Jesus e Saúde Mental | nº 166 – Palavras para a Alma – Ansiedade
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de Ana Tereza Camasmie » Episódio 166 – Palavras para a Alma – Ansiedade #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Й Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda a mais um programa Jesus e Saúde Mental aqui na TV Mansão do Caminho. Eu gostaria de hoje convidá-lo a curtir o programa, a seguir a página da TV Mansão do Caminho, a compartilhar o conteúdo, a comentar. Tudo isso, sinceramente, vai fazendo com que o bem se espalha, a autenticidade do bem se espalha. E na TV da Manção do Caminho, tudo é muito feito com autenticidade, com entrega e em prol de uma causa maior, que não é só a divulgação espírita, mas é também a caridade material. Então a manção do caminhão consegue através do legado do Edivaldo Franco, do Nilson do Sousa Pereira, inspirados pela benfeitora Joana de Angângeles, inspirados por Francisco de Assis, literalmente Francisco de Assis, quem não sabe o próprio Francisco Cândido Xavier, Odivaldo Franco era muito jovenzinho, tava no início, recebe uma psicografia e o espírito que psicografa foi o Francisco de Assis falando falando da obra que o Divaldo teria e que estaria junto, da obra que eles teriam juntos. E a mansão do caminho é um autêntico espaço para podermos tentar seguir os ideal os ideais franciscanos. Então, meu querido, compartilha, curte, porque temos um algoritmo. Esse algoritmo precisa ser ultrapassado pra gente poder entregar o bem. É um compromisso que eu queria poucas vezes, peço, mas queria pedir nesses tempos de guerras que nós usemos a arma do bem e a mínima arma do bem que a gente pode fazer é compartilhar o bem. Tá bom? Nesse sentido, eu queria convidá-lo a fechar os olhos para que em oração nós possamos pedir pelo nosso mundo em guerra, pelas guerras que se apareentam no mundo, que são reflexos da nossa guerra íntima, são reflexos às vezes da nossa covardia moral, são reflexos às vezes da nossa indiferença. Mas são também reflexos especialmente da nossa beligerância interna. Somos beligerante quando impomos. Somos belegerantes quando queremos mandar no nosso ego através do ego alegre. Senhor Jesus, que a tua obra possa estar mais dentro de nós. A tanto tempo tu nos espera e há
beligerante quando impomos. Somos belegerantes quando queremos mandar no nosso ego através do ego alegre. Senhor Jesus, que a tua obra possa estar mais dentro de nós. A tanto tempo tu nos espera e há tanto tempo nós queremos te encontrar. Faz, portanto, maestro querido, que nossos corações se abram um pouco mais para a realidade transcendente, que é a tua boa nova. Não é um roteiro para conquistas externas, exteriores, mas é um tratado para a descoberta interna. Fica conosco, Jesus hoje, agora e para todo sempre. Que assim seja. Muito bem, uma vez por mês a gente tem falado especificamente sobre esse livro, Palavras para a Alma. Na realidade, como você viu no programa anterior, é a capa nova já florescida, da Ana Teresa Calmas, que tá aqui comigo para que a gente possa falar sobre um outro capítulo desse livro. Falamos sobre a criança ferida, que é um tema fundamental, não é só psicologismo, é também espiritismo, é também evangelho, como a gente tratou e mostrou. E esse tema ansiedade, que é um dos capítulos. Aliás, Ana, a gente também tá analisando um livro que escrevi sobre ansiedade e felicidade. Você vai estar respondendo perguntas junto comigo, até vai responder por mim, que vou pedir para você responder mais do que eu. Mas é muito bom sempre falar sobre esse tema, porque como comecei o programa, eh, estamos vivendo assim transições visíveis. Estamos nesse momento 2026 uma crise mundial. É só a gente não a gente não fica olhando todo o tempo para poder não ficar aflito demais, ansioso demais, mas tá aí, né? Guerras econômicas, guerras eh quentes, né? Não é só guerra fria, uma guerra fria, uma guerra quente. Os lares em guerra, enfim, é tanta coisa que naturalmente a resposta emocional para isso é o quê? ansiedade, porque a ansiedade cresce exponencialmente quando a incerteza e a instabilidade também é muito intensa. >> Uhum. >> E se a instabilidade é muito intensa, a incerteza é muito intensa, a resposta emocional natural é a ansiedade, né? Então, quanto mais a gente poder pensar
abilidade também é muito intensa. >> Uhum. >> E se a instabilidade é muito intensa, a incerteza é muito intensa, a resposta emocional natural é a ansiedade, né? Então, quanto mais a gente poder pensar sobre isso de forma ansiolítica e não ansiogênica, é bom >> isso. Que legal, né? Eu queria começar com uma frase de Paulo de Tarso, na carta dele aos Filipenses, no capítulo 4, versículo 6. Ó que que lindo. Não andeis ansiosos por coisa alguma. Em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas perstições pela oração e com ação de graça, pela oração, que é quando a gente faz a conexão e com ação de graça, atitudes de gratidão, >> atitudes de retribuição pelo coração ao que tá acontecendo, ao que você tem, ao que já tá na sua mão, porque a ansiedade nos leva para um lugar que é tudo tudo menos o agora. E se a gente faz uma oração e começa com ações de graça, a gente presenta, a alma. Isso é um grande remédio pra gente. Melhor anciolítico, eu acho, pra gente seria uma oração e uma ação de graça. Alguma ação que te ajude a conectar com o que a gente recebe de Deus infinitamente, abundantemente. Outro dia eu tava aqui em casa fechando a porta da minha casa. me mudei em outubro para esse apartamento aqui. Eu tava pensando, me vi um pensamento assim, que coisa, eu só preciso de uma chave para fechar a porta. Que bênção. E aí eu agradeci aquilo. Ai, meu senhor, muito obrigada. Eu tô morando num apartamento tão bonito, tão claro, tão fresco, tão espaçoso. Eu tô tão feliz nessa casa. Muito obrigada. E aí, sabe o que que é que aconteceu comigo? Foi uma lembrança. Quando eu era criança, nós morávamos numa casa enorme do século passado, sabe aquelas casas antiga de teto alto. Eu morria de meio da casa porque era muito barulho, porque faz muito barulho, né? Range muito as madeiras, né? De casa velha. Pra gente fechar a casa de noite era um trabalhão. Muitas portas e mais a porta da rua que a gente tinha que colocar uma barra de ferro, sabe? Que tem aqueles aquelas duas artes laterais. A gente pega uma
gente fechar a casa de noite era um trabalhão. Muitas portas e mais a porta da rua que a gente tinha que colocar uma barra de ferro, sabe? Que tem aqueles aquelas duas artes laterais. A gente pega uma barra de ferro e pá, pra porta não poder ser aberta de fora para dentro. Aí tinha que fechar a cozinha a da sala e a da outra porta. E tínhamos que lá fora na porta da rua passar cadeado no portão. E aí era uma coisa aquilo, toda noite um trabalhão, meu pai, minha mãe e eu e meus irmãos. Então quando eu fechei a minha casa com uma chave, eu achei aquilo uma maravilha. Que bênção, meu Deus. Tem uma chave para fechar a porta. Eu tô dando esse exemplo para dizer assim: "A gratidão tá nas coisas pequenininhas, mas elas nos conectam a grande coisa, porque aquilo era anciogênico para mim, porque era insegurança, a casa aberta, à noite, aquilo era muito inseguro, quem não tinha chegado, quem tinha chegado, se o papai tinha chegado, se mamãe não tinha chegado, sabe? Aquilo era, eu vivia um estado de ansiedade. Então, fecha de lá, fecha de cá, aquilo era aflitivo para mim. Então, eh, a gente guarda muitos registros de disparos de ansiedade. Então, quando eu pude fechar minha casa com uma chave, eu pensei: "Puxa, como era difícil pros meus pais oferecerem uma segurança ali, que trabalheiram para oferecer uma segurança para nós, né? Então, gratidão a eles, estamos e salvos aqui, nada nos aconteceu, mas hoje, que bom, posso fechar minha minha porta como uma chave". Então, quando Paulo de Tar fala da ação de graça, é isso, um grande antídoto pro nosso estado de ansiedade, que o mundo moderno, não é, com essas nossas notícias difíceis, guerra fria, guerra quente, nos deixa em estado de insegurança. Diga, Léo, e aí, para onde vamos? Vamos, vamos pelo o ponto que você já começou que assim você trouxe já a ansiedade para um lugar para um lugar próprio, né? Assim, a ansiedade não é só tema de uma ansiedade patológica que passa do ponto, que adoece. A ansiedade é uma coisa natural. >> Uhum. E ao mesmo tempo a gratidão é um
