necessitada urgentemente de fazer uma catarse. Aluga-nos o ouvido e os tímpanos, porque somos a pessoa mais próxima dele, desta pessoa. E ficamos a nos perguntar, mas por que que eu? Por que que ela tá fazendo essa catinária, essa enchurrada de dramas? é que como personagem também da página que estamos nos referindo à resposta leal, nós temos muita gente que por detrás está arquitetando a própria fuga da vida pelo suicídio. Então, a pessoa chegou ao portal, a beirada do precipício, ou alguém a ouve, ou ela silencia com sua dor, porque o suicida nunca quer sair da vida. Não existe essa ideia. Todo suicida quer eliminar a dor que o consome. É por isso que ele se mata, porque é uma dor que não tem como passar com analgésico. Então ele tenta eliminar ceifando. Quase sempre muitos casos acreditando que depois não tem nada. Se eu me matar penetro no vácuo, penetro no vazio, no existir, no nada. E essa do cessa, com a doutrina espírita distribuindo a mancheia as claridades da imortalidade. Hoje sabemos que é o mais obscuro engano que o espírito encarnado pode cometer. Destrói o corpo, que é o vasilhame, não pode aniquilar a essência que se é. Ninguém pode matar-se, posso apenas destruir o carro físico. Mas ele vai

scuro engano que o espírito encarnado pode cometer. Destrói o corpo, que é o vasilhame, não pode aniquilar a essência que se é. Ninguém pode matar-se, posso apenas destruir o carro físico. Mas ele vai morrer mesmo um dia. A morte vai fazer esse trabalho lentamente, mas o indivíduo se precipita e sai antes da hora, tá? o suicídio entre jovens, adolescentes, pessoas de meia idade. Raramente a gente ouve falar de velhinhos se matando, não é? pessoas no na no auge da idade, mas acoçadas por problemas existenciais, que não souberam driblar, que não conseguiram se evadir, não encontraram ajuda, apesar de uma época em que estamos todos conectados, ou presencialmente ou virtualmente. Hoje tá fora da internet, tá fora do mundo. A pessoa parece que não tá na terra. Ela está banida de redes, de grupos, de tribos, seja lá o nome que se dê. Ela desconhece a velocidade com que esse mundo avança para estágios cada vez mais robotizados, mais eletrônicos, mais tecnológicos. Então, a mensagem dele tem o condão de nos chamar a atenção que são problemas comuns. Esse personagem vem pedir a ele uma carta que o ajude a resolver problema de viuvez, dramas existenciais, filhos que são desobedientes e recalcitrantes. E Humberto de Campos jogou duro na carta, né? Pediu que ele procurasse uma boa vara. Por isso na internet encontrei uma piadinha em que se mostra a gravura de uma vara de marmelo. E a pessoa diz embaixo: "Minha mãe era juíza da vara da infância. Eis a vara que ela comandava, a vara de marmelo, e colocou o rapaz certinho na no ritmo, no rumo da disciplina e do cuidado. Santo Marmelo, realmente esse consulente tinha vários problemas, coitado. Ele tava desempregado, ele tinha problemas familiares, ele ficou viúvo ainda. jovem com filhos. E vamos aí, se a situação, se o livro é escrito em 1945, o caso pode ter acontecido antes, né? Era uma época em que nenhum homem tinha estranha ideia de criar os filhos sozinho. Sempre que ficava viúvo, ele tinha que arrumar uma mulher para tomar conta das crianças. ou

