Momentos Evangélicos com Leonardo Machado e Ana Tereza Camasmie • Ansiedade e Felicidade
Palestra doutrinária realizada no Cenáculo da Mansão do Caminho, todos os sábados, com transmissão ao vivo. #espiritualidade #espiritismo #evangelho #deus #jesus #ansiedade #felicidade
Queridas irmãs, queridos irmãos, a paz do Mestre Jesus nos nossos corações. Cumprimentamos a todos que nos acompanham aqui no modelo presencial. mas também todos aqueles que estão nos acompanhando virtualmente. Cumprimentamos a TV Mansão do Caminho, a querida Ana Teresa, Leonardo Machado, que estão aqui conosco, para nós darmos continuidade nessa palestra agora da noite com perguntas e respostas que colhemos nos blocos anteriores, nos módulos anteriores do nosso seminário. Iniciaremos então com a nossa prece. Senhor e Mestre Jesus, a tua presença envolve-nos e preenche-nos o íntimo. sentirmos as tuas vibrações. Paz que vem de ti. Robustece-nos em ânimo e coragem para seguirmos em frente, vencendo os obstáculos, superando as adversidades e buscando cada vez mais a melhor versão de nós mesmos. Como somos gratos, mestre, pelas sugestões inspirativas que advém através dos mensageiros espirituais, sob o teu comando, sobre o teu amor, que vão nos conduzindo nestas instruções de enlevo para que de forma gregária, unidos, consigamos alcançar perspectivas de avanço, de progresso, nessa união que compõe o aparar de arestas, que perpassa pela convivência salutar e a busca de entender, compreender as diferenças. Nestes instantes que elegemos reforçar ainda mais o nosso contato contigo. Abençoa-nos, Mestre, para que o nosso aproveitamento seja profundo, legítimo e assim a nossa escolha possa respaldar. a nossa transformação que é processual e que exige de nós a paciência, o cuidado, o amor. Permanece conosco, mestre, sempre. Gratidão imensa por tudo. Sempre. Assim seja. Iniciamos esse nosso momento. Iniciamos esses esse nosso momento trazendo dois avisos pra gente deixar registrado, tanto a gente tá aqui no presencial quanto aqueles que nos acompanham, anotar esse compromisso. O primeiro deles é que na próxima semana nós vamos estar aqui de novo com algo bem interessante que vai acontecer. Vamos ter um instante aqui de cine, de um diálogo acerca desta obra Itacartaz de Valdo Franco, mensageiro da paz.
óxima semana nós vamos estar aqui de novo com algo bem interessante que vai acontecer. Vamos ter um instante aqui de cine, de um diálogo acerca desta obra Itacartaz de Valdo Franco, mensageiro da paz. E vai ser o encontro dia 16 de agosto, que é o próximo sábado, a partir das 17 horas. Então, a gente tem o cine debate das 17 às 18. Depois a gente tem o intervalo, a gente retorna às 19 e nós ficamos juntos das 19 e às 21 assistindo essa preciosidade. Nós vamos estar aqui com o Cloves Melo, o Adilton Puglies, o Jonas Pinheiro e também com a nossa participação. Então será um momento de comunhão, de trocas, mas de muita emoção, de muito sentimento e de muita gratidão. Então vocês estão mais do que convidados para que possam compor conosco esse momento. E o outro convite é lá para novembro. Então nota aí também, deixa registrado, é que nos dias 8, 9, é isso mesmo? Isso mesmo. Dia 8 e 9 de novembro desse ano, nós vamos ter as forças da alma na perspectiva de Joana de Ângeles, pensamento, sentimento e vontade. É o terceiro congresso espírita Joana de Ângeles. Então a gente já deixa anotadinho aí também para poder participar conosco desse momento que vai trazer reflexões profundas acerca dessa temática as forças da alma. Nós vamos começar aqui, dar continuidade aqui às perguntas, mas a Ana quer nos trazer algo antes e logo em seguida a gente vai conversando e trazendo as perguntas que nós colhemos aqui no módulo anterior durante a tarde sobre ansiedade, felicidade, esse tema que foi tão instigante, tão interessante para todos nós. Então, a gente vai continuar a nossa nossa conversa aqui. Mas antes de responder as perguntas, me ocorreu de falar para vocês aqui uma coisa. Quando a gente assiste uma palestra, um seminário, a gente conquista um monte de entendimento. E a doutrina espírita ela é assim, ela vem trazer clareza, ela vem trazer um ponto de vista diferente, ela vem ampliar a nossa perspectiva, mas tem um outro lugar em nós que é a dor. Então, o entendimento sozinho, ele não
ela é assim, ela vem trazer clareza, ela vem trazer um ponto de vista diferente, ela vem ampliar a nossa perspectiva, mas tem um outro lugar em nós que é a dor. Então, o entendimento sozinho, ele não dá conta da dor que a gente sente. Então, eu já entendi que eu nasci desse pai e dessa mãe e que essa história é assim. Eu já entendi que eu sou reencarnante. Eu já entendi que eu tô aqui para evoluir, para crescer. Isso tem uma velocidade maior, a gente entende muito rapidamente. Mas uma outra coisa é o tempo que a gente vai levar para cuidar das dores que a gente tem no coração. E nós temos muitas dores velhas. Se você prestar atenção, tem um monte de dor velha na sua alma. Você precisa olhar para elas e deixá-las ir. Mas não é negá-las, não é colocar sobre elas explicações, porque não é assim que a gente cura o que dói. Então a gente precisa entender que os nossas as nossas compreensões racionais, explicativas, elas são ótimas, mas eu preciso fazer um trabalho com as dores que eu tenho no meu coração. Então, o entendimento vai iluminar o seu modo de lidar com a sua dor para você sair da vitimação, para você sair do lugar de menos valia, para você encontrar um lugar de força e curar tudo aquilo que você merece, né? Porque quando a gente começa a curar as nossas dores, a gente ganha força, vitalidade na vida. O que retira a nossa energia, a nossa força na vida, é porque há um grande gasto energético guardando ressentimentos, mágoas, dores não resolvidas, sonhos mortos armazenados no porão do nosso coração. Então, a gente hoje tá conversando sobre ansiedade, felicidade, né? A gente precisa abrir passagem pra felicidade chegar. Acho que a gente já tá na hora de fazer esse movimento. Era isso que eu queria completar. Só relembrando que hoje é o lançamento dessa obra Ansiedade, felicidade, autoria do Leonardo Machado, Leal Editora, e aqui está disponível para que a gente possa acessar esse conteúdo, esse ponto de orientação para que nós lidemos na prática com esse tema que é
felicidade, autoria do Leonardo Machado, Leal Editora, e aqui está disponível para que a gente possa acessar esse conteúdo, esse ponto de orientação para que nós lidemos na prática com esse tema que é tão importante, tão atual. E renovamos também a nossa divulgação acerca da presença espírita nesse bimestre, a comemoração dos 73 anos da Mansão do Caminho, que foi fundada em 15 de agosto de 1952. Então, está aqui a revista nesses dois formatos, presencial, física aqui e também virtual. E aí vamos começar trazendo a primeira pergunta pro Leonardo. A gente teve aqui várias perguntas. perguntas muito boas e a gente queria trazer pro Leonardo uma mescla desse assunto da ansiedade na questão espiritual. Então, há perguntas sobre a vinculação da ansiedade, a relação direta da ansiedade com a obsessão e também a relação direta da ansiedade com a mediunidade. Tem a ansiedade uma vinculação com esse aspecto espiritual? Sem sombra de dúvida. Eh, esse é inclusive um dos aspectos que passa muito batido na análise sobre a interface saúde mental, psiquiatria, espiritismo. Porque muitas vezes nós fazemos as interfaces pensando em quadros mais graves, como esquizofrenia, como psicose. E se pudéssemos didaticamente facilitar o entendimento, pegaríamos Allan Kardec na divisão que ele propõe de obsessão simples, de obsessão por fascinação e obsessão por subjulgação. Se a gente pensa na obsessão por subjção, a vontade da pessoa está subjugada. Então você vai ter muitas vezes a interface com quadros muito graves, tipo catatonia, por exemplo, quadros eh muito graves de depressões, em que a pessoa fala assim: "Eu não consigo sair da cama". É como se uma força me paralisasse. Se eu penso na fascinação, Allan Kardec nos coloca que é a paralisia da razão. Então, a fascinação tem muita semelhança com a descrição do delírio. E o delírio pode acontecer em depressões graves com sintomas psicóticos, pode acontecer no transtorno bipolar, pode acontecer na esquizofrenia. São quadros mais graves, né?