lugar para um lugar próprio, né? Assim, a ansiedade não é só tema de uma ansiedade patológica que passa do ponto, que adoece. A ansiedade é uma coisa natural. >> Uhum. E ao mesmo tempo a gratidão é um remédio para diminuir a ansiedade. >> Muito. >> É isso que você já começou dizendo, que foi assim também que você começa o seu capítulo. Todos nós já começamos a sentir, você começa a ser, né? Todos nós já sentimos ansiedade alguma vez, todos também já estamos acostumados eh a ouvir falar ou a perceber que ela tem várias manifestações. Uma coisa interessante que a gente nunca conversou, mas agora nesse bate-papozinho antes de começarmos hoje, eh, você como clínica percebeu o que eu percebo também como clínico, que é existem duas manifestações básicas da ansiedade, né? uma ansiedade que você chamou de boa. E aí eu falei: "Pois é, isso mesmo, a gente chama, eu chamo de ansiedade, de expectativa, algo bom que vai acontecer, né? E a outra que é ansiedade ruim, ansiedade ruim de sentir. Por quê? Porque a ansiedade apreensiva de que o que vai acontecer vai ser meio trágico, catastrófico. O que que as duas têm em comum? Que é o o comum da ansiedade? Por que as duas são ansiedade? Porque não tem nomes diferentes para essas coisas? Porque as duas te tiram do lugar presente. E a ansiedade realmente tem como característica básica um movimento de inquietação para justamente nos tirar do presente. O medo não é necessariamente o futuro, é uma dificuldade com o presente, né? E esse é um local que o teu capítulo trabalha bastante bem. Acho que é um ponto bom paraa gente poder trabalhar eh a ansiedade como sendo um fenômeno ou a ansiedade boa ou a ansiedade ruim, facilitando a o termo é ansiedade porque nos gera inquietações. Inquietações a tal nível que nos tira mais ou menos do lugar. Às vezes tira tanto, tanto, tanto do lugar, tanta inquietação que você paralisa. Eu queria só explicar uma coisa biológica, Ana. O Parkson treme, né? Mas o Parkson também não tem rigidez. São dois sintomas, tremor e
anto, tanto, tanto do lugar, tanta inquietação que você paralisa. Eu queria só explicar uma coisa biológica, Ana. O Parkson treme, né? Mas o Parkson também não tem rigidez. São dois sintomas, tremor e rigidez. Como é que pode? Porque é como se a rigidez fosse o excesso de tremor. Treme tanto que fica rígida. >> Ah, >> interessante, né? Que interessante. >> Então, biologicamente falando aí, eh, isso para explicar a crise de pânico, por exemplo, ou a ansiedade que faz paralisar, ou sai da crise de pânico, a ansiedade que faz procrastinar, deixar para depois. É tanta inquietação >> que você deixa para depois, você para, é o corpo, existe uma reação biológica nesse negócio, né? >> Nesse sentido é como se fosse para se salvar. >> É como se fosse para se salvar. A invés de ser uma uma reação que tem ansiedade que faz uma reação de de luta. >> Uhum. deixem quieto, agressivo. Aí a ansiedade ela aciona a raiva para proteger. Mas existe essa ansiedade do freezing, essa ansiedade de congelamento, que é também para nos proteger, para passar despercebido. Porque para sobreviver, vou falar uma frase assim, ó, nesse mundo de provas e expiações ou nesse mundo de dores e de sofrimentos, nós temos duas grandes estratégias para sobreviver. ou passar despercebido ou passar temido. Ou a gente sobrevive pelo temor que causamos nos outros ou pela indiferença de passar meio despercebido. Do ponto de vista da nação, coletividade, perceba que as nações ou elas sobrevivem porque ninguém tá vendo, tipo assim, não tem tanta importância, nem escuta fal >> ou sobre é ninguém escuta falar, ou porque você tem o quê? é temido atualmente por bombas. Então as nações se armam. >> Também é uma forma do ponto de vista pessoal. Ou a gente fica temido pelas armas que temos, as cartas na manga e saímos aí colocando medo, ou porque a gente é tão tão assim, tão eh sem notoriedade que passa despercebido. Aí o evangelho nos propõe outro tipo de arma, que é uma arma que une uma um despercebido humildemente e não um despercebido
rque a gente é tão tão assim, tão eh sem notoriedade que passa despercebido. Aí o evangelho nos propõe outro tipo de arma, que é uma arma que une uma um despercebido humildemente e não um despercebido inutilmente e um temido não pelas armas da morte e sim pelas armas da vida, resignação, humildade, silêncio. E aí eu já falo uma coisa que a Joana fala bastante, né, escreve bastante. E aí não foi ela que me falou, nem foi Divaldo Franco quem me falou, é ela que escreveu no livro dela várias vezes, né? A ideia é encontrarmos aquilo que a gente pode fazer e deve fazer, mas também aquilo que a gente deve fazer e pode fazer. Você citou o Paulo Gritaço, ele falava isso numa parte, né? Nem tudo, tudo me é lícito. Eu posso tudo, mas nem tudo me convém. Ou seja, eu posso tudo, mas nem tudo eu devo. Isso a gente já Mas a proposta de Joana é interessante também. Tem coisas que eu devo fazer, mas eu não posso. Ou seja, tem verdades que eu até devo falar, mas eu não posso ainda falar, porque isso vem como uma arma destrutiva. Aí vem o silêncio, a paciência, a resignação. E quando eu encontro aquilo que eu posso e o que eu devo, aquilo que eu devo e que eu posso, aí eu encontro a convergência, que eu gosto de chamar o ego self e uma atitude saudável. Então são outras armas que nós somos convidados, né? Uma arma que alia uma certa descrição com uma certa autorização para poder sair da inquietação da ansiedade que nos deixa às vezes paralisado e agir, né? >> Olha só. Então, a ansiedade pode vir para nos retirar de algo que tá difícil para mim, né? Fiquei pensando na procrastinação. Eh, aquilo tá difícil de eu realizar. Eu posso estar muito agitado para realizar. Então, a ansiedade vem eh ao meu encontro, né, assim, para para eu sair daquilo. Só que isso me atrapalha, né? Aí eu deixo para depois, não consigo realizar, eu fico mal comigo mesmo. E às vezes eu vejo que tem uma ansiedade que vem quando a gente tá com muito medo. >> Uhum. >> Não é? Então assim, em todos esses casos, essa ansiedade, não da
sigo realizar, eu fico mal comigo mesmo. E às vezes eu vejo que tem uma ansiedade que vem quando a gente tá com muito medo. >> Uhum. >> Não é? Então assim, em todos esses casos, essa ansiedade, não da expectativa que é que é boa, mas essa ansiedade que nos nos faz sofrer tanto, como é que é que você chamou? Ansiedade o quê mesmo? >> A ansiedade apreensiva. >> Aiva. Eh, ela vem e ela e eu fico eu fico a reboque dela, né? Eu não consigo mais porque eu fico tentando controlar o que não é passível de controle e já não tenho energia aqui nesse momento presente para poder resolver o que tá na minha frente. Então assim, que que a gente faz quando tá assim, né? Que que você me diz? Que que a gente faz quando tá sentindo isso? nesses momentos, né, de procrastinação, me parece que a grande questão é a prevenção. Prevenção, agir de uma maneira mais preventiva e não só a eh apagando incêndio. >> Ah, tá. >> O nosso psiquismo ele tá muito acostumado >> a fazer só na hora. Só que o na hora a gente não vai ter recursos porque a gente não tá acostumado. >> Hum. Se a gente preventivamente agradece, ou seja, o ato de agradecer, aí que ele já gera um looping, né, que automaticamente quando vem a bronca você sente a dor, sente a encrenca, sente a ansiedade, sente o medo, porque a ansiedade é o medo com sem objeto, né? Um medo inespecífico, um medo geral. >> Uhum. >> O medo do novo. Mas você já tem uma arma, >> tudo errado. >> Hum. Medo de dar tudo errado, medo de tudo acabar. >> É, aí você já tem uma arma, né? Por isso que Paulo de Tor fala em tudo da graça, ação de graças, né? Ação de gratidão em tudo. Não é assim na hora em tudo. Porque aí isso vai gerando um psiquismo, vai gerando um hábito mental, vai gerando recurso emocional. Vou dar um exemplo. Tô aqui com instrumentos atrás. Eh, vamos na época antiga, Ana, nos concertos, existia um espaço para os os concertistas improvisarem. >> Hum. >> E é improvisar é uma coisa que saiu da música erudita, mas existia no passado um espaço que o concertista, o tocador