ter acontecido antes, né? Era uma época em que nenhum homem tinha estranha ideia de criar os filhos sozinho. Sempre que ficava viúvo, ele tinha que arrumar uma mulher para tomar conta das crianças. ou ele casava novamente, ouvinha alguma parenta da esposa, mãe, vó, alguma pessoa. E ele então resolveu se casar novamente. A esposa dele era muito dedicada, cuidou das crianças e tal, segue adiante, mas ele seguiu com dificuldades e agora ele tava com vários problemas. Ele queria eh se mudar para o campo porque a esposa estava com tuberculose e a grande indicação é que ela ficasse num lugar que tivesse ar puro. Mas os filhos se recusavam terminantemente a se mudar para sair da cidade de onde eles estavam acostumados a morar. e ele não sabia o que fazer e tava pedindo ajuda. E aí, irmão X vai dizer: "Você tem problemas em várias áreas e vai dar vários conselhos, várias orientações. Eu acho que vale a pena a gente pensar um pouquinho sobre eh o sofrimento, as aflições da nossa vida. É muito difícil, eu acho que é muito difícil mesmo você encontrar alguém. Pegue aí aleatoriamente qualquer pessoa e diga: "Você quais são, você tem aflições?" A pessoa vai dizer: "Tenho, mesmo que sejam poucas, você a pessoa dizer: "Não, eu sou tão feliz, cutuque só um pouquinho que a criatura vai achar coisa para se para se queixar. A vida não é perfeita." Eh, no livro, no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo Bem-aventurados os Aflitos, nós temos textos sobre as causas atuais das aflições e as causas anteriores das aflições. É interessante que em geral quando se pergunta assim: "O que é que o espiritismo acha das causas das aflições?" Aí a gente discorre sobre vidas passadas, sobre lei de causa e efeito. Mas se a gente lê o Evangelho Segundo o Espiritismo, lá está dito com todas as letras: "Na grande maioria dos casos, as aflições têm causas na vida atual". Então, o que a doutrina espírita diz? é que as nossas aflições são causadas pelo que nós estamos fazendo ou deixando de fazer aqui e agora. Uma minoria é causada por

flições têm causas na vida atual". Então, o que a doutrina espírita diz? é que as nossas aflições são causadas pelo que nós estamos fazendo ou deixando de fazer aqui e agora. Uma minoria é causada por coisas do passado. Então o texto de Kardec vai analisar as causas atuais das aflições. Quando ele pede a ajuda de Irmão X, ele diz uma coisa interessante, que se irmão X não puder responder, que outra entidade, outro espírito possa dar uma orientação para ele. Ele está pedindo orientação. E que orientação a doutrina espírita? a partir da codificação, vai dar para ele. Primeira orientação, veja as causas atuais de suas aflições. Então, ele tem problema de problema financeiro. Aí ele teria que avaliar o que que fez com que ele perdesse o emprego. Geralmente, quase todo mundo que perde emprego vai dizer que a culpa é do empregador, que não deveria terê-lo demitido. Raramente a pessoa avalia sua postura. A postura ao escolher aquele trabalho, às vezes a pessoa tem expectativas irreais, às vezes a pessoa não está e adequadamente qualificada, às vezes a pessoa não se empenha o bastante, não analisa a situação, pode haver várias coisas, várias situações aí envolvidas. Ele está com problemas financeiros decorrentes disso e ele pretende se desfazer de sua habitação na cidade e ir para o campo onde ele pode ter uma renda, ele tem o plano de ter uma renda e a esposa pode se tratar porque estará no ar puro e tal, que era o tratamento principal da tuberculose. Era uma coisa muito recomendada. Observe que para tudo isso ele precisa fazer mudanças, primeiro mudanças interiores, porque ele tá acostumado a morar na cidade, ele tá acostumado a ser um profissional daquela área, ele precisa mudar isso. Tem uma coisa que a esposa cuidou dos filhos dele, que foi uma boa mãe para as crianças, né, uma mãe substituta. e que então é natural que a família cuide dela, que é uma coisa que raramente os filhos se lembram. Em geral, eles se lembram de ser cuidados, mas muitas vezes não se lembram de que é