com a descrição do delírio. E o delírio pode acontecer em depressões graves com sintomas psicóticos, pode acontecer no transtorno bipolar, pode acontecer na esquizofrenia. São quadros mais graves, né? Mas pode acontecer também a fascinação eh sem gerar uma repercussão muito direta num quadro psiquiátrico ainda. Então é muito difícil tratar fascinações porque em geral ela é tão em brincada que ela gera uma confusão química no cérebro da pessoa a longo prazo. Por isso que Kardec muito bem coloca no final de um opúsculo sobre as preces que muitas vezes está inserido no Evangelho Segundo o Espiritismo, em que ele coloca a prece por obsessores. E ele vai dizer que a obsessão muito prolongada, é muito profunda, ela gera danos. Ele não sabia qual dano seria, porque nós estávamos ali no eh vislumbrar das neurociências, ainda ainda não tínhamos a noção de neuroquímica, exatamente, mas mesmo assim, atendendo casos, ele tem essa intuição, essa percepção e vai dizer que a obsessão quando curada muitas vezes deixa uma repercussão no corpo que vai precisar de tratamento ou médico ou magnético, que seria até mesmo o passe nessa perspectiva não espírita, não espiritual, mas existe essa obsessão chamada simples, que parece simplória, mas é simples. Não porque é simplória e simples, porque não gera todas eh não gera todo esse potencial de modificações. Essas obsessões simples, muitas vezes, sim, elas geram uma sensação eh de ansiedade, uma sensação de urgência, uma sensação, inclusive às vezes de sintomas físicos. Esse é o mesmo sintoma físico que, por exemplo, porque o cérebro ele tem uma maquinária para gerar emoções, é meio que neutra. Então, se eu tô me sentindo muito alegre, o meu corpo vai responder de uma maneira, se eu estou me sentindo muito triste, o meu corpo vai responder, biologicamente falando, de uma maneira muito parecida como as alterações neuroquímicas e fisiológicas. Então, por exemplo, alguém que seja médio e está entrando em um transe mediúnico, por exemplo, ele pode sentir
e falando, de uma maneira muito parecida como as alterações neuroquímicas e fisiológicas. Então, por exemplo, alguém que seja médio e está entrando em um transe mediúnico, por exemplo, ele pode sentir uma série de sensações físicas que a gente vai encontrar pessoas que descrevem que estão ansiosas. Por um ataquicardia, uma sudorese, sensações difusas. Sabe uma sensação interessante que a pessoa que às vezes tá no transcente é uma sensação de uma expansão. É como se o corpo dela estivesse expandido, como se a mão tivesse grande. Às vezes sente formigamento quando vai psicografar. Então é uma série de sintomas que você vai encontrar também a pessoa que passa por um quadro de ansiedade patológico podendo descrever. Então, a questão eh não necessariamente é da sintomatologia, sim eh do tipo de teor que nós estamos eh sintonizando. E esse tipo de teor, ele vai passar necessariamente pela nossa harmonia interna. Não é porque a pessoa tem uma mediunidade e muitos os temos, né? Porque como eu falava antes, a mediunidade no lato senso todos nós somos que necessariamente ela vai ter logo que, digamos, dar a psicofonia, dar a psicografia, especialmente se ela está muito desarmonizada quimicamente falando, desarmonizada eh emocionalmente falando. Então, eu acho bem interessante a proposta que eu vi uma vez o Teodivaldo falando assim para uma média: "Minha filha, primeiro você vai precisar se harmonizar internamente para depois conseguir trabalhar um pouco mais eh do ponto de vista de fenômenos". E ele tem a total razão. Por quê? Porque quando eu estou mais harmonizado, eu consigo sintonizar mais facilmente com os benfeitores. E aí essa sintonia interna a gente chama de autoobsessão ou autolibertação, né? A bagunça interna, emocionalmente falando, a gente pode dizer o termo eh espírita de autoobsessão. Principal característica da autoobsessão é a principal característica de todo o adoecimento, que é a fixação, é a rigidez, é a intrusão nos nossos pensamentos, nossos desejos, né? Então
autoobsessão. Principal característica da autoobsessão é a principal característica de todo o adoecimento, que é a fixação, é a rigidez, é a intrusão nos nossos pensamentos, nossos desejos, né? Então essa é uma característica geral que a gente encontra no lado mais patológico e isso acaba levando a uma paralisia. Perceba quando o Kardec vai descrever subjulgação, a paralisia da vontade, fascinação, paralisia da razão. Então, paralisia tem a ver com estagnação, tem a ver, portanto, com pensemos na ideia do lodo, não é essa contemplação que acalma a nossa alma, mas é a paralisia com os colegas profissionais era que os obsessores eles são muito ardilosos, eles eles não vão na centralidade, às vezes eles não causam um problema muito grande porque a gente tá de a gente está vigilante em relação a esse problema muito grande. Então eles causam os problemas que às vezes com coisas banais, coisas pequenas do dia a dia e ali vai causando o fogo, o fogo. E dessa maneira nós também temos que ser muito eh perspicazes enquanto eh pessoas que trabalhamos na doutrina espírita ajudando essa situação, entendendo que não vale a pena às vezes bater frente com algumas revelações que às vezes perturbam mais a cabeça da pessoa e tem que ir às vezes na beirada dando, assim como o obsessor faz, mensagens que vão ficando no input do inconsciente da pessoa e vai de certa forma a liberando dessa autoobsessão. que que paralisa, que fixa, que estagna e que, portanto, abre brechas para processos obsessivos externos. E vamos seguindo em algo que se correlaciona com esse aspecto, Ana, porque aqui nós temos duas perguntas que vão lidar sobre a vontade de nós querermos um melhoramento sobre os nossos próprios comportamentos. Mas mesmo com essa vontade, vez que outra, pensamentos negativos são dominantes. Então, fazemos esforços, buscamos, temos tentativas nesse acerto, mas na busca desse equilíbrio, mas os pensamentos negativos ou sempre pessimistas vão girando em torno dessa percepção ou desse pensamento e assim
os esforços, buscamos, temos tentativas nesse acerto, mas na busca desse equilíbrio, mas os pensamentos negativos ou sempre pessimistas vão girando em torno dessa percepção ou desse pensamento e assim acaba insistente insistentemente repetindo esses hábitos de pensar negativamente. O que é que a doutrina dos espíritos sugere? Qual que é que a gente pode fazer para lidar com esses pensamentos negativos? Ana, quantas horas? >> Vou tentar ser bastante breve. Um assunto bonito, muito bonito. Eh, eu vou me remeter a Leonir, no livro O Problema do Ser e do Destino, que ele vai levantar cinco potências da nossa alma: pensamento, vontade, consciência, livre arbítrio e amor. É como se Leandoni tivesse dizendo pra gente assim: "Para ser humano, para ser um espírito reencarnante, precisa ter esses cinco pilares presentes na sua experiência". Então, pensamento vai ter sempre, vontade vai ter sempre, amor, vai ter sempre consciência vai ter sempre, livre arbítrio vai ter sempre. A diferença são os graus, os graus de manifestação de todos eles. Então, pra filosofia, por exemplo, pra filosofia que estuda os movimentos existenciais, o mal não existe em si mesmo como essência, mas o mal é a ausência de pensamento no sentido de um pensamento encurtado, um pensamento com pouca reflexão. Então, quando na Gênesis a gente vai estudar o bem e o mal, a gente vê lá os espíritos dizendo que o mal é a ausência da experiência do bem. Então, luz quando chega, por pequeninha que seja, é capaz de iluminar uma grande escuridão. A escuridão em si não tem. O que tem é o bem que pode iluminar toda a escuridão da nossa alma. Mas eu tô dizendo tudo isso para dizer o quanto nós somos sensíveis. Nós somos extremamente sensíveis e vulneráveis no sentido de não termos ainda amadurecimento já consistente para lidar com tanta sensibilidade que nós temos, para poder lidar com pensamento, com vontade, com amor, com consciência, com livre arbítrio. Percebe? Então, o nosso trabalho de amadurecimento é aprender a