, nos concertos, existia um espaço para os os concertistas improvisarem. >> Hum. >> E é improvisar é uma coisa que saiu da música erudita, mas existia no passado um espaço que o concertista, o tocador tinha para improvisar em cima da melodia, tal, tal. >> Aí saiu, ficou muito presa a partitura, pá. >> E aí o improviso veio a partir do jazz, né, do jazz, etc. E como eu tive uma formação erudita na música, eu achava aquela coisa de improviso, uma impossível de fazer. Mas aí quando eu fui estudar jazz na guitarra, aí eu fui entender que, na verdade, o improviso é um improviso sobre um terreno construído. >> Hum. E aí foi fácil improvisar, porque eu já tinha o conteúdo musical, já tinha todo o negócio e que eu fui aprender foi algumas escalas sobre as quais a gente improvisa diante do momento. Então o improviso não é uma coisa do novo. O improviso eh utilizar o repertório que já tem. >> Uhum. >> E aí vem a resposta. Não dá para pensar só na emergência se a gente não tem um repertório. Fica muito difícil. Aí é pedir ajuda. >> Eu pedi ajuda. >> O improviso vem a partir de uma disciplina construída, né? >> É, >> entendi. >> Por isso que é por isso que a Mônia fala, né? A disciplina antecede a espontaneidade. >> Com certeza. Com certeza. É esse mesmo caminho, não tem como você criar em cima do zero. >> É um repertório. Isso que Jana deâes fala também na obra dela, muitas vezes preventivamente, porque não é só prevenção. Eu eu dei uma, eu estudei na minha área acadêmica, basicamente prevenção, Ana. Eu fui estudar bem-estar em saúde mental positiva dentro das neurociências para ver o que que a gente poderia fazer paraa prevenção, porque eu tava preocupado comigo mesmo, não tinha ainda tido diagnóstico de psiquiatria. O que que eu posso fazer por mim, rapaz? >> Então, meu estudo de mestrado, doutorado, foi um negócio, meu caminho foi um altruísmo egoístico. >> Entendi. >> Foi um bom combustível para você. >> Foi pensar nos outros pensando em mim. Isso. >> E aí eu faço intervenções de prevenção
rado, foi um negócio, meu caminho foi um altruísmo egoístico. >> Entendi. >> Foi um bom combustível para você. >> Foi pensar nos outros pensando em mim. Isso. >> E aí eu faço intervenções de prevenção com meus alunos, com outros tal, publiquei artigo aí e algumas coisas nem publiquei artigo porque às vezes você faz, você tem um resultado, mas conseguir publicar demora, tal. Beleza? Aí um aluno falou assim: "Mas professor, sabe uma coisa? Uma psiquiatra hoje em dia, eu fico pensando, mesmo que a prevenção que o senhor tá fazendo não consiga ser a prevenção primária?" Que que é prevenção primária? eh, fazer com que o problema não chegue, é a prevenção primária, não ter cá, >> exatamente. Mesmo que não aconteça, ou seja, você tem o problema, tem a car, você tem a prevenção secundária, que é o quê? Buscar ajuda rápido. >> Hum. >> Identificar rápido o problema. >> Uhum. Então, o objetivo preventivo na nossa cabeça é fazer com que a doença não chegue, o problema não chegue. Mas no mundo de provas e expiações, isso não é uma realidade factível em tudo. Alguns problemas não vão chegar, mas sobretudo vai acontecer uma prevenção secundária, ou seja, você identificar mais rápido e ter repertório para poder lidar com isso. E o grande, digo isso porque a grande, a grande vezes que você coloca no seu liv, você traz muita ansiedade, não pro lado patológico, né, que eu acho que é bom, ansiedade nossa de cada dia. E o grande questão é porque as pessoas não querem sentir ansiedade, entendeu? Assim, não quer sentir assim. E a grande questão que eu queria alertar é não é bem isso, é ter repertório para aguentar isso, >> para saber como lidar com isso quando chega, né? Por isso que Paulo de Tá citado fala: "Em tudo dai ação de graças". Essa ação de graças em tudo, ou seja, constantemente o exemplo que você deu pessoal vai criando repertório, vai criando um acaboço de notas, >> vai criando uma disciplina interna que nos dá recursos para podermos lidar com a situação, com as situações. Mas eu
plo que você deu pessoal vai criando repertório, vai criando um acaboço de notas, >> vai criando uma disciplina interna que nos dá recursos para podermos lidar com a situação, com as situações. Mas eu acho que você faz umas perguntas, Ana, que eu queria fazer aqui, ó. >> Uhum. >> Do que estou ocorrendo agora? O que que está tão difícil de aguentar, de suportar, que eu preciso escapar para qualquer lugar só para não ter que ficar onde estou ou resumindo, o que a minha ansiedade diz sobre o que eu estou vivendo neste momento? >> Hum. são as perguntinhas, né, que você mesmo >> essas perguntinhas que eu faço, porque a gente sempre associa ansiedade ao futuro. >> E essas perguntinhas é pra gente poder identificar que ansiedade não aparece só quando tem uma coisa lá no futuro muito boa, muito incrível ou não sei o quê. A ansiedade também acontece para me retirar do aqui e do agora. Então, nem sempre ansiedade é para correr para lá, para onde eu quero. Ansiedade é para ocorrer disso aqui que eu tô vivendo aqui e agora nesse momento. E às vezes quando o nosso corpo não pode ir, não pode sair da circunstância, na mente a gente sai. Eu fico totalmente desatento do que tá acontecendo aqui e a minha alma já tá em algum outro lugar. Então, eh, ultimamente eu tenho percebido como as pessoas vão pro celular em estado de ansiedade, né? traz para cá essa energia. E o que a ansiedade tá fazendo por você é te dando movimento para você realmente sair fisicamente do lugar ou daquilo que tá acontecendo. Então, nesse sentido, o trabalho que a gente precisa fazer com a gente é aprender a ficar, aprender a enfrentar o que tá acontecendo. Então, às vezes tá muito difícil isso aqui que tá acontecendo, uma discussão, uma demissão, um término de relacionamento, ou eu tô passando mal, eu tô vendo alguém passando mal na minha frente. Eu me lemb um dia, minha mãe, já velhinha já, minha mãe já desencarnou, mas antes ela desencarnar, ela tava ali em casa e ela escorregou, mas um um escorrego bobo
alguém passando mal na minha frente. Eu me lemb um dia, minha mãe, já velhinha já, minha mãe já desencarnou, mas antes ela desencarnar, ela tava ali em casa e ela escorregou, mas um um escorrego bobo mesmo, assim, a a pele, imagina assim, a pele do essa pele toda assim abriu como se fosse uma folha. Sabe como se tivesse virada a folha de um caderno, eu nunca tinha visto aquilo, porque na velice a pele fica muito ressecada, né? Eu levei, foi tão grande aquilo, eu não sabia o que fazer com aquilo, eu não sei fazer curativa, eu sou meio ruim com essas coisas, só tinha eu e ela. E eu fiquei parada, ela também. E eu fui na cozinha, gente, cozinha beber água, negócio não senso assim, mas eu não dei conta de ficar olhando aquilo, eu não sabia o que fazer. Aí quando eu tava lá na cozinha guarda assim: "Meu Deus, eu tenho que voltar para fazer um curativo da minha mãe e levar ela no hospital porque eu não sei o que fazer". Aí eu tomei a água, aí voltei, aí peguei uma gás, embolei o braço dela todo, corri com ela pro hospital, mas aquele instante eu não aguentei ficar, eu não eu não consegui encontrar nenhuma solução na hora que eu tava ali. E aí eu saí, eu saí com corpo e tudo, né? Eu fui andar, cozinheir, beber água e voltar, mas aí eu já voltei melhor. Foi rápido isso. Mas olha só o que que é, o que que a ansiedade faz é retirar você, mas ela vem. E o que eu que eu queria dizer é a gente olhar com bons olhos pra ansiedade. Ela vem para te socorrer. A sua alma tá em desespero. A sua alma tá dizendo aqui: "Isso aqui é muito para mim, é demais para mim". Então a ansiedade vem metaforicamente ganhar como um ajudante para te retirar. >> Agora a gente não pode deixar isso ficar constante, não pode deixar isso prolongar, senão a gente também cria um estado crônico de não aguentar nada, de não dar conta de nada. uma vez ou outra faz sentido. A gente não é super homem para saber dar conta de tudo, mas da gente poder ir criando recursos, repertório, como você bem colocou, de soluções de enfrentamento, porque na