mãe substituta. e que então é natural que a família cuide dela, que é uma coisa que raramente os filhos se lembram. Em geral, eles se lembram de ser cuidados, mas muitas vezes não se lembram de que é preciso renunciar aquilo que desejam para beneficiar aqueles que cuidam deles. E na nossa cultura, muitas vezes, os próprios pais acham que tem que ter dedicações extremas, nunca podem incomodar os filhos, perdendo uma oportunidade valiosa de ensinar a eles que ser humano sempre incomoda alguém. a gente já nasce incomodando, fica na barriga da mãe ali 9 meses, a mãe que sabe o esforço que tem que fazer com alimentação, com incômodo e tudo na vida. Aí depois tem o parto. Eh, o processo fisiológico tem as despesas querendo ou não, e vamos criar esse menino e vamos eh eh dormir quando for possível. Então, isso não é um mal. O mal é incomodar o outro por preguiça, por encúria, por egoísmo, mas pela necessidade. Faz parte da vida que ajudemos uns aos outros. A gente já nasce precisando de ajuda. Então, não é possível que a gente cresça achando que ficar adulto é cuidar só de si. Não. Ficar adulto é cuidar da família além de si mesmo. É cuidar do entorno, é cuidar do contexto social. Aparentemente o nosso amigo aqui não ensinou isso aos filhos, porque os filhos estão muito indignados. Eu fiquei admirada de meninos de 1940 e poucos terem tanta opinião. A gente imagina que não tinham, né? É o que o povo diz. Não, antigamente, aparentemente na casa desse amigo não acontece. Os métodos educativos que ele vai usar, eu vou deixar a critério dele. Não recomendarei vara, né? seria uma traição a tudo que eu conheço e tudo que eu vejo, mas recomendo autoridade. Recomendo que alguém precisa dizer a essas crianças ou adolescentes, que eu não sei, me esqueci a idade deles, que eles precisam cuidar de quem cuida deles e que essa é uma ótima oportunidade de aprender isso. Irmão X, a gente vai ver daqui a pouco que ele, como Marcelo disse, ele joga duro, mas ele não joga duro só na história da vara, não, que

da deles e que essa é uma ótima oportunidade de aprender isso. Irmão X, a gente vai ver daqui a pouco que ele, como Marcelo disse, ele joga duro, mas ele não joga duro só na história da vara, não, que claramente era o modelo educativo da época, não se pensava em outras formas, eh, não tinham aprendido ainda a dar limites sem a coção física. tem muita forma de você conseguir encaminhar que já estão em pauta hoje, mas ele no fim da conversa, ele vai dizer coisas bem drásticas pro amigo dele, que ele sempre diz e que a gente vai ver. Mas por enquanto vamos pensar em quantas coisas nós podemos fazer como mudança, como reflexão para diminuir ou até resolver as nossas aflições, porque elas são quase sempre causadas por algo que a gente tá fazendo, que a gente tá deixando de fazer e que não está refletindo adequadamente antes da gente sair procurando, porque em Roma eu fiz, eu aconteci e deixar isso para depois. Evola transpira dessa crônica de Humberto de Campos incontáveis caminhos de reflexões sobre as relações humanas dos tempos presentes. Uma delas, eu me acerco da mediunidade. Atrás de quê? O que é que eu estou querendo da mediunidade, sobretudo dos outros, quando não tenho? Então eu vou atrás de cartas de parentes desencarnados, o chamado Correio Fraterno do Além Túmulo. Chico fez isso durante décadas, Divaldo fez isso durante alguns anos. Outros médiuns se dedicaram e se dedicam até hoje. É a carta que vem para me trazer informações e diminuir a saudade. É valiosa isso? Porque a dor dos que ficam, sobretudo quando a partida é trágica, quando a partida é dolorosa, é muito grande. E uma carta pode diminuir em nós as feridas dessa separação e dessa ruptura. repentina, mas tem muita gente atrás de conselhos fáceis, como se eles pudessem nos trazer, por exemplo, os seis números da megacena da virada. Já imaginou pedir alguia, vocês estão aí do outro lado, dá para vocês forçarem a bolinha a cair para lá e para cá e gerar os números que eu vou jogar. Aí, será que a gente é capaz de dividir

a virada. Já imaginou pedir alguia, vocês estão aí do outro lado, dá para vocês forçarem a bolinha a cair para lá e para cá e gerar os números que eu vou jogar. Aí, será que a gente é capaz de dividir essa bolada com os espíritos desencarnados? Para ele, para eles, qual o valor da moeda humana agora que estão desencarnados? Nenhum. Eles não manipulam mais cartões de crédito, Pix, contas correntes, extratos, tudo isso é passado. E os que se apegam é porque estão à beira da loucura. estão no além, mas a cabeça e o coração está preso, porque onde onde estiver o nosso coração, aí estará o nosso tesouro. É preciso recordar isso. O fato de morrer não significa desencarnar. Morrer é gênero. Bicho, planta e gente morre. Todo mundo morre. Mas desencarnar é o ato de liberar-se da influência tiranizante da matéria. Nesse ponto tem muita gente que tem o atestado de óbito. Documento de identidade postmem é o atestado de óbito, mas tá no mundo, vagando por aí atrás de manipular coisas que manipulava quando estava aqui. os glutões, os beberrões, os etílicos, os viciados e tudo mais. Então nos desperta para essa realidade. Da carta que Humberto mesmo assim escreveu também transpira de que ele faz uma espécie de narrativa ou descrição desse personagem que é esse personagem do mundo que sai de um primeiro casamento com quatro filhos, o mais velho com 12 anos de idade, adolescência para nosso padrão, o resto tudo criança. E esses meninos diz que não vão seguir com o pai para o campo porque não querem a companhia nem da madrasta. A relação com ela é conturbada porque lhes usurpou o lugar da mãe. Tem essa visão. Essa mulher veio e tomou o lugar de minha mãe falecida. E eu não vou para o campo. Numa época em que os filhos estavam inteiramente subordinados à vontade dos pais. Nós estamos falando de cultura dos anos 40, quando certamente Hbert Campos colheu esses dados para gerar essa crônica. Nos dias de hoje nós já poderíamos dizer que os meninos de 10, 12 anos de idade estão com o dedo no