idar com tanta sensibilidade que nós temos, para poder lidar com pensamento, com vontade, com amor, com consciência, com livre arbítrio. Percebe? Então, o nosso trabalho de amadurecimento é aprender a cuidar dessas nossas potências dirigidas para o bem. Nós vamos levar um bom tempo para conseguir fazer essa boa alquimia, mas nós vamos perceber que isso não é rápido, isso não é curto. Essa é a nossa viagem. Exatamente. Então, para poder juntar pensamento e vontade, é a vontade que dirige o pensamento, é a vontade que inspira o pensamento, é a vontade que orienta o pensamento e é o pensamento que cria as nossas ações. Então, tá sempre junto, né? Fica até difícil de eu separar, é só uma questão didática, mas como o Leon Denis explicitou isso super bem, dizendo o quanto que a vontade é soberana, e pra gente poder entender melhor ainda, ele vai diferenciar a vontade de desejo, que é o grande trabalho de abertura de consciência que a gente precisa ter. Todas as vezes que a nossa vontade se alia igualmente ao desejo, fica submetida ao desejo, aí vamos lá para Kardecões em si mesmas elas são neutras. O problema é quando a gente é escravo delas. Ele até compara com o Corcel, né? As paixões são como um Corcel. Você tem que ser o cavaleiro, né? Agora, quando eu me deixo dominar pelas paixões, eu fico totalmente escravo dos instintos, das minhas paixões humanas. E aí o caminho da nossa vida fica muito sofrido. Então, vontade precisa ser superior ao desejo para poder orientar os nossos desejos. Então, vontade tem ligação direta com propósito reencarnatório. Então, a minha vontade precisa tá o tempo todo a serviço do bem, do crescimento, da evolução, do futuro. Quando eu não me ligo, quando eu não tenho consciência do para onde eu tô indo, eu corro o risco por essa minha sensibilidade tão vulnerável, ainda tão imatura, trazer essa minha vontade para ficar igualzinho ao meu desejo. Então é assim, eu desejo, faço, eu desejo, faço, eu desejo, faço, eu desejo, faço. Eu não consigo ter poder sobre os meus desejos.
atura, trazer essa minha vontade para ficar igualzinho ao meu desejo. Então é assim, eu desejo, faço, eu desejo, faço, eu desejo, faço, eu desejo, faço. Eu não consigo ter poder sobre os meus desejos. E essa mesma coisa vai acontecer com os meus pensamentos. Quando o meu pensamento fica totalmente absorvido por esses desejos imediatistas, eu fico com um encurtamento da reflexão. Eu perco essa liberdade que a Jonas de Angel vai dizer de eu ter um observador interno que olha os meus pensamentos. Porque o ser humano, ele é o único que pode sofrer e saber que sofre. Um cachorrinho não não sabe que tá sofrendo, ele só sofre, né? Nós temos a consciência que nos permite nos colocar nesse lugar de espectador de si. Quanto mais eu sou espectador de mim, mais liberdade eu tenho. Por isso que a consciência é uma potência nossa. Agora, eu posso olhar paraa minha vida, olhar para o que tá acontecendo comigo e ter um julgamento muito negativo, como se referiu aqui aos pensamentos muito negativos. Mas eu até posso julgar, mas cuidado com esses julgamentos. A que serve você ficar julgando negativamente você? Que lugar você tá querendo chegar? Então você precisa começar a perguntar pro seu pensamento por que você tá pensando isso. Sabe por quê? Nós não pensamos sozinhos. Nós estamos sempre pensando em comunidade porque os nossos pensamentos são frequenciais, são vibrações. A nossa fala é vibração, nosso sentimento é vibração, nosso pensamento é vibração. Somos vibração. Então, quando a gente começa a pensar, nós estamos emitindo ondas que são captadas e e encontram sintonia com desencarnados ou encarnados com semelhança daquilo. Um pequeno exemplo que eu vou dar no livro Ação e Reação, no capítulo 14 ou 15, em que André Luiz vai contar a história Débito Interrompido, que é do Ideu e da Marcela, que é um casal com brigas e violências domésticas de alta, né, quantidade, digamos assim, com três crianças. E todos os dias ele chegava em casa e maltratava a família, ela e os filhos, com exceção, ela e o filho mais velho,
s e violências domésticas de alta, né, quantidade, digamos assim, com três crianças. E todos os dias ele chegava em casa e maltratava a família, ela e os filhos, com exceção, ela e o filho mais velho, com exceção das duas menores. E ele tentav, ele chegava em casa al colisado, agredia muito a família, era muito pesado. Ele queria muito ir embora da casa, largar aquela família, mas ele não conseguia largar porque ele já não gostava mais da mulher. Era um sofrimento muito grande, mas ele tinha paixão pelas meninas. Então ele entendia que se ele fosse embora ele ia perder o contato com as filhas. Então ele torturava aquela família porque ele tinha uma dependência emocional. É tão interessante isso, né? Eu sou dependente e eu escravizo. Não é doido? É assim que nós somos mesmo. Mas eu queria falar do pensamento. O que acontece? Ele pensa um plano. Ele pensa o seguinte: "Eu mato ela, a esposa, eu fico com os filhos, tá resolvido?" Desse mais velho que eu não gosto muito, eu deixo a avó cuidar e eu fico com as meninas para mim. Quando Kardec desenvolve o texto fotografia do pensamento, a gente vai entender isso super bem, porque o que que vai acontecer? Ele começa a pensar e a espiritualidade inferior começa a plasmar imagens ao que ele acolhe, porque ele tá com a vontade dele totalmente submersa ao desejo. Percebe? Ele não tem a vontade descolada do desejo para poder dizer: "Não é esse desejo de matar". Aí ele começa a arquitetar o plano. Aí ele começa a ficar dias e dias com pensamentos negativos, dia e noite. Ele começa a imaginar a cena, como é que ele ia fazer, onde é que ia pegar o revólver, como é que ia fazer menos barulho. E aí ele trama isso em conjunto com uma comunidade que ele nem tinha noção. Até que chega o dia com tudo organizado e ele vai matar a Marcela e eu não vou contar o resto para vocês lerem o livro. Tá certo? O livro é ação e reação, débito interrompido. E, aliás, esse capítulo tem uma joia, porque foi a melhor explicação que eu já vi do que que é o processo
ntar o resto para vocês lerem o livro. Tá certo? O livro é ação e reação, débito interrompido. E, aliás, esse capítulo tem uma joia, porque foi a melhor explicação que eu já vi do que que é o processo reencarnatório, eh, para compulsório e nos planejamentos seguintes. Mas deixa vocês procurarem lá. >> Luziane, soldado no quartel trabalha, né? Então eu queria fazer uma pergunta pra Luziane, porque a eu queria fazer para ela, >> né? Soldado no quartel trabalha, né? E assim, porque você tá, a gente tá falando de uma psicóloga, um psiquiatra que aquela que nós a gente faz interfaces, né, da nossa área. E a Luziana é uma pessoa que eu tenho, conheci aqui na mansão, admiro bastante, sempre muito bem dedicada, né, não só nas palestras, uma excelente palestrante, mas uma ótima pessoa, né, dedicada no bem e como mãe, como profissional, como palestrante, como alguém que quer evoluir, certamente você tem também algum nível de ansiedade que você tá viva, né? você tá reencarnada. Então, queria que você pudesse compartilhar assim como você, como pessoa, o que é que você faz para continuar trabalhando, continuar com esperança, não desanimar? Acho que eu vi uma palestra sua no início do ano falando sobre desânimo, né? Como não desanimar na ansiedade da sua forma. Aí >> eu também não sabia que podia perguntar assim, não, mas vamos lá. Eh, é uma sensação que a gente vivencia enquanto ser humano, todos nós, de como se estivéssemos sempre equilibrando pratos, sempre com o desafio de não deixá-los cair, principalmente na maternidade, mas também conciliando maternidade com as atividades espíritas, com a profissão, com a vida de relação de modo geral. Então, é como sempre, como se a gente tivesse sempre equilibrando esses pratos, mas como a gente não consegue dar conta de tudo sempre, vai ter uma hora que os pratos, alguns deles vão cair. E aí a gente tem de ter também essa segurança para olhar o prato quebrado e pensar assim: "Olha, eu fiz de tudo, mas mesmo fazendo de tudo, ele caiu."