uma vez ou outra faz sentido. A gente não é super homem para saber dar conta de tudo, mas da gente poder ir criando recursos, repertório, como você bem colocou, de soluções de enfrentamento, porque na verdade a ansiedade nos retira do enfrentamento, daquilo que para dá muito, muito pra gente poder lhe dar. Então esse esse é o primeiro nível de ansiedade, por isso que eu coloquei essas perguntas, em vez de você ficar achando, eu não tava com pressa de chegar na cozinha, eu não, eu eu queria que não tivesse acontecendo aquilo, minha mãe com braço machucado. Não tem jeito, acontece, né? Então, eh, não tem como não sentir ansiedade, mas o que que eu vou fazer com ela agora? Respira e vamos seguir, né? Então, esse é o primeiro que eu fiz essas perguntas. Sim. Mas olha que coisa interessante, procrastinação, então, pegando a tua fala com o que eu falei, é justamente ansiedade que nos tira da produção, por isso que é procrastinação, né? Nos tira da produção, nos tira da ação. >> Uhum. >> Isso nos leva a procrastinar, porque o grande medo é o medo de falhar. Será que eu vou, será que eu vou dar conta? Então é aquele é o exemplo clássico, Ana, mas eu vou pegar esse teu exemplo aí que é bem bom porque dá para desdobrar em outro aspecto. Mas antes disso, exemplo clássico, é o aluno lá de medicina que fala para mim assim: "Mas professor é tanta coisa para estudar que que ele não estuda, que ele deixa, ele vai pra prova sem estudar, porque tipo assim, ele não vai ser bem, ele não vai tá sendo avaliado. É interessante, né? Indo prava sem estudar, ele não está sendo totalmente avaliado. Pior, me diz assim, pior, professor, seria se eu fosse pra prova estudando, tirasse nota ruim. Aí era era um atestado de que eu sou burro, >> um selo de que eu não sou bom, que eu sou burro. Então eu não estudo, porque aí o que vem é lucroativa, né? Ah, eu não estudei porque eu tirei cinco. >> Isso. O que vem é lucro. Então é interessante, né? Mas por outro lado, olha, eh, veja aqui o teu exemplo,
não estudo, porque aí o que vem é lucroativa, né? Ah, eu não estudei porque eu tirei cinco. >> Isso. O que vem é lucro. Então é interessante, né? Mas por outro lado, olha, eh, veja aqui o teu exemplo, deu uma desligada e fez uma ação, como você chamou no sense, né? Ou seja, sem noção. Eh, mas porque no final das contas você não é enfermeira, você não saber nem que a pele acho que ficou que é isso, né? Que que tá nem conseguiu entender o que era, né? de tão assustador que pareceu. Esse é um áp de você foi dar uma bebida de água, aí depois caiu em si e fez o que era possível fazer. O que foi que eu falei, pedir ajuda. >> Uhum. Uhum. >> A gente muitas vezes acha que aguentar a ansiedade é ficar de forma masoquisticamente sentindo angústia. Não vou aguentar a minha ansiedade. Isso é masoquismo. A primeira lição da ansiedade é: eu não dou conta de tudo sozinho e eu preciso ter humildade para pedir ajuda. Aliás, primeira lição de qualquer tipo de coisa que nos tira de tempo. Qualquer coisa que nos tira de tempo é mostrando assim: "É, tá no trâo de tempo porque eu não dou conta mesmo. Eu tenho essas defesas. Se as defesa não são negativas, elas estão postas em nós para alguma coisa, para nos defender. A questão é viver nela o tempo todo, né? E aí fica muito frágil. Ah, não aguento, eu não aguento. Aí vai ao contrário. Eu começo, não é a pedir ajuda como um sinônimo de humildade. Eu começo a ficar pedindo ajuda como um sinônimo de vitimismo, que foi o outro capítulo, né? Eu fico assim, com certeza que eu sou uma criança incapaz, aí já é o outro lado. Mas no primeiro momento eu preciso entender a minha incapacidade de lidar com a situação e procurar o profissional, que é o que você fez. Vou lá e procura o profissional. Aliás, Allan Kardec fez isso. Ele propôs uma, ele tava propondo um novo conceito, um conceito que não era nem só religião, era uma coisa nova, mas que lembrava uma coisa antiga chamada eh escolas helenísticas da filosofia, que era uma cosmovisão. E aí o baiano Peixinho fala muito bem: "O
ceito que não era nem só religião, era uma coisa nova, mas que lembrava uma coisa antiga chamada eh escolas helenísticas da filosofia, que era uma cosmovisão. E aí o baiano Peixinho fala muito bem: "O espiritismo é uma cosmovisão". porque ele filósofo também, ele sabe que naquela época do helenismo, o histoicismo era cosmovisão. E na época do século XIX você tem uma junção assim que até teve um movimento chamado ocultismo, né? Aí não é à toa que Allan Kardec fala tanto no livro dos espíritos sobre o panteísmo, porque o panteísmo, o primeiro, a primeira escola panteísta era era os era era o estoicismo, era os estoóicos de Marco Aurélio, de Cênica. Veja que cosmovisão interessante. Teve um imperador romano que foi estoico e teve um escravo epicteto que foi estoico. Então conseguia abarcar muitas pessoas. E Leon Deni em alguns livros, eu me recordo, por exemplo, o problema do Ser do Destino da Dor. Ele cita nominalmente Epicteto, o manual de Epiquiteto, porque é um livro que não é de hoje, foi eh relido hoje, mas é um livro antigo, antigo. Era um escravo, né, ex-escravo que virou um mestre de estoicismo, falando das suas experiências, falando de Sócrates. Então, essa cosmovisão espírita pede ajuda quando, olha, a ciência e a religião são duas forças e é preciso fazer uma aliança. Então, não deixa de ser um pedido de ajuda para entender que Deus tem mecanismos que não são só dentro do espiritismo que Deus coloca o negócio. >> Uhum. A salvação. Existe todo um caminho ao lado, né, que são os serineus que ajuda a gente carregar. Então, acho que esse é o primeiro ponto. Paralisa. Depois você, pera aí, realmente com isso aqui eu não tenho recurso para cuidar de minha mãe sozinha. Vai ser uma irresponsabilidade, né? Eu vou ter que fazer o quê? Ten que pedir ajuda. Então é isso. Saber quando pedir, saber também quando pera aí também tá excessivo. Eu tô querendo demais. Até porque às vezes fica um pedido de ajuda só como você gosta de falar. a cabeção, né? Só pro racional, só pra resposta, só pra resposta, só pra