o de cultura dos anos 40, quando certamente Hbert Campos colheu esses dados para gerar essa crônica. Nos dias de hoje nós já poderíamos dizer que os meninos de 10, 12 anos de idade estão com o dedo no nariz do pai. Me respeite aqui. Quem manda em casa também sou eu. E aí do pai dizer qualquer coisa, os meninos expulsam. que estamos numa época e temos que ser francos sem ser Divaldo, mas franco, nós temos que dizer claramente que muita gente tá levando o pet para passear na praça e o pai velho vai para o asilo. Cães e gatos passaram a ter clínicas especializadas, onde se gasta mais com um animal e sua beleza do que com um adulto. E estamos no estranho movimento dos nossos dias. Estamos humanizando os animais e estamos animalizando a pessoa humana. Isso é uma inversão. Então, Humberto de Campos se esquiva de maneira gentil de dar dicas para o final dizer que ele faça da liberdade. E essa é uma ferramenta muito perigosa. Liberdade sem responsabilidade vira loucura, vira libertinagem, promiscuidade, vulgaridade. Diga-se o que quiser. Então, é preciso saber bem o que é que eu estou fazendo com a minha liberdade, porque eu posso, devo é outra questão. Tudo eu posso, mas o que é que eu não devo fazer? Isso somente a consciência pode nos despertar. Por isso que o espiritismo investe na maturidade do ser, do profit para que tenhamos uma fé lúcida. Porque a fé lúcida raciocinada é a única que pode encarar razão face a face em qualquer época da humanidade. E a fé cega, a fé cega também pode encarar a razão, mas farça a farsa. Façam suas escolhas. >> Veja como é complexo o processo educativo na educação dos filhos e o processo de autoeducação. Eh, na questão 917, Kardec faz um comentário a resposta dos espíritos, onde ele vai falar que nós nós na nossa cultura, nós aprendemos a fazer a educação do intelecto. Aprendemos bem, fazemos bem, tem muitas técnicas pedagógicas, muitos modelos de ensino, muitos estudos sobre funções cognitivas. memória, aprendizagem, etc., dificuldades de aprendizagem,

o intelecto. Aprendemos bem, fazemos bem, tem muitas técnicas pedagógicas, muitos modelos de ensino, muitos estudos sobre funções cognitivas. memória, aprendizagem, etc., dificuldades de aprendizagem, intervenções psicopedagógicas. Ele não diz tudo isso não, eu que tô detalhando, mas ele diz, nós aprendemos a fazer isso. Quando aprendermos a arte de manejar caracteres, quando como nós manejamos as inteligências, aí sim nós estaremos fazendo uma educação em profundidade. E ele vai falar: "A verdadeira educação, ela exige muito tato, muita experiência e profunda observação." Veja, a verdadeira educação exige que você se eduque. Eh, eh, a gente, Marcel falou de uma contingência habitual que há uma inversão muitas vezes onde a casa vira um lugar que não tem projeto, não tem autoridade. Isso. Se falando, se você tá falando de adultos, vamos sentar e conversar, mas você tá falando de crianças e adolescentes. O livro dos espíritos vai falar da função dos pais, vai falar da missão dos pais, que é ajudar aquele espírito que veio como seu filho a alcançar níveis evolutivos mais avançados. E a gente esquece disso. Parece que a gente pensa, mesmo sendo espírita, que a principal função nossa é dar uma boa educação, é eh preparar, colocar em escolas boas, é prepará-lo para que ele tenha um bom emprego no futuro, que ele tenha boas condições econômicas, que ele se apresente bem socialmente, que tenha saúde física, etc, etc. Não tem problema nenhum. Isso aí é uma função dos pais também. Mas a função espiritual, o que é que se espera espiritualmente? Óbvio, não é que você deixe o menino sem comida, sem escola, sem nada, porque você tem mesmo esse dever. Mas que você faça isso recordando que o ponto principal é que aquele ser reencarnou para avançar espiritualmente. Ele tem necessidades espirituais, ele tem paixões para vencer, ele tem hábitos péssimos de vidas passadas para superar. Ele tem outros hábitos, outros olhares, outros avanços espirituais que ele precisa desenvolver. E são os pais que