er uma hora que os pratos, alguns deles vão cair. E aí a gente tem de ter também essa segurança para olhar o prato quebrado e pensar assim: "Olha, eu fiz de tudo, mas mesmo fazendo de tudo, ele caiu." Porque nós temos a falibilidade, porque não somos perfeitos, porque temos as nossas dificuldades, as nossas fragilidades e não estamos sempre o tempo todo orando e vigiando como Jesus pediu para que a gente fizesse. Então, em muitos dos momentos, nós nos vemos em situações assim. E aí quando o Leonardo coloca e pergunta assim: "O que fazer?" Eu penso que não existe eh uma fórmula pronta do que a gente vai fazer, mas existem mecanismos e ferramentas que Jesus nos ensinou, que a doutrina dos espíritos reitera e que a gente pode fazer uso disso como mecanismos de legitimidade da crença que nós trazemos no coração. Então, nós somos espíritas, somos cristãos, as ferramentas estão à nossa disposição, por não utilizá-las. Porque quando o prato cai, nós ficamos frustrados. E também que natureza daquele prato que caiu. Porque quando a gente tem vários pratos para conciliar, tem o momento de priorizar, tem decisões que precisam ser tomadas. E como os dois muito bem expuseram aqui hoje à tarde, quando nós fazemos escolhas, nós estamos renunciando a algum outro ponto. Como é renunciar a esse outro ponto? Fica também frustração? como é que fica em nós esse processo de trabalho dessa superação. Então, um processo constante de muita paciência, mas de muito autocuidado e que quando a gente não consegue vem a tristeza, vem sim uma ideia de mas eu não deveria ter conseguido, eu não deveria dar conta, eu não deveria. E aí a gente começa esse processo reflexivo muito mais para não abrigar culpa, para conseguir perdoar-se, mas conseguir traçar uma vida dentro de um contexto de assumir os compromissos que são que são realizados, que são aderidos. Então, acredito que um primeiro ponto que a gente deve fazer e que é uma tentativa que eu sempre faço é orar, porque às vezes esses pratos são todos mobilizados ao mesmo tempo. Então,
ue são aderidos. Então, acredito que um primeiro ponto que a gente deve fazer e que é uma tentativa que eu sempre faço é orar, porque às vezes esses pratos são todos mobilizados ao mesmo tempo. Então, teve um dia recentemente, eu tenho duas filhas, alguns de vocês conhecem, acho que muitos de vocês conhecem, minhas duas filhas e nós nós três na lida da casa, nas atividades da casa. E de repente a mais velha demandou um processo emocional. A mais nova, que é bem assim dinâmica, tava no seu dinamismo mobilizando a casa toda. Eu estava com uma demanda do trabalho numa urgência que surgiu naquele momento, que precisava atender naquele momento. E eu olhei para todas aquelas aquelas demandas, aqueles pratos todos girando e parei e disse assim: "Jesus, me ajuda, >> segura os pratos, >> segura os pratos". Então, o que Jesus me ajuda? é a oração e também uma um olhar para mim para dizer: "Olha, você não vai dar conta de tudo, tem que escolher o que é que vai dar conta agora". Então, quando a gente diz Jesus me ajuda, e aí a gente remonta a benfeitora Joana de Angeles, que a Ana falou aqui também, ela disse assim que a oração faz esse processo da gente se conectar. E Joana fala isso no livro Momentos de Consciência, que agora é momentos de consciência e saúde, né? A Joana fala assim: "A prece é aquela antissala da decisão." Então, a gente orar para que a gente consiga perceber na inspiração e conectado com o alto o que que pode vir para nós como uma decisão para auxiliar no processo da decisão. Mas a benfeitura diz: "Não basta só que a gente tome a decisão". Então, a gente tomou a decisão, mas a gente precisa ser assertivo na realização daquela decisão. E aí a benfeitura diz: "Medita". E o meditar vai fazer com que a gente consiga, eu tenho a razão, mas às vezes eu uso uma palavra indevida, mesmo tendo razão, eu falo com outra pessoa sobre um assunto que é de uma terceira. Então, mesmo que eu tenha uma decisão acertada, não ter a meditação para agir de forma correta, de acordo com aquela decisão,
do razão, eu falo com outra pessoa sobre um assunto que é de uma terceira. Então, mesmo que eu tenha uma decisão acertada, não ter a meditação para agir de forma correta, de acordo com aquela decisão, vai fazer com que eu não consiga aplicar a decisão que me veio por inspiração. Então, a benfeitora fala de oração e meditação. Agora, pensa nesse contexto, como é que a gente ora? Como é que a gente medita? Não é aquele parar, né? aquela ideia, ah, eu vou parar tudo, eu tenho que ir para um lugar tranquilo. Se eu for para um lugar tranquilo, a casa ia pegar fogo. Mas a oração é naquele contexto ali. E aí a gente movimenta o que a gente tem aqui de teoria, que foi a primeira fala da Ana, é o que a gente tem aqui de teoria, porque aquilo precisa ser respaldado na prática. E sempre quando eu digo assim: "Jesus me salva, me ajuda", sempre funciona. E nesse momento não veio somente a ideia da que precisava ser realizada, mas também a calma, a suavidade que a gente precisa. E aí a gente consegue perceber de que naquele momento eu não posso explodir, eu não posso ter um descompasso emocional, porque aquele contexto precisa de um equilíbrio e de uma harmonia. Então, acho que é a gente continuar, a gente insistir nas ferramentas que a doutrina nos traz, prece, meditação, fazer o bem, buscar uns aos outros nesse contexto aqui de comunhão, de convivência. E assim a gente vai conseguindo, auxiliando-nos mutuamente, equilibrar os os pratos da vida, dessa existência. Vamos lá então. Agora vamos lá, trazendo agora pro Leonardo, a gente tem aqui a pergunta sobre a tristeza. Como é que a gente pode encontrar técnicas de nós nos libertarmos da tristeza? E nesse tempo de ansiedade, onde foi parar a felicidade? Eita! Olha, nós precisamos pedir pra porta se abrir, não é? Mas uma coisa que eu tenho pensado no bojo das respostas que a Ana, que a Luziane e que vem para conversar agora é assim, além de pedir, nós temos que realmente nos abrir a resposta, nos abrir a resposta, as respostas que vêm
o pensado no bojo das respostas que a Ana, que a Luziane e que vem para conversar agora é assim, além de pedir, nós temos que realmente nos abrir a resposta, nos abrir a resposta, as respostas que vêm do alto. Não é só uma questão de pedir. Pedir é o primeiro momento que nos coloca numa humildade de sabermos que somos necessitados, mas escutar envolve um segundo nível de humildade, porque envolve escutar coisas que eventualmente nós nem estávamos desejando escutar naquele momento. Então, atrelado ao a postura de pedir, nós precisamos atrelar uma postura de escutar, como bem exemplificou a Luziane no seu contexto pessoal. E essas mensagens, eu queria exemplificar uma coisa hoje, assim, eu venho pensando muito sobre Santo Agostinho, sobre o livro Confissões, nunca tem um livro dele lá para me esmiçar e já fiz muita palestra sobre Santo Agostinho no na questão do autoconhecimento, porque num livro quando eu lancei sobre Sócrates pela editora Ferges, um capítulo, eu analiso só essa pergunta do livro dos espíritos que Santo Agostinho não fala. Então eu falava para Paolo assim, olha, eu tô pensando em fazer uma palestra mais sobre ele ali, aprofundar, retomar essa palestra que eu fiz lá na juventude inicial, né? Eh, e voltar nessa juventude média, eh, a falar sobre isso também. Então, uma pessoa veio trazer o livro e falou assim: "Doutor, eu queria lhe fazer um pedido. Você pode fazer uma palestra sobre Santo Agostinho e o livro confissões?" Mas ela falou dessa forma, né? Eu falei: "Puxa vida, que bom que você me pediu e falou, porque agora tenho certeza que é para eu fazer". Então veja que nível de sinais que vem assim, onde nós nem imaginamos, quando nós nem estamos imaginando, os sinais vêm, mas a gente só quer o sinal da boca do profeta, ou seja, da boca daquela pessoa que oficialmente é o porta-voz dos benfeitores. E a gente percebe, pelo menos eu percebi muito, que muitas vezes revelações, questões vem assim de forma muito sutil quando a gente percebe que depois é que a gente