do pera aí também tá excessivo. Eu tô querendo demais. Até porque às vezes fica um pedido de ajuda só como você gosta de falar. a cabeção, né? Só pro racional, só pra resposta, só pra resposta, só pra resposta, explicação, explicação. Aí vai para uma palestra, explicação, aí outra, aí fica levando um, como o residente adora fazer isso. O residente tem vários preceptores, residente de psiquiatria, por exemplo, >> aí ele pergunta uma coisa para mim, >> aí depois na atividade do outro preceptor, sem o preceptor saber, ele leva a mesma pergunta para outra. E aí muitos espíritas fazem isso também. A Ana falou isso, ó, o Léo falou isso, ó, não sei quem falou isso, como se fosse assim, Ana é preceptora, o Léo é um preceptor. Eu vou aí fica só verdade, que a verdade, né? >> Não é, não é ajuda, não é pedido de ajuda, é avaliação. >> Isso aí não fica, >> é uma defesa nacísica, não é, não é verdade, né? >> É verdade. Vamos falar de controle, então, já que você tá falando isso, a gente querendo saber quem é que tá falando a verdade, né? o preceptor A ou B ou C ou médico ou psicólogo, né? A gente tá sempre procurando a verdade. Que bom procurar a verdade é bom. Mas as verdades, às vezes quando a gente fica procurando a verdade desse jeito, sem senti-las, a gente pode ir para um lugar que é do controle, que é um lugar que a ansiedade dialoga bastante. Poder suportar que a nossa vida não está no controle das nossas mãos é um grande aprendizado. A gente quer que aconteça na nossa vida só o que tá na minha cabeça, só o que eu planejei. Então, suportar que a vida é muito mais do que eu quero que aconteça, muito mais, né? Então, quando eu consigo entender essa minha pequenez, não é em fraqueza. nosso lugar de filho de Deus, que nós somos, que existe algo que nos transcende, que coordena as nossas encarnações, aí a gente, nesse lugar mais humilde, a ansiedade cede, porque se eu quero controlar tudo e qualquer coisa fora do meu controle me desestabiliza, eu vou vir em constante estado de ansiedade,
arnações, aí a gente, nesse lugar mais humilde, a ansiedade cede, porque se eu quero controlar tudo e qualquer coisa fora do meu controle me desestabiliza, eu vou vir em constante estado de ansiedade, constante. >> Então assim, eu vou fabricando um sofrimento desnecessário. E aí eu gosto da frase de Jesus: "Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados". Mas essa aflição não. >> Essa aflição que a gente que provoca, porque a gente acha que a gente tem como controlar o mundo, não é dessa aflição que Jesus traz consolo, é outro tipo de aflição. Esse que a gente gera, não é o acontecimento que trouxe, mas é um capricho da nossa alma. Esse só amadurecimento cura. O amadurecimento às vezes meio doloroso, né, Ana? >> Não é, >> não é? Às vezes assim, é amadurecimento que é tocando de miúdos. Às vezes é preciso muita dor, né? >> Às vezes é preciso >> que a defesa teoricamente é o cabeção. Às vezes é preciso muita cabeçada >> pra gente desistir, desistir de controlar. A gente precisa desistir de controlar. Eu não tô dizendo largar, não é isso. É desistir de controlar resultados. O que a gente tem poder é no início da ação. Isso a gente tem poder, começar a ação. Mas o resultado da ação não tá nas nossas mãos. >> A gente precisa poder confiar. >> Mas isso não é uma coisa nova, né? Ah, isso aí tá falando. Mas olha aqui, você bota bem no seu capítulo, que é também o que eu começo o meu livro Jesus. Não vos inquieteis com amanhã. E v e a tradução tá boa, né? Porque eh inquietez, várias traduções colocam inquietez. Realmente, e aquilo que eu falo como psiquiatra, você vê que a grande manifestação, a grande, o grande sucedânio da ansiedade é a inquietação, que nos tira, como você muito bem colocou, do hoje. A inquietação nos tira do agora, do momento, né? Inclusive, às vezes até de lugar mesmo, a pessoa fica de um lado pro outro andando. Aí ele bota: "Não vos inqueteis com amanhã, pois o amanhã se enquietará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal." Então, eu acho, eu sempre gosto de
esmo, a pessoa fica de um lado pro outro andando. Aí ele bota: "Não vos inqueteis com amanhã, pois o amanhã se enquietará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal." Então, eu acho, eu sempre gosto de frisar, Ana, que esse esse enunciado de Jesus está no sermão do monte, junto das bem-aventuranças. Isso já mostra uma visão menos catastrófica sobre nós enquanto humanidade. A ansiedade não é um problema assim só de hoje, é de sempre, porque guerras estão aí, conflitos internos estão aí desde sempre. A nossa realidade ainda é essa. Ainda é essa. Eh, então é um problema desde sempre. Ele coloca lá no Sermão do Monte, ele dá uma autoridade, né, assim, um uma validação, que é a palavra que a gente usa muito hoje, ele valida. Mas ele cuida, ele dá uma sugestão, não vos inquieteis com o dia da manhã. Assim, tem que sair do racional e tem que entrar em algum nível de entrega, porque nessa mensagem, né, ele começa dizendo assim: "Não, será que a vida é mais do que o pão? Não é mais do que a vestimenta?" E logo depois ele fala assim: "Quem de voz?" Acho interessant e acho que é é uma das partes mais psicológicas, porque a mensagem é a parte que ele mais faz perguntas, assim, quer dizer, >> é uma das mais >> faz muitas perguntas, faz o pessoal pensar e depois dá exemplo simples, o lírios do os pássaros dos céus, os lírios do campo, com as metáforas simples até chegar nessa conclusão. Mas ele fala também outra coisa prática assim, quem dentre vós, por mais que penseis, conseguireis aumentar o milímetro da vossa estatura? >> Hum. >> É interessante. Passa a batida essa frasezinha na muitas vezes, porque veja, a gente é espírita, fala do poder da oração, a gente é espírita, sabe dos poderes paranormais da alma, etc. Pá, pá, aí fica uma coisa às vezes quase prepotente, potente dentro do tempo, como se eu conseguisse fazer tudo assim. E ele fala: "Olha, não é que não para pensar, não é que vai ter orar, ele mesmo fala: "Se você tivesse a fé do tamanho do grão de mostarda, diria para a montanha
mo se eu conseguisse fazer tudo assim. E ele fala: "Olha, não é que não para pensar, não é que vai ter orar, ele mesmo fala: "Se você tivesse a fé do tamanho do grão de mostarda, diria para a montanha modificar de um lugar para o outro". Só que ele mesmo diz assim: "Não, o pensamento por si só não consegue mudar uma coisa de uma estatura mínima". Então, olha aí a mensagem que eu eu tenho dito assim muito que o evangelho de Jesus ele é bastante eh completo na psicologia que se propõe e por ser complexo, ele parece paradoxal, porque ele tá dizendo de duas facetas da fé, da emoção, do pensamento. Não tô falando só de pensamento, não, de fé, de emoção. uma fé que muda as montanhas, ou seja, muda uma realidade externa e outra fé que se resigna, ou seja, não muda a realidade externa, muda a realidade interna. >> Uhum. E é importantíssimo, eu acho, pra gente poder trabalhar a ansiedade, porque grande parte das vezes, assim, eu recebo, mas não é não é pouca não, acho que quase todas são inquietações, inquietações para mudar o resultado externo, eh, o resultado externo com alguma ação. Se eu fizer, o que é que eu falo para mudar isso? O que é que eu faço para mudar tal realidade? E às vezes é não se inquietar com o dia da manhã. Ou seja, Jesus propõe o fazer no fazer. >> Isso >> complexo, né? >> É tão bacana que você tá dizendo assim. Eh, significa que a gente tem que criar um estado de confiança numa coisa. Eh, eu acho que a gente queria, e é legítimo de querer isso, que todas as nossas ações dessem certo, né? Você vai fazer uma palestra, você quer fazer uma palestra legal. Você vai educar um filho, você quer educar direito. Você quer ir numa festa, você quer que todo mundo te ache bonito na festa. Sei, né? Você quer fazer um concurso, você quer passar. Eu tô dando aqui exemplo do que que nos traz as ansiedades. Eh, é natural, é justo, é legítimo a gente querer resultados bons para tudo que a gente eh empreende, energia, tudo aquilo que a gente planeja. Mas sabe o que que eu acho que a perspectiva