ele tem paixões para vencer, ele tem hábitos péssimos de vidas passadas para superar. Ele tem outros hábitos, outros olhares, outros avanços espirituais que ele precisa desenvolver. E são os pais que vão fazer essa esse plantil, esse cultivo, que vão fazer esse trabalho educativo. E é muito fácil esquecer isso, porque nós não fazemos isso conosco. Como é nosso processo de autoeducação? Ele é um processo cuidadoso? Ele é um processo amoroso? Ele é um processo persistente? A gente só se lembra de vez em quando. A gente só se lembra quando tá com problemas. Por exemplo, nós pedimos a ajuda espiritual quando a gente tá sofrendo com dificuldades ou a gente pede ajuda espiritual para crescer, para vencer as provas da vida, para se tornar melhor. Se nós conseguirmos fazer um processo de educação conosco, nós poderemos estar atentos para observar os nossos filhos e dar a eles a educação que eles precisam. Uns precisam de mais energia, outros precisam de mais acolhimento, outros precisam de mais informação. Cada um tem as suas necessidades. E Kardec vai perguntar aos espíritos assim no retorno à vida espiritual, como é que os pais ficam? Se o filho tem problemas, desenvolve comportamentos inadequados, vamos lembrar dos filhos desse senhor aqui, né? egoístas e reclamando de tudo e não e se recusando a uma coisa que era necessária. Primeiro porque eles estão perdendo a condição financeira, não vão poder ficar na cidade só porque eles querem. Segundo, a madrasta tá doente, ela eles precisam, né, de oferecer a ela um cuidado de saúde. Eh, o que é que esse esses filhos precisam espiritualmente? É, ele precisa se interrogar. A madrasta, que nesse momento tá fazendo o papel da mãe deles, ela também precisa se interrogar sobre isso, porque na pátria espiritual o que importa é se os pais fizeram o melhor que podiam. Não é se eles fizeram tudo, não é se eles conseguiram mudar o filho, porque tudo a gente não faz, porque a gente não é perfeito. Um outro problema da educação atual é que os pais esperam

r que podiam. Não é se eles fizeram tudo, não é se eles conseguiram mudar o filho, porque tudo a gente não faz, porque a gente não é perfeito. Um outro problema da educação atual é que os pais esperam não errar. Essa é a receita do desastre, porque ser humano erra sempre. Nós somos espíritos imperfeitos. Vamos errar. O que você precisa é prestar atenção, é pedir ajuda espiritual, é pedir ajuda ao redor, qual seja ajuda. É pensar muito, é fazer o melhor. Na hora que você errar, reveja, corrija, retome, certo? Mas a ideia de que eu não vou errar nunca com meus filhos é uma bobagem. Não existe possibilidade de você fazer qualquer coisa complexa, como é a educação dos filhos e você não cometer um erro. O que você precisa é estar atento e tentando sempre. Se você fez o máximo que você podia, pode ser o que pode não ser o que ele precisava. Ele gostaria de ter recebido mais. Você gostaria de ter feito mais, mas você fez o máximo que podia. Você não tem mais obrigação com aquele ser. ele usou o livre arbítrio. Então, o processo de educação é importantíssimo para a vida desses seres que chegam até nós, pais e mães. Mas é preciso que eu trabalhe na minha autoeducação para que eu saiba educar meus filhos, para que eu faça isso com consciência e para que eu faça isso focada em ajudar essa pessoa no seu processo evolutivo. >> A nossa Nádia abordou aqui uma página muito bela de dona Ivone do Amaral Pereira, o capítulo de um dos seus livros intitulado O beletrista. quando ela foi procurada pelo suicida, que queria ditar a obra, um livro por ela. E se o livro saísse, é como se fosse um manual para o suicídio. Tamanho ele tava impregnado das ideias e ela prudentemente recusou-se ser médio de alguém que estava ainda perturbado no além e ia perturbar outras cabeças. O que é que isso nos leva então fazendo? A vinculação com a página de Humberto de Campos. O mundo espiritual nunca regateou, nunca negou a homens e mulheres mergulhados no corpo a ajuda necessária. Eles são uma potência da natureza,