ente é o porta-voz dos benfeitores. E a gente percebe, pelo menos eu percebi muito, que muitas vezes revelações, questões vem assim de forma muito sutil quando a gente percebe que depois é que a gente vai e se dá conta. Nessa semana e ver um o o complemento do que eu iria dizer com o bojo que Ana colocou. Deixar a nossa alma fluir, deixar a nossa alma viver, deixar o nosso ser ter a experiência e ter algo que seja além do racional. Realmente nós espíritas às vezes ficamos muito no racional porque nos pegamos na fala que a fé precisa ser raciocinada. E sem sombra de dúvida, Kardec tem toda a razão. No entanto, ele não falou que a fé é uma racionalização. Ele não falou que só vale a razão. É um conjunto, é uma aliança da ciência com a religião. Religião sendo alguma coisa de devoção, alguma coisa do sentir e ciência, alguma coisa do pensar. Precisamos fazer essa aliança. E vemos vários meios, né? Temos como escrever isso, como fazer pequenos diários de gratidão, podemos fazer poesias, versos, podemos fazer declorar poesias. Tô falando coisas que eu gosto de fazer para poder acessar o meu ser. Essa semana, então, na quinta-feira, não, sexta-feira, então foi ontem, né? Ontem, quando eu deixei meus filhos no colégio, eu voltava para casa e falava assim: "Poxa, eu queria compor uma música hoje". E viu assim, vontade de compor, né? Mas eu não queria compor, pegar, porque eu podia pegar as coisas já compostas e trabalhar. Não falei: "Não, queria compor hoje, porque o que eu fiz há 20 anos fala da minha alma há 20 anos. Eu queria ver a minha alma hoje, o que é que minha alma tem para dizer para mim mesmo. Então, quando voltei para casa de manhã, fiz isso e aí peguei o violão e comecei a botar umas notas. Mas eu queria compor uma coisa alegre, porque eu achava que eu tava alegre, né? Quando eu vi um ré menor harmônico, que é uma coisa triste assim, uma melodia triste, que coisa triste, né? Só tem tristeza aqui dentro, não é possível, né? Mas botei quando eu terminei o iníciozinho, que seria introdução, veio
rmônico, que é uma coisa triste assim, uma melodia triste, que coisa triste, né? Só tem tristeza aqui dentro, não é possível, né? Mas botei quando eu terminei o iníciozinho, que seria introdução, veio automaticamente a lembrança de uma uma frase musical, exatamente dois compassos, que eu botei muito tempo atrás, eu acho que faz uns 18 anos, que é é assim a musicalização da pergunta de Jesus para Saulo. Saulo, Saulo, por que me persegues? Isso veio na minha cabeça e ficou assim me perseguindo até eu colocar na partitura e coloquei lá e guardei. Fiquei lá com várias tentativas de compor isso daí, nunca veio. E aí só que é uma outra tonalidade. O que que eu tô querendo dizer? Era uma tonalidade maior, uma tonalidade alegre que eu compus. E quando eu fui ver essa outra tonalidade, tinha tudo a ver com a melodia. Puxa vida, que coisa legal, hein? Outra tonalidade, tudo a ver com a melodia que eu fiz há 18 anos atrás. E falei, será que encaixa? encaixa. Então eu fiquei assim pensando o tempo, né, o concurso do tempo para podermos trabalhar coisas mais profundas da nossa alma às vezes demora. Só que a gente precisa se abrir a experiência de ouvir a própria alma, o próprio ser Deus, que vem a partir do fluo cósmico e nos fala na intimidade. Então depois eu percebi que a música não seria nesse ré menor Mônico, era só introdução para falar Saulo, Saulo, porque me persegues? Porque ali há um tipo de melancolia, não é? Só que depois da conversão de Saulo tem toda uma trajetória de transformação em Paulo. E a música não era sobre Saulo. Saulo, porque me persegues? A música era Saulo ou Paulo. Segue em frente, né? Continua me seguindo. E foi isso que a música veio. Outra tonalidade, aí veio o ré maior com a tonalidade alegre. E eu fiquei ali a manhã inteira compondo e eu queria compartilhar, veja, uma composição que dialoga comigo mesmo há 18 anos atrás em tonalidades diferentes, mas que estão na minha alma. E fala assim: "Seguir é preciso, eh, vontade pode ficar, desejo de encontrar, sentido no meu lugar,
ão que dialoga comigo mesmo há 18 anos atrás em tonalidades diferentes, mas que estão na minha alma. E fala assim: "Seguir é preciso, eh, vontade pode ficar, desejo de encontrar, sentido no meu lugar, vontade pode esperar. Eu sigo e seguirei. Eu sinto e sentirei. Consigo, conseguirei. Consinto, consentirei. Bem mais do que dizer, e aí vem outra melodia. Eu quero entender toda a minha entonação nesta nova canção, nesta nova etapa, neste novo ciclo, nesta nova música que eu estava compondo. É preciso expandir a mente para ouvir a voz do sentimento. É preciso fazer um silêncio para ouvir a eloquência do sentir. A eloquência do sentir, a eloquência do sentir. E quando aí chegar, muda de novo a melodia. Calar a vontade, também o desejo, ouvir e sentir a voz do silêncio. E aí vem o refrão que dialoga com a mesma melodia do Saulo, Saulo, porque me persegue? Só que agora numa tonalidade maior, portanto alegre, e diz assim: "Vem comigo. Seguir é preciso, não faz falta. Passado é passado na jornada, andar passo a passo. Todo erro ensina humildade ou se faz humildade. Vem comigo, seguir é preciso. Vem comigo, seguir é preciso. Paulo, Paulo, seguir é preciso. Dá vazão à alma. E a gente precisa encontrar outras formas de escutar a nossa alma que não seja só na razão, que não seja só na explicação, que seja nesse encontro. Então você encontrar a sua aptidão para poder dialogar com você mesmo e entender que o diálogo às vezes demora muito tempo para você poder fazer uma costura de uma música interna que é a nossa reencarnação. >> Muito bom, Leonardo, essa reflexão muito boa que você nos traz. Ana, a gente começa também a pensar que a ansiedade adentra a casa espírita. também em relação aos trabalhadores da casa. Então, a gente tem algumas perguntas aqui. Como é que a casa espírita deve lidar com o trabalhador que às vezes se afasta e depois retorna já com esse quadro da ansiedade e também com processos que são atrelados e e veiculados ou comparados à própria obsessão? Como é que a casa espírita
trabalhador que às vezes se afasta e depois retorna já com esse quadro da ansiedade e também com processos que são atrelados e e veiculados ou comparados à própria obsessão? Como é que a casa espírita deve lidar? Como é que os trabalhadores espíritas devem lidar com esse processo? Então vamos falar de acolhimento, né? É isso. E aí depois eu especifico pra casa espírita. Por que que a gente precisa tanto de acolhimento? A gente fala tanto disso, né? Atendimento fraterno, acolhimento, terapias. Por que que a gente precisa de acolhimento? Porque a vida dói. Mas a vida não só dói, a vida também tem seus espaços de alegria, de felicidade. Certa vez compartilhava com um amigo meu que eu ficava muito, muito, mas muito tenso antes de fazer uma palestra. Ele perguntou muito simples assim: "Não é, espírita? Vem cá, você faz isso de graça, né?" Eu falei: "É, você faz isso porque você quer, né?" Eu falei: "É". Então, ainda não entendi porque que não tem alegria. Eu não faço para sobreviver, faço porque eu quero. É a religião que eu amo. Por que que não tem alegria? Porque eu tava lá no perfeccionismo, tava lá grudada nos chamamentos do ego. Só serve se for uma palestra perfeita, se for bonita, se for certa. Isso deixa a gente ansioso o tempo inteiro. Quanto mais você quer performar, mais ansiedade vai dar. Porque na performance, na perfeição, não é lugar de humanos, não é lugar de gente, né? Então, quando a gente tá lidando com esse tipo de sofrimento, que é a ansiedade que a gente tá conversando hoje, é preciso a gente poder compreender que no nosso espírito não tem só esse eu que você conhece com esse nome, com essa identidade. Aqui dentro não tem só a Ana Teresa que tem 60 anos nesse corpo. Aqui tem as milhões de pessoas que eu já fui em todas as encarnações. Esses vários eus entram em conflito entre si. Eles não estão unificados ainda. Por isso que a Joana de Angeles vai dizer que a gente precisa encontrar um centro unificador desses Zeus. É preciso estabelecer um observador de