ansiedades. Eh, é natural, é justo, é legítimo a gente querer resultados bons para tudo que a gente eh empreende, energia, tudo aquilo que a gente planeja. Mas sabe o que que eu acho que a perspectiva espiritual pode nos ajudar numa coisa? >> Uhum. >> É quando a gente entende assim, a gente tá tomando meios, tornando meios fim. Por exemplo, eh, educação do filho, né? Da ansiedade. Isso. Será que eu vou educar direito? Será que eu não vou? Será que vai dar certo? Será que, né? Eh, mas pera aí. A educação do seu filho é meio, porque a finalidade é outra coisa. A finalidade é o desenvolvimento moral dele, o seu desenvolvimento moral, que tem muita encarnação pra frente para acontecer. A gente tá em uma delas. Agora, se eu trocar, tornar assim a educação do meu filho, a finalidade da minha vida, pronto. Aí você vai entrar num estresse, porque tem que dar certo até você morrer, né? Eu mesmo que a minha mãe tinha uma desatença com a minha irmã e ela falava: "Minha filha, mas eu vou desencarnar assim, brigada com a sua irmã." Eu falei assim: "Mãe, tem outra vida. Se não der tempo na próxima. Calma, mãe, >> né?" Então é isso, é meio e fim. Tá bom que a gente não vai deixar para depois, mas há coisas que vão ficar para depois, sim. Então, quando eu vou fazer um trabalho terapêutico com grupos, vou coordenar um trabalho grande, eu vou fazer uma palestra, eu tenho que entender que ela é meio, ela não é fim. Então eu vou paraa palestra, por exemplo, eu tô a serviço de Jesus aqui. Não é a serviço da Ana Teresa, nem a serviço das pessoas que vão assistir. Porque se eu começar a achar que eu tô a serviço da Ana Teresa ou das pessoas, eu vou entrar numa ansiedade que aí não vou conseguir nem falar, porque tem que dar certo paraa minha imagem ficar salvo. Agora, se eu entender que eu tô a serviço de Jesus, a palestra que eu fizer com tudo que eu tenho vai tá bom, vai alcançar quem tiver de alcançar. Eu não controlo isso. Eu não tenho que ganhar parabéns, nem que ganhar prêmio. Tá tudo no seu lugar. Então, quando eu
ue eu fizer com tudo que eu tenho vai tá bom, vai alcançar quem tiver de alcançar. Eu não controlo isso. Eu não tenho que ganhar parabéns, nem que ganhar prêmio. Tá tudo no seu lugar. Então, quando eu educo o meu filho, eu tô a serviço de Deus aqui, que me entregou esse filho aqui por enquanto. Eu vou fazer uma parte, outras mães farão as outras nas outras vidas. Então, eu me acalmo porque os resultados não estão para mim. Então, eu entendo que a ansiedade ela tá assim. Quando a gente entende, troca meio com fim e a gente quer resultado XPTO, esquece da vida espiritual e do progresso espiritual que a gente tá, aí a gente fabrica ansiedade. Eu gosto de falar o seguinte: mãe pode muito, mas não pode tudo. Um psicólogo como eu, eu posso muita coisa, mas eu não posso tudo. Se a gente vai entendendo isso, eu posso muito, mas eu não posso tudo. Eu vou entendendo o meu lugar, sabe? E aí, nesse meu lugar, ah, eu agradeço. Pronto. Aí eu acho que a ansiedade pode estar num lugar administrável, né? Administrável. >> Administrável. Perfeito. Você traz uma carta de Pedro. E eu gosto de Pedro. Gosto muito de Pedro porque é uma transformação profunda sem deixar de ser o que ele é. E ele coloca nessa carta, hum, >> lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em nosso Pai celestial, porque o divino amor cogita do bem-estar de todos nós. Vê Pedro junto com os discípulos que perguntou onde vai ser criado o reino de Deus na terra uma vez. Aí Jesus disse: "Está dentro de vós, não vai vir com as, não vem com as coisas externas". Mas depois que Jesus ressuscita, ou seja, o fenômeno de materialização numa explicação espírita, eh, e convive 40 dias, no início do Atos dos Apóstolos, segundo capítulo ali, também Lucas escreve que os discípulos não ficaram empolgados, não. Agora vai vir o reino de Deus. Eu costumo. E aí agora já é o Pedro mais idoso fisicamente, mas não só fisicamente mais idoso, mais maduro, mais maduro. Fala, olha, ele queria, né? Até porque Jesus falou: "Olha, você sobre ti edificarei a minha igreja". Aí
á é o Pedro mais idoso fisicamente, mas não só fisicamente mais idoso, mais maduro, mais maduro. Fala, olha, ele queria, né? Até porque Jesus falou: "Olha, você sobre ti edificarei a minha igreja". Aí ele deve ter, né, pensado >> e não tinha daquela dimensão do que ele estava destinado, não tinha como sonhos, né? Acho que muito bonito assim o último livro que ele da Amélia Rodrigues, a flores no caminho. Muito bonito. Tem Pedro ali várias vezes, conversas de Pedro na intimidade com Jesus e muitas inquietações humanas. Beleza pura. E aí a a solu a a solução que não é assim de tirar remédio, né? Porque a gente o psiquiatra tal falando que a solução, já pensar: "Ah, vou parar meu remédio, doutor." Não, quem toma remédio não é isso que eu tô dizendo. Quem não toma também não tô dizendo que não vai tomar. Eu tô falando uma solução transcendente >> realmente a perspectiva >> da reencarnação, a perspectiva da imortalidade e a perspectiva da confiança em Deus. Queria, Ana, eh, trazer duas dois conceitos assim que até queria que fossem meus, mas realmente não foram. foram de um espírito psiquiatra que foi também cristão, que foi também sobre isso. Ele fala assim, ó, a fé é uma ciência, pois traz a consciência uma convicção. A fé não é razão, mas aliança entre a razão com a emoção. Então, a fé é uma ciência, ou seja, nos traz consciência. Então, é uma ciência. Mas o que eu acho interessante é que o jogo da palavra não é razão, portanto não é cabeção, né? É convicção. É uma coisa diferente. Quando eu falo de convicção, eu tô falando de alguma coisa mais emocional também. E outra que ele escreveu, falou assim: "Confiança é fiar, é confiança é tecer fios com Deus". Que bonito, né? confiança se vincular no tecer, no tear de fios, né? Piar é dar uma fiança, afiançar >> isso >> na contabilidade divina. >> É muito importante isso. É muito importante. Então, a gente vai estar fazendo um soluções eh pseudoespiritualistas, mas muito fisicalistas ainda, muito pensando no só aqui agora. Não tô
ade divina. >> É muito importante isso. É muito importante. Então, a gente vai estar fazendo um soluções eh pseudoespiritualistas, mas muito fisicalistas ainda, muito pensando no só aqui agora. Não tô dizendo que é para ser masoquista, venha sofrimento, porque eu também já escutei isso, viu, Ana? Várias pessoas me perguntando, mas veja, eh, isso que eu tô passando, especialmente do ponto de vista emocional, isso aí é uma expiação. Então, se eu tomar um remédio, eu vou est fugindo da expiação. Aí, mas quando é que você leu isso? Não, porque aí eu falei, aí eu fiz uma imagem assim, veja, se você agora, o exemplo da Ana, uma uma ferida exposta física, se a Ana falasse assim, não é expiação, eu vou ter que sofrer se não buscasse ajuda, não tava meio esquisito isso não. Tava meio esquisito. Não era espiritismo, era esquisitismo, né? Era um esquisitismo, não era espiritismo. >> É verdade. >> Então é mesmo raciocínio. Se Deus colocou na ciência toda uma modificação, sabe, todo um avanço que não cura, que traz efeito colateral, que não é perfeito, mas bicho, é o que tem. >> Uhum. Inclusive a gente tem quear todo o avanço tecnológico medicamentoso da ciência, porque isso atrapalharia a expiação. >> Pois é. É um pensamento muito muito, mas é muito disseminado. Por isso que eu tenho falado assim, e veja, não é, eu sou espírita, mas quanto espírita eu estou aliado com a ciência, né? Então é muito importante assim de de perceber que não é a gente não tá falando para ficar, pelo menos eu não acho isso masoquismo, mas acho que é uma um efeito colateral também de algumas psicologias que eu acho que não é psicologia, é psicologismo. São as psicologias do Instagram hoje em dia, né, velho? >> Ai meu Deus. é um problema, mas eh é um negócio assim muito atrapalhado, né? As pessoas tem aí fica uma coisa muito cabeção mesmo. Não não tem forma. Fica um negócio uma sinceramente fica uma confusão. >> É. E não tem >> fica uma confusão. Tá uma confusão, né? Tá uma confusão. Aí não tem como não