fazendo? A vinculação com a página de Humberto de Campos. O mundo espiritual nunca regateou, nunca negou a homens e mulheres mergulhados no corpo a ajuda necessária. Eles são uma potência da natureza, agindo por mecanismos sutis. a inspiração. Eles atuam pela intuição. Eles sinalizam pensamentos saudáveis para se contrapor aos pensamentos perturbadores, mas em nenhum momento eles tiram o mérito, eles tiram o móvel, eles interferem no livre arbítrio do espírito. Então, quando a gente ouve falar, já quantos médiuns me contaram, Marcel, meu guia é um tirano, puxa minha orelha, me dá cascudo, exige que eu faça isso, eu digo, não é o guia, é o espírito obsessor. Você está obsidiado. Procure ajuda espiritual. Guia não impõe, guias propõe. Guias preparam um programa de trabalho e o médium se ajusta a esse programa se quiser. Se não quiser, ele vai embora. O guia nunca, meu guia desapareceu, meu guia se afastou de mim. Então não era guia, era um despreparado, era um estagiário do mundo espiritual, tava despreparado. Guias não se afastam de pupilos. São os pupilos que, pelas ações criam barreiras em relação à percepção do guia. O guia fica sempre penalizado das opções infelizes do pupilo, mas ele é guia. Ele compreende nossa fragilidade, compreende a nossa insensatez e eles ficam por perto aguardando que outras ferramentas que não ele próprio me desperte. Não há não raro vai ser o sofrimento, a dor, a morte, 6 meses numa cama de hospital, 30 dias numa UTI, medicamento pro resto da vida. Aí eu desperto porque vem aqueles momentos em que eu começo a reconsiderar o caminho até ali. Aí o guia encontra por esses caminhos possibilidades e ferramentas de voltar a interagir comigo. Então os médiuns que aceitaram essa tarefa e que a gente vê aí no panteão das autoridades morais, eles negaram o mundo. Muitas vezes se isentaram de matrimônios, de deixarem descendentes na terra, não eram vistos em basinho, em praia, em paredão, não desfilavam nas escolas de samba, não eram carnavalescos.

ram o mundo. Muitas vezes se isentaram de matrimônios, de deixarem descendentes na terra, não eram vistos em basinho, em praia, em paredão, não desfilavam nas escolas de samba, não eram carnavalescos. Aí passa-se a ideia de que o médium é um bicho esquisito, é um bicho do mato, se afasta de tudo que é prazer para se dedicar apenas à mística, a meditação, tá sempre de cabeça baixa, calado, meditando, é uma opção. Jesus fazia isso. Ninguém chama Jesus de esquisito. Jesus atendia a massa. Depois que terminava de atender a massa, ele se refugiava em florestas, em bosques, no mar, ia para o só pé de montanhas e ali se permitia o colóquio com Deus. Ele se completava, ele se reabastecia do hálito divino para voltar o contato com as massas, porque a as massas desidratavam o Cristo, sugavam-lhe a energia, porque as massas estão sempre famintas de tudo, de pão, estão famintas de paz, de harmonia, de equilíbrio, de saúde. E ele tinha e ele tinha esse poder, manipulava a matéria como ninguém. Mas nem todo mundo se enquadrava na lei do mérito. Então, quantos casos não devem ter sido narradas de que as pessoas se aproximaram de Jesus com doenças graves e voltaram doente para casa? Jesus não os curou, não, porque não queria, porque ele não podia ir contra a lei, rebelar-se contra a lei de Deus. Eu que estive há muitos anos no interior de Pernambuco com Dr. Edson Cavalcante Queiroz, trouxemos ele de Recife para uma cidade do interior da Bahia, onde uma tarde inteira de domingo ele fez cirurgias incorporado por Adolf Fritz. E Fritz, falando pela boca de Edson Queiroz, me disse: "Meu filho, não tenho condições de curar todo mundo. A esse homem aqui, eu vou dar um alívio dos 10 remédios que ele toma, ele vai passar a tomar cinco. Tenho permissão de tirar cinco remédios, mas a enfermidade que ele atravessa é ferramenta necessária para conter ele, porque se ele ficar saudável, ele volta a cometer os desatinos. Então são freios na vida dele. Não posso violar a lei. Ouvi isso de Frits pelos lábios do Dr. Edson