em conflito entre si. Eles não estão unificados ainda. Por isso que a Joana de Angeles vai dizer que a gente precisa encontrar um centro unificador desses Zeus. É preciso estabelecer um observador de mim para ver, ih, o eu tá brigando com eu tr, com eu cinco, com eu se tá bom não, né? Quantas vezes eu falo alto lá em casa, ih, esse pensamento tá esquisito? Aí eu dou uma respirada, dou uma melhorada nele. Por quê? Nós estamos dialogando com muitos eus que habitam em nós e a gente não tem controle sobre eles. Emerge. É só uma circunstância atual ser semelhante, parecida em alguma coisa que você já viveu nessa vida ou em outra que vem esse essa pessoa se apresentar para você. E às vezes tem uma intensidade desproporcional ao acontecimento. Você fica até meio doido, gente, mas não era para isso tudo. Eu tô aqui fora de mim. Como é que você ficou assim fora de si? De repentemente. Começa a perguntar: "Mas desde quando que eu tô assim fora de mim? Mas desde quando que eu tô irritado? Mas desde quando que esse desânimo chegou?" Não acolhe isso como sendo verdade absoluta. A vida dói para todos nós, mas não precisa ficar doendo o tempo inteiro. Então a gente precisa poder se acostumar a essa reflexão, esse diálogo interno. Conversa com você com esse tanto de eu esquisito que te visita. Tá na hora da gente poder integrar isso e poder dar um novo rumo a essas integrações. Então vamos lá paraa casa espírita. que chega o trabalhador da casa espírita que pensa em vocês. O trabalhador da casa espírita, ele é melhor do que as pessoas que vem assistir as palestras? Ele é mais evoluído, ele é mais curado, ele é mais performado? Não, não, não. Nós todos, quem assiste, quem fala, quem dá passa, quem bota água no copinho, aquele que vem pro atendimento frente, todos nós estamos curando os nossos dodóis. todos nós. O que o que diferencia aqui é só o tempo que isso vai levar e o grau de consciência que a gente tem disso. Nós somos todos irmãos em aprendizado, em crescimento. Então, chega o
ssos dodóis. todos nós. O que o que diferencia aqui é só o tempo que isso vai levar e o grau de consciência que a gente tem disso. Nós somos todos irmãos em aprendizado, em crescimento. Então, chega o trabalhador da casa espírita, a gente fica esperando dele o quê? Perfeição, performance. Não. Quanto mais a gente quiser isso, menos trabalhador a gente vai ter na casa. Porque não adianta você trocar de trabalhador, virar outro com outra problemática. E, aliás, a gente começa a entender então qual é a finalidade da casa espírita, qual é a finalidade do trabalho na casa espírita. É pra gente se curar, gente. Nós nos curamos ajudando os outros a se curar. Nós somos todos, estamos todos no mesmo espaço que a terra é, que é uma terra que é escola, que é hospital e botar pequenininho, prisão, que foram as três metáforas que o Kardec disse: "Aqui é escola, estamos todos aprendendo, tá todo mundo doentinho aqui." É isso mesmo. Mas nós estamos aqui num projeto divino de felicidade, de crescimento. E é certo que a felicidade não é desse mundo no sentido de mundos celestes, felizes, etc e tal. Mas nós já podemos ser felizes agora sim, quando a gente descobre a alegria pela oportunidade de viver. E mesmo que você diga assim, mas eu não gosto da vida, que isso é um capricho seu, porque a vida que você tem, essa mesmo que você tem, pode não ser excelente, mas eu vou te contar uma coisa, é a melhor que você pode ter até então, porque é a sua caminhada espiritual que te trouxe aqui. Olha pro teu percurso, quem você já foi lá na adolescência, na sua infância, olha para você hoje, você tá muito melhor. E se você continuar esse seu trabalho consigo mesmo, você vai ficar melhor ainda. Então a gente olha para um trabalhador da casa que não tá muito bem, então você precisa dizer: "É agora que ele precisa da casa espírita. Agora é a hora do trabalho do bem. Ele precisa do trabalho. Agora eu preciso adequar." Se ele tá num nível de perturbação espiritual, se ele tá num nível de adoecimento muito intenso, talvez seja o
a. Agora é a hora do trabalho do bem. Ele precisa do trabalho. Agora eu preciso adequar." Se ele tá num nível de perturbação espiritual, se ele tá num nível de adoecimento muito intenso, talvez seja o momento dele se licenciar temporariamente, não para sair da casa, mas para ser tratado na casa. Porque pensa, quando a gente tá com febre, quando a gente tá gripado, doente, a gente não quer ir para casa? Então, quando a gente tá adoecido espiritualmente na alma, então a gente tem que ir para que casa? Casa espírita. É lá que tem conforto espiritual, tem recursos espirituais para você melhorar. Então você precisa confiar na sua casa. Então a casa espírita precisa ser um ambiente de amor e de confiança, como Cristo ensinou pra gente, para que a gente possa acolher os nossos companheiros estando bem ou não estando muito bem. Então a gente precisa olhar olho no olho, né? Como é que você está hoje, meu irmão? Nós sentimos sua falta, você não pôde vir ontem. Então, esse interesse pelo meu irmão, isso é mais importante do que o trabalho propriamente dito. A transformação moral que tá acontecendo com o meu irmão é mais importante se a gente vai fazer isso ou aquilo. Então, quando a gente tem o olhar excessivamente para fora, o serviço que a casa espírita presta pro mundo é maravilhoso, mas ele precisa ser em primeiro lugar para aquele que tá na casa. Eu conto uma historinha do meu início de psicóloga, não sei se eu já contei aqui, mas eu estagei em um hospital psiquiátrico primeiro, viu, Léo? Já te encontrei em algum lugar. E então porque na minha universidade você estagiava em vários setores, então eu tinha que era faculdade pública, então hospital público. Então eu fazia plantão no final de semana porque eu trabalhava durante a semana no meu trabalho profissional. Então, sábado, domingo eu ia fazer plantão e ficar com os pacientes no sábado, no domingo. E eu tão eu era responsável por registrar as alta, as as altas, enfim. E eu tava registrando a alta de um paciente, ele