ca uma coisa muito cabeção mesmo. Não não tem forma. Fica um negócio uma sinceramente fica uma confusão. >> É. E não tem >> fica uma confusão. Tá uma confusão, né? Tá uma confusão. Aí não tem como não ficar com inquietação, com tanta confusão. >> Aí tá pedindo para ficar ansioso. Muito bem. Então é pra gente respirar, né? é para gente respirar, a gente poder eh conseguir controlar também, fazer uma mediação, controlar uma palavra boa entre a pressão do mundo e as pressões internas que a gente tem, o nosso desejo de perfeição, o nosso desejo de progredir. A gente precisa aprender a dialogar com essa nossa prece interior e essa pressão externa por ações, resultados e performances, principalmente, né? A gente tem casos de suicídio inúmeros por pessoas que, por não atingir a performance escolhem viver, né? Então, a gente precisa poder eh entender que amadurecer, crescer emocionalmente, espiritualmente, a gente aprender a manejar isso, as pressões do mundo e essa interna que a gente já tem, né, da nossa estrada. Então, confiar em Deus acaba sendo um elemento importante para diminuirmos mesmo as ansiedades boas, né? Porque a ansiedade, por exemplo, a ansiedade de evoluir que você trouxe é uma ansiedade boa, né? A ansiedade de de melhorar é uma ansiedade boa, mas tudo que tira demais do presente, >> tá? Não é porque esse é o conceito. Acho que o capítulo do teu livro coloca, tenta trabalhar sobretudo essa ideia, né? E óbvio, a ansiedade tem várias facetas, mas essa ideia é importante. Tudo que tira demais do presente, mesmo sendo no desface de uma expectativa boa, qual seja evoluir, se nos tira do presente, se não faz com que a gente esteja presente, agindo, amando, fazendo o que dá, isso acaba sendo uma armadilha do nosso eu, né? Uma armadilha da nossa mente, né? Isso, isso aí, tudo que nos retira do presente, porque Deus nos oportunizou a vida corpórea paraa gente aprender aqui e agora na vida corpórea, tudo que nos for possível. Se a gente tá indo paraa frente ou para trás no tempo
nos retira do presente, porque Deus nos oportunizou a vida corpórea paraa gente aprender aqui e agora na vida corpórea, tudo que nos for possível. Se a gente tá indo paraa frente ou para trás no tempo com a sua alma, nós estamos desviando do nosso destino. Ô querida, você trouxe algum exemplo aí que eu queria a gente dedicar uns finalzinhos assim para os trabalhadores. Você, eu já vi você falando algumas vezes assim, rapaz, se eu for ficar pensando em tudo, eu não fazer, eu não vou fazer a palestra. tem que entregar a Deus, a saber quem eu tô a serviço. É muito importante isso, Ana, você trazer, porque vamos pensar assim, enquanto espiritismo aí, tá para o público, eu queria trazer para os trabalhadores, para os dirigentes, assim, qual pressão também que a gente tá fazendo um contra os outros, >> que vigilância do ego alheio também, né, que a gente tá fazendo. qualquer não é qualquer história que a Ana conte, ela tá falando de si mesma, tá fazendo autopropaganda, tá fazendo autobiografia, será? >> Uhum. >> Mas aí o pior que às vezes o colega nunca fez uma palestra, nunca se expôs. Ele pode ser um bom dirigente, mas ele nunca fez uma palestra, né? Então eu também enquanto palestrante, será que eu também tenho condições de ficar falando totalmente como é que deve dirigir, se eu também nunca fui um dirigente? >> Uhum. Uhum. Existem espaços e eu acho que a gente, isso se reflete assim no no como as pessoas e ficam angustiadas e aí a gente vê os trabalhadores adoecidos. Aí fica preocupado em trazer novas pessoas pro movimento e quem já tá >> Uhum. >> que precisa de ajuda, precisa dessa inquietação, né? Dessa ajuda assim paraa inquietação. Aí eu diria assim: "Faça." >> Aham. >> Faça, né? Vá lá e faça, né? Vá lá e faça. A gente vai aprender vivendo, né, Ana? >> Isso. Porque se se a gente achar que só pode fazer já na perfeição, onde é que começa os primeiros passos, né? Eu comecei a fazer palestra, não são boas as minhas primeiras palestras, não. Elas estão ficando boas agora. Mas há quantos
ue só pode fazer já na perfeição, onde é que começa os primeiros passos, né? Eu comecei a fazer palestra, não são boas as minhas primeiras palestras, não. Elas estão ficando boas agora. Mas há quantos anos eu levei para chegar nesse ponto que eu tô hoje? Muitos, né? Mas tem duas coisas que eu precisei trabalhar em mim. a comparação, porque é muita gente eh falando e eh eu aprender a não entrar no rol da comparação. >> Uhum. Não existe ninguém que fale como eu, porque não tem ninguém que tem a minha experiência que eu, como não tem ninguém que fale como Léo, porque não tem ninguém com a experiência do Léo. Então, poder entender o valor do singular, aí a gente sai da comparação. >> Em outras palavras, isso nos dá muita ansiedade, porque se eu comparar, eu já saí da presença. >> Isso, >> né? Toda vez que eu me comparo com Léo, com João, com a Maria, com José, com qualquer um, eu já saí da Ana Teresa. E todo o nosso entorno, ele promove a gente sair da gente. Então, a gente precisa fazer a contraonda, que é voltar para cá. Mas esa aí, para que que eu vou fazer a palestra? Para quem? Em nome de que, a serviço de quem eu estou? Para quem que eu vou atender? Quando eu comecei minha vida profissional, tinha uma coisa de ser eh psicólogo de eh trabalhos motivacionais em empresas, né? Eu não consegui muita coisa, eu comecei e depois eu saí porque foi muito difícil para mim, porque eu me sentia a serviço da empresa, mas eu tava trabalhando com os funcionários. Então aquilo deu um nó na minha cabeça, porque aquilo que eu considerava que era o melhor pros meus pros meus pacientes ali, né, que eram eles, eh não era o que a empresa queria que eu fizesse para eles. Então eu saí desse mundo corporativo. Assim, para mim não foi possível isso, porque eu não me senti a serviço do Cristo. Então quando eu me sinto a serviço do Cristo, onde quer que eu esteja, eu saio desse lugar comparativo e personalístico, sabe? É um bom lugar quando você se sente a serviço de Deus, a serviço do Cristo,
tão quando eu me sinto a serviço do Cristo, onde quer que eu esteja, eu saio desse lugar comparativo e personalístico, sabe? É um bom lugar quando você se sente a serviço de Deus, a serviço do Cristo, porque você se retira, sabe, eh, de ponto de referência ou de comparação ou e não coloca ninguém nesse lugar. >> Então, eu acho que é um exercício, como você falou, precisa de um repertório, né? A gente vai treinando isso, treinando isso. Começou a ficar muito difícil a educação do seu filho, pensa, você tá a serviço de quem? dele, do filho, não. A seu serviço também não. Nós somos muito pequenos para entender a finalidade da educação daquele espírito. Então assim, a gente vai, sabe, >> tem >> tomando decisões bem melhores paraa nossa vida, né? Ah, você foi chamado para um grande cargo na sua empresa. Pensa, se eu assumir esse cargo, eu tô a serviço de quem? Aonde? Quais consequências, né? Isso me colabora pro meu crescimento espiritual, não é do seu bolso. >> Eu lembro de algumas jovens assim, eu tô querendo trazer pro nosso movimento, pro nosso centro, pro pra nossa intimidade, porque eu lembro de muitos jovens, lembro de uma jovem me conversando assim: "Puxa, tanta cobrança, tanta tensão e não sei o quê". e falando todos os problemas do Centro Espírita e ela eh acho que vale a pena ver a criança ferida, tá? A live que a gente fez aqui, né, em programa da criança ferida que tá a consequência agora hoje. Eh, então ela tá falando das feridas dela, do excesso de cobrança que ela teve enquanto criança espírita, jovem espírita. Isso é uma coisa que a gente não pensa. Onde é que tem esses jovens que tava? Eu vi muito contato. Onde é que estão? Ah, debandou, bota tudo culpa no jovem. Será? Eu eu converso com muitos e vejo o excesso o excesso >> de expectativa de cobrança mesmo, né? Aí, mas será que também sair da casa, fugir, sair? É preciso às vezes sair como o filho pródigo, mas será que ele já não tá na hora do retorno? >> Será que hoje você não tem mais maturidade para pensar assim: "Mas eu