rramenta necessária para conter ele, porque se ele ficar saudável, ele volta a cometer os desatinos. Então são freios na vida dele. Não posso violar a lei. Ouvi isso de Frits pelos lábios do Dr. Edson Cavalcante Queiroz, que eu saiba, o último médium de Fritz aqui no Brasil. Então nem nem Jesus não podia violar a lei. Deus não pode. Deus não pode alterar a lei, porque leis perfeitas não podem ser alteradas. Elas fecharam o ciclo, elas já são perfeitas. Não há emenda, não há pequeito na lei de Deus, né? Projeto de emenda constitucional. Vou alterar a lei de Deus. Tem como? Um rato não pode se reencarnar como ser humano. O rato tem que fazer seu processo evolutivo, crescer, atingir o nível de Mickey, viver na Impatópolis. Depois talvez ele alcance a condição humana. é rato. Na Índia tratado como um Deus, no Brasil a gente aplica racuminho ou então chumbinho, não mata, antecipa o retorno do rato ao mundo espiritual para encontrar com os parentes. Então nós temos que ter a compreensão clara, objetiva, de que a liberdade é esse patrimônio extraordinário da criatura humana, mas em nome dele, como diria aquela madame francesa, né? Liberdade, liberdade. Quantos crimes se cometeram em seu nome e se cometem até hoje. Eu quero ser livre. Não, a pessoa quer ser libertina. A pessoa quer ser devaça. O indivíduo verdadeiramente livre, ele é escravo da lei, ele é escravo de deveres. Não faz o que quer, faz o que deve. E isso é toda a diferença no processo evolutivo, porque o indivíduo contém as suas águas agitadas por bordas muito seguras, disciplinas e as austeridades, e caminha tranquilo para não derrapar, porque para levantar depois da queda dá um trabalho. Com certeza, Marcel. Uma coisa que a gente pode refletir em relação que esse texto vai nos ajudar, que podemos partir da liberdade paraa ideia de que em geral consideramos que liberdade é estarmos livres de livres de amarras, livres de compromissos, livres de obrigações, livres de gente aborrecendo a gente, livres de vontades diferentes que nós

que em geral consideramos que liberdade é estarmos livres de livres de amarras, livres de compromissos, livres de obrigações, livres de gente aborrecendo a gente, livres de vontades diferentes que nós temos que renunciar às nossas Liberdade é uma lei, não é algo assim opcional. Todos somos seres livres. Livres para nos tornarmos espíritos puros. Livres para fazermos a nossa trajetória e nos harmonizarmos com a lei de Deus a tal ponto que chegaremos a um momento em que poderemos dizer como Jesus: "Eu e o Pai somos um". seremos livres para Mas enquanto nós não tivermos a consciência das leis divinas, enquanto nós não tivermos a consciência do processo evolutivo da nossa natureza como espíritos imortais, nós queremos ser livres de Então, sempre há problemas na vida, porque queremos nos livrar de um emprego desagradável quando nós não construímos outras opções profissionais. Às vezes, muitas vezes, queremos nos livrar principalmente de uma família insuportável, tipo esses dois filhos desse homem. Quer se livrar de uma família que não atende aos meus desejos? Quantos de nós reencarnamos em famílias que nós crescemos achando, ai meu Deus, eu não sou dessa família. Se você cresceu, né, com conhecimento espírito, você vai dizer: "É porque eu não tenho afinidade?" É porque esquece que a lei de sociedade mostra que nós só crescemos com os outros. Nós espíritos, somos seres sociais, grupais. os espíritos, naturalmente, onde quer que estejam, se associam em grupos por afinidade. No corpo físico, eh, a afinidade, ela vai ser seguida também das necessidades evolutivas. É verdade que muitas vezes a gente não tem afinidade com a nossa família, só que aí nós ficamos reclamando da família e desejando nos livrar. da família que não temos afinidade. A gente não se pergunta diante da sabedoria divina que reencarnação não acontece por acaso porque eu vim nascer numa família que eu não tenho afinidade? Qual é o propósito? E o propósito evolutivo é sempre que as relações humanas nos ajudem a crescer