ado, domingo eu ia fazer plantão e ficar com os pacientes no sábado, no domingo. E eu tão eu era responsável por registrar as alta, as as altas, enfim. E eu tava registrando a alta de um paciente, ele tava chegando na minha na minha direção e aí ele era um senhor, ele dizia: "É, doutor, eu tô de alta". Eu falei: "Que ótimo, eu tô muito feliz, você melhorou bastante mesmo. Que bacana. Já pegou seus medicamentos?" "Ah, já e tal". Eh, eu vou ir embora, mas a senhora vai ficar. E eu fiquei assim, meu Deus, tem alguma coisa errada. Fechei os livros de alta, saí correndo para casa mais rápido que eu pud e fiquei assim: "Meu Deus, eu acho que eu tô pior do que ele porque ele tá de alta e eu não." Que brincadeiras à parte, o que eu quero dizer é as pessoas vem à nossa casa para tomar passe com a gente, mas quem é que fica? Os que mais precisam, não é verdade? Nós somos os que mais precisam. É isso. No livro que nós recebemos hoje, que é ansiedade, felicidade, o livro que tá sendo lançado do Leonardo Machado, a gente tem aqui um capítulo que é o capítulo terceiro, salvo engano, onde o Leonardo coloca o seguinte título: Jesus cuidou da nossa ansiedade? E a pergunta final que a gente quer trazer aqui pros dois, a gente vai colocar a mesma pergunta pros dois, é o espírito Joana deângeles, o espírito Amélia Rodriguez. Ambas costumam dizer que Jesus é a resposta dos céus aos apelos aflitivos da humanidade. Então a gente quer ouvir do Leonardo, ouvir da Ana Teresa. Como é que é Jesus nesse processo? Como é que Jesus cuida da nossa ansiedade? como é que Jesus nos conduz à felicidade? Eu queria aproveitar então a ocasião e agradecer a Ana, agradecer ao Julinho, o esposo dela, porque ela veio hoje aqui paraa Mansão do Caminho gravar eh programas, né, sobre um curso que a gente vai lançar pelo Centro de Saúde Mental, pela mansão do Caminho em relação à psicologia espírita de Joana de Angeles, mas pro público geral. Então ela, mas ela podia ter escolhido qualquer data. Ela escolheu justamente
entro de Saúde Mental, pela mansão do Caminho em relação à psicologia espírita de Joana de Angeles, mas pro público geral. Então ela, mas ela podia ter escolhido qualquer data. Ela escolheu justamente tá aqui hoje. Então para mim foi muito significativo, Ana. Muito obrigado, viu? Muito obrigado por ter vindo, por ter assim abrilhantado, né? e ter comungado junto com o Júlio. E também a a Lina também veio, eh, porque ela podia gravar em outros momentos, ela veio gravar curso da saúde mental positiva e escolheu essa data para dar um jeitinho de fazer tudo ao mesmo tempo, porque às vezes é bom fazer tudo ao mesmo tempo, nem sempre, mas às vezes >> às vezes é >> não pode ser tão rígido em tudo, né? Então, queria agradecer muito, agradecer a confiança da mansão do caminho, agradecer a Luziane, agradecer ao Mário Sérgio, a editora Leal. Muito obrigado por dar espaço para que o meu ser possa se desenvolver, porque são espaços de autodesenvolvimento. Com isso, então, na prática, eu estou expressando a resposta para a possível resposta paraa pergunta que a Luziane finaliza nosso workshop. Gratidão. Eu não conto, consigo encontrar uma outra resposta, outra palavra que resuma de maneira tão eloquente, tão potente e tão intensa como a gratidão. Aliás, a benfeitora Jona de Angeles, ela escolhe a gratidão na culminância da sua série psicológica, porque todo esse negócio que a gente pensa sobre psiquismo humano, tudo isso que os primeiros cientistas da psicologia, a psiquiatria que mudava no século XIX, o espiritismo que surgia, a teosofia, a antroposofia do Steiner, tantas ideias surgiam, podem ser resum do ponto de vista prático. Qual coisa prática? Perguntaria Allan Kardec aos benfeitores. Qual o meio prático, mais eficaz para evoluir? E os benfeitores diriam assim: "Conhece-te a ti mesmo". E para conhecermos a profundidade de Deus em nós, só a gratidão para abrir essa janela da nossa alma. sairmos de uma postura de ingratidão para uma postura de não gratidão, que é aquela coisa meio
o". E para conhecermos a profundidade de Deus em nós, só a gratidão para abrir essa janela da nossa alma. sairmos de uma postura de ingratidão para uma postura de não gratidão, que é aquela coisa meio neutra, eu não vou agradecer não para não deixar o outro assim vaidoso demais. Eu acho isso tão interessante porque a gente fica fiscal do ego alheio, né? E deixa o nosso ego murcho, sem agradecer, né? De tão fiscal do outro que a gente fica. A gratidão é a possibilidade de vitalizar o nosso ser. na comunhão com Deus, no encontro com o outro e na vitalização do nosso eu. De fato, William James propôs na contemporaneidade do Espiritismo que nós temos vários eus, múltiplos eus, né? E o que ele dizia que às vezes esses eus entram em conflito porque nós temos o meu, o eu psicológico, o eu social, o eu espiritual, né? Ele vai dizer que eu tenho o o me e o I, ou seja, o eu, que é o agente transformador e o eu que observa. William James teve a coragem de ir para os fenômenos espiritualistas nascentes. Ele estudou médiuns e ele é um dos pais da psicologia, um dos pais dessa ciência. E ele escreve em 1890 os princípios da psicologia. E nesses princípios da psicologia ele abre portas para, por exemplo, mais tarde Jung falar dessas várias instâncias, porque na época que o William James escreveu, ele fala o self. Não é o self como Joana de Angeles coloca na sua obra, mas ele talvez tenha sido o primeiro a colocar a palavra self num contexto psicológico. O self era usado num contexto mais filosófico por David Home, por exemplo. Então ele traz para uma questão psicológica. Então é tudo uma continuidade. O Jung vai poder abrir, falar de persona, falar de sombras, falar de tantas coisas. Mais tarde, acho bastante interessante o assagioli, podendo falar das subpersonalidades que todos nós temos e isso dialoga muito com a doutrina espírita, isso dialoga muito com a psicologia espírita de Jonas de Angângeles. Então, lembrando desses pioneiros do espírito, a gente só pode ficar grato porque foram os aqueles que
ito com a doutrina espírita, isso dialoga muito com a psicologia espírita de Jonas de Angângeles. Então, lembrando desses pioneiros do espírito, a gente só pode ficar grato porque foram os aqueles que abriram o caminho pra gente poder entrar no aprofundamento em relação a nós mesmos. Então, a gratidão, eu diria que é a possibilidade mais tangível de nós podermos diminuir as nossas angústias, nos conectar com o criador, nos conectar com a vitalidade que temos, que nem a gente nem sabe. E é interessante porque a gratidão ela é um ciclo virtuoso. A gente pode agradecer a gratidão. E quem me ensinou isso foi um menino, meu filho, né? Com seis aninhos mais ou menos. Eu falei assim, eu sempre falo muito para ele, meu filho, eu lhe amo, aí beijo, né? É tão interessante. Eu queria compartilhar esse diálogo, dois diálogos que tem a ver com ele e esse amor paterno, né? Porque a mãe é dia dos pais, né? A paternidade é uma coisa muito vitalizadora para mim. E eu me lembro da conversa que teve com dois alunos. Então, eu, um homem hétero, ele um homem homoafetivo e ela uma menina bi. Então ele falava assim, meu aluno, olha, eu acredito que o amor mais maduro, assim, mais evoluído, é o amor bi, porque eu queria ser bi, mas eu só sou homo. Eu não consigo gostar de um sexo oposto, não consigo ter atração sexual por um sexo oposto. E aí ela então rebateu. Eu fiquei escutando o diálogo, falei: "É muito interessante a proposta, mas sabe uma coisa que eu aprendi? Eu amo um homem que eu nunca imaginei que amasse tanto. Esse homem é meu filho. Eu nunca imaginei que eu teria um amor por um outro eh uma outra pessoa do mesmo gênero que eu, né? da mesma eh do mesmo X Y, digamos assim, com um amor tão intenso. É tão intenso que a primeira vez que eu peguei ele no braço é como se eu tivesse pegando a mim mesmo. Foi tão autoscópico, foi tão autovisão de dentro que é como se eu tivesse pegando a mim. Então, ser pai, ser mãe, é a oportunidade de nós transcendermos a visão do amor, que não é só o afeto sexual, mas o amor que