também sair da casa, fugir, sair? É preciso às vezes sair como o filho pródigo, mas será que ele já não tá na hora do retorno? >> Será que hoje você não tem mais maturidade para pensar assim: "Mas eu também tenho maturidade para ser a mudança no mundo que eu quero observar." Não dá para mudar o mundo, mas eu posso ali mudar a realidade do centro espírita, a realidade do trabalho que me confiar, a realidade do meu entorno, porque senão você também espírita tá deixando para fora do teu lugar a responsabilidade de uma arma potente, que é o espiritismo. Essa arma que tem uma potência de proteger muito a nós mesmos, outras pessoas. Então, será que não tá no tempo do retorno de olhar essas feridas e a gente poder aguentar juntos as perturbações, orar um pelo outro? Não é assim uma fraternidade >> sei idealizada, idealizada. Somos todos irmãos e não sei. Isso é muito tópico. Isso não é para hoje, mas é fazer a proposta de Jesus. Amai-vos uns aos outros. E Joana de Angeles diz: "A paciência é uma forma de amor." Quando ela escreve no livro, no Evangelho Segundo Espiritismo, sobre a paciência como espírito amigo, a paciência é uma forma de caridade. Paciência com você, paciência com o outro. Aí você vai aumentando a capacidade de tolerância, porque você não entende. Mas não preciso entender para amar. >> Uhum. >> Eu preciso amar. Então são exercícios que eu queria fazer com em convite para a nossa movimentação espírita para dizer assim: congressos, eventos são momentos poéticos importantes em que os espíritos nos ajudam, mas espiritismo, cristianismo se constrói na intimidade do coração, porque o reino de Deus está dentro de nós e ele está construído na intimidade das células básicas. Óbvio, hoje temos a rede social como um grande avanço que nos ajuda a ampliar, mas é preciso conviver. Perceba assim, Ana, que eu tô falando isso, mas veja que trago aqui Ana, Sérgio, Ivana, abre espaços para convite. Por quê? Porque o espaço é nosso, é de Jesus. Isso. >> Nenhum espaço, nenhum espaço que nós
a assim, Ana, que eu tô falando isso, mas veja que trago aqui Ana, Sérgio, Ivana, abre espaços para convite. Por quê? Porque o espaço é nosso, é de Jesus. Isso. >> Nenhum espaço, nenhum espaço que nós consigamos dentro da movimentação espírita e dentro da vida é nosso. É só um empréstimo. E a gente precisa realmente levar isso a sério para que a gente possa ajudar a diminuir nossas inquietações de perda. Ninguém perde. Ninguém perde na contabilidade divina só ganha. >> Isso. >> Como disse Emanuel, que você trouxe muito bem aqui, Ana. Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa, estantificante, mas por desesperado, sem remissão. Dai graças. A dor de Jana de Angeles é uma bênção. A dor é uma bção. Só insistindo, trabalhando, persistindo, estando presente. Ontem eu estive num local falando, Ana. Aí a dirigente me viu nascer mesmo. Ela me viu na na barriga de minha mãe. >> Eu aceitei o convite para poder, né? >> Fiz um esforço danado por ela. Eu falei: "Olha, deu um abraço, rapaz. me sentir abraçado pela espiritualidade. Casa tava cheia, muita gente que não era da casa, ela ficou assim feliz. Falamos sobre ansiedade, felicidade. Eles não queriam ir embora. Era para ser 3 horas, queria ficar 3 horas, 4 horas, porque nós estamos sedentos, rapaz, >> muito conversa que que eh responde as minhas perguntas. Eu tava aqui pensando, se a ansiedade nos retira, estamos vivendo tempos ansiosos, é que a gente tá com dificuldade de enfrentar o que é, né? >> É >> ficar aqui agora eu e você, vamos melhorar, eu e você aqui. O que que não tá legal? Eu e você aqui na nossa casa espírita não é você ir embora da casa porque a casa não atendeu os seus desejos. Cara, senta aqui, o que que é que não tá legal aqui? Que que você pode sugerir melhorar? >> Vamos juntar, né? Vamos nos juntar. E eu lhe digo assim, já que você falou de umas coisas com palhando, eu vou dizer, rapaz. Eu falei assim para Paola ontem, poxa, eu me senti tão abraçado pela
ar? >> Vamos juntar, né? Vamos nos juntar. E eu lhe digo assim, já que você falou de umas coisas com palhando, eu vou dizer, rapaz. Eu falei assim para Paola ontem, poxa, eu me senti tão abraçado pela espiritualidade, quantas vezes eu não me sinto, chego num local, puxa, não mereço isso. Minha meu, minha criança reencarnatória de erros ainda époa, querendo dizer assim, você não é digno >> isso. >> E os perseguidores, os obsessores encarnados, eu já contei dois assim, mas não quero nem mais contar para não saber que tem muito. Tem dois. >> Carimba essa percepção, né? >> Aí carimba, amplifica, amplifica. Então é importante entender, mas poxa, os benfeitores estão aí, cara, e você se sente bem. E aí essas essa senhora, né, 74 anos lá, o centro espírita, realmente ela me viu no berço, eu ia pra casa dela pequenininho, né? O o filho dela médico hoje. Foi tão legal o abraço que eu dei nela, que eu que ela me deu. Eu falei: "Olha, estou aqui". hoje que o meu vínculo nem é muito com a instituição, é com ela. Eu convite porque eu sabia que era dela. Eu falei: "Eu vim aqui por você, de um abraço para lhe dizer, continuar para lhe parabenizar, para agradecer. E é isso, sabe? Senão não não fica muito performático que nós esquecemos a essência, né? Estamos a serviço do amor, né? Quando você fala assim do abraço, é como se o abraço te dissesse assim, eh, você não é só as dificuldades, né? Você é também tanta coisa boa. >> É como se a gente se lembrasse que a gente também é bom. >> E literalmente, Ana, ela falou assim, eu queria, eu vou insistir nessa contada porque ela falou assim, ficou tão, ficou tão guardado, né? Foi ontem, então eu vou compartilhar, é bom compartilhar coisa boa. Ela falou assim: "Eu vi Léo no berço e ela falou assim: "Ele era um menino tão lindo". Aí eu fiquei olhando, mas ele tá bonito ainda. É tão bom, rapaz, você falar para as pessoas que não tão desconfiadas de você, que tão assim, é, felizes. >> Uhum. É tão bom, eu queria dizer assim, enquanto trabalhador, é tão bom falar
bonito ainda. É tão bom, rapaz, você falar para as pessoas que não tão desconfiadas de você, que tão assim, é, felizes. >> Uhum. É tão bom, eu queria dizer assim, enquanto trabalhador, é tão bom falar para pessoas que não estão desconfiando, não estão lhe testando, estão assim, é que agradecendo que bom, felizes pela sua trajetória. Não estão esperando o momento que você vai cair, mas torcendo para que esse momento não chegue. >> Isso. Isso aí. E colaborando para que esse momento não chegue. E se chegar tem abraço para você. tem abraço. É importante, eu acho que é importante a gente colocar isso porque tá na nas entrelinhas do movimento espírita e nessas guerras. Essa é a bandeira da paz, >> o acolhimento, né? >> Essa é a bandeira da paz, o abraço, o acolhimento. Querida, então, nessa nessa possibilidade que o seu capítulo nos trouxe de refletir sobre essa ansiedade de forma mais pessoal, o que é que a ansiedade fala de nós, né? que convite que nos rendeu aí um papo tão agradável, né, tão acolhido, tão bom que eu queria que você pudesse encerrar com a nossa presença e agradecer mais uma vez a sua presença. Então, nós agradecemos aqui a mansão do Caminho que nos oportuniza esse encontro tão nutritivo pros nossos corações, ao Léo e a equipe que torna isso tão possível, tão viável, tão amoroso, que essa casa, que a mansão do caminho é um ponto de luz, continue a sua tarefa franciscana de trazer o sentimento de fraternidade para todo aquele que se aproximar. Quero agradecer esses instantes de conversa que enche o nosso coração de esperança. A doutrina espírita, ela é consoladora porque nos lembra quem verdadeiramente somos, de onde viemos e para onde vamos. que possamos fazer uma jornada espiritual mais calma, mais serena e profunda. Que assim possa ser, Senhor. Abençoa-nos o dia de hoje e sempre.
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