que reencarnação não acontece por acaso porque eu vim nascer numa família que eu não tenho afinidade? Qual é o propósito? E o propósito evolutivo é sempre que as relações humanas nos ajudem a crescer espiritualmente, que as relações humanas nos ajudem a aprender a amar, que nos ajudem a conhecer a nós mesmos, às vezes através do espelho que é o outro. Ah, mas minha família não tem nada a ver comigo. E o que é mesmo que você tem a ver com eles desde quando você nasceu nessa família? Ah, mas eu nasci para ajudar as pessoas. Uma vez uma mãe com uma dificuldade com o filho disse: "É, é, Naddia, existe às vezes o filho nasce na na família porque ele tem necessidades, ele é problemático." Eu disse: "É, acontece isso, mas é mais comum que nós tenhamos o mesmo problema que ele tem, que nós tenhamos algo a ver com o problema dele e a gente só não se lembra. Porque em casos de seres mais evoluídos, aí sim você pode receber um espírito somente por caridade. Na maioria das vezes a gente recebe o espírito para aprender. Então, problemas, dificuldades, eh, de todas as ordens. Pensemos em como poderemos ser livres para crescer, para amar, para avançar e demos um tempo no nosso impulso automático de nos livrarmos de situações desagradáveis. Vamos usá-las para sermos verdadeiramente livres e felizes. >> Meu amigo, minha amiga, se você se acercou das fontes espíritas e cristãs, atrás de orientação, certamente Jesus não vai lhe desamparar. Em toda parte encontramos as pessoas com medo de viver. que é o grande desafio. Não vamos referendar aqui que Humberto de Campos recomende tomar da vara, da palmatória, do tamanco, do chinelo, para corrigir a rebeldia do filho. Os tempos mudaram 80 anos depois. Hoje, a moderna psicologia, moderna pedagogia do afeto recomenda o diálogo, o exemplo, fazer e não só falar, levando os filhos a compreender que eles também estão no mundo agitado, que nós já atravessamos e eles vão atravessar também. E eles se acercam dos pais sedentos de orientação, porque depois, além das paredes do lar,

s a compreender que eles também estão no mundo agitado, que nós já atravessamos e eles vão atravessar também. E eles se acercam dos pais sedentos de orientação, porque depois, além das paredes do lar, há um mundo que não perdoa primários, não perdoa estreantes. O mundo não tem lições doces para aqueles que se mostram tímidos, frágeis, ignorando as suas leis que são draconianas. O indivíduo, portanto, tem que se preparar dentro da intimidade do lar, que é o verdadeiro educandário. A escola instrui. É no lar que se educa, que se forja o cidadão. Lamento informar que você não é pai, nem pode ser mãe. Você está pai, você está mãe. Em algum momento com a sua parceira, seu parceiro, você fecundou um óvulo e você revestiu um espírito de matéria, dando-lhe uma ferramenta chamado corpo físico para o maravilhoso desiderato da evolução. Quem é ele? um conhecido seu do passado, um adversário, um credor, um cobrador, alguém que veio para reconciliar, para apertar laços, para dissolver algemas de ódio ou de animosidade. Essa maravilhosa experiência da vida dentro da constelação familiar. Sua liberdade de educar é sua principal ferramenta. Busque o conhecimento. Tente se abeirar dessa fonte de águas fecundas, de águas saudáveis, que a educação à luz do Evangelho, onde você encontrará excelentes ferramentas e mecanismos para educar-se, educando os filhos que Deus lhe confiou. Porque em algum momento ele vai cobrar o pai pela educação desses filhos confiados aos pais terrestres. E amanhã estes filhos poderão nos receber na condição de netos, bisnetos, trinetos para a maravilhosa jornada do despertamento íntimo. Assim é a vida e assim foi a resposta leal de Humberto de Campos Veras na noite de hoje. O convite ele revê segunda-feira que vem a Talavista Baby.

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