cópico, foi tão autovisão de dentro que é como se eu tivesse pegando a mim. Então, ser pai, ser mãe, é a oportunidade de nós transcendermos a visão do amor, que não é só o afeto sexual, mas o amor que transcende. O amor que transcende o sexual e como nossa psicosfera do passado ainda confunde muito prazer com amor, sexo com amor, a sexualidade com o amor. Eu pude aprender na jornada de ser pai que existe uma outra forma de amar tão profunda. E esse ser, esse esse menino eh me possibilitando o encontro com o meu menino, o encontro com a minha criança de forma tão intensa, de forma tão profunda. Então, muitas vezes eu agradeço assim: "Poxa, meu filho, eu gosto muito de ser seu pai. Ele fez aniversário agora, dia 6 de agosto e ele é um presente paraa minha vida". Então eu falei: "Poxa, eu gosto tanto de ser seu pai". E aí ele falou assim: "Papai, muito obrigado por me dizer isso. >> Que coisa bonita, né? Do tipo agradecer a gratidão. A gratidão como um ciclo virtuoso que se basta em si. Eu nunca tinha visto isso. Foi nele assim, papai. Eu falei: "Mas por que agradecer? Isso que você disse? Isso o quê? Que me ama? É verdade. É o resumo do que eu quis dizer todo o seminário. Velar, desvelar, agradecer é desvelar o que há na intimidade do nosso coração e, portanto, tirar do véu das sombras boas que nós temos e nós não nos damos conta, porque a sombra que nos vincula com o divino. A gratidão é o amor que nos vincula com o divino. Então, agradecer o agradecimento. Obrigado por me dizer isso. Eu aprendi isso com ele. Então, me perguntaram como é que se ensina. Gratidão para as crianças falando que ama e ele vai gerar esse amor interno, essa pertencimento, essa felicidade interna e vai transbordar nisso. Papai, muito obrigado por dizer isso. Então, queria terminar com a gratidão como sendo uma pequena fórmula mágica de diminuirmos as nossas ansiedades, porque essa fórmula já tá dita há muito tempo, mas nós nos esquecemos dela e ficamos um tanto quanto mal agradecidos. Então,
como sendo uma pequena fórmula mágica de diminuirmos as nossas ansiedades, porque essa fórmula já tá dita há muito tempo, mas nós nos esquecemos dela e ficamos um tanto quanto mal agradecidos. Então, agradeçamos a vida a nós mesmos, a tudo e a todos, porque no final das contas é o caminho que Deus nos colocou para a evolução. Muito obrigado a mansão do Caminho, a Editora Leal, a Luziane, a todos vocês. Muito obrigado mesmo. Fiquei até sem ter o que falar depois disso. Falar o quê? Vou continuar aqui o tema da gratidão. Assim, por que que é tão difícil a gente agradecer? Porque a gente fica endividado quando agradece. Porque quando a gente agradece, a gente tá reconhecendo que recebeu. E quando a gente se nutre do que recebe, é impossível, impossível você não dar. é endividado positivamente, porque a gratidão, que é o reconhecimento do que eu recebo, me nutre. E quando a gente tá nutrido, a nossa nossa primeira vontade é compartilhar o que tá acontecendo. Não é? Quando a gente vê um filme bacana, a gente não quer dizer como é que o filme é bom. Quando a gente come uma coisa gostosa, a gente não quer dizer, olha que essa comida é boa demais. Então, tudo aquilo que nutre o nosso coração, que a gente recebe de Deus, que a gente recebe de um filho, que a gente recebe de um pai, recebe de um amigo, de um par afetivo, se você permite que isso nutra você, porque nós podemos receber, mas não reconhecer que recebe. Eu entendo que isso é a causa dos vazios existenciais que a gente sente. A gente tem um bloqueio para receber, tem medo de receber, tem orgulho de receber, dá trabalho receber. Então eu prefiro não receber, eu prefiro não precisar, talvez porque até um dia eu precisei, não recebi como eu queria, então não quero mais pedir. Então nós temos muitas histórias complicadas do receber. Então gratidão é mesmo o caminho da cura. O livro da Joana, Psicologia da Gratidão, é muito claro, dizendo que gratidão é a atmosfera curativa da alma. Então, se a gente respirar a atmosfera
receber. Então gratidão é mesmo o caminho da cura. O livro da Joana, Psicologia da Gratidão, é muito claro, dizendo que gratidão é a atmosfera curativa da alma. Então, se a gente respirar a atmosfera da gratidão, significa você tá se permitindo se nutrir do amor que há. E há amor, gente. Amor não se esgota. Tem amor universal pra gente, tem amor divino pra gente. É só você colocar seu coração aberto para receber. Você vai enxergar amor em tudo, né? Vai enxergar amor no irmão, vai enxergar amor até nas dificuldades, vai enxergar amor em você, porque nós somos feitos de amor, nós somos amor. Então, como é que Jesus pode nos ajudar na cura da ansiedade? Que Jesus nos lembra, nos lembrou do amor, né? E a gente pode se nutrir do amor se a gente decidir por isso agora. É isso. A nossa imensa gratidão ao Leonardo Machado, a Ana Teresa Camasmi, por estarem aqui conosco, por trazerem as suas reflexões, por compartilharem conosco o fruto dos seus estudos, da dos seus sentimentos, das suas emoções. também compartilhar conosco o espiritismo e todo o conhecimento que eles nos trouxeram nestas horas que aqui ficamos juntos. agradecer a todos que estiveram aqui presencialmente, todos que nos acompanham virtualmente, tanto o grupo do Espiritismo Play quanto agora à noite, pessoal do YouTube. Agradecer a TV Mansão do Caminho, agradecer ao nosso presidente Mário Sérgio, toda a equipe que organizou, que muito bem concatenou e estruturou esse nosso encontro, porque foi muito salutar e muito bom para todos nós. Vamos então agora pro nosso momento, nossa terceira parte. aqui dessa noite, convidando os companheiros responsáveis pela aplicação do passe em nossa casa para que possam se colocar distribuídos aqui no salão doutrinário. Senhor Jesus, gratidão, Mestre, por nos amar. Gratidão por preencher as lacunas, os espaços vazios, nos momentos em que perdemos o endereço de nós mesmos. Gratidão por repletar e nos trazer em abundância a vida. e sentirmos em nós o pulsar e o reverberar da tua presença.
lacunas, os espaços vazios, nos momentos em que perdemos o endereço de nós mesmos. Gratidão por repletar e nos trazer em abundância a vida. e sentirmos em nós o pulsar e o reverberar da tua presença. Sempre buscamos, mestre, mecanismos de cura, de paz, de saúde, de bem-estar. e a riqueza das tuas lições, a beleza dos teus ensinamentos, a sua doação restrita e restrita a cada um de nós. Os auxílios inúmeros que recebemos nos emocionam, porque sabemos diante de cada oportunidade da vida que o Senhor nunca desistiu de nós e jamais desistirá. Assim, Senhor, diante desta alegria que exulta de dentro de nós, por termos sido cativados, estimulados a nos entusiasmarmos e nos lembrarmos do evangelho que pulsa no nosso coração. Cuida das nossas ansiedades, cuida das nossas fragilidades, traz para cada um de nós as bênçãos que nutre, que nos fortalece e que nos faz compreender a magnitude da vida. na nossa realidade mais íntima. Rogamos, Senhor, por cada um de nós, pelos nossos familiares, por aqueles que aqui estão presencialmente, aqueles que estão nos seus lares, nos acompanhando virtualmente, a família de todos os amigos, mas também os desafetos. os diversos núcleos de tensão do nosso planeta, de guerras, de conflitos, de desentendimentos, mas pontos de ausência, de discernimento, de loucuras, de desesperos. Cuida, Senhor, de todo este planeta que traz o celeiro de oportunidade para o nosso processo de educação. A nossa gratidão encaminhamos aos nossos tios Divaldo e Nilson a nossa gratidão aos pioneiros dos trabalhos desta casa. E te rogamos pelos nomes que te apresentamos aqui, colocando para oração, para intercessão, na certeza da tua intervenção e dos bons espíritos nesse processo de recuperação, de superação nesse processo de amor. Fica conosco, Mestre, trazendo através da tua presença e do reiterar da tua mensagem, a renovação constante da fé, da coragem, do ânimo, para que sigamos firmes e firmes até o fim. Gratidão por tudo e sempre assim seja.